A LIBERDADE DA VONTADE – HEBER CAMPOS JR. | PODCAST EDIÇÕES VIDA NOVA #29
18/09/2023
A LIBERDADE DA VONTADE – HEBER CAMPOS JR. | PODCAST EDIÇÕES VIDA NOVA #29
Neste episódio do podcast Vida Nova, Heber Campos Jr. apresenta o livro "A Liberdade da vontade", de Jonathan Edwards.
– O que é uma vontade livre?
– O que significa agência moral?
– Qual a visão calvinista e arminiana de vontade?
– Como Deus é soberano e a criatura ainda é responsável?
– De que forma pode não existir o livre-arbítrio?
Isso e muito mais nesse podcast!
Adquira o livro aqui: https://www.vidanova.com.br/livros/liberdade-da-vontade-a
#HeberCamposJr #JonathanEdwards #EdicoesVidaNova
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
[Música] E aí eu sou Saulo Sena e seja bem vindo ao podcast da Editora Vida Nova aqui a gente procura conversar com autores pastores e teólogos em geral sobre os livros lançados pela Editora Vida Nova e as questões importantes que eles abordam e hoje nós vamos falar sobre o livro A liberdade da vontade mais uma excelente obra do Jonathan Edwards que a Editora Vida Nova traz para gente em português se você quer saber o que é uma vontade livre qual a distinção entre a visão calvinista e arminiana de vontade Como Deus pode decretar tudo soberanamente e a criatura ainda ser responsável pelos seus atos Além de muitas outras coisas Você precisa ler esse livro e ouvir a nossa conversa no episódio de hoje do podcast da vida nova e quem vai conversar aqui com a gente hoje sobre esse livro e seus ensinos é justamente o coordenador do centro Jonathan Edwards Brasil o Reverendo Heber Campos Júnior Reverendo é um prazer ter o senhor aqui com a gente mais uma vez no podcast da vida nova seja e se apresente um pouco mais para o pessoal que está aqui nos acompanhando Obrigado saor uma alegria estar com você novamente uma alegria falar para esse público da vida nova eu sou pastor Heber Carlos de Campos Júnior eu trabalho como professor principalmente na área de teologia histórica aqui no centro presbiteriano de pós-graduação entre Jumper onde eu estou no momento e também a sirvo como pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil e dou aulas lá no Seminário Presbiteriano JMC muito bom e o seu trabalho com o Edwards é algo que é muito interessante né Até recentemente o senhor estava produzindo material sobre estava dando aula sobre sobre recentemente né na verdade esta semana eu terminei a um curso dando sobre Éder é um curso sobre a teologia de Jonathan Edwards porque uma das minhas responsabilidades aqui no endro Jumper essa hora que a eu tenho a honra de ser a pessoa que tem que coordenar o centro de jonatha Brasil que que é isso é uma parceria que a nossa escola tem com o centro lá em gaio e essa parceria proporciona para gente pontos de contato para quem tá fazendo pesquisa e tudo mais então para o pessoal interessado em conhecer melhor o centro eu já quero dar a dica né a para eles entrarem lá no endereço posso passar para eles com toda certeza então para quem não conhece Entra lá depois cpaj.15.br aí lá vai ter na barra de aba de recursos tem lá centro de pesquisas Jonathan Neves é o centro a Jonathan never Brasil né então lá tem algumas informações as pessoas podem procurar saber mais tá bom maravilha vamos tentar colocar na descrição aqui da versão em vídeo do podcast porque o pessoal também possa acessar com facilidade Vamos então começar a falar um pouco aqui do Jonathan Edwards né falar desse homem que tem influenciado tantas pessoas através dos seus escritos através da sua vida das suas pregações já tivemos a oportunidade de falar um pouco dele através do comentário né da nossa conversa no podcast de outra de suas obras que também já vai estar aí na descrição para o pessoal que tem interesse e aqui agora Estamos falando dessa que é a liberdade da vontade evereiro mas para aquelas pessoas que ainda não conhece tanto Edwards quem é Jonathan Edwards foi um pastor pregador é escritor de livros e também Trabalhou até no campo missionário é atuou em áreas diferentes e foi muito influente no período da chamada América Colonial para quem não conhece essa expressão se refere aos Estados Unidos antes de ser Estados Unidos da América era quando a América ainda era Colônia do império britânico né da coroa britânica então nós estamos falando de um personagem que viveu no século 18 Mais especificamente Ele nasceu em 1703 e veio a falecer em 1758 então éders tem uma vida não muito longa 54 anos não completou nem 55 mas foi um homem que produziu muito essa hora muito muito é tanto que a nós estamos e graças ao esforço da vida nova estamos tendo oportunidade de ter mais literatura é de Edwards em português agora e para quem não conhece a edição crítica das obras de Edward quer dizer a edição mais respeitada tem como ser o volume 1 a liberdade da vontade Então a gente tem agora em português o volume 1 dá dessa obra preciosa do Jonathan Pois é esse é um livro muito interessante do Edward que é que ele vai argumentar a partir de várias bases né a respeito da conexão entre O que é ser livre com a liberdade que o homem possui a conexão e a relação disso com a soberania de Deus a gente vai poder discorrer mais sobre isso ao longo do podcast mas o que é interessante aqui já de destacar é que é dreads era alguém ligado às doutrinas calvinistas ele entendia que essa era a visão bíblica a respeito da salvação e da Liberdade humana e como foi que Edwards acabou se encontrando com essas doutrinas ele já teve facilidade de aceitá-las quando ele se conheceu como é isso para ele Edwards ele é herdeiro de uma tradição puritana a gente tem que lembrar que na história americana né nesse período de colônia a os puritanos que saíram da Inglaterra muitos deles inclusive refugiados porque ou melhor fugidos de tempo de uma certa opressão a esses partidos puritanos foram parar na colônia a colônia era como um lugar que ninguém queria ir entendeu só era aquela aquele lugar assim onde as pessoas preferiu não está porque era o fim de mundo e aí lá estabeleceram colônias E esses são os antecessores de Edwards então Edwards teve uma educação piedosa ele teve ensino dessas doutrinas mas ele diz numa obra muito legal eu já quero fazer aqui a propaganda do outro livro que o pessoal já conhece mas quem não conhece vale a pena dar uma olhada na antologia a antologia que foi lançado pela vida nova ela ela tem um recorte lá de uma obra muito bacana chamada narrativa pessoal e a narrativa pessoal é dor descontando um pouco da trajetória espiritual dele e lá ele fala que houve um tempo na sua Juventude em que as doutrinas acerca da soberania de Deus para destinação foram difíceis para ele ele teve suas lutas ele foi criado nesse ambiente mas não é que ele nunca tenha questionado nunca tenha tido dúvidas Mas então o que sai desse período né e o que resulta de ter resolvido essas dúvidas só mostra como ele ficou mais nessa fé mais entendido e mais certo de que esse era um bom caminho com certeza e aqui então ele vem escrever esse livro falando pouco dessa visão que ele tinha das doutrinas calvinistas da doutrina bíblica mas como fica a razão Qual é a razão dele ter se dedicado ao escrever um livro de tamanho considerava né que nós temos aqui a edição em português com algumas partes a mais temos em torno de 350 páginas Então por que que ele escreveu uma obra tão densa com tanta argumentação que motivou a isso tá Edwards é muito conhecido no nosso meio brasileiro como sendo primordialmente uma vivalista e de fato ele teve uma contribuição muito importante nessa área mas pouca gente conhece o Edward teólogo Edward salah teve uma formação filosófica muito boa para as pessoas terem uma ideia Edward foi treinado naquilo que hoje chamado de Universidade yayo Ele estudou lá quando e ele começou o curso universitário com a 12 para 13 anos eu não tinha nem terminado 13 anos isso era precoce mesmo para os dias dele e ele Termina quatro anos depois como o primeiro da Classe então quer dizer além de ser precoce ainda então era um homem de habilidades intelectuais em comuns mas que foi treinado nessa tradição puritana que a gente falou o que que acontece o homem quando ele dá desencomons e que Lia os filósofos da época ele interagia com vários filósofos ele conhece bem John Locke Ele parece ter interagido com George Burger Nicolas com tantos outros nomes Ele leu o David Ele leu esses caras todos então ele conhecia alguns dos grandes nomes da filosofia só que comprometido com o calvinismo o que que é mais repete e essa é a razão da obra ele percebe uma crescente influência do arminianismo dentro da nova Inglaterra nova Inglaterra é o contexto no qual ele está inserido mas eu tenho que explicar para os meus ouvintes o que que é o arminianismo de Edwards não é que é do se fosse um calvinista é que é intolerante para com outros religiosos não é isso é que a minha lista e isso brigando né não é isso Edwards entendia que as pessoas que faziam uma defesa em prol da Independência humana da Autonomia humana nas suas escolhas estavam se distanciando de um Deus soberano e de um controle benéfico e de um entendimento da história da Redenção que leva em consideração esse Deus soberano e aí junto com o arminianismo estavam outras tendências perigosíssimas como é o caso dos efeitos do Iluminismo então por exemplo Edwards também debateu e ele às vezes bota no mesmo pa os deístas que tinham uma visão da vontade humana de maneira muito semelhante então ele vê o crescimento A de conceitos que são muito negativos ao seu ver ele tá muito preocupado com o que pode acontecer com o nome da terra porque a nova Inglaterra no seu início foi fortemente influenciada por denominações que carregavam a tradição calvinista entendeu E agora tá chegando gente que tá influenciando até saindo do que a gente chamaria de Evangélico indo para um deísmo então Edward vê isso como um grande perigo então um dos grandes projetos de vida é escrever teologia Contra esse tipo de influência e o Liberdade da vontade é a obra prima dele nesse projeto ele escreve outras Mas eu creio que Liberdade à vontade é talvez o Primor desse combate ao que ele via tava enchendo e na visão dele contaminando a nova Inglaterra sim e essa questão da formação do Edwards que o senhor destacou é interessante de perceber durante a leitura porque aqui você vê ele usando de uma argumentação bíblica mas também filosófica né da definição de termos na explicação do que ele está fazendo e ele tem uma didática muito boa né no sentido de definir bem os termos e depois passar a explicar a partir deles né ainda aqui tem algumas coisas complexas também no meio dessa argumentação Você tem razão utópico é tratado com uma certa densidade não é uma leitura Light Mas ele foi treinado a na maneira escolástica de você fazer definições de você deduzir coisas de lá então é para dizer um cara que tem bom treinamento Lógico metafísico ele entende dessas coisas né Ele citamente trabalha com ele além de outros nomes aqui no livro Liberdade exato e vamos começar então da maneira que ele começa definindo alguns termos importantes para o entendimento dessa obra do assunto dela e vamos começar pelo tópico principal que está no título da obra em português né porque o título que da obra original é enorme né o Senhor tem aí o título da obra original Eu tenho espera aí que eu vou eu vou pegar aqui em algum lugar é naquela então naquela época Star os títulos eram grandes porque a eles eram quase que uma frase explicativa sabe aqui ó uma investigação cuidadosa e rigorosa sobre as ideias modernas vigentes quanto aquela liberdade da Vontade que se supõe ser essencial a agência moral virtude e vício recompensa e punição louvor e culpa Esse é o título original [Risadas] mas aqui nós temos algo mais resumido a liberdade da vontade e vamos falar de liberdade o que é liberdade como Edwards vai definir aqui de onde ela surge essa liberdade tá o grande argumento de Edwards na obra é tentar mostrar que a liberdade da qual ele vai falar ela não é uma Liberdade como o arminianismo que ele tá combatendo defende e que ela é totalmente coerente com a soberania de Deus tá então a gente vai ao longo da nossa conversa aqui explicar como é que ele propõe essa compatibilidade por isso muitas vezes chamado de compatibilismo para Edwards liberdade é você ter um poder de escolha e a vontade tem então vamos usar aqui uma distinção Escolástica legal que é dor de um trabalha essa distinção especificamente Mas ela tá no ambiente como no qual ele foi formado no latim Existem duas palavras diferentes que às vezes a gente usa em português com a mesma palavra é voluntrás voluntas é a faculdade da Alma chamada vontade é disso que Edward está falando essa vontade ela é livre ela é livre para fazer escolhas e escolha é arbítrio que a gente normalmente traduz com marbítrio Então essa distinção é para é para não confundir da seguinte forma quer ver se eu perguntasse para você assim moça Olha o que que você tá com vontade de comer aí você fala ah eu tô com vontade de comer isso você tá falando de desejo mas eu não vou comer não eu vou comer outra coisa porque eu tô segurando aí nas calorias veja quando você resolveu comer outra coisa a sua vontade escolheu aquilo que é mais saudável Então você fez uma escolha pelo saudável mas esse poder de fazer escolha é a sua vontade Então olha como a gente usa a palavra vontade em português a gente usa a vontade como desejo você fala assim ah tô com vontade de comer isso mas é muito calórico eu vou comer isso aqui então quando a gente fala de vontade como desejo e vontade como poder de escolha a gente tá usando a mesma palavra para falar de coisas diferentes então às vezes isso gera confusão nas pessoas Então éders ele tem esses cuidados dizia quando eu tô falando de vontade eu tô falando da faculdade da alma e do Poder dela de fazer escolhas ela tem poder sim ela é livre para fazer escolhas ela sempre escolhe o que ela quer pronto ela não é coagida por nada de fora ela faz sempre o que ela quer isso é interessante essa questão de definições e do tempo vontade lembra inclusive uma das suas obras né a tomando decisões segundo a vontade de Deus uma obra que tenha um carinho muito grande sempre recomendo para o pessoal e que o senhor também vai ali mostrar como a vontade né quando fala se de vontade de Deus nós temos várias definições nós podemos olhar para a vontade de maneiras diferentes e a mesma distinção que a gente faz em relação a Deus tem que ser aqui quando a gente está falando de vontade humana que é a descrição do Edwards Então se a gente não explica a gente fala assim e aí você comeu o que você queria não infelizmente não comi ou tipo assim eu fui em tal lugar mas eu não queria Então foi contra a minha vontade Espera aí contra a sua vontade quer dizer que a sua vontade Tá amarrada agora não você quis dizer ela não era o seu desejo mas a sua vontade resolveu ir então assim quem é que tem vontade de ir no dentista quando a gente usa a vontade a gente precisa explicar vontade para nosso Popular costuma ser sinônimo de Desejo de prazer mas o Edward quando ele fala de liberdade da vontade ele tá falando da faculdade da alma a habilidade de fazer escolhas ela é livre e você sempre escolhe o que você quer inclusive em situações extremadas Digamos que a gente colocasse aqui a um pai tendo que colocar um filho numa cirurgia arriscada E aí você diz assim pai você vai mesmo fazer isso com seu filho aí ele vai dizer assim eu não gostaria mas é a melhor maneira de cuidar dele eu vou fazer então a vontade dele ali escolheu algo que é tenso que é difícil mas mas é o propósito dele a vontade escolheu Aquilo não é prazeroso mas ele teve que fazer uma escolha né sim exatamente E aí ligado a isso né dessa vontade e do que é uma vontade livre e a gente pode já trazer um questionamento interessante que é a qual a visão de Edward sobre o famoso livre arbítrio como é que é o livre arbítrio para Edwards ele não faz essa distinção das palavras latinas que eu falei voluntar mas o que o Edward quer dizer é que a vontade ela faz escolhas livremente não tem a ver com a vontade escolher sem nenhuma determinação sem nenhuma inclinação uma das palavras mais importantes para Edwards para a gente ajudar o nosso ouvinte essa hora é a ideia de inclinação é do eles gosta muito dessa palavra porque para Edward o que ele quer dizer é assim a vontade de nenhum ser humano é neutra todo mundo tem inclinações se você não tiver inclinações você não toma decisão nunca se você tivesse de igual digamos assim igualmente inclinado a para um lado e para o outro você não decidiria você tem que tomar uma decisão e você toma uma decisão porque você tem uma inclinação mais forte Então vamos voltar de novo no exemplo da comida Digamos que você diga assim cara hoje eu tô com vontade de comer uma massa mas a minha esposa falou que eu tô de dieta então eu vou eu vou tentar ser leal ao nosso compromisso e eu vou na saladinha hoje veja quando você escolhe a salada presta atenção porque isso aqui é muito legal que o Éder está ensinando para a gente é que a sua vontade obedeceu aquilo que tá mais forte dentro de você que é o compromisso com a dieta ao invés do que ir para né se perder nas calorias agora poderia ser o contrário eu falo não hoje eu tô de férias hoje eu quero comer o que né eu tô com vontade e aí só mostra que a nossa vontade ela ela é sempre livre para escolher mas ela segue os ditames do coração os interesses então a linguagem de Edwards é falar do motivo mais forte ele usa essa linguagem a vontade sempre Segue o motivo mais forte é aquilo que o seu interior agora leva você decidir agora olha que legal para os nossos ouvintes entenderem a quando você escolhe alguma coisa você não pode dizer que você escolhe forçado por nada de fora como quem diz assim cara Queria comer a massa mas vamos comer salada né que que eu vou fazer quando a gente tá querendo dizer isso É como se você tivesse sentido constrangido mas não tem ninguém de Fora que tenha poder de coagir você você não toma decisões necessariamente por coação de Fora esse é um aspecto legal que a tradição é formada ensina e o Edward está Nisso porque você pode até em situações as mais extremadas como ser assaltado você pode escolher a um caminho arriscado ou você pode simplesmente entregar o seu dinheiro sua carteira para o bandido mas quando alguém decide ir contra a normal que é você entregar a carteira mostra que ele tem condições de escolher uma coisa que por mais arriscada que seja ele não consegue ser forçado a tomar uma decisão é isso que é fascinante essa hora nenhum nenhum personagem de Fora ninguém nem homem nem anjo nem Satanás nem mesmo Deus Opera assim Deus não é uma força agora coagindo a gente a decidir por algo ele nos construiu de tal forma que a gente sempre escolhe conforme os ditames do nosso coração é aquela questão de escolher você faz o que você tem vontade de fazer o que você tem desejo de fazer e isso inclusive é vergonha a gente quando a gente peca porque ninguém pode dizer que foi pecou porque foi forçada a pecar e não adianta vir com essa de Ah e se e vocês calvinistas que falam que tá no decreto de Deus é do dizer assim é por acaso você escolheu forçado alguém alguém alguém forçou você a fazer alguma coisa você não escolheu o segundo a sua inclinação você não quis e por esse caminho né então a seguir o motivo mais forte linguagem é de Edwards não é não ter liberdade porque na verdade o motivo mais forte não é outra coisa senão você é o que você quer então é o que o seu coração se é o que o seu coração ama então não adianta dizer eu fui cerceado nessa minha liberdade escolher eu tenho essa liberdade eu posso Claro arcar com consequências né então assim às vezes num país de opressão e de perseguição religiosa eu escolho seguir a Cristo sabendo das consequências mas eu tenho Liberdade ninguém consegue me forçar a não escolher a Cristo por exemplo exato exato E aí a gente começa a entrar em mais alguns termos que Edward vai usar nessa nessa explicação para falar sobre liberdade que é a agência moral e esse é um termo que é pouco falado no x-men você vai ver numa conversa alguém usando o termo agência moral mas o que é que ele quer dizer com isso então é quando ele fala de agência moral ele quer trabalhar com a ideia de você ter liberdade poder de escolha e é claro que o poder de escolha no caso do ímpio não é de escolher as coisas do Senhor então ele tem uma agência moral limitada ele tem um poder de escolha vamos dizer assim limitado pelas pelas condições de escravidão do seu coração mas sabe porque ele usa especificamente a linguagem de agência moral é porque tem algo que ele aprende de John Locke que ele acha que é útilizar várias vezes ele vai discordar de lock nas suas obras mas aqui ele achou que Loki acertou que é o seguinte loque é falou que a gente deveria chamar a o agente da pessoa livre e não a vontade de livre porque quem é que é livre para escolher é o agente é aquele que pratica a ação é essa hora é Weber nós é que somos livres e não a vontade então falar da vontade desconectada do resto do nosso ser leva a gente a pensar assim e a mente ela é livre ou é sua vontade que é livre Então embora é historicamente a discussão seja Liberdade da vontade o Edwards não foge disso tá no título dele Liberdade da vontade em inglês é free Will né ele vai dizer que na verdade o agente moral é o homem então a gente tem que falar da Liberdade do agente antes do que da Liberdade da faculdade da Alma entendeu sim sim e ligado a isso ele fala também de necessidade e contingência que aí já entramos um pouco daquele aspecto mais filosófico que o Edward se vê tendo que argumentar para debater esse assunto para explicar esse assunto que aquele quer falar com essa necessidade de relacionada à vontade ou contingência ligada à vontade então esses são termos que a gente não tá habituado e necessidade da impressão de que existe um certo uma certa compulsão não é isso que o Edwards quer dizer tá necessidade para é do ads pode ser tranquilamente é algo que combina com liberdade então deixa eu dizer em que sentido Talvez isso ajude a gente a ilustrar é contingência que é uma palavra menos comum Deixa eu só explicar para as pessoas contingência é aquilo que a gente não sabe se vai acontecer ou não depende da escolha da pessoa Ah não é assim algo que é determinado No que diz respeito a ao sol nascer no outro dia por exemplo ou a sermos pecadores pecador gerar pecador é meio que uma coisa que acontece necessariamente mas é contingências não contigências são aquelas aquelas escolhas que nós fazemos que pode ser de um jeito pode ser de outro você pode escolher ir para lá ou ir para cá escolher esse caminho aquele caminho na vida então essas contingências mas as contingências elas não são necessárias em si mesmas mas elas trazem vamos dizer assim uma espécie de consequência que é nessa área é assim ó eu não preciso estudar no seminário Mas se eu for estudar no seminário eu necessariamente vou aprender teologia Então você não vai necessariamente aprender teologia mas se você escolher ir para o seminário necessariamente você vai aprender teologia Então essa é chamada de necessidade de consequência é uma terminologia clássica do escolasticismo então quando o Eder está falando de necessidade essa hora ele tá falando de necessidade no sentido de que não não coíbe a liberdade é no sentido de que elas são compatíveis compatíveis Em que sentido assim ó é quando eu caso necessariamente eu tenho que ser fiel a minha esposa essa necessidade não deriva de liberdade porque eu escolhi estar nessa nessa condição mas é necessário que eu seja Leal a ela né a aquela questão que você falou da contingência trazendo a necessidade né Ninguém é obrigado a casar pode ou não acontecer mas se casou tenha necessidade de ser fiel então tem certas coisas que são necessárias você acaba assumindo as consequências disso né outras coisas que também revelam assim em sites bem legais do Edwards é que o Edwards fala sobre uma necessidade moral e uma necessidade natural Deixa eu aproveitar e falar disso porque essa é uma distinção que ele faz na obra necessidade natural é assim a gente tem necessidades físicas por exemplo se você sente dor você naturalmente retrai né é uma necessidade física é agora necessidade física e esse é um aspecto legal que um livro que o Edward gostava de ler que é do Fran faz uma distinção muito legal nem mesmo a necessidade física força a gente a tomar uma decisão por exemplo nós temos necessidade física de comer mas a gente pode escolher jejuar mesmo o nosso corpo pedindo alimento a gente escolhe reservar um tempo para jejuar para orar Isso significa que a necessidade física não tá forçando a gente a nada é claro que ela tá clamando ali você precisa comer né mas você escolhe contra ela por causa de um propósito de oração de jejum então necessidades físicas são de uma natureza agora a necessidade moral isso aqui é um aspecto legal que é um Insight do Edwards que não é tão comum de ouvir Weber você vai querer dizer que pessoas formam hábitos e elas agem de acordo com hábitos bons ou ruins então ele dá dois exemplos pensa no cara que é vamos pensar no mal exemplo primeiro pensa num cara que não consegue se ver livre da bebida ele escolhe a bebida livremente mas enquanto ele tá cativo desse vício ele tem a impressão de que ele faz necessariamente quando ele tá sobra ele começa com você e fala assim Saori Já tentei cara já tentei mas parece que eu não consigo na verdade não é um uma necessidade absoluta ele tem liberdade Mas ele tem um hábito que o escraviza e esse hábito faz ele cair nisso né Então esse é um exemplo de necessidade moral negativa mas o Éder até exemplo legal aqui na obra tem um exemplo interessante que ele fala de uma mulher honrosa que não se prostitui ele dá um exemplo Pensa numa mulher que é um rosa ela é uma mulher que tem princípios cristãos E aí ela tem oportunidades de homens por perto mas ela diz de jeito nenhum Deus me livre Por que que ela faz isso por que que é para ela inconcebível não é que ela não tem a capacidade de se prostituir é claro que ela tem mas o hábito Santo formado nela de não se entregar aos homens a que não sejam o seu marido faz dela necessariamente resolver aquilo então quando ele tá falando de necessidade moral é nesse sentido é de hábitos formados no nosso interior que levam a gente a escolher segundo essas essas habilidades ou inabilidades no caso do bêbado ele não ele se sente incapaz de fugir disso entendeu sim sim é um assunto como a gente está vendo aqui né os ouvintes também então percebendo que tem complexidade porque a gente está falando definição de termos que no dia a dia a gente simplesmente usa a gente não para para fazer a distinção do que é dos tipos de vontade ou do como isso está relacionado a necessidade e a contingência Mas são coisas relevantes se nós quisermos entender com mais profundidade como a nossa vontade funciona como é a vontade do ser humano me permita complementar aqui para dizer até para nós admirarmos o nosso Deus por exemplo necessidade não é incompatível com Liberdade Nosso Deus é necessáriamente santo mas ninguém jamais concluiria que ai que coisa fraca Deus não pode pecar a gente não diria que ele é cativo que ele que ele não tem liberdade ele escolhe ser santo mas ele é necessariamente Santo por causa do seu caráter Então olha que legal a gente falar do ser Supremo nosso Deus Santíssimo aqui nós amamos e adoramos a gente não fala que para ele ser um ser completo ele tem que ter liberdade de fazer contrário a sua natureza Já pensou eu e você adorando um Deus que porventura pode pecar e não cumprir as suas promessas para conosco ninguém veria isso como virtude essa hora a gente vai parar de adorar esse Deus é aquela coisa né uma tal liberdade absoluta nesse ponto para e e contra sua natureza além de não ser algo virtuso é algo que nós não vemos nem mesmo na própria divindade né nem Deus tem um livre arbítrio Se pudermos Colocar assim nesse sentido total de neutro entre decisões entre o bem e o mal então é por isso que o Edward trabalha e ele aqui ele vai contra a distinção que muitos arminianos faziam que é como se sua vontade fosse neutra ela pode tanto por um lado para um outro com igual poder ele vai dizer absurdo você vai você vai me dizer que o que a mulher é que é virtuosa um rosa ela tem a mesma disposição para se prostituir e para se guardar de jeito nenhum o cara que é preso da bebida e é e tem dificuldade específico ele está igualmente habilitado vamos dizer assim tem forças iguais para tanto vencer a bebida ou não ou cair de novo no vício de jeito a condição do nosso caráter ela necessariamente nos inclina para alguma coisa com mais força do que outra tanto é que para uma pessoa vencer o vício ele precisa chegar no momento em que algo mais forte ganha a sua atenção Então vamos pensar que um conhecido nosso fumou a vida inteira e aí tá agora com câncer de pulmão e vai ter que tratar tem chance de sobreviver mas é gravíssimo E aí o médico chega e dá um ultimato para o cara e fala assim ó ou você para de uma vez por todas ou você vai estar morto em questão de meses aí você vê o cara tomar uma decisão que ele podia ter tomado a vida inteira mas não toma mas porque assim tá legal nos ensina não é simplesmente que ele podia mas ele não quis é porque uma coisa muito forte foi mais forte do que o prazer dele de ir para o fumo é porque ele viu a vida dele em risco real e aí ele começa a pensar na esposa nos filhos nos netinhos ele fala cara que besteira que eu fiz ficar preso aí isso tanto tempo de agora em diante acabei não perceba um motivo mais forte o levou a dizer não para aquilo que o prendeu por tanto tempo mas é sempre assim o Ederson falou a gente sempre escolhe desse jeito e esse site dele é muito legal sim não e prático porque algumas pessoas podem ouvir o início da nossa conversa e pensará que conversa mais teórica Cadê a aplicação prática mas esse que o senhor falou já nos lembra aquela ideia de como é que nós vencemos um pecado veio um adolescente da igreja e tá lutando contra pornografia por exemplo caminho para ele Vencer não é simplesmente deixar de pensar na pornografia amar mais a Deus e a santidade do que amar um pecado então é um motivo mais forte que vai incliná-lo para aquele lado perfeito e é esse tipo de Insight de Edwards que vai gerar uma teologia de santificação muito saudável você mencionou aqui algo parecido com um famoso sermão de um escocês que tem até em português o título é assim o poder expulsivo de um amor maior quer dizer como é que você consegue Olha que legal o poder expulsivo de um amor maior como é que você vence o amor pelo pecado porque a gente não peca Sem Amar na verdade a gente peca porque a gente ama certas coisas Ah talvez as pessoas nos ouvindo salva não tem noção disso que ela fala não eu não gosto desse eu não você não gosta desse eu porque você é crente você não quer ser assim eu entendo você mas na verdade você ainda cai Nisso porque você tem um coração dividido você tem amores que não são lícitos e como é que você vai vencer você precisa ter um motivo mais forte um poder expulsivo de um amor maior isso aqui é Thomas seguindo em site de Edwards entendeu um aprendendo com o outro e esses assuntos sendo levados para questões do dia a dia da vida cristã e da vida de Geral agora voltando um pouco essa questão da definição de liberdade algo que interessante que que eu percebi como o senhor falou que a visão as meninas Edwards vai falar isso na obra né na verdade como a visão arminiana da época dele era de que para sermos Livres nós precisamos ter uma neutralidade mas eu tenho uma pergunta que é essa visão Será que ela vem mais dos arminianos para a sociedade da sociedade para os arminianos no sentido de que isso é o que nós vemos na sociedade as pessoas dizerem que só pode ser livre Se houver uma neutralidade absoluta é uma falta de determinação de grau máximo e como é que o que é que influenciou que aí eu acho que vende ambos os lados é uma via de Mão Dupla inclusive ou falar algo com cuidado e com amor mas para os nossos ouvintes entenderem que quando a gente faz uma defesa de liberdade humana supostamente Cristã mais que a Alega uma Total Independência de Deus uma autonomia o ímpio que nos ouve fala Ah tudo bem isso aí eu aceito porque porque combina com a disposição deles é uma coisa que combina a sua relação ela faz sentido porque as pessoas querem esse tipo de liberdade mesmo quem é qual é o ímpio que quer estar sujeito a um senhor então por isso que falar de uma liberdade autônoma é você dar margem para o ímpio dizer Ah tudo bem isso aí não me ofende não me ofende mesmo porque o que que Jesus vai ensinar a gente sempre tem senhor você nunca tem Total autonomia ou você é filho de Deus ou você é filho do diabo Ou você segue ditame Santos ou segue ditames pecaminosos do coração o coração não toma decisão sem inclinações aí que o Edward é tão importante não tem jeito uma pessoa como a gente já falou uma pessoa sem inclinação é uma pessoa que não consegue tomar decisão e dizer de um poder igual para lá e para cá é anular os efeitos do pecado que que a escritura O que que a escritura inteira ensina para gente que lembra aquele texto famoso de Jeremias 13 fala assim Pode omitir o que mudar a sua cor pode leopardo deixar suas manchas então igual você pode deixar a vida de Pecado sendo que você está habituado a ela e a resposta é óbvia não você não pode assim como Leopardo não faz assim com as manchas ó e joga fora porque tá impregnado nele é pecado na vida da gente quando a gente tá acostumado então o que que você precisa você precisa de um trabalho extraordinário aí é dor destina uma linguagem linda um dos sermões mais famosos dele que tá na antologia publicado vida nova Então se o pessoal não conhece antologia fica aqui a propaganda de novo é que é chamar uma luz divina e Sobrenatural Edwards vai falar olha que legal essa hora edwars vai falar no tempo do Iluminismo sobre uma luz muito diferente daquela que tava sendo propagada na sociedade todo mundo falava de uma luz no sentido de que o ser humano a TIM estava atingindo o ápice da Sua percepção do mundo não é a maturidade o próprio Kant Manuel Kant falava que o Iluminismo era o homem chegar a sua maturidade Mas é verdade vai dizer antes de Kant não você precisa de luz divina e Sobrenatural você não tem você não consegue ter percepções das coisas belas de Deus e desejar a Deus a não ser que essa luz de Fora venha e ilumine o seu ser é negro é escuro lá dentro é Dark mesmo e a gente tem que entender isso eu costumo brincar quando eu prego né que eu falo assim que as pessoas têm o costume de dizer que ah eu não sou bonito por fora mas sou importante isso é bonito por dentro por dentro é pior essa hora no perfil Se as pessoas nos enxergassem por dentro elas verriam coisas que a gente tem vergonha que ela saibam porque todos nós lutamos contra pecados todos nós então que os nossos ouvintes entendam que essa liberdade aí contra qual Edward está falando de igualmente a inclinar ou sem inclinação mas de certa maneira neutra tanto para uma coisa contra outra não revela a disposição do coração o coração dele Exposições então assim o ímpio não pode dizer que ele peca por compulsão ele peca porque ele gosta mas a verdade é que ele não ama as coisas do senhor é por isso que ele não tem inclinação para as coisas do Senhor entendeu O crente pode por que que a escritura fala assim ó vamos dar uma outra aplicação prática O que que a gente pode falar que não não sobreveio tentação maior do que as nossas próprias forças porque agora a gente tem o poder expulsivo de um amor maior agora a gente tem um motivo mais forte e o motivo mais forte nos permite dizer não para tentação a gente não pode como Cristão a gente não pode chegar para outra pessoa e falar assim cara eu não consigo mais forte do que eu Essa hora não pode porque Se o Espírito de Deus habita em nós nós temos um motivo mais forte e louvado seja o Senhor por isso porque ele nos livra da nossa escravidão mas a gente não pode dizer que o ímpio ou que qualquer ser humano tem uma liberdade completamente neutra que não tem inclinação nem para cá vai tudo vai contar tudo que a escritura nos ensina tudo no final das contas a gente o que acontece é que podemos trocar de uma inclinação para outra mas nunca Assumimos uma neutralidade de jeito nenhum neutralidade é um coração sem amores já pensou um coração sem amores não existe é um coração morto né porque um coração Não importa se ele se ele está no estado natural ou se ele está no estado de regenerado a questão é o coração dele tem uma devoção tem algo ao qual ele se prende né essa que é a questão Então a gente tem que ficar atento ainda exato e falando aí dessa questão de amores e de dificuldades com amores e o papel de Deus nisso a gente vê o que o senhor falou sobre o ser humano natural amando o pecado não amar a soberania de Deus eu sei que isso pode trazer uma complicação A questão aqui não é tanto é uma visão arminiana em si mais uma maneira que o ímpio vai olhar de olhar de ver assim que a vontade é livre se não houver Soberania de Deus né E aí vem a pergunta que Edward responde de várias maneiras aqui no livro a soberania de Deus é incompatível com uma versão com uma visão verdadeira de uma liberdade com a liberdade verdadeira pode haver Liberdade com Deus sendo soberano ou como Deus sendo precente inclusive como a gente vê sendo usado aqui no livro então Edwards na Soberania de Deus inclusive o primeiro sermão a que Ele publicou em 1731 foi um sermão sobre a glória de Deus e a nossa dependência da sua soberania é do seu poder Então esse tipo de crença só revela que é verdade é uma pessoa que pregou a vida inteira a soberania de Deus então a liberdade é do homem ela ela não tá sendo podada porque a liberdade do homem de novo vamos falar é o poder que a sua vontade tem de escolher o que o seu coração gosta então vamos explicar que pré ciência é só para as pessoas entenderem aqui um Deus que conhece todas as coisas e que a não só isso diz que ele faz tudo conforme o conselho da sua vontade a escritura fala isso ele não é só prececiência na escritura não é só um Deus com bola de cristal que as pessoas existem esse conceito né um Deus que adivinha futuro [Risadas] e depois você volta e toma decisões é exato Deus não é uma pessoa que fica fazendo previsão baseado no futuro que ele enxerga até porque isso Faria de Deus completamente reativo a criação o que a escritura em nenhum lugar nos dá base para gente defender um Deus reativo mas sim um Deus que a propositalmente sempre toma iniciativa Deus não é reativo Deus não vai a escolher trabalhar na vida de alguém e eleger esse alguém para salvar esse alguém porque ele viu que essa pessoa iria responder bem quer dizer que a primeira obra de Deus na vida da pessoa seria uma reação a uma contingência futura que nem existe né a esse tipo de visão ela nem combina com a visão bíblica de um Deus que pode nos antecipar o que vai acontecer porque ele diz como vai acontecer não é porque ele lê futuro é porque ele diz inclusive ele é o autor inclusive com exemplos tristes e chocantes vamos usar um exemplo bíblico para os nossos ouvintes lembrarem quando Davi pegou combate-seba na ta para ele e disse Em Nome de Deus que o que Davi fez havia feito escondido o seu filho o seu descendente faria a luz do dia Deus vamos dizer assim cantou a bola linguagem Popular né mas é mais do que isso isso estava nos planos de Deus a ponto dele dizer o que vai acontecer de fato ao salão faz isso Absalão Vai se deitar com as concubinas do seu pai para envergonhá-lo então quer dizer olha só que exemplo chocante Deus não é um leitor de bola de cristal então presciência no Novo Testamento quando aparece não tem a ver com Deus que lê futuro tem a ver com Deus que ama anteriormente e escolhe essa pessoa para fazer parte do seu povo dois textos famosos do novo testamento que usa a palavra presciência são primeira Pedro 1 2 e Romanos 8:29 São dois textos conhecidos que com a palavra presciência e os dois textos estão falando de pessoas salvas presciência não é só Deus prever futuro tem a ver com relacionamento dele com os futuros salvos então presciência é Deus ciência conhecimento é legal os nossos ouvintes saberem disso né na cabeça de um Hebreu é Deus ter uma relação de amor com essa pessoa e Deus teve então um vínculo de amor prévio pré-ciência e o melhor texto que eu posso dar aqui de bate pronto para ajudar os nossos ouvintes a entender esse conceito que eu tô explicando rapidinho é que lá no final de Mateus 1 a história famosa do Nascimento de Jesus diz que quando o Anjo disse para José que viria um bebê que ele deveria receber a sua esposa o texto fala assim no finalzinho de Mateus 1 que ele não conheceu Maria Até que a criança nascesse veja não conheceu na cabeça de muita gente não faz sentido Nossa mas então quer dizer que José Maria nunca se encontraram Como assim nunca se encontrava eles viajam juntos lá de Nazaré para Belém Como não se conheceram né Essa não cabe na história porque não é o conhecer nosso é o conhecer da cabeça de um Hebreu é amar significa que ele não se deitou com a mulher que ele tomou para si para que de fato se cumprisse as escrituras o bebê nascesse de uma virgem então ele não se deitou com a sua mulher e é isso que é legal porque a escritura Tá ensinando a gente a pensar teologicamente ele não conheceu então pré ciência é conhecer antecipadamente é ter uma relação de amor para salvar alguém é isso que é pressência na Bíblia então a gente é bom a gente ensinar essas coisinhas porque eu vejo que ainda é muito forte as pessoas acharem que presciência é Deus Tem bola de cristal e não é Deus no futuro acho que esse ponto de colocar Deus como reativo é algo muito forte para a gente né Deus não é Deus se fosse dessa maneira Deus sempre estaria reagindo como o senhor falou mas não ele é que é o autor ele é que inicia ele é que a causa de tudo que nós vemos aí da história é Deus que é o autor não é isso e ao mesmo tempo a gente vai ver que Edwards vai entrar num tópico que é mas a complicado que é a famosa ter Odisseia né ele vai entrar um pouco em relação a como Deus é o autor da história Deus é soberano mas ainda assim ele não é o responsável pelo mal feito pelas suas criaturas E aí vem como é que uma criatura que tem a liberdade nesses termos que nós colocamos aqui que para muitos não é liberdade como ela pode ser responsável moralmente por essas coisas como Deus não é o autor do Mal como é que nós podemos argumentar sobre isso a gente eu tô olhando aqui um trecho a de Edwards em que Edwards vai explicar que Deus decretar um ato não é o mesmo que Deus decretar pecado que é difícil das pessoas entenderem mas Edwards vai tentar explicar isso a questão é a seguinte o homem realiza esse mal porque ele intenta fazer mas Deus não decreta o mal ele decreta o acontecimento que é feito por disposições interiores Então vamos dar um exemplo fácil de entender mas muito importante na escritura muito importante a crucificação de Jesus ela é um ato mal ou um ato Santo por parte de pilatos de Herodes e dos demais algozes Todo mundo vai ter que admitir que é um atual a escritura não deixa dúvida se alguém disser não eles cumprir a vontade de você tá confundindo as coisas eles sim aconteceu por decreto de Deus claro a escritura diz que eles fizeram tudo o que a tua mão e o teu propósito pré-determinaram tá lá no livro de Atos então para os nossos irmãos vai lá em Atos Capítulo 4 você vai ler lá na oração que o povo fez no final do capítulo que eles fizeram tudo o que a tua mão e o teu propósito pré-determinaram eles estavam falando da crucificação de Cristo então eu não consigo pensar essa hora eu acho que não existe nenhum ato mais horrendo do que matar o único inocente o único perfeito o único Santíssimo que andou neste mundo e tratá-lo como se ele fosse o pior dos pecadores não existe nada alguém pode citar genocídio pode citar é guerras pode citar estupro coisas que são feias eu sei que elas existem mas pessoas que sofrem esses males ainda não são pessoas puras são pessoas que se fossem tratadas pelos seus pecados seriam dignos de Sofrimento Possivelmente até pior eu não estou dizendo que não aconteçam injustiças e não sejam maldades só quero que o nosso ouvinte preste atenção nisso eu quero que o nosso ouvinte presta atenção nisso é assim se nós fossemos tratados segundo os nossos pecados nós seríamos dignos de Sofrimento muito piores do que aqueles sofridos aqui neste mundo então só tem um mal que é inconcebível no sentido assim de não ter de ser totalmente injusto é matar o Rei da Glória cara é matar o rei da glória e veja a escritura é explícita em dizer que o Senhor Deus determinou e nem por isso os Pedro quando vai dar o discurso lá em Atos 2 no dia de Pentecostes ele fala voz uma taxa ele nos acusa tanto é que os caras ficam irados com ele voz uma taxas ele não diz Deus decretou Fique tranquilo viu não é culpa de vocês não é assim que ele argumenta vocês mataram vocês têm culpa no cartório mas estava no plano de Deus a Bíblia deixa isso claríssimo Então esse exemplo bíblico é um exemplo que ajuda a gente a entender como decreto de Deus não tira a responsabilidade Nossa de agirmos segundos intentos do coração não é Inclusive a Bíblia ensina uma coisa muito legal eu quero eu quero terminar minha resposta com essa esse ensino a Bíblia ensina assim para gente Tiago fala se você pecar não diga que Deus te levou a pecar porque Deus a ninguém tenta então se você pecar não diga que é culpa de Deus ah Deus decretou é por isso que eu pequei sabe nada disso você pecou porque o seu coração cobiça Tá mas quando você faz aquilo que é santo você fala sem graças a Deus você não fala ah fui eu que escolhi porque você sabe que esse impulso Para Pecar Deus não precisa colocar em você você já tem é só Deus não te frear que você faz bobagem agora para eu fazer o que é santo eu preciso da atuação de Deus na minha vida é por isso que eu sempre digo eu tenho que dizer graças a Deus cara não fui eu não foi graças a Deus Então essa essa distinção que o crente aprende a falar ela é muito edificante ela dá crédito aqui em crédito e desonra a quem desonra se eu pego não é culpa de Deus é a minha cobiça mas se eu faço o que é santo é porque Deus infundiu coisas santas no meu coração amém amém e a gente vê aí né a Edward inclusive vai falar sobre isso em suas obras a questão de uma distinção entre causa primária causa secundária Deus ser o de quem decreta mas não ser aquele que executa o mal e faz tudo isso para o bem maior né a gente vê por exemplo a história de José que também é sempre citada quando a gente fala desses assuntos ele falando com os irmãos que ela viu é vendido como escravo e ele dizendo nervosa bem tentaste mal contra mim porém Deus ele tentou parabéns então mesmo quando aquele mal tinha sido executado pelos irmãos de José e Deus havia decretado que aquilo aconteceria mais pensando no bem né a gente vê essa beleza aí e na Bíblia até tem os exemplos mais duros como por exemplo Deus usar Nações para castigar outras Nações é Deus usando a maldade humana não para abençoar como no caso de José mas para julgar Nações que precisam ser julgadas Deus usou a Síria Isaías fala como centro da sua Ira a Síria trazendo castigo sobre Nações pecaminosas e depois Deus vai punir como a Bíblia Deixa claro né É verdade é verdade esse é um texto muito forte inclusive Mas é interessante mas é um dos textos clássicos sobre a soberania de Deus mesmo por trás de Atos maus dos homens ninguém tem dificuldade com a soberania de Deus por trás de Atos bons a nossa dificuldade é por trás de Atos maus então Isaías 10 é um texto clássico que é tratado nessas discussões É verdade e caminhando aqui para o fim Reverendo conversa muito boa mas a gente também precisa concluir aqui e o pessoal vai conseguir se aprofundar mais no livro eu queria terminar com a com um breve resumo então diante de tudo isso que a gente ouviu qual é a visão de liberdade de vontade de uma vontade livre para Edward se a gente puder colocar em poucas palavras e também só conectar isso com uma distinção que é qual a diferença dessa visão para o que as pessoas chamam de determinismo então é importante as pessoas saberem que Edward é acusado de determinista tá e tem pessoas que acham que essa é uma boa leitura de Edwards e tem pessoas que acham que não é uma boa leitura de éders cabe a nós aqui explicar o que é verdade diz porque se você considera O que é determinismo Então você vai ter que ver se isso cabe dentro das escrituras que que o Éder está quer dizer vamos lá que o Edwards diz é que a liberdade da Vontade que é o título da obra é a sua faculdade da alma a sua alma ter condições de fazer escolhas livres de qualquer compulsão Isto é livre de qualquer força externa agora o que ele não quer dizer ele não quer dizer que essa liberdade significa que a vontade parte do ponto zero como se ela fosse neutra a sua vontade ela escolhe segundo o motivo interior mais forte então quando ele diz você sempre escolhe segundo motivo interior mais forte dá impressão para muita gente De que isso é determinismo porque assim então não tem jeito não é que não tem jeito você pode ter motivos mudados você pode em determinado momento escolher uma tomar uma fazer uma escolha no meio da Ira que é uma escolha insensata depois se acalma e se arrepende e diz que absurdo porque agora outra coisa Tá mais forte no seu interior e ganhou pro eminência e você vai lá e fala Perdão meu irmão eu eu fiz coisas e falei coisas indevidas então o que isso significa que o nosso coração ele não é sempre estável ele pode ter oscilações que ensina bem sobre isso é o sprou quando sprou fala sobre Edwards né ele ensina para gente como nosso coração por vezes oscila mas ele sempre escolhe segundo o motivo mais forte Alguns chamam isso de determinismo quer dizer que não pode escolher outra coisa é dizer não isso aí é o funcionamento normal é a vontade tem que escolher assim não é mas Edward crer que a que esse tipo de disposição interna não priva você da liberdade de escolha você sempre é livre para escolher o que você quer é nesse sentido que é que você entende que a vontade é livre e que se as pessoas acham que ser sempre a determinado Vamos essa palavra vai pela disposição anterior é determinismo então quer dizer então eu sou determinada [Risadas] se é isso então só determinista né É isso aí Exatamente é você entender a definição e acima de tudo em verificar se o que você crê está baseado nas escrituras no que a palavra de e terminando então Reverendo para quem é esse livro aqui nós vimos que existem questões filosóficas um pouco densas mas isso significa que é um livro Só para filósofos só para pastores teólogos não é um livro Só para especialista só para filósofos só para teólogos porém ele não é um livro que alguma pessoa não treinada a uma leitura de reflexão seja seja de fácil acesso a essa pessoa não é ele é um livro que requer bastante raciocínio por vezes dá exemplos bons eu dei aqui alguns ilustrações né Ele fala da mulher eram Rosa do cara que tá preso a bebida e coisas desse tipo assim ele dá alguns exemplos desse ao longo da obra mas às vezes ele tá ali escorrendo definições e fala para lá e para cá e a pessoa que lê Fala aí agora que que é isso né então assim bolso que Deus lhe deu ao longo da sua formação então isso não é para desanimar as pessoas é para dizer se você adquirir esse livro saiba que você tem um livro é muito bem amarrado e que pode te ajudar a argumentar melhor a luz de quem crê na Soberania de Deus e na Liberdade do homem então tá aqui uma excelente ferramenta para ajudar as pessoas Com certeza não é um livro para você ler antes de dormir assim com essa menina exatamente mas eu compartilhei até um pouco da minha experiência quando eu me converti ainda tinha ali 19 anos eu peguei uma das obras do Edward para ler e ele tem essa maneira de escrever construindo argumentos então permissão premissa a dois conclusão de maneira geral em suas obras e a primeira vez que eu me deparei com aquilo foi um pouco de choque para mim foi uma coisa assim se realmente não é uma coisa que você só sai passando o olho entende você tem que parar para Ok guardei o entendimento dessa premissa deixei para a próxima Mas uma coisa que eu compartilho como uma motivação para aqueles que estão nos ouvindo assim eu também conseguir entender você consegue entender e é a gente acaba desenvolvendo a nossa maneira de pensar por meio das obras do éders a gente não só aprendi assunto como a gente aprende a pensar e argumentar melhor como eu a perceber nas argumentações dele como eu deveria argumentar como eu deveria pensar como minhas crenças têm conclusões necessárias E como eu deveria então rever o que eu afirmo para pensando também nessas conclusões Então acho que é como a gente diz é um livro que vai trazer um desafio mas não é um desafio para impedir né para desestimular não é um desafio para que cresçamos crescemos num bom pensar num bom raciocinar e também uma boa teologia bíblica e filosófica é isso é veneno é isso aí então quero encorajar junto com você os nossos ouvintes a serem leitores e pegando a dica aí do saor é um livro é carne mas é boa carne eu creio que vocês vão crescer o entendimento de um assunto que tem sido polêmico entre Cristão usar milênios Então você tem uma ferramenta excelente que agora está em português pela edições vida nova e graças a Deus por isso conversa aqui foi muito bom bater esse papo Senhor mais uma vez espero vê-lo outras vezes quem sabe pra conversar sobre mais uma obra do Edwards que a vida nova tem a também nos disponibilizado quem sabe sobre outro livro mas é muito bom tê-lo aqui com a gente legal prazer muito grande e espero que nossos ouvintes tenham sido edificados pelo nosso bate-papo aqui é isso aí sei que nos ouviu quer aprender mais sobre o Edwards que aprender mais sobre a liberdade da vontade essa obra em específico adquira esse livro adquira Os outros livros do Jonathan Edwards que a Editora Vida Nova tem lançado também assista o outro podcast no qual nós falamos um pouco mais sobre a vida desse homem tão importante para a vida cristã para fé cristã na história e fique com os próximos podcast É isso aí até a próxima valeu [Música]