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HEGEL, MARX E A SOCIEDADE BURGUESA – LEITURA COMENTADA DE FRANZ HINKELAMMERT Ep 2

HEGEL, MARX E A SOCIEDADE BURGUESA – LEITURA COMENTADA DE FRANZ HINKELAMMERT Ep 2

HEGEL, MARX E A SOCIEDADE BURGUESA – LEITURA COMENTADA DE FRANZ HINKELAMMERT Ep 2

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Vídeo 1 da série: https://youtu.be/t03L1UB5N1s

Legendas automáticas:

olha irmanos irmanas E irmanas que tal
comentando esper se que muit sejam muito
bem-vindos muito bem-vindas e muito
bem-vindos ao nosso segundo vídeo lendo
o texto crítica razão utópica de francez
rink Lambert se você está sendo vítima
desse vídeo nesse exato momento não
esqueça que eu não estou neste momento
aqui no Brasil comendo fumaça estou no
curso latino-americano de formação
política do centro Memorial Martin
Luther King em Havana Cuba e por isso
comecei aqui falando em espanhol mas de
todo modo essa leitura é uma maneira da
gente continuar trabalhando aqui no
nosso canalzinho com divulgação de
conteúdo qualificado acessível e
didático e eu espero que você possa
curtir divulgar e comentar para ajudar a
manter ativo o nosso trabalho por aqui
também dê uma olhadinha na descrição
desse vídeo porque lá tem tanto o link
para o primeiro vídeo da Leitura assim
como maneiras que você pode apoiar o
nosso trampo seja fazendo os nossos
cursos seja no apoia-se seja mandando um
pix que salva vidas dito isso você
também pode baixar o livro que nós
estamos lendo gratuitamente no site
colection FR hink lammer publicado pela
Universidade centroamericana e que
disponibiliza toda a obra desse autor
que para mim é o mais importante do
nosso tempo e me influencia
demasiadamente de toda maneira sigamos
continuemos a nossa leitura que começa
agora minha gente dando sequência Então
a nossa leitura Nós estamos vendo aqui a
introdução deste livr que é fundamental
e muito importante para o nosso tempo
lendo aqui crítica a razão utópica nós
vimos logo os dois primeiros parágrafos
algumas bases já que tem da argumentação
do franzin k lammert que tem a ver com a
questão de projetar uma sociedade para
solucionar os nossos problemas para
resolver os nossos problemas coletivos
mas que em determinado momento estas
projeções já não partem desse dessa
abstração vamos dizer assim que nós
estamos fazendo de necessidades desses
grupos que se organizam divem dividem
tarefas criam leis ordenamentos e tudo
mais senão que passam a ser projeções
que já assumem a organização e o
ordenamento de uma determinada sociedade
vigente para seguir em seu Progresso em
seu processo de desenvolvimento e aí
Fran aponta que uma dessas maneiras de
projetar a sociedade que é das mais
fundamentais importantes e potentes do
do nosso tempo é a questão de um de uma
projeção da sociedade burguesa como ela
se imagina e como ela projeta aí a
possibilidade de um mundo relativamente
harmônico entre indivíduos que
instituídos pela propriedade privada e
pelos contratos respeito aos contratos
podem de alguma maneira tendendo a um
progresso ao infinito até a gente
conseguir realizar esses estruturas de
igualdade vamos dizer assim e de
liberdade plena
Ah uma relativa harmonia que todos
possam participar dos frutos do trabalho
coletivo isso seria um pensamento
burguês Liberal ainda com um certo grau
de humanismo dado a desgraçada que a
gente vê por aí né a Bagaceira que a
gente vê por aí que já nega até isso mas
isso é um outro papo aí que a gente
parou e fez uma certa leitura e
reflexões a partir desse ponto Então
vamos seguir essa leitura vou retomar a
última leiturinha da última parte ali do
do segundo parágrafo e seguimos o nosso
nossas discussões para quem gosta de
filosofia is aqui é um banquete Mas
vamos lá
hã desse modo aqui né Essas leis se
tornam presentes que viraram leis da
natureza humana vamos dizer assim dentro
do pensamento do Marco do pensamento
liberal essas leis se tornam presentes
através da propriedade privada e do
cumprimento de contratos elementos
institucionais que permitem constituir
uma sociedade na qual todas as relações
sociais possam ser harmônicas desse modo
a propriedade privada parece ser o
elemento que permite projetar a nova a
sociedade que por um lado abre
perspectiva de progresso humano infinito
e por outro a possibilidade de
participação de todos nos frutos desse
Progresso tudo bem isso aí seria um
ponto de partida para a projeção de uma
sociedade burguesa e Liberal como França
tá tentando trabalhar mas isso é logo o
começo da
argumentação Hegel E aí quando a gente
fala esse nome quem tá acostumado com
filosofia o cabelo já vai fica em pé e
uma malou cura vamos lá Hegel parece ter
sido um dos primeiros a criticar tal
Projeção de Nova sociedade como abre
aspas pretensa
racionalidade e portanto Como projeto
fora do âmbito do
possível todo o problema do texto como
nós vimos começa com Fran dizendo que a
política como arte do possível trata das
da tentativa de modelar a sociedade em
seus projetos né um projeto sociedade
como modelar a realidade Para que sejam
efetivos E realizáveis essas projeções a
arte do possível vamos avaliar o que dá
e o que não dá para fazer e aqui quando
ele cita Hegel ele diz o seguinte que
dentro desta nova sociedade que seria
burguesa haveria uma pretensa
racionalidade que na verdade da
argumentação do France é um elemento
utópico ou de um tipo de racionalidade
utópica que não se Enquadra eh nos
moldes como nós nos acostumamos a falar
de racionalidade um elemento que não
teria Utopia né então seria uma arte do
possível mas que carrega em um elemento
que é impossível é isso que o franç tá
tentando chamar a atenção e ele utiliza
lanç mão de Hegel como primeiro a ter
percebido isso que dentro desta Projeção
de sociedade burguesa desta aparente ou
pretensa racionalidade teria alguma
coisa aí que escapa do âmbito do
possível escapa do âmbito desta arte de
fazer a política
Essa é a hipótese dele vamos ver se se
vale né vamos ver o que que ele vai
dizer e leiamos portanto esta citação
que ele vai fazer de
heg então citando heg heg deixa pensei
besteiro
desenvolvidas até converterem-se em
força essas Abstrações realmente
produziram por um lado o primeiro e
desde que temos conhecimento do gênero
humano mais
espetáculo de iniciar completamente de
novo e pelo pensamento a Constituição de
um Estado Real com as ruínas de tudo o
que existe e tem lugar querendo dar-lhe
por fundamento a pretensa à
racionalidade e por outro já que se
trata somente de Abstrações privadas de
ideias fizeram dessa tentativa um
acontecimento terrível e Cruel essa
citação é da filosofia do direito de
Hegel tá aqui filosofia do direito né
fredrich Hegel que é um livro não muito
trabalhado pelos hegelianos e mesmo
pelos marxistas que gostariam de
compreender o pensamento hegeliano o que
a meu ver depois de ter estudado junto
com franzin kelam Juan jossé Bautista
segales e Cátia colmenares é um grande
equívoco isso por essa citação que é
muito complicada da gente compreender
sem o contexto do texto e log logo
Provavelmente o Franz vai fazer um
comentário mas o grande lance é dentro
dessa dinâmica dessa dessa argumentação
a gente tem basicamente é um livro
difícil de ler para caramba mas que
Hegel vai tentar discutir os limites de
se Pretender um estado que não
consideraria outros elementos para além
entre muitas aspas de ciência e
conhecimento é uma argumentação
sofisticada e muito delicada e é o final
do seu sistema filosófico para quem tá
acostumado com Hegel ele tem um grande
sistema filosófico e alguns dizem que
seria o último grande desenvolvedor de
um sistema de pensamento Apesar de que
Eu discordo porque Henrique dusel
argentino mexicano também desenvolveu
seu sistema de maneira bastante coerente
qualificada e Coesa muito bem coordenado
um sistema de filosofia ele tem um
projeto de filosofia que é muito bem
organizado e sistematizado heg faz isso
E aí o pessoal estuda a ciência da
lógica estuda o fenômeno olia do
espírito e mais um monte de coisa só que
esses são os passos dentro do sistema e
do projeto de regla para chegar naquilo
que realmente interessa ele que é
discutir e isso a Cátia com enares em
seu trabalho de doutorado a respeito da
do do da epistemologia do pensamento
científico de Hegel eh e que ela indica
isso de maneira muito interessante que o
projeto e objetivo de Hegel era chegar
aí na filosofia do direito que na
verdade é uma discussão a respeito do
estado a respeito das leis e da
legitimidade de um uma determinada forma
social e aí o Hegel vai tentar fazer
daquele movimento dialético dele a
sustentação desse estado como ele deve
funcionar e a defesa de um tipo de
sociedade e esta defesa não é uma defesa
de uma sociedade burguesa
Liberal é uma defesa de outro tipo de
sociedade ela segue Na Linha Do que
seria uma estrutura burguesa ela tal não
sei o que lá mas ela não É nesse ponto
Liberal eh de um cientificismo
Iluminista algo do tipo é um pouco é
complicado com isso então Hegel vai
passar lá uma discussão a respeito da
religião do papel da religião e do
estado do fundamento de Deus como última
autoridade num tipo de conhecimento da
realidade como isso está articulado com
outros tipos de relações e como isso vai
dialeticamente trabalhando para a
Constituição de um estado que seria esse
estado moderno e ele quer compreender
Quais são os elementos próprios desse
estado moderno e propor na verdade né a
sua maneira de compreender a
fundamentação desse estado é uma
discussão muito complexa e que Marx
trata né lendo a filosofia do direito de
Hegel como uma um começo de sua passagem
da discussão filosófica e política para
a crítica da economia
política esta passagem se dá ali entre
1842 1844
45 nesse meio tempo em 43 Marx lê a
filosofia do direito de Hegel e faz a
sua crítica crítica a filosofia do
direito de Hegel que é um livro que ele
não publica ele só publica a introdução
e a introdução tem a famosa frase da
religião como óio do povo e aquela
utilizada para apresentar a crítica da
religião de Marx mas esta crítica da
religião de Marx já tá dentro do tipo de
crítica que Hegel tá fazendo para
constituir o estado de direito que seria
um estado dentro dessas dinâmicas
modernas que ele tá propondo como
sociedade e Marx faz as críticas dentro
desses limites e é muito interessante
por exemplo ver como Hegel trabalha a
religião como uma primeira experiência
de compreensão de autoridade de estado e
de sei lá o que lá eh que ele não nega
Tipo ele agora superou E agora tem a
ciência e o conhecimento eles negam a
religião o Hegel não faz isso ele faz um
trabalho dialético que tenta manter
atenção e aí ele vai validar em certo
sentido esse tipo de experiência
religiosa que também tá articulado com
reconhecimento de um tipo de autoridade
que fundamenta o estado pô parada
complicada mas para dizer o seguinte
quando Marx nesse texto diz
ah que a religião é a é o conhecimento
enciclopédico desse mundo em sua forma
fantástica né compreensão só que é de um
mundo uma compreensão de um mundo
invertido vamos dizer assim ele tá
seguindo a linha de regra ele fala é
isso cara também faz parte da
compreensão do mundo faz parte da
realidade constitui esses elementos
vivos sociais que nós temos
materialmente historicamente só que aí
ele vai dar um passo a mais que hegle
não deu porque hegle vai dizer que é uma
compreensão limitada e que tem sua
perspectiva que se mantém e que aí você
vai ter outros modos de de relação de
compreensão de desenvolvimento do
espírito e tudo mais e Marx vai dizer
não mas essa compreensão ela é invertida
Exatamente porque o mundo que tá ali
fora é invertido e aí começa a crítica
de Marx a hegan que no futuro inclusive
E aí eu tô soltando aqui como tese pra
gente discutir aparece no capital
dizendo que que o o Hegel tá de A
Crítica de Hegel é boa mas ela tá de
ponta cabeça você tem que virar ele ao
contrário de novo então e aí não é só o
heg que vai virar nesse momento quando
você virar ele vai virar o mundo porque
o mundo tá invertido esse mundo que tá
errado tá invertido tá tudo complicado P
massa tudo isso para dizer rinkel está
dentro dessa tradição também tá então
quando ele citar aqui Hegel fazendo essa
comentário a
respeito dessa projeção burguesa e já
criticando que esta compreensão burguesa
de
estado harmônico racional que é possível
realizá-lo num Progresso infinito até
atingir que todos os indivíduos sobre a
estrutura de propriedade ada e de
respeito aos contratos terão igualdade
de oportunidades e poderão colher de
certa maneira sua parte no bolo isso
será harmonicamente instituído e fal
isso aí meu amigo Esquece então já
começa a seguir esse papo é meio que
nessa
linha Caraca que volta é filosofia
felicidade e alegria se você conhece um
filósofo uma filósofo alguém aí que se
interessa por esses temas Não esqueça de
Compartilhar esse vídeo para que ele
critique e odeie tudo que eu tô falando
que é assim que a gente faz com a
filosofia nunca gosta do que o outro tá
falando tristeza vamos lá entretanto não
era a primeira vez como diz Hegel e sim
a segunda ou seja a primeira vez que
acontecia essa grande remodelação da
sociedade sobre esses essa pretensa
racionalidade Hegel diz que só começa n
na Revolução Francesa com essa revolução
burguesa francesa que se imagina então
esta outra possibilidade o Franz vai
dizer não não começa aí na Revolução
Francesa passinho para trás mas 100 Anos
Antes a Revolução Inglesa já havia feito
algo muito parecido de tentar remodelar
a sociedade tal eu como eu conheço o
pensamento do Franz eu sei que ele tá
fazendo uma referência eh porque o Franz
é economista tá ele é economista de
formação
e E aí ele quando vem pra América Latina
trabalhar no Chile ele faz passa em
revista lá o próprio pensamento que ele
tinha sobre economia filosofia e começa
a fazer uma Biro lebada lá e quer o
desenvolvimento né teoria do
desenvolvimento afinal ele faz parte dos
da do de dos grupos dos teóricos da
dependência e tinha a teoria do
subdesenvolvimento do desenvolvimento e
ele quer discutir então eh
desenvolvimento Ele toma a linha de
Hegel como Hegel faz essa discussão e é
muito bacana ele vai usar uma filosofia
eh estrutura da filosofia hegeliana para
discutir como dentro do próprio do
próprio conceito de desenvolvimento já
está implicado o conceito de
subdesenvolvimento e pensar sobre o
subdesenvolvimento é é pensar sobre os
problemas do desenvolvimento é uma tipo
de dialética muito interessante que ele
aplica por isso que eu tô falando que
ele utiliza regla para falar sobre o
tema
Ah E aí nesse pensamento do France que é
dos anos 60 dos e até o começo dos anos
70 ele diz que
a quando se instaura esse processo de
Revolução Industrial se instaura uma
racionalidade
específica que vai sendo replicada e
imitada por outros projetos de sociedade
por outros projetos de desenvolvimento e
aí ele vai mostrar como a replicação
desses projetos de desenvolvimento não
percebem elementos que seriam entre
muitas aspas irracionais dentro dessa
própria racionalidade e que vai
transformando o que tá em volta de seu
centro industrial em Periferia E aí ele
vai tentar interpretar as questões do
desenvolvimento e do subdesenvolvimento
sobre essa chave mas ainda numa
discussão bastante eh no no âmbito de
Economia política e tal e depois ele vai
abstraindo e qualificando essa estrutura
dentro de um pensamento filosófico
propriamente dito que aí vai chegar num
tipo de discussão como
essa sigamos Hegel porém não refuta toda
a sociedade burguesa Óbvio que não ele
tá ali num projeto de modernização o que
ele não achou legal foi essa ilusão de
que seria possível uma sociedade
harmônica mediada simplesmente pela
propriedade privada
pela respeito a contratos e que daria
para remodelar a realidade para se
adequar ali a esse projeto propriamente
dito teria que saber melhor como
funciona o real para adequar o projeto
isso aí é uma implicação do pensamento
do Fran se o Fran tá certo ou não na
leitura aí um outro
problema não refuta toda a sociedade
burguesa como impossível e de pretensa
racionalidade volta-se muito mais contra
um determinado liberalismo que é o que
eu tava comentando que constitui o
estado a partir de um contrato social do
tipo do contrato de compra e venda esse
estado e Essa sociedade seriam
Abstrações e o esforço para alcançá-los
seria destrutivo porque se estaria
perseguindo algo que é impossível isso é
a leitura que o France faz da filosofia
do direito de Hegel e da apontamento da
crítica de Hegel a um tipo de
liberalismo
burguês A Crítica de Marx que
formalmente é muito parecida embora
realmente diferente teve muito mais
impacto do que a crítica hegeliana ao
projeto abstrato da sociedade
burguesa Marx vê toda a sociedade
burguesa como uma sociedade impossível
não apenas uma forma determinada dessa
sociedade e aí comentário meu isso é
porque hegle tá olhando para o estado e
para o direito Marx dá o passo a mais
para a crítica de Economia política
porque Marx encontra um elemento que é
mais fundamental do que a questão do
Estado o elemento do modo de produção
que faz com que o estado seja uma
instituição que funcione para
determinado fim porque Marx descobre que
para que um estado exista para que a
gente coma para que exista esse raai
desse computador para qualquer coisa
funcione precisa que a organização
social esteja baseada num tipo de
orientação produtiva e econômica que
faça com que tudo funcione dentro desse
projeto deste objetivo e aí tudo é
organizado para atingir esta meta
atingir estee objetivo numa coordenação
aí de meios para obter esse fim de
realizar o possível mas para Marx seria
uma sociedade
impossível podemos discutir esses termos
em breve de todo modo seria isso que o
France tá indicando tá então Hegel para
no estado Marx entende que o estado é
uma mais um elemento dentro daquilo que
é o fundamental que é o modo de produzir
que organiza todas as instituições
dentro desse projeto social ele dá um
passo muito mais profundo por isso que
ele coloca em cheque todo o projeto
burguês e não apenas um tipo de projeto
burguês segundo Marx o que precisamente
é impossível ou de
pretensa racionalidade
ah perdão é um pouquinho antes sua
crítica crítica de Marx porém é a
crítica das Abstrações perseguidas pela
sociedade burguesa que desembocam em
algo impossível e por
isso produzem a destruição segundo Marx
o que precisamente é impossível ou de
pretensa racionalidade entre aspas
segundo as palavras de Hegel é
encarregar as relações mercantis da
tarefa do Progresso humano pois desse
modo só se pode desenvolver uma
revolução técnica e o progresso que daí
deriva sacrificando a vida humana em
nome da Glória Mercantil
Ou seja já seria efeito daquilo que o in
kâ colocou no começo da argumentação um
projeto um projetamento de sociedade que
já assume determinadas leis e ordens
vigentes para realizar a sua manutenção
e aí Marx percebe isso e descobre que
este projeto não percebe os efeitos
negativos e autodestrutivos disso que
ele tá assumindo como base fundamental
para poder realizar um projeto seguinte
como uma lei natural quase a propriedade
privada e a relação mediante contrato E
aí Marx vai falar meu essas Abstrações e
as outras que compõem esse projeto criam
um tipo de de relação com o mundo que
destrói as condições da própria
reprodução da própria reprodução social
é impossível porque você percebe que ao
realizar e atingir a tentativa de
alcançar esse projeto final que seria
uma sociedade harmônica com Progresso
infinito em que mediante contrato e
propriedade privada todo mundo desfrut
fruta dos dos frutos produzidos ao
tentar almejar ao almejar e tentar
realizar isso destrói-se as condições da
própria reprodução social ou seja a
impossibilidade de alcançar essa meta
ela é irracional ela é impossível desse
ponto de vista então tem uma
racionalidade que é pretensa a
racionalidade porque não percebe esses
limites é isso que o Fran tá tentando
chamar a atenção então tenta apostar ao
Progresso da vida humana o
desenvolvimento da vida
humana sacrificando a própria vida
humana para manter a as próprias
relações mercantis a própria forma da
propriedade privada a própria respeito
aos contratos desses moldes burgueses e
tudo mais então é cara ess essa leitura
é muito massa crítica sofisticada da
bexiga vamos lá é especialmente em sua
teoria do fetichismo que Marx elabora o
ponto de vista de que o progresso
desencadeado com base nas Abstrações
mercantis volta-se contra a vida humana
que a devora
E aí meus amigos quem gosta de teoria do
fetichismo Agora é para glorificar de pé
por quê Porque se você seguir essa
argumentação do France e entender a
crítica do fetichismo como perceber que
um produto da história e das relações
humanas passa a ser o sujeito que decide
sobre quem o
produziu Fran está aplicando isso para
discutir o projeto de
que passa a assumir como natural uma
série de relações que não são próprias
desse ser que projeta senão já são
produtos de seu próprio de sua própria
projeção anterior e isso vai dar um
chabu danado que eu recomendo um outro
livro do France que tá lá no site que a
gente já comentou que é as armas
ideológicas da morte o primeiro capítulo
que é fantástico France faz esse tipo de
discussão mas nós não vamos seguir a
leitura agora porque abrimos a porta da
teoria do fetichismo e ela Continuará na
nossa próxima leitura guarda essas
reflexões baixa esse texto do França vai
lendo que a gente vai seguindo esse papo
trazendo a Boa Nova todo dia útil até a
Vitória final tamos junto minha gente

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