Opressores e Santos – BTCast 523
26/09/2023
Opressores e Santos – BTCast 523
Muito bem, muito bem, muito bem, está no ar mais um BTCast, o seu podcast de bíblia e teologia! Neste episódio, Rodrigo Bibo conversa com André Daniel Reinke, Leonardo Cruz e Ismael Wolf sobre o livro Opressores e Santos, de John Dickson. O livro é um convite a reflexão sobre os males que cristãos fizeram no passado, mas será que podemos ver Deus agindo mesmo em meio a tanto mal? Como abordar estes problemas quando eles parecem indicar incongruências na fé cristã? Esta e outras perguntas são respondidas neste BTCast!
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O podcast cristão do Bibotalk tem a missão de ensinar teologia em áudio a fim de ver o crescimento bíblico-teológico da igreja brasileira.
00:00 Aberturas
06:12 O juízo moral, o juízo histórico e a religião vivida diante das guerras religiosas
29:11 O que são guerras religiosas?
41:42 O que podemos aprender a partir dos conflitos religiosos do passado?
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
[Música] muito bem muito bem muito bem começa mais um btcast de número 523 Olha aí 523 episódios contabilizados fora os extras é muita coisa hein é muita coisa Eu sou o Rodrigo e se na Bíblia a gente tem sexo Matança traição reviravoltas gente fazendo bem gente fazendo mal a história da igreja não seria diferente Ah muito bom cara seguimos uma tradição bíblica e autoridades seculares não tratam de coisas espirituais mas devem passar a espada nos hereges assinado Martinho Lutero Ô louco Ô louco não fala do nosso Martinho Estamos chegando em outubro vamos falar bem dele poxa é isso aí Aquilo é o Cruz e aquele que tiver estômago para ouvir que ouça olha só aqui é Ismael Wolf de todos os homens maus os maus e religiosos são os piores Nossa Quem disse isso eu ia falar eu li isso no luz mas eu não sabia que isso era Dolores olha aí olha aí eu lembro que eu li luz gente olha esse time que a gente trouxe aqui pessoas que amam a história estudaram história trabalham com história para falarmos sobre um pouquinho né da história do cristianismo um overview obviamente que a gente não vai passar pela história do cristianismo mas analisando alguns eventos da história do cristianismo que mostram essa dualidade eu poderia utilizar ou seja na história da igreja nós temos os cristãos sendo fonte de coisas muito legais e sendo fonte de coisas que deixariam Jesus de cabelo em pé ou seja a história da igreja é marcada por esse sistemas cristãos por cristãos que fizeram coisas boas e coisas ruins e a gente vai ter aqui como auxiliar na nossa conversa o livro opressores e Santos uma análise do bem e do na história cristã do John Dickinson lançamento da Thomas Nelson Brasil e é claro aí eu trouxe aqui essa galera que curte história curte conversar pra gente falar um pouquinho sobre isso uma pequena introdução e Eles escolheram aqui alguns momentos históricos Onde fica bem Evidente né Essa questão essa mancha na história do cristianismo Mas será que o cristianismo é tão ruim assim será que a humanidade seria melhor sem a religião sem o cristianismo como dizem alguns bem o Dickson procura tratar desse tema e a gente vai conversar sobre alguns deles mas antes é claro os recados paroquiais e nos recados paroquiais essa semana a galera tivemos Uber semana passada e foi não semana no caso foi no dia 16 né você tá ouvindo isso no dia 26 a partir do dia 26 o btd foi no dia 16 de Setembro e Foi simplesmente sensacional o btd galera que dia incrível inclusive o Léo que tá gravando aqui o podcast migos Léo participa do recado Paroquial e diga aí como foi participar do btd foi uma experiência mista né porque eu sempre quis participar como ouvinte não consegui participei a primeira vez como o time butto Então foi uma sensação muito diferente e estranho porque a primeira coisa que eu percebi foi que não paravam de perguntar qual era a minha idade e eu não sabia se eu tava velho demais porque a Jenny acabou de achar um cabelo Jenny é nosso Editora Minha esposa também acabou de achar um cabelo branco em mim ou se era porque eu tenho a mesma cara desde seis anos de idade não sei exato É a mesma cara e o pessoal que já ouviu o btcast sabe que você é um garoto inteligente com boas Sacadas uma boa memória e o pessoal acha que você ia ter 40 50 anos mas não é um piá que saiu das Fraldas tem uma década Então é isso mas gente btd foi incrível tá bom em breve Aliás na data de lançamento desse podcast já vai ter fotos lá no nosso Instagram e talvez na página do Facebook e ainda tem uns velhos que utilizam no Facebook então foi muito legal galera ano que vem 24 sério guarda uma grana porque a gente vai fazer um btd tradicional ainda não sei onde vai fazer um Retiro do bibotal quando 14 de setembro de 2024 14 de setembro naquele final de semana tá eu tô pensando em alguma coisa que comece na sexta à noite sábado o dia inteiro e domingo de manhã um culto e depois do almoço vai todo mundo embora para suas casas dia 14 de setembro é um sábado ou vai ser o btd tradicional ou vai ser alguma coisa diferente ainda não sei Então guarde sua grana e esteja com a gente porque galera é muito bom é muito legal e foi assim Karen Victor Fontana e Cacau mandaram bem demais Baruk fazendo um som depois aquele podcast Ficou bem legal então Esteja vivo esse ano vai ter mais besteira e vai olha aí vai ter btd em Curitiba dia 2 de Dezembro dois de dezembro eu Cacau e Gutierre Siqueira lá em Curitiba o link para você se inscrever neste btd está aqui na descrição deste podcast beleza ó btd dia dois de dezembro em Curitiba tá bom e quero agradecer a Thomas Nelson Brasil a nossa patrocinadora do btd original Muito obrigado Thomas que inclusive levou uma livraria lá para o evento vendendo livros presencialmente com preço de armas um preço de plenitude 40% de desconto para quem comprava no pics então a galera Ó fez a festa comprando aí os lançamentos da Thomas Nelson Brasil quero pedir você que gosta do bigotal que gosta dos nossos podcast vai lá siga Tomas as redes sociais veja os seus lançamentos e comentem em Qualquer postagem da Thomas muito obrigado por Patrocinar o bigotau que pra gente fazer moral aí com o cliente tá bom gente é isso e vamos para esse episódio agora que inclusive chega até vocês graças a Thomas Nelson Brasil que Aliás só um parente aqui lançou um comentário de Galaxy do enetwin Ó na moral obra de referência aí do que diz respeito ao comentário de Gálatas é uma das principais obras do enet right Então aproveita comentário de Galaxy também tá na área aí beleza mas nós viemos aqui pra falar de opressores e Santos [Música] [Aplausos] [Música] muito bem meus amigos historiadores aliás eu não posso chamar vocês historiadores né o André disse que não gosta o único que já gravou que é historiador é o Como é que é o nome dele tem um amigo lá André Historiador que trabalha lá nos arquivos com pó cheira naftalina o caráter isso Jonas Jonathan Jonatas não Jonatas isso diz que ele quer Historiador que tá lá no meio da naftalina das traças e tal vocês são formados de história e professores de história né então mas eu vou dizer que vocês são historiadores o André tá errado e ponto final agora me queimei com meio mundo aqui é né a gente tá aqui para isso e olha só o fato de gravar e botar o que já se queimar com o meio mundo mas essa é que o Jonathan ele é Historiador raiz né cara ele tá lá no pó do arquivo esse que é o grande lance aí o Léo a gente tá lidando com as fontes também mas daqui a pouco de uma forma mais digitalizada né a gente tá tá fazendo um caminho um pouco diferente Aliás o Léo é bem digitalizado ele usa até como é que é aquele negócio lá que tu usa notion não aquele que forma olha isso mano que isso cara meu Deus é tipo uma rede neural no computador lá é isso aí mas a gente também usa fonte digitalizada porque assim né meu caso aqui a história do Brasil A Conservação das fontes não é lá tão boa e no caso do Ismael história antiga assim o acesso as fontes é difícil então digitalizam para a gente não precisar ir lá no arquivo e comprometer ainda mais a situação da fonte isso não imagina as minhas Fontes estão lá no muro de Adriano no norte da Britânia né cara não teria como ir até lá né todo momento imagina só aqui brasileiro e o bom é que as fontes de digitalizadas nos permitem também né a gente poder chegar esses acervos mas isso aí faz parte do mundo atual também algo faz parte viva viu Tá ligado que eles são historiadores né cara tá pesquisando na fonte Olha aí então seu Historiador se só o André então que é a farsa e da profissão só eu que sou farsante aqui é o André na verdade pra geógrafo deve estar fazendo Atlas é o mais uma farsa né e no final das contas eu sou a designer mesmo exatamente o André quando é que sai do Atlas ele sai em maio do ano que vem a princípio meu Deus coisa da hora hein Vamos lá gente essa ideia de pensar a história do cristianismo olhando os pontos negativos é uma parada que aqui conversando nove top que vocês acharam uma proposta legal porque parece que às vezes né quando se faz história do cristianismo há uma passada de pano e tal eu queria que vocês comentasse um pouquinho a sair dessa proposta que se tem né de olhar para a história do cristianismo e ver que nós temos também as nossas dualidades e e as nossas culpa do cartório aí de pontos bem negativos da história da cristalidade E que esse projeto acaba sendo corajoso de trazer um pouco à tona aí a as nossas opressões passadas Eu gosto muito de algumas historiadores que trabalham sempre a partir de uma realidade da coisa né Eu acho que o lugar da história não é o lugar da apologia a gente visita o passado e eu acho que a grande função do historiador é uma das grandes funções é de esclarecer a memória né o Que Nós lembramos Por que Nós lembramos e para que serve aquilo que nós lembramos então é olhar para o passado ele sempre é uma reconstituição de alguma maneira ele é uma narrativa eu acho que nós pecamos quando nas nossas histórias da igreja a gente conta apenas a parte mais bonitinha a parte mais cheirosa a gente limpa né as arestas e apresenta aquilo que de fato nos interessa de positivo de de bonito que aconteceu lá no passado só que a gente vai deixando de fora daí uma série de outras coisas que são tão verdadeiras quanto essas coisas belas e essas coisas verdadeiras elas apresentam uma realidade não tão redondinha quanto a gente gostaria né então a gente faz de artifícios muito muito ruins como por exemplo quando falar dos males da cristandade a gente fala aí nós como protestantes falamos dos ca na verdade foram os católicos fizeram isso A inquisição deles as cruzadas foram eles e tal mas aí quando chega na vez de apresentar a história do protestantismo a gente passa por cima da Guerra camponesa que envolveu né os anabatistas lá na reforma Luterana a gente passa por cima das Guerras religiosas passa por tudo isso como se fosse algo absolutamente normal ou não tão grave e foi muito grave agora o André eu vou pegar o gancho que tu deixa aí até para tu dar uma pigarriada porque o cigarro tá acabando contigo mas é porque essa tua fala me lembra uma conversa top aqui que o Léo estava conversando essas guerras protestantes por assim dizer elas não tinham mais um cunho político do que religioso e é por isso que às vezes a gente acaba deixando ele de lado porque no fundo era um rei lá que só que saí da igreja católica e assumiu protestantismo por conta de impostos E domínio de terra alguma coisa assim e acabou fazendo guerra mas não foi algo movido pela religião diferente de que do catolicismo romano por exemplo em que a motivação para Tais barbaridades o Wolf tá que eu tô falando barbaridade homenagem ao Rio Grande do Sul nem sei se barbaridade é coisa do Rio Grande do Sul Mas tudo bem eu acho que é né então o que acontece essas barbaridades católicas romanas foram movidas por questões teológicas agora que tô fazendo advogado do protestantismo né tô aqui para tentar entender um pouco esse lance se tem um pouco de verdade ou a minha análise está sendo já Inocente a gente tem que tomar cuidado para não reduzir religião apenas o fator dogmático religião ela é muito mais Ampla que isso são instituições são práticas culturais são conjuntos de símbolos que dão sentido ao mundo por exemplo eu como reformado inspirado aí no meu Calvin a gente pode falar como religião sendo a dimensão transcendental da vida aquilo que nos dá um sentido um Norte que não é condicionado pelo tempo pelo contexto histórico linguístico social enfim Então dependendo do que a gente quer recortar na nossa análise pode ser Além disso ou uma parte disso quando a gente fala das Guerras religiosas Sem dúvida é com senso de historiográfico hoje que quando a gente olha no plano das disputas entre os estados nacionais que estão se formando ali as questões dogmáticas elas não são o primeiro ponto de discussão Mas isso não quer dizer que religião não tenha peso nesses conflitos porque a identidade Cristã católica ou reformada ou Luterana ou anglicana E aí eu tô usando identidade como o ideal do que é ser reformado católico luterano ou anglicano que esses grupos têm Isso faz parte como um legitimador dessas disputas por isso o peso da religião ele não pode ser relativizado ou ignorado e uma coisa que a gente conversava aqui no oftop que é que a maioria dos manuais de história da igreja por uma razão muito simples eles são dedicados a seminários então eles focam muito no desenvolvimento da doutrina mas eles não dedicam o espaço para apontar outros materiais em que essa discussão doutrinária ela é apresentada em conexão com o seu contexto histórico Mais amplo porque senão a gente cria a impressão que desenvolvimento da doutrina ele passa ao Largo de todos os outros conflitos que existem na sociedade e aí eu vou concordar com o LED New Big quando ele diz que na prática no chão da vida não existe cristianismo contra a cultura Só existe cristianismo na cultura porque nós somos cristãos brasileiros que falam português que vivem em 2023 no mundo digital terceira quarta fase da revolução industrial É nesse cenário que a gente é cristão isso faz com que o nosso cristianismo seja qualitativamente diferente do cristianismo de reformadores dos Pais da igreja muito embora existam elementos de permanência e a gente pode falar de espaços de discussão tem gente que entende a doutrina é como os credos como espaços de discussão tem gente que se coloca nesse espaço da Trindade do criado nesse ano e discute a partir dali né ou colocar como limites isso aí já é um debate mais abstrato mas para um nível mais prático é que uma vez que a gente hoje tem todos esses para usar o jargão da Sociologia constrangimentos na nossa vida cristã no passado as pessoas estão mentindo aí eu vou um exemplo para terminar que é o da nossa btwic sobre Bíblia racismo quando a gente fala lá do White racista escravocrata o Edwards também a gente não consegue fazer pegando esses exemplos que não tem a ver com o nosso caso particular aqui hoje a gente não consegue fazer a cisão do que a religião e do que não é no que eles estão escrevendo primeiro que eles são teólogos segundo porque para aquele contexto social religião ainda no seu nível cultural institucional é um negócio muito importante e terceiro porque cara só Deus são da mente e corações se a gente não consegue fazer isso com o nosso que Dirá pra gente que já morreu qual que é a nossa tarefa aqui é o que o High que falou esclarecer a memória em que sentido olhar para as evidências que a gente tem dos registros do passado deles e do seu contexto e entender como vieres que nos levam a posturas contra a escritura foram reforçados para que nós não caiamos no mesmo erro porque um dos riscos do assunto de levantar pontos positivos e pontos negativos é a gente partir de um ideal e só olhar para o passado seletivamente escolhendo aquilo que favorece o nosso ideal e não colocando o nosso ideal é questionamento porque a Bíblia não vai estar errada o que tá errado é a nossa interpretação dela e do passado eu acho que quando a gente tá falando de um tema como esse né talvez a gente começa a falar sobre problemas da história da igreja e algumas pessoas provavelmente vão olhar pra gente aqui vão pensar Puxa vida por que que esses caras estão lavando a roupa suja da história da igreja em público será que eles estão contribuindo para difusão do evangelho e tudo mais provavelmente pessoas vão pensar sobre isso talvez a gente já tenha pensado sobre isso também né porque a gente faz diversas reflexões mas assim eu não acredito que nós estamos trabalhando contra a Igreja fazendo isso né como foi dito aqui a gente está refletindo sobre situações diversas pelas quais cristãos Assim como nós né pessoas de carne e osso tiveram que lidar Às vezes a gente olha pra nossa situação atual e a gente pensa que nós somos ali o Supra Sumo daqueles que estão vivendo os piores momentos da história do cristianismo né e as pessoas se apavoram rapidamente mas quando a gente vai olhar pra história do cristianismo a gente vai ver que as pessoas tiveram que lidar com problemas do tempo inteiro né então quando a gente olha para a história do cristianismo com esse vi identificar os problemas pelos quais os cristãos ali tiveram que lidar e às vezes até encorreram em erros né a gente vai estar fazendo aquilo né que Jesus até nos instruiu a fazer que a gente tem que antes de olhar para o outro que a gente olhar para a gente também né porque a gente talvez a gente comece a olhar não mas é porque os ateus fazem assim né ou então nós que como protestantes podemos começar a olhar os católicos fizeram daquela forma mas Jesus não nos instrui a isso né ele nos instrui nós enquanto religiosos e aqui eu vou usar um termo bem guarda-chuva para isso né a nós primeiro antes de tirarmos ali o cisco do olho do nosso irmão tirarmos ali a viga do nosso olho né então a gente tem que ter esse cuidado aí quando a gente for trabalhar com essas questões mas é muito importante a gente passar por todas sem passar pano pra nada né porque se a gente passar pano pra alguma coisa a gente vai estar lidando com meias Verdades e na nossa crença nós como cristãos nós não devemos lidar com mentiras né então a gente tem que partir desse pressuposto aí entendo eu quando a gente fala de história da igreja eu comentei agora há pouco que a gente foca muito no desenvolvimento da doutrina mas no sentido mais do grande público que consome o estado da igreja às vezes não tá nem tão interessado assim em história da doutrina mas tá interessado em grandes exemplos e tá ok não tem nenhum problema com isso nós temos sempre grandes exemplos a a seguir e isso é bom a gente buscar é o que a gente tá querendo trabalhar aqui é o nosso filtro para poder identificar melhor de forma mais refinada com mais cores e aí mesmo que sejam cores escuras o que aprender desses exemplos do passado dentro dessa história exemplar da igreja a gente costuma ouvir muito que que nós precisamos ter humildade para entender que nós andamos sobre ombros de gigante o que esse livro do Dixon ele convida a gente a perceber é que talvez esse gigante eles estejam nas maiores alturas não porque subiram ao monte do Calvário mas porque subiram numa pilha de Corpos Às vezes o Grande Lance Não espera espera meu Deus que forte isso mas beleza eu concordo se tem mais às vezes o tamanho desse gigante é a imagem Projetada sobre ele não é não é necessariamente o que ele era exato a minha provocação é reconhecendo que esse gigante chegaram nas maiores alturas porque subiram uma pilha de Corpos ou porque fizeram Vista grossa a ela e pegaram carona em quem matou esse tanto de gente é humildade de reconhecer que quando a gente busca exemplos a gente tá querendo se inspirar para saber como Deus pode agir por meio de nós e livros como do Dixon nos convidam a pensar que puxa vida Deus age muitas vezes Apesar de nós na história essa é um caminho que eu acho que garante uma ponderação na hora de avaliar esse cenários bem caóticos que a gente vai descrever a gente quer que Deus haja por mês de nós mas muitas vezes precisaremos reconhecer que ele está agindo Apesar de nós mesmo quando a gente é a mensagem do Evangelho é preciosa né mas os vasos que a condensam de Barro A gente não pode nunca esquecer disso eu acho eu ainda voltando a questão querido comentou sobre essa coisa de definir este algo é religioso ou político ou tal isso é uma visão tipicamente Nossa nada de projetar no passado imaginar isso teve uma motivação política isso aqui foi religioso aquilo foi econômico foi social e tentar essas coisas no mundo que não é separado se você olhar mesmo a relação das reformas tanto as protestantes como a católica com o mundo anabatista da reforma radical a gente vai perceber que essas coisas esses assuntos estão todos misturados ali né quer dizer o fato dos anabatistas rejeitarem o batismo né aos seus filhos e rejeitar o batismo ao qual pertencem é também uma rejeição a cidadania a qual eles pertence então isso envolve a formação dos estados que estão ali também envolve a política envolve o senso comunitário e um monte de coisas e um motivo para perseguição que ele sofreram se você pensar no aspecto do pacifismo de alguns grupos sanabatistas como os Menonitas e tal e significa que eles não vão pegar em armas para defender esses estados de emergentes também é uma atitude política uma relação com Estado então mas e que parte do que que parte de perspectivas teológicas e bíblicas porque eles não fizeram isso no além eles fizeram com bases bíblicas também né então é uma discussão teológica que envolve uma respingada política que aí vai embaralhar toda essa situação né então a gente não tem como eu não vejo assim a possibilidade de dizer não veja bem aquilo tudo não foi motivação Religiosa e por isso então tá desculpado o cristianismo dessa questão não é um monte de de Cristão se matando com base teológica por motivos os mais diversos a gente consegue dar um exemplo assim de bate pronto a queima roupa pra galera só de maneira bem superficial pra galera poder assim tipo entender esses conceitos que a gente tá trazendo aqui o exemplo exatamente do que Desse exemplo assim de que foi uma motivação Religiosa e política e não dá pra gente dizer que as duas coisas não estão tão juntas tal direto É o que eu estava dizendo anabatistas na cara pô os caras estavam afogando essa essa galera né executando e tanto católicos quanto protestantes em nome da Fé Mas que tem uma base também política por trás disso porque isso é uma rebelião contra os governos dos Estados e tudo mais Lutero ele escreve um texto contundente sobre a Revolta dos Camponeses que é de uma base milenarista totalmente teológica querendo manter-se uma entrada do Reino de Deus e e reviver certa maneira a Igreja Primitiva e tudo mais que história na Alemanha e ele convoca Os Príncipes a pela espada né pelo mandato Divino da espada de controle do mundo e da sociedade ele fala ó tem que pegar na espada e eles pegam literalmente chacina 200.000 camponeses e tá tudo misturado cara não é um não dá para separar as coisas né Dá um exemplo mais moderno aí sim eu não ia chegar nem no ponto exatamente da violência mas pra explicar que essas convicções teológicas elas estão embricadas em outras é discussões culturais políticas que vão se expandindo né no episódio do fundamentalismo a gente explicou isso que eu vou resumir agora os puritanos estão saindo da Inglaterra por conta da perseguição ao separatismo ou não conformismo como a gente chama o movimento puritano na historiografia e eles vão para a América porque a Inglaterra ela não é suficientemente uma república e república Não no sentido de governo Republicano mais uma comunidade um país um reino Cristão por isso eles vão lá e fundam uma nova Inglaterra com New Ravens ou seja novos paraísos novos abrigos um esforço de criar um país que represente essa República santa e Cristã que os calvinistas têm esse sentimento vai criar um fundamento na política norte-americana nos Estados Unidos específico que os Estados Unidos é um país elei e quando a gente chega no no cenário da briga do fundamentalismo como modernismo a gente tá vendo uma discussão teológica que passa pela interpretação da Bíblia mas a base filosófica para interpretação dessa discussão ela tá nesse contexto servindo para legitimar dois tipos de modernidade os fundamentalistas querendo legitimar um tipo de modernidade da primeira revolução industrial ali tem uma base escravista mas também é uma base Colonial agrária enfim e os modernistas querendo legitimar uma outra modernidade da segunda fase da revolução industrial da energia elétrica da fábrica do conte Urbano isso tudo tá permeado nessa discussão muito Embora ela seja uma discussão fundamentalmente bíblica mas quando a gente vê por onde ela vai se espraiando e conectando o debate sobre inerrância bíblica a volta de Jesus vai esbarrar nesses temas de qual é o melhor modelo de sociedade para os Estados Unidos e o modelo avalizado por Deus é que a recepção do texto hermenêutica ela não acontece no vazio na cara não São mentes etéreas pairando acima da realidade ele acontece na realidade concreta do mundo e da história e aí que o verbo se torna carne é aí que a ideia vai se tornar de fato uma vivência e nesse processo vai acontecer tudo isso não vai acontecer a mistura daquilo que nós consideramos separados intelectualmente eu acho que dois né outros dois exemplos é que a gente poderia trazer também disso que a gurizada aí já que hoje é 20 de setembro que a gente tá gravando aqui eu vou chamar ele de gurizada hoje Pô cara eu esqueci depois a gente canta aí no final vamos cantar no final dois exemplos que a gente poderia trazer assim né Por exemplo a gente já gravou um podcast sobre o Constantino né e o Constantino do né foi o Imperador que dentro do sistema imperial ele político Imperial eles utilizou de argumentação né e de um background todo político né Romano mas também teve ali né as suas motivações religiosas né então isso aí tava bastante misturado né dentro desse desse contexto aí e também se a gente vier para a história do Brasil por exemplo a gente vai ver né na América Latina que é escravidão sendo justificada com a Bíblia na mão né você Todos nós sabemos né isso aí tá está bem posto não é mentira e a gente vai vai ver essas barbaridades sendo cometidas com pessoas utilizando textos bíblicos para justificarem ali aquilo que eles querem que aconteça né não necessariamente tentando fazer uma exegese mais pura no sentido de pegar os textos né no seu sentido original né dentro do que a gente consegue fazer mas literalmente às vezes usando aquilo ali pra justificar as suas atrocidades na sua opinião né E esse é uma coisa que que o Léo falou antes que é interessante também né quando a gente olha para a história de uma forma geral assim a gente tem essa história que é olhada de cima né que a gente vai olhar para os grandes personagens e tudo mais e hoje em dia nós temos movimentos na história que busca Um Olhar justamente para os populares né exatamente e olhar para questões envolvendo que a gente tem chamado de religião vivida que foge daquilo que a gente espera que a religião seja e como a gente espera que a locorra mas como ela ocorre de Fato né e eu acho que a gente pensar temas como esses daqui que a gente vai estar pensando hoje nos fazem pensar para a religião vivida que a religião é executada de fato a gente passar pro VIVO aí a atrocidade na opinião deles não era aí vale a pena a gente fazer aquele movimento da história por baixo né quais eram as pessoas que estavam ali com a Bíblia na mão e contra dizendo esses caras gente eu concordo com vocês maior dificuldade é por isso que eu falei lá em defesa no começo aqui porque por muita coisa foi feita em nome do cristianismo mas poxa é por motivações eu sei aí o que o Léo falou eu entendo que o Léo falou ah não tem coragem não tem como julgar e tal de fato é o que a gente tem a declaração pública do sujeito e a ação do sujeito e é o que a gente tem mas poxa porque aí é diferente daquilo que a gente sempre aquela escapada assim ah mas o cara não é um crente de verdade não tem essa de crente de verdade é quem se afirma Cristão e age e pronto tá ali eu não disse que não tem como julgar a gente faz sempre o juízo moral ele é eu não julgo eu já condena é o fato lá então o que a gente está fazendo aqui forma implícita mas eu vou explicitar é separar as etapas de juízo eu vou usar aqui o porrecare mas ele não é o único que vai falar isso nesses termos o carro guindle vai falar também o juízo histórico ele informa o juízo moral aos nossos valores morais para eles terem alguma validade eles não podem ser condicionados pelo tempo e pelo contexto senão a gente é incapaz de jogar qualquer coisa mas para que o nosso tá Fala devagar Fala devagar porque é complexo esse rolê vamos lá até porque ele já é Pou riqueza meu pessoal já deu o Tico e Teco já caiu pra trás o que que é o juiz moral o julgamento que a gente faz com base em critérios que não estão condicionados a história e é o nosso contexto ou seja valores transcendente todo mundo tem por mais que se negue não dá para assumir um niilismo a 100%. todo mundo tem algum valor que condiciona na sua vida o juiz histórico é entender como as coisas acontecem um entendimento melhor de como as coisas acontecem faz com que o nosso juízo moral seja mais refinado quando a gente não entende direito como as acontece nosso juízo moral por mais que os valores estejam corretos o entendimento deles e aplicação vai ser prejudicada quem fala isso é um outro teólogo que eu gosto muito também é o Nibo ryan@ que toda a sociedade ela é conduzida por valores transcendentais mais um entendimento desses valores e aplicação deles passa por um processo condicionado pelo contexto histórico sem entender isso por mais que eu tenha valores corretos eu vou viver de forma equivocada que a gente está fazendo aqui é se a gente acha escravidão ruim a gente vai dizer eu acho que a vida ruim mas não tá no meu papel dizer eu limpar a barra do jonathardas ele já morreu que ele fez Já tá feito o que está no meu papel é olhar pra beleza dentro de tudo que eu tenho de registro do que ele fez como uma pessoa com a capacidade intelectual dele julgou que isso era correto que não era um problema tão grande assim e aí A partir dessa investigação eu vou chegar numa conclusão e nessa conclusão eu vou perceber Ah pelos fatores 1 2 e 3 Ele acreditou que o escravidão era correto e isso eu tenho que evitar é isso que a gente tá tentando fazer aqui e outra coisa só para complementar né a gente tem a capacidade de olhar para o que o cidadão fez e olhar para o texto bíblico e entender que ele distorceu também algumas coisas né a gente quando a gente faz uma exegese bíblica a gente vai olhar para o texto e entender o que que o texto tá querendo dizer se o cara tá fazendo uma coisa é dizendo Ah estou agindo biblicamente mas na verdade ele tá só se utilizando de termos bíblicos ou coisas assim para fazer coisas que estão totalmente encontrar adição com o texto a gente pode dizer que ele torceu né E que ele agiu de maneira equivocada [Música] Vamos então virar a página fomos lá gente ó Isso foi é cara falou de história falou de análise passado essa galera aí se empolga Isso é muito bom mas gente vamos lá que fato a gente vai trazer aqui a partir do livro do dicção que ele não é a proposta do dia que isso é justamente essa o mundo seria melhor assim o cristianismo ele ele tenta responder essa pergunta ao longo das várias histórias que ele faz um overview um Panorama o Dixon não aprofunda nenhum momento histórico até porque ele fala de vários aqui num livro de 300 páginas e ele tem essa proposta de dizer gente a gente não é nem o bandido e nem o mocinho da história somos seres humanos que fez coisas certas e coisas erradas e todas elas em nome da religião para assim dizer qual recorte vocês escolheram O que que a gente traz aqui pra galera entender bem esse conceito aí de opressores e Santos já vi que não vai ser nada envolvendo os católicos né mas olha só eu acho que eu acho que é importante a gente dizer porque que ele escreveu esse livro né de onde ele partiu boa boa porque ele começa a in no livro dizendo que ele teve a ideia de escrever-lo Porque ele perdeu um debate fez um debate contra com céticos né teatro insígne que foi transmitido pela Rádio Nacional E aí havia uma pergunta ali né a grande Pergunta era né Nós somos melhores sem religião debate geral assim primeiro não era diretamente com cristianismo mas o cristianismo tá englobado ali ele vai dizer que a maior parte das pessoas vai dizer que sim né infelizmente né Se a gente for pensar e aqui religião como um termo bem guarda-chuva que nem a gente tá tava colocando antes e aí ele vai se propor então a escrever um livro em relação a isso ele faz um documentário também né com com essa proposta e ele traz alguns dados em relação a população em relação à religião ele traz alguns dados voltados para um público australiano né dos Estados Unidos e eu fui atrás desses dados até também em relação ao público brasileiro eu gostaria de compartilhar aqui que é da da Y de 2017 né visões globais sobre a religião e aí ele traz ali né primeiro ele que metade da população mundial pensa que a religião faz mais mal do que bem né 37% dos brasileiros concordam que a religião faz mais mal do que bem ao mundo então os brasileiros eles estão pensando um pouquinho diferente né do que essa média Global muito bom 54% dos brasileiros pensam que as pessoas religiosas são melhores cidadãs então tem esse olhar também 50% dos brasileiros né de que a religião define né nos define enquanto pessoas outro 70% dizem que se sentem confortáveis em conviverem com pessoas de outras religiões né mas eu te pergunto até onde né porque a gente vê tanta barbaridade acontecendo no Brasil também pra gente refletir e aí ele vai trazer outros dados ali né que 20% dos brasileiros por exemplo disseram que perdem o respeito quando descobrem que tão cercados por pessoas que não são religiosas né ou seja Deus agnósticos e por aí vai enfim 70% dos brasileiros acreditam que a prática religiosa é importante um fator importante da vida social né e a partir dessas perspectivas aí eu acho que a gente pode pensar também né que a maneira como eles lidam com o cristianismo nesse mundo aí anglo-saxão é um pouco diferente às vezes da maneira de como nós lidamos com isso aqui na nossa perspectiva local né mas de toda forma né Esse olhar que a gente vai ter para o cristianismo hoje aqui ele tá ligado assim esse cristianismo mais Global né pode trazer alguns insights locais também é legal esses ensaios aí porque a pesquisa dele se eu não me engano ou a percepção do autor é muito ali né é Reino Unido Estados Unidos e Canadá se eu não me engano né é onde ele mais circula a Austrália Austrália perdão Austrália e ele percebe assim que tipo cara o cristianismo parece não parece ser mais uma voz relevante né desse contexto E aí ele cita né alguns é bulldogs de Darwin né como é que é que a galera esses Neo ateus aí eram bulldogs de Darwin não lembro agora Quatro Cavaleiros do Apocalipse o blog de dar vinha lá no século 19 Eita olha aí Tô meio atrasado então o que acontece essa galera falando que realmente como o cristianismo envenena tudo né até a frase do ritmos aqui essa ideia de cara a religião faz mal e já que né no contexto brasileiro a galera ainda tá mais tipo ver um pouco mais positivamente até ele traz o caso aqui nos Estados Unidos né do lançado do jornal Esporte Light né Aliás não sei se o nome do jornal é Spotlight ou o nome da investigação foi Spotlight agora não lembro da investigação da investigação final foi o Boston Globo é exato exato tem até um filme sobre isso muito bom né exato comecei a ver não tive estômago para terminar Ah não dá depois tu é pai é complicado esses negócio aí então assim mas enfim e aí fala né que os escândalos né e a gente viveu um pouco no Brasil talvez dando uma atualizada correndo risco de ser mal interpretado e até falar errado mesmo vocês me ajudam aqui mas a gente viveu nas eleições por mais que muitos acreditam que não mas o que a gente viveu nas eleições em 2022 mais forte do que em 2018 foi um mal testemunho para muitas pessoas muitas pessoas acharam uma atitude dos evangelho dos cristãos né vamos vamos ser genérico aqui dos cristãos por esse apoio demasiado a políticos né porque você teve dois lados apoio demasiado de cristãos ainda que um político talvez tenha uma preferência maior por parte da maior parte dos Evangélicos é muito se acharam que foi um um exemplo muito negativo da fé cristã o que causou muitas decepções no sentido Cara isso não é cristianismo esse apoio apolítico ao Bei isso não é cristianismo e realmente esse tipo de cristianismo faz mais mal do que bem né enfim situações complexas e no âmbito maior também o lidar com a pandemia né aí também âmbito dos Estados Unidos o Brasil forma como o lideranças cristãs se envolveram com esses temas as vezes de forma pouco profunda muito Rasa isso aí também trouxe uma série de problemas que nós certamente conversas de um café com uma pessoa cética que a gente acaba tendo que responder por eles né Isso que é o grande problema Sim e tu falou isso e eu tive alguns encontros ou conversas de WhatsApp por exemplo eu sou amigo de ateus aí tem conversa vou dizer aqui para vocês a Jennifer não coloca no ar mas eu durante a pandemia até de vez em quando eu fico conversando com [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] então eu tenho essas conversas é com pessoas que não são cristãs e que citam né Essas declarações infelizmente acabam virando até um meme né como sinônimo de antiscientífico Então você tem muito isso né Não só no Brasil mas no mundo né até ele cita isso se eu não me engano no início do livro O dickins né é dickinzão né gente é Dixon é o Charger Kings o inglês lá né pô é pesado e eu tô falando do Dixon na verdade que é o autor do livro não ele até fala isso que na escala é de confiabilidade né pessoas que geram confiança os religiosos estão ficando para trás e os cientistas mas em cima claro que depois da pandemia a comunidade científica também levou uns Baques né porque teve muito cientista falando coisas bem complicadas e tal sem o aval da comunidade científica enfim tempos complicados tempos complicados galera do capítulo 21 o John Dickson ele coloca aqui as guerras de religião coloca entre aspas elas depois eu quero que comente as asas Prazeres as guerras de religião da reforma Itália sangrentas no século 17 aliás tem muitas batalhas e muito sangue nesse livro aqui parece aqueles jornais das 5 horas da tarde assim que é só tragédia e desgraça que tem no trânsito parece o livro de juízes parece o livro de juízes ou seja essa proposta que a gente comentou no início do podcast mas gente que guerras de religião da reformas são essas O que que tem fé onde nosso tropeçamos aqui o que que aconteceu e que é importante para nós hoje ler sobre isso o que que a gente aprende com esse dado histórico e esse erro aí na nossa história bem as guerras de religião são uma classificação dada a um conjunto de conflitos na Europa moderna logo depois da reforma protestante a gente costuma muito falar que a gente nós protestante de conflitos religiosamente motivados como as cruzadas em parte o uso da Inquisição por Portugal Espanha e a gente não costuma tanto dar atenção essas guerras a guerra das malcdas A Guerra dos Trinta Anos que também se junta com a luta pela independência dos países baixos que lá será chamada de guerra de 80 anos os inscritos na Inglaterra que vão dar na Revolução Gloriosa na guerra civil tudo isso foi chamado de guerras da religião no século XIX o Dixon apresenta uma explicação que é realmente embasada acadêmicamente que o título de guerras da religião ou foi dado pejorativamente olhando da perspectiva do século 19 de uma história que caminha progressivamente a modernidade a liberdade humana e ver a religião como algo negativo mas olha só eu acho que um ponto interessante aí né a gente pensando aí na Perspectiva ele tá tentando responder a céticos aí de forma geral né as pessoas que são ali descendentes entre aspas assim dos iluministas né então a gente lembrando ali sempre Traz essa ideia de que ele tá né na verdade esse esse termo né guerras de religião foi um termo cunhado pelos iluministas para prejudicar o cristianismo eu não sei o quê não sei o que não sei o que até acho justo né ele ter um pouco esse olhar com ressalvas né porque a gente sabe que eles fizeram isso aí também em relação né A idade média chamar a idade das trevas e tudo mais o antigo crime também isso antigo regime só que assim uma coisa que eu acho que a gente precisa destacar aqui também que ao mesmo tempo que ele coloca ó é errado chamar ou então entre aspas ele não ele não coloca exatamente dessa forma né mas dá a entender que o certo seria não chamarmos de guerra de guerras de religião mas eu acho que falta ênfase de ele dizer também ó a gente pode dizer isso que tiveram outras né outras motivações né econômicas territoriais disputa pelo poder mas o fator religioso como a gente estava colocando antes ele estava presente ali o tempo inteiro né seja através de pessoas que se diziam religiosas né diziam cristãs estavam ali operando ali através do seu modelo político daquilo que pensavam da sua prática essas política diária ou então através de silenciamentos né pessoas simplesmente olha para uma situação que está acontecendo está acontecendo um massacre Ah eu vou deixar que aconteça Ah talvez eu deixe que aconteça pra não me prejudicar se aí pode acontecer também então acho que esse olhar para o silenciamento também é muito importante eu acho que se a gente muita frequência invoca o fato de que a ciência é Universidade nasceram no contexto da religião contexto do cristianismo ele produziu isso tudo embora a religião não seja o motivo primordial disso tudo surgir não tem razão para a gente negar que essas guerras e todas essas esse conflito aconteceu debaixo também Do mesmo do mesmo modo do mesmo regime Ué então a gente seleciona os aspectos positivos do passado para dizer que esses tem fundamento religioso e a carnificina a gente tinha é porque esse não tem motivo religioso então fica uma seleção um pouco estranha né da gente fazer eu vejo sim essa Essa época também ela é retratada às vezes de maneira muito muito idílica né a gente como reformados é parte desse grupo enorme do protestantismo a gente Olha esses nossos Heróis da Fé e a gente tenta pintar eles um pouco mais bonitos do que eles foram Então se define ali a paz por exemplo ah como a questão do nascimento da emergência da tolerância aceitação da decisão individual de fé e tal quando nada disso tá acontecendo nesse momento né a gente tem a famosa frase do Lutero ali né lá em Worms né de que eu devo agir de acordo com a minha consciência a luz da palavra de Deus e tal mas ele não não concede essa mesma consciência usar nabatistas depois e aos movimentos na deles também tomarem as próprias decisões ele não consegue isso tem a dele e no caso dos Príncipes nesses estados de informação e essa é o tipo de tolerância que se tem é dado aos Príncipes escolherem qual férias vão querer e todo mundo do seu território está obrigado a mesma fé Então se um príncipe é protestante todos os moradores e habitantes desse seu reino devem ser também protestantes quem não é tem a liberdade mas a liberdade né Se for um católica tem a liberdade se mudar para um Condado que seja católico o que nesse tempo é absolutamente impossível então é uma liberdade muito falsa é uma liberdade e ainda debaixo dos estados e da formação dos estados que estão acontecendo Então isso tudo a gente tem que levar em conta na hora de pensar nessa nesses conflitos e isso tudo que tá acontecendo né muito complexo [Música] que lição a gente tira para hoje galera né a gente deu uma focada aqui nas complexidades e coisas complicadas a gente não falou de eventos históricos Mas deixamos bem claro que sim na história do cristianismo Temos vários momentos complicadíssimos tanto católico quanto Protestante e o Dixon vai falar disso no livro dele e no livro dele ele também fala de coisas boas né de todo legado bom também do cristianismo e obviamente que o mundo seria pior sem a religião eu quero falar um pouquinho sobre isso também para a galera também eu não vou querer esse livro aí não Porque mano é eu já tenho a minha igreja que local toda complicada eu fala Léo depois porque eu prometi algo para o Senhor Rodrigo de Aquino situações de causas escabrosos daí a minha entrada quem tem estômago para ouvir que ouça ai meu deus do céu Então tá gente vai ter coisa boa ainda Calma a gente fez um monte de coisa boa né não vai falar não aqui tô brincando você vai vendo o livro mas Léo quais são essas coisas escabrosa agora true crimes da história do cristianismo Então vamos começar pelo básico e aqui eu vou fazer um recorte específico só da França tá eu poderia falar também de algumas coisas dos puritanos mas se não fica muito pro nosso tempo e aí eu vou mandar um abraço para nossa digníssima amiga Larissa Giron que já gravou aqui porque eu vou citar uma das historiadores que fala mais admira natalies e mondaves no livro culturas do Povo ficar de recomendação também nesse cenário da França foi cenário talvez mais caótico depois da Inglaterra o país Ele fica de fato dividido entre católicos e Protestante e uma treta Colossal porque isso também vai chegar na família real uma parte da família real francesa Abraça o calvinismo uma outra parte continua se mantendo católica e isso no dia a dia das cidades francesas leva a um tipo de perturbação social chega a níveis extremos vamos falar primeiro de profanação de tempos Em que sentido para falar de tempos a gente precisa lembrar bem rapidamente esse cenário da reforma e pode reforma ele ainda é bastante em bebido numa crise de autoridade da Igreja que vem por inúmeros fatores que já foram explicados aqui em trocentos btcas sobre reforma protestante é humanismo grande cisma do ocidente a crise dos monastérios peste negra tudo isso contribui para uma crise na confiança na igreja em Constituição e isso da força reforma protestante quando os calvinistas eles conseguem alguma adesão na França e o calvinismo ele tem uma tendência nesse nível popular mais econoclasta ou seja rejeita mais as imagens e os símbolos do que exatamente seus grandes teólogos isso gera algumas confusões e algumas delas por exemplo a Natalie Davis ela vai dizer que em Orleans 1572 os calvinistas que é o nome que era dado vão emboticar um padeiro que fazia Rocha pra igreja esse padeiro fala senhores por favor não não me agregam porque aqui dentro tem alguém muito importante aqui dentro da Hóstia O corpo de Cristo e aí eu fica dizem Ah esse seu Deus de massa tá aí dentro destrói a hóstia espancam um cara no meio da rua Em contrapartida os católicos na cidade de angé no mesmo ano como a Igreja Católica era contra a Bíblia no vernáculo eles pegam a Bíblia em francês e o manual litúrgico da igreja reformada espetam numa lança e ficam falando aí está a verdade calvinista o que que ela pode fazer pelos calvinistas agora tá com fogo nesses documentos e depois afogam afogam a linguagem que eles usam mesmo a Bíblia no rio da cidade E aí porque o fogo e a água por conta da simbologia da Purificação da água pelo batismo e do Fogo no final dos tempos e isso tanto protestante quanto católicos usavam a seu favor por conta de uma noção que o herege poluía o corpo social então eles tinham que eliminar o herege mesmo que pela força tanto que tem dois textos que são citados por um outro Historiador francês demorou um livro chamado história do Medo no ocidente uma do João Calvino que ele fala que é um exercício de Misericórdia dos magistrados permitir que os hereges sejam punidos inclusive perdendo casas tendo propriedade queimada mesmo a pena capital porque é melhor que as pessoas passem a detestar heresia do que permitir que um sentimento de apreciação permaneça um dos seguidores de Calvino o besa Teodoro beza ele depois vai escrever num tratado sobre autoridade que o soberano tinha para lidar com os hereges que é melhor ter que se viver debaixo da pior das tiranias do pior dos governantes do que ter a liberdade de conviver com o herege quem defende liberdade para herege está conspirando contra o bem social esse tipo de posição se não incentivava diretamente a esse tipo de profanação que a gente tá vendo na França até porque Calvino e benza falava em francês era um tipo de legitimação e a população ali e aí não importa a gente não tá falando tanto daquele chamavam de o povinho ou pessoas indigeradas com conhecimento técnico nobres tanto católicos quanto protestantes usavam da legitimação que seu histórico teólogos davam pra partir pra esse tipo de conflito que envolvia geralmente morte o que que rolava demais pesado também deixa eu falar aqui caraca Léo vamos pra rituais público você tá parágrafo aqui na íntegra porque eu lembro que eu li isso no meu primeiro meu primeiro ano de graduação é essa história me marcou até hoje a Nataly Davis diz quase todo tipo de evento religioso público tem uma perturbação a ele associada a visão de uma imagem da Virgem Maria numa encruzilhada ou num nicho de parede leva um grupo de Protestantes a ridicularizar aqueles que a reverenciam depois disso segue-se uma luta os católicos se escondem numa casa para emboscar os gnotes calvinistas que se recusam a tirar chapéus em referência a imagem da Virgem perto dali então aparecem de surpresa e espancam os hereges vamos falar de batismo na cidade de nemour uma família protestante batiza seu bebê de acordo com ritual reformado no Dia de Todos os Santos com ajuda de uma tia um grupo de católicos rouba o bebê para rebatizá-lo um bêbado vê O Pai o padrinho e outros protestantes discutindo casa na rua bate seu sapato de madeira e grita aí vem os gnotes para nos massacrar uma multidão se junta o sino de alarme é tocado e começa uma batalha de três horas no caso dos funerais na cidade de tu luz durante a Páscoa Um Carpinteiro protestante tenta enterrar sua esposa Católica de acordo com o ritual reformado um grupo católico apanha o corpo e o enterra os protestantes do desenterram e fazem um novo enterro com um ritual reformado os sinos da cidade São tocados e com grande ruído se reúne uma multidão católica armada de pause pedras segue-se uma luta com sangue e saque e para ficar pior as frações elas envolviam outros tipos de coisas protestantes Eles eram conhecidos na França por fanáticos propriedades e fazer emboscadas para matar padres e clérigos então tem caso de protestante usando extremoção para engraxar sapato quebrando hóstia quebrando cálice inclusive defecando em piabetis mal os católicos eles amavam corpos protestantes porque para evitar que esses corpos as almas desses corpos chegassem no purgatório queimavam esses corpos e às vezes lançavam eles aos cães lembrando a história de Jezabel lá no livro de reis e isso tem o seu ápice no maior massacre protestante da França que foi à noite São Bartolomeu quando no período de tolerância entre protestantes católicos se faz uma emboscada para evitar o casamento da Margarida de Navarra com o príncipe católico que era o Henrique terceiro em terceiro Henrique quarto não vou lembrar Henrique valor a o nome dele então faz uma emboscada contra o exército protestante apedrejam tanto Henrique quanto o general protestante Gaspar de Colin e jogam os corpos da janela para serem pisoteados lançados aos cães então durante toda a noite de São Bartolomeu mais de 500 protestantes são mortos na cidade e a Igreja Católica na França cantou e elaborou uma missa de Ação de Graças a esse evento por ano Caraca sério isso não estiver errado até a revolução francesa lembremos que a maior obra Cristã de todos os tempos depois da Bíblia foi escrita por John Bunny ou peregrino numa prisão por motivo teológico Caraca sério quem prendeu o carinha ué a igreja anglicana esse aconteça é um contexto de discussão teológica interna em que estavam sendo presas as pessoas por divergir da teologia oficial então nós estamos falando isso aí John banner é qual século aqui nós estamos 18 século 17 segunda metade do século 17 né então coisa não está longe e eu diria vem até hoje quando o Léo tava falando do tipo de coisa que se dizia cara eu leio isso aí diariamente no Instagram e principalmente jovens homens jovens Nataly David Jovens homens eram que tava liderando exatamente liderando essas profanações aí eu lembrei dos cara chutando a santa aí uns anos atrás é que agora é católico né parece que ele se voltou pro catolicismo né acho que é o aquele Pastor da Universal que chutou a santa ele é católico agora ele é católico mas vamos lá gente nesses minutos finais que a gente tem aqui deste podcast que que a gente aprende então com esse nosso passado marcado por glórias e trevas eu diria assim ó duas coisas tá é em relação a isso que o Léo falou que ele apresentou nada do que os líderes falam que os grandes teólogos apresentam aquilo que o entre aspas né em que o povo de fato vai fazer com isso tudo tem muita violência rolando nesse negócio aí então a primeira coisa que eu diria que que isso não é apenas lá isso venha hoje também então eu diria a primeira coisa que os nossos líderes e os nossos teólogos tem que ter mais responsabilidade com que eles falam nos seus púlpitos porque isso vai reverberar de n maneiras diferentes aí com a população Então a gente vai ver as coisas mais Horrorosas acontecendo E aí vão dizer lá não mas eu nunca exitei a violência eu nunca disse que tinha que sair bater em alguém as coisas funcionam diferente e mesmo às vezes nem a questão de violência física mas a violência verbal ela existe ela é concreta e ela ela Dói né Então essa é uma das coisas e a outra coisa né A minha posição mais como Historiador mesmo da e alguém que lida com a história cristã Eu sempre tenho para mim que o primeiro passo de um cristão e Historiador Cristão na teologia pública quando vai trazer a história do cristianismo Primeiro passo é um pedido de perdão né então a gente primeiro pede perdão pelas coisas que fizeram E aí sim a gente pode resgatar e falar de todas as coisas belas que nós temos que foram feitas né por esses cristãos que tinham uma mensagem belíssima que muitas vezes ela foi esquecida em nome de interesses dos mais diversos inclusive interesses religiosos então a gente começa pedindo perdão Olha nós temos uma história que é marcada por coisas muito Horrorosas entretanto Aí sim você fala de toda a beleza dessa cristandade que nós temos da qual eu faço parte muito bom senhor Ismael a gente não chegou a falar sobre sobre esse tema mas eu quero dar uma pincelada rápida aqui no final aqui tá que foram os conflitos de belfas né da Irlanda do Norte acho que é importante pelo menos a gente pincelar isso aparece no livro e é bastante interessante né Eu estive lá em 2012 Eu morei na Inglaterra um período e aproveitei para conhecer alguns lugares claro que tinha Meus interesses históricos também e eu tive interesse de ir até lá né e eu caminhando pela cidade conversando com algumas pessoas né eu identifiquei algumas coisas que para mim né naquele momento ainda era um pouco distantes né eu lembro que quando eu era criança eu assistindo a televisão uma reportagem que tava passando e mostrava crianças indo para escola e sendo hostilizadas por um outro grupo é literalmente hostilizadas e era na Irlanda do Norte em Belford Acredite e aquilo ali me marcou bastante reforçava a ideia né grupos católicos e protestantes e tudo mais eu fiquei com aquilo ali na cabeça né como como foi forte aquilo ali para mim e eu acredito que nós enquanto cristãos nós temos assim eu vou dizer a mania tá de olhar para o outro com um certo desprezo às vezes né pessoas de diferentes denominações ou de Confissões diferentes e isso acontece muito em relação a nós protestantes aqui né também usando o termo guarda-chuva geralzão aqui em relação aos católicos né a gente olha com muitas ressalvas às vezes né a gente tá olhando pra nossa história e aí daqui a pouco a gente dá aquele pulo gigantesco que vai lá para sei lá para a Igreja Primitiva lá né enfim renegando várias coisas que aconteceram ao longo da história cristã aí a gente costuma fazer isso aí a reflexão que a gente tá tendo exatamente o contrário que a gente tem que olhar para tudo né e de tudo isso aprender um pouco com essas coisas também para que a gente não venha repetir erros também né acometidos por outros cristãos que cometeram anteriormente mas a minha experiência na Irlanda do Norte foi a seguinte eu cheguei lá e eu me deparei com a literalmente eu tinha pouco conhecimento histórico sobre a situação em si né mas eu me deparei então com o fato de que na verdade ali naquele contexto os católicos eram que estavam sofrendo mais né porque tiveram seus direitos civis tolidos sofreram pressão enorme de grupos protestantes e aqui claro que a gente tem que fazer uma distinção até a política né os protestantes eram ligados eram lealistas né eram ligados a coroa britânica e os católicos eles eram nacionalistas né então ou seja eles queriam uma sua independência naquela parte do território também não apenas no sul esses protestantes então o que que eles fizeram em vez de né tentar fazer as coisas da melhor maneira possível né tomaram atitudes políticas que foram diretamente ligadas à religião também como a gente estava falando questão de religião vivida e o primeiro né aqueles católicos ali naquele território né isso aí me chamou bastante atenção porque me fez refletir sobre o nosso preconceito em relação a esses grupos religiosos que são tão diferentes da gente né a gente tem um olhar às vezes com uma série de ressalvas e a gente procura defender muito a nossa linha teológica às vezes ou enfim a nossa confissão e acaba jogando os outros na fogueira Então acho que esse episódio de hoje serve para a gente entender que nós fazemos parte então né Desse dessa grande história Global Cristã que cometeu erros sim cometer os seus erros mas também teve muita coisa boa né no caso de beufas um dos envolvidos né em relação a acabar com os conflitos foi um padre ele tomou atitude sensacionais em relação à busca pela paz e se a gente for olhar na história do cristianismo a gente sempre vai identificar ainda em períodos onde a gente olha e pensa assim ó tá tudo errado não não é todo mundo que tá errado não tem gente trabalhando para fazer as coisas da maneira certa né E da melhor maneira possível Ainda que muitos casos sejam populares e estão esquecidos aí nos manuais que a gente recebe muitas vezes até nas igrejas muito bom Léo vai lá duas coisas eu acho que as duas elas não vão conseguir separar igual o André falou tipo a como Cristão e como Historiador Cristão uma delas é que muita das nossas confissões históricas de fé protestante elas foram elaboradas Nesse contexto do século 17 eu comprei presbiteriano tem aí a confissão hotética confissão de Genebra Rider padrões de Westminster sino dos dort e Muitas delas especialmente aí guache são elaborações que passam pelo conflito mesmo conflito armado isso dá para falar em outro Episódio Mas o que eu quero dizer com isso né Lembrando que essas confusões foram elaboradas e meia conflitos e muita das vezes quem os lados vencedores dessas dessas disputas teológicas também foram vencedores politicamente que esses eventos que o Dickson nos lembra a tem Vista servem para colocar no nosso Horizonte que verdade teológicas podem ser afirmadas não só porque pessoas genuinamente acreditam nelas mas por convenientes principalmente está lidando em situações de vida ou morte em que se eu matar o outro tem benefício quando a gente está falando desse cenário aqui principalmente é isso fica muito Evidente e o senador de Dart ganha ganhar destaque nisso por conta da relação da proximidade da posição que eu já mostrei antes tinham com a soterologia católica que por sua vez lembrava o apoio ao império espanhol que tava lá como dominante dos Países Baixos isso tudo perpassa o síndrome de dort o que vai rolar depois não é só isso a gente tem Episódio aqui sobre o sino do Jefferson também é aliás tem né esse episódio do sino de dorth é bem legal que é arminianos nos Bancos dos réus eu acho que é isso arminianos nos bancos no arminianos no banco do Zeus eu acho que é esse episódio a gente tem a visão calvinista do signo de dort e a visão arminiana é bem legal gente é bem legal e são historiográfico Mas enfim a gente tem um episódio sobre o conselho de Éfeso também enfim segue nessa linha É verdade astrológicas podem ser afirmadas também porque é politicamente conveniente precisamos tomar cuidado com isso um outro ponto que é muito dito que negativamente por nossa parte que é secularização e secularismo todo esse movimento a secularização como um processo secularismo como movimento tem raízes nesse período do século 17 das Guerras religiosas e às vezes isso é convenientemente ignorado para falar das ideias de laicização do Estado de iluminismo onde é que eu quero chegar com isso a gente não pode cair no erro de contar uma história desencarnada a gente gosta muito de doutrina de definição teológica e isso pode nos levar para um caminho de contar a história Qualquer que seja do cristianismo de qualquer outra coisa como se pessoas não tivessem envolvidas nela como se experiências e dramas pessoais não fizessem parte dos debates intelectuais e doutrinárias que as pessoas estão envolvidas esse período em particular me chama muita atenção para isso não podemos contar uma história da igreja que seja desencarnada queremos um Deus que se encarnou que se fez gente que falou uma língua que comeu ainda que andou por aqui então Aqueles que o seguem também precisam ser lembrados nesses presídios muito bom gente tá aí ó galera se você quer um overview um Panorama um sobrevoo sobre a história do cristianismo considerando aí aspectos positivos e negativos do cristianismo opressores e Santos uma análise do bem e do mal na história cristã do Johnson Lembrando que ele é da Thomas Nelson e parceria com a Pilgrim Isso quer dizer o quê que provavelmente você não consegue comprar a versão Kindle deste livro Porque como a Pilgrim é um app de e-books e audiobooks você não consegue comprar o Kindle né a versão para o seu device lá na Amazon mas a cópia física Você tem o link aqui na descrição deste podcast opressores e Santos Johnson uma análise do bem e do mal na história cristã o mundo estaria melhor sem o cristianismo então ao longo dessas histórias e desses eventos históricos o Dixon vai nos guiando e respondendo essa pergunta Obrigado André Obrigado vou Obrigado Leo Por estarem aqui neste podcast e é isso voltamos a semana que vem se Deus quiser Se permitir em todos na paz do Senhor Jesus [Música] esse podcast Foi editado por bibotal que Produções