O Israel dos cristãos – BTCast 503
09/05/2023
O Israel dos cristãos – BTCast 503
Muito bem, muito bem, muito bem começa mais um BTCast, o seu podcast de bíblia e teologia! Rodrigo Bibo conversa com André Reinke, Kenner Terra e Igor Sabino sobre o Israel dos cristãos, ou sobre a relação entre judeus e cristãos. Precisamos lembrar que Jesus era um judeu? Como a história da formação das tradições israelitas ressoam em nós hoje? Como o cristão pode entender a relação com Israel e os judeus? Tudo isso a partir do lançamento do terceiro livro da trilogia de André Reinke, o Nós e a Bíblia, pela Thomas Nelson Brasil. Isso e muito mais agora, nesse BTCast!
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
[Música] teologia é nosso Esporte [Música] muito bem muito bem muito bem começa mais um btcast de número 503 eu sou o Rodrigo Bigo e nessa nova trilogia Espero que o terceiro seja tão bom quanto o primeiro O Retorno do Rei para mim é um dos melhores filmes do Senhor dos Anéis Será que o terceiro livro de André Heineken será o melhor da sua trilogia aqui fala André Heineken eu não pensei eu não planejei mas saiu aí o terceiro livro que alegria mano eu sou Igor Sabino e acho que a gente precisa se tornar Jesus de outra vez e o rank nos ajuda né Jesus judeu outra vez tomamos conta de Jesus hein um pouquinho né terra e tive privilégio acho que é melhor entrada de fazer o prefácio desse livro A melhor entrada é a entrada do livro hein Olha aí gente estamos aqui mais um btcast com um time muito legal para falar um pouquinho sobre o novo livro de André henning mas calma não é um podcast propaganda de livro você que acompanha o nosso trabalho sabe que sempre tem conteúdo e não é só uma propaganda tem conteúdo aqui algo que você vai aprender algo que você vai pensar mas o André High que traz aí o nós e a Bíblia esse livro que vai completar se a série de pensamentos aí sobre os povos de entorno sobre o povo de Israel e agora história fé e cultura do Judaísmo e do Cristianismo e sua relação com a Bíblia Sagrada André Daniel mas antes é claro os recados paroquiais [Música] e os recados paroquiais essa semana André rank meu irmão parabéns cara nós e a Bíblia já está aí entre nós Olha aí nós e a Bíblia já está entre nós e de novo né André você escreveu você diagramou você fez a capa você fez as ilustrações só não revisou gramaticalmente e imprimiu né ainda por enquanto você não tá fazendo isso ainda não não tô fazendo e a revisão gramatical vai ficar mesmo nem pretendo mas aí André qual é a pegada desse novo livro que você lança em parceria com a Thomas Nelson Brasil esse terceiro livro ele começa de certa maneira onde acaba aqueles da bíblia nesse nesse livro eu termino mencionando que do antigo Israel se formam as duas grandes religiões primeiras né monoteístas o Judaísmo e o cristianismo e eu eu termino mencionando derivam duas grandes tradições separadas A partir dessa experiência de Israel ali no seu caso justamente termina Israel e começa essas duas grandes religiões Então nesse livro ele se propõe a entender justamente porque essas duas religiões diferiram tanto se ela saíram exatamente do mesmo texto que seria a Bíblia Hebraica Então por que são tão diferentes e aonde isso vai chegar então na nossa relação hoje de igreja com Israel lá no finalzinho Caraca vamos discutir isso desse podcast aqui velho já fiquei curioso com algumas afirmações que você faz agora aí e a proposta desse novo livro que você lança em parceria com a Thomas no Brasil nós e a Bíblia história fé e cultura do Judaísmo e do Cristianismo e sua relação com a Bíblia Sagrada ó se você quer saber um pouquinho mais do que esse livro trata fica aí no podcast que a gente vai falar sobre ele e não esqueça de visitar também o site da Thomas no Brasil para conhecer os demais lançamentos lá mas já te adianta o melhor é isso aí do André muita coisa boa André aí e Valeu pelo teu trabalho e Que bom né cara você tá seguindo uma carreira de autor parabéns mesmo sendo teu esforço sei de tudo que tu passa aí para escrever cada linha cada parágrafo e Parabéns mano parabéns mesmo é isso simbora para o episódio [Música] André nos recados paroquiais você falou algo aí que é muito interessante a gente pensar sobre e aqui os nossos amigos Igor Sabino e Kenner terra vão nos ajudar a desenrolar isso mas você fala da Bíblia Sagrada e que dessa Bíblia surgem dois povos certo e você faz uma distinção entre judaísmo cristianismo e o povo de Israel eu quero entender esse rolê aí tipo assim é uma escritura que nasce no meio de um povo e que depois vai gerando outros dois povos é isso que rolei que é esse mais ou menos isso tem que pensar que o Israel antigo Israel da antiguidade é o produtor da Bíblia como um todo inclusive do novo testamento a gente perde muito de vista primeiro que Jesus era um judeu judeu pleno os autores bíblicos eram judeus os apóstolos Eram todos os Deus mesmo autores que não eram judões judeus que não fossem judeus que eram gentios e estavam dentro deste universo estavam dentro deste mundo completamente mergulhados nas tradições judaicas do seu tempo e tudo mais né O que nele mesmo Pode falar sobre o próprio Apocalipse né a gente que sempre leu ele tão desgarrado dessas tradições ele é plenamente mergulhado na tradição Apocalíptica Judaica e bebe dessa fonte então o Israel antigo produziu a Bíblia e o interessante e a gente aprende isso a partir né de conceitos muito recentes que esse texto que Israel produziu na antiguidade Claro Nós cremos inspirado por Deus esse texto veio a produzir depois o próprio Judaísmo e a produzir o próprio cristianismo quer dizer o texto vai se tornar carne o texto vai se tornar vivência a partir da sua leitura e da sua introspecção nas nossas vidas o livro ele vai trabalhar justamente Como isso acontece a gente entendeu Quais são os processos hermenêuticos que acontecem a partir desse texto que uma vez formado ele passa então a forjar essas tradições e são duas tradições que ao longo do tempo ganharam Thomas muito distintos tanto no seu universo simbólico né como nas suas liturgias e tudo mais que é dentro do cristianismo ou dos cristianismos e dentro do Judaísmo ou dos judaísmo também a gente pode falar numa pluralidade muito grande a partir dessas grandes religiões legal essa questão do cristianismo dos cristianismo das origens serem de alguma maneira uma releitura da Torá ou melhor né da Bíblia Hebraica é fundamental para que a gente compreenda esse contato essa relação entre movimentos cristãos dos primeiros séculos e o judaísmo um exemplo é o Sermão da Montanha Da montanha e Mateus capítulo 5 Capítulo 7 você encontra Jesus como quase um Moisés é de vivos relendo adorar e ele Releia Torá usando termos técnicos assim foi dito eu porém vos digo e você percebe nitidamente que a compreensão sobre Javé a proposta do reino de Deus os encaminhamentos do que seria compreendido como a ética cristã futuramente tudo isso tem aqui as suas raízes Profundas numa releitura numa recepção da tradição Judaica especialmente da Bíblia Hebraica mas que isso esse é um exemplo muito muito esclarecedor do que significa a Bíblia como uma fonte de produção de sentidos para construção de movimentos futuros como nós temos aqui o judaísmo E por que não dizer também não é o Islamismo né que que vai encontrar nessa mesma tradição literária aberturas para compreensão e construção das suas doutrinas e imaginários religiosos Eu Acho interessante a gente mencionar isso né como a Bíblia sendo uma fonte comum tanto para o judaísmo quanto para o cristianismo porque quando se deu né a chamada partilha de caminhos né O que levou a sofrimento do cristianismo lá por volta do século 4 embora alguns Deuses que essa partilha visão entre judaísmo cristianismo ela demorou até mais tempo do que isso é porque muitas vezes a gente acha que o Novo Testamento né a Bíblia a versão que a gente tem hoje é a versão final e como ela interpreta o antigo testamento no caso Jesus ele traz uma nova interpretação da lei que os apóstolos afirmam ser a única interpretação correta isso faz com que os cristãos ele meio que esqueçam que o que a gente chama de testamento também é um texto sagrado dos judeus e que os Judeus tem a sua própria maneira de ler esse texto Então a gente acha que a única maneira de ler essa escrituras é a nossa leitura Às vezes a gente até fica chateado quando um judeu não consegue olhar para o texto encontrar as mesmas coisas que a gente encontra e eu acho que isso aí tem sido das principais causa e de confusão nas relações entre judeus e cristãos ao longo da história e uma outra coisa também que eu acabei esquecendo que o Igor disse o André as tradições produzidas pelo povo de Israel quando são relidas no pós exílio elas também também vão ganhando novos tons Você tem uma história da formação dessas tradições essas tradições estão respondendo a desafios típicos das Comunidades judaicas ou melhor das comunidades israelitas que estão se organizando Quando essas tradições são retomadas pelo povo que está no exílio e o povo que volta do exílio aqui nós encontramos também uma poderosa na hipotente formação de ideias a partir de tradições anteriores e a gente encontra essas tensões no próprio texto a própria Hebraica no texto final você encontra essas diferenças e essas releituras que para mim é muito belo né [Música] André legal a gente tá falando uma série de coisas aí né a gente falou então do povo de Israel que gerou uma escritura muito legal a gente tem falado muito sobre isso aqui no bibotal que nos últimos tempos enxergar o Novo Testamento como uma comunidade de Israel a gente não pode esquecer disso a gente é muito Paulino muitas vezes né E já pensa no gentios e tal mas não a comunidade originária como a primeira comunidade que vai inclusive autorizar Paulo aí a gente usa é uma Comunidade Judaica e ainda Paulo também opera dentro de uma de uma mentalidade Judaica a gente não pode esquecer disso por mais que ele vá ampliar né a missão A o gentios ainda é dentro de uma mentalidade Judaica e a gente disse que nós temos esse livro sagrado e que vai gerar a partir daí povos né a gente tem um cristianismo e um Judaísmo e o que ele era até abrir um parente aqui do islamismo enfim mas então ficando aqui no judaísmo e no cristianismo povos que têm o mesmo livro sagrado obviamente que o judeu não considera o Novo Testamento que nós chamamos de Novo Testamento mas ainda assim o judaísmo que vai se formando depois do primeiro século e o próprio cristianismo Depois do primeiro século ele já é um pouco diferente daquilo que nós temos registrado nas escrituras nós caminhamos até aqui certo certo ok e algum exemplo para a gente fixar melhor então o que que o Kenner Tava mencionando eu tava trabalhando muito essa essa questão de como esses padrões e como essas histórias da Bíblia Hebraica foram se ressignificando e ganhando novas novos potenciais e sentido ao longo da história do Judaísmo e também no cristianismo pegar um exemplo clássico a maior de todas as narrativas da Bíblia qual é a maior narrativa da Bíblia Cara não sei a novela de José não é a narrativa da Bíblia é o Êxodo é a história central do hino aí do Antigo Testamento claro que para nós é a narrativa de Cristo mas que deriva a doença também tá bebendo dessa fonte Então o que acontece a narrativa do Êxodo se torna um grande repositório de metáforas e de símbolos que vai trabalhar justamente o que é a libertação de um povo um povo que é liberto de uma escravidão Esse é bom dizer o conteúdo básico né da narrativa desse símbolo é liberto de uma escravidão e conduzido a uma terra prometida uma terra onde ele vai encontrar a vida a felicidade e tudo mais por esse Deus Libertador essa narrativa do Êxodo né de que você sai de uma condição de escravidão ou de uma condição Qualquer que seja de uma vida desregrada uma vida bagunçada seja o que for para uma condição de ordem de estabilidade de cuidado de Deus de vida ela vai ganhar tons novos ao longo de inclusive do Antigo Testamento quer dizer você tem lá no Êxodo uma narrativa um acontecimento o acontecimento do Êxodo da libertação que vai ser relembrado para esse povo em narrativo depois vai ser escrito atorar vai ser escrito esse documento tem um dado importante que essa narrativa ela vai se tornar um modelo para contar depois outras histórias vai ser de certa maneira não digo ressignificado mas ele vai reverberar em outras história então por exemplo a história do de Abraão A história de Abraão ela é anterior ao Êxodo certo cronologicamente aconteceu antes mas ela foi escrita depois do êxito então o autor que vai contar a história de Abraão conta a vida de Abraão como um Êxodo alguém que está saindo de uma terra saindo da ur dos caldeus e indo em direção à Terra Prometida E aí Deus tinha ele chega nessa terra e Deus promete essa terra entrega para ele mas o modelo em que tá contando a história de Abraão é o modelo do êxito depois vai acontecer de novo que eles estão no exílio foram expulsos da terra e o retorno deles a terra de Canaã é contado também como modelo que às vezes estávamos escravizados entre as nações e Deus está nos trazendo de volta essa história vai reverberar inclusive na tradição recente de Israel porque quando os judeus começaram o processo de aliar de retorno à Terra eles também foram replicando a mesma história do Êxodo então estamos voltando a nossa terra agora estamos fazendo Êxodo de entre as nações para a terra prometida inclusive temos lá a famosa história do Êxodo um navio que vai voltando conduzindo os judeus para Palestina antes da guerra inclusive E aí tem todo uma narrativa não agora não lembro se era antes durante a guerra toda essa narrativa de um navio chamado porque justamente remete aquela história original ou seja nós não estamos mais falando do Êxodo original nós estamos falando de vários êxos que depois vão se inspirar nessa história original para recontar a própria história né o próprio Jesus na história de Jesus é apresentada como um tipo de Êxodo que é levado né em que ele conduz as pessoas para uma nova Terra Prometida que a salvação a Páscoa tá dentro disso aí dentro desse contexto os norte-americanos quando vão fundar as novas colônias aliás Ingleses os puritanos quando vão fundar as novas colônias na América do Norte e eles também contam as histórias como um Êxodo nós estamos indo para a nossa terra prometida estão combatendo pneus estão tomando posse de uma terra e por aí vai o rastafarinismo na Jamaica porque a gente é interessante como a tradição do Êxodo foi lida na Jamaica e que tá dentro da tradição do rastafarinismo né porque a questão dos salaciais que que seria erguido na Etiópia então a o próprio reggae acaba indicando Isso numa crença de que eles voltariam para a terra para onde quando o texto bíblico chegou nessa região e eles leram o Êxodo eles pensaram Opa nós somos esse povo vamos voltar pra nossa terra vamos sair daqui do Egito e vamos para a nossa terra né Vamos para aquela terra onde mano a lei de mel e a essa terra obviamente seria a Etiópia aí você encontra isso pra quem ouve reggae né você encontra o tempo todo essas expectativa que é a recepção recepção exatamente da tradição mesmo essa coisa do da leitura do Êxodo da própria história de Israel é interessante um exemplo tá aqui Isaías 51 verso 9 em diante E olha que olha a releitura Como é o técnico está aberto aqui ó desperta desperta veste de força o abraço do Senhor desperta como nos dias passados como nas gerações antigas Não és tu aquele que cortou em pedaços ahab e feriu dragão aqui é a memória de Gênesis das tradições cosmogônicas porque o mar se abre corta de um lado corta e coloca uma parte de cima a parte de baixo ele tá lidando com Gênesis mas só que ele insere as memórias cosmogônicas que estão muito próximas de gênes ao Êxodo Não és tu aquele que secou o mar as águas do Grande Abismo e que fez o caminho no fundo do mar para que passem os remidos assim voltaram os resgatados do Senhor e virão ancião com júbilo Então você tem aqui a leitura do pós exílio povo que tá no exílio que volta e qual é qual é a tradição que aqui é recebida e relida a tradição do Êxodo mas agora a tradição do Êxodo ganhando tons cosmogônicos quer dizer o mar se abrir é o mesmo que as narrativas em nas quais o Deus que na Mesopotâmia Marduque e outros em Israel Elohim quer dizer Deus abre o na criação ele racha o mar racha as trevas não veja a releitura da tradição do Êxodo em diálogo com as tradições cosmogônicas para a responder as ânsias da volta do exílio isso aqui é lindo demais né potência que esse texto tem o sentido o próprio Isaías não tá se não tá aqui preocupado se o livro de Êxodo ou se essa narrativa do Êxodo tem a ver com uma questão histórica ou não virar uma potência metafórica o texto vira metáfora né Ele só pode ele só pode ser aplicado por nós se ele for transformado em metáfora e diria até se for transformado em mito ou seja em narrativa de essência narrativa que vai contar algo sobre a essência de um Nossa aí você vai vai a questão toda não é não é assim o mito como não tem o acontecido mas histórias factuais se tornam mitos né eu tava lendo outro dia na pesquisa historia shapira a Anitta Shakira e ela ela menciona o holocausto como um dos grandes mitos nacionalistas modernos de Israel né O que compete com o mito do Êxodo ela chama assim porque ela se torna uma narrativa de essência de Israel e se torna uma narrativa que explica a importância da existência de Israel Nós quase fomos terminados nós precisamos de um estado para nos proteger temos que ter o nosso país Então ela coloca de holocausto como como um mito fundador do Estado de Israel né porque não porque ele não aconteceu aconteceu mas é que ele só vai se tornar de fato introjetado na experiência humana quando ele se torna uma narrativa que fala da Essência de um povo não mais apenas o fato o fato é o acontecimento agora ele tem que se tornar linguagem ele tem que se tornar metáfora tem que se tornar narrativa e nesse sentido o Êxodo é isso então às vezes eu comento pessoal de assim olha vocês estão preocupados demais com a discussão se Abraão existiu ou não o fato é que eu só posso fazer o uso das narrativas de Abraão se eu transformar ele numa metáfora porque posso dizer para uma pessoa que leu o texto de Abraão dizer para ela olha para você seguir a Fé de Abraão você tem que ir para o sul do Iraque e começar a caminhar até chegar passar pela Síria e chegar em Israel e você vai ter experiência de Abraão não eu tenho que transformar em uma metáfora do que da confiança em Deus que vai estar conduzindo a minha vida o meu caminho pela jornada da vida é Abraão Tornado uma metáfora que ele vai ser mensagem para mim ele não me serve que nada como fato histórico do passado ele serve para nossas discussões se a Bíblia é verdadeira ou não é outra história mas para a função dele de mensagem e se tornar de fato vida em nós ele tem que ser uma metáfora eu só queria mencionar um pouquinho dessa coisa aí que você falou André sobre o Holocausto como um mito fundador de Israel né mais uma vez é importante ressaltar que aconteceu e eu falo isso porque existe hoje uma tentativa de negar que o local aconteceu justamente países do Oriente Médio entre os árabes para dizer que a criação do atual Estado de Israel ela não é legítima de dizer que isso é Colonial europeia e que foi usado para justificar aí a Perseguição dos palestinos o que não é verdade né quando você fala sobre mim né e a Anita shapiro é inclusive uma grande historiadora de Israel ela tá querendo dizer como que isso é incorporado a memória do povo Judeu assim como a própria questão desses fatos históricos né existe hoje uma luta muito grande pela historiografia no conflito Israel Palestina porque o grande ponto do sionismo do movimento sionista é a ideia de que os judeus ele tem direito a sua ao determinação no seu território ancestral que é aquele território ali do Oriente Médio e alguns historiadores árabes eles tentam até mesmo negar que houve o rei de Israel eles tentam negar que o templo foi construído porque o lugar onde o tempo foi construído hoje é ao axa que é uma mesquita e isso gera muitas tensões Então até mesmo esse questionamento se Abraão existiu ou não se Moisés existiu ou não os judeus ele sempre falam que quando eles vão lidar com essa questão principalmente do governo Israel que investe muito em arqueologia o objetivo deles não é comprovar se a Bíblia a narrativa bíblica ela aconteceu exatamente da maneira como ela tá descrita ali nos livros que a gente tem a preocupação deles é mostrar que existia uma presença Judaica no Oriente Médio desde muito tempo atrás um judeu que ateu por exemplo para ele tanto faz se Abraão existiu ou não se Deus existe ou não mas o que é importante que existe hoje um povo chamado Israel e remonta né as séculos a milênios ali no oriente médio e que esses elementos que nós que estamos a gente toma como verdade como que aconteceu para eles são importantes somente como uma espécie de folclore de cultura geral que une eles vão mantendo essas tradições e isso é o que os caracteriza como um povo então acho importante ressaltar isso para deixar claro que não somente o holocausto aconteceu como que os judeus eles não são povo artificial eles não são povo inventado como muitas antenistas tentam afirmar sabendo do perigo dessa desse tipo de coisa no próprio livro adiciono o holocausto como um desses mitos fundadores eu coloco em nota de rodapés Olha ressalta isso e aquilo aquilo Porque de fato isso acontece muito assim eu tô lembrando aqui da minha juventude cara é lá nos anos 80 quando era guri final dos anos 80 e Ijuí interior do Rio Grande do Sul caiu na minha mão um livro que eu comprei na época e eu li chamava o holocausto judeu o alemão onde a defesa do cara era que o holocausto não aconteceu isso é Porto Alegre né um Editora em Porto Alegre é publicou livros antes semitas durante muitos anos esse era um deles e eu na época nem me tocava disso né eu vi aquele livro achei meio absurdo dos negócios mas tinha ele guardado anos atrás quando já vários anos atrás eu me dei conta do que era esse negócio Queimei o livro botei fora ninguém mais vai ver esse troço aqui nem pro sebo é porque é o seguinte essa ressalva é importante porque nós e quem ouve o bibliotal que presta atenção já tá meio vacinado em relação a palavra mito já tá meio vacinado a gente explicou várias vezes que mito não é que mito não é contrário de verdade a gente já explicou várias vezes aqui inclusive Sempre quando tem a presença do André Heineken porque desde lá dos outros da Bíblia a gente fala sobre isso mito fundador e tal não quer dizer que é uma historinha inventada para se justificar a origem de alguma coisa não tá mitos são pautados em histórias reais e que são ressignificadas quando são contadas quando são construídas e tal então isso né Imagino que pode colocar dessa maneira e por isso que quando é mito fundador não quer dizer viu ai isso é uma história que criaram para justificar determinada coisa não gente é que se torna a uma história importante aliás Só aproveitando aqui a deixa do Igor na ele ele mencionou ele meio sem querer uma grande diferença entre tradições evangélicas e judaicas no que diz respeito à arqueologia né arqueologia Judaica Nacional né pessoalmente é lá da de Jerusalém tá muito preocupada em provar que a Terra é de Israel Desde a antiguidade então a questão dela os judeus na antiguidade nova disso né já o arqueologia evangélica tá preocupada em provar que a bíblia Tá certo essa é a grande preocupação dela então note como são preocupações totalmente distintas né Desculpa eu não entendi a diferença vou explicar o porquê que eu não entendi a diferença a arqueologia Judaica quer provar gente estamos nessa terra aqui há muito tempo e a evangélica ela quer provar que a bíblia tá certa mas ao tentar provar que a bíblia tá certa por meio da arqueologia ela não vai resgatar o povo do Antigo Testamento e tal não querem entender essa parte sim mas é que por exemplo olha que arqueologia Judaica não tá preocupada em provar que Davi teve o império que Salomão foi um gigantesco Construtor ela quer provar que ouve judeus lá então para ela essa questão é diferente se chegar à conclusão de que Davi era um eram um rei de um grupinho pequeno lá em Jerusalém de Judá é que eu não faço diferença pro evangelho que faz muita diferença porque aí a Bíblia tem problemas [Música] isso é algo que não é só o governo de Israel que faz né todo o país tem os seus Miss fundadores tenta criar esse passado e a gente Observe isso no próprio Oriente Médio os próprios palestinos nacionalizam palestino ele também tem os seus mitos fundadores e é interessante a gente ver como que outros países da região tem explorado a arqueologia para esses fins então a gente observa que agora mesmo o governo do Egito ele tem um vestido muito nessa ideia de criar uma ideia de que o povo egípcio ele tem relações com o antigo Egito então durante muito tempo os muçulmanos tinham vergonha daquele passado politeísta das pirâmide Coisa e Tal só que agora o novo presidente ele faz o contrário Então ele tem feito várias reformas na região das pirâmides tem criado aí um novo Museu ele fez durante 2020 na pandemia um desfile para ciúmes para um museu da civilização que ele construiu sempre querendo criar essa ideia de que os egípcios hoje eles são eles são um povo nativos também do Oriente Médio desde a época do antigo Egito né os Libaneses também tentam criar uma identidade que eles são é fenícios então isso não é algo que só o povo deu faz ou que só o governo Israel faz isso é uma prática comum entre vários ações principalmente ali no Oriente Médio deixa só uma pitadinha nessa questão da história de Israel e da arqueologia de Israel porque é o seguinte nós hoje temos hoje né Mas é para cá chegou faz pouco tempo a questão da da nova historiografia de Israel né da nova pesquisa da história de Israel que dialoga com com a cultura material né com arqueologia e você tem realmente perspectiva de história Israel e da arqueologia como um instrumento para comprovação de de poder ou até mesmo legitimação das informações bíblicas como você também tem uma perspectiva de arqueologia da história Israel a nova história de Israel preocupada muito mais com a história do que exatamente a história do texto bíblico essa essa arqueologia ela é feita por esse trabalho com a cultura material é é feito tanto por pesquisadores tradição protestante quanto também de a a de judeus Como o fio que está que se torna uma arqueologia mais crítica não é e despreocupada com a confirmação de lugares ou até mesmo de afirmação do texto bíblico então quando a gente fala de arqueologia né daquela região nós temos uma multiplicidade de perspectivas Eu imagino aí o Igor o André tem até mais a dizer que se há arqueologia bancada pelo Estado de Israel e quem tá fazendo para confirmação da presença desse povo lá e até mesmo para confirmar né que aquela Terra pertence ao povo de Israel etc mas no espaço acadêmico assim você acaba encontrando diversos diversos perspectivas para reconstrução da história de Israel a partir da arqueologia agora o que o que parece interessante essa discussão que é o curso de mito que o Ivan falou que aqui nesse espaço já se discutiu muito sobre problema a teoria literária ela ajuda também a gente entender um pouco isso um exemplo é são os trabalhos do northopfrey que o André cita né tem ali Anatomia da crítica código dos códigos mito na sua concepção etimológica básica na mitose narrativa então quanto narrativa ela constrói um enredo ela ela esse enreda construído a partir de interesses e de estratégias discursivas E retóricas então não é uma mentira em si Mas é uma potência de sentido quer dizer uma narrativa ela quer produzir sentido o mitose ele quer produzir sentido pensando nisso quando olhamos para as histórias de Israel independentemente de quem acredita serem essas histórias factuais ou não acho que não é essa discussão mas o que essas narrativas significam o André citou a coisa do local né que que significa para a construção do Estado de Israel O que que significa pras discussões políticas modernas Claro que tem um risco quando você não explica e dizer isso não está afirmando que não tem acontecido talvez afirmar isso pressupondo que aconteceu torna o evento ainda mais potente porque ele não trata só de um problema que vivemos no passado mas ele é uma um fantasma que na sua dinâmica narrativa está aí sempre presente então você não só enfrenta A negação das pessoas que afirmam não ter acontecido o holocaus como você enfrenta as potências de sentido essa negação O que significa e o que vai significar significa também agora com a gente exato e é interessante essa discussão quando a gente vai para o ponto de vista mais da política porque é UNESCO né que é um órgão da ONU para essas questões culturais e Patrimônio Histórico da Humanidade ela já aprovou algumas resoluções é claro que são levados por países árabes então a maioria dos países votam isso por uma questão muito mais política do que realmente histórica querendo mostrar que os judeus Eles não têm nenhuma conexão como o monstro do templo em Jerusalém Então existe um instrumentalização política desses fatos tempo que também tem uma campanha da própria onda da própria Unesco que é proteger os fatos em relação ao holocausto né o título é isso proteja os fatos Porque hoje a memória do local ela tem sido muito vilipendiada não só por esses que negam abertamente o holocausto mas pelos próprios países Então tá tendo aí uma crise diplomática muito grande entre a Polônia e Israel porque o governo polonês ele quer proibir que historiadores falem sobre o papel que os poloneses tiveram durante a segunda guerra mundial então o governo adotou narrativa oficial de que a Polônia foi vítima dos nazistas e de que todos os poloneses Eles foram eles ajudaram os judeus a escapar do holocausto o que não é verdade porque a gente sabe que muito poloneses eramitas muito polonês denunciaram os judeus e teve vários casos de Deus que sobreviveram aos campos de concentração de Álvares mas depois foram mortos por cidadãos poloneses e hoje sim um Historiador polonês ele traz esse fato à tona ele pode até ser preso por conta das leis nacionalistas que a Polônia está provando então Jesus a gente vê como que essa questão da memória ela tem até um peso político nos dias de hoje e como que isso é complicado é o que mostra como a questão essas questões todas narrativas elas são muito pertinentes à realidade humana e isso é uma das coisas centrais que eu tenho trabalhado Na pelo menos para entender essa questão toda no texto é porque porque você tem ali a Bíblia né os textos da Bíblia que são em sua grande parte narrativo Nós temos muitas narrativas e nessas narrativas está justamente toda essa potência de sentido não apenas ali na figura do Êxodo que a gente citou de exemplo mas também em outras figuras a ideia do Messias né a ideia de um Salvador que vai vir e que vai nos libertar de uma condição de opressão que vai nos conduzir a um reino um reino eterno e tudo mais como isso está presente por exemplo na política no mundo inteiro e inclusive no Brasil a ideia de um Salvador da Pátria né Essas coisas todas vão são potenciais de sentido que operam a partir da Bíblia tanto para o bem como também para ser usado indevidamente né o símbolo ele tem essa possibilidade essa possibilidade ele pode produzir né uma imaginação que vai se muito fértil para coisas belíssimas e maravilhosas mas ele pode produzir também ilusões e enganos né e desvarios inclusive essas duas coisas podem acontecer nesse potencial de ressonância que vem a partir dessas narrativas isso encontra então que o ser humano que é um ser simbólico por Essência que é um ser que está que vive dentro da linguagem e dentro de um de um universo em que ele vê o mundo interpreta esse mundo a partir da linguagem a partir da sua experiência e aí nós temos então a formação justamente dessas chamadas identidades que a gente trabalha aqui as identidades narrativas toda a identidade que nós temos aquilo que nós somos é fundamentalmente narrativo nós contamos algo sobre nós nós fundamos isso em narrativas eu sinto um exemplo aí na por exemplo se eu vou contar falar sobre mim você pergunta quem você é para dizer quem eu sou eu tenho que Obrigatoriamente contar uma história eu posso dizer simplesmente Ah eu sou o quê eu sou gaúcho isso pode dizer algo sobre mim mas para dizer algo sobre mim as pessoas vão ter que imaginar toda umas sequência de história sobre o que é ser Gaúcho para começar a pensar no que é o André eu posso dizer que eu sou um Batista isso também vai trazer algumas ideias eu posso dizer que eu sou designer depois do dia que sou historiadores Opa espera aí como é que acontece isso como é que você é designer e a Historiador para eu explicar quem eu sou eu tenho que contar uma história eu tenho que dizer essa história e a gente vai organizando a nossa vida baseada em histórias que nós contamos sobre nós mesmos que são basicamente organizações de sentido São mitos são histórias que a gente constrói um início e um fim a gente coloca elas dentro de um roteiro só citando um exemplo para para ver como isso funciona se eu vou contar a história da minha conversão da minha vida com Cristo eu vou começar lá num congresso de adolescentes um Retiro de adolescentes em 1983 quando eu tinha aí 11 anos de idade e nesse Retiro ele é o apelo a pregação eu me converti foi a frente ali o marquei então o início da minha vida com Cristo é absolutamente ficcional isso eu criei esse esse fato aconteceu mas eu marquei ele como início na verdade a minha vida com Cristo começa antes se você pensar mas ali já está marcado um início e aí eu conto essa história Agora eu quero contar uma outra história eu vou contar a história da minha família do meu casamento eu não vou ter mais esse retiro como referencial eu vou pegar um outro Retiro no meio do Caos do mundo da existência colocar como início que é o Retiro que eu conheci a minha esposa a Eliana então Retiro em Gramado que eu conheci lá no ano 2000 e nesse Retiro é a partir desse Retiro duas semanas depois nós estávamos namorando então aquele Retiro Marca um início de uma história da minha família quer dizer são narrativas que eu construo para me compreender e para que os outros me compreendam porque nossas identidades elas são fundamental narrativas e assim acontece com todos os grupos com todos os países com todas as organizações com as igrejas e tudo mais quando alguém me pede para escrever história de uma igreja de uma convenção eu tenho que colocar Marcos todos são acontecimentos mas o ato de organizar isso tudo numa narrativa e selecionar isso funciona não funciona é organizar uma narrativa para dar sentido a esse grupo para dar sentido essa história então nós damos sentido contando histórias sobre nós e sobre o mundo ao redor E aí você imagina a Bíblia justamente dentro disso porque a Bíblia empresta essas histórias que dão sentido as pessoas pessoas passam a se compreender a partir da ótica da Bíblia e fundo as suas próprias identidades narrativas a partir da Bíblia isso é um fato importante que a gente precisa entender para ver o que aconteceu com essas narrativas todas E além disso entender que essas construções narrativas dessa narrativação da realidade Porque se é uma coisa que caracteriza o ser humano é a sua potência de narratização da realidade por mais que sejam narrativas por mim são sempre coletivas quer dizer não sou narrativas porque Ah mas isso é subjetivo demais isso quer dizer que eu vou inventando não porque essas narrativas não são individuais no sentido de criação ao bel prazer da minha imaginação pessoal não essas narrativas são são estruturações da realidade construídas a partir de coletividade se a gente considerar por exemplo a teoria da memória as teorias mais atuais da memória as lembranças mais individuais são coletivas Porque a partir do momento que você organiza e comunica já é um processo de coletivização dessa narrativa As Memórias não são instrumentos individuais As Memórias são relações quando você conta alguma coisa sobre si da tua infância isso não é uma lembrança só tua aqui tem a presença de uma diversidade de outras pessoas e grupos e Sensações e tal há uma poetisa né uma poeta que diz que a memória guarda o que ama então essa memória que guarda o que ama guarda a partir de relações coletivas em ter subjetivas Então não é simplesmente uma invenção individual quando aplica isso para o texto bíblico e para recepção desse texto bíblico você percebe que estamos diante de comunidades mnemônicas quer dizer comunidades de formação de tradições comunidades de comunidades de produção de texto e comunidades de recepção e de ressignificação desses textos isso diz muito sobre ser igrejas diz muito sobre formar a nossa própria identidade quanto o povo de Deus porque isso não acontece numa lógica simplesmente individualista subjetivista porque pode parecer que essa nossa fala tá no relativismo individualista Não é isso não é o contrário inclusive são construções de tradição construções de textos e de formação de identidades a partir de experiências de fenômenos coletivos não simplesmente individuais Qual é o nome da tua igreja Igreja Batista Betânia Betânia porque Betânia Pois é entendeu tem toda uma relação com a recepção do texto bíblico e também com com o bairro porque o bairro chama assim bairro Jardim Betânia e por que se chama Jardim Exatamente isso vai embora Cara isso vai para um universo inteiro nacional e tudo mais de ressignificação de nomes de lugares e significados aliás por isso que a bíblia pode ser tão perigosa porque essa abertura que o texto tem ela pode sim servir para projetos de poder pode servir para violação de direitos pode servir para legitimação de violências pode servir para formação de espaços autoritários aliás eu preciso entender bem o lugar onde o texto é lido quando fala de lugar físico simplesmente onde lugar enquanto loucos assim né enquanto espaços de interesses memórias traduções porque essa Bíblia dependendo do louco que é lida ela sim pode produzir as coisas mais bárbaras e tornar essas coisas bárbaras valores teríamos aqui um exemplo interessante de Fausto porque uma das coisas que os Naves fizeram né o jornal nazista da struma ele pegava textos do novo testamento e textos também do Antigo Testamento né mas principalmente é o texto João 8:44 para dizer que Jesus chamava os judeus e Filhos do diabo dizer que os judeus eles eram assassinos desde o princípio pegava um texto de Isaías de repreensão ao povo Judeu e usava isso para criar a ideia de que o povo deu era um povo inferior um povo que tinha que ser massacrado e que Jesus era o primeiro antissemita e isso foi uma maneira que ele se apropriaram das escrituras e que a gente vê acontecendo até hoje em grupos de extrema direita então em 2018 teve um atentado em uma sinagoga nos Estados Unidos e foram mortos longe dos judeus seis ficaram feridos e o terrorista Branco ele deixou no manuscrito dele lá no Manifesto dele e isso que os judeus eles eram filhos do diabo porque era isso que eles falavam João 8:44 então ignora o contexto completo do Evangelho de João ignora que o próprio João e faz isso para se criar o quê criar uma identidade supremacista Branca Cristã Então acho que isso é um exemplo mais pertinente que a gente tem nessa discussão aí e você me corrija se estiver errado Igor me parece que uma das principais fontes para o antissemitismo é a culpabilização dos judeus pela morte de Jesus exatamente desde Mateus 27 você tira o nível teológico né do sacrifício da propiciação e tal e você aplica um tipo de literalismo no texto fazendo com que o texto diga que a culpa a da morte do mestre tem a ver com a ignorância com a infidelidade ou a falta de fé dos judeus não é e até para até para quem pesquisa Jesus né você tem aí um período da busca já foi aqui discutido tantas vezes no mundo atual e enraizado mesmo no antissemitismo para tirar Jesus do primeiro século o tipo de assassino e que não compreende a a necessidade de Você tem uma teologia europeia que ela vai ter suas bases pode ser espiritismo a partir de uma leitura de exegese acadêmica das narrativas das narrativas da Paixão do ponto de vista [Música] agora pessoal eu não quero cortar o barato antes semista aí mas assim até porque temos um btcast muito bom sobre antissemitismo com Igor Sabino aqui sensacional aliás Sabino eu não sei se tu ouviu o especial de 12 anos o bivotal Mas você aparece lá porque eu faço um comentário antes semita rato eu já soube disso questão de deixar eu poderia cortar obviamente né porque tudo é editado aqui nesse podcast Mas eu deixei a correção do Alex justamente para a gente pegar esses antissemitismos nossos de cada dia né que estão tão encrustados nas piadas e nas colocações E por aí vai mas olha só a gente já discutiu um pouco antissemitismo aqui e já viu como realmente uma hermenêutica é tendenciosa pode levar a conclusões perigosas e a Bíblia Pode ser sim um instrumento de poder tá aí o livro de alí né O Livro de Eli brinca com essa ideia de forma muito muito bacana é quem lembra aí do Livro de Eli tá ligado do que eu tô falando e acabei de dar um baita de um spoiler inclusive mas é isso é é um livro que se você entende você consegue controlar os outros mas olha só tem também um lance que eu sei que o André trabalha no livro dele de forma Marginal e vai trabalhar isso mais para frente também mas é também tem o amor a Israel aí eu não sei se esse amor é Israel é um amor a terra de Israel e meio que dane-se os judeus ou se também engloba a galera judeus aí nossos irmãos também porque assim essa Bíblia também vai gerar esse lance de amamos a Israel Oramos pela paz em Jerusalém então a gente vê assim os crentes visitando a Terra Santa e tem toda né as peregrinações a terra santa a galera se batizando no rio no rio judeu no rio Jordão então tem esse lado também de amor a Israel que parte da Bíblia Sagrada temos isso também e que é meio esquisito muitas vezes né porque assim Ótima pergunta porque isso essa é uma das questões é que eu trabalhei na minha pesquisa do doutorado esse livro é em parte resultado da pesquisa doutorado essa parte mais da Constituição simbólica da formação de Judaísmo e cristianismo simbólica dos dois ela eu foquei mais nesse livro e mais adiante eu tô pensando em fazer o restante daí é que é justamente A análise e a pesquisa dessa questão desse amor dessa paixão por Israel Por parte dos Evangélicos que é envolvem o sionismo Cristão inclusive o Igor sabendo ele era o objeto de pesquisa minha né uma entrevista ele conversamos ele faz parte faz parte da pesquisa e teve uma participação muito importante aí nessa no desenvolvimento desse material mas assim o que que acontece né a gente falou desse potencial de sentido da Bíblia que ele produziu dois povos entre aspas né que seria a partir dessa mesma experiência original do texto bíblico justamente pra ser potencial de sentido só que ao longo do séculos embora eles têm o partido de uma mesma base houve uma distinção hermenêutica entre os dois que acabou produzindo uma simbólica no universo totalmente separados o judaísmo ele partiu principalmente de um desenvolvimento a partir do contexto da Torá que vai se desenvolver na mishnay no talmud vai seguir essa linha hermenêutica e o cristianismo vai seguir uma linha benéfica a partir do evento Jesus Cristo quer dizer um novo acontecimento que os judeus não aceitam como Revelação Então esse novo acontecimento Jesus Cristo provoca nos judeus antigos lá da antiguidade uma releitura da bíblia numa interpretação olha Jesus está cumprindo as profecias E aí então nasce uma nova simbólica né a partir de uma leitura intensificada inclusive uma leitura tipológica do Antigo Testamento a partir no cristianismo e nós temos uma construção E aí tem que ler o livro para entender né uma construção simbólica distinta ao longo de dois mil anos dessas duas vertentes que vão separar totalmente ela essas linhas e inclusive com uma boa dose diante semitismo de cristãos mais adiante partilha aí do século III século 4 é ser antissemitismo ele vai se intensificar no meio Cristão até chegar absurdas é ao longo da história podemos dizer assim cristãos e judeus se tornaram ilustres desconhecidos ao longo do tempo mas não se relacionam mais e os evangélicos aí eu tenho que dar um salto muito grande na história que eu tô contando os evangélicos eles hoje nutrem essa paixão por Israel esse amor por Israel e na minha opinião ele é um amor não pelo judeu em si sobre quem ele é mas é por causa da sua paixão pela bíblia e aí vem uma questão hermenêutica importante que é o que ele passou a interpretando esse judeu do Antigo Testamento e passou lendo essa história toda a partir de uma perspectiva absolutamente Cristã e projetando inclusive sobre todo o Israel do Antigo Testamento por exemplo as suas a sua teologia sistemática naqueles lá cada pouco a gente entra na discussão né Abraão era monoteísta ou não como é que essa lei toda funciona numa Ótica Cristã E por aí vai então a gente acaba na minha opinião enxergando o próprio Israel da antiguidade a partir dos nossos próprios evangélicos Então eu imagino um judeu da antiguidade mais ou menos como se comporta o evangelho de hoje a gente vai fazendo essas transferências simbólicas para lá claro não questão de roupa de hábitos alimentares tudo mais mas a gente imagina uma ética muito parecida e na verdade nós estamos falando de mundos totalmente distintos E aí quando a gente olha para o judeu O Judeu ele é basicamente um evangélico que não apenas não aceitou a Cristo como Messias mais ou menos é por aí que a gente vai trabalhando e O Judeu na verdade é muito diferente disso ele é outra coisa disso diferente disso né A gente passa a pasteurizar essa figura do judeu a partir de uma leitura que nós temos da Bíblia de uma maneira como entendemos e como a gente imagina que um judeu deve ser é um judeu deve ser mais ou menos como eu imagino mais ou menos desse jeito e aí dá um grande lapso entre a realidade do que é Israel a realidade do que é o judaísmo daquilo que nós o entendemos de como nós o vemos tanto o judaísmo geral que são vários judaísmo nós temos várias linhas diferentes e diferentes de ser judeu como do próprio Estado de Israel a maneira como entendemos como sei lá um estado teocrático um estado que obedece a Torá como né e etc etc por aí vai interessante quando você olha uma igreja que está ajudarizada chega lá tem todos os tem instrumentos que são projetados sobre o judaísmo sobre os relito antigo né o shofar pá aquelas coisas a Arca da Aliança dentro de um tempo quer dizer essa projeção evangélica atual sobre esse judaísmo que ela imagina é um recorte é um recorte muito distorcido de um judaísmo que não existe entende julgar isso que não existe e de práticas litúrgicas judaicas que também não existiam Então esse judaísmo que a gente quando ele fala assim há uma ajuda a exação das igrejas evangélicas então não não é uma ajudação a uma criação de um judaísmo projetado sobre o a parte do qual eu agora tento Reinventar a igreja ou inserir na igreja então se nós fossemos falar de uma ajudaização da igreja seria outra coisa inclusive explica fala em outras palavras isso aí Kenner só para ver se eu entendi o mundo evangélico hoje você chega numa igreja evangélica pós neopentecostal você encontra ali uma série de símbolos e práticas que alguém olha tá tendo uma ajuda a exacção dessa igreja eu dou um passo atrás de na verdade esse judaísmo que influencia essa igreja evangélica moderna é um judaísmo inventado por essa igreja evangélica moderna não é o judaísmo que nós encontraremos nesse povo do passado que supostamente influencia essa igreja evangélica atual então não só não é judaísmo como também é uma é uma invenção evangélica disso que ele chama de judaísmo então quer dizer é mais ou menos assim há uma judaização das igrejas evangélicas sim e sim porque é um tipo de judaísmo criado pela pela imaginação evangelho eles criam um Judaísmo e agora adequam a igreja a esses judaísmo que eles criaram então no fundo no fundo não é ajudar na ação entendeu É mais ou menos como o uso da Estrela de Davi uma guerra de Davi Ele é ele é muito tardio ele não existe na antiguidade como símbolo do Judaísmo eventualmente Até aparece ali no século 13 em alguns lugares da arqueologia junto com estrela de cinco pontas junto com suástica com uma série de símbolos decorativos que não são símbolos do Judaísmo ele vai se incorporado como símbolo do judaísmo no século 17 em diante e para valer mesmo o século XIX né então sinagogas vão assumir isso muito tardiamente e a gente projeta essa imagem de estrela de Davi como se fosse um símbolo da antiguidade o pessoal desenha aí sei lá o exército Davi Com escudo tendo essa esse símbolo na frente eu fui lá por exemplo no templo de Salomão lá no Jardim bíblico em São Paulo Macedo E aí você tem ali o tabernáculo e o altar na frente né o altar do holocaus e do lado a bacia o mar de bronze e dentro tem um cálice que interessante dentro do Cálice desse a simulação que eles fizeram nessa cópia digamos o texto bíblico eles botaram uma estrela de Davi e olha como troço vira atemporal quer dizer a estrela de Davi aparece num cara se quer atribuída feito por Moisés ainda antes porque a gente projeta essas coisas em várias delas então a gente passa a imaginar esse símbolo lá na antiguidade E aí ele vira um símbolo do Judaísmo desde sempre aí eu imagino o judaísmo de Jesus com a estrela de Davi por isso que eu vou usar estrela de Davi porque ela é de Jesus é assim que vai funcionando isso e tem uma coisa também que eu acho interessante da gente ressaltar nesse judeu Imaginário né na Israel Imaginário como diz o professor Michel guerra é porque embora muito evangélicos né eles acham que Eles amam Israel ao fazerem isso mas isso acaba se tornando muitas vezes também mais uma fonte e antissemitismo Cristão porque Eu amo o Israel que eu tenho na minha cabeça e aí quando esse Israel ele não corresponde ao meu a minha expectativa ao meu critério Então eu tenho que achar uma resposta para isso então a gente começa a ver que entre os evangélicos sionistas existem alguns antissemitismos Alguns teresas que são meio que respeitáveis então a gente para ver por exemplo mês de junho é um mês que eu sempre tenho dor de cabeça porque mesmo é um mês do orgulho gay e Israel é um país né no Oriente Médio o único país do Oriente Médio onde os gays eles são respeitados eles são tratados como gente e muitas vezes quando a gente vê páginas a Embaixada desmaiou no Brasil falando sobre isso e você vai olhar os comentários e de chorar é de chorar você vê um monte de Evangélico às vezes com bandeirinhas de Israel dizendo as maiores atrocidades contra os judeus dizendo assim é por isso que vocês sofrem é por isso que o holocausto aconteceu é por isso que vocês são perseguidos porque vocês desobedecem a Deus nessa polarização ideológica também eu noto muito que existe aí é meio que um antissemitismo justificável contra os judeus se ele for no lado oposto do meu espectro ideológico então com a maioria desses eunícios cristãos Eles são de direita O Judeu de esquerda é o que você sente-se imita com ele então eu já observei várias vezes de que qualquer vez que alguns judeu de esquerda ele se manifesta contra algo no atual governo ele imediatamente ele sofre esse tipo de até mesmo dizer tá vendo você é culpado pelo que tá acontecendo é isso ruim é culpa sua então acaba se criando alguns estereótipos é o tipo de gente semitismo que são aceitáveis então é esse amor por Israel ele é muito enganoso porque na maior parte das vezes ele é um amor por um Israel que não existe isso é muito interessante porque aí Israel ele vira para o evangélico um símbolo é do conservadorismo um símbolo de uma potência Regional que está nos protegendo contra o mundo oriental é uma potência Liberal Inclusive a favor de das mesmas coisas que eu como evangélico penso então a gente passa a Marginal Israel inteiro politicamente alinhado a minha linha política e de repente você descobre que o Israel tem uma origem totalmente diferente quando você descobre que a base dos tributos era socialista que boa parte dos judeus originais que fundaram lá o Israel o início da liaram socialistas tinha a turma que veio da União Soviética e tem toda uma base socialista dá um tilt na cabeça né alguma coisa errada com esse Israel porque ele não bate com aquilo que a igreja é essa que é a realidade que a gente imagina uma menina igreja uma igreja virada país e uma coisa interessante sobre isso também André é que caso esse Israel Imaginário eles se concretizam Israel de hoje ele não vai ser tão favorável assim aos evangélicos ele tá vendo recentemente no dia que a gente tá gravando esse podcast é Israel comemora 75 anos e de independência e o Val não hahaha que é um autores realense mais Progressista ele deu entrevista para o jornal O Globo falando que Israel corre se tornar uma teocracia mecânica e muito evangélicos comemoraram isso Só que essa essa coisa que o Valdo arara tá falando é que hoje na atual governo do netanyahoo que é um governo bem mais à direita você tem alguns membros de partidos da Extrema direita Judaica que eles querem impor uma lei no país né de tornar o país não teocracia mas de acordo com a interpretação que eles têm da Torá e de acordo com essa interpretação que eles fazem seria proibido até mesmo o proselitismo religioso em Israel então isso gerou uma confusão porque o netuniago ele busca o apoio dos Evangélicos ao redor do mundo e aí você tem pessoas do partido dele que queria proibir o evangelismo Israel então a gente vê como que isso não bate com a realidade essas projeções muitas vezes que são feitas [Música] e qual é a conclusão disso tudo conclusão conclusão viu é que compra um livro nós e a Bíblia o link está aqui na descrição deste Peter Cash é uma conclusão é que eu tiro disso é o seguinte muitas vezes a gente aquilo que a gente chama de amor por Israel paixão por Israel é uma é um amor uma paixão por um espelho a gente vê a nós neles e não Amamos de fato o verdadeiro judeu o verdadeiro israelense ou Verdadeiro Israel é porque ele é complexo demais ele é dinâmico demais ele é um país como todos os outros O Judeu ele erra uma pessoa como todas as outras quando eu entrevistei algumas pessoas da Comunidade Judaica conversei com pessoas da Hebraica inclusive pessoas laicas né que não eram religiosas conversei com Rabino conversei com sociólogo e tal e uma das coisas que um camarada disse é o seguinte cara eu tenho assim um problema que quando evangélico vem falar comigo e olham para mim eles eles ouça essa palavra assim eu me sinto santificado Ele usou eu entendi o que ele quis dizer o santificado é o cara olha como se você fosse um ser santo um ser diferente dele e eu não sou diferente eu sou um ser humano fale como ele com problemas como ele com esperanças como ele e ele nem sequer era religioso eu não tenho fé nenhuma eu sou eu sou agnóstico não tenho nada mas eu sou um judeu E essas esse olhar sobre mim me assusta eu tenho medo disso Isso me diferencia das pessoas e toda vez que você diferencia um ser humano do outro tem problema aí por isso muitas vezes o que as pessoas imaginam como um amor de Israel é aquilo que o Igor tá falando ele acaba descambando por um antissemitismo porque quando você encontra O Judeu real você tem um dá um tilt no teu cérebro e você De repente não gosta desse judeu real não tem alguma coisa errada com ele você tem uma coisa errada com esse judeu real Mas é uma posição onde se imita porque ele não pode ser como ele é ele tem que ser outra coisa então a gente tomar cuidado com essas coisas né porque a gente pode estar muitas vezes fazendo uma uma indignidade fazendo algo que não está adequado e correto a uma pessoa Judaica que a gente conhece ou nem conhece porque a gente não conhece judeus né nós não nos relacionamos com eles aliás isso é uma coisa curiosa em Porto Alegre eu trabalhei muitos anos com vários judeus Porque tem uma Comunidade Judaica muito grande lá só que nenhum deles era religioso mas se identificava como os judeus inclusive iam às vezes sinagogava em Hebraica e tal e se identificava como tal mas não era religiosos Mas na minha cabeça não entrava que eles eram os judeus Eles simplesmente não eram judeu então nota como a gente acaba fazendo essa esses julgamentos de valor sim ele era judeu plenamente judeu Só que não é o judeu que eu imaginava como deveria ser será a questão tipo assim também como não há o brasileiro ou argentino não há judeu o judaísmo em sua identidade É sempre plural também não é você tem a identidade coletiva ela não é monofônica né não é monolítica então você inclusive vai perceber que regiões produzem experiências práticas e compreensões culturais diferentes você tem aqui esse judeu que a gente idealiza que essa criação monolítica monofônica e a realidade também histórica e judaísmo atual você tem ali grupos diferentes perspectivas diferentes Então você tem judeus grupos judaicos diferentes a identidade não é uma coisa só é que acho que tem um pouco também da escatologia evangélica que é muito pautada na relação dos judeu com esse gatton né ou seja O Judeu o desempenha um papel muito importante no fim dos tempos Então eu preciso desse judeu religioso Então acho que tem um pouco também dessa questão da forma com que se leem as profecias bíblicas e tal então para nós os judeu é aquele que está preocupado em construir o terceiro tempo o Igor mesmo deve saber já deve o Igor Já deve ter visto a planta inclusive do terceiro tempo e tal Pois é mas é nota só cara o interesse não é o judeu O interesse é a minha escatologia é a minha expectativas e é isso é uma coisa que eu abordo muito né no meu livro primeiro porque o objetivo de propor um sionismo cristão diferente que é baseado não naquele papel que o judeu ele pode desempenhar no meu jogo de xadrez no fim dos tempos mas sim entender que os judeu enquanto pessoa ele tem uma dignidade humana que é inerente a ele e eu acho que não apenas isso mas se você quer justificar isso de uma maneira teológica então fica com que Paulo fala em romanos 11 28 29 Ele disse que todos os judeus até aqueles que não reconhecem Jesus como Messias no caso até que eles nem são religiosos eles são amados por conta da Aliança que Deus fez com Abraão Então eu acho que é em 40 Essa visão que muito evangélico tem de que o judeu então para ele cumprir esse papel do fim dos tempos ele tem que ser religioso e tal é porque se ele for levar o que a Bíblia fala sobre a nação de Israel vai ver que o amor que Deus ele tem pelo povo deu ele seria ele é incondicional independentemente daquele judeu seguindo a lei ou não então é muito complicado nós não quiser evangélicos tem porque acaba sendo não é um amor verdadeiro né muito de Deus conversa você fala assim não consigo entender como um cristão diz que me ama e Ele acha que eu sou importante para o plano dele para o fim dos tempos e o plano dele do fim dos tempos é basicamente o quê vai haver um novo holocausto eu vou passar por esse holocausto é se eu sobrevivência local eu vou passar por uma inquisição eu vou me converter assim que você sabe e eu falo isso assim eu sei que muitos evangélicos têm essa visão não de maneira maldosa não porque são antissemitas até porque eu mesmo já cheguei a ter essa conclusão essa essa visão eu cresci com uma visão muito parecida com essa e levou o tempo para que eu fosse desconstruindo pra que eu fosse entender isso a medida em que eu tive o privilégio de conversar com Deus né de estudar esses temas de uma maneira mais acadêmica mas eu sei que o Cristão médio não consegue enxergar assim então eu acho que inclusive o livro do André é muito importante por isso porque ele traz de uma maneira clara numa boa linguagem esses complexidades para o Cristão comum uau [Música] meus amigos onde fomos parar nessa conversa hein onde fomos parar essa conversa é isso é são temas que envolve história teologia e a gente precisa pensar sobre isso e o livro do André lançado agora pela Thomas Nelson Brasil nós é a Bíblia história fé e cultura do Judaísmo do cristianismo e sua relação com a Bíblia Sagrada nos ajudam a pensar esse tema se você ler os outros a Bíblia você leu aqueles Tem que ler o nós tá bom que é o fechamento aí da trilogia do André Heineken e o André já até já tá produzindo outras coisas então adquira aí o seu nós e a Bíblia o link está aqui na descrição deste btcast onde em me botar.com é só jogar no Google aí btcast 503 tá bom e você tanto no YouTube quanto no site me botao.com você encontra o link para adquirir essa obra e como eu sempre digo ajude autores nacionais tá bom gente ajude autores nacionais compre livros de autorizacionais bom é claro e o André a gente não tem dúvidas de que é um ótimo autor e pesquisador Nacional já provou isso aí com outros dois livros sensacionais Parabéns pela obra André Kenner tamo junto outro autor Nacional também muito obrigado e então Obrigado por participar desse Episódio aí mano inclusive o Kenner participou da banca do André quase com o André não passa hein pelo contrário foi um foi um dos que entendeu que a tese dele ia ser com louvor e foi assim no final foi um prazer muito bom o Kenner tem uma participação importante no livro esteve na banca e agora ele vai estar nos lançamentos não falar dos lançamentos aqui que daí eu ia finalizar contigo e com todo esse auê aí Claro Igor Obrigado cara sempre fazendo a gente pensar aí tamo junto e Igor compra um fone pelo amor de Deus tá vou comprar um fone quando eu voltar aqui para gravar sobre o meu próximo livro aí eu compro fone beleza eu quero eu quero no mínimo por 400 pila Tá bom não precisa ser Xuxa não tô brincando André voltando para ti aqui lançamento do livro presencial vão ser lançado livro onde dois um no Rio de Janeiro e outro em Florianópolis então no Rio de Janeiro dia 9 e 10 de junho é lá na igreja Batista Filadélfia do Grande Rio em São João de Meriti é dia nove é uma sexta-feira à noite então vai vamos ter uma palestra e depois na abertura pra conversa e tal e no dia 10 de junho que é um sábado de manhã vamos ter uma mesa Então vai estar é o que ele vai participar dessa mesa Então a gente vai conversar um pouco sobre o livro e fazer esse lançamento oficial do Rio de Janeiro Ok dia nove é nove e 10 de junho junho exatamente Junho 9 e 10 de junho depois nós teremos em Florianópolis dia 8 de julho Floripa teremos aqui em Florianópolis Rodrigo Kenner terra e este que vos fala falando então qual é o nosso tema já esqueci o tema vai ser sobre doutrina trincheira Bíblia interpretação é a Bíblia que diz algo em tempos de trincheiras vamos falar sobre isso E aí aproveitar fazer o lançamento local na casa do autor gente vamos lá olha só Então temos dois lançamentos do livro do André um no Rio de Janeiro e outro em Florianópolis as datas e o local estão aqui na descrição deste btcast atenção o btd ele tem tem que fazer uma inscrição e tem um valorzinho simbólico ali porque vai ter um cofre Break e tal Beleza então o lado do Rio de Janeiro não sei se tem link para inscrição não tem inscrição Rio de Janeiro livre sem custo nenhum é só Quem chegar primeiro senta Quem chegar é já o btd ele tem vagas limitadas e tem uma inscrição para você fazer btd em Floripa beleza Qual é a data mesmo do btd em Floripa dia 8 de julho é isso 8 de julho Oito de Julho ptd em Floripa está bom gente o link também vai estar aqui na descrição deste 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