Evangelho de João – Aula 7: Cap 18 – 20 | Ákilla Nascimento | IBNU
25/05/2023
Evangelho de João – Aula 7: Cap 18 – 20 | Ákilla Nascimento | IBNU
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[Música] Olá a todos que acompanham mais um uma live aqui da ibenil mas um encontro que a gente tem para falar a respeito do Evangelho de João você é muito bem-vindo muito bem-vinda aqui para nossa conversa o nosso estudo e hoje a gente está chegando no nosso penúltimo encontro dessa série que tem dourado aí aproximadamente dois meses terminaremos com João 21 na semana que vem e hoje a gente vai tratar de João capítulos 18:19 e 20 naturalmente que é uma passagem muito importante do Evangelho de João porque trata da Morte e da Ressurreição ainda que parte daquilo que são as narrativas que incluem a ressurreição e as consequências desse evento façam parte do capítulo 21 é aqui que a gente tem assim boa parte do coração de tudo que está sendo construído nos Capítulos anteriores e que por isso encontra seus significados é e sua concretização na morte e ressurreição de Jesus por isso que é tão importante a gente olhar com cuidado para esses três capítulos Boa noite Betânia para quem tá acompanhando a gente aí quem vai chegando é muito bem vindo também para participar com seus comentários colocar suas observações é importante essa nossa interação bom vamos então iniciar nossa conversa sobre João Capítulo 18 mas eu gostaria de fazer uma pequena ressalva são capítulos relativamente longos são Como disse narrativas das mais importantes do evangelho e tem muito detalhe e esses detalhes comunicam muita coisa né porque é detalhe né porque é uma alusão breve que não tenha muito significado Mas a gente não tem condições de fazer um mergulho profundo nesses três Capítulos em torno de uma hora uma hora e meia de conversa a gente precisa selecionar que por muito importante o que for possível para a gente tratar aqui e dar um pouco de atenção então para essas questões mas iniciando Então a nossa conversa sobre o capítulo 18 a gente vê que ele se inicia é falando sobre a prisão de Jesus o evento em que Jesus está no Olival está no Vale do cedrão ele atravessa o Vale do cedron vai para onde vai o que está do outro lado e aí ele então é traído por Judas que leva com ele soldados um destacamento de soldados e guardas que são enviados pelos chefes dos sacerdotes e fariseus o que que é importante a gente notar nos primeiros Versículos de João olhando não só para esses Versículos iniciais mais para os 14 Versículos iniciais do Capítulo 18 a gente vê que existe muita relação com o livro de Gênesis assim como a gente apontou no início do Evangelho de João o prólogo de João Capítulo 1 claramente está fazendo uma alusão as narrativas da criação Gênesis Capítulo primeiro fala Como Deus criou tudo a partir do nada como Deus criou tudo a partir da sua palavra aqui a gente também tem um paralelo mas não com Gênesis 1 como é no caso de João 1 mas sim com Gênesis 2 e 3 a gente vê vários elementos por exemplo que ligam o jardim em que está representado o Jardim do Éden nos Capítulos nos Capítulos uma três de forma geral mas com Jardim que Jesus se encontra e o lugar de traição em que nós vemos em João que ele é traído por um dos seus discípulos mas também é o lugar em que o próprio Deus é traído por Adão e por EVA que cometem esse pecado oficial então é importante a gente perceber como João está construindo e costurando a relação entre Gênesis e entre o evangelho em torno da pessoa de Jesus o seu ministério a sua morte e sua ressurreição em vários níveis diferentes então claramente e de formas muito distintas João está escrevendo um novo Gênesis não só com seu prólogo mas na forma como ele conta a história de Jesus então novamente a gente percebe que João está ecoando as palavras iniciais a palavra se torna carne Essa carne é carne como a nossa é carne como adiadão ao mesmo tempo que é um novo tipo de carne é um novo tipo de ser humano é um novo tipo de criação a gente também apontou isso quando começamos o nosso estudo de João que o grande objetivo com aquelas palavras iniciais era não só mostrar que existia a relação entre o que Jesus fez e aquilo que o texto de Gênesis original mas a ideia de que Jesus é uma nova criação Jesus está estabelecendo uma nova humanidade uma nova forma de refletir a imagem e semelhança de Deus ele recebe um novo corpo a partir da sua ressurreição um novo mundo é criado a partir da pessoa de Jesus e é interessante que quando Jesus é confrontado Jesus ele não se esconde os discípulos eles ficam profundamente amedrontado o clima é de tensão porque João descreve tudo aquilo com detalhes como sendo algo tenso um destacamento de soldados para uma pessoa que não oferecia até aquele ponto resistência nenhuma eles vão à noite eles estão fugindo da percepção pública da perturbação que seria ter várias pessoas que presenciaram os milagres do ensino de Jesus nesse momento de uma prisão in e nós vemos que João descreve com muita consciência que João que Jesus não está perturbado no momento em que ele se defronta com Judas com os soldados com esse destacamento que vai para prendê-lo e Diferentemente dos outros Evangelhos João ele não retrata a agonia que fez parte desses momentos que antecedem a prisão de Jesus por que que ele faz isso porque em vários momentos João já havia relatado que o espírito de Jesus estava perturbado pelas coisas que estava acontecendo que iriam acontecer por exemplo João 11:33 12:27 13 21 São momentos em que João fala da agitação e perturbação do espírito de Jesus diante das coisas que ele sabia que teria que passar Mas esse momento da angústia da dor esse momento de pedir o pai que se possível fosse que afastasse O Cálice já havia passado agora ele está pronto ele sabe que deve fazer e ele faz isso com a tranquilidade no sentido de segurança em termo dos eventos que precisariam transcorrer para que sua missão fosse cumprir então ele está determinado naquilo que ele faz ao se entregar aos soldados e diante dos guardas que procuram Jesus de Nazaré e questionam onde é que ele estavam na verdade Jesus é que pergunta o que eles vieram fazer e eles respondem que estão procurando por Jesus de Nazaré Jesus responde com eu sou Talvez isso não fique tão Claro porque algumas versões falam eu sou mas é mais comum a gente encontrar a tradução sou eu mas no Grego é igual em mim é a mesma expressão que Jesus traduz nos vários ditos que ele fala que eu sou o caminho a verdade e a vida é eu sou a videira verdadeira os ditos de eu sou que marcam momentos importantes do evangelho de João de certa forma repetindo aqui diante da prisão e diante da perseguição quando Jesus é confrontado qual é a resposta dele eu sou o contexto imediato é obviamente que ele estava apenas respondendo aos discípulos sou eu que vocês estão perguntando ou que vocês estão procurando mas ao mesmo tempo quando a gente olha para essa grande construção que é o evangelho de João a forma cuidadosa como ele Conta essa história essa é mais um quebra é mais uma peça do quebra-cabeça desse Deus e Adão porque o eu sou remete a própria forma como Deus se revela e aveia se revela para Moisés na sardente e a forma como Jesus se identifica ele é o mesmo eu sou o mesmo Deus que se revelou anteriormente é o Deus que se revela na pessoa de Jesus então todos esses ditos não deixam dúvida que existe intencionalmente por parte de Jesus um contraste muito grande esse homem vulnerável que está em pé diante desses soldados aparentemente completamente indefeso de noite num jardim sem nenhuma condição aparente de preservar seja pela sua própria justiça a justiça que deveria ser dada a ele que é o inocente seja pela sua condição diante da ameaça que se aproxima esse homem completamente vulnerável é o mesmo que existe desde toda eternidade é o mesmo que existe como um com o pai Ele é eu sou ele é o pão da vida a luz do mundo a ressurreição e a vida o caminho a verdade e a vida e diante de todas essas expressões que denotam a soberania de Deus em relação à Vida Ele está diante da ameaça de morte a única explicação para eles terem caído e é interessante porque o Versículo 6 mostra que os discípulos os soldados que se aproximaram primeiro de Jesus caem quando ele fala isso é porque eles percebem que Jesus está afirmando o próprio Jesus está afirmando que ele é o Deus em pessoa e de uma forma acho que não é extrapolar o texto o poder de Deus se manifesta nessa afirmação de Jesus quando ele reafirma que eu sou Ah bom um pouco mais adiante a gente vê que toda a cena da prisão do julgamento e crucificação de Jesus é carregado de ironias a forma como tudo isso acontece não é tomado de ironias da maneira como João conta mas João representa as ironias que acontecem pelas ações e decisões voluntárias de Pôncio Pilatos dos sacerdotes dos Soldados mas que na verdade se encaixam dentro de uma longa e antiga predição das coisas que deveriam acontecer em torno do Messias atenção que a gente já falou que é tão presente na Bíblia tanto no antigo quanto no Novo Testamento aquilo que o termo técnico denota como tensão dialética mostra aqui os soldados fizeram que queriam fazer o Pôncio Pilatos fez o que queria fazer a análise fizeram o que queriam fazer mas ao mesmo tempo eles estavam debaixo da autoridade de Deus da soberania de Deus Deus tornou o mal que eles planejaram e bem Deus fez com que a iniquidade de todos esses personagens importantes da história da crucificação na verdade serviço em o grande propósito de Deus então Jesus por exemplo acaba de orar como o verdadeiro sacerdote se você voltar um pouquinho antes de ler o capítulo 17 você vai entender porque que Jesus se porta como esse Sumo Sacerdote que apresenta os seus discípulos diante do pai Essa oração sacerdotal e essa entrega de Jesus é muito característico daquilo que era a função descrita no antigo testamento que pertenciam sacerdote logo depois ele é levado a nas que é o membro mais experiente da família sacerdotal e a sogro do sumo sacerdote que está em exercício que é caifásico João nos lembra que cai faz o sumo sacerdote havia afirmado e ele registra isso no Capítulo 11 Versículo 49 e 50 que era bom que um homem morresse pelo povo cai faz sem saber o que está afirmando que está falando a coisa certa pretendendo coisas completamente diferentes ele fala aquilo que é a verdade é necessário que esse homem morra pelo povo então de certa forma que João está nos mostrando aqui o verdadeiro Adão é morto na cruz por conta daquilo que o falso Adão inflige sobre essa nova criação que é representada na nova humanidade de Jesus todos esses representantes da antiga humanidade condenam justamente aquele que o representante da verdadeira da nove redimida humanidade que a pessoa de Jesus Adão é no fim demonstra esse Jardim restaurado que é tão caracteristicamente colocado por João e pelos outros Evangelistas como um elemento importante nas narrativas da Ressurreição a gente vai ver isso um pouco mais de detalhe no capítulo 20 mais a gente percebe que Jesus sai de um jardim que ele Ora como sacerdote para ser condenado por um sacerdote que não é falso no sentido de não ser O sacerdote oficial mas ele é falso por não representar por não realizar a função que ele deveria ele é condenado por esse isso sacerdote nesse sentido é morto condenado sepultado e volta para um jardim mas esse novo Jardim representa uma criação completamente restaurada a gente caminha um pouco mais para os Versículos 15 a 27 e a gente se depara com a história da fogueira a história em que Pedro nega Jesus ele se refugia e tenta se esconder entre os soldados e outras pessoas que estão na casa do sumo sacerdote e a gente quando ler essa história é naturalmente tomado de uma tristeza muito profunda porque o texto de João mostra que Pedro está profundamente comprometido com Jesus em um momento logo depois Ele trai os outros Evangelhos Tenham cuidado de mostrar que ele é tomado por uma tristeza quando ele nega mas de uma forma muito particular João demonstra que existe uma tristeza e uma ferida que são abertas aqui nesse evento e que só é curado na reconciliação de Pedro narrada no capítulo 21 assunto que a gente vai falar no nosso próximo encontro e a gente percebe que essa história de Pedro em torno da fogueira e depois a reconciliação dele com Jesus após a ressurreição é uma história dentro da história é uma representação do que o evangelho faz dentro dessa grande história que João Estamos contando que revela o que o Evangelho é é como se fosse a história do Evangelho na vida de Pedro a história do pecado da Separação depois da morte e ressurreição e da Redenção reconciliação de Pedro então é percep que junto também é consciente nos mostrar essas histórias dentro da grande história a história de interrogatório é costurada intimamente com a história da negação de Pedro Jesus fala a verdade para o sumo sacerdote enquanto Pedro mente para o servo do Sumo Sacerdote em tudo que Jesus é interrogado ele fala o que é verdadeiro em tudo que Pedro é interrogado pelos servos muito inferior aquilo que é o sumo sacerdote o seu perigo apesar de real é uma confrontação muito inferior que o próprio Jesus recebe quando ele é interrogado por análise depois por Caio faz Pedro ele não consegue resistir a pressão que é submetido É por isso ele nega do lado de fora do local onde Jesus também está sendo interrogado Jesus fala abertamente Pedro faz o máximo para se esconder ainda assim apenas ele Pedro e o outro discípulo que o texto não nos detalhe a quem é são aqueles que ficam para ver o que irá acontecer com seu mestre isso é interessante a gente lembra que Pedro nega é um fato vergonhoso mas ele e apenas mais um discípulo são aqueles que têm coragem ainda de permanecer próximos dos eventos em torno do julgamento de Jesus e naturalmente uma pergunta é quem é esse outro discípulo novamente o texto não nos diz com detalhe Possivelmente é o próprio João Evangelista isso porque a hipótese mais plausível que João era o mais novo dos Apóstolos dos discípulos Talvez João não tivesse nem 20 anos de idade quando esses eventos estão acontecendo Então pelo fato de ele ser muito novo talvez ele fosse visto também como uma ameaça menor do que homens mais velhos homens já é mais com maior responsabilidade na comunidade como vistos como maior ameaça eles poderiam criar uma revolução teriam mais capacidade de aglutinar pessoas influenciar as opiniões e por isso um jovem ainda tão inexperiente Possivelmente poderia ser visto com menos condenação ou comendo suspeita Por parte dos Soldados né a gente então percebe que João ele Conta essa história de Pedro sem muito Adorno por exemplo ele não menciona um choro de Pedro depois que o galo canta como os outros Evangelistas citam ainda assim se nós lemos essa história até o Versículo 27 nós nos colocarmos no lugar de Pedro nós é que somos levados É uma sensação de tristeza profunda e ainda que João não tenha narrado o choro de Pedro nós temos vontade de chorar a gente naturalmente sente o peso da negação da traição e de tudo que estava envolvido na expectativa de Pedro que agora nega um homem que foi preso injustamente Pedro então representa esse esse Marco daquilo que é a história do pecador como um todo a pessoa que no momento de remorso e depois na verdade de arrependimento entende o peso do que fez Jesus É interrogado sobre o seu ensino e ele sabe que aquela pergunta não era sincera não eram pessoas que estavam querendo aprender aquilo que Jesus tinha para ensinar e na verdade aquilo que Jesus havia ensinado ele ensinou em público bastava pega um caso Multidões que ouviram que eles poderiam dar testemunho daquilo que Jesus estava falando a gente percebe também que o golpe no rosto de Jesus aparece num lugar muito próximo com um golpe que Pedro difere sobre a orelha do servo do Sumo Sacerdote isso não é sem propósito além de vamos falar o que aconteceu esse nível de detalhe também nos mostra a intenção a de João de dizer que a violência está estabelecida os sinais violentos começaram a surgir com ato de Pedro e agora vão se escalar até chegar no Ápice que a morte do próprio Jesus e é por isso que em vários momentos isso fica claro no evangelho de Marcos que Jesus não quer antecipar essa confrontação tão Direta com o império romano porque ele sabia que quando ele entrasse em Jerusalém e essa mensagem do reino fosse colocado explicitamente Como o Rei dos Judeus mas também o rei o rei soberano anunciado pelos profetas que deveria governar sobre todas as nações rapidamente essa mensagem seria interpretada como uma mensagem de confrontação com o império e com o reino que já estavam estabelecidos por isso que era necessário esperar o tempo certo de outra coisa bom depois disso a gente chega aí nos Versículos 28 A 32 e somos introduzidos introduzidos a uma figura muito interessante que é Pôncio Pilatos quem é Pôncio Pilatos a gente não tem uma narrativa é muito detalhada de como ele chegou no lugar de governador da Judeia que ele ocupa e que é explícito aqui em João 18 Talvez ele fosse um político de carreira Talvez ele fosse um soldado que foi promovido a governador de província por conta das suas conquistas militares o que é provável é que como um governador da província da Judeia ele Esperasse que ajudasse como espécie de trampolim porque tinha uma função geopolítica importante mas a função do governador da Judeia não era também a coisa mais glamorosa que talvez uma pessoa do perfil de pilatos e o que eu quero dizer para o perfil vai ficar mais Evidente nas próximas é páginas aqui do Evangelho de João mas talvez ele não se contentasse com isso a ideia de permanecer um tempo ali é que ele fosse depois transferido para um lugar mais importante Talvez ele pudesse receber remunerações melhores e possivelmente ser colocado numa região de menor probabilidade de conflito assim como a geopolítica hoje do Oriente Médio é uma questão bastante complicada Em alguns momentos envolvido por muitas tensões e interesses que tocam o mundo todo naquela época também a Judeia era muito importante para o império romano dentre outros outros motivos ajudante estava no meio de uma rota de fornecimento de trigo para Roma não só de trigo mas de cereais para Roma e um grande produtor de cereais da época era o Egito Então se Roma que eram uma espécie de megalópole da época não tivesse alimento isso era um problema muito sério para o império assim como fornecer alimentos hoje é uma das coisas mais importantes nesse jogo político entre as nações na época a Judeia tinha a essa função de ser um ponto de rota de escoamento dos cereais que era produzido no Egito bom o objetivo de pilatos Então como governador da Judeia era manter a paz não a paz nesse sentido tão harmônico e não a paz que é tratada por Jesus ao longo do Evangelho mas a paz como ausência de conflitos ou a paz com uma ausência de perigoso de perturbações que pudessem de alguma maneira afetar o império romano e o domínio de Roma sobre Judeia e toda a região então ele tinha que fazer o que fosse necessário para manter a região estável para manter essa pax romana presente também na Judeia e é por isso que p tos em muitos momentos pode e recorre a soluções violentas a ideia é que qualquer início qualquer proposta de uma revolução qualquer proposta de uma resistência ao império romano Deva ser aplacado não só com a retórica não só com a violência mas com essa violência exemplar é preciso matar e ser cruel e mostrar a todos os outros pretendentes a revolucionários o que é que acontece com qualquer pessoa que se opõe ao império romano então a gente percebe que essa é uma função fundamental de Pôncio Pilatos outra questão particular de pós pilates é que ele parece perdão Ele parece ter adquirido um certo um gosto por desdenhar do povo Judeu em especial pelos seus líderes sempre que podia ou seja ele sempre gostava de mostrar quem é que estava no comando agora ainda que ele pudesse de alguma forma atender os seus Caprichos isso fica um pouco Claro quando ele escreve algo na placa que é colocado acima da cabeça de Jesus no momento da crucificação Rei dos Judeus ele escreve isso em três idiomas diferentes e a gente mostra que eles confronta ele confronta os líderes mas quando ele faz isso ele também Está pesando até que ponto vale a pena confrontar os líderes porque ele estava inclinado a libertar Jesus e depois ele desiste de libertar Jesus porque ele é um pragmático ele não vai fazer apenas aquele que ele tem desejo ou interesse ele vai olhar para o jogo como todo o que é que pode me dispor contra Roma talvez não condenar um líder revolucionário potencialmente perigoso vem Apesar sobre mim quando Roma receber a queixa de que eu permitir uma pessoa tão perigosa que se anunciava Como Rei dos Judeus pudesse andar livremente então a gente percebe que no fim das contas apesar de caprichoso ganancioso posso Pilatos é um pragmático por isso também que a gente começa a perceber que existe uma relação bastante turbulenta ou uma relação que não é tão agradável entre Pôncio Pilatos e os sacerdotes e os interesses deles em muitos momentos estavam alinhados mas nem sempre a forma como as coisas deveriam acontecer exatamente o que deveria acontecer estava de pleno acordo os governadores Romanos é assim como posso Pilatos em especial eles tinham uma rede de espiões para saber o que que tava acontecendo dentro da província que ele era responsável então quando ele recebe Jesus ele provavelmente já tinha informações a respeito de Jesus e sabia que Jesus não era nenhum tipo de Messias ou figura política do povo judeu que pretendia estabelecer um reino como por exemplo Judas tinha estabelecido algum tempo antes do período de Jesus por medo enfrentamento militar Jesus não tinha pretensões de pegar espada para lutar contra os servos do somos sacerdote assim como a sua mensagem não parecia envolver a confrontação armada do império romano e é por isso que a gente percebe que existe uma tendência de pilatos inicial de não condená-lo de não é enxergar culpa em Jesus Só que os acusadores insistem que ele é culpado e ele merece a morte e outras palavras o texto vai deixando muito claro para gente que Jesus terá a morte que Roma reserva aos Rebeldes o que Jesus pretende e o que os chefes dos sacerdotes pretendem o que Pilatos pretende tudo isso vai se aproximando para o mesmo desfecho para uma mesma finalidade para o mesmo evento mas por motivos e por propósitos muito diferentes Jesus é condenado injustamente condenado como Rebelde Jesus é falsamente acusado de blasfêmia mas Jesus também sabe que aquela é a sua missão existe uma intercessão de planos de desejos de intenções que aparentemente são contraditórios mas encontram de uma forma muito difícil de a gente assim entender apenas do ponto de vista racional encontram a sua satisfação plena na cruz então a gente começa a perceber que a história que João está nos contando É uma história muito densa em certo sentido que a gente precisa ler reler tentar olhar os ângulos diferentes que ele está incluindo nas intenções dos sacerdotes na intenção de Pôncio Pilatos na intenção do povo dos discípulos e do próprio Jesus e perceber como Deus conseguiu unir fios muito distintos dentro desse mesmo tecido que compõem o evento da crucificação e depois da Ressurreição de Jesus a gente segue Então já para a parte final do capítulo 18 que fala sobre o reino e essa expressão que Jesus usa aqui o seu reino não é deste mundo bom no período de Jesus as pessoas estavam muito mais habituadas do que no nosso tempo ao que é uma monarquia O que significa ter um rei como soberano sobre a nação e os reis eles acendem seja pela hereditariedade seja porque eles herdam o trono ou seja por meio da violência se você não fazia parte da linhagem real subir ao trono significava enfrentar a linhagem que estava exercendo o poder significava pegar em armas significava se envolver em algum tipo de conflito que geralmente era um conflito muito sangrento as coisas é que envolviam a coroa sempre foram assim envolvidas também na história de muita crueldade de pais que matam filhos de irmãos que matam irmãos isso não é completamente distante da história da monarquia de Israel isso Definitivamente não é distante da história de Roma de forma como o César sobe ao poder se mantém no poder exercem no poder e caem do poder é uma história de muita violência de traição de completar desconfiança então quando posso Pilatos está falando sobre esse reino que Jesus trata está ponderando as acusações julgando as acusações que são feitas Contra Eles colocam Como Rei dos Judeus a gente percebe que possui Pilatos Não tem necessariamente um profundo conhecimento das profecias messiânicas ele não tem um envolvimento direto com o povo Judeu nesse sentido de entender as expectativas do povo Judeu de entender tudo que estava por trás das acusações do sacerdotes mais uma coisa ele sabia ele sabia o que significava se colocar como rei ele sabia o que significava ser pretendente real quando existia um exercício significava que Possivelmente Jesus estava se colocando como alguém que tomaria o trono desses que estavam exercendo poder e aí quando Jesus responde para Poço Pilatos sobre o seu reinado ele coloca essa expressão que é tão famosa Meu Reino não é deste mundo e a gente precisa ter bastante cuidado com a forma como interpretamos essa frase frase O que que significa dizer que meu reino não é deste mundo para muitas pessoas A ideia é que meu reino não faz parte dessa realidade terrena o meu reino não tem a ver com essas coisas que tem a ver com César o meu reino não tem a ver com essas coisas que você possa o Pilatos tem a ver não tem a ver com as nações o meu reino não tem a ver com essas coisas que os olhos podem enxergar não é isso que Jesus está tratando aqui ou não é isso que Jesus quer dizer quando ele diz que meu reino não é da terra Meu Reino não é deste mundo a ideia do não é deste mundo é mais ou menos como não vem deste mundo a ideia aqui é de origem o meu reino não se origina na terra ou no mundo como na verdade aparece no Evangelho de João porque o mundo para o evangelho de João é mais do que o planeta é mais do que o universo concreto mundo é uma expressão que dá origem ao mal e da origem a rebelião contra Deus mundo é uma palavra com conotações teológicas muito Profundas e definidas como esse sistema de rebeldia contra o criador então que Jesus está dizendo é o meu reino não se origina na rebelião contra o pai mas o reino dele é para este mundo o reino de Jesus não nasce do meio da nossa rebelião do meio do nosso sistema corrompido pelo pecado mas o reino de Deus é para Terra porque na oração do Pai Nosso dentre outras coisas nós vemos que ele olha para que seja feito na terra assim como é feito nos Céus porque como fica muito Claro no livro de Apocalipse completar a missão do cordeiro completar a missão de Cristo significa que ele irá reinar sobre todas as nações significa também na linguagem de primeira Coríntios 15 que ele irá subjugar todos os reinos da terra subjugar todas as formas de poder sejam aquelas que são submetidas voluntariamente ou não a ele e depois de ter subjugado todas as oposições e poderes que se colocam contra o cordeiro contra o filho ele entregará novamente o Reino ao pai então a ideia de Jesus ao responder para ponto Pilatos que o reino seu reino não é deste mundo é que o seu reino não se origina no mal mas o seu reino é para este mundo é para essa criação nós estamos pertencendo ao reino de Deus que não tem a ver apenas com o céu tem a ver também com a terra tem a ver com a criação como todo tanto espaço de habitação de Deus que é o céu quanto o mundo como a terra como processo de aplicação que nós fazemos parte por isso a gente percebe que não é exatamente uma espiritualização que Jesus está fazendo de dizer meu reino não tem nada a ver com de César no sentido de nós não temos interesses em comum mas sim dizer eu sou soberano mas o meu reino é de outra natureza é de outra qualidade bom a gente segue um pouco mais e Nós entramos no capítulo 19 quando existe uma frase muito importante de pilatos que apresenta Jesus ou introduz-se Jesus com essa frase aqui está o homem o ex o homem quando a gente Analisa essa essa frase ou quando a gente percebe o contexto em que João descreve inicialmente a pessoa de Jesus a missão que ele cumpre e a gente retoma tanto prolonga o capítulo onde João quando Gênesis a gente precisa também relembrar aquilo que está escrito em Gênesis 1 26 a 28 A palavra é Jesus que é essa humanidade perfeita e plena retoma também aquilo que é expressão da imagem e semelhança de Deus em Gênesis 1 26 a 28 nós fomos feitos como essa imagem de Deus que reflete o criador para o restante da criação e muita discussão já foi feito e ainda hoje é feita sobre a expressão Imagem e Semelhança mas o que muitos estudiosos apontam ao meu ver com bastante razão é que a ideia de imagens e Semelhança era mostrar é para o restante da criação a imagem do Criador É nesse sentido de que há uma representação do Deus que fez tudo isso e se faz presente em todos os pontos da sua criação por meio do que os reis humanos fazem com as estátuas então se você por exemplo for em museus na Inglaterra foi um museus é que estão na Itália ou até mesmo no Oriente Médio em Jerusalém além da Turquia você vai ver que muitas imagens dos soberanos que controlaram porções ou do Império Romano isso é válido para outros também muitas imagens não eram colocadas na capital do império muitas imagens não faziam parte daquilo que eram os espaços públicos de Roma mas sim o que era um espaços públicos das cidades que eram dominadas por Roma por quê Porque Roma queria dizer que existia ali em Felipe o poder do Imperador tão presente quanto ele estava em Roma existe em Corinto um poder tão presente tão importante como aquele que estava em Roma existia em Éfeso assim como também existia em Jerusalém representantes ainda que Imóveis mas lembranças concretas para o povo de que o soberano estava presente assim também Deus faz como narra o texto de Gênesis 1 quando ele cria todas as coisas ele é rei sobre toda a criação soberano sobre tudo e como é que ele coloca as suas imagens no meio da criação não como estátuas mas seres humanos dotados de todas as capacidades que temos dotados dessa capacidade de se relacionar com o criador de criar coisas ser copiador com o senhor por meio daquilo que inventamos daquilo que articulamos descobrimos por meio de toda a potencialidade humana e isso é o que significa ser imagem e semelhança de Deus refletir esse criador para o restante da criação quando João coloca no início do livro A palavra tornou-se carne e viveu entre nós nós percebemos que aquele que estava com Deus aquele que é Deus com pai reflete o caráter e o amor dele tornou-se ser humano essa era a coisa mais apropriada que poderia acontecer e era como se fosse o sexto dia da criação Só que ainda mais importante é como se João estava dizendo estivesse dizendo aqui está de fato a imagem plena do Criador aquilo que nós fomos feitos para ser imagens semelhança de Deus ele de certa forma recuperada e nesse último dia da criação quando Jesus encarna quando Jesus nos revela o pai por meio daquilo que Ele ensina por meio daquilo que ele faz quem vê a mim vê O Pai nós vemos a face de Deus na face de Jesus mas ao mesmo tempo ele está retomando é esse longo Anseio ou essa longa expectativa desejo que sempre tivemos mas que foi completamente comprometido com entrada do pecado no mundo que é Nós não sabemos exatamente o que significa essa imagem e semelhança então Jesus está recuperando e Jesus também está estabelecendo algo completamente novo a gente quando ouve a frase de pilato de pilatos Eis Aqui o homem ou ex o homem aqui está o homem é irônico que mais uma vez Pilatos esteja falando mais do que ele de fato sabe é como se João estivesse enfatizando uma verdade que Pilatos coloca para o povo Judeu e quer eternizado por meio da do Evangelho de João é uma realidade que é muito mais profunda do que ele seria capaz de avaliar naquele momento Pilatos está falando a verdade Eis Aqui o homem a humanidade restaurada Eis Aqui o homem como sendo essa imagem e semelhança perfeita do Criador Pilatos lança para o povo Judeu e as suas palavras que são colocadas no evangelho colocam diante de nós uma frase que vai de certa forma nos acompanhar em toda essa trajetória que João ainda vai narrar em torno do julgamento da crucificação de Jesus e depois a sua ressurreição essa frase fica ecoando na nossa cabeça todas as vezes que nós lemos os eventos que irão acontecer a humilhação de Jesus a condenação injusta ser preso entre ladrões substituir aquilo que deveria ser aplicado a Barrabás tudo isso nos faz sempre lembrar que esse é o homem essa é a palavra encarnada Essa é a humanidade como a gente não quis experimentar isso é o que a gente sempre precisou mas que a gente nunca teve bom a gente Então segue para o Versículo 8 a 16 e quando a gente também se depara com essa contraposição de Jesus Como Rei dos Judeus essa acusação que recai sobre ele mas quando o próprio povo Judeu afirma os líderes do povo judeu que eles não têm nenhum Rei além de César nessa passagem bastante interessante do Evangelho quanto Pilatos ele tem a tendência de libertar Jesus porque não encontra culpa nenhuma em Jesus ele se refreia dessa decisão porque isso a gente introduziu um pouco mas porque ele sente que aquilo que ele faz pode chegar aos ouvidos de Roma os ouvidos das autoridades romanas na capital do império e ele corre um risco muito sério porque a gente tem registros históricos que ser Governador era uma posição de muito perigo não só de ser preso não só de ser multado mas era um perigo de vida concorrendo os anos os governadores eles eram regulamente processados por má administração não existe nada novo debaixo do sol as províncias e as cidades elas levavam os casos até Roma é instigando que a justiça fosse feita contra o homem ou contra um governante que estivesse governando de forma inadequada em nome de Roma então poderia ser que se os judeus que acusavam Jesus isso é um revolucionário perigoso para o império romano levasse essas queixas para Roma Pôncio Pilatos poderia ser condenado a pagar multas altíssimas ou em último caso ele poderia ser condenado à morte se Jesus se revelasse um problema muito sério para César então a gente percebe que a Pilatos muda de opinião não porque ele é convencido que Jesus é culpado mas porque ele está convencido de que ele não quer correr nenhum risco em função de um judeu que talvez se provavelmente é inocente mas que não tem nenhuma relevância pessoal para Pilatos não faz nenhum sentido arriscar o pescoço por conta de uma pessoa que ele não tinha tido nem mesmo contato até aquele momento por isso que a gente percebe a figura bastante assim é odiosa da pessoa de pilatos ele está com o poder na mão ele tinha um poder de libertar Jesus Ele sabe que Jesus é inocente mas ainda assim ele Condena Jesus para que ele Possivelmente enfrentar sem um tipo de problema pessoal a gente também percebe que nesse diálogo entre Jesus e pelado Pilatos Jesus desafia a autoridade do governador e ele inclusive desafia autoridade que Pilatos tem sobre ele porque Jesus como muitos escritores do Antigo Testamento aceita que até mesmo nos estados e impérios pagãos mantinham e mantém o seu governo sob autoridade suprema do único Deus verdadeiro isso não quer dizer que Jesus aprovava todas as decisões obviamente até porque ele está sendo fruto de um julgamento injusto não aprova todas as decisões de pilatos assim como os judeus não aprovavam todas as decisões da Babilônia mas a ideia é a Babilônia não tem autoridade que o próprio Deus não tenha permitido a ele ser ainda que eles possam fazer mal em último caso Nós acreditamos de que alguma maneira miraculosa que seja que nós não conseguimos enxergar no tempo presente Deus vai fazer com que o mal deles se torne bem como é as palavras de José para os seus irmãos de alguma maneira a autoridade que Pilatos tem não é uma autoridade que ele mesmo conquistou o que nem mesmo o império romano possui de forma absoluta autoridade que eles têm se submete a autoridade de Deus por isso que Jesus é capaz de confrontar pilatos mesmo no momento em que ele estava prestes a ser condenado a crucificação porque ele sabe que nada do que acontece foge a esse controle de Deus e isso não pode ser confundido com fatalismo a ideia não é aceitar tudo a ideia não é não criticar o governo assim como Paulo é a mesma palavra semelhantes a essas de Jesus em romanos Versículos 1 a 7 Paulo também confronta autoridades políticas Paulo exigem seus direitos de cidadão Romano Paulo sabe quando ele está sendo injustiçado e exige que seja tratado com justiça mas em último caso ele sabe que nenhuma dessas autoridades faz o que faz apenas porque eles é conquistaram e tem um poder definitivo em suas mãos ainda que essa confrontação e o diálogo de Jesus com Pilatos seja muito importante na passagem a armadilha dessa passagem vem no final Porque o chefe dos sacerdotes a fim de rejeitar a afirmação de Jesus de ser o verdadeiro reflexo essa imagem verdadeira de Deus voltam-se braços do império Pagão e afirmam que não temos rei a não ser César é possível imaginar o peso que isso tinha era um sacerdote para um sumo sacerdote judeu no primeiro século é possível a gente imaginar o que era para um judeu no primeiro século que nem o Salmo 2 que falava que o Messias era aquele que destronaria todas as autoridades pagãs impuras todas as nações que haviam se corrompido e se voltado contra e a fé os mesmos sacerdotes que acreditavam no Salmo 72 que reafirmava essa soberania do Messias os salmos que falavam que o soberano e os poderosos verdadeiros eraram aqueles que se submetiam a iavé se voltam para um governador Pagão e falam não temos outro rei além de César como é que fica um sacerdote como esse quando no próximo Shabat no próximo sábado na próxima celebração ritual eles forem ler os salmos e se levantarem novamente com essas passagens que reafirma que Deus na verdade estabeleceu um rei que é o rei enviado por ele e o rei que deveria dominar sobre todas as nações apenas esse Rei é que tinha autoridade legítima como é que fica a contradição desse sacerdotes que reconhecem no fim das contas para condenar um opositor naquilo que era o seu ensino naquilo que anunciava como um novo tipo de reino se submetem a ao absurdo e a humilhação de afirmar que eles não tem nenhum rei que não seja César toda a história de Israel foi baseada em especial depois do exílio em preservar a pureza do povo que mantém a Torá e a pureza do povo que não se submete a outros reinos como reinos legítimos outros Reinos são sempre reinos que estão calcados naquilo que é o poder e na falha humana naquilo que é Oposição a Deus a gente talvez não consiga perceber numa primeira leitura mas é profundamente absurdo isso que o sacerdote se afirma não temos rei a não ser César é algo devastador ouvir essa declaração principalmente vinda dos lábios dos representantes oficiais do Judaísmo e João faz questão de reafirmar esse contraste para gente a gente Segue ainda mais no Capítulo 19 e é aquela passagem em que Jesus então é crucificado é o Pilatos escreve uma placa que é colocada acima da cabeça de Jesus é pregada na cruz com os dizeres Jesus de Nazaré o Rei dos Judeus ele escreve isso em hebraico latim em grego é importante pensar que para aquela região e para o império romano Essas são as três línguas mais importantes qual era a ideia que todo povo que passasse próximo e por isso que a crucificação era feita num ponto de muita visibilidade porque era um aviso do império romano é isso que acontece com aqueles que se opõe a nós e Pilatos não só faz isso como coloca em três línguas para que todo mundo entendesse aquilo que está acontecendo esse é o Rei dos Judeus é isso que os Judeus tem é como autonomia diante do Império Romano a pessoa mais importante do seu reino agora está crucificado e óbvio que existir ironia por parte de p mas existe verdade novamente por parte de pilatos esse de fato é o Rei dos Judeus em última instância Pilatos escreve a verdade porque Jesus é aquele que por meio da sua ressurreição por meio da sua ascensão e glorificação é colocado Como Rei sobre toda a criação é muito interessante a gente perceber como Deus consegue construir a história usando as decisões humanas autenticamente humanas para fazer aquilo que ele sempre disse que queria fazer mas de uma forma que ninguém poderia prever Pilatos diz a verdade registra a verdade e é dito uma observação importante que esse é o texto mais antigo escrito a respeito da pessoa de Jesus a gente não tem nenhum registro nos evangelho de que alguém escreveu algo sobre Jesus antes de pilatos e qual é a primeira o primeiro registro físico a respeito de Jesus a placa na sua cruz Jesus de Nazaré o Rei dos Judeus bom a gente vai precisar correr um pouco contra também do nosso horário a gente tem a morte de Jesus narrado em mais detalhes nos Versículos 25 a 30 e Existem muitos Pontos importantes aqui que envolvem inclusive Maria e que envolve também [Música] O discípulo Amado aquele que é dado como filho a Maria a gente percebe que essas pessoas as pessoas que presenciaram a crucificação foram em boa parte mulheres não foram os discípulos não é registrado muito que homens que eram sejam os apóstolos ou outros discípulos ficaram para ver a crucificação de Jesus isso é interessante porque aparentemente as mulheres eram vistas como o menor ameaça para o império talvez pelas questões militares e as mulheres não eram ao menos naquela época associadas aos eventos militares a pegar em armas articular revoluções e por isso existe uma maior liberdade para que elas acompanhassem Jesus mesmo que elas fossem associadas ao movimento que Jesus liderava durante o seu ministério mas a gente percebe que isso não é sempre assim eu não é sempre interpretar dessa maneira em todo lugar atos 83 relata que mulheres e homens eram vítimas de perseguição então a gente percebe que de pende do contexto da geografia exatamente o que elas estão fazendo para que isso acontecesse assim como acontece também nos versículos 15:16 nós podemos ter um pouco de resposta aqui ou na verdade algumas perguntas de Por que que esse discípulo amado é permitido se aproximar do evento da crucificação enquanto os outros não são Possivelmente como a gente já colocou ele era uma pessoa muito nova ele não era uma pessoa que pudesse trazer tanta preocupação para o império romano e por isso O discípulo João Possivelmente provavelmente discípulo João é aquele que unicamente é relatado como capaz de acompanhar de perto os eventos que acontecem durante a crucificação em si no final desses versículos que a gente citou no final da narrativa da crucificação assim a gente vê que Jesus o pouco antes dele morrer ele fala Está Consumado em grego Isso é uma única palavra não é uma expressão e essa palavra é a palavra que as pessoas escreviam em uma conta depois que ela era paga a ideia é que a punição que era necessária para que o Pecado Fosse retirado do mundo para que houvesse perdão de Pecados essa conta estava paga no momento em que ele entrega o seu espírito o momento em que ele sabe que ele está prestes a morrer ele se entrega a morte que ele foi submetido então é interessante a gente perceber não Só que essa palavra aparece aqui mas aparece novamente em Apocalipse 21 quando no Versículo é cinco daquele Capítulo a gente vê que o cordeiro aquele que estava sentado no trono também afirma que está consumada Está Consumado ele está fazendo nova todas as coisas é a ideia de que a obra está completa enfim aquilo que eu vim fazer está feito um pouco depois a gente vê a narrativa sobre o sangue e a água que escorre do corpo de Jesus E isso acontece porque estava prestes a acontecer o shabbate a começar o shabbat era o fim da sexta-feira a contagem de dias para o povo Judeu um pouco diferente da nossa A Virada não acontece de 11:59 para meia-noite que sim acontece No Cair da tarde então um novo dia para o povo Judeu acontece quando se inicia a noite então a gente passou a pouco mais de aproximadamente duas horas atrás essa conversão do fim da tarde para o início da noite é aí que se dá a virada do dia a crucificação de Jesus acontece na sexta-feira o Shabat estava prestes a começar e é interessante porque o Shabat era também a o Shabat próximo a Páscoa que era celebrada Páscoa o povo Judeu estava em torno de um momento muito importante momento mais importante do seu calendário João faz questão de nos avisar que a Páscoa estava para ser celebrada por isso o povo estava se organizando para grandes celebração do calendário judaico Jesus morre na sexta-feira que antecede a Páscoa e eles precisam tirar o corpo da cruz por quê Porque isso poderia provocar algum tipo de perturbação no povo Judeu era dito em Deuteronômio 21:23 que a o corpo das pessoas executadas não deveriam ficar pendurados durante a noite pois isso contaminaria a terra por isso que eles pediram a Pilatos que mandassem tirar o corpo da Cruz não só o corpo de Jesus mas também dos outros dois crucificados o que é interessante é como é que eles fazem isso é interessante ao mesmo tempo Cruel a crucificação não era só uma execução mas era uma tortura as pessoas eram penduradas com peso recaindo principalmente sobre os seus braços sobre suas mãos havia uma pressão muito forte sobre os pulmões eles não conseguiam respirar e a única forma que a pessoa que estava naquela posição conseguia respirar é quando ele apoiava todo o seu peso nos seus pés e aí quando ele subia para respirar um pouco é que ele tinha um alívio dessa pressão mas ao mesmo tempo isso provocava um exaustão isso perdoava durante muito tempo às vezes mais de um dia e é por isso é que as pessoas no fim das contas quando eram crucificadas Elas morriam asfixiadas quando elas não tinham umas energia para colocar o seu peso sobre os seus pés e conseguir respirar elas morriam asfixiadas como esse processo poderia durar muito tempo e como estava as vésperas do shabats ou do sábado o que que eles faziam eles muitas vezes quebravam a perna da pessoa que era crucificada para que ela não conseguisse mais erguer o seu corpo e fosse morresse muito mais rapidamente eles quebra interno dos dois ladrões mas não quebra uma perna de Jesus porque Jesus morreu muito rápido é muito incomum que o processo de crucificação durece tão pouco e é por isso também que Jesus não tem a sua perna quebrada Por que que isso é relevante porque Jesus é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo e estava prestes a ser celebrado a Páscoa o que que era comido na Páscoa um Cordeiro eu Cordeiro perfeito não poderia ter os seus ossos quebrados isso também era parte da profecia em torno do Messias Então a gente tem que o cumprimento das profecias em torno de Jesus se dá inclusive no fato de que Jesus não teve a sua perna quebrada ele é demais de uma forma e mais de uma maneira esse Cordeiro perfeito seguindo então aí para um pouco mais adiante a gente vê nos Versículos 38 em seguida a narrativa em torno do sepultamento de Jesus Jesus é sepultado e ele é sepultado pessoas bastante assim incomuns o que não seria de se esperar que fossem esses seus personagens envolvidos no processo de sepultamento de Jesus Existe muitos detalhes que são dados no texto que a gente não vai conseguir analisar aqui com calma mas o fato de que ele foi sepultado não sepulcro que não havia sido utilizado Ou seja quando o corpo de Jesus desaparece não foi com uma confusão de Corpos alguém que foi pegar um corpo que já estava colocado ali e por confusão pegou o corpo de Jesus não que ele sepulcro nunca tinha Nunca havia sido usado e ele é sepultado ele é colocado no sepulcro por Nicodemos e José de Arimatéia quando a gente tem essa narrativa envolvendo tanto Nicodemos quanto José a gente percebe duas coisas primeiro Essas são pessoas bastante inusitadas para estarem envolvidas no sepultamento de Jesus Nicodemos tinha tido o diálogo muito importante com Jesus se está logo no começo do Evangelho de João o famoso é versículo de João 3:16 acontece no meio desse diálogo e naquele momento Nicodemos tinha saído à noite por que que Nicodemos sai à noite para encontrar Jesus porque ele não quer ser associado com Jesus ele não tinha convicção plena de que Jesus era o Messias ele suspeitava de que Deus estava fazendo algo muito diferente com ele desse rabinho Mas o mais importante é ele não queria ser comprometer e é interessante que aqui acontece algo que é feito a luz do dia ainda que estivesse muito próximo ao cair da tarde é o início da noite ou seja Nicodemos estar sumindo um papel de muito risco Nicodemos estar fazendo algo ou correndo risco ao qual ele não se submeteu no início do seu diálogo Possivelmente Muito provavelmente existe uma amadurecimento da convicção de Nicodemos de que Deus estava agindo na pessoa de Jesus e por isso ele pega o corpo de Jesus se leva para ser pouco José que era o dono do sepulcro era um homem rico quando eles levam essa mistura de ervas essa mistura de elementos que são usados no sepultamento de Jesus o número nos chama atenção são mais de 30 quilos dessa mistura que é preparada para Jesus que tipo de sepultamento envolvia um processo tão Custoso algo isso é 10 vezes mais do que havia sido derramado sobre os pés de Jesus no evento em que a mulher lava os pés de Jesus com perfume com ervas e com perfume na verdade e aquilo é chama a atenção porque supostamente seriam Desperdício é algo muito caro 10 vezes mais é aplicado no corpo de Jesus depois que ele é crucificado isso indica que aqueles dois homens tanto Nicodemos quanto José interpretam que Jesus de fato é um rei eles estão sepultando um corpo de um rei eles fazem isso com toda a cautela com todo cuidado e a narrativa é muito cuidadosa são 34 kg de especiarias né na verdade eu falei 10 mas são 100 vezes mais do que Maria havia derramado sobre Jesus em Betânia no capítulo 12 de João a gente encontra os detalhes dessa narrativa e aí a gente percebe que João também está nos comunicando algo muito significativo na cronologia enquanto essas coisas estão acontecendo o túmulo de Jesus o período que ele fica no túmulo Esse shabba é esse último dia da criação nos nossos Paralelos entre João o evangelho e Gênesis o livro das origens a gente percebe que o último dia da Criação em Gênesis o descanso de Deus depois de tudo aquilo que ele fez e criou é paralelo ao dia de descanso de Deus nessa nova criação descanso de Jesus que foi crucificado no sexto dia da criação é como se o ministério o ensino as curas e em especial os sinais e a morte de Jesus representassem esse essa uma semana que é feita em aproximadamente três anos na construção de uma nova criação no último dia da criação Jesus descansa e o que é mais importante não é o sexto dia que envolve o ato de grande importância na morte de Jesus e no seu sacrifício não é o sétimo dia que é o descanso o ciclo que se fecha com esse ato de Jesus que repousa no sepulcro mas com o oitavo dia o que é mais importante nesse ciclo de criação e de Nova criação que Jesus estabelece é o fato de que existe uma nova semana a obra de Jesus não se conclui com sua morte a obra de Jesus não se conclui com o fato de que ele descansa no sábado a obra de Jesus é marcada pelo fato de que ele inicia uma nova semana no domingo no início da semana enquanto ainda era começo do dia primeiro dia da semana bem cedo Maria Madalena foi ao sepulcro quando ainda estava escuro e aí a gente vê que Maria Madalena é uma figura de muita importância ainda que ela não tivesse sido retratada no Evangelho de João até o aparecimento aos pés da cruz com as outras Marias a gente percebe que aqui ela recebe um papel muito valioso ela é a primeira apóstola ou o primeiro dos Apóstolos Apóstolo nesse sentido da pessoa que é enviado a dar uma notícia ela é a primeira pessoa que vê você procura vazio é a primeira pessoa que anuncia que Jesus não está mais no sepulcro Jesus não está onde supostamente ele deveria estar no momento que ela vê o sepulcro vazio ela não tem alívio seja Viu como é interessante as pessoas que presenciaram inicialmente o fato da Ressurreição não leram ou não interpretaram aqueles eventos ou evento de não ter visto o corpo de Jesus no sepulcro como um grande alívio uma grande superação da morte o grande a grande confirmação que Jesus de fato era a pessoa que ele anunciava você na verdade não encontrar Jesus no sepulcro era sinal de desespero se fizeram tudo isso com o meu mestre se durante esse Shabat mais doloroso que foi o Shabat de ter chorado porque o nosso senhor foi morto e crucificado e na verdade talvez ele não fosse quem nós esperávamos que ele fosse mas com certeza Maria Madalena não podia negar tudo que ela viu e presenciou porque ela vai aos poucos no domingo depois de tudo isso que fizeram com o meu senhor agora nem mesmo corpo A gente tem para cuidar e para preparar preparar adequadamente o seu sepultamento é confusão é dor é desespero aquilo que Maria Madalena sente inicialmente o caos sobre o caos vai se acumulando na vida não só de Maria mas das pessoas que pensam que até mesmo o corpo do seu senhor havia sido negado alguém tirou de lá e sem fé sem esperança sem um talvez Afinal essas pessoas ficam sem entender o que aconteceu parece simplesmente a trapaça Cruel de alguém que não se conformou apenas em Jesus ser crucificado seu corpo precisava ser roubado talvez algum jardineiro algum trabalhador algum soldado ou algum servo fez isso mas nós temos de descobrir provavelmente Esse é o pensamento de Maria é precisamente isso que ela faz ela vai anunciar aos discípulos que eles não ela não encontra mais o corpo de Jesus e é existe todo o desdobramento que a gente conhece na narrativa de João nos detalhes que ele dá no restante desse capítulo O que é interessante a gente perceber que Jesus é no momento em que o corpo dele não foi encontrado essas pessoas não creram Maria Madalena não creio que Jesus foi para o céu as pessoas ainda pensam muitas vezes que é isso que os cristãos querem dizer quando a gente fala de ressurreição da Morte mas adiante nessa passagem João é muito claro de que não é sobre isso que ele tá falando no Versículo 17 do Capítulo 20 fica muito claro ele está falando de ressurreição do corpo o corpo de Jesus não havia simplesmente ido para o céu mas o corpo havia sido ressuscitado e esse fato da Ressurreição não é percebido por Maria Madalena e é também confuso para os discípulos ainda que o discípulo Amado no momento em que entra na tumba e vê que ela está vazia percebe que algo muito diferente Aconteceu não foi simplesmente um sumiço que deram no corpo isso tudo causou uma grande confusão porque ressurreição era uma coisa e ainda hoje é uma coisa que nos deixa muito intrigado mas como é que o povo do primeiro século pensava sobre a ressurreição como é que os judeus pensavam sobre a ressurreição primeiro não havia consenso sabe os seus não acreditavam a ressurreição fariseus acreditavam na ressurreição Paulo por exemplo inclusive sendo de origem não faria isso e depois obviamente como discípulo de Jesus acredita na ressurreição e encontra o fundamento para fé cristã justamente no fato de que Jesus ressuscitou mas antes de Jesus ressuscitar mesmo as pessoas que acreditavam na ressurreição os gregos e Romanos não era parte desse povo eles não acreditavam na ressurreição como é que isso deveria acontecer o mundo presente é a ideia do mundo em duas eras Essa era uma crença muito comum para o povo Judeu da época e que tem consequências até hoje na mentalidade o mundo é dividido em duas eras a era que eles estavam experimentando que Roma tinha poder sobre a Judeia Roma tinha poder sobre o povo Judeu era uma era marcada pela corrupção de Justiça era marcada pela possibilidade e pela concretização do exílio que Israel a tantos séculos estava amargando mas existiria um tempo em que o Messias esse Rei Enviado Por Deus ele estabeleceria o reino de Deus na Terra e quando a obra desse Rei estivesse consumada seria então iniciada a nova era essa nova era de pais e justiça seria marcada pela ressurreição dos justos essa nova era seria marcada pelo fim da história como a gente conhece ou pelo fim da história como eles conheciam e se iniciaria então o reino de pais que duraria Terraria e o início desse reino seria marcado pela ressurreição dos justos agora imaginar que no meio da antiga era alguém pode ressuscitar e não só ressuscitar nesse sentido definitivo porque o problema na ressuscitar Lázaro tinha ressuscitado Jesus tinha realizado outras ressurreições mas Lázaro Voltaria a morrer essas outras pessoas voltariam a morrer mas ressuscitar no sentido de que Jesus ressuscita com o corpo que já não está mais sujeito a morte alguém ressuscitando marcando esse novo período que duraria eternamente o que não teria fim e que marcaria esse Reino de justiça e de paz no meio da antiga era isso é muito confuso Isso é muito difícil de entender como é que a nova era pode começar sem a antiga era terminar novamente o texto de Apocalipse 21 é de uma simples exatamente esses termos está feito é iniciado a nova era Está Consumado no sentido de que a obra está completa Mas até que tudo isso fosse processado até compreender que o antigo mundo continuava em certa parte com alguma autoridade as pessoas poderiam ser enganadas as pessoas poderiam ser desviadas de alguma forma mas o seu tempo e o seu fim estavam determinados do seu tempo estava contado e o seu fim estava determinado e o Príncipe desse mundo os poderes que caracterizam A Rebelião desse mundo já estava condenado pela morte e ressurreição de Jesus Isso é o que a ressurreição significava no meio da história por isso que foi tão difícil para os discípulos inicialmente entenderem o que de fato não só tinha acontecido mas o que significava Jesus te ressuscitado no meio da história ainda que mais ninguém tivesse ressuscitado como ele Então a gente tem um pouco mais adiante a história dessa desse diálogo de Maria Madalena e do Jesus ressurreto a gente também obviamente vai apenas precisar citar aqui dessa etapa de Jesus e dos seus discípulos quando Pedro e o outro discípulo correm para o túmulo e vem o que está acontecendo e a gente percebe que a virada acontece nesses momentos do nosso mestre de fato ressuscitou ainda que fossem necessários muitos outros eventos para aqueles de fato entendessem o que tudo isso significava é e a gente então já se encaminha para o fim do Capítulo 20 que trata dessa aparição de Jesus a Tomé e esse é um texto muito interessante porque parece que a ficha caiu para Tomé é eu que a gente não não consegue perceber é que a ficha não só cai mas acontece de uma forma como Tomé havia exigido mas ele não teve coragem de fazer não sei se vocês pararam para anotar Tomé fala que ele só acreditaria quando ele tocasse nas mãos de Jesus quando ele tocasse nas marcas dos pregos nas suas mãos quando ele colocasse o dedo onde estavam os pregos se ele não fizesse isso ele não creria quando Jesus vê Tomé quando Jesus perdão quando Jesus aparece para tomar ver o seu mestre então né fala senhor meu e Deus meu mas veja que Jesus convida Tomé a tocar e colocar os seus dedos e João Não registra que tome tocou Jesus chama também a fazer aquilo que ele disse que seria necessário para crer mas o texto não registra que é isso que Tomé fez por que será que é assim eu acredito que diante desse Jesus com o corpo glorificado desse Jesus ressurreto a simples presença de Jesus foi mais do que suficiente não só para convencer que Jesus ressuscitou dentre os mortos Mas de fato que Jesus era Deus talvez isso não estivesse muito claro mesmo antes da crucificação de Jesus que Jesus era o Messias eram enviado de Deus mas não como um grande rei o rei muito poderoso mas como o próprio Deus senhor meu e Deus meu veja que a transformação de também é muito mais profunda do que aquilo que ele esperava que acontecesse de fato ele pudesse tocar provavelmente também não tocou ele viu ele viu e Creu naquele momento ele entendeu o que significava tudo aquilo que ele tinha presenciado junto com mestre e tudo que significava não só sua morte mas também a sua ressurreição bom gente existem muitas coisas que a gente obviamente poderia explorar ainda aqui nesses capítulos Mas a gente não tem condições Como eu disse de olhar em detalhes tanto material tanto texto em tão pouco tempo então eu peço que vocês coloquem aí os seus comentários suas perguntas para a gente conversar um pouco aqui irmão Aquilo é verdade que aquela Esponja com vinagre era usada como papel higiênico pergunta da Betânia não Betânia na verdade aquele Vinagre é uma forma do texto nos indicar que era um vinho de baixíssima qualidade Possivelmente porque era um vinho acessível um soldado não era um vinho da nobreza não era o vinho que é bom se o Pilatos tomava mas era um vinho é de baixa qualidade isso que provavelmente o texto quer dizer nada é aleatório no texto de João assim como nos outros Evangelhos Mas é ele coloca o vinho no final como sendo um dos últimos atos que é dado a ele em contraste como primeiro ato que Jesus realiza no seu ministério O que que marca o início do ministério de Jesus o milagre do casamento em Caná na Galileia e o que que ele faz se ele transforma água em mim aquele pé de água e é dado vinho a ele um vinho de baixa qualidade é essa ideia do jogo entre água e vinho e de todos os outros todos os outros elementos que envolvem água e vinho é no Evangelho de João estão construindo uma mensagem por meio do mesmo elemento físico por exemplo em João 15 Jesus se apresenta como essa videira verdadeira a origem do vinho vem da videira e ele então vai costurando vai no João vai nos mostrando como Jesus ele ele associa a metáfora tanto da água quanto do vinho como parte daquilo que a sua missão e como parte das coisas que deveriam acontecer com ele como parte das coisas que ele faz a partir da consumação dessa sua missão ele se coloca como essa fonte de água da qual aquele que beber não mais terá sede agora ele está com sede Mas isso é porque ele salvou os outros e não pode salvar assim mesmo não é porque é uma forma inclusivé da Bíblia nos demonstrar que Jesus se identificou plenamente com a condição humana Jesus sentiu sede Jesus sentiu dor profunda Jesus tinha sangue correndo nas suas veias muito dai a história da Igreja Primitiva pouco tempo depois que esses eventos acontecem é para desfazer a confusão as heresias que são pregadas a respeito da natureza de Jesus muitas pessoas começaram a pregar que Jesus não era de fato homem ele tinha aparência de homem mas ele não era homem Como nós somos como Hebreus coloca né Essa identificação plena conosco e por isso é que ele pode ser nosso sacerdote perfeito pode nos representar diante do pai é justamente porque ele é um de nós mas também o evangelho de João deixar isso muito claro por meio daquilo que são as narrativas cuidadosas inclusive em dizer que flui do corpo dele água e sangue quando ele é furado na sua lateral com a lança Por que que acontece isso Possivelmente porque depois de morto o corpo já não consegue mais sustentar os mesmos processos naquilo que é a renovação do sangue naquilo que é a forma como o sangue circula no nosso corpo então depois da morte é normal que o sangue não existe calor no corpo assim como não existem muitas coisas é nada funciona no corpo depois da morte então é uma indicação de João de que o corpo de Jesus era como qualquer outro corpo Depois da sua morte o seu corpo foi sujeito a decomposição como meu corpo será sujeito e a decomposição de qualquer outro ser humano então é importante perceber como esses elementos de água é vinho sangue está nos contando uma história em particular dentro do evangelho em João vamos ver se a gente tem mais alguma coisa assim qual o significado de pilatos lavar as mãos nenhuma responsabilidade exato isso até virou um provérbio na nossa cultura acredito que em outras línguas também eu lavo as minhas mãos disso que está sendo feito e é uma atitude de baixíssimo de baixíssima nobreza para falar o que é mais honroso a respeito de pilatos porque ele não tem como lavar as mãos ele tinha seu poder libertar aquele que era inocente que ele sabia que era inocente e ele não faz por conta do benefício próprio ou o medo do prejuízo pessoal né definitivamente o ato de pilatos é o de se esquivar de qualquer responsabilidade pessoal é vocês sacerdotes que estão crucificando esse homem que não é verdade Pilatos tem uma responsabilidade direta e muito grande a questão de sermos corpo alma espírito não leva a semelhança de Deus no sentido Trino também depende um pouco da sua visão sobre a antropologia sobre a Constituição humana o homem é corpo alma e espírito ou será que há um espírito é a mesma coisa ou será que corpo é um espírito estão olhando para o homem de ângulos diferentes mas se referem a uma unidade Com certeza Existe uma separação ainda que Provisória de alma e corpo quando a gente morre a gente está com Cristo mas a gente ainda não ressuscitou né e Jesus também fala se não Lucas 10 sobre não temer aquele que só pode ferir o nosso corpo mas não pode lançar Nossa Alma no inferno Então existe a possibilidade de separação mas isso não quer dizer que nós somos três compartimentos diferentes sou três dimensões que podem ser separadas ao meu ver ao meu espírito é são muitas vezes palavras semelhantes tanto no antigo mas também no Novo Testamento mas principalmente o ser humano é uma unidade a gente não consegue separar plenamente essas coisas e se isso então está em jogo fica em jogo também equivalência entre supostamente essa percepção tripartida né do ser humano e aquilo que é Trindade não acredito que necessariamente sejam equivalência conforme o espírito com Deus pai Deus filho e deus Espírito Santo NAD Léo então é por isso que a maioria dos cristãos guardam o domingo e não sábado como os judeus que esperam triste voltar exatamente mas não guardamos o domingo exatamente com os mesmos ricos e das mesmas formas que um judeu Guarda o Sábado hoje mas o fato de nós em geral celebrarmos no domingo a pessoa de Jesus que nós nos reunimos comunidade para adorar a Deus é justamente porque Jesus ressuscitou no domingo nós é tradicionalmente separamos o domingo para celebrar a ressurreição de Jesus ainda que isso não seja uma lei ainda que isso também não seja uma regra a Igreja Primitiva era muito comum inclusive que Jesus fosse pregado Nasceu agora ele nos sábados como Paulo fez como muitos cristãos judeus no início da Igreja Primitiva também fizeram conforme era seu costume agora no sábado só que agora reconhecendo que todas essas profecias se cumpriram que a grande salvação chegou e que nós temos a missão de anunciar essa salvação a todos os povos essa parte final de missão de anunciar todos os povos é o que também demoram um pouco para acontecer na mente na interpretação da maior parte dos Apóstolos mas é uma coisa que é finalmente acontece em dado momento da história Paulo definitivamente um dos principais responsáveis por esse movimento Mas eles faziam isso no sábado e boa parte da igreja também fazia no domingo isso não era uma crise mas essa celebração no domingo tinha essa conotação Esse é o dia que nós celebramos a ressurreição do nosso Messias Será que os outros discípulos não pensavam igual a Tomé apenas do método teve a coragem de verbalizar Olha é talvez mas o fato é que apenas a história de Tomé como não estando presente sendo parte dos Apóstolos não estão presentes no primeiro na primeira aparição de Jesus aos discípulos é que nos dá ocasião para saber de fato que tu é pensava talvez se outros discípulos estivessem ausentes dessa aparição inicial de Jesus eles dissessem a mesma coisa mas a gente não tem como saber porque não foi essa história que aconteceu e também a Bíblia não nos revela o pensamento dos discípulos nesse ponto em especial a Nádia pergunta gostaria que falasse mais sobre o corpo de Cristo decomposto nunca pensei nisso até me surpreendi agora ele não ressuscitou com o mesmo corpo transformado bom eu preciso fazer uma pequena correção que eu falei que o corpo de Jesus se decompôs da mesma forma que o nosso mas o corpo de Jesus não foi submetido a decomposição completa porque ele ressuscita no terceiro dia mas o corpo de Jesus começa a ser decomposto logo depois da morte da mesma forma como meu corpo e o seu será agora de fato quando Jesus ressuscita em certa medida é o mesmo corpo porque o corpo desapareceu do túmulo o corpo não estava mais lá é o mesmo corpo mas é um corpo diferente a gente falou um pouco sobre isso na Live que fizemos sobre a Páscoa Ficou muito legal assim a conversa porque a gente pode tratar de vários aspectos sobre essa questão da glorificação do corpo do significado da Ressurreição e nós falamos ontem um pouco sobre isso na Live sobre a teologia do arrebatamento mas a ideia que o corpo glorificado tinha continuidade com que ele era é viu as marcas ainda que talvez eu provavelmente ele não tenha tocado nas marcas da crucificação que estavam nas mãos nos pés de Jesus no lado de Jesus mas existem também descontinuidade Jesus fazia coisas com esse novo corpo que ele não fazia contigo como a gente falou ele entrava na Sala fechada enquanto as portas ainda estavam fechadas o texto de João é cuidadoso de dizer que ninguém usava perguntar ele quem ele era porque ele sabiam quem é Jesus mas o fato de pensar em perguntar quem ele era é porque eles olhavam para Jesus e era de alguma forma muito diferente daquele que eles havia um visto e é preciso a gente perceber que a nova criação é marcada por condições inclusive físicas mas também emocionais por condições espirituais que são muito diferentes da antiga criação Apocalipse 21 mais uma vez eu tô estudando muito esse capítulo Porque é importante mas é um capítulo que eu tenho estudado mais por isso é eu lembro de alguns elementos que ajudam a gente a interpretar o evangelho de João não haverá mais morte do sofrimento não haverá mais nenhum efeito da corrupção e do mal que marcavam a primeira criação por isso o corpo de Jesus não tem que ser não tem como ser mais como corpo que ele havia recebido inicialmente porque o corpo que ele havia recebido inicialmente era um corpo sujeito à morte tanto é que ele morreu ressuscitou depois de ressurreto o corpo dele já não estava mais sujeito à morte então é Nádia sim e não é o mesmo corpo mas não é o mesmo corpo é o mesmo corpo porque é a mesma aparência em vários sentidos mas é um outro corpo com capacidades com Constituição e de natureza bastante distinta ainda que também pudesse ser tocado ainda que pudesse comer como ele come com os discípulos bom a gente vai encerrar por aqui a nossa conversa de hoje tenho certeza que tem muitas coisas que nós não falamos que valeria todo todo tempo do mundo para nós tratarmos mas a nossa proposta aqui é tentar fazer também um pouco de uma conversa introdutória sobre o evangelho de João semana que vem Saião vai dar a última aula a respeito de João Capítulo 21 e a gente deve fazer um apanhado geral desses dois meses que nós falamos sobre o evangelho de João nós convidamos você a acompanhar o nosso encontro da semana que vem acompanhar o nosso encontro de amanhã falando sobre o livro de Samuel e nós então também podemos nos aprofundar em outros assuntos que a gente tem tratado por aqui na live de terça né celebrações de domingo em todas as outras é programações que a gente traz no canal da IBM Esperamos que isso abençoe sua vida que a gente possa de alguma forma aqui para sua maturidade também e que você possa compartilhar isso com outras pessoas muito obrigado Nádia Betânia Paulo Maria Judite o pessoal que tá acompanhando aqui a Raquel e o Ataíde A Lizete a Flávia Cleide Luciano é todo mundo que deu um oi falou José Cleudo amigão faz tempo que eu não nos falamos mas todo mundo que é acompanhou a nossa conversa muito obrigado pelo carinho tanto de ter interagido mandado perguntas e prestado atenção isso é muito valioso teu tempo de vocês forte abraço e a gente espera vocês nos nossos próximos encontros virtuais por aqui Natanael também um abração