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LENDO O MANIFESTO COMUNISTA: PARTE 12 – Como no capitalismo o trabalho vivo é destruído

LENDO O MANIFESTO COMUNISTA: PARTE 12 – Como no capitalismo o trabalho vivo é destruído

LENDO O MANIFESTO COMUNISTA: PARTE 12 – Como no capitalismo o trabalho vivo é destruído

Seguimos a leitura do Manifesto Comunista e indicamos hoje a relação entre trabalho vivo e trabalho acumulado.

Pix: bruno@reikdal.net

Legendas automáticas:

Fala minha gente, tudo bem? Vai lá para
mais um conteúdo totalmente excelente
aqui no nosso canalzinho. Desta vez a
continuação da nossa leitura de um
manifesto comunista. Sim, nós estamos
trabalhando de maneira comentada, linha
a linha desse texto tão mal tratado, tão
mal interpretado, tão mal utilizado, em
torno do qual são criados espantalhos e
fantasmas suficientemente grandes para
promover um pânico moral gigantesco,
além de desviar a sua atenção enquanto
pate a classe trabalhadora sobre essa
obra de Marx e Anglers. Para isso, nós
vamos então aí seguir na nossa leitura,
desmistificando,
desobstacularizando o caminho para o
qual nós podemos pelo menos fazer uma
crítica decente, caso não gostemos da
produção teórica de Marx e de Engels,
né? Porque se você quer ser um crítico,
uma crítica, ao menos leia o texto, leia
o livrinho. E se você gosta desse tipo
de conteúdo, não esquece de curtir esse
vídeo, comentar para que já espalhar a
palavra por aí, dar uma olhadinha na
descrição, porque lá tem a chave do Pix,
vai que você goste apoiar o meu
trabalho, tá sobrando uma merrec aí,
você quer dar uma força. Além disso,
considere ser membro, membra, membro,
membrezinha do nosso canalzinho, porque
produzimos conteúdos semanais exclusivos
para você, além de cursos que eu tenho
disponibilizado para as pessoas que
fazem parte desse pequeno grupo que é
pequeno, mais fiel e resistente. Beleza?
De todo
modo, sigamos para a nossa leitura e
hoje para a alegria geral da nação ou
internacionalização comunista, a
depender de
vertentes, discutir coisas fundamentais
e muito importantes para consciência ou
para tomar consciência de classe e
compreender um pouco melhor aí certos
aspectos da realidade
capitalista e num passo mais de agitação
e propaganda.
Isso porque nos últimos vídeos, que eu
vou deixar a playlist completa aqui
abaixo para você dar uma acompanhada, eh
nós desenvolvemos ou acompanhamos junto
com Marx a construção de uma análise
histórica e crítica do processo de
desenvolvimento do capitalismo e da
forma social burguesa, né? A sociedade
burguesa como ela se estabelece. E aí
começamos a interpretar e trabalhar
também a relação entre os proletários e
os comunistas e a questão da
propriedade. Só que tudo isso é
construído de maneira argumentativa
dentro do manifesto para a mobilização
dos trabalhadores e também para
apresentar qual é a posição desses
comunistas que agora estão aí eh em
torno de uma análise mais científica e
concreta da realidade social, que vai
ser propriamente a teoria marxista.
estão dando um tom, né, do que vai
constituir aí esse núcleo ou esse fio
básico eh da da teoria marxista. E entre
idas e vinas de análise, de exposição de
ideias, de tomada de posição e
propriamente de agitação, de propaganda,
de militância, de conclamação da classe
trabalhadora, a gente tá chegando num
passo aqui que também vai dar um um tom
mais combativo de certo sentido, mas ao
mesmo tempo sem perder o aspecto
analítico. O que que eu vou tentar fazer
aqui hoje na leitura desse trecho que na
nossa 12ª parte aqui da
da nossa leitura, do nosso trabalho, vou
acompanhar a argumentação de Marx
fazendo referências a algumas outras
obras e autores, mas o próprio
desenrolar do texto vai colocar a gente
numa posição bastante militante, tá?
Então, eh, porque o texto é um
manifesto, né? é uma escrever um
manifesto, dá nisso, te leva para isso.
Então, diferente do capital, que também
tem momentos ali a
roubos mais ideológicos explicitamente,
ele é um texto de análise científico.
Hum. Então, ele tenta escapar um pouco
dessa posição, apesar de que ela estar
presente. Já no manifesto, ele tenta
fazer o contrário. A função do texto é
outra coisa. É uma exposição de tomada
de posição explícita ideológica, muito
mais clara. E a questão do trabalho, da
análise científica, ela cumpre o papel
dentro da posição ou da função de um
manifesto. Então, importante da gente
dialogar as duas coisas. Isso significa
então que o manifesto é menos
importante, mais importante é o capital,
não? Que o capital é mais importante ou
que o que o contrário, né? Que o
manifesto é mais importante, o capital é
menos, não. São funções distintas,
complementares e que acompanham a
produção de Marx, de Engels e de quem
mais se aventurar nessa seara de
mobilização dos trabalhadores, né, de
posição e tomada política. e de produção
científica, de trabalho acadêmico para o
desenvolvimento e melhoramento da nossa
sociedade, né, do desenvolvimento dess
das de novas formas sociais, novas
relações sociais e novas relações de
produção também. Então, tudo isso tá
articulado, mas a gente consegue
distinguir certos aspectos. E eu só tô
fazendo esse pequeno
disclaimer, porque talvez eu faça
bastante comentário teórico no meio da
da nossa fala e ela vai ser vai ser bem
animada, eu acho. Beleza? Sigamos então
minha gente, porque falamos no nosso
último vídeo sobre a questão do trabalho
assalariado, como há uma ilusão de que
por meio do trabalho assalariado, né,
você vendendo sua força de trabalho,
você recebe um salário, né, que é o
preço do seu trabalho, o preço da hora
trabalhada, o preço de você se vender
como mercadoria, como força de trabalho,
como uma unidade de força de trabalho no
mercado. Quando você se vende, você
recebe esse preço. esse preço tem como
base a sua subsistência, em teoria, a
subsistência da sua família também em
teoria. Eh, então, na verdade, quando
você vai se apossar de coisas, ou seja,
quando você vai comprar, vender,
consumir no mercado, você acha que tem a
ilusão de que tá tomando posse de algo,
mas não está.
você não tem propriedade sobre aquilo
efetivamente, porque a forma
determinante da sociedade burguesa é a
propriedade privada dos meios de
produção, a propriedade ou apropriação
burguesa, apropriação de capital pelo
capital e para o capital. Por quê?
Porque em última instância quando você
consome, consome para sua reprodução,
reprodução familiar de sua família.
você na verdade tá tá se apropriando, tá
tomando posse de algo temporariamente
para
consumo, para um
uso e não para reprodução social efetiva
de modo planejado, ou seja, decidindo os
rumos e os futuros desta sociedade,
coordenando a divisão social do
trabalho. Não, você é só uma peça dentro
disso. Quem tem um papel de agente, de
sujeito determinante para coordenação da
divisão social do trabalho das relações
de produção, é o capitalista, é o dono
dos meios de produção, dono ou que é
proprietário privado dos meios sociais
de produção para a produção necessária
para a sociedade e que decidem sobre os
rumos da sociedade como um todo. Você
quando tá se apropriando de alguma coisa
consumindo no mercado com seu salário,
na verdade você não tá participando
desse processo, né? você só tá
subsistindo em diferentes graus, mas
seria mais ou menos isso. Você não tem
agência, ingerência, influência, nem
nada sobre a coordenação da divisão
social do trabalho. Quem decide isso é o
dono dos meios de produção. Só que a
produção ela é social, ela é
socializada, ela é interdependente, as
pessoas estão envolvidas, a sociedade
como um todo se organiza para produzir o
necessário para a reprodução do dia
seguinte. Só que todo esse investimento
e essa produção social são decididas, em
última instância, os rumos pelo um
indivíduo que é dono do meio de
produção, ainda que esse meio de
produção seja socialmente produzido,
socialmente realizado, socialmente
organizado, socialmente eh utilizado
para produzir, produzir o que é
necessário, porque nós vamos lá utilizar
esses meios de produção na venda da
nossa força de trabalho e tal. Então,
toda essa dinâmica ela funciona para a
produção de capital. o capital que é
apropriado privadamente sob a forma de
propriedade burguesa e que decide é
decidido seus investimentos, seus rumos
do seu próximo passo, de acordo com os
interesses deste indivíduo burguês, que
tem como prerrogativa ser dono do meio
de produção, nada mais além
disso. E aí toda a sociedade é
organizada e decidida a partir desse
indivíduo isolado. Ô meu pai amado. Pois
é. Então temos um problema aí. Nós vimos
isso no nosso último vídeo e a sequência
será o seguinte.
Na sociedade burgua, o trabalho vivo é
sempre um meio de aumentar o trabalho
acumulado. O trabalho vivo é sempre um
meio de aumentar o trabalho acumulado.
Trabalho vivo sou eu, você, nós e o
Zubu.
Somos nós, enquanto trabalhadores,
trabalhadoras que estamos vivos,
corpóreos, existentes, respirantes, que
vamos lá trabalhar, gastar a energia do
nosso forço, do nosso do nosso corpo, do
nosso bracinho, dos nossos cérebros, dos
nervos, do do que a gente tem enquanto
ser humano vivo,
vivente e que dá vida, dá vida à
economia, né? Vitaliza a economia. Nós
chegamos para trabalhar e tem lá um
instrumento morto, paradinho, fruto de
acúmulo de capital, realizado o
investimento no desenvolvimento das
forças produtivas. Mas essas forças
produtivas, essa essas esses materiais
que nós temos, os meios de
produção, isso que a gente tem
disponível para realizar a nossa
reprodução social, paraa gente poder
seguir existindo, pra gente aumentar a
produtividade, para fazer qualquer
birosca, essas coisas elas estão
paradinhas, elas não têm vida e nem
função em si mesmas, senão quando
colocadas no seio, no meio, no nosso
mundinho humano, enquanto seres viventes
de trabalho vivo que vai lá trabalhar,
então põe a máquina para funcionar, que
produz um produto que será consumido por
esse ser humaninho vivo, por esse
trabalho vivo, que ao estar vivo no dia
seguinte pode trabalhar de novo,
consumir de novo e dar sustentação para
esse equilíbrio básico de uma economia.
Porque a economia precisa ser vitalizada
e revitalizada não pelo movimento dos
objetos, das indústrias, das
mercadorias, do sei lá o quê. é pelos
seres viventes chamados humanos, que
historicamente realizam o necessário
para sua própria
reprodução. Esses seres humanos produzem
coisas que se desenvolvem
tecnologicamente,
acumulam
historicamente, podem ser
aperfeiçoados e são contidos os
trabalhos passados, ou seja, os
trabalhos de quem veio antes de nós,
nossos vô, nossas vó, nossos tataravô,
nossas tataravó, nossos antepassados, a
galera que veio antes, produziu a
história e os insumos históricos
necessários que nós temos para realizar
a vida
hoje. E aí nós revitalizamos esse
trabalho acumulado quando a gente
utiliza o que tá disponível e consome de
novo e dá novo ciclo pra possibilidade
da economia, pra vida humana, pra
reprodução social e a gente
segue. Só que na sociedade
burguesa o que decide sobre os rumos do
futuro e sobre as possibilidades de vida
não é o trabalho vivo, vivente, é o
trabalho
acumulado, é o
trabalho morto, depositado nos meios de
produção, nas realizações históricas que
nós temos, nos produtos da história
humana que estão aí
disponíveis e que configuram a sociedade
existente.
passada que chegou aqui e nós damos vida
para essa birosca porque a gente que tá
vivo, não
passado. Esse microfone não tem função
se não tiver um
sujeito utilizando ele. Tipo, eu, apesar
da minha voz ser horrível e a minha
adicção ser
terrível, se eu não uso esse
microfone, se eu não falo nele, se eu
não dou alguma, algum direcionamento pra
existência dessa desgraça, ela não tem
por existir.
objeto passa a ter sentido, valor, vida,
qualquer coisa. Quando tem um trabalho
vivo, utilizando dele, porque se não
tiver, é só trabalho acumulado,
paradinho,
morto. Na sociedade burguesa, a minha
existência, a sua existência, a
existência de nós, seres humanos
viventes, como trabalho
vivo, não é?
O
centro não é utilizar o trabalho
acumulado, o trabalho morto. Não é
utilizar os equipamentos para melhorar e
garantir uma produção e reprodução
ampliada devida dos seres humanos.
É o
contrário na sociedade
burguesa, no modo de produção
capitalista, o trabalho vivo é meio para
aumentar o trabalho
acumulado. Nossa vida é sugada para
aumentar trabalho acumulado. O trabalho
morto come o trabalho vivo. E a
sociedade burguesa utiliza todos os
meios não para melhorar, potencializar e
desenvolver esse trabalho vivo, para que
ele permaneça vivo, para que ele tenha
seja o decisor, o crio para as tomadas
de decisão. Ela faz o contrário. O
trabalho acumulado, depositado nos meios
de produção, no desenvolvimento
tecnológico, na acumulação de capital,
de riqueza, toda essa birosca é o
decisor. Então, o trabalho acumulado
decide sobre nós e nós somos uma peça
para manutenção deste
maquinário. Por que que é importante
perceber isso?
Por que no manifesto comunista? Marx
dirá o seguinte: "Na sociedade
comunista, o trabalho acumulado é um
meio para ampliar, enriquecer e promover
a existência dos
trabalhadores. Se na sociedade burguesa
o trabalho vivo é meio para aumentar
trabalho acumulado na sociedade
comunista proposta que sonhada,
imaginada como critério para tomada de
decisão no manifesto
comunista, o trabalho morto, meio de
produção, desenvolvimento tecnológico,
os equipamentos que a gente tem, todo
esse cacareco que é feito é para
ampliar, enriquecer e promover a
existência dos trabalhadores do trabalho
vivo. é o
contrário. Portanto, o capital,
portanto, o meio de produção, o
dinheiro, a mercadoria, o dcho que for
produzido nesse modo de produção e nessa
forma social, tem que atender o trabalho
vivo, que são as pessoas e os
trabalhadores para enriquecer e promover
a sua existência, ampliar a sua
existência e não diminuí-la. Não nós
sermos explorados para ampliação e
aumento de capital
sobro explorando o
trabalhador. P hum. Será que vocês
conseguem entender?
Ai, que ódio que eu vou ter. Então, como
é como é que pode alguém ler isso e
falar: "Não, não, não, mas faz mais
sentido nós que somos pessoas vivas,
viventes, que dão vitalidade, condição e
de existência e possibilidade de
existência para qualquer outra forma que
tiver na terra. Hum, qualquer objeto tem
que estar serviço desses seres humanos."
Mas a gente olha e fala: "Não, não, não,
não, não, não é o contrário. O ser
humano tem que trabalhar, ele tem que
existir, ele tem que deixar sua vida ser
sugada para
aumentar número numa tela de um
bilionário para fazer circular mais
rápido um produto XY dele da casa da
prego paraa outra. Não para que seja
mais fácil o ser humaninho consumir e
viver melhor, não. Mas é para aumentar
lucro também do
atravessador. Os serviços têm que
decidir sobre a gente e não a gente
sobre os serviços. dentro da tradição
religiosa da qual eu pertenço, o nome
disso é idolatria. Quando você pega um
produto da realização do trabalho humano
e faz com que ele tenha mais valor, mais
importância do que o próprio ser
humaninho. Quando você trata um produto
do trabalho do ser humano como algo que
tem vida em si mesmo e decide sobre a
vida dos seres humanos. Na tradição
religiosa da qual eu pertenço, o nome
disso é
idolatria, que é você achar que a coisa
tem poder e não o ser humaninho, que a
coisa tem vida e não quem fez essa
coisa,
entendeu?
Espero que tenha ficado
claro. A metáfora religiosa, como disse
Marx no capital, ela é muito
importante pra gente poder no mundo
religioso
explicar e entender esse
processo em que a
mercadoria se transforma em algo
completamente distinto do produto do
trabalho. No final da primeira parte do
capital, dos cinco primeiros capítulos
que chega no fetichismo da mercadoria ou
caráter fetichista da
mercadoria, é
isso. tenta apresentar esta mágica na
qual os produtos do trabalho se tornam
mais importantes que os trabalhadores
que o
produzem e que a reprodução social para
de ser decidida pelos seres humanos que
produzem uma sociedade e passa a ser a
própria forma, a própria estrutura, o
próprio produto histórico decidimos
sobre os seres humanos. E a gente não
tem relativa autonomia e capacidade de
decidir sobre o futuro. Nós somos
dominados. Dominados pela manutenção de
uma ordem
imbecil que destrói as condições de
produção e reprodução da própria vida.
Ah, mas não é assim. Abre a sua janela
agora e vê se não é
assim. Olha para essa desgraça em que,
como diz aquela expressão do Mark Fish,
era mais fácil imaginar o fim do mundo
do que o fim do capitalismo. Por quê?
Exatamente. Porque esta porcaria de modo
de produção destrói as condições de
reprodução da
vida. Então, tem que interromper, tem
que mudar, tem que revolucionar, tem que
transformar.
Na sociedade burgua, o passado domina o
presente. Na sociedade comunista, é o
presente que domina o passado. Esta
frase te dá a chave
militante para sacar qual é a
importância de um programa que não se
rebaixa e que mobiliza a classe
trabalhadora, porque a única coisa que a
gente tem é a vida agora, meu
irmão. meu filho, minha filha, o
sobrinho, a sobrinha, a molecada.
A única coisa que daria sentido para nós
e com trabalhadores e trabalhadoras que
não temos nada além de nossa
prolle, essa possibilidade de vida e de
vida futura, de permanência na vida, não
dá para ser na sociedade burguesa, no
modo de produção capitalista, porque
nesta sociedade o passado domina o
presente, nós somos reféns de uma
estrutura cujo trabalho morto é mais
importante do que o trabalho vivo, cujo
o trabalho de acumulação, de riqueza, de
capital e dessa porcaria toda é mais
importante do que é a vida de quem
produz, de quem consome, de quem é a
base, condição necessária e fundamental,
indispensável para qualquer estrutura
econômica. Uma sociedade comunista é
consciente disso, portanto, organiza
todas as relações de produção e as
forças produtivas para fazer um ciclo
equilibrado e sustentável, cujas
condições de produção e reprodução da
vida estejam garantidas no dia seguinte.
E a o centro desse processo, portanto, é
o trabalho vivo, seres humaninhos
envolvidos nessa dinâmica e não
acumulação infinita e com pretensão de
infinitude, como é a acumulação
capitalista, que faz aproximação
assintótica, se vocês gostam de
matemática, fazendo esse essa
calculabilidade imbecil, que não
considera materialidade da realidade, ao
infinito. e acha que dá para explorar ao
infinito, fazer lucro ao infinito,
produzir ao infinito, produtividade
infinita, consumo infinito, tudo
infinito. Só que eu tenho uma péssima
informação para vocês. O trabalho é
vivo. Vivo porque somos viventes.
Viventes porque estamos no mundo que é
vivo, biológico, que tem limites. Não dá
para ultrapassar a linha de vida à morte
e achar que no dia seguinte tá tudo bem.
desequilíbrio ecológico e essa crise
ambiental que a gente tá vivendo, esse
desespero e essa insanidade, é porque
dentro do sistema capitalista, da
racionalidade econômica capitalista, não
tem nenhum critério para limitar essa
porcaria, porque o critério não é a vida
dos seres humanos, o trabalho vivo
propriamente dito é o fruto desse
trabalho calcificado em em produtos, em
realizações passadas e que esse trabalho
morto e acumulado se torna mais
importante do que nós enquanto seidos
humanos vivos que estamos decidindo
sobre o futuro dos nossos dias, dos
nossos filhos, das nossas
filhas. Uma sociedade comunista não quer
deixar esse passado engolir a gente.
Como vamos orientar o futuro para que a
vida seja vida de verdade garantida,
reproduzida de maneira ampliada,
enriquecida e promovida. Como disse Marx
na linha anterior, se vocês são
religiosos como eu, uma vida em
abundância. Na sociedade burguesa, o
capital é independente e pessoal, ao
passo que o indivíduo que trabalha é
dependente e impessoal.
Preste atenção no que tá dito aqui na
sociedade burguesa. O capital ele é
independente, ele decide, ele é o
sujeito, ele é o agente. E quem é esse
capital? essas relações de produção que
fazem o valor se
valorizar
automaticamente e que nessa
dinâmica fazem com que a sociedade seja
decidida pelos frutos do trabalho, pelo
objeto, que que seja decidida pelo
trabalho morto e acumulado e não pelo
trabalho vivo, que racionalmente orienta
qual serão os passos futuros. Quais
serão esses passos?
Enquanto o capital é independente,
pessoal, o indivíduo, você pessoinha,
indivíduo, indivíduo que quer ser
livre, ai minha liberdade, meus direitos
individual, você indivíduo, você é
dependente do capital porque ele
decide a coordenação da divisão social
do trabalho e você é uma pecinha nessa
divisão. Você é
dependente e você é só um número, é só
um
CPF, só um
PJ.
Você é só uma carteira de trabalho vazia
ou um
MEI que vende o teu tempo para que esse
capital seja ampliado, acumulado e
reproduzido de maneira ampliada e
apropriado, decidido a partir dos
interesses individuais da classe que é
coordena a divisão social do trabalho
porque é dona dos meios de produção, o
burguês, o
capitalista. O sistema funciona assim.
Não dá para
ser defensor dessa porcaria, né?
Bota a mão na consciência, na
consciência de
classe para
entender que enquanto dependente em
pessoal, enquanto CPF, CNPJ,
PJHEI, a gente tá lascado. Mas enquanto
classe que compreende qual é a sua
posição dentro da coordenação da divisão
social do trabalho, é
possível transformar as relações de
produção e começar a orientar o trabalho
morto em favor do trabalho vivo, o
trabalho acumulado, solidificado,
consolidado nos objetos do trabalho como
meio de produção, tecnologia, sistema em
favor da nossa vida e não a nossa vida
entregue a essa porcaria. Mas a gente
segue na leitura do próximo passo,
porque a gente vai falar sobre
liberdade. Liberdade, já que o pessoal
do Ancapistão gosta de liberdade, nós
vamos falar então sobre a liberdade
individual no nosso próximo encontro.
Espero que vocês tenham curtido esse
tipo de vídeo, esse tipo de conteúdo.
Não esquece de curtir, comentar,
espalhar a palavra por aí, soltar para
que a galera compreenda este conteúdo
específico do pensamento comunista, do
manifesto e também se quiser criticar
que critique de maneira decente lendo o
livrinho. Ficam, fiquem bem, minha
gente. Até a próxima. Trazendo a boa
nova todo dia útil. Até a vitória final.
Valeu,

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