LENDO O MANIFESTO COMUNISTA: PARTE 12 – Como no capitalismo o trabalho vivo é destruído
29/04/2025
LENDO O MANIFESTO COMUNISTA: PARTE 12 – Como no capitalismo o trabalho vivo é destruído
Seguimos a leitura do Manifesto Comunista e indicamos hoje a relação entre trabalho vivo e trabalho acumulado.
Pix: bruno@reikdal.net
Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Fala minha gente, tudo bem? Vai lá para mais um conteúdo totalmente excelente aqui no nosso canalzinho. Desta vez a continuação da nossa leitura de um manifesto comunista. Sim, nós estamos trabalhando de maneira comentada, linha a linha desse texto tão mal tratado, tão mal interpretado, tão mal utilizado, em torno do qual são criados espantalhos e fantasmas suficientemente grandes para promover um pânico moral gigantesco, além de desviar a sua atenção enquanto pate a classe trabalhadora sobre essa obra de Marx e Anglers. Para isso, nós vamos então aí seguir na nossa leitura, desmistificando, desobstacularizando o caminho para o qual nós podemos pelo menos fazer uma crítica decente, caso não gostemos da produção teórica de Marx e de Engels, né? Porque se você quer ser um crítico, uma crítica, ao menos leia o texto, leia o livrinho. E se você gosta desse tipo de conteúdo, não esquece de curtir esse vídeo, comentar para que já espalhar a palavra por aí, dar uma olhadinha na descrição, porque lá tem a chave do Pix, vai que você goste apoiar o meu trabalho, tá sobrando uma merrec aí, você quer dar uma força. Além disso, considere ser membro, membra, membro, membrezinha do nosso canalzinho, porque produzimos conteúdos semanais exclusivos para você, além de cursos que eu tenho disponibilizado para as pessoas que fazem parte desse pequeno grupo que é pequeno, mais fiel e resistente. Beleza? De todo modo, sigamos para a nossa leitura e hoje para a alegria geral da nação ou internacionalização comunista, a depender de vertentes, discutir coisas fundamentais e muito importantes para consciência ou para tomar consciência de classe e compreender um pouco melhor aí certos aspectos da realidade capitalista e num passo mais de agitação e propaganda. Isso porque nos últimos vídeos, que eu vou deixar a playlist completa aqui abaixo para você dar uma acompanhada, eh nós desenvolvemos ou acompanhamos junto com Marx a construção de uma análise histórica e crítica do processo de desenvolvimento do capitalismo e da forma social burguesa, né? A sociedade burguesa como ela se estabelece. E aí começamos a interpretar e trabalhar também a relação entre os proletários e os comunistas e a questão da propriedade. Só que tudo isso é construído de maneira argumentativa dentro do manifesto para a mobilização dos trabalhadores e também para apresentar qual é a posição desses comunistas que agora estão aí eh em torno de uma análise mais científica e concreta da realidade social, que vai ser propriamente a teoria marxista. estão dando um tom, né, do que vai constituir aí esse núcleo ou esse fio básico eh da da teoria marxista. E entre idas e vinas de análise, de exposição de ideias, de tomada de posição e propriamente de agitação, de propaganda, de militância, de conclamação da classe trabalhadora, a gente tá chegando num passo aqui que também vai dar um um tom mais combativo de certo sentido, mas ao mesmo tempo sem perder o aspecto analítico. O que que eu vou tentar fazer aqui hoje na leitura desse trecho que na nossa 12ª parte aqui da da nossa leitura, do nosso trabalho, vou acompanhar a argumentação de Marx fazendo referências a algumas outras obras e autores, mas o próprio desenrolar do texto vai colocar a gente numa posição bastante militante, tá? Então, eh, porque o texto é um manifesto, né? é uma escrever um manifesto, dá nisso, te leva para isso. Então, diferente do capital, que também tem momentos ali a roubos mais ideológicos explicitamente, ele é um texto de análise científico. Hum. Então, ele tenta escapar um pouco dessa posição, apesar de que ela estar presente. Já no manifesto, ele tenta fazer o contrário. A função do texto é outra coisa. É uma exposição de tomada de posição explícita ideológica, muito mais clara. E a questão do trabalho, da análise científica, ela cumpre o papel dentro da posição ou da função de um manifesto. Então, importante da gente dialogar as duas coisas. Isso significa então que o manifesto é menos importante, mais importante é o capital, não? Que o capital é mais importante ou que o que o contrário, né? Que o manifesto é mais importante, o capital é menos, não. São funções distintas, complementares e que acompanham a produção de Marx, de Engels e de quem mais se aventurar nessa seara de mobilização dos trabalhadores, né, de posição e tomada política. e de produção científica, de trabalho acadêmico para o desenvolvimento e melhoramento da nossa sociedade, né, do desenvolvimento dess das de novas formas sociais, novas relações sociais e novas relações de produção também. Então, tudo isso tá articulado, mas a gente consegue distinguir certos aspectos. E eu só tô fazendo esse pequeno disclaimer, porque talvez eu faça bastante comentário teórico no meio da da nossa fala e ela vai ser vai ser bem animada, eu acho. Beleza? Sigamos então minha gente, porque falamos no nosso último vídeo sobre a questão do trabalho assalariado, como há uma ilusão de que por meio do trabalho assalariado, né, você vendendo sua força de trabalho, você recebe um salário, né, que é o preço do seu trabalho, o preço da hora trabalhada, o preço de você se vender como mercadoria, como força de trabalho, como uma unidade de força de trabalho no mercado. Quando você se vende, você recebe esse preço. esse preço tem como base a sua subsistência, em teoria, a subsistência da sua família também em teoria. Eh, então, na verdade, quando você vai se apossar de coisas, ou seja, quando você vai comprar, vender, consumir no mercado, você acha que tem a ilusão de que tá tomando posse de algo, mas não está. você não tem propriedade sobre aquilo efetivamente, porque a forma determinante da sociedade burguesa é a propriedade privada dos meios de produção, a propriedade ou apropriação burguesa, apropriação de capital pelo capital e para o capital. Por quê? Porque em última instância quando você consome, consome para sua reprodução, reprodução familiar de sua família. você na verdade tá tá se apropriando, tá tomando posse de algo temporariamente para consumo, para um uso e não para reprodução social efetiva de modo planejado, ou seja, decidindo os rumos e os futuros desta sociedade, coordenando a divisão social do trabalho. Não, você é só uma peça dentro disso. Quem tem um papel de agente, de sujeito determinante para coordenação da divisão social do trabalho das relações de produção, é o capitalista, é o dono dos meios de produção, dono ou que é proprietário privado dos meios sociais de produção para a produção necessária para a sociedade e que decidem sobre os rumos da sociedade como um todo. Você quando tá se apropriando de alguma coisa consumindo no mercado com seu salário, na verdade você não tá participando desse processo, né? você só tá subsistindo em diferentes graus, mas seria mais ou menos isso. Você não tem agência, ingerência, influência, nem nada sobre a coordenação da divisão social do trabalho. Quem decide isso é o dono dos meios de produção. Só que a produção ela é social, ela é socializada, ela é interdependente, as pessoas estão envolvidas, a sociedade como um todo se organiza para produzir o necessário para a reprodução do dia seguinte. Só que todo esse investimento e essa produção social são decididas, em última instância, os rumos pelo um indivíduo que é dono do meio de produção, ainda que esse meio de produção seja socialmente produzido, socialmente realizado, socialmente organizado, socialmente eh utilizado para produzir, produzir o que é necessário, porque nós vamos lá utilizar esses meios de produção na venda da nossa força de trabalho e tal. Então, toda essa dinâmica ela funciona para a produção de capital. o capital que é apropriado privadamente sob a forma de propriedade burguesa e que decide é decidido seus investimentos, seus rumos do seu próximo passo, de acordo com os interesses deste indivíduo burguês, que tem como prerrogativa ser dono do meio de produção, nada mais além disso. E aí toda a sociedade é organizada e decidida a partir desse indivíduo isolado. Ô meu pai amado. Pois é. Então temos um problema aí. Nós vimos isso no nosso último vídeo e a sequência será o seguinte. Na sociedade burgua, o trabalho vivo é sempre um meio de aumentar o trabalho acumulado. O trabalho vivo é sempre um meio de aumentar o trabalho acumulado. Trabalho vivo sou eu, você, nós e o Zubu. Somos nós, enquanto trabalhadores, trabalhadoras que estamos vivos, corpóreos, existentes, respirantes, que vamos lá trabalhar, gastar a energia do nosso forço, do nosso do nosso corpo, do nosso bracinho, dos nossos cérebros, dos nervos, do do que a gente tem enquanto ser humano vivo, vivente e que dá vida, dá vida à economia, né? Vitaliza a economia. Nós chegamos para trabalhar e tem lá um instrumento morto, paradinho, fruto de acúmulo de capital, realizado o investimento no desenvolvimento das forças produtivas. Mas essas forças produtivas, essa essas esses materiais que nós temos, os meios de produção, isso que a gente tem disponível para realizar a nossa reprodução social, paraa gente poder seguir existindo, pra gente aumentar a produtividade, para fazer qualquer birosca, essas coisas elas estão paradinhas, elas não têm vida e nem função em si mesmas, senão quando colocadas no seio, no meio, no nosso mundinho humano, enquanto seres viventes de trabalho vivo que vai lá trabalhar, então põe a máquina para funcionar, que produz um produto que será consumido por esse ser humaninho vivo, por esse trabalho vivo, que ao estar vivo no dia seguinte pode trabalhar de novo, consumir de novo e dar sustentação para esse equilíbrio básico de uma economia. Porque a economia precisa ser vitalizada e revitalizada não pelo movimento dos objetos, das indústrias, das mercadorias, do sei lá o quê. é pelos seres viventes chamados humanos, que historicamente realizam o necessário para sua própria reprodução. Esses seres humanos produzem coisas que se desenvolvem tecnologicamente, acumulam historicamente, podem ser aperfeiçoados e são contidos os trabalhos passados, ou seja, os trabalhos de quem veio antes de nós, nossos vô, nossas vó, nossos tataravô, nossas tataravó, nossos antepassados, a galera que veio antes, produziu a história e os insumos históricos necessários que nós temos para realizar a vida hoje. E aí nós revitalizamos esse trabalho acumulado quando a gente utiliza o que tá disponível e consome de novo e dá novo ciclo pra possibilidade da economia, pra vida humana, pra reprodução social e a gente segue. Só que na sociedade burguesa o que decide sobre os rumos do futuro e sobre as possibilidades de vida não é o trabalho vivo, vivente, é o trabalho acumulado, é o trabalho morto, depositado nos meios de produção, nas realizações históricas que nós temos, nos produtos da história humana que estão aí disponíveis e que configuram a sociedade existente. passada que chegou aqui e nós damos vida para essa birosca porque a gente que tá vivo, não passado. Esse microfone não tem função se não tiver um sujeito utilizando ele. Tipo, eu, apesar da minha voz ser horrível e a minha adicção ser terrível, se eu não uso esse microfone, se eu não falo nele, se eu não dou alguma, algum direcionamento pra existência dessa desgraça, ela não tem por existir. objeto passa a ter sentido, valor, vida, qualquer coisa. Quando tem um trabalho vivo, utilizando dele, porque se não tiver, é só trabalho acumulado, paradinho, morto. Na sociedade burguesa, a minha existência, a sua existência, a existência de nós, seres humanos viventes, como trabalho vivo, não é? O centro não é utilizar o trabalho acumulado, o trabalho morto. Não é utilizar os equipamentos para melhorar e garantir uma produção e reprodução ampliada devida dos seres humanos. É o contrário na sociedade burguesa, no modo de produção capitalista, o trabalho vivo é meio para aumentar o trabalho acumulado. Nossa vida é sugada para aumentar trabalho acumulado. O trabalho morto come o trabalho vivo. E a sociedade burguesa utiliza todos os meios não para melhorar, potencializar e desenvolver esse trabalho vivo, para que ele permaneça vivo, para que ele tenha seja o decisor, o crio para as tomadas de decisão. Ela faz o contrário. O trabalho acumulado, depositado nos meios de produção, no desenvolvimento tecnológico, na acumulação de capital, de riqueza, toda essa birosca é o decisor. Então, o trabalho acumulado decide sobre nós e nós somos uma peça para manutenção deste maquinário. Por que que é importante perceber isso? Por que no manifesto comunista? Marx dirá o seguinte: "Na sociedade comunista, o trabalho acumulado é um meio para ampliar, enriquecer e promover a existência dos trabalhadores. Se na sociedade burguesa o trabalho vivo é meio para aumentar trabalho acumulado na sociedade comunista proposta que sonhada, imaginada como critério para tomada de decisão no manifesto comunista, o trabalho morto, meio de produção, desenvolvimento tecnológico, os equipamentos que a gente tem, todo esse cacareco que é feito é para ampliar, enriquecer e promover a existência dos trabalhadores do trabalho vivo. é o contrário. Portanto, o capital, portanto, o meio de produção, o dinheiro, a mercadoria, o dcho que for produzido nesse modo de produção e nessa forma social, tem que atender o trabalho vivo, que são as pessoas e os trabalhadores para enriquecer e promover a sua existência, ampliar a sua existência e não diminuí-la. Não nós sermos explorados para ampliação e aumento de capital sobro explorando o trabalhador. P hum. Será que vocês conseguem entender? Ai, que ódio que eu vou ter. Então, como é como é que pode alguém ler isso e falar: "Não, não, não, mas faz mais sentido nós que somos pessoas vivas, viventes, que dão vitalidade, condição e de existência e possibilidade de existência para qualquer outra forma que tiver na terra. Hum, qualquer objeto tem que estar serviço desses seres humanos." Mas a gente olha e fala: "Não, não, não, não, não, não é o contrário. O ser humano tem que trabalhar, ele tem que existir, ele tem que deixar sua vida ser sugada para aumentar número numa tela de um bilionário para fazer circular mais rápido um produto XY dele da casa da prego paraa outra. Não para que seja mais fácil o ser humaninho consumir e viver melhor, não. Mas é para aumentar lucro também do atravessador. Os serviços têm que decidir sobre a gente e não a gente sobre os serviços. dentro da tradição religiosa da qual eu pertenço, o nome disso é idolatria. Quando você pega um produto da realização do trabalho humano e faz com que ele tenha mais valor, mais importância do que o próprio ser humaninho. Quando você trata um produto do trabalho do ser humano como algo que tem vida em si mesmo e decide sobre a vida dos seres humanos. Na tradição religiosa da qual eu pertenço, o nome disso é idolatria, que é você achar que a coisa tem poder e não o ser humaninho, que a coisa tem vida e não quem fez essa coisa, entendeu? Espero que tenha ficado claro. A metáfora religiosa, como disse Marx no capital, ela é muito importante pra gente poder no mundo religioso explicar e entender esse processo em que a mercadoria se transforma em algo completamente distinto do produto do trabalho. No final da primeira parte do capital, dos cinco primeiros capítulos que chega no fetichismo da mercadoria ou caráter fetichista da mercadoria, é isso. tenta apresentar esta mágica na qual os produtos do trabalho se tornam mais importantes que os trabalhadores que o produzem e que a reprodução social para de ser decidida pelos seres humanos que produzem uma sociedade e passa a ser a própria forma, a própria estrutura, o próprio produto histórico decidimos sobre os seres humanos. E a gente não tem relativa autonomia e capacidade de decidir sobre o futuro. Nós somos dominados. Dominados pela manutenção de uma ordem imbecil que destrói as condições de produção e reprodução da própria vida. Ah, mas não é assim. Abre a sua janela agora e vê se não é assim. Olha para essa desgraça em que, como diz aquela expressão do Mark Fish, era mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo. Por quê? Exatamente. Porque esta porcaria de modo de produção destrói as condições de reprodução da vida. Então, tem que interromper, tem que mudar, tem que revolucionar, tem que transformar. Na sociedade burgua, o passado domina o presente. Na sociedade comunista, é o presente que domina o passado. Esta frase te dá a chave militante para sacar qual é a importância de um programa que não se rebaixa e que mobiliza a classe trabalhadora, porque a única coisa que a gente tem é a vida agora, meu irmão. meu filho, minha filha, o sobrinho, a sobrinha, a molecada. A única coisa que daria sentido para nós e com trabalhadores e trabalhadoras que não temos nada além de nossa prolle, essa possibilidade de vida e de vida futura, de permanência na vida, não dá para ser na sociedade burguesa, no modo de produção capitalista, porque nesta sociedade o passado domina o presente, nós somos reféns de uma estrutura cujo trabalho morto é mais importante do que o trabalho vivo, cujo o trabalho de acumulação, de riqueza, de capital e dessa porcaria toda é mais importante do que é a vida de quem produz, de quem consome, de quem é a base, condição necessária e fundamental, indispensável para qualquer estrutura econômica. Uma sociedade comunista é consciente disso, portanto, organiza todas as relações de produção e as forças produtivas para fazer um ciclo equilibrado e sustentável, cujas condições de produção e reprodução da vida estejam garantidas no dia seguinte. E a o centro desse processo, portanto, é o trabalho vivo, seres humaninhos envolvidos nessa dinâmica e não acumulação infinita e com pretensão de infinitude, como é a acumulação capitalista, que faz aproximação assintótica, se vocês gostam de matemática, fazendo esse essa calculabilidade imbecil, que não considera materialidade da realidade, ao infinito. e acha que dá para explorar ao infinito, fazer lucro ao infinito, produzir ao infinito, produtividade infinita, consumo infinito, tudo infinito. Só que eu tenho uma péssima informação para vocês. O trabalho é vivo. Vivo porque somos viventes. Viventes porque estamos no mundo que é vivo, biológico, que tem limites. Não dá para ultrapassar a linha de vida à morte e achar que no dia seguinte tá tudo bem. desequilíbrio ecológico e essa crise ambiental que a gente tá vivendo, esse desespero e essa insanidade, é porque dentro do sistema capitalista, da racionalidade econômica capitalista, não tem nenhum critério para limitar essa porcaria, porque o critério não é a vida dos seres humanos, o trabalho vivo propriamente dito é o fruto desse trabalho calcificado em em produtos, em realizações passadas e que esse trabalho morto e acumulado se torna mais importante do que nós enquanto seidos humanos vivos que estamos decidindo sobre o futuro dos nossos dias, dos nossos filhos, das nossas filhas. Uma sociedade comunista não quer deixar esse passado engolir a gente. Como vamos orientar o futuro para que a vida seja vida de verdade garantida, reproduzida de maneira ampliada, enriquecida e promovida. Como disse Marx na linha anterior, se vocês são religiosos como eu, uma vida em abundância. Na sociedade burguesa, o capital é independente e pessoal, ao passo que o indivíduo que trabalha é dependente e impessoal. Preste atenção no que tá dito aqui na sociedade burguesa. O capital ele é independente, ele decide, ele é o sujeito, ele é o agente. E quem é esse capital? essas relações de produção que fazem o valor se valorizar automaticamente e que nessa dinâmica fazem com que a sociedade seja decidida pelos frutos do trabalho, pelo objeto, que que seja decidida pelo trabalho morto e acumulado e não pelo trabalho vivo, que racionalmente orienta qual serão os passos futuros. Quais serão esses passos? Enquanto o capital é independente, pessoal, o indivíduo, você pessoinha, indivíduo, indivíduo que quer ser livre, ai minha liberdade, meus direitos individual, você indivíduo, você é dependente do capital porque ele decide a coordenação da divisão social do trabalho e você é uma pecinha nessa divisão. Você é dependente e você é só um número, é só um CPF, só um PJ. Você é só uma carteira de trabalho vazia ou um MEI que vende o teu tempo para que esse capital seja ampliado, acumulado e reproduzido de maneira ampliada e apropriado, decidido a partir dos interesses individuais da classe que é coordena a divisão social do trabalho porque é dona dos meios de produção, o burguês, o capitalista. O sistema funciona assim. Não dá para ser defensor dessa porcaria, né? Bota a mão na consciência, na consciência de classe para entender que enquanto dependente em pessoal, enquanto CPF, CNPJ, PJHEI, a gente tá lascado. Mas enquanto classe que compreende qual é a sua posição dentro da coordenação da divisão social do trabalho, é possível transformar as relações de produção e começar a orientar o trabalho morto em favor do trabalho vivo, o trabalho acumulado, solidificado, consolidado nos objetos do trabalho como meio de produção, tecnologia, sistema em favor da nossa vida e não a nossa vida entregue a essa porcaria. Mas a gente segue na leitura do próximo passo, porque a gente vai falar sobre liberdade. Liberdade, já que o pessoal do Ancapistão gosta de liberdade, nós vamos falar então sobre a liberdade individual no nosso próximo encontro. Espero que vocês tenham curtido esse tipo de vídeo, esse tipo de conteúdo. Não esquece de curtir, comentar, espalhar a palavra por aí, soltar para que a galera compreenda este conteúdo específico do pensamento comunista, do manifesto e também se quiser criticar que critique de maneira decente lendo o livrinho. Ficam, fiquem bem, minha gente. Até a próxima. Trazendo a boa nova todo dia útil. Até a vitória final. Valeu,