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De onde vem o jejum de Daniel?

De onde vem o jejum de Daniel?

De onde vem o jejum de Daniel?

Nosso amigo e btcaster Leo Cruz responde uma pergunta que o Cacau Marques fez em seus vídeos sobre Jejum, confira esse vídeo https://youtu.be/uVPIjMHREOE?si=oIJGFIGZyJYTB2JT

Legendas automáticas:

E aí galera betza Leonardo Cruz do
podcast bi botal aqui com vocês para
falar um pouquinho sobre jejum de Daniel
e se você acompanha o canal com alguma
frequência você deve ter pensado pera aí
não tem um vídeo do cacau falando aqui
sobre esse assunto num vídeo anterior
aqui no bibot o cacau Marx explicou que
para algumas igrejas existe a ideia que
o jejum de Daniel é um uma forma de
jejuar que segue uma prescrição que tá
nos Capítulos Um de Daniel e às vezes no
capítulo 10 também as pessoas seguem a
história do profeta bíblico e vem que
ele se absteve de carne e de vinho e
outras coisas da sua alimentação e
pensam que olha talvez aqui a gente
tenha uma regrinha de como nós devemos
jejuar de forma que agrada a Deus e de
uma forma muito particular em que Deus
age a nosso favor porém se jejum
significar abstinência total de
alimentos a gente vê que Daniel não
jejuou porque ele consumia vegetais
legumes e água no capítulo um é assim
que acontece e o vídeo do cacau é
basicamente isso se a gente tá
procurando por uma regra de jejum a
partir de Daniel A gente não vai
encontrar porque a gente tem uma dieta
de Daniel e não exatamente um jejum mas
em um momento do vídeo ele faz essa
pergunta aqui por que que então que as
pessoas fazem jejuns de Daniel por para
que isso eu não sei direito onde isso
Começou talvez você possa perguntar lá
pro nosso amigo Léo Cruz que é o grande
rastreador das tendências gospel tá de
onde vem essa coisa de jejum de Daniel
ao longo da história do cristianismo a
gente tem pelo que eu pude enxergar duas
grandes tradições em que a expressão
jejum de Daniel aparece na literatura
Cristã a primeira delas jejum aparece
como uma disciplina espiritual apenas
então tem dois casos que são importantes
pra gente o escrito de Tertuliano sobre
o jejum e depois eh o escrito de um de
um pai da igreja oriental Santo efren
Sírio e nos seus hinos sobre o paraíso
não são lá descrições assim muito
explicativas sobre o que é o jejum de
Daniel Eles simplesmente acreditam que
Daniel fez um jejum e o jejum tem a
função de humilhar e mortificar o nosso
ego a nossa carne e é só isso mas também
tem uma outra tradição que ela tem
impactos mais relevantes que é jejum de
Daniel aparece numa forma de explicar
esse episódio de Daniel ou jejum como
uma disciplina espiritual que tem
iminentes implicações sociais e
políticas e é por aqui que esse vídeo
ele vai seguir mas antes de eu começar
eu preciso fazer uma pausa aqui
e começar uma menção desonrosa se eu
posso chamar assim porque tem um
conjunto de livros que foram publicados
dos anos 2000 para cá que eles levam a
sério muito a sério essa ideia de que o
jejum de Daniel é uma prescrição de
dieta que todo crente tem que seguir e
esses livros eles vão seguir a linha de
dizer que se você olhar pra história de
Daniel e perceber que ali você tem uma
receita receita de uma dieta ao lado de
um um período de jejum espiritual e que
no final da história de Daniel Ele foi
Conselheiro do jeis da Babilônia e da
Pérsia o jejum de Daniel seria Olha só
uma receita para emagrecimento sucesso
financeiro e espiritual então tem três
livros que foram best Sellers assim com
essa mensagem que foram o cura pra
toxicidade de Dom colbert 2002 ele era
um cara um médico e ele dizia que para
você ter uma uma detox que não é só
detox para sua saúde mas espiritual
também você poderia olhar pra história
de Daniel e o jejum de Daniel e seguindo
a receitinha que o capítulo um de Daniel
dava no final das contas você teria uma
vida mais leve mais bem-sucedida um
segundo livro é uma mulher moderada de D
brasin 2007 em que a a d tá preocupa
drima com o fato de mulheres não seguir
em dieta obesidade crescendo nos Estados
Unidos então ela vai olhar pro fato que
mulheres não conseguem cumprir dietas
porque a fome delas não está em Deus
está nas coisas do mundo nos Ídolos do
seu coração e quando a gente olha pra
Bíblia o jejum não é só uma disciplina
espiritual o jejum também é uma forma de
nos ensinar a comer com moderação nesse
caso exclusivamente ensinar as mulheres
a comer com moderação e o jejum de
Daniel tá lá como uma receita que se
você segue o jejum de Daniel você mulher
terá uma vida mais moderada e uma vida
que agrada a Deus e portanto será mais
Próspera mais frutífera no sentido
bíblico e o último o definitivamente o
best seller de todos eles o jejum de
Daniel da Susan Gregory de 2009 em que
depois virou uma sequência de livros tem
o jejum de Daniel focado só no
emagrecimento jejum de Daniel para o
destravar financeiro esse aqui ela tá
focado só no jejum como disciplina
espiritual e dá uma pontinha assim de Ah
se você faz o jejum de Daniel você vai
ser bem-sucedido na família bem-sucedido
no emprego esse tipo de coisa e depois
vira um um um multiverso do jejum de
Daniel porque a Susan Gregory esc
escreve para emagrecimento irromper
espiritual tem um livro de dieta um
livro de receita um livro de exercício e
depois vem uma enxurrada Até
recentemente 2020 2021 de livros que
enxergam o jejum de Daniel como uma
receita para ter uma dieta que agrada a
Deus terminado esse parênteses que é um
um treco completamente assim de explodir
a minha cabeça de como as pessoas
poderiam pensar uma coisa dessas vamos
voltar pro roteiro principal do vídeo
como o jejum de Daniel aparece é sendo
usado com como uma retórica de distinção
social e política vamos voltar lá para
cristianismo primitivo no cristianismo
primitivo uma das primeiras menções a
jejum de Daniel como uma forma de
distinção política e social aparece em
João Crisóstomo nos sermões contra o
judeus é um conjunto de sermões muito
famosos dele e nesses sermões o João
Crisóstomo ele tá alertando os cristãos
da cidade de Antioquia para eles tomarem
cuidado com um apego que as práticas
judaicas têm para eles como algo mais
puro mais original nesse sentido e o
João crisóstemo ele vai argumentar que a
Torá a lei Judaica ela é inútil ou ela
se faz inútil principalmente por conta
de Jesus mas isso já tem alguns sinais
no antigo testamento ele vai olhar pro
capítulo um de Daniel nesse sermões
nessa série de oito sermões e vai dizer
que ali Daniel Ele não tá seguindo o que
um judeu deveria seguir na hora que faz
jejum porque ele come e portanto se ele
não segue exatamente o que a lei
prescrevia pro jejum o que Se conclui é
que a lei a Torá é inútil e por ela ser
inútil o apego que o judeu tem a Torá
faz com que toda prática e vivência ao
redor da Torá e dos mandamentos do
Senhor se torne também vã e isso por
consequência implica num apagamento da
identidade Judaica porque no próprio
antigo testamento na cabeça do João
crisóstemo se no próprio antigo
testamento as leis eram relativizadas
com Jesus para que que eu tenho a
necessidade de seguir a lei e ele vai
levar esse argumento para um ponto mais
extremo dizendo que é por conta dessa
lei inútil que os judeus Como povo se
tornaram assassinos de Jesus portanto
esses sermões do João Crisóstomo eles
vão ser uma peça chave pra gente
entender como o cristianismo vai se
distanciando do Judaísmo a partir do
segundo terceiro e principalmente no
quto século E também como a gente já viu
aqui no bqu do antissemitismo João
Crisóstomo Ele é uma pessoa importante
pra gente entender como o antissemitismo
Ele nasce e ganha corpo dentro do
cristianismo ao longo dos séculos Essa é
uma das de tudo que João Crisóstomo fez
uma das contribuições mais terríveis do
seu Legado de ministério Pastoral Mas
não é por aqui que para o uso da
expressão jejum de Daniel para fins
políticos um outro momento em que
encontrei a expressão jejum de Daniel
sendo usado para fins políticos foi num
sermão de um Reverendo anglicano chamado
Lancelot Andrews que foi Capelão da Rain
Elizabeth I e do Rei Jaime io esse Rei
que dá o nome da Bíblia King James foi
ele que encomendou Mou a tradução da
Bíblia pro inglês inclusive o Lancelot
Andrews foi um dos editores da Bíblia
King James esse sermão ele tá no
conjunto de 96 sermãos do Andrews e num
sermão de quarta-feira de cinzas de 1621
ele prega pro rei Jaime I fra sobre a
importância do jejum e lá ele menciona
que o jejum de Daniel é uma evidência
que o propósito do jejum ele é mais a
humilhação pessoal diante de Deus sendo
assim a prescrição exata do que se deve
fazer ou não não é o objetivo do jejum o
que importa é a intenção do coração de
se colocar diante de Deus em humilhação
e buscando a dependência de Deus Diante
de momentos de Adversidade de quando os
inimigos nos cercam e momentos de também
esperança de Clamor pelo retorno de
Jesus é um sermão muito bonito a
propósito o que pouca a gente percebe é
que esse sermão de Andrews é uma
resposta também a crítica que os
puritanos faziam a obrigatoriedade do
calendário litúrgico Por que razão uma
vez que o Andrews diz que o jejum ele é
mais definido pelo propósito pela
intenção do coração do que pelo conjunto
de regras Ele tá dizendo que a tradição
Cristã sobre o jejum nunca foi
restritiva ou obrigatória ela sempre foi
adaptável aos contextos e a situação
individual os puritanos reclamavam dessa
característica da igreja anglicana em
que o calendário litúrgico colocava uma
obrigatoriedade de rituais na vida do
Cristão que não são de fundamento
bíblico são mera tradição e portanto por
não serem de fundamento explicitamente
bíblico não deveriam ser seguidos como
obrigação e por serem opcionais portanto
não deveriam trazer toda essa edificação
que a tradição costumava argumentar o
wers também nesse sermão ele vai dizer
que o jejum como uma disciplina que leva
o crente a humilhação diante de Deus faz
com que o nosso ego ele seja desinflado
a gente deixe de ser egoísta e evite as
contendas evite as brigas e assim o
jejum Combate o vício da Separação isso
é interessante porque o Andrews ele
conecta o jejum como um remédio Aos sete
pecados capitais mas o da separação que
não faz parte dos sete pecados capitais
e por que que a separação tá aqui a
separação ela é uma pauta muito
importante para os puritanos que uma vez
que Eles olham pra igreja anglicana e
vem ali traços papistas romanistas como
a gente viu no Bet kest sobre o
puritanismo a saída do movimento
puritano é vamos nos separar Precisamos
sair da igreja que está impura para
viver uma igreja um cristianismo que
fosse puro Os Sermões do endios eles
foram Unidos e publicados com o
financiamento da coroa isso depois da
morte dele porque nesse momento em que
eles foram publicados o rei Carlos I ele
pretendia usar esses sermões de um dos
grandes eruditos da igreja anglicana
como arma contra o puritanismo o wendre
deu aula em Oxford de hebraico de grego
por exemplo Então ele era um cara muito
inteligente mas no fim das contas nem
mesmo esse recurso da coroa adiantou
aconteceu a Guerra Civil inglesa os
puritanos continuaram existindo e o rei
Carlos I foi executado em 1649 e essa
discussão sobre jejum no calendário
litúrgico e usando o termo jejum de
Daniel segue dentro da igreja anglicana
mesmo depois da guerra civil e da
Restauração da monarquia tem esse
registro porque o pastor puritano
Richard Baxter ele participou de uma
comissão pra revisão do manual litúrgico
da igreja inglesa da igreja anglicana e
nesse manual eles discutem sobre o papel
do jejum usando a expressão jejum de
Daniel Mas no ano seguinte desse da
produção desse manual 1662 vem o ato de
uniformidade em que diz que todas as
igrejas anglicanas deveriam seguir o
padrão Expresso no manual litúrgico da
igreja sem a possibilidade de adaptação
Então nesse momento essas revisões dos
puritanos caíram por terra e de fato os
puritanos se viram na situação de Ou
eles se separavam e viviam numa igreja
numa comunidade diferente da igreja
anglicana ou se o movimento tentasse
sobreviver dentro da igreja para buscar
uma renovação interna ele teria uma vida
bastante difícil depois só mais lá pro
século XIX que jejun de Daniel reaparece
e a conotação política Ela é bem
genérica muitos comentários bíblicos e
bíblias anotadas copiam o que o pastor
Metodista Joseph Benson escreveu na sua
Bíblia anotada ela de publicação póstuma
ele morre em 1821 a Bíblia publicada em
1846 porque pegaram as anotações que ele
fez da Bíblia e publicaram como livro
para vender e quando ele fala do jejum
de Daniel Ele diz que o propósito era
orar pela paz e prosperidade do Povo
Israelita assim como o retorno a terra
de Israel ele vai dizer que o propósito
do jejum portanto não é só humilhação
pessoal individual mas também nessa
humilhação do Meu Ego buscar a paz e a
prosperidade dos outros nesse caso a
prosperidade da Nação a gente tá falando
do século XIX surgimento das Nações
modernas início ali de um sentimento
nacionalista como a gente conhece então
essa ideia de usar a oração como uma
ferramenta de fortalecimento espiritual
da Nação ela ganha muito espaço
especialmente entre ois avivalistas e
Joseph Benson como Metodista ele
partilha dessa Tradição avivalista A
coisa muda de um jeito bastante radical
quando depois dos anos 90 o termo jejum
de Daniel ganha a popularidade que tem
hoje entre alguns evangélicos por causa
do movimento de batalha espiritual nos
anos 90 aconteceu uma mudança muito
radical na forma como o termo era
entendido e como jejum era entendido
também por conta do Charles Peter Wagner
ele escreve em 97 um livro chamado
oração de guerra e ele coloca o jejum de
Daniel e aí nesse caso em particular não
Capítulo 1 mas Capítulo 10 como exemplo
de uma arma espiritual contra demônios
que atua em espaços culturais e
políticos Só lembrando aqui o movimento
de batalha espiritual tem como premissa
que existem demônios atuando em espaços
da cultura o Peter Wagner inclusive ele
vai ser um dos primeiros a trabalhar de
forma mais teologicamente profunda no
sentido de não de estar correto mas de
colocar mais elementos a ideia dos sete
Montes das sete montanhas ele vai ser o
primeiro a tentar articular isso e
depois vem outras pessoas como a sind
Jacobs como o lance waln e outros caras
mas a ideia é que existem esses sete
Montes sete esferas da cultura e cada
uma delas por conta do ser humano em
Adão ter entregue o governo o domínio do
mundo para Satanás por meio do pecado
esses demônios eles ocupam esses montes
e controlam todas as esferas espaços e
instituições culturais da nossa
sociedade e a política é uma delas então
estratégias que envolvam jejum e oração
inclusive em escala como marchas de
oração caminhadas de oração louv zões
campanhas em frente a fórums hospitais
escolas e outras instituições do poder
civil são ferramentas que não são não
são apenas espirituais Mas elas são
políticas também porque a ideia é que
uma vez que esses demônios sejam
expulsos desses lugares os agentes
desses demônios os políticos professores
enfim que não são cristãos que não estão
debaixo do domínio do Espírito Santo e
da orientação de Deus eles também sairão
desses espaços e ali pessoas que ou são
cristãs ou são influenciados por
cristãos em sintonia com o Espírito
Santo vão ocupar esses espaços e poder
conduzir essas esferas da cultura de
acordo com os parâmetros do Espírito
Santo a grande mudança é que até os anos
90 com o movimento da batalha espiritual
o jejum ele era uma disciplina
espiritual para humilhação individual ou
seja mesmo quando era usado para um
distanciamento social e político a
ênfase é no jejum como uma disciplina
que mortifica a minha carne que abate o
meu ego para eu seja mais humilde e
depois ele ganha dimensão de ser algo
que eu faço uma prece em favor dos
outros ou seja porque eu me humilhei
porque eu deixei de alimentar o meu
egoísmo eu posso no jejum perceber as
necessidades de outros e clamar por elas
com a batalha espiritual que acontece
que o jejum ele vira uma arma a ser
usada contra outros em particular os
adversários políticos de alguns
evangélicos por isso que jejum de Daniel
virou um código em que não só você luta
espiritualmente contra aquilo que te
abate aquilo que te aflige na sua mente
na sua espiritualidade no seu trabalho
mas tudo isso que te aflige
individualmente tem uma raiz política e
mais coletiva por trás então o seu jejum
para que você possa ganhar mais no seu
trabalho por exemplo também é um jejum
para que a política econômica anticristã
ela deixe de ter espaço nas discussões
do Ministério da economia e ali uma
política Cristã de trabalho possa surgir
tem toda essa dimensão que tá conectada
aqui junto qual é o problema dessa visão
do jejum de Daniel atrelado à batalha
espiritual é que a gente vai cair no
erro que o cacau e o Bibo falaram no
bapo sobre orações imprecatórios em que
a gente confunde a nossa Justiça com a
justiça de Deus e ao fazer isso a gente
olha para pessoas que deveriam ser alvo
das nossas orações em favor delas como
pessoas que são alvos da nossa oração
contra elas porque elas são alvos é como
se elas tivessem uma Mira nas costas e
nós tiv tivéssemos poder e autoridade
para fazer com que Deus movesse céus e
terra por meio das nossas orações para
ele abater nossos inimigos A partir
dessa arma espiritual e aí sem dúvida
gente orar e jejuar faz parte de uma
luta espiritual mas a gente precisa
aprender com a maior parte da tradição
da igreja e aí mesmo em momentos como
aquele lá do João Crisóstomo em que o
jejum foi usado como uma ferramenta para
gerar preconceito ainda assim ali o
jejum ele tá atrelado a uma visão da
humilhação pesso pessal de não alimentar
o meu egoísmo e não como uma arma para
usar contra outras pessoas porque aí sim
quando o jejum ele é entendido por esse
Prisma me parece que a gente tem mais
chances e é mais tentado a usar aquilo
que Deus nos dá como disciplina para
estarmos mais perto dele como uma arma
para favorecer os nossos projetos
pessoais é em qualquer esfera que a
gente se encontre nesse caso
principalmente da política bom é isso é
eu espero que tenha e que tenha
contribuído para essa com essa pequena
nota de rodapé oo vídeo do cacau e qual
qual coisa estamos aí é só chamar que a
gente vem fazer mais notas de rodapés
esclarecendo coisas aqui no bi botal que
abração Deus abençoe vocês

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