Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

O Problema dos Atributos

O Problema dos Atributos

O Problema dos Atributos

3ª parte do capítulo 5 do livro: O Discurso Pastoral – autor: Ariovaldo Ramos

Nossa Missão: Fornecer informação teológica
Ajude-nos: PIX ariovaldo.ramos@gmail.com

Atributos; Deus; teologia: missão;

Legendas automáticas:

[Música]
Você já parou para pensar o que torna
Deus Deus? Na teologia chamamos isso de
atributos de Deus. Mas aqui começa o
problema. Como entendemos esses
atributos? E mais, será que começamos
falando de Deus ou do ser humano? Vamos
explorar essa questão juntos.
Na teologia sistemática, os atributos de
Deus são características que definem
quem ele é. Mas os teólogos não entram
em consenso. Alguns dividem os atributos
incomunicáveis, aqueles que Deus
compartilha como amor e justiça e
incomunicáveis como infinitude,
eternidade e imutabilidade, que
pertencem só a ele. Por exemplo, só Deus
é infinito. Nós, criaturas somos
finitos, mortais, contingentes. mesmo a
imortalidade que podemos receber é um
presente divino, não algo nosso por
natureza. Entre os incomunicáveis temos
a unicidade de Deus. Só ele é o Deus
eterno, o trino Javé. Não confundir com
união que até a humanidade pode
refletir, mas nunca na plenitude
divina. Agora surge uma questão de onde
começamos a falar de Deus, da realidade
humana ou da revelação divina? Teólogos
como Schleiermcker no século XIX
começaram pelo ser humano quase como se
Deus fosse uma ideia secundária. CS
Lewis e mais recentemente Renê Padilla
sugeriram considerar o contexto humano
na
evangelização. Para alguns isso soa
humanista, como se o homem estivesse no
centro. Mas será que é assim mesmo? Essa
atenção não é nova. O discurso pastoral
da missão de Deus tenta partir da
realidade
cotidiana, mas sempre ancorada na
revelação. É como tentar equilibrar duas
verdades. Tudo vem de Deus, mas vivemos
como humanos.
Vamos ilustrar com uma história. Imagine
um cantor talentoso. Ele sobe ao palco,
canta maravilhosamente e a plateia
aplaude. Alguém diz: "Só Deus merece
aplausos". Outro responde: "Não,
aplaudir o cantor é reconhecer o criador
que lhe deu o talento, quem está certo."
O problema não está no aplauso, mas na
atitude. Se o cantor reconhece que seu
talento vem de Deus, ele reflete a
glória divina. Mas se ele diz, "Eu me
basto", ele cai na armadilha de Lúcifer,
querer a glória que só pertence a Deus.
Isso é
idolatria. O talento é um atributo
comunicável emprestado por Deus. A
criatura nunca é
[Música]
autossuficiente. Então, como resolvemos
isso? A teologia deve partir de Deus,
porque ele é a fonte de tudo. Nada na
criatura existe sem ele, exceto seus
erros. A teologia da reforma nos lembra:
Deus fez todas as coisas e só ele é
digno de glória. Quando Deus cobra a
glória, não é por
capricho, é porque tomamos algo que nos
foi emprestado e dissemos: "É meu". Por
isso, o discurso pastoral deve começar
na revelação especial, a Bíblia.
CS Leis e Padila não negam isso. Eles
olham para o contexto humano, mas sempre
a luz da palavra. A realidade humana é
lida com as lentes da
revelação. No fim, o problema dos
atributos não é só teórico. Ele nos
desafia a viver, reconhecendo que tudo o
que somos, temos e podemos vem de Deus.
Seja no palco, na igreja ou no dia a
dia, a pergunta é: a quem você dá a
glória? Se este vídeo fez você refletir,
compartilhe com alguém. Vamos juntos
aprender a colocar Deus no centro. Até a
próxima.
[Música]

Tags: