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Efésios | 02 | Tenho uma Identidade Cristã ou Secular? | Josemar Bessa

Efésios | 02 |  Tenho uma Identidade Cristã ou Secular? | Josemar Bessa

Efésios | 02 | Tenho uma Identidade Cristã ou Secular? | Josemar Bessa

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Legendas automáticas:

Paulo Apóstolo de Jesus Cristo pela
vontade de Deus aos santos que estão em
Éfeso e fiéis em Cristo Jesus Efésios
1:1 ao nos depararmos com as palavras
iniciais de Paulo somos imediatamente
transportados para um oceano de teologia
profunda e rica é uma falha humana
talvez que muitos de nós em nossa
jornada espiritual possamos
inadvertidamente tratar as introduções
das epístolas do novo testamento como
meras formalidades há uma inclinação
talvez moldada por nossa cultura
acelerada de ver essas introduções como
ornamentos retóricos algo a ser
rapidamente ultrapassado para chegarmos
ao coração entre aspas da mensagem
quando vemos filmes no Netflix e outras
plataformas eles nos dão a opção de
pulos as aberturas
o resumo do último Capítulo e etc e
quase sempre pulamos esse padrão
infelizmente pode se infiltrar em nossa
abordagem das escrituras mas ao fazer
isso cometemos um erro fundamental não
apenas em nossa leitura das escrituras
mas em qualquer literatura profunda e
significativa é imperativo que nos aten
ao que o autor em sua sabedoria e
intenção coloca no início de sua obra
ele sem dúvida vê isso como alicerce
para o que está por vir e isso é
especialmente verdadeiro para as
epístolas do novo testamento nestas
saudações não encontramos meras
formalidades mas sim vislumbres de
verdades teológicas que são cruciais
para a compreensão da mensagem
subsequente no início desta epístola
somos confrontados com o exemplo
eloquente dessa realidade Paulo em sua
abordagem Inicial aos Efésios não se
limita a uma mera saudação em vez disso
ele imediatamente os envolve e por
extensão a nós em uma profunda reflexão
sobre a essência do cristianismo o
significado do cristianismo e o
significado de ser um cristão gostaria
de destacar este ponto pois há uma
tendência talvez nascida de uma leitura
superficial ou de uma compreensão
cultural distorcida de presumir que as
instruções das epístolas do novo
testamento são universais destinadas a
todos
indistintamente no entanto é um equívoco
e até mesmo teologicamente perigoso
extrapolar os ensinamentos de qualquer
uma das epístolas do novo testamento e
aplicá-los indiscriminadamente ao mundo
em sua totalidade estas as palavras são
direcionadas a um público específico e
Paulo com sua clareza característica não
nos deixa em dúvida sobre a quem ele
está se dirigindo ele não apenas se
dirige a eles mas também os define com
precisão e profundidade é imperativo que
reconheçamos a natureza particular da
correspondência que Paulo está
empreendendo aqui ele não está
simplesmente escrevendo uma carta
específica
mas algo que poderemos categorizar como
uma epístola mais abrangente algumas
versões omitem a especificação aos
santos que estão em Éfeso esta omissão
não é arbitrária a MS aprofundarmos na
história textual descobrimos que muitos
dos manuscritos antigos não incluem a
designação em Éfeso enquanto os
manuscritos mais antigos omitem essas
palavras outros manuscritos subsequentes
as incorporam a sabedoria convencional
entre os estudiosos é que Paulo em sua
visão Pastoral estava compondo uma
espécie de carta circular destinada a
múltiplas congregações múltiplas igrejas
locais seu amanuense reconhecendo a
natureza abrangente da mensagem pode ter
deixado um espaço propositalmente em
branco permitindo a inserção do nome de
uma congregação específica conforme a
necessidade assim enquanto esta epístola
encontrou sua casa em Éfeso é plausível
que tenha sido compartilhada com várias
outras igrejas na província da Ásia a m
clatura tradicional a carta aos Efésios
pode muito bem ter se originado do fato
de que o manuscrito primário estava
destinado à comunidade de Éfeso é
crucial que compreendamos amplitude da
intenção de Paulo ao escrever esta
epístola ele não estava se dirigindo a
uma elite espiritual nem a teólogos de
renome ou acadêmicos especializados das
profundezas das escrituras esta não é
uma carta reservada para os eruditos ou
para aqueles que se dedicam
profissionalmente ao estudo teológico em
vez disso Paulo estava se comunicando
com os fiéis comuns aqueles que se unam
semana após semana nas assembleias
locais buscando entender o evangelho e
pelo Espírito Santo ter aplicação
poderosa na vida deles esta perspectiva
é vital por uma razão fundamental tudo o
que Paulo articula aqui sobre a matureza
e a identidade dos cristãos é portanto
aplicável a todos nós a rica Tapeçaria
teológica que ele tece em Efésios não é
um banquete reservado para poucos é uma
festa é um festim ao qual Todos Nós
Somos convidados a epístola aos Efésios
que pode ser considerada o ápice da
reflexão teológica de Paulo foi escrita
para pessoas como nós pessoas comuns a
intenção é que os crentes comuns de
todas as congregações se apropriem
destas verdades as internalizem e
encontrem alegria nelas essas verdades
não são exclusivas para uma elite
espiritual elas são um presente para
todos nós um tesouro para ser
compartilhado e celebrado coletivamente
ao nos voltarmos para a definição
Paulina do que é Ser Cristão encontramos
aqui uma espécie de essência fundamental
do cristianismo do verdadeiro cristão no
CNE desta epístola Paulo expressa seu
desejo ardente de que esses crentes se
aprofundem em verdades ainda mais ricas
e transcendentes ele anseia que eles não
apenas conheçam mas também compreendam
profundamente os mistérios divinos assim
ele eleva uma oração para que o Deus de
Nosso Senhor Jesus Cristo o pai da
Glória possa conceder-lhes o espírito de
Sabedoria e de Revelação iluminando os
olhos de seu entendimento Esta é a
aspiração máxima de Paulo para eles para
a Igreja de Éfeso e para todos nós no
entanto antes de conduzi-los A essas
alturas espirituais ele os fundamenta na
realidade de quem eles já são e no que
já possuem em Cristo a descrição que ele
faz dos cristãos não é uma idealização é
um retrato fiel dos crentes Efésios
daquela época eles não seriam parte da
comunidade de fé nem seriam os
destinatários desta carta inspirada se
não incorporassem essas características
fundamentais em sua identidade seriam
apenas cristãos nominais Sem essas
características Assim somos confrontados
com o que o Novo Testamento apresenta
como a essência inegociável do que
significa ser um seguidor de Cristo um
filho de Deus estou sublinhando esse
ponto porque acredito que a questão mais
prem para a igreja de hoje é discernir
com clareza o que realmente significa
Ser Cristão como foi que os primeiros
cristãos apesar de serem uma minoria
conseguiram influenciar tão
profundamente o mundo Pagão ao seu redor
a resposta não está em sua estrutura
organizacional mas na atid
de sua fé era a qualidade intrínseca de
suas vidas a potência de sua convicção
que emanava de sua genuína identidade
Cristã foi assim que o cristianismo
transformou o mundo antigo e estou cada
vez mais convencido de que é por essa
mesma autenticidade que o cristianismo
pode Ressoar no mundo
contemporâneo a aparente diminuição da
influência da igreja no cenário atual
acredito pode ser ií a uma trágica
discrepância a distância entre a
vivência Cristã Contemporânea e o
retrato vívido dos cristãos no Novo
Testamento se Estamos genuinamente
preocupados com o estado da igreja e com
aqueles que à margem da Fé caminham para
Desolação nosso primeiro passo é uma
introspecção medindo nossa vida à luz
deste padrão apostólico desta definição
do que é um verdadeiro Cristão Paulo em
sua sabedoria divinamente inspirada
destila a essência do Cristão em três
expressões distintas A primeira é Santos
Paulo Apóstolo de Jesus Cristo pela
vontade de Deus aos santos seja em Éfeso
Laudiceia ou qualquer outra congregação
a primeira característica intrínseca de
um cristão é a santidade para muitos de
nós essa afirmação Pode parecer
audaciosa quase
presunçosa pode haver uma hesitação em
abraçar tal título uma relutância em se
identificar como santo no entanto o Novo
Testamento nos chama exatamente assim
Assim somos compelidos a mergulhar na
profundidade dessa terminologia para
compreender porque Paulo escolheu essa
palavra e o que Santo entre aspas no
contexto
neotestamentário realmente
implica a palavra santo carrega consigo
uma profundidade de significado que vai
além da mera
religiosidade no cerne de sua definição
sugere uma separação um ato de ser posto
à parte Esta é a raiz etimológica e
teológica do termo que Paulo e de fato
outros escritores bíblicos
frequentemente empregam uma ilustração
vívida deste conceito pode ser
encontrada em Atos 19 onde diante de
desafios e oposições Paulo separou os
discípulos congregando na escola de
tirano Versículo 9 para instruí-los e
fortalecê-los na fé a igreja em sua
essência não é meramente uma instituição
é uma congregação de Santos uma
assembleia daqueles que foram separados
um paralelo bíblico perfeito é a
narrativa dos filhos de Israel no antigo
testamento Eles foram designados por
Deus como um povo distinto separado das
Nações ao redor carregando uma
identidade única como povo de Deus são
descritos como a geração eleita o
sacerdócio real a Nação santa o Povo
Adquirido 29 uma esp de Deus os
israelitas embora fossem uma nação entre
muitas possuíam uma distinção Divina
eles tinham privilégios e revelações que
outras Nações não tinham como os
oráculos de Deus em resumo eles eram
Santos da mesma forma o Cristão é alguém
que Embora esteja no mundo é distinto
dele Paulo eou este sentimento em sua
carta aos Gálatas
afirmando que fomos resgatados do
presente século mau por Jesus Cristo
esta libertação não é apenas espiritual
mas também identitária o Cristão assim
como os israelitas da antiguidade pode
caminhar no mundo mas não é moldado por
ele esta é uma verdade fundamental o
Cristão é intrinsecamente diferente
separado e único em sua identidade e
propósito o cristão não é apenas alguém
que se destaca por sua fé mas é alguém
que foi intencionalmente chamado por
Deus separado do mundo e consagrado para
um propósito Divino mas ao refletir
sobre a igreja contemporânea devemos nos
perguntar essa separação é evidente em
nossa vida diária a verdadeira separação
vai além de mera frequência a um local
de culto aos domingos Enquanto essa
prática é valiosa ela pode em alguns
casos ser reduzida ao mero ritual ou
convenção social a questão mais profunda
é em nossa essência somos distintamente
diferentes do mundo que nos rodeia o que
produz Nossa identidade onde está
firmada a nossa identidade é
completamente diferente de onde o mundo
firma sua identidade tira sua autoestima
e seu senso de valor
ser santo não é apenas uma distinção
externa é uma transformação interna no
CNE da palavra santo encontramos a ideia
de purificação Quando pensamos em um
santo muitas vezes imaginamos alguém de
caráter imaculado e essa percepção não
está errada um santo é alguém que passou
por um processo de Purificação em vários
níveis ele foi purificado da mancha do
do pecado que o separava de Deus se a
santidade implica ser trazido para a
presença de Deus para contemplar a
glória de Deus na face de Cristo todos
os dias então é lógico que algo deve
acontecer para remover o que nos impede
de entrar nessa presença de estar na
presença imediata de Deus como amigo e
não como inimigo com prazer e deleite e
não por Mera ação O pecado é essa
barreira portanto antes que alguém possa
ser verdadeiramente consagrado a Deus
essa mancha precisa ser removida Esta é
a marca distintiva do cristão ele foi
purificado como Paulo nos Lembra pelo
sacrifício Redentor de Cristo através de
quem temos Redenção pelo seu sangue a
remissão das ofensas segundo as riquezas
da sua graça somos justificados
portanto somos Santos diante de Deus
baseado na justiça de Cristo mas a
jornada continua a jornada de
purificação ao contrário do que muitos
podem presumir não é um processo
unilateral ou superficial a santidade em
sua essência Exige uma Purificação que
transcende a mera exterioridade a
justificação é uma declaração de Deus
que nós somos justos diante dele em
Cristo é algo externo Mas isso é feito
não como um fim em si mesmo ou para nós
simplesmente irmos para o céu mas isso é
feito pois era necessário para nós
termos comunhão com um Deus santo então
a justificação necessariamente nos
levará a contemplar esse Deus com um
novo coração e sermos transformados
diariamente o santo não é apenas alguém
que foi lavado das manchas vis do pecado
mas também da corrupção mais profunda e
insidiosa que se infiltra em cada
Recanto da alma humana o pecado em sua
natureza pervasiva não apenas mancha a
superfície mas permeia o intelecto a
vontade as emoções e até mesmo as
motivações mais profundas assim um santo
é alguém cuja mente e coração foram
regenerados cujas ações refletem essa
transformação interna e cuja totalidade
do ser ressoa com a pureza Divina a
linguagem bíblica rica em simbolismo e
significado frequentemente se refere a
objetos e lugares como Santos o Monte
Sião por exemplo é descrito como o Monte
Santo e os instrumentos usados no templo
são designados vasos Santos esta
nomenclatura não é meramente ornamental
indica que esses objetos e lugares foram
purificados e consagrados para um
propósito específico tornando-se
exclusivos para o serviço Divino eles
não são apenas limpos mas são também
reservados dedicados exclusivamente ao
Senhor Neste contexto a palavra santo
carrega consigo uma dualidade de
significado Purificação e consagração e
embora agora apliquemos este termo aos
cristãos é essencial reconhecer suas
raízes no antigo testamento onde era
usado para descrever os filhos de Israel
eles eram descritos como uma nação Santa
um povo peculiar não apenas como um
grupo distintivo entre as nações mas
como aqueles que eram a propriedade
especial de Deus separados para seus
propósitos divinos neste ponto sina a
necessidade de fazer duas observações
cruciais A primeira é que esta definição
de santidade é universalmente aplicável
a todos os cristãos verdadeiros seja aos
santos de Éfeso aos santos espalhados
por todo mundo ou aos fiéis em qualquer
canto do Globo precisamos confrontar e
desmantelar a dicotomia que o
catolicismo romano em sua tradição
introduziu neste aspecto
enquanto eles elevam certos indivíduos
ao Status de Santos é vital reconhecer
que embora seja apropriado Honrar
aqueles que se destacam em virtude a
designação santo não deve ser reservada
apenas para eles tal prática é em sua
essência uma deturpação e falsificação
do ensino bíblico cada Cristão por
definição é santo Ser Cristão e ser
santo são inseparáveis e ser ambos
implica uma separação radical deste
mundo esta separação não é meramente
geográfica ou cultural Mas é uma
transformação profunda da mente da visão
de mundo do coração da linguagem e do
comportamento o Cristão é alguém cuja
identidade foi radicalmente alterada ele
não é mais definido ou moldado pelo
mundo e pelos seus padrões e a que
devemos nos submeter a um exame
introspectivo será que nossa vida
reflete essa
distinção poderia ser que muitos ao
nosso redor aqueles que estão buscando
respostas e alívio em meio à sua
angústia medo ansiedade depressão não se
aproximem de nós porque não percebem em
nós essa diferença essencial que não há
uma diferença essencial entre nós e eles
ao aceitar a noção equivocada de que
apenas alguns cristãos são santos
perdemos de vista o chamado Divino para
que cada Cristão viva uma vida separada
do mundo no epicentro da fé cristã
Encontramos uma dialética surpreendente
entre a mundanidade e a transcendência
ao refletirmos sobre a cidade de Éfeso
conforme descrita no capítulo 19 de Atos
dos Apóstolos somos confrontados com uma
Metrópole vibrante Próspera mas imersa
em um etos Pagão a veneração a deusa
Diana proclamada com fervor nos gritos
de grande ediana dos Efésios não era
apenas uma expressão religiosa mas uma
manifestação da cosmovisão e do orgulho
cultural da cidade além disso a cidade
estava impregnada de práticas esotéricas
magia e rituais que desafiavam a Ló
neste cenário o apóstolo Paulo ao entrar
em Éfeso encontrou-se diante de um
Panorama que a primeira vista poderia
parecer desolador para a propagação da
mensagem cristã apenas um punhado de
discípulos de João Batista como a
compreensão tên da Verdade parecia ser a
única centelha de esperança ali no
entanto é precisamente aqui que a
filosofia da se revela em sua Plenitude
contra todas as probabilidades contra a
maré da cultura dominante o evangelho
encontrou terreno fértil em Éfeso não
por mérito humano mas pela ação
transcendente do Espírito Santo que
transformou a cidade fazendo dela um
epicentro do cristianismo so a
supervisão posterior do apóstolo João
esse episódio nos convida a uma profunda
reflexão
quantos de nós como cristãos olhamos
para os entes queridos e sentimos um
desespero quase sartriano acreditando
que sua conversão é uma impossibilidade
dada a sua formação intelectual sua
educação ou seu ambiente no entanto a
história dos Santos de Éfeso Corinto e
da láia nos serve como um lembrete da
potência do Evangelho não é uma mera
doutrina humana mas uma manifestação do
poder de Deus para a salvação ele tem a
capacidade de transformar o mais cético
dos indivíduos em um santo desafiando as
estruturas ontológicas do nosso ser esse
é o propósito cósmico do Evangelho a
razão pela qual foi enviado ao Mundo ao
adentrarmos na segunda expressão fiis
somos imediatamente confrontados com a
complexidade semântica e filosófica da
palavra em nossa linguagem contemporânea
muitas vezes nos desviamos do núcleo
essencial do termo optando por uma
interpretação mais superficial ou
secundária no entanto ao mergulhar nas
profundezas etimológicas e filosóficas
da palavra descobrimos que fiel é
intrinsecamente ligado ao ato de exercer
fé para elucidar essa noção voltemos
nossa atenção para o episódio do
apóstolo do Tomé uma figura que em sua
hesitação encapsula a tensão entre a
dúvida e a fé Tomé aos deparar com o
testemunho de seus colegas Apóstolos
sobre a ressurreição de Cristo
manifestou um ceticismo que ecoa as
inquietações existenciais de muitos ao
longo dos séculos sua demanda por
evidência tangível a necessidade de ver
e tocar as marcas da crucificação
reflete a busca humana por certezas
concretas em um mundo repleto de
ambiguidades No entanto quando
confrontado com a manifestação Divina
sua resposta imediata foi de profunda fé
e reconhecimento a reprimenda gentil de
Cristo porque me viste Tomé crestes
bem-aventurados os que não viram e
creram não apenas destaca a natureza
transcendente da Fé Mas também nos
lembra que a verdadeira crença não se
baseia na empiria mas em uma profunda
convicção interior a palavra fiel
portanto não deve ser entendida
meramente com uma descrição de lealdade
ou Constância mas como uma profunda
inclinação à fé no contexto de Éfeso o
apóstolo Paulo se dirige aos cristãos
não apenas como seguidores ou adeptos
mas como aqueles que em sua essência são
plenos de fé eles são cristãos não
apenas por adesão a um conjunto de
doutrinas mas porque em seu íntimo
exercem uma fé inabalável no cerne da
identidade Cristã Encontramos uma
intersecção entre epistemologia e
ontologia Ser cristão não é meramente
uma adesão a um conjunto de práticas ou
uma identidade cultural é uma profunda
convicção epistêmica que molda a
ontologia do ser esta convicção não é
vaga ou generalizada Mas é ancorada em
proposições específicas e
fundamentais ao revisitar o capítulo 19
de Atos dos Apóstolos somos confrontados
com uma dialética entre crença e
identidade os discípulos que Paulo
encontrou em Éfeso possuíam uma forma de
crença mas careciam da plenitude do
entendimento Cristão a interrogação de
Paulo recebestes vós já o espírito santo
quando crestes não era apenas uma
questão doutrinária mas uma investigação
filosófica sobre a natureza de sua
crença a resposta deles revelou uma
compreensão incompleta uma crença que
ainda não havia penetrado Nas
Profundezas da Verdade Cristã aqui somos
lembrados de que o cristianismo não é
uma mera a um conjunto de ideais éticos
ou Morais não é suficiente ter entre
aspas reverência pela bíblia por Cristo
pela vida ou um vago idealismo Ser
Cristão é abraçar uma cosmovisão
específica centrada na pessoa de Jesus
Cristo é uma profunda convicção na
divindade de Jesus de Nazaré na
Encarnação na crença de que o verbo
eterno se fez carne e habitou entre nós
é uma aceitação do Nascimento virginal e
um reconhecimento dos Milagres de Jesus
como manifestações da sua divindade e é
uma crença Firme em cada uma das
doutrinas da Salvação em todo o
propósito soberano de Deus para salvar e
glorificar seu filho amado nesse
processo Nesse contexto a fé não é uma
abstração filosófica mas uma realidade
vivida na uma mera crença em proposições
mas uma transformação ontológica que
redefine o ser do crente a fé portanto
não é apenas um ato cognitivo mas uma
reorientação existencial centrada na
pessoa e obra de Jesus Cristo no tapeo
complexo da existência humana os santos
de Éfeso emergem como um testemunho
vívido da profundidade epistêmica e
ontológica da fé cristã
Eles não eram meros espectadores
passivos da narrativa Divina eram
participantes ativos cuja compreensão
das verdades transcendentais os elevava
acima do mundano em Éfeso Paulo como
Maestro cósmico orquestrou milagres que
não apenas validam essas verdades Mas
também serviam como uma fenomenologia da
Fé uma manifestação tangível do divino
no reino tempo oral esses Santos não se
contentavam com adesão superficial à
doutrina eles mergulhavam Nas
Profundezas da Verdade buscando uma
compreensão mais profunda e
integrada a crucificação e ressurreição
de Cristo não eram para eles meros
eventos históricos mas axiomas
ontológicos que redefiniam a natureza da
existência e do ser a redenção através
do sangue de Cristo não era uma metáfora
poética mas uma realidade vivida uma
transformação existencial que os
reconecta com Deus a presença do
Espírito Santo para eles não era uma
abstração teológica mas uma experiência
fenomenológica eles reconheciam a
descida do Espírito Santo no Pentecoste
não apenas como um evento histórico mas
como uma manifestação contínua do Poder
de Deus no presente operando neles
levando eles a contemplar a glória de
Deus na face de Cristo e serem
transformados de um grau de glória para
outro esta era a essência da sua fé uma
certeza inabalável não apenas na
historicidade dos eventos bíblicos mas
em sua relevância contínua e
transformadora e Assim somos
confrontados com a interrogação
existencial somos como os santos de
Éfeso verdadeiramente fiéis nós nossa fé
é uma profunda convicção ontológica ou
meramente uma adesão
ritualística a verdadeira fé conforme
articulada por Paulo e Pedro Exige uma
compreensão profunda e uma vivência
autêntica das verdades cristãs Não basta
ser um membro nominal de uma comunidade
é preciso estar imbuído da essência da
Fé pronto para articular e viver a
esperança que reside dentro de nós
prontos para dar razão ao mundo inteiro
da esperança que está em nós dentro do
vasto Cosmos da compreensão humana a
palavra fiéis ressoa com uma
profundidade que transcende sua aparente
simplicidade ela evoca uma Tapeçaria de
compromisso não apenas com os dogmas e
doutrinas mas com a essência imutável da
Verdade que eles representam ser fiel
Neste contexto não é meramente uma
adesão passiva a um conjunto de crenças
mas uma ativa inabalável Dedicação à
essência metafísica da Fé este termo em
sua rica policemi sugere uma Constância
ontológica não se trata apenas de
guardar a fé como um tesouro precioso
mas de vivê-la respirá-lo e se
necessário defendê-la contra as
tempestades epistemológicas que ameaçam
sua
integridade ser fiel é ser um farol de
confiabilidade em O Mar de relativismo e
humanismo secular é ser um pilar de
certeza em um mundo de dúvida no entanto
essa fidelidade não é uma mera rigidez
dogmática é uma abertura para Deus uma
disposição para se engajar profundamente
com as verdades eternas e defendê-las
contra as erosões temporais
não é uma fidelidade cega mas uma que é
informada esclarecida E acima de tudo
vivida não é suficiente simplesmente
acreditar deve-se também ser imune às
seduções das doutrinas efêmeras e estar
pronto para se posicionar com a força e
a convicção dos Apóstolos contra
qualquer tentativa de diluir ou
distorcer a essência da Fé como hoje tão
claramente acontece
quando o humanismo secular vai corindo
toda a verdade em cada Igreja dos nossos
dias em um mundo onde as verdades são
frequentemente tratadas como mercadorias
negociáveis ser fiel é ser radicalmente
contracultural é afirmar com uma
resoluta determinação filosófica que há
verdades que são eternas que há
princípios que são inegociáveis e que
cerne de nossa existência há uma fé que
é tanto um refúgio quanto uma
responsabilidade em meio a vastidão da
existência humana onde a efemeridade das
convicções é frequentemente posta à
prova pelo turbilhão da adversidade a
resiliência da Fé emerge como um
paradigma de resistência
ontológica a perseguição em suas
múltiplas manifestações não é apenas um
desafio externo mas um convite
introspectivo para sondar as profundezas
de nossa adesão ao Deus vivo os
primeiros cristãos imersos na dor e
aflição Da perseguição não apenas
professavam mas viviam a máxima de que
Jesus é senhor mesmo diante da eminência
da Morte esta não era uma mera
declaração dogmática mas uma afirmação
existencial um testemunho da primazia do
eterno sobre o efêmero em sua
resistência eles não apenas desafiavam
os poderes temporais mas também
reafirmavam a imutabilidade da Verdade
em Face da transitoriedade da existência
no entanto A Perseguição não se
manifesta apenas nas formas extremas de
violência física ou
ostracismo social ela se infiltra nas
nuances mais sutis de nosso cotidiano
mas varias veladas nos olhares de
desaprovação nas insinuações que
questionam a validade da nossa fé em um
mundo cada vez mais cético onde a
verdade é frequentemente relativizada e
a fé é vista Como anacrônica permanecer
fiel é um ato radical de desafio
filosófico a verdadeira fidelidade Então
não é apenas uma postura defensiva mas
uma afirmação proativa da primazia de
Deus
não é apenas resistir à perseguição mas
também abraçar a fé com uma convicção
que transcende as circunstâncias é
escolher todos os dias afirmar a
eternidade da Verdade mesmo quando o
mundo nos convida a renunciar a ela e
abraçar por exemplo o humanismo secular
é em última análise reconhecer que a fé
não é apenas uma crença mas uma forma de
ser no mundo uma forma de existir que
desafia a transitoriedade e celebra o
eterno esta noção de estar em Cristo
transcende A mera crença intelectual ou
a Adesão dogmática como vimos ela aponta
para uma realidade ontológica mais
profunda uma fusão Mística do ser humano
com o Divino com Deus no pensamento
filosófico poderemos comparar essa união
com a ideia platônica de par IP ação
onde o particular participa do Universal
no contexto Cristão o indivíduo não
apenas acredita em Cristo mas participa
da realidade de Cristo tornando-se um
com ele a analogia do corpo tão
frequentemente usada por Paulo é uma
representação vívida dessa união assim
como o corpo é uma entidade coea
composta de muitas partes distintas mas
interdependentes a igreja é composta de
muitos membros cada um com sua função
única mas todos unidos em Cristo esta
não é uma mera União funcional mas uma
união ontológica cada membro em sua
singularidade participa da totalidade do
corpo assim como cada Cristão em sua
individualidade participa da totalidade
de Cristo a frase em Cristo Jesus não é
portanto uma era fórmula litúrgica mas
uma afirmação profunda da realidade
espiritual e existencial do Cristão
estar em Cristo é está enraizado em uma
realidade que transcende o eu individual
é ser parte de uma comunidade cósmica
que abrange todos os tempos e espaços é
uma afirmação de que a identidade do
cristão não é definida apenas por sua
individualidade seu passado os
acontecimentos sua família seus traumas
como muitos como o mundo definem hoje
mas se por sua participação na realidade
transcendente de Cristo é uma rejeição
bizoo existencial e uma celebração da
comunhão cósmica a dialética entre em
Adão e em Cristo é uma das mais
profundas e revolucionárias no
pensamento Paulino ela toca nas raízes
da antropologia teológica e da so
teologia Cristã abordando a natureza do
ser humano e a obra Redentora de Cristo
em um nível filosófico essa dialética
pode ser vista como uma exploração da
tensão entre a universalidade e a
particularidade entre o coletivo e o
individual quando Paulo fala de estar em
Adão ele está se referindo à condição
ontológica de toda a humanidade Adão
como protótipo humano é o arquétipo de
nossa natureza caída
sua desobediência no Jardim do Éden não
foi apenas um ato individual mas teve
implicações cósmicas afetando toda a
criação e cada ser humano subsequente
nesse sentido Adão é mais do que um
indivíduo histórico ele é uma figura
metafísica que representa a humanidade
em sua
totalidade estar em Adão é estar
enredado na malha do pecado e da morte é
participar da condição existencial de
alienação de Deus e do verdadeiro eu por
outro lado estar em Cristo é entrar em
uma nova realidade ontológica assim como
Adão é o representante da velha
humanidade Cristo é o representante da
nova humanidade ele não é apenas o
indivíduo mas o arquétipo da humanidade
redimida sua obediência morte e
ressurreição não são apenas eventos
históricos mas tem implicações cósmicas
oferecendo redenção e renovação a todos
que estão nele estar em Cristo é
participar da nova criação é ser
incorporado em uma realidade que
transcende o tempo e o espaço é ser
parte de um corpo místico que é ao mesmo
tempo totalmente humano e totalmente
Divino essa dialética entre em Adão e em
Cristo é uma reflexão sobre a condição
humana e a possibilidade de ascendência
ela nos desafia a reconhecer Nossa
solidariedade com toda a humanidade em
nossa queda em Adão e nossa esperança de
Redenção em Cristo somente ela nos
lembra que a salvação não é apenas uma
questão individual mas cósmica
envolvendo toda a criação e talvez o
mais importante ela nos convida a viver
em Cristo não só ser salvo por estar em
Cristo mas viver em Cristo a encarnar em
nossas vidas a realidade da nova criação
e sermos agentes de Redenção em um mundo
quebrado a ideia de estar em Cristo é
uma das mais profundas e místicas no
pensamento Cristão ela sugere uma união
tão íntima e profunda que transcende a
compreensão humana no pensamento
filosófico esta noção pode ser comparada
a conceitos de identidade e
pertencimento mas vai além tocando em
questões de ontologia e metafísica Paulo
ao usar a linguagem de estar em Cristo
está desafiando as categorias
tradicionais de individualidade e
coletividade ele está propondo uma nova
forma de entender o eu em relação ao
outro em vez de ver o eu como uma
entidade separada e autônoma Paulo
sugere que o verdadeiro eu só pode ser
compreendido em relação a Cristo estar
em Cristo é está enraizado em uma
realidade que é ao mesmo tempo pessoal e
cósmica do ponto de vista filosófico
isso levanta questões sobre a natureza
do ser e do pertencimento O que
significa existir em algo ou alguém como
pode o indivíduo manter sua identidade
única enquanto está tão profundamente
unido a outro Essas são questões que TM
ecuado através dos séculos desde os
primeiros filósofos gregos até os
pensadores contemporâneos a ideia de
estar em Cristo também desafia as noções
tradicionais de tempo e espaço se
estamos crucificados mortos e sepultados
ressuscitados e assentados nos lugares
Celestiais com Cristo Então nossa
existência não é limitada pelo tempo
linear ou pelo espaço físico estamos
vivendo uma realidade escatológica agora
uma realidade que transcende as a deste
mundo isso tem implicações Profundas
para a ética e a prática Cristã se
estamos em Cristo Então a nossa vida não
é Nossa mas dele somos chamados a viver
de uma maneira que reflita essa
realidade Mística a viver não para nós
mesmos mas para Cristo e isso não é uma
mera abstração teológica mas uma
realidade vivida que deve moldar cada
aspecto de nossa existência
em última análise a ideia de estar em
Cristo é uma visão radicalmente
alternativa do ser humano e do mundo é
uma visão que desafia as categorias e
conceitos convencionais e nos convida a
entrar em uma realidade mais profunda e
transformadora é uma visão que nos chama
a uma vida de profunda comunhão com
Cristo e através dele com toda a criação
a santidade Nesse contexto não é
meramente uma questão de moralidade ou
ética mas uma transformação ontológica é
uma mudança no próprio ser do indivíduo
uma metamorfose que o coloca em uma
categoria diferente daqueles ao seu
redor não é apenas sobre fazer boas
ações ou evitar o mal mas so ser moldado
e formado pela presença Divina
tornando-se uma manifestação visível de
Deus no mundo a filosofia tem se
debatido com a questão da autoridade ou
seja o que significa ser outro o Cristão
como descrito por Paulo é esse outro em
meio à sociedade ele não se encaixa nas
categorias normais não porque ele se
esforça para ser diferente mas porque
ele foi transformado por uma realidade
que está além do Comum ele é outro não
em um sentido alienante mas em o sentido
Redentor a santidade Então não é uma
qualidade que se adquire mas uma
identidade que se recebe e essa
identidade é marcada pela diferença não
uma diferença que separa ou isola mas
uma diferença que Testemunha e convida o
santo no verdadeiro sentido da palavra é
aquele que por sua própria existência
aponta para uma realidade maior uma
realidade que transcende o comum e o
cotidiano
aqui podemos ver ecos do pensamento do
filósofo Emanuel levinas que falou sobre
o rosto do outro como uma manifestação
do infinito o rosto do outro para
levinas é uma interrupção um desafio um
chamado ele nos confronta como a
realidade que não podemos reduzir ou
assimilar da mesma forma o santo em sua
diferença nos confronta com a realidade
de Deus ele nos desafia a reconhecer
algo que está além de nós mesmos algo
que não podemos controlar ou possuir mas
apenas testemunhar e adorar assim a
santidade não é uma questão de
conformidade ou conformismo mas de
testemunho não é sobre se encaixar mas
sobre apontar para algo maior e É nesse
testemunho que o santo encontra sua
verdadeira identidade sua verdadeira
vocação ele é chamado a ser um sinal um
Sacramento uma manifestação visível do
invisível e É nesse chamado que ele
encontra sua verdadeira liberdade e sua
verdadeira alegria aqui Paulo nos lembra
da intrínseca interconexão entre fé e
ação entre crença e comportamento no
pensamento filosófico essa relação pode
ser vista como a dialética entre o ser e
o dever ser a fé não uma mera abstração
intelectual mas uma realidade vivida que
se manifesta em aças concretas a
santidade Então não é uma qualidade
adquirida mas uma manifestação externa
da Fé interna a filosofia desde Platão
tem se debatido com a relação entre
ideias e realidade entre o mundo das
formas e o mundo sensível Paulo em sua
epístola nos lembra que a fé cristã não
é uma mera ideia mas uma realidade
vivida a fé não é uma mera crença mas
uma forma de vida e essa vida é marcada
Pela santidade a santidade Então não é
uma qualidade que se adquire mas uma
identidade que se vive e essa identidade
é marcada pela fé a fé por sua vez não é
uma mera crença mas uma confiança uma
entrega uma relação e essa relação é com
Cristo aqui podemos ver ecos do
pensamento do filósofo sorem queer Garde
que falou sobre a relação entre fé e
existência para que quer Garde a fé não
é uma mera crença mas uma forma de vida
e essa vida é marcada pela paixão pelo
compromisso pela entrega da mesma forma
Paulo nos lembra que a fé cristã não é
uma mera crença mas uma relação uma
união com Cristo assim a santidade e a
fé não são duas coisas separadas Mas
duas fces da mesma moeda não se pode ter
uma sem a outra e essa relação é o que
define a identidade do cristão ele é
santo porque é fiel e é fiel porque é
santo e essa identidade é marcada pela
relação com cristo no qual ele vive no
qual ele está em Cristo que é a fonte de
toda Santidade e fé
venha se
cançado
estás e eu
descanso
[Música]
[Risadas]
darei tu
[Música]
descansará
Vem a mim Se não tens
paz e eu
darei paz em
fim ter os pais sem
fim o meu
judo
eleve o meu fardo graça
D tome tua
cruz te darei a
[Música]
paz venha o
aflito e lhe
darei
paz minha paz
darei
venme n do sem
fim e eu
darei
paz darei Minha
Paz
acalmar tuas
águas e falar ao
coração Tome meu
fardo te darei a
vha
[Música]
Amin
[Música]
Amin
AM
l

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