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Evangelho de João – Aula 7: Cap 18 – 20 | Ákilla Nascimento | IBNU

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[Música]
Olá a todos que acompanham mais um uma
live aqui da ibenil mas um encontro que
a gente tem para falar a respeito do
Evangelho de João você é muito bem-vindo
muito bem-vinda aqui para nossa conversa
o nosso estudo e hoje a gente está
chegando no nosso penúltimo encontro
dessa série que tem dourado aí
aproximadamente dois meses terminaremos
com João 21 na semana que vem e hoje a
gente vai tratar de João capítulos 18:19
e 20 naturalmente que é uma passagem
muito importante do Evangelho de João
porque trata da Morte e da Ressurreição
ainda que parte daquilo que são as
narrativas que incluem
a ressurreição e as consequências desse
evento façam parte do capítulo 21 é aqui
que a gente tem assim boa parte do
coração de tudo que está sendo
construído nos Capítulos anteriores e
que por isso encontra seus significados
é e sua concretização na morte e
ressurreição de Jesus por isso que é tão
importante a gente olhar com cuidado
para esses três capítulos Boa noite
Betânia para quem tá acompanhando a
gente aí quem vai chegando é muito bem
vindo também para participar com seus
comentários colocar suas observações
é importante essa nossa interação bom
vamos então iniciar nossa conversa sobre
João Capítulo 18 mas eu gostaria de
fazer uma pequena ressalva são capítulos
relativamente longos são Como disse
narrativas das mais importantes do
evangelho e tem muito detalhe e esses
detalhes comunicam muita coisa né porque
é detalhe né porque é uma alusão breve
que não tenha muito significado Mas a
gente não tem condições de fazer um
mergulho profundo nesses três Capítulos
em torno de uma hora uma hora e meia de
conversa a gente precisa selecionar que
por muito importante o que for possível
para a gente tratar aqui e dar um pouco
de atenção então para essas questões mas
iniciando Então a nossa conversa sobre o
capítulo 18 a gente vê que ele se inicia
é falando sobre a prisão de Jesus o
evento em que Jesus está no Olival está
no Vale do cedrão ele atravessa o Vale
do cedron vai para onde vai o que está
do outro lado e aí ele então é traído
por Judas que leva com ele soldados um
destacamento de soldados e guardas que
são enviados pelos chefes dos sacerdotes
e fariseus o que que é importante a
gente notar nos primeiros Versículos de
João olhando não só para esses
Versículos iniciais mais para os 14
Versículos iniciais do Capítulo 18
a gente vê que existe muita relação com
o livro de Gênesis assim como a gente
apontou no início do Evangelho de João o
prólogo de João Capítulo 1 claramente
está fazendo uma alusão as narrativas da
criação Gênesis Capítulo primeiro fala
Como Deus criou tudo a partir do nada
como Deus criou tudo a partir da sua
palavra aqui a gente também tem um
paralelo mas não com Gênesis 1 como é no
caso de João 1 mas sim com Gênesis 2 e 3
a gente vê vários elementos por exemplo
que ligam o jardim em que está
representado o Jardim do Éden nos
Capítulos nos Capítulos uma três de
forma geral mas com Jardim que Jesus se
encontra e o lugar de traição em que nós
vemos em João que ele é traído por um
dos seus discípulos mas também é o lugar
em que o próprio Deus é traído por Adão
e por EVA que cometem esse pecado
oficial então é importante a gente
perceber como João está construindo e
costurando a relação entre Gênesis e
entre o evangelho em torno da pessoa de
Jesus o seu ministério a sua morte e sua
ressurreição em vários níveis diferentes
então claramente e de formas muito
distintas João está escrevendo um novo
Gênesis não só com seu prólogo mas na
forma como ele conta a história de Jesus
então novamente a gente percebe que João
está ecoando as palavras iniciais a
palavra se torna carne Essa carne é
carne como a nossa é carne como adiadão
ao mesmo tempo que é um novo tipo de
carne é um novo tipo de ser humano é um
novo tipo de criação a gente também
apontou isso quando começamos o nosso
estudo de João que o grande objetivo com
aquelas palavras iniciais era não só
mostrar que existia a relação entre o
que Jesus fez e aquilo que o texto de
Gênesis
original mas a ideia de que Jesus é uma
nova criação Jesus está estabelecendo
uma nova humanidade uma nova forma de
refletir a imagem e semelhança de Deus
ele recebe um novo corpo a partir da sua
ressurreição um novo mundo é criado a
partir da pessoa de Jesus e é
interessante que quando Jesus é
confrontado Jesus ele não se esconde os
discípulos eles
ficam profundamente amedrontado
o clima é de tensão porque João descreve
tudo aquilo com detalhes como sendo algo
tenso um destacamento de soldados para
uma pessoa que não oferecia até aquele
ponto resistência nenhuma eles vão à
noite eles estão fugindo da percepção
pública da
perturbação que seria ter várias pessoas
que presenciaram os milagres do ensino
de Jesus nesse momento de uma prisão in
e nós vemos que João descreve com muita
consciência que João que Jesus não está
perturbado no momento em que ele se
defronta com Judas com os soldados com
esse destacamento que vai para prendê-lo
e Diferentemente dos outros Evangelhos
João ele não retrata a agonia que fez
parte desses momentos que antecedem a
prisão de Jesus por que que ele faz isso
porque em vários momentos João já havia
relatado que o espírito de Jesus estava
perturbado pelas coisas que estava
acontecendo que iriam acontecer por
exemplo João 11:33
12:27 13 21 São momentos em que João
fala da agitação e perturbação do
espírito de Jesus diante das coisas que
ele sabia que teria que passar
Mas esse momento da angústia da dor esse
momento de pedir o pai que se possível
fosse que afastasse O Cálice já havia
passado agora ele está pronto ele sabe
que deve fazer e ele faz isso com a
tranquilidade no sentido de segurança em
termo dos eventos que precisariam
transcorrer para que sua missão fosse
cumprir então ele está determinado
naquilo que ele faz ao se entregar
aos soldados e diante dos guardas que
procuram Jesus de Nazaré e questionam
onde é que ele estavam na verdade Jesus
é que pergunta o que eles vieram fazer e
eles respondem que estão procurando por
Jesus de Nazaré Jesus responde com eu
sou Talvez isso não fique tão Claro
porque algumas versões falam eu sou mas
é mais comum a gente encontrar a
tradução sou eu mas no Grego é igual em
mim é a mesma expressão que Jesus
traduz nos vários ditos que ele fala que
eu sou o caminho a verdade e a vida é eu
sou a videira verdadeira os ditos de eu
sou que marcam momentos importantes do
evangelho de João
de certa forma repetindo aqui diante da
prisão e diante da perseguição quando
Jesus é confrontado qual é a resposta
dele eu sou o contexto imediato é
obviamente que ele estava apenas
respondendo aos discípulos sou eu que
vocês estão perguntando ou que vocês
estão procurando mas ao mesmo tempo
quando a gente olha para essa grande
construção que é o evangelho de João a
forma cuidadosa como ele Conta essa
história essa é mais um quebra é mais
uma peça do quebra-cabeça
desse Deus e Adão porque o eu sou remete
a própria forma como Deus se revela e
aveia se revela para Moisés na sardente
e a forma como Jesus se identifica ele é
o mesmo eu sou o mesmo Deus que se
revelou anteriormente é o Deus que se
revela na pessoa de Jesus
então todos esses ditos não deixam
dúvida que existe intencionalmente por
parte de Jesus um contraste muito grande
esse homem vulnerável que está em pé
diante desses soldados aparentemente
completamente indefeso de noite num
jardim sem nenhuma condição aparente de
preservar seja pela sua própria justiça
a justiça que deveria ser dada a ele que
é o inocente seja pela sua condição
diante da ameaça que se aproxima esse
homem completamente vulnerável é o mesmo
que existe desde toda eternidade é o
mesmo que existe como um com o pai Ele é
eu sou ele é o pão da vida a luz do
mundo a ressurreição e a vida o caminho
a verdade e a vida e diante de todas
essas expressões que denotam a soberania
de Deus em relação à Vida Ele está
diante da ameaça de morte
a única explicação para eles terem caído
e é interessante porque o Versículo 6
mostra que os discípulos os soldados que
se aproximaram primeiro de Jesus caem
quando ele fala isso é porque eles
percebem que Jesus está afirmando o
próprio Jesus está afirmando que ele é o
Deus em pessoa e de uma forma acho que
não é extrapolar o texto o poder de Deus
se manifesta nessa afirmação de Jesus
quando ele reafirma que eu sou Ah bom um
pouco mais adiante a gente vê que toda a
cena da prisão do julgamento e
crucificação de Jesus é carregado de
ironias a forma como tudo isso acontece
não é tomado de ironias da maneira como
João conta mas João representa as
ironias que acontecem pelas ações e
decisões voluntárias
de Pôncio Pilatos dos sacerdotes dos
Soldados mas que na verdade
se encaixam dentro de uma longa e antiga
predição das coisas que deveriam
acontecer em torno do Messias atenção
que a gente já falou que é tão presente
na Bíblia tanto no antigo quanto no Novo
Testamento aquilo que o termo técnico
denota como tensão dialética mostra aqui
os soldados fizeram que queriam fazer
o Pôncio Pilatos fez o que queria fazer
a análise fizeram o que queriam fazer
mas ao mesmo tempo eles estavam debaixo
da autoridade de Deus da soberania de
Deus Deus tornou o mal que eles
planejaram e bem Deus fez com que a
iniquidade de todos esses
personagens importantes da história da
crucificação na verdade serviço em o
grande propósito de Deus então Jesus por
exemplo acaba de orar como o verdadeiro
sacerdote se você voltar um pouquinho
antes de ler o capítulo 17 você vai
entender porque que Jesus se porta como
esse Sumo Sacerdote que apresenta os
seus discípulos diante do pai Essa
oração sacerdotal e essa entrega de
Jesus é muito característico daquilo que
era a função descrita no antigo
testamento que pertenciam sacerdote logo
depois ele é levado a nas que é o membro
mais experiente da família sacerdotal e
a sogro do sumo sacerdote que está em
exercício que é caifásico João nos
lembra que cai faz o sumo sacerdote
havia afirmado e ele registra isso no
Capítulo 11 Versículo 49
e 50 que era bom que um homem morresse
pelo povo cai faz sem saber o que está
afirmando que está falando a coisa certa
pretendendo coisas completamente
diferentes ele fala aquilo que é a
verdade é necessário que esse homem
morra pelo povo
então de certa forma que João está nos
mostrando aqui o verdadeiro Adão é morto
na cruz
por conta daquilo que o falso Adão
inflige sobre essa nova criação que é
representada na nova humanidade de Jesus
todos esses representantes da antiga
humanidade
condenam justamente aquele que o
representante da verdadeira da nove
redimida humanidade que a pessoa de
Jesus
Adão é no fim demonstra esse Jardim
restaurado que é tão caracteristicamente
colocado por João e pelos outros
Evangelistas como um elemento importante
nas narrativas da Ressurreição a gente
vai ver isso um pouco mais de detalhe no
capítulo 20 mais a gente percebe que
Jesus sai de um jardim que ele Ora como
sacerdote para ser condenado por um
sacerdote que não é falso no sentido de
não ser O sacerdote oficial mas ele é
falso por não representar por não
realizar a função que ele deveria ele é
condenado por esse
isso sacerdote nesse sentido é morto
condenado sepultado e volta para um
jardim mas esse novo Jardim representa
uma criação completamente restaurada a
gente caminha um pouco mais para os
Versículos 15 a 27 e a gente se depara
com a história da fogueira a história em
que Pedro nega Jesus ele se refugia e
tenta se esconder entre os soldados e
outras pessoas que estão na casa do sumo
sacerdote e a gente quando ler essa
história
é naturalmente tomado de uma tristeza
muito profunda porque o texto de João
mostra que
Pedro está profundamente
comprometido com Jesus em um momento
logo depois Ele trai os outros
Evangelhos Tenham cuidado de mostrar que
ele é tomado por uma tristeza quando ele
nega mas de uma forma muito particular
João demonstra que existe uma tristeza e
uma ferida que são abertas aqui nesse
evento e que só é curado na
reconciliação de Pedro narrada no
capítulo 21 assunto que a gente vai
falar no nosso próximo encontro e a
gente percebe que essa história de Pedro
em torno da fogueira e depois a
reconciliação dele com Jesus após a
ressurreição é uma história dentro da
história é uma representação do que o
evangelho faz dentro dessa grande
história que João Estamos contando que
revela o que o Evangelho é é como se
fosse a história do Evangelho na vida de
Pedro a história do pecado da Separação
depois da morte e ressurreição e da
Redenção reconciliação de Pedro então é
percep que junto também é consciente nos
mostrar essas histórias dentro da grande
história a história de interrogatório é
costurada intimamente com a história da
negação de Pedro Jesus fala a verdade
para o sumo sacerdote enquanto Pedro
mente para o servo do Sumo Sacerdote em
tudo que Jesus é interrogado ele fala o
que é verdadeiro em tudo que Pedro é
interrogado pelos servos muito inferior
aquilo que é o sumo sacerdote o seu
perigo apesar de real é uma confrontação
muito inferior que o próprio Jesus
recebe quando ele é interrogado por
análise depois por Caio faz Pedro ele
não consegue resistir a pressão que é
submetido É por isso ele nega do lado de
fora do local onde Jesus também está
sendo interrogado Jesus fala abertamente
Pedro faz o máximo para se esconder
ainda assim
apenas ele Pedro e o outro discípulo que
o texto não nos detalhe a quem é são
aqueles que ficam para ver o que irá
acontecer com seu mestre isso é
interessante a gente lembra que Pedro
nega é um fato vergonhoso mas ele e
apenas mais um discípulo são aqueles que
têm coragem ainda de permanecer próximos
dos eventos em torno do julgamento de
Jesus e naturalmente uma pergunta é quem
é esse outro discípulo novamente o texto
não nos diz com detalhe Possivelmente é
o próprio João Evangelista isso porque a
hipótese mais plausível que João era o
mais novo dos Apóstolos dos discípulos
Talvez João não tivesse nem 20 anos de
idade quando esses eventos estão
acontecendo Então pelo fato de ele ser
muito novo talvez ele fosse visto também
como uma ameaça menor do que homens mais
velhos homens já é mais com maior
responsabilidade na comunidade como
vistos como maior ameaça eles poderiam
criar uma revolução teriam mais
capacidade de aglutinar pessoas
influenciar as opiniões e por isso um
jovem ainda tão inexperiente
Possivelmente poderia ser visto com
menos
condenação ou comendo suspeita Por parte
dos Soldados né
a gente então percebe que João ele Conta
essa história de Pedro sem muito Adorno
por exemplo ele não menciona um choro de
Pedro depois que o galo canta como os
outros Evangelistas citam ainda assim se
nós lemos essa história até o Versículo
27 nós nos colocarmos no lugar de Pedro
nós é que somos levados É uma sensação
de tristeza profunda e ainda que João
não tenha narrado o choro de Pedro nós
temos vontade de chorar a gente
naturalmente sente
o peso da negação da traição e de tudo
que estava envolvido na expectativa
de Pedro que agora nega um homem que foi
preso injustamente Pedro então
representa
esse esse Marco daquilo que é a história
do pecador como um todo a pessoa que no
momento de remorso e depois na verdade
de arrependimento entende o peso do que
fez Jesus É interrogado sobre o seu
ensino e ele sabe que aquela pergunta
não era sincera não eram pessoas que
estavam querendo aprender aquilo que
Jesus tinha para ensinar e na verdade
aquilo que Jesus havia ensinado ele
ensinou em público bastava pega um caso
Multidões que ouviram que eles poderiam
dar testemunho daquilo que Jesus estava
falando a gente percebe também que o
golpe no rosto de Jesus aparece num
lugar muito próximo com um golpe que
Pedro difere sobre a orelha do servo do
Sumo Sacerdote isso não é sem propósito
além de vamos falar o que aconteceu esse
nível de detalhe também nos mostra a
intenção a de João de dizer que a
violência está estabelecida os sinais
violentos começaram a surgir com ato de
Pedro e agora vão se escalar até chegar
no Ápice que a morte do próprio Jesus e
é por isso que em vários momentos isso
fica claro no evangelho de Marcos que
Jesus não quer antecipar essa
confrontação tão Direta com o império
romano porque ele sabia que quando ele
entrasse em Jerusalém e essa mensagem do
reino fosse colocado explicitamente Como
o Rei dos Judeus mas também o rei o rei
soberano anunciado pelos profetas que
deveria governar sobre todas as nações
rapidamente essa mensagem seria
interpretada como uma mensagem de
confrontação com o império e com o reino
que já estavam estabelecidos por isso
que era necessário esperar o tempo certo
de outra coisa bom depois disso a gente
chega aí nos Versículos 28 A 32 e somos
introduzidos introduzidos a uma figura
muito interessante que é Pôncio Pilatos
quem é Pôncio Pilatos a gente não tem
uma narrativa é muito detalhada de como
ele chegou no lugar de governador da
Judeia que ele ocupa e que é explícito
aqui em João 18 Talvez ele fosse um
político de carreira Talvez ele fosse um
soldado que foi promovido a governador
de província por conta das suas
conquistas militares o que é provável é
que como um governador da província da
Judeia ele Esperasse que ajudasse como
espécie de trampolim porque tinha uma
função geopolítica importante mas a
função do governador da Judeia não era
também a coisa mais glamorosa que talvez
uma pessoa do perfil de pilatos e o que
eu quero dizer para o perfil vai ficar
mais Evidente nas próximas é páginas
aqui do Evangelho de João mas talvez ele
não se contentasse com isso a ideia de
permanecer um tempo ali é que ele fosse
depois transferido para um lugar mais
importante Talvez ele pudesse receber
remunerações melhores e possivelmente
ser colocado numa região de menor
probabilidade de conflito assim como a
geopolítica hoje do Oriente Médio é uma
questão bastante complicada Em alguns
momentos envolvido por muitas tensões e
interesses que tocam o mundo todo
naquela época também a Judeia era muito
importante para o império romano dentre
outros outros motivos ajudante estava no
meio de uma rota de fornecimento de
trigo para Roma não só de trigo mas de
cereais para Roma e um grande produtor
de cereais da época era o Egito Então se
Roma que eram uma espécie de megalópole
da época não tivesse alimento
isso era um problema muito sério para o
império assim como fornecer alimentos
hoje é uma das coisas mais importantes
nesse jogo político entre as nações na
época a Judeia tinha a essa função de
ser um ponto de rota de escoamento dos
cereais que era produzido no Egito bom o
objetivo de pilatos Então como
governador da Judeia era manter a paz
não a paz nesse sentido tão harmônico e
não a paz que é tratada por Jesus ao
longo do
Evangelho mas a paz como ausência de
conflitos ou a paz com uma ausência de
perigoso de perturbações que pudessem de
alguma maneira afetar o império romano e
o domínio de Roma sobre Judeia e toda a
região então ele tinha que fazer o que
fosse necessário para manter a região
estável para manter essa pax romana
presente também na Judeia e é por isso
que p tos em muitos momentos pode e
recorre a soluções violentas a ideia é
que qualquer
início qualquer proposta de uma
revolução qualquer proposta de uma
resistência ao império romano
Deva ser aplacado não só com a retórica
não só com a violência mas com essa
violência exemplar é preciso matar e ser
cruel e mostrar a todos os outros
pretendentes a revolucionários o que é
que acontece com qualquer pessoa que se
opõe ao império romano então a gente
percebe que essa é uma função
fundamental de Pôncio Pilatos outra
questão particular de pós pilates é que
ele parece
perdão Ele parece ter adquirido um certo
um gosto por desdenhar do povo Judeu em
especial pelos seus líderes sempre que
podia ou seja ele sempre gostava de
mostrar quem é que estava no comando
agora ainda que ele pudesse
de alguma forma atender os seus
Caprichos isso fica um pouco Claro
quando ele escreve algo na placa que é
colocado acima da cabeça de Jesus no
momento da crucificação Rei dos Judeus
ele escreve
isso em três idiomas diferentes e a
gente mostra que eles confronta ele
confronta os líderes mas quando ele faz
isso ele também Está pesando até que
ponto vale a pena confrontar os líderes
porque ele estava inclinado a libertar
Jesus e depois ele desiste de libertar
Jesus porque ele é um pragmático ele não
vai fazer apenas aquele que ele tem
desejo ou interesse ele vai olhar para o
jogo como todo o que é que pode me
dispor contra Roma talvez não condenar
um líder revolucionário potencialmente
perigoso vem Apesar sobre mim quando
Roma receber a queixa de que eu permitir
uma pessoa tão perigosa que se anunciava
Como Rei dos Judeus
pudesse andar livremente então a gente
percebe que no fim das contas apesar de
caprichoso ganancioso posso Pilatos é um
pragmático
por isso também que a gente começa a
perceber que existe uma relação bastante
turbulenta ou uma relação que não é tão
agradável entre Pôncio Pilatos e os
sacerdotes e os interesses deles em
muitos momentos estavam alinhados mas
nem sempre a forma como as coisas
deveriam acontecer exatamente o que
deveria acontecer estava de pleno acordo
os governadores Romanos é assim como
posso Pilatos em especial eles tinham
uma rede de espiões para saber o que que
tava acontecendo
dentro da província que ele era
responsável então quando ele recebe
Jesus ele provavelmente já tinha
informações a respeito de Jesus e sabia
que Jesus não era nenhum tipo de
Messias ou figura política do povo judeu
que pretendia estabelecer um reino como
por exemplo Judas
tinha estabelecido algum tempo antes do
período de Jesus por medo enfrentamento
militar Jesus não tinha pretensões de
pegar espada para lutar contra os servos
do somos sacerdote assim como a sua
mensagem não parecia envolver a
confrontação armada do império romano
e é por isso que a gente percebe que
existe uma tendência de pilatos inicial
de não condená-lo de não é enxergar
culpa em Jesus Só que os acusadores
insistem que ele é culpado e ele merece
a morte e outras palavras o texto vai
deixando muito claro para gente que
Jesus terá a morte que Roma reserva aos
Rebeldes o que Jesus pretende e o que os
chefes dos sacerdotes pretendem o que
Pilatos pretende tudo isso vai se
aproximando
para o mesmo desfecho para uma mesma
finalidade para o mesmo evento mas por
motivos e por propósitos muito
diferentes Jesus é condenado
injustamente condenado como Rebelde
Jesus é falsamente acusado de blasfêmia
mas Jesus também sabe que aquela é a sua
missão existe uma intercessão de planos
de desejos de intenções que
aparentemente são contraditórios mas
encontram de uma forma muito difícil de
a gente assim entender apenas do ponto
de vista racional encontram a sua
satisfação plena na cruz então a gente
começa a perceber que a história que
João está nos contando É uma história
muito densa em certo sentido que a gente
precisa ler reler tentar olhar os
ângulos diferentes que ele está
incluindo nas intenções dos sacerdotes
na intenção de Pôncio Pilatos na
intenção do povo dos discípulos e do
próprio Jesus e perceber como Deus
conseguiu unir fios muito distintos
dentro desse mesmo tecido que compõem o
evento da crucificação e depois da
Ressurreição de Jesus a gente segue
Então já para a parte final do capítulo
18 que fala sobre o reino e essa
expressão que Jesus usa aqui o seu reino
não é deste mundo bom
no período de Jesus as pessoas estavam
muito mais habituadas do que no nosso
tempo ao que é uma monarquia O que
significa ter um rei como soberano sobre
a nação
e os reis eles acendem seja pela
hereditariedade seja porque eles herdam
o trono ou seja por meio da violência se
você não fazia parte da linhagem real
subir ao trono significava enfrentar a
linhagem que estava exercendo o poder
significava pegar em armas significava
se envolver em algum tipo de conflito
que geralmente era um conflito muito
sangrento as coisas é que envolviam a
coroa sempre foram assim envolvidas
também na história de muita crueldade de
pais que matam filhos de irmãos que
matam irmãos isso não é completamente
distante da história da monarquia de
Israel isso Definitivamente não é
distante da história de Roma de forma
como o César sobe ao poder se mantém no
poder exercem no poder e caem do poder é
uma história de muita violência de
traição de completar desconfiança então
quando posso Pilatos está falando sobre
esse reino que Jesus trata está
ponderando as acusações julgando as
acusações que são feitas Contra Eles
colocam Como Rei dos Judeus
a gente percebe que possui Pilatos Não
tem necessariamente um profundo
conhecimento das profecias messiânicas
ele não tem um envolvimento direto com o
povo Judeu nesse sentido de entender as
expectativas do povo Judeu de entender
tudo que estava por trás das acusações
do sacerdotes mais uma coisa ele sabia
ele sabia o que significava se colocar
como rei ele sabia o que significava
ser pretendente real quando existia um
exercício significava que Possivelmente
Jesus estava se colocando como alguém
que tomaria o trono desses que estavam
exercendo poder e aí quando Jesus
responde para Poço Pilatos sobre o seu
reinado ele coloca essa expressão que é
tão famosa Meu Reino não é deste mundo e
a gente precisa ter bastante cuidado com
a forma como interpretamos essa frase
frase O que que significa dizer que meu
reino não é deste mundo para muitas
pessoas A ideia é que meu reino não
faz parte dessa realidade terrena o meu
reino não tem a ver com essas coisas que
tem a ver com César o meu reino não tem
a ver com essas coisas que você possa o
Pilatos tem a ver não tem a ver com as
nações o meu reino não tem a ver com
essas coisas que os olhos podem enxergar
não é isso que Jesus está tratando aqui
ou não é isso que Jesus quer dizer
quando ele diz que meu reino não é da
terra
Meu Reino não é deste mundo a ideia do
não é deste mundo é mais ou menos como
não vem deste mundo a ideia aqui é de
origem o meu reino não se origina na
terra ou no mundo como na verdade
aparece no Evangelho de João porque o
mundo para o evangelho de João é mais do
que o planeta é mais do que o universo
concreto mundo é uma expressão que dá
origem ao mal e da origem a rebelião
contra Deus mundo é uma palavra com
conotações teológicas muito Profundas e
definidas como esse sistema de rebeldia
contra o criador então que Jesus está
dizendo é o meu reino não se origina na
rebelião contra o pai mas o reino dele é
para este mundo o reino de Jesus não
nasce do meio da nossa rebelião do meio
do nosso sistema corrompido pelo pecado
mas o reino de Deus é para Terra
porque na oração do Pai Nosso dentre
outras coisas nós vemos que ele olha
para que seja feito na terra assim como
é feito nos Céus porque como fica muito
Claro no livro de Apocalipse
completar a missão do cordeiro completar
a missão de Cristo significa que ele irá
reinar sobre todas as nações significa
também na linguagem de primeira
Coríntios 15 que ele irá subjugar todos
os reinos da terra
subjugar todas as formas de poder sejam
aquelas que são submetidas
voluntariamente ou não a ele e depois de
ter subjugado todas as oposições e
poderes que se colocam contra o cordeiro
contra o filho ele entregará novamente o
Reino ao pai então a ideia de Jesus ao
responder para ponto Pilatos que o reino
seu reino não é deste mundo é que o seu
reino não se origina no mal mas o seu
reino é para este mundo é para essa
criação nós estamos pertencendo ao reino
de Deus que não tem a ver apenas com o
céu tem a ver também com a terra tem a
ver com a criação como todo tanto espaço
de habitação de Deus que é o céu quanto
o mundo como a terra como processo de
aplicação que nós fazemos parte por isso
a gente percebe que não é exatamente uma
espiritualização que Jesus está fazendo
de dizer meu reino não tem nada a ver
com de César no sentido de nós não temos
interesses em comum mas sim dizer eu sou
soberano mas o meu reino é de outra
natureza é de outra qualidade bom a
gente segue um pouco mais e Nós entramos
no capítulo 19 quando existe uma frase
muito importante de pilatos que
apresenta
Jesus
ou introduz-se Jesus com essa frase aqui
está o homem o ex o homem
quando a gente Analisa
essa
essa frase ou quando a gente percebe o
contexto em que João descreve
inicialmente a pessoa de Jesus a missão
que ele cumpre e a gente retoma tanto
prolonga o capítulo onde João quando
Gênesis a gente precisa também relembrar
aquilo que está escrito em Gênesis 1 26
a 28 A palavra é
Jesus que é essa humanidade perfeita e
plena retoma também aquilo que é
expressão da imagem e semelhança de Deus
em Gênesis 1 26 a 28 nós fomos feitos
como essa imagem de Deus que reflete o
criador para o restante da criação e
muita discussão já foi feito e ainda
hoje é feita sobre a expressão Imagem e
Semelhança mas o que muitos estudiosos
apontam ao meu ver com bastante razão é
que a ideia de imagens e Semelhança era
mostrar é para o restante da criação a
imagem do Criador É nesse sentido de que
há uma representação do Deus que fez
tudo isso e se faz presente em todos os
pontos da sua criação por meio do que os
reis humanos fazem com as estátuas então
se você por exemplo for em museus na
Inglaterra foi um museus é que estão na
Itália ou até mesmo
no Oriente Médio em Jerusalém além da
Turquia você vai ver que muitas imagens
dos soberanos que controlaram porções ou
do Império Romano isso é válido para
outros também muitas imagens não eram
colocadas na capital do império muitas
imagens não faziam parte daquilo que
eram os espaços públicos de Roma mas sim
o que era um espaços públicos das
cidades que eram dominadas por Roma por
quê Porque Roma queria dizer que existia
ali em Felipe o poder do Imperador tão
presente quanto ele estava em Roma
existe em Corinto um poder tão presente
tão importante como aquele que estava em
Roma existia em Éfeso assim como também
existia em Jerusalém
representantes ainda que Imóveis mas
lembranças concretas para o povo de que
o soberano estava presente assim também
Deus faz como narra o texto de Gênesis 1
quando ele cria todas as coisas ele é
rei sobre toda a criação soberano sobre
tudo e como é que ele coloca as suas
imagens no meio da criação não como
estátuas mas seres humanos dotados de
todas as capacidades que temos dotados
dessa capacidade de se relacionar com o
criador de criar coisas ser copiador com
o senhor por meio daquilo que inventamos
daquilo que articulamos descobrimos por
meio de toda a potencialidade humana e
isso é o que significa ser imagem e
semelhança de Deus refletir esse criador
para o restante da criação quando
João coloca no início do livro A palavra
tornou-se carne e viveu entre nós nós
percebemos que aquele que estava com
Deus aquele que é Deus com pai reflete o
caráter e o amor dele tornou-se ser
humano essa era a coisa mais apropriada
que poderia acontecer e era como se
fosse o sexto dia da criação Só que
ainda mais importante é como se João
estava dizendo estivesse dizendo aqui
está de fato a imagem plena do Criador
aquilo que nós fomos feitos para ser
imagens semelhança de Deus ele de certa
forma recuperada e
nesse último dia da criação quando Jesus
encarna quando Jesus nos revela o pai
por meio daquilo que Ele ensina por meio
daquilo que ele faz quem vê a mim vê O
Pai nós vemos a face de Deus na face de
Jesus mas ao mesmo tempo ele está
retomando é esse longo Anseio ou essa
longa expectativa desejo que sempre
tivemos mas que foi completamente
comprometido com entrada do pecado no
mundo que é Nós não sabemos exatamente o
que significa essa imagem e semelhança
então Jesus está recuperando e Jesus
também está estabelecendo algo
completamente novo
a gente quando ouve a frase de pilato de
pilatos Eis Aqui o homem ou ex o homem
aqui está o homem é irônico que mais uma
vez Pilatos esteja falando mais do que
ele de fato sabe é como se João
estivesse enfatizando uma verdade que
Pilatos coloca para o povo Judeu e quer
eternizado por meio da do Evangelho de
João é uma realidade que é muito mais
profunda do que ele seria capaz de
avaliar naquele momento Pilatos está
falando a verdade Eis Aqui o homem a
humanidade restaurada Eis Aqui o homem
como sendo essa imagem e semelhança
perfeita do Criador
Pilatos lança para o povo Judeu e as
suas palavras que são colocadas no
evangelho colocam diante de nós uma
frase que vai de certa forma nos
acompanhar em toda essa trajetória que
João ainda vai narrar em torno do
julgamento da crucificação de Jesus e
depois a sua ressurreição essa frase
fica ecoando na nossa cabeça todas as
vezes que nós lemos os eventos que irão
acontecer a humilhação de Jesus a
condenação injusta ser preso entre
ladrões substituir aquilo que deveria
ser aplicado a Barrabás tudo isso nos
faz sempre lembrar que esse é o homem
essa é a palavra encarnada Essa é a
humanidade como a gente não quis
experimentar isso é o que a gente sempre
precisou mas que a gente nunca teve
bom a gente Então segue para o Versículo
8 a 16 e quando a gente também se depara
com essa
contraposição de Jesus Como Rei dos
Judeus essa acusação que recai sobre ele
mas quando o próprio povo Judeu afirma
os líderes do povo judeu que eles não
têm nenhum Rei além de César nessa
passagem bastante interessante do
Evangelho
quanto Pilatos ele tem a tendência de
libertar Jesus porque não encontra culpa
nenhuma em Jesus ele se refreia dessa
decisão porque isso a gente introduziu
um pouco mas porque ele sente que aquilo
que ele faz pode chegar aos ouvidos
de Roma os ouvidos das autoridades
romanas na capital do império e ele
corre um risco muito sério porque a
gente tem registros históricos que ser
Governador era uma posição de muito
perigo não só de ser preso não só de ser
multado mas era um perigo de vida
concorrendo os anos os governadores eles
eram regulamente processados por má
administração não existe nada novo
debaixo do sol as províncias e as
cidades elas levavam os casos até Roma é
instigando que a justiça fosse feita
contra o homem ou contra um governante
que estivesse governando de forma
inadequada em nome de Roma então poderia
ser que se os judeus que acusavam Jesus
isso é um revolucionário perigoso para o
império romano levasse essas queixas
para Roma
Pôncio Pilatos poderia ser
condenado a pagar multas altíssimas ou
em último caso ele poderia ser condenado
à morte se Jesus se revelasse um
problema muito sério para César então a
gente percebe que a Pilatos muda de
opinião não porque ele é convencido que
Jesus é culpado mas porque ele está
convencido de que ele não quer correr
nenhum risco em função de um judeu que
talvez se provavelmente é inocente mas
que não tem nenhuma relevância pessoal
para Pilatos não faz nenhum sentido
arriscar o pescoço por conta de uma
pessoa que ele não tinha tido nem mesmo
contato até aquele momento por isso que
a gente percebe a figura bastante assim
é odiosa da pessoa de pilatos ele está
com o poder na mão ele tinha um poder de
libertar Jesus Ele sabe que Jesus é
inocente mas ainda assim ele Condena
Jesus para que ele Possivelmente
enfrentar sem um tipo de problema
pessoal
a gente também percebe que
nesse diálogo entre Jesus e pelado
Pilatos Jesus desafia a autoridade do
governador e ele inclusive desafia
autoridade que Pilatos tem sobre ele
porque Jesus como muitos escritores do
Antigo Testamento aceita que até mesmo
nos estados e impérios pagãos mantinham
e mantém o seu governo sob autoridade
suprema do único Deus verdadeiro isso
não quer dizer que Jesus aprovava todas
as
decisões obviamente até porque ele está
sendo fruto de um julgamento injusto
não aprova todas as decisões de pilatos
assim como os judeus não aprovavam todas
as decisões da Babilônia mas a ideia é a
Babilônia não tem autoridade que o
próprio Deus não tenha permitido a ele
ser
ainda que eles possam fazer mal em
último caso Nós acreditamos de que
alguma maneira miraculosa que seja que
nós não conseguimos enxergar no tempo
presente Deus vai fazer com que o mal
deles se torne bem como é as palavras de
José para os seus irmãos
de alguma maneira a autoridade que
Pilatos tem não é uma autoridade que ele
mesmo conquistou o que nem mesmo o
império romano possui de forma absoluta
autoridade que eles têm se submete a
autoridade de Deus por isso que Jesus é
capaz de confrontar pilatos mesmo no
momento em que ele estava prestes a ser
condenado a crucificação porque ele sabe
que nada do que acontece foge a esse
controle de Deus e isso não pode ser
confundido com fatalismo a ideia não é
aceitar tudo a ideia não é não criticar
o governo assim como Paulo é a mesma
palavra semelhantes a essas de Jesus em
romanos Versículos 1 a 7 Paulo também
confronta autoridades políticas Paulo
exigem seus direitos de cidadão Romano
Paulo sabe quando ele está sendo
injustiçado e exige que seja tratado com
justiça mas em último caso ele sabe que
nenhuma dessas autoridades faz o que faz
apenas porque eles é conquistaram e tem
um poder
definitivo em suas mãos ainda que essa
confrontação e o diálogo de Jesus com
Pilatos seja muito importante na
passagem a armadilha dessa passagem vem
no final Porque o chefe dos sacerdotes a
fim de rejeitar a afirmação de Jesus de
ser o verdadeiro reflexo essa imagem
verdadeira de Deus
voltam-se braços do império Pagão e
afirmam que não temos rei a não ser
César
é possível imaginar o peso que isso
tinha era um sacerdote para um sumo
sacerdote judeu no primeiro século é
possível a gente imaginar o que era para
um judeu no primeiro século que nem o
Salmo 2 que falava que o Messias era
aquele que destronaria todas as
autoridades pagãs impuras todas as
nações que haviam se corrompido e se
voltado contra e a fé
os mesmos sacerdotes que acreditavam no
Salmo 72 que reafirmava essa soberania
do Messias os salmos que falavam que o
soberano e os poderosos verdadeiros
eraram aqueles que se submetiam a iavé
se voltam para um governador Pagão e
falam não temos outro rei além de César
como é que fica
um sacerdote como esse quando no próximo
Shabat no próximo sábado na próxima
celebração ritual eles forem ler os
salmos e se levantarem novamente com
essas passagens que reafirma que Deus na
verdade estabeleceu um rei que é o rei
enviado por ele e o rei que deveria
dominar sobre todas as nações apenas
esse Rei é que tinha autoridade legítima
como é que fica a contradição desse
sacerdotes que reconhecem no fim das
contas para condenar um opositor naquilo
que era o seu ensino naquilo que
anunciava como um novo tipo de reino se
submetem
a ao absurdo e a humilhação de afirmar
que eles não tem nenhum rei que não seja
César toda a história de Israel foi
baseada em especial depois do exílio em
preservar a pureza
do povo que mantém a Torá e a pureza do
povo que não se submete a outros reinos
como reinos legítimos outros Reinos são
sempre reinos que estão calcados naquilo
que é o poder e na falha humana naquilo
que é Oposição a Deus a gente talvez não
consiga perceber numa primeira leitura
mas é profundamente absurdo isso que o
sacerdote se afirma não temos rei a não
ser César é algo devastador ouvir essa
declaração principalmente vinda dos
lábios dos representantes oficiais do
Judaísmo e João faz questão de reafirmar
esse contraste para gente a gente Segue
ainda mais no Capítulo 19
e é aquela passagem em que Jesus então é
crucificado é o Pilatos escreve uma
placa que é colocada acima da cabeça de
Jesus é pregada na cruz com os dizeres
Jesus de Nazaré o Rei dos Judeus ele
escreve isso em hebraico latim em grego
é importante pensar que para aquela
região e para o império romano Essas são
as três línguas mais importantes qual
era a ideia que todo povo que passasse
próximo e por isso que a crucificação
era feita num ponto de muita
visibilidade porque era um aviso do
império romano é isso que acontece com
aqueles que se opõe a nós e Pilatos não
só faz isso como coloca em três línguas
para que todo mundo entendesse aquilo
que está acontecendo esse é o Rei dos
Judeus é isso que os Judeus tem é como
autonomia diante do Império Romano a
pessoa mais importante do seu reino
agora está crucificado e óbvio que
existir ironia por parte de p mas existe
verdade novamente por parte de pilatos
esse de fato é o Rei dos Judeus em
última instância Pilatos escreve a
verdade porque Jesus é aquele que por
meio da sua ressurreição por meio da sua
ascensão e glorificação é colocado Como
Rei sobre toda a criação é muito
interessante a gente perceber como Deus
consegue construir a história usando as
decisões humanas autenticamente humanas
para fazer aquilo que ele sempre disse
que queria fazer mas de uma forma que
ninguém poderia prever
Pilatos diz a verdade registra a verdade
e é dito uma observação importante que
esse é o texto mais antigo escrito a
respeito da pessoa de Jesus a gente não
tem nenhum registro nos evangelho de que
alguém escreveu algo sobre Jesus antes
de pilatos e qual é a primeira o
primeiro registro físico a respeito de
Jesus a placa na sua cruz Jesus de
Nazaré o Rei dos Judeus
bom a gente vai precisar correr um pouco
contra também do nosso horário a gente
tem a morte de Jesus narrado em mais
detalhes nos Versículos 25 a 30 e
Existem muitos Pontos importantes aqui
que envolvem inclusive Maria e que
envolve também
[Música]
O discípulo Amado aquele que é dado como
filho a Maria a gente percebe que
essas pessoas as pessoas que
presenciaram a crucificação foram em boa
parte mulheres não foram os discípulos
não é registrado muito que homens que
eram sejam os apóstolos ou outros
discípulos ficaram para ver a
crucificação de Jesus isso é
interessante porque
aparentemente as mulheres eram vistas
como o menor ameaça para o império
talvez pelas questões militares e as
mulheres não eram ao menos naquela época
associadas aos eventos militares a pegar
em armas articular revoluções e por isso
existe uma maior liberdade para que elas
acompanhassem Jesus mesmo que elas
fossem associadas ao movimento que Jesus
liderava durante o seu ministério mas a
gente percebe que isso não é sempre
assim eu não é sempre interpretar dessa
maneira em todo lugar atos 83 relata que
mulheres e homens eram vítimas de
perseguição então a gente percebe que de
pende do contexto da geografia
exatamente o que elas estão fazendo para
que isso acontecesse assim como acontece
também nos versículos 15:16
nós podemos ter um pouco de resposta
aqui ou na verdade algumas perguntas de
Por que que esse discípulo amado é
permitido se aproximar do evento da
crucificação enquanto os outros não são
Possivelmente como a gente já colocou
ele era uma pessoa muito nova ele não
era uma pessoa que pudesse trazer tanta
preocupação para o império romano e por
isso O discípulo João Possivelmente
provavelmente discípulo João é aquele
que unicamente é relatado como capaz de
acompanhar de perto os eventos que
acontecem
durante a crucificação em si no final
desses versículos que a gente
citou no final da narrativa da
crucificação assim a gente vê que Jesus
o pouco antes dele morrer ele fala Está
Consumado
em grego Isso é uma única palavra não é
uma expressão e essa palavra é a palavra
que as pessoas escreviam em uma conta
depois que ela era paga a ideia é que a
punição que era necessária para que o
Pecado Fosse retirado do mundo para que
houvesse perdão de Pecados essa conta
estava paga no momento em que ele
entrega o seu espírito o momento em que
ele sabe que ele está prestes a morrer
ele se entrega a morte que ele foi
submetido então é interessante a gente
perceber não Só que essa palavra aparece
aqui mas aparece novamente em Apocalipse
21 quando no Versículo é cinco daquele
Capítulo a gente vê que o cordeiro
aquele que estava sentado no trono
também afirma que está consumada Está
Consumado ele está fazendo nova todas as
coisas é a ideia de que a obra está
completa enfim aquilo que eu vim fazer
está feito
um pouco depois a gente vê a narrativa
sobre o sangue e a água que escorre do
corpo de Jesus E isso acontece porque
estava prestes a acontecer o shabbate a
começar o shabbat era o fim da
sexta-feira a contagem de dias para o
povo Judeu um pouco diferente da nossa A
Virada não acontece de 11:59 para
meia-noite que sim acontece No Cair da
tarde então um novo dia para o povo
Judeu acontece quando se inicia a noite
então a gente passou a pouco mais de
aproximadamente duas horas atrás essa
conversão do fim da tarde para o início
da noite é aí que se dá a virada do dia
a crucificação de Jesus acontece na
sexta-feira o Shabat estava prestes a
começar e é interessante porque o Shabat
era também a o Shabat próximo a Páscoa
que era celebrada Páscoa o povo Judeu
estava em torno de um momento muito
importante momento mais importante do
seu calendário
João faz questão de nos avisar que a
Páscoa estava para ser celebrada por
isso o povo estava se organizando para
grandes celebração do calendário judaico
Jesus morre na sexta-feira que antecede
a Páscoa e eles precisam tirar o corpo
da cruz por quê Porque isso poderia
provocar algum tipo de perturbação no
povo Judeu era dito em Deuteronômio
21:23 que a o corpo
das pessoas executadas não deveriam
ficar pendurados durante a noite pois
isso contaminaria a terra por isso que
eles pediram a Pilatos que mandassem
tirar o corpo da Cruz não só o corpo de
Jesus mas também dos outros dois
crucificados o que é interessante é como
é que eles fazem isso é interessante ao
mesmo tempo Cruel a crucificação não era
só uma execução mas era uma tortura as
pessoas eram penduradas com peso
recaindo principalmente sobre os seus
braços sobre suas mãos
havia uma pressão muito forte sobre os
pulmões eles não conseguiam respirar e a
única forma que a pessoa que estava
naquela posição conseguia respirar é
quando ele apoiava todo o seu peso nos
seus pés e aí quando ele subia para
respirar um pouco é que ele tinha um
alívio dessa pressão mas ao mesmo tempo
isso provocava um exaustão isso perdoava
durante muito tempo às vezes mais de um
dia e é por isso é que as pessoas no fim
das contas quando eram crucificadas Elas
morriam asfixiadas quando elas não
tinham umas energia para colocar o seu
peso sobre os seus pés e conseguir
respirar elas morriam asfixiadas
como esse processo poderia durar muito
tempo e como estava as vésperas do
shabats ou do sábado o que que eles
faziam eles muitas vezes quebravam a
perna da pessoa que era crucificada para
que ela não conseguisse mais erguer o
seu corpo e fosse morresse muito mais
rapidamente eles quebra interno dos dois
ladrões mas não quebra uma perna de
Jesus porque Jesus morreu muito rápido é
muito incomum que o processo de
crucificação durece tão pouco e é por
isso também que Jesus não tem a sua
perna quebrada Por que que isso é
relevante
porque Jesus é o cordeiro de Deus que
tira o pecado do mundo e estava prestes
a ser celebrado a Páscoa o que que era
comido na Páscoa um Cordeiro eu Cordeiro
perfeito não poderia ter os seus ossos
quebrados isso também era parte da
profecia em torno do Messias Então a
gente tem que o cumprimento das
profecias em torno de Jesus se dá
inclusive no fato de que Jesus não teve
a sua perna quebrada ele é
demais de uma forma e mais de uma
maneira esse Cordeiro perfeito
seguindo então aí para
um pouco mais adiante a gente vê nos
Versículos 38 em seguida
a narrativa em torno do sepultamento de
Jesus Jesus é sepultado e ele é
sepultado
pessoas bastante assim incomuns o que
não seria de se esperar que fossem esses
seus personagens envolvidos no processo
de sepultamento de Jesus Existe muitos
detalhes que são dados no texto que a
gente não vai conseguir analisar aqui
com calma mas o fato de que ele foi
sepultado não sepulcro que não havia
sido utilizado Ou seja quando o corpo de
Jesus desaparece não foi com uma
confusão de Corpos alguém que foi pegar
um corpo que já estava colocado ali e
por confusão pegou o corpo de Jesus não
que ele sepulcro nunca tinha Nunca havia
sido usado e ele é sepultado ele é
colocado no sepulcro
por Nicodemos e José de Arimatéia
quando a gente tem essa narrativa
envolvendo tanto Nicodemos quanto José a
gente percebe duas coisas primeiro Essas
são pessoas bastante inusitadas para
estarem envolvidas no sepultamento de
Jesus Nicodemos tinha tido o diálogo
muito importante com Jesus se está logo
no começo do Evangelho de João o famoso
é versículo de João 3:16 acontece no
meio desse diálogo e naquele momento
Nicodemos tinha saído à noite por que
que Nicodemos sai à noite para encontrar
Jesus porque ele não quer ser associado
com Jesus ele não tinha convicção plena
de que Jesus era o Messias ele
suspeitava de que Deus estava fazendo
algo muito diferente com ele desse
rabinho
Mas o mais importante é ele não queria
ser comprometer e é interessante que
aqui acontece algo que é feito a luz do
dia ainda que estivesse muito próximo ao
cair da tarde é o início da noite ou
seja Nicodemos estar sumindo um papel de
muito risco Nicodemos estar fazendo algo
ou correndo risco ao qual ele não se
submeteu no início do seu diálogo
Possivelmente Muito provavelmente existe
uma amadurecimento da convicção de
Nicodemos de que Deus estava agindo na
pessoa de Jesus e por isso ele pega o
corpo de Jesus se leva para ser pouco
José que era o dono do sepulcro era um
homem rico
quando eles levam essa mistura de ervas
essa mistura de elementos que são usados
no sepultamento de Jesus o número nos
chama atenção são mais de 30 quilos
dessa mistura que é preparada para Jesus
que tipo de sepultamento envolvia um
processo tão Custoso algo isso é 10
vezes mais do que havia sido derramado
sobre os pés de Jesus no evento em que a
mulher lava os pés de Jesus com perfume
com ervas e com perfume na verdade e
aquilo é
chama a atenção porque supostamente
seriam Desperdício é algo muito caro 10
vezes mais é aplicado no corpo de Jesus
depois que ele é crucificado isso indica
que aqueles dois homens tanto Nicodemos
quanto José interpretam que Jesus de
fato é um rei eles estão sepultando um
corpo de um rei eles fazem isso com toda
a cautela com todo cuidado
e a
narrativa é muito cuidadosa são 34 kg de
especiarias né na verdade eu falei 10
mas são 100 vezes mais do que Maria
havia derramado sobre Jesus em Betânia
no capítulo 12 de João a gente encontra
os detalhes dessa narrativa e aí a gente
percebe que João também está nos
comunicando algo muito significativo na
cronologia enquanto essas coisas estão
acontecendo
o túmulo de Jesus o período que ele fica
no túmulo Esse shabba é esse
último dia da criação nos nossos
Paralelos entre João o evangelho e
Gênesis o livro das origens a gente
percebe que o último dia da Criação em
Gênesis o descanso de Deus depois de
tudo aquilo que ele fez e criou é
paralelo ao dia de descanso de Deus
nessa nova criação descanso de Jesus que
foi crucificado no sexto dia da criação
é como se o ministério o ensino as curas
e em especial os sinais e a morte de
Jesus representassem esse essa uma
semana que é feita em aproximadamente
três anos na construção de uma nova
criação no último dia da criação Jesus
descansa e o que é mais importante não é
o sexto dia que envolve o ato de grande
importância na morte de Jesus e no seu
sacrifício não é o sétimo dia que é o
descanso o ciclo que se fecha com esse
ato de Jesus que repousa no sepulcro mas
com o oitavo dia
o que é mais importante nesse ciclo de
criação e de Nova criação que Jesus
estabelece é o fato de que existe uma
nova semana
a obra de Jesus não se conclui com sua
morte a obra de Jesus não se conclui com
o fato de que ele descansa no sábado a
obra de Jesus é marcada pelo fato de que
ele inicia uma nova semana no domingo
no início da semana enquanto ainda era
começo do dia primeiro dia da semana bem
cedo Maria Madalena foi ao sepulcro
quando ainda estava escuro e aí a gente
vê que Maria Madalena é uma figura de
muita importância ainda que ela não
tivesse sido retratada no Evangelho de
João até o aparecimento aos pés da cruz
com as outras Marias a gente percebe que
aqui ela recebe um papel muito valioso
ela é a primeira apóstola ou o primeiro
dos Apóstolos Apóstolo nesse sentido da
pessoa que é enviado a dar uma notícia
ela é a primeira pessoa que vê você
procura vazio é a primeira pessoa que
anuncia que Jesus não está mais no
sepulcro Jesus não está onde
supostamente ele deveria estar no
momento que ela vê o sepulcro vazio
ela não tem alívio seja Viu como é
interessante as pessoas que presenciaram
inicialmente o fato da Ressurreição não
leram ou não interpretaram aqueles
eventos ou evento de não ter visto o
corpo de Jesus no sepulcro como um
grande alívio uma grande superação da
morte o grande a grande confirmação que
Jesus de fato era a pessoa que ele
anunciava você na verdade não encontrar
Jesus no sepulcro era sinal de desespero
se fizeram tudo isso com o meu mestre se
durante esse Shabat mais doloroso que
foi o Shabat de ter chorado porque o
nosso senhor foi morto e crucificado e
na verdade talvez ele não fosse quem nós
esperávamos que ele fosse
mas com certeza Maria Madalena não podia
negar tudo que ela viu e presenciou
porque ela vai aos poucos no domingo
depois de tudo isso que fizeram com o
meu senhor agora nem mesmo corpo A gente
tem para cuidar e para preparar preparar
adequadamente o seu sepultamento
é confusão é dor é desespero aquilo que
Maria Madalena sente inicialmente o caos
sobre o caos vai se acumulando na vida
não só de Maria mas das pessoas que
pensam que até mesmo o corpo do seu
senhor havia sido negado alguém tirou de
lá e sem fé sem esperança sem um talvez
Afinal essas pessoas ficam sem entender
o que aconteceu parece simplesmente a
trapaça Cruel de alguém que não se
conformou apenas em Jesus ser
crucificado seu corpo precisava ser
roubado talvez algum jardineiro algum
trabalhador algum soldado ou algum servo
fez isso mas nós temos de descobrir
provavelmente Esse é o pensamento de
Maria
é precisamente isso que ela faz ela vai
anunciar aos discípulos que eles não ela
não encontra mais o corpo de Jesus e é
existe todo o desdobramento que a gente
conhece na narrativa
de João nos detalhes que ele dá no
restante desse capítulo O que é
interessante a gente perceber que Jesus
é no momento em que o corpo dele não foi
encontrado essas pessoas não creram
Maria Madalena não creio que Jesus foi
para o céu as pessoas ainda pensam
muitas vezes que é isso que os cristãos
querem dizer quando a gente fala de
ressurreição da Morte mas adiante nessa
passagem João é muito claro de que não é
sobre isso que ele tá falando no
Versículo 17 do Capítulo 20 fica muito
claro ele está falando de ressurreição
do corpo o corpo de Jesus
não havia simplesmente
ido para o céu mas o corpo havia sido
ressuscitado e esse fato da Ressurreição
não é percebido por Maria Madalena e é
também confuso para os discípulos ainda
que o discípulo Amado no momento em que
entra na tumba e vê que ela está vazia
percebe que algo muito diferente
Aconteceu não foi simplesmente um sumiço
que deram no corpo
isso tudo causou uma grande confusão
porque ressurreição era uma coisa e
ainda hoje é uma coisa que nos deixa
muito intrigado mas como é que o povo do
primeiro século pensava sobre a
ressurreição como é que os judeus
pensavam sobre a ressurreição primeiro
não havia consenso
sabe os seus não acreditavam a
ressurreição fariseus acreditavam na
ressurreição Paulo por exemplo inclusive
sendo de origem
não faria isso e depois obviamente como
discípulo de Jesus acredita na
ressurreição e encontra o fundamento
para fé cristã justamente no fato de que
Jesus ressuscitou mas antes de Jesus
ressuscitar mesmo as pessoas que
acreditavam na ressurreição os gregos e
Romanos não era parte desse povo eles
não acreditavam na ressurreição
como é que isso deveria acontecer o
mundo presente é a ideia do mundo em
duas eras Essa era uma crença muito
comum para o povo Judeu da época e que
tem consequências até hoje na
mentalidade o mundo é dividido em duas
eras a era que eles estavam
experimentando que Roma tinha poder
sobre a Judeia Roma tinha poder sobre o
povo Judeu era uma era marcada pela
corrupção
de Justiça era marcada pela
possibilidade e pela concretização do
exílio que Israel a tantos séculos
estava amargando mas existiria um tempo
em que o Messias esse Rei Enviado Por
Deus ele estabeleceria o reino de Deus
na Terra e quando a obra desse Rei
estivesse consumada seria então iniciada
a nova era essa nova era de pais e
justiça seria marcada pela ressurreição
dos justos essa nova era seria marcada
pelo fim da história como a gente
conhece ou pelo fim da história como
eles conheciam e se iniciaria então o
reino de pais que duraria Terraria e o
início desse reino seria marcado pela
ressurreição dos justos agora imaginar
que no meio da antiga era alguém pode
ressuscitar e não só ressuscitar nesse
sentido definitivo porque o problema na
ressuscitar Lázaro tinha ressuscitado
Jesus tinha realizado outras
ressurreições mas Lázaro Voltaria a
morrer essas outras pessoas voltariam a
morrer mas ressuscitar no sentido de que
Jesus
ressuscita com o corpo que já não está
mais sujeito a morte alguém
ressuscitando marcando esse novo período
que duraria eternamente o que não teria
fim e que marcaria esse Reino de justiça
e de paz no meio da antiga era isso é
muito confuso Isso é muito difícil de
entender como é que a nova era pode
começar sem a antiga era terminar
novamente o texto de Apocalipse 21 é de
uma simples exatamente esses termos está
feito é iniciado a nova era Está
Consumado no sentido de que a obra está
completa
Mas até que tudo isso fosse processado
até compreender que o antigo mundo
continuava em certa parte com alguma
autoridade
as pessoas poderiam ser enganadas as
pessoas poderiam ser desviadas de alguma
forma mas o seu tempo e o seu fim
estavam determinados do seu tempo estava
contado e o seu fim estava determinado e
o Príncipe desse mundo os poderes que
caracterizam A Rebelião desse mundo já
estava condenado pela morte e
ressurreição de Jesus Isso é o que a
ressurreição significava no meio da
história por isso que foi tão difícil
para os discípulos inicialmente
entenderem o que de fato não só tinha
acontecido mas o que significava Jesus
te ressuscitado no meio da história
ainda que mais ninguém tivesse
ressuscitado como ele
Então a gente tem um pouco mais adiante
a história
dessa desse diálogo de Maria Madalena e
do Jesus ressurreto a gente também
obviamente vai apenas precisar citar
aqui
dessa etapa de Jesus e dos seus
discípulos quando Pedro e o outro
discípulo correm para o túmulo e vem o
que está acontecendo e a gente percebe
que
a virada acontece nesses momentos do
nosso mestre de fato ressuscitou ainda
que fossem necessários muitos outros
eventos para aqueles de fato
entendessem o que tudo isso significava
é e a gente então já se encaminha para o
fim
do Capítulo 20
que trata dessa aparição de Jesus a Tomé
e esse é um texto muito interessante
porque parece que a ficha caiu para Tomé
é eu que a gente não não consegue
perceber é que a ficha não só cai mas
acontece de uma forma como Tomé havia
exigido mas ele não teve coragem de
fazer não sei se vocês pararam para
anotar Tomé fala que ele só acreditaria
quando ele tocasse nas mãos de Jesus
quando ele tocasse nas marcas dos pregos
nas suas mãos quando ele colocasse o
dedo onde estavam os pregos se ele não
fizesse isso ele não creria quando Jesus
vê Tomé quando Jesus perdão quando Jesus
aparece para tomar ver o seu mestre
então né fala senhor meu e Deus meu mas
veja que Jesus convida Tomé a tocar e
colocar os seus dedos e João Não
registra que tome tocou
Jesus chama também a fazer aquilo que
ele disse que seria necessário para crer
mas o texto não registra que é isso que
Tomé fez por que será que é assim eu
acredito que diante desse Jesus com o
corpo glorificado desse Jesus ressurreto
a simples presença de Jesus foi mais do
que suficiente não só para convencer que
Jesus ressuscitou dentre os mortos
Mas de fato que Jesus era Deus talvez
isso não estivesse muito claro mesmo
antes da crucificação de Jesus que Jesus
era o Messias eram enviado de Deus mas
não como um grande rei o rei muito
poderoso mas como o próprio Deus senhor
meu e Deus meu veja que a transformação
de também é muito mais profunda do que
aquilo que ele esperava que acontecesse
de fato ele pudesse tocar provavelmente
também não tocou ele viu ele viu e Creu
naquele momento ele entendeu o que
significava tudo aquilo que ele tinha
presenciado junto com mestre e tudo que
significava não só sua morte mas também
a sua ressurreição bom gente existem
muitas coisas que a gente obviamente
poderia explorar ainda aqui nesses
capítulos
Mas a gente não tem condições Como eu
disse de olhar em detalhes tanto
material tanto texto em tão pouco tempo
então eu peço que vocês coloquem aí os
seus comentários suas perguntas para a
gente conversar um pouco aqui
irmão Aquilo é verdade que aquela
Esponja com vinagre era usada como papel
higiênico pergunta da Betânia não
Betânia na verdade aquele Vinagre é uma
forma do texto nos indicar que era um
vinho de baixíssima qualidade
Possivelmente porque era um vinho
acessível um soldado não era um vinho da
nobreza não era o vinho que é bom se o
Pilatos tomava mas era um vinho é de
baixa qualidade isso que provavelmente o
texto quer dizer nada é aleatório no
texto de João assim como nos outros
Evangelhos Mas é ele coloca o vinho no
final como sendo um dos últimos atos que
é dado a ele em contraste como primeiro
ato que Jesus realiza no seu ministério
O que que marca o início do ministério
de Jesus o milagre do casamento em Caná
na Galileia e o que que ele faz se ele
transforma água em mim aquele pé de água
e é dado vinho a ele um vinho de baixa
qualidade
é essa ideia do jogo entre água e vinho
e de todos os outros todos os outros
elementos que envolvem água e vinho é no
Evangelho de João estão construindo uma
mensagem por meio do mesmo elemento
físico por exemplo em João 15 Jesus se
apresenta como essa videira verdadeira a
origem do vinho vem da videira
e ele então vai costurando vai no João
vai nos mostrando como Jesus ele ele
associa a metáfora tanto da água quanto
do vinho como parte daquilo que a sua
missão e como parte das coisas que
deveriam acontecer com ele como parte
das coisas que ele faz a partir da
consumação dessa sua missão ele se
coloca como essa fonte de água
da qual aquele que beber não mais terá
sede agora ele está com sede Mas isso é
porque ele salvou os outros e não pode
salvar assim mesmo não é porque é uma
forma
inclusivé da Bíblia nos demonstrar que
Jesus se identificou plenamente com a
condição humana Jesus sentiu sede Jesus
sentiu dor profunda Jesus tinha sangue
correndo nas suas veias muito dai a
história da Igreja Primitiva
pouco tempo depois que esses eventos
acontecem é para desfazer a confusão as
heresias que são pregadas a respeito da
natureza de Jesus muitas pessoas
começaram a pregar que Jesus não era de
fato homem ele tinha aparência de homem
mas ele não era homem Como nós somos
como Hebreus coloca né Essa
identificação plena conosco e por isso é
que ele pode ser nosso sacerdote
perfeito pode nos representar diante do
pai é justamente porque ele é um de nós
mas também o evangelho de João deixar
isso muito claro por meio daquilo que
são as narrativas cuidadosas inclusive
em dizer que flui do corpo dele água e
sangue quando ele é furado na sua
lateral com a lança Por que que acontece
isso Possivelmente porque depois de
morto o corpo já não consegue mais
sustentar os mesmos processos naquilo
que é a renovação do sangue naquilo que
é a forma como o sangue
circula no nosso corpo então depois da
morte é normal que o sangue
não existe calor no corpo assim como não
existem muitas coisas é nada funciona no
corpo depois da morte então é uma
indicação de João de que o corpo de
Jesus era como qualquer outro corpo
Depois da sua morte o seu corpo foi
sujeito a decomposição como meu corpo
será sujeito e a decomposição de
qualquer outro ser humano então é
importante perceber como esses elementos
de água
é vinho sangue está nos contando uma
história em particular dentro do
evangelho em João vamos ver se a gente
tem mais
alguma coisa assim
qual o significado de pilatos lavar as
mãos nenhuma responsabilidade exato isso
até virou um provérbio na nossa cultura
acredito que em outras línguas também eu
lavo as minhas mãos disso que está sendo
feito e é uma atitude de baixíssimo de
baixíssima nobreza para falar
o que é mais honroso a respeito de
pilatos porque ele não tem como lavar as
mãos ele tinha seu poder libertar aquele
que era inocente que ele sabia que era
inocente e ele não faz por conta do
benefício próprio ou o medo do prejuízo
pessoal né
definitivamente o ato de pilatos é o de
se esquivar de qualquer responsabilidade
pessoal é vocês
sacerdotes que estão
crucificando esse homem que não é
verdade Pilatos tem uma responsabilidade
direta e muito grande
a questão de sermos corpo alma espírito
não leva a semelhança de Deus no sentido
Trino também
depende um pouco da sua visão sobre a
antropologia sobre a Constituição humana
o homem é corpo alma e espírito ou será
que há um espírito é a mesma coisa ou
será que corpo é um espírito estão
olhando para o homem de ângulos
diferentes mas se referem a uma unidade
Com certeza Existe uma separação ainda
que Provisória de alma e corpo quando a
gente morre a gente está com Cristo mas
a gente ainda não ressuscitou né e Jesus
também fala se não Lucas 10 sobre não
temer aquele que só pode ferir o nosso
corpo mas não pode lançar Nossa Alma no
inferno
Então existe a possibilidade de
separação mas isso não quer dizer que
nós somos três compartimentos diferentes
sou três dimensões que podem ser
separadas ao meu ver ao meu espírito é
são muitas vezes palavras semelhantes
tanto no antigo mas também no Novo
Testamento mas principalmente o ser
humano é uma unidade a gente não
consegue separar plenamente essas coisas
e se isso então está em jogo fica em
jogo também equivalência entre
supostamente essa
percepção
tripartida né do ser humano e aquilo que
é Trindade não acredito que
necessariamente sejam equivalência
conforme o espírito com Deus pai Deus
filho e deus Espírito Santo
NAD Léo então é por isso que a maioria
dos cristãos guardam o domingo e não
sábado como os judeus que esperam triste
voltar exatamente mas não guardamos o
domingo exatamente com os mesmos ricos e
das mesmas formas que um judeu Guarda o
Sábado hoje mas o fato de nós em geral
celebrarmos no domingo
a pessoa de Jesus que nós nos reunimos
comunidade para adorar a Deus é
justamente porque Jesus ressuscitou no
domingo nós é tradicionalmente separamos
o domingo para celebrar a ressurreição
de Jesus ainda que isso não seja uma lei
ainda que isso também não seja uma regra
a Igreja Primitiva era muito comum
inclusive que Jesus fosse pregado Nasceu
agora ele nos sábados como Paulo fez
como muitos cristãos judeus no início da
Igreja Primitiva também fizeram conforme
era seu costume agora no sábado só que
agora reconhecendo que todas essas
profecias se cumpriram que a grande
salvação chegou e que nós temos a missão
de anunciar essa salvação a todos os
povos essa parte final de missão de
anunciar todos os povos é o que também
demoram um pouco para acontecer na mente
na interpretação da maior parte dos
Apóstolos mas é uma coisa que é
finalmente acontece em dado momento da
história Paulo definitivamente um dos
principais responsáveis por esse
movimento Mas eles faziam isso no sábado
e boa parte da igreja também fazia no
domingo isso não era uma crise mas essa
celebração no domingo tinha essa
conotação Esse é o dia que nós
celebramos a ressurreição do nosso
Messias
Será que os outros discípulos não
pensavam igual a Tomé apenas do método
teve a coragem de verbalizar Olha é
talvez mas o fato é que apenas a
história de Tomé como não estando
presente sendo parte dos Apóstolos não
estão presentes no primeiro na primeira
aparição de Jesus aos discípulos é que
nos dá ocasião para saber de fato que tu
é pensava talvez se outros discípulos
estivessem ausentes dessa aparição
inicial de Jesus eles dissessem a mesma
coisa mas a gente não tem como saber
porque não foi essa história que
aconteceu e também a Bíblia não nos
revela o pensamento dos discípulos nesse
ponto em especial
a Nádia pergunta gostaria que falasse
mais sobre o corpo de Cristo decomposto
nunca pensei nisso até me surpreendi
agora ele não ressuscitou com o mesmo
corpo transformado bom eu preciso
fazer uma pequena correção que eu falei
que o corpo de Jesus se decompôs da
mesma forma que o nosso mas o corpo de
Jesus não foi submetido a decomposição
completa porque ele ressuscita no
terceiro dia mas o corpo de Jesus começa
a ser decomposto logo depois da morte da
mesma forma como meu corpo e o seu será
agora
de fato quando Jesus ressuscita
em certa medida é o mesmo corpo porque o
corpo desapareceu do túmulo o corpo não
estava mais lá é o mesmo corpo mas é um
corpo diferente a gente falou um pouco
sobre isso na Live que fizemos sobre a
Páscoa Ficou muito
legal assim a conversa porque a gente
pode tratar de vários aspectos sobre
essa questão da glorificação do corpo do
significado da Ressurreição e nós
falamos ontem um pouco sobre isso na
Live sobre a teologia do arrebatamento
mas a ideia que o corpo glorificado
tinha continuidade com que ele era é viu
as marcas ainda que talvez eu
provavelmente ele não tenha tocado nas
marcas da crucificação que estavam nas
mãos nos pés de Jesus no lado de Jesus
mas existem também descontinuidade Jesus
fazia coisas com esse novo corpo que ele
não fazia contigo como a gente falou ele
entrava na Sala fechada enquanto as
portas ainda estavam fechadas
o texto de João é cuidadoso de dizer que
ninguém usava perguntar ele quem ele era
porque ele sabiam quem é Jesus mas o
fato de pensar em perguntar quem ele era
é porque eles olhavam para Jesus e era
de alguma forma muito diferente daquele
que eles havia um visto e é preciso a
gente perceber que a nova criação é
marcada por condições inclusive físicas
mas também
emocionais por condições espirituais que
são muito diferentes da antiga criação
Apocalipse 21 mais uma vez eu tô
estudando muito esse capítulo Porque é
importante mas é um capítulo que eu
tenho estudado mais por isso é eu lembro
de alguns elementos que ajudam a gente a
interpretar o evangelho de João
não haverá mais morte do sofrimento não
haverá mais nenhum efeito da corrupção e
do mal que marcavam a primeira criação
por isso o corpo de Jesus não tem que
ser não tem como ser mais como corpo que
ele havia recebido inicialmente porque o
corpo que ele havia recebido
inicialmente era um corpo sujeito à
morte tanto é que ele morreu
ressuscitou depois de ressurreto o corpo
dele já não estava mais sujeito à morte
então é Nádia sim e não é o mesmo corpo
mas não é o mesmo corpo é o mesmo corpo
porque é a mesma aparência em vários
sentidos mas é um outro corpo com
capacidades com Constituição e de
natureza bastante distinta ainda que
também pudesse ser tocado ainda que
pudesse comer como ele come com os
discípulos bom a gente vai encerrar por
aqui a nossa conversa de hoje tenho
certeza que tem muitas coisas que nós
não falamos que valeria todo todo tempo
do mundo para nós tratarmos mas a nossa
proposta aqui é tentar fazer também um
pouco de uma conversa introdutória sobre
o evangelho de João semana que vem Saião
vai dar a última aula a respeito de João
Capítulo 21 e a gente deve fazer um
apanhado geral desses dois meses que nós
falamos sobre o evangelho de João nós
convidamos você a acompanhar o nosso
encontro da semana que vem acompanhar o
nosso encontro de amanhã falando sobre
o livro de Samuel e nós então também
podemos nos aprofundar em outros
assuntos que a gente tem tratado por
aqui na live de terça né celebrações de
domingo em todas as outras é
programações que a gente traz no canal
da IBM Esperamos que isso abençoe sua
vida que a gente possa de alguma forma
aqui para sua maturidade também e que
você possa compartilhar isso com outras
pessoas muito obrigado Nádia Betânia
Paulo Maria Judite o pessoal que tá
acompanhando aqui a Raquel e o Ataíde A
Lizete a Flávia Cleide Luciano é todo
mundo que deu um oi falou José Cleudo
amigão faz tempo que eu não nos falamos
mas todo mundo que é acompanhou a nossa
conversa muito obrigado pelo carinho
tanto de ter interagido mandado
perguntas e prestado atenção isso é
muito valioso teu tempo de vocês forte
abraço e a gente espera vocês nos nossos
próximos encontros virtuais por aqui
Natanael também um abração

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