Efésios | 02 | Tenho uma Identidade Cristã ou Secular? | Josemar Bessa
28/10/2023
Efésios | 02 | Tenho uma Identidade Cristã ou Secular? | Josemar Bessa
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Paulo Apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus aos santos que estão em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus Efésios 1:1 ao nos depararmos com as palavras iniciais de Paulo somos imediatamente transportados para um oceano de teologia profunda e rica é uma falha humana talvez que muitos de nós em nossa jornada espiritual possamos inadvertidamente tratar as introduções das epístolas do novo testamento como meras formalidades há uma inclinação talvez moldada por nossa cultura acelerada de ver essas introduções como ornamentos retóricos algo a ser rapidamente ultrapassado para chegarmos ao coração entre aspas da mensagem quando vemos filmes no Netflix e outras plataformas eles nos dão a opção de pulos as aberturas o resumo do último Capítulo e etc e quase sempre pulamos esse padrão infelizmente pode se infiltrar em nossa abordagem das escrituras mas ao fazer isso cometemos um erro fundamental não apenas em nossa leitura das escrituras mas em qualquer literatura profunda e significativa é imperativo que nos aten ao que o autor em sua sabedoria e intenção coloca no início de sua obra ele sem dúvida vê isso como alicerce para o que está por vir e isso é especialmente verdadeiro para as epístolas do novo testamento nestas saudações não encontramos meras formalidades mas sim vislumbres de verdades teológicas que são cruciais para a compreensão da mensagem subsequente no início desta epístola somos confrontados com o exemplo eloquente dessa realidade Paulo em sua abordagem Inicial aos Efésios não se limita a uma mera saudação em vez disso ele imediatamente os envolve e por extensão a nós em uma profunda reflexão sobre a essência do cristianismo o significado do cristianismo e o significado de ser um cristão gostaria de destacar este ponto pois há uma tendência talvez nascida de uma leitura superficial ou de uma compreensão cultural distorcida de presumir que as instruções das epístolas do novo testamento são universais destinadas a todos indistintamente no entanto é um equívoco e até mesmo teologicamente perigoso extrapolar os ensinamentos de qualquer uma das epístolas do novo testamento e aplicá-los indiscriminadamente ao mundo em sua totalidade estas as palavras são direcionadas a um público específico e Paulo com sua clareza característica não nos deixa em dúvida sobre a quem ele está se dirigindo ele não apenas se dirige a eles mas também os define com precisão e profundidade é imperativo que reconheçamos a natureza particular da correspondência que Paulo está empreendendo aqui ele não está simplesmente escrevendo uma carta específica mas algo que poderemos categorizar como uma epístola mais abrangente algumas versões omitem a especificação aos santos que estão em Éfeso esta omissão não é arbitrária a MS aprofundarmos na história textual descobrimos que muitos dos manuscritos antigos não incluem a designação em Éfeso enquanto os manuscritos mais antigos omitem essas palavras outros manuscritos subsequentes as incorporam a sabedoria convencional entre os estudiosos é que Paulo em sua visão Pastoral estava compondo uma espécie de carta circular destinada a múltiplas congregações múltiplas igrejas locais seu amanuense reconhecendo a natureza abrangente da mensagem pode ter deixado um espaço propositalmente em branco permitindo a inserção do nome de uma congregação específica conforme a necessidade assim enquanto esta epístola encontrou sua casa em Éfeso é plausível que tenha sido compartilhada com várias outras igrejas na província da Ásia a m clatura tradicional a carta aos Efésios pode muito bem ter se originado do fato de que o manuscrito primário estava destinado à comunidade de Éfeso é crucial que compreendamos amplitude da intenção de Paulo ao escrever esta epístola ele não estava se dirigindo a uma elite espiritual nem a teólogos de renome ou acadêmicos especializados das profundezas das escrituras esta não é uma carta reservada para os eruditos ou para aqueles que se dedicam profissionalmente ao estudo teológico em vez disso Paulo estava se comunicando com os fiéis comuns aqueles que se unam semana após semana nas assembleias locais buscando entender o evangelho e pelo Espírito Santo ter aplicação poderosa na vida deles esta perspectiva é vital por uma razão fundamental tudo o que Paulo articula aqui sobre a matureza e a identidade dos cristãos é portanto aplicável a todos nós a rica Tapeçaria teológica que ele tece em Efésios não é um banquete reservado para poucos é uma festa é um festim ao qual Todos Nós Somos convidados a epístola aos Efésios que pode ser considerada o ápice da reflexão teológica de Paulo foi escrita para pessoas como nós pessoas comuns a intenção é que os crentes comuns de todas as congregações se apropriem destas verdades as internalizem e encontrem alegria nelas essas verdades não são exclusivas para uma elite espiritual elas são um presente para todos nós um tesouro para ser compartilhado e celebrado coletivamente ao nos voltarmos para a definição Paulina do que é Ser Cristão encontramos aqui uma espécie de essência fundamental do cristianismo do verdadeiro cristão no CNE desta epístola Paulo expressa seu desejo ardente de que esses crentes se aprofundem em verdades ainda mais ricas e transcendentes ele anseia que eles não apenas conheçam mas também compreendam profundamente os mistérios divinos assim ele eleva uma oração para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo o pai da Glória possa conceder-lhes o espírito de Sabedoria e de Revelação iluminando os olhos de seu entendimento Esta é a aspiração máxima de Paulo para eles para a Igreja de Éfeso e para todos nós no entanto antes de conduzi-los A essas alturas espirituais ele os fundamenta na realidade de quem eles já são e no que já possuem em Cristo a descrição que ele faz dos cristãos não é uma idealização é um retrato fiel dos crentes Efésios daquela época eles não seriam parte da comunidade de fé nem seriam os destinatários desta carta inspirada se não incorporassem essas características fundamentais em sua identidade seriam apenas cristãos nominais Sem essas características Assim somos confrontados com o que o Novo Testamento apresenta como a essência inegociável do que significa ser um seguidor de Cristo um filho de Deus estou sublinhando esse ponto porque acredito que a questão mais prem para a igreja de hoje é discernir com clareza o que realmente significa Ser Cristão como foi que os primeiros cristãos apesar de serem uma minoria conseguiram influenciar tão profundamente o mundo Pagão ao seu redor a resposta não está em sua estrutura organizacional mas na atid de sua fé era a qualidade intrínseca de suas vidas a potência de sua convicção que emanava de sua genuína identidade Cristã foi assim que o cristianismo transformou o mundo antigo e estou cada vez mais convencido de que é por essa mesma autenticidade que o cristianismo pode Ressoar no mundo contemporâneo a aparente diminuição da influência da igreja no cenário atual acredito pode ser ií a uma trágica discrepância a distância entre a vivência Cristã Contemporânea e o retrato vívido dos cristãos no Novo Testamento se Estamos genuinamente preocupados com o estado da igreja e com aqueles que à margem da Fé caminham para Desolação nosso primeiro passo é uma introspecção medindo nossa vida à luz deste padrão apostólico desta definição do que é um verdadeiro Cristão Paulo em sua sabedoria divinamente inspirada destila a essência do Cristão em três expressões distintas A primeira é Santos Paulo Apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus aos santos seja em Éfeso Laudiceia ou qualquer outra congregação a primeira característica intrínseca de um cristão é a santidade para muitos de nós essa afirmação Pode parecer audaciosa quase presunçosa pode haver uma hesitação em abraçar tal título uma relutância em se identificar como santo no entanto o Novo Testamento nos chama exatamente assim Assim somos compelidos a mergulhar na profundidade dessa terminologia para compreender porque Paulo escolheu essa palavra e o que Santo entre aspas no contexto neotestamentário realmente implica a palavra santo carrega consigo uma profundidade de significado que vai além da mera religiosidade no cerne de sua definição sugere uma separação um ato de ser posto à parte Esta é a raiz etimológica e teológica do termo que Paulo e de fato outros escritores bíblicos frequentemente empregam uma ilustração vívida deste conceito pode ser encontrada em Atos 19 onde diante de desafios e oposições Paulo separou os discípulos congregando na escola de tirano Versículo 9 para instruí-los e fortalecê-los na fé a igreja em sua essência não é meramente uma instituição é uma congregação de Santos uma assembleia daqueles que foram separados um paralelo bíblico perfeito é a narrativa dos filhos de Israel no antigo testamento Eles foram designados por Deus como um povo distinto separado das Nações ao redor carregando uma identidade única como povo de Deus são descritos como a geração eleita o sacerdócio real a Nação santa o Povo Adquirido 29 uma esp de Deus os israelitas embora fossem uma nação entre muitas possuíam uma distinção Divina eles tinham privilégios e revelações que outras Nações não tinham como os oráculos de Deus em resumo eles eram Santos da mesma forma o Cristão é alguém que Embora esteja no mundo é distinto dele Paulo eou este sentimento em sua carta aos Gálatas afirmando que fomos resgatados do presente século mau por Jesus Cristo esta libertação não é apenas espiritual mas também identitária o Cristão assim como os israelitas da antiguidade pode caminhar no mundo mas não é moldado por ele esta é uma verdade fundamental o Cristão é intrinsecamente diferente separado e único em sua identidade e propósito o cristão não é apenas alguém que se destaca por sua fé mas é alguém que foi intencionalmente chamado por Deus separado do mundo e consagrado para um propósito Divino mas ao refletir sobre a igreja contemporânea devemos nos perguntar essa separação é evidente em nossa vida diária a verdadeira separação vai além de mera frequência a um local de culto aos domingos Enquanto essa prática é valiosa ela pode em alguns casos ser reduzida ao mero ritual ou convenção social a questão mais profunda é em nossa essência somos distintamente diferentes do mundo que nos rodeia o que produz Nossa identidade onde está firmada a nossa identidade é completamente diferente de onde o mundo firma sua identidade tira sua autoestima e seu senso de valor ser santo não é apenas uma distinção externa é uma transformação interna no CNE da palavra santo encontramos a ideia de purificação Quando pensamos em um santo muitas vezes imaginamos alguém de caráter imaculado e essa percepção não está errada um santo é alguém que passou por um processo de Purificação em vários níveis ele foi purificado da mancha do do pecado que o separava de Deus se a santidade implica ser trazido para a presença de Deus para contemplar a glória de Deus na face de Cristo todos os dias então é lógico que algo deve acontecer para remover o que nos impede de entrar nessa presença de estar na presença imediata de Deus como amigo e não como inimigo com prazer e deleite e não por Mera ação O pecado é essa barreira portanto antes que alguém possa ser verdadeiramente consagrado a Deus essa mancha precisa ser removida Esta é a marca distintiva do cristão ele foi purificado como Paulo nos Lembra pelo sacrifício Redentor de Cristo através de quem temos Redenção pelo seu sangue a remissão das ofensas segundo as riquezas da sua graça somos justificados portanto somos Santos diante de Deus baseado na justiça de Cristo mas a jornada continua a jornada de purificação ao contrário do que muitos podem presumir não é um processo unilateral ou superficial a santidade em sua essência Exige uma Purificação que transcende a mera exterioridade a justificação é uma declaração de Deus que nós somos justos diante dele em Cristo é algo externo Mas isso é feito não como um fim em si mesmo ou para nós simplesmente irmos para o céu mas isso é feito pois era necessário para nós termos comunhão com um Deus santo então a justificação necessariamente nos levará a contemplar esse Deus com um novo coração e sermos transformados diariamente o santo não é apenas alguém que foi lavado das manchas vis do pecado mas também da corrupção mais profunda e insidiosa que se infiltra em cada Recanto da alma humana o pecado em sua natureza pervasiva não apenas mancha a superfície mas permeia o intelecto a vontade as emoções e até mesmo as motivações mais profundas assim um santo é alguém cuja mente e coração foram regenerados cujas ações refletem essa transformação interna e cuja totalidade do ser ressoa com a pureza Divina a linguagem bíblica rica em simbolismo e significado frequentemente se refere a objetos e lugares como Santos o Monte Sião por exemplo é descrito como o Monte Santo e os instrumentos usados no templo são designados vasos Santos esta nomenclatura não é meramente ornamental indica que esses objetos e lugares foram purificados e consagrados para um propósito específico tornando-se exclusivos para o serviço Divino eles não são apenas limpos mas são também reservados dedicados exclusivamente ao Senhor Neste contexto a palavra santo carrega consigo uma dualidade de significado Purificação e consagração e embora agora apliquemos este termo aos cristãos é essencial reconhecer suas raízes no antigo testamento onde era usado para descrever os filhos de Israel eles eram descritos como uma nação Santa um povo peculiar não apenas como um grupo distintivo entre as nações mas como aqueles que eram a propriedade especial de Deus separados para seus propósitos divinos neste ponto sina a necessidade de fazer duas observações cruciais A primeira é que esta definição de santidade é universalmente aplicável a todos os cristãos verdadeiros seja aos santos de Éfeso aos santos espalhados por todo mundo ou aos fiéis em qualquer canto do Globo precisamos confrontar e desmantelar a dicotomia que o catolicismo romano em sua tradição introduziu neste aspecto enquanto eles elevam certos indivíduos ao Status de Santos é vital reconhecer que embora seja apropriado Honrar aqueles que se destacam em virtude a designação santo não deve ser reservada apenas para eles tal prática é em sua essência uma deturpação e falsificação do ensino bíblico cada Cristão por definição é santo Ser Cristão e ser santo são inseparáveis e ser ambos implica uma separação radical deste mundo esta separação não é meramente geográfica ou cultural Mas é uma transformação profunda da mente da visão de mundo do coração da linguagem e do comportamento o Cristão é alguém cuja identidade foi radicalmente alterada ele não é mais definido ou moldado pelo mundo e pelos seus padrões e a que devemos nos submeter a um exame introspectivo será que nossa vida reflete essa distinção poderia ser que muitos ao nosso redor aqueles que estão buscando respostas e alívio em meio à sua angústia medo ansiedade depressão não se aproximem de nós porque não percebem em nós essa diferença essencial que não há uma diferença essencial entre nós e eles ao aceitar a noção equivocada de que apenas alguns cristãos são santos perdemos de vista o chamado Divino para que cada Cristão viva uma vida separada do mundo no epicentro da fé cristã Encontramos uma dialética surpreendente entre a mundanidade e a transcendência ao refletirmos sobre a cidade de Éfeso conforme descrita no capítulo 19 de Atos dos Apóstolos somos confrontados com uma Metrópole vibrante Próspera mas imersa em um etos Pagão a veneração a deusa Diana proclamada com fervor nos gritos de grande ediana dos Efésios não era apenas uma expressão religiosa mas uma manifestação da cosmovisão e do orgulho cultural da cidade além disso a cidade estava impregnada de práticas esotéricas magia e rituais que desafiavam a Ló neste cenário o apóstolo Paulo ao entrar em Éfeso encontrou-se diante de um Panorama que a primeira vista poderia parecer desolador para a propagação da mensagem cristã apenas um punhado de discípulos de João Batista como a compreensão tên da Verdade parecia ser a única centelha de esperança ali no entanto é precisamente aqui que a filosofia da se revela em sua Plenitude contra todas as probabilidades contra a maré da cultura dominante o evangelho encontrou terreno fértil em Éfeso não por mérito humano mas pela ação transcendente do Espírito Santo que transformou a cidade fazendo dela um epicentro do cristianismo so a supervisão posterior do apóstolo João esse episódio nos convida a uma profunda reflexão quantos de nós como cristãos olhamos para os entes queridos e sentimos um desespero quase sartriano acreditando que sua conversão é uma impossibilidade dada a sua formação intelectual sua educação ou seu ambiente no entanto a história dos Santos de Éfeso Corinto e da láia nos serve como um lembrete da potência do Evangelho não é uma mera doutrina humana mas uma manifestação do poder de Deus para a salvação ele tem a capacidade de transformar o mais cético dos indivíduos em um santo desafiando as estruturas ontológicas do nosso ser esse é o propósito cósmico do Evangelho a razão pela qual foi enviado ao Mundo ao adentrarmos na segunda expressão fiis somos imediatamente confrontados com a complexidade semântica e filosófica da palavra em nossa linguagem contemporânea muitas vezes nos desviamos do núcleo essencial do termo optando por uma interpretação mais superficial ou secundária no entanto ao mergulhar nas profundezas etimológicas e filosóficas da palavra descobrimos que fiel é intrinsecamente ligado ao ato de exercer fé para elucidar essa noção voltemos nossa atenção para o episódio do apóstolo do Tomé uma figura que em sua hesitação encapsula a tensão entre a dúvida e a fé Tomé aos deparar com o testemunho de seus colegas Apóstolos sobre a ressurreição de Cristo manifestou um ceticismo que ecoa as inquietações existenciais de muitos ao longo dos séculos sua demanda por evidência tangível a necessidade de ver e tocar as marcas da crucificação reflete a busca humana por certezas concretas em um mundo repleto de ambiguidades No entanto quando confrontado com a manifestação Divina sua resposta imediata foi de profunda fé e reconhecimento a reprimenda gentil de Cristo porque me viste Tomé crestes bem-aventurados os que não viram e creram não apenas destaca a natureza transcendente da Fé Mas também nos lembra que a verdadeira crença não se baseia na empiria mas em uma profunda convicção interior a palavra fiel portanto não deve ser entendida meramente com uma descrição de lealdade ou Constância mas como uma profunda inclinação à fé no contexto de Éfeso o apóstolo Paulo se dirige aos cristãos não apenas como seguidores ou adeptos mas como aqueles que em sua essência são plenos de fé eles são cristãos não apenas por adesão a um conjunto de doutrinas mas porque em seu íntimo exercem uma fé inabalável no cerne da identidade Cristã Encontramos uma intersecção entre epistemologia e ontologia Ser cristão não é meramente uma adesão a um conjunto de práticas ou uma identidade cultural é uma profunda convicção epistêmica que molda a ontologia do ser esta convicção não é vaga ou generalizada Mas é ancorada em proposições específicas e fundamentais ao revisitar o capítulo 19 de Atos dos Apóstolos somos confrontados com uma dialética entre crença e identidade os discípulos que Paulo encontrou em Éfeso possuíam uma forma de crença mas careciam da plenitude do entendimento Cristão a interrogação de Paulo recebestes vós já o espírito santo quando crestes não era apenas uma questão doutrinária mas uma investigação filosófica sobre a natureza de sua crença a resposta deles revelou uma compreensão incompleta uma crença que ainda não havia penetrado Nas Profundezas da Verdade Cristã aqui somos lembrados de que o cristianismo não é uma mera a um conjunto de ideais éticos ou Morais não é suficiente ter entre aspas reverência pela bíblia por Cristo pela vida ou um vago idealismo Ser Cristão é abraçar uma cosmovisão específica centrada na pessoa de Jesus Cristo é uma profunda convicção na divindade de Jesus de Nazaré na Encarnação na crença de que o verbo eterno se fez carne e habitou entre nós é uma aceitação do Nascimento virginal e um reconhecimento dos Milagres de Jesus como manifestações da sua divindade e é uma crença Firme em cada uma das doutrinas da Salvação em todo o propósito soberano de Deus para salvar e glorificar seu filho amado nesse processo Nesse contexto a fé não é uma abstração filosófica mas uma realidade vivida na uma mera crença em proposições mas uma transformação ontológica que redefine o ser do crente a fé portanto não é apenas um ato cognitivo mas uma reorientação existencial centrada na pessoa e obra de Jesus Cristo no tapeo complexo da existência humana os santos de Éfeso emergem como um testemunho vívido da profundidade epistêmica e ontológica da fé cristã Eles não eram meros espectadores passivos da narrativa Divina eram participantes ativos cuja compreensão das verdades transcendentais os elevava acima do mundano em Éfeso Paulo como Maestro cósmico orquestrou milagres que não apenas validam essas verdades Mas também serviam como uma fenomenologia da Fé uma manifestação tangível do divino no reino tempo oral esses Santos não se contentavam com adesão superficial à doutrina eles mergulhavam Nas Profundezas da Verdade buscando uma compreensão mais profunda e integrada a crucificação e ressurreição de Cristo não eram para eles meros eventos históricos mas axiomas ontológicos que redefiniam a natureza da existência e do ser a redenção através do sangue de Cristo não era uma metáfora poética mas uma realidade vivida uma transformação existencial que os reconecta com Deus a presença do Espírito Santo para eles não era uma abstração teológica mas uma experiência fenomenológica eles reconheciam a descida do Espírito Santo no Pentecoste não apenas como um evento histórico mas como uma manifestação contínua do Poder de Deus no presente operando neles levando eles a contemplar a glória de Deus na face de Cristo e serem transformados de um grau de glória para outro esta era a essência da sua fé uma certeza inabalável não apenas na historicidade dos eventos bíblicos mas em sua relevância contínua e transformadora e Assim somos confrontados com a interrogação existencial somos como os santos de Éfeso verdadeiramente fiéis nós nossa fé é uma profunda convicção ontológica ou meramente uma adesão ritualística a verdadeira fé conforme articulada por Paulo e Pedro Exige uma compreensão profunda e uma vivência autêntica das verdades cristãs Não basta ser um membro nominal de uma comunidade é preciso estar imbuído da essência da Fé pronto para articular e viver a esperança que reside dentro de nós prontos para dar razão ao mundo inteiro da esperança que está em nós dentro do vasto Cosmos da compreensão humana a palavra fiéis ressoa com uma profundidade que transcende sua aparente simplicidade ela evoca uma Tapeçaria de compromisso não apenas com os dogmas e doutrinas mas com a essência imutável da Verdade que eles representam ser fiel Neste contexto não é meramente uma adesão passiva a um conjunto de crenças mas uma ativa inabalável Dedicação à essência metafísica da Fé este termo em sua rica policemi sugere uma Constância ontológica não se trata apenas de guardar a fé como um tesouro precioso mas de vivê-la respirá-lo e se necessário defendê-la contra as tempestades epistemológicas que ameaçam sua integridade ser fiel é ser um farol de confiabilidade em O Mar de relativismo e humanismo secular é ser um pilar de certeza em um mundo de dúvida no entanto essa fidelidade não é uma mera rigidez dogmática é uma abertura para Deus uma disposição para se engajar profundamente com as verdades eternas e defendê-las contra as erosões temporais não é uma fidelidade cega mas uma que é informada esclarecida E acima de tudo vivida não é suficiente simplesmente acreditar deve-se também ser imune às seduções das doutrinas efêmeras e estar pronto para se posicionar com a força e a convicção dos Apóstolos contra qualquer tentativa de diluir ou distorcer a essência da Fé como hoje tão claramente acontece quando o humanismo secular vai corindo toda a verdade em cada Igreja dos nossos dias em um mundo onde as verdades são frequentemente tratadas como mercadorias negociáveis ser fiel é ser radicalmente contracultural é afirmar com uma resoluta determinação filosófica que há verdades que são eternas que há princípios que são inegociáveis e que cerne de nossa existência há uma fé que é tanto um refúgio quanto uma responsabilidade em meio a vastidão da existência humana onde a efemeridade das convicções é frequentemente posta à prova pelo turbilhão da adversidade a resiliência da Fé emerge como um paradigma de resistência ontológica a perseguição em suas múltiplas manifestações não é apenas um desafio externo mas um convite introspectivo para sondar as profundezas de nossa adesão ao Deus vivo os primeiros cristãos imersos na dor e aflição Da perseguição não apenas professavam mas viviam a máxima de que Jesus é senhor mesmo diante da eminência da Morte esta não era uma mera declaração dogmática mas uma afirmação existencial um testemunho da primazia do eterno sobre o efêmero em sua resistência eles não apenas desafiavam os poderes temporais mas também reafirmavam a imutabilidade da Verdade em Face da transitoriedade da existência no entanto A Perseguição não se manifesta apenas nas formas extremas de violência física ou ostracismo social ela se infiltra nas nuances mais sutis de nosso cotidiano mas varias veladas nos olhares de desaprovação nas insinuações que questionam a validade da nossa fé em um mundo cada vez mais cético onde a verdade é frequentemente relativizada e a fé é vista Como anacrônica permanecer fiel é um ato radical de desafio filosófico a verdadeira fidelidade Então não é apenas uma postura defensiva mas uma afirmação proativa da primazia de Deus não é apenas resistir à perseguição mas também abraçar a fé com uma convicção que transcende as circunstâncias é escolher todos os dias afirmar a eternidade da Verdade mesmo quando o mundo nos convida a renunciar a ela e abraçar por exemplo o humanismo secular é em última análise reconhecer que a fé não é apenas uma crença mas uma forma de ser no mundo uma forma de existir que desafia a transitoriedade e celebra o eterno esta noção de estar em Cristo transcende A mera crença intelectual ou a Adesão dogmática como vimos ela aponta para uma realidade ontológica mais profunda uma fusão Mística do ser humano com o Divino com Deus no pensamento filosófico poderemos comparar essa união com a ideia platônica de par IP ação onde o particular participa do Universal no contexto Cristão o indivíduo não apenas acredita em Cristo mas participa da realidade de Cristo tornando-se um com ele a analogia do corpo tão frequentemente usada por Paulo é uma representação vívida dessa união assim como o corpo é uma entidade coea composta de muitas partes distintas mas interdependentes a igreja é composta de muitos membros cada um com sua função única mas todos unidos em Cristo esta não é uma mera União funcional mas uma união ontológica cada membro em sua singularidade participa da totalidade do corpo assim como cada Cristão em sua individualidade participa da totalidade de Cristo a frase em Cristo Jesus não é portanto uma era fórmula litúrgica mas uma afirmação profunda da realidade espiritual e existencial do Cristão estar em Cristo é está enraizado em uma realidade que transcende o eu individual é ser parte de uma comunidade cósmica que abrange todos os tempos e espaços é uma afirmação de que a identidade do cristão não é definida apenas por sua individualidade seu passado os acontecimentos sua família seus traumas como muitos como o mundo definem hoje mas se por sua participação na realidade transcendente de Cristo é uma rejeição bizoo existencial e uma celebração da comunhão cósmica a dialética entre em Adão e em Cristo é uma das mais profundas e revolucionárias no pensamento Paulino ela toca nas raízes da antropologia teológica e da so teologia Cristã abordando a natureza do ser humano e a obra Redentora de Cristo em um nível filosófico essa dialética pode ser vista como uma exploração da tensão entre a universalidade e a particularidade entre o coletivo e o individual quando Paulo fala de estar em Adão ele está se referindo à condição ontológica de toda a humanidade Adão como protótipo humano é o arquétipo de nossa natureza caída sua desobediência no Jardim do Éden não foi apenas um ato individual mas teve implicações cósmicas afetando toda a criação e cada ser humano subsequente nesse sentido Adão é mais do que um indivíduo histórico ele é uma figura metafísica que representa a humanidade em sua totalidade estar em Adão é estar enredado na malha do pecado e da morte é participar da condição existencial de alienação de Deus e do verdadeiro eu por outro lado estar em Cristo é entrar em uma nova realidade ontológica assim como Adão é o representante da velha humanidade Cristo é o representante da nova humanidade ele não é apenas o indivíduo mas o arquétipo da humanidade redimida sua obediência morte e ressurreição não são apenas eventos históricos mas tem implicações cósmicas oferecendo redenção e renovação a todos que estão nele estar em Cristo é participar da nova criação é ser incorporado em uma realidade que transcende o tempo e o espaço é ser parte de um corpo místico que é ao mesmo tempo totalmente humano e totalmente Divino essa dialética entre em Adão e em Cristo é uma reflexão sobre a condição humana e a possibilidade de ascendência ela nos desafia a reconhecer Nossa solidariedade com toda a humanidade em nossa queda em Adão e nossa esperança de Redenção em Cristo somente ela nos lembra que a salvação não é apenas uma questão individual mas cósmica envolvendo toda a criação e talvez o mais importante ela nos convida a viver em Cristo não só ser salvo por estar em Cristo mas viver em Cristo a encarnar em nossas vidas a realidade da nova criação e sermos agentes de Redenção em um mundo quebrado a ideia de estar em Cristo é uma das mais profundas e místicas no pensamento Cristão ela sugere uma união tão íntima e profunda que transcende a compreensão humana no pensamento filosófico esta noção pode ser comparada a conceitos de identidade e pertencimento mas vai além tocando em questões de ontologia e metafísica Paulo ao usar a linguagem de estar em Cristo está desafiando as categorias tradicionais de individualidade e coletividade ele está propondo uma nova forma de entender o eu em relação ao outro em vez de ver o eu como uma entidade separada e autônoma Paulo sugere que o verdadeiro eu só pode ser compreendido em relação a Cristo estar em Cristo é está enraizado em uma realidade que é ao mesmo tempo pessoal e cósmica do ponto de vista filosófico isso levanta questões sobre a natureza do ser e do pertencimento O que significa existir em algo ou alguém como pode o indivíduo manter sua identidade única enquanto está tão profundamente unido a outro Essas são questões que TM ecuado através dos séculos desde os primeiros filósofos gregos até os pensadores contemporâneos a ideia de estar em Cristo também desafia as noções tradicionais de tempo e espaço se estamos crucificados mortos e sepultados ressuscitados e assentados nos lugares Celestiais com Cristo Então nossa existência não é limitada pelo tempo linear ou pelo espaço físico estamos vivendo uma realidade escatológica agora uma realidade que transcende as a deste mundo isso tem implicações Profundas para a ética e a prática Cristã se estamos em Cristo Então a nossa vida não é Nossa mas dele somos chamados a viver de uma maneira que reflita essa realidade Mística a viver não para nós mesmos mas para Cristo e isso não é uma mera abstração teológica mas uma realidade vivida que deve moldar cada aspecto de nossa existência em última análise a ideia de estar em Cristo é uma visão radicalmente alternativa do ser humano e do mundo é uma visão que desafia as categorias e conceitos convencionais e nos convida a entrar em uma realidade mais profunda e transformadora é uma visão que nos chama a uma vida de profunda comunhão com Cristo e através dele com toda a criação a santidade Nesse contexto não é meramente uma questão de moralidade ou ética mas uma transformação ontológica é uma mudança no próprio ser do indivíduo uma metamorfose que o coloca em uma categoria diferente daqueles ao seu redor não é apenas sobre fazer boas ações ou evitar o mal mas so ser moldado e formado pela presença Divina tornando-se uma manifestação visível de Deus no mundo a filosofia tem se debatido com a questão da autoridade ou seja o que significa ser outro o Cristão como descrito por Paulo é esse outro em meio à sociedade ele não se encaixa nas categorias normais não porque ele se esforça para ser diferente mas porque ele foi transformado por uma realidade que está além do Comum ele é outro não em um sentido alienante mas em o sentido Redentor a santidade Então não é uma qualidade que se adquire mas uma identidade que se recebe e essa identidade é marcada pela diferença não uma diferença que separa ou isola mas uma diferença que Testemunha e convida o santo no verdadeiro sentido da palavra é aquele que por sua própria existência aponta para uma realidade maior uma realidade que transcende o comum e o cotidiano aqui podemos ver ecos do pensamento do filósofo Emanuel levinas que falou sobre o rosto do outro como uma manifestação do infinito o rosto do outro para levinas é uma interrupção um desafio um chamado ele nos confronta como a realidade que não podemos reduzir ou assimilar da mesma forma o santo em sua diferença nos confronta com a realidade de Deus ele nos desafia a reconhecer algo que está além de nós mesmos algo que não podemos controlar ou possuir mas apenas testemunhar e adorar assim a santidade não é uma questão de conformidade ou conformismo mas de testemunho não é sobre se encaixar mas sobre apontar para algo maior e É nesse testemunho que o santo encontra sua verdadeira identidade sua verdadeira vocação ele é chamado a ser um sinal um Sacramento uma manifestação visível do invisível e É nesse chamado que ele encontra sua verdadeira liberdade e sua verdadeira alegria aqui Paulo nos lembra da intrínseca interconexão entre fé e ação entre crença e comportamento no pensamento filosófico essa relação pode ser vista como a dialética entre o ser e o dever ser a fé não uma mera abstração intelectual mas uma realidade vivida que se manifesta em aças concretas a santidade Então não é uma qualidade adquirida mas uma manifestação externa da Fé interna a filosofia desde Platão tem se debatido com a relação entre ideias e realidade entre o mundo das formas e o mundo sensível Paulo em sua epístola nos lembra que a fé cristã não é uma mera ideia mas uma realidade vivida a fé não é uma mera crença mas uma forma de vida e essa vida é marcada Pela santidade a santidade Então não é uma qualidade que se adquire mas uma identidade que se vive e essa identidade é marcada pela fé a fé por sua vez não é uma mera crença mas uma confiança uma entrega uma relação e essa relação é com Cristo aqui podemos ver ecos do pensamento do filósofo sorem queer Garde que falou sobre a relação entre fé e existência para que quer Garde a fé não é uma mera crença mas uma forma de vida e essa vida é marcada pela paixão pelo compromisso pela entrega da mesma forma Paulo nos lembra que a fé cristã não é uma mera crença mas uma relação uma união com Cristo assim a santidade e a fé não são duas coisas separadas Mas duas fces da mesma moeda não se pode ter uma sem a outra e essa relação é o que define a identidade do cristão ele é santo porque é fiel e é fiel porque é santo e essa identidade é marcada pela relação com cristo no qual ele vive no qual ele está em Cristo que é a fonte de toda Santidade e fé venha se cançado estás e eu descanso [Música] [Risadas] darei tu [Música] descansará Vem a mim Se não tens paz e eu darei paz em fim ter os pais sem fim o meu judo eleve o meu fardo graça D tome tua cruz te darei a [Música] paz venha o aflito e lhe darei paz minha paz darei venme n do sem fim e eu darei paz darei Minha Paz acalmar tuas águas e falar ao coração Tome meu fardo te darei a vha [Música] Amin [Música] Amin AM l