Pra fazer Boa Teologia … só com História! | Susie Lee | Ákilla Nascimento | IBNU
08/06/2023
Pra fazer Boa Teologia … só com História! | Susie Lee | Ákilla Nascimento | IBNU
Será que é possível fazer boa Teologia sem entender a História?
Afinal, o que é a História? Como podemos estudá-la para fazer boa Teologia?
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[Música] boa noite sejam bem-vindos hoje a gente está começando aí uma nova série né um novo estudo aí é para fazer boa teologia sejam bem-vindos todos e muito bom estar com você Áquila boa noite boa noite Susi Boa noite todo mundo que acompanha aqui a nossa conversa é bom a gente iniciar um novo curso sempre bom ter essa expectativa de assunto novo abordagem nova e hoje eu acho que em especial vai ser prazeroso porque eu gosto de ouvir boa história não sei se isso tudo vai contar bons casos para a gente hoje aqui mas eu gosto de conversar sobre esse assunto também eu também gosto muito mas eu espero ouvir mais que falar sempre Bom eu acho que então acompanhe né porque a gente vai ter aí junho e julho falando sobre esse tema e variado porque a gente tem muita coisa que é necessária para fazer boa teologia né então a gente vai ter aí geografia teologia filosofia né muita coisa e hoje a gente vai começar aí falando sobre história aquilo Agora me ajuda aqui Áquila porque esse negócio de história será que precisa mesmo conhecer porque tem muita gente que eu conheço não gosta muito de estudar história aprender data guardar nome de lugar nome de né enfim é muita coisa para decorar E aí que que afinal de contas é a história e porque isso é necessário ou não né Para a gente entender aí a Bíblia e fazer boa teologia então Suzi é uma solidarizo com todo mundo que não gosta daquela história do Ensino Fundamental ensino médio que tinha que decorar um monte de nome data que não fazia sentido nenhum na sua cabeça e só precisava ter aquela informação para ver se tinha sorte que o professor ele cobrava Justamente que você conseguiu gravar um dia antes da prova mas a história ela tem um potencial de nos auxiliar na construção da teologia e ela tem uma riqueza na formação da nossa visão de mundo na nossa experiência que vai muito além dessa forma de história que a gente está habituado no colégio que para muitas pessoas não é tão prazerosa assim é bom a gente até dar um passo atrás e tentar pensar assim nos elementos básicos para construção de uma boa interpretação das escrituras eu acho que a teologia que é o nosso foco é muito importante mas no fundo que a gente tá querendo mesmo é ler a Bíblia e entender a bíblia abriu o antigo testamento abriu o Novo Testamento e entender de que forma aquela que a palavra de Deus fala para Gente o que ela quer falar E para isso a gente vai ter várias disciplinas sendo discutidas aqui mas tem três andamentos que a gente tem que dar uma atenção um pouco maior primeiro deles é história o segundo é Literatura e o terceiro é a teologia propriamente dita a de trás para frente a teologia é essa forma de enxergar a história e as histórias que a bíblia conta como uma coisa que tem significado que tem sentido e que nos revela uma pessoa em especial a pessoa de Deus na pessoa de Jesus a outra coisa é a gente perceber que tudo isso é feito por gêneros específicos não dá para a gente por exemplo abrir os três primeiros Capítulos de Gênesis interpretar com os mesmos critérios que a gente interpreta o livro de Deuteronômio o que a gente interpreta o livro de provérbios e por último história que é o que a gente vai dedicar um pouco mais de atenção bom a história é uma coisa que realmente assim às vezes divide Nossa opinião na hora de interpretar a bíblia por quê para muitas pessoas o que se pensa é olha a história pode ter sido importante no seu contexto original quando a igreja começou e aconteceu vários eventos importantes mas hoje a gente não pode perder muito tempo com essas divagações ficar querendo investir muito tempo na leitura de livros e fontes e discussões às vezes complexas porque a gente tem trabalho urgente para fazer a gente tem que orar a gente tem que Pregar a gente tem que visitar as pessoas desenvolver projeto esse negócio de história consumir muito tempo e traz pouco resultado isso é um engano para outras pessoas a ideia da história não é tão relevante porque o nosso tempo é muito diferente do tempo bíblico de fato a Palestina do primeiro século ou Israel do primeiro século é muito diferente do Brasil do Século 21 Então nada que a gente possa extrair a partir da história vai nos auxiliar muito no significado contemporâneo de cada texto é como se a gente tivesse novas ideias sobre o texto como se a gente tivesse novos significados para o texto que o texto nos permite extrair que a gente pode extrair da forma como nós julgamos mais apropriados e isso é um equívoco muito grande porque o texto diz o que diz quando ele disse essas coisas para os seus leitores iniciais quando ele disse essas coisas para os seus ouvintes iniciais Jesus falou o que falou para pessoas não contexto específico os seus discípulos estavam debaixo do domínio de um império estavam vivendo de certa forma livre mas não completamente Livres tinham expectativas a respeito da libertação de Israel tinha uma expectativas a respeito de um reino e a gente não pode desconsiderar que esses textos falavam para aquelas expectativas falava para aquela situação Esse é o primeiro ponto porque que história é importante porque Jesus falou num contexto específico e não no nosso contexto ainda que tem a relevância para o nosso contexto essas coisas não foram ditas Originalmente na nossa condição a outra coisa é a gente perceber que Jesus ele não era só de vinho ele era humano se ele era um ser humano Ele viveu dentro de um contexto histórico definido ele não viveu assim meio metro acima do chão ele não viveu sem depender de alimento e de sono ele dormiu no barco ele comeu peixe com os discípulos ele enfrentou tempestade ele lidou com cansaço Se Jesus experimentou tudo que nós experimentamos Ele experimentou a história da forma como nós experimentamos no sentido de que ele estava dentro de um contexto particular então todas as informações que a gente possa levantar sobre esse contexto particular nos ajuda a entender esse Jesus que era tanto um personagem histórico mas também o personagem histórico o personagem que definiu todo o significado da história até aquele ponto e a história depois dele mas dito isso dito dadas motivações para a gente estudar história a gente realmente precisa discutir esse significado da palavra porque quando eu falo história eu posso estar querendo dizer uma coisa e Susi pode estar entendendo outra completamente diferente bom o primeiro significado que a gente pode levantar é história como todos os eventos do passado então tudo que aconteceu no instante anterior a esse momento que nós estamos vivendo agora pode ser considerado história nesse sentido história não é uma ciência história é o conjunto de eventos que já ocorreram no momento anterior ao que nós estamos experimentando existe história também como uma referência a todos Os relatos que nós temos escritos sobre os eventos do passado então algumas pessoas quando falam da história está falando do registro dos eventos anteriores terceiro é a história como essa tarefa de pesquisa e das coisas que de fato aconteceram aí a gente já está entrando num contexto um pouco mais científico acadêmico que é a forma como nós registramos e pesquisamos as coisas que aconteceram aconteceram e a forma como nós narramos o que de fato houve então existem muitas pesquisas da Bíblia ou no contexto dos estudos bíblicos sobre o Jesus histórico e Jesus da Fé discussões que aconteceram no século passado e ainda tem Impacto hoje é discussões sobre o que de fato aconteceu nos eventos do Antigo Testamento a gente acredita que tudo aconteceu alguns historiadores não admitem a historicidade de todos os eventos narrados enfim história também pode ser referir essa tarefa da pesquisa uma subdivisão desse conceito é entender que história pode significar a tarefa de tentar encontrar o sentido dentro dos eventos não só relatar os eventos mas de alguma forma extrair o significado do que aconteceu uma outra definição é a história como eventos de fato significativos a ideia não é que o autor da história ou Historiador está tentando encontrar um significado mas a história tem um significado a história tem um sentido uma subdivisão dentro disso é a ideia isso é muito importante de que a história ela tem uma direção definida Daí vem aquela expressão estar do lado certo da história Então você Suzi tem que tomar as decisões corretas porque você precisa estar do lado certo da história que nós estamos escrevendo e muitas pessoas também entendem que elas estão escrevendo da história mas ao mesmo tempo a história faz juízo você pode estar do lado errado dela se você tomar uma posição equivocada dois nomes importantes que viam a história mais ou menos assim Hegel e Marx então é a ideia de que a história está caminhando para um ponto determinado em uma direção definida E você tem que se definir como se posicionar a gente precisa enxergar que é um pouco perigoso enxergar a história assim porque você pode dar um senso de fatalismo senso de olha as coisas vão independente do que você vai fazer ou não e você tem que ser posicionar da melhor maneira E aí isso pode justificar muitas atrocidades é a história também pode ser vista como uma narrativa significativa dos eventos então o foco aqui está no fato de que alguém narra de que alguém está contando a história então a história seria a forma como alguém constrói a Sua percepção do que aconteceu e passa para gerações posteriores é aquilo que foi experimentado então esses são alguns dos conceitos de história que existe dentro e fora da academia dentro e fora do senso comum mas mesmo que a gente Concorde no que é história e da próxima vez que você ouvir falando alguém falando a história nos diz que você tem que se perguntar o que que essa pessoa está querendo dizer com a palavra história Mas mesmo que a gente Concorde nesse ponto fazer história pode ser feita de muitas formas diferentes e aí suas devolver a bola para você para você nos contar um pouco talvez até dentro desses contextos mais é definidos da pesquisa e da escrita como é que ao longo do tempo os historiadores foram escolhendo as suas formas de estudar e de escrever a história também tá fechado o microfone É bem interessante aqui nessa questão porque até enquanto não se tem uma escrita você falou agora da escrita enquanto não se tem uma escrita é chamada de pré-história né porque a gente não tem como saber exatamente a gente tem uma é uma reconstrução Mas a gente não tem algo real é escrito para a gente poder entender como é que era Ou pelo menos tudo como você falou alguém que relatasse aquilo né que foi vivido naquela época então é bastante interessante a gente perceber e até existe de existe uma disciplina que corre constrói a história da história conta a história da história né que a história historiografia e é bem interessante porque ela vai mostrar como é que esse conhecimento do passado é transmitido isso quer dizer que nessa transmissão existe uma maneira diferente sempre de olhar vai ser da pessoa que tá o redigindo ou contando ou né de alguma forma escrevendo esses fatos né e é bem interessante porque é impossível de certa forma falar é que exista uma história totalmente neutra né que não passe por uma uma maneira de enxergar uma perspectiva ou até uma interpretação daqueles fatos né até para poder escrever aquilo né então sempre a gente vai ter que entender que uma história é escrita sobre tal perspectiva perspectiva do autor perspectiva enfim de quem tá enxergando aquilo né então a gente tem muitas questões nessa questão nessa nessa construção da historiografia né que foram estudadas né E aí a gente vê porque às vezes a gente fala sobre uma história absoluta e a gente eu lembro que eu estudei a história do Brasil né história do mundo aqui no Brasil né nas escolas Quando eu fui para Coréia eu comecei a descobrir que tem outras coisas tanto sobre o mundo quanto sobre o Brasil que eu não estudei aqui né então é uma forma de enxergar muito diferenciada assim como eu conversei com outras pessoas da Europa e de outros lugares que elas enxergam de uma maneira bem diferente tanto a sua própria história né europeia do que a gente aprende aqui então assim isso é muito interessante sempre da gente perceber isso é muito importante aliás e outra coisa que não existe um certo e errado absoluto nesse sentido né porque a gente só a gente só precisa entender que existe essa perspectiva então mesmo quando a gente olha para a Bíblia a gente precisa olhar em que perspectiva a pessoa Porém uma pessoa tá fazendo um comentário né sobre a Bíblia Então qual é a perspectiva dessa pessoa ela tá olhando com um olhar científico com olhar social né então como ela enxerga e ela interpreta aqueles fatos né então a gente tem algumas escolas que é aí a gente pode entender um essa questão algumas escolas que passaram assim a gente consegue identificar é que a gente tem no século 20 Claro é um método científico social né então usado que os historiadores dão uma ênfase maior nessa questão social até do que política né E a gente tem também histórias comparativas tá a história comparativa ela vai pegar a comparação entre sociedades que são bem diferentes né e traçar Paralelos culturais até interessante porque a gente entende muita coisa bíblica nesse sentido a gente conseguiu entender como é que é como é que era a vida em Israel como é que eles lideram com o meio deles né como é que eles tinham qual era o relacionamento entre eles e os seus vizinhos através das histórias dos próprios vizinhos né A gente vai ver relatos É bem interessante sobre isso e tem a história desconstrói né o desconstrutivismo Né desconstricionismo Né então a gente tem uma história você enxerga mostra você vai mostrar do outro lado que essa história tem uma base muito frágil muito instável então você desconstrói essa história e a gente conhece também a ideia da perspectiva hermenêutica então a gente faz uma interpretação daquele texto né E claro que aí ela mostrou bem né que a gente tem as interpretações bem diferenciadas né E a gente tem por exemplo a teologia a teoria do ciclo social que a história sempre se repete Alguém já ouviu falar que a história sempre se repete é um a perspectiva de você enxergar esse ciclos então sempre é a esse ciclo que volta essa história que vai e volta só que a gente tem um outro que é o ciclo linear é aquele que você vai progredindo né na história que é a ideia da Bíblia quando Deus fala Jesus que Jesus por exemplo que a Bíblia diz que Jesus é o alfa e ômega né a gente entende que ele é o início e o fim então existe né aquilo que a gente vê lá em Gênesis a gente tá à espera do fim completo né com a vinda de Jesus então é Ótica o clima dessa história que vai ser vai ter o fechamento com a vinda de Cristo né e assim dos céus e Nova Terra tudo aquilo que a gente entende aí então a gente tem essas várias perspectivas tem outras também a gente pode ver tem histórias que contam por exemplo a história só dos oprimidos né danismo né que a gente o ceticismo histórico né que entende que ó passado não serve para nada o que serve é o que a gente tem agora e assim a gente não tem já que a gente não consegue ter acesso ao passado isso não serve para nada como aquilo falou lá no início né E a gente tem por exemplo eu achei bem interessante que eu fiz uma disciplina eu tava estudando que falava sobre os grandes os poderosos do mundo e imperialismo então toda a história contada e justificada né a partir da perspectiva desses imperialistas e falando porque que eles tinham o direito né de conquistar e ser um né ter o súditos ou teus os outros povos né abaixo sobre imensos a eles né então são formas bem diferenciadas e a gente precisa entender isso para poder talvez enxergar melhor Às vezes a gente lê um comentário a gente ler né algum relato histórico só que a gente acaba assim ah é história então a gente simplesmente Recebe como uma verdade absoluta e acabou mas isso é muito perigoso né isso é perigoso porque você não vai enxergar a história como ela é Ou pelo menos como a gente deveria entender a bíblia mas a gente vai através dessa história que existe esse viés né que consiste nesse viés a gente vai ter um viés do entendimento próprio bíblico né então isso é bastante importante a gente perceber entender e até dar né Com certeza eu acho que dentro dessa explicação aí detalhada de Várias escolas que foram sendo construídas principalmente no último século ou nos últimos dois séculos sobre a reconstrução histórica vale uma contextualização histórica dos métodos históricos que é esses métodos são filhos do Iluminismo boa parte da história a gente não tinha escolas que tentavam reconstruir a história com essa mesma sistematização que a gente vê do Iluminismo para cá isso se dá porque o Iluminismo é uma visão de mundo que também tem um certo julgamento a respeito da história Então dentro do Iluminismo a gente é tem uma autonomia da capacidade humana de analisar as coisas não só que acontecem no nosso tempo mas aquilo que aconteceu no passado e por isso essa tentativa de Ah agora a gente tem os métodos as fontes e as condições de realmente saber o que houve no passado como uma pressuposição de que até certo tempo atrás a gente não sabia que tinha acontecido no passado mais distante Então existe essa esse ímpeto pela autonomia do homem de investigar de saber como de fato foram as coisas e existem uma série de separações uma visão de como é que o mundo realmente assim está estruturado uma das divisões é separar o sobrenatural do natural então é a visão de que a história é uma sequência de causas e efeitos construídos pelos seres humanos e na melhor das hipóteses Quando Deus interage com a história isso é interpretado com uma invasão do sobrena Sobrenatural o jogo de palavras às vezes nos atrapalha mas a ideia de que aquilo que está acima da natureza que é o domínio de Deus de vez em quando rompe essa barreira que é formado pelo natural mexe um pouco com os eventos aqui mas no mais nós é que estamos construindo a história com essa sequência de causas e efeitos essa não era perspectiva de história a forma como as pessoas entendiam o seu próprio trajeto dentro do tempo e do espaço na época bíblica nem na época Bíblica do novo testamento nem na época Bíblica do Antigo Testamento a presença e a intervenção de Deus se é que intervenção é a melhor palavra era um visto como coisas cotidianas tudo aquilo que acontecia dentro do espaço e do tempo era também produto da interferência de Deus dependendo do povo dos Deuses dentro daquilo que era a sua experiência natural Então essa diferença de natural e sobre não era muito clara não era uma coisa muito distinta muito separada e Isso muda muito também a perspectiva de História porque no Iluminismo além de fazer a separação de natural e Sobrenatural existe essa separação do presente e do passado o passado era uma coisa quase que inatingível era uma coisa muito distante que precisava de novos métodos e de novas fontes para que nós pudéssemos acessá-los porque Os relatos que a gente recebeu em primeira mão não estavam contando a história esses relatos estavam sempre como colocou Susi de certa forma se maquiados totalmente imaculados pela intenção daquele que o registro então a gente precisa perceber que a perspectiva Iluminista nos deu uma postura quase assim que supremacista sobre a história a gente consegue Agora acessar e saber exatamente o que aconteceu e daí vem um conjunto de métodos é que ficou debaixo do guarda-chuva do que nós chamamos como positivismo histórico o positivismo histórico é a crença de que nós podemos descobrir exatamente o que aconteceu nós podemos descascar essas camadas ainda a intenção do autor da intenção do poderoso da intenção da Igreja Primitiva a gente pode tirar todas essas essas manchas ou esses produtos que foram colocados em cima do evento real até a gente chegar nesse evento real até a gente saber quem de fato foi Jesus Jesus supostamente não teria sido o que os Evangelhos narram mas sim depois que você tira um milagre daqui tira um dito posterior dali tirei a edição de um Escriba muito posterior de lá Aí você de fato teria condições de encontrar quem é Jesus Isso é uma perspectiva bastante positivista da história e o problema do positivismo é que ela não leva em conta que sempre Historiador tem suas intenções a própria pessoa que está estudando o passado vive no seu tempo ele é produto do seu tempo então ele tem seus vieses ele tem suas falhas Ele tem sua forma de julgar a história ele tem um senso moral que até certo ponto é influenciado pelo seu tempo então a o passar do tempo foi demonstrando que essa perspectiva muito positiva ou positivista da história de que a gente tem Total condição de saber tudo que aconteceu no passado tem várias falhas e que são incontornáveis até certo ponto em contornáveis nesse é intuito de se colocar acima da história enxergar a história de forma completamente Imparcial aí veio após modernidade após modernidade negou Praticamente tudo o que foi afirmado pela modernidade mas também gerou um produto bastante estranho as nossas intenções de férias nossas compreensões de história que acreditamos ser as compreensões dos personagens bíblicos ou dos autores bíblicos porque após modernidade disse que não tem como acessar a verdade já que todo mundo tem um viés todo mundo tem uma intenção todo mundo é condicionado pelo seu tempo o máximo que a gente tem são assim os desejos das pessoas de cada tempo de contar a história de uma certa maneira é um jogo de poder cada um que conta a história está querendo convencer o outro de uma determinada opinião então a história é uma arena de batalha de narrativas de batalha de interesses é um jogo de interesses mas não tem como a gente saber a verdade essa é uma grande barreira que após modernidade impõe não tem como a gente acessar a verdade até porque tudo relativo né então se você não tem não existe nada absoluto você não vai acessar nunca mesmo né exatamente a história mas é muito interessante você falou aí Áquila E aí como é que a gente faz né porque a gente tá falando aqui dessa questão da história seja ela completamente acessível inacessível né completamente inacessível a gente tem um problema sério né como é que a gente interpreta a Bíblia né como é que realmente a gente consegue enxergar a vida é muito interessante Porque alguns estudos claro que é um conjunto de estudos Né desde Geografia História filosofia arqueologia tudo esse conjunto de fatores e disciplinas nos ajudam a reconstruir algumas coisas né a entender um contexto inteiro histórico né claro que não é possível talvez a gente reconstruir essa plenamente né assim perfeitamente Mas é possível através dos achados através de todas as assim as comparações né entendendo um pouco essa intenção do autor que ela falou a gente entender um pouco a fora a literatura né então que vai ser tratada aqui também então através de tudo isso foi possível entender um pouquinho melhor a questão da Bíblia e a gente precisa entender então como é que dentro da Bíblia se dá esse tempo se dá essa questão da história é bem interessante porque aí a gente tá lidando com a teologia mesmo lidando com o texto bíblico quando a gente vai lá e lidando com a história né com a questão do tempo dos acontecimentos e tudo então quando a gente entra no texto bíblico e vai ali entendendo essa perspectiva porque a perspectiva de Deus né que a gente fala teologia né é estudo né de Deus dentro daquele texto e aí a gente vai ver que esse tempo na Bíblia é bastante diferente daquilo que a gente entende hoje como é que ela falou né A questão do tempo Primeiro ela não é uma ciência exata como a gente tem hoje o tempo bíblico ele é um templo é um tempo diferenciado ele é experienciado pelos personagens bíblicos ele é contato de uma maneira diferente porque Deus ele justamente ele entra nesse tempo porque Deus ele é soberano né mas ele entra nesse tempo e ele vai escrever algo diferente através e já nessa história então ele vai escrever uma história da Redenção então ele vai tudo que o Áquila falou sobre ressignificado era experiência com significado né de reconstrução desse desse dessa história que na verdade é o tempo com significado é o que Deus faz nessa dentro da Bíblia quando a gente vai ler a Bíblia ele vai ressignificar toda essa questão do tempo e vai escrever algo que é chamado dessa história da é muito legal porque os quando a gente falou rapidamente do ciclos os antigos os pagãos eles entendiam assim o tempo simplesmente como um ciclo né que vai tendo por exemplo tendo a colheita semeadura né Então as estações do ano vão marcando esse tempo e você vive um ciclo simplesmente vai vai vivendo dentro desse ciclo e você não tem mudanças você não tem eu quase que um determinismo Porque você só não tem como sair desse ciclo e Deus quando ele ressignifica ele vai dar o primeiro momento que ele ressignifica é o sábado ele fala porque Eu descansei vocês vão descansar também o que quer dizer isso eu sou o senhor do tempo eu sou o senhor da história então mesmo que vocês não façam nada eu sustento o mundo eu continuo agindo nessa história e aí ele vai dando esse significado a gente vai ver isso por enquanto as festas né as festas são essa ressignificação do tempo porque aí a festa agora ganha um significado é sagrado um significado que tem a ver com Encontro com Deus nesse tempo e aí é muito interessante porque a gente vê algo que é uma crescente é uma revelação crescente é Deus vai escrevendo essa história até que vai ter porque teve um início né Então até que vai ter um fim e esse fim vai ser algo né Por teótico até vai ser um clima vai ser um fechamento vitorioso e glorioso desse Deus que escreve essa história de Redenção então é muito legal a gente enxergar isso dentro da Bíblia e às vezes a gente lê os textos a gente não entende e a gente fica questionando pai por que que ele estava tão sofrendo tanto ou porque que né Deus faz isso porque a gente não consegue enxergar às vezes essa essa mulher macro né Essa essa visão macro que existe nessa história de retenção que Deus está escrevendo a gente tem até outros cursos que falam sobre isso e vão passando um pouco mais detalhadamente em cada um mas é muito interessante né aquilo com certeza Suzi essa o tema da história da Redenção já é um tópico que poderia ocupar um curso nosso aqui inteiro para a gente ter essa compreensão também de como dentro da perspectiva bíblica a história se desenvolve com uma intenção particular a parte de Deus e como isso nos coloca numa posição específica também nós estamos num tempo histórico que é previsto pela bíblia com a missão específica mas pensando sobre isso as suas e que você colocou de que a história dentro da Bíblia tem um propósito tem um começo também terá um fim como hoje nós experimentamos ainda que não seja o fim absoluto ela vai chegar um momento de uma ruptura da forma como hoje é experimentado e um novo início mas quando a gente pensa sobre a história da Redenção Nós já estamos nos colocando dentro da perspectiva cristã mas acreditamos que a história está sendo redimida Mas mesmo que a gente não parte desse ponto todo mundo compartilha uma perspectiva de história pessoal todo mundo tem uma visão de que ela está dentro de um uma história com algum significado e ela também tem uma visão de que o mundo está escrevendo uma história com algum sentido as pessoas que são completamente desprovidas dessa noção de sentido para história ou de coesão histórica é cai em desespero cai em um absurdo e em muitos momentos essa é uma dificuldade que nós é enfrentamos enxergamos no nosso tempo parece ser uma conversa um pouco técnica de vez em quando definições de história escola de historiografia mas esse senso de que nós estamos inseridos em uma história é o que Segura as pontas em vários sentidos é a sensação de que a gente está fazendo algo com significado é o que dá nos dá esperança também de continuar e a gente enfrenta um momento de especial dificuldade justamente porque parece que muitas pessoas estão perdendo esse sentido de um propósito histórico e quando isso acontece porque lidar com tantas dores e dificuldades que fazem parte da vida de todo ser humano porque lidar com a frustração De não ver as coisas acontecendo exatamente como se desejava você esperava que acontecesse e é uma questão muito séria porque isso tem acontecido mesmo com pessoas muito jovens pessoas muito jovens adolescentes jovens adultos que às vezes experimentam essa frustração em relação à história como eles enxergavam e aí já não encontra mais um propósito de vida eu tô inserindo isso que parece ser uma coisa muito distante do começo da nossa conversa porque tem um ponto fundamental mesmo para os estudos bíblicos mesmo para a parte mais profunda da coisa de que os seres humanos Eles são constituídos de Visões de mundo eles enxergam o mundo algum nível de coerência e dentro dessa visão de mundo um dos elementos mais importantes é justamente as narrativas as histórias que eles contam para si mesmo é a história que o sujeito se insere e que acredita que dá significado para sua história pessoal por exemplo o povo de Israel tinha várias festividades tinha vários momentos solenes tinha vários atos religiosos que eram destinados para os lembrar da história que eles faziam parte então toda vez que chegava a época do ano de celebrar a Páscoa eles tinham que contar a mesma história em especial para os mais novos para as pessoas que não viveram aqueles eventos mas que tinham a sua identidade marcada por aqueles eventos então A Susi até pode talvez explicar depois com mais detalhes mas a ideia é durante a celebração da páscoa uma família de dia é que a criança mais nova comece o momento ali de memória e de celebração perguntando porque essa noite é diferente de todas as outras noites e aí você começa a contar a história do Êxodo Porque o povo fazia isso porque a história do Êxodo era história que marcava o início da Nação de Israel até aquele momento a gente tinha uma família tribos depois uma grande multiplicação mas não a noção de identidade de um povo de uma nação um povo separado por Deus para Deus e a partir do Êxodo é que essas coisas vão sendo mais claras marcadas e definidas é muito especial isso né Não só você falou das crianças né As crianças tinham que aprender mas é a ideia principal é que a gente quando a gente tem uma identidade por exemplo Nós cremos hoje em Deus não vamos falar tão antiga tão antigamente vamos falar da gente Nós cremos em Deus quando a gente vive passa por experiências com Deus né então a gente está experimentando Deus dentro da nossa história de vida né A gente vai passando e com Deus a gente vai aprendendo de quem é Deus e como nós temos que lidar agora a partir desse conhecimento de Deus essa experiência com deus que é diferente a gente sofre uma transformação certo Então isso é um motivo da gente Celebrar e a gente precisa um dos motivos por exemplo a gente que conhece a Jesus que a gente recebe como o senhor e salvador a gente vai celebrar a partir depois do batismo né a gente vai reconhecer Jesus como senhor e salvador mas a gente vai celebrar a ceia todo meio todo né assim de tempos em tempos Isso é o que é o memorial porque que isso é importante na nossa vida e a história tá toda envolvida porque se a gente não enxerga o que foi feito né que o que Deus fez na minha vida não lembra disso é isso não consegue sobreviver na nossa vida a gente esquece E aí a gente vai retomar um caminho que não é de Deus né que a gente vai ser Seguindo os nossos próprios caminhos de novo então a gente vai acabar se desviando e a ideia de da celebração então da páscoa é você lembrar dos feitos de Deus lembrar que antes a gente era escravo e agora nós somos livres e que nós temos um Deus tão poderoso capaz de libertarmos E que nos guia hoje e sempre Então essa essa festa grande que deve ser celebrada mesmo a Vitória a liberdade tudo isso é para que a minha identidade sempre esteja firmada nisso essa memória é muito importante seja para quem viveu seja para quem não viveu então ela vai aprender sobre esse Deus ela vai passar a viver em Celebrar esse Deus então é muito legal a gente entender porque a história não é só algo macro né que a gente fala de história às vezes de uma maneira muito distante da gente mas não ela é muito pessoal ela é uma conjunção de tudo isso né É bem complexa né sensus e isso é de fato assim um Marco na história de Israel a Páscoa em especial mas também para os cristãos a principal lembrança e celebração que nós temos é por isso que a gente não celebra só uma vez por ano mas toda vez que nós celebramos a ceia nós estamos anunciando essas coisas até que ele venha né É mas quando a gente pensa nessa função da celebração da história da lembrança e da formação de uma identidade é muito interessante que essa lembrança e formação de identidade aconteça por meio de uma narrativa e talvez isso não seja tão assim Claro explícito para todo mundo que que tá acompanhando tá participando da nossa conversa de que as histórias que nós contamos para nós mesmos seja nós é Paz de crianças seja nós adolescentes sejamos nós independente da idade essas histórias nos dão um significado de quem somos individualmente mas marcam exatamente como nós iremos caminhar dentro da história direciona O que que a gente julga é justo fazer valioso fazer ou não com base nas narrativas que nós acreditamos por isso que por exemplo contar as histórias bíblicas novamente o exemplo da criança porque eu acho que existe essa essa relação muito natural entre crianças e histórias elas são rápidas por ouvir e elas acreditam que estão dentro da história ao mesmo tempo quando as crianças têm como suas principais histórias de referência as histórias bíblicas isso tem uma função muito importante no desenvolvimento do Imaginário das Esperanças da expectativa dessas crianças mas mesmo nós que já não estamos mais nessa fase Nós acreditamos que aquilo que nós fazemos está também construindo uma narrativa e a gente já falou isso em outras lives pregações que que estão foram feitas na IBM de que a Bíblia não é um conjunto de histórias que servem como exemplo para gente ainda que essa também seja uma função mas a Bíblia principalmente a história na qual nós somos inseridos a Bíblia não foi feita simplesmente para nos dar bons exemplos de Reis de homens de mulheres de maridos de esposas de profissionais não é não é esse o propósito da Bíblia o propósito da Bíblia é contar a história com sentido e um significado que são completamente inacessíveis é de outra forma que não seja revelação do próprio Deus se ele não nos Contasse a história assim a gente não teria como encontrar o significado dessa história de uma forma que fosse completamente dependente da experiência pessoal como se a gente pudesse descobrir para onde é de fato que a história caminha qual é o significado dessas coisas por isso que quando a gente lê a Bíblia a gente não tá lendo uma história que nos mostra referências que nós devemos copiar apenas também mas ela nos mostra a história que nós estamos inseridos a história que nós devemos construir Então isso é com uma motivação muito clara para gente estudar história de uma forma a descobrir qual é a narrativa que eu fui inserido a gente está dentro de uma peça nós somos personagens dessa peça e nós temos um papel a gente pode desempenhar bem ou pode desempenhar mal mas não é a gente que define roteiro né a gente foi colocado lá a uma outra coisa que eu acho que a gente tocou de leve mas vale até a gente talvez falar um pouco mais e eu queria ouvir você sobre isso é o lance da história como uma forma assim de nos prevenir de a gente construir o Jesus que a gente quer ou Deus que a gente quer porque vamos vamos olhar assim de forma bastante honesta para a forma como a Bíblia lida em muitos ambientes a gente abre o texto a gente vê o texto e tira uma aplicação dali porque eu acredito que esse texto está dizendo a gente aplica Agora se a gente insere ou não a história os resultados são muito diferentes Então pode ter até pessoas que não da história porque fica mais chato o texto não fica assim tão aberto então disponível para dizer o que a gente queria dizer só que agora tem um monte de dado de arqueologia de geografia de história de contexto que restringe o pouco as áreas em que a gente poderia encontrar Mas por outro lado as pessoas elas querem ter um momento devocional né Eu já vi muita gente falar isso eu quero né quando eu leio a Bíblia Eu quero ter um momento devocional que o Espírito Santo ele vai vir e vai me revelar né sobre o significado daquele texto Então eu não preciso estudar eu não preciso entender né o contexto histórico ou um texto geográfico enfim daqui isso não é verdade né o espírito santo realmente nos ajuda a entender ele ele nos guia mas a gente precisa sim entender porque a gente precisa por exemplo é muita coisa na própria Bíblia Ela só foi entendida realmente através dessa desse entendimento até das histórias né a história mesmo história como né O que foi descrito relatos dos Reis relatos de né das Nações vizinhas por exemplo a saída do Egito foi fato Ou era uma uma história contada só para animar o pessoal fala Olha então vocês tiveram algo assim não isso foi real então quando do que foi isso foi descoberto através de alguns textos previn Israel existiu mesmo ou Israel é algo Imaginário né então a gente vai ver lá por exemplo alguns relatos né de quando a primeira vez que o Israel foi mencionado né em algum lugar que é num por um Faraó por um rei né a Estela de menecar É bem interessante porque Israel era um nada era um ovinho assim Itinerante né numa de sem uma terra não constituiu uma nação ainda mas eles são mencionados nessa Estela de marmetar E aí estudando sim né fazendo uma um estudo é a partir até de Reis Lá de Reis a gente começa a entender por exemplo que gerou ele foi pagar o tributo ao Rei assírio aí só uma miséria a gente tem lá um é um achado que mostra o G1 pagando e a gente sabe pela história deles quando que foi isso e a partir daí é criada é entendida uma cronologia do Antigo Testamento então a gente não tem como tirar o texto bíblico primeiro dos fatos históricos do mundo né de todo do que tudo a realidade que aconteceu no mundo tá E que hoje a gente está inserido como aquilo ela disse e outra coisa é você entender essa história inclusive para você entender Até as profecias é toda essa história que a gente falou da Redenção que não é algo que tá fora né do tempo e do espaço desses relatos bíblicos Então a gente tem um trabalho de Deus uma ação de Deus desde criação queda a gente vai ver a redenção desde né não é vários momentos e vai chegar na escolha de Abraão Então a gente tem um desencadeamento de toda essa história e a gente vai esse Messias prometido que tá desde de Gênesis aparece né quando fala que para serpente olha vai aparecer aí o descendente da mulher vai né pisar na cabeça vai vencer né vai ter a vitória é completa sobre o Deus descendentes da serpente no caso da serpente então a gente vê isso se realizando né quando Jesus vem a gente vê essa esse comprimento de todas as profecias por isso que não dá para você dissociar nada e ficar entendendo né Jesus como alguém aleatório né alguém só espiritual ele veio encarne osso né em carne assim vive como ser humano justamente porque ele quis viver entre nós e nos falar de algo real que faz parte dessa história da nossa história e da história de todos né Mas é interessante né aquilo eu queria que você falasse um pouco agora sobre a questão do Jesus histórico porque foi uma coisa muito questionada né Justamente por isso dentro dessa perspectiva histórica surge que a gente comentou de que se poderia primeiro Agora acessar a história de uma forma nunca antes acessada porque nós temos os métodos que eles não existiam e segundo porque agora nós temos Fontes o suficiente para fazer uma reconstrução mais segura do que o novo testamento se propunha a fazer então muitos teólogos historia acadêmicos em especial aí do Novo Testamento falando especificamente das pesquisas do Jesus histórico chegaram à conclusão de que depois de dois mil anos de história cristã a gente poderia saber como é que foi o personagem da história diferente daquele que era o personagem da fé e aí Se chegaram Esse é um dos pontos assim que é testemunho contra os estudos dos Jesus históricos Se chegaram a conclusões muito diferentes dependendo dos métodos que eram usados dependendo das fontes que eram incluídas isso porque a métodos diferentes interpretavam os mesmos textos é com graus de confiabilidade muito distinto salvo semelhante aconteceu contigo Testamento com hipótese documental atribuindo partes pentateu com a diferentes épocas e diferentes tradições e também aconteceu no Novo Testamento com base nesse Jesus essa usando um o famoso estudioso alemão de mitologização de Jesus a ideia de que todas essas narrativas que a gente supostamente sabe que não podem ter acontecido como multiplicação de pães Nascimento vaginal andar sobre água escura de doentes é quando a gente tira todas essas camadas que teriam sido projeções da Igreja Primitiva sobre um Jesus da fé é o que que permanece e aí ficou para diferentes estudiosos conclusões distintas um estudioso que a gente pode citar aqui que é o Albert vai dizer foi muito importante para a história da escatologia e o que que ele falou sobre Jesus Jesus era supostamente esse pregador apocalíptico que esperava que o reino de Deus iria chegar plenamente na sua época no seu tempo então Albert vai ser acreditava que Jesus no fim das contas foi um pregador frustrado porque ele anunciava um reino e esse reino iria chegar e no fim das contas esse pregador morre crucificado e a crucificação seria a prova final de que a sua mensagem não se cumpriu ele teria sido um Messias condenado e essa é uma das interpretações que essa reconstrução tenta fazer mas muitas outras foram feitas né o diz a seminar é que também uma escola um empreendimento que tentou fazer essa reconstrução mas isso aconteceu prioritariamente durante o século 20 chega o momento em que os próprios historiadores e também por influência da filosofia da literatura demonstram que esses historiadores eles tinham seus compromissos e tinham suas limitações e os seus viés próprios dos métodos que Eles escolheram dos pontos de partida esses estudiosos Eles não eram nem um pouco neutros sobre a história eles por exemplo tinha um ponto de partida sobre coisas que podiam e não podiam acontecer baseado no método científico então o que que é possível ter acontecido apenas aquilo que nós poderíamos reproduzir ou enxergar também no tempo atual se a gente não enxerga pessoas ressuscitando hoje é porque não existiram pessoas ressuscitando no passado se a gente sabe que pessoas mortas continuam mortas é porque a gente sabe que Jesus não ressuscitou em corpo se a gente vê pessoas com doenças que não tem tratamento sofrendo as consequências até a morte dessa doença então Jesus não poderia ter curado Então essas pessoas têm uma série esses métodos série de pressupostos que não são comprovados são aceitos assumidos como pontos de partida e que geram todas essas consequências na interpretação no texto do novo testamento por isso que Esse empreendimento até hoje existem consequências as pessoas que é divulgam supostos achados ou conclusões objetivas sobre Jesus apontando para uma figura muito diferente do texto bíblico agora o que vale a gente ressaltar é mesmo para os estudos mas modernos modernos não é uma palavra que a gente também criticou bastante a modernidade mas contemporâneos sobre Fontes históricas métodos historiográficos para muitos estudiosos sérios mas não podemos desprezar o Novo Testamento como uma fonte histórica mesmo que tenha sido um documento escrito por pessoas com compromisso de Fé com a perspectiva sobre história e com interesse para os seus leitores e ouvintes ele continua sendo uma fonte histórica a ser não só considerada mais profundamente valorizada para os estudos históricos de Jesus isso porque é de longe o conjunto de documentos mais detalhados que nós temos sobre Jesus e a avaliação dos outros documentos nos mostram que todo é Historiador toda pessoa que registra a história tem interesses tem uma posição de fé tem uma perspectiva sobre o mundo sobre o tempo sobre todos esses essas categorias que nós conversamos hoje aqui e isso não é capaz de desqualificar o texto né então a gente percebe no tempo atual que o Novo Testamento ele não é desacreditado como histórica para nós acessarmos o que de fato aconteceu há dois mil anos atrás em torno da pessoa de Jesus e a perspectiva dos Apóstolos não me invalida o seu relato Então a gente tem uma tarefa muito importante é de ler um novo testamento como uma fonte confiável e também uma fonte Aí sim que está dentro de um contexto que precisa ser complementado por outras informações a fim de que nós leitores do Século 21 tenhamos segurança do que o apóstolo quis dizer que Paulo quis dizer com aquilo que Marcos quis dizer com aquilo vou dar um exemplo suicidou aí você se todos fizesse essas questões ligadas a comprovação na existência do povo diz é uma época muito distante que até pouco tempo atrás a gente não tinha registros fora do relato bíblico a interpretação de Marcos é 12 quando a gente tem aquele texto ideia César O que é de César muitas vezes é lido como um texto de impostos né Essa daí vai para quem acabou de receber uma bocada do leão [Risadas] Eu imagino que você não é o nosso público principal mas se você tá assistindo isso eu sou negro impostos se arrependa vai e não peques mais mas para você que pagou impostos e ainda assim ficou com aquele peso de ter recebido uma bocada do leão esse não é um texto que está discutindo simplesmente a honestidade dos Galileus na sua responsabilidade diante de Roma porque se a gente assume que simplesmente Jesus estava dizendo paga impostos porque é um ruso a um a um judeu ou a um cristão pagar impostos a pergunta não teria sido uma pegadinha não teria sido uma armadilha e o texto explícito em dizer que a pergunta não foi sincera e a pergunta era uma armadilha E aí tá nos Versículos 14 e 17 especial a resposta de Jesus então a gente primeiro precisa ler e perguntar para a história Qual é a armadilha se não é o Óbvio se eles não estavam sinceramente querendo saber se deve ou não pagar impostos o que que eles estavam querendo induzir na resposta de Jesus os herodianos e os fariseus colocaram o seguinte dilema para Jesus se você disser que a gente deve pagar impostos Então você está sendo blasfeno porque é como acreditavam muitos daquele tempo só existia um rei e era e a velha era Deus se você paga impostos ao Imperador você está validando o Imperador Como Rei você reconhece ele como rei e você está plasfemando contra a posição de autoridade Suprema de que o único rei que deve existir é e a ver claro que existem judeus e judeus Mas eles estavam assumindo a postura dos judeus mais velozes para colocar Jesus contra uma parte da população a outra alternativa é se você disse não não paga impostos você será culpado ou acusado de sedição de atentar ou incitar um comportamento contra o império e é justamente disso que Jesus é acusado de agitar as multidões de anunciar um outro rei de ser insubordinar Roma e é por isso que Jesus é injustamente crucificado depois E aí o que que Jesus faz é interessante que ele poderia fugir pela tangente dá uma resposta que não é nenhum nem outro mas que não resolve o problema Jesus dá uma resposta que não é nenhum nem outro mas ele endereça ele ataca o problema e o que que Jesus faz ele pede uma moeda um Denário a maioria das moedas da época não tinha o rosto é de imperadores não tinha um símbolos imperiais mas é aquela tinha Muito provavelmente é de Tibério do Imperador Tibério e uma inscrição que é encontrada em moedas com o rosto de Tibério é filho do divino Augusto E aí Jesus na linguagem contemporânea dá uma invertida no pessoal que é Se vocês acreditam que ele é Divino então vocês estão quebrando o mandamento ao fazer a imagem de um Deus na moeda que vocês têm E vocês estão carregando no bolso de vocês o dinheiro de um Deus Pagão então a contradição está em supostamente ter o próprio dinheiro de um Deus Pagão se esse é o dinheiro de um Deus Pagão então dê o Deus Pagão o dinheiro Pagão Essa é a resposta de Jesus dê a César O que é de César então dê a ele o que não pertence a Deus Deus esse essa imagem representa ela mesma uma Frota a Deus e não o ato de pagar ou não pagar impostos E aí a gente percebe que tem uma segunda camada porque a palavra é dar é também devolver se você abrir na NV você vai ver que tem uma notinha lá de devolver e essa palavra devolva A César o que é de César parece muito com uma frase que todos judeu do primeiro século lembraria que é de Judas macabeu de dar a aos invasores O que é dos invasores quando ele dizia isso quando Judas macabeus macabeus que foi um líder de uma revolução Judaica contra a invasão dos gregos no seu território em Jerusalém a tomada do templo quando ele fala de dar aos invasores O que é dos invasores ele tá conclamando o povo a se revoltar contra Os Invasores então pode ser essa segunda parte da nossa interpretação tem um pouco menos assim de evidências diretas mas é coerente com a ideia que estava sendo colocado diante de Jesus é bem A César o que no sentido também de punição no sentido de que em algum momento César vai receber o juízo Ou o império receberá o juízo daquilo que eles estão fazendo com o povo de Deus e com todos os outros que eles colocaram o seu domínio então no fim das contas não é uma conversa simplesmente sobre imposto é sobre fidelidade a Deus como é que a gente pode saber disso sem conhecer as moedas do tempo de Jesus sem conhecer o que estava escrito e isso eu estou falando porque a gente tem acesso essas moedas né moedas é uma das coisas que a gente tem de várias de vários achados arqueológicos diferentes com grande variedade então a gente percebe que a gente é bem interessante porque se você faz por exemplo só uma cidade como Éfeso você vai ver ali é uma as construções ainda existentes que eram assim dedicadas a cada Imperador então divinização né de cada Imperador e o quanto eles eram adorados cultuados enfim aí como como Deus diz mesmo né Então aí entender isso faz toda a diferença para entender o texto bíblico né sobre o que Jesus está falando a gente fala sobre Reino de Deus às vezes pensando Só no etéreo e tal e o pessoal tava querendo saber sobre o reino de César e o reino do Messias tinha justamente até a ideia do Messias ela é interessante né mas eu queria só voltar um pouquinho lá para o tio Testamento só para a gente poder ter aquelas coisas antigas né tipo a idade do Bronze a idade do ferro e da Ajuda das coisas você sabe que uma das coisas importantes que a gente sabe que Davi Ele teve acesso é justamente a tecnologia do ferro é uma coisa que eles não tinham E aí conseguiu né ter essa ter essa esse domínio e foi uma das coisas mais importantes e justamente aconteceu nessa época né da idade do ferro então entender Até esses períodos da história ajudam a gente a entender é tudo que aconteceu Por exemplo Davi conseguiu uma unidade Nacional ele conseguiu guerrear a gente vê aí nos relatos olha para crônicas por exemplo a gente vai ver isso de uma maneira bem clara né Os relatos das Vitórias né de Davi e aí ele conseguiu realmente é transformar essa esse essa naçãozinha que não era nada em uma realmente uma potência né e dá isso como herança e para o Salomão né aí voltando a gente pode realmente entender a questão da histórica e do contexto histórico né Romano seja persa por exemplo na história de Ester história próprio né da Babilônia né entender isso faz a gente entender é como era a vida nessa época como eram as relações e a gente vai para o texto e vai entender o que está acontecendo Então por exemplo o retorno né da Babilônia do cativeiro é uma coisa muito louca porque o Império Persa sobe ao poder e aí a Bíblia diz que é Ciro é o servo do Senhor Deus tá usando o Ciro o Dario para evitar né para trazer o seu povo de volta então é algo muito interessante quando a gente ler o texto a gente ter esse fundo histórico em mente ou pelo menos entender isso a gente vai entender muito melhor o texto e a força daquele texto por exemplo Como assim um rei Pagão né Persa e ele tem essa amizade com Neemias um copeiro né É muito estranho mas aí você vê o agir de Deus até o favor de Deus até nisso nessas relações aí então É bem interessante a gente perceber isso e a importância de estudar a história para a gente poder ler bem né aí o texto bíblico verdade Souza acho que a gente até pode já pedir para o pessoal cooperar com as perguntas aí colocarem no nosso chat já tem é um outra pergunta mas seria importante quem tá acompanhando a gente a participar também nesse momento final eu queria até lembrar enquanto o pessoal tem oportunidade de colocar outras perguntas um texto que a gente tratou recentemente na Live sobre arrebatamento que eu acho que é um exemplo do novo testamento que o contexto histórico faz toda a diferença é o primeiro do texto e primeira Tessalonicenses Capítulo 4 quando fala texto clássico é sobre arrebatamento e a linguagem de Paulo comem muitos momentos é muito densa muito concisa obviamente ele não explica as imagens que ele está utilizando ele utiliza porque é de conhecimento comum e Paulo sendo bastante versado tanto na cultura Judaica como grega ele tem um arcabouço assim de de táticas retóricas de argumentações que é muito Ampla e quando ele faz uso dessa linguagem de um rei que desce e se aproxima e nós que encontraremos com Jesus nas nuvens não é possível a gente saber só lendo aquele texto de que eles está utilizando a imagem de um cortejo cortejo que os imperadores os reis recebiam quando eles se aproximavam de uma cidade as pessoas saíam dos portões da cidade Lembrando que as cidades muitas eram moradas elas tinham uma delimitação bem menor e definida do que as grandes cidades hoje e é um encontro desse Rei Se encontravam com esse Rei antes da sua entrada e depois retornavam para a cidade é a ideia de uma certa reverência o cortejo reconhecimento da importância daquela figura então que Paulo está querendo dizer ali é que quando Jesus voltar o seu povo reconhecerá eu reverencia como esse Rei soberano sobre toda sobre todas as nações sobre toda a criação e tal muito mais do que uma descrição exatamente de como essas coisas irão acontecer assim geograficamente ou no espaço se a gente vai para as nuvens e depois vai para os céus ou se a gente vai para as nuvens depois volta para terra não é a questão não é o que Paulo tá descrevendo ele tá discutindo uma outra questão e consolando as pessoas que perderam amigos familiares e que se preocupam e quando Jesus voltar o que será do pessoal que já morreu essa é a pergunta que ele tá respondendo vai ter ressurreição ninguém vai ser Deixado Para Trás ninguém vai ser esquecido todos irão reconhecer e ver o cordeiro ressurreto no momento em que ele voltar em Glória né Então essa é a o foco da do tema de primeira pessoa em ciências e dessa passagem em especial todo texto que a gente lê a gente precisa entender realmente essa questão do contexto histórico né geográfico inclusive né tudo mais é para poder entender bem o que que tá escrito é inclusive porque você olha para Paulo quando ele vai caminhar pois vai andar pelos lugares são lugares cada um é um diferente do outro né então Os questionamentos são diferentes Coríntios é diferente Corinthians diferente de ter essa lógica né então é importante a gente conhecer a cultura né o contexto histórico o que que tá acontecendo naquele local por que que tá se falando daquele jeito né que as cartas são muito específicas né muitas cartas são bem específicas e outras são assim para aquela região né eu lembro da viagens uma das coisas mais legais é você começar a entender essas essas questões né Eu lembro quando a gente foi para uma região chamada pamocalé né onde tem as pernas são bem próximas né quando a gente fala das Águas Mornas né E ali próximo tem um lugar que tem águas frias que servem então uma terapêutico e outro não só serve para como né assim para para ajudar nos olhos enfim refrescante E aí Entre esses dois contextos ele fala do morno que não serve para nada nem para uma coisa nem para outra né então é bem interessante a gente entender isso para poder entender os textos bíblicos né que é a situação da igreja de Laudiceia né que é amor né frio nem quente exatamente eu acho aquilo que o pessoal não tem perguntas Você tem algum pedido todos os mistérios da história eu lembro que a gente a gente colocou essa pergunta aqui quando a gente estava falando sobre pós-modernidade e modernidade sobre o Positivismo e a modernidade e realmente parece que ficou uma pergunta assim no ar se nenhum método do positivista que tem uma certa ingenuidade sobre história e pode conhecer tudo sem vieses e o pós-moderno que tem muita influência no nosso tempo de que acredita que não tem como acessar a verdade como é que a gente responde a isso eu acho a Suzi e você talvez também tenha conhecimento de outras escolas que é bem respostas diferentes mas diferentes historiadores ou escolas responderam a essa atenção aqueles que não é se classificam nem como positivistas e nem como pós-modernos deram diferentes respostas ao mesmo dilema E aí eu compartilho um ponto de vista pessoal de uma escola que tive contato recentemente mas que achei a fundamentação filosófica histórica bastante consistente que é o realismo crítico o que que o realismo crítico pontua bom não existe nenhum ponto de vista que não seja ponto de vista de alguém então todo mundo que narra narra de sua perspectiva e se você nada o seu ponto de vista você narra por limitações recebeu um ângulo do evento mas não vê outros então toda narrativa é parcial não nesse sentido de serrada de não refletir a realidade mas de fazer um recorte da realidade então quando a gente lê um relato histórico Estamos lendo um retrato parcial da realidade A outra coisa é nós enquanto intérpretes também fazemos isso de uma perspectiva particular Nós lemos no século 21 no Brasil com a cabeça ocidental na cidade de São Paulo enfim todos esses fatores é condicionam em parte a nossa dado que tanto escritor tanto o historiador quanto aquele que interpreta a história os textos a Bíblia tem seu conjunto de parcialidades reconhecendo isso isso não significa que o evento é completamente inacessível Isso significa que toda interpretação Ela deve ter um caráter provisório a gente interpreta algumas questões históricas como essa que eu acabei de colocar e que suas e colocou do antigo e do Novo Testamento mas a gente sabe que Se surgir amanhã um outro dado bíblico que confronta a nossa interpretação seja de Lucas de Marcos 12 seja exatamente como aconteceu o retorno do povo de Israel a partir do ensino da Babilônia a gente vai ter que refazer a nossa hipótese o que nós precisamos é de uma hipótese coerente sobre a história olha São esses os dados disponíveis a b e a minha hipótese ela precisa abarcar os três dados precisa marcar totalidade dos dados com coerência com uma coerência que por exemplo não vem a aferir os conhecimentos de um outro campo de conhecimento que também tem os seus dados e chegou a conclusões sobre um outro ponto mas que tem a relação por exemplo a gente está falando de eventos e datas a gente tá falando quando o povo retornou do exílio da Babilônia O que que estava escrito na moeda é que Jesus pediu o Denário e isso são fatos históricos que a gente considera mas a literatura também entra na jogada O que é que o gênero literário dos Evangelhos ou do livro de Gênesis tem nos ensinar como é que a gente sabe disso comparando com outros textos do mesmo gênero e a gente tem tanto na literatura Apocalíptica para citar o final da Bíblia quanto da literatura do Gênesis como a gente tem outros povos que contam a origem do mundo de uma forma completamente diferente esse povo hebreu então quando a gente compara esses textos o que a gente tá querendo dizer não é validar ou invalidar o texto bíblico mas é saber como a forma de se comunicar funcionado então a minha hipótese histórica precisa considerar a literatura precisa considerar os outros Campos do conhecimento que também chegaram à conclusões coerente coerentes com os dados disponíveis então Realismo crítico essa ideia de que nós temos acesso a um evento mas nós temos limitações com os nossos métodos nós construímos hipóteses coerentes e reconhecemos que essas hipóteses são Provisórias a gente está sempre sujeito ao novo dado que pode aparecer amanhã agora é claro quando a gente diz isso a gente não está querendo dizer que a gente tem dúvida se realmente Jesus é Deus ou não a gente não tá querendo dizer se a gente tem dúvida se Jesus ressuscitou ou não existe uma margem naquilo que a gente pode admitir dos contornos da história mas o cerne da história é muito explícito para a gente negar que Jesus é Deus ou não Ou que Jesus ressuscitou não a gente precisa negar o texto bíblico E aí é outra um outro outra categoria do que seria isso de construir a imagem do texto coloca para nós com mais contornos com mais detalhes que a história nos permite fazer né é exatamente aliás é isso se a gente trazer para o mundo assim um pouquinho mais real mais próximo é qualquer fato que acontecer né É difícil você entender o que aconteceu ouvindo apenas uma pessoa né é importante que você ouça todos os que estão envolvidos porque cada um vai contar com a sua perspectiva né e com a sua limitação né Então essa é a ideia mas isso como é que ela falou não põe prova o próprio texto bíblico tá isso a gente tá falando da questão histórica né Essa tentativa de reconstrução daquilo a partir dos conhecimentos que a gente tem inclusive por exemplo arqueologia é algo muito recente que vai ser tratado Em outro momento Então antes do dessas descobertas arqueológicas você tinha um entendimento das coisas de uma maneira bem quando foram descobertas essas e todo dia tem descoberta a gente vai entendendo Opa aqui olha olha aqui isso aqui comprova mais isso então é uma forma de você entender que vai ampliando e detalhando mais ou com o nosso conhecimento bíblico né Aqui tem uma pergunta Áquila eu acho que é bem interessante é que o Williams Ferreira faz né para conseguir um aprofundamento histórico um texto bíblico muitas vezes precisamos buscar informações Com certeza fora da Bíblia se houver contradição como conciliar só que o exemplo que ele dá aqui é de Hebreus né com aí sair da internet número né de Hebreus em relação ao Egito né a saída do Egito é Pode falar a ideia é muito interessante é aquilo que o Áquila falou a gente tem literaturas diferentes tá em tempos diferentes compostos diferentes né então por exemplo a gente vai ter o número em alguns textos aparece por exemplo que tem 430 anos no Egito outro aparece que tem 400 anos no Egito Então a gente vai ver vários números aí é uns mais arredondados outros e a gente inicialmente a gente pode pensar Poxa tá em contradição né já que os números Não batem Então existe uma contradição não é verdade Qual que é a ideia a ideia é que dependendo do Propósito você arredonda em termos de gerações uma coisa que a bíblia faz muito e a gente precisa entender isso que a Bíblia tem uma forma de contar as histórias bem diferentes muitas vezes é do que a gente pensa é que não são exatas né em termos de por exemplo tempo não existe nenhum horário exato tá 15 horas e 12 segundos não existe isso na Bíblia então muitas vezes a bíblia vai trazer assim ao amanhecer às vezes poéticamente né Ao Cair do Sol sabe assim formas diferentes de lidar com algumas questões então a mesma coisa acontece Às vezes a contagem é geracional então ele tá contando 10 gerações né dessa forma ou às vezes precisa de um número um pouco mais exato então é a forma que ele vai trazer né Então vai depender um pouco dessa questão também além porque às vezes a gente fica preocupado né aquilo pode falar até do sinóticos né sinóticos trazem números ou algumas coisas diferentes que a gente pode falar Opa existe uma contradição entre um e outro e aí como é que a gente resolve é essa é uma das a argumentações sólidas para a veracidade do sinóticos a gente está falando de relatos que foram registrados ainda que tenham sido reproduzido geralmente muito mais cedo mas aproximadamente 20 ou 20 e Poucos Anos depois dos eventos que de fato estão sendo narrados né Então a partir da década de 50 é que a escrita do sinal de que os acontece e os eventos se tornam da vida de Jesus acontece no próximo ao fim da década de 30 então quando a gente tem as mesmas pessoas diferentes presenciando os mesmos eventos é natural que parte desses relatos tem um diferenças em um detalhe ou em outro na forma como uma frase citada como um discurso é colocado e isso é utilizado até mesmo na comparação de relatos contemporâneos como uma forma de capacidade de que aquele não foi um discurso combinado e sem essa foi a impressão da testemunha que é presenciou aqueles eventos uma outra questão é qual é a ênfase do Evangelho a ênfase do Evangelho pode determinar se ele vai incluir esse detalhe ou aquele ele pode omitir informações ele pode priorizar outras informações ele pode editar no sentido de diminuir uma frase de comer uma palavra ou até mesmo utilizar as palavras que ele sabe que veicula o significado mas não se tá exatamente a mesma palavra que o outro Evangelista citou na mesma ocasião então que se está comunicando é aquilo que é Jesus disse mas pouco testemunhas distintas né existe um autor que trabalhou recentemente isso muito bem o Richard Power falando sobre as testemunhas oculares dos Evangelhos depois eu posso colocar aqui no chat exatamente o nome do livro mas colocar Richard testemunhas oculares Evangelhos é um trabalho recente de muita de muita credibilidade acadêmica que mostra como isso é até hoje pode ser considerado como uma fonte segura para história agora de forma geral como é que a gente pode lidar com informações históricas que contradizem a bíblia cada caso é um caso desde que a gente tem feito essa investigação histórica mais sistemática a gente encontra supostamente a informação que contradiz a Bíblia mas isso sempre Depende muito da interpretação da pessoa tanto que lê a Bíblia Quanto que é interpreta a evidência histórica recente então se você fizer essa mesma pergunta Williams para pessoas diferentes você vai ter respostas diferentes agora a gente é que tem uma crença inicial de que a bíblia Ela é confiável do ponto de vista histórico é de que ela é a palavra de Deus nós já Subimos que ela é verdadeira Nossa questão é como é que nós entendemos que a Bíblia está comunicando essa verdade né então nem sempre a gente precisa confrontar uma coisa com outra de forma geral que nós acreditamos é algum ajuste precisa ser feito talvez a nossa interpretação antiga esteja errado ou a nossa interpretação do dado recente esteja equivocado deixa só dar uma complementada que agora eu tô entendendo melhor a questão é a questão do número Williams tem uma questão bem aí já é um pensamento hebraico é uma maneira Hebraica de falar algumas coisas né então como a gente tem que fazer uma interpretação daquilo que tá escrito que ali tá escrito né a palavra a palavra é por exemplo a palavra ela pode significar tá então a gente na verdade não tem certeza de todos os números que existem na Bíblia exatamente por causa disso porque essa palavra élefe ela também significa grupo né a associação grupo né Então em vez de 300 mil por exemplo pode ser 300 grupos aí a gente tem um número completamente diferente então a gente tem essas questões que não estão completamente resolvidas e a gente realmente vai ter que perguntar para Deus porque porque tem coisa que a gente não tem como hoje averiguar nesse sentido para mostrar como tem coisas que a gente ainda tá investigando e podem ter dados novos né a gente pode ter novas descobertas que ajudam a gente exato mas é isso pessoal então acho que chegamos ao fim da nossa aula né Eu agradeço muito a vocês que estão com a gente aqueles que ainda vão participar e assistir com a gente então continuem né ligados porque tem muita coisa legal muitas áreas e disciplinas interessantes para a gente fazer boa teologia então compartilhem Esse estudo e Deus abençoe muito obrigado Suzi Obrigado todo mundo que acompanhou nosso encontro hoje acho que é o início de discussões bastante provocativas nessa forma de ler o texto bíblico de construir teologia e posso afirmar que tem muita coisa que não é tão intuitiva assim vale a pena você dedicar esse tempo aqui para acompanhar o curso um abraço para todo mundo que acompanha a gente