Estamos numa guerra quase perdida
06/04/2025
Estamos numa guerra quase perdida
www.icnvcatedral.com.br
www.ibrmec.com.br
Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.
História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.
Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]
Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.
Fonte: Bp Walter McAlister
Legendas automáticas:
[Música] Non, domine Cristo se [Música] cada dia que passa eu ouço profissionais de saúde mental. comentando a crise mundial de saúde mental. O número de pessoas sofrendo de depressão, ansiedade, desorientação, falta de vontade de viver, angústia generalizada, insônia e medo cresce a cada dia. Parece que todos nós estamos vivendo em tempos de guerra mundial numa síndrome pós-traumática em massa. E é verdade que estamos no meio de uma guerra mundial. Só que essa guerra é completamente diferente de todas as que já foram travadas até os dias de hoje. É o que os espíritos chamam de uma guerra assimétrica. Essa guerra que está sendo travada de maneira completamente diferente. Não usa bombas nem tropas. O alvo não é derrubar prédios ou tomar posições físicas. Pensamos que só existe esse tipo de guerra, mas a assimétrica é diferente. Eh, e a maioria não reconhece, não conhece, né? Sentimos os seus efeitos, mas não reconhecemos os danos reais. Não se enganem. No entanto, essa guerra é mais perigosa, é a mais perigosa de todos os tempos. Ela usa armas como meios de comunicação, salas de aula, sites da internet. instituições culturais, quinquilharias tecnológicas e até igrejas. Por meio dessas armas, a própria civilização, como nós a compreendemos, está sendo apagada e pessoas estão se vendo órfã de ideias fundamentais e essenciais para sua sobrevivência. O assunto do dia, ou seja, a conversa mais animada que se houve nas academias, nas ruas ou nas festas, eh, qual o jogador que foi comprado por qual time e qual o último lançamento ou relançamento no cardápio fast food ou qual é o número de pixels da câmara do último iPhone ou eh o que cada um está planejando nas suas próximas férias ou qual o último exemplo de corrupção na vida pública ou na organização da sua escolha, decretando como sempre, né, fechando sempre. É tudo uma máfia. A música das academias são equivalentes a salsichas produzidas por máquinas de música com vozes genéricas de músicas enanas e banais e com o fundo de algum DJ gesticulando ao pô do sol. E e isso para que possamos abafar a angústia interior do nosso vazio e da nossa confusão mental. O problema é que perdemos as nossas amarras, nossas mentes, nossa cultura, nosso bom gosto, a capacidade para nuança, a nossa sensibilidade e as nossas almas. Não temos mais fundamentos para ancorar os nossos pensamentos. Não somos mais norteados por valores transcendentes. Nem nas nossas igrejas ouvimos mais os antigos e ricos hinos das nossos dos nossos pais na fé e a exposição das escrituras sagradas que por si só já renovariam as nossas mentes e trariam saúde para as nossas almas. Os cultos evangélicos não passam de shows de rock com algumas palavras animadoras no fim para não irmos embora sem algumas ideias positivas, mesmo que sejam genéricas e sem qualquer consequência para a vida real. Igrejas que fazem isso só convencem os seus críticos que elas não são artigo genuíno e que cristianismo evangélico é no fundo no fundo uma fraude. Não é à toa que muitos dos jovens fogem das suas igrejas e procuram as que minimamente nos remetem a uma realidade além do que vemos e ouvimos pelos rituais, pela arte, até por cultos realizados em línguas que nem conhecemos como latim. Os jovens estão à procura de algo real, pois o que eles já entenderam é que as coisas não são o que parecem ser, nem tampouco o que vemos certamente não pode ser tudo que há. Há algo mais por trás do véu. E a tragédia é que nesses lugares onde estão procurando residem algumas das maiores heresias dos últimos 2000 anos. privatizamos coisas que não podem ser privatizadas e ainda existirem. Privatizamos a verdade. Por exemplo, dizer que eu tenho a minha verdade e você tem a sua é o cúmulo da imbecilidade. Pois ter uma opinião é uma coisa. Eu posso ter uma opinião, mas não posso afirmar algo tão absoluto quanto a verdade e não reconhecer que essa verdade tem que ser algo que existe independente de mim, além de mim. privatizar a fé e me declarar à igreja que não precisa congregar. arranca as entranhas do evangelho, que nos manda chorar com quem chora, nos submeter aos que têm autoridade espiritual sobre nós e seguir a fé, uma vez recebida e passada adiante, de geração em geração. Ao fazer isso, declaramos a república independente de mim mesmo e a congregação da fé de mim comigo mesmo. E essa é a tática maior da guerra na qual estamos. A tática é muito antiga, dividir e conquistar. E fomos divididos, fomos isolados. A própria afirmação de podermos decidir a verdade por nossa própria conta é um atestado da nossa derrota numa guerra mundial assimétrica. Somos os derrotados. Estamos só numa distopia solipsista. Olhamos ao nosso redor e no máximo contamos com apenas os likes que conseguimos angarear por algum selfie infantil no nosso Instagram. Queremos pertencer sim, mas pertencer ao que não está sobrando quase nada ao qual possamos pertencer. Ninguém quer pertencer a uma igreja, pois poucos acreditam na instituição. Ninguém pertence a um partido, pois são todos corruptos. Ninguém quer pertencer a sua própria família, pois ninguém nos entende como nós mesmos nos entendemos. Até influenciadores, supostamente cristãos, que estão pregando que não devemos dar ouvidos a ninguém. Afinal, você tem um destino e um modo de ser e ninguém tem nada a ver com isso. Então você é encurralado no seu cantinho, do seu mundo, que é feito das suas preferências e convicções pessoais idiossincráticas. Ou seja, você está só e o que sobra. Cada loja na qual você compra qualquer coisa manda um zap para você com a seguinte mensagem: "Diga-nos o que você achou da sua experiência de comprar conosco. Queremos muito lhe ouvir. Faça parte da nossa comunidade, dê-nos toda a sua informação pessoal e nós nos encarregaremos de ajudar você a achar o que você vai querer comprar. E ainda mais vamos lhe desejar feliz aniversário quando chegar o seu dia especial. Que leva a sério um zap desses está pedidão, meu irmão. Nossas convicções foram desautorizadas, nossas instituições foram desacreditadas, nossos sacerdotes foram ridicularizados e digamos a verdade, muitos se corromperam. Nossas mentes foram sugadas pelo smartphone. Nossas liberdades estão desaparecendo a cada dia. Nossa capacidade de ter a mínima noção entre o certo e o errado para não falar entre a verdade e a falsidade quase desapareceu. Nossas perspectivas estão cada vez mais diminuindo. Nossos prazeres estão sendo digitalizados. Sim. Porque quando foi a última vez que você não bateu foto de uma comida que você comeu, né? Eu vejo pessoas batendo foto da sua comida. Nossa humanidade foi deformada, transformada num commodity a ser vendido pelos bigtechs. É desesperador ver o quanto fomos derrotados. Uma geração inteira à beira da falência total, com a tirania mundial a espreita só esperando a hora de dar o golpe final. Derrotado. Sim. A guerra quase ganha. Não fosse alguns que ainda estão de pé, ou melhor, que estão de joelhos. Sim, pois estamos num buraco profundo e só sairemos dele de joelhos e em comunhão cristã, piedosa, alicçada e desintoxicados do mundo em que vivemos. Nunca foi tão urgente a redescoberta de um monasticismo mental e urbano. Para isso, teremos que fazer umas escolhas dramáticas de vida. A única esperança para essa geração é uma igreja viva, pois somente nela pode existir um arcaboço necessário para o avanço de uma verdade plausível e necessária para a nossa sobrevivência como uma nação. Precisamos de líderes que oram, que não brincam de igreja inventando moda em cima da plataforma ou tentando ser relevantes culturalmente pela deformação das escrituras sagradas. Mas em vez disto, de joelhos buscam a face de Deus. Antes de ir para você que ficou comigo até o fim, quero lembrar que a cada dia, cada um de nós que cremos em Jesus Cristo, tem Deus para glorificar, Jesus para imitar, salvação para desenvolver com temor e tremor, um corpo para glorificar a Deus, pecados para confessar, virtudes para adquirir, o inferno para evitar e o céu para alcançar. Eternidade para não perder de vista, tempo para remir, vizinhos para servir. O mundo para desfrutar e a criação para cuidar. Ofensas para pacientemente suportar. Bondades para voluntariamente praticar. Justiça para almejar. Tentações para vencer. a morte para possivelmente sofrer e em tudo isso o amor de Deus para nos sustentar. Eu volto até a próxima. [Música]