1984 – The Big Brother – A Rebelião | 01 O Terremoto | Josemar Bessa
21/05/2025
1984 – The Big Brother – A Rebelião | 01 O Terremoto | Josemar Bessa
QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:
Pix 21 999811424
Pix [email protected]
Pix 011.737.737.62
PayPal – [email protected]
Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3
Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa
Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa
REDES SOCIAIS:
💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: [email protected]
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv
Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Sob o céu azul de 1eo de novembro de 1755, Lisboa, a joia reluzente de Portugal pulsava com a reverência do dia de todos os santos. Suas ruas de paralepípedos, polidas por séculos de passos, repousavam em silêncio, enquanto 250.000 almas se congregavam nas catedras góticas, cujas torres perfuravam o firmamento como lanças de fé. Velas tremeluziam em altares de ouro, vitrais explodiam em mosaicos de luz rubra e azul. E o aroma acre do incenso envolvia os fiéis em uma promessa de eternidade, como se o próprio céu descesse para abraçar a cidade. Nas naves abarrotadas, hinos subiam em ondas, entrelaçando vozes de pescadores, nobres e monges, todos unidos na certeza de um Deus que governa o cosmos com sabedoria. e bondade. Mas como uma página rasgada de um manuscrito proibido guardado em cofres secretos, a terra gemeu. Um rugido grave, confundido por alguns como rolar de carruagens festivas atrasadas para os cultos. Cresceu em um crescendo aterrador, como se o próprio abismo se abrisse sobe. Tremores de magnitude 8.5 a 9.1, Um, liberando a energia cataclíssmica de 475 megatons de TNT, equivalente a 32.000 bombas de Hiroshima, despedaçaram o coração de Portugal em minutos. Catedrais desmoronaram em avalanches de mármore. Colunas estilhaçadas esmagaram fiéis em oração. Vigas de carvalho secular tombaram como árvores arrancadas. e fragmentos de vitrais. Outrora janelas para o divino. Choveram como lâminas. Antes que os sobreviventes pudessem correr, um tsunami de ondas de 9 a 13 m rugiu pelo rio Tejo. Um leviatã de espuma e fúria, esmagando navios, pies muros marítimos, arrastando corpos para um túmulo aquático. E como se a ira da criação não bastasse, incêndios. Dragões libertos das entrãs da terra devoraram Lisboa por semanas, consumindo mosteiros, palácios, bibliotecas e mercados, reduzindo a cidade a um deserto de cinzas que fumegava por quase 6 anos. Estima-se que 30.000 a 40.000 vidas foram ceifadas e a devastação, espalhando-se por 5,8 milhões de milhas quadradas, marcou não apenas a crosta terrestre, mas a alma do ocidente. O grande terremoto de Lisboa não foi uma mera tragédia de pedra e carne. Foi um terremoto metafísico, cujas réplicas abriram fissuras na confiança em um Deus sábio, poderoso e benevolente, lançando o teísmo cristão em um tribunal público onde o mal se tornou o acusador supremo, inaugurando a crise moderna da teodisseia. Entre no cubículo claustrofóbico de Winston Smith em 1984, George Owell, 1949, onde o ar zumbido de máquinas e o peso do olhar onipresente do grande irmão, cujos cartazes proclamam uma ordem tão sufocante quanto os escombros que sepultaram Lisboa. com dedos trêmulos altera registros históricos no Ministério da Verdade, apagando verdades para conformar o passado a narrativa do partido. Mas um aguilhão em sua mente, um sussurro de rebelião, o impede de se render à mentira. Ele é um conspirador solitário, como os fiéis que emergiram das ruínas de Lisboa. Seus olhos embaçados pela poeira, suas almas perfuradas por perguntas que desafiam a ordem divina. O criador ouve os gritos sob escombros porque permite o mal. Seria Deus apenas uma ilusão como a liberdade prometida pelo partido? 1984 é nosso codice criptografado, um manuscrito despótico que decifra a crise da teodiceia, onde o partido como o Iluminismo, reescreve a verdade divina, substituindo o Deus da Bíblia por um Deus revisionista, tão impotente quanto o grande irmão tirânico. Wston, em segredo, rabisca um diário proibido, um ato de resistência contra a simulação que nega a memória do real. Assim como os sobreviventes de Lisboa, tatiando entre os destroços, buscavam fragmentos de fé em um mundo que parecia abandonado por Deus. Ele é o herdeiro espiritual daqueles fiéis, um buscador que sente a eternidade no coração, como Eclesiastes 3:11, sussurra com melancolia. Deus colocou a eternidade no coração dos homens. Ainda assim, eles não podem compreender o que ele fez. Mas em Oceânia, como em Lisboa pós 1755, o verbo encarnado de João 1:14 é suprimido. Sua luz ofuscada por uma simulação que glorifica o sofrimento sem propósito, desafiando a glória da cruz que redime o mal com uma vitória que ecoa em João 16:33. Eu venci o mundo. O terremoto de Lisboa não foi apenas um cataclismo físico, foi uma conspiração cósmica que abalou as fundações do teísmo cristão, que por séculos moldaram o Ocidente com a certeza de um Deus soberano, cuja providência guiava cada folha que caía e cada coração que batia. Pela primeira vez, desde que o cristianismo transformara o império romano, Deus enfrentou um julgamento público, acusado de indiferença ante o sofrimento de suas criaturas. Como se o grande irmão, em sua vigilância fria, observasse os escombros de Lisboa, sem mover um dedo, enquanto Wston, em seu cubículo, sente o peso de uma verdade apagada. Nos salões esfumaçados da Europa, como câmaras secretas, onde conspiradores tramam contra o partido, filósofos, teólogos, estadistas, pastores, intelectuais reuniam-se em debates febr, suas vozes ecoando as interrogações proibidas de Winston. O criador se importa com os inocentes esmagados sob o mármore? Porque não interveio para deter o tsunami? Seria o mal apenas um capricho da natureza? desvinculado do divino. Deveria Deus, sequer ser mencionado? Essas perguntas como lema do partido, quem controla o passado controla o futuro. Quem controla o presente controla o passado. Eram dinamite lançada contra a cosmovisão teocêntrica, marcando o início de uma revolução intelectual que ao longo de dois séculos e meio, colocou o Deus da Bíblia em cheque, deixando a humanidade perdida em um labirinto de confusão sobre o bem, o mal e o propósito da dor. Em o estrangeiro, Albert Cami apresenta Merser, um homem que encara o absurdo da vida com diferença, como se o sofrimento fosse apenas um fato bruto, sem significado. Lisboa, como Oceânia, é esse palco do absurdo, onde o mal desafia a providência divina e a crise da teodissé se torna o grito de uma era que, como Wston, arrisca tudo para preservar um fragmento de verdade em seu diário. Um vislumbre do verbo que transcende o controle opressivo do grande irmão. A devastação de Lisboa não se limitou às vidas ceifadas ou às ruínas fumegantes. Ela desencadeou uma tempestade filosófica que varreu o ocidente, como as ondas do Tejo varreram os cais. Pela primeira vez, o problema do mal não foi apenas lamentado em púlpitos ou meditado em mosteiros. foi levado às praças, aos cafés, aos salões, onde vozes se erguiam em acusação contra o criador, como Wston se ergue contra o partido, sabendo que sua rebelião pode custar sua alma. O terremoto, com sua força de 475 megatons, foi mais do que um evento geológico. Foi um divisor de águas, um portal para era secular, onde a fé seria desafiada não por hereges, mas por uma nova ortodoxia, a razão humana que, como partido, prometia emancipação, mas entregava correntes. Os fiéis de Lisboa, tatiando entre os escombros, eram como Wiston, buscando um sinal de verdade em um mundo onde a história é reescrita e Deus apagado. Para compreender a crise do mal em nossa era, devemos traçar essa trajetória do terremoto que abalou Lisboa a distopia que aprisiona Won. rumo ao logos que, com a autoridade de um rei vitorioso, proclama em João 16:33: "Tende bom ânimo, eu venci o mundo". O aguilhão do mal que perforou Lisboa e pulsa na mente de Wiston é o chamado para essa vitória. Um convite a romper a simulação e buscar a glória que redime o sofrimento. As cinzas de Lisboa ainda fumegavam um testemunho silencioso do terremoto que abalou não apenas a terra, mas a fé de uma civilização. quando uma nova tempestade se formava nos salões esfumaçados da Europa, onde filósofos como conspiradores em uma trama clandestina tramavam uma revolução que mudaria o curso da história. O Iluminismo, emergindo como uma força tão implacável quanto as sentinelas do partido em 1984, prometia emancipar a humanidade das correntes do teísmo bíblico, intronizando a razão humana como soberana suprema. Uma rainha coroada em um trono de pergaminhos e telescópios, o humanismo secular. Assim como Wston Smith, curvado em seu cubículo, sente o aguilhão da verdade sob a vigilância do grande irmão, que reescreve a história para pagar qualquer vestígio de liberdade. A Europa após Lisboa sentiu o peso de uma nova ordem, onde o Deus da Bíblia, outrora o arquiteto do cosmos, foi reduzido a um ser supremo abstrato, um espectro desprovido de transcendência relegado à periferia como um prisioneiro em uma sala de oceania. O Iluminismo, com sua bandeira de liberdade, liberdade do passado, de Deus, da autoridade, euava o grito rebelde de Salmos 2, 1 e 3. Porque se amotinam as nações e os povos tramam em vão. Essa revolução mais audaciosa que a reforma protestante do século X não buscava recuperar a ortodoxia cristã, mas derrubá-la, substituindo o teocentrismo medieval por um antropocentrismo que, como partido, proclamava a autonomia humana enquanto forjava correntes invisíveis, tão opressivas quanto as telas de vigilância que monitoram cada suspiro de Wiston. No coração dessa conspiração intelectual, Renê Descartes, com sua máxima cogito, ergusum, penso, logo existo, acendeu a primeira chama da rebelião epistemológica, um fósforo lançado contra o tecido da revelação divina. Em sua busca por uma base racional para o conhecimento, Descartes colocou a autoconsciência humana acima da verdade divina, como se a mente fosse um oráculo infalível, capaz de decifrar o cosmos sem a luz das Escrituras. Assim como o partido reescreve o passado para afirmar seu domínio, Descartes reescreveu a epistemologia, declarando que o homem, não, Deus, é a fonte do saber. Em os irmãos Kramazov, Fodor Dostoyevsk através de Ivan Kramazov alerta para o perigo dessa autonomia. Se Deus não existe, tudo é permitido. O Iluminismo, com sua confiança cega na razão, abriu as portas para essa permissividade, transformando a mente humana em um ídolo, um grande irmão que exige lealdade absoluta, enquanto a verdade bíblica era submetida ao escrutínio do método histórico crítico, uma lâmina fiada que buscava desse a inspiração, autoridade e suficiência das escrituras. Como Winston de secaria registros para pagar memórias indesejadas. Emanuel Kant, um sucessor de descartes, radicalizou essa revolução com a audácia de um conspirador que decifra um código proibido. Em religião dentro dos limites da razão pura, Kant distinguiu o mundo nomenal, o domínio das coisas em si, onde a fé reside, mas é incognissível, do mundo fenomênico, acessível pela razão e pela ciência. A fé confinada ao nominal tornou-se uma sombra incerta, enquanto a razão no fenomênico assumiu o cetro da verdade. Como o Ministério da Verdade, que fabrica fatos para sustentar a narrativa do partido, Kant subordinou a revelação divina a razão humana, declarando que todas as reivindicações da fé devem ser julgadas por um tribunal intelectual, não pela voz de Deus. Essa dicotomia, como uma câmera de vigilância que separa Won da sua própria história, isolou o homem do transcendente, lançando em um labirinto de subjetivismo que pavimentou o caminho para o pós-modernismo tão difundido no humanismo secular que domina a nossa cultura e, infelizmente, grande parte da igreja de nossos dias. Em assim falou o Zaratustra, Freder Niet lamenta a consequência dessa ruptura. Tudo vai, tudo volta. A roda do ser gira eternamente. O Iluminismo, como o partido, girava à roda da razão, mas em vez de liberdade entregava um vazio que ecoava nas ruas de Oceânia, onde Won com seu diário luta para preservar um fragmento de verdade contra a manipulação totalitária. O Iluminismo não apenas redefiniu a epistemologia, transformou a visão de Deus, do homem e da criação. O Deus bíblico, pessoal, transcendente e imanente, a quem devemos tudo, foi despojado de seu mistério, domesticado em um deísmo que o reduzia a um relojiro distante, supervisionando o cosmos por causas secundárias impessoais. Como o grande irmão, cuja face é onipresente, mas cuja presença é intangível, o deus deísta perdeu sua providência direta, sua soberania, sua temível incomprebilidade, tornando-se uma caricatura do Senhor que troveja em Isaías 6:3. Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos. Enquanto isso, o homem foi elevado ao centro do cosmos, um ídolo esculpido à imagem do humanismo renascentista, como o homem vitruviano de Leonardo da Vin com suas proporções perfeitas ou a estátua colossal de Davi de Michelâelo, que com seus 4,12 m celebra a grandeza humana na galeria da academia. O Iluminismo levou essa idolatria a extremos, declarando o homem à medida de todas as coisas. Como o partido declara que a realidade é o que ele decreta? Wiston, em seu cubículo é o herdeiro trágico dessa ilusão, acreditando que sua mente pode resistir à manipulação, mas descobrindo que, sem uma verdade transcendente, ele é apenas um peão em um jogo de poder. A ciência, outrora, uma serva da teologia, também foi sequestrada por essa conspiração iluminista. Isaac Newton, com sua visão teísta, viu o cosmos como um mecanismo animado pela presença divina, onde a gravitação universal dependia da atividade imediata de Deus. Mas sua precisão analítica mal interpretada deu origem a uma visão mecanicista que excluiu o criador. Como o partido exclui a memória para sustentar sua narrativa. A teoria da evolução de Darwin no final do século XIX selou essa exclusão proclamando um cosmos regido por causas naturalistas, onde a criação foi reduzida à natureza, um reino de matéria e matemática sem mistério. Em Admirável Mundo Novo, Aldos Huxley retrata um futuro onde a ciência substitui a transcendência e o homem, anestesiado por prazeres, esquece sua alma. O Iluminismo, como o regime de Huxley, prometia progresso, mas entregava um desencantamento que, como as telas de Oceânia, vigia sem consolar, deixando Won como os pensadores pós-Lisboa a perguntar: "Onde está a verdade em um mundo sem Deus?" Essa rebelião da razão como a vigilância do partido não trouxe liberdade, mas uma prisão de subjetivismo, onde a ética, a epistemologia e a ciência se desvincularam do teísmo bíblico. Jonathan Edwards, em A Liberdade da Vontade, alertou contra o otimismo ilusório do Iluminismo, que rejeitava o pecado original e intronizava a autonomia humana. Como Wiston, que sonha com a resistência, mas teme a sala 101. Edward sabia que a liberdade sem Deus é uma ilusão, um eco do aviso de Romanos 1:21. Embora conhecessem a Deus, não o glorificaram. O Iluminismo, com sua conspiração contra o Logos, preparou o terreno para a crise da teodiceia, onde o mal, como os interrogatórios do partido, desafia a bondade divina, mas aponta paradoxalmente para a glória de Cristo, que em João 16:33 proclama com a força de um rei vitorioso: "Eu venci o mundo". nos escombros fumegantes do Iluminismo, onde a razão, como um grande irmão de olhos frios, reescreveu a verdade divina e baniu o Deus da Bíblia para as sombras de um deísmo estéril, uma nova idolatria emergiu, tão sedutora quanto os slogans do partido em 1984, que prometem liberdade enquanto forjam grilhões invisíveis. O antropocentrismo erguido como um altar reluzente no coração da Europa pós Lisboa proclamava o homem como a medida de todas as coisas. Um soberano auto intronizado que, como Wston Smith em seu cubículo claustrofóbico, acreditava-se capaz de moldar o destino com as mãos da razão, apenas para descobrir que sua liberdade era uma ilusão, uma simulação tão opressiva quanto as telas de vigilância de Oceânia. O Iluminismo, com sua conspiração contra o teocentrismo, não apenas domesticou Deus, reduzindo a um relojiro distante que supervisiona o cosmos por leis impessoais, ele elevou a humanidade a um pedestal de mármore, esculpido com a arrogância de quem, como partido, decreta que a realidade é o que a mente humana determina. Essa idolatria enraizada no humanismo renascentista floresceu em proporções titânicas, celebrando o homem como o homem vetruviano de Leonardo da Vin como Wston, que rabisca um diário proibido na esperança de preservar sua humanidade contra a desumanização do partido, o homem iluminista descobriu que sua coroação era uma farsa, uma corrente disfarçada de coroa que o aprisionava em um ciclo de vaidade, onde o mal como os interrogatórios da sala 101 desafiava a sua pretensa soberania. O antropocentrismo iluminista, como a propaganda do partido que proclama: "Guerra é paz, liberdade é escravidão, ignorância é força, era uma promessa de emancipação que entregava servidão." No século X, o teísmo cristão, com sua visão de um Deus soberano que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade, Efésios 1:11. era o alicerce do ocidente, uma cosmovisão onde o homem criado à imagem de Deus encontrava seu propósito na subserviência ao criador. Em 1800, o deísmo, com seu deus abstrato e desprovido de providência direta, tornou-se uma alternativa elegante. Em 1900, o ateísmo como a ortodoxia do partido era uma escolha aceitável, um sinal de que o homem havia se declarado o árbitro do cosmos. Essa transição mais radical que a reforma protestante foi um golpe de estado espiritual onde a humanidade, como Wiston, em seu momento de rebelião, acreditou que poderia reescrever a história sem o criador. Renê Descartes, com seu cogito Ergosum, penso, logo existo, havia plantado a semente dessa revolução, afirmando que a autoconsciência humana, não a revelação divina, era a base do conhecimento. Emanuel Kant, com sua dicotomia entre o nominal e o fenomênico, aprofundou a ruptura, relegando a fé a um domínio incognissível, enquanto a razão reinava no fenomênico, como o ministério da verdade rege a narrativa de Oceânia. Mas o antropocentrismo levou essa rebelião a um clímax, declarando que o homem, não deus, era o centro gravitacional do universo. Um soberano que como partido controlava a verdade, a moral e o destino. Essa idolatria do homem, como a vigilância do grande irmão que apaga a individualidade de Winston, tinha raízes no humanismo renascentista que celebrava a dignidade humana com um fervor quase religioso. O homem vitruviano, com suas linhas geométricas perfeitas, era um hino, a razão e a proporção. Enquanto o David Michelangelo, com sua musculatura esculpida e olhar desafiador, proclamava a humanidade como uma obra prima autossuficiente. O Iluminismo, porém, transformou essa celebração em uma apoteose, onde o homem não era apenas digno, mas divino, capaz de moldar o cosmos sem a interferência de um criador. Como Wston, que sonha com a resistência ao partido, mas é traído por sua própria fragilidade na sala 101. O homem iluminista acreditava-se livre, mas era escravo de sua própria arrogância. Em um retrato de Dorian Grey, Oscar Wild retrata Dorian, que busca eternidade na beleza humana, apenas para descobrir que sua alma é consumida pela vaidade. A verdade é um espelho que nos mostra nu e nós o quebramos, porque é insuportavelmente real. O Iluminismo quebrou esse espelho negando a verdade bíblica de Romanos 3:23. Todos pecaram e carecem da glória de Deus. E proclamando que o homem como partido, era infalível, capaz de criar significado sem o verbo divino. A ética, outrora ancorada na soberania de Deus, foi arrancada de suas raízes bíblicas e replantada no solo árido da razão humana. Jean Jaques Rousseau, em Emily rejeitou a doutrina do pecado original, proclamando o homem como uma tábula rasa, nascido inocente, moldado pelo livre arbítrio. Uma visão que ecuava o pelagianismo e desafiava o agostinianismo revivido pelo calvinismo. Como partido que nega a história para sustentar sua narrativa, Roussea negou a corrupção inata, declarando que a sociedade, não o indivíduo, era a fonte do mal. Jonathan Edwards em pecado original contrapôs-se a esse otimismo ilusório, alertando que a natureza humana sem a graça divina é um abismo de rebelião, como Wston descobre ao ser quebrado pelo partido. Sua humanidade dissolvida sob a pressão da sala 101. Em os miseráveis, Vitor Hugo, através de Jean Valjan, mostra que a redenção vem não da autonomia humana, mas da graça que transcende a lei. Amar outro é ver o rosto de Deus. O Iluminismo, porém, rejeitou essa graça, intronizando princípios racionais universais, como a base da moral, como se o homem pudesse legislar o bem sem o criador. Como já mencionamos, a ciência sequestrada pelo naturalismo reforçou essa ilusão de liberdade. Isaac Newton, com sua visão teísta, viu cosmos como um mecanismo animado por Deus, mas sua precisão analítica mal interpretada alimentou uma visão mecanicista que excluiu o criador. Como partido exclui a memória para sustentar sua tirania. A teoria da evolução de Darwin em 1859 selou essa exclusão, reduzindo a criação a um jogo de acaso, onde o homem era apenas um acidente cósmico, não reflexo da imagem divina. Como Wston, que busca sentido em um diário que o partido pode destruir, o homem iluminista buscava propósito em um cosmos desencantado, onde a natureza substituía a criação e o mistério dava lugar à matemática. O Iluminismo, como o silêncio de Oceânia, abafou o profeta, mas o aguilhão da eternidade, como em Eclesiastes 3:11, persistia, desafiando a ilusão de que o homem poderia ser seu próprio salvador. Essa ilusão de liberdade, como a promessa do partido de que a obediência traz poder era uma corrente que escravizava. O antropocentrismo iluminista, ao colocar o homem no centro, não libertou, mas o isolou, como Wston, que em sua rebelião solitária descobre que sem uma verdade transcendente sua luta é van. A crise da teodiceia desencadeada por Lisboa intensificou-se nesse cenário onde o mal, como os interrogatórios do partido, parecia triunfar, desafiando a bondade de um deus que o Iluminismo havia despojado de soberania. Robert Owen, em uma nova visão da sociedade culpava as instituições, não os indivíduos, pela corrupção, ecuando a negação do pecado original. Mas como partido, sua solução reformar a sociedade sem reformar o coração gerava mais opressão. Em onde os fracos não tem vez, Cormac Mcart, através do xerife Bell reflete: "O mundo não mudou, ele sempre foi assim. E quem escolhe o mal encontrará seu fim inexoravelmente. O Iluminismo escolheu o mal da autonomia e sua crise como a Wiston aponta para o verbo que em João 16:33 proclama com a força de um trovão: "Eu venci o mundo". Esse é apenas o começo nessa jornada sobre a negação de Deus e a tragédia que vivemos sobre o humanismo secular, mas também sobre a inexorável vitória da verdade em Cristo, o verbo de Deus. Olhando para o Big Brother como uma parábola, que é um personagem fictício no romance 1984 de George Orell, vamos continuar olhando paraa nossa cultura humanista secular, que domina o pensamento de nossa era, inclusive muito do que a igreja ensina em nossos dias, absorvendo a antropologia, sociologia, psicologia secular e vendo juntos a liberdade que flui apenas da verdade de Deus nas Escrituras e no Verbo divino. Até a próxima. Que o vento leve o véu do meu ego e que em cada passo a tua luz. Seja em mim o traço puro e [Música] sincero que dissolve a sombra e refaz a luz. Que meu riso traga o tom da tua graça e que o tempo molde em mim tua estação. [Música] Seja seiva que me cura a alma, raiz eterna do meu coração. Que o vento leve o véu do meu [Música] ego e que em cada passo sea a tua luz. Seja em mim o traço puro e sincero que dissolve a sombra e refaz a luz. [Música] Que meu riso traga o tom da tua graça e que o tempo molde em mim tua estação. Eja aceiva que me cura alma. Raiz eterna do meu [Música] coração. Sopra em mim amor que acalma seja a chama me aquecer. Vem regar meu chão de estrada para em teu solo florescer. Que o ontem fique preso ao que é passado. Que o futuro seja em ti reescrito. Tua palavra é casa e ar sagrado. O caminho certo entre o não e o [Música] infinito. Eu me renda ao pulso do teu ritmo e disfaça os nós que eu mesmo fiz. Seja norte em meio ao labirinto. O farol que insiste em ter raiz. Pois não há lugar além da tua essência. Nada brilha mais que o teu querer. Sou um grão perdido na [Música] imensidão, mas no teu amor só renascer. [Música] Que teu ser se entregue ao vento, que te sopra sobre [Música] mim. Cristo sej alce. Cristo sempre em mim. M.