# 08 | Rev. Ericson Martins
29/06/2023
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Amém. Amém. Meus irmãos, na no nosso último estudo foi baseado em Efésios, capítulo 3, versos 14 ao verso 21. Encerrando assim o capítulo 3, nós até aqui observamos algumas afirmações do apóstolo Paulo bastante encorajadoras. Por exemplo, Paulo diz que Deus nos deu vida juntamente com Cristo. Capítulo 2, verso 5, também disse que fomos colocados numa posição espiritual, assentados nos lugares celestiais também juntamente com Cristo. Capítulo 2, verso 6. Que fomos reconciliados com Deus por meio de Cristo. Estávamos separados, mas Cristo nos reconciliou com o Pai. Isso está dito no capítulo 2, versos 3 a 16, que fomos edificados sobre o fundamento que é Cristo. Então, a nossa salvação, ela está fundamentada na pessoa do Senhor Jesus Cristo. E nada pode abalar esse edifício que somos nós, o corpo de Cristo, porque o nosso fundamento é sólido e este fundamento é apresentado como o próprio Senhor Jesus. Capítulo 2, verso 20. Também Paulo, ele revela o mistério de Cristo, que é a redenção dos gentios. A promessa que fora dada aos antepassados, aos judeus. Essa promessa se estende também aos gentios. E essa palavra de Paulo, trazendo a revelação de Cristo, foi muito encorajadora para aqueles cristãos. Também lemos que Cristo, em Cristo, Deus estabeleceu o propósito para a igreja de nela revelar a multiforme sabedoria. fazendo com que a igreja seja um instrumento proclamador da vitória e das virtudes do nosso redentor diante dos principados e potestades. A igreja ela expressa, ela demonstra a obra de Deus em Cristo Jesus, pois na igreja a multiforme sabedoria dele é revelada. também que Cristo habita nos corações dos crentes. Capítulo 3, verso 17, que o amor de Cristo pela igreja é imensurável. Profundidade, a largura, a altura, o amor de Cristo pela igreja é imensurável. Por fim, vimos no capítulo 3, verso 21, que a glória de Deus é revelada na igreja por meio de Jesus Cristo. É na igreja que a glória. Veremos até um aspecto aqui apresentado por Paulo no verso, final do verso 6 do capítulo 4, que Deus ele está na igreja, ele revela a sua glória, a sua presença maravilhosa através da igreja. Todas essas afirmações serviram para aqueles crentes de Éfeso até aqui como palavras bastante encorajadoras. Ele ensinou até aqui, o que Paulo ensinou, desculpa, até aqui, esclarece que os crentes em Cristo estão perfeitamente habilitados a andar, capítulo 4, verso 1, crescer, capítulo 4 verso 15 em todas as em Cristo, né? Permanecer firmes contra as ciladas do diabo e resistir o dia mal. Não há justificativa plausível para os crentes que foram alcançados pela graça de Deus continuarem andando como estavam andando antes. Alhei-os à promessas, à graça de Deus, alheios as bênçãos que Deus derramou e dispensou sobre todos os crentes por meio de Cristo. Conforme vimos aqui em Efésios capítulo 1. Com todas essas afirmações, Paulo está dizendo: "Vocês estão mais do que capacitados. Vocês estão mais do que habilitados para andar segundo a vontade de Deus, crescer em Cristo Jesus e permanecer firmes tanto quanto contra as ciladas do diabo como também para resistirem o dia mal. Nada pode abalar a nossa fé. Nada pode abalar a nossa convicção de salvação na pessoa de Cristo. Nada pode nos extraviar do caminho quando temos a maturidade para entender que a obra do Senhor Jesus serve e serviu para nós como fundamento, não só para nossa salvação, mas também para a nossa santificação. Assim, a nossa posição espiritual em Cristo torna possível a nossa caminhada vitoriosa neste mundo. E a oração que Paulo faz aqui nos versos 14 ao verso 21 relaciona-se com a comunhão com Deus e é combustível nesta jornada de santificação e de lutas espirituais. O apóstolo Paulo não estava apenas tendo experiências com a oração de falar com Deus, mas ele estava orando ao Pai a favor da igreja para que a igreja fosse alimentada com essas verdades, fortalecida com estas verdades, assim como ele diz no verso 16, porque é isto que nós precisamos, não apenas da informação, do conhecimento, mas a oração do apóstolo Paulo, que a igreja tenha também uma experiência pessoal com Deus. Deus, relacional com Deus é muito diferente quando você ouve falar do que quando você se relaciona. Você lembra do caso de eh Zaqueu em Lucas, capítulo 19? Ele ouvia falar tanto de Jesus que quando lhe chegou a notícia de que Jesus passaria pela sua cidade, a cidade de Jericó, ele então se organizou para ter um encontro com Jesus, mas foi surpreendido por uma multidão que o impediu. Então ele passa adiante da multidão e sobe numa árvore. Já que não tinha acesso a Jesus, seria muito possível porque ele era de baixa estatura. Ele se contenta apenas em ver Jesus à distância, porque ele ouvia falar muito a respeito dele. Ele queria só ter um contato visual. E Jesus falou assim: "Olha, desce que hoje eu quero pousar na sua casa". Então é relacionamento. É isso que Paulo está pedindo paraa igreja. A igreja sabia muito, mas faltava aprofundamento desse relacionamento com Deus, dessa intimidade com o Senhor. E é nesse sentido que Paulo está orando pela igreja para que ela fosse cheia da presença de Cristo pelo espírito. Isso que nós vimos aqui em nosso último estudo. Hoje vamos entrar no capítulo 4 e leremos aqui o texto dos versos 1 ao verso 6, que diz o seguinte: "Rogo-vos, pois, eu, prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do espírito no vínculo da paz. Há um só corpo e um espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação. Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. Vamos ver o que Deus tem a nos dizer através desta passagem. Mas antes me permita apenas recapitular com os irmãos aqui, rever com os irmãos algumas afirmações, algumas verdades, alguns ensinos que já eh ministramos aqui em estudos anteriores. Primeiro vimos no capítulo um, como Deus dispôs toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo aos eleitos. E aí o apóstolo Paulo vai demonstrar no capítulo 2 verso e e o capítulo 3 que essas bênçãos que Deus expôs em Cristo aos eleitos é resultado da mudança de posição desses mesmos crentes. Eles estavam mortos em seus delitos e pecados, mas Deus em Cristo lhes concedeu vida eterna, os fez assentar em lugares celestiais. E tudo isto foi obra da graça de Deus, porque houve uma mudança de posição. Agora há então bênçãos sobre o crente que está nessa nova posição. Deus não derramou toda sorte de bênçãos espirituais sobre ímpios, sobre mortos espirituais. Não, Deus salvou, Deus redimiu, justificou, Deus removeu a condenação, perdoou os pecados, reposicionou o homem em Cristo e agora dispõe todas as bênçãos em Cristo aos eleitos. Também vimos aqui no capítulo 1, do capítulo 1 até o verso 10 do capítulo 2, Paulo expondo a doutrina da salvação. O objetivo de Paulo até aqui é de mostrar como esta obra da salvação, ela foi planejada. capítulo 1 e aí capítulo 2 verso 1 ao verso 10 como ela foi executada em Cristo Jesus para depois a partir do verso 11 do capítulo 2 até o capítulo 4 capítulo 4 verso 16 mostrar um dos efeitos dessa salvação, que é de promover unidade naquele contexto de judeus e gentios, que embora redimidos dos seus pecados, salvos pela mesma graça, ainda estavam convivendo com uma inimizade. E Paulo tem dizer, olha, a parede da inimizade, verso 14, foi derrubada por meio de Cristo Jesus. Ele fez de ambos um só e aboliu na sua carne todas a a lei em forma de mandamentos. Com qual fim? de que sendo Cristo aquele que satisfaz unicamente a plena lei de Deus, aqueles que creem em Cristo tem a sua suficiência em Cristo. E assim, judeus e gentios, que antes estavam em inimizade com Deus, tendo sido reconciliados com Deus, agora possam experimentar a unidade entre eles. E o apóstolo Paulo mostra como essa obra da salvação, ela produz no coração da igreja esse anseio pela unidade, esse desejo de reencontrar uns aos outros, de confortar uns aos outros, de instruir uns aos outros, de orar uns pelos outros, de amar uns pelos outros, de socorrer uns outros, de saudar uns aos outros. Ou seja, o apóstolo Paulo mostra que a unidade da igreja é resultado da obra do Senhor Jesus Cristo. Porque não é possível você falar que ama a Deus e odeia o seu irmão. Se você ama a Deus, o resultado natural é que você vai amar o povo de Deus. Você vai ter prazer na igreja. Você vai ter alegria de ir para a casa de Deus, lhe prestar culto, mas também para comungar deste dever de prestar culto a Deus juntamente com o seu povo, juntamente com os demais irmãos. E agora, meus irmãos, nós temos uma outra ênfase que eu gostaria de dar, é que dos capítulos 1 ao capítulo 3, o apóstolo Paulo está enfatizando a doutrina da salvação como fundamento para a doutrina da santificação. Isso nós vemos capítulo 4 até o capítulo 6, encerrando assim a epístola. Então ele primeiro lança o fundamento, ele conscientiza para depois depois fazer exigências, exortações e cobrar da igreja uma postura com base naquilo que já foi tratado, ensinado, conscientizado acerca da salvação. Basicamente o que ele está enfatizando é que a vida cristã, ela não é uma uma vida meramente informada. Não se trata apenas de fazer cursos com participar de congressos, sentar no banco da igreja aos domingos, ouvir a palavra de Deus e assim acumular informações. A vida cristã, ela não se baseia apenas em acumular informações das escrituras. E às vezes saímos da igreja dizendo: "Gostei da palavra, aprendi muitas coisas hoje". Mas a pergunta que precisamos fazer é: "O que eu agora farei a partir dessa consciência que eu tenho na palavra de na palavra do Senhor?" Então, basicamente o que Paulo mostra na estrutura dessa epístola é que a vida cristã, ela não é meramente de eh baseada meramente em acumular informações, ela é também baseada em transformação. A vida cristã, ela é orientada por propósitos divinos. Nós temos as Sagradas Escrituras para andarmos de acordo com as Sagradas Escrituras. E se não for assim, nós vivemos apenas uma mera religiosidade, uma religiosidade sem fé, sem justiça e sem misericórdia. E esses holocaustos, essas gorduras queimadas, esses dízimos de doendro do cominho e da hortelã, tudo isso é palha que o fogo consome e não tem o menor valor para Deus se não forem acompanhadas da verdadeira fé na pessoa de Jesus Cristo. Se não houver santo temor na presença do Senhor. Você lê, por exemplo, Isaías 58. Deus está aborrecido com o jejum que ele mesmo instruiu o povo de Israel. Porque ele tá dizendo, não é esse o jejum que eu pedi para vocês. Ele dá, ele instrui a respeito do jejum e tá dizendo: "Olha, não é esse o jejum que eu estou pedindo de vocês. Vocês acham que jejum é dieta? Jejum é um exercício de fé. Se não houver fé, se não houver temor, se não houver amor a Deus, se não houver conteúdo, essa capa, essa carcaça não vale nada para mim. Eu não me agrado disto. Então, é preciso, e aqui nós lendo Efésios, somos convencidos e exortados com esta verdade de que nós aprendemos e nos nos conscientizamos da maravilhosa obra da salvação a nosso favor. E por essa consciência somos agora desafiados a sairmos daqui a cada vez que nós aprendemos sobre as escrituras com o esforço aprimorado de diligentemente fortalecer a nossa santificação, nos abdicando de sentimentos, pensamentos, de decisões, de comportamentos que não estão de acordo com as Sagradas Escrituras. senão nós vamos simplesmente subestimar a vida cristã, tornando apenas a a uma experiência de acumular informações. E não é isso que o apóstolo Paulo nos ensina em Efésios. E agora, a partir do capítulo 4, verso 1, nós veremos como esta consciência da salvação deve ser aplicada no nosso esforço pela santificação. É isso que ele trata aqui nessa epístola, tendo explicado a unidade dos crentes judeus e gentius como uma só igreja. é que nós lemos capítulo 2 verso 11 até o capítulo 3 verso 13. E orado por essa unidade, ele termina o capítulo 3 orando a favor dessa unidade, Paulo passou a orientar como deveria eu andar. E aí você que está com a Bíblia aberta, você pode conferir rapidamente. No verso um, ele fala: "Rogo-vos, pois, eu, prisioneiro no Senhor, que andeis". Aí você vai lá pro verso 17, Paulo diz isto, portanto, digo no Senhor, testifico, que não mais andeis como andam os gentios. E aí você vai pro capítulo 5, verso 2, ele diz: "Andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós como oferta e sacrifício a Deus em aroma suave". Agora vai pro verso 8 do capítulo 5. Pois outrora erais trevas, porém agora sois luz do Senhor. Andai como filhos da luz. Vocês agora como filhos de Deus precisam andar em em coerência com a nova posição que em Cristo Jesus vocês ocupam. E ainda no capítulo 5 verso 15 agora Paulo diz: "Portanto, vede prudentemente como andais". A ênfase de Paulo é viver na prática aquilo que vocês se conscientizaram quanto a unidade de fé eh e fraterna. A vida cristã é comparada aqui pelo apóstolo Paulo como uma caminhada. Por quê? Porque a vida cristã verdadeira exige exercício de fé, exige também direcionamento. A fé nos salva, a palavra de Deus nos guia e nós temos uma esperança, nós temos uma finalidade, nós temos um propósito. O a nossa esperança é de sermos apresentados no dia de Cristo, conforme ele mesmo diz aí. Ah, cadê? Agora não vou achar. Tô confundindo com o texto de Colossenses. Texto de Colossenses. O apóstolo Paulo, ele diz assim, verso 12 do capítulo, desculpa, verso 22 do capítulo 1, vos reconciliou no corpo da sua carne mediante a sua morte, para apresentar-vos perante eles santos, inculpáveis e irrepreensíveis. Essa é a nossa esperança. Nós temos uma fé que nos que Deus nos deu, que mudou a nossa posição. Temos uma direção relacionada agora com a nossa santificação. E nós temos uma esperança que tem a ver com a obra completada da nossa própria salvação. Quando Cristo vier, for revelado nos céus gloriosamente com as miriíades dos seus santos anjos para resgatar o seu povo na terra e nos juntar assim com aqueles que já foram estão na presença do Senhor. E ali, meus irmãos, nesse nesse momento de resgate da igreja, ter o nosso corpo transformado, ter da nossa alma a retirada, a remoção completa de toda mácula do pecado. E nunca mais estaremos sujeitos à dor, nunca mais estaremos sujeitos ao luto. E nunca mais estaremos sujeitos às lágrimas de tristezas. Porque o pecado, bem como todos os seus os seus efeitos, serão completamente removidos da nossa existência. E assim poderemos experimentar para todo sempre da presença gloriosa de Deus, segundo os méritos e os louvores que serão cantados na presença do cordeiro de Deus pelos séculos dos séculos para todo sempre. Esta é a nossa esperança. A nossa esperança não está nessa terra. A nossa esperança não está neste mundo. A nossa esperança não está nas vantagens que podemos obter dessa sociedade. A nossa esperança está no dia de Cristo. E é isso que o apóstolo Paulo mostra a vida cristã, ilustra a vida cristã. Uma vida que tem como ponto de partida a fé em Jesus, que tem um direcionamento santificador e tem uma finalidade que é a nossa esperança em Cristo Jesus. Se não aprendermos a andar, não seremos capazes de permanecer firmes contra as ciladas do diabo e também de resistir o dia mal. Algo que ele vai falar lá no capítulo 6 versos 11 e verso 13. E aqui da nossa passagem estou dividindo em duas grandes argumentações. Ao que me parece, essa estrutura está muito clara no texto, versos 1 ao verso 3, ele mostra o caminho da unidade da fé. capítulo 4, verso 1 ao verso 3 de Efésios, ele mostra aí o caminho da unidade cristã para depois mostrar o fundamento, os sete elementos da unidade cristã, versos 4 até o verso 6. Vamos ver cada um desses pontos. Primeiramente, o caminho. Ele fala: "Rogo-vos, pois, eu, prisioneiro do Senhor, que andeis de modo digno da vossa vocação a que foste chamados." Então ele vai mostrar o caminho, esse caminho pelo qual os crentes precisam agora andar. Verso 1, verso 2. Então nós fomos chamados da morte espiritual para a vida e por fim chamados para integrar um só corpo. Capítulo 2, verso 16. E reconciliasse ambos em um só corpo com Deus. Capítulo 3, verso 6. A saber, esse é a esta é a revelação do mistério de Cristo. A saber que os gentios são coerdeiros, membros do mesmo corpo e coparticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho. Capítulo 4 verso 4, há somente um corpo e capítulo 5 verso 30, o apóstolo Paulo insiste em dizer porque somos membros do seu corpo, o corpo de Cristo. Então Paulo está mostrando que houve uma mudança de posição. Estávamos mortos, agora recebemos vida. E por causa desse primeiro chamamento, nós recebemos no conjunto um segundo chamamento, que é um chamamento para a unidade da igreja, para a comunhão da igreja, a comunhão dos santos. Nós somos chamados para participarmos, integrarmos o corpo de Cristo, que é a igreja. Capítulo 4 verso 12. Capítulo 5, verso 23. e versos 29 a 30 do mesmo capítulo. Portanto, a exortação que Paulo apresenta aqui para que andemos de modo digno da nossa vocação diz respeito à coerência entre a fé professada e a fé demonstrada. Eu professo crer e ando em conformidade com essa mesma profissão. Particularmente aqui nesse texto que nós lemos a ênfase de Paulo. Aliás, isso vai seguir aí o capítulo 4 eh até o verso 24, basicamente. Não, desculpa, até até o verso 16, o capítulo 4. A preocupação de Paulo é mostrar como, particularmente, esta vocação para andar de modo digno eh dela envolve essa preocupação e esse comprometimento com a unidade da igreja, com a comunhão com a igreja. E não temos que fazer algo para promover a unidade. Esta unidade, ela já foi estabelecida pelo Senhor Jesus. Essa unidade ela já foi estabelecida. Em outras palavras, o caminho já foi aberto, as bases já foram lançadas. O tudo que nós precisamos fazer agora é desfrutar eficazmente desta desta comunhão. A comunhão já está aí à disposição de todos nós, a comunhão dos santos, de integrar a comunhão dos santos. Então essa obra Cristo já fez por nós e a exortação e para que desfrutemos dela. Isso não tem nada a ver com a uniformidade organizacional. promovendo uma mega igreja. Então, como antigamente, antes da reforma protestante, havia uma só igreja, né? Igreja Católica, Apostólica Romana, uma igreja no mundo todo, uma mega igreja. Então, todos aqueles que discordam, que t alguma divergência, é excluído da igreja e por consequência perde o direito à salvação e quando não eram perseguidos, quando não eram torturados e aprisionados. Então, não se trata aqui de uma uniformidade institucional. O apóstolo Paulo está tratando de uma unidade de fé em Cristo. O que nos une não é a nossa instituição presbiteriana. O que nos une é a nossa fé em Cristo Jesus. E todos aqueles que professam a verdadeira fé na pessoa de Jesus Cristo se faz faz parte, integra o corpo da igreja que nós chamamos de igreja invisível. Então esta é a comunhão que Paulo aqui se refere a comunhão com os outros crentes como expressão dessa fé em Cristo Jesus. E como este deve viver ou como deve viver o cristão ou como o cristão deve praticar esta busca pela unidade da fé. E aqui nós temos na estrutura do texto uma exortação. Andeis de modo digno da vossa vocação. É a exortação que ele faz. E a estrutura do texto é muito clara para nos dizer que Paulo ele apresenta dois meios. O primeiro meio de vivermos essa experiência de andar de modo digno da nossa vocação é com toda a humildade e mansidão. Veja que ele usa essa palavra com toda e também com longanimidade. Então aqui ele estabelece o meio. A exortação é esta, o meio é este. Agora existe também um modo. E esse moto está claro gramaticalmente no texto, suportando em amor e preservando a unidade. Versos 1 ao verso 3. Essa estrutura que o apóstolo Paulo nos apresenta da sua argumentação doutrinária. Então, andar com toda a humildade e toda mansidão é um meio pelo qual ele está indicando. Porque uma coisa é andem de modo digno, tá? Mas como ele tá deixando claro para nós aqui o caminho e o caminho é este. Vocês andam de modo digno da sua vocação com toda humildade e toda mansidão. A sociedade incrédula, a sociedade em geral aí fora, geralmente considera a humildade uma fraqueza. E por essa razão, o humilde é visto geralmente como pobre. Se você fala assim para alguém: "Ah, o Igor é uma pessoa humilde". Geralmente o que que passa na cabeça? Ele é um pedinte, ele é um mendigo, né? Ele é uma pessoa muito pobre, um miserável. Porque a sociedade ela associa a humildade como uma fraqueza socioeconômica. Essa é uma mentalidade, um senso comum que, pelo menos na nossa cultura, no nosso povo, existe a respeito da humildade. Mas muitas vezes o humilde é visto como aquele que é covarde. Não é aquela pessoa destemida, ousada, que tem posicionamento sobre tudo, não. O humilde é aquele que se apresenta, como sempre a uma pessoa que tem algo a aprender, que valoriza ouvir mais do que falar. Então ele é um covarde. Aqueles que se precipitam na fala, aqueles que tomam frente de tudo, aqueles que falam pelas ventas, geralmente são vistas como pessoas mais confiantes. O humilde muitas vezes é visto como aquela pessoa covarde, desprezível e até inútil. É uma pessoa humilde, ele não tem muito o que oferecer, né? sendo muitas vezes, por isso tratado como objeto manipulado para a prática de abuso da sua bondade e servidão. Porque esses humildes geralmente eles são muito eh dispostos a servir e de forma desinteressada, não importando a sua condição socioeconômica, acadêmica, pessoas humildes são prontas a servir e não estão preocupadas com aparência, com a sua publicidade, não estão preocupadas com que elas podem ganhar ou não. Então, essas pessoas geralmente são muito exploradas, porque uma pessoa que não é humilde, ela é cheia de regras, ela é cheia de direitos. Ela cheia de limites. Então você não se sente muito confortável ao lidar com uma pessoa orgulhosa, mas com uma pessoa humilde é tão acessível, você sente que ela te dá atenção, você percebe que ela está interessada no seu bem, ela vai pra sua casa preocupada com você e procura fazer algo para te servir. E geralmente, infelizmente, essas são as pessoas mais exploradas, mais incompreendidas e mais tratadas com injustiça. Então, a sociedade mundana, pecaminosa, incrédula, desprovida do do do da consciência bíblica do evangelho de Cristo, geralmente tem essas concepções equivocadas a respeito da humildade. Mas o que nós lemos nas escrituras aqui, a humildade ela é uma virtude de Cristo. Ela nos identifica com Cristo. Jesus mesmo faz aquele convite: "Vinde a mim todos estáis cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu julgo e aprendei de mim, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis descanso para vossa alma. Então, nos associando com Cristo, nós temos a chance de nos identificar com ele, porque ele é humilde e manso de coração. Também a humildade é sinal de grandeza. capítulo 18, versos 3 ao verso 4. O Senhor Jesus, vendo toda aquela discussão de grandeza entre os discípulos, ele na casa de Pedro toma uma criança, coloca no meio dos discípulos e fala: "Olha, quem não se tornar semelhante a essa criança não é digno do reino dos céus". E aí Jesus usa aquela criança para fazer uma analogia e assim demonstrar a verdadeira grandeza no reino dos céus. Humildade, ela é um sinal, na verdade, de grandeza e não de covardia, de fraqueza. Só os fortes são humildes. Os orgulhosos são os mais fracos. Tão fracos, tão fracos que Deus resiste o soberbo, mas dá graça aos humildes. Também a humildade é a característica dos eleitos de Deus. Colossenses capítulo 3, verso 12. Revestivos, ó eleitos. E aí uma das das vestes dos eleitos é com toda humildade. As vestes da humildade são vestes dos eleitos de Deus, daqueles que verdadeiramente são crentes em Cristo Jesus. Eles não têm prazer na soberba, na altivez, na arrogância, no orgulho. Eles têm repúdio. Assim como Deus odeia e resige o soberbo, nós também temos muita dificuldade com pessoas arrogantes, porque as vestes da verdadeira piedade são vestes de humildade. Você olha para o filho de Deus que veio ao mundo, deixando toda a sua suntuosa glória celestial para se colocar na condição de semelhante a nós, homens se colocando na condição de um servo, de um escravo. A humilhação de Cristo, de ter deixado a sua glória esvaziando-se de si mesmo e vindo ao mundo e não ter por usurpação o o tomar o lugar de Deus, mostra que a humildade ela é uma característica daqueles que se identificam com Cristo. Também a humildade oportuniza a bênção de Deus. aqui o texto, né, nós temos duas passagens que mostram como Deus ele abençoa os humildes, como Deus ele estende a sua mão e abençoa aqueles que são humildes. Paulo não abordou a humildade e a bondade como sociedade, como a sociedade incrédula. Ele se referiu a uma nova disposição para obedecer a Deus como exercício da fé, a favor do qual orou também pelos crentes. Porque Paulo diz, com toda a humildade e mansidão. A palavra mansidão na língua portuguesa pode passar a ideia de uma pessoa tranquila, né? Mas esta palavra, ela que aparece aí na língua grega, ela tem um significado um pouco diferente. A pessoa a pessoa mansa é uma questão de semântica, né? A palavra mansa, ela nos remete a uma pessoa tranquila, serena, mas a palavra mansa que aparece aqui no grego, é uma palavra que nos faz entender alguém que é gentil, que é eh espiritualmente ou emocionalmente uma pessoa gentil, disposta, bondosa de coração. Então, a humildade ela está associada aí com esta capacidade de tratar os outros verdadeiramente com bondade. Essa é a ideia que a palavra nos passa, tá? E isso está imediatamente associado aí com essa nova disposição de obedecer a Deus. Eu não vou ficar mais lutando com Deus. Eu não vou ficar arrumando mais argumentos para reinterpretar o texto bíblico a fim de me esquivar de certas responsabilidades e manter o meu padrão de vida, manter os meus valores. Não. O humilde é aquele que tem a capacidade de olhar honestamente para si, reconhecer as suas deficiências e se sujeitar às diretrizes e à direções que a palavra de Deus nos dá. Da mesma forma, no trato uns com os outros na igreja. Ele é sempre um aprendiz. Ele sempre está pronto para ouvir e aprender com seus erros, com os erros dos outros. Enquanto a humildade reflete a santidade de Cristo, o orgulho reflete o caráter do pecado. O orgulhoso não toma iniciativa de servir os outros se não for servido antes. O orgulhoso divide relacionamentos exaltando suas opiniões sobre a as a a dos outros. Ele tá o tempo todo argumentando com você, mostrando que ele sempre está certo e que você ou o outro sempre está errado de forma sutil nos relacionamentos. Nos relacionamentos, ele está apenas dizendo que ele é o melhor, que ele tem as melhores percepções, que ele sabe o que é melhor. Ele sempre de forma sutil nas relações, ele está dividindo relacionamentos, resiste confessar os pecados, uma dificuldade imensa. Internamente ele reconhece os seus pecados. externamente, ele não reconhece pecados, ele não pede perdão. Por exemplo, pessoas orgulhosas resistem confessar os seus pecados, não aceitam ser confrontados. Se forem confrontados, aí o caldo entorna, né, como diz popularmente aqui na nossa terra, né? Ele não aceita ser confrontado. Ele até vai meditar sozinho depois, mas a reação dele quando confrontado é sempre uma reação de autojustificativa, de agressividade, de acusações. Aquele que está o acusando de certos erros, ele vai responder com acusações. Ele no fim tá querendo dizer que ele é inocente, ele não tem pecado nenhum, porque ele é altivo, né? Ele é uma pessoa destacada moralmente em relação aos outros. Então ele não aceita ser confrontado e por isso não aceita mudar. Não aceita mudar. Tem pessoas que você fica 1 2 3 4 anos aconselhando, falando a mesma coisa, exortando, mostrando as escrituras e a cada encontro são explicações, explicações, explicações para para justificar o mesmo comportamento. E você vai aconselhando, orient chega uma hora que você fala: "Esse irmão não quer se arrepender". Eu já tive algumas experiências em gabinete pastoral que eu disse: "Hoje é o nosso último encontro. Eu não me disponho a atender vocês mais." Inclusive tem um casal que chegou a sair da igreja, porque eu disse abertamente: "Passar, vocês passaram por este, por este, por este, por este e por este pastor." E eu estou aqui com vocês há um ano e meio aconselhando e eu estou vendo o mesmo comportamento. Vocês não estão se arrependendo. Vocês estão me fazendo perder tempo e eu estou fazendo vocês perder o tempo de vocês. Então, vamos ser francos. E vamos reconhecer que não havendo disposição para mudar comportamentos, mudar valores, nós estamos perdendo nosso tempo. Que isso, pastor? Não é a verdade. O histórico de vocês são de é um histórico de pessoas que não querem mudança de vida, ficaram aborrecidos, saíram da igreja, já enviaram carta, já foram transferidos já para outra igreja, né? Então, orgulhosos, irmãos, são pessoas que amam o pecado. E não tem nada que você fale, que você grite, que você apele, que convença a abandonar o pecado, porque ele ama mais o pecado do que os conselhos da palavra de Deus. E como eu não tenho poder para mudar ninguém, chega uma hora que eu falo: "Olha, não táô, tô perdendo meu tempo, tem outras pessoas para dar atenção, tem outras pessoas que eu preciso tentar ajudar. Agora eu vou gastar meu tempo com pessoas que não querem mudança de vida. Cada um precisa assumir a responsabilidade diante da palavra de Deus. E o aconselhamento não é para eh mimar comportamentos pecaminosos, é para confrontar comportamentos pecaminosos, né? Então, eh soberbos arrogantes, eles resistem confessar pecados, não aceitam ser confrontados e também não aceitam mudar de vida. E é e são intolerantes com os outros e desprezam os mais simples. Agora você imagina a devastação de um orgulhoso no meio da igreja. É por isso que Paulo está mostrando qual é o meio de andar de modo digno da nossa vocação. É com toda humildade e mansidão. Porque se nós não formos assim, nós não conseguimos viver em unidade. Nós somos muito diferentes uns dos outros. temos opiniões diferentes sobre o mesmo assunto. E aí, se nós não tivermos humildade no trato, se nós não formos gentis no trato uns com os outros, o que vai acontecer é que a nossa unidade, ela vai começar a ser enfraquecida. sem humildade e tratamento manso dos relacionamentos, a unidade da igreja é ameaçada nem sempre quanto a fé em Cristo. Isso não diz respeito à perda de salvação, porque nós não acreditamos em perda da salvação, porque a salvação e a sua preservação não depende do que nós fizemos ou deixamos de fazer. Ela é uma obra expiatória, exclusiva e satisfatória em Cristo Jesus. Então, nós não cremos na perda da salvação, mas em relação à perda de relacionamentos fraternos, sim, nós não perdemos a nossa salvação. Podemos passar a viver uma vida cristã enfraquecida, vergonhosa diante da sociedade que nos odeia, por perdermos ou deixarmos perder oportunidades de cultivo e de fortalecimento da nossa intimidade com o Senhor. E aí, meus irmãos, por consequência disso, a primeiro, primeiro sinal de uma perda, de um enfraquecimento da nossa comunhão com Deus, é quando nós perdemos e desprezamos e subestimamos e abrimos mão da comunhão com a igreja. Então, a o nosso relacionamento fraterno como igreja começa a enfraquecer como resultado do enfraquecimento da nossa comunhão com o Senhor. E aqui Paulo também diz não apenas andar com toda humildade e mansidão, mas andar com longanimidade é um meio, é um meio desta caminhada. Aqui Paulo se refere a exatamente a necessidade de exercitar paciência com as diferentes as diferenças presentes nos relacionamentos. Longanimidade, a capacidade de suportar uns aos outros. Os irmãos me suportam porque eu não sou perfeito e eu suporto os irmãos porque também não são perfeitos. Então, a longanimidade é essa capacidade de você estender a sua paciência até um determinado limite possível, né? Então aqui Paulo ele se refere exatamente a essa necessidade de suportar as diferenças nos relacionamentos. A humildade e mansidão se referem à prática e a longanimidade à causa. Por que que eu trato os meus irmãos com humildade? Nossa, como me incomodou aquele comportamento, aquela palavra. Mas por que que eu eu eh trato o meu irmão com humildade e com um um tratamento gentil? Porque eu estou sendo movido por uma causa que é de suportar o meu irmão, de suportar a minha irmã, né? Então aqui a longanidade é a causa e a longanidade nunca cede. Não importa a ofensa ou o prejuízo que os outros podem causar. Ele nunca cede. Ele não deixa de ser humilde, manso, porque ele tem a capacidade de suportar o máximo possível os os demais. Então, associada com a humildade e mansidão, a longanimidade não alimenta a disposição pecaminosa de pagar o mal com o mal. Não faz isso, né? Então, na nossa relação como igreja, na nossa fraternidade, em nossa comunhão cristã, tratar os outros com humildade e mansidão associada com a longanimidade, nós aprendemos a não pagar o mal com o mal. também é uma das mais destacadas virtudes do Pai, a longanimidade, Deus é longânimo para conosco, também virtude presente no filho e no espírito. Assim, o longânimo, ele dá testemunho da sua unidade com Deus. Ele está unido com Deus, ele aprende com Deus, ele cresce em Deus, ele é santificado em Deus e ele se torna cada vez mais manso, humilde, sendo longânimo no trato dos relacionamentos. Imagina, irmãos, se nós fôssemos responder aborrecimento com aborrecimento, ofensa com ofensa, discórdia com discórdia, senso de injustiça com injustiça, suspeita com suspeita, maledicência com maledicência e todas estas esses carrapichos do mundo que nós ainda carregamos nas nossas relações dentro da igreja. Imagina se fôssemos reagir e lidar com estas com esses valores uns com os outros. Como seria a nossa história, né? Eu me lembro aqui do que Paulo fala em Gálatas, eh eh que é para trás, né? Gálatas, Paulo diz assim: "Olha, porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade, porém não useis, capítulo 5, verso 13, não useis da liberdade para dar ocasião à carne, sediantes, servos, humildade, mansidão, longanimidade, sede servos uns aos outros pelo amor." Verso 14 do capítulo 5. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber, amarás o teu próximo como a ti mesmo. E vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos. Destruídos. Então, quando nós andamos na presença de Deus, observando a sua santa palavra em obediência a ela, meus irmãos, nós aprendemos a não responder o mal com mal. Nós aprendemos a responder o mal com bem. E é por isso que Paulo está dizendo, olha como vocês andem em conformidade com a vocação de vocês. É não respondendo mal com mal, antes agindo com humildade e mansidão e também com toda longanimidade. Por estas e outras razões, a longanimidade pavimenta o verdadeiro caminho pelo qual os crentes são chamados a andar. Em seguida, Paulo explicou o modo como a humildade e mansidão, bem como a longanimidade, devem ser exercitadas nos relacionamentos cristãos, especialmente na igreja. Ele diz: "E aí agora é o modo, não é mais o meio, mas o modo é suportando os outros em amor e preservando a unidade do espírito no vínculo da paz. Jesus, ele derrubou a parede da separação através do seu sacrifício e assim promove promoveu a paz, unindo crentes ao mesmo Deus. Todos nós estamos unidos ao mesmo Deus e não faz menor sentido, não é coerente andarmos divididos uns com os outros, andarmos separados uns dos outros, afastados da comunhão. Aliás, o apóstolo Paulo que esta diz no verso 12 do capítulo 2 que essa era a condição de outrora quando nós não tínhamos ainda experimentado a graça da salvação. Naquele tempo estava sem Cristo, separados da comunidade de Israel. Vocês não estavam em comunhão com o povo de Deus, o povo da aliança. Mas o que Cristo fez foi unir vocês, integrar vocês no mesmo povo. Por isso ele diz no verso 6 do capítulo 3, agora vocês são coherdeiros, membros do mesmo corpo e carticipantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho. Então agora vocês estão unidos e isso é obra de Cristo. Cristo promoveu a paz unindo crentes ao mesmo Deus. Essa consciência de que a salvação foi a favor de judeus e gentios é a consciência de que ambos estavam nas mesmas condições condenatórias do pecado. Gentius estavam condenados no pecado. Capítulo 1 de Romanos. Os judeus também estavam condenados no pecado. Capítulo 2 de Romanos. Capítulo 3 de Romanos, verso 23. Qual é a conclusão de Paulo? Todos pecaram e carecem da glória de Deus. Ora, se todos pecaram e todos foram alcançados pela graça da salvação, eh, libertos da graça salvação, então eu não tenho o direito de me de me sentir nem menor, nem maior do que o meu irmão, porque todos nós estávamos nas mesmas condenações, nas mesmas condições condenatórias e fomos alvos da mesma graça da vida. Então, quem sou eu para me sentir melhor do que os meus irmãos? É muito infantil da nossa parte tratar os nossos irmãos como sendo eh inferiores a nós, né? Temos que reconhecer que os nossos irmãos foram alvos da mesma graça que nós. Nenhum é melhor ou mais importante que o outro. Por essa razão, todos os crentes devem aprender a suportar uns aos outros em amor, tendo em vista o alto preço que Cristo pagou na cruz para que houvesse paz com Deus. e uns com os outros. Discensões doutrinárias infantis, intolerância à diferenças secundárias da fé, partidarismo dentro da igreja, preconceitos insensatos a outras denominações. Nós somos presbiterianos agora eles não, eles são batistas, né? Eles são da Assembleia de Deus, da igreja Deus de Deus e amor, da igreja metodista, da igreja menonita, da igreja videira, da igreja não sei o quê, da igreja. Nós não somos a nata, somos os melhores. Esta, esses preconceitos insensatos a outras denominações apenas atacam a unidade do espírito e desprezam a obra da cruz. Porque todos nós presbiterianos, como aqueles que integram outras denominações evangélicas, todos nós estávamos perdidos por causa do mesmo pecado. Como filhos de Adão, herdamos a condenação, a sentença de de condenação. Mas aprove a graça de Deus nos alcançar e nos unir como um só povo na presença de Deus, cuja cabeça é Cristo Jesus. Então, para estabelecer quais as bases da unidade cristã e prevenir os cristãos contra condutas que atacam a unidade no corpo de Cristo, Paulo e expôs os elementos que constituem a base essencial da fé cristã. E são sete bases. Primeiro, a um só corpo. Aqui Paulo está se referindo. Na verdade, meus irmãos, esses sete elementos formam uma verdadeira confissão de fé. Primeiro, a um só corpo refere-se à igreja invisível que nós falamos na teologia. é a igreja visível que é formada por aqueles que professam externamente a fé em Cristo Jesus, que integram instituições eh religiosas cristãs na face, né, no mundo. Mas existe a igreja invisível, que é a igreja eh verdadeira ou igreja realmente se reúne, existem aqueles que verdadeiramente são salvos e eleitos de Deus. Esta igreja, ela é universal. E aqui tá o sentido da palavra católica. Palavra católica significa universal. Então, a igreja universal é a igreja de todos os redimidos de Jesus Cristo de todos os tempos, passado, presente e aqueles que ainda haverão de crer até a vinda do Senhor Jesus Cristo. Enquanto o número dos eleitos não for completado, Cristo não virá. Por isso a ordem que preguemos o evangelho a todo mundo. E se nós não pregarmos, as pedras clamarão, mas os propósitos de Deus estabelecidos e fixados no tempo haverão de se cumprir. E o plano que Deus estabeleceu será perfeitamente realizado. Assim como nós lemos no livro de Apocalipse. Não tem mistério nenhum. Já está no livro de Apocalipse. Você tem ali o começo, meio e fim da história. Tudo devidamente planejado e tudo perfeitamente executado. Então, um só corpo é a igreja invisível. Crer Cristo Jesus, Deus em Cristo Jesus, ele constituiu para si um só povo, o povo de Deus. E os 24 anciãos são os representantes da humanidade redimida na presença de Deus, da antiga e da nova aliança. Também há um só espírito. E aqui Paulo se refere ao Espírito Santo que cela os eleitos, que é o penhor da nossa herança, que habita na igreja e dá aos crentes a disposição para promover a paz. Crente cheio do espírito, não tem prazer na discensão, não tem prazer na divisão, na falta de comunhão. O crente cheio do Espírito Santo tem prazer em promover a paz e não o ódio, a distensão entre os irmãos. Também fomos chamados numa só esperança e se refere aqui à comum expectativa escatológica. capítulo 1, verso 4. Nós lemos assim: "Como nos escolheu nele antes da fundação do mundo." Qual que é a expectativa escatológica aqui, irmãos, que nós temos? Para sermos santos e repreensíveis perante ele e em amor. Aí vai falar as demais, vai fazer as as demais afirmações. Também nós temos no, na epístola de Pedro, verso 18, desculpa, verso 18. iluminados os olhos do vosso coração para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua herança nos santos. Então, fomos chamados numa só esperança, ou seja, todos nós crentes em Cristo Jesus temos uma só expectativa escatológica, uma firme confiança de que a boa obra que Deus começou em nós será completada no dia de Cristo Jesus. Quarto elemento, o quarto, o quarto quarta pedra desse fundamento da fé a um só senhor. E aqui Paulo está se referindo ao Senhor Jesus Cristo, o cabeça da igreja, como o único que detém a autoridade suprema, o único mediador e o único salvador. Não existe possibilidade de salvação se não for por meio de Jesus Cristo, como Lucas diz em Atos capítulo 4 verso 12, que não há outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Há um só Senhor que é o cabeça da igreja e salvador do corpo. Também há uma só fé. Certamente Paulo não se referiu a uma fé objetiva, ou seja, o corpo doutrinário que nós encontramos em algumas passagens das escrituras. Certamente ele não tá se referindo a esse sistema doutrinário de exposição doutrinária, mas a uma fé subjetiva em Cristo Jesus. Essa fé que o Espírito Santo coloca no coração dos eleitos de Deus para internamente crer, crer em Deus. É óbvio que a salvação, como nós já vimos aqui, ela vem por meio do evangelho, pela pregação do evangelho. Mas o que que acontece quando os eleitos de Deus ouvem o evangelho e que segundo a graça de Deus, no tempo que o próprio Deus determinou, o que que acontece com eles? O Espírito Santo coloca uma convicção interna no seu coração de com tanta intensidade que ele não consegue resistir o chamado de Deus para sua salvação. Então esta fé, certamente é esta fé que nos conduziu a Cristo, que nos uniu a Cristo, a uma só fé, a uma só convicção, há uma um só chamamento. do espírito para que todos nós os unamos em Cristo Jesus. Ele continua dizendo que há um só batismo. Aqui pode se referir ao batismo com água, que é um símbolo externo da fé interna. Eu creio. E como que eu demonstro aquilo que ninguém pode perceber? através do batismo, eu torno público a minha posição em Cristo. Eu demonstro através do comprometimento ritual do batismo com água que eu de fato creio em Jesus. Ou pode também se referir a uma identificação do crente com Cristo na sua morte, ou seja, uma fé subjetiva, tá? um batismo subjetivo. Mas o contexto analisado com muito cuidado aqui de Efésios nos leva a acreditar que é mais provável que o apóstolo Paulo estava se referindo ao batismo com água, esse rito externo do batismo como demonstração pública. Esse é o aspecto objetivo do quê? daquilo que ele tá falando, irmãos, juntamente com o batismo, da fé, de uma única fé e de um único Senhor, que são aspectos subjetivos. Então, o batismo vem como elemento final de um processo de crer em um único Senhor que é Jesus Cristo, demonstrado por fim através do batismo. Por fim, ele diz a um só Deus e pai de todos. Aqui, é claro, né? está se referindo a Deus como divinamente soberano e progenitor de todos os crentes. Não sei se você pode observar no texto, ele usa quatro vezes a palavra todos. Por que que ele tem usando num verso tantos todos, né? Há um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos. Isso aqui é uma uma coisa que a gente aprende na leitura e interpretação de textos bíblicos. Essa repetição de palavras que distingue essa repetição de, né, de outros contextos imediatos e um pouco remotos dentro do mesmo livro, nos chama atenção para uma intenção. Qual seria a intenção do apóstolo Paulo de enfatizar num só verso quatro vezes a palavra todos? Certamente ele está aqui enfatizando a relação particular Deus Pai com todos os os que creem em Cristo e foram batizados, porque é isso que ele tá falando, de uma só fé em um só Senhor e um só batismo. Então isto meio que delimita um povo. O povo que está unido em um só corpo. O povo que está unido pelo vínculo do mesmo espírito, o povo que tem uma só esperança, seria incoerente nos usar essa passagem para dizer que Paulo tá se referindo à humanidade como um todo. Mas não, Paulo está falando aqui de primeiro pela diretamente para o gentil convertido e tá escrevendo para os crentes de Éfeso. Segundo lugar, que o próprio contexto imediato da passagem está apontando exatamente para aqueles que receberam a obra da salvação, estão sendo conscientizados da necessidade de andar em conformidade com essa salvação. Então Paulo não poderia estar falando de uma forma indistinta. E ele termina dizendo ou declarando a soberania deste Deus que por meio de Cristo nos justificou dos nossos pecados, nos concedeu a vida eterna e o Espírito Santo que selou-nos e ele é o penhor e ele é quem habita nos crentes. É ele quem dá fé aos crentes, ele quem santifica os crentes, ele quem nos faz lembrar da das palavras do Senhor Jesus Cristo. Deus soberanamente arquitetou a salvação. Por isso Deus é aquele que age por meio de todos. Por isso Deus é aquele que está em todos. A presença de Deus está entre nós por meio do seu santo espírito. São declarações de fé. E para terminarmos irmãos, há uma observação importante que merece a nossa atenção sobre esses sete elementos que constituem a base essencial da fé cristã. é a Santíssima Trindade. Ela é parte integrante da lista, o único corpo de crentes vinculado à paz por um espírito. Então, todos eles têm uma esperança. Esse corpo é unido ao seu único Senhor, que é Cristo, pelo único ato de fé, cujo identidade com ele é declarada por um único batismo. Um Deus e Pai é soberano sobre todos, age por meio de todos e está em todos. Todos os sete elementos estão unidos à trindade e são, por isso, insparáveis como um corpo doutrinário, uma base desta caminhada, desta jornada da vida cristã, que é dirigida com propósitos santificadores da nossa vida e por fim chegarmos ao dia de Cristo com as nossas almas e as nossas vidas completamente rendidas aos pés és daquele que unicamente julga a todos retamente e o seu nome é Jesus Cristo. Amém. Vamos orar. Amado Deus, obrigado pela tua santa palavra e por aquilo que ela tem nos instruído toda quarta-feira. Nós te bendizemos por essa oportunidade singular que o Senhor nos concede no meio dessa semana. Permita-nos, Senhor, continuar firmes lendo a tua palavra. meditando na tua palavra, extraindo dela lições que podem tornar a nossa caminhada, Senhor, mais fortalecida, a fim de resistirmos à ciladas do diabo que tentam nos enganar e também o dia mal que todos nós, Pai, mais cedo ou mais tarde acaba enfrentando. Que o Senhor nos sustente, que o Senhor nos guie, ó Deus, nos dê graça, a graça de chegarmos no último dia na presença do Teu filho e ouvirmos da sua da sua da sua boca as palavras. Fostes fiéis no pouco, sobre muito te colocarei. Entra no gozo do teu Senhor. Esta é a nossa esperança e por isso oramos em nome de Jesus. Amém. Amen.