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A fé vem pelo ouvir

# 08 | Rev. Ericson Martins

# 08 | Rev. Ericson Martins

# 08 | Rev. Ericson Martins

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
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Legendas automáticas:

Amém. Amém.
Meus irmãos, na no nosso último estudo
foi baseado em Efésios, capítulo 3,
versos 14 ao verso 21. Encerrando assim
o capítulo 3, nós até aqui observamos
algumas afirmações do apóstolo Paulo
bastante encorajadoras. Por exemplo,
Paulo diz que Deus nos deu vida
juntamente com Cristo. Capítulo 2, verso
5, também disse que fomos colocados numa
posição espiritual, assentados nos
lugares celestiais também juntamente com
Cristo. Capítulo 2, verso 6. Que fomos
reconciliados com Deus por meio de
Cristo. Estávamos separados, mas Cristo
nos reconciliou com o Pai. Isso está
dito no capítulo 2, versos 3 a 16, que
fomos edificados sobre o fundamento que
é Cristo. Então, a nossa salvação, ela
está fundamentada na pessoa do Senhor
Jesus Cristo. E nada pode abalar esse
edifício que somos nós, o corpo de
Cristo, porque o nosso fundamento é
sólido e este fundamento é apresentado
como o próprio Senhor Jesus. Capítulo 2,
verso 20. Também Paulo, ele revela o
mistério de Cristo, que é a redenção dos
gentios. A promessa que fora dada aos
antepassados, aos judeus. Essa promessa
se estende também aos gentios. E essa
palavra de Paulo, trazendo a revelação
de Cristo, foi muito encorajadora para
aqueles cristãos. Também lemos que
Cristo, em Cristo, Deus estabeleceu o
propósito para a igreja de nela revelar
a multiforme sabedoria. fazendo com que
a igreja seja um instrumento proclamador
da vitória e das virtudes do nosso
redentor diante dos principados e
potestades. A igreja ela expressa, ela
demonstra a obra de Deus em Cristo
Jesus, pois na igreja a multiforme
sabedoria dele é revelada. também que
Cristo habita nos corações dos crentes.
Capítulo 3, verso 17, que o amor de
Cristo pela igreja é imensurável.
Profundidade, a largura, a altura,
o amor de Cristo pela igreja é
imensurável. Por fim, vimos no capítulo
3, verso 21, que a glória de Deus é
revelada na igreja por meio de Jesus
Cristo. É na igreja que a glória.
Veremos até um aspecto aqui apresentado
por Paulo no verso, final do verso 6 do
capítulo 4, que Deus ele está na igreja,
ele revela a sua glória, a sua presença
maravilhosa através da igreja. Todas
essas afirmações serviram para aqueles
crentes de Éfeso até aqui como palavras
bastante encorajadoras. Ele ensinou até
aqui, o que Paulo ensinou, desculpa, até
aqui, esclarece que os crentes em Cristo
estão perfeitamente habilitados a andar,
capítulo 4, verso 1, crescer, capítulo 4
verso 15 em todas as em Cristo, né?
Permanecer firmes contra as ciladas do
diabo e resistir o dia mal. Não há
justificativa
plausível para os crentes que foram
alcançados pela graça de Deus
continuarem andando como estavam andando
antes. Alhei-os à promessas, à graça de
Deus, alheios as bênçãos que Deus
derramou e dispensou sobre todos os
crentes por meio de Cristo. Conforme
vimos aqui em Efésios capítulo 1. Com
todas essas afirmações, Paulo está
dizendo: "Vocês estão mais do que
capacitados. Vocês estão mais do que
habilitados para andar segundo a vontade
de Deus, crescer em Cristo Jesus e
permanecer firmes tanto quanto contra as
ciladas do diabo como também para
resistirem o dia mal. Nada pode abalar a
nossa fé. Nada pode abalar a nossa
convicção de salvação na pessoa de
Cristo. Nada pode nos extraviar do
caminho quando temos a maturidade para
entender que a obra do Senhor Jesus
serve e serviu para nós como fundamento,
não só para nossa salvação, mas também
para a nossa santificação.
Assim, a nossa posição espiritual em
Cristo torna possível a nossa caminhada
vitoriosa neste mundo. E a oração que
Paulo faz aqui nos versos 14 ao verso 21
relaciona-se com a comunhão com Deus e é
combustível nesta jornada de
santificação e de lutas espirituais. O
apóstolo Paulo não estava apenas tendo
experiências com a oração de falar com
Deus, mas ele estava orando ao Pai a
favor da igreja para que a igreja fosse
alimentada com essas verdades,
fortalecida com estas verdades, assim
como ele diz no verso 16, porque é isto
que nós precisamos, não apenas da
informação, do conhecimento, mas a
oração do apóstolo Paulo, que a igreja
tenha também uma experiência pessoal com
Deus. Deus, relacional com Deus é muito
diferente quando você ouve falar do que
quando você se relaciona. Você lembra do
caso de eh Zaqueu em Lucas, capítulo 19?
Ele ouvia falar tanto de Jesus que
quando lhe chegou a notícia de que Jesus
passaria pela sua cidade, a cidade de
Jericó, ele então se organizou para ter
um encontro com Jesus, mas foi
surpreendido por uma multidão que o
impediu. Então ele passa adiante da
multidão e sobe numa árvore. Já que não
tinha acesso a Jesus, seria muito
possível porque ele era de baixa
estatura. Ele se contenta apenas em ver
Jesus à distância, porque ele ouvia
falar muito a respeito dele. Ele queria
só ter um contato visual. E Jesus falou
assim: "Olha, desce que hoje eu quero
pousar na sua casa". Então é
relacionamento. É isso que Paulo está
pedindo paraa igreja. A igreja sabia
muito, mas faltava aprofundamento desse
relacionamento com Deus, dessa
intimidade com o Senhor. E é nesse
sentido que Paulo está orando pela
igreja para que ela fosse cheia da
presença de Cristo pelo espírito. Isso
que nós vimos aqui em nosso último
estudo. Hoje vamos entrar no capítulo 4
e leremos aqui o texto dos versos 1 ao
verso 6, que diz o seguinte:
"Rogo-vos, pois, eu, prisioneiro no
Senhor, que andeis de modo digno da
vocação a que fostes chamados, com toda
humildade e mansidão, com longanimidade,
suportando-vos uns aos outros em amor,
esforçando-vos diligentemente por
preservar a unidade do espírito no
vínculo da paz.
Há um só corpo e um espírito, como
também fostes chamados numa só esperança
da vossa vocação. Há um só Senhor, uma
só fé, um só batismo, um só Deus e pai
de todos, o qual é sobre todos, age por
meio de todos e está em todos.
Vamos ver o que Deus tem a nos dizer
através desta passagem. Mas antes me
permita apenas recapitular com os irmãos
aqui, rever com os irmãos algumas
afirmações, algumas verdades, alguns
ensinos que já eh ministramos aqui em
estudos anteriores. Primeiro vimos no
capítulo um, como Deus dispôs toda sorte
de bênçãos espirituais em Cristo aos
eleitos.
E aí o apóstolo Paulo vai demonstrar no
capítulo 2 verso e e o capítulo 3 que
essas bênçãos que Deus expôs em Cristo
aos eleitos é resultado da mudança de
posição desses mesmos crentes. Eles
estavam mortos em seus delitos e
pecados, mas Deus em Cristo lhes
concedeu vida eterna, os fez assentar em
lugares celestiais. E tudo isto foi obra
da graça de Deus, porque houve uma
mudança de posição. Agora há então
bênçãos sobre o crente que está nessa
nova posição. Deus não derramou toda
sorte de bênçãos espirituais sobre
ímpios, sobre mortos espirituais. Não,
Deus salvou, Deus redimiu, justificou,
Deus removeu a condenação, perdoou os
pecados, reposicionou o homem em Cristo
e agora dispõe todas as bênçãos em
Cristo aos eleitos. Também vimos aqui no
capítulo 1, do capítulo 1 até o verso 10
do capítulo 2, Paulo expondo a doutrina
da salvação.
O objetivo de Paulo até aqui é de
mostrar como esta obra da salvação, ela
foi planejada. capítulo 1 e aí capítulo
2 verso 1 ao verso 10 como ela foi
executada em Cristo Jesus para depois a
partir do verso 11 do capítulo 2 até o
capítulo 4 capítulo 4 verso 16 mostrar
um dos efeitos dessa salvação, que é de
promover unidade naquele contexto de
judeus e gentios, que embora redimidos
dos seus pecados, salvos pela mesma
graça, ainda estavam convivendo com uma
inimizade. E Paulo tem dizer, olha, a
parede da inimizade, verso 14, foi
derrubada por meio de Cristo Jesus. Ele
fez de ambos um só e aboliu na sua carne
todas a a lei em forma de mandamentos.
Com qual fim? de que sendo Cristo aquele
que satisfaz unicamente a plena lei de
Deus, aqueles que creem em Cristo tem a
sua suficiência em Cristo. E assim,
judeus e gentios, que antes estavam em
inimizade com Deus, tendo sido
reconciliados com Deus, agora possam
experimentar a unidade entre eles. E o
apóstolo Paulo mostra como essa obra da
salvação, ela produz no coração da
igreja esse anseio pela unidade, esse
desejo de reencontrar uns aos outros, de
confortar uns aos outros, de instruir
uns aos outros, de orar uns pelos
outros, de amar uns pelos outros, de
socorrer uns outros, de saudar uns aos
outros. Ou seja, o apóstolo Paulo mostra
que a unidade da igreja é resultado da
obra do Senhor Jesus Cristo. Porque não
é possível você falar que ama a Deus e
odeia o seu irmão. Se você ama a Deus, o
resultado natural é que você vai amar o
povo de Deus. Você vai ter prazer na
igreja. Você vai ter alegria de ir para
a casa de Deus, lhe prestar culto, mas
também para comungar deste dever de
prestar culto a Deus juntamente com o
seu povo, juntamente com os demais
irmãos. E agora, meus irmãos, nós temos
uma outra ênfase que eu gostaria de dar,
é que dos capítulos 1 ao capítulo 3, o
apóstolo Paulo está enfatizando a
doutrina da salvação como fundamento
para a doutrina da santificação.
Isso nós vemos capítulo 4 até o capítulo
6, encerrando assim a epístola. Então
ele primeiro lança o fundamento, ele
conscientiza para depois depois fazer
exigências, exortações e cobrar da
igreja uma postura com base naquilo que
já foi tratado, ensinado, conscientizado
acerca da salvação. Basicamente o que
ele está enfatizando é que a vida
cristã, ela não é uma uma vida meramente
informada. Não se trata apenas de fazer
cursos com participar de congressos,
sentar no banco da igreja aos domingos,
ouvir a palavra de Deus e assim acumular
informações. A vida cristã, ela não se
baseia apenas em acumular informações
das escrituras. E às vezes saímos da
igreja dizendo: "Gostei da palavra,
aprendi muitas coisas hoje". Mas a
pergunta que precisamos fazer é: "O que
eu agora farei a partir dessa
consciência que eu tenho na palavra de
na palavra do Senhor?"
Então, basicamente o que Paulo mostra na
estrutura dessa epístola é que a vida
cristã, ela não é meramente de eh
baseada meramente em acumular
informações, ela é também baseada em
transformação. A vida cristã, ela é
orientada por propósitos divinos. Nós
temos as Sagradas Escrituras para
andarmos de acordo com as Sagradas
Escrituras. E se não for assim, nós
vivemos apenas uma mera religiosidade,
uma religiosidade sem fé, sem justiça e
sem misericórdia. E esses holocaustos,
essas gorduras queimadas, esses dízimos
de doendro do cominho e da hortelã, tudo
isso é palha que o fogo consome e não
tem o menor valor para Deus se não forem
acompanhadas
da verdadeira fé na pessoa de Jesus
Cristo. Se não houver santo temor na
presença do Senhor. Você lê, por
exemplo, Isaías 58. Deus está aborrecido
com o jejum que ele mesmo instruiu o
povo de Israel. Porque ele tá dizendo,
não é esse o jejum que eu pedi para
vocês. Ele dá, ele instrui a respeito do
jejum e tá dizendo: "Olha, não é esse o
jejum que eu estou pedindo de vocês.
Vocês acham que jejum é dieta? Jejum é
um exercício de fé. Se não houver fé, se
não houver temor, se não houver amor a
Deus, se não houver conteúdo, essa capa,
essa carcaça não vale nada para mim. Eu
não me agrado disto. Então, é preciso, e
aqui nós lendo Efésios, somos
convencidos e exortados com esta verdade
de que nós aprendemos e nos nos
conscientizamos da maravilhosa obra da
salvação a nosso favor. E por essa
consciência somos agora desafiados a
sairmos daqui a cada vez que nós
aprendemos sobre as escrituras com o
esforço aprimorado de diligentemente
fortalecer a nossa santificação, nos
abdicando de sentimentos, pensamentos,
de decisões, de comportamentos que não
estão de acordo com as Sagradas
Escrituras. senão nós vamos simplesmente
subestimar a vida cristã, tornando
apenas a a uma experiência de acumular
informações. E não é isso que o apóstolo
Paulo nos ensina em Efésios. E agora, a
partir do capítulo 4, verso 1, nós
veremos como esta consciência da
salvação deve ser aplicada no nosso
esforço pela santificação. É isso que
ele trata aqui nessa epístola, tendo
explicado a unidade dos crentes judeus e
gentius como uma só igreja. é que nós
lemos capítulo 2 verso 11 até o capítulo
3 verso 13. E orado por essa unidade,
ele termina o capítulo 3 orando a favor
dessa unidade, Paulo passou a orientar
como deveria eu andar. E aí você que
está com a Bíblia aberta, você pode
conferir rapidamente. No verso um, ele
fala: "Rogo-vos, pois, eu, prisioneiro
no Senhor, que andeis". Aí você vai lá
pro verso 17, Paulo diz isto, portanto,
digo no Senhor, testifico, que não mais
andeis como andam os gentios. E aí você
vai pro capítulo 5, verso 2, ele diz:
"Andai em amor, como também Cristo nos
amou e se entregou a si mesmo por nós
como oferta e sacrifício a Deus em aroma
suave". Agora vai pro verso 8 do
capítulo 5. Pois outrora erais trevas,
porém agora sois luz do Senhor. Andai
como filhos da luz. Vocês agora como
filhos de Deus precisam andar em em
coerência com a nova posição que em
Cristo Jesus vocês ocupam. E ainda no
capítulo 5 verso 15 agora Paulo diz:
"Portanto, vede prudentemente como
andais". A ênfase de Paulo é viver na
prática aquilo que vocês se
conscientizaram quanto a unidade de fé
eh e fraterna. A vida cristã é comparada
aqui pelo apóstolo Paulo como uma
caminhada. Por quê? Porque a vida cristã
verdadeira exige exercício de fé, exige
também direcionamento. A fé nos salva, a
palavra de Deus nos guia e nós temos uma
esperança, nós temos uma finalidade, nós
temos um propósito. O a nossa esperança
é de sermos apresentados no dia de
Cristo, conforme ele mesmo diz
aí. Ah, cadê?
Agora não vou achar. Tô confundindo com
o texto de Colossenses.
Texto de Colossenses. O apóstolo Paulo,
ele diz assim, verso 12 do capítulo,
desculpa, verso 22 do capítulo 1, vos
reconciliou no corpo da sua carne
mediante a sua morte, para
apresentar-vos perante eles santos,
inculpáveis e irrepreensíveis. Essa é a
nossa esperança. Nós temos uma fé que
nos que Deus nos deu, que mudou a nossa
posição. Temos uma direção relacionada
agora com a nossa santificação. E nós
temos uma esperança que tem a ver com a
obra completada da nossa própria
salvação. Quando Cristo vier, for
revelado nos céus gloriosamente com as
miriíades dos seus santos anjos para
resgatar o seu povo na terra e nos
juntar assim com aqueles que já foram
estão na presença do Senhor. E ali, meus
irmãos, nesse nesse momento de resgate
da igreja, ter o nosso corpo
transformado, ter da nossa alma a
retirada, a remoção completa de toda
mácula do pecado. E nunca mais estaremos
sujeitos à dor, nunca mais estaremos
sujeitos ao luto. E nunca mais estaremos
sujeitos às lágrimas de tristezas.
Porque o pecado, bem como todos os seus
os seus efeitos, serão completamente
removidos da nossa existência. E assim
poderemos experimentar para todo sempre
da presença gloriosa de Deus, segundo os
méritos e os louvores que serão cantados
na presença do cordeiro de Deus pelos
séculos dos séculos para todo sempre.
Esta é a nossa esperança. A nossa
esperança não está nessa terra. A nossa
esperança não está neste mundo. A nossa
esperança não está nas vantagens que
podemos obter dessa sociedade. A nossa
esperança está no dia de Cristo. E é
isso que o apóstolo Paulo mostra a vida
cristã, ilustra a vida cristã. Uma vida
que tem como ponto de partida a fé em
Jesus, que tem um direcionamento
santificador e tem uma finalidade que é
a nossa esperança em Cristo Jesus. Se
não aprendermos a andar, não seremos
capazes de permanecer firmes contra as
ciladas do diabo e também de resistir o
dia mal. Algo que ele vai falar lá no
capítulo 6 versos 11 e verso 13. E aqui
da nossa passagem estou dividindo
em duas grandes argumentações. Ao que me
parece, essa estrutura está muito clara
no texto, versos 1 ao verso 3, ele
mostra o caminho da unidade da fé.
capítulo 4, verso 1 ao verso 3 de
Efésios, ele mostra aí o caminho da
unidade cristã para depois mostrar o
fundamento, os sete elementos da unidade
cristã, versos 4 até o verso 6. Vamos
ver cada um desses pontos.
Primeiramente, o caminho. Ele fala:
"Rogo-vos, pois, eu, prisioneiro do
Senhor, que andeis de modo digno da
vossa vocação a que foste chamados."
Então ele vai mostrar o caminho, esse
caminho pelo qual os crentes precisam
agora andar. Verso 1, verso 2. Então nós
fomos chamados da morte espiritual para
a vida e por fim chamados para integrar
um só corpo. Capítulo 2, verso 16. E
reconciliasse ambos em um só corpo com
Deus. Capítulo 3, verso 6. A saber, esse
é a esta é a revelação do mistério de
Cristo. A saber que os gentios são
coerdeiros, membros do mesmo corpo e
coparticipantes da promessa em Cristo
Jesus por meio do evangelho. Capítulo 4
verso 4, há somente um corpo e capítulo
5 verso 30, o apóstolo Paulo insiste em
dizer porque somos membros do seu corpo,
o corpo de Cristo. Então Paulo está
mostrando que houve uma mudança de
posição. Estávamos mortos, agora
recebemos vida. E por causa desse
primeiro chamamento, nós recebemos no
conjunto um segundo chamamento, que é um
chamamento para a unidade da igreja,
para a comunhão da igreja, a comunhão
dos santos. Nós somos chamados para
participarmos, integrarmos o corpo de
Cristo, que é a igreja. Capítulo 4 verso
12. Capítulo 5, verso 23. e versos 29 a
30 do mesmo capítulo. Portanto, a
exortação que Paulo apresenta aqui para
que andemos de modo digno da nossa
vocação diz respeito à coerência entre a
fé professada e a fé demonstrada. Eu
professo crer e ando em conformidade com
essa mesma profissão. Particularmente
aqui nesse texto que nós lemos a ênfase
de Paulo. Aliás, isso vai seguir aí o
capítulo 4 eh até o verso 24,
basicamente. Não, desculpa, até até o
verso 16, o capítulo 4. A preocupação de
Paulo é mostrar como, particularmente,
esta vocação para andar de modo digno eh
dela envolve essa preocupação e esse
comprometimento com a unidade da igreja,
com a comunhão com a igreja. E não temos
que fazer algo para promover a unidade.
Esta unidade, ela já foi estabelecida
pelo Senhor Jesus.
Essa unidade ela já foi estabelecida. Em
outras palavras, o caminho já foi
aberto, as bases já foram lançadas. O
tudo que nós precisamos fazer agora é
desfrutar eficazmente desta desta
comunhão. A comunhão já está aí à
disposição de todos nós, a comunhão dos
santos, de integrar a comunhão dos
santos. Então essa obra Cristo já fez
por nós e a exortação e para que
desfrutemos dela. Isso não tem nada a
ver com a uniformidade organizacional.
promovendo uma mega igreja. Então, como
antigamente, antes da reforma
protestante, havia uma só igreja, né?
Igreja Católica, Apostólica Romana, uma
igreja no mundo todo, uma mega igreja.
Então, todos aqueles que discordam, que
t alguma divergência, é excluído da
igreja e por consequência perde o
direito à salvação e quando não eram
perseguidos, quando não eram torturados
e aprisionados.
Então, não se trata aqui de uma
uniformidade institucional. O apóstolo
Paulo está tratando de uma unidade de fé
em Cristo. O que nos une não é a nossa
instituição presbiteriana.
O que nos une é a nossa fé em Cristo
Jesus. E todos aqueles que professam a
verdadeira fé na pessoa de Jesus Cristo
se faz faz parte, integra o corpo da
igreja que nós chamamos de igreja
invisível. Então esta é a comunhão que
Paulo aqui se refere a comunhão com os
outros crentes como expressão dessa fé
em Cristo Jesus.
E como este deve viver ou como deve
viver
o cristão ou como o cristão deve
praticar esta busca pela unidade da fé.
E aqui nós temos na estrutura do texto
uma exortação. Andeis de modo digno da
vossa vocação. É a exortação que ele
faz. E a estrutura do texto é muito
clara para nos dizer que Paulo ele
apresenta dois meios. O primeiro meio de
vivermos essa experiência de andar de
modo digno da nossa vocação é com toda a
humildade e mansidão. Veja que ele usa
essa palavra com toda e também com
longanimidade. Então aqui ele estabelece
o meio. A exortação é esta, o meio é
este. Agora existe também um modo. E
esse moto está claro gramaticalmente no
texto, suportando em amor e preservando
a unidade.
Versos 1 ao verso 3. Essa estrutura que
o apóstolo Paulo nos apresenta da sua
argumentação doutrinária. Então, andar
com toda a humildade e toda mansidão é
um meio pelo qual ele está indicando.
Porque uma coisa é andem de modo digno,
tá? Mas como ele tá deixando claro para
nós aqui o caminho e o caminho é este.
Vocês andam de modo digno da sua vocação
com toda humildade e toda mansidão. A
sociedade incrédula, a sociedade em
geral aí fora,
geralmente considera a humildade uma
fraqueza.
E por essa razão, o humilde é visto
geralmente como pobre. Se você fala
assim para alguém: "Ah, o Igor é uma
pessoa humilde". Geralmente o que que
passa na cabeça?
Ele é um pedinte,
ele é um mendigo, né? Ele é uma pessoa
muito pobre, um miserável. Porque a
sociedade ela associa a humildade como
uma fraqueza socioeconômica. Essa é uma
mentalidade, um senso comum que, pelo
menos na nossa cultura, no nosso povo,
existe a respeito da humildade. Mas
muitas vezes o humilde é visto como
aquele que é covarde.
Não é aquela pessoa destemida, ousada,
que tem posicionamento sobre tudo, não.
O humilde é aquele que se apresenta,
como sempre a uma pessoa que tem algo a
aprender, que valoriza ouvir mais do que
falar. Então ele é um covarde. Aqueles
que se precipitam na fala, aqueles que
tomam frente de tudo, aqueles que falam
pelas ventas, geralmente são vistas como
pessoas mais confiantes. O humilde
muitas vezes é visto como aquela pessoa
covarde, desprezível e até inútil. É uma
pessoa humilde,
ele não tem muito o que oferecer, né?
sendo muitas vezes, por isso tratado
como objeto manipulado para a prática de
abuso da sua bondade e servidão. Porque
esses humildes geralmente eles são muito
eh dispostos a servir
e de forma desinteressada,
não importando a sua condição
socioeconômica, acadêmica, pessoas
humildes são prontas a servir e não
estão preocupadas com aparência, com a
sua publicidade, não estão preocupadas
com que elas podem ganhar ou não. Então,
essas pessoas geralmente são muito
exploradas, porque uma pessoa que não é
humilde, ela é cheia de regras, ela é
cheia de direitos. Ela cheia de limites.
Então você não se sente muito
confortável ao lidar com uma pessoa
orgulhosa, mas com uma pessoa humilde é
tão acessível,
você sente que ela te dá atenção, você
percebe que ela está interessada no seu
bem, ela vai pra sua casa preocupada com
você e procura fazer algo para te
servir. E geralmente, infelizmente,
essas são as pessoas mais exploradas,
mais incompreendidas e mais tratadas com
injustiça.
Então, a sociedade mundana, pecaminosa,
incrédula, desprovida do do do da
consciência bíblica do evangelho de
Cristo, geralmente tem essas concepções
equivocadas a respeito da humildade. Mas
o que nós lemos nas escrituras aqui, a
humildade ela é uma virtude de Cristo.
Ela nos identifica com Cristo. Jesus
mesmo faz aquele convite: "Vinde a mim
todos estáis cansados e sobrecarregados
e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o
meu julgo e aprendei de mim, porque eu
sou manso e humilde de coração e
achareis descanso para vossa alma.
Então, nos associando com Cristo, nós
temos a chance de nos identificar com
ele, porque ele é humilde e manso de
coração. Também a humildade é sinal de
grandeza. capítulo 18, versos 3 ao verso
4. O Senhor Jesus, vendo toda aquela
discussão de grandeza entre os
discípulos, ele na casa de Pedro toma
uma criança, coloca no meio dos
discípulos e fala: "Olha, quem não se
tornar semelhante a essa criança não é
digno do reino dos céus".
E aí Jesus usa aquela criança para fazer
uma analogia e assim demonstrar a
verdadeira grandeza no reino dos céus.
Humildade, ela é um sinal, na verdade,
de grandeza e não de covardia, de
fraqueza. Só os fortes são humildes. Os
orgulhosos são os mais fracos.
Tão fracos, tão fracos que Deus resiste
o soberbo, mas dá graça aos humildes.
Também a humildade é a característica
dos eleitos de Deus. Colossenses
capítulo 3, verso 12. Revestivos, ó
eleitos. E aí uma das das vestes dos
eleitos é com toda humildade. As vestes
da humildade são vestes dos eleitos de
Deus, daqueles que verdadeiramente são
crentes em Cristo Jesus. Eles não têm
prazer na soberba, na altivez, na
arrogância, no orgulho. Eles têm
repúdio. Assim como Deus odeia e resige
o soberbo, nós também temos muita
dificuldade com pessoas arrogantes,
porque as vestes da verdadeira piedade
são vestes de humildade.
Você olha para o filho de Deus que veio
ao mundo, deixando toda a sua suntuosa
glória celestial para se colocar na
condição de semelhante a nós, homens se
colocando na condição de um servo, de um
escravo.
A humilhação de Cristo, de ter deixado a
sua glória esvaziando-se de si mesmo e
vindo ao mundo e não ter por usurpação o
o tomar o lugar de Deus, mostra que a
humildade ela é uma característica
daqueles que se identificam com Cristo.
Também a humildade oportuniza a bênção
de Deus. aqui o texto, né, nós temos
duas passagens que mostram como Deus ele
abençoa os humildes,
como Deus ele estende a sua mão e
abençoa aqueles que são humildes. Paulo
não abordou a humildade e a bondade como
sociedade, como a sociedade incrédula.
Ele se referiu a uma nova disposição
para obedecer a Deus como exercício da
fé, a favor do qual orou também pelos
crentes. Porque Paulo diz, com toda a
humildade e mansidão. A palavra mansidão
na língua portuguesa pode passar a ideia
de uma pessoa tranquila, né? Mas esta
palavra, ela que aparece aí na língua
grega, ela tem um significado um pouco
diferente. A pessoa a pessoa mansa é uma
questão de semântica, né? A palavra
mansa, ela nos remete a uma pessoa
tranquila, serena, mas a palavra mansa
que aparece aqui no grego, é uma palavra
que nos faz entender alguém que é
gentil, que é eh espiritualmente ou
emocionalmente uma pessoa gentil,
disposta, bondosa de coração. Então, a
humildade ela está associada aí com esta
capacidade de tratar os outros
verdadeiramente com bondade.
Essa é a ideia que a palavra nos passa,
tá? E isso está imediatamente associado
aí com essa nova disposição de obedecer
a Deus. Eu não vou ficar mais lutando
com Deus. Eu não vou ficar arrumando
mais argumentos para reinterpretar o
texto bíblico a fim de me esquivar de
certas responsabilidades e manter o meu
padrão de vida, manter os meus valores.
Não. O humilde é aquele que tem a
capacidade de olhar honestamente para
si, reconhecer as suas deficiências e se
sujeitar às diretrizes e à direções que
a palavra de Deus nos dá. Da mesma
forma, no trato uns com os outros na
igreja. Ele é sempre um aprendiz. Ele
sempre está pronto para ouvir e aprender
com seus erros, com os erros dos outros.
Enquanto a humildade reflete a santidade
de Cristo, o orgulho reflete o caráter
do pecado. O orgulhoso não toma
iniciativa de servir os outros se não
for servido antes. O orgulhoso divide
relacionamentos exaltando suas opiniões
sobre a as a a dos outros. Ele tá o
tempo todo argumentando com você,
mostrando que ele sempre está certo e
que você ou o outro sempre está errado
de forma sutil nos relacionamentos. Nos
relacionamentos, ele está apenas dizendo
que ele é o melhor, que ele tem as
melhores percepções, que ele sabe o que
é melhor. Ele sempre de forma sutil nas
relações, ele está dividindo
relacionamentos, resiste confessar os
pecados, uma dificuldade imensa.
Internamente ele reconhece os seus
pecados.
externamente, ele não reconhece pecados,
ele não pede perdão. Por exemplo,
pessoas orgulhosas resistem confessar os
seus pecados, não aceitam ser
confrontados. Se forem confrontados,
aí o caldo entorna, né, como diz
popularmente aqui na nossa terra, né?
Ele não aceita ser confrontado. Ele até
vai meditar sozinho depois, mas a reação
dele quando confrontado é sempre uma
reação de autojustificativa, de
agressividade, de acusações. Aquele que
está o acusando de certos erros, ele vai
responder com acusações. Ele no fim tá
querendo dizer que ele é inocente, ele
não tem pecado nenhum, porque ele é
altivo, né? Ele é uma pessoa destacada
moralmente em relação aos outros. Então
ele não aceita ser confrontado e por
isso não aceita mudar. Não aceita mudar.
Tem pessoas que você fica 1 2 3 4 anos
aconselhando, falando a mesma coisa,
exortando, mostrando as escrituras e a
cada encontro são explicações,
explicações, explicações para para
justificar o mesmo comportamento. E você
vai aconselhando, orient chega uma hora
que você fala: "Esse irmão não quer se
arrepender". Eu já tive algumas
experiências em gabinete pastoral que eu
disse: "Hoje é o nosso último encontro.
Eu não me disponho a atender vocês
mais." Inclusive tem um casal que chegou
a sair da igreja, porque eu disse
abertamente: "Passar, vocês passaram por
este, por este, por este, por este e por
este pastor." E eu estou aqui com vocês
há um ano e meio aconselhando e eu estou
vendo o mesmo comportamento. Vocês não
estão se arrependendo. Vocês estão me
fazendo perder tempo e eu estou fazendo
vocês perder o tempo de vocês. Então,
vamos ser francos. E vamos reconhecer
que não havendo disposição para mudar
comportamentos, mudar valores, nós
estamos perdendo nosso tempo. Que isso,
pastor? Não é a verdade. O histórico de
vocês são de é um histórico de pessoas
que não querem mudança de vida, ficaram
aborrecidos, saíram da igreja, já
enviaram carta, já foram transferidos já
para outra igreja, né? Então,
orgulhosos, irmãos, são pessoas que amam
o pecado.
E não tem nada que você fale, que você
grite, que você apele, que convença a
abandonar o pecado, porque ele ama mais
o pecado do que os conselhos da palavra
de Deus. E como eu não tenho poder para
mudar ninguém, chega uma hora que eu
falo: "Olha, não táô, tô perdendo meu
tempo, tem outras pessoas para dar
atenção, tem outras pessoas que eu
preciso tentar ajudar. Agora eu vou
gastar meu tempo com pessoas que não
querem mudança de vida.
Cada um precisa assumir a
responsabilidade diante da palavra de
Deus. E o aconselhamento não é para
eh mimar comportamentos pecaminosos, é
para confrontar comportamentos
pecaminosos, né? Então,
eh soberbos arrogantes, eles resistem
confessar pecados, não aceitam ser
confrontados e também não aceitam mudar
de vida. E é e são intolerantes com os
outros e desprezam os mais simples.
Agora você imagina a devastação de um
orgulhoso no meio da igreja. É por isso
que Paulo está mostrando qual é o meio
de andar de modo digno da nossa vocação.
É com toda humildade e mansidão. Porque
se nós não formos assim, nós não
conseguimos viver em unidade. Nós somos
muito diferentes uns dos outros. temos
opiniões diferentes sobre o mesmo
assunto. E aí, se nós não tivermos
humildade no trato, se nós não formos
gentis no trato uns com os outros, o que
vai acontecer é que a nossa unidade, ela
vai começar a ser enfraquecida. sem
humildade e tratamento manso dos
relacionamentos, a unidade da igreja é
ameaçada nem sempre quanto a fé em
Cristo.
Isso não diz respeito à perda de
salvação, porque nós não acreditamos em
perda da salvação, porque a salvação e a
sua preservação não depende do que nós
fizemos ou deixamos de fazer. Ela é uma
obra expiatória, exclusiva e
satisfatória em Cristo Jesus. Então, nós
não cremos na perda da salvação, mas em
relação à perda de relacionamentos
fraternos, sim,
nós não perdemos a nossa salvação.
Podemos passar a viver uma vida cristã
enfraquecida,
vergonhosa diante da sociedade que nos
odeia,
por perdermos ou deixarmos perder
oportunidades de cultivo e de
fortalecimento da nossa intimidade com o
Senhor. E aí, meus irmãos, por
consequência disso, a primeiro, primeiro
sinal de uma perda, de um
enfraquecimento da nossa comunhão com
Deus, é quando nós perdemos e
desprezamos e subestimamos e abrimos mão
da comunhão com a igreja. Então, a o
nosso relacionamento fraterno como
igreja começa a enfraquecer como
resultado do enfraquecimento da nossa
comunhão com o Senhor. E aqui Paulo
também diz não apenas andar com toda
humildade e mansidão, mas andar com
longanimidade é um meio, é um meio desta
caminhada. Aqui Paulo se refere a
exatamente a necessidade de exercitar
paciência com as diferentes as
diferenças presentes nos
relacionamentos.
Longanimidade, a capacidade de suportar
uns aos outros.
Os irmãos me suportam porque eu não sou
perfeito e eu suporto os irmãos porque
também não são perfeitos. Então, a
longanimidade
é essa capacidade de você estender a sua
paciência
até um determinado limite possível, né?
Então aqui Paulo ele se refere
exatamente a essa necessidade de
suportar as diferenças nos
relacionamentos. A humildade e mansidão
se referem à prática e a longanimidade à
causa. Por que que eu trato os meus
irmãos com humildade? Nossa, como me
incomodou aquele comportamento, aquela
palavra. Mas por que que eu eu eh trato
o meu irmão com humildade e com um um
tratamento gentil? Porque eu estou sendo
movido por uma causa que é de suportar o
meu irmão, de suportar a minha irmã, né?
Então aqui a longanidade é a causa e a
longanidade nunca cede. Não importa a
ofensa ou o prejuízo que os outros podem
causar.
Ele nunca cede. Ele não deixa de ser
humilde, manso, porque ele tem a
capacidade de suportar o máximo possível
os os demais. Então, associada com a
humildade e mansidão, a longanimidade
não alimenta a disposição pecaminosa de
pagar o mal com o mal. Não faz isso, né?
Então, na nossa relação como igreja, na
nossa fraternidade, em nossa comunhão
cristã, tratar os outros com humildade e
mansidão associada com a longanimidade,
nós aprendemos a não pagar o mal com o
mal. também é uma das mais destacadas
virtudes do Pai, a longanimidade, Deus é
longânimo para conosco, também virtude
presente no filho e no espírito. Assim,
o longânimo, ele dá testemunho da sua
unidade com Deus. Ele está unido com
Deus, ele aprende com Deus, ele cresce
em Deus, ele é santificado em Deus e ele
se torna cada vez mais manso, humilde,
sendo longânimo no trato dos
relacionamentos.
Imagina, irmãos, se nós fôssemos
responder aborrecimento com
aborrecimento, ofensa com ofensa,
discórdia com discórdia, senso de
injustiça com injustiça, suspeita com
suspeita, maledicência com maledicência
e todas estas esses carrapichos do mundo
que nós ainda carregamos nas nossas
relações dentro da igreja. Imagina se
fôssemos reagir e lidar com estas com
esses valores uns com os outros. Como
seria a nossa história, né? Eu me lembro
aqui do que Paulo fala em Gálatas, eh
eh que é para trás, né? Gálatas, Paulo
diz assim: "Olha, porque vós, irmãos,
fostes chamados à liberdade, porém não
useis, capítulo 5, verso 13, não useis
da liberdade para dar ocasião à carne,
sediantes, servos, humildade, mansidão,
longanimidade, sede servos uns aos
outros pelo amor." Verso 14 do capítulo
5. Porque toda a lei se cumpre em um só
preceito, a saber, amarás o teu próximo
como a ti mesmo. E vós, porém, vos
mordeis e devorais uns aos outros, vede
que não sejais mutuamente
destruídos.
Destruídos. Então, quando nós andamos na
presença de Deus, observando a sua santa
palavra em obediência a ela, meus
irmãos, nós aprendemos a não responder o
mal com mal. Nós aprendemos a responder
o mal com bem. E é por isso que Paulo
está dizendo, olha como vocês andem em
conformidade com a vocação de vocês.
É não respondendo mal com mal, antes
agindo com humildade e mansidão e também
com toda longanimidade. Por estas e
outras razões, a longanimidade pavimenta
o verdadeiro caminho pelo qual os
crentes são chamados a andar.
Em seguida, Paulo explicou o modo como a
humildade e mansidão, bem como a
longanimidade, devem ser exercitadas nos
relacionamentos cristãos, especialmente
na igreja. Ele diz: "E aí agora é o
modo, não é mais o meio, mas o modo é
suportando os outros em amor e
preservando a unidade do espírito no
vínculo da paz.
Jesus, ele derrubou a parede da
separação através do seu sacrifício e
assim promove promoveu a paz, unindo
crentes ao mesmo Deus. Todos nós estamos
unidos ao mesmo Deus e não faz menor
sentido, não é coerente andarmos
divididos uns com os outros, andarmos
separados uns dos outros, afastados da
comunhão. Aliás, o apóstolo Paulo que
esta diz no verso 12 do capítulo 2 que
essa era a condição de outrora quando
nós não tínhamos ainda experimentado a
graça da salvação. Naquele tempo estava
sem Cristo, separados da comunidade de
Israel. Vocês não estavam em comunhão
com o povo de Deus, o povo da aliança.
Mas o que Cristo fez foi unir vocês,
integrar vocês no mesmo povo. Por isso
ele diz no verso 6 do capítulo 3, agora
vocês são coherdeiros, membros do mesmo
corpo e carticipantes da promessa em
Cristo Jesus por meio do evangelho.
Então agora vocês estão unidos e isso é
obra de Cristo. Cristo promoveu a paz
unindo crentes ao mesmo Deus. Essa
consciência de que a salvação foi a
favor de judeus e gentios é a
consciência de que ambos estavam nas
mesmas condições condenatórias do
pecado. Gentius
estavam
condenados no pecado.
Capítulo 1 de Romanos. Os judeus também
estavam condenados no pecado. Capítulo 2
de Romanos. Capítulo 3 de Romanos, verso
23. Qual é a conclusão de Paulo? Todos
pecaram e carecem da glória de Deus.
Ora, se todos pecaram e todos foram
alcançados pela graça da salvação, eh,
libertos da graça salvação, então eu não
tenho o direito de me de me sentir nem
menor, nem maior do que o meu irmão,
porque todos nós estávamos nas mesmas
condenações, nas mesmas condições
condenatórias e fomos alvos da mesma
graça da vida. Então, quem sou eu para
me sentir melhor do que os meus irmãos?
É muito infantil da nossa parte tratar
os nossos irmãos como sendo eh
inferiores a nós, né? Temos que
reconhecer que os nossos irmãos foram
alvos da mesma graça que nós. Nenhum é
melhor ou mais importante que o outro.
Por essa razão, todos os crentes devem
aprender a suportar uns aos outros em
amor, tendo em vista o alto preço que
Cristo pagou na cruz para que houvesse
paz com Deus. e uns com os outros.
Discensões doutrinárias infantis,
intolerância à diferenças secundárias da
fé, partidarismo dentro da igreja,
preconceitos insensatos a outras
denominações. Nós somos presbiterianos
agora eles não, eles são batistas, né?
Eles são da Assembleia de Deus, da
igreja Deus de Deus e amor, da igreja
metodista, da igreja menonita, da igreja
videira, da igreja não sei o quê, da
igreja. Nós não somos a nata, somos os
melhores. Esta, esses preconceitos
insensatos a outras denominações apenas
atacam a unidade do espírito e desprezam
a obra da cruz. Porque todos nós
presbiterianos, como aqueles que
integram outras denominações
evangélicas, todos nós estávamos
perdidos por causa do mesmo pecado.
Como filhos de Adão, herdamos a
condenação, a sentença de de condenação.
Mas aprove a graça de Deus nos alcançar
e nos unir como um só povo na presença
de Deus, cuja cabeça é Cristo Jesus.
Então, para estabelecer quais as bases
da unidade cristã e prevenir os cristãos
contra condutas que atacam a unidade no
corpo de Cristo, Paulo e expôs os
elementos que constituem a base
essencial da fé cristã. E são sete
bases. Primeiro, a um só corpo. Aqui
Paulo está se referindo. Na verdade,
meus irmãos, esses sete elementos
formam uma verdadeira confissão de fé.
Primeiro, a um só corpo refere-se à
igreja invisível que nós falamos na
teologia. é a igreja visível que é
formada por aqueles que professam
externamente a fé em Cristo Jesus, que
integram instituições eh religiosas
cristãs na face, né, no mundo. Mas
existe a igreja invisível, que é a
igreja eh verdadeira ou igreja realmente
se reúne, existem aqueles que
verdadeiramente são salvos e eleitos de
Deus. Esta igreja, ela é universal. E
aqui tá o sentido da palavra católica.
Palavra católica significa universal.
Então, a igreja universal é a igreja de
todos os redimidos de Jesus Cristo de
todos os tempos, passado, presente e
aqueles que ainda haverão de crer até a
vinda do Senhor Jesus Cristo. Enquanto o
número dos eleitos não for completado,
Cristo não virá. Por isso a ordem que
preguemos o evangelho a todo mundo. E se
nós não pregarmos, as pedras clamarão,
mas os propósitos de Deus estabelecidos
e fixados no tempo haverão de se
cumprir. E o plano que Deus estabeleceu
será perfeitamente realizado. Assim como
nós lemos no livro de Apocalipse.
Não tem mistério nenhum.
Já está no livro de Apocalipse. Você tem
ali o começo, meio e fim da história.
Tudo devidamente planejado e tudo
perfeitamente executado. Então, um só
corpo é a igreja invisível. Crer Cristo
Jesus, Deus em Cristo Jesus, ele
constituiu para si um só povo, o povo de
Deus. E os 24 anciãos são os
representantes da humanidade redimida na
presença de Deus, da antiga e da nova
aliança. Também há um só espírito. E
aqui Paulo se refere ao Espírito Santo
que cela os eleitos, que é o penhor da
nossa herança, que habita na igreja e dá
aos crentes a disposição para promover a
paz.
Crente cheio do espírito, não tem prazer
na discensão, não tem prazer na divisão,
na falta de comunhão. O crente cheio do
Espírito Santo tem prazer em promover a
paz e não o ódio, a distensão entre os
irmãos. Também fomos chamados numa só
esperança e se refere aqui à comum
expectativa escatológica.
capítulo 1, verso 4. Nós lemos assim:
"Como nos escolheu nele antes da
fundação do mundo." Qual que é a
expectativa escatológica aqui, irmãos,
que nós temos? Para sermos santos e
repreensíveis perante ele e em amor. Aí
vai falar as demais, vai fazer as as
demais afirmações. Também nós temos no,
na epístola de Pedro, verso 18,
desculpa, verso 18. iluminados os olhos
do vosso coração para saberdes qual é a
esperança do seu chamamento, qual a
riqueza da glória da sua herança nos
santos. Então, fomos chamados numa só
esperança, ou seja, todos nós crentes em
Cristo Jesus temos uma só expectativa
escatológica, uma firme confiança de que
a boa obra que Deus começou em nós será
completada no dia de Cristo Jesus.
Quarto elemento, o quarto, o quarto
quarta pedra desse fundamento da fé a um
só senhor. E aqui Paulo está se
referindo ao Senhor Jesus Cristo, o
cabeça da igreja, como o único que detém
a autoridade suprema, o único mediador e
o único salvador. Não existe
possibilidade de salvação se não for por
meio de Jesus Cristo, como Lucas diz em
Atos capítulo 4 verso 12, que não há
outro nome pelo qual importa que sejamos
salvos. Há um só Senhor que é o cabeça
da igreja e salvador do corpo. Também há
uma só fé. Certamente Paulo não se
referiu a uma fé objetiva, ou seja, o
corpo doutrinário que nós encontramos em
algumas passagens das escrituras.
Certamente ele não tá se referindo a
esse sistema doutrinário de exposição
doutrinária, mas a uma fé subjetiva em
Cristo Jesus. Essa fé que o Espírito
Santo coloca no coração dos eleitos de
Deus para internamente crer,
crer em Deus. É óbvio que a salvação,
como nós já vimos aqui, ela vem por meio
do evangelho, pela pregação do
evangelho. Mas o que que acontece quando
os eleitos de Deus ouvem o evangelho e
que segundo a graça de Deus, no tempo
que o próprio Deus determinou, o que que
acontece com eles? O Espírito Santo
coloca uma convicção interna no seu
coração de com tanta intensidade que ele
não consegue resistir o chamado de Deus
para sua salvação. Então esta fé,
certamente é esta fé que nos conduziu a
Cristo, que nos uniu a Cristo, a uma só
fé, a uma só convicção, há uma um só
chamamento. do espírito para que todos
nós os unamos em Cristo Jesus. Ele
continua dizendo que há um só batismo.
Aqui pode se referir ao batismo com
água, que é um símbolo externo da fé
interna. Eu creio. E como que eu
demonstro aquilo que ninguém pode
perceber? através do batismo, eu torno
público a minha posição em Cristo. Eu
demonstro através do comprometimento
ritual do batismo com água que eu de
fato creio em Jesus. Ou pode também se
referir a uma identificação do crente
com Cristo na sua morte, ou seja, uma fé
subjetiva, tá? um batismo subjetivo.
Mas o contexto analisado com muito
cuidado aqui de Efésios nos leva a
acreditar que é mais provável que o
apóstolo Paulo estava se referindo ao
batismo com água, esse rito externo do
batismo como demonstração pública. Esse
é o aspecto objetivo do quê? daquilo que
ele tá falando, irmãos, juntamente com o
batismo, da fé, de uma única fé e de um
único Senhor, que são aspectos
subjetivos.
Então, o batismo vem como elemento final
de um processo de crer em um único
Senhor que é Jesus Cristo, demonstrado
por fim através do batismo.
Por fim, ele diz a um só Deus e pai de
todos. Aqui, é claro, né? está se
referindo a Deus como divinamente
soberano e progenitor de todos os
crentes. Não sei se você pode observar
no texto, ele usa quatro vezes a palavra
todos.
Por que que ele tem usando num verso
tantos todos, né? Há um só Deus e Pai de
todos, o qual é sobre todos, age por
meio de todos e está em todos.
Isso aqui é uma uma coisa que a gente
aprende na leitura e interpretação de
textos bíblicos. Essa repetição de
palavras que distingue essa repetição
de, né, de outros contextos imediatos e
um pouco remotos dentro do mesmo livro,
nos chama atenção para uma intenção.
Qual seria a intenção do apóstolo Paulo
de enfatizar num só verso quatro vezes a
palavra todos? Certamente ele está aqui
enfatizando a relação particular Deus
Pai com todos os os que creem em Cristo
e foram batizados, porque é isso que ele
tá falando, de uma só fé em um só Senhor
e um só batismo. Então isto meio que
delimita um povo.
O povo que
está unido em um só corpo. O povo que
está unido pelo vínculo do mesmo
espírito, o povo que tem uma só
esperança,
seria incoerente nos usar essa passagem
para dizer que Paulo tá se referindo à
humanidade como um todo. Mas não, Paulo
está falando aqui de primeiro pela
diretamente para o gentil convertido e
tá escrevendo para os crentes de Éfeso.
Segundo lugar, que o próprio contexto
imediato da passagem está apontando
exatamente para aqueles que receberam a
obra da salvação, estão sendo
conscientizados da necessidade de andar
em conformidade com essa salvação. Então
Paulo não poderia estar falando de uma
forma indistinta. E ele termina dizendo
ou declarando a soberania deste Deus que
por meio de Cristo nos justificou dos
nossos pecados, nos concedeu a vida
eterna e o Espírito Santo que selou-nos
e ele é o penhor e ele é quem habita nos
crentes. É ele quem dá fé aos crentes,
ele quem santifica os crentes, ele quem
nos faz lembrar da das palavras do
Senhor Jesus Cristo. Deus soberanamente
arquitetou a salvação. Por isso Deus é
aquele que age por meio de todos. Por
isso Deus é aquele que está em todos. A
presença de Deus está entre nós por meio
do seu santo espírito.
São declarações de fé. E para
terminarmos irmãos, há uma observação
importante que merece a nossa atenção
sobre esses sete elementos que
constituem a base essencial da fé
cristã. é a Santíssima Trindade. Ela é
parte integrante da lista, o único corpo
de crentes vinculado à paz por um
espírito.
Então, todos eles têm uma esperança.
Esse corpo é unido ao seu único Senhor,
que é Cristo, pelo único ato de fé, cujo
identidade com ele é declarada por um
único batismo.
Um Deus e Pai é soberano sobre todos,
age por meio de todos e está em todos.
Todos os sete elementos estão unidos à
trindade e são, por isso, insparáveis
como um corpo doutrinário, uma base
desta caminhada, desta jornada da vida
cristã, que é dirigida com propósitos
santificadores da nossa vida e por fim
chegarmos ao dia de Cristo com as nossas
almas e as nossas vidas completamente
rendidas aos pés és daquele que
unicamente julga a todos retamente e o
seu nome é Jesus Cristo. Amém. Vamos
orar.
Amado Deus, obrigado pela tua santa
palavra e por aquilo que ela tem nos
instruído toda quarta-feira. Nós te
bendizemos por essa oportunidade
singular que o Senhor nos concede no
meio dessa semana. Permita-nos, Senhor,
continuar firmes lendo a tua palavra.
meditando na tua palavra, extraindo dela
lições que podem tornar a nossa
caminhada, Senhor, mais fortalecida, a
fim de resistirmos à ciladas do diabo
que tentam nos enganar e também o dia
mal que todos nós, Pai, mais cedo ou
mais tarde acaba enfrentando. Que o
Senhor nos sustente, que o Senhor nos
guie, ó Deus, nos dê graça, a graça de
chegarmos no último dia na presença do
Teu filho e ouvirmos da sua da sua da
sua boca as palavras. Fostes fiéis no
pouco, sobre muito te colocarei. Entra
no gozo do teu Senhor. Esta é a nossa
esperança e por isso oramos em nome de
Jesus. Amém.
Amen.

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