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Pra fazer Boa Teologia … só com História! | Susie Lee | Ákilla Nascimento | IBNU

Pra fazer Boa Teologia … só com História! | Susie Lee | Ákilla Nascimento | IBNU

Pra fazer Boa Teologia … só com História! | Susie Lee | Ákilla Nascimento | IBNU

Será que é possível fazer boa Teologia sem entender a História?
Afinal, o que é a História? Como podemos estudá-la para fazer boa Teologia?

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[Música]
boa noite
sejam bem-vindos hoje a gente está
começando aí uma nova série né um novo
estudo aí é para fazer boa teologia
sejam bem-vindos todos e muito bom estar
com você Áquila boa noite
boa noite Susi Boa noite todo mundo que
acompanha aqui a nossa conversa é bom a
gente iniciar um novo curso sempre bom
ter essa expectativa de assunto novo
abordagem nova e hoje eu acho que em
especial vai ser prazeroso porque eu
gosto de ouvir boa história não sei se
isso tudo vai contar bons casos para a
gente hoje aqui mas eu gosto de
conversar sobre esse assunto também eu
também gosto muito mas eu espero ouvir
mais que falar sempre
Bom eu acho que
então
acompanhe né porque a gente vai ter aí
junho e julho falando sobre esse tema e
variado porque a gente tem muita coisa
que é necessária para fazer boa teologia
né então a gente vai ter aí geografia
teologia filosofia né muita coisa e hoje
a gente vai começar aí falando sobre
história aquilo Agora me ajuda aqui
Áquila porque esse negócio de história
será que precisa mesmo conhecer porque
tem muita gente que eu conheço não gosta
muito de estudar história aprender data
guardar nome de lugar nome de né enfim é
muita coisa para decorar E aí que que
afinal de contas é a história e porque
isso é necessário ou não né Para a gente
entender aí a Bíblia e fazer boa
teologia então Suzi é uma solidarizo com
todo mundo que não gosta daquela
história do Ensino Fundamental ensino
médio que tinha que decorar um monte de
nome data que não fazia sentido nenhum
na sua cabeça e só precisava ter aquela
informação para ver se tinha sorte que o
professor ele cobrava Justamente que
você conseguiu gravar um dia antes da
prova mas a história ela tem um
potencial de nos auxiliar na construção
da teologia e ela tem uma riqueza na
formação da nossa visão de mundo na
nossa experiência que vai muito além
dessa forma de história que a gente está
habituado no colégio que para muitas
pessoas não é tão prazerosa assim é bom
a gente até dar um passo atrás e tentar
pensar assim nos elementos básicos para
construção de uma boa interpretação das
escrituras eu acho que a teologia que é
o nosso foco é muito importante mas no
fundo que a gente tá querendo mesmo é
ler a Bíblia e entender a bíblia abriu o
antigo testamento abriu o Novo
Testamento e entender de que forma
aquela que a palavra de Deus fala para
Gente o que ela quer falar E para isso a
gente vai ter várias disciplinas sendo
discutidas aqui mas tem três andamentos
que a gente tem que dar uma atenção um
pouco maior primeiro deles é história o
segundo é Literatura e o terceiro é a
teologia propriamente dita a de trás
para frente a teologia é essa forma de
enxergar a história e as histórias que a
bíblia conta como uma coisa que tem
significado que tem sentido e que nos
revela uma pessoa em especial a pessoa
de Deus na pessoa de Jesus a outra coisa
é a gente perceber que tudo isso é feito
por gêneros específicos não dá para a
gente por exemplo abrir os três
primeiros Capítulos de Gênesis
interpretar com os mesmos critérios que
a gente interpreta o livro de
Deuteronômio o que a gente interpreta o
livro de provérbios
e por último história que é o que a
gente vai dedicar um pouco mais de
atenção bom a história é uma coisa que
realmente assim às vezes divide Nossa
opinião na hora de interpretar a bíblia
por quê para muitas pessoas o que se
pensa é olha a história pode ter sido
importante no seu contexto original
quando a igreja começou e aconteceu
vários eventos importantes mas hoje a
gente não pode perder muito tempo com
essas divagações ficar querendo investir
muito tempo na leitura de livros e
fontes e discussões às vezes complexas
porque a gente tem trabalho urgente para
fazer a gente tem que orar a gente tem
que Pregar a gente tem que visitar as
pessoas desenvolver projeto esse negócio
de história consumir muito tempo e traz
pouco resultado isso é um engano para
outras pessoas a ideia da história não é
tão relevante porque o nosso tempo é
muito diferente do tempo bíblico de fato
a Palestina do primeiro século ou
Israel do primeiro século é muito
diferente do Brasil do Século 21 Então
nada que a gente possa extrair a partir
da história vai nos auxiliar muito no
significado contemporâneo de cada texto
é como se a gente tivesse
novas ideias sobre o texto como se a
gente tivesse novos significados para o
texto que o texto nos permite extrair
que a gente pode extrair da forma como
nós julgamos mais apropriados e isso é
um equívoco muito grande porque o texto
diz o que diz quando ele disse essas
coisas para os seus leitores iniciais
quando ele disse essas coisas para os
seus ouvintes iniciais Jesus falou o que
falou para pessoas não contexto
específico os seus discípulos estavam
debaixo do domínio de um império estavam
vivendo
de certa forma livre mas não
completamente Livres tinham expectativas
a respeito da libertação de Israel tinha
uma expectativas a respeito de um reino
e a gente não pode
desconsiderar que esses textos falavam
para aquelas expectativas falava para
aquela situação
Esse é o primeiro ponto porque que
história é importante porque Jesus falou
num contexto específico e não no nosso
contexto ainda que tem a relevância para
o nosso contexto essas coisas não foram
ditas Originalmente na nossa condição a
outra coisa é a gente perceber que Jesus
ele não era só de vinho ele era humano
se ele era um ser humano Ele viveu
dentro de um contexto histórico definido
ele não viveu assim meio metro acima do
chão ele não viveu sem depender de
alimento e de sono ele dormiu no barco
ele comeu peixe com os discípulos ele
enfrentou tempestade ele lidou com
cansaço Se Jesus experimentou tudo que
nós experimentamos Ele experimentou a
história da forma como nós
experimentamos no sentido de que ele
estava dentro de um contexto particular
então todas as informações que a gente
possa levantar sobre esse contexto
particular nos ajuda a entender esse
Jesus que era tanto um personagem
histórico mas também o personagem
histórico o personagem que definiu todo
o significado da história até aquele
ponto e a história depois dele
mas dito isso dito dadas motivações para
a gente estudar história a gente
realmente precisa discutir esse
significado da palavra porque quando eu
falo história eu posso estar querendo
dizer uma coisa e Susi pode estar
entendendo outra completamente diferente
bom o primeiro significado que a gente
pode levantar é história como todos os
eventos do passado então tudo que
aconteceu no instante anterior a esse
momento que nós estamos vivendo agora
pode ser considerado história nesse
sentido história não é uma ciência
história é o conjunto de eventos que já
ocorreram no momento anterior ao que nós
estamos experimentando existe história
também como uma referência a todos Os
relatos que nós temos escritos sobre os
eventos do passado então algumas pessoas
quando falam da história está falando do
registro dos eventos anteriores terceiro
é a história como essa tarefa de
pesquisa e das coisas que de fato
aconteceram aí a gente já está entrando
num contexto um pouco mais
científico acadêmico que é a forma como
nós registramos e pesquisamos as coisas
que aconteceram aconteceram e a forma
como nós narramos o que de fato houve
então existem muitas pesquisas da Bíblia
ou no contexto dos estudos bíblicos
sobre o Jesus histórico e Jesus da Fé
discussões que aconteceram no século
passado e ainda tem Impacto hoje é
discussões sobre o que de fato aconteceu
nos eventos do Antigo Testamento a gente
acredita que tudo aconteceu alguns
historiadores não admitem a
historicidade de todos os eventos
narrados enfim história também pode ser
referir essa tarefa da pesquisa uma
subdivisão desse conceito é entender que
história pode significar a tarefa de
tentar encontrar o sentido dentro dos
eventos não só relatar os eventos mas de
alguma forma extrair o significado do
que aconteceu uma outra definição é a
história como eventos de fato
significativos a ideia não é que o autor
da história ou Historiador está tentando
encontrar um significado mas a história
tem um significado a história tem um
sentido
uma subdivisão dentro disso é a ideia
isso é muito importante de que a
história ela tem uma direção definida
Daí vem aquela expressão estar do lado
certo da história Então você Suzi tem
que tomar as decisões corretas porque
você precisa estar do lado certo da
história que nós estamos escrevendo e
muitas pessoas também entendem que elas
estão escrevendo da história mas ao
mesmo tempo a história faz juízo você
pode estar do lado errado dela se você
tomar uma posição equivocada dois nomes
importantes que viam a história mais ou
menos assim Hegel e Marx então é a ideia
de que a história está caminhando para
um ponto determinado em uma direção
definida E você tem que se definir como
se posicionar a gente precisa enxergar
que é um pouco perigoso enxergar a
história assim porque você pode dar um
senso de fatalismo senso de olha as
coisas vão independente do que você vai
fazer ou não e você tem que ser
posicionar da melhor maneira E aí isso
pode justificar muitas atrocidades é a
história também pode ser vista como uma
narrativa
significativa dos eventos então o foco
aqui está no fato de que alguém narra de
que alguém está contando a história
então a história seria a forma como
alguém constrói a Sua percepção do que
aconteceu e passa para gerações
posteriores é aquilo que foi
experimentado então esses são alguns dos
conceitos de história que existe dentro
e fora da academia dentro e fora do
senso comum mas mesmo que a gente
Concorde no que é história e da próxima
vez que você ouvir falando alguém
falando a história nos diz que você tem
que se perguntar o que que essa pessoa
está querendo dizer com a palavra
história Mas mesmo que a gente Concorde
nesse ponto fazer história pode ser
feita de muitas formas diferentes e aí
suas devolver a bola para você para você
nos contar um pouco talvez até dentro
desses contextos mais é definidos da
pesquisa e da escrita como é que ao
longo do tempo os historiadores foram
escolhendo as suas formas de estudar e
de escrever a história também
tá fechado o microfone É bem
interessante aqui nessa questão porque
até
enquanto não se tem uma escrita você
falou agora da escrita enquanto não se
tem uma escrita é chamada de
pré-história né porque a gente não tem
como saber exatamente a gente tem uma é
uma reconstrução Mas a gente não tem
algo real é escrito para a gente poder
entender como é que era Ou pelo menos
tudo como você falou alguém que
relatasse aquilo né que foi vivido
naquela época então é bastante
interessante a gente perceber e até
existe de existe uma disciplina que
corre constrói a história da história
conta a história da história né que a
história historiografia e é bem
interessante porque ela vai mostrar como
é que esse conhecimento do passado
é transmitido isso quer dizer que nessa
transmissão existe uma maneira diferente
sempre de olhar vai ser da pessoa que tá
o redigindo ou contando ou né de alguma
forma
escrevendo esses fatos né
e é bem interessante porque
é impossível de certa forma falar é que
exista uma história
totalmente neutra né que não passe por
uma uma maneira de enxergar uma
perspectiva ou até uma interpretação
daqueles fatos né até para poder
escrever aquilo né então sempre a gente
vai ter que entender que uma história é
escrita sobre tal perspectiva
perspectiva do autor perspectiva enfim
de quem tá enxergando aquilo né então
a gente tem muitas questões nessa
questão nessa nessa
construção da historiografia né que
foram estudadas né E
aí a gente vê porque às vezes a gente
fala sobre
uma história absoluta e a gente eu
lembro que eu estudei a história do
Brasil né história do mundo aqui no
Brasil né nas escolas Quando eu fui para
Coréia eu comecei a descobrir que tem
outras coisas tanto sobre o mundo quanto
sobre o Brasil que eu não estudei aqui
né então é uma forma de enxergar muito
diferenciada assim como eu conversei com
outras pessoas da Europa e de outros
lugares que elas enxergam de uma maneira
bem diferente tanto a sua própria
história né europeia do que a gente
aprende aqui
então assim isso é muito interessante
sempre da gente perceber isso é muito
importante aliás e outra coisa que não
existe um certo e errado
absoluto nesse sentido né porque a gente
só a gente só precisa entender que
existe essa perspectiva então mesmo
quando a gente olha para a Bíblia a
gente precisa olhar em que perspectiva a
pessoa Porém uma pessoa tá fazendo um
comentário né sobre a Bíblia Então qual
é a perspectiva dessa pessoa ela tá
olhando com um olhar científico com
olhar social né então como ela enxerga e
ela interpreta aqueles fatos né então a
gente tem algumas escolas que é aí a
gente pode entender um essa questão
algumas escolas que
passaram assim a gente consegue
identificar é que a gente tem no século
20 Claro é um método científico social
né então usado que os historiadores dão
uma ênfase maior nessa questão social
até do que política né E a gente tem
também histórias comparativas tá a
história comparativa ela vai pegar
a comparação entre sociedades que são
bem diferentes né e traçar Paralelos
culturais até interessante porque a
gente entende muita coisa bíblica
nesse sentido a gente conseguiu entender
como é que é
como é que era a vida em Israel como é
que eles lideram com
o meio deles né como é que eles tinham
qual era o relacionamento
entre eles e os seus vizinhos através
das histórias dos próprios vizinhos né A
gente vai ver relatos É bem interessante
sobre isso e tem a história
desconstrói né o desconstrutivismo Né
desconstricionismo Né então a gente tem
uma história
você enxerga mostra você vai mostrar do
outro lado que essa história tem uma
base muito frágil muito instável então
você desconstrói essa história e a gente
conhece também a ideia da perspectiva
hermenêutica então a gente faz uma
interpretação daquele texto né E claro
que aí
ela mostrou bem né que a gente tem as
interpretações bem diferenciadas né E a
gente tem por exemplo a teologia a
teoria do ciclo social que a história
sempre se repete Alguém já ouviu falar
que a história sempre se repete é um a
perspectiva de você enxergar esse ciclos
então sempre é a esse ciclo que volta
essa história que vai e volta só que a
gente tem um outro que é o ciclo linear
é aquele que você vai
progredindo né na história que é a ideia
da Bíblia quando Deus fala Jesus que
Jesus por exemplo que a Bíblia diz que
Jesus é o alfa e ômega né a gente
entende que ele é o início e o fim então
existe né aquilo que a gente vê lá em
Gênesis a gente tá à espera do fim
completo né com a vinda de Jesus então é
Ótica o clima dessa história que vai ser
vai ter o fechamento com a vinda de
Cristo né e assim dos céus e Nova Terra
tudo aquilo que a gente entende aí então
a gente tem essas várias perspectivas
tem outras também a gente pode ver
tem histórias que contam por exemplo a
história só dos oprimidos né
danismo né que a gente o ceticismo
histórico né que entende que ó passado
não serve para nada o que serve é o que
a gente tem agora e assim a gente não
tem já que a gente não consegue ter
acesso ao passado isso não serve para
nada como aquilo falou lá no início né E
a gente tem por exemplo eu achei bem
interessante que eu fiz uma disciplina
eu tava estudando
que falava sobre os grandes os poderosos
do mundo e imperialismo
então toda a história
contada e justificada né a partir da
perspectiva desses imperialistas e
falando porque que eles tinham
o direito né de conquistar e ser um né
ter
o súditos ou teus os outros povos né
abaixo sobre imensos a eles né então
são formas bem diferenciadas e a gente
precisa
entender isso para poder
talvez enxergar melhor Às vezes a gente
lê um comentário a gente ler né algum
relato histórico só que a gente acaba
assim ah é história então a gente
simplesmente Recebe como uma verdade
absoluta e acabou mas isso é muito
perigoso né isso é perigoso porque você
não vai
enxergar a história como ela é Ou pelo
menos como a gente deveria entender a
bíblia mas a gente vai através dessa
história que existe esse viés né que
consiste nesse viés a gente vai ter um
viés do entendimento próprio bíblico né
então isso é bastante
importante a gente perceber entender e
até dar né
Com certeza eu acho que dentro dessa
explicação aí detalhada de Várias
escolas que foram sendo construídas
principalmente no último século ou nos
últimos dois séculos sobre a
reconstrução histórica vale uma
contextualização histórica dos métodos
históricos que é esses métodos são
filhos do Iluminismo boa parte da
história a gente não tinha
escolas que tentavam reconstruir a
história com essa mesma sistematização
que a gente vê
do Iluminismo para cá isso se dá porque
o Iluminismo é uma visão de mundo que
também tem um certo julgamento a
respeito da história Então dentro do
Iluminismo a gente
é tem uma autonomia da capacidade humana
de analisar as coisas não só que
acontecem no nosso tempo mas aquilo que
aconteceu no passado e por isso essa
tentativa de Ah agora a gente tem os
métodos as fontes e as condições de
realmente saber o que houve no passado
como uma pressuposição de que até certo
tempo atrás a gente não sabia que tinha
acontecido no passado mais distante
Então existe essa esse ímpeto pela
autonomia do homem de investigar de
saber como de fato foram as coisas e
existem uma série de separações uma
visão de como é que o mundo realmente
assim está estruturado uma das divisões
é separar o sobrenatural do natural
então é a visão de que a história é uma
sequência de causas e efeitos
construídos pelos seres humanos e na
melhor das hipóteses Quando Deus
interage com a história isso é
interpretado com uma invasão do sobrena
Sobrenatural
o jogo de palavras às vezes nos
atrapalha mas a ideia de que aquilo que
está acima da natureza que é o domínio
de Deus de vez em quando rompe essa
barreira que é formado pelo natural mexe
um pouco com os eventos aqui mas no mais
nós é que estamos construindo a história
com essa sequência de causas e efeitos
essa não era perspectiva de história a
forma como as pessoas entendiam o seu
próprio
trajeto dentro do tempo e do espaço na
época bíblica nem na época Bíblica do
novo testamento nem na época Bíblica do
Antigo Testamento a presença e a
intervenção de Deus se é que intervenção
é a melhor palavra era um visto como
coisas cotidianas tudo aquilo que
acontecia dentro do espaço e do tempo
era também produto da interferência de
Deus dependendo do povo dos Deuses
dentro daquilo que era a sua experiência
natural Então essa diferença de natural
e sobre não era muito
clara não era uma coisa muito distinta
muito separada e Isso muda muito também
a perspectiva de História porque no
Iluminismo além de fazer a separação de
natural e Sobrenatural existe essa
separação do presente e do passado o
passado era uma coisa quase que
inatingível era uma coisa muito distante
que precisava de novos métodos e de
novas fontes para que nós pudéssemos
acessá-los porque Os relatos que a gente
recebeu em primeira mão não estavam
contando a história esses relatos
estavam sempre como colocou Susi de
certa forma se maquiados
totalmente imaculados pela intenção
daquele que o registro então a gente
precisa perceber que a perspectiva
Iluminista nos deu uma postura quase
assim que supremacista sobre a história
a gente consegue Agora acessar e saber
exatamente o que aconteceu e daí
vem um conjunto de métodos é que ficou
debaixo do guarda-chuva do que nós
chamamos como positivismo histórico o
positivismo histórico é a crença de que
nós podemos descobrir exatamente o que
aconteceu nós podemos descascar essas
camadas ainda a intenção do autor da
intenção do poderoso da intenção da
Igreja Primitiva a gente pode tirar
todas essas essas manchas ou esses
produtos que foram colocados em cima do
evento real até a gente chegar nesse
evento real até a gente saber quem de
fato foi Jesus Jesus supostamente não
teria sido o que os Evangelhos narram
mas sim depois que você tira um milagre
daqui tira um dito posterior dali tirei
a edição de um Escriba muito posterior
de lá Aí você de fato teria condições de
encontrar quem é Jesus Isso é uma
perspectiva bastante positivista da
história e o problema do positivismo é
que ela não leva em conta que sempre
Historiador tem suas intenções a própria
pessoa que está estudando o passado vive
no seu tempo ele é produto do seu tempo
então ele tem seus vieses ele tem suas
falhas Ele tem sua forma de julgar a
história ele tem um senso moral que até
certo ponto é influenciado pelo seu
tempo então a o passar do tempo foi
demonstrando que essa perspectiva muito
positiva ou positivista da história de
que a gente tem Total condição de saber
tudo que aconteceu no passado tem várias
falhas e que são incontornáveis até
certo ponto em contornáveis nesse é
intuito de se colocar acima da história
enxergar a história de forma
completamente Imparcial aí veio após
modernidade após modernidade negou
Praticamente tudo o que foi afirmado
pela modernidade mas também gerou um
produto bastante estranho as nossas
intenções de férias nossas compreensões
de história que acreditamos ser as
compreensões dos personagens bíblicos ou
dos autores bíblicos porque após
modernidade disse que não tem como
acessar a verdade já que todo mundo tem
um viés todo mundo tem uma intenção todo
mundo é condicionado pelo seu tempo o
máximo que a gente tem são assim os
desejos das pessoas de cada tempo de
contar a história de uma certa maneira é
um jogo de poder cada um que conta a
história está querendo convencer o outro
de uma determinada opinião então a
história é uma arena de batalha de
narrativas de batalha de interesses é um
jogo de interesses mas não tem como a
gente saber a verdade essa é uma grande
barreira que após modernidade impõe não
tem como a gente acessar a verdade até
porque tudo relativo né então se você
não tem não existe nada absoluto você
não vai acessar nunca mesmo né
exatamente a história mas é muito
interessante você falou aí Áquila E aí
como é que a gente faz né porque a gente
tá falando aqui dessa questão da
história seja ela completamente
acessível
inacessível né completamente inacessível
a gente tem um problema sério né como é
que a gente interpreta a Bíblia né como
é que realmente a gente consegue
enxergar a vida é muito interessante
Porque alguns estudos claro que é um
conjunto de estudos Né desde Geografia
História filosofia arqueologia tudo esse
conjunto de fatores e disciplinas
nos ajudam a reconstruir algumas coisas
né a entender um contexto inteiro
histórico né claro que não é possível
talvez a gente reconstruir essa
plenamente né assim perfeitamente Mas é
possível através dos achados através de
todas as
assim as comparações né
entendendo um pouco essa intenção do
autor que ela falou a gente entender um
pouco a fora a literatura né então que
vai ser tratada aqui também então
através de tudo isso foi possível
entender um pouquinho melhor a questão
da Bíblia e a gente precisa entender
então como é que dentro da Bíblia se dá
esse tempo se dá essa questão da
história é bem interessante porque
aí a gente tá lidando com a teologia
mesmo lidando com o texto bíblico quando
a gente vai lá e lidando com a história
né com a questão do tempo dos
acontecimentos e tudo então quando a
gente entra no texto bíblico e vai ali
entendendo essa perspectiva porque a
perspectiva de Deus né que a gente fala
teologia né é estudo né de Deus dentro
daquele texto e aí a gente vai ver que
esse tempo na Bíblia é bastante
diferente daquilo que a gente entende
hoje como é que ela falou né A questão
do tempo Primeiro ela não é uma ciência
exata como a gente tem hoje o tempo
bíblico ele é um templo é um tempo
diferenciado ele é
experienciado pelos personagens bíblicos
ele é contato de uma maneira diferente
porque Deus ele justamente ele entra
nesse tempo porque Deus ele é soberano
né mas ele entra nesse tempo e ele vai
escrever algo diferente através e já
nessa história então ele vai escrever
uma história da Redenção então ele vai
tudo que o Áquila falou sobre
ressignificado era experiência com
significado né de reconstrução desse
desse dessa história que na verdade é o
tempo com significado é o que Deus faz
nessa dentro da Bíblia quando a gente
vai ler a Bíblia ele vai ressignificar
toda essa questão do tempo e vai
escrever algo que é chamado dessa
história da
é muito legal porque os quando a gente
falou rapidamente do ciclos
os
antigos os pagãos eles entendiam assim o
tempo simplesmente como um ciclo né que
vai
tendo por exemplo
tendo a colheita semeadura né Então as
estações do ano vão marcando esse tempo
e você vive um ciclo simplesmente vai
vai vivendo dentro desse ciclo e você
não tem mudanças você não tem eu quase
que um determinismo Porque você só não
tem como sair desse ciclo
e Deus quando ele ressignifica ele vai
dar
o primeiro momento que ele ressignifica
é o sábado ele fala porque Eu descansei
vocês vão descansar também o que quer
dizer isso eu sou o senhor do tempo eu
sou o senhor da história então mesmo que
vocês não façam nada eu sustento o mundo
eu continuo agindo nessa história e aí
ele vai
dando esse significado a gente vai ver
isso por enquanto as festas né as festas
são essa ressignificação do tempo porque
aí a festa agora ganha um significado é
sagrado um significado que tem a ver com
Encontro com Deus nesse tempo e aí é
muito interessante porque a gente vê
algo que é uma crescente é uma revelação
crescente é Deus vai escrevendo essa
história até que vai ter porque teve um
início né Então até que vai ter um fim e
esse fim vai ser algo né Por teótico até
vai ser um clima vai ser um fechamento
vitorioso e glorioso desse Deus que
escreve essa história de Redenção então
é muito legal a gente enxergar isso
dentro da Bíblia e às vezes a gente lê
os textos a gente não entende e a gente
fica questionando pai por que que ele
estava tão sofrendo tanto ou porque que
né Deus faz isso porque a gente não
consegue enxergar às vezes essa essa
mulher macro né Essa essa visão macro
que existe
nessa história de retenção que Deus está
escrevendo a gente tem até outros cursos
que falam sobre isso e vão passando um
pouco mais detalhadamente em cada um mas
é muito interessante né aquilo com
certeza Suzi essa o tema da história da
Redenção já é um tópico que poderia
ocupar um curso nosso aqui inteiro para
a gente ter essa compreensão também de
como dentro da perspectiva bíblica a
história se desenvolve com uma intenção
particular a parte de Deus e como isso
nos coloca numa posição específica
também nós estamos num tempo histórico
que é previsto pela bíblia com a missão
específica mas pensando sobre isso as
suas e que você colocou de que a
história dentro da Bíblia tem um
propósito tem um começo também terá um
fim como hoje nós experimentamos ainda
que não seja o fim absoluto ela vai
chegar um momento de
uma ruptura da forma como hoje é
experimentado e um novo início
mas quando a gente pensa sobre a
história da Redenção Nós já estamos nos
colocando dentro da perspectiva cristã
mas acreditamos que a história está
sendo redimida Mas mesmo que a gente não
parte desse ponto todo mundo compartilha
uma perspectiva de história pessoal todo
mundo tem uma visão de que ela está
dentro de um uma história com algum
significado e ela também tem uma visão
de que o mundo está escrevendo uma
história com algum sentido as pessoas
que são completamente desprovidas dessa
noção de sentido para história ou de
coesão histórica é cai em desespero cai
em um absurdo e em muitos momentos essa
é uma dificuldade que nós é enfrentamos
enxergamos no nosso tempo parece ser uma
conversa um pouco técnica de vez em
quando definições de história escola de
historiografia mas esse senso de que nós
estamos inseridos em uma história é o
que Segura as pontas em vários sentidos
é a sensação de que a gente está fazendo
algo com significado é o que dá nos dá
esperança também de continuar
e a gente enfrenta um momento de
especial dificuldade justamente porque
parece que muitas pessoas estão perdendo
esse sentido de um propósito histórico e
quando isso acontece porque lidar com
tantas dores e dificuldades que fazem
parte da vida de todo ser humano porque
lidar com a frustração De não ver as
coisas acontecendo exatamente como se
desejava você esperava que acontecesse e
é uma questão muito séria porque isso
tem acontecido mesmo com pessoas muito
jovens pessoas muito jovens adolescentes
jovens adultos que às vezes experimentam
essa frustração em relação à história
como eles enxergavam e aí já não
encontra mais um propósito de vida eu tô
inserindo isso que parece ser uma coisa
muito distante do começo da nossa
conversa porque
tem um ponto fundamental mesmo para os
estudos bíblicos mesmo para a parte mais
profunda da coisa de que os seres
humanos Eles são constituídos de Visões
de mundo eles enxergam o mundo
algum nível de coerência e dentro dessa
visão de mundo um dos elementos mais
importantes é justamente as narrativas
as histórias que eles contam para si
mesmo é a história que o sujeito se
insere e que acredita que dá significado
para sua história pessoal por exemplo o
povo de Israel tinha várias festividades
tinha vários momentos solenes tinha
vários atos religiosos que eram
destinados para os lembrar da história
que eles faziam parte então toda vez que
chegava a época do ano de celebrar a
Páscoa eles tinham que contar a mesma
história em especial para os mais novos
para as pessoas que não viveram aqueles
eventos mas que tinham a sua identidade
marcada por aqueles eventos então A Susi
até pode talvez explicar depois com mais
detalhes mas a ideia é durante a
celebração da páscoa uma família de dia
é que a criança mais nova comece o
momento ali de memória e de celebração
perguntando porque essa noite é
diferente de todas as outras noites e aí
você começa a contar a história do Êxodo
Porque o povo fazia isso porque a
história do Êxodo era história que
marcava o início da Nação de Israel até
aquele momento a gente tinha uma família
tribos depois uma grande multiplicação
mas não a noção de identidade de um povo
de uma nação um povo separado por Deus
para Deus e a partir do Êxodo é que
essas coisas vão sendo mais claras
marcadas e definidas
é muito especial isso né Não só você
falou das crianças né As crianças tinham
que aprender mas é a ideia principal é
que a gente quando a gente tem uma
identidade por exemplo Nós cremos hoje
em Deus não vamos falar tão antiga tão
antigamente vamos falar da gente Nós
cremos em Deus quando a gente vive passa
por experiências com Deus né então a
gente está experimentando Deus dentro da
nossa história de vida né A gente vai
passando e com Deus
a gente vai aprendendo de quem é Deus e
como nós temos que lidar agora a partir
desse conhecimento de Deus essa
experiência com deus que é diferente a
gente sofre uma transformação certo
Então isso é um motivo da gente Celebrar
e a gente precisa um dos motivos por
exemplo a gente que conhece a Jesus que
a gente recebe como o senhor e salvador
a gente vai celebrar a partir depois do
batismo né a gente vai reconhecer Jesus
como senhor e salvador mas a gente vai
celebrar a ceia todo meio todo né assim
de tempos em tempos Isso é o que é o
memorial porque que isso é importante na
nossa vida e a história tá toda
envolvida porque se a gente não
enxerga o que foi feito né que o que
Deus fez na minha vida
não lembra disso
é isso não consegue sobreviver na nossa
vida a gente esquece
E aí a gente vai retomar um caminho que
não é de Deus né que a gente vai ser
Seguindo os nossos próprios caminhos de
novo então a gente vai acabar se
desviando e a ideia de da celebração
então da páscoa é você lembrar dos
feitos de Deus lembrar que antes a gente
era
escravo e agora nós somos livres e que
nós temos um Deus tão poderoso
capaz de libertarmos E que nos guia hoje
e sempre Então essa essa festa grande
que deve ser celebrada mesmo a Vitória a
liberdade tudo isso é para que a minha
identidade sempre esteja firmada nisso
essa memória é muito importante seja
para quem viveu seja para quem não viveu
então ela vai aprender
sobre esse Deus ela vai passar a viver
em Celebrar esse Deus então é muito
legal a gente entender porque a história
não é só algo macro né que a gente fala
de história às vezes de uma maneira
muito
distante da gente mas não ela é muito
pessoal ela é uma conjunção de tudo isso
né É bem complexa né
sensus e isso é de fato assim um Marco
na história de Israel a Páscoa em
especial mas também para os cristãos a
principal lembrança e celebração que nós
temos é por isso que a gente não celebra
só uma vez por ano mas toda vez que nós
celebramos a ceia nós estamos anunciando
essas coisas até que ele venha né É mas
quando a gente pensa nessa função da
celebração da história da lembrança e da
formação de uma identidade é muito
interessante que essa lembrança e
formação de identidade aconteça por meio
de uma narrativa
e talvez isso não seja tão assim Claro
explícito para todo mundo que que tá
acompanhando tá participando da nossa
conversa de que as histórias que nós
contamos para nós mesmos seja nós é Paz
de crianças seja nós adolescentes
sejamos nós independente da idade essas
histórias nos dão um significado de quem
somos individualmente mas marcam
exatamente como nós iremos caminhar
dentro da história direciona O que que a
gente julga é justo fazer valioso fazer
ou não com base nas narrativas que nós
acreditamos por isso que por exemplo
contar as histórias bíblicas novamente o
exemplo da criança porque eu acho que
existe essa
essa relação muito natural entre
crianças e histórias elas são rápidas
por ouvir e elas acreditam que estão
dentro da história ao mesmo tempo
quando as crianças têm como suas
principais histórias de referência as
histórias bíblicas isso tem uma função
muito importante no desenvolvimento do
Imaginário das Esperanças da expectativa
dessas crianças mas mesmo nós que já não
estamos mais nessa fase Nós acreditamos
que aquilo que nós fazemos está também
construindo uma narrativa e a gente já
falou isso em outras lives pregações que
que estão foram feitas na IBM de que a
Bíblia não é um conjunto de histórias
que servem como exemplo para gente ainda
que essa também seja uma função mas a
Bíblia principalmente a história na qual
nós somos inseridos
a Bíblia não foi feita simplesmente para
nos dar bons exemplos de Reis de homens
de mulheres de maridos de esposas de
profissionais não é não é esse o
propósito da Bíblia o propósito da
Bíblia é contar a história com sentido e
um significado que são completamente
inacessíveis é de outra forma que não
seja revelação do próprio Deus se ele
não nos Contasse a história assim a
gente não teria como encontrar o
significado dessa história de uma forma
que fosse completamente dependente da
experiência pessoal como se a gente
pudesse descobrir para onde é de fato
que a história caminha qual é o
significado dessas coisas por isso que
quando a gente lê a Bíblia a gente não
tá lendo uma história que nos mostra
referências que nós devemos copiar
apenas também mas ela nos mostra a
história que nós estamos inseridos a
história que nós devemos construir Então
isso é com uma motivação muito clara
para gente estudar história de uma forma
a descobrir qual é a narrativa que eu
fui inserido a gente está dentro de uma
peça nós somos personagens dessa peça e
nós temos um papel a gente pode
desempenhar bem ou pode desempenhar mal
mas não é a gente que define roteiro né
a gente foi colocado lá a uma outra
coisa que eu acho que a gente tocou de
leve mas vale até a gente talvez falar
um pouco mais e eu queria ouvir você
sobre isso é o lance da história como
uma forma assim de nos prevenir
de a gente construir o Jesus que a gente
quer ou Deus que a gente quer porque
vamos vamos olhar assim de forma
bastante honesta para a forma como a
Bíblia lida em muitos ambientes a gente
abre o texto a gente vê o texto e tira
uma aplicação dali porque eu acredito
que esse texto está dizendo a gente
aplica Agora se a gente insere ou não a
história os resultados são muito
diferentes Então pode ter até pessoas
que não da história porque fica mais
chato o texto não fica assim tão aberto
então disponível para dizer o que a
gente queria dizer só que agora tem um
monte de dado de arqueologia de
geografia de história de contexto que
restringe o pouco as áreas em que a
gente poderia encontrar Mas por outro
lado
as pessoas elas querem ter um momento
devocional né Eu já vi muita gente falar
isso eu quero né quando eu leio a Bíblia
Eu quero ter um momento devocional que o
Espírito Santo ele vai vir e vai me
revelar né sobre o significado daquele
texto Então eu não preciso estudar eu
não preciso entender né o
contexto histórico ou um texto
geográfico enfim daqui isso não é
verdade né o espírito santo realmente
nos ajuda a entender ele ele nos guia
mas a gente precisa sim entender porque
a gente precisa por exemplo é muita
coisa na própria Bíblia Ela só foi
entendida realmente
através dessa desse entendimento até das
histórias né a história mesmo história
como né O que foi
descrito relatos dos Reis relatos de né
das Nações vizinhas por exemplo a saída
do Egito
foi fato Ou era uma uma história contada
só para animar o pessoal fala Olha então
vocês tiveram
algo assim não isso foi real então
quando do que foi isso foi descoberto
através de alguns textos previn Israel
existiu mesmo ou Israel é algo
Imaginário né então a gente vai ver lá
por exemplo alguns relatos né de quando
a primeira vez que o Israel foi
mencionado né em algum lugar que é num
por um Faraó por um rei né a Estela de
menecar
É bem interessante porque Israel era um
nada era um ovinho assim
Itinerante né numa de sem uma terra não
constituiu uma nação ainda mas eles são
mencionados nessa Estela de marmetar E
aí estudando sim né fazendo uma um
estudo é a partir até de Reis Lá de Reis
a gente começa a entender por exemplo
que gerou ele foi pagar o tributo ao Rei
assírio aí só uma miséria a gente tem lá
um
é um achado que mostra o G1 pagando e a
gente sabe pela história deles quando
que foi isso e a partir daí é criada é
entendida uma cronologia do Antigo
Testamento então a gente não tem como
tirar
o texto bíblico primeiro
dos fatos históricos do mundo né de todo
do que tudo a realidade que aconteceu no
mundo tá E que hoje a gente está
inserido como aquilo ela disse
e outra coisa é você entender essa
história inclusive para você entender
Até as profecias é toda essa história
que a gente falou da Redenção que não é
algo que tá fora né do tempo e do espaço
desses relatos bíblicos Então a gente
tem um trabalho de Deus uma ação de Deus
desde criação queda a gente vai ver a
redenção desde né não é vários momentos
e vai chegar
na escolha de Abraão Então a gente tem
um desencadeamento de toda essa história
e a gente vai esse Messias prometido que
tá desde de Gênesis aparece né
quando fala que para serpente olha vai
aparecer aí o descendente da mulher vai
né pisar na cabeça vai vencer né vai ter
a vitória é completa sobre o Deus
descendentes da serpente no caso
da serpente então
a gente vê isso se realizando né quando
Jesus vem a gente vê essa
esse comprimento de todas as profecias
por isso que não dá para você dissociar
nada e ficar entendendo né Jesus como
alguém
aleatório né alguém só espiritual ele
veio
encarne osso né em carne assim
vive como ser humano justamente porque
ele
quis viver entre nós e nos falar
de algo real que faz parte dessa
história da nossa história e da história
de todos né Mas é interessante né aquilo
eu queria que você falasse um pouco
agora sobre a questão do Jesus histórico
porque foi uma coisa muito questionada
né
Justamente
por isso dentro dessa perspectiva
histórica surge que a gente comentou de
que se poderia primeiro Agora acessar a
história de uma forma nunca antes
acessada porque nós temos os métodos que
eles não existiam e segundo porque agora
nós temos Fontes o suficiente para fazer
uma reconstrução mais segura do que o
novo testamento se propunha a fazer
então muitos teólogos historia
acadêmicos em especial aí do Novo
Testamento falando especificamente das
pesquisas do Jesus histórico chegaram à
conclusão de que depois de dois mil anos
de história cristã a gente poderia saber
como é que foi o personagem da história
diferente daquele que era o personagem
da fé e aí Se chegaram Esse é um dos
pontos assim que é testemunho contra os
estudos dos Jesus históricos Se chegaram
a conclusões muito diferentes dependendo
dos métodos que eram usados dependendo
das fontes que eram incluídas isso
porque a métodos diferentes
interpretavam os mesmos textos é com
graus de confiabilidade muito distinto
salvo semelhante aconteceu contigo
Testamento com hipótese documental
atribuindo partes pentateu com a
diferentes
épocas e diferentes tradições e também
aconteceu no Novo Testamento com base
nesse Jesus essa usando um o famoso
estudioso alemão
de mitologização de Jesus a ideia de que
todas essas narrativas que a gente
supostamente sabe que não podem ter
acontecido como multiplicação de pães
Nascimento vaginal andar sobre água
escura de doentes é quando a gente tira
todas essas camadas que teriam sido
projeções da Igreja Primitiva sobre um
Jesus da fé é o que que permanece e aí
ficou para diferentes estudiosos
conclusões distintas um estudioso que a
gente pode citar aqui que é o Albert vai
dizer foi muito importante para a
história da escatologia e o que que ele
falou sobre Jesus Jesus era supostamente
esse
pregador apocalíptico que esperava que o
reino de Deus iria chegar plenamente na
sua época no seu tempo então Albert vai
ser acreditava que Jesus no fim das
contas foi um pregador frustrado porque
ele anunciava um reino e esse reino iria
chegar e no fim das contas esse pregador
morre crucificado e a crucificação seria
a prova final de que a sua mensagem não
se cumpriu ele teria sido um Messias
condenado
e essa é uma das interpretações que essa
reconstrução tenta fazer mas muitas
outras foram feitas né o diz a seminar é
que também uma escola um empreendimento
que tentou fazer essa reconstrução mas
isso aconteceu
prioritariamente durante o século 20
chega o momento em que os próprios
historiadores e também por influência da
filosofia da literatura demonstram que
esses historiadores eles tinham seus
compromissos e tinham suas limitações
e os seus viés próprios dos métodos que
Eles escolheram dos pontos de partida
esses estudiosos Eles não eram nem um
pouco neutros sobre a história eles por
exemplo tinha um ponto de partida sobre
coisas que podiam e não podiam acontecer
baseado no método científico então o que
que é possível ter acontecido apenas
aquilo que nós poderíamos reproduzir ou
enxergar também no tempo atual se a
gente não enxerga pessoas ressuscitando
hoje é porque não existiram pessoas
ressuscitando no passado se a gente sabe
que pessoas mortas continuam mortas é
porque a gente sabe que Jesus não
ressuscitou em corpo se a gente vê
pessoas com doenças que não tem
tratamento sofrendo as consequências até
a morte dessa doença então Jesus não
poderia ter curado Então essas pessoas
têm uma série esses métodos série de
pressupostos que não são comprovados são
aceitos assumidos como pontos de partida
e que geram todas essas consequências na
interpretação no texto do novo
testamento por isso que Esse
empreendimento até hoje existem
consequências as pessoas que é
divulgam supostos achados ou conclusões
objetivas sobre Jesus
apontando para uma figura muito
diferente do texto bíblico agora o que
vale a gente ressaltar é mesmo para os
estudos mas
modernos modernos não é uma palavra que
a gente também criticou bastante a
modernidade mas
contemporâneos sobre Fontes históricas
métodos historiográficos para muitos
estudiosos sérios mas não podemos
desprezar o Novo Testamento como uma
fonte histórica
mesmo que tenha sido um documento
escrito por pessoas com compromisso de
Fé com a perspectiva sobre história e
com interesse para os seus leitores e
ouvintes ele continua sendo uma fonte
histórica a ser não só considerada mais
profundamente valorizada para os estudos
históricos de Jesus isso porque é de
longe o conjunto de documentos mais
detalhados que nós temos sobre Jesus e a
avaliação dos outros documentos nos
mostram que todo é Historiador toda
pessoa que registra a história tem
interesses tem uma posição de fé tem uma
perspectiva sobre o mundo sobre o tempo
sobre todos esses essas categorias que
nós conversamos hoje aqui e isso não é
capaz de desqualificar o texto né então
a gente percebe no tempo atual que o
Novo Testamento ele não é
desacreditado como histórica para nós
acessarmos o que de fato aconteceu há
dois mil anos atrás em torno da pessoa
de Jesus e a perspectiva dos Apóstolos
não me invalida o seu relato Então a
gente tem uma tarefa muito importante é
de ler um novo testamento como uma fonte
confiável e também uma fonte Aí sim que
está dentro de um contexto que precisa
ser complementado por outras informações
a fim de que nós leitores do Século 21
tenhamos segurança do que o apóstolo
quis dizer que Paulo quis dizer com
aquilo que Marcos quis dizer com aquilo
vou dar um exemplo suicidou aí você se
todos fizesse essas questões ligadas a
comprovação na existência do povo diz é
uma época muito distante que até pouco
tempo atrás a gente não tinha registros
fora do relato bíblico
a interpretação de Marcos é 12 quando a
gente tem aquele texto ideia César O que
é de César muitas vezes é lido como um
texto de impostos né Essa daí vai para
quem acabou de receber uma bocada do
leão
[Risadas]
Eu imagino que você não é o nosso
público principal mas se você tá
assistindo isso eu sou negro impostos se
arrependa vai e não peques mais mas para
você que pagou impostos e ainda assim
ficou com aquele peso de ter recebido
uma bocada do leão esse não é um texto
que está discutindo simplesmente a
honestidade dos Galileus na sua
responsabilidade diante de Roma porque
se a gente assume que simplesmente Jesus
estava dizendo paga impostos porque é um
ruso a um a um judeu ou a um cristão
pagar impostos a pergunta não teria sido
uma pegadinha não teria sido uma
armadilha e o texto explícito em dizer
que a pergunta não foi sincera e a
pergunta era uma armadilha E aí tá nos
Versículos 14 e 17 especial a resposta
de Jesus
então a gente primeiro precisa ler e
perguntar para a história Qual é a
armadilha se não é o Óbvio se eles não
estavam sinceramente querendo saber se
deve ou não pagar impostos
o que que eles estavam querendo induzir
na resposta de Jesus os herodianos e os
fariseus colocaram o seguinte dilema
para Jesus se você disser que a gente
deve pagar impostos Então você está
sendo blasfeno porque é como acreditavam
muitos daquele tempo só existia um rei e
era e a velha era Deus se você paga
impostos ao Imperador você está
validando o Imperador Como Rei você
reconhece ele como rei e você está
plasfemando contra a posição de
autoridade Suprema de que o único rei
que deve existir é e a ver claro que
existem judeus e judeus Mas eles estavam
assumindo a postura dos judeus mais
velozes para colocar Jesus contra uma
parte da população
a outra alternativa é se você disse não
não paga impostos você será culpado ou
acusado de sedição de atentar ou incitar
um comportamento contra o império e é
justamente disso que Jesus é acusado de
agitar as multidões de anunciar um outro
rei de ser
insubordinar Roma e é por isso que Jesus
é injustamente crucificado depois
E aí o que que Jesus faz é interessante
que ele poderia fugir pela tangente dá
uma resposta que não é nenhum nem outro
mas que não resolve o problema Jesus dá
uma resposta que não é nenhum nem outro
mas ele endereça ele ataca o problema e
o que que Jesus faz ele pede uma moeda
um Denário a maioria das moedas da época
não tinha o rosto é de imperadores não
tinha um símbolos imperiais mas é aquela
tinha Muito provavelmente é de Tibério
do Imperador Tibério e uma inscrição que
é encontrada em moedas com o rosto de
Tibério é filho do divino Augusto E aí
Jesus na linguagem contemporânea dá uma
invertida no pessoal que é
Se vocês acreditam que ele é Divino
então vocês estão quebrando o mandamento
ao fazer a imagem de um Deus na moeda
que vocês têm E vocês estão carregando
no bolso de vocês o dinheiro de um Deus
Pagão então a contradição está em
supostamente ter o próprio dinheiro de
um Deus Pagão se esse é o dinheiro de um
Deus Pagão então dê o Deus Pagão o
dinheiro Pagão Essa é a resposta de
Jesus dê a César O que é de César então
dê a ele o que não pertence a Deus Deus
esse essa imagem representa ela mesma
uma Frota a Deus e não o ato de pagar ou
não pagar impostos
E aí a gente percebe que tem uma segunda
camada porque a palavra é dar é também
devolver se você abrir na NV você vai
ver que tem uma notinha lá de devolver e
essa palavra devolva A César o que é de
César parece muito com uma frase que
todos judeu do primeiro século lembraria
que é de Judas macabeu de dar a aos
invasores O que é dos invasores quando
ele dizia isso quando Judas macabeus
macabeus que foi um líder de uma
revolução Judaica contra a invasão dos
gregos no seu território em Jerusalém a
tomada do templo quando ele fala de dar
aos invasores O que é dos invasores ele
tá conclamando o povo a se revoltar
contra Os Invasores então pode ser essa
segunda parte da nossa interpretação tem
um pouco menos assim de evidências
diretas mas é coerente com a ideia que
estava sendo colocado diante de Jesus é
bem A César o que no sentido também de
punição no sentido de que em algum
momento César vai receber o juízo Ou o
império receberá o juízo daquilo que
eles estão fazendo com o povo de Deus e
com todos os outros que eles colocaram o
seu domínio
então no fim das contas não é uma
conversa simplesmente sobre imposto é
sobre fidelidade a Deus como é que a
gente pode saber disso sem conhecer as
moedas do tempo de Jesus sem conhecer o
que estava escrito e isso eu estou
falando porque a gente tem acesso essas
moedas né moedas é uma das coisas que a
gente tem de várias de vários achados
arqueológicos diferentes com grande
variedade então a gente percebe que a
gente é bem interessante porque se você
faz por exemplo só uma cidade como Éfeso
você vai ver ali é uma as construções
ainda existentes que eram assim
dedicadas a cada Imperador então
divinização né de cada Imperador e o
quanto eles eram adorados cultuados
enfim aí como como Deus diz mesmo né
Então aí entender isso faz toda a
diferença para entender o texto bíblico
né sobre o que Jesus está falando
a gente fala sobre Reino de Deus às
vezes pensando Só no etéreo e tal e o
pessoal tava querendo saber sobre o
reino de César e o reino do Messias
tinha justamente até a ideia do Messias
ela é interessante né mas eu queria só
voltar um pouquinho lá para o tio
Testamento só para a gente poder ter
aquelas coisas antigas né tipo a idade
do Bronze a idade do ferro e da Ajuda
das coisas você sabe que uma das coisas
importantes que a gente sabe que Davi
Ele teve acesso é justamente a
tecnologia do ferro é uma coisa que eles
não tinham E aí conseguiu né ter essa
ter essa esse domínio e foi uma das
coisas mais importantes e justamente
aconteceu nessa época né da idade do
ferro então entender Até esses períodos
da história
ajudam a gente a entender é tudo que
aconteceu Por exemplo Davi conseguiu uma
unidade Nacional ele conseguiu guerrear
a gente vê aí nos relatos
olha para crônicas por exemplo a gente
vai ver isso de uma maneira bem clara né
Os relatos das Vitórias né de Davi e aí
ele conseguiu realmente é transformar
essa esse essa naçãozinha que não era
nada em uma realmente uma potência né e
dá isso
como herança e para o Salomão
né aí voltando a gente pode realmente
entender a questão da histórica e do
contexto
histórico né
Romano seja persa por exemplo na
história de Ester história próprio né
da Babilônia né entender isso
faz a gente entender é como era a vida
nessa época como eram as relações e a
gente vai para o texto e vai entender o
que está acontecendo Então por exemplo o
retorno né da Babilônia do cativeiro é
uma coisa muito louca porque o Império
Persa sobe ao poder e aí a Bíblia diz
que é Ciro é o servo do Senhor Deus tá
usando o Ciro o Dario
para
evitar né para trazer o seu povo de
volta então é algo muito interessante
quando a gente ler o texto a gente ter
esse fundo histórico em mente ou pelo
menos entender isso a gente vai entender
muito melhor o texto e a força daquele
texto por exemplo Como assim
um rei
Pagão né Persa e ele tem essa amizade
com
Neemias um copeiro né É muito estranho
mas aí você vê o agir de Deus até o
favor de Deus até nisso nessas relações
aí então É bem interessante a gente
perceber isso e a importância de estudar
a história para a gente poder ler bem né
aí o texto bíblico
verdade Souza acho que a gente até pode
já pedir para o pessoal cooperar com as
perguntas aí colocarem no nosso chat já
tem é um outra pergunta mas seria
importante quem tá acompanhando a gente
a participar também nesse momento final
eu queria até lembrar enquanto o pessoal
tem oportunidade de colocar outras
perguntas um texto que a gente tratou
recentemente na Live sobre arrebatamento
que eu acho que é um exemplo do novo
testamento que o contexto histórico faz
toda a diferença é o primeiro do texto e
primeira
Tessalonicenses Capítulo 4 quando fala
texto clássico é sobre arrebatamento
e a linguagem de Paulo comem muitos
momentos é muito densa muito concisa
obviamente ele não explica as imagens
que ele está utilizando ele utiliza
porque é de conhecimento comum e Paulo
sendo bastante versado tanto na cultura
Judaica como grega ele tem um arcabouço
assim de
de táticas retóricas de argumentações
que é muito Ampla e quando ele faz uso
dessa linguagem de um rei que desce e se
aproxima e nós que encontraremos com
Jesus nas nuvens não é possível a gente
saber só lendo aquele texto de que eles
está utilizando a imagem de um cortejo
cortejo que os imperadores os reis
recebiam quando eles se aproximavam de
uma cidade as pessoas saíam dos portões
da cidade Lembrando que as cidades
muitas eram moradas elas tinham uma
delimitação bem menor e definida do que
as grandes cidades hoje e é um encontro
desse Rei Se encontravam com esse Rei
antes da sua entrada e depois retornavam
para a cidade é a ideia de uma certa
reverência o cortejo reconhecimento da
importância daquela figura então que
Paulo está querendo dizer ali é que
quando Jesus voltar o seu povo
reconhecerá eu reverencia como esse Rei
soberano sobre toda sobre todas as
nações sobre toda a criação e tal muito
mais do que uma descrição
exatamente de como essas coisas irão
acontecer assim geograficamente ou no
espaço se a gente vai para as nuvens e
depois vai para os céus ou se a gente
vai para as nuvens depois volta para
terra não é a questão não é o que Paulo
tá descrevendo ele tá discutindo uma
outra questão e consolando as pessoas
que perderam amigos familiares e que se
preocupam e quando Jesus voltar o que
será do pessoal que já morreu essa é a
pergunta que ele tá respondendo vai ter
ressurreição ninguém vai ser Deixado
Para Trás ninguém vai ser esquecido
todos irão reconhecer e ver o cordeiro
ressurreto no momento em que ele voltar
em Glória né Então essa é a o foco da
do tema de primeira pessoa em ciências e
dessa passagem em especial
todo texto que a gente lê a gente
precisa entender realmente essa questão
do contexto histórico né geográfico
inclusive né tudo mais é para poder
entender bem o que que tá escrito é
inclusive porque você olha para Paulo
quando ele vai caminhar pois vai andar
pelos lugares são lugares cada um é um
diferente do outro né então
Os questionamentos são diferentes
Coríntios é diferente Corinthians
diferente de ter essa lógica né então é
importante a gente conhecer a cultura né
o contexto histórico o que que tá
acontecendo naquele local por que que tá
se falando daquele jeito né que as
cartas são muito específicas né muitas
cartas são bem específicas e outras são
assim para aquela região né eu lembro da
viagens uma das coisas mais legais é
você começar a entender
essas essas questões né Eu lembro quando
a gente foi para uma região chamada
pamocalé né
onde tem as pernas
são bem próximas né quando a gente fala
das Águas Mornas né E ali próximo tem um
lugar que tem águas frias que servem
então uma terapêutico e outro não só
serve para como né assim para para
ajudar nos olhos enfim
refrescante E aí Entre esses dois
contextos ele fala do morno que não
serve para nada nem para uma coisa nem
para outra né então é bem interessante a
gente entender isso para poder entender
os textos bíblicos né que é a situação
da igreja de Laudiceia né que é amor né
frio nem quente exatamente
eu acho aquilo que o pessoal não tem
perguntas Você tem algum pedido
todos os mistérios da história eu lembro
que a gente
a gente colocou essa pergunta aqui
quando a gente estava falando sobre
pós-modernidade e modernidade sobre o
Positivismo
e a modernidade e realmente parece que
ficou uma pergunta assim no ar se nenhum
método
do
positivista que tem uma certa
ingenuidade sobre história e pode
conhecer tudo sem vieses e o pós-moderno
que tem muita influência no nosso tempo
de que acredita que não tem como acessar
a verdade como é que a gente responde a
isso eu acho a Suzi e você talvez também
tenha conhecimento de outras escolas que
é bem respostas diferentes mas
diferentes historiadores ou escolas
responderam a essa atenção aqueles que
não é se classificam nem como
positivistas e nem como pós-modernos
deram diferentes respostas ao mesmo
dilema E aí eu compartilho um ponto de
vista pessoal de uma escola que tive
contato recentemente mas que achei a
fundamentação
filosófica histórica bastante
consistente que é o realismo crítico o
que que o realismo crítico pontua
bom não existe nenhum ponto de vista que
não seja ponto de vista de alguém então
todo mundo que narra narra de sua
perspectiva e se você nada o seu ponto
de vista você narra por limitações
recebeu um ângulo do evento mas não vê
outros então toda narrativa é parcial
não nesse sentido de serrada de não
refletir a realidade mas de fazer um
recorte da realidade então quando a
gente lê um relato histórico Estamos
lendo um retrato parcial da realidade
A outra coisa é nós enquanto intérpretes
também fazemos isso de uma perspectiva
particular Nós lemos no século 21 no
Brasil com a cabeça ocidental na cidade
de São Paulo enfim todos esses fatores é
condicionam em parte a nossa
dado que tanto escritor tanto o
historiador quanto aquele que interpreta
a história os textos a Bíblia tem seu
conjunto de parcialidades reconhecendo
isso isso não significa que o evento é
completamente inacessível Isso significa
que toda interpretação Ela deve ter um
caráter provisório a gente interpreta
algumas questões históricas como essa
que eu acabei de colocar e que suas e
colocou do antigo e do Novo Testamento
mas a gente sabe que Se surgir amanhã um
outro dado bíblico que confronta a nossa
interpretação seja de Lucas de Marcos 12
seja exatamente como aconteceu o retorno
do povo de Israel a partir do ensino da
Babilônia a gente vai ter que refazer a
nossa hipótese o que nós precisamos é de
uma hipótese coerente sobre a história
olha São esses os dados disponíveis a b
e
a minha hipótese ela precisa abarcar os
três dados precisa marcar totalidade dos
dados com coerência com uma coerência
que por exemplo não vem a aferir os
conhecimentos de um outro campo de
conhecimento que também tem os seus
dados e chegou a conclusões sobre um
outro ponto mas que tem a relação por
exemplo a gente está falando de eventos
e datas a gente tá falando quando o povo
retornou do exílio da Babilônia O que
que estava escrito na moeda é que Jesus
pediu o Denário e isso são fatos
históricos que a gente considera mas a
literatura também entra na jogada O que
é que o gênero literário dos Evangelhos
ou do livro de Gênesis tem nos ensinar
como é que a gente sabe disso comparando
com outros textos do mesmo gênero e a
gente tem tanto na literatura
Apocalíptica para citar o final da
Bíblia quanto da literatura do Gênesis
como a gente tem outros povos que contam
a origem do mundo de uma forma
completamente diferente esse povo hebreu
então quando a gente compara esses
textos o que a gente tá querendo dizer
não é validar ou invalidar o texto
bíblico mas é saber como a forma de se
comunicar funcionado então a minha
hipótese histórica precisa considerar a
literatura precisa considerar os outros
Campos do conhecimento que também
chegaram à conclusões coerente coerentes
com os dados disponíveis então Realismo
crítico essa ideia de que nós temos
acesso a um evento mas nós temos
limitações com os nossos métodos nós
construímos hipóteses coerentes e
reconhecemos que essas hipóteses são
Provisórias a gente está sempre sujeito
ao novo dado que pode aparecer amanhã
agora é claro quando a gente diz isso a
gente não está
querendo dizer que a gente tem dúvida se
realmente Jesus é Deus ou não a gente
não tá querendo dizer se a gente tem
dúvida se Jesus ressuscitou ou não
existe uma margem
naquilo que a gente pode admitir dos
contornos da história mas o cerne da
história é muito explícito para a gente
negar que Jesus é Deus ou não Ou que
Jesus ressuscitou não a gente precisa
negar o texto bíblico E aí é outra um
outro
outra categoria do que seria isso de
construir a imagem do texto coloca para
nós com mais contornos com mais detalhes
que a história nos permite fazer né
é exatamente aliás é isso se a gente
trazer para o mundo assim um pouquinho
mais real mais próximo é qualquer fato
que acontecer né É difícil você entender
o que aconteceu ouvindo apenas uma
pessoa né é importante que você ouça
todos os que estão envolvidos porque
cada um vai contar
com a sua perspectiva né e com a sua
limitação né Então essa é a ideia mas
isso como é que ela falou não põe prova
o próprio texto bíblico tá isso a gente
tá falando da questão histórica né Essa
tentativa de reconstrução
daquilo a partir dos conhecimentos que a
gente tem inclusive por exemplo
arqueologia é algo muito recente que vai
ser tratado Em outro momento Então antes
do dessas descobertas arqueológicas você
tinha um entendimento das coisas de uma
maneira bem
quando foram descobertas essas e todo
dia tem descoberta a gente vai
entendendo Opa aqui olha olha aqui isso
aqui comprova mais isso então é uma
forma de você entender que vai ampliando
e detalhando mais ou com o nosso
conhecimento bíblico né Aqui tem uma
pergunta Áquila eu acho que é bem
interessante é que o Williams Ferreira
faz né para conseguir um aprofundamento
histórico um texto bíblico muitas vezes
precisamos buscar informações Com
certeza fora da Bíblia se houver
contradição como conciliar só que o
exemplo que ele dá aqui é de Hebreus né
com aí sair da internet número né de
Hebreus
em relação
ao Egito né a saída do Egito
é Pode falar
a ideia é muito interessante é aquilo
que o Áquila falou a gente tem
literaturas diferentes tá em tempos
diferentes compostos diferentes né então
por exemplo a gente vai ter o número em
alguns textos aparece por exemplo que
tem
430 anos no Egito outro aparece que tem
400 anos no Egito Então a gente vai ver
vários números aí é uns mais
arredondados outros e a gente
inicialmente a gente pode pensar Poxa
tá em contradição né já que os números
Não batem Então existe uma contradição
não é verdade Qual que é a ideia a ideia
é que dependendo do Propósito você
arredonda em termos de gerações uma
coisa que a bíblia faz muito e a gente
precisa entender isso
que a Bíblia tem uma forma de contar as
histórias bem diferentes muitas vezes é
do que a gente pensa é que não são
exatas né em termos de por exemplo tempo
não existe nenhum horário exato tá
15 horas
e 12 segundos não existe isso na Bíblia
então muitas vezes
a bíblia vai trazer assim ao amanhecer
às vezes poéticamente né Ao Cair do Sol
sabe assim
formas diferentes de
lidar com algumas questões então a mesma
coisa acontece Às vezes a contagem é
geracional
então ele tá contando 10 gerações né
dessa forma ou às vezes precisa de um
número um pouco mais exato então
é a forma que ele vai trazer né Então
vai depender um pouco dessa questão
também além porque às vezes a gente fica
preocupado né aquilo pode falar até do
sinóticos né sinóticos trazem números ou
algumas coisas diferentes que a gente
pode falar Opa existe uma contradição
entre um e outro e aí como é que a gente
resolve
é essa é uma das
a argumentações sólidas para a
veracidade do sinóticos a gente está
falando de relatos que foram registrados
ainda que tenham sido reproduzido
geralmente muito mais cedo mas
aproximadamente 20 ou 20 e Poucos Anos
depois
dos eventos que de fato estão sendo
narrados né Então a partir da década de
50 é que a escrita do sinal de que os
acontece e os eventos se tornam da vida
de Jesus acontece no próximo ao fim da
década de 30
então quando a gente tem as mesmas
pessoas diferentes presenciando os
mesmos eventos é natural que parte
desses relatos tem um diferenças em um
detalhe ou em outro na forma como uma
frase citada como um discurso é colocado
e isso é utilizado até mesmo na
comparação de relatos contemporâneos
como uma forma de capacidade de que
aquele não foi um discurso combinado e
sem essa foi a impressão da testemunha
que é presenciou aqueles eventos uma
outra questão é qual é a ênfase do
Evangelho a ênfase do Evangelho pode
determinar se ele vai incluir esse
detalhe ou aquele ele pode omitir
informações ele pode priorizar outras
informações ele pode editar no sentido
de diminuir uma frase de comer uma
palavra ou até mesmo utilizar as
palavras que ele sabe que veicula o
significado mas não se tá exatamente a
mesma palavra que o outro Evangelista
citou na mesma ocasião então que se está
comunicando é aquilo que é Jesus disse
mas pouco testemunhas distintas né
existe
um autor que trabalhou recentemente isso
muito bem o Richard Power falando sobre
as testemunhas oculares dos Evangelhos
depois eu posso colocar aqui no chat
exatamente o nome do livro mas colocar
Richard
testemunhas oculares Evangelhos é um
trabalho recente de muita de muita
credibilidade acadêmica que mostra como
isso é até hoje pode ser considerado
como uma fonte segura para história
agora de forma geral como é que a gente
pode lidar com informações históricas
que contradizem a bíblia cada caso é um
caso desde que a gente tem feito essa
investigação histórica mais sistemática
a gente encontra supostamente a
informação que contradiz a Bíblia mas
isso sempre Depende muito da
interpretação da pessoa tanto que lê a
Bíblia Quanto que é interpreta a
evidência histórica recente então se
você fizer essa mesma pergunta Williams
para pessoas diferentes você vai ter
respostas diferentes
agora a gente é que tem uma crença
inicial de que a bíblia Ela é confiável
do ponto de vista histórico é de que ela
é a palavra de Deus nós já Subimos que
ela é verdadeira Nossa questão é como é
que nós entendemos que a Bíblia está
comunicando essa verdade né então nem
sempre a gente precisa confrontar uma
coisa com outra de forma geral que nós
acreditamos é algum ajuste precisa ser
feito talvez a nossa interpretação
antiga esteja errado ou a nossa
interpretação do dado recente esteja
equivocado deixa só dar uma
complementada que agora eu tô entendendo
melhor a questão
é a questão do número Williams tem uma
questão bem aí já é um pensamento
hebraico é uma maneira Hebraica de falar
algumas coisas né então como a gente tem
que fazer uma interpretação daquilo que
tá escrito que ali tá escrito né a
palavra a palavra é por exemplo a
palavra ela pode significar
tá então a gente na verdade não tem
certeza de todos os números que existem
na Bíblia exatamente por causa disso
porque essa palavra élefe ela também
significa grupo né a associação grupo né
Então
em vez de 300 mil por exemplo pode ser
300 grupos aí a gente tem um número
completamente diferente então
a gente tem essas questões que não estão
completamente resolvidas e a gente
realmente vai ter que perguntar para
Deus porque
porque tem coisa que a gente não tem
como hoje averiguar nesse sentido
para mostrar como tem coisas que a gente
ainda tá investigando e podem ter dados
novos né a gente pode ter novas
descobertas que ajudam a gente
exato mas é isso pessoal então acho que
chegamos ao fim da nossa aula né Eu
agradeço muito a vocês que estão com a
gente aqueles que ainda vão participar e
assistir com a gente então
continuem né ligados porque tem muita
coisa legal muitas áreas e disciplinas
interessantes para a gente fazer boa
teologia então compartilhem Esse estudo
e Deus abençoe muito
obrigado Suzi Obrigado todo mundo que
acompanhou nosso encontro hoje acho que
é o início de discussões bastante
provocativas nessa forma de ler o texto
bíblico de construir teologia e posso
afirmar que tem muita coisa que não é
tão intuitiva assim vale a pena você
dedicar esse tempo aqui para acompanhar
o curso um abraço para todo mundo que
acompanha a gente

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