MANUAL DE APOLOGÉTICA – COM FILIPE FONTES | PODCAST EDIÇÕES VIDA NOVA #23
15/05/2023
MANUAL DE APOLOGÉTICA – COM FILIPE FONTES | PODCAST EDIÇÕES VIDA NOVA #23
Neste episódio do podcast Vida Nova, Filipe Fontes apresenta o livro "Manual de Apologética", escrito por KENNETH D. BOA e ROBERT M. BOWMAN JR.
– Como podemos defender melhor nossa fé no mundo de hoje?
– Como vemos a apologética na Bíblia e na história?
– Quais as principais escolas apologéticas?
– Quais são suas metodologias, pontos fortes e pontos fracos?
– Quem são seus defensores?
Isso e muito mais nesse podcast!
Adquira o livro aqui: https://www.vidanova.com.br/livros/manual-de-apologetica
#Apologetica #FilipeFontes #EdicoesVidaNova
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
[Música] E aí pessoal eu sou Saulo Sena e seja bem vindo ao podcast da Editora Vida Nova aqui a gente procura conversar com autores pastores e teólogos em geral sobre os livros lançados pela Editora Vida Nova e as questões importantes que eles abordam hoje vamos tratar de um dos meus assuntos preferidos apologética para falar do lançamento da Editora Vida Nova o manual de apologética abordagens integrativas para defesa da fé cristã do kennet boa e do Robert Baumann Júnior se você quer saber mais sobre como defender sua fé como vemos a apologética na Bíblia e na história Quais as principais escolas apologéticas suas metodologias pontos fortes e fracos e também seus defensores além de principalmente entender como podemos integrar todas essas abordagens para fazermos uma melhor defesa da nossa fé no mundo de hoje você precisa ler esse Calhamaço aqui de mais de 700 páginas e ouvir a conversa que vamos ter agora sobre tudo isso com Reverendo Felipe Fontes nesse novo episódio do podcast da vida nova E aí Felipe seja bem-vindo mais uma vez aqui no podcast da vida nova É sempre um prazer ter você com a gente e por favor se apresente mais um pouco aí para o pessoal que está vendo você aqui com a gente pela primeira vez Salva para mim é sempre uma alegria também viu falar contigo e de alguma forma contribuir aqui com edições vida nova comentando sempre os seus excelentes lançamentos através dos quais a editora Tem abençoado o povo de Deus aqui no nosso país Eu sou Felipe Fontes sou pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil atualmente servindo como auxiliar lá na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro e também professor de teologia no centro presbiteriano de pós-graduação Andrew Jumper também no seminário José Manuel da Conceição Essas são as atividades principais assim em termos profissionais Além disso sou casado com Lenice pai de Ana Lívia e de Daniel que são certamente os instrumentos através dos quais Deus tem mais me ensinado sobre ele e sobre o que significa viver para a Glória dele no mundo basicamente é isso aí sempre falar contigo amém amém muito bom Reverendo bom tá aqui com você vamos lá deixa eu me acostumar com Felipe aqui para a conversa fluir mais e falando sobre essas aulas né você faz tempo que dá aula inclusive foi meu professor no seminário e eu acho que o assunto Apologia sempre tá ali permeando algumas das aulas que você dá né da aula de filosofia você tem informação estudos bastante na área e isso é uma questão que que é bem interessante para nossa época porque a gente vive numa época onde a verdade é relativizada e a gente muitas vezes tem que cair no assunto da apologética mas aí eu acho bom Justamente a gente começar definindo o termo para aqueles que ainda não estão tão familiarizados Então vamos vamos começar por aí o que é apologética Felipe falando um pouquinho da minha experiência com aulas eu eu já estava acostumado a ensinar a pologética para o pessoal da pós né Mas esse semestre curiosamente é a primeira vez que eu tô ensinando a apologética para o pessoal do seminário é a turma do quarto ano lá tá estudando exatamente essa disciplina nesse semestre comigo lá no JMC a projetica é uma palavra relativamente nova ela nasceu no século 19 mas ela vem de uma outra palavra que é bem mais antiga que é a palavra Apologia no grego cujo significado é defesa Ou melhor essa é a tradução né a tradução mais comum da palavra Apologia é defesa mas na verdade a palavra ela é a junção de duas outras ou de uma palavra e de um prefixo logia e que significa discurso que afasta literalmente Esse é o significado da palavra E é porque era o discurso que um acusado proferir no tribunal geralmente no mundo antigo com a finalidade de afastar de si as acusações que ele estava sofrendo então é por isso que a palavra significa discurso que produz afastamento ou discurso que afasta porque a ideia era de alguém que estava sendo acusado e tinha então a oportunidade de afastar de si essas acusações mas de maneira geral a palavra acaba sendo traduzida por defesa Apologia é uma palavra que chegou na nossa língua né então ela ela existe na língua portuguesa quase que Idêntica a pronúncia e a escrita lá no grego obviamente se transliterado só que no Brasil curiosamente a palavra é geralmente relacionada a coisas mais negativas né Eu não sei exatamente é porque isso aconteceu não tem uma explicação para isso mas em geral na língua portuguesa a gente usa muito Apologia para falar da Apologia ao aborto Apologia ao Crime Apologia as drogas e assim sucessivamente mas na de maneira geral a palavra Apologia significa defesa e apologética é o campo da teologia que reflete estuda sobre a maneira como ao longo da história a fé cristã foi defendida das acusações Que ela sofreu durante o seu desenvolvimento então a fé cristã sempre sempre se desenvolveu em um ambiente de tensão hora um ambiente de maior tensão hora de menor tensão mas ele sempre sempre foi um ambiente de tensão e sempre existiram pessoas que se levantaram para afirmar a legitimidade da fé e do comportamento Cristão diante de críticas que Inimigos da Fé eventualmente faziam a fé e é o comportamento Cristão esses indivíduos ficaram conhecidos como apologistas ou apolojetas e a disciplina que lida com esse procedimento e com esse modo de defesa ficou conhecida como apologético Então na verdade Saul para a gente ser muito rigoroso a gente até poderia fazer uma distinção entre Apologia e a apologética para se referir ao procedimento prático de defender a fé como tecnologia e ao campo que lida com esse procedimento como a apologética mas na verdade depois que a palavra apologética surgiu no século XIX Ela acabou engolindo a palavra Apologia sabe então a gente fala tanto do procedimento quanto da disciplina hoje usando a palavra apologética mas eu acho que é bom que as pessoas que estão nos ouvindo percebam essa distinção a apologética pode ser tanto alguma coisa que a gente faz quanto alguma coisa que a gente estuda tanto um procedimento quanto um campo do conhecimento muito bom ótima definição e aí de certa forma a gente já entrou bastante nas funções da apologética aqui com essa explicação mas eu acho que vale a pena a gente afunilar um pouco para como é que ela é usada no nosso dia a dia e até eu quero pegar um gancho disso que foi o que você falou sobre esse lado negativo porque você falou negativo do uso da palavra Apologia né apologia a gente usa para Apologia coisas negativas mas quando a gente fala apologética no meio Cristão existe aquela ala que se interessa pelo estudo da apologética e existe aquela ala mas evangélica lista alguma coisa assim que acha ruim a defesa da fé porque sente que está atacando as outras crenças ou que a gente simplesmente tinha que falar Jesus te ama então a pergunta é Quais as funções da apologética para o meio Cristão e a outra Porque que as pessoas muitas pessoas vêm como algo negativo o uso dela perfeito eu vou começar pela segunda e depois vou me dirigir a primeira Então deixa eu tentar falar um pouquinho a respeito dessa questão da da Visão negativa que muita gente tem da apologética eu acredito que existem vários fatores pelas pelos quais isso acontece ou aconteceu historicamente está atrelado em parte a debates teológicos na história e também a maneira como a apologética se desenvolveu sobretudo na nossa cultura aqui no Brasil então historicamente nós temos um debate que aconteceu basicamente no século passado em torno da natureza da relação entre a racionalidade e a fé E isso gerou um certo afastamento assim de algumas pessoas dessa desse esforço por verificar e afirmar a racionalidade da fé cristã diante de outras visões de mundo junta-se a isso o fato de que no Brasil a apologética se desenvolveu muito em termos do estudo de seitas e heresias e o modo como ela se desenvolveu no Brasil não foi na maioria das vezes um modo muito amigável Ou seja a imagem que apologética adquiriu no território brasileiro no meio teológico brasileiro foi uma imagem mais bélica tanto é que quando a gente pensa imediatamente em uma imagem que possa definir a apologética o que nos vem de cara assim é aquela imagem do cavaleiro medieval das Armas não é de uma espada de um escudo porque essa metáfora da guerra ou da Batalha acabou sendo atrelada de maneira muito direta a essa questão da apologética Então eu acho que muita gente tem dificuldade na nossa cultura com apologética por causa de ecos de um debate teológico que afirma algumas vezes a natureza mais irracionalista da fé cristã porque a apologética se desenvolveu de maneira muito superficial do nosso país lidando com coisas muito pontuais como a o debate em torno de seitas e heresias e aí quem não tem muito interesse nesse debate acaba deixando de perceber a utilidade e a relevância da apologética e em terceiro lugar eu acho que isso se deve ao próprio espírito ou a maneira como muitos apolojetas não apenas no Brasil mas também em outros lugares acabaram assumindo essa função não conseguindo se desvencilhar de uma perspectiva mais bélica até mais orgulhosa vamos dizer assim do debate e na conversa com pessoas que não não são cristãs e não defendem o cristianismo né então eu acho que as razões são basicamente essas aí existe um texto sim uma coisa que que eu percebo também que eu queria ver com você é o uso da internet em relação a isso se tem como a gente vê a ligação porque eu vejo que a internet tem sido usada de forma positiva muitas vezes para aumentar a sede das pessoas pelo estudo da Bíblia pelo estudo da teologia pelo estudo inclusive da defesa da fé na entender mais um pouco desse lado racional da nossa fé e como nós podemos apresentar mas a gente sabe que quando vai para o meio da internet o que nós mais temos Infelizmente são aquelas pessoas bélicas em sua defesa né que falam ali vão defender a fé como você falou o orgulho e tudo mais você acha que a internet a maneira que apologética foi abordada por esses teólogos de internet ela tem contribuído para essa visão negativa da apologética sim sem dúvida eu acho que o próprio eu sou da defesa de que é forma é conteúdo não é então as pessoas às vezes elas estabelecem uma distinção muito radical entre o veículo de comunicação e o conteúdo que a gente comunica e a internet por natureza tem essa essa rapidez como uma característica da sua forma de comunicação e a rapidez ela exige de nós certa simplificações e mesmo certas posturas assim mais ativas que faz fazem com que a mensagem que requer sabedoria na transmissão às vezes ou essa sabedoria de transmissão da mensagem seja perdida Então eu não sei exatamente o quanto a gente vai colher do impacto disso para o futuro mas o fato é que a internet o modelo de comunicação da internet que acaba exigindo essa rapidez tende de certa forma a nos conduzir a uma abordagem mais direta que acaba afastando algumas pessoas desse Campo de estudos também então eu acho que tudo isso de certa forma contribui né Para que algumas pessoas se afastem da apologética existe um artigo do grupo faz chamado seis inimigos do ideal apologético que é bem interessante pessoal quiser procurar depois pode dar uma olhadinha isso está disponível aí na internet e a gente vai perceber ali ele ele coloca ali de maneira muito clara É algumas coisas que tem feito com que a apologética Deixe de se desenvolver agora veja vamos para a primeira questão que Você levantou que é qual é a utilidade da apologética né vejam eu acho Saul aqui a Project com a disciplina extremamente útil e cuja utilidade precisa ser redescoberta ou resgatada quando eu falo sobre isso eu sempre me lembro que estudiosos de apologética em geral falam de três diferentes características ou três aspectos da apologética então fala-se muito da apologética como defesa apologética como prova e apologética como ofensiva eu tô usando aqui as categorias do frame mas o Alisson pura e simples usa outra tecnologia diferente e outros estudiosos usam termos diferentes para se referir basicamente a mesma coisa que ao contrário do que a gente pensa a apologética não é apenas uma disciplina defensiva ela não serve apenas para defender a fé de acusações é que vem de fora do ambiente Eclesiástico e Cristão ou mesmo defendê-la de acusações que vem de dentro do ambiente Cristão mas ela serve como prova no sentido de ajudar nos articular bem aquilo que Nós cremos o que tem um impacto para nós individualmente e serve também para que nós no embate com o pensamento não Cristão possamos demonstrar de alguma forma irracionalidade a insuficiência deste pensamento visando posteriormente a apresentação da Fé então eu diria que apologética tem mais utilidades básicas que poderiam ser aí obviamente ampliadas A primeira é manter a pureza doutrinária da igreja Então essa é a primeira finalidade importantíssima sem a apologética a heresia adentra a teologia e toma conta do nosso ambiente teológico e segundo lugar apologética tem um benefício espiritual no sentido de nos ajudar na nossa relação com Deus uma vez que nós somos seres tendentes a incredulidade e podemos por causa das circunstâncias nas quais nós nos envolvemos na vida sermos tentados a incredulidade também eu sempre me lembro de João Batista não é que foi o precursor de Jesus Cristo depois preso mandando seus discípulos a Jesus para perguntar se ele era de o Messias ou se eles deveriam esperar outro não é a apologética tem essa função de articulando racionalmente a nossa fé nos ajudar a compreender as razões pelas quais Nós cremos e pelas quais nós esperamos aquilo que esperamos então há um benefício espiritual na apologética para nós mesmos e depois um benefício da apologética para evangelização Talvez o francischer tenha sido o apolojeta que mais se Valeu desse benefício para para ajudar outras pessoas que não contexto de secularização Confiam em redentores alternativos que são insuficientes perceberem a insuficiência dos redentores Nos quais elas estão confiando a fim de receberem a verdade do mulher então o shaper falava da apologética como a pré evangelização no mundo secularizado como nós estamos a apresentação do Evangelho é pressupõe em certa medida uma desconstrução de Visões de mundo apostas né que precisam ser desconstruídas antes que as pessoas recebam de alguma forma o evangelho então apologética nos ajuda na pureza doutrinária da igreja apologética nos ajuda espiritualmente é manter a nossa fé naquilo que de fato deve ser mantido a apologética nos ajuda no trabalho de evangelização muito bom ótima resposta e aí eu acho que uma pergunta que surge a partir dela é muito bonito mas a gente vê isso na Bíblia porque eu acho que justamente os que que ficam Contra Eles pensando isso não é coisa de Bíblia isso é coisa de fora da Bíblia de livros de teologia né como se fosse uma coisa filosofia ou aquela teologia mais seca na visão do pessoal como se não fosse bíblico E aí a questão é nós vemos a personagens bíblicos usando de algo que nós podemos chamar de apologética para seja para evangelizar para pureza para esse tipo de coisa perfeito essa de fato é uma pergunta importantíssima porque em geral é assim mesmo que as pessoas venham apologética né como coisa de um grupo específico de pessoas que têm um treinamento em cultura geral filosofia lógica ciência e etc mas não é coisa de como usar que uma expressão que as pessoas usam né que é de crente não é não é uma coisa para todas as pessoas que creem em Jesus Cristo bem a Bíblia a Bíblia tá cheia de apologética tá cheia de apologética primeiro a palavra embora a palavra apologética não apareça na Bíblia porque ela é recente Como eu disse né do século 19 a palavra Apologia aparece na Bíblia em vários lugares né no Novo Testamento Então a gente tem alguns pelo menos uma dezena de usos da palavra Apologia no Novo Testamento em geral no seu uso mais clássico que é aquele uso de defesa diante de um tribunal então por exemplo quando Jesus fala com os discípulos Quando vocês forem levados pelos tribunais e vocês terão que responder não se preocupa com aquilo que vocês terão que dizer porque o espírito santo vai guiar vocês naquilo que vocês vão dizer a palavra responder aí é a palavra Apologia então Jesus de um momento em que os discípulos haveriam de fazer Apologia diante de tribunais então a palavra aparece ali eu diria que é existem textos é muito apologéticos no seu objetivo então por exemplo Gênesis Capítulo primeiro Gênesis 1 é um texto que tem um forte objetivo apologético lembra do contexto o povo de Israel tá saindo do Egito depois de um tempo de escravidão recebeu no Egito várias cosmogonias pagãs várias visões de mundo sobre a origem que tem dia uma definir a identidade deles de maneira equivocada durante a sua estadia no Egito E aí Moisés escreve Gênesis 1 para dizer a verdade a respeito da origem do povo mas muito de Gênesis 1 é um embate apologético essas cosmogonias que o povo de Israel havia ouvido então parece que Moisés tem um objetivo apologético quando ele escreve a narrativa da criação por exemplo mostrando que enquanto em outras cosmogonias antigas o mundo é o resultado da Batalha entre diferentes Deuses né um Deus mais ligado à Terra outro Deus mais ligado a água na verdade a realidade foi criada por Deus sem nenhum tipo de briga por meio da sua palavra que separou a água e terra só dizendo onde é que cada uma das coisas deveriam ficar então é de certa forma um embate apologético o texto de Gênesis Capítulo primeiro o texto tem a Bíblia tem imperativo usar apologética Então ela tem ordens para que a gente faça projetica a primeira ou a conhecida e mais completa delas Talvez esteja na primeira carta de Pedro né quando Pedro diz que ao invés de ficarmos atemorizado quando as pessoas falam conosco a respeito da Fé nós devemos santificar a Cristo como senhor em nosso coração estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir a razão da nossa da nossa fé Então essa é uma corda do meu texto com certeza esse é o texto mais usado assim né quando você fala de apologética pessoal usa bastante ele é o que eu tenho chamado de Locus clássicos da apologética porque é o imperativo apologético por Excelência né então a gente tem imperativo e a gente tem diversos personagens bíblicos fazendo apologética talvez eu vou destacar dois aqui tem muito de apologia nos profetas do Antigo Testamento também mas eu vou citar dois personagens do novo testamento que é aos quais a apologética tá muito ligada de maneira direta então um deles é o apóstolo Paulo Paulo é um personagem que é visto em Atos dos Apóstolos envolvido em vários diálogos apologéticos e é curioso que Lucas escolhe três diálogos maiores para registrar e eles três esses três diálogos são isso é muito legal eles têm públicos diferentes primeiro diálogo que Lucas registra de Paulo ele tá na sinagoga em Antioquia da piscina então é Paulo falando com um grupo de judeus o segundo discurso de Paulo é o discurso de Paulo em listra quando ele tá lá junto com Barnabé E aí o pessoal interpreta os dois como Deus E aí ele vai e fala com aquelas pessoas apologeticamente é um grupo de eu vou definir assim de gentios incultos que tá ali questionando a identidade deles E aí Paulo prega para esse pessoal e tem um discurso apologético ali e o terceiro é em Atos 17 já no areópago é que é o mais clássico de todos quando Paulo tá diante de gentil Os cultos né um grupo de filósofos ali eu fico me perguntando porque que Lucas escolhe esses três né Talvez seja para mostrar como é que públicos diferentes exigem uma apologética distinta ou uma apologética diferente né até em Atos 17 inclusive você vê o foco maior nesse discurso que ele vai fazer ali no Areal pagou para os para os filósofos e líderes políticos ali na nação mas ele é no início Paulo tá falando na sinagoga com os judeus depois ele tá falando ali com a população de geral que tá curiosa para saber que nova filosofia é essa que estava sendo apresentada e depois ele fala com os filósofos e líderes Então já ali já com 17 mesmo vemos essa pluralidade de públicos e diferentes abordagens que são usadas perfeito é é que a 17 só traz o registro do discurso final né mas ele faz menção a outros discursos da pregação de Paulo em Atenas também então esse é um personagem importante e o outro sem dúvidas é o senhor Jesus Cristo cara quantas vezes os Evangelhos mostram Jesus Cristo envolvido em debates apologético é muito curiosos então certamente as pessoas que estão nos assistindo se lembram de ocasiões diversas em que Jesus foi colocado em situações difíceis por grupos religiosos de sua época né os fariseus os escribas o de Deus então esses caras eram eram feras em tentar armar situações difíceis para pegar Jesus de alguma maneira então Talvez algumas mais conhecidas seja é lícito pagar tributo a César não é outra seja aquela da Ressurreição Olha uma mulher que tem mais marido depois na ressurreição Ela será esposa de quem então são tentativas ali de fazer Jesus se comprometer através daquilo que ele diz então Jesus faz apologética com seus opositores durante todo o seu ministério agora o diálogo de Jesus apologético do qual eu mais gosto é o diálogo dele com a Mulher Samaritana sem nem sem sombra de dúvida aquele diálogo é Fabuloso porque mostra de maneira muito clara o coração amável é e humilde do Redentor na maneira como ele dialoga com as pessoas olha cara é a Mulher Samaritana é muito interessante esse episódio porque ela tenta ela tenta usar a teologia para escapar ao assunto a respeito do qual Jesus Cristo queria de fato conversar com ela e eu acho que se fosse eu se fosse eu no lugar de Jesus ali teria dito como minha filha eu não vou discutir teologia com você não quer saber de uma coisa você estudou teologia onde para querer esse é o espírito com qual muitas vezes Nós entramos em uma conversa dessa natureza mas é muito curioso como Jesus olha para ela e diz é sobre isso que você quer falar vamos conversar sobre isso vamos dialogar sobre isso e ele conduz a Mulher Samaritana naquele discurso de modo que ela tivesse de dar conta da de fato de onde estava o Seu Coração Diante diante de Deus mas a maneira amável não é a maneira caridosa com que Jesus se relaciona com ela é um negócio fabuloso e Fantástico Então quem disser que não tem apologética na Bíblia precisa ler a Bíblia de novo cara é bem por aí e eu acho que vale também uma menção honrosa aqui porque assim não tem um diálogo expondo ele fazendo apologética mas tem a descrição que é do Apolo né Aí eu gosto de ressaltar que é o nome do meu filho aí já foi também do personagem Mas você vê alinhar os 18 falando como Apolo era um homem que era eloquente que era cheio do espírito e que foi usado pelo céu Inclusive inclusive para convencer publicamente os judeus provando por meio das escrituras que o Cristo era Jesus né então parece que o cabra era bom de retórica seu menino vai ficar assim também rapaz estou orando por isso é a oração assim Senhor e atos 18 se cumpre aqui em alguma medida Tomara deu certo é isso aí e avançando aqui a gente falou da apologética na Bíblia vamos avançar um pouco para Apologia na história vocês já citou o Shaker que é mais recente já falou de alguma forma já fez menção ali na patrística mas eu acho que vale a pena a gente destacar um pouco mais dessas questões da apologética na história como é que ela vem sendo usada perfeito bem a projetica assim nasce é de maneira mais procedimental vamos dizer assim no período antigo inclusive o primeiro grupo de pessoas que recebe esse nome né recebe no século II ele é chamado de pais apologistas Então a gente tem ali os pais apologistas dentre os quais estão Justino não é tertu Irineu e etc são vários origens vários pais da igreja que são homens que estavam enfrentando diversas acusações lembra que o cristianismo ele ele nasce em um ambiente muito tenso então ele nasce sendo acusado pelos judeus de ser uma uma seita que estava pervertendo a natureza da verdadeira religião e ele nasce acusado pelos Romanos de ser uma religião dissidente por causa da dificuldade que os cristãos têm de cederem a religião oficial do Império Romano que era a religião de adoração do Imperador lembra que o império romano ele era bastante pluralista e permitia que várias religiões pudessem conviver desde que essas religiões mantivessem aquela que era a religião organizadora da vida social do império que era adoração ao Imperador Então os cristãos tinham muita dificuldade com isso então eles são acusados recebem várias acusações nesse período algumas são até curiosas assim chegam a ser até meio cômicas não é então os cristãos são acusados por exemplo de canibalismo por afirmar em comer e beber o sangue de Jesus Cristo né na ceia do senhor eles são acusados de incestuosos porque eles privilegiam O Casamento entre irmãos então aí o pessoal começa a acusar o cristianismo de ser uma seita incestuosa então esses irmãos são irmãos nossos que se levantam muitos deles escrevendo cartas abertas por exemplo para os imperadores da época para dizer o que é o cristianismo e como cristianismo não é passível dessas acusações que estavam sendo feitas naquela ocasião então isso isso seria mais a apologética do período antigo que é uma projetica majoritariamente de defesa em virtude do período né e do lugar do cristianismo nessa ocasião quando a gente chega na Idade Média a gente tem um momento muito diferente na história porque agora o cristianismo ele é uma força cultural muito dominante não é depois da do Advento do catolicismo não é surgimento das Universidades e o cristianismo começa a fazer parte da Matriz maior do pensamento nessa ocasião e nesse período a apologética continua acontecendo mas agora é mais uma apologética de prova e não apologética de defesa Ou seja a pergunta agora é como é que a gente pode articular racionalmente a nossa fé e apresentar sistemas de pensamento que são robustos e que demonstrem a racionalidade da fé em Jesus Cristo e do comportamento comportamento Cristão Então nesse período a gente tem personagens importantíssimos como Agostinho aboécio Anselmo São Tomás de Aquino cada um deles oferecendo aí uma contribuição diferente a partir de paradigmas diferentes e a gente tem por exemplo argumentos apologéticos que nascem no período medieval e que depois vão se estender até hoje são estudados acadêmicamente então Agostinho por exemplo tem um argumento epistemológico para a existência de Deus Anselmo Cunha aquilo que ficou conhecido como argumento ontológico para a de Deus lá no pros loggio tomar de Aquino na suma contra o gentios apresenta a cinco vias do conhecimento de Deus baseados ou baseadas no pensamento de Aristóteles né que é a grande contribuição de Tomás então é um período muito frutífero o período medieval para colorgética sobretudo na cunhagem desses argumentos que serão estudados muitos deles abandonados outros serão burilados né e aperfeiçoados posteriormente e quando a gente chega no período moderno a gente tem basicamente um enfrentamento do secularismo né então na modernidade a gente tem uma nova virada em que o cristianismo agora já não é mais uma pensamento que é aceito majoritariamente pelas pessoas e agora sobretudo no mundo contemporâneo ele é muitas vezes questionado em termos da sua racionalidade da sua legitimidade e os apolojetas modernos e contemporâneos enfrentam de maneira muito significativa o secularismo então alguns nomes importantes aí muito conhecidos dentre os apolojetas contemporâneos talvez no Brasil os mais conhecidos sejam CS Lewis que escreveu cristianismo puro e simples um texto apologético importantíssimo o francischer com a sua famosa trilogia né também muito conhecida para quem quiser ler o texto mais apologético do shape o Deus que intervém é onde ele apresenta o seu modelo ou seu método a gente tem outros personagens importantes como abrancar também muito conhecido no Brasil vantil é menos conhecido um pouco mas também muito conhecido no Brasil é o pai daquilo que se chamou de apologética reformada e talvez o grande apologista do século do nosso tempo né seja o William Land Craig que é o apogeta contemporâneo mais influente e mais relevante aí participando de debates contra novos ateus não é e debates diversos e a quem a Editora Vida Nova já tem publicado há algum tempo excelente é são nomes que valem vale muito a pena consultar ler né aprender mais com ele se vocês têm interesse sobre apologética né se quem tá aí nos ouvindo tem esse interesse sobre apologia é algo muito interessante de consultar E aí avançando aqui além de falar um pouco dessa parte histórica da apologética além de nesses partes mais de introdução que a gente também conversou aqui e o livro vai falar sobre a principal o principal ponto do livro Essa questão das abordagens das principais abordagens que existem e uma visão de uma integração entre elas Então antes da gente falar como é que há uma integração a gente precisa falar do que é que está sendo integrado Então vamos falar aqui de quais são primeiro de maneira geral os nomes dessas principais visões que são tratadas no livro e depois vamos entrar um pouco e cada uma delas Quais são as principais linhas métodos apologéticos destacados aqui beleza antes de fazer isso me recomendar efusivamente esta obra manual de apologética abordagens integrativas para defesa da fé cristã a obra que é de fato aquilo que o seu título disse é um baita manual de apologética para aqueles que desejam ser introduzidos de alguma maneira nesse assunto e nessa temática é como eu disse a você no começo eu tenho ensinado para os alunos da graduação pela primeira vez apologética este semestre e o livro Manual de apologética tem sido muito utilizado por nós durante as nossas aulas lá e eu recomendo bastante esse livro pelo trabalho que ele faz e basicamente o que ele propõe é que existem quatro diferentes grandes metodologias ou quatro grandes escolas apologéticas dentro das quais nós podemos né outros movimentos menores mas os quatro ou essas quatro seriam a apologética clássica a apologética evidencialista a apologética pressuposicionalista ou reformada e o fideísmo que é algo interessante porque Em geral os fideístas eles acabam sendo excluídos de uma perspectiva projecética né então em geral fidelistas eles são meio Inimigos da apologética mas os autores deste manual perceberam que há uma contribuição apologética de fato dentro do fideísmo também e ele não deixa de consistir em uma abordagem apologética em certa medida que enfatiza algo diferente das outras três então seriam esses três grandes essas quatro grandes escolas aí né evidencialista pressuposicionalista ou reformada e o fideísmo excelente Então vamos agora começar a funilar um pouco né porque é bom a gente destacar a existência dessas escolas porque às vezes quando se fala de apologética as pessoas têm a impressão de que estão falando sempre do mesmo método da mesma coisa e na verdade quanto conversavamos aqui já falamos de pessoas que tinham métodos diferentes já falamos de até na Bíblia mesmo diferentes metodologias usadas a gente poderia dizer em alguma medida então agora vale a pena a gente começar a destacar um pouco o que é cada uma dessas escolas vamos começar pela clássica além do nome dizer aí que ela ela tem esse papel maior né mas mais forte vamos vamos trazer aí que eu acho que ela é mais usada quando se fala de apologia ao entendimento mais comum pelo menos pelo menos aqui no Brasil né então vamos falar da apologética clássica perfeito clássica recebe esse nome não é porque é os seus adeptos entendem que estão dando continuidade ao trabalho que foi iniciado o originado pelos pais da igreja durante o período o Período Clássico então em geral é por isso que esse que as que esse modelo apologético recebe esse nome por que que eu tô enfatizando isso salvo porque entre os apolojetas Existem algumas brigas certo são várias brigas na verdade existe uma apologética para defender Qual é a escola cologética exatamente e usa projetos reformados por exemplo não tem tanta facilidade com essa afirmação de que a apologética clássica seguiria os padrões ou os princípios que são usados pelos Defensores da apologética clássica recentemente eu atualmente Então os Apolo foram formados diriam que a apologética clássica ou apologética reformada encontra é muito da sua maneira de proceder entre os clássicos também mas essa é uma discussão é para outro momento e para para outra outra abordagem né a apologica clássica ela é basicamente uma apologética que se preocupa com a natureza lógica racional da fé cristã então a grande Pergunta dos apolojetas clássicos É sim a fé cristã é consistente ou é internamente coerente e usa projetos clássicos Eles procuram demonstrar Por meios de argumentos majoritariamente dedutivos a lógica ou a racionalidade da fé cristã Então acho que grande assim grosso modo a grande ênfase da apologética clássica está no papel da racionalidade no papel da lógica ou da coerência interna do discurso no debate com as pessoas que não é aceitam ou recebem a fé cristã como legítima ou racional excelente antes a gente avançar aqui deixa destacar aí para quem está nos assistindo que o nosso objetivo aqui é fazer algo mais geral não queremos afunilar onde é que você vai encontrar uma um desenvolvimento do que a gente está abordando aqui é no livro no livro você vai encontrar todo esse desenvolvimento para você entender realmente o que é cada uma dessas escolas se os pontos fortes fracos mas aqui a gente vai passar né Por Cima assim dando um resuminho algo breve que é o objetivo do nosso podcast E aí avançando nisso Felipe inclusive você poderia dar algum exemplo de do que é essa apologética clássica é algum exemplo que normalmente é uma evidência dessa metodologia sendo usada veja bem vamos lidar com uma pergunta especificamente né é Suponha que alguém Pergunte a Um apolojeta clássico porque que ele deve acreditar em Jesus Cristo certo Então essa é uma pergunta comum e creio que todo apogeta tem essa pergunta em alta conta porque se esse é o nosso alvo né levar as pessoas a receber a Jesus Cristo como como o senhor bem uma projeta clássico tenderá a argumentar com alguém que é lógico ou é consistente da perspectiva racional crer que Jesus Cristo é quem ele disse um argumento bem conhecido é o argumento usado por snews em Sua obra quando ele fala por exemplo é de como não faz sentido que Jesus Cristo seja um homem qualquer a luz daquilo que Ele disse não esse é um argumento bem comum lembra que lhes diz olha Jesus Cristo era alguém que olhava para as pessoas e dizia estão perdoados os teus pecados não é ele era alguém que falava como Deus e no entanto as pessoas embora não reconheçam como Deus elas tendem a ter uma boa visão a respeito dele então eles diz olha isso não faz sentido isso não é lógico se Jesus dizia as coisas que ele dizia e dizendo as coisas que ele dizia Das duas uma ou ele é Deus e isso faz sentido ou ele era um louco qualquer não é porque não faz sentido absolutamente a um ser humano bom que não seja Divino olhar para si mesmo como se fosse como se fosse Deus alguém que faz isso não deveria ser bom ele seria alguém mal então isso é um exemplo de como é que a apologética clássica lidaria com essa questão da razão pela qual alguém deveria crer em Jesus Cristo excelente E aí você já falou de certa forma um pouco dos dos principais defensores né Lewis seria um então aí da apologética clássica quem mais a gente poderia sim colocar o próprio Craig Atualmente é muito adepto dessa desse modelo embora mais recentemente e eu acho que inclusive esse livro vai nessa direção Apolo dietas tem percebido que eles não precisam ficar preso a um único modelo não é mas existem outros entre os reformados por exemplo biblioffield era uma projeta que se valia muito dessa metodologia e desse e desse modelo né Aos medievais estariam dentro disso que a gente chama de apologética clássica não é então o caso de tomar por exemplo estaria bem dentro dessa projetica excelente e pontos fortes e fracos é o que é que a gente poderia destacar de forma breve sobre apologia clássica bem isso vai depender muito da da do modelo apologético que alguém adote né então se você tivesse fazendo essa pergunta para alguém que é um adepto da apologética clássica ele diria só tem pontos fortes e não tem pontos fracos e aliás veja bem deixa ressaltar um negócio eu acho que essa é uma questão Essa é uma das razões pelas quais este livro é interessante é uma das razões pelas quais o livro deve ser lido e considerado é que ele nos faz exatamente olhar para essas perspectivas como tendo alguns elementos de força ao mesmo tempo em que tem as suas fraquezas e eu acho que em geral essa força e fraqueza ela tá muito relacionada ao mesmo Ponto então eu diria que é um ponto forte da apologética clássica apontar para necessidade e o valor da coerência interna entre as proposições no contexto de uma de uma visão de mundo não é então isso é um elemento importante e a ser considerado Agora eu entendo que é um ponto de fraqueza e aqui falo mais na condição de uma projeta pressuposicional é ignorar os efeitos noéticos do pecado e é supor que a razão teria um aspecto de neutralidade onde o debate apologético pudesse se travar Então nesse sentido eu creio que a projetica clássica tende a certa ingenuidade quanto ao papel dos pressupostos na interpretação da própria realidade entendi só para deixar claro para quem nos Ouve os efeitos noéticos que você tá falando aí do pecado depravação total é a corrupção aí do nosso entender seria isso tem nada a ver com Noé é isso mesmo da queda ou do pecado na mente humana excelente vamos avançar aqui e apologética evidencialista que é que nós podemos resumir sobre ela o que ela é basicamente a apolojetica evidencialista é aquele modelo de apologética que é se Vale da correspondência entre o cristianismo ou a fé cristã e a realidade externa como o seu grande argumento Então ela valoriza muito os fatos ou os acontecimentos históricos científicos como um instrumento para defesa da fé Daí vem a palavra evidências né de onde vem o nome evidencialismo então é apologética mais eu diria se a projetica clássica tem demais para uma perspectiva mais racionalista é levando em conta que a epistemologia a apologética evidencialista ela tem demais ao empirismo Então ela é uma projeta mais empirista da perspectiva epistemológica aqui uma pergunta quando o crag vai defender a divindade de Cristo apontando para as provas sobre a ressurreição aí seria uma espécie de apologética evidencialista perfeito a ressurreição é a grande preocupação dos apolojetas evidencialistas porque a grande evidência para o cristianismo para um Apologia previdencialista é a ressurreição de Jesus Cristo então a grande a grande contribuição da apologética evidencialista para apologética de modo geral É exatamente esse levantamento não é de evidências externas dos dogmas ou das verdades da fé cristã então isso aí é muito comum entre os apologéticas evidencialistas e o fato de você mencionar o Craig Mostra o quanto os personagens mais recentes já estão mais abertos a considerar elementos de abordagens Diferentes né então o craque por exemplo é um personagem difícil de ser catalogado porque ele tem muitos elementos de apologética clássica mas também trabalha com muito de apologética evidencialista né Eu acho que elas acabam sendo duas que mais conseguem se conectar talvez não sei assim parece muito ligadas muitas vezes na argumentação que pelo menos que eu vejo dos dos apolojetas atuais sim frequentemente é difícil até distinguir a apologética clássica da apologética evidencialista excelente aqui os pontos fortes você acabou falando essa questão de levantar a evidências para a nossa fé né não mostrar que que a nossa fé ela tem vários outros elementos que colaboram para para nos apontar para crer naquilo é mas aí de pontos fracos Eu sei que uma questão vai ser os efeitos não éticos poderia destacar mais algum algum ponto fraco da apologética evidencialista aqui eu me lembre agora é uma certa ingenuidade quanto à maneira como nós é interpretamos a realidade eu diria que há uma certa ingenuidade epistemológica na apologética evidencialista epistemologia também vale a pena o que é que é essa ingenuidade epistemológica sim epistemologia é a teoria do conhecimento né aquele Campo da filosofia que lida com o conhecimento então quando eu falo de ingenuidade epistemológica do me referindo a uma ingenuidade quanto ao funcionamento da nossa razão e da maneira como nós conhecemos a realidade a ingenuidade aqui tá no fato de imaginar que existem fatos brutos ou fatos que não são interpretados como se nós tivéssemos aqui um terreno neutro e olhassemos para o mesmo fato sem nenhum tipo de pressuposto que influencia na interpretação dos fatos que estão ao nosso ao nosso redor Então eu tenho muita dificuldade com a existência de de fatos brutos não é eu creio que todo fato é fato interpretado por um sujeito seja esse sujeito Divino ou esse sujeito humano obviamente eu acho que aí é aquela questão né Muitas vezes os apolojetas evidencialistas acham que vão chegar vão mostrar aqueles Fatos e automaticamente as pessoas vão dizer é isso fez todo sentido né eu tô vendo o fato mas como você falou tem a questão de pressupostos que são usados como base para interpretação do tipo ah eu vi uma aparição uma pessoa que está mais a tempestade que pode ver fantasmas e aparições vai dizer ah então Olha você realmente está vendo essas coisas o outro vai dizer não isso aí é uma Alucinação porque não existem Fantasmas a maneira de como nós usamos prepostos para interpretar as evidências né perfeito então há também uma certa confiança exagerada na no poder das evidências da parte de apogetas que são evidencialistas o que não significa obviamente que as evidências não tenham o seu lugar na apologética Elas têm o seu lugar pessoal não creio que ela sejam capazes de promover a persuasão por si só não é que a maioria de quer dizer a maioria muitos dos apolojetas essencialistas acabam assumindo essa convicção excelente como você é uma Apologia até reformado com apolojeto para exposição na lista antes da gente entrar nela eu queria perguntar Ah você acha melhor a gente falar primeiro da Apologia ou direto aqui para reformada mas podemos ir para seguindo o caminho do livro aí né e o livro caminha pela reformada depois né então vamos para reformada Primeiro vamos lá beleza eu não sei se eu se eu me denominaria uma projeta como você fez eu sou estudante de apologética estudante apologética que tenta de alguma forma compreender essas coisas aí e eventualmente praticar lá na vida na vida comum lembrem-se gente que eu vou retomar isso aqui que eu disse já antes a gente tem a ideia de imaginar que algumas pessoas é que estão envolvidas com apologética todas as vezes em que você tá conversando com um amigo seu na escola e um amigo seu na escola que faz uma pergunta por que que você acha que isso está certo e aquilo está errado ou todas as vezes que você tá enfrentando uma situação difícil E aí alguém no seu trabalho Olha para você e pergunta como é que você consegue experimentar pais e tranquilidade mesmo vivendo uma situação tão difícil quanto esta você está envolvido com um diálogo que é um diálogo de natureza apologética ou quando você pega um Uber E aí o motorista de Uber diz cara eu não sei como é que as pessoas conseguem acreditar que Deus existe no mundo onde as pessoas invadem escolas e matam crianças como fazem por aí veja você tá diante de um problema de natureza apologética e de um diálogo apologético com o motorista do Uber a partir daquele momento Então esse é onde tem clareza disso que há um sentido no qual todo somos apologistas né Então praticamos essa apologética mas eu não me vejo assim como uma projeto no sentido na da palavra né e etc mas como um estudante de apologica pois bem a projetica reformada também chamada de pressuposicional é a apologética que leva em conta a autoridade da revelação de Deus desde o começo como o pressuposto para a compreensão da Verdade e da recepção da fé cristã Então ela ela rejeita de maneira muito direta e muito clara um campo de neutralidade na razão humana ela rejeita que as evidências tenham um poder em si mesmas de levar as pessoas ao conhecimento da de Deus e ela acredita que o único instrumento para isso é a revelação de Deus que deve ser pressuposta desde o desde o começo então o objetivo da apologética reformada é contrapor os pressupostos que são levantados em geral pelos oponentes da fé e conduzir um oponente da Fé seja ele é um oponente direto e declarado seja alguém mesmo um cristão que está no seu coração lidando com algum tipo de oposição momentânea em relação a Deus e etc ela Visa promover um confronto entre a verdade da revelação de Deus e os pressupostos que estão de alguma forma sendo defendidos ou escondidos eu vou usar essa palavra aqui pela argumentação de alguém numa determinada determinada circunstância lembrando que para uma projeta reformado o pressuposto o pressuposto por Excelência não é apenas um pressuposto de ordem teórica mas é um pressuposto de ordem religiosa que é o senso de adoração a Deus ou a um ídolo Deus afirmado ou Deus substituído então grosso modo isso seria o modelo apologético reformado muito bom e aí um exemplo de um diálogo onde apologética reformada estar em Ação O que é que nós poderemos usar Ok eu vou sugerir então um texto que eu acho que é o lugar onde as pessoas vão ver isso em atuação de maneira muito direta que é o texto do Dr cornelius vantil porque Creio em Deus e você acha isso também com muita facilidade esse texto nada mais é do que um folheto que foi escrito pelo Dr Cornélio plantio para circular evangelisticamente e que é exatamente uma um folheto que lida com diversas objeções se é a maneira como reformado lidaria com a objeção quanto a existência a existência de Deus então eu vou evitar que Saul dá um exemplo curto porque fazer isso acho que causaria mais dificuldade do esclarecimento eu sugeriria a leitura do texto porque eu creio em deus do Cornélio vantil excelente é um texto com certeza vai ajudar e o próprio livro também aqui vai vai abordar também mais sobre a metodologia e uma coisa interessante interessante o livro traz ao final de cada um dos Capítulos cada uma das tratativas do de cada um dos modelos de diálogo certo eles não são curtinhos eles têm geral quatro cinco páginas mas mostram como é que é um apogeta mais tendente a cada uma das abordagens lidaria com uma questão específica excelente E aí pontos fortes mais do que afirmados né Vamos aqui para saber quais são os pontos fracos que nós podemos perceber naqueles que dão ênfase demais na apologética reformada sem acabar tendo um pouquinho dessa integração isso eu acredito que existem riscos que são importantes e devem ser evitados então um primeiro risco é o risco de abandonar o papel das evidências na apologética E aí não promover uma profundamento rigoroso do que diz respeito à descoberta científicas recentes e etc Então acho que esse é um risco importante e há um risco também que eu acho que é menor mas ele também existe que é a Adesão a um tipo de racionalismo não é negando de certa forma assim a o papel como é que eu diria aqui eu não quero usar o termo Central mas a capacidade redentiva da Razão vou usar essa terminologia a gente pode no final das contas acabar rejeitando o lugar importante que a racionalidade e a lógica existem ou exercem na no nosso Labor apologético e etc então eu vejo aí Alguns riscos importantes que alguém que adere a apologética reformada precisa de alguma forma evitar excelente vamos aqui para a última linha a última escola e depois vamos abordar um pouco dessa integração apologética fideísta quer que é isso como é que nós vemos essa prova de ética bem esse é o ponto talvez mais controverso aí do livro porque em geral Como eu disse o fideísmo não é considerado uma abordagem apologética né em geral o fideísmo que é aquela crença que a O cristianismo não é racional cristianismo é um dado de fé portanto você não precisa de elementos de natureza racional o que você precisa é de um convencimento fiduciário e inclusive um dos personagens geralmente apontados como fideísta que é o kirkgard lidava com a fé como um salto no escuro né então é um salto né Isso é uma maneira é bem comum é de se referir ao pensamento que que agardiano então em geral o fideísmo não é visto como uma abordagem apologética mas o os autores do livro acabam mostrando que ao se posicionar em desta maneira os fidelistas estão em certa medida oferecendo uma maneira de enfrentamento do pensamento Pagão então isso não deixa de ser uma maneira de enfrentar o pensamento O Pagão e toca em elementos importantes que é a por exemplo um deles a maneira como nós devemos lidar ou enfrentar os mistérios que existem dentro da fé cristã e do Cristianismo é por isso que eles inserem o fideísmo como uma uma perspectiva apologética e é a perspectiva que enfatiza o lugar da fé é muitas vezes em contraste com a razão na adesão a ao cristianismo ou a fé cristã então isso seria basicamente o fideísmo Então os principais expoentes aí seriam o que que é grande o próprio Lutero é mencionado como um personagem importante de Matriz apologética mais fideísta aqui no livro né interessante E aí pontos fortes e fracos que nós podemos brevemente destacar eu diria que o ponto fraco do fideísmo é exatamente ser irracionalista e rejeitar de certa forma esse esforço é muitas vezes de Se valer dos argumentos Racionais para para articular e para defender a fé cristã acho que esse é o grande o grande ponto fraco o ponto forte é exatamente reforçar o aspecto ou o fato de que o cristianismo transcende a racionalidade a lógica e não pode ser limitado a essa função a essa função humana aquela expressão que nós usamos né da Fé como Supra racional né não não irracional contrário a razão mas que ela transcende ela vai a mais do que elas razão Pelas nossas limitações não éticas Também Veja existem outros aspectos acabam ganhando força a partir de uma perspectiva mais fideísta que é por exemplo a própria noção de do do cristianismo enquanto uma história não é então a perspectivas como apologica clássica ou as perspectivas anteriores é tendem muito a olhar para o cristianismo da perspectiva do dogma né da doutrina O que é certamente muito importante e Fundamental mas a perspectiva mais fideísta acabou gerando uma abordagem do cristianismo é que valoriza mais a dimensão narrativa e etc que se for obviamente esvaziada da dimensão doutrinária é muito perigosa muito prejudicial mas que não deixa de nos chamar a atenção para uma outra dimensão não é da fé cristã que é essa dimensão narrativa e existencial excelente para a gente culminar aqui essa conversa que já foi tão interessante Tão rica já abordamos muita coisa aqui vamos falar sobre o foco Geral do livro aqui que essa integração entre as apologéticas nós não vamos descer aos detalhes É no livro que você que está aí nos ouvindo vai conseguir perceber esses detalhes mas uma palavra final de como é que tudo isso que nós vimos aqui pode ser integrado para Se somar e não contradizer né para ganhar força perfeito eu acho que esse é o grande valor deste manual de apologética que é vida nova traz a público agora é o grande valor nós a projetas até por causa da maneira como estudiosos de apologética né estudantes é projetica nós é até pela pela própria preço que nós temos pelo debate nós temos tendência de olhar para essas para esses modelos ou perspectivas diferentes sempre como o modelo estanques ou que de alguma maneira é anulam um ao outro então em geral no círculos apologéticos quando a gente fala por exemplo a Fulano é uma projeta é clássico a gente já está colocando em Oposição a outras perspectivas apologênicas e o que o livro nos diz é que talvez a gente não precise olhar para esses modelos diferentes de apologética como modelo excludentes talvez a gente Deva olhar para eles como modelos que percebem aspectos importantes de um movimento que é complexo e não é tão simples e se nós fizermos isso nós poderemos fazer com a apologética com os modelos apologéticos aquilo que nós fomos historicamente a fazer dentro da apologética que é quando nós lidamos com o pensamento aposta a gente não nega não rejeita que existem sementes de verdade não é momentos de verdade presentes nele que nós estamos inclusive dispostos a reconhecer e a utilizar desde que depurados daquilo que eles trazem da relação que tem com o pensamento todo no qual estão inseridos Então por que não fazer isso que a gente já faz da Perspectiva da nossa prática apologética com os modelos apologéticos também ou seja eu não preciso olhar como uma apologética reformado para apologética evidencialista e dizer não há nada que se aproveite nisto ou uma apologética clássico não precisa olhar para apologética reformada e dizer não há nada que se aproveita ali na verdade nós podemos olhar para essas perspectivas da maneira como tentamos fazer aqui um pouco na nossa conversa como perspectivas diferentes que tem contribuições diferentes forças diferentes fraquezas diferentes e na nossa abordagem apologética nós podemos nos valer de elementos diferentes e distintos dessas abordagens obviamente sempre dentro do mais do terreno de uma delas eu acho que isso é inevitável que a gente esteja por exemplo mais dentro de um terreno e seja mais tendente a um modelo mas o desafio é olhar para esses modelos diferentes como modelos que podem ajudar a gente no nosso Desafio apologético o que ele procura fazer na última parte do livro é exatamente isso mostrar como é que cada uma dessa essa abordagens tende a aspectos distintos ou diferentes usando a o tripespectivismo do John frame ele ele faz isso aqui veja que aqui está na página 148 648 649 esse quadro cara ele é muito legal muito legal porque porque aqui ele faz como uma espécie de síntese de tudo aquilo que ele fez no livro em um grande quadro e ele fala por exemplo da desses quatro modelos de apologética como respondendo a quatro diferentes perspectivas a classe que ele chama de perspectiva normativa e imanente a evidencialista de situacional a reformada de normativa transcendente e a fideísta de existencial então ele mostra aqui a única coisa que ele é bipartir a perspectiva normativa né Ele pega a normativa e diz que existem dois elementos aqui que é a normativa imanente e a normativa transcendente e atribui cada uma dessas perspectivas a um modelo diferente mas eu acho que o ponto dele é exatamente mostrar que nós seremos mais enriquecidos da Perspectiva da nossa abordagem apologética se nós olharmos para essas diferentes abordagens como perspectivas diferentes do nosso trabalho que tem coisas para nos ensinar e tem coisas que se forem assumidas no isolamento podem nos gerar dificuldades e problemas excelente Felipe muito obrigado por essa conversa foi muito enriquecedora eu tenho certeza que deixou todo mundo aí em casa com mais interesse ainda de ler esse livro de aprender mais sobre apologética essa matéria que eu gosto bastante Ah e fico feliz de ter essa conversa com você então Obrigado aí pela sua participação pela sua contribuição É sempre bom ter você aqui com a gente valeu Saulo Eu agradeço muito ah agradeço muito aqueles que vão nos ouvir e tomara que ele sejam de alguma forma enriquecidos pelo tempo que nós passamos juntos aqui e se preparem para o trabalho de enfrentamento apologético seja ele externo ou interno para que Cristo seja santificado no coração de todos nós Excelente excelente e você aí que nos ouviu numa época como a nossa mais do que nunca precisamos saber como olhar para nossa fé e falar dela falar da razão da nossa fé no mundo em que vivemos esse livro aqui vai ajudar mostrando Quais são as principais escolas para fazer isso e a integração que nós podemos fazer com ela se você tem interesse em se preparar mais para apresentar a razão da fé que ele salvou Então esse livro com certeza vai lhe ajudar e se você tem gostado dos nossos podcasts tem gostado de nos acompanhar então também compartilhe com outras pessoas para que ela elas também estejam aqui com a gente é isso aí até a próxima valeu