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A fé vem pelo ouvir

PASTORES ABUSIVOS E A ESTRUTURA DE PODER NAS IGREJAS: O PROBLEMA É A MEMBRESIA?

PASTORES ABUSIVOS E A ESTRUTURA DE PODER NAS IGREJAS: O PROBLEMA É A MEMBRESIA?

PASTORES ABUSIVOS E A ESTRUTURA DE PODER NAS IGREJAS: O PROBLEMA É A MEMBRESIA?

Nesse vídeo, reagimos ao pastor Rodrigo Mocellin falando sobre o livro "Uma igreja chamada TOV" e problematizando a questão do abuso espiritual.

Pix: [email protected]

Música está nesse vídeo aqui: https://youtu.be/igt2R_orOB0?si=3A4dGbmi5IbFy10u
Nosso react ao Mocellin falando sobre Marxismo: https://youtu.be/hQDBRxawLV4?si=1vU37Saaz-4YChsZ
Nossa playlist de leitura comentada do Manifesto: https://www.youtube.com/watch?v=Q3DjcvNQWWM&list=PLThmuqf63MGgZdCebCVubvM_meSU99do1&pp=gAQB

Legendas automáticas:

Olá, minha gente, tudo bem? Bora lá para
mais um de conteúdo totalmente sant
dessa vez pastor Rodrigo Mocelin falando
sobre abuso espiritual. Bora ver, a
gente vai parar. O livro uma igreja
chamada Touve fala de uma cultura de
bondade que deve ser criada na igreja. E
o foco do livro, como lemos na
introdução, é promover uma cultura
eclesiástica marcada pela bondade. Ou
seja, o foco do livro são os pastores.
Mas para que haja uma cultura de bondade
na igreja, é fundamental que os membros
também sejam partes integrantes nesse
processo. Pois assim como existem
pastores que se comportam de modo
inadequado e trazem sofrimento aos
irmãos, também há irmãos que trazem
sofrimento aos pastores e assim também a
toda a igreja. Assim,
é que existe uma pequena diferença,
pastor, entre quem ocupa uma posição, um
cargo de execução do poder dentro da
estrutura institucional de alguma
organização, não só a igreja, pensemos
qualquer organização, e das pessoas que
não ocupam o cargo, né, uma posição de
execução de poder. Elas participam na
legitimação desse poder, mas elas não
têm a postura, a possibilidade de
executá-lo. Diferente do pastor, ele tem
uma posição, um cargo institucional
específico que o permite executar uma
determinada função que altera a
estrutura institucional da igreja.
Afinal, ele é uma
liderança, então ele tem um papel a ser
desempenhado. Se é para criar uma
cultura dentro de um determinado
ambiente, a instituição deve trabalhar
para promover essa cultura. Por isso,
necessário uma liderança responsável,
qualificada que saiba executar a sua
função. Contudo, no caso de igrejas e de
pastores, esse cargo que é uma posição
política específica dentro de uma
organização, uma associação qualquer, no
caso da igreja, mas com algo especial
que é autoridade espiritual, ou seja, se
confunde o âmbito da voz do pastor como
liderança institucional com a voz do
pastor como líder espiritual, aquele que
tem acesso
privilegiado a Deus, a tradição, a
teologia, as respostas para o mundo e
para todos, e que então guia as suas
ovelhas e tudo Mas essa essa essa
confusão, essa coisa dá um grau um
pouquinho pior, porque a voz do
pastor não tá muito clara se é dele, se
é de Deus ou se é do cargo que ele
ocupa. E
essa mistura aí dá uma
margem
para, qual vai ser a palavra que eu vou
utilizar? É abuso mesmo para abusos que
é
impressionante. Então, não sei qual o
problema de se
criticar por um livro, lideranças e
estruturas institucionais que acobertam
abusos com frequência. Ou seja, o que
que a gente vai fazer, né? Melhor seria
então a gente não fazer nada ou não
escrever o livro ou qual será que tem o
problema do livro fazer isso? Não
entendi. A gente vai equiparar, né? É
que a membresia também tem que ser
cobrada. Ela é cobrada diariamente,
inclusive em valores financeiros. Assim
como o livro Tve trata de casos de
líderes que abusaram de mulheres, também
há casos de falsas denúncias. Violência
sexual tem o poder de destruir vidas.
Agora, falsas denúncias também. Então,
neste vídeo, vamos falar do outro lado
da moeda, daquilo que,
cara, você tá colocando no mesmo
peso, equilibrando um caso de abuso, que
agora nem é só sexual, pelo que você nem
é só espiritual, pelo que você comentou,
é sexual, ou seja, algo
seríssimo, com uma hipotética, talvez,
quem sabe acontecida, falsa denúncia,
você tá equiparando essas paradas. Você
tem noção que o o grau do negócio é
completamente distinto,
né? Você tá
maluco. Por que que você tá fazendo
isso, Rodrigo?
que o livro Touve não fala de
congregações tóxicas, de presbitérios
demoníacos e de falsas acusações. Curta,
comente, se inscreva e bora para mais um
vídeo. Muitas vezes podemos tratar a
realidade com aquele olhar marxista de
sempre, que divide o mundo em classes,
em opressores e oprimidos, em mocinho e
vilão. E a primeira estrutura marxista é
o burguês é sempre opressor e o operário
é sempre vítima. Para você não cair
nesse tipo de lorota de gargantada do
Rodrigo Mocelin, nós temos aqui a nossa
leitura linha a linha do Manifesto
Comunista, que eu vou deixar aqui na
descrição do vídeo e você vai ver que na
primeira, no primeiro vídeo,
provavelmente a gente já desmonta essa
grosélia que ele tá comentando. Senão e
se você assistir todos os que nós
estamos construindo, então aí já era.
Mas eu acho curioso como o perigo aí do
marxismo, hein? Marxismo cultural ataca
novamente essa ideia de considerar o
pastor alguém que executa poder e que,
portanto, tem um privilégio nesta
posição. E quem não tem, incapaz de
executar o poder, isso é coisa de
marxista, que vai colocar o pastor como
do mal e a membresia como o pessoal do
bem. Isso aí é
marxista, que não tem nada a ver. Mas
tudo bem, porque o Rodrigo também tá
acostumado a fazer isso. A gente tem um
react aqui no canal, se eu lembrar eu
coloco na descrição em que a gente
comenta o o fala do Rodrigo sobre
marxismo cultural e que ele cita o
manifesto comunista e a gente abre daí
os trechos que ele cita no manifesto e
lê o texto, né, pra gente não ficar com
o texto fora de contexto, que é pretexto
para falar qualquer grosélia e percebe
que a capacidade de interpretação é bem
limitada. Então eu vou aqui ser muito
condescendente com o nosso querido
pastor para também não ser uma muito
tóxico em relação ao que ele tá falando.
Você aqui condente, ele, né, tem alguma
dificuldade ali em ler o texto, então
ele teve travou um pouquinho na
interpretação, mas a gente ajudou, a
gente leu, abriu o texto, lemos e aí
facilita. Tirando essa parte, tem até
preocupação agora pensando que talvez
nesse vídeo ele faça a mesma coisa com
esse outro livro que ele citou, né? que
já diz que o livro não é legal, porque o
livro fala só do pastor, ele não fala aí
das
ovelhas, ele não cobra das ovelhas que
elas façam algo, hein? Aí esse livrinho,
talvez ele comece a citar textos do
livro fora de contexto, né? E aí soltar
para poder dizer que que então não vamos
levar a sério essas denúncias e essas
críticas aos pastores. Provavelmente,
né? Vai acabar, pode ser que passe por
isso, imaginando o que ele fez com
manifesto, o que que ele não vai fazer
com to. Mas beleza, beleza, beleza. Dito
isso, eu vou tentar fazer aqui daqui
paraa
frente. Tudo que ele falar, eu não vou
trazer a tradição marxista. Serei
weberiano para analisar a igreja. E
vamos ver se dá certo, porque posição de
dominação, Rodrigo, quem discute é
Webber, por exemplo. Não tem nada de
marxista, né? E quais são as tipos de
dominação legítima, como elas funcionam,
como elas se organizam. E dentro de um
papo institucional sobre a igreja, pode
ser muito legal da gente analisar aqui.
Se você gosta desse tipo de conteúdo,
não esquece de curtir esse vídeo,
comentar para que já espalhar a palavra
por aí, dar uma olhadinha na descrição,
porque lá tem a chave do Pix e também
considere ser membro, membro, membro e
membresia aqui do nosso canalzinho, que
é um grupo pequeno, mas ser e
resistente, mas que tem conteúdos
exclusivos exclusivos para você, além
dos cursos que a gente tem ofertado e
disponibilizado para o nosso grupinho,
beleza? Que qualifica, né, análise da
realidade social, mas vamos lá, vamos
acompanhar o pastor. Paciência. Depois
aplica-se isso a tudo. O homem é sempre
o opressor da mulher e de modo que a
mulher é sempre a vítima. O branco é
sempre opressor e o negro é sempre a
vítima. E o pastor é sempre opressor. E
os irmãos são sempre lindos,
maravilhosos, os ursinhos carinhosos. É
aquela caricatura tosca infantil, né,
para dizer que é isso que se fala. Mas
que esperar também. Vamos imaginar sem
Marx, tá?
exclusivamente sobre Weber. A palavra
dominação em Weber, por exemplo, não tem
um sentido negativo. Ela explicita ou
explica um tipo de relação específica
existente para o funcionamento da
coordenação das ações sociais. Os
sujeitos, né, os agentes, os atores
sociais orientam suas ações para
determinadas lugares, querem realizar
certos sucessos na sua vida, mas eles
não estão sozinhos, né? Existe uma ou a
relação com outros sujeitos, outros
atores, outras pessoas. E nessas
relações criam-se relações de quem
coordena e de quem é coordenado, de quem
toma decisões, de quem não toma de
maneiras distintas. E nessa posição de
quem vai coordenar, quem será coordenado
de maneira legítima, afinal todo mundo
pactua de certa maneira com isso, você
tem uma relação de dominação, dominação
legítima. Então, dominação aqui a gente
não tá falando de termo sentido
negativo. Nós estamos falando
especificamente desse tipo de relação em
que a ação do sujeito, uma estrutura
dentro da qual ele age e há aí um tipo
de submissão a uma determinada ordem
para que as coisas funcionem. Weber,
quem senta na posição de execução do
poder, a liderança que tá ali
sentadinha, ela domina, ela coordena,
ela tem o papel social de coordenar essa
instituição e os demais são coordenados.
Beleza? Até o momento, é claro que a
confiança desses grupos, dessas pessoas
que estão sendo coordenadas, começa a
diminuir em relação ao tipo de dominação
específica e daí elas não creem mais na
legitimidade disso e podem contestar,
que eu acho que é o que acontece quando
alguém percebe uma situação de abuso e
que é institucionalmente a igreja
acoberta abusos e a pessoa fala: "Poxis
tá errado". E aí sabe o que ela faz?
Questiona a ordem. Aí a ordem vigente
pode transformar, mudar, criar novos
mecanismos ou continuar acobertando e
culpabilizar o pessoal que tá embaixo,
né? Culpa a vítima de ser vitimada. Mas
a Bíblia declara que não há mocinhos e
vilões. Somos todos vilões, todos
sujeitos ao pecado. De modo que pastores
podem fazer irmãos sofrerem e irmãos
também podem fazer seus pastores
sofrerem. Digamos que todos sejamos
iguais, todos somos do mal. Olha, se
todos somos vilões, seu vilão, sua vilã,
pessoal do mal, todo mundo é do mal,
inclusive o Rodrigo é do mal. E aí, já
que todo mundo é do mal, todos somos
vilões. Então, a gente não precisa
discutir as estruturas institucionais
que reproduzem relações de abuso e que
acobertam abuso, porque é todo mundo
mal. Aí a gente para de falar sobre as
estruturas e fala o quê? Sobre a
subjetividade, a genética maléfica dos
seres humanos, né? E pronto. Então, já
que todo mundo é do mal, a gente vai
acobertar aí as estruturas que garantem
proteção paraa canálha. Parabéns, Rudri.
A escritura tem várias advertências
contra líderes que oprimiam o povo.
Ezequiel criticou os pastores que
apacentavam a si mesmos. Miqueias fala
dos líderes de Israel como pessoas que
arrancavam a pele do povo, tipo um
açogueiro mesmo. Jesus criticou os
fariseus porque roubavam viúvas. É uma
impiedade monstruosa. Pensando no fato
de que muitas vezes a viúva costumava
viver em uma situação muito difícil, era
de uma desumanidade sem tamanho o que
aqueles fariseus, aqueles líderes judeus
faziam. Porém, vemos também, ao que não
é muito popular, inúmeras advertências
bíblicas contra o povo. Não é muito
popular, meu amigo pastor dia também tá
no púlpito culpabilizando as pessoas
pelas ações que elas fazem e exigindo
submissão. Mas é claro, é claro, é, tá
só sendo
bíblico. E assim, fazer o cherry picking
bíblico de situações para poder
justificar tua fala, eu acho muito a
canalice, porque o que a gente tem que
discutir é a estrutura institucional da
igreja, como ela garante e reproduz
determinadas relações de abuso. A gente
não pode permanecer isso. É simples sim.
é uma questão de cargos e de posições,
de estrutura e não de indivíduos
isolados ou de histórias marcantes e
tal, mas é muito mais fácil a gente
criar aqui essa dinâmica de ir para
narrativas, das histórias, de umas
metáforas que exigem interpretação e não
falar objetivamente das relações de
poder
existentes e melhor ainda, as relações
de execução de poder
existentes e muitas vezes Deus até
punindo o povo com líderes ruins, ou
seja, os líderes ruins
Muitas vezes eram o juízo de Deus sobre
uma nação, sobre um povo, sobre ovelhas,
sobre membros daquela comunidade que
eram pecadores.
É, você viu, ó? Se você tem um líder
merda, a culpa é tua. Se o pastor da tua
igreja é um lixo, a culpa é sua. Moisés,
por exemplo, dirigiu uma congregação
terrível. Eles o resistiam o tempo todo.
Samuel era um ótimo líder. Mesmo assim,
o povo não quis mais. Ele, o povo queria
um rei. E Deus disse, olha que a
rejeição a Samuel ocultava uma rejeição
a Deus. Ô criatura, você consegue faz,
parar de fazer paralelos bíblicos e uso
completamente equivocado do texto e
discutir objetivamente o que a gente
quer falar? Ou você vai se esconder
atrás do texto e dizer que essa
interpretação como autoridade espiritual
é suficiente para justificar a gente
parar de criticar os pastores e começar
a olhar e criticar membresia, membresia
aí que não tem a capacidade de executar
poder. Hum.
Eh, pois é, eu acho que é muito fácil
espaço, por exemplo, usar
Samuel para não discutir como é uma
mudança de estrutura institucional
dentro do povo e não uma questão de uma
pessoa para outra, né? Eles querem um
rei, não mais um juiz. Esse é o ponto.
Mas aí o samba lelê aí é só para tentar,
né, fazer o a pessoa que tá ouvindo
ficar, meu Deus,
realmente o Senhor também está contra
nós, o povo de Deus.
Paulo lidou com uma igreja que ele
fundou, a igreja de Corinto, que era
extremamente complicada e fez Paulo
sofrer. Eles chegaram a pedir carta de
recomendação para Paulo. Pelo amor de
Deus, Paulo os evangelizou. Eles se
converteram graças ao trabalho de Deus
feito por meio do apóstolo Paulo. Como
um filho pode pedir ao pai uma carta de
recomendação? Um negócio absurdo. Mas
tudo isso tinha lá na igreja de Corinto.
Paulo. E que que isso tem a ver com o
abuso? Nada. Paulo teve que se explicar
em relação ao salário, ao direito de
receber salário. Por quê? Porque estavam
acusando Paulo de ser avarento. Sendo
que, na realidade, os avarentos eram os
membros, eram as ovelhas, era a igreja.
O livro trata de pastores que não
aceitam disciplina. E isso tá correto, é
um ponto louvável do livro. Então vamos
parar o vídeo agora e seguir. Não pera
aí, não vamos culpar só o pastor não,
porque se a gente começar a falar para
mim brezia que ela pode achar que o
pastor tá errado, imagina, né? Ela tem
que olhar para ela mesma e se considerar
errada antes de qualquer coisa. Pra
gente reproduzir essa dinâmica aí de
você se tolir enquanto membresia na hora
de criticar o pastor. Você interromper o
seu passo crítico, interromper a sua
relação crítica diante da igreja, né?
Vamos parar agora.
Imagina se as pessoas começam a ser
críticas, é o tipo de relação existente,
começa a denunciar a estrutura que
mantém, preserva e reproduz
abusos. Nossa, seria terrível, né? Que
mundo terrível. Os pastores iam ter que
ficar mais atentos, mais preocupados. As
igrejas i vão ter começar a colocar as
coisas que estão escondidas ali nos
gabinetes em
público. Pô, problemão, hein? Vamos
criar aí o medo entre a membresia de ser
crítica contra a estrutura existente.
Agora, o que é muito comum também são
irmãos que não aceitam disciplina, que
nunca aceitam serem corrigidos e vem
qualquer tipo de autoridade como
opressão. Por exemplo, no capítulo dois
do livro, eles falam sobre o poder da
intimidação, que seria algo tóxico. Mas
o que seria esse poder de intimidação?
Segundo os autores, eles dizem que uma
igreja chamada Harvest Bible Cap gravou
um vídeo difamando dois ex-presbíteros
depois que eles, abre aspas persistiram
em questionar decisões tomadas pelo
conselho da igreja. E o livro só fala
isso, não dá um contexto da história.
Agora, vamos lá, isso aqui é muito
errado. A escritura ordena obedecer os
vossos guias na fé. Se o conselho tinha
tomado uma decisão sobre algo, os irmãos
deveriam se submeter. Se a igreja, se o
povo considerou que a decisão é injusta,
poderiam pedir uma revisão. Mas se mesmo
assim o conselho mantivesse a decisão e
os irmãos continuassem a questionar,
isso é o quê? Isso não é desobediência,
isso não é rebeldia. Então tá
justificada a
difamação. Eu não sei se você percebeu o
que você
disse. Preste atenção. Mece suas
palavras. Eles foram difamados.
Ou seja, pelo fato dos caras persistirem
em criticar uma tomada de decisão, tá
legitimada e justificada a
difamação. É isso, minha gente. Assim, a
gente pode acobertar as ações que forem
abusivas do ponto de vista da estrutura
institucional. Pode famar, pode mentir,
pode, né? Vou assim, eu já tá complicado
para mim porque liga gatilho da
comunidade que eu vim que sim me
difamaram, por exemplo, me difamaram
absurdamente pelas minhas posições
críticas diante da igreja, inclusive
depois que eu saí, eu saí, ou seja, não
é que eu fiquei lá enchendo o saco das
pessoas, não, jamais. bateu o limite,
saí e continuei sendo difamado e
utilizar o meu nome para uma série de
tomadas de decisão e para conversa em
determinadas reuniões que não tinha nada
a ver e nem pastor eu era e nem
influência eu tinha. Mas por alguma
razão isso aí foi valeu,
né? Ai pastor, difamação não tá
liberado, tá? Assim, continua bem
errado. E esse é o ponto, porque como
que a gente cria uma cultura de bondade?
Beleza? E eles não precisariam ser
repreendidos. Pense nesse exemplo. O
presbitério da igreja decidiu comprar um
terreno para expandir a igreja. Quando
se fala o presbitério decidiu, é óbvio
que isso não significa dizer que todos,
sem exceção, foram a favor. Na maioria
das vezes, sempre há alguém que votou de
modo contrário. Mas a partir do momento
que o presbitério decidiu, cabe a todos,
até aqueles que não votaram a favor,
serem a favor. Exemplo, a minha igreja
decidiu comprar uma propriedade muito
cara para fazer evangelismo. Eu achava
que a gente poderia fazer o evangelismo
de outro modo e eu fui voto vencido. Mas
agora a decisão é minha também e estamos
juntos. E se der errado, eu não vou
falar um dia, é, tá vendo? Eu falei que
não era para cobrar, não. Que que é
isso? Não, isso aí é ser desonesto.
Isso. E a difamação entra onde agora? É
ser um traíra. Viver em comunidade
significa isso. Muitas vezes embarcamos
numa direção ali que a gente nem é tão
favorável. Mas a gente vai lá e ainda
faz o melhor. Se depois de uma decisão
os irmãos persistem em questionar a
decisão, falam mal, essas pessoas devem
mesmo ser repreendidas. Repreendido é
uma coisa, difamado é outro.
Lindo. Isso não é poder de intimidação,
isso é disciplina bíblica, pastor.
Difamação é disciplina bíblica.
Mas e se a decisão tomada não foi apenas
em relação a um terreno, mas a igreja
assumiu uma heresia, aí você tem que
sair da igreja como Luter fez em outro
trecho do livro. Não, aí calma, calma.
O livro fala sobre casos de abuso
sexual, cara, e sobre relações abusivas
em vários âmbitos. A heresia foi você
que
soltou, sacou? E aí, membresia? Se você
não tá contente com a estrutura da
igreja, vai embora,
pô. Porta da rua, serventinia da casa.
Eu ouvi isso,
hein? Porta da rua serventia da casa.
Partiu, mano. Bate porta aí. Livro Os
autores, logo após citar neurocientistas
falando que ao colocarem a cabeça de
líderes de poderosos e não poderosos
numa máquina, eles descobriram que os
poderosos têm menos empatia. E aí os
autores dizem: "Quando os líderes
adquirem poder, o poder em si se torna
um agente que, por vezes, reduz a
capacidade de empatia e compaixão do
líder". Ora, o que é
verdade? E nem precisa ser por uma
questão de neurociência, tá? Vou nem
entrar nisso porque eu não faço ideia.
Pegar um outro
ponto. O cargo de executor de poder é
diferente daquele do cargo ou da posição
em que você legitima poder. Para que
haja uma estrutura de poder, alguém
precisa legitimá-la e alguém precisa
executá-la. Poder não é necessariamente
ruim. Poder é uma poder poder, né? Poder
é realização ou possibilidade de
realização de projetos e a sustentação
desse projeto por meio de uma
comunidade, de uma comunidade de vida,
né? comunidade viva que dá legitimidade
para estruturas que vão executar o poder
das mais diferentes possíveis. E aí a
gente pode voltar a ver novamente, né,
pessoal? Esse poder, ele pode ser
executado e organizado de maneira
burocrática, legal, impessoal. Pode ser
de maneira tradicional por determinados
valores e reprodução desses valores.
Pode ser por uma questão carismática,
né, de uma liderança carismática que
depois tenta inclusive criar mecanismos
de sucessão desse carisma.
Eh, independe. E tudo isso aqui, ó,
esses três tipos, não tem nada de marx
aqui, hein, tio. Desses três tipos aqui,
dentro dessa estrutura weberiana, a
gente pode analisar as igrejas, como
elas se coordenam, como elas se
organizam, como elas se reproduzem, como
elas executam poder. Tudo bem? Contudo,
quem executa poder precisa
necessariamente eliminar todos os outros
projetos e possibilidades possíveis
dentro de sua mesa na hora que ele vai
tomar uma decisão. E os efeitos dessa
decisão afetam todas as pessoas de
maneiras distintas e, portanto, podem
sim ferir determinadas pessoas, não
outras. E nessa dinâmica o cara vai
falar: "Perdão, meu lindo, mas é o que
eu tinha para fazer". Diminui sim esse
grau de empatia. esse grau de e esse
laço solidário com o indivíduo, porque
tá pensando na execução do todo, faz
parte da vida. Tranquilo quanto a isso,
mas isso
acontece. E aqui eu nem tô culpando,
falando que o cara é do mal, o cara é do
bem. Aqui eu tô tentando tirar isso.
Quem começou dizendo que todo mundo é
vilão, então pode fazer tudo foi o
Morcelin, não fui eu. O que essa ideia
diz é que o poder ele é essencialmente
mau. Você imagina, então a gente teria
que dizer que Deus é essencialmente mal.
Afinal de contas, ele tem todo o poder.
E tem mais. A fonte é ridícula, é o mau
uso de sempre da neurociência. Como já
criticou acertadamente Teodor Rimple, a
ideia de que a tecnologia é uma janela
direta pra alma do ser humano é ingênua
para dizer o mínimo, diz ele. E ele
continua. Os médicos passam um scanner
na cabeça do paciente até achar alguma
coisa e logo supõe, viu? Piscou ali,
ohó. Tá vendo? Tá vendo? Piscou de modo
normal. Portanto, aqui está a
infelicidade ou então a falta de
empatia. É um negócio tão simplista, tão
ridículo, que no final, é, ainda bem que
eu já acabei de fazer uma explicação que
elimina todo esse teu papo aí que de
fazer a seleção do problema é ter usado
a neurociência. Não usei. Ah, pelo amor
de Deus, Mocelin. Ele, os vídeos do
Mocelin tem esse hábito, né, de criar
caricaturas drúchulas assim. E aí ele
bate nessas caricaturas, ele cria a
caricatura para ele bater e ele faz as
seleções de trechos, por exemplo, ele tá
fazendo a mesma coisa com do com Tóvio
que ele fez com Manifesto e Faria com
outros livros, né? ele seleciona aquilo
que interessa e aí ele tira de contexto
e ele não trabalha o tema. Ele tira e
usa esse texto pro que ele bem entender.
No caso aqui para fazer uma defesa de
estrutura, de manutenção de estruturas
de poder dentro da igreja e para tentar
culpabilizar a membresia pelos efeitos
dos problemas que ela sofre de ter uma
liderança canália.
Parece que é isso aí que tá sendo
construído. É só uma maneira
pseudocientífica para demonstrar
resistência à própria essência da
autoridade. Não é pseudocientífica você
saltar texto de Samuel para falar sobre
a estrutura do poder da igreja. Isso é
pseudociência. Na verdade, isso nem
passa perto de tentativa de ciência.
Você usou de uma autoridade espiritual
para texto, né, da tradição do texto e
da fé das pessoas no texto para poder
justificar o teu
argumento. Só, pô, péssima hermenêutica,
péssima exergese, péssima teologia, mas
o que vale aqui é reforçar a autoridade.
E eu aqui sou o resistente à autoridade,
porque não tô aceitando essa palavra do
pastor, não é? Passaram uma máquina na
cabeça dos líderes e descobriram então
que eles não têm empatia. É claro que a
partir dessa ideia parte-se então do
pressuposto de que os líderes são
essencialmente abusivos. É o mesmo p
esquerda de sempre. Homens são
estupradores em potencial. Ah, homens
são abusadores potencial. Burgueses são
sempre opressores e pastores também são
essencialmente ruins. Não, você tá
criando essa caricatura. O ponto é como
criar uma cultura de bondade. E do ponto
de vista institucional, quem tem o a
possibilidade de executar
poder é quem tá no cargo. Então, como
deste cargo de pastor não é uma pessoa,
aquele líder, aquele outro, se eu vejo
um fenômeno que acontece, se reproduz
com frequência, eu falo: "Pô, o problema
não é só as pessoas individualmente, é a
estrutura. O problema é o cargo, é o
modo como está sendo organizada
determinada instituição, determinado
movimento. Vamos fazer uma crítica a
essa estrutura para que nós possamos
criar mecanismos que criem uma cultura.
No caso do livro chama de bondade, que
eu acho até muito fofo, mas como a gente
cria mecanismos para que as pessoas não
estejam reféns, nem entregues e nem
vulneráveis a quem executa poder
extremamente legítimo e justo e melhor
ainda, é inteligente e racional se eu
pretendo uma permanência e persistência
de uma instituição de maneira saudável.
Eu tô vendo que tá tendo problema. Então
o que que a gente faz para resolver? Que
que a gente faz para criar uma estrutura
institucional que permita isso?
Meu meu meu do meu ponto de vista como
cientista social, eu olho e falo: "Pô,
simplesmente apelar paraa questão de
teológica, questão religiosa de fé, não
funciona simplesmente isso, não. Isso dá
legitimidade, isso tem a ver para as
pessoas que têm fé, tem a ver com a
gente que acredita e tudo mais.
Contudo, do ponto de vista de
organização e de realização do projeto,
não entra isso. Eu tenho que pensar
nesses mecanismos, nas justificativas e
na capacidade de interpretar
cientificamente o que acontece dentro da
estrutura política de uma
igreja. Porque aí eu consigo desvincular
esse apelo à autoridade espiritual que o
pastor parece que tá falando em nome de
Deus e em defesa da Bíblia e da
tradição. E a bresia que criticar tá
criticando não o pastor, não a estrutura
institucional, não a política da igreja,
a Deus. Porque o pastor tá usando a
autoridade da Bíblia para poder
justificar seu
posto. E aí você faz o quê? [ __ ] mano,
como é que eu vou
enfrentar? Como é? Aí você tá refém e o
que o pastor disser: "Você vai acreditar
porque fala em nome de Deus,
criatura". E aí essa confusão entre
institução, instituição, a liderança e a
própria divindade, a tradição, o a fé
que nós temos, ela é complicadíssima.
Então a gente tem sim que criticar, tem
que sim, tem sim que criar mecanismos
que separem essas coisas, senão mantém
estrutura e uma cultura de abuso. E eu
não estou aqui reproduzindo o discurso
marxista. É indefinitivo, porque se eu
fosse reproduzir, a gente ia para outro
papo, que é discutir o papel da igreja
dentro da reprodução social
burguesa, mas para discutir dentro da
igreja, eu não estou fazendo isso nesse
momento e nem analisando as classes
sociais.
existentes da igreja, como elas se
distribuem entre cargos de liderança e
não. Aí sim eu seria marxista, mas no
caso estou fazendo outra parada, mas é o
espandalho do marxismo cultural e as
caricaturas do celimo. E dessa forma os
autores do livro eles acabam por minar
própria autoridade, não o mau líder, mas
a autoridade em si. E aí todo pastor que
repreender o povo, que disciplinar, todo
presbitério que repreender o povo, vai
ser taxado como, ah, isso aí é sede de
poder, quer controlar as nossas vidas,
que que é isso? Isso aí não pode. Então,
é por isso que eu acho que o livro é bem
complicado, pois ele pega exemplos reais
de abuso de líderes opressores. E, e tá
certo esses exemplos. aqueles líderes
foram bem errados mesmo e e vários
elementos que estavam ali, que cercavam
aqueles líderes, geraram uma cultura que
propiciava aquilo. E eu concordo
plenamente, a crítica é acertada, mas
pega-se isso e fica a impressão que é
uma estratégia não para combater as
autoridades ruins, mas a autoridade de
modo geral, não é? Que
se você falou, tem casos reais, tem
situações gravíssimas, tem toda uma
cultura, tem toda uma estrutura. Quando
você viu o desenho, você fala: "Então,
gente, não vamos falar sobre isso não".
Não,
né? Se há uma estrutura que garante com
que vários casos aconteçam, o problema
tá nessa estrutura,
Rodrigo. Pensa criatura. Quer dizer, se
é esse o objetivo, né, da gente pensar e
resolver o problema, como por exemplo a
esquerda fez com o aborto. Eles
começaram lá com o aborto por estupro,
certo? Que já era um erro. Mas o
objetivo final era liberar o aborto de
todo jeito. Então, mesmo que você diga
que não era a intenção dos autores, do
modo que foi escrito, me parece que
muitas vezes leva a isso mesmo.
Afirmações negativas sobre a autoridade
em si, como eu falei lá no primeiro
vídeo. Olha a cartada do maluco. Parece
o pavanato naquela debate com Gustavo
Machado. Só falou grosélia, não tem para
onde escapar, viu que não vai dar bom?
Pega o bonequinho do feto lá, né? Você
mataria bonequinho do feto
aqui. Olha aqui o feto. Olha o feto. E o
aborto. Aborto. Aborto. Aborto. Aborto.
Aí vai ficar ficar reproduzindo. Aborto.
Aborto. Aborto. Pra gente não falar de
abuso sexual dentro da igreja praticado
por pastores, canalhas e uma estrutura
que acoberta.
Ai,
mano, até raiva de apertar play de novo.
Ah, vamos lá. Sobre a igreja, a própria
igreja em si. A igreja, lembra lá no
primeiro vídeo, a igreja, uma pessoa lá
e falou assim: "Olha, a igreja é o pior
lugar para se encontrar proteção." Não é
que ela falou assim, ó, tem muitas
igrejas. Não, não, foi pior. A igreja é
o pior lugar para se encontrar proteção.
Então, com essas afirmações e nenhuma
advertência sobre congregações que podem
ser terríveis, sobre falsas acusações,
fica parecendo sim que o livro é escrito
não apenas para condenar os falsos
pastores, os pastores opressores, mas a
própria autoridade em si. O que ve é que
tem uma frase muito importante,
Moncelinho. Se a carapuça
serviu, se não serviu, fique em
paz. Simples assim.
A carapuça
serviu. A carapuça não
serviu. Segue o
jogo. Veja bem, eu conheço várias
congregações terríveis. Eu conheço
vários presbitérios que são terríveis.
Fala assim muito de igrejas que têm o
pastor como dono, mas eu conheço várias
igrejas em que o presbitério eles são
alguns presbíteros ali são os donos da
igreja e o pastor é um funcionário que
tá ali para pregar não a palavra de
Deus, mas aquilo que eles permitem. E um
é aí o problema institucional e
estrutural, tipos diferentes de
dominação e de organização da igreja,
mas o problema tá em como se reproduz
essa dinâmica. Mas novamente, se a
carapuça não
serviu, lingatilha aqui. Eu era muito
crítico da comunidade que eu fazia parte
dessa dinâmica do pastor ser dono de
igreja. Cara, tá errado, tá errado,
errado, errado, errado. E pastor tem
todos os poderes, pastor faz o que quer,
não tem nenhuma nenhum mecanismo de
mediação. E quando tinha problemas e e
questões entre membresia e pastorado,
sabe o que fazia? Ia para o gabinete
pastoral. E a decisão, o perdão ou
caminho, encaminhamento é ser tomado
entre a entre o membro ou a grupo
pequeno de membresia e o pastor ali
direto, face a face dentro do
gabinete. Quem media essa
relação? Quem tá como
juiz? Quem consegue criar ali balanços
de contrapesos entre a entre a posição
da autoridade e os demais?
no gabinete
pastoral. E eu tô falando de uma igreja
que era pretensamente progressista de
esquerda bi aí tá barroca rococó
liberal, sei lá o
quê. Porque é uma questão estrutural,
não é uma questão de teologia e de
valores, sei lá o que lá. É uma questão
de reprodução institucional e
estrutural. E a gente tem que criticar e
tem que buscar mecanismos para
solucionar o problema. Eu tenho
mensagens terríveis da liderança que
mandou para mim, questionando essa
questão de estrutura, de poder, de de
como deveria funcionar e tal e de
respostas que são ruins,
terríveis. E eu vi umas coisas maluca e
passei por situações muito desagradáveis
nesse trato direto, né, com quem é
autoridade e quem não
é. Isso é problemático. Então, como a
gente altera? Como a gente muda,
independentemente aí dos valores X, Y, Z
como a estrutura da igreja está
organizada. E se a gente conhece tantas
igrejas que estão com problema, por que
a gente não denuncia? Por que a gente
não expõe? Eu falo isso inclusive para
mim e tô sendo muito bondoso muitas
vezes porque não exponho, não põe para
fora, não. Por que que a gente faz isso?
Há mecanismos sim que nos prendem, nos
amarram e a gente não pode deixar isso
acontecer. Isso não é saudável, isso faz
muito mal.
Um outro ponto muito importante, o livro
não menciona nenhuma vez as falsas
acusações. Porque se a gente pensa em
uma cultura eclesiástica de bondade, uma
liderança saudável, também é necessário
tocar nesse ponto. Afinal de contas,
temos que ser justos também com os
pastores e protegê-los também. Assim
como temos que proteger as pessoas,
também temos que proteger os pastores,
porque também são seres humanos.
Parabéns aí.
Só que quantos casos e quantas situações
há um acobertamento ou uma situação de
falsa acusação e sei lá o que lá. Agora,
quantos casos há acobertamento de abuso
real de diversos
tipos? A estrutura da igreja é
problemática e ela tem que ser
criticada. E a questão é o cargo. O
pastor não é a
identidade da pessoa, é o cargo que ela
ocupa, a posição de execução de
poder. É isso que tá em jogo. E a falsa
acusação é algo que tem o poder de
arruinar não apenas o pastor, como a
igreja inteira. E hoje, mais do que
nunca, esse tema deve ser falado, porque
desde José que mulheres fazem falsas
acusações. Mas hoje o ordenamento
jurídico tomado pela esquerda fez
explodir as falsas acusações. Um amigo
foi falsamente acusado de importunar uma
mulher no trabalho. Câmeras mostraram
que as acusações eram falsas. A moça
queria apenas tomar o lugar dele no
serviço. Mesmo assim, o patrão o
despediu. O caso hipotético do amigo
empregado em algumas serviços que
aconteceu isso daí. Você vai colocar
isso aí no mesmo pé do pastor que é
autoridade, que executa poder e que tá
protegido pela estrutura institucional e
espiritual e tudo demais e que utiliza
desta posição para se aproveitar das
pessoas que estão ali
abaixo. Você vai comparar esses dois
casos, Rudri. Sério
mesmo? Por que esse desespero? Por que a
necessidade de fazer
isso? É inconcebível e incomparável.
uma coisa com a outra. É inconcebível e
incomparável a gente observar que
existem casos recorrentes de uma
estrutura de igreja que protege, protege
as lideranças. E você dizer, ó, isso
aqui tá no mesmo pé de igualdade de
alguém que fez uma falsa denúncia
hipotética aqui no trabalho de uma
pessoa que eu conheci de um amigo meu
que quase perdeu
emprego. Ah, tá de
sacanagem.
Ah, careca brilha mesmo, né? Ohô Jesus.
Cristo, eu óleo de perba até umas
horas.
Hum. Mas chega que dá play de novo. Isso
aqui eu acho que eu tenho um treco.
Infelizmente, infelizmente nós
seguiremos aqui trazendo a boa nova todo
dia útil até a vitória final e tendo que
enfrentar esse tipo de
conteúdo. Mas ó, tá errado. Tem muita
coisa errada, cara. E não dá para
equipar uma coisa com a outra. E o TOV
aqui, o livro foi utilizado
exclusivamente como
um pretexto para tentar reforçar a
posição de autoridade da igreja, do do
do ao pastor, né, da autoridade da
igreja e culpabilizar ou colocar
desconfiança na cabeça de
membresia. Parabéns, é muito saudável
isso, né? Muito tranquilo também. E a
gente não tem que daí que discutir as
estruturas institucionais vigentes. A
gente vai criar como casos isolados,
casos específicos, né? É a maldade
daquele humaninho, apesar de que somos
todos vilões, né? Mas aquele ali em
específico. Ah, mano, é
muito Tudo bem, seguendo a boa nova todo
dia útil até a vitória final. E em breve
voltamos e agora eu acho que vou
precisar fazer alguma coisa aí para dar
uma desengatilhada. Valeu.
Não estamos fazendo nada demais, apenas
pregamos a palavra Abraã. Temos
autoridade espiritual. Foi Deus que nos
deu esse
[Música]
poder. Pastores do mundo, vamos nos
unir. Vamos nos unir. Vamos nos unir. O
inimigo liberal quer nos
destruir. Livro criticando nossa
atuação.
modo que praticamos a
doutrinação. Chamam de
abuso nossa
experiência. Escondemos sobre a fé toda
essa violência.
Falamos em nome da boa
religião, mas praticamos
injustiça, poder e
dominação. Santidade é a capa que
colocamos sobre nós. Sobre nós. Exigimos
submissão e
silenciamos toda a voz.
Quem os pensar será um
traidor para nós, mas diremos que é
contra o
Senhor. Ei, pastor, abuso não é fé. Não
se aproveite de seu posto. Levantaremos
a cabeça e estaremos de pé contra todo
tipo de controle opressão, mesmo que se
[ __ ] com terno e erga a Bíblia com a mão
no gabinete
pastoral. A armadilha do mal, autoridade
contra o fiel feita em nome do céu. A
ovelha é vitimada e ainda se sente
culpada.
Não existe pior mal do que o abuso
[Música]
espiritual. Ungidos com medo de perder o
poder. Até nem porque não sabem viver.
Não sabem viver sem
manipular, sem
esconder. Que a luz revela o que fingeem
proteger. Esse grito não é contra a fé,
é contra quem a usa para aprender. Sim,
cremos e por isso o nosso grito. Em nome
da vítima, em nome de Cristo.
[Música]

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