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A fé vem pelo ouvir

Aprendendo a viver a partir da Trindade

Aprendendo a viver a partir da Trindade

Aprendendo a viver a partir da Trindade

Última parte do capítulo 3 de discurso pastoral
Nossa missão: fornecer informação teológica
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 Comunidade; Deus; cooperação; competitividade;

Legendas automáticas:

Vivemos em um mundo competitivo, um
mundo onde para sobreviver parece que
precisamos, sei lá, nos matar uns aos
outros. Mas será que fomos criados para
isso? Será que o ser humano foi feito
para competir ou para cooperar? Deus se
revelou como trindade, um Deus
relacional que vive em perfeita
comunhão. E nós, criados à sua imagem e
semelhança, fomos chamados a viver da
mesma forma.
A sociedade nos ensina que ser
competitivo é uma virtude. Aplaudimos
quem vence, quem chega ao topo. Mas a
competitividade não é uma virtude, é um
desvio. Deus, em sua essência, é
cooperativo. A trindade nos mostra um
Deus que vive em unidade, não em
rivalidade. Se dividirmos a riqueza do
planeta por 8 bilhões de pessoas, cada
uma teria o suficiente. Mas se alguém
tem o dobro, é porque outro ficou sem
nada. É aritmética simples. A riqueza
não cai do céu. Ela vem de algum lugar,
muitas vezes às custas de outros. Quando
votamos, esperamos líderes que nos levem
ao primeiro mundo. Mas a que custo? As
custas de quem? Fortalecer o grupo das
nações mais ricas significa perpetuar um
sistema que vitima os mais pobres. Isso
não é progresso, é
[Aplausos]
pecado. A trindade não é apenas um
conceito
teológico. Ela é a revelação de como
Deus vive em comunidade, em cooperação,
em amor. E se fomos criados à sua
imagem, nosso propósito é viver assim
também. Um pastor em Uganda disse que,
apesar de sua igreja ter milhares de
membros, a pobreza os impedia de
transformar a
comunidade. Como podemos olhar para isso
e dizer que o objetivo é fortalecer as
nações ricas? Não. Precisamos
desmobilizar esse sistema excludente.
Deus não se revelou para que
escrevêsemos tratados filosóficos sobre
sua essência. Ele se revelou para nos
libertar.
A trindade nos ensina que fomos feitos
para viver como comunidade, não como
competidores. Olha, há quem diga que fé
e política não se misturam, mas separar
Deus da história é, na verdade, torná-lo
irrelevante. Um Deus fora do mundo, fora
da realidade, não muda nada, sabe? Ele
acaba virando um Deus grego, caprichoso,
que brinca com o destino dos homens. O
Deus da Bíblia não é assim. Ele age na
história, ele se importa. Ele veio nos
libertar. Se a fé não questiona a
desigualdade, a opulência, a exclusão,
ela se torna alienante, o oposto do que
deveria ser. Um discurso pastoral que
não afeta a história é vazio. A fé
precisa ter consequências. Ela precisa
transformar a política, a economia, a
[Música]
sociedade. A trindade nos chama a viver
como Deus vive em comunidade,
solidariedade e cooperação. Não fomos
feitos para competir, mas para incluir.
Não para excluir, mas para compartilhar.
Chega de fortalecer sistemas que geram
desigualdade. Chega de aplaudir a
competitividade. É hora de viver o
propósito para o qual fomos criados. Um
mundo comunitário, inclusivo, solidário.
Deus se revelou para nos libertar. Que
nossa fé seja um grito de liberdade
contra a opulência e a exclusão. Que ela
transforme o mundo, começando por
[Música]
nós. Quer viver a partir da trindade?
Junte-se a nós.

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