Aprendendo a viver a partir da Trindade
27/04/2025
Aprendendo a viver a partir da Trindade
Última parte do capítulo 3 de discurso pastoral
Nossa missão: fornecer informação teológica
Ajude-nos: PIX ariovaldo.ramos@gmail.com
 Comunidade; Deus; cooperação; competitividade;
Fonte: Missão na Íntegra
Legendas automáticas:
Vivemos em um mundo competitivo, um mundo onde para sobreviver parece que precisamos, sei lá, nos matar uns aos outros. Mas será que fomos criados para isso? Será que o ser humano foi feito para competir ou para cooperar? Deus se revelou como trindade, um Deus relacional que vive em perfeita comunhão. E nós, criados à sua imagem e semelhança, fomos chamados a viver da mesma forma. A sociedade nos ensina que ser competitivo é uma virtude. Aplaudimos quem vence, quem chega ao topo. Mas a competitividade não é uma virtude, é um desvio. Deus, em sua essência, é cooperativo. A trindade nos mostra um Deus que vive em unidade, não em rivalidade. Se dividirmos a riqueza do planeta por 8 bilhões de pessoas, cada uma teria o suficiente. Mas se alguém tem o dobro, é porque outro ficou sem nada. É aritmética simples. A riqueza não cai do céu. Ela vem de algum lugar, muitas vezes às custas de outros. Quando votamos, esperamos líderes que nos levem ao primeiro mundo. Mas a que custo? As custas de quem? Fortalecer o grupo das nações mais ricas significa perpetuar um sistema que vitima os mais pobres. Isso não é progresso, é [Aplausos] pecado. A trindade não é apenas um conceito teológico. Ela é a revelação de como Deus vive em comunidade, em cooperação, em amor. E se fomos criados à sua imagem, nosso propósito é viver assim também. Um pastor em Uganda disse que, apesar de sua igreja ter milhares de membros, a pobreza os impedia de transformar a comunidade. Como podemos olhar para isso e dizer que o objetivo é fortalecer as nações ricas? Não. Precisamos desmobilizar esse sistema excludente. Deus não se revelou para que escrevêsemos tratados filosóficos sobre sua essência. Ele se revelou para nos libertar. A trindade nos ensina que fomos feitos para viver como comunidade, não como competidores. Olha, há quem diga que fé e política não se misturam, mas separar Deus da história é, na verdade, torná-lo irrelevante. Um Deus fora do mundo, fora da realidade, não muda nada, sabe? Ele acaba virando um Deus grego, caprichoso, que brinca com o destino dos homens. O Deus da Bíblia não é assim. Ele age na história, ele se importa. Ele veio nos libertar. Se a fé não questiona a desigualdade, a opulência, a exclusão, ela se torna alienante, o oposto do que deveria ser. Um discurso pastoral que não afeta a história é vazio. A fé precisa ter consequências. Ela precisa transformar a política, a economia, a [Música] sociedade. A trindade nos chama a viver como Deus vive em comunidade, solidariedade e cooperação. Não fomos feitos para competir, mas para incluir. Não para excluir, mas para compartilhar. Chega de fortalecer sistemas que geram desigualdade. Chega de aplaudir a competitividade. É hora de viver o propósito para o qual fomos criados. Um mundo comunitário, inclusivo, solidário. Deus se revelou para nos libertar. Que nossa fé seja um grito de liberdade contra a opulência e a exclusão. Que ela transforme o mundo, começando por [Música] nós. Quer viver a partir da trindade? Junte-se a nós.