Pra fazer Boa Teologia … só com Linguística | Leandro Abrantes | Luiz Sayão | IBNU
29/06/2023
Pra fazer Boa Teologia … só com Linguística | Leandro Abrantes | Luiz Sayão | IBNU
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[Música] Olá boa noite seja bem-vindo a mais uma aula mais uma live da nossa IBM 1 falando sobre teologia o que é importante para fazer teologia Quais são as outras esferas de conhecimento que nos ajudam a construir uma boa teologia então você pode estar sintonizado com a gente convidar os seus amigos divulgar e aqui temos conosco Doutor Leandro Abrantes professor universitário Doutor linguística teólogo também que faz parte aqui da nossa ibero e tem contribuído bastante nessa área Boa noite Leandro à noite Saião um prazer muito grande estar aqui mais uma vez participando dessas lives que tem objetivo aí de contribuir para o crescimento das pessoas não só o crescimento é espiritual mas também o conhecimento e o crescimento em conhecimento um prazer muito grande participar muito bem nós vamos falar hoje sobre a importância de construir uma boa teologia e qual é o papel da linguística nisso né E como você sabe a gente tendo todo uma tradição de fé a partir dos ensinos de Jesus dos seus discípulos da tradição bíblica que chega Jesus nós temos uma todo um ambiente de elogio da palavra nós de fato na nossa expressão de fé trabalhamos principalmente com as palavras mas é uma coisa curiosa que isso parece tão simples né então só falando escrevendo colocando aí à disposição aquilo que faz parte desse Nosso principal meio de comunicação Mas Leandro eu acho interessante que nem todo mundo compreende razoavelmente essa dimensão não faz muito tempo né como eu envolvi com projetos de tradução da Bíblia Almeida Século 21 NVI a mensagem e outros projetos Paralelos aqui é interessante que um dia alguém me perguntou assim escuta o professor saiu o projeto de tradução tá demorando muito porque na verdade não é só pegar a palavra do hebraico do grego do aramaico né E hoje em dia com o computador vai até mais rápido né a gente vê como é que essa palavra aqui a palavra Brite quer dizer aliança Então coloca aqui e ele já sai Faz aquela varredura e vai trocando né E aí não tem muito mistério a tradução pode ser feita de maneira meio que assim automática né uma maneira quase assim de aritmética simples né lembro o que que acontece o que que é essa questão que que é linguística fala para nós como é que as pessoas entendem as palavras né O que que a linguística Especialmente nos últimos talvez sem sentir Poucos Anos trouxe de luz para nós O que é uma palavra tenha a palavra agora para dizer para a gente bastante coisa viu é realmente a linguística chamada linguística moderna é uma ciência jovem aí de seus 100 anos é aproximadamente mas é já existe muita coisa né o pensamento sobre língua sobre linguagem é muito antigo na verdade embora esse pensamento sobre linguagens seja tão antigo há muita gente não tem muita ideia do que a linguagem envolve do que a língua envolve de Fato né então a gente ouve certas perguntas e certas afirmações como essa que você ouviu né mas tradução não é só pegar uma palavra e trocar por outra na outra língua é muita gente tem essa essa ideia sobre sobre a relação entre as línguas e sobre a tradução e é isso me lembra o que o André Martini que era linguista francês né bastante renomado no contexto da do estruturalismo dizia que as línguas não são nomenclaturas não são meras e com isso ele queria dizer que não não são só as palavras diferentes nas línguas mas os próprios conceitos são diferentes porque cada comunidade de fala cada comunidade linguística vai organizar esses conceitos e vai construir categorias de conceitos próprias Então os conceitos de sentido que nós brasileiros temos não são necessariamente os mesmos que um americano que um britânico enfim que uma pessoa que participa de uma outra comunidade fala que tem outras experiências linguísticas né de uso então é muito valioso ver isso porque talvez uma boa parte das pessoas ainda não foi introduzido digamos assim a problemática que envolve a linguagem né muitas pessoas por exemplo acham que uma cadeira tem cadeir-se suficiente para que esse nome seja dado a ela e que o que as pessoas nas diversas culturas e comunidades né antropológicas e linguísticas específicas o que elas parecem ver é a mesma coisa tava se mencionou o André Martinez tava lembrando do famoso e anos leve né dinamarquês quando ele usou a expressão que a língua é um recorte da realidade é isso mesmo eu tava achando interessante uma aula de linguística na universidade quando o professor tava dizendo que o arco-íris tem um número de cores diferentes de uma língua para outra então tem língua que o arco-íris tem duas cores assim denominadas e em outras línguas tem mais de 7 né então como é que é isso Será que a gente pode dizer então que a língua é uma uma interpretação da realidade é uma leitura do mundo as palavras estão mais ligadas a que é uma convenção social ou ela tem uma essência que capta da realidade ou ela é uma expressão fonética do pensamento meio desconectada de tudo não sei que é um conhecedor do assunto aí para que lado nós vamos aqui na nossa troca de palavras então na linguística moderna a gente costuma diferenciar três termos né que a gente usa a partir aí dos trabalhos do socio no início do século passado na verdade na virada do século né ele deu um curso chamado curso de linguística geral e depois da morte dele esse curso foi organizado e foi publicado então a gente costuma diferenciar três palavras principais linguagem língua e fala a linguagem de acordo com o entendimento da linguística moderna é uma habilidade é uma capacidade que o ser humano possui que é inata ao ser humano e que capacita um ser humano a desenvolver a língua né desenvolver fala enfim essa capacidade é só existe no ser humano nessa capacidade de linguagem essa capacidade de de estando numa comunidade que tem uma língua que apresenta uma língua adquirir essa língua se comunicar por meio dela é uma capacidade que só é pertence ao ser humano e já a língua é um fenômeno social complexo a língua do ponto de vista da linguística é um conjunto de códigos sistematizados que compõem o conhecimento compartilhado dos indivíduos que fazem parte de uma comunidade de língua Então nesse sentido Tecnicamente dizer falar de da língua portuguesa O que é língua portuguesa né a língua portuguesa é o conjunto de conhecimentos que os falantes dessa língua que os falantes dessa comunidade possuem representados mentalmente e como é que esses conhecimentos vão parar lá através desse contato dessas experiências Então retomando o que assim só para terminar né Fala seria a expressão natural dessa dessa língua né a expressão natural e particular a cada indivíduo seria a fala e como é que isso se se relaciona nem retomando lá é tanto o trabalho dissolcir como mais posteriormente na parte de 30 do século passado o círculo linguístico de Praga começa a discutir a o signo linguístico mostra que tanto o significado quer dizer as palavras não é São arbitrárias Então como você tava mencionando aí realmente a cadeira não tem cadeirice nenhuma é suficiente nem abaixo da Média porque não existe nada em um signo não existe nada na palavra cadeira que a denote esse sentido não existe a cadeira não se chama cadeira porque ela se parece porque a palavra se parece com com uma cadeira nem nada nesse sentido e também o próprio significado que são essas categorias né são essas são os conceitos que são criados e que são formados pelas comunidades também são arbitrários isso quer dizer que como você bem mencionou Aí o exemplo das cores né o espectro de cores é tem milhões de possibilidades né de se de divisão e as línguas as línguas possuem palavras diferentes e divisões números de cores diferentes justamente porque as comunidades de fala é criam categorias diferentes baseadas na Sua percepção então algumas línguas por exemplo tem uma palavra específica para verde claro e verde escuro outras línguas Não tem necessariamente uma palavra que diferencia verde de azul Então dependendo das línguas para dar um exemplo né as línguas dos esquimós tem nomes diferentes para Neve e tem percepções muito diferentes de brancos o que aqui para gente são conceitos que não existem porque a nossa comunidade não não criou esses esses conceitos dessa maneira eu ouvi dizer que é um dialeto lá inuita né dos esquimós teria 34 palavras para dizer Neve né de diversos tipos Diferentes né Muito bem Leandro excelente nós estamos aqui num bate-papo falando sobre linguística que isso tem a ver com teologia Então se a gente está entendendo bem você que está acompanhando nem todo mundo Às vezes a gente pensa né que uma palavra ela tem como se diz sentido nela mesma como se ela carregasse uma essência ou às vezes a gente até que a palavra reflete alguma Essência original de uma possível língua primordial que foi preservada eu que mexo com a área de hebraico sempre escuto mas escuta sai o hebraico não é absolutamente sagrado aí a gente entra numa situação difícil porque o cananita né e o Fenício é muito parecido com o hebraico então a pergunta tão sagrado eles são né então a coisa não é bem assim então se a gente puder usar uma expressão para facilitar [Música] as palavras são como etiquetas que a gente coloca sobre a realidade a partir de uma leitura que tem a ver com a realidade dessa comunidade inclusive com a sua experiência adquirida através da história então tem certas coisas que não entram né na leitura de um determinado grupo humano e que são bastante predominantes e valiosa Então essa interação entre no ambiente a interação uma leitura peculiar daquele grupo e com a sua caminhada histórica traz para a gente assim todo esse desdobramento linguístico E por que que isso é tão importante primeiro porque a gente é ser humano segunda porque a gente costuma falar e entrar nessa interação através da linguagem terceiro porque nós temos a revelação bíblica a revelação vamos dizer específica da parte de Deus para nós através das palavras que chegam até nós então tendo esse essa perspectiva a gente vai desenvolver um pouquinho mais aqui como é que é essa coisa das línguas da Bíblia aproveita até falo para o Leandro né Leandro Como é que é você eu sei que você consegue caminhar bem com algumas línguas que que você tem de interessante aí né na sua trajetória e línguas assim chamam atenção você conhece um pouco de línguas bíblicas também é a gente lida com muitas línguas é realmente no dia a dia eu sou muito curioso então desde desde criança eu me interesso muito por línguas no caso de enfim algumas línguas um pouco mais né outras línguas as línguas talvez mais próximas né as línguas germânicas as línguas germânicas nórdicas alguma coisa de línguas lavas algumas algumas línguas orientais Enfim então a gente vai transitando aí pelas pelas pelas línguas e no contexto bíblico A gente tem línguas antigas nem línguas muito diferentes da realidade Nossa do português mais línguas que interagem que interagem muito especialmente no Novo Testamento né isso aumenta um pouco mais aí a nossa o nosso desafio né na leitura desses textos não Só pelo fato de ler textos antigos e aí esses conceitos né precisam ser muito bem encaminhados e essa leitura precisa ser muito bem alinhada mas também a própria comunicação a própria tradução disso me requer aí algum conhecimento não só dessas línguas mas da relação entre elas perfeito é muito interessante e acho que o pessoal talvez não não tenha essa visão né é a gente tem na nossa Bíblia padrão 929 capítulos no antigo testamento e 260 no novo e quase todo o antigo testamento está em hebraico né E aí eu queria então agora entrar nisso porque você tem né o Leandro tava falando de línguas próximas das línguas latinas línguas germânicas que estão ainda dentro desse ambiente que a gente chama de indo europeu quando a gente atravessa a coisa por outro lado ali começa a andar pelo Oriente Médio nós temos uma outra realidade que é a realidade do mundo semita né então o mundo semita é um mundo que tem algumas características interessantes que está presente no hebraico bíblico primeiro que são línguas e como acontece com hebraico que tem uma fonética peculiar né quando você ouve certas línguas você escutou português francês você encontra ali né os elementos vogais nasais bem presente quando você escuta hebraico ou árabe ou hora mais a garganta arranha de tudo quanto é jeito então você tá cheio de fonemas e consoantes que são guturais segundo a vasta maioria dessas línguas semíticas por causa da posição geográfica Sempre escrever um da direita para a esquerda é diferente do que acontece com as línguas europeias terceiro aí uma coisa bem diferente bem curiosa né é que a gente vai falar do tentando falar uma coisa de uma maneira mais prática para todo mundo que não tá assim muito inserido na linguagem mais específica da linguística Tecnicamente falando o significado de um termo de uma palavra tá ligado mais diretamente as consoantes do que as vogais Então o negócio meio estranho isso porque a parte gramatical tá ligada as vogais e antes definem aí o campo semântico por exemplo se você fala em português né você fala lata você fala Lota você fala Luta cada vez que você muda a vogal você altera diretamente o campo semântico o significado dessa palavra no hebraico no árabe não aramaico não aquela raiz consonantal geralmente de três consoantes você pode botar vogal que você quiser que você não sai do mesmo campo né então se você fala a palavra dava é palavra de Deus quer dizer ele disse me da Beira ele disse debru todas as variações levariam né estão relacionadas aí no sentido em que as vogais não mudam Essa realidade E além disso também são línguas muito definidas em termos de gênero Leandro tava vendo esses dias e vi lá uma gramática de sueco e disse que o sueco tem dois gêneros neutre comum e aí isso na cabeça de um contexto hebraico num contexto árabe né não tem nem como entender do que que eles estão falando né Então olha que coisa em hebraico você fala você e você quando um homem faz uma pergunta quando a mulher faz uma pergunta a coisa muda por causa dessa divisão muito definida de gênero implícita na língua né E aí pediu uma participação especial para você Nisso porque eu tenho dado aula de hebraico durante muitos anos e o que deixa os alunos mais assustados você não imagina é quando a gente diz olha uma forma verbal do hebraico antigo ela pode ser traduzida Às vezes a mesma forma no presente no passado ou no futuro aí os alunos querem morrer então pena agora não entendi mais nada Professor vão você chega né Agora vamos mudar de assunto vamos ler o Salmo 23 né porque porque nós estamos tão acostumados a essa questão era temporalidade como referência principal de conduzir a maneira de lidar com as formas verbais em português nas línguas europeias né mais conhecidas e não Hebraica a gente fala que o aspecto verbal modo da ação né os antigos alemães chamavam de actions arte né é que se a ação é acabada inacabada então eu posso dizer algo assim né eu feito aquela casa né eu teria feito eu eu terei terminado aquela casa eu terei feito aquela casa eu tenho uma ação acabada no futuro né eu posso ter uma ação inacabada também isso é muito peculiar e traz um desafio para gente então eu não sei o que que você pode compartilhar com a gente sobre essas digamos assim diferenças significativas fortes né sobre como é que você quer que você conhece um pouco de hebraico conhece também um pouco dessa realidade se mítica Que desafio é esse dentro bom esse esse Desafio ou desafio do parentesco das línguas né que começa Aí essa discussão enfim as pessoas começam a comparar ali pelo século 17 o século 18 começa a ideia o chamado método comparativo o método comparatista Então as pessoas começam ali comparando as línguas mais próximas né já havia os dicionários que Começam a surgir na Idade Média comparando por exemplo a oração do Pai Nosso em 20 40 até 400 línguas Então as pessoas começam a falar assim espera aí eu acho que essas línguas aí são são parentes né algumas dessas línguas aí são parentes e começam essa essa teorias de como uma língua pode ser comparada como poder gerar uma outra língua a partir de uma língua Qual é a qual é a fórmula né que transformaria uma língua em outra Mas acontece que a línguas que não estão nesse nesse mesmo nessa mesma família né tem tem línguas-primas tem línguas que tem uma relação aí mais distante né que pelo menos não consegue ser traçada essa questão do verbo é hebraico o fato de se trabalhar em com os chamados aspectos isso a gente também tem um pouco em português a gente tem algum resquício de algo que acontecia em latim né em latim a gente tem a divisão dos tempos pelos aspectos E também o aspecto não acabado e o aspecto acabado o aspecto não acabado era o que eles chamavam de infecto e depois passou a ser chamado de imperfecto que é daí que a gente tem o pretérito imperfeito não acabado não acabada no passado e o perfecto seria a ação acabada então em latim também a gente tem a diferença entre por exemplo se eu digo assim eu eu fazia tal coisa né e eu fiz tal coisa então eu fazia tal coisa uma ação com o tempo inacabado né então quer dizer que ou essa ação era uma ação que estava acontecendo que não necessariamente foi terminado uma ação que era repetida e quando eu digo eu fiz tal coisa eu terminei essa essa ação né a mesma coisa o futuro exemplo que você deu né a gente também tem em português a construção do chamado futuro é o futuro simples que a gente chama o futuro inacabado né e o futuro acabados é o que a gente chama de no português futuro composto eu gosto mais da denominação dos Franceses diz que é futuro anterior eu parei tá ocupado efeito tal coisa seria esse futuro perfeito do latim agora a questão em hebraico é um pouquinho mais complicada né saiu porque você não tem só essas ideias Você também tem a ideia do intensivo né que é uma ação que é diferente você por exemplo matar [Música] muita crueldade você pode matar a verdade não pode matar pouco ou matar muito né Então esse é um negócio interessante Porque de fato no hebraico como outras línguas semísticos também você tem o que eles chamam de Graus dos verbos né com a sua se o verbo tá no calor me fala Pinheiro Poá rito para ele então você tem uma ação digamos assim básica comum uma ação intensiva uma ação causativa e ainda você tem isso na voz ativa ou passiva ou e ainda a possibilidade do reflexivo né e de fato isso é uma coisa importante para todo mundo prestar atenção quando você se envolve com o estudo aprofundado de uma língua mais uma língua distinta e nisso a gente inclui também o grego antigo porque ele tem peculiaridades muito distinto você não está só trocando uma palavra por outra você está entrando num outro mundo num outro universo numa outra realidade né e além desse universo linguístico assim peculiar nesse jeito de lidar com a realidade a questão ainda nos demais desafiante é que esse elemento né do texto nos leva a passear em produzir um mundo que não está mais aqui a nossa disposição então a pesquisa linguística ela é fundamental para que a gente tenha condição de construir de fato uma boa teologia só para a gente entender o que isso significa a gente vem de uma tradição né que tá dizendo o seguinte Olha a gente redescobriu muita coisa importante da Bíblia no século XV 16 com a tradição da reforma e valorizou só escritura é verdade só que na Idade Média naquele mundo muito Latino e também muito grego muita coisa do passado e da realidade digamos original do texto bíblico A gente não tava ali com o mesmo frescor né do daquele texto depois de tantos séculos e então o Leandro mencionou um pouquinho da história da linguística mais recente falou do método comparativista falou da realidade linguística moderna então nos últimos 200 anos o que foi feito de pesquisa é tanto linguística como também arqueológica como histórico e literária traz para gente uma luz uma compreensão uma percepção do mundo antigo e consequentemente do texto bíblico e da do que ele pretende nos dizer que é algo absolutamente ímpar E extremamente valioso né Eu quero até mencionar só para vocês terem uma ideia não hebraico antigo qual que era o problema o problema é que você não tinha outros elementos para a gente poder estudar esse hebraico antigo com uma vamos dizer condição mais acertada com as pesquisas que foram feitas aí nos últimos 100 anos os estudiosos descobriram línguas parentes do hebraico eles descobriram o acadiano na região da Mesopotâmia eles descobriram o garitítico que foi encontrado na região do Líbano e da Síria ali e também estudaram textos em moabita em edomita em Fenício né em línguas correlatas ao hebraico e até mesmo um pouco do próprio egípcio antigo todo esse conhecimento trouxe o quê para a gente a possibilidade agora de quando vai estudar o texto bíblico por exemplo palavras que ocorriam poucas vezes palavras até que ocorriam uma vez só que a gente só conhecia por meio de uma tradução grega de uma tradução Latina muito muito conhecimento foi disponibilizado para que seja possível um entendimento muito adequado do texto inclusive Isso faz parte de um projeto muito peculiar de entendimento da semântica né do hebraico bíblico antigo e essa semântica não só né tem a ver com o que a gente conhece na própria história do hebraico tem a ver com essas comparações com as outras línguas mas tem a ver também com a sua diversidade dentro do próprio texto bíblico né uma coisa que às vezes as pessoas perguntam para mim né não são como é que é casa em hebraico não é então tá bom então toda vez que tem bike no hebraico a gente traduz por casa não pera aí em português a gente não usa a casa sempre no mesmo sentido né então a sua proposta não casa com a sua sugestão né e consequentemente também então uma coisa que muita gente não sabe é que às vezes um termo na língua original quando a gente pega uma ferramenta né um léxico um dicionário assim bem realmente é preparado acadêmicamente é a gente vai ver que aquela palavra em textos diferentes tem o que a gente chama de variação de Campo semântico ela não é a mesma coisa porque ela interagem também com isso então isso é muito Fundamental e nos últimos anos a gente tem com muita é muito desenvolvimento na chamada pesquisa linguística e exegética para entender o texto da melhor maneira possível de eu não sei se você que mexe um pouquinho também com essa área O que que você pode dizer sobre o grego né a pergunta que eu tenho para você o grego é famoso grego do nosso querido Aristóteles ou das obras de Homero né é mesma coisa do grego do novo testamento Será que nós estamos falando grego aqui isso dá para entender como é que é essa história bom a resposta é sim e não ao mesmo tempo né acho que uma resposta bem Hebraica mas como é que consegue ser sim não acho que muita gente pensa né sobre a língua uma outra um outro pensamento bastante equivocado mas muito frequente é as pessoas acharem que as línguas são blocos monolíticos né são sempre iguais nunca mudam e não tem variação muito pelo contrário né as línguas têm variação tanto é no momento em que a gente olha para elas quer dizer no momento da observação né O que a gente chama de na perspectiva sincrônica e elas também variam com o tempo então é isso quer dizer que do ponto de vista é da dessa variabilidade Não elas não são as mesmas não são a mesma não tem a mesma apresentação porque a gente tem um espaço muito grande de tempo a gente tem um contexto bastante diferente né a língua grega do novo testamento é chamado grego comum que era uma língua Franca em praticamente todo mundo conhecido naquela época que tinha adquirido esse status por conta da elenização do mundo por Alexandre o Grande Então essa língua que os gregos levam para os outros para as outras localidades acabam se tornando acaba se tornando uma língua de comunicação que ajuda nem ele a definição de língua Franca é justamente essa né é uma língua que serve de comunicação entre povos que não falam a mesma língua um do outro né então assim como é um brasileiro e um japonês podem usar o inglês para se comunicar né o inglês não é língua Nativa de nenhum dos dois Nesse caso eles estão usando aí é o inglês como uma espécie de língua Franca né e mais ou menos nessa mesma dessa mesma maneira acontecia naquela época o grego falado então era o chamado grego comum né E esse grego tinha a característica características que hoje a gente chama em linguística especialmente em sócio linguística do contato linguístico então havia várias vários tipos de contato linguístico que a gente poderia que a gente consegue localizar naquele naquele tanto no texto bíblico como naqueles tempos e enfim nos tempos do novo testamento a gente tem a questão por exemplo de outras línguas que eram faladas junto com o grego né então os estudos hoje em dia de arqueologia de linguística enfim e né Tem mostrado que pelo menos quatro línguas eram usadas né além do aramaico que era uma espécie de língua Franca no Oriente na região da Síria da Judeia havia também o grego obviamente que era uma língua usada no espectro mais amplo né no espaço mais amplo inclusive os romanos usavam o grego né é os as famílias mais abastadas mais ricas havia se Esse costume de estudar o grego de traduzir né enfim havia também o próprio latim que era a língua do império e havia também o hebraico Então pelo menos quatro línguas estavam em contato naquela época e a gente enxerga nesse grego bíblico do novo testamento muito do pensamento semítico a gente enxerga isso na própria forma de apresentação do grego então a gente encontra por exemplo a ideia do uso de marcadores discursivos criadores discursivos que são bastante parecem ser traduções literais de marcadores discursivos do hebraico né o vaso do hebraico por exemplo que muito usado aí aparece muito o quê nano grego da no grego bíblico é essa o que a gente em português chamaria de polissíndeto nessa repetição do ele fez isso e fez aquilo e fez o quê e tal e tal essa repetição do e só só para dar um exemplo né um pensamento e características dessa língua ordem de palavras começar uma frase pelo verbo por exemplo então isso tudo é mostra em pano de fundo semítico nesse grego Então esse grego do novo testamento é diferenciado a gente quando vai ler né Vai estudar vai interpretar precisa ter isso aí é bem presente que o grego que está sendo lido não é o grego clássico né E tem características próprias e bastante é bastante importante saber disso essa percepção que você ampliou aqui para nós vai mostrar essa essa complexidade né desse mundo antigo em momentos diferentes da história quando nós temos o universo bíblico em contato com realidades diferentes então por exemplo quando alguém ler a Bíblia Às vezes a pessoa Imagina assim você tem um texto aqui que é uma palavra Divina ela caiu diretamente do céu Deus inspirou né o escritor ele escreveu e o sentido dessa palavra tá com aquilo que Deus comunicou e claro que a palavra veio da parte de Deus claro que o texto é referência Mas a questão é que aquela palavra ela faz sentido num determinado contexto e ambiente então por exemplo quando você pega os textos mais antigos da Bíblia que estão em hebraico Mais antigo é arcaico para você entender muita coisa você precisa conhecer bastante do antigo Oriente próximo né a realidade o transfundo que que interage com aquilo tem a ver com os povos que viviam em Canaã tem a ver com o mundo da Mesopotâmia tem a ver com o mundo dos hititas tem a ver com o mundo dos egípcios tanto do ponto de vista a própria mente linguístico às vezes semântico direto e às vezes literário né pouca gente imagina por exemplo Que certas formas literárias que a gente tem na Bíblia elas eram formas não exclusivas de Israel que existiam em outros ambientes também depois você tem um impacto forte do momento dos assírios e dos babilônias né a transição cultural que acontece depois vai ter influência textos posteriores né do antigo testamento em hebraico em aramaico às vezes estão tendo esse trans fundo de origem persa que é uma outra cultura outra maneira de perceber a realidade é em seguida você tem a helenização e a presença do latim no contexto Romano que que a gente vai encontrar então o que que acontece a gente não estuda e não traduz só um texto bíblico a gente traduz textos diferentes e não é a mesma coisa porque quando você vai inclusive por exemplo construir uma elaboração teológica de um determinado livro bíblico aquele livro tem peculiaridades quer ver quando João usa luz trevas quando João usa o termo crer ou não crer quando ele fala em verdade né em Oposição a mentira não é exatamente no mesmo tom quando você ler Paulo ou um outro autor existe uma linguagem específica do autor existe uma interação dele com o universo mais semítico menos semente né o Leandro a coisa acho que é assim O Grande Desafio que a gente leu o Novo Testamento estava falando do grego né porque às vezes a senhora para aquele grego como você observou a estrutura o jeito Rapaz isso aqui é um grego com um cheiro de hebraico que meu amigo né só só assim a capinha é grego toda a estrutura maneira de construir como se diz é são palavras gregas com pensamento hebraico totalmente lá mas você pega outros textos não eles são totalmente mesmo helênicos aliás tem literatura Hebraica de alta influência grega né você ler Hebreus por exemplo você tem um cheiro Alexandrino aqui naquela construção né muito forte e às vezes você tem um ambiente que a descrição aponta para o mundo Romano né então quer dizer para fazer um trabalho sério de estudo acadêmico de estudo que a gente chama energético para construir uma teologia todas essas peculiaridades são significativas importantes e fazem toda a diferença por isso a gente inclusive daqui a pouquinho nós já estamos com o nosso tempo até bem encaminhado daqui a pouquinho a gente vai abrir para as perguntas já temos várias perguntas que foram enviadas a gente já vai precisar tá perguntando até de material de livros né e a gente aconselha você realmente abrir a possibilidade de se interessar inclusive aqui na nós temos um curso do Leandro sobre a questão da importância da linguística e sua relação com a fé como um todo que vale a pena esse curso é muito útil E também temos um curso introdutório de grego e hebraico Então você tá devidamente bem servido para poder entender o assunto mas muito bem Leandro tem uma coisa a gente até agora tá falando sobre o texto a gente tá falando da leitura da tradução do ponto de vista da língua de partida fica à vontade vamos lá agora a gente também tem outro desafio que a língua de chegada Opa é porque a língua também muda o português também mudou então a tradução que foi feita no século 16 século 17 ela não comunica da mesma maneira hoje João Ferreira de Almeida não é salgado então algumas pessoas também não entendem a necessidade de a gente ter atualização onde a gente ter o trabalho né das comissões de das versões do texto bíblico para que haja essa comunicação para que o texto continue comunicando para as gerações novas né inclusive dadas dada assim a diferença que a gente tem de percepção de traquejo com a língua né de condições de leitura você que participou de né ordenou e participou de tradução de traduções como é que você vê essa você com certeza responde muita pergunta nesse sentido então Leandro é essa realidade né da experiência da língua no seu transcurso histórico ela é muito desafiante porque nós temos hoje digamos assim na línguas mais predominantes né mais faladas nós temos um acúmulo de um tessauros assim que é um negócio impressionante né então quando você pensa num texto como no Novo Testamento você calcula no total mais ou menos uns 5 mil vocabulário Hoje você pega uma língua vamos dizer é ocidental muito utilizado ou até mesmo uma língua de muita expressão em qualquer lugar do mundo você tem 500 mil a quase um milhão de então é um mundo complexo o mundo muito mais amplo e que também reorganiza uma série de elementos né quando a gente pega por exemplo textos antigos pré-modernismo né com aquela abundância de conjunções com períodos longos né quando você pega os textos pós Semana de Arte Moderna e começa a ver a coisa tem uma redefinição né então não tem jeito se o a gente quer comunicar o texto bíblico adequadamente nós precisamos observar que o estilo e a função de como se organiza fazer na língua é da qual eu vou traduzir é muito diferente né então você mencionou por exemplo a pouco e falando não porque quando você pega uma estrutura semídica do hebraico você vê a frase sempre começando com o verbo né mas a gente não diz isso em português de hoje é eu não disse não vou dizer né E então conversou Jesus com Maria Madalena dizendo traga-me aqui um peixe né ninguém fala dessa maneira né E então é essa elaboração que eu acho que é Um Desafio maior né que é a elaboração sintática né aí são os dois desafios como é que eu coloco né na ordem da linguagem falada da expressão da linguística de hoje né E claro diferente de uma língua para outra né organizar a frase em português não é o mesmo que fazer não né E quando a gente vai fazer isso e também E é isso que é o grande desafio difícil para o pessoal entender existe um estudo aprofundado né que que pega tanto a língua lá na saída e na chegada que é a mais provável interpretação sintática do que o texto está dizendo lá né então quando eu falo sobre o amor de Deus que que é o amor de Deus é o amor que Deus tem o amor divino da qualidade é o amor que vem da parte de Deus o amor que eu tenho por Deus então essas interpretações do perfeito do imperfeito do futuro do genitivo da preposição né traz para a gente Um Desafio essa esse desafio dá aí como resultado o caminho de uma tradução mais Tecnicamente elaborada e que trabalha com colocar aquilo que tá na língua original de uma maneira adequada e bem impactante para quem tá ndo o texto hoje então é um desafio quando a pessoa aprende só os termos e colocando um atrás do outro e aí ele vê o resultado E ele não entendeu como é que como é que funciona né Essa elaboração Exatamente é muita gente diz ah mas o texto não muda o texto A palavra de Deus é imputável mas a palavra do homem muda com o tempo né porque as línguas variam então é a questão é como é que a gente diz a mesma coisa que assim como nós estamos dizendo né continuações da mesma coisa para uma para pessoas diferentes né para pessoas é expressões idiomáticas né que não fazem sentido né de uma língua para outra e aí é claro que eu não vou dizer é o Capri e o Nira trabalham muito com isso né Eu cheguei a mencionar isso na quando eu falei sobre sobre tradução existe também o campo da daquilo que é introduzível que é introduzível justamente a expressão idiomática Especialmente quando a expressão idiomática é faz parte de um contexto assim uma piada alguma coisa assim então se eu usar apresentação pegar no pé em uma frase ou em um contexto em que a pessoa precisa ter a palavra pé para fazer sentido isso não é possível de ser traduzido para outra língua porque não necessariamente essa outra língua vai ter essa mesma expressão com o mesmo sentido a experiência que eu já tive várias vezes é brasileiro tentando explicar para o estrangeiro que é um pé de moleque né Eu quero que você tá comendo Pé de Moleque o cara vai traduzir seja para o francês espanhol em inglês ou Russo alemão ele vai dizer vai dizer doce de amendoim não como você pede moleque né Não tem qualquer sentido tem uma expressão em Gênesis 20 muito interessante que dá aquela confusão com Sara lá e Abraão e abimeleque né E aí quando vai se resolver a situação e vai se usar uma expressão idiomática para dizer para Sara né que isso sirva para reparar a sua honra diante da confusão toda que aconteceu lá o hebraico literalmente que isso como um véu entre os teus olhos né Então essa frase servir de véu entre os teus nos teus olhos vai servir de véu nos olhos de quem tá lendo o texto não vai entendendo nada né e Então nesse sentido a frase realmente é curiosa mas Leandro acho que a gente já tá bem se você quiser comentar mais alguma coisa acho que eu vou começar a mexer com as perguntas aqui que tem várias né eu acho que a gente pode responder já as perguntas e a gente aproveita para ver se alguém tem mais alguma eu acho que tem né bastante dúvida aí bastante coisa eu começo colocando uma para você aqui que acho que você você tem um conhecimento histórico bom nisso a língua portuguesa já existia quando o hebraico Claro hebraico na época da Bíblia dizia como é que essa história da língua portuguesa não não existia nem nem de longe né na verdade o mais próximo que a gente tem que a gente consegue chegar aí talvez é quer dizer não existe uma é muito difícil datar porque a gente não tem textos escrito né Então na verdade lá para o quinto século talvez talvez quinto seja demais mas enfim alguns séculos poucos séculos antes de Cristo a gente é na região ali da Europa central talvez a gente teria o próximo mais ou menos próximo da Península Itálica a gente teria os etruscos e vários outros povos pastoris é que falavam línguas mais ou menos parecidas né E aí como o desenvolvimento um desses um desses povos ali que ficavam ali cuidando das suas ovelhinhas eram moravam numa região chamada Lácio mas isso já né talvez aí quatro séculos antes de Cristo não muito antes disso né na verdade o latim né começa ele só ele só adquire a se prestígio todo por conta do Império Romano por ser a língua do império romano e mesmo com esse Prestígio que o latim teve aí a época clássica época de ouro do latim né vai mais ou menos do primeiro século antes de Cristo até o primeiro século depois de Cristo então nessa época é já enfim já nessa época Ainda quer dizer nessa época o grego é também tinha uma importância muito grande então por mais que houvesse assim os próprios expoentes latinos os próprios expoentes romanos estudavam grego e tentavam explicar a sua língua usando os moldes gregos e tentavam replicar as estruturas literárias gregas né mas quando você imagina quando você imagina na península ibérica que você já tem um latim suficientemente diferenciado assim para século vi já existe por aí né o a língua portuguesa é uma das primeiras que que tem documentação lá pelo século 11 a gente já tem alguma coisa inclusive no século 13 a gente já teve até tentativa de tradução da Bíblia exatamente Dom João Primeiro de um Diniz mas era proibido Então as pessoas que começaram a traduzir foram convidadas a parar Então a separação digamos assim entre Portugueses e espanhol é basicamente o século 12 né que dá para ou ainda não é suficiente Na década por aí antes antes um pouco as línguas eram diferentes né na verdade o existiu o chamado espanhol antigo né na verdade né que hoje a gente chama de espanhol antigo que na verdade são várias a Espanha é uma colcha de retalhos Com certeza mas o que a gente tinha na porção Oeste da Península Ibérica a gente tinha na região da Galiza a gente tinha O galego português que era uma língua só e de início né E aí com essa essa divisão entre as terras do chamado Condado é de portucale né daí é que fica ali mais ou menos nas proximidades do porto que foi uma das primeiras cidades importantes de Portugal e aí com a expansão de Coimbra né a importância de Coimbra é que a língua começa a ser inclusive registrada então a gente fala de século 11 a gente tem já registros da língua de gramáticas da chamada língua portuguesa aí já separada Claro que existe uma história aí né de muitas vidas e vinda S de muitas Mas algumas tentativas né de retomada pelos pelos espanhóis a gente tem o que aconteceu já no século 17 nessa essa união Ibérica né chamada nos nossos livros de união Ibérica mas não foi coisa não foi tão amistosa assim Enfim então é uma das primeiras línguas mas isso já para o século 10 né para o já entrando pelo primeiro pelo segundo Milênio né muito bem a pergunta que chega aqui também coloca para mim aqui é algo interessante no hebraico ainda as letras tem significado de números e sinais então nós temos né os numerais na nossa tradição chamado numerais arábicos que chegaram a nós e nos tempos antigos é você tem os números romanos que usavam letras do alfabeto Romano no hebraico inclusive no hebraico claro que nós temos as palavras que designam números Mas é verdade que cada letra do alfabeto hebraico tem também significado numérico então dois e assim por diante você tem isso tinha a ver com o uso prático né já que usava um determinado símbolo que envolvesse tanto a questão fonética como o elemento aritmético mas depois isso serviu por um caminho onde começou-se a fazer uma contabilidade das palavras hebraicas né E essa contabilidade que tem valores por exemplo literários interessantes quando você lê por exemplo Mateus capítulo 1 ele tá falando da genealogia de Jesus você dividida em 14 e 14 e 14 porque Jesus é o filho de Davi e Davi em hebraico tem valor numérico de 14 Então existe uma intencionalidade literária então conhecer isso é interessante quando Jesus Né manda Pedro e os discípulos jogarem a rede na pesca maravilhosa no mar da Galileia vocês vão pegar 153 grandes peixes né a frase eu sou Deus em hebraico a Niely tem valor numérico 153 então pode ser que tá por trás da intencionalidade só que às vezes o pessoal vai longe demais aí eles começam a fazer tudo quanto é cálculo né E aí entra numa área da cabala chamada guia matria ou gematria né quando o pessoal começa a fazer conta e tudo quanto é jeito para descobrir sentido secreto no texto que não é muito recomendável não é o caso Aliás o uso das letras com valor numérico não é não acontece só no hebraico né as línguas o próprio é os próprios Romanos usavam as letras do alfabeto como a gente sabe os gregos também usavam as letras do alfabeto como números então isso também não é uma coisa é que só acontecia no hebraico a gente tem uma outra pergunta aqui é um pouco mais mais geral talvez mais prática do Anderson onde se estuda linguística com profundidade que não seja na Faculdade de Letras bom a gente tem aqui o curso né que pode ser uma uma iniciação mas no nosso caso a gente foi além né da da faculdade então em termos de de pós-graduação a gente tem alguns cursos muito muito interessantes no Brasil nessa área tá em diversas especializações é nessa mesma essa mesma toada né a Alessandra perguntou qual é o campo de trabalho de um linguista se você quiser falar um pouquinho sobre isso e depois ela fala para o estudante da Bíblia em geral que precisamos saber da linguística no mínimo para ter boa interpretação é o linguista trabalha com linguagem né costumo dizer que é um profissional de linguagem e Então trabalha muitos Campos trabalha normalmente no campo acadêmico né lecionando mas também fazendo pesquisas nas diversas em diversas áreas em área de semântica que são as teorias de sentido como é que as pessoas percebem desenvolvem categorias de sentido ou trabalham na área de fala como é a minha a minha formação entendendo como é que como é que os sonhos da língua são articulados como é que eles são produzidos como eles são percebidos e é isso vai esse conhecimento produzido pela pesquisa em linguística vai na verdade servir para diversas áreas como a linguística forense a fonética forense que procura identificar falantes no caso de um crime por exemplo é uma gravação identificar um falante é mas também é entender como é que é como é que os sonhos se agrupam na língua para poder desenvolver esses temas que comunicam se comunicam com as pessoas automaticamente então a própria o fato de você ligar para o banco hoje em dia ou ligar para operadora de telefone e aquela vozinha né É hoje ter mais possibilidades falar com você e até ouvir o que você tem a dizer e tentar entender o que você disse e responder sendo um programa de computador isso é possível por conta dos estudos de como é que os sonhos são articulados enfim há vários Campos e os campos servem a várias áreas diferentes eu achei interessante quando eu estudei né duas disciplinas que chamaram atenção uma foi psicolinguística né para avaliar as questões ligadas a psicologia e ao cérebro humano e sua relação com a linguagem e também a linguística matemática estatística e computacional né que a gente não faz ideia o papel da linguiça então tem áreas de pesquisa de trabalho prático e também claro magistério né é que são realmente valiosas e importantes aí né Surgiu uma pergunta aqui também é que me chamou atenção porque que as traduções do novo testamento sempre empregam ter um Maravilhado quando não é usada essa palavra no português do Brasil pelo menos no sentido bíblico então aqui na verdade é tanto no hebraico como no grego existe um termo né que que é traduzido por milagre ou por maravilha né E que tem essa ideia de algo inusitado e que chama atenção e é grandioso ou glorioso E aí quando alguém tá diante de algo que o deixa falando em português agora atônito né isto perfeito assim bastante atingido parece que os tradutores acharam que isso não comunicava suficientemente o elemento sagrado subjacente aquela a situação né então quando Jesus faz o milagre né então Maravilhado Fulano pegou e disse isso né [Música] E talvez por essa razão mas essa é a dificuldade de fato não é um termo utilizado no português contemporâneo por isso que é Um Desafio Às vezes a gente consegue fazer uma boa tradução de um determinado termo a língua original da Bíblia por outro termo em português Às vezes você não consegue Então você tem que criar de fato uma expressão fazer uma perífrase colocar algo que consiga Traduzir por isso que as traduções mais contemporâneas são um pouco mais dinâmicas porque elas até tão Supremo né com mais de um termo uma tradução mais adequada mas excelência excelente observação e ela vai sentido aqui para que a gente possa entender mais do assunto pergunta interessante Leandro aqui ó como a linguiça que está relacionada com pessoas que são de tradição oral os povos ágrafos ou não alfabetizados Maria do Carmo que fez essa pergunta muito interessante bom a linguística estuda a linguagem e acessa a linguagem primariamente por conta da fala né pela fala mas não só então como a gente disse no início a fala é a expressão natural da língua né então é uma expressão oral particular dos dos falantes dentro de cada falante mas a gente também tem a escrita a escrita que surge aí como uma tecnologia de fixação a escrita é costumo dizer que é uma expressão é uma expressão cultural dessa dessa língua nem a escrita que surge como esse essa tecnologia de fixação também tem a sua importância sua relevância porém quer dizer mesmo com o fato de que metade das línguas mais ou menos que existe no mundo que são a imagem de 7 mil metade das línguas não possui escrita né Não possui nenhum sistema de escrita então a linguística trabalha tanto com essas línguas agrafas né E aí a gente tem a gente poderia mencionar Talvez o Summer insistiu destakes Que Tem trabalhado há muitos anos para desenvolver essas descrições dessas línguas para descrever para registrar essas línguas e também para criar meios de escrita enfim entre outros esforços de outros linguistas também que vão mais ou menos nesse sentido né então tanto com a oralidade e também com a escrita existe inclusive uma área específica da linguística chamada linguística textual que lida especificamente com isso tem uma outra questão que é interessante se poderíamos dar sugestões de dicionários elétricos mais aprofundados acadêmicos das línguas originais da Bíblia nós temos o Leandro mencionou aí de passagem que é um grande estudioso existe um lexico que foi publicado em português pela sociedade bíblica do Brasil é do yohannes low e do eu de ninaida chamado lexie o grego português do novo testamento era um léxico chama inclusive organizado conforme o domínio semântico que é um material muito adequado existem vários livros de editoras cristãs voltaram para teologia para aprender existe um bom também que era vida nova publicou que é o do Ginger e danger Esses são léxicos básicos fundamentais do grego mas assim as ferramentas digamos mais assim reconhecidas né Elas estão principalmente em alemão em inglês então no antigo testamento no Novo Testamento Você tem o chamado Bauer arte né que é uma edição publicada pela Walter de grutter da Alemanha é publicado em inglês para na universidade de Chicago é um moleque ficou muito relevante importante né e no hebraico o mais razoável em português é o éxico do Holiday que a vida nova publicou também mas as duas referências maiores é o killex com kbl que é publicado tem uma inclusive Alemanha inglesa publicada na Holanda pela Editora Abril briola não abriu se não E também o chamado BBB browndrives publicado pela Oxford depois a gente pode até no nosso curso que temos aí de hebraico grego tem referência de bibliografia né mas temos alguns bons dicionários e materiais né que são muito úteis não sei se o Leandro queria sinalizar mais algumas ferramentas ou algumas outras que você não acho que eu acho que isso mesmo infelizmente a gente não tem tanta coisa em português como a gente tem em inglês em alemão enfim é para indicar mas essas essas obras indicadas são bastante interessantes eu queria falar de uma outra pergunta aqui porque tanto interesse de algumas correntes de fé pela Bíblia escrita em latim Na verdade são uma questão histórica não é a durante muito tempo foi era proibido se fazer em traduções para as línguas românicas né as línguas que vinham do latim porque o entendimento Romano entendimento da igreja romana era que já existia já existia a escritura traduzida a toda a porção ocidental usava Então o texto em latim e a porção oriental já tinha uma outra orientação grega então por isso era proibido traduzir para ir para português para francês embora houvesse algumas tentativas por isso que a gente vê as traduções as primeiras traduções que a gente vê não são de línguas para línguas românicas a primeira tradição para o gótico que é uma língua germânica que aparece no quarto século depois a gente tem tradução por armênio depois a gente tem tradução para os la vônico então línguas que não tem ligação com o latim que não são línguas românicas né depois a partir da reforma que a gente começa a ver essas essas possibilidades assim florescendo mais muito bem temos algumas outras perguntas interessantes aqui achei até o Rodrigo Bertoldo disse né porque que os avanços dos estudos no grego clássico lá fora desde a década de 80 focando Ainda não chegaram com tanta força que demora um pouquinho né são observação e alguns Alguns estudos técnicos assim mais detalhados às vezes não não chego na nossa realidade porque aquilo não tem digamos assim pertinência de mercado Essa é a realidade não tem gente suficiente Então você pega por exemplo um léxico muito extenso de grego hebraico ele vai custar muito caro há uns anos atrás publicou o léxico do Luiz Alonso schoper e também a Casa de Cultura Cristã publicou uma grande sintaxe do Bruce waterke do hebraico mas essas edições elas duram uma só que o livro é muito grande sai muito caro e depois não tem públicos suficiente Então nem tudo mas no mundo acadêmico né no universo das revistas acadêmicas e no ambiente digital esse material está à disposição né achei interessante né é a pergunta é que eu Junior fez né porque traduzir na Almeida 21 em gênes 6 2 Filhos de Deus se o verbo em hebraico que antecede a palavra está no plural e no reino teria outra significação nessa frase Então não é que é verbo né o termo hebraico é meio né Então tá escrito literalmente filhos de Deus o que que acontece essa passagem é conhecida como uma passagem vamos dizer de desafio exegético significativo ela tem pelo menos três opções mais reconhecidas na história da exegese do texto e aí quando você tem uma situação em discussão a maior parte dos estudiosos sugerem deixar a forma como está para que os né estudiosos venham fazer o seu desdobramento se os filhos de Deus são digamos seja angelicais seus filhos de Deus tem a ver com uma geração piedosa que não se corrompeu se os filhos de Deus tem a ver com a gente destaque de poder e de domínio aí nós estamos no universo da interpretação de não há elementos objetivos suficientes para você fechar algumas versões colocam né Por exemplo algumas colocam gigantes lá né diretamente né nada na verdade gigante traduz nefilinho não é algumas versões vão tentar mas o conselho é deixar o texto nesse caso da forma que ele está no hebraico no hebraico da literalmente filhos de Deus filho dos Deuses é muito estranho para caber ali e então deixar a coisa para a discussão energética posteriormente uma uma pergunta sobre a palavra amor e caridade tem diferença semântica na Bíblia essa essa questão das palavras nem da tradução das palavras é uma questão bastante delicada nessaion primeiro porque o fato de a gente ter palavras diferentes não significa necessariamente dizer que a gente tem uma organização muito clara de de sentidos muito diferentes como as pessoas como as pessoas gostam de indicar e nem que as traduções usadas né primáriamente É para o português tem um que se manter assim é a de eterno então é algumas traduções mais antigas tentam refazer essa essa multiplicidade de vocabulário né o fato de que uma língua tenha mais uma palavra para indicar amor como a gente falou aqui de Neve né que os esquimós têm diversas palavras muitas palavras para falar de Neve isso enfim não quer dizer que a gente tenha que arranjar 30 palavras em português a gente tiver que traduzir um textos que morre então é na verdade a questão de caridade e Amor hoje em dia a percepção das pessoas da palavra caridade É tá muito descolada da percepção que já foi né já já existiu anteriormente Hoje em dia a palavra caridade que em latim significava afeto estima é amor enfim hoje em dia a palavra caridade está mais relacionada a você fazer algum de beneficência você das Molas Enfim então a gente precisa ter esse entendimento de que como a gente já disse né anteriormente é o importante não é a gente criar um método em que palavras diferentes sejam traduzidas por outras palavras diferentes na língua de chegada necessariamente mas que a tradução final né comunique o que o texto é original disse é interessante é interessante porque a gente até entende a intenção é como amor quando aparece em primeira João tem um sentido prático né de fazer algo no benefício de alguém então quando foi feita a tradução usar um caridade mas hoje de fato esse termo não representa adequadamente o sentido do original Então não é uma boa tradução no meu entendimento realmente dá para melhorar bastante uma pergunta interessante que surge aqui qual seria o problema de Pastores Mestres professores de estudo bíblico A marinilda manda esclarecer em Passagem com sentido correto constante na Bíblia sem que seja necessário fazer Faculdade de Teologia fazendo assim o Índia e a todos os que não tem possibilidade de fazer uma faculdade olha não há nenhum problema né de ninguém que seja pastor mestre Professor esclarecer o sentido do texto não só isso é bom é importante né e que seja esclarecido mais adequadamente a única coisa que a gente tem que dar devido a atenção é para a gente ter condições de perceber se aquele que fala em nome de um conhecimento supostamente adquirido se aquela pessoa tem de fato esse conhecimento né porque Vamos pensar de maneira bem prática na nossa vida aqui né É quanto de nós entendemos de bioquímica e farmacêutica ou de detalhes né do contexto né Deus medicamentoso a gente não entende mas quando você tem uma enfermidade uma necessidade de saúde você procura quem quem conhece especialista então ele vai dizer o seu problema que você precisa Cuidar dessa maneira você precisa tomar isso Então se o indivíduo Independente de qualquer rótulo né ele se apropriado o conhecimento bem direcionado e multiplicar isso a coisa vai ter bom desdobramento o problema é quando chega alguém que não tá baseado em nada né que não tem fonte nenhuma que não tem nenhuma formação nenhuma bagagem naquela área se eu não conheço o suficiente de um assunto eu vou ter que ter a humildade de perguntar para quem conhece e vou transmitir que ele conhecimento agora o perigo como eu me lembro algum tempo atrás alguém me mandou um vídeo de um indivíduo falando umas coisas de tanto curiosas em hebraico em Israel e o indivíduo estava trajado né como um religioso local né e falando uma série de coisas sobre o fim do mundo muitos elementos assim e alguém me mandou falou não só é você que entende hebraico aí a tradução tá certa eu falei olha a tradução tá certa quem não tá certo é o indivíduo que tá falando né [Música] muitas pessoas conhecem Ele é uma pessoa que inclusive tem desequilíbrio né pessoal não é uma pessoa que responde pelo que tá dizendo E então só que quando você vê o indivíduo que vem de lá tá falando em hebraico a pessoa vai ter como né então é importante a gente ter a referência para saber que você tá sendo dito tem base mesmo então é é bom né Que todos tenham acesso ao máximo ao conhecimento mais com uma cautela para a gente então como se diz né comprar gato por lebre especialmente lendo o texto bíblico pelo texto bíblico né e não é como dizem Como diz aí as chamada o chamado Pós estruturalismo de que o sentido tá por aí ou nem um lugar nenhum né então existem alguns teóricos inclusive que chegaram a essa conclusão de que o sentido não é alcançável o sentido não tá em lugar nenhum então é necessário para essa para esse esses desafios todos que a gente mencionou é necessário eu acho que quem quiser arregaçar as mangas é mais do que convidado né só que precisa realmente dessa humildade e de ler o texto bíblico pelo texto bíblico bom nós estamos já bem avançado chegando aqui no final eu não sei o que que você pensa mas tem uma pergunta que chama atenção o que que é mais fácil de aprender o grego ou hebraico [Risadas] a gente tem inclusive uma aula que se chama qual é a língua mais difícil do mundo lá no curso sobre né linguística linguagem dizem que é o português né para os alunos de para os alunos de análise sintática eles têm certeza né plena disso Olha só a língua do fim do mundo é o português é não mas aí é que tá né A dificuldade vem de onde a gente está partindo né então é o seguinte o sujeito fala Mandarim né para ele aprender cantonês não vai ser tão complicado exatamente um jeito de falar português aprender espanhol é uma coisa algumas pessoas se sentem mais à vontade com o grego porque é uma língua em duro péia assim como é o português é mas existe aí Alguma dificuldade né então se uma pessoa tem tem alguma alguma ideia de de análise sintática de morfossintaxe se já estudou alguma língua que tem a distribuição de casos que tenha uma marca na palavra marcas nas palavras que indicam as suas relações umas com as outras pode ser que se sinta mais à vontade com um grego Mas por outro lado é uma pessoa que é que não estudou nada talvez dependendo da maneira como ela se aproximar do hebraico talvez até prefira Então na verdade eu diria assim a gente está comparando feijoada com cocada né tão fácil porque o grego tem essa pertinência de vocabulário você vai ver vários temas que é o famoso em grego né olho né é fácil a gente olha agora eu conheço esse tema Ah agora entendi né mas o grego é uma língua de certa forma um tanto quanto complexa ele tem uma gramática bastante exigente você falou da questão dos casos ele tem coisas estranhas como modo optativo né Ele tem alguns elementos que são desafiantes então eu diria que o grego é trabalhoso É mas ele tá vamos dizer na mesma sala a gente tem algum tipo o hebraico na verdade de modo geral é mais simples do que o grego em termos da abundância de formas o hebraico uma das dificuldades do hebraico é de certa forma em alguns aspectos uma certa simplicidade gramatical ainda que ele tenha dificuldades em alguns elementos em outros ele é mais simples do que uma língua como grego né Mas o problema do hebraico é que ele é estranho Então você escreve da direita para esquerda as vogais são pontinhos é a lógica é diferente então você tem que não é que você muda de sala você muda de bike e aí e tem eu tenho eu conheço gente que de fato atravanca né ele tem um sentimento de estranheza né muito forte e tem uma dificuldade grande o hebraico não vai para quem quer estudar importante desculpe uma parte muito importante do aprendizado de língua é a identificação de elementos que você já conheça né que você possa estabelecer alguma relação e pela pela questão do vocabulário Talvez você encontre menos identificação no hebraico do que no grego Mas isso não quer dizer que uma língua seja necessariamente mais fácil do que a outra até porque as duas são bastante distantes em termos de sentido de enfim de sentidos de organização de sentidos também é verdade bom pessoal a gente tá encerrando aqui Alguém perguntou onde pode fazer um bom curso de teologia né Eu sou diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo Inclusive tem inscrições abertas aí você pode fazer estudar tanto graduação como pós dentro no nível aí tanta distância como presencialmente né então a gente tá à disposição né Faculdade Teológica Batista de São Paulo alguém perguntou se até o feroz na verdade é Deus em grego tá certo é isso mesmo né e o Leandro mencionou que a gente deve entender o texto bíblico pelo texto bíblico é basicamente no sentido de que você não tem uma um elemento externo e indevido muitas vezes subjetivo controlando o texto bíblico em função de algum propósito diferente que você precisa respeitar o texto tentar entendê-lo em função da intenção do autor que escreveu né porque quando a pessoa tem uma visão particular né Aí ele vai fazer com que todo o texto bíblico diga aquilo que ele tem na mente dele que não é um procedimento aceitar mas lendo muito obrigado pode aí dar as suas palavras de despedidas nós agradecemos muito né eu tô Leandro com a gente aqui um dos nossos parceiros amigos da ibmu inclusive fazendo parte aí do nosso geek lá do Rio de Janeiro Leandro ele mora tá no Rio outra hora tá em São Paulo tá sempre transitando nesses dois mundos aqui e então é uma alegria Obrigado pela sua presença aí contribuição dessa noite bom Alegria minha de participar aqui dessa dessa conversa tão agradável sobre temas que são tão interessantes né que temos que que a gente tem é estudado a gente tem tem se interessado e a gente espera que outras pessoas também se interessem né e todo mundo que se interessar por esses temas é um lugar para você começar são justamente os vídeos nossos aqui da no YouTube Então sinta-se à vontade a gente tem playlists inteiras sobre linguagem sobre línguas né línguas bíblicas sobre filosofia e pensamento História do Pensamento história do contexto do novo testamento Então sinta-se à vontade aqui para acompanhar os nossos estudos e também para indicar os nossos estudos para outras pessoas que possam se interessar uma boa noite a todos e muito obrigado Muito obrigado Deus abençoe a todos Tenham todos uma boa noite você tá sempre convidado bem-vindo na ibmu tanto presencialmente como através também das nossas ministrações nesse universo digital né domingo 9:30 da manhã nós temos a nossa celebração online que é encaminhada para todos que estão conectados com a gente às 10:30 ali no Hotel Transamérica Berrini aqui em São Paulo e quando você puder estar conosco será mais do que bem-vindo boa noite um grande abraço a todos que Deus nos abençoe