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A fé vem pelo ouvir

A LIBERDADE DA VONTADE – HEBER CAMPOS JR. | PODCAST EDIÇÕES VIDA NOVA #29

A LIBERDADE DA VONTADE – HEBER CAMPOS JR. | PODCAST EDIÇÕES VIDA NOVA #29

A LIBERDADE DA VONTADE – HEBER CAMPOS JR. | PODCAST EDIÇÕES VIDA NOVA #29

Neste episódio do podcast Vida Nova, Heber Campos Jr. apresenta o livro "A Liberdade da vontade", de Jonathan Edwards.

– O que é uma vontade livre?
– O que significa agência moral?
– Qual a visão calvinista e arminiana de vontade?
– Como Deus é soberano e a criatura ainda é responsável?
– De que forma pode não existir o livre-arbítrio?

Isso e muito mais nesse podcast!

Adquira o livro aqui: https://www.vidanova.com.br/livros/liberdade-da-vontade-a

#HeberCamposJr #JonathanEdwards #EdicoesVidaNova

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Legendas automáticas:

[Música]
E aí eu sou Saulo Sena e seja bem vindo
ao podcast da Editora Vida Nova aqui a
gente procura conversar com autores
pastores e teólogos em geral sobre os
livros lançados pela Editora Vida Nova e
as questões importantes que eles abordam
e hoje nós vamos falar sobre o livro A
liberdade da vontade mais uma excelente
obra do Jonathan Edwards que a Editora
Vida Nova traz para gente em português
se você quer saber o que é uma vontade
livre qual a distinção entre a visão
calvinista e arminiana de vontade Como
Deus pode decretar tudo soberanamente e
a criatura ainda ser responsável pelos
seus atos Além de muitas outras coisas
Você precisa ler esse livro e ouvir a
nossa conversa no episódio de hoje do
podcast da vida nova e quem vai
conversar aqui com a gente hoje sobre
esse livro e seus ensinos é justamente o
coordenador do centro Jonathan Edwards
Brasil o Reverendo Heber Campos Júnior
Reverendo é um prazer ter o senhor aqui
com a gente mais uma vez no podcast da
vida nova seja e se apresente um pouco
mais para o pessoal que está aqui nos
acompanhando Obrigado saor uma alegria
estar com você novamente uma alegria
falar para esse público da vida nova eu
sou pastor Heber Carlos de Campos Júnior
eu trabalho como
professor principalmente na área de
teologia histórica aqui no centro
presbiteriano de pós-graduação entre
Jumper onde eu estou no momento e também
a sirvo como pastor da Igreja
Presbiteriana do Brasil e dou aulas lá
no Seminário Presbiteriano JMC muito bom
e o seu trabalho com o Edwards é algo
que é muito interessante né Até
recentemente o senhor estava produzindo
material sobre estava dando aula sobre
sobre recentemente né na verdade esta
semana eu terminei a um curso dando
sobre Éder é um curso sobre a teologia
de Jonathan Edwards porque uma das
minhas responsabilidades aqui no endro
Jumper essa hora que a eu tenho a honra
de ser a pessoa que tem que coordenar o
centro de jonatha Brasil que que é isso
é uma parceria que a nossa escola tem
com o centro lá em gaio e essa parceria
proporciona para gente pontos de contato
para quem tá fazendo pesquisa e tudo
mais então para o pessoal interessado em
conhecer melhor o centro eu já quero dar
a dica né a para eles entrarem lá no
endereço posso passar para eles com toda
certeza então para quem não conhece
Entra lá depois
cpaj.15.br aí lá vai ter na barra de aba
de recursos tem lá centro de pesquisas
Jonathan Neves é o centro a Jonathan
never Brasil né então lá tem algumas
informações as pessoas podem procurar
saber mais tá bom maravilha vamos tentar
colocar na descrição aqui da versão em
vídeo do podcast porque o pessoal também
possa acessar com facilidade
Vamos então começar a falar um pouco
aqui do Jonathan Edwards né falar
desse homem que tem influenciado tantas
pessoas através dos seus escritos
através da sua vida das suas pregações
já tivemos a oportunidade de falar um
pouco dele através do comentário né da
nossa conversa no podcast de outra de
suas obras que também já vai estar aí na
descrição para o pessoal que tem
interesse e aqui agora Estamos falando
dessa que é a liberdade da vontade
evereiro mas para aquelas pessoas que
ainda não conhece tanto Edwards quem é
Jonathan Edwards
foi um pastor pregador é
escritor de livros
e também Trabalhou até no campo
missionário
é atuou em áreas diferentes e foi muito
influente no período da chamada América
Colonial para quem não conhece essa
expressão se refere aos Estados Unidos
antes de ser Estados Unidos da América
era quando a América ainda era Colônia
do império britânico né da coroa
britânica então nós estamos falando de
um personagem que viveu no século 18
Mais especificamente Ele nasceu em 1703
e veio a falecer em 1758 então éders tem
uma vida não muito longa 54 anos não
completou nem 55 mas foi um homem que
produziu muito essa hora muito muito é
tanto que a nós estamos e graças ao
esforço da vida nova estamos tendo
oportunidade de ter mais literatura é de
Edwards em português agora e para quem
não conhece a edição crítica das obras
de Edward quer dizer a edição mais
respeitada tem como ser o volume 1 a
liberdade da vontade Então a gente tem
agora em português o volume 1 dá dessa
obra preciosa do Jonathan Pois é esse é
um livro muito interessante do Edward
que é que ele vai argumentar a partir de
várias bases né a respeito da conexão
entre O que é ser livre com a liberdade
que o homem possui a conexão e a relação
disso com a soberania de Deus a gente
vai poder discorrer mais sobre isso ao
longo do podcast mas o que é
interessante aqui já de destacar é que é
dreads era alguém ligado às doutrinas
calvinistas ele entendia que essa era a
visão bíblica a respeito da salvação e
da Liberdade humana e como foi que
Edwards acabou se encontrando com essas
doutrinas ele já teve facilidade de
aceitá-las quando ele se conheceu como é
isso para ele Edwards ele é herdeiro de
uma tradição puritana a gente tem que
lembrar que na história americana né
nesse período de colônia a os puritanos
que saíram da Inglaterra muitos deles
inclusive refugiados porque ou melhor
fugidos de tempo de uma certa opressão a
esses partidos puritanos foram parar na
colônia a colônia era como um lugar que
ninguém queria ir entendeu só era aquela
aquele lugar assim onde as pessoas
preferiu não está porque era o fim de
mundo e aí lá estabeleceram colônias E
esses são os antecessores de Edwards
então Edwards teve uma educação piedosa
ele teve ensino dessas doutrinas mas ele
diz numa obra muito legal eu já quero
fazer aqui a propaganda do outro livro
que o pessoal já conhece mas quem não
conhece vale a pena dar uma olhada na
antologia a antologia que foi lançado
pela vida nova ela ela tem um recorte lá
de uma obra muito bacana chamada
narrativa pessoal e a narrativa pessoal
é dor descontando um pouco da trajetória
espiritual dele e lá ele fala que houve
um tempo na sua Juventude em que as
doutrinas acerca da soberania de Deus
para destinação foram difíceis para ele
ele teve suas lutas ele foi criado nesse
ambiente mas não é que ele nunca tenha
questionado nunca tenha tido dúvidas Mas
então o que sai desse período né e o que
resulta de ter resolvido essas dúvidas
só mostra como ele ficou mais nessa fé
mais entendido e mais certo de que esse
era um bom caminho com certeza e aqui
então ele vem escrever esse livro
falando pouco dessa visão que ele tinha
das doutrinas calvinistas da doutrina
bíblica mas como fica
a razão Qual é a razão dele ter se
dedicado ao escrever um livro de tamanho
considerava né que nós temos aqui a
edição em português com algumas
partes a mais temos em torno de 350
páginas Então por que que ele escreveu
uma obra tão densa com tanta
argumentação que motivou a isso tá
Edwards é muito conhecido no nosso meio
brasileiro como sendo primordialmente
uma vivalista e de fato ele teve uma
contribuição muito importante nessa área
mas pouca gente conhece o Edward teólogo
Edward salah teve uma formação
filosófica muito boa para as pessoas
terem uma ideia Edward foi treinado
naquilo que hoje chamado de Universidade
yayo Ele estudou lá quando e ele começou
o curso universitário com a 12 para 13
anos eu não tinha nem terminado 13 anos
isso era precoce mesmo para os dias dele
e ele Termina quatro anos depois como o
primeiro da Classe então quer dizer além
de ser precoce ainda então era um homem
de habilidades intelectuais em comuns
mas que foi treinado nessa tradição
puritana que a gente falou o que que
acontece o homem quando ele dá
desencomons e que Lia os filósofos da
época ele interagia com vários filósofos
ele conhece bem John Locke Ele parece
ter interagido com George Burger Nicolas
com tantos outros nomes Ele leu o David
Ele leu esses caras todos então ele
conhecia alguns dos grandes nomes da
filosofia só que
comprometido com o calvinismo o que que
é mais repete e essa é a razão da obra
ele percebe uma crescente influência do
arminianismo
dentro da nova Inglaterra nova
Inglaterra é o contexto no qual ele está
inserido mas eu tenho que explicar para
os meus ouvintes o que que é o
arminianismo de Edwards não é que é do
se fosse um calvinista é que é
intolerante para com outros religiosos
não é isso é que a minha lista
e isso brigando né não é isso Edwards
entendia que as pessoas que faziam uma
defesa em prol da Independência humana
da Autonomia humana nas suas escolhas
estavam se distanciando de um Deus
soberano e de um controle benéfico e de
um entendimento da história da Redenção
que leva em consideração esse Deus
soberano e aí junto com o arminianismo
estavam outras tendências perigosíssimas
como é o caso dos efeitos do Iluminismo
então por exemplo Edwards também debateu
e ele às vezes bota no mesmo pa os
deístas que tinham uma visão da vontade
humana de maneira muito semelhante então
ele vê o crescimento
A de conceitos que são muito negativos
ao seu ver ele tá muito preocupado com o
que pode acontecer com o nome da terra
porque a nova Inglaterra no seu início
foi fortemente influenciada por
denominações que carregavam a tradição
calvinista entendeu E agora tá chegando
gente que tá influenciando até saindo do
que a gente chamaria de Evangélico indo
para um deísmo então Edward vê isso como
um grande perigo então um dos grandes
projetos de vida é escrever teologia
Contra esse tipo de influência e o
Liberdade da vontade é a obra prima dele
nesse projeto ele escreve outras Mas eu
creio que Liberdade à vontade é talvez o
Primor desse combate ao que ele via tava
enchendo e na visão dele contaminando a
nova Inglaterra sim e essa questão da
formação do Edwards que o senhor
destacou é interessante de perceber
durante a leitura porque aqui você vê
ele usando de uma argumentação bíblica
mas também filosófica né da definição de
termos na explicação do que ele está
fazendo e ele tem uma didática muito boa
né no sentido de definir bem os termos e
depois passar a explicar a partir deles
né ainda aqui tem algumas coisas
complexas também no meio dessa
argumentação Você tem razão utópico é
tratado com uma certa densidade não é
uma leitura Light Mas ele foi treinado a
na maneira escolástica de você fazer
definições de você deduzir coisas de lá
então é para dizer um cara que tem bom
treinamento Lógico
metafísico ele entende dessas coisas né
Ele
citamente trabalha com ele além de
outros nomes aqui no livro Liberdade
exato e vamos começar então da maneira
que ele começa definindo alguns termos
importantes para o entendimento dessa
obra do assunto dela e vamos começar
pelo tópico principal que está no título
da obra em português né porque o título
que da obra original é enorme né o
Senhor tem aí o título da obra original
Eu tenho espera aí que eu vou eu vou
pegar aqui
em algum lugar é naquela então naquela
época Star os títulos eram grandes
porque a eles eram quase que uma frase
explicativa sabe aqui ó
uma investigação cuidadosa e rigorosa
sobre as ideias modernas vigentes quanto
aquela liberdade da Vontade que se supõe
ser essencial a agência moral virtude e
vício recompensa e punição louvor e
culpa Esse é o título original
[Risadas]
mas aqui nós temos algo mais resumido a
liberdade da vontade e vamos falar de
liberdade o que é liberdade como Edwards
vai definir aqui de onde ela surge essa
liberdade tá o grande argumento de
Edwards na obra é tentar mostrar que a
liberdade da qual ele vai falar ela não
é uma Liberdade como o arminianismo que
ele tá combatendo defende e que ela é
totalmente coerente com a soberania de
Deus tá então a gente vai ao longo da
nossa conversa aqui explicar como é que
ele propõe essa compatibilidade por isso
muitas vezes chamado de compatibilismo
para Edwards liberdade é você ter um
poder de escolha e a vontade tem então
vamos usar aqui uma distinção
Escolástica legal que é dor de um
trabalha essa distinção especificamente
Mas ela tá no ambiente como no qual ele
foi formado no latim Existem duas
palavras diferentes que às vezes a gente
usa em português com a mesma palavra
é voluntrás voluntas é a faculdade da
Alma chamada vontade é disso que Edward
está falando essa vontade ela é livre
ela é livre para fazer escolhas e
escolha é arbítrio que a gente
normalmente traduz com marbítrio Então
essa distinção é para é para não
confundir da seguinte forma quer ver se
eu perguntasse para você assim moça Olha
o que que você tá com vontade de comer
aí você fala ah eu tô com vontade de
comer isso você tá falando de desejo mas
eu não vou comer não eu vou comer outra
coisa porque eu tô segurando aí nas
calorias veja quando você resolveu comer
outra coisa a sua vontade
escolheu aquilo que é mais saudável
Então você fez uma escolha pelo saudável
mas esse poder de fazer escolha é a sua
vontade Então olha como a gente usa a
palavra vontade em português a gente usa
a vontade como desejo você fala assim ah
tô com vontade de comer isso mas é muito
calórico eu vou comer isso aqui então
quando a gente fala de vontade como
desejo e vontade como poder de escolha a
gente tá usando a mesma palavra para
falar de coisas diferentes então às
vezes isso gera confusão nas pessoas
Então éders ele tem esses cuidados dizia
quando eu tô falando de vontade eu tô
falando da faculdade da alma e do Poder
dela de fazer escolhas ela tem poder sim
ela é livre para fazer escolhas ela
sempre escolhe o que ela quer pronto ela
não é coagida por nada de fora ela faz
sempre o que ela quer isso é
interessante essa questão de definições
e do tempo vontade lembra inclusive uma
das suas obras né a tomando decisões
segundo a vontade de Deus uma obra que
tenha um carinho muito grande sempre
recomendo para o pessoal e que o senhor
também vai ali mostrar como a vontade né
quando fala se de vontade de Deus nós
temos várias definições nós podemos
olhar para a vontade
de maneiras diferentes e a mesma
distinção que a gente faz em relação a
Deus tem que ser aqui quando a gente
está falando de vontade humana que é a
descrição do Edwards Então se a gente
não explica a gente fala assim e aí você
comeu o que você queria não infelizmente
não comi ou tipo assim eu fui em tal
lugar mas eu não queria Então foi contra
a minha vontade Espera aí contra a sua
vontade quer dizer que a sua vontade Tá
amarrada agora não você quis dizer ela
não era o seu desejo mas a sua vontade
resolveu ir então assim quem é que tem
vontade de ir no dentista
quando a gente usa a vontade a gente
precisa explicar vontade para nosso
Popular costuma ser sinônimo de Desejo
de prazer mas o Edward quando ele fala
de liberdade da vontade ele tá falando
da faculdade da alma a habilidade de
fazer escolhas ela é livre e você sempre
escolhe o que você quer inclusive em
situações extremadas Digamos que a gente
colocasse aqui a um pai tendo que
colocar um filho numa cirurgia arriscada
E aí você diz assim pai você vai mesmo
fazer isso com seu filho aí ele vai
dizer assim eu não gostaria mas é a
melhor maneira de cuidar dele eu vou
fazer então a vontade dele ali escolheu
algo que é tenso que é difícil mas mas é
o propósito dele a vontade escolheu
Aquilo não é prazeroso mas ele teve que
fazer uma escolha né sim exatamente E aí
ligado a isso né dessa vontade e do que
é uma vontade livre e a gente pode já
trazer um questionamento interessante
que é a qual a visão de Edward sobre o
famoso livre arbítrio como é que é o
livre arbítrio para Edwards
ele não faz essa distinção das palavras
latinas que eu falei voluntar mas o que
o Edward quer dizer é que a vontade ela
faz escolhas livremente não tem a ver
com a vontade escolher sem nenhuma
determinação sem nenhuma inclinação uma
das palavras mais importantes para
Edwards para a gente ajudar o nosso
ouvinte essa hora é a ideia de
inclinação é do eles gosta muito dessa
palavra porque para Edward o que ele
quer dizer é assim a vontade de nenhum
ser humano é neutra todo mundo tem
inclinações se você não tiver
inclinações você não toma decisão nunca
se você tivesse de igual digamos assim
igualmente inclinado a para um lado e
para o outro você não decidiria você tem
que tomar uma decisão e você toma uma
decisão porque você tem uma inclinação
mais forte Então vamos voltar de novo no
exemplo da comida Digamos que você diga
assim cara hoje eu tô com vontade de
comer uma massa mas a minha esposa falou
que eu tô de dieta então eu vou eu vou
tentar ser leal ao nosso compromisso e
eu vou na saladinha hoje veja quando
você escolhe a salada presta atenção
porque isso aqui é muito legal que o
Éder está ensinando para a gente é que a
sua vontade obedeceu
aquilo que tá mais forte dentro de você
que é o compromisso com a dieta ao invés
do que ir para né se perder nas calorias
agora poderia ser o contrário eu falo
não hoje eu tô de férias hoje eu quero
comer o que né eu tô com vontade e aí só
mostra que a nossa vontade ela ela é
sempre livre para escolher mas ela segue
os ditames do coração os interesses
então a linguagem de Edwards é falar do
motivo mais forte ele usa essa linguagem
a vontade sempre Segue o motivo mais
forte é aquilo que o seu interior agora
leva você decidir agora olha que legal
para os nossos ouvintes entenderem a
quando você escolhe alguma coisa você
não pode dizer que você escolhe forçado
por nada de fora como quem diz assim
cara Queria comer a massa mas vamos
comer salada né que que eu vou fazer
quando a gente tá querendo dizer isso É
como se você tivesse sentido
constrangido mas não tem ninguém de Fora
que tenha poder de coagir você você não
toma decisões
necessariamente por coação de Fora esse
é um aspecto legal que a tradição é
formada ensina e o Edward está Nisso
porque você pode até em situações as
mais extremadas como ser assaltado você
pode escolher a um caminho arriscado ou
você pode simplesmente entregar o seu
dinheiro sua carteira para o bandido mas
quando alguém decide ir contra a normal
que é você entregar a carteira mostra
que ele tem condições de escolher uma
coisa que por mais arriscada que seja
ele não consegue ser forçado a tomar uma
decisão é isso que é fascinante essa
hora nenhum nenhum personagem de Fora
ninguém nem homem nem anjo nem Satanás
nem mesmo Deus Opera assim Deus não é
uma força
agora coagindo a gente a decidir por
algo ele nos construiu de tal forma que
a gente sempre escolhe conforme os
ditames do nosso coração é aquela
questão de escolher você faz o que você
tem vontade de fazer o que você tem
desejo de fazer e isso inclusive é
vergonha a gente quando a gente peca
porque ninguém pode dizer que foi pecou
porque foi forçada a pecar e não adianta
vir com essa de Ah e se e vocês
calvinistas que falam que tá no decreto
de Deus é do dizer assim é por acaso
você escolheu forçado alguém alguém
alguém forçou você a fazer alguma coisa
você não escolheu o segundo a sua
inclinação você não quis e por esse
caminho né então a seguir o motivo mais
forte linguagem é de Edwards não é não
ter liberdade porque na verdade o motivo
mais forte não é outra coisa senão você
é o que você quer então é o que o seu
coração
se é o que o seu coração ama então não
adianta dizer eu fui cerceado nessa
minha liberdade escolher eu tenho essa
liberdade eu posso Claro arcar com
consequências né então assim às vezes
num país de opressão e de perseguição
religiosa eu escolho seguir a Cristo
sabendo das consequências mas eu tenho
Liberdade ninguém consegue me forçar a
não escolher a Cristo por exemplo
exato exato E aí a gente começa a entrar
em mais alguns termos que Edward vai
usar nessa nessa explicação para falar
sobre liberdade que é a agência moral e
esse é um termo que é pouco falado no
x-men você vai ver numa conversa alguém
usando o termo agência moral mas o que é
que ele quer dizer com isso então é
quando ele fala de agência moral ele
quer trabalhar com a ideia de você ter
liberdade poder de escolha e é claro que
o poder de escolha no caso do ímpio não
é de escolher as coisas do Senhor então
ele tem uma agência moral limitada ele
tem um poder de escolha vamos dizer
assim limitado pelas pelas condições de
escravidão do seu coração mas sabe
porque ele usa especificamente a
linguagem de agência moral é porque tem
algo que ele aprende de John Locke que
ele acha que é útilizar várias vezes ele
vai discordar de lock nas suas obras mas
aqui ele achou que Loki acertou que é o
seguinte
loque é falou que a gente deveria chamar
a o agente da pessoa livre e não a
vontade de livre porque quem é que é
livre para escolher é o agente é aquele
que pratica a ação é essa hora é Weber
nós é que somos livres e não a vontade
então falar da vontade desconectada do
resto do nosso ser leva a gente a pensar
assim e a mente ela é livre
ou é sua vontade que é livre Então
embora é historicamente a discussão seja
Liberdade da vontade o Edwards não foge
disso tá no título dele Liberdade da
vontade em inglês é free Will né ele vai
dizer que na verdade o agente moral é o
homem então a gente tem que falar da
Liberdade do agente antes do que da
Liberdade da faculdade da Alma entendeu
sim sim e ligado a isso ele fala também
de necessidade e contingência que aí já
entramos um pouco daquele aspecto mais
filosófico que o Edward se vê tendo que
argumentar para debater esse assunto
para explicar esse assunto que aquele
quer falar com essa necessidade de
relacionada à vontade ou contingência
ligada à vontade então esses são termos
que a gente não tá habituado e
necessidade da impressão de que existe
um certo uma certa compulsão não é isso
que o Edwards quer dizer tá necessidade
para é do ads pode ser tranquilamente é
algo que combina com liberdade então
deixa eu dizer em que sentido Talvez
isso ajude a gente a ilustrar é
contingência que é uma palavra menos
comum Deixa eu só explicar para as
pessoas contingência é aquilo que a
gente não sabe se vai acontecer ou não
depende da escolha da pessoa Ah não é
assim algo que é determinado No que diz
respeito a ao sol nascer no outro dia
por exemplo ou a sermos pecadores
pecador gerar pecador é meio que uma
coisa que acontece necessariamente mas é
contingências não contigências são
aquelas aquelas escolhas que nós fazemos
que pode ser de um jeito pode ser de
outro você pode escolher ir para lá ou
ir para cá escolher esse caminho aquele
caminho na vida então essas
contingências mas as contingências elas
não são
necessárias em si mesmas mas elas trazem
vamos dizer assim uma espécie de
consequência que é nessa área é assim ó
eu não preciso estudar no seminário Mas
se eu for estudar no seminário eu
necessariamente vou aprender teologia
Então você não vai necessariamente
aprender teologia mas se você escolher
ir para o seminário necessariamente você
vai aprender teologia Então essa é
chamada de necessidade de consequência é
uma terminologia clássica do
escolasticismo então quando o Eder está
falando de necessidade essa hora ele tá
falando de necessidade no sentido de que
não não coíbe a liberdade é no sentido
de que elas são compatíveis
compatíveis Em que sentido assim ó é
quando eu caso
necessariamente eu tenho que ser fiel a
minha esposa
essa necessidade não deriva de liberdade
porque eu escolhi estar nessa nessa
condição mas é necessário que eu seja
Leal a ela né a aquela questão que você
falou da contingência trazendo a
necessidade né Ninguém é obrigado a
casar
pode ou não acontecer mas se casou tenha
necessidade de ser fiel então tem certas
coisas que são necessárias você acaba
assumindo as consequências disso né
outras coisas que também revelam assim
em sites bem legais do Edwards é que o
Edwards fala sobre
uma necessidade moral e uma necessidade
natural Deixa eu aproveitar e falar
disso porque essa é uma distinção que
ele faz na obra necessidade natural é
assim a gente tem necessidades físicas
por exemplo se você sente dor você
naturalmente retrai né é uma necessidade
física é agora necessidade física e esse
é um aspecto legal que um livro que o
Edward gostava de ler que é do Fran
faz uma distinção muito legal nem mesmo
a necessidade física força a gente a
tomar uma decisão por exemplo nós temos
necessidade física de comer mas a gente
pode escolher jejuar mesmo o nosso corpo
pedindo alimento a gente escolhe
reservar um tempo para jejuar para orar
Isso significa que a necessidade física
não tá forçando a gente a nada é claro
que ela tá clamando ali você precisa
comer né mas você escolhe contra ela por
causa de um propósito de oração de jejum
então necessidades físicas são de uma
natureza agora a necessidade moral isso
aqui é um aspecto legal que é um Insight
do Edwards que não é tão comum de ouvir
Weber você vai querer dizer que pessoas
formam hábitos e elas agem de acordo com
hábitos bons ou ruins então ele dá dois
exemplos pensa no cara que é vamos
pensar no mal exemplo primeiro pensa num
cara que não consegue se ver livre da
bebida
ele escolhe a bebida livremente mas
enquanto ele tá cativo desse vício ele
tem a impressão de que ele faz
necessariamente
quando ele tá sobra ele começa com você
e fala assim Saori Já tentei cara já
tentei mas parece que eu não consigo na
verdade não é um
uma necessidade absoluta ele tem
liberdade Mas ele tem um hábito que o
escraviza e esse hábito faz ele cair
nisso né Então
esse é um exemplo de necessidade moral
negativa mas o Éder até exemplo legal
aqui na obra tem um exemplo interessante
que ele fala de uma mulher honrosa que
não se prostitui ele dá um exemplo Pensa
numa mulher que é um rosa ela é uma
mulher que tem princípios cristãos E aí
ela tem oportunidades de homens por
perto mas ela diz de jeito nenhum Deus
me livre Por que que ela faz isso por
que que é para ela inconcebível não é
que ela não tem a capacidade de se
prostituir é claro que ela tem mas o
hábito Santo formado nela de não se
entregar aos homens a que não sejam o
seu marido faz dela
necessariamente resolver aquilo então
quando ele tá falando de necessidade
moral é nesse sentido é de hábitos
formados no nosso interior que levam a
gente a escolher segundo essas essas
habilidades ou inabilidades no caso do
bêbado ele não ele se sente incapaz de
fugir disso entendeu sim sim é um
assunto como a gente está vendo aqui né
os ouvintes também então percebendo que
tem complexidade porque a gente está
falando definição de termos que no dia a
dia a gente simplesmente usa a gente não
para para fazer a distinção do que é dos
tipos de vontade ou do como isso está
relacionado a necessidade e a
contingência Mas são coisas relevantes
se nós quisermos entender com mais
profundidade como a nossa vontade
funciona como é a vontade do ser humano
me permita complementar aqui para dizer
até para nós admirarmos o nosso Deus por
exemplo necessidade não é incompatível
com Liberdade Nosso Deus é
necessáriamente santo mas ninguém jamais
concluiria que ai que coisa fraca Deus
não pode pecar a gente não diria que ele
é cativo que ele que ele não tem
liberdade ele escolhe ser santo mas ele
é necessariamente Santo por causa do seu
caráter Então olha que legal a gente
falar do ser Supremo nosso Deus
Santíssimo aqui nós amamos e adoramos a
gente não fala que para ele ser um ser
completo ele tem que ter liberdade de
fazer contrário a sua natureza Já pensou
eu e você adorando um Deus que
porventura pode pecar e não cumprir as
suas promessas para conosco ninguém
veria isso como virtude essa hora a
gente vai parar de adorar esse Deus é
aquela coisa né uma tal liberdade
absoluta nesse ponto para e e contra sua
natureza além de não ser algo virtuso é
algo que nós não vemos nem mesmo na
própria divindade né nem Deus tem um
livre arbítrio Se pudermos Colocar assim
nesse sentido total de neutro entre
decisões entre o bem e o mal então é por
isso que o Edward trabalha e ele aqui
ele vai contra a distinção que muitos
arminianos faziam que é como se sua
vontade fosse neutra ela pode tanto por
um lado para um outro com igual poder
ele vai dizer absurdo você vai você vai
me dizer que o que a mulher é que é
virtuosa um rosa ela tem a mesma
disposição para se prostituir e para se
guardar de jeito nenhum o cara que é
preso da bebida e é e tem dificuldade
específico ele está igualmente
habilitado vamos dizer assim tem forças
iguais para tanto vencer a bebida ou não
ou cair de novo no vício de jeito
a condição do nosso caráter ela
necessariamente nos inclina para alguma
coisa com mais força do que outra tanto
é que para uma pessoa vencer o vício ele
precisa chegar no momento em que algo
mais forte ganha a sua atenção Então
vamos pensar que um conhecido nosso
fumou a vida inteira e aí tá agora com
câncer de pulmão e vai ter que tratar
tem chance de sobreviver mas é
gravíssimo E aí o médico chega e dá um
ultimato para o cara e fala assim ó ou
você para de uma vez por todas ou você
vai estar morto em questão de meses aí
você vê o cara tomar uma decisão que ele
podia ter tomado a vida inteira mas não
toma mas porque assim tá legal nos
ensina não é simplesmente que ele podia
mas ele não quis é porque uma coisa
muito forte foi mais forte do que o
prazer dele de ir para o fumo é porque
ele viu a vida dele
em risco real e aí ele começa a pensar
na esposa nos filhos nos netinhos ele
fala cara que besteira que eu fiz ficar
preso aí isso tanto tempo de agora em
diante acabei não perceba um motivo mais
forte o levou a dizer não para aquilo
que o prendeu por tanto tempo mas é
sempre assim o Ederson falou a gente
sempre escolhe desse jeito e esse site
dele é muito legal sim não e prático
porque algumas pessoas podem ouvir o
início da nossa conversa e pensará que
conversa mais teórica Cadê a aplicação
prática mas esse que o senhor falou já
nos lembra aquela ideia de como é que
nós vencemos um pecado veio um
adolescente da igreja e tá lutando
contra pornografia por exemplo caminho
para ele Vencer não é simplesmente
deixar de pensar na pornografia amar
mais a Deus e a santidade do que amar um
pecado então é um motivo mais forte que
vai incliná-lo para aquele lado perfeito
e é esse tipo de Insight de Edwards que
vai gerar uma teologia de santificação
muito saudável você mencionou aqui algo
parecido com um famoso sermão de um
escocês
que tem até em português o título é
assim o poder expulsivo de um amor maior
quer dizer como é que você consegue Olha
que legal o poder expulsivo de um amor
maior como é que você vence o amor pelo
pecado porque a gente não peca Sem Amar
na verdade a gente peca porque a gente
ama certas coisas Ah talvez as pessoas
nos ouvindo salva não tem noção disso
que ela fala não eu não gosto desse eu
não você não gosta desse eu porque você
é crente você não quer ser assim eu
entendo você mas na verdade você ainda
cai Nisso porque você tem um coração
dividido você tem amores que não são
lícitos e como é que você vai vencer
você precisa ter um motivo mais forte um
poder expulsivo de um amor maior isso
aqui é Thomas seguindo em site de
Edwards entendeu
um aprendendo com o outro e esses
assuntos sendo levados para questões do
dia a dia da vida cristã e da vida de
Geral agora voltando um pouco essa
questão da definição de liberdade algo
que interessante que que eu percebi como
o senhor falou que a visão as meninas
Edwards vai falar isso na obra né na
verdade como a visão arminiana da época
dele era de que para sermos Livres nós
precisamos ter uma neutralidade mas eu
tenho uma pergunta que é
essa visão Será que ela vem mais dos
arminianos para a sociedade da sociedade
para os arminianos no sentido de que
isso é o que nós vemos na sociedade as
pessoas dizerem que só pode ser livre Se
houver uma neutralidade absoluta é uma
falta de determinação de grau máximo e
como é que o que é que influenciou que
aí eu acho que vende ambos os lados é
uma via de Mão Dupla inclusive ou falar
algo com cuidado e com amor mas para os
nossos ouvintes entenderem que quando a
gente faz uma defesa de liberdade humana
supostamente Cristã mais que a Alega uma
Total Independência de Deus uma
autonomia o ímpio que nos ouve fala Ah
tudo bem isso aí eu aceito porque porque
combina com a disposição deles é uma
coisa que combina a sua relação ela faz
sentido porque as pessoas querem esse
tipo de liberdade mesmo quem é qual é o
ímpio que quer estar sujeito a um senhor
então por isso que falar de uma
liberdade autônoma é você dar margem
para o ímpio dizer Ah tudo bem isso aí
não me ofende não me ofende mesmo porque
o que que Jesus vai ensinar a gente
sempre tem senhor você nunca tem Total
autonomia ou você é filho de Deus ou
você é filho do diabo Ou você segue
ditame Santos ou segue ditames
pecaminosos do coração o coração não
toma decisão sem inclinações aí que o
Edward é tão importante não tem jeito
uma pessoa como a gente já falou uma
pessoa sem inclinação é uma pessoa que
não consegue tomar decisão e dizer de um
poder igual para lá e para cá é anular
os efeitos do pecado
que que a escritura O que que a
escritura inteira ensina para gente que
lembra aquele texto famoso de Jeremias
13 fala assim Pode omitir o que mudar a
sua cor pode leopardo deixar suas
manchas então igual você pode deixar a
vida de Pecado sendo que você está
habituado a ela e a resposta é óbvia não
você não pode assim como Leopardo não
faz assim com as manchas ó e joga fora
porque tá impregnado nele é pecado na
vida da gente quando a gente tá
acostumado então o que que você precisa
você precisa de um trabalho
extraordinário aí é dor destina uma
linguagem linda um dos sermões mais
famosos dele que tá na antologia
publicado vida nova Então se o pessoal
não conhece antologia fica aqui a
propaganda de novo é que é chamar uma
luz divina e Sobrenatural
Edwards vai falar olha que legal essa
hora edwars vai falar no tempo do
Iluminismo sobre uma luz muito diferente
daquela que tava sendo propagada na
sociedade todo mundo falava de uma luz
no sentido de que o ser humano a TIM
estava atingindo o ápice da Sua
percepção do mundo não é a maturidade o
próprio Kant Manuel Kant falava que o
Iluminismo era o homem chegar a sua
maturidade Mas é verdade vai dizer antes
de Kant não você precisa de luz divina e
Sobrenatural você não tem você não
consegue ter percepções das coisas belas
de Deus e desejar a Deus a não ser que
essa luz de Fora venha e ilumine o seu
ser é negro é escuro lá dentro é Dark
mesmo e a gente tem que entender isso eu
costumo brincar quando eu prego né que
eu falo assim que as pessoas têm o
costume de dizer que ah eu não sou
bonito por fora mas sou importante isso
é bonito por dentro por dentro é pior
essa hora no perfil
Se as pessoas nos enxergassem por dentro
elas verriam coisas que a gente tem
vergonha que ela saibam porque todos nós
lutamos contra pecados todos nós então
que os nossos ouvintes entendam que essa
liberdade aí contra qual Edward está
falando de igualmente a
inclinar ou sem inclinação mas de certa
maneira neutra tanto para uma coisa
contra outra não revela a disposição do
coração o coração dele Exposições então
assim o ímpio não pode dizer que ele
peca por compulsão ele peca porque ele
gosta mas a verdade é que ele não ama as
coisas do senhor é por isso que ele não
tem inclinação para as coisas do Senhor
entendeu O crente pode por que que a
escritura fala assim ó vamos dar uma
outra aplicação prática O que que a
gente pode falar que não não sobreveio
tentação maior do que as nossas próprias
forças porque agora a gente tem o poder
expulsivo de um amor maior agora a gente
tem um motivo mais forte e o motivo mais
forte nos permite dizer não para
tentação a gente não pode como Cristão a
gente não pode chegar para outra pessoa
e falar assim cara eu não consigo mais
forte do que eu Essa hora não pode
porque Se o Espírito de Deus habita em
nós nós temos um motivo mais forte e
louvado seja o Senhor por isso porque
ele nos livra da nossa escravidão mas a
gente não pode dizer que o ímpio ou que
qualquer ser humano tem uma liberdade
completamente neutra que não tem
inclinação nem para cá vai tudo vai
contar tudo que a escritura nos ensina
tudo
no final das contas a gente o que
acontece é que podemos trocar de uma
inclinação para outra mas nunca
Assumimos uma neutralidade de jeito
nenhum neutralidade é um coração sem
amores já pensou um coração sem amores
não existe é um coração morto né
porque um coração Não importa se ele se
ele está no estado natural ou se ele
está no estado
de regenerado a questão é o coração dele
tem uma devoção tem algo ao qual ele se
prende né essa que é a questão
Então a gente tem que ficar atento ainda
exato e falando aí dessa questão de
amores
e de dificuldades com amores e o papel
de Deus nisso a gente vê o que o senhor
falou sobre o ser humano natural amando
o pecado não amar a soberania de Deus
eu sei que isso pode trazer uma
complicação A questão aqui não é tanto é
uma visão arminiana em si mais uma
maneira que o ímpio vai olhar de olhar
de ver assim que a vontade é livre se
não houver Soberania de Deus né E aí vem
a pergunta que Edward responde de várias
maneiras aqui no livro a soberania de
Deus é incompatível com uma versão com
uma visão verdadeira de uma liberdade
com a liberdade verdadeira pode haver
Liberdade com Deus sendo soberano ou
como Deus sendo precente inclusive como
a gente vê sendo usado aqui no livro
então Edwards
na Soberania de Deus inclusive o
primeiro sermão a que Ele publicou em
1731 foi um sermão sobre a glória de
Deus e a nossa dependência da sua
soberania é do seu poder Então esse tipo
de
crença só revela que é verdade é uma
pessoa que pregou a vida inteira a
soberania de Deus então a liberdade é do
homem ela ela não tá sendo podada porque
a liberdade do homem de novo vamos falar
é o poder que a sua vontade tem de
escolher o que o seu coração gosta então
vamos explicar que pré ciência é só para
as pessoas entenderem aqui um Deus que
conhece todas as coisas e que a não só
isso diz que ele faz tudo conforme o
conselho da sua vontade a escritura fala
isso ele não é só prececiência na
escritura não é só um Deus com bola de
cristal que as pessoas existem esse
conceito né um Deus que adivinha futuro
[Risadas]
e depois você volta e toma decisões é
exato Deus não é uma pessoa que fica
fazendo previsão baseado no futuro que
ele enxerga até porque isso Faria de
Deus completamente reativo
a criação o que a escritura em nenhum
lugar nos dá base para gente defender um
Deus reativo mas sim um Deus que a
propositalmente sempre toma iniciativa
Deus não é reativo Deus não vai a
escolher trabalhar na vida de alguém e
eleger esse alguém para salvar esse
alguém porque ele viu que essa pessoa
iria responder bem quer dizer que a
primeira obra de Deus na vida da pessoa
seria uma reação a uma contingência
futura que nem existe né a esse tipo de
visão ela nem combina com a visão
bíblica de um Deus que pode nos
antecipar o que vai acontecer porque ele
diz como vai acontecer não é porque ele
lê futuro é porque ele diz inclusive
ele é o autor inclusive com exemplos
tristes e chocantes vamos usar um
exemplo bíblico para os nossos ouvintes
lembrarem quando Davi pegou combate-seba
na ta para ele e disse Em Nome de Deus
que o que Davi fez havia feito escondido
o seu filho o seu descendente faria a
luz do dia Deus vamos dizer assim cantou
a bola linguagem Popular né mas é mais
do que isso isso estava nos planos de
Deus a ponto dele dizer o que vai
acontecer de fato ao salão faz isso
Absalão Vai se deitar com as concubinas
do seu pai para envergonhá-lo então quer
dizer olha só que exemplo chocante Deus
não é um leitor de bola de cristal então
presciência no Novo Testamento quando
aparece não tem a ver com Deus que lê
futuro tem a ver com Deus que ama
anteriormente e escolhe essa pessoa para
fazer parte do seu povo dois textos
famosos do novo testamento que usa a
palavra presciência são primeira Pedro 1
2 e Romanos 8:29 São dois textos
conhecidos que com a palavra presciência
e os dois textos estão falando de
pessoas salvas presciência não é só Deus
prever futuro tem a ver com
relacionamento dele com os futuros
salvos então presciência é Deus ciência
conhecimento é legal os nossos ouvintes
saberem disso né na cabeça de um Hebreu
é Deus ter uma relação de amor com essa
pessoa e Deus teve então um vínculo de
amor prévio
pré-ciência e o melhor texto que eu
posso dar aqui de bate pronto para
ajudar os nossos ouvintes a entender
esse conceito que eu tô explicando
rapidinho é que lá no final de Mateus 1
a história famosa do Nascimento de Jesus
diz que quando o Anjo disse para José
que
viria um bebê que ele deveria receber a
sua esposa o texto fala assim no
finalzinho de Mateus 1 que ele não
conheceu Maria Até que a criança
nascesse veja não conheceu na cabeça de
muita gente
não faz sentido Nossa mas então quer
dizer que José Maria nunca se
encontraram Como assim nunca se
encontrava eles viajam juntos lá de
Nazaré para Belém Como não se conheceram
né Essa não cabe na história porque não
é o conhecer nosso é o conhecer da
cabeça de um Hebreu é amar significa que
ele não se deitou com a mulher que ele
tomou para si para que de fato se
cumprisse as escrituras o bebê nascesse
de uma virgem então ele não se deitou
com a sua mulher e é isso que é legal
porque a escritura Tá ensinando a gente
a pensar teologicamente ele não conheceu
então pré ciência é conhecer
antecipadamente é ter uma relação de
amor para salvar alguém é isso que é
pressência na Bíblia então a gente é bom
a gente ensinar essas coisinhas porque
eu vejo que ainda é muito forte as
pessoas acharem que presciência é Deus
Tem bola de cristal e não é Deus no
futuro acho que esse ponto de colocar
Deus como reativo é algo muito forte
para a gente né Deus não é Deus se fosse
dessa maneira Deus sempre estaria
reagindo como o senhor falou mas não ele
é que é o autor ele é que inicia ele é
que a causa de
tudo que nós vemos aí da história é Deus
que é o autor não é isso e ao mesmo
tempo a gente vai ver que Edwards vai
entrar num tópico que é mas a complicado
que é a famosa ter Odisseia né ele vai
entrar um pouco em relação a como Deus é
o autor da história Deus é soberano mas
ainda assim ele não é o responsável pelo
mal feito pelas suas criaturas E aí vem
como é que uma criatura que tem a
liberdade nesses termos que nós
colocamos aqui que para muitos não é
liberdade
como ela pode ser responsável moralmente
por essas coisas como Deus não é o autor
do Mal como é que nós podemos argumentar
sobre isso
a gente eu tô olhando aqui um trecho a
de Edwards em que Edwards vai explicar
que Deus decretar um ato não é o mesmo
que Deus decretar pecado que é difícil
das pessoas entenderem mas Edwards vai
tentar explicar isso a questão é a
seguinte o homem realiza esse mal porque
ele intenta fazer
mas Deus não decreta o mal ele decreta o
acontecimento que é feito por
disposições interiores Então vamos dar
um exemplo fácil de entender mas muito
importante na escritura muito importante
a crucificação de Jesus ela é um ato mal
ou um ato Santo por parte de pilatos de
Herodes e dos demais algozes Todo mundo
vai ter que admitir que é um atual a
escritura não deixa dúvida se alguém
disser não eles cumprir a vontade de
você tá confundindo as coisas eles sim
aconteceu por decreto de Deus claro a
escritura diz que eles fizeram tudo o
que a tua mão e o teu propósito
pré-determinaram tá lá no livro de Atos
então para os nossos irmãos vai lá em
Atos Capítulo 4 você vai ler lá na
oração que o povo fez no final do
capítulo que eles fizeram tudo o que a
tua mão e o teu propósito
pré-determinaram eles estavam falando da
crucificação de Cristo então eu não
consigo pensar essa hora eu acho que não
existe nenhum ato mais horrendo do que
matar o único inocente o único perfeito
o único Santíssimo que andou neste mundo
e tratá-lo como se ele fosse o pior dos
pecadores não existe nada alguém pode
citar genocídio pode citar é
guerras pode citar estupro coisas que
são feias eu sei que elas existem mas
pessoas que sofrem esses males ainda não
são pessoas puras são pessoas que se
fossem tratadas pelos seus pecados
seriam dignos de Sofrimento
Possivelmente até pior
eu não estou dizendo que não aconteçam
injustiças e não sejam maldades só quero
que o nosso ouvinte preste atenção nisso
eu quero que o nosso ouvinte presta
atenção nisso é assim se nós fossemos
tratados segundo os nossos pecados nós
seríamos dignos de Sofrimento muito
piores do que aqueles sofridos aqui
neste mundo então só tem um mal que é
inconcebível no sentido assim de não ter
de ser totalmente injusto é matar o Rei
da Glória cara é matar o rei da glória e
veja a escritura é explícita em dizer
que o Senhor Deus determinou e nem por
isso os Pedro quando vai dar o discurso
lá em Atos 2 no dia de Pentecostes ele
fala voz uma taxa ele nos acusa tanto é
que os caras ficam irados com ele voz
uma taxas ele não diz Deus decretou
Fique tranquilo viu não é culpa de vocês
não é assim que ele argumenta vocês
mataram vocês têm culpa no cartório mas
estava no plano de Deus a Bíblia deixa
isso claríssimo Então esse exemplo
bíblico é um exemplo que ajuda a gente a
entender como decreto de Deus não tira a
responsabilidade Nossa de agirmos
segundos intentos do coração não é
Inclusive a Bíblia ensina uma coisa
muito legal eu quero eu quero terminar
minha resposta com essa esse ensino a
Bíblia ensina assim para gente Tiago
fala se você pecar não diga que Deus te
levou a pecar porque Deus a ninguém
tenta então se você pecar não diga que é
culpa de Deus ah Deus decretou é por
isso que eu pequei sabe nada disso você
pecou porque o seu coração cobiça Tá mas
quando você faz aquilo que é santo você
fala sem graças a Deus
você não fala ah fui eu que escolhi
porque você sabe que esse impulso Para
Pecar Deus não precisa colocar em você
você já tem
é só Deus não te frear que você faz
bobagem agora para eu fazer o que é
santo eu preciso da atuação de Deus na
minha vida é por isso que eu sempre digo
eu tenho que dizer graças a Deus cara
não fui eu não foi graças a Deus
Então essa essa distinção que o crente
aprende a falar ela é muito edificante
ela dá crédito aqui em crédito e desonra
a quem desonra
se eu pego não é culpa de Deus é a minha
cobiça mas se eu faço o que é santo é
porque Deus infundiu coisas santas no
meu coração
amém amém e a gente vê aí né a Edward
inclusive vai falar sobre isso em suas
obras a questão de uma distinção entre
causa primária causa secundária Deus ser
o de quem decreta mas não ser aquele que
executa o mal e faz tudo isso para o bem
maior né a gente vê por exemplo a
história de José que também é sempre
citada quando a gente fala desses
assuntos ele falando com os irmãos que
ela viu é vendido como escravo e ele
dizendo nervosa bem tentaste mal contra
mim porém Deus ele tentou parabéns então
mesmo quando aquele mal tinha sido
executado pelos irmãos de José e Deus
havia decretado que aquilo aconteceria
mais pensando no bem né a gente vê essa
beleza aí e na Bíblia até tem os
exemplos mais duros como por exemplo
Deus usar Nações para castigar outras
Nações é Deus usando a maldade humana
não para abençoar como no caso de José
mas para julgar Nações que precisam ser
julgadas Deus usou a Síria Isaías fala
como centro da sua Ira a Síria trazendo
castigo sobre Nações pecaminosas e
depois Deus vai punir
como a Bíblia Deixa claro né É verdade é
verdade esse é um texto muito forte
inclusive Mas é interessante mas é um
dos textos clássicos sobre a soberania
de Deus mesmo por trás de Atos maus dos
homens ninguém tem dificuldade com a
soberania de Deus por trás de Atos bons
a nossa dificuldade é por trás de Atos
maus então Isaías 10 é um texto clássico
que é tratado nessas discussões
É verdade e caminhando aqui para o fim
Reverendo conversa muito boa mas a gente
também precisa concluir aqui e o pessoal
vai conseguir se aprofundar mais no
livro eu queria terminar com a com um
breve resumo então diante de tudo isso
que a gente ouviu qual é a visão de
liberdade de vontade de uma vontade
livre para Edward se a gente puder
colocar em poucas palavras e também só
conectar isso com uma distinção que é
qual a diferença dessa visão para o que
as pessoas chamam de determinismo
então é importante as pessoas saberem
que Edward é acusado de determinista tá
e tem pessoas que acham que essa é uma
boa leitura de Edwards e tem pessoas que
acham que não é uma boa leitura de éders
cabe a nós aqui explicar o que é verdade
diz porque se você considera O que é
determinismo Então você vai ter que ver
se isso cabe dentro das escrituras que
que o Éder está quer dizer vamos lá que
o Edwards diz é que a liberdade da
Vontade que é o título da obra é a sua
faculdade da alma a sua alma ter
condições de fazer escolhas livres de
qualquer compulsão Isto é livre de
qualquer força externa agora o que ele
não quer dizer ele não quer dizer que
essa liberdade significa que a vontade
parte do ponto zero como se ela fosse
neutra a sua vontade ela escolhe segundo
o motivo interior mais forte então
quando ele diz você sempre escolhe
segundo motivo interior mais forte dá
impressão para muita gente De que isso é
determinismo porque assim então não tem
jeito não é que não tem jeito você pode
ter motivos mudados você pode em
determinado momento escolher uma tomar
uma fazer uma escolha no meio da Ira que
é uma escolha insensata depois se acalma
e se arrepende e diz que absurdo porque
agora outra coisa Tá mais forte no seu
interior e ganhou pro eminência e você
vai lá e fala Perdão meu irmão eu eu fiz
coisas e falei coisas indevidas então o
que isso significa que o nosso coração
ele não é sempre estável ele pode ter
oscilações que ensina bem sobre isso é o
sprou quando sprou fala sobre Edwards né
ele ensina para gente como nosso coração
por vezes oscila mas ele sempre escolhe
segundo o motivo mais forte Alguns
chamam isso de determinismo quer dizer
que não pode escolher outra coisa é
dizer não isso aí é o funcionamento
normal é a vontade tem que escolher
assim não é mas Edward crer que a que
esse tipo de disposição interna não
priva você da liberdade de escolha você
sempre é livre para escolher o que você
quer é nesse sentido que é que você
entende que a vontade é livre e que se
as pessoas acham que ser sempre a
determinado Vamos essa palavra vai pela
disposição anterior é determinismo então
quer dizer então eu sou determinada
[Risadas]
se é isso então só determinista né É
isso aí Exatamente é você entender a
definição e acima de tudo em verificar
se o que você crê está baseado nas
escrituras no que a palavra de
e terminando então Reverendo para quem é
esse livro aqui nós vimos que existem
questões filosóficas um pouco densas mas
isso significa que é um livro Só para
filósofos só para pastores teólogos
não é um livro Só para especialista só
para filósofos só para teólogos porém
ele não é um livro que alguma pessoa não
treinada a uma leitura de reflexão seja
seja de fácil acesso a essa pessoa não é
ele é um livro que requer bastante
raciocínio por vezes dá exemplos bons eu
dei aqui alguns
ilustrações né Ele fala da mulher eram
Rosa do cara que tá preso a bebida e
coisas desse tipo assim ele dá alguns
exemplos desse ao longo da obra mas às
vezes ele tá ali escorrendo definições e
fala para lá e para cá e a pessoa que lê
Fala aí agora que que é isso né então
assim
bolso que Deus lhe deu ao longo da sua
formação então isso não é para desanimar
as pessoas é para dizer se você adquirir
esse livro saiba que você tem um livro é
muito bem amarrado e que pode te ajudar
a argumentar melhor a luz de quem crê na
Soberania de Deus e na Liberdade do
homem então tá aqui uma excelente
ferramenta para ajudar as pessoas
Com certeza não é um livro para você ler
antes de dormir assim com essa menina
exatamente mas eu compartilhei até um
pouco da minha experiência quando eu me
converti ainda
tinha ali 19 anos eu peguei uma das
obras do Edward para ler
e ele tem essa maneira de escrever
construindo argumentos então permissão
premissa a dois conclusão de maneira
geral em suas obras e a primeira vez que
eu me deparei com aquilo foi um pouco de
choque para mim foi uma coisa assim se
realmente não é uma coisa que você só
sai passando o olho entende você tem que
parar para Ok guardei o entendimento
dessa premissa deixei para a próxima Mas
uma coisa que eu compartilho como
uma motivação para aqueles que estão nos
ouvindo assim eu também conseguir
entender você consegue entender e é a
gente acaba desenvolvendo a nossa
maneira de pensar por meio das obras do
éders a gente não só aprendi assunto
como a gente aprende a pensar e
argumentar melhor como eu
a perceber nas argumentações dele como
eu deveria argumentar como eu deveria
pensar como minhas crenças têm
conclusões necessárias E como eu deveria
então
rever o que eu afirmo para pensando
também nessas conclusões Então acho que
é como a gente diz é um livro que vai
trazer um desafio mas não é um desafio
para impedir né para desestimular não é
um desafio para que cresçamos crescemos
num bom pensar num bom raciocinar e
também uma boa teologia bíblica e
filosófica é isso é veneno é isso aí
então quero encorajar junto com você os
nossos ouvintes a serem leitores e
pegando a dica aí do saor é um livro é
carne mas é boa carne eu creio que vocês
vão crescer o entendimento de um assunto
que tem sido polêmico entre Cristão usar
milênios Então você tem uma ferramenta
excelente que agora está em português
pela edições vida nova e graças a Deus
por isso
conversa aqui foi muito bom bater esse
papo Senhor mais uma vez espero vê-lo
outras vezes quem sabe pra conversar
sobre mais uma obra do Edwards que a
vida nova tem a também nos
disponibilizado quem sabe sobre outro
livro mas é muito bom tê-lo aqui com a
gente legal prazer muito grande e espero
que nossos ouvintes tenham sido
edificados pelo nosso bate-papo aqui é
isso aí sei que nos ouviu quer aprender
mais sobre o Edwards que aprender mais
sobre a liberdade da vontade essa obra
em específico adquira esse livro adquira
Os outros livros do Jonathan Edwards que
a Editora Vida Nova tem lançado também
assista o outro podcast no qual nós
falamos um pouco mais sobre a vida desse
homem tão importante para a vida cristã
para fé cristã na história e fique com
os próximos podcast É isso aí até a
próxima valeu
[Música]

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