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A fé vem pelo ouvir

Pra fazer Boa Teologia … só com Linguística | Leandro Abrantes | Luiz Sayão | IBNU

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[Música]
Olá boa noite
seja bem-vindo a mais uma aula mais uma
live da nossa
IBM 1 falando sobre teologia o que é
importante para fazer teologia Quais são
as outras esferas de conhecimento que
nos ajudam a construir uma boa teologia
então você pode estar sintonizado com a
gente convidar os seus amigos divulgar e
aqui temos conosco Doutor Leandro
Abrantes professor universitário Doutor
linguística teólogo também que faz parte
aqui da nossa ibero e tem contribuído
bastante nessa área Boa noite Leandro
à noite Saião um prazer muito grande
estar aqui mais uma vez participando
dessas lives que tem objetivo aí de
contribuir para o crescimento
das pessoas não só o crescimento é
espiritual mas também o conhecimento e o
crescimento em conhecimento
um prazer muito grande participar
muito bem nós vamos falar hoje sobre
a importância de construir uma boa
teologia e qual é o papel da linguística
nisso né E como você sabe a gente tendo
todo uma tradição de fé a partir dos
ensinos de Jesus dos seus discípulos da
tradição bíblica que chega Jesus nós
temos uma todo um ambiente de elogio da
palavra nós de fato na nossa expressão
de fé trabalhamos principalmente com as
palavras mas é uma coisa curiosa que
isso parece tão simples né então só
falando escrevendo colocando aí à
disposição aquilo que faz parte desse
Nosso principal meio de comunicação
Mas Leandro eu acho interessante que nem
todo mundo compreende razoavelmente essa
dimensão não faz muito tempo né como eu
envolvi com projetos de tradução da
Bíblia
Almeida Século 21 NVI a mensagem e
outros projetos Paralelos aqui
é interessante que um dia alguém me
perguntou assim escuta o professor saiu
o projeto de tradução tá demorando muito
porque
na verdade não é só pegar a palavra do
hebraico do grego do aramaico né E hoje
em dia com o computador vai até mais
rápido né a gente vê como é que essa
palavra aqui a palavra Brite quer dizer
aliança Então coloca aqui e ele já sai
Faz aquela varredura e vai trocando né E
aí não tem muito mistério a tradução
pode ser feita de maneira meio que assim
automática né uma maneira quase assim de
aritmética simples né lembro o que que
acontece o que que é essa questão que
que é linguística fala para nós como é
que as pessoas entendem as palavras né O
que que a linguística Especialmente nos
últimos talvez sem sentir Poucos Anos
trouxe de luz para nós O que é uma
palavra
tenha a palavra agora para dizer para a
gente
bastante coisa viu
é realmente
a linguística chamada linguística
moderna é uma ciência jovem aí de seus
100 anos é aproximadamente mas é já
existe muita coisa né o pensamento sobre
língua sobre linguagem é muito antigo na
verdade
embora esse pensamento sobre linguagens
seja tão antigo
há muita gente não tem muita ideia do
que a linguagem envolve do que a língua
envolve de Fato né então a gente ouve
certas
perguntas e certas afirmações como essa
que você ouviu né mas tradução não é só
pegar uma palavra e
trocar por outra na outra língua é muita
gente tem essa essa ideia sobre sobre a
relação entre as línguas e sobre a
tradução
e é isso me lembra o que o André Martini
que era linguista
francês né bastante renomado no contexto
da do estruturalismo dizia que as
línguas não são nomenclaturas não são
meras
e com isso ele queria dizer que não não
são só as palavras diferentes nas
línguas mas os próprios conceitos são
diferentes porque cada comunidade de
fala cada comunidade linguística vai
organizar esses conceitos e vai
construir categorias de conceitos
próprias
Então os conceitos de sentido que nós
brasileiros temos não são
necessariamente os mesmos que um
americano que um britânico enfim que uma
pessoa que participa de uma outra
comunidade fala que tem outras
experiências
linguísticas né de uso
então é muito
valioso ver isso porque
talvez uma boa parte das pessoas ainda
não foi introduzido digamos assim a
problemática que envolve a linguagem né
muitas pessoas por exemplo acham que uma
cadeira tem cadeir-se suficiente para
que esse nome seja dado a ela e que o
que as pessoas nas diversas culturas e
comunidades né
antropológicas e linguísticas
específicas o que elas parecem ver é a
mesma coisa tava se mencionou o André
Martinez tava lembrando do famoso e anos
leve né
dinamarquês quando ele usou a expressão
que a língua é um recorte da realidade é
isso mesmo eu tava achando interessante
uma aula de linguística na universidade
quando o professor tava dizendo que o
arco-íris tem um número de cores
diferentes de uma língua para outra
então tem língua que o arco-íris tem
duas cores assim denominadas e em outras
línguas tem mais de 7 né então como é
que é isso Será que a gente pode dizer
então que a língua é uma uma
interpretação da realidade é uma leitura
do mundo as palavras estão mais ligadas
a que é uma convenção social ou ela tem
uma essência que capta da realidade ou
ela é
uma expressão fonética do pensamento
meio desconectada de tudo não sei que é
um conhecedor do assunto aí para que
lado nós vamos aqui na nossa troca de
palavras
então na linguística moderna a gente
costuma diferenciar três
termos né que a gente usa
a partir aí dos trabalhos do socio
no início do século passado na verdade
na virada do século né ele deu um curso
chamado curso de linguística geral e
depois da morte dele esse curso foi
organizado e foi publicado então a gente
costuma diferenciar três palavras
principais linguagem língua e fala
a linguagem de acordo com
o entendimento da linguística moderna é
uma habilidade é uma capacidade que o
ser humano possui que é inata ao ser
humano e que capacita um ser humano a
desenvolver a língua né desenvolver fala
enfim essa capacidade é só existe no ser
humano nessa capacidade de linguagem
essa capacidade de de estando numa
comunidade que tem uma língua que
apresenta uma língua adquirir essa
língua se comunicar por meio dela é uma
capacidade que só é pertence ao ser
humano e já a língua é um fenômeno
social complexo a língua do ponto de
vista da linguística é um conjunto de
códigos
sistematizados que compõem o
conhecimento compartilhado dos
indivíduos que fazem parte de uma
comunidade de língua Então nesse sentido
Tecnicamente dizer falar de da língua
portuguesa O que é língua portuguesa né
a língua portuguesa é o conjunto de
conhecimentos que os falantes dessa
língua que os falantes dessa comunidade
possuem representados mentalmente e como
é que esses conhecimentos vão parar lá
através desse contato dessas
experiências Então retomando o que assim
só para terminar né Fala seria a
expressão natural dessa dessa língua né
a expressão natural e particular a cada
indivíduo seria a fala e como é que isso
se se relaciona nem retomando lá é tanto
o trabalho dissolcir como mais
posteriormente na parte de 30 do século
passado o círculo linguístico de Praga
começa a discutir
a o signo linguístico mostra que tanto o
significado quer dizer as palavras não é
São arbitrárias Então como você tava
mencionando aí realmente a cadeira não
tem cadeirice nenhuma é
suficiente nem abaixo da Média porque
não existe nada em um signo não existe
nada na palavra cadeira que
a denote esse sentido não existe a
cadeira não se chama cadeira porque ela
se parece porque a palavra se parece com
com uma cadeira nem nada nesse sentido e
também o próprio significado que são
essas categorias né são essas são os
conceitos que são criados e que são
formados pelas comunidades também são
arbitrários isso quer dizer que como
você bem mencionou Aí o exemplo das
cores né o espectro de cores é tem
milhões de possibilidades né de se de
divisão e as línguas as línguas possuem
palavras diferentes e divisões números
de cores diferentes justamente porque as
comunidades de fala é criam
categorias diferentes baseadas na Sua
percepção então algumas línguas por
exemplo tem uma palavra específica para
verde claro e verde escuro outras
línguas Não tem necessariamente uma
palavra que diferencia verde de azul
Então
dependendo das línguas para dar um
exemplo né as línguas dos esquimós tem
nomes diferentes para Neve e tem
percepções muito diferentes de brancos o
que aqui para gente são
conceitos que não existem porque a nossa
comunidade não não criou esses esses
conceitos dessa maneira eu ouvi dizer
que é um dialeto lá inuita né dos
esquimós teria 34 palavras para dizer
Neve né de diversos tipos Diferentes né
Muito bem Leandro excelente nós estamos
aqui num bate-papo falando sobre
linguística que isso tem a ver com
teologia Então se a gente está
entendendo bem você que está
acompanhando nem todo mundo Às vezes a
gente pensa né que uma palavra ela tem
como se diz
sentido nela mesma como se ela
carregasse uma essência ou às vezes a
gente até que a palavra reflete alguma
Essência original de uma possível língua
primordial que foi preservada eu que
mexo com a área de hebraico sempre
escuto mas escuta sai o hebraico não é
absolutamente sagrado aí a gente entra
numa situação difícil porque o cananita
né e o Fenício é muito parecido com o
hebraico então a pergunta tão sagrado
eles são né então a coisa não é bem
assim então se a gente puder usar uma
expressão para facilitar
[Música]
as palavras são como etiquetas que a
gente coloca sobre a realidade a partir
de uma leitura que tem a ver com a
realidade dessa comunidade inclusive com
a sua experiência adquirida através da
história então tem certas coisas que não
entram né na leitura de um determinado
grupo humano e que são bastante
predominantes e valiosa Então essa
interação entre no ambiente
a interação uma leitura peculiar daquele
grupo e com a sua caminhada histórica
traz para a gente assim todo esse
desdobramento linguístico E por que que
isso é tão importante primeiro porque a
gente é ser humano segunda porque a
gente costuma falar e entrar nessa
interação através da linguagem terceiro
porque nós temos a
revelação
bíblica a revelação vamos dizer
específica da parte de Deus para nós
através
das palavras que chegam até nós então
tendo esse essa perspectiva a gente vai
desenvolver um pouquinho mais aqui como
é que é essa coisa das línguas da Bíblia
aproveita até falo para o
Leandro né Leandro Como é que é você eu
sei que você consegue caminhar bem com
algumas línguas que que você tem de
interessante aí né na sua trajetória e
línguas assim chamam atenção você
conhece um pouco de línguas bíblicas
também
é a gente lida com muitas línguas é
realmente no dia a dia eu sou muito
curioso então desde desde criança eu me
interesso muito por línguas
no caso de
enfim
algumas línguas um pouco mais né outras
línguas
as línguas talvez mais próximas né as
línguas
germânicas as línguas germânicas
nórdicas
alguma coisa de línguas lavas
algumas algumas línguas orientais Enfim
então a gente vai transitando aí pelas
pelas pelas línguas e no contexto
bíblico A gente tem
línguas antigas nem línguas muito
diferentes da realidade
Nossa do português
mais línguas que interagem que interagem
muito especialmente no Novo Testamento
né isso aumenta um pouco mais aí a nossa
o nosso desafio né na leitura desses
textos não Só pelo fato de ler textos
antigos
e aí esses conceitos né precisam ser
muito bem
encaminhados e essa leitura precisa ser
muito bem alinhada
mas também a própria comunicação a
própria tradução disso me requer aí
algum conhecimento não só dessas línguas
mas da relação entre elas
perfeito
é muito
interessante e acho que o pessoal talvez
não não tenha essa visão né é a gente
tem
na nossa Bíblia padrão
929 capítulos no antigo testamento e 260
no novo e
quase todo o antigo testamento está em
hebraico né E aí eu queria então agora
entrar nisso porque
você tem né o Leandro tava falando de
línguas próximas das línguas latinas
línguas
germânicas
que estão ainda dentro desse ambiente
que a gente chama de indo europeu
quando a gente atravessa a coisa por
outro lado ali começa
a andar pelo Oriente Médio nós temos uma
outra realidade que é a realidade do
mundo semita né então o mundo semita é
um mundo que tem algumas características
interessantes que está presente no
hebraico bíblico primeiro que são
línguas e como acontece com hebraico que
tem uma fonética peculiar né quando você
ouve certas línguas você escutou
português francês você encontra ali né
os elementos vogais nasais bem presente
quando você escuta hebraico ou árabe ou
hora mais a garganta arranha de tudo
quanto é jeito então você tá cheio de
fonemas e consoantes que são guturais
segundo
a vasta maioria dessas línguas semíticas
por causa da posição geográfica Sempre
escrever um da direita para a esquerda é
diferente do que acontece com as línguas
europeias terceiro aí uma coisa bem
diferente bem curiosa né é que a gente
vai falar do tentando falar uma coisa de
uma maneira mais prática para todo mundo
que não tá assim muito inserido na
linguagem mais específica da linguística
Tecnicamente falando
o significado
de um termo de uma palavra
tá ligado mais diretamente as consoantes
do que as vogais Então o negócio meio
estranho isso porque a parte gramatical
tá ligada as vogais e antes definem aí o
campo semântico por exemplo se você fala
em português né você fala
lata você fala Lota você fala Luta cada
vez que você muda a vogal você altera
diretamente o campo semântico o
significado dessa palavra no hebraico no
árabe não aramaico não aquela raiz
consonantal geralmente de três
consoantes
você pode botar vogal que você quiser
que você não sai do mesmo campo né então
se você fala a palavra dava é palavra de
Deus quer dizer ele disse me da Beira
ele disse debru todas as variações
levariam né estão relacionadas aí no
sentido em que as vogais não mudam Essa
realidade E além disso também são
línguas muito definidas em termos de
gênero
Leandro tava vendo esses dias e vi lá
uma gramática de sueco e disse que o
sueco tem dois gêneros neutre comum
e aí isso na cabeça de um contexto
hebraico num contexto
árabe né não tem nem como entender do
que que eles estão falando né Então olha
que coisa em hebraico você fala você e
você
quando um homem faz uma pergunta quando
a mulher faz uma pergunta a coisa muda
por causa dessa divisão muito definida
de gênero implícita na língua né E aí
pediu uma participação especial para
você Nisso porque eu tenho dado aula de
hebraico durante muitos anos e o que
deixa os alunos mais assustados você não
imagina é quando a gente diz olha
uma forma verbal do hebraico antigo ela
pode ser traduzida Às vezes a mesma
forma no presente no passado ou no
futuro aí os alunos querem morrer então
pena agora não entendi mais nada
Professor vão você chega né Agora vamos
mudar de assunto vamos ler o Salmo 23 né
porque porque nós estamos tão
acostumados a essa questão era
temporalidade como referência principal
de conduzir
a maneira de lidar com as formas verbais
em português nas línguas europeias né
mais conhecidas e não Hebraica a gente
fala que o aspecto verbal modo da ação
né os antigos alemães chamavam de
actions arte né é que se a ação é
acabada inacabada então eu posso dizer
algo assim né eu
feito
aquela casa né
eu teria feito eu eu terei terminado
aquela casa eu terei feito aquela casa
eu tenho uma ação acabada no futuro né
eu posso ter uma ação inacabada também
isso é muito peculiar e traz um desafio
para gente então eu não sei o que que
você pode compartilhar com a gente sobre
essas digamos assim diferenças
significativas fortes né sobre como é
que você quer que você conhece um pouco
de hebraico conhece também um pouco
dessa realidade se mítica Que desafio é
esse dentro
bom esse esse Desafio ou desafio
do parentesco das línguas né que começa
Aí essa discussão enfim as pessoas
começam a comparar ali pelo século 17 o
século 18 começa a
ideia o chamado método comparativo o
método comparatista
Então as pessoas começam ali comparando
as línguas mais próximas né já havia os
dicionários que Começam
a surgir na Idade Média
comparando por exemplo a oração do Pai
Nosso em 20 40 até 400 línguas Então as
pessoas começam a falar assim espera aí
eu acho que essas línguas aí são são
parentes né algumas dessas línguas aí
são parentes e começam essa essa teorias
de como uma língua pode ser comparada
como poder gerar uma outra língua a
partir de uma língua Qual é a
qual é a fórmula né que transformaria
uma língua em outra Mas acontece que a
línguas que não estão nesse nesse mesmo
nessa mesma família né tem tem
línguas-primas tem línguas que tem uma
relação aí mais distante né que pelo
menos não consegue ser traçada essa
questão do verbo é hebraico o fato de se
trabalhar em com os chamados aspectos
isso a gente também tem um pouco em
português a gente tem algum resquício de
algo que acontecia em latim né em latim
a gente tem a divisão dos tempos pelos
aspectos E também o aspecto não acabado
e o aspecto acabado o aspecto não
acabado era o que eles chamavam de
infecto e depois passou a ser chamado de
imperfecto que é daí que a gente tem o
pretérito imperfeito
não acabado não acabada no passado e o
perfecto seria a ação acabada então em
latim também a gente tem a diferença
entre por exemplo se eu digo assim eu eu
fazia tal coisa né e eu fiz tal coisa
então eu fazia tal coisa uma ação com o
tempo inacabado né então quer dizer que
ou essa ação era uma ação que estava
acontecendo que não necessariamente foi
terminado uma ação que era repetida e
quando eu digo eu fiz tal coisa eu
terminei essa essa ação né a mesma coisa
o futuro exemplo que você deu né a gente
também tem em português a construção do
chamado futuro é o futuro simples que a
gente chama o futuro inacabado né e o
futuro acabados é o que a gente chama de
no português futuro composto eu gosto
mais da denominação dos Franceses diz
que é futuro anterior
eu parei tá ocupado efeito tal coisa
seria esse futuro perfeito
do latim agora a questão em hebraico é
um pouquinho mais complicada né saiu
porque você não tem só essas ideias Você
também tem a ideia do intensivo né que é
uma ação que é diferente você por
exemplo matar
[Música]
muita crueldade
você pode matar a verdade
não pode matar pouco ou matar muito né
Então esse é um negócio interessante
Porque de fato no hebraico como outras
línguas semísticos também você tem o que
eles chamam de Graus dos verbos né com a
sua se o verbo tá no calor me fala
Pinheiro Poá rito para ele então você
tem uma ação digamos assim básica comum
uma ação intensiva uma ação causativa e
ainda você tem isso na voz ativa ou
passiva ou e ainda a possibilidade do
reflexivo né e de fato isso é uma coisa
importante para todo mundo prestar
atenção
quando você se envolve com o estudo
aprofundado de uma língua mais uma
língua distinta e nisso a gente inclui
também o grego antigo porque ele tem
peculiaridades muito distinto você não
está só trocando uma palavra por outra
você está entrando num outro mundo num
outro universo numa outra realidade né e
além desse universo linguístico assim
peculiar nesse jeito de
lidar com a realidade
a questão ainda nos demais desafiante é
que esse elemento né do texto nos leva a
passear em produzir um mundo que não
está mais aqui a nossa disposição então
a pesquisa
linguística ela é
fundamental para que a gente tenha
condição de construir de fato uma boa
teologia só para a gente entender o que
isso significa a gente vem de uma
tradição né que tá dizendo o seguinte
Olha a gente redescobriu muita coisa
importante da Bíblia no século XV 16 com
a tradição da reforma e valorizou só
escritura é verdade só que na Idade
Média naquele mundo muito Latino e
também muito grego muita coisa do
passado e da realidade digamos original
do texto bíblico A gente não tava ali
com o mesmo frescor né do daquele texto
depois de tantos séculos e então o
Leandro mencionou um pouquinho da
história da linguística mais recente
falou do método comparativista falou da
realidade linguística moderna então nos
últimos 200 anos o que foi feito de
pesquisa
é tanto linguística como também
arqueológica como histórico e literária
traz para gente uma luz uma compreensão
uma percepção do mundo antigo e
consequentemente do texto bíblico e da
do que ele pretende nos dizer que é algo
absolutamente
ímpar E extremamente valioso né Eu quero
até mencionar só para vocês terem uma
ideia não hebraico antigo
qual que era o problema o problema é que
você não tinha outros elementos para a
gente poder estudar esse hebraico antigo
com uma vamos dizer
condição mais acertada
com as pesquisas que foram feitas aí nos
últimos 100 anos os estudiosos
descobriram línguas parentes do hebraico
eles descobriram o acadiano na região da
Mesopotâmia eles descobriram
o garitítico que foi encontrado na
região do Líbano e da Síria ali e também
estudaram textos em moabita em edomita
em Fenício né em línguas correlatas ao
hebraico e até mesmo um pouco do próprio
egípcio antigo todo esse conhecimento
trouxe o quê para a gente a
possibilidade agora de quando vai
estudar o texto bíblico por exemplo
palavras que ocorriam poucas vezes
palavras até que ocorriam uma vez só que
a gente só conhecia por meio de uma
tradução grega de uma tradução Latina
muito muito conhecimento foi
disponibilizado para que seja possível
um entendimento muito adequado do texto
inclusive Isso faz parte de um projeto
muito
peculiar de entendimento da semântica né
do hebraico bíblico antigo e essa
semântica não só né tem a ver com o que
a gente conhece na própria história do
hebraico tem a ver com essas comparações
com as outras línguas mas tem a ver
também com a sua
diversidade dentro do próprio texto
bíblico né uma coisa que às vezes as
pessoas perguntam para mim né não são
como é que é
casa em hebraico não é então tá bom
então toda vez que tem bike no hebraico
a gente traduz por casa não pera aí em
português a gente não usa a casa sempre
no mesmo sentido né então a sua proposta
não casa com a sua sugestão né e
consequentemente também então uma coisa
que muita gente não sabe é que às vezes
um termo na língua original quando a
gente pega uma ferramenta né um léxico
um dicionário assim bem realmente é
preparado acadêmicamente é a gente vai
ver que aquela palavra em textos
diferentes tem o que a gente chama de
variação de Campo semântico ela não é a
mesma coisa porque ela interagem também
com isso então isso é
muito Fundamental e nos últimos anos a
gente tem
com muita é muito desenvolvimento na
chamada pesquisa linguística e exegética
para entender o texto da melhor maneira
possível de eu não sei se você que mexe
um pouquinho também com essa área O que
que você pode dizer sobre o grego né a
pergunta que eu tenho para você o grego
é famoso grego do nosso querido
Aristóteles ou das obras
de Homero né é mesma coisa do grego do
novo testamento Será que nós estamos
falando grego aqui isso dá para entender
como é que é essa história bom a
resposta é sim e não ao mesmo tempo né
acho que uma resposta bem Hebraica
mas como é que consegue ser sim não acho
que
muita gente pensa né sobre a língua uma
outra um outro pensamento bastante
equivocado mas muito frequente
é as pessoas acharem que as línguas são
blocos monolíticos né são sempre iguais
nunca mudam e não tem variação muito
pelo contrário né as línguas têm
variação tanto é no momento em que a
gente olha para elas quer dizer no
momento
da observação né O que a gente chama de
na perspectiva sincrônica
e elas também variam com o tempo então é
isso quer dizer que do ponto de vista é
da dessa variabilidade Não elas não são
as mesmas não são a
mesma não tem a mesma apresentação
porque a gente tem um espaço muito
grande de tempo a gente tem um contexto
bastante diferente né a língua grega do
novo testamento é chamado grego comum
que era uma língua Franca em
praticamente todo mundo conhecido
naquela época
que tinha adquirido esse status por
conta da elenização do mundo por
Alexandre o Grande
Então essa língua que
os gregos levam para os outros para as
outras localidades
acabam se tornando acaba se tornando uma
língua de comunicação que ajuda nem ele
a definição de língua Franca é
justamente essa né é uma língua que
serve de comunicação entre povos que não
falam a mesma língua um do outro né
então assim como é um brasileiro e um
japonês podem usar o inglês para se
comunicar né o inglês não é língua
Nativa de nenhum dos dois Nesse caso
eles estão usando aí é o inglês como uma
espécie de língua Franca né e mais ou
menos nessa mesma
dessa mesma maneira acontecia naquela
época o grego falado então era o chamado
grego comum né E esse grego tinha a
característica
características que hoje a gente chama
em linguística especialmente em sócio
linguística do contato linguístico então
havia várias vários tipos de contato
linguístico que a gente poderia que a
gente consegue localizar
naquele naquele tanto no texto bíblico
como naqueles tempos e enfim nos tempos
do novo testamento a gente tem a questão
por exemplo de
outras línguas que eram faladas junto
com o grego né então os estudos hoje em
dia de arqueologia de linguística enfim
e né Tem mostrado que pelo menos quatro
línguas eram usadas né além do aramaico
que era uma espécie de língua Franca no
Oriente na região da Síria da Judeia
havia também o grego obviamente que era
uma língua usada no espectro mais amplo
né no espaço mais amplo inclusive os
romanos usavam o grego né é os as
famílias mais abastadas mais ricas
havia se Esse costume de estudar o grego
de traduzir né enfim
havia também o próprio latim que era a
língua do império e havia também o
hebraico Então pelo menos quatro línguas
estavam em contato naquela época e a
gente enxerga nesse grego bíblico do
novo testamento muito do pensamento
semítico a gente enxerga isso na própria
forma de apresentação do grego então a
gente encontra por exemplo a ideia do
uso de marcadores discursivos
criadores discursivos que são bastante
parecem ser traduções literais de
marcadores discursivos do hebraico né o
vaso do hebraico por exemplo que muito
usado aí aparece muito o quê nano grego
da no grego bíblico
é essa o que a gente em português
chamaria de polissíndeto nessa repetição
do ele fez isso e fez aquilo e fez o quê
e tal e tal essa repetição do e só só
para dar um exemplo né um pensamento e
características dessa língua ordem de
palavras
começar uma frase pelo verbo por exemplo
então isso tudo é mostra em pano de
fundo semítico nesse grego Então esse
grego do novo testamento é diferenciado
a gente quando vai ler né Vai estudar
vai interpretar precisa ter isso aí é
bem presente que o grego que está sendo
lido não é o grego clássico né E tem
características próprias e bastante é
bastante importante saber disso
essa percepção que você
ampliou aqui para nós vai mostrar essa
essa complexidade né desse mundo antigo
em momentos diferentes da história
quando nós temos o universo bíblico em
contato com realidades diferentes então
por exemplo quando alguém ler a Bíblia
Às vezes a pessoa Imagina assim você tem
um texto aqui que é uma palavra Divina
ela caiu diretamente do céu Deus
inspirou né o escritor ele escreveu e o
sentido dessa palavra tá com aquilo que
Deus comunicou e claro que a palavra
veio da parte de Deus claro que o texto
é referência Mas a questão é que aquela
palavra ela faz sentido num determinado
contexto e ambiente então por exemplo
quando você pega os textos mais antigos
da Bíblia
que estão em hebraico Mais antigo é
arcaico para você entender muita coisa
você precisa conhecer bastante do antigo
Oriente próximo né a realidade o
transfundo que que interage com aquilo
tem a ver com os povos que viviam em
Canaã tem a ver com o mundo da
Mesopotâmia tem a ver com o mundo dos
hititas tem a ver com o mundo dos
egípcios tanto do ponto de vista a
própria mente
linguístico às vezes semântico direto e
às vezes literário né pouca gente
imagina por exemplo Que certas formas
literárias que a gente tem na Bíblia
elas eram formas não exclusivas de
Israel que existiam em outros ambientes
também depois você tem um impacto forte
do momento dos assírios e dos babilônias
né a transição cultural que acontece
depois vai ter influência
textos posteriores né do antigo
testamento em hebraico em aramaico às
vezes estão tendo esse trans fundo de
origem persa que é uma outra cultura
outra maneira de perceber a realidade é
em seguida você tem a helenização e a
presença
do latim no contexto Romano que que a
gente vai encontrar então o que que
acontece a gente não estuda e não traduz
só um texto bíblico a gente traduz
textos diferentes e não é a mesma coisa
porque quando você vai inclusive por
exemplo construir uma elaboração
teológica de um determinado livro
bíblico aquele livro tem peculiaridades
quer ver quando João usa
luz trevas quando João usa o termo crer
ou não crer quando ele fala em verdade
né em Oposição a mentira não é
exatamente no mesmo tom quando você ler
Paulo ou um outro autor existe uma
linguagem específica do autor existe uma
interação dele com o universo mais
semítico menos semente né o Leandro a
coisa acho que é assim O Grande Desafio
que a gente leu o Novo Testamento estava
falando do grego né porque às vezes a
senhora para aquele grego como você
observou a estrutura o jeito Rapaz isso
aqui é um grego com um cheiro de
hebraico que meu amigo né só só assim a
capinha é grego toda a estrutura maneira
de construir como se diz é são palavras
gregas com pensamento hebraico
totalmente lá mas você pega outros
textos não eles são totalmente mesmo
helênicos aliás tem literatura Hebraica
de alta influência grega né você ler
Hebreus por exemplo você tem um cheiro
Alexandrino aqui naquela construção né
muito forte e às vezes você tem um
ambiente que a descrição aponta para o
mundo Romano né então quer dizer para
fazer um trabalho sério de estudo
acadêmico de estudo
que a gente chama energético para
construir uma teologia
todas essas
peculiaridades são
significativas importantes e fazem toda
a diferença por isso a gente inclusive
daqui a pouquinho nós já estamos com o
nosso tempo até bem encaminhado daqui a
pouquinho a gente vai abrir para as
perguntas já temos várias perguntas que
foram enviadas a gente já vai precisar
tá perguntando até de material de livros
né e a gente aconselha você realmente
abrir a possibilidade de se interessar
inclusive aqui na nós temos um curso do
Leandro sobre a questão da importância
da linguística e sua relação com a fé
como um todo que vale a pena esse curso
é muito útil E também temos um curso
introdutório de grego e hebraico Então
você tá devidamente bem servido para
poder entender o assunto mas muito bem
Leandro
tem uma coisa a gente até agora tá
falando sobre o texto a gente tá falando
da leitura da tradução do ponto de vista
da língua de partida fica à vontade
vamos lá agora a gente também tem outro
desafio que a língua de chegada Opa é
porque a língua também muda o português
também mudou então a tradução que foi
feita no século 16 século 17
ela não comunica da mesma maneira hoje
João Ferreira de Almeida não é salgado
então algumas pessoas também não
entendem a necessidade de a gente ter
atualização onde a gente ter
o trabalho né das comissões de
das versões do texto bíblico para que
haja essa comunicação para que o texto
continue comunicando para as gerações
novas né inclusive
dadas dada assim a diferença que a gente
tem
de percepção de traquejo com a língua né
de condições de leitura você que
participou de né ordenou e participou de
tradução de traduções como é que você vê
essa você com certeza responde muita
pergunta nesse sentido
então Leandro é essa realidade né da
experiência
da língua no seu transcurso histórico
ela é muito desafiante porque nós temos
hoje
digamos assim na línguas
mais
predominantes né mais faladas nós temos
um acúmulo de um tessauros assim que é
um negócio impressionante né então
quando você pensa num texto como no Novo
Testamento você calcula no total mais ou
menos uns 5 mil vocabulário
Hoje você pega uma língua vamos dizer
é ocidental muito utilizado ou até mesmo
uma língua de muita expressão em
qualquer lugar do mundo você tem 500 mil
a quase um milhão de então é um mundo
complexo o mundo muito mais amplo e que
também reorganiza uma série de elementos
né quando a gente pega por exemplo
textos antigos pré-modernismo né com
aquela abundância de conjunções com
períodos longos né quando você pega os
textos pós Semana de Arte Moderna e
começa a ver a coisa tem uma redefinição
né então
não tem jeito se o a gente quer
comunicar o texto bíblico adequadamente
nós precisamos observar que o estilo e a
função de como se organiza fazer na
língua é
da qual eu vou traduzir é muito
diferente né então você mencionou por
exemplo a pouco e falando não porque
quando você pega uma estrutura semídica
do hebraico você vê a frase sempre
começando com o verbo né mas a gente não
diz isso em português de hoje é eu não
disse não vou dizer né E então
conversou Jesus com Maria Madalena
dizendo traga-me aqui um peixe né
ninguém fala dessa maneira né E então é
essa elaboração que eu acho que é Um
Desafio maior né que é a elaboração
sintática né aí são os dois desafios
como é que eu coloco né na ordem da
linguagem falada da expressão da
linguística de hoje né E claro diferente
de uma língua para outra né organizar a
frase em português não é o mesmo que
fazer não né E quando a gente vai fazer
isso e também E é isso que é o grande
desafio difícil para o pessoal entender
existe um estudo aprofundado né que que
pega tanto a língua lá na saída e na
chegada que é a mais provável
interpretação sintática do que o texto
está dizendo lá né então quando eu falo
sobre o amor de Deus que que é o amor de
Deus é o amor que Deus tem o amor divino
da qualidade é o amor que vem da parte
de Deus o amor que eu tenho por Deus
então essas interpretações do perfeito
do imperfeito do futuro do genitivo da
preposição né
traz para a gente Um Desafio essa esse
desafio
dá aí como resultado o caminho de uma
tradução mais Tecnicamente elaborada e
que trabalha com colocar aquilo que tá
na língua original de uma maneira
adequada e bem impactante para quem tá
ndo o texto hoje então é um desafio
quando a pessoa aprende só os termos e
colocando um atrás do outro e aí ele vê
o resultado E ele não entendeu como é
que como é que funciona né Essa
elaboração
Exatamente é muita gente diz ah mas o
texto não muda o texto A palavra de Deus
é imputável mas a palavra do homem muda
com o tempo né porque as línguas variam
então
é a questão é como é que a gente diz a
mesma coisa que assim como nós estamos
dizendo né continuações da mesma coisa
para uma para pessoas diferentes né para
pessoas é expressões idiomáticas né que
não fazem sentido né de uma língua para
outra e aí é claro que eu não vou dizer
é o Capri e o Nira trabalham muito com
isso né Eu cheguei a mencionar isso na
quando eu falei sobre sobre tradução
existe também o campo da daquilo que é
introduzível
que é introduzível justamente a
expressão idiomática Especialmente
quando a expressão idiomática é faz
parte de um contexto assim uma piada
alguma coisa assim então se eu usar
apresentação pegar no pé
em uma frase ou em um contexto em que a
pessoa precisa ter a palavra pé para
fazer sentido isso não é possível de ser
traduzido para outra língua porque não
necessariamente essa outra língua vai
ter essa mesma expressão com o mesmo
sentido
a experiência que eu já tive várias
vezes é brasileiro tentando explicar
para o estrangeiro que é um pé de
moleque né Eu quero que você tá comendo
Pé de Moleque o cara vai traduzir seja
para o francês espanhol em inglês ou
Russo alemão ele vai dizer vai dizer
doce de amendoim não como você pede
moleque né Não tem qualquer sentido tem
uma expressão em Gênesis 20 muito
interessante que dá aquela confusão com
Sara lá e Abraão e abimeleque né E aí
quando vai se resolver a situação e vai
se usar uma expressão idiomática para
dizer para Sara né que isso sirva para
reparar a sua honra diante da confusão
toda que aconteceu lá o hebraico
literalmente que isso como um véu entre
os teus olhos né Então essa frase servir
de véu entre os teus nos teus olhos
vai servir de véu nos olhos de quem tá
lendo o texto não vai entendendo nada né
e Então nesse sentido a frase realmente
é curiosa mas Leandro acho que a gente
já tá bem se você quiser comentar mais
alguma coisa acho que eu vou começar a
mexer com as perguntas aqui que tem
várias né
eu acho que a gente pode responder já as
perguntas e a gente aproveita para ver
se alguém tem mais
alguma eu acho que tem né bastante
dúvida aí bastante coisa eu começo
colocando uma para você aqui que acho
que você você tem um conhecimento
histórico bom nisso a língua portuguesa
já existia quando o hebraico Claro
hebraico na época da Bíblia dizia como é
que essa história da língua portuguesa
não não existia nem nem de longe né
na verdade o mais próximo que a gente
tem que a gente consegue chegar aí
talvez é quer dizer não existe uma é
muito difícil datar porque a gente não
tem textos escrito né Então na verdade
lá para o quinto século talvez talvez
quinto seja demais mas enfim alguns
séculos poucos séculos antes de Cristo a
gente
é na região ali da Europa central
talvez a gente teria o próximo mais ou
menos próximo da Península Itálica a
gente teria os etruscos e vários outros
povos pastoris
é que
falavam línguas mais ou menos parecidas
né E aí como o desenvolvimento um desses
um desses povos ali que ficavam ali
cuidando das suas ovelhinhas eram
moravam numa região chamada Lácio mas
isso já né talvez aí quatro séculos
antes de Cristo não muito antes disso né
na verdade o latim né
começa ele só ele só adquire a se
prestígio todo por conta do Império
Romano por ser a língua do império
romano e mesmo com esse Prestígio que o
latim teve aí a época clássica
época de ouro do latim né vai mais ou
menos do primeiro século antes de Cristo
até o primeiro século depois de Cristo
então nessa época
é
já enfim
já nessa época Ainda quer dizer nessa
época o grego é também tinha uma
importância muito grande então por mais
que houvesse assim os próprios expoentes
latinos os próprios expoentes romanos
estudavam grego e
tentavam explicar a sua língua usando os
moldes gregos e tentavam replicar as
estruturas
literárias gregas né mas quando você
imagina quando você imagina na península
ibérica que você já tem um latim
suficientemente
diferenciado assim para século vi já
existe por aí né o a língua portuguesa é
uma das primeiras que que tem
documentação
lá pelo século 11 a gente já tem alguma
coisa inclusive no século 13 a gente já
teve até tentativa de tradução da Bíblia
exatamente Dom João Primeiro de um Diniz
mas era proibido Então as pessoas que
começaram a traduzir foram convidadas a
parar
Então a separação digamos assim entre
Portugueses e espanhol é basicamente o
século 12 né que dá para ou ainda não é
suficiente Na década
por aí antes antes um pouco as línguas
eram diferentes né na verdade o
existiu o chamado espanhol antigo né na
verdade né que hoje a gente chama de
espanhol antigo que na verdade são
várias a Espanha é uma colcha de
retalhos
Com certeza mas o que a gente tinha na
porção Oeste da Península Ibérica a
gente tinha na região da Galiza
a gente tinha O galego português que era
uma língua só e de início né E aí com
essa essa divisão entre as terras do
chamado Condado é de
portucale né daí é que fica ali mais ou
menos nas proximidades do porto que foi
uma das primeiras cidades importantes de
Portugal e aí com a expansão de Coimbra
né a importância de Coimbra é que a
língua começa a ser inclusive registrada
então a gente fala de século 11 a gente
tem já registros da língua de gramáticas
da chamada língua portuguesa aí já
separada Claro que existe uma história
aí né de muitas vidas e vinda S de
muitas Mas algumas tentativas né de
retomada pelos pelos espanhóis a gente
tem o que aconteceu já no século 17
nessa essa união
Ibérica né chamada nos nossos livros de
união Ibérica mas não foi coisa não foi
tão amistosa assim
Enfim então é uma das primeiras línguas
mas isso já
para o século 10 né para o já entrando
pelo primeiro pelo segundo Milênio né
muito bem
a pergunta que chega aqui também coloca
para mim aqui é algo interessante no
hebraico ainda as letras tem significado
de números e sinais então nós temos né
os numerais na nossa tradição chamado
numerais
arábicos que chegaram a nós e nos tempos
antigos é você tem os números romanos
que usavam letras do alfabeto Romano no
hebraico inclusive no hebraico claro que
nós temos as palavras que designam
números Mas é verdade que cada letra do
alfabeto hebraico tem também
significado numérico então
dois e assim por diante você tem isso
tinha a ver com o uso prático né já que
usava um determinado
símbolo que envolvesse tanto a questão
fonética como o elemento aritmético mas
depois isso serviu por um caminho onde
começou-se a fazer uma contabilidade das
palavras hebraicas né E essa
contabilidade que tem valores por
exemplo
literários interessantes quando você lê
por exemplo
Mateus capítulo 1 ele tá falando da
genealogia de Jesus você dividida em 14
e 14 e 14 porque Jesus é o filho de Davi
e Davi em hebraico tem valor numérico de
14
Então existe uma intencionalidade
literária então conhecer isso é
interessante quando Jesus Né manda Pedro
e os discípulos jogarem a rede na pesca
maravilhosa no mar da Galileia
vocês vão pegar 153 grandes peixes né a
frase eu sou Deus em hebraico a Niely
tem valor numérico 153 então pode ser
que tá por trás da intencionalidade só
que às vezes o pessoal vai longe demais
aí eles começam a fazer tudo quanto é
cálculo né E aí entra numa área da
cabala chamada guia matria ou gematria
né quando o pessoal começa a fazer conta
e tudo quanto é jeito para descobrir
sentido secreto no texto que não é muito
recomendável não é o caso Aliás o uso
das letras com valor numérico não é não
acontece só no hebraico né as línguas o
próprio é os próprios Romanos usavam as
letras do alfabeto como a gente sabe os
gregos também usavam as letras do
alfabeto como números então isso também
não é uma coisa é que só acontecia no
hebraico
a gente tem uma outra pergunta aqui
é um pouco mais mais geral talvez mais
prática do Anderson onde se estuda
linguística com profundidade que não
seja na Faculdade de Letras bom a gente
tem aqui o curso né que pode ser uma uma
iniciação mas no nosso caso a gente foi
além né da da faculdade então em termos
de de pós-graduação a gente tem alguns
cursos muito muito interessantes no
Brasil nessa área tá em diversas
especializações
é nessa mesma
essa mesma toada né a Alessandra
perguntou qual é o campo de trabalho de
um linguista se você quiser falar um
pouquinho sobre isso e depois ela fala
para o estudante da Bíblia em geral que
precisamos saber da linguística no
mínimo para ter boa interpretação
é o linguista trabalha com linguagem né
costumo dizer que é um profissional de
linguagem e Então trabalha muitos Campos
trabalha
normalmente no campo acadêmico né
lecionando mas também fazendo pesquisas
nas diversas em diversas áreas em área
de semântica que são as teorias de
sentido como é que as pessoas percebem
desenvolvem categorias de sentido
ou trabalham na área de fala como é a
minha
a minha formação
entendendo como é que como é que os
sonhos da língua são articulados como é
que eles são produzidos como eles são
percebidos e é isso vai esse
conhecimento produzido pela pesquisa em
linguística vai na verdade servir para
diversas áreas como a linguística
forense a fonética forense
que procura identificar falantes no caso
de um crime por exemplo é uma gravação
identificar um falante é mas também é
entender como é que é como é que os
sonhos se agrupam na língua para poder
desenvolver esses temas que comunicam se
comunicam com as pessoas automaticamente
então a própria
o fato de você ligar para o banco hoje
em dia ou ligar para operadora de
telefone e aquela vozinha né É hoje ter
mais possibilidades falar com você e até
ouvir o que você tem a dizer e tentar
entender o que você disse e responder
sendo um programa de computador isso é
possível por conta dos estudos de como é
que os sonhos são articulados
enfim há vários Campos e os campos
servem a várias
áreas diferentes
eu achei interessante quando eu estudei
né duas disciplinas que chamaram atenção
uma foi psicolinguística né para avaliar
as questões ligadas a psicologia e ao
cérebro humano e sua relação com a
linguagem e também a linguística
matemática estatística e computacional
né que a gente não faz ideia o papel da
linguiça então tem áreas de pesquisa de
trabalho prático e também claro
magistério né é que são realmente
valiosas e importantes aí né
Surgiu uma pergunta aqui também
é que me chamou atenção porque que as
traduções do novo testamento sempre
empregam ter um Maravilhado quando não é
usada essa palavra no português do
Brasil pelo menos no sentido bíblico
então aqui na verdade
é tanto no hebraico como no grego existe
um termo né que
que é traduzido por milagre ou por
maravilha né E que tem essa ideia de
algo inusitado e que chama atenção e é
grandioso ou glorioso
E aí quando alguém tá diante de algo que
o deixa falando em português agora
atônito né isto perfeito assim bastante
atingido parece que os tradutores
acharam que isso não comunicava
suficientemente
o elemento sagrado subjacente aquela a
situação né então quando Jesus faz o
milagre né então Maravilhado Fulano
pegou e disse isso né
[Música]
E talvez por essa razão mas essa é a
dificuldade de fato não é
um termo
utilizado no português contemporâneo por
isso que é Um Desafio Às vezes a gente
consegue fazer uma boa tradução de um
determinado termo a língua original da
Bíblia por outro termo em português Às
vezes você não consegue Então você tem
que criar de fato uma expressão fazer
uma perífrase colocar algo que consiga
Traduzir por isso que as traduções mais
contemporâneas são um pouco mais
dinâmicas porque elas até tão Supremo né
com mais de um termo uma tradução mais
adequada mas excelência excelente
observação e ela vai sentido aqui
para que
a gente possa entender mais do assunto
pergunta interessante Leandro aqui ó
como a linguiça que está relacionada com
pessoas que são de tradição oral os
povos ágrafos ou não alfabetizados Maria
do Carmo que fez essa pergunta muito
interessante
bom a linguística
estuda a linguagem e acessa a linguagem
primariamente por conta da fala né pela
fala mas não só então
como a gente disse no início a fala é a
expressão natural da língua né então é
uma expressão oral particular dos dos
falantes dentro de cada falante mas a
gente também tem a escrita a escrita que
surge aí como uma tecnologia de fixação
a escrita é costumo dizer que é uma
expressão é
uma expressão cultural
dessa dessa língua nem a escrita que
surge como esse essa tecnologia de
fixação também tem a sua importância sua
relevância
porém quer dizer mesmo com o fato de que
metade das línguas mais ou menos que
existe no mundo que são a imagem de 7
mil metade das línguas não possui
escrita né Não possui nenhum sistema de
escrita então a linguística trabalha
tanto com essas línguas agrafas né E aí
a gente tem a gente poderia mencionar
Talvez o Summer insistiu destakes Que
Tem trabalhado há muitos anos para
desenvolver
essas
descrições dessas línguas para descrever
para registrar essas línguas e também
para criar meios de escrita
enfim entre outros esforços de outros
linguistas também que vão mais ou menos
nesse sentido
né então tanto com a oralidade e também
com a escrita existe inclusive uma área
específica da linguística chamada
linguística textual que lida
especificamente com isso
tem uma outra questão que é interessante
se poderíamos dar sugestões de
dicionários elétricos mais aprofundados
acadêmicos das línguas originais da
Bíblia
nós temos
o Leandro mencionou aí de passagem
que é um grande estudioso existe um
lexico que foi publicado em português
pela sociedade bíblica do Brasil
é do yohannes low e do eu de ninaida
chamado lexie o grego português do novo
testamento era um léxico chama inclusive
organizado conforme o domínio semântico
que é um material muito
adequado existem vários livros de
editoras cristãs voltaram para teologia
para aprender existe um bom também que
era vida nova publicou
que é o do Ginger e danger
Esses são léxicos básicos fundamentais
do grego mas assim as ferramentas
digamos mais assim
reconhecidas né Elas estão
principalmente em alemão em inglês
então no antigo testamento no Novo
Testamento Você tem o chamado Bauer arte
né que é uma edição
publicada pela Walter de grutter da
Alemanha é publicado em inglês para na
universidade de Chicago é um moleque
ficou muito
relevante importante né e no hebraico o
mais razoável em português é o éxico do
Holiday que a vida nova publicou também
mas as duas referências maiores é o
killex com kbl que é publicado tem uma
inclusive Alemanha inglesa publicada na
Holanda pela Editora Abril
briola não abriu se não E também o
chamado BBB
browndrives publicado pela Oxford depois
a gente pode até no nosso curso que
temos aí de hebraico grego tem
referência de bibliografia né mas temos
alguns bons dicionários e materiais né
que são muito úteis não sei se o Leandro
queria sinalizar mais algumas
ferramentas ou algumas outras que você
não acho que eu acho que isso mesmo
infelizmente a gente não tem tanta coisa
em português como a gente tem em inglês
em alemão enfim é para indicar mas
essas essas
obras indicadas são bastante
interessantes eu queria falar de uma
outra pergunta aqui
porque
tanto interesse de algumas correntes de
fé pela Bíblia escrita em latim
Na verdade são uma questão histórica não
é a durante muito tempo foi era proibido
se fazer em traduções para as línguas
românicas né as línguas que vinham do
latim
porque o entendimento Romano
entendimento da igreja romana era que já
existia
já existia a
escritura traduzida a toda a porção
ocidental usava Então o texto em latim e
a porção
oriental já tinha uma outra orientação
grega então por isso era proibido
traduzir para ir para português para
francês embora houvesse algumas
tentativas por isso que a gente vê as
traduções as primeiras traduções que a
gente vê não são de línguas para línguas
românicas a primeira tradição para o
gótico que é uma língua
germânica que aparece no quarto século
depois a gente tem tradução por armênio
depois a gente tem tradução para os la
vônico então línguas que não tem ligação
com o latim que não são línguas
românicas né depois a partir da reforma
que a gente começa a ver essas essas
possibilidades assim florescendo mais
muito bem
temos algumas outras perguntas
interessantes aqui achei até o Rodrigo
Bertoldo disse né porque que os avanços
dos estudos no grego clássico lá fora
desde a década de 80 focando Ainda não
chegaram com tanta força que demora um
pouquinho né são observação e alguns
Alguns
estudos técnicos assim mais detalhados
às vezes não não chego na nossa
realidade porque aquilo não tem digamos
assim pertinência de mercado Essa é a
realidade não tem gente suficiente Então
você pega por exemplo um léxico muito
extenso de grego hebraico ele vai custar
muito caro há uns anos atrás
publicou o léxico do Luiz Alonso schoper
e também a Casa de Cultura Cristã
publicou uma grande sintaxe
do Bruce waterke do hebraico mas essas
edições elas duram uma só que o livro é
muito grande sai muito caro e depois não
tem públicos suficiente Então nem tudo
mas no mundo acadêmico né no universo
das revistas
acadêmicas e no ambiente digital esse
material está à disposição né achei
interessante né é a pergunta é que eu
Junior fez né porque traduzir na Almeida
21 em gênes 6 2 Filhos de Deus se o
verbo em hebraico que antecede a palavra
está no plural e no reino teria outra
significação nessa frase Então não é que
é verbo né o termo hebraico é meio né
Então tá escrito literalmente filhos de
Deus o que que acontece
essa passagem é conhecida como uma
passagem vamos dizer de desafio
exegético significativo ela tem pelo
menos três
opções mais reconhecidas na história da
exegese do texto e aí quando você tem
uma situação em discussão a maior parte
dos estudiosos sugerem deixar a forma
como está para que os né estudiosos
venham fazer o seu desdobramento se os
filhos de Deus são digamos seja
angelicais seus filhos de Deus tem a ver
com uma geração piedosa que não se
corrompeu se os filhos de Deus tem a ver
com a gente destaque de poder e de
domínio aí nós estamos no universo da
interpretação de não há elementos
objetivos suficientes para você fechar
algumas versões colocam né Por exemplo
algumas colocam gigantes lá né
diretamente né nada na verdade gigante
traduz nefilinho não é algumas versões
vão tentar mas o conselho é deixar o
texto nesse caso da forma que ele está
no hebraico no hebraico da literalmente
filhos de Deus filho dos Deuses é muito
estranho para caber ali e então deixar a
coisa para a discussão energética
posteriormente
uma uma pergunta sobre a palavra amor e
caridade tem diferença semântica na
Bíblia
essa essa questão das palavras nem da
tradução das palavras é uma questão
bastante delicada
nessaion primeiro porque o fato de a
gente ter palavras diferentes não
significa
necessariamente dizer que a gente tem
uma organização muito clara
de de sentidos muito diferentes como as
pessoas
como as pessoas gostam de indicar e nem
que as traduções usadas né primáriamente
É para o português tem um que se manter
assim é a de eterno então é
algumas traduções mais antigas tentam
refazer essa
essa
multiplicidade de vocabulário né o fato
de que uma língua tenha mais uma palavra
para indicar amor como a gente falou
aqui de Neve né que os esquimós têm
diversas palavras muitas palavras para
falar de Neve isso enfim não quer dizer
que a gente tenha que arranjar 30
palavras
em português a gente tiver que traduzir
um textos que morre então
é
na verdade a questão de caridade e Amor
hoje em dia a percepção das pessoas da
palavra caridade É tá muito descolada da
percepção que já foi né já já existiu
anteriormente Hoje em dia a palavra
caridade que em latim significava afeto
estima é amor enfim
hoje em dia a palavra caridade está mais
relacionada a você fazer algum de
beneficência você das Molas Enfim então
a gente precisa ter esse entendimento de
que como a gente já disse né
anteriormente é o importante não é a
gente criar um método em que palavras
diferentes sejam traduzidas por outras
palavras diferentes na língua de chegada
necessariamente mas que a tradução final
né
comunique o que o texto é original disse
é interessante é interessante porque a
gente até entende a intenção é como
amor quando aparece em primeira João tem
um sentido prático né de fazer algo no
benefício de alguém então quando foi
feita a tradução usar um caridade mas
hoje de fato esse termo não representa
adequadamente o sentido do original
Então não é uma boa tradução no meu
entendimento realmente
dá para melhorar bastante uma pergunta
interessante que surge aqui
qual seria o problema de Pastores
Mestres professores de estudo bíblico A
marinilda manda
esclarecer em Passagem com sentido
correto constante na Bíblia sem que seja
necessário fazer Faculdade de Teologia
fazendo assim o Índia e a todos os que
não tem possibilidade de fazer uma
faculdade
olha não há nenhum problema né de
ninguém que seja pastor mestre Professor
esclarecer o sentido do texto não só
isso é bom é importante né e que seja
esclarecido mais adequadamente a única
coisa que a gente tem que dar devido a
atenção é para a gente ter
condições de perceber se aquele que fala
em nome de um conhecimento
supostamente adquirido se aquela pessoa
tem de fato
esse conhecimento né porque
Vamos pensar de maneira bem prática na
nossa vida aqui né É quanto de nós
entendemos de bioquímica e farmacêutica
ou de detalhes né do contexto né Deus
medicamentoso a gente não entende mas
quando você tem uma enfermidade uma
necessidade de saúde você procura quem
quem conhece especialista então ele vai
dizer o seu problema que você precisa
Cuidar dessa maneira você precisa tomar
isso
Então se o indivíduo Independente de
qualquer
rótulo né ele se apropriado o
conhecimento bem direcionado e
multiplicar isso a coisa vai ter bom
desdobramento o problema é quando chega
alguém que não tá baseado em nada né que
não tem fonte nenhuma que não tem
nenhuma formação nenhuma bagagem naquela
área
se eu não conheço o suficiente de um
assunto eu vou ter que ter a humildade
de perguntar para quem conhece e vou
transmitir que ele conhecimento agora o
perigo como eu me lembro algum tempo
atrás alguém me mandou
um vídeo de um indivíduo falando umas
coisas de tanto curiosas em hebraico em
Israel
e o indivíduo estava trajado né como um
religioso local né e falando uma série
de coisas sobre o fim do mundo muitos
elementos assim e alguém me mandou falou
não só é você que entende hebraico aí a
tradução tá certa eu falei olha a
tradução tá certa quem não tá certo é o
indivíduo que tá falando né
[Música]
muitas pessoas conhecem Ele é uma pessoa
que inclusive tem desequilíbrio né
pessoal não é uma pessoa que responde
pelo que tá dizendo E então só que
quando você vê o indivíduo que vem de lá
tá falando em hebraico a pessoa vai ter
como né então é importante a gente ter a
referência para saber que você tá sendo
dito tem base mesmo então é é bom né Que
todos tenham acesso ao máximo ao
conhecimento mais com uma cautela para a
gente então como se diz né comprar gato
por lebre
especialmente lendo o texto bíblico pelo
texto bíblico né e não é como dizem Como
diz aí as chamada o chamado Pós
estruturalismo de que o sentido tá por
aí ou nem um lugar nenhum
né então existem alguns teóricos
inclusive que chegaram a essa conclusão
de que o sentido não é alcançável o
sentido não tá em lugar nenhum então é
necessário
para essa para esse esses desafios todos
que a gente mencionou é necessário eu
acho que quem quiser arregaçar as mangas
é mais do que convidado né só que
precisa realmente dessa humildade e de
ler o texto bíblico pelo texto bíblico
bom nós estamos já bem avançado chegando
aqui no final eu não sei o que que você
pensa mas tem uma pergunta que chama
atenção o que que é mais fácil de
aprender o grego ou hebraico
[Risadas]
a gente tem inclusive uma aula que se
chama qual é a língua mais difícil do
mundo lá no curso sobre né linguística
linguagem
dizem que é o português né
para os alunos de para os alunos de
análise sintática eles têm certeza né
plena disso Olha só a língua do fim do
mundo é o português
é não mas aí é que tá né A dificuldade
vem de onde a gente está partindo né
então é o seguinte o sujeito fala
Mandarim né para ele aprender cantonês
não vai ser tão complicado exatamente um
jeito de falar português aprender
espanhol é uma coisa algumas pessoas se
sentem mais à vontade com o grego porque
é uma língua em duro péia assim como é o
português
é mas existe aí Alguma dificuldade né
então se uma pessoa tem
tem alguma alguma ideia de de análise
sintática de morfossintaxe se já estudou
alguma língua que tem a distribuição de
casos
que tenha uma marca na palavra marcas
nas palavras que indicam as suas
relações umas com as outras
pode ser que se sinta mais à vontade com
um grego
Mas por outro lado é uma pessoa que
é que não estudou nada talvez
dependendo da maneira como ela se
aproximar do hebraico talvez até prefira
Então na verdade eu diria assim a gente
está
comparando feijoada com cocada né
tão fácil porque o grego tem essa
pertinência de vocabulário você vai ver
vários temas que é o famoso em grego né
olho né é fácil a gente olha agora eu
conheço esse tema Ah agora entendi né
mas o grego é uma língua
de certa forma um tanto quanto complexa
ele tem uma gramática bastante exigente
você falou da questão dos casos ele tem
coisas estranhas como modo optativo né
Ele tem
alguns elementos que são desafiantes
então eu diria que o grego é trabalhoso
É mas ele tá vamos dizer na mesma sala
a gente tem algum tipo o hebraico na
verdade de modo geral é mais simples do
que o grego em termos da abundância de
formas o hebraico uma das dificuldades
do hebraico é de certa forma em alguns
aspectos uma certa simplicidade
gramatical ainda que ele tenha
dificuldades em alguns elementos em
outros ele é mais simples do que uma
língua como grego né Mas o problema do
hebraico é que ele é estranho
Então você escreve da direita para
esquerda as vogais são pontinhos
é a lógica é diferente então você tem
que não é que você muda de sala você
muda de bike e aí e tem eu tenho eu
conheço gente que de fato
atravanca né ele tem um sentimento de
estranheza né muito forte e tem uma
dificuldade grande o hebraico não vai
para quem quer estudar importante
desculpe uma parte muito importante do
aprendizado de língua é a identificação
de elementos que você já conheça né que
você possa estabelecer alguma relação e
pela pela questão do vocabulário Talvez
você encontre menos identificação no
hebraico do que no grego Mas isso não
quer dizer que uma língua seja
necessariamente mais fácil do que a
outra até porque as duas são bastante
distantes em termos de sentido de enfim
de sentidos de organização de sentidos
também é verdade bom pessoal a gente tá
encerrando aqui Alguém perguntou onde
pode fazer um bom curso de teologia né
Eu sou diretor da Faculdade Teológica
Batista de São Paulo Inclusive tem
inscrições abertas aí você pode fazer
estudar tanto graduação como pós dentro
no nível
aí tanta distância como presencialmente
né então a gente tá à disposição né
Faculdade Teológica Batista de São Paulo
alguém perguntou se até o feroz na
verdade é Deus em grego tá certo é isso
mesmo né e o Leandro mencionou que a
gente deve entender o texto bíblico pelo
texto bíblico é basicamente no sentido
de que você não tem uma um elemento
externo e indevido muitas vezes
subjetivo controlando o texto bíblico em
função de algum propósito diferente que
você precisa respeitar o texto tentar
entendê-lo em função da intenção do
autor que escreveu né porque quando a
pessoa tem uma visão particular né Aí
ele vai fazer com que todo o texto
bíblico diga aquilo que ele tem na mente
dele que não é um procedimento aceitar
mas lendo muito obrigado pode
aí dar as suas palavras de despedidas
nós agradecemos muito né eu tô Leandro
com a gente aqui um dos nossos parceiros
amigos da
ibmu inclusive fazendo parte aí do nosso
geek lá do Rio de Janeiro Leandro ele
mora tá no Rio outra hora tá em São
Paulo tá sempre transitando nesses dois
mundos aqui e então é uma alegria
Obrigado pela sua presença aí
contribuição dessa noite
bom Alegria minha de participar aqui
dessa dessa conversa tão agradável sobre
temas que são tão interessantes né que
temos que que a gente tem é
estudado a gente tem tem se interessado
e a gente espera que outras pessoas
também se interessem né e todo mundo que
se interessar por esses temas é um lugar
para você começar são justamente os
vídeos nossos aqui da no YouTube Então
sinta-se à vontade a gente tem playlists
inteiras sobre
linguagem sobre línguas né línguas
bíblicas sobre filosofia e pensamento
História do Pensamento história do
contexto do novo testamento Então
sinta-se à vontade aqui para
acompanhar os nossos estudos e também
para indicar os nossos estudos para
outras pessoas que possam se interessar
uma boa noite a todos e muito obrigado
Muito obrigado Deus abençoe a todos
Tenham todos uma boa noite você tá
sempre convidado bem-vindo na ibmu tanto
presencialmente como através também das
nossas ministrações nesse universo
digital né domingo
9:30 da manhã nós temos a nossa
celebração online que é encaminhada para
todos que estão conectados com a gente
às 10:30 ali no
Hotel Transamérica Berrini aqui em São
Paulo e quando você puder estar conosco
será mais do que bem-vindo boa noite um
grande abraço a todos que Deus nos
abençoe

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