Pra fazer boa teologia … só com Música | Ákilla Nascimento & Samuel Quinto | IBNU
13/07/2023
Pra fazer boa teologia … só com Música | Ákilla Nascimento & Samuel Quinto | IBNU
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[Música] Olá boa noite para todo mundo que acompanha a nossa Live aqui da ibmu sejam muito bem-vindos muito bem-vindas para mais uma aula do nosso curso para fazer boa teologia e hoje a gente está trazendo um elemento que todos nós experimentamos assim de forma muito concreta no momento em que a gente celebra em comunidade muitas vezes individualmente também que é para fazer teologia é necessário obviamente música E para isso a gente está aqui com Samuel Samuel é responsável pela área de música da evening esteve em vários momentos aqui em live em cursos Então é bom tê-lo aqui para conversar sobre o tema Boa noite Samuel Boa noite Áquila Boa noite a todo mundo bom dia boa tarde boa madrugada para quem tiver depois assistindo a gente hoje está em outro fuso sejam todos muito bem-vindos aí nesse momento muito especial é bom Samuel a gente então tem vários elementos que nos ajudam a fazer uma boa teologia a gente precisa entender a história para fazer uma boa teologia a gente precisa entender geografia é necessário a gente entender um pouco de literatura nós falamos sobre o direito em uma aula passada aqui desse mesmo curso e talvez não seja muito direta a percepção de como a música faz parte da experiência religiosa que nós temos e que outras pessoas que até mesmo talvez não compartilha exatamente da mesma fé que nós temos também relata de como a música é importante para expressão de fé que ela tem e a gente talvez não Perceba como isso é importante a nossa forma de ler a Bíblia de interpretar as escrituras de saber exatamente como lidar com texto com tantas características complexas né mas eu queria te perguntar então como é que a gente pode perceber que a nossa experiência de expressão religiosa e de fé é afetada pela música como é que a música mexe com a gente no momento em que a gente canta em que a gente adora e que a gente reconhece a presença e a ação de Deus essa essa é uma pergunta muito boa aquela a música ela tá presente em todas as culturas né que a gente conhece nela ela tem uma um poder tão grande que a gente costuma dizer que todo ser humano ele aprende a cantar antes de aprender a falar né ou seja então ele já tem essa percepção dos sonhos né das frequências né Então essa relação entre entre a religiosidade a música Isso é interesse de pesquisa de muita gente incluindo a psicologia antropologia a própria neurociência musicologia então quando a gente integra esses elementos aí a gente consegue entender que influencia o outro traz alguns insights assim pra gente que são muito interessantes né ela faz parte a música tem sido parte ao longo da história da humanidade de práticas religiosas de diversas diversas manifestações A música tem desempenhado um papel muito grande Central em cerimônias nos rituais das celebrações religiosas ela também relata traz experiências Profundas as pessoas quantas pessoas a gente vê que são impactadas né pela pela poder da música né Eu conto até o caso do meu pai conta o caso do pai dele ou seja do meu avô que ele se converteu porque um dia passou numa igreja eu ouvi uma música que ele achou tão bonita que ele entrou e dali nunca mais saiu então é algo que é muito impactante né na vida da gente Inclusive tem estudo de neurociência que diz se você ouve determinada música que você tem muita afinidade né que você gosta demais dela é impossível que algum músculo do seu corpo não se mova ele vai se mexer tentando sincronizar com aquilo que você tá ouvindo então é maravilhoso né então você pode perceber que há uma algo Divinal nesse processo aí só podia vir de Deus né e isso que você citou agora Samuel que estudos por exemplo mostra uma resposta do corpo ao ouvir uma música que se tem a grande afinidade é esses métodos que a neurociência também nos permitem aplicar para compreender a resposta do cérebro a uma situação tem algo mais a nos dizer de como o cérebro responde a música no momento do ato religioso eu sei que a gente no momento em que está cantando uma música de um tema talvez Genérico e tal a gente tem uma sensação mas no momento em que a gente reconhece que aquela música é uma forma de adoração a pelo menos a minha percepção que não estou falando a partir de um estudo específico mas a minha a minha noção é que o meu cérebro o meu corpo a minha consciência está no estado muito diferente do que cantar uma música com um tema com apelo genérico sim então os estudos eles eles mostram pra gente que a música ativa várias áreas do cérebro né quando a gente ouve um som Qualquer que seja o nosso o nosso córtex auditivo né Logo temporal aqui inclusive você me permitem deixa eu pegar uma ferramenta aqui que é a minha toquinha explicativa aqui ó olha que legal mostrar Toquinha de Deus só para ficar mais lúdico e todo mundo entender bem aqui os processos aqui a gente tem escrito as partes imaginando que aqui é o interior né do nosso cérebro tem mostrando aqui lobo frontal Lobo temporal parietal Tem tudo aqui desenhadinho mostrando onde é que a gente ouve onde é que é interpretado a música onde é que é interpretado a linguagem então a gente consegue ver isso tudo então por que que eu coloquei para demonstrar o que que a música faz né como é que funciona nesse processo religioso essa interpretação do cérebro quando a gente ouve uma música a gente ativa várias áreas do cérebro incluindo córtex auditivo que essa lateral aqui né que a gente chama de lobo temporal também ativa o sistema límbico e o córtex pré-frontal que está aqui na frente aí essas regiões elas estão envolvidas diretamente no processamento auditivo tanto na emoção sistema límbico trabalha com as emoções quanto na memória e o córtex na tomada de decisão Ou seja no meu que que eu vou fazer racionalmente com aquela informação que eu tô recebendo então quando a música está associada algum elemento religioso essa atividade ainda fica mais complexa por isso que as pesquisas indicam que a música religiosa ela pode ativar o córtex pré-frontal Medial Ou seja é ainda por dentro por trás do pré-frontal lá por dentro uma região associada a introspecção a auto-reflexão e a experiência espiritual e esse e essa avaliação esse tipo de de elemento que a gente vê nesse córtex pré-frontal Medial Só existe nos seres humanos existem outro animal que tem essa percepção então Além disso esses estudos sobre música Religião explora ainda com uma música pode facilitar é estados alterados de consciência como a transcendentalidade né ou a conexão com Divino e essa sensação de unidade de pertence de todos juntos então a música Pode envolver o ouvinte numa experiência coletiva e pode promover também um senso de comunidade pertencimento dentro de contextos religiosos isso vai ocorrer por meio de elementos musicais como um timbre Por exemplo quando a gente está tocando na igreja ou está cantando a gente presta muita atenção Qual o som daquele instrumento que vai ficar melhor para cada música então não costumo colocar por exemplo se eu vou tocar uma música como vamos imaginar uma bossa nova e aí eu coloco uma guitarra muito pesada você percebe que isso não combina e logo esse timbre que é a qualidade do som que você está ouvindo que ela Identificação do instrumento da textura da voz precisa é focar na nossa mente no nosso corpo alguma situação que seja de acordo então timbre Harmonia melodia ritmo e as letras evocam emoções e induzem estados emocionais específicos para quem está participando daquela daquela atividade religiosa logo não só começa a decodificação dos sinais auditivos mas o dos símbolos que estão sendo apresentados para a gente tanto através da linguagem quanto da nossa maneira de se expressar para que está à frente da igreja por exemplo Então muitos elementos no cérebro ajudam nessa percepção e nessa conexão com introspectivo que é o córtex pré-frontal Medial né que tá lá por dentro e que vai dizer assim OK agora é hora de absorver algo a mais do que simplesmente a sonoridade é algo de conectar com algo muito mais profundo do que do que somente os sonhos que estão acontecendo ali a primeira vista e esse fluxo inverso Será que aquilo que a gente acredita pode de alguma forma mexer com a nossa experiência da música que até agora a gente tem focado na música afetando a forma como a gente experimenta uma celebração religiosa como a música faz parte de uma expressão de fé mas aquilo que a gente é de alguma forma também mexe com a sensação que a gente tem a ouvir uma música claro com certeza a religiosidade ela também vai influenciar a experiência musical né influencia bastante as crenças religiosas e espirituais elas vão sempre estar moldando as Sensações musicais das pessoas determinando às vezes determina os estilos determina o gêneros musicais por isso que você vê igrejas que tem determinado estilo de composição de apresentação musical de outras que são totalmente diferentes às vezes na mesma denominação são totalmente diferentes porque elas se apropriam de gêneros estilos musicais que são apropriados experimentados dentro de um contexto religioso específico então além disso a religião pode fornecer um quadro de interpretação das experiências musicais e atribuindo eles então significados propósitos religioso ou seja isso foi feito durante os séculos pela pela igreja católica que foi o maior responsável pela pela evolução e da música ocidental as catedrais as grandes igrejas elas tinham dentro do seu quadro principalmente nas nas igrejas de língua germânica que eram os campeonatos que eles eram responsáveis responsáveis por criar música que atendesse um requisito religioso do bispo do arcebispo do Papa de quem estivesse à frente daquele processo então ele daria as diretrizes que essas diretrizes serviriam no final das contas para as artes em geral né você vai ver os quadros né as esculturas isso esse processo também aconteceram na música porque precisa ser acompanhada do que está sendo recomendado para aquilo então as pessoas vão aprender a ouvir música um tipo de conexão eu até contei aqui uma experiência uma vez na numa Live onde o Papa Gregório no século 9 ele decidiu que toda música deveria ser deveria ter uma característica muito interessante que era ela só serve a música só serviria para conectar com Deus não pode servir a qualquer outro propósito porque ele tava tentando se desvincular de algumas culturas que eles estavam em conflito na época é aquela coisa toda que a gente já tem ouvido aqui nas lives sobre a história né então ele disse o seguinte bom então vou criar agora os padrões que podem ser executados aqui dentro e os que são Condenados venhamentemente e um deles é que todas as músicas precisam representar uma a divindade absoluta de Deus como como Deus é infinito a música Ela não pode ter uma característica finita porque senão você tá colocando Deus dentro de um modelo que não cabe então ele dizia o seguinte se a música Vai representar Deus que é infinito Então ela só serve para acompanhar o texto bíblico então no momento em que acaba o texto bíblico a música Lia acaba ela não tem um fim como a gente faz hoje a gente faz um Prelúdio a gente faz uma introdução e depois a gente entra com todo mundo cantando isso não acontecia a gente termina só a banda tocando antigamente não era permitido por quê Porque quando a banda acaba acabou a música e a música mas a música é para servir a Deus que Deus é infinito Então se Deus acabou o texto é porque ele quer que acabe o texto Então você para ali a música onde você tivesse tá tocando acabou o texto acabou a música A Outra ideia que foi passada e durou muito séculos isso é que a música para conectar com essa divindade ela precisava ser um compasso de três pulsos Ou seja é um compasso internali que hoje a gente identifica como uma valsa por exemplo né que são de três tempos o parabéns para você que é três tempos Parabéns para você um dois três um dois três um Então porque de três tempos conecta com Pai Filho e Espírito Santo e hoje em dia a maioria das músicas que a gente toca na igreja de quatro tempos ou seja ia ser um problema grande né se a gente experimentar se isso ou seja no final da história a gente percebe que há uma ida e uma volta né tanto a música potencializa A Experiência humana no caráter religioso quanto a própria religião a própria crença da pessoa possibilita que ela entenda que aquela música Deixa ela no estado mais elevado deixa ela mais com o coração mais preparado para ouvir a mensagem ou ouvia o que ela tiver pronta ali para para entender naquele momento uma forma que eu lembro de ter visto não lembro exatamente os detalhes da interpretação de com a música expressa essa perfeição essa presença de Deus no mundo é que existiam notas ou acordes permitidos e notas ou acordes supostamente dissonantes que não eram permitidos dentro da igreja né eu lembro que tinha alguma coisa relacionado com as teclas brancas e as teclas pretas do piano aqui em algum momento apenas parte do que hoje é o teclado de piano era possível ser permitido de se tocar dentro do ambiente religioso Então deixa eu só uma explicação é essa explicação que você viu atla ela é não é propriamente você no piano porque o piano é um instrumento muito recente sim né mas ele foi demonstrado é isso que você tá falando foi demonstrar no piano por isso que ele é muito mais conhecido como uma demonstração no piano porque essa proibição de duas notas é o quarto imagina que a escala musical né dó ré mi fá sol lá si são sete notas e quando a gente a gente pega a quarta nota dó ré mi fá e a gente pega sétima nota dó ré mi fá sol lá si essas duas notas Elas têm dois nomes o si ela é chamado de sensível tonal ela é uma nota que ela gera instabilidade na música e pede que você resolva aquilo ou seja é aquela sensação de que a música não acabou você ouve assim aí você fica esperando Nossa espera aquela resolução é tipo cantar parabéns para você nessa data querida muitas felicidades muitos anos aí você diz meu Deus acaba essa música vida então esse D seria uma sensível tornar o que espera uma resolução o combinado com a quarta nota que é o fá é uma sensível modal que também Pede uma resolução no modo do acorde que seria um acorde maior um acorde menor essas duas juntas elas traziam finitude para música que era o caráter de resolução de finalização E aí vai de encontro com que o Papa Gregório tinha definido que era a música não pode ter essa sensação de finalização eu tenho que acabar ela onde acabar o texto então se eu for esperar essas coisas acontecerem para acabar eu posso acabar o texto e elas não acontecerem logo quando elas acontecerem a música que vai ser o fim do negócio e não meio Então essas duas notas juntas o faio sim que há um intervalo musical entre eles de três tons ele é chamado de trítono que esse treta no a igreja chamava de o Diabo na música ele ficou conhecido como diabolos em música Então essas duas notas foram banidas da escala e sobraram as outras dó ré mi sol e lá e a gente chama essa escala de escala pentatônica que a escala de cinco tons Então essa escala era que era permitida cantada dentro da igreja no canto gregoriano no cantor chão antigo porque o file se representa uma finitude de Deus e isso é uma heresia muito grande hoje em dia toda música toda música que você ouvir tem esse treta no dedo não existe uma música que não tem então hoje em dia nós estaremos todos Em Maus Lençóis né Pois é e é muito curioso perceber Como existe a interpretação teológica da música Até nos seus aspecto mais mais técnico não são as palavras que a gente está avaliando nesse caso em especial mas são as frequências por exemplo se a gente está falando sobre uma nota que provoca a sensação de dissonância a gente está falando de um uma tributo físico daquele som e não só da sua palavra do sentido semântico envolvido na composição de uma música e isso é importante a gente aprontar Porque de fato a música sempre fez parte de toda expressão teológica de toda expressão de fé inclusive no contexto bíblico dentro do povo de Israel acho que boa parte dos nossos ouvintes sabem disso mas é bom a gente retomar o fato de que o livro de Salmos é um livro basicamente composto composto de músicas de orações também de poesias Então nem tudo que está ali era propriamente uma música em um determinado momento da história mas muito do que tá ali era um material musicado e a gente não teve as informações detalhadas de como isso era interpretado como isso era lido no passado em termos musicais mas se preservou algumas dessas características e em especial se preserrou a letra dessas músicas a poesia também envolvida nos salmos e as suas orações e tem um significado muito profundo em a gente compreender o papel dos Salmos não só para o judeu antigo como também para aquilo que a vida cristã no tempo presente durante muito tempo os salmos foram a forma que moldava a vida de oração da comunidade durante séculos as pessoas oravam basicamente os salmos ainda que tivesse A oração em termos pessoais as pessoas aprendiam a orar aprendiam a se expressar nessa condição de comunicação com Deus a partir dos Salmos infelizmente a gente abandonou em muitos contextos os salmos começa a referência máxima tanto de música quanto de oração e também de poesia para falar das Artes de forma mais abrangente E aí Samuel A gente pode até falar em detalhes de depois das consequências da gente ter talvez abandonado as escrituras de forma geral e muitos contexto mas o Salmos de forma específica como a nossa referência principal de composição musical pressão das emoções o texto que comunica almas às vezes com mais precisão do que a gente mesmo consegue comunicar o sentimento do nosso coração mas isso teve certamente consequências dramáticas em relação à teologia que se alimenta no coração das pessoas você vai ficar bastante feliz e com certeza você já ouviu isso mas eu vejo repetidamente vezes após vez a frase de Lutero ser concretizando na vida da igreja local que é a teologia de uma igreja está em suas músicas eu posso pregar muito bem no próximo domingo tem uma mensagem fiel as escrituras isso pode tocar o coração das pessoas isso pode causar um impacto mas muito Provavelmente depois de um mês ou dois meses a pessoa vai lembrar no máximo de uma frase de dois pontos que foram ar ali de uma ilustração mas ela não vai lembrar da mensagem como um todo mas a música que ela cantou se isso teve um impacto emocional se isso envolveu a expressão de fé dela naquele momento ela vai lembrar com muito mais fidelidade com muito mais precisão então o Salmo sempre foram essa referência que moldou a vida espiritual do povo de Israel remodou a teologia do povo de Israel em muitas medidas muito do que a gente encontra de citação no novo testamento de textos do Antigo Testamento faz uma referência ao Salmos Jesus citou Salmos ou clamor de Jesus na cruz é parte de um Salmo a mentalidade de Paulo não pode ser compreendida de forma minimamente fé se você não entendeu os salmos porque porque ele orava o Salmos ele cantava os salmos todos os dias e aí tem dois que eu acho que são muito recorrentes tanto na música de forma geral é mais que que me parece ser importantes nos Salmos que é a compreensão de belo do que de fato desperta essa sensação de estar diante de algo que é muito superior aquilo que a gente tem na experiência comum aquilo que a gente está habituado de repente uma coisa nos pega de surpresa aí desperta uma sensação profunda de beleza de impacto e também a sensação de alegria né então a gente vai lembrar por exemplo que uma das expressões mais espontâneas e mais marcantes da vida de Davi foi o fato de que quando a arca estava sendo reconduzida ali para Jerusalém Davi dançou ele ao som das músicas Ao Som dos pandeiros ele dançou e foi repreendido pela sua esposa e ele não tava nem aí para da sua esposa porque ele sabia que a sua dança era uma expressão de alegria diante de Deus e uma alegria muito espontânea a ideia posterior que a gente tem de religiosidade como uma coisa que não mexe muito é com a expressão do corpo mas em especial com despertar do sentimento de festividade de alegria de exultação é uma coisa medieval é uma coisa completamente dissociada da expressão de adoração que a gente encontra no livro de Salmos existe uma coisa que é muito constante da vida e salmos é o tema da alegria eu lembro não sei se você assistiu também Samuel eu só assistir eu não li o livro O nome da rosa e aí vai um spoiler mas assim é um clássico não dá para a gente Se forçar aceitar o final da história em que existe o Jorge de jogos que é aquele Padre bem idoso em que ele envenenou as páginas de um livro que todos aqueles que liam o livro acabavam morrendo pouco tempo depois eu conteúdo do livro era de uma comédia o livro era feito para provocar alegria riso e por que que ele envenenou o livro porque ele entendia que fé religião e fidelidade a Deus não tinha nenhuma relação com alegria isso não faz parte aparentemente daquilo que Davi expressou com seu corpo com a sua composição era reconhecidamente é uma pista eu não sei se quem tocar é artista mas Davi ele tocava harpa ele fazia inclusive disso a parte daquilo que foi a sua relação com saúde que eu acho muito interessante que os espíritos que perturbavam Saul eram expulsos saíam da presença de Saul pelo fato de que Davi tocava harpa então isso acalmava o espírito e a alma de Saul então a gente percebe que o judaísmo não tem nada a ver com Jorge de bolos a gente percebe que na Bíblia fé e alegria estão intimamente relacionados é estranho para nós a gente pensar aqui no tempo antigo os ritos eram uma coisa tão concreta como a gente vê na descrição do que deveria ser feito no tempo de Jerusalém por exemplo o Templo de Jerusalém era um matadouro sagrado você tinha um sacrifício de vários animais diariamente às vezes em grande quantidade Isso parece uma coisa muito Sangrenta para nossa expressão de fé às vezes bastante abstrata às vezes bastante restrita o sentimento do coração aquilo que a gente faz na nossa individualidade mas a gente precisa reconhecer no tempo antigo adoração envolvia aspectos muito concretos inclusive de um templo que era rodeado por sacrifícios mas ao mesmo tempo esse tempo cheirava a carne assada esse tempo cheirava churrasco isso para nos mostrar que a expressão de adoração sempre foi uma coisa muito concreta para o povo de Israel inclusive na forma como eles entendiam a música um dos grandes valores dos Salmos é expressar justamente essa mesma alegria que fez Davi dançar os salmos eles são completamente avessos a uma religiosidade estéril e a gente pode até nutrir uma certa inveja inocente disso que aconteceu com Davi na mesma expectativa de nós sermos infectados por aquilo que gerou essa expressão de alegria tão espontânea Davi né quando a gente lê o Salmos e a gente percebe que existia um deleite uma alegria muito centrada no templo a gente começa a fazer distinções que fazem sentido para nossa mente mas não faz sentido para o salmista por exemplo a gente entende que o que importa quando a gente está adorando É o que se passa dentro do nosso coração o que se passa na nossa interioridade mas essa distinção de quem realmente ia para o templo adorar ou quem ia para o templo por conta da música por conta do saudosismo por conta daquilo que eram das suas memórias do que já tinham acontecido ali e isso é uma distinção que não podia ser feito por um judeu antigo para um judeu antigo tudo que acontecia em termos de adoração Mas também da música que era tocada das memórias que ele tinha da interpretação dos eventos históricos que ele carregava fazia parte de uma mesma de um mesmo raciocínio de uma mesma interpretação da realidade Samuel falou aí sobre a importância que a teologia tem de formar uma estrutura pelo qual nós interpretamos a experiência musical assim também para o povo de Israel e em especial judeu antiga que eu tô falando judeu antigo como aquele judeu que ainda não tinha experimentado a queda do templo por exemplo ou que está escrevendo o Salmo que está cantando o Salmo depois da queda do templo mas que lembra de como era Israel no tempo em que o tempo estava de pé isso tem um significado teológico muito profundo inclusive para adoração porque o templo era o ponto Central não Só do povo de Israel mas na crença do povo de Israel era o ponto central do universo inteiro o Templo de Jerusalém era o único lugar em que Deus habitava de forma especial com a sua glória de forma semelhante ao que ele habitava por exemplo no Jardim do Éden depois que a ruptura do Pecado em Gênesis 3 e Deus já não anda mais com Adão ao cair da tarde e Eva existe um hiato e uma dúvida gigantesca e agora agora que Deus não habita do meio do seu povo como é que o mundo irá sobreviver ao caos gerado pela declaração de independência que nós realizamos diante de Deus e que agora nós não conseguimos mas lidar com ela então o tempo de Jerusalém tem uma longa história até chegar em Jerusalém mas o tempo é esse ponto em que Deus retorna Para habitar no meio do seu povo com uma glória que que ele não abandonou a sua criação e que ele não faz de forma semelhante nenhum outro ponto do universo por isso que o templo é o centro de adoração para o povo de Israel não é simplesmente por um motivo militar social mas é porque para eles é interpretação teológica é Deus habita aqui como ele não habita em nenhum outro lugar então a gente percebe que essas pessoas adoração estava centrada no prazer que existia em ir ao templo e em adorar no templo e não dá para a gente separar motivo religioso Do Motivo emocional Do Motivo social O Judeu antigo era camponês ele dava com o campo então música festividade e Agricultura eram todas facetas e realidades da religião desse sujeito expressasse por meio da música Não Era uma coisa diferente de expressar-se religiosamente a música assim como Campo assim como a chuva assim como a colheita que aconteceu ou deixou de acontecer era a sua expressão de gratidão ou de desespero diante de Deus a injustiça também despertava respostas ao salmistas muito profundos Então você vai ver Principalmente nos primeiros blocos do livro de Salmos que está dividindo em cinco grandes livros Essa é incapacidade de lidar com a injustiça no meio da humanidade sem receber da parte de Deus uma resposta muito clara então todas essas coisas estavam muito Integradas né e o problema é que quando cresce a nossa capacidade de abstração nossa capacidade de análise a gente tende a romper o rito e a visão de Deus a gente tem de romper aquilo que é a expressão da música em si a expressão da arte da adoração daquilo que é a nossa visão de Deus então a gente pode cantar e talvez a gente possa experimentar Deus Às vezes acontece Às vezes não a gente tem um sentimento de que Deus está ali presente para um judeu antigo para mentalidade presente no livro de Salmos isso não faz sentido para mentalidade do livro de Salmos cantar exaltar orar e em direção a Deus é a mesma coisa que ter a experiência e a convicção de que Deus está presente também então algo que a gente recorrentemente precisa fazer ao ler o livro de Salmos é recuperar essa integração de todas as Faces do que era a crença do povo de Israel e em especial da Alegria em Deus que a gente encontra no saltério de uma forma tão Clara então é curioso a gente perceber que tem algumas expressões que nos parecem ser quase viscerais nos Salmos em relação a essa alegria por exemplo são 274 fala de contemplar a bondade de Deus ao mesmo tempo que ele fala depois de ter um desejo quase como uma ser de física a minha alma tem sede do Deus vivo Salmo 42 Ah e você percebe que o inverso também é verdadeiro Quando Deus se afasta ele sente essa ausência da presença de Deus como uma terra árida uma terra que não tem água nenhuma então a gente percebe que a nossa expressão musical a nossa forma de construir teologia não está dissociada do nosso corpo a linguagem que o povo usava no passado e ao meu ver de forma muito sábia e de forma que a gente precisa recuperar num tempo em que a gente é muito influenciado pela cultura grega não não tempo recente mas na formação do pensamento ocidental influenciado pela cultura grega Às vezes a gente perde de perspectiva que a nossa adoração a Deus a música que a gente canta no momento de celebração que a gente canta na nossa individualidade é também uma coisa que mexe é com as nossas Sensações físicas mais profundas de necessidade mais básica é como TC disso que eu acho impressionante o salmista sente vontade de se alegrar em Deus como ele sente vontade de beber água quando ele está morrendo de sede ele sente vontade de é contemplar bondade de Deus em algumas versões do Salmo 27 a face de Deus Da mesma forma como ele é sente a necessidade de se alimentar de dormir ele sente a necessidade mais básica do seu corpo também influenciando a forma como ele encontra a sua alegria em Deus então a gente percebe que uma uma coisa muito clara nos Salmos em relação a alegria é o povo de Israel e o salmistas tinham apetite por Deus é como se o dedo dele coçasse pela harpa Samuel acho que você que lida com música diariamente talvez tenha essa sensação quando é impedido de tocar quando nem pedido de se expressar de desejar aquilo assim profundamente não sei se você já foi impedido de lidar com a música por um período estendido mas é quase como não tem o que comer para aquele dia né olha aqui você falou tantos pontos aqui que eu fiquei fervilhando aqui a mente tantos pontos legais aqui deixa eu antes de falar dessa aí já tem pedido já já passei por isso eu tive um acidente de carro e eu fraturei esse dedo esse dedo eu fiz cirurgias nele para voltar a tocar por isso que eu toco não toco bem porque esse dedo é meio quebrado ele não tem não tem mobilidade como o outro se ele fosse móvel igual da minha esquerda Eu trocaria melhor eu já fui impedido de um tempo sem tocar mas eu lembrei de alguns pontos que você falou que são interessantes primeiro você falou assim uma pessoa muitas vezes ela não lembra do que aconteceu na mensagem né ela vai lembrar de uma frase ou outra mas da música naquele momento ela lembra E aí quando a gente no campo falando um pouco da neuro também quando a gente quer trabalhar memória de longo prazo não memória de trabalho não memória que a gente vai poder ceder qualquer momento da nossa vida essa memória de longo prazo ela é construída a partir de dois pontos principais existem alguns outros também mas dois pontos são muito fortes primeiro é uma pena emocional muito acentuado e o segundo é alguma coisa que que eu consiga por em prática imediatamente então quando eu consigo pôr alguma coisa em prática e obviamente que quanto mais você pratica melhor você fica naquilo que você se dispõe a fazer por isso que a gente diz qualquer pessoa pode aprender a tocar ou cantar Basta Querer praticar Esse é o ponto então aí você fala mas as pessoas lembram de uma outra frase porque muitas vezes para ela não teve uma pelo emocional que fosse muito tocante que ela vai lembrar daquilo para vida ela vai lembrar daquilo um ou dois dias três dias depois ela vai esquecer porque não teve um apelo emocional aquilo que foi para aquele momento que ela precisava a Uma emoção que ela precisava trabalhar alegria a tristeza não sei que qualquer uma tivesse que ter uma sincronicidade muito grande e o outro ponto é que eu preciso pôr em prática imediatamente e o que que a música Faz põe você em prática imediatamente então a gente quando coloca uma música A Gente Faz o quê com a Igreja Chama para cantar junto e quando você canta você não movimenta a sua boca se movimenta todo o seu corpo toda sua estrutura vai ser movida por aquela ação logo aquilo vai levar você você vai sair dali cantando e vai lembrar do que você cantou E aí entra a importância que você falou dos Salmos Então o que é que o judeu antigo que você está falando ele sabia ele sabia ele sabia neurociência total que ele diz assim cara se o texto é bíblico eu preciso dele e a música eu vivo essa experiência porque faz parte da minha cultura Quando eu colocar os dois juntos Eu nunca mais vou esquecer porque eu vou ter Não só a prática constante de tá trabalhando meu corpo tá trabalhando a rítmica tá trabalhando as emoções através das melodias como sincronizando as letras que conectam ele ao criador então por isso que Essas manifestações culturais artísticas dos povos no caso aqui do povo Judeu era os salmos tem essa experiência de colocar você a prática já daquele daquela daquela situação e os instrumentos que eles tinham eram instrumentos extremamente rítmicos o foco ainda não existia Harmonia como a gente ouve hoje acorde não existia nada disso estamos séculos disso ser de ser padronizado pelo pelo mundo principalmente aqui no nosso lado ocidental Então os instrumentos Eram todos rítmicos eram tambores de diversas formações e uma coisa que você mencionou a gente não tem acesso a que tipo de música era feito por eles porque a gente não tem registro nem escrito porque a música escrita só foi inventada milhares de anos depois dois mil anos depois praticamente três mil anos depois que a partitura foi foi desenvolvida como é hoje então ela é muito recente então não havia um registro disso não havia um registro fonográfico de como é que eles cantavam e como é que eles interpretavam as músicas não tem não tem não existe nada a gente sabe que tem uns instrumentos mas eu não sei como é que eles tocava os instrumentos eu sei que tem uma flauta que tem um tamborzinho que tem uma harpa mas a Harpa nem era afinada porque não existiam afinação a afinação também é recente então não tem nenhum tipo de informação o certo que a gente sabe é que como são instrumentos percursivos e o som do instrumento percussivo ele é breve a gente chama isso de um transiente rápido ele bate e desaparece o som é diferente de eu pegar um violino e passar o arco e ele fica durando o som né então a gente como os instrumentos tem sonhos Breves provavelmente eles são rítmicos eles movem o corpo eles dão ação então se você age impulsiona você para frente você vai ficando Sempre Mais animado com isso então faz parte de todo esse processo então ele já sabiam disso então ao meu ver o que que eles fazem eles sincronizam o texto né a narrativa bíblica com a cultura aí você falou da Agricultura obviamente que se o cara é agricultor e ele não tem um rádio para ouvir o que é que tá rolando na cidade do lado se ele não tem um toca CD se ele não tem um Spotify como é que ele vai saber o que é que a cultura do lado tá fazendo não sabe então ele vai usar a cultura dele para trazer o sal para dentro para ele então celebrar com toda a comunidade e é isso que os musicólogos estudam para todos os povos antigos né como é que eles acrescentavam a medida que eles iam tendo contato com essa questão da espiritualidade como é que eles adequam a cultura local a manifestação deles artística né E isso não só na música A gente vai fazer isso também na escultura na pintura na poesia e tudo mais então tudo vai ser vai ser movimentado agora uma coisa que é interessante é que se a gente se a nossa música O que a gente faz produz tantas movimentações tantas áreas são movidas no cérebro Inclusive eu abri um parênteses há uma pesquisa de neurociência que fala que quando você estuda a música ou seja você vai ter que decodificar aqueles signos que estão ali na partitura você tem cinco linhas você tem bolinha para cima bolinha pintada por baixo um traço para cá que diz que o tempo é mais rápido que o outro é que nota que tá que combinada com outro que é que a mão faz como você toca você toca fraco se toca mais forte se você toca mais ligeiro que combinações finas motoras você tem que fazer nas articulações como é que seu corpo vai reagir que sensação que cada nota vai trazer porque todas não são iguais para que ele contexto Então quando você percebe todas essas movimentações um estudo identificou que esse esse tipo de ação feita pelo homem movimenta mais áreas cerebrais do que o cálculo de matemática por exemplo um cálculo de física nuclear que você imaginar porque movimenta muitas áreas que só a música conecta por isso que eu tenho a minha pesquisa com doença de Parkinson a sua esposa também tem que é um caso muito que eu já contei aqui outras vezes o meu pai tem Parkinson na 21 anos e ele toma medicação para medicação para o movimento né porque a maior deficiência do Parque soniano é motor é motora essa deficiência também é cognitiva mas a principal dela é motora então e existe um passo importante nisso que é o congelamento né que a pessoa quer iniciar o movimento mais o cérebro não manda essa resposta para que ele faça o movimento mas a música desbloqueia Então o que é que eu faço com meu pai quando ele trava ele tá andando Ele para Ele diz pai lembra da música você gosta que ela animada e só o fato dele pensar na música ele já começa a andar ele não precisa nem cantar ele só imaginar o cérebro já conecta áreas neurais que não são não são conectadas por outra forma de manifestação do pensamento só a música Então eu imagino que Esses povos os judeus antigos cara eles tinham uma Total convicção de neurociência aí porque eles usavam uma música para tudo né quando a gente vê Os relatos bíblicos cara ele tava triste ele tocava ele tava feliz ele cantava ele pulava ele dançava e as pessoas falam que quando você ouve a música E você ainda dança aquela música aí é que a sua memória de longo prazo vai ser muito mais ampliada porque aquela experiência que a gente sabe quanto mais sentidos a gente usar no aprendizado mais longo será minha memória então por exemplo eu costumo dizer para os meus alunos cara você vai ficar nervoso no dia de fazer a prova quando você tiver estudando aquele assunto que você acha que é mais tenso leva aquela barrinha de chocolate você gosta muito e come aquilo quando você tá estudando no assunto que é tenso você tá enganando o seu cérebro dizendo assim bom o seu cérebro pensa assim cara ele só come essa barrinha de chocolate quando ele tá feliz então vamos liberar dopamina para ele que ele deve estar feliz então você tá enganando seu cérebro e aí você traz junto aquele cheiro aquele aroma que você gosta muito aquele perfume maravilhoso e é seu cérebro dizer ele só usa esse perfume quando ele vai fazer tal coisa ele vai encontrar ela falou então ele deve estar feliz vamos liberar dopamina ocitocina para ele vamos e Então essas experiências por isso que a música ela Ela traz a audição né porque você tá vendo aquilo Ela traz a ação corporal que essa movimentação que você vai cantar você vai bater palma você vai levantar as mãos e isso tudo ajuda você a memorizar algo agora o que é que esse algo está sendo cantado É aí que é o x da questão né que você estava falando dos Salmos então uma sugestão uma sugestão é estarmos sempre atentos né E aí Benil tem essa esse cuidado muito de atenção às letras que estão sendo executadas para que elas tenham realmente o contexto bíblico teológico correto e isso essa investigação aí passa pelo Saião né que é o nosso o nosso avaliador de letras oficial aí a minha parte é fazer os arranjos Então você falou em tantos pontos aquela que eu desculpe aqui eu eu instalando por um que eu achei cada um mais mais incrível isso é muito muito pertinente Samuel e eu tô lembrando também de um uma coisa que às vezes às vezes nos foge a compreensão daquilo que é o conhecimento bíblico e a sabedoria bíblica porque nós estamos habituados a explorar o mundo com outros métodos por exemplo todos os estudos que você citou perder os do pensamento analítico e crítico que a Grécia nos levou com as suas metodologias de investigação da natureza filosofia né é filosofia teve seus desdobramentos tanto com a matemática para muito tempo depois já bem pertinho da gente ter o desenvolvimento da ciência moderna e isso nos dá a capacidade de explorar a natureza como nunca nós tínhamos tido até pouquíssimo tempo atrás O mundo é um lugar muito diferente dos últimos 200 250 anos em relação aquilo que ele era antes do século 18 né então a gente percebe que existe um poder muito elevado nessa forma de investigar o mundo mas ao mesmo tempo Às vezes a gente deixa de perceber que a realidade é muito mais complexa do que a ciência consegue investigar sobre a nossa experiência humana só para tratar especificamente do nosso lugar no mundo do Cosmos a gente por exemplo deixa de perceber alguns pontos que agora aos poucos a gente começa a retomar um certo equilíbrio eu tava vendo uma entrevista com o escritor de um livro que fala como nós no mundo ocidental em especial valorizamos muito as tarefas que estão mais associadas ao hemisfério esquerdo do cérebro a parte mais analítica o foco sobre uma porção muito reduzida da realidade o que é necessário para estudar para uma prova difícil um assunto difícil como você mencionou agora o que é necessário por exemplo para tocar uma peça complexa no piano você precisa se focar profundamente naquilo que vai ser interpretado naquele momento e desconsiderar todos os estímulos ao seu redor porque senão você se perde mas existe muita coisa que acontece na nossa vida que é integrativa que é não porque a gente se concentra num ponto em especial mas porque a gente integra as informações que vem do ambiente como um todo e também porque a gente integra isso às vezes de forma bastante intuitiva com as nossas memórias as nossas percepções de experiências que tivemos agradáveis desagradáveis Isso tá mais associado ao hemisfério direito ainda que essa divisão super precisa e tal nem sempre seja possível de se fazer por que que eu tô falando isso esse pesquisador falou que três pontos que parecem distinguir muito a percepção das pessoas a respeito de felicidade a longevidade dessas pessoas e outros critérios que indicam uma experiência de vida de sanidade e de prazer ao longo dos seus dias são um senso de transcendentalidade de expressão religiosa de conexão com algo maior do que o próprio indivíduo isso é fundamental um senso de comunidade pertencimento a um grupo que você se identifica e que o grupo o identifica e contato com a natureza me parece que essas três dimensões são quase que inegáveis em todos os salmos que aparece na Bíblia eram pessoas que cantavam a natureza o Salmo 19 por exemplo traz todas as comparações e somos que a gente já citou aqui traz a comparação do que é contemplar Deus com a terra como a água com sol com Mel com aquilo que se experimenta no corpo o senso de pertencimento é uma comunidade então saber que você faz parte do povo de Israel a expressão coletiva é muito presente e também esse então foi contato com a natureza coletividade e a de comunidade e a transcendentalidade que é todos os salmos são uma oração a Deus todos os salmos são reconhecimento da necessidade do sujeito que queria viver todos os seus dias no templo de Jerusalém queria estar todos os dias diante da face de Deus queria e chega a afirmar que é melhor um dia presença de Deus do que mil em qualquer outro lugar então essa essa sabedoria senhor esse tipo de percepção de que não vale a pena outro tipo de vida para ser vivida eu acho que não é possível de ser verificada plenamente pela ciência mas já estava muito Evidente para o povo de Israel e para o salmistas em especial a 2.500 anos atrás né mas uma coisa Samuel que eu queria que a gente também ajudasse aqui o pessoal que tá nos acompanhando a pensar um pouco é que existem muitas analogias entre a forma como a gente faz Teologia da forma como a gente faz música e existe muitas coisas que na teologia só você pode fazer por meio da música Como Você mesmo já tem exemplificado bastante aí por exemplo é a forma que nós lemos interpretamos o texto precisa contar com uma grande dose de respeito por aquilo que está diante de nós nós temos o risco constante de inserir de enxertar ideias no texto que não faziam parte mas a gente queria tanto que o texto dissesse que a gente pensa a gente queria tanto que deus validasse todas as nossas opiniões que às vezes até inconscientemente a gente enxerga o que a gente quer enxergar e a gente não vai para o texto com aquele interesse e dedicação necessária para extrair do texto a sua intenção a sua mensagem a sua é a transformação que pode vir a partir do texto revelado e não do texto enxertado né nem parece que na música existem Paralelos também né a música você não pode fazer é comparando com o caso em que você interpreta uma música que já foi composto você não pode interpretar essa música de qualquer jeito existe uma estrutura ali que comunica algo né é eu lembrei aqui de um versículo né que o pessoal só pega a ponta né o versículo tudo posso naquele que me fortalece né Então olha só Áquila diante desse texto eu quero hoje ser um jogador de basquete da NBA hoje eu tenho 49 anos de idade vou fazer 50 agora em setembro tem um metro e 71 de altura e quero ser jogador da NBA porque tudo posso naquele que me fortalece então eu vou começar a treinar basquete hoje Eu nunca peguei numa bola de basquete na minha vida mas vou começar a pegar hoje e vou começar a treinar e se Tudo Posso então Deus vai vai né me apontar para você um jogador do Lakers que meu sonho é esse né ser um jogador do Lakers então eu vou conseguir não vou Áquila O que que você acha tanto quanto eu vou tocar piano no próximo domingo no seu lugar na música acontece o mesmo processo que você tá mencionando na verdade assim como manifestação artística a gente tem algo que a gente diz que é o ponto de vista do intérprete então eu posso pegar uma Peça qualquer de Beethoven Schubert de Mozart que seja e fazer uma roupagem totalmente diferente é o meu estilo onde eu vou dar o meu ponto de vista de como eu se eu fosse o compositor daquela música teria escrito Ok Isso é uma ideia agora quando a gente fala de um canto onde a gente vai demonstrar o amor de Deus né a salvação a graça que nos alcançou dentro da comunidade da igreja é claro que eu não vou fazer dar o meu ponto de vista independente do que os outros vão pensar vão agir porque Cristo inserido no contexto de servir a comunidade isso servir a Deus então qual é o pré-requisito maior a minha vontade não Claro que não porque vamos supor eu só eu sou um músico basicamente eu gosto muito de tocar Jazz Latino então todos os cultos da todo essa celebrações daí bem Hoje a gente vai tocar agora Guarda um pouco é rumba é tcha tcha merengue e porque é o meu estilo é o que eu gosto não obviamente que não então a gente vai agora colocar uma alguns controles na manifestação artística que atendam então uma demanda da comunidade não impede obviamente que a gente faça como tem feito na IBM são chamados eventos pontos né eventos ponte onde a gente quer comunicar com com a comunidade local outras pessoas é cultura né arte poesia mostrar para as pessoas que nós é como saíram disso a gente é é crente mas não é esquisito né a gente é diferente mas não é esquisito então a gente tá inserido nesse nesse contexto Então quando você fala de há uma uma relação para não ser feito de qualquer maneira e há mesmo eu não posso chegar numa celebração e fazer o que eu quiser o que eu bem entender porque é o meu gosto pessoal não de forma alguma a gente tem que ter uma uma um ouvido atento uma percepção atenta para o que que a comunidade né Experimenta qual é qual é a visão da igreja de comunicação em vários aspectos inclusive na área artística né não é só música né na no teatro também na dança na pintura né então tudo tem que ser feito como diz o ordem né E essa ordem não necessariamente quer dizer aquela ordem militar né todo mundo parado e enfileirado não mas com planejamento adequado correto e que fique claro né Essa palavra final vale a pena para a gente pensar no que que significa ordem no contexto artístico como todo e Ordem também no contexto é da música em especial porque a gente tem no Salmo 119 o maior salmo da Bíblia é um grande elogio A Lei e muitas vezes é difícil para a gente imaginar que uma pessoa tinha prazer na lei ela pode ser obediente a lei Mas isso não significa que ela tem prazer naquilo e é mais interessante ainda quando a gente percebe que não é exclusividade Salmo 119 o Salmo primeiro fala que abençoado bem aventurado é aquele que medita na lei do senhor de dia e de noite e nela tem o seu prazer isso é muito interessante como não só a alegria como a gente falou faz parte dos Salmos mas o prazer e o prazer na lei de Deus lei Muito provavelmente era específico adorar os cinco primeiros livros que contavam a história do surgimento do mundo como todo do povo e tal mas boa parte do pentateuco boa parte da Torá era para estabelecer os preceitos as leis de Deus deveriam ser seguidos pelo povo e ali existe esse senso de prazer que também aparece no Salmo 19 além do Salmo 119 é como uma coisa assim que é muito desejável e me parece que o ponto fundamental tanto de um Salmo quanto de outro é perceber que na ordem não na ordem do imperativo mas na ordem da estrutura ordenada na ordem que manifesta a beleza de que tudo se encaixa a ordem de que tudo está no seu devido lugar isso desperta no salmista isso desperta em quem canta o Salmo o quem declama poesia um grande senso de alegria e de prazer em perceber que aquilo é muito bem feito e também perceber que aquilo revela a estrutura da realidade A lei apesar de ter várias regras que devem ser seguidas elogiavel não simplesmente porque se eu fizer elas eu poderei ser absolvido por Deus ser salvo por Deus não é bem essa ideia porque o próprio somente reconhece que ele é incapaz de cumprir tudo aquilo mas é a ideia de que aquela lei revela a realidade como ela de fato é a lei revela o ser humano como ele de fato é como a sociedade deve funcionar como Deus deseja ser adorado como o campo deve ser cultivado Então existe esse senso de ordem na teologia que é derivada da Bíblia existe esse senso de ordem no Salmos porque a poesia somos coloca uma poesia extremamente formal técnica cada um dos oito versos de cada bloco tem o seu o seu correspondente de significado nos outros blocos e tal é esse senso de ordem é muito fundamental para o pensamento do salmista para teologia do livro de Salmos mas me parece que também é de onde deriva boa parte da nossa apreciação pela música Nosso Prazer pela música em boa medida tá que ela consegue revelar uma dimensão da existência humana uma dimensão da expressão humana que outras formas de linguagem não consegue fazer olha aqui bom então pensando em organizar Aqui a ordem aqui na mente mas assim quando a gente pensa na música dessa dessa estrutura que você falou da da ordem e realmente me lembrou de um recurso que a gente utiliza muito na música que é para sincronizar todo mundo é um aparelhinho que a gente chama de metrônomo ele fica marcando o tempo qual é a função desse metrô na nossa no nosso ouvido é tocar no mesmo tempo todo mundo porque a minha noção de tempo é diferente da sua noção de tempo então se eu dissessem para você Áquila Vamos cantar aqui agora o parabéns para você você vai cantar assim Parabéns para você eu vou dizer hack ela tá um pouco rápido vamos cantar mais devagar e você vai dizer parabéns eu vou dizer tá muito devagar e onde é que é o tempo correto para você todos eles estão corretos mas para mim não está correto então quando a gente fala por exemplo na música como é que a gente traz a ordem para dentro da música bom então alguém um produtor diretor musical vai dizer assim olha gente é fácil para todo mundo conseguir cantar nesse andamento nessa velocidade aqui então a gente coloca um metrono no ouvido que é um clique fica e tem gente que fica quando você não tem essa experiência de muito treino de fazer isso ter o hábito de gravar tá estúdio e tudo mais a pessoa sente a maior dificuldade aqui me incomoda você não tem prazer na lei quando você já fica quando você faz isso tantos anos você tem um prazer muito grande de ouvir aquilo na ouvido porque aquilo te traz segurança te traz estabilidade e você sabe exatamente onde tá cada ponto da música e depois a gente consegue por exemplo numa gravação ao vivo a gente consegue é pegar e editar tudo depois se a pessoa tocou errado alguma coisa O cantou errado a gente apaga aquela parte ela grava porque tá tudo bem sincronizadinho então é só aula ouvir o mesmo clique e cantar onde ela errou naquele momento então dá para até para trazer um tração paralelo entre a lei né O crente que tem prazer na lei do senhor e nela medita dia e noite eu queria dizer para os músicos que estão aí tem a prazer no metrô não me medite nele também de noite porque ele traz essa essa segurança essa ordenação aí também é um paralelo muito interessante e a gente faz isso em todos os ambientes musicais onde a gente quer ter uma gravação mais mais acurada aquele negócio que depois a gente vai poder por exemplo jogar no canal da bem no canal do YouTube jogar no Spotify tem que ser sempre planejado assim e essa esse planejamento vai refletir no que no final das contas que a comunidade vai se identificar com aquele arranjo com aquela música cada vez que ela ouvir aquela introduçãozinha ela vai dizer Opa já vem aquela música que eu gosto e quanto mais você cria afinidade Mas você trabalha nas pessoas a questão da emoção e da memória do longo prazo e de dessa característica de pertencimento porque ela tá vendo outras pessoas estão junto com ela cantando louvando do mesmo jeito e um puxa o outro e aquilo e a comunidade cresce se fortalece queria vínculos e deixa a comunidade cada vez mais saudável esse excesso de um referencial absoluto é fundamental para música né você acha que ninguém pode tocar simplesmente no tempo que quer quando tá tocando com outros exatamente precisa estar a música Ela tem ela é uma uma forma de comunicação Áquila que é muito interessante porque é a única manifestação de conversação que todo mundo fala uma coisa diferente do outro ao mesmo tempo todo mundo se entende que o guitarrista toca de um jeito pianista de outro e todo mundo ao mesmo tempo faz só alguma coisa que é junto Agora imagina todo mundo falando ao mesmo tempo coisas diferentes Aquilo é uma confusão danada mas na música isso faz uma sincronia agora para eu sincronizar isso eu preciso ter um elemento chave fundamentador que é o tempo e esse tempo tem que ser respeitado né Para que aquilo tenha todo mundo é Opa agora ficou bonito agora tá não só é análogo a teologia mas isso de certa forma bebe também é da mesma fonte que torna uma teologia boa ou uma teologia ruim uma teologia ela pode ser muito organizada pode ter um senso estético muito elevado a princípio mas se essa teologia não deriva diretamente daquilo que é revelação bíblica daquilo que a revelação de Deus seja na Bíblia seja até mesmo na natureza e na experiência humana mas que é interpretado pela bíblia essa teologia ela ela falha essa teologia ela não se sustenta essa teologia em algum momento vai vai mostrar a sua as suas limitações essa esse mesmo referencial absoluto que serve para teologia ao meu ver é o que torna uma música bonita ou não e eu sei que existe um longo debate sobre referenciais absolutos de beleza e não vai ser o nosso a nossa discussão aqui mas uma tributo básico de qualquer música como esse de ter um tempo comum para todos os instrumentistas para todos os vocalistas de certa forma deriva daquilo que é a harmonia da natureza a harmonia presente na criação de Deus essa criação que vem seja por meio dos sons da natureza seja por meio e é muito interessante isso a sede do cérebro de ter coisas sincronizadas a gente ama Coisa sincronizadas a gente é uma coisa simétricas também tudo isso em último caso está bebendo de uma outra criação seja teologia seja a música Nós estamos bebendo da Criação Divina a criação e a revelação na Bíblia a criação da natureza como um todo então é de certa de certa forma a gente na teologia na música nesse ponto a gente nem tá falando que nós somos parecidos é que nós devemos da mesma fonte todos nós precisamos da Revelação e da ação de Deus para poder criar para poder experimentar a beleza da teologia beleza da música e tal então acho que é essa esse senso de unidade e de ordem que vem de Deus é muito fundante para essas duas atividades né é imagina que a gente vamos tocar uma música agora e a gente ao longo dos anos a gente já viu muita muitas experiências assim que há uma grande diferença Por exemplo quando a gente pensa na igreja na unidade né entre os irmãos essa unidade imagina uma igreja que é uma banda é um grupo musical um grupo Coral um orquestra e tudo mais imagina que esse grupo pequeno e isso vai ter um paralelo contexto bíblico inclusive que é se o dedo disser para mão não quero sermão pede sai para cabeça não quero essa cabeça como é que fica não no louvor na música funciona da mesma forma né então não posso fazer o que eu quero mesmo sendo um instrumentista então para isso existe a função de quem vai nortear aquele processo né a função do diretor musical do produto musical do ministro de música Qualquer que seja o nome queira levar para essa situação mas a função dessa pessoa é gente vamos seguir por aqui você só bate naquele prato naquele momento você só sofre aquele momento você canta nesse momento para trazer essa unidade E aí existe uma diferença entre uma banda e um bocado de músico tocando Há uma grande diferença quando é uma banda todo mundo sabe o que fazer em cada momento em cada segundo em cada virada de parte ele sabe o que é que tem que ser feito quando é um bocado de música tocando junto não porque eles não tiveram a oportunidade de conversar e dialogar e saber Será que eu faço assim eu faço assado eu entro agora o que que eu faço Então essa esse paralelo que a gente tá fazendo aqui entre entre teologia e música é maravilhoso porque há uma sim curiosidade dessa bebida da mesma fonte a gente consegue ver isso aí bem claro a o Ministério de Adoração e mais voltado precisamente para música ele tem que ter essa unidade essa unidade que é todo mundo ali entendendo o seu papel naquele momento Ah mas é que eu comprei agora um novo piano e eu quero mostrar tudo que o piano faz não é você mostra em casa para os seus amigos ou vai fazer um conceito e mostra lá não é preciso uma unidade eu comprei um novo microfone eu vou fazer todas as notas do mundo inteiro não você não precisa disso vamos pensar na unidade no que é o melhor para aquele momento e que mensagem que a gente quer passar através desse arranjo dessa interpretação desta manifestação artística Qual é a mensagem que eu quero mostrar para as pessoas o foco tá em mim não não tá em mim é para todo mundo ficar olhando para mim não não é para tu não vai me ver porque eu tô na frente mas o foco não é esse não é então esse paralelo é também achei achei muito legal esse bebê da mesma fonte faz uma comunidade ser unida né todo mundo com aquele excesso de pertencimentos todo mundo sabe que tá junto no grupo de Ministério de Adoração mesmo propósito E a gente tem esse elemento que é a música que a gente precisa se ouvir e ouvir o outro o tempo inteiro ouvir o outro se ouvir o outro você está fazendo isso segundo a segunda e você tá pensando em fração de segundo o que é que você vai fazer na frente ainda tem esse ponto se você vai atropelar o outro ou não essa que a gente chama na música de pergunta e resposta né que fica ali então a audição ela tem que estar muito mais refinada essa percepção musical isso é treino não é da noite podia ter gente que consegue evoluir isso muito mais rápido tem gente que vai evoluindo mais lento mas com prática a gente vai chegando aí nessa nesse padrão Aí mais desejado legal Samuel acho que a gente pode passar aqui também para a contribuição do pessoal que tá acompanhando a gente com suas perguntas e a gente até pede para quem ouviu mas ainda não perguntou que aproveite o momento para colocar sua pergunta a gente vai fazer todo o possível para responder todo mundo vamos lá o Clayton pergunta o seguinte com relação à comunidade evangélica como um todo Quais os cuidados necessários para não possuirmos um ambiente de culto de louvor antropocêntrico seja um louvor centrado no próprio homem é bom Quais cuidados né bom primeiro cuidado sem alguns né que são bem interessantes mas o primeiro cuidado é ter atenção a letra né a letra da canção porque as pessoas elas vão cantar a letra associada a melodia não vão narrar uma letra Elas vão cantar uma letra então primeiro cuidado é ter saber o que é que está sendo Qual é a mensagem daquela letra primeiro ponto segundo ponto é essa letra está fundamentada sobre que que estilo musical que existem assim não há um estilo não é um ritmo que seja pecado por exemplo eu vou bater aqui na mesa eu faço assim você disse isso é pecado ou se eu fizer assim é pecado não sei isso não é só só tô batendo Isso é só um ritmo combinação de figuras rítmicas então não há isso só que existem estilos que estão muito presentes muito marcados e manifestações artísticas culturais que levam sua mente para outro ambiente para outro lugar então aí você precisa Estar atento a isso faz sentido para sua comunidade esse estilo essa estética musical faz sentido para aquele contexto vai levar as pessoas a entender a palavra vai entender a graça através dessa manifestação Ok se vai você faz sentido para sua comunidade Ok se não faz então ela vai ser o que o planeta tá falando que é um louvor antropocêntrico Então para mim esses dois pontos eles precisam caminhar bem sincronizados né porque muitas vezes eu digo assim gente olha eu gosto muito de reggae então era toda Todo louvor que eu fizer aqui vai ser gatona minha igreja vai ser assim comunica as pessoas vão entender que aquele processo é para ela se identificar com a mensagem que que quer contemplar a Deus que é contemplar grandeza que é contemplar graça é tudo mais ok não então por que que eu vou utilizar não porque eu gosto Então o foco não tá no que deveria é preciso repensar isso e essa da letra é um cuidado porque há muitas sutilezas né nas letras né muitas sutilezas ali que muitas vezes a gente não percebe é muito bom ter alguém que tem essa formação teológica mais mais acentuada aí para que ajude porque a gente né Pode às vezes às vezes a gente comete até canta alguma coisa que a gente não sabe que por trás o que é que tem ali né de tão mais mais importante então tem alguém que revisa essas letras vale muito a pena Clayton isso aí a Maria Luiza riso escutar música sacra ou religiosa estimula também o córtex pré-frontal alguma relação com transformação espiritual e desenvolvimento do fruto do espírito já que são aptidões do pré-frontal a primeira pergunta se estimula o porta pré frontal esse Cortex pré frontal que essa essa faixa aqui da nossa Testa ele é responsável pela tomada de decisão planejamentos estratégico né que a gente chama das funções executivas mais top que você puder fazer que envolve uma espécie de desligar o modo automático do seu cérebro porque a gente sabe que quase 90% do nosso tempo o cérebro da gente está tomando decisões sem a nossa interferência por exemplo eu movimentei minha mão aqui mas eu não pensei quanto eu tô falando vou movimentar a mão aqui e eu também não pensei que quando eu tiver falando eu vou inclinar meu ombro o meu cérebro decidiu fazer isso tem muitas coisas que ele vai decidir por mim para funcionar em modo de economia de energia visto que ele consome bastante energia do nosso corpo 20% é consumido aqui então quando a gente ativa o córtex para frontal você tá dizendo deixa que eu decido isso isso agora é o dedo meu eu quero falar e quando eu falar eu vou pegar essa caneta e vou apontar essa decisão foi tomada no córtex pré-frontal agora se eu tivesse falando com vocês e tivesse com essa caneta movimentando é o meu cérebro para decidindo sem eu ter nenhuma opção de escolha ele decidiu fazer isso tá então quando eu escuto música sacra ou religiosa ela vai estimular o córtex pré-frontal quando quando eu desligar o modo automático e dizer assim pera aí deixa eu pensar sobre isso que eu estou ouvindo deixa eu refletir sobre isso e deixa o planejar o que que eu vou fazer com essa informação e deixa eu avaliar se essa letra que ele tá me dizendo realmente é isso que ele quer me dizer ou se ele não quer me induzir ao erro Então nesse momento quando você escuta é Maria Luiza a música saca religiosa ela vai estimular o seu córtex pré-frontal quando você sair da passividade e entrar no modo ativo no modo reflexivo tá E aí a outra pergunta é alguma relação com transformação espiritual e desenvolvimento do fruto do espírito já que são aptidões pronto tá aí o ponto Então o que é o fruto do espírito né quer que é o fruto do espírito então quando a gente para para analisar o que é que é o fruto do espírito eu vou ter aquela tomada de decisão aquele planejamento de estratégico do que eu quero fazer da minha vida por isso que o texto bíblico disse tem pessoas que podem anular são do Espírito Santo né ela diz assim não eu quero pecar tanto anulando a ação do Espírito Santo que tá me querendo me convencer do pecado eu digo não agora eu que vou resolver esse negócio aqui então quando a gente entra nesse ponto mais uma vez você está utilizando o seu córtex para levantar para dizer não eu eu sei que o peca é errado eu não quero fazer isso sem eu me ajuda nesse processo Então essa transformação espiritual é ativada aqui e ela é ativada um pouquinho mais atrás que é onde a gente passa para um caráter introspectivo e reflexivo daquilo que eu ouvi eu ouvi eu li eu entendi agora eu vou ruminar eu consumir isso e agora eu vou ficar mastigando isso e vou refletindo vou pensando e vou entendendo E aí aquele negócio vai sendo digerido E aí eu vou pensando Então são aptidões do córtex pré-frontal quando eu decido utilizar isso no modo no modo mais e mais prático possível que é como seria essa prática é a prática é eu parar agora eu ouvi uma informação e agora eu vou ter que me desconectar de tudo meu celular que tá apitando e agora eu vou ficar meditando sobre isso então eu tô agindo desligando esse modo automático para refletir e depois tentar fazer com que esse processo entra na minha memória de longo prazo eu leve aquilo para minha vida sempre que aquilo foi necessário é interessante a gente perceber também que é o fruto do espírito algumas manifestações do fruto do espírito parecem estar muito Associados a escolha consciente logo associados ao córtex pré-frontal como ser longânimo demorar a irace ser uma pessoa Mansa mas me parece que também existe uma dimensão muito mais Ampla do que simplesmente a decisão de agir de uma forma ou de outra é Como por exemplo o amor O amor é um fruto do espírito a gente consegue restringir o exercício e o sentir-se amado ao córtex pré-frontal certamente que não certamente que isso envolve o sistema límbico exatamente que isso vai envolver uma grande quantidade de estruturas do cérebro que estão respondendo alguma coisa tão difícil inclusive de ser definida como amor como a paz né o domínio próprio a gente já consegue perceber uma ligação muito mais direta com a escolha consciente de agir de uma forma e não de outra Talvez seja a parte mais associada ao córtex pré-frontal do fruto do espírito que é domínio próprio que é uma grande dificuldade de fato nas pessoas que não são dominadas pelo espírito e agora eu me refiro especificamente a esse dilema e essa luta é espiritual a carne contra o espírito né esse domínio próprio está ligado a decisão mas é muito mais do que sua decisão que a gente pode apontar para córtex para frontal a dimensão do Espírito Santo agindo na gente né sim então o que eu o que eu entendo eu concordo contigo entendo também que o amor eu o mandamento diz assim amar o próximo como a você mesmo mas como é que eu vou amar o próximo como eu me amo que eu me conheço há 49 anos por um vivo com esse cara que é 49 anos como é que eu vou amar o próximo de uma maneira porque o link está escrito isso sem sem eu ter eu entendi Cristo já tocou no meu coração ele vai modificar isso é meu ver tá não tá escrito em Literatura nenhuma ele vai modificar cadeias neuronais na minha mente e vai colocar o toque deles agora isso aqui é o amor então e aí eu posso entrar nessa questão do domínio próprio e dizer assim cara então um domínio próprio que a gente atualmente a gente chama isso de competência sócio emocionais né de como é que eu lido com quando alguém pisa no meu carro o que que eu faço eu não tenho que amar pera aí então eu tenho que tomar uma decisão então quando eu falei que envolve muito do córtex pré-frontal até o amor acredito que envolve porque eu preciso tomar uma decisão de amar né apesar de ter sido tocado por Deus ele já me trouxe Aquela Paz aquela segurança saber que a gente precisa amar o próximo como nós mesmo é a gente sente à vontade de amar o próximo de estar com o próximo a gente sente isso e mas ainda assim uma eu preciso muitas vezes tomar uma decisão porque porque nem sempre o próximo o próximo quando acha o meu ponto fraco imagina que eu digo assim Áquila sabe que é uma coisa que me tira da escrever quando alguém diz assim para mim cara você tá mentindo olha se alguém dissesse para mim eu puxo a peixeira e virou outra pessoa imagina que isso acontece em algum momento onde eu estou mais fragilizado eu não tive uma boa noite de sono eu tive alguma discussão familiar eu tive algum problema de saúde e aquela situação que acontece eu poderia reagir de uma forma que eu não reagiria em outra situação então por isso que isso envolve também mesmo no fato do amor envolve também o córtex para contar porque os tem eu tenho que estar atento a inclusive ao meu corpo para aquele momento onde pisaram no meu carro e disseram assim o rapaz é você tá não tá fazendo a coisa certa e aquilo te tira das Estrelas Então eu preciso estar sempre conectado E aí entra essa questão do domínio próprio entra do amor e o fruto do espírito né que a gente viu aqui mas Deus Deus é quem criou essa máquina que ele sabe exatamente onde é que o Espírito Santo vai agir e isso ninguém sabe explicar ainda como é que transforma porque a neurociência tem dois debates muito grandes primeiro onde surgem de onde surge as ideias como é que começa o processo criativo onde é onde é que começa isso Outro ponto é como é que como é que uma pessoa muda de uma forma tão dramática na vida sem ter tido alguma sem ter tido alguma situação que fosse traumática esse traumático pode ser um trauma por bem um trauma mesmo Como é que é uma pessoa Muda somente porque ela teve contato com alguma experiência isso é um embates muito grandes Então nesse ponto aí entra a grandiosidade de Deus o espírito santo que habita em nós é como é que ele lida com esses neurônios aqui esses quase 80 e poucos bilhões de neurônios então é um processo complicado mas muito interessante Com certeza última pergunta aqui que eu vim fará faz e que é muito boa Mestres não seria também interessante perceber a música enquanto clamou artístico que vem das ruas para as quais a teologia deveria propor diálogo e quanto possível respostas forte abraço Olha isso é muito bom pensa no seguinte vamos pensar assim é possível eu construir alguma manifestação artística sem sofrer influência é possível isso não não é possível porque porque você só sabe manifestar artístico porque você já ouviu ou já sentiu ou já experimentou aquela arte agora você vai dar o seu ponto de vista sobre isso o que que eu vejo é que muitas vezes no processo cultural ao longo dos anos a sociedade em várias épocas em vários momentos foram narrando quais processos culturais seriam mais valiosos do que os outros do que os outros então por exemplo Houve um tempo em que determinado tipo de música poderia determinado tipo de música não poderia determinado instrumento poderia determinado instrumento não poderia por que que não poderia porque a minha sociedade A minha cultura disse que não deve Então imagina que eu digo para vocês hoje o seguinte Olha eu vou montar aqui minha igreja e a minha igreja a gente só vai tocar copo de plástico esse é o nosso instrumento porque isso aqui é manifestação artística que é Sacra que me eleva o espírito e tudo mais e a pessoa diz cara mas na minha cidade nem tem corpo de plástico como é que eu faço como é que eu faço aí você diz assim não é você tem que se dar um jeito de ter isso lá Então você tem que se virar E essas pessoas vão fazer uma lambarismo para conseguir se adequar alguma coisa E aí quando ela se adequa ela diz assim cara isso não me identifica isso eu não entendo por que que eu tô fazendo isso porque que eu estou passando por isso então quando a gente pensa na sociologia né e a gente entende quando a gente pensa por exemplo na semiótica de perse né que perce ele ele definiu a semiótica com a questão do Triângulo né entre tem o significado né o significa o significado e tem a figura então esses três tem que ter uma comunicação então quando eu vejo a foto de um cachorro você pode dizer cara isso é uma foto Isso não é um cachorro é uma foto aí o outro vai dizer Ok mas isso é um cachorro que está na foto ok E aí eu vou dizer não isso não é um cachorro isso é o meu cachorro ou seja para mim ele tem muito mais significado isso acontece com a cultura então comigo assim cara vamos deixar de lado a sua cultura porque essa cultura que é melhor estou estou fazendo um grande erro estou fazendo um grande erro estou impondo que a minha cultura é superior a sua por isso que houve grandes grandes debates grandes brigas grandes guerras e por exemplo o Hitler propôs a cultura dele Ariana que aquele queria promover com a cultura da raça ariana superior era superior a dos outros dos judeus dos Pretos dos alemães que eram que tinham algum deficiência física e tudo mais porque porque faz parte da minha superioridade cultural sobre a sua não existe isso então quando você fala em a gente precisa perceber o clamor artístico que vem das duas Com certeza a gente precisa perceber porque aquela comunidade entende bem aquela linguagem então se eu vou lá para o interior do nordeste até tocar um ritmo que vem aqui do Mato Grosso do Sul e digo para eles Olha a manifestação para o louvor essa eles vão dizer mas e o nosso forrozinho O que que a gente faz não você joga isso fora porque isso é pecado Vamos ouvir o meu E aí eu vou para outro país eu vou para a Espanha chego lá e digo olha vocês têm que ouvir o meu ritmo daqui aqui na Espanha ele fala e o nosso Flamengo nosso Flamengo é pecado Vamos ouvir o meu Isso é uma imposição cultural sobre outra cultura isso não deve ser levado em consideração Então eu acho que todas as manifestações culturais e artísticas devem ser respeitadas e deve ser pensadas para comunicar bem com a comunidade os louvores a mensagem né para que todo mundo fique claro entenda aquilo da melhor forma possível e jogue isso então para a memória de longo prazo e leve para vida inteira o Samuel falou aí sobre a parte da expressão musical e do ritmo do gênero do tipo de música como como uma diversidade cultural e eu queria pensar um pouco sobre o conteúdo das músicas Eu acredito que a teologia realizar diálogo com clamor artístico que vem das ruas Além de pensar na dimensão do gênero musical precisa pensar nos temas que são cantados O que é que o brasileiro de forma geral houve O que é que o Paulistano Paulista houve O que é que o Potiguar o baiano ou enfim o cearense ou veja que de todos os exemplos só apenas um foi fora do Nordeste é sem querer porque aqui no subconsciente Mas o que o que eu acho que é preciso de fato existir sensibilidade na teologia é o que é que as pessoas expressando como sendo a sua necessidade expressando como sendo a sua opinião a respeito do tempo que a gente vive e de uma forma consciente o inconsciente eu acredito que isso acontece bastante na música por exemplo o perfil antropocêntrico para usar uma palavra que já foi mencionado aqui colocando o homem no centro da atenção é muito constante nas letras das músicas que são cantadas nas igrejas no centro é como é que Deus prometeu que vai me abençoar Qual é a garantia de que eu você é satisfeito nas minhas expectativas o fato de que eu vou superar a noite ruim é essa ênfase no indivíduo é presente na Bíblia é presente nos Salmos mas em boa medida recebe mais atenção em boa parte das músicas que estão presentes nas igrejas hoje do que é a ênfase do salmista ou do Salmos que a gente encontra uma grande percepção de coletividade por exemplo e o conteúdo da música também passa por uma experiência existencial a fé como uma explicação para nossa existência a fé como uma satisfação é contra a nossa angústia profunda que perturba a alma então isso por exemplo ao meu ver já é um pouco ainda que inconscientemente a música respondendo ao espírito de sua época mas eu acho que isso precisa também ser feito conscientemente eu acho que a teologia apesar de partir de um referencial absoluto ela nunca está num vácuo cultural a gente não precisa distorcer o texto bíblico para dar respostas para o nosso tempo ainda que essas respostas possam ter diferenças em relação ao tempo que já passou porque as ênfase são outras o texto é a nossa referência a mesma o Deus é o mesmo mas os pontos que a gente precisa ressaltar na crítica que é prevalescente no reforço daquilo que são as características positivas da nossa cultura invaria com o tempo então eu acredito é que sim a gente precisa ter se esforço consciente enquanto teólogos enquanto compositores de entender o que também está sendo falado né O que está sendo cantado enquanto o significado para que a gente não fique falando sozinho para que a gente não perca de vista como é que as pessoas se expressam e ouvem a nossa expressão Ouço muito na igreja no louvor que a unção deve ser maior que a técnica Qual a opinião de vocês sobre isso A Vanessa é primeiro Vanessa Como que você vai avaliar que a pessoa tem um som ou não você tá aqui sentado e tá vendo a pessoa lá como é que se avalia isso dá para avaliar eu consigo avaliar Imagina eu por exemplo eu sou eu sou músico profissional a minha função é está focado na técnica para fazer o mais perfeito possível e eu vou eu vou dar uma informação por exemplo no momento em que eu tô tocando quando a gente faz um planejamento de produção musical para que aquilo fique perfeito eu tenho que estar focado o tempo inteiro naquilo no momento em que eu perco o foco vamos supor que eu me sinto muito tocado pela música eu não sei se eu devo fazer uma pausa naquele momento ou não porque eu já esqueci do que eu tinha planejado porque eu me deixei levar pela emoção e algumas pessoas podem pensar ou sugerir que realmente aquilo foi tocado ou tô com uma unção maior Ou eu tô é mais mas emotivo naquele momento mas o fato é que se a gente não quando a gente está tocando em grupo é igual você imaginar uma orquestra uma orquestra sinfônica e a gente tem 120 músicos ali na frente de um Maestro que ele é o condutor daquele grupo inteiro para fazer aquilo só aquela massa sonora tem que soar Coesa Então imagina que a um cara que tá lá na trompa lá atrás ele se sente muito emocionado e ele de repente ele ele se perde na partitura ele não sabe onde tá mais e quando ele entrar ele perdeu a oportunidade de entrar ou ele só tinha um ataque para fazer ele perdeu então quando a gente tá fazendo louvor música em grupo a gente precisa estar muito focado na técnica muito focado porque eu não posso simplesmente desligar e dizer agora é diferente de quem tá na comunidade ali que tá cantando eles podem errar eles podem parar de cantar eles podem bater palma fora do tempo não tem problema a gente é que não pode então é muito difícil a gente chegar e se colocar numa numa função de avaliador de quem tem técnica e quem tem espiritualidade Não isso não funciona assim no meu ponto de vista enquanto músico enquanto Cristão a gente precisa é estar se dispondo a servir por isso que a gente ensaia a gente serve a gente planeja e a gente executa O que foi planejado e quando eu me deixo deixo de lado esse planejamento dessa técnica porque naquele momento eu quero me toquei demais olha eu já errei várias vezes porque me desliguei e aí agora imagina que aquilo as pessoas vão hoje em dia tudo é gravada tá tudo disponível E aí sabe o que acontece se a pessoa vai ouvir depois vai dizer Nossa você viu como eles como o Samuel tocou tudo errado olha ele toco fora do tempo ó ele errou olha só que feio ele não deu a palavra a banda inteira fez a pausa ele continua E aí depois para Aquele momento aquele até fez sentido para mim só mas para quem tá ouvindo vai dizer Nossa alguma coisa não bateu certo então Vanessa é uma meio delicado mas o importante é a gente tem aumente pensando o seguinte quem está à frente em grupo tocando a gente está pensando no sincronismo o tempo inteiro tem que estar pensando para que a música Soy Coesa e a comunidade consiga cantar bem porque se cada um desliga aí imagina se cada um agora começou a chorar quando tá tocando é impossível que você consiga executar uma música com qualidade perfeita da forma como a gente ensaiou porque a gente desconectou a gente chama isso na neurociência de sequestro emocional o seu sistema límbico assumir o negócio e dizer assim agora vamos vamos mudar tudo que a gente planejou aqui vamos fazer uma bagunça é isso que acontece na nossa meta Então a gente tem que estar sempre focado e a nossa dedicação não vai ser menor a Deus só porque eu estou focado na tecla pelo contrário eu tô fazendo aquilo para ser o melhor possível entende Então essa é a minha a minha opinião acho que vale reforçar rapidamente o ponto que a gente colocou no meio da conversa que essa separação entre técnica música e adoração é uma coisa que faz sentido na nossa cabeça não fazia sentido na cabeça de quem escreveu os salmos por exemplo tudo faz parte da mesma realidade a integração é fundamental né bom gente muito obrigado por ter acompanhado a gente aqui uma hora e quarenta já de conversa foi bom a gente ter tratado de alguns pontos eu separei muitas coisas que a gente pode conversar com certeza Samuel tinha vários pontos que talvez quisesse tratar melhor mas dá para dar uma introdução a forma como a teologia e a música são coisas análogas sem muito sentido mais mais do que isso como são coisas relacionadas ninguém que despreza completamente a música vai ler corretamente a Bíblia e ninguém que deixa de ter essa experiência com Deus verdadeiro pode experimentar a música como A gente experimenta então eu agradeço a todo mundo que acompanhou a nossa conversa amanhã temos aula aqui no canal livro de Reis temos a programação como você já conhece dentro do Domingo Nossa celebração online fiquem atentos aí também no nosso canal para outras coisas que a gente publica-se a primeira vez que você tá aqui a gente pede para você se inscrever nós produzimos conteúdo tanto de teologia quanto de música quanto o momento da celebração da comunidade também é compartilhado semanalmente aqui você é muito bem vindo para acompanhar a ibliou aqui pelo YouTube Samuel valeu brigadão hein Valeu obrigado um beijo no coração todos vocês muito obrigado vocês estarem aqui com a gente até agora Deus abençoe e divulguem essa Live e divulga no canal da evening para ser benção na vida das pessoas também Deus abençoe cada um de vocês