# 21 Pilares da Fé Reformada | Rev. Rubens Cirqueira
29/05/2025
# 21 Pilares da Fé Reformada | Rev. Rubens Cirqueira
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PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos
O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:
“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.
Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:
“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461 (WhatsApp)
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Legendas automáticas:
Oh. ordem lógica dentro dessas doutrinas da graça, a sequência lógica seria essa, né? A partir de então, eh, se em nós, eh, naturalmente não haveria nada que pudesse fazer com que nós fôssemos em direção a Deus ou tomasse eh alguma atitude nesse sentido, se a nossa natureza ela pende, né, pro outro lado, então logo, né, pela e até por uma questão lógica, a eleição ela teria que ser incondicional. ou seja, eh, não ter alguma coisa em nós, eh, que pudesse fazer com que Deus nos escolhesse por algo que era apresentado por nós ou alguma coisa que nós eh que nós somos, né? É sobre isso que nós vamos falar nessa noite. Nós vamos ver alguns textos bíblicos. Nós vamos ver uma definição depois textos bíblicos, uma discussão a respeito da preciência, mas uma compreensão também para que a gente entenda que quando nós falamos dessa eleição incondicional, nós não estamos falando apenas de uma doutrina da reforma. Nós vamos ver que na patrística nós já tínhamos eh os pais chamados pais da igreja que já defendiam a doutrina de uma eleição que fosse incondicional. Nós vamos orar agradecendo a Deus, a todos que estão aqui presentes, aqueles também que sempre nos dizem que nos acompanham à distância para que Deus nos abençoe nessa noite. Nós vamos orar. Senhor nosso Deus, nós estamos diante do Senhor e, portanto, nós queremos reconhecer, ó Pai, a tua bondade, soberania, o teu amor, a tua majestade que se revela, ó Deus, em toda ordem criada, mas também, ó Deus, se revela por meio da tua palavra e agora, ó Deus, por meio do Espírito Santo que também age em nós, eh, nos mostrando, ó Deus, exatamente ente, ó Deus, o que é a verdade. Portanto, ó Deus, nós te louvamos. Isso é prova do teu amor, ó Deus, porque o Senhor nos amou primeiro e veio, ó Deus, em nossa direção, tanto se revelando quanto enviando o seu filho. Portanto, nós somos, ó Deus, gratos ao Senhor por tão grande salvação. Abençoe-nos, ó Deus, a todos aqueles que estão aqui presentes, ó Deus, que seja a ação do Espírito Santo, ó Deus, trazendo luz à mente, ao coração para entender a tua palavra, ó Deus, que não, mais uma vez rogamos que não seja só conhecimento, mas que, ó Deus, o conhecimento geree aqueles também que nos acompanham à distância, ó Deus, fica conosco, ó Pai. Essa é a nossa oração em nome de Cristo Jesus. Amém. Quando nós falamos então de eleição incondicional, nós estamos dentro daquilo que nós chamamos, né, eh serem as doutrinas aqui, doutrinas da graça, tá? Para que a gente compreenda exatamente, então a ideia é essa. Se todos somos, nós somos corrompidos, que não podemos eh achegar-nos a Deus sem sermos nascidos de novo pela graça irresistível de Deus. E se essa graça específica eh foi comprada por Cristo na cruz, então é claro que a salvação de qualquer um de nós se deve à eleição de Deus. Ele escolheu aqueles para os quais mostraria graça irresistível e para os quais a compraria. Eh, a ideia geral é, como eu disse desde o início, eh, todas essas doutrinas elas partem e elas se juntam numa ordem lógica dentro daquilo que a escritura nos mostra. Portanto, eu sei que por causa de um pecado que há no coração do ser humano, o ser humano ele tem uma algo que se chama autonomia, né? Ele muitas vezes por causa de uma rebeldia contra Deus, ele quer ser autônomo. E essa autonomia ela se revela de várias formas, né, de diversas formas. E uma delas é que nós, eh, o ser humano, ele acha que é capaz sim de fazer essas escolhas positivas no sentido de escolher a salvação, eh, ou não. Quando nós falamos de escolha do ser humano, nessas escolhas aqui do ordinário, isso aqui é é uma coisa, a escolha que diz respeito a eh ir em direção a Deus ou escolher Deus. Eh, isso aqui está é numa em algo macro, é maior. Por isso que nós sempre falamos e e a gente mostra isso nas escrituras que o ser humano ele não tem um livre arbítrio, porque o livre arbítrio, o termo, ele é mal usado. Ele é mal usado. As pessoas entendem que o livre arbítrio poderia ser usado eh no dia a dia, as pessoas popularizam o termo: "Ah, eu tenho livre arbítrio para eh ir e vir". Não, isso não tem nada a ver com livre arbítrio. Ah, eu eu tenho livre arbítrio para eh casar ou não casar, comprar um carro ou não comprar um carro. Não, isso diz respeito às suas escolhas. Suas escolhas aqui, né? você precisa sim fazer essas escolhas debaixo de princípio bíblico, mas em última instância, eh, eu já ouvi isso de pessoas utiliza termos teológicos, eh, eh, para tentar ser até romântico, né? Fala pra pessoa que casou, fala: "Olha, você foi predestinada para mim". E aí lá na frente, se por alguma coisa e dureza do coração eh entra em desacordo, aí separa, então a a culpa é de quem? A culpa é de Deus. A culpa é de Deus. Porque se se a gente junta essas coisas que são escolhas aqui do ordinário dentro da de um pacote de um termo, eh em última instância todos os nossos erros de escolha, eles serão acreditados a Deus e não a nós mesmos. Portanto, eh, a gente precisa separar tudo isso. O livre arbítrio diz respeito a você ter a capacidade ou não de escolher a salvação ou ir em direção a Deus ou não, tá? Nas outras coisas, nós usamos um termo de livre agência. São as nossas escolhas odiernas aí que eh aí nesse sentido, Deus nos orienta muitas vezes pela misericórdia. Deus não permite que a gente faça por amor, por misericórdia de Deus, né? Esse é um ato de bondade de Deus. Graças a Deus por isso, né? Eh, acho que era Lutéo que já falava: "Feliz é aquele que Deus eh eh não disse para ele, olha, seja feita a sua vontade", né? Antes que a gente de fato entenda isso, chega sempre diante de Deus e fala: "Senhor, seja feita a tua vontade, não a minha, né? Porque nesse sentido Deus nos livra de muita escolha errada do cotidiano e Deus faz isso com a gente. Agora, isso não é um fatalismo. Isso não caminha para um fatalismo como algumas religiões vão mostrar, porque aí em última instância eh tudo seria acreditado na conta de Deus. E não é o ser humano, quando ele escolhe ir para perdição, ele escolhe por desejo próprio. Ele ele entende que é aquilo ali, né? Ele não eh ele não tem capacidade de fazer outra escolha porque ele tá morto nos delitos e pecados. a natureza dele, ele pende exatamente pro lado contrário. Então, não tem como não tem como fazer outra essa escolha a não ser que haja uma ação de Deus. Portanto, nesse sentido, nós vamos compreender que nessa ordem lógica, a eleição ela é incondicional. Vamos ver alguns textos desde o Antigo Testamento, eh, que nos aponta para essa, eh, essa ação de Deus, eh, em todos os tempos, em todas as épocas, retirando para si um povo, né, separando um povo. E não foi porque era melhor. Não foi porque era melhor. Quando Deus escolhe, chama, tira Abraão, Abraão lá de Ur dos Caldeus, Urdos Caldeus era um território pagão. Abraão não adorava Deus. Não adorava Deus. Perceba que às vezes a gente lê o texto meio desavisado. Quando Deus manda Abraão matar Isaque, fazer a chamada aquedá. Você nunca se perguntaram assim: "Por que que Abraão não se assustou com isso? Por que que Abraão não se assusta assim?" Falou: "Mas pera aí, né? Abraão ele desce de ur, da terra dos pagãos, uraldeus. Aquilo para eles era ruo comum. Isso era algo comum. Eh, ele olha para tudo aquilo ali, né? Ele sabe que está se relacionando, começando a conhecer um Deus diferente que se revelou a ele. Mas para ele falar assim, aí se eu falar assim: "Nossa, por que que ele não rebelou e falou assim: "Uai, matar meu filho, o único filho?" Não, ele vai. Eu sei que por obediência, a palavra de Deus fala da obediência, mas aquilo não era algo incomum para Abraão. Quando chega no momento certo, a gente sabe que isso tudo dentro do plano de Deus para apontar esses aspectos do evangelho. Tanto é que todas as figuras estão ali, não é? Deus não permite. Logo surge um cordeiro para que eles imolassem, né? E ali a gente vai perceber que é um eh é uma narrativa falando a respeito daquilo que aconteceria um dia. Um dia o filho de Deus, o próprio filho de Deus estaria ali na no sacrifício e Deus não eh impediria ele mesmo. Ele teria que morrer. Mas para Isaque não. Foi só apenas um apontamento ali. Mas para Abraão, a gente não pode olhar para Abraão e falar assim: "Não, ele era, ele tinha algo melhor, tinha alguma coisa." Não, ele era pagão. Ele era um pagão. Fez uma observação até assim estrapolada, poderia dizer, né? Deus libertou Abraão do império e o povo esqueceu de Deus e o contrô deixou de volta para onde eles saíram o povo. Eles voltam para lá para Babilônia. Então, na verdade é sai de lá, o patriarca é de lá, eles vão para lá depois na no exílio. Mas vamos lá em alguns textos. Primeiro Reis 8:53 diz: "Pois tu, ó Senhor Deus, o separaste dentre os povos da terra para tua herança, como falaste por intermédio do teu servo Moisés, quando tiraste do Egito a nossos pais." Salmo 65, verso 4. Bem-aventurado aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios, ficaremos satisfeitos com a bondade de tua casa, o teu santo templo. Salmo 78. Além disso, rejeitou a tenda de José e não elegeu a tribo de Efraim. Escolheu antes a tribo de Judá, o monte Sião, que ele amava. e construiu o seu santuário durável como céus e firme como a terra que fundou para sempre. Também escolheu a Davi, seu servo, e o tomou dos redis das ovelhas. Vamos adiante. Provérbios 16:4. O Senhor fez todas as coisas para determinados fins e até o perverso para o dia da calamidade. Mas tu, ó Senhor, servo meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente de Abraão, meu amigo, tu a quem tomei das extremidades da terra e chamei dos seus cantos mais remotos. E a quem disse: "Tu és o meu servo, eu te escolhi e não te rejeitei". Mateus 24. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo. Mas por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados. E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos dos quatro ventos de uma a outra extremidade dos céus. Vamos ainda mais três textos. Marcos, ele lhes respondeu: "A vós outros vos é dado conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se ensina por meio de parábolas, para que vendo vejam e não percebam, e ouvindo, ouçam e não entendam, para que não venham a converter-se e haja perdão para eles." João 8. Quem dentre vós me convence de pecado? Se vos digo a verdade, por que razão não me credes? Quem é de Deus ouve as palavras de Deus. Por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus. João 13:18. Não fala a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi. É antes, para que se cumpra a escritura, aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar. Eh, a gente vai perceber ao longo das escrituras uma série de textos falando desse ato de Deus, eh, restringindo e aqueles e sempre de uma resposta, sempre um ato de resposta. Você não vai perceber nas escrituras alguém que saia do de sei lá de onde venha, né, falar assim: "Ele veio em direção a Deus por si só, né? A gente não vê isso em lugar nenhum. Nós vamos perceber do início até o fim das Escrituras falando de um ato soberano de Deus, agindo na no seu povo. E aí a gente vai ver no final, em alguns textos também que nem mesmo dos nascidos de Israel, nem todos eles de fato eram israelitas, como a palavra de Deus diz. Ou seja, nem todos eles foram salvos, mesmo dentro. não era apenas por uma questão de nacionalidade ou etnia, mas havia um ato soberano de Deus por cima eh de tudo isso, né? Então, a palavra de Deus, ela mostra eh esses aspectos eh do começo ao fim de um ato de Deus. Portanto, Deus não é condicionado ou levado a tomar alguma decisão com base em alguma coisa. Não é um ato dele por causa, lembre-se que Deus escolhe por causa do seu decreto. Ele decretou, portanto, ele conhece. E é daqui que se nós fazemos a confusão eh mais para frente que quando fala a respeito da preciência, tá? Mas ele conhece porque ele decretou. E a palavra de Deus é enfática em dizer Deus escolheu. Ou seja, se todos depois do pecado estavam condenados, Deus vai para mostrar a sua misericórdia e ele age eh em alguns e outros não. Só que o problema é que a doutrina ela se torna eh antipática para as pessoas, porque as pessoas sempre acham que são boas. Ah, mas eu não sou tão ruim assim, né? Não sou tão ruim, né? E aí a gente fica nessa eh relação de achar que nós temos, né? Eh, não, mas dentro da moral, da ética, tudo. Eu sou até uma pessoa eh razoável, né? Só que diante de Deus isso não vale, né? Não vale muita coisa, né? Então, a a o problema está aqui. Eu sei que eh muitas vezes nós passamos do ponto, tá? É uma ordem lógica. Quando eu falo de predestinação, eu falo existe uma dupla predestinação, certo? Ordem lógica. Se Deus escolheu alguns para a salvação, outros não. Essa é a dupla predestinação. Então, eleição e preterição, certo? Isso faz parte da teologia sistemática. Só que aqui há um, porém, é uma ordem lógica, só que você não vai achar nas escrituras uma permissão para que eu e você pregue eh o evangelho a partir dessa perspectiva de de falar para as pessoas, ó, se você não converter, é porque você é um réprobo. A nenhum de nós foi dado esse direito, tá? E por isso que em alguns momentos nós eh a gente vê debates no meio disso, debate de muitas vezes de círculos aí ultracalvinistas que eles se apegam muito à preterição, né? E biblicamente aí a palavra de Deus vai falar que nem Deus tem prazer nessa morte do ímpio. Eh, e por que que a gente vai ter prazer? Por que que nós vamos ter prazer? Portanto, é uma ordem lógica, sim. Mas a nós eh foi, nós fomos chamados para pregar o evangelho. Ele, claro, todas as vezes que nós pregamos o evangelho, ele vem eh abraçada a graça e o juízo. Se eh se aprove a Deus, abriu os olhos do entendimento é graça, senão é juízo. A eleição se refere à escolha de Deus quanto aqueles a quem salvaria. É incondicional, porque não há nenhuma condição que o homem tenha de satisfazer de Deus escolher salvá-lo. O homem está morto em delitos e pecados, por isso não há nenhuma condição que ele possa satisfazer antes que Deus escolha salvá-lo eh de sua morte, tá? Spru, ele vai falar assim que na época da reforma e da eh recuperação da soteriologia bíblicas, os reformadores eh magisteriais estavam totalmente de acordo a respeito da eleição. A doutrina reformada da predestinação é muitas vezes identificada, então, com o teólogo suíço João Calvino, mas isso é um pouco de distorção histórica, porque eh não há nada na doutrina da predestinação de Calvino que não estava antes na doutrina também de Martinho Lutéo. A questão é que enfaticamente eh e de forma eh eh bem clara, Calvino vai falando a respeito disso em quase todas as suas obras, tá? Porque eh se você se alguém aqui já teve o cuidado de ler comentários bíblicos de João Calvino, você vai perceber que ele direciona a soterologia dele para fazer um contraste com a soterologia da Igreja Católica Romana. Tanto é que ele vai repetindo sempre eh quanto aos papistas, né, o termo que ele usa, tá? Então você pega todos os comentários, principalmente do do Novo Testamento, você pega Romanos, você pega Efésios, né? Ele sempre está dizendo, olha, quanto aos papistas, eles falam isso e isso, mas aí ele vai argumentando biblicamente. Portanto, por isso que fica eh foi eh parece que juntaram a a essa doutrina com Calvino, como se Calvino fosse o inventor dela. Negativo. Lutero também eh ele fala muito a respeito disso. Ele tem um livreto falando a respeito da da morte. Eh, Lutero fala muito a respeito da desse ato de eleição incondicional, tá? Lutero também defendeu essa doutrina vigorosamente contra a crítica de Erasmo de Roterdã. Não havia nada na doutrina de Lutero a respeito da predestinação que não se não tenha sido também articulado por Agostinho. Percebo que não é desse tempo, tá? Então, Lutero ele ele bebe também muito em Agostinho, né? Assim como Calvino também, né? Eles vão desenvolvendo a teologia eh de Agostinho e nada da doutrina da predestinação agostiniana que não tivesse estado primeiro na mente e no ensino do apóstolo Paulo. Além disso, não havia nada na doutrina da predestinação de Paulo que não tivesse sido articulada. pelo nosso Senhor. E não havia nada na doutrina da predestinação de Jesus que não tivesse sido articulada primeiramente por Moisés no Antigo Testamento. Então, se a gente for falar de predestinação, nós precisamos voltar para as escrituras, porque às vezes a gente se apega a um tempo da história e fala: "Essa doutrina foi criada na no tempo da reforma". Agostinho cita algumas coisas interessantes quando ele escreve confissões, eh, falando a respeito da da forma como Deus o alcançou. A gente conhece a história. Agostinho eh eh ele mesmo conta a história dele completamente devasto, né, em toda sorte de pecado, fazendo tudo aquilo que sua mãe eh eh que ela detestava. Sua mãe era mulher muito crente, Mônica. Eh, eh, e conta, ele mesmo, conta na história que ela ora por ele 30 anos pela sua conversão e chega um momento onde ele vê uma criança recitando um texto de Romanos. E naquele dia ele diz que o que que foi como se os olhos dele tivesse aberto. Então ele eh ele começa a perceber em meio a tudo isso que fala assim: "Pera aí, como que Deus pode escolher alguém como eu?" E a doutrina começa, ele falando a respeito dessa escolha, ele ele ele olha para ele mesmo, ele fala: "Só pode também ser incondicional, porque não havia nada em mim, não é pelos méritos de minha mãe." E aqui a gente tem um contraponto que vem depois, vem ali por causa eh de um outro personagem, Pelágio. Pelágio era um rapaz, né? Uma criança que nunca deu trabalho para ninguém, foi um bom estudante, eh foi criado numa numa boa família. E aí ele chega num ponto que ele cria a doutrina de que eh esse ato de escolha de Deus, ele não é tanto assim, porque ele se entende que ele era, tinha eh aspectos muito positivos para Deus olhar para ele e escolher ele, tá? Então, o fruto do a base do da dessa da dessa teologia arminiana, ela vem a partir de Pelágio que ele ele tinha vida diferente de Agostinho. Agostinho falava: "Eu sou completamente depravado". Chapel falava: "Eu sou semi, mais ou menos, né, depravado, né? Então aí daí que cada um caminha para lados opostos, tá? Eh, por mais convicto Luté estivesse da doutrina suprema da graça de Deus da eleição, seu principal sucessor que foi Felipe Melcton, teólogo brilhante, alterou o ponto de vista de Lutério quando este morreu. A alteração de Melcta tornou-se o ponto de vista que foi adotado posteriormente pelo luterianismo, uma doutrina da predestinação chamada eh visão preciente da predestinação. foi por meio dos discípulos de Lutero que foi alterada a doutrina. Então a palavra aqui preciência, ela vem de um prefixo e raiz. O prefixo eh pré significa antecipadamente a raiz da palavra ciência significa conhecimento. Assim, pré-ciência é um tipo de conhecimento prévio. Muitas vezes usamos o termo antemão para descrever a mesma ideia. Ponto de vista de melanco, que se tornou referência para a maioria no cristianismo evangélico moderno é este: Deus sabe de antemão quais as pessoas que vão se render a uma resposta positiva ao evangelho e por sua livre vontade escolheria a Jesus Cristo. Portanto, essa eh essa é a ideia. E aqui nós vamos pegar o texto. Vocês já estão lembrando aí do texto de de cabeça. Os que de antemão isso. Então, a ideia é que eh Deus olha, percebe lá de cima que a gente vai ter aqui vai falar: "Não, acho que vai". E aí ele escolhe, mas ele conheceu porque ele conhece, né? Ele escolheu porque ele conhece todas as coisas. Aí ele vai lá e escolhe. Só que a base para tudo isso dele da preciência está ligada ao decreto. Deus conhece porque decretou e dentro dos decretos já estavam, tá? Já estava tudo isso. Então, pegar aquele texto, a gente vai ver a partir de agora, pegar o texto de Romanos, é porque às vezes a gente não continua no texto eh da palavra de Deus, tá? Então, baseado nesse conhecimento prévio, Deus os escolhe para serem salvos. Digo isso porque o que temos diante de nós é a passagem prova padrão para a visão preciente da predestinação. E é importante que compreendamos os parâmetros da controvérsias ao estudarmos Romanos. Se você abrir lá em Romanos, capítulo 8 verso 29 30, então o texto diz: "Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. Aos que predestinou, a estes também chamou, e aos que chamou, a esses também justificou. E aos que justificou, a esses também glorificou, tá? Nós usamos até a sequência nessa cadeia aqui das doutrinas da graça e da ordem também eh de salvação. Então, logo após Paulo dizer que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amar a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito, ele apresenta a ideia de preciência no texto que nós acabamos de ler agora. Eh, o primeiro aqui elo dessa corrente dourada é da preciência. Então aqui é importante entender que a predestinação não é um conceito, uma palavra inventada pro Calvino. A primeira coisa, não é inventado pro Calvino, Lutero, Agostinho, não foi uma palavra que a gente inventou, isso é bíblico. Palavra de Deus fala a respeito disso, né? Encontramos em Romanos e Efésios. E a ideia da eleição é encontrada então em todas a escritura. A questão então não é se vamos ter uma doutrina da predestinação, como vimos, a predestinação já é um conceito, ela é um conceito bíblico. Então assim, não é que a gente pode escolher ou não, isso já está na escritura. Se queremos ser submissos à palavra de Deus, temos que lutar por isso e entender a doutrina então da predestinação. Questão é: qual é o entendimento correto dessa doutrina, né? A pergunta que nós fazemos. E aqui está o fato de a preciência vir antes da predestinação leva as pessoas à conclusão de que predestinação é baseada no conhecimento prévio de Deus, de uma condição que as pessoas apresentarão. Mas aqueles que chegam a essa conclusão sobre Romanos 8 não leram Romanos 9. Então eu quero pedir que você faça esse exercício. Vá para Romanos 9. Isso desde o início. Diga a verdade em Cristo. Não minto testemunhando comigo no Espírito Santo a minha própria consciência. Tenho grande tristeza e sensante dor no coração, porque ao mesmo desia desejaria ser anátema, separado de Cristo, por amor de meus irmãos, meus compatriotas, segundo a carne. São israelitas, pertence-lhes à adoção e também à glória, à alianças, a legislação, o culto e as promessas. Deles são os patriarcas e também deles descende o Cristo segundo a carne, o quais sobre todos Deus bendito para todo sempre. Amém. A primeira coisa, Paulo faz um preâmbulo e mostra, olha, de fato, eh, a nação de Israel, os israelitas, eles têm um um uma bênção, um benefício imenso, né? Foi lá, foi Deus que se revelou, Deus que criou a nação, Deus é tudo de lá. Deus, desde o começo da revelação, os patriarcas, os profetas, né, tudo aquilo que aconteceu ali, Cristo Jesus vem dessa linhagem. Essa linhagem vem sendo preservada na trajetória toda, tá? A linhagem vem sendo preservada dentro da do povo ali eh judeu, tá? Para vir até chegar Cristo Jesus. Então Paulo fala isso é fantástico, né? Então, é é um uma bênção enorme fazer parte, né, dessa liagem. Mas então ele diz: "E não pensemos que a palavra de Deus haja falhado, porque nem todos os de Israel são de fato israelitas. Nem por serem descendentes de Abraão são todos seus filhos. Mas em Isaque será chamada a tua descendência." Isto é, estes filhos de Deus não são propriamente os da carne, mas devem ser considerados como descendência os filhos da promessa. Porque a palavra da promessa é esta: por esse tempo virei e Sara terá um filho. E não somente ela, não ela somente, mas também Rebeca, ao conceber de um só Isaque, nosso pai. E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado bem ou mal, para que o propósito de Deus, quanto a eleição prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama, já fora dita a ela: "O mais velho será servo dos mais moços, como está escrito: "Amei Jacó, porém me aborreci de Isaú". Para alguns que acham que essa chamada interpolação no texto aqui do verso 11 fala assim: "Mas esse é um acréscimo, não é achado em todos os manuscritos?" OK, né? Se você quiser pular, mas a questão é o verso 13 é enfático. O verso 13 é enfático, né? Como está escrito, amei Jacó, porém me aborreci de Esaú. Eh, quando nós aí o texto continua falando da rejeição de Israel, né? E fala que diremos a injustiça da parte de Deus de modo nenhum. Pois ele diz a Moisés: "Eu terei misericórdia de quem me aprover misericórdia compadecer-me e de quem me prov compaixão." Assim, pois não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. Porque a escritura diz a Faraó: "Para isso mesmo te levantei, para mostrar em ti o meu poder e para que o meu nome seja anunciado por toda a terra. Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz, tá?" Não há contundência maior nas escrituras falando a respeito desse do ato soberano de Deus de escolha e mostrando que essa escolha nem para Israel. Se, por exemplo, preste atenção no que Paulo está falando, se todos os de Israel fossem salvos, então teriam uma condição, seria condicional, certo? Isso, ou seja, o simples fato de você ter nascido judeu, você estaria salvo. Então, você não precisaria de Cristo Jesus, seria eh eh condicional, certo? A condição é: Nasci israelita, pronto, acabou, eu faço o que eu quiser, eu já estou salvo. Porque se o Senhor escolheu, foi uma nação, né? Se foi uma nação, eu tô dentro dela. Aqui, ó, o meu passaporte israelita. Paulo está falando aí no argumento do capítulo 9, nem todos os de Israel eram de fato israelitas. Ele está falando exatamente disso, né? está apontando para isso. Então, a gente viu que a longo a história vai sendo contada em vários momentos na história. O povo de Deus, ele eh ele se separou de Deus, ele escolheu outros deuses, eles foram condenados, muitos foram mortos no meio do caminho, uma geração toda morreu no deserto, ficou rodando até morrer por causa da eh da murmuração e sedição contra Deus, tá? E mesmo aqueles que entraram em Canaã, não foi porque eles fizeram alguma coisa boa? Percebe que quando Deus fala, olha, eh, dos 20 anos para cima morreria, eh, não foi por uma falar assim, não, que os esses aqui não cometeram pecado, não. Também foi por um ato gracioso de Deus. Deus escolheu e falou: "Ó, daqui para cima ninguém vai entrar e daqui para eh os outros que irão entrar, mas também neles". Não é porque eles eram melhores do que aqueles que estavam por cima, com idade maior. Foi um ato soberano de Deus. Então, em todas essas histórias, em todas a narrativa, a palavra de Deus aponta para esse ato eh da eleição de Deus, não tendo uma condição em nós, mas é um eh eh ele é o seu próprio conselheiro. Como Paulo repete, quem foi seu conselheiro? Quem primeiro deu a ele para que possa ser restituído, tá? Porque dele, por ele, para ele são todas as coisas. Não foi não nenhum de nós. Então, um ato eh do amor de Deus. O simples fato, então, de que a palavra antemão vem antes da palavra predestinou, não quer dizer que a predestinação seja baseada num conhecimento prévio das ações humanas. Se tivermos debatendo a respeito da predestinação e alguém diz que a base dela é o conhecimento prévio de Deus no nosso comportamento humano, respondemos que Deus não pode predestinar ninguém desde a eternidade que ele primeiro não conhecesse desde toda eternidade, tá? É um ato de Deus que conhece. Aqui alguns já me disseram que nunca faça um slide desse jeito, mas é porque depois eu subo lá pro pro YouTube para que vocês possam ler depois. Eh, agora, por que elaborar isso quando estamos falando sobre uma determinada passagem em Romanos 8? fazemos porque essa é a raiz do termo que inicia a corrente dourada. Aos que de antemão conheceu, né, que é proino, também os predestinou. E a significação completa do termo inclui não apenas a cognição da parte de Deus, mas um conhecimento redentor que é espiritual e afetivo. Não, aliás, afetivo. Não efetivo nesse caso, mas afetivo. Portanto, podemos simplesmente traduzir essa passagem da seguinte maneira: Aqueles a quem ele amou de antemão, aqueles a quem ele conheceu no sentido pessoal, íntimo, redentor, desde a eternidade, a esses predestinou, tá? Então, das massas da humanidade pecadora, eh, Steven Lauso escrevendo a respeito disso, ele fala: "Deus separou um povo escolhido. Cada um desses indivíduos eleitos vai se tornando cada vez mais piedoso." Eh, o Salmo 4:3 diz: "Saiam que o Senhor escolheu e o piedoso, o Senhor ouvirá quem o invocar". Aqui Davi eh ensina que Deus escolheu o piedoso, um ato de eleição divina. E essa escolha foi feita antes do princípio do tempo, e garante que todos os escolhidos de Deus serão santificados e se tornarão piedosos dentro do tempo. Deus não elege uma pessoa, homem ou mulher, porque é piedosa, mas a fim de que essa pessoa venha a tornar-se piedosa. É uma escolha. A escolha é uma escolha purificadora, tá? Quando Deus faz isso conosco, essa eleição, eh, a gente, lembre-se que a palavra de Deus, ela não faz distinção quando Deus nos escolheu de gente mais espiritual, menos espiritual. Só tem dois termos na palavra de Deus: natural e espiritual. O homem natural pende paraas coisas da carne, o homem espiritual para as coisas do espírito, tá? As duas vertentes aqui. Então é nessa escolha purificadora é um ato soberano de Deus na nossa vida passo a passo. Espja, então comentando lá no Salmo 4 verso 3, naquele livro Tesouros de Davi, tá? Ele fala assim: "Os piadosos são os escolhidos de Deus e são, pela graça distinguidora, postos à parte ou separados dentre os homens. A eleição é uma doutrina que o não renovado não pode suportar, mas que, não obstante, é uma verdade gloriosa e bem atestada e uma doutrina que deveria confortar o crente quando tentado. A eleição é garantia de salvação completa e um argumento em prol do sucesso no trono da graça. Aquele que nos escolheu para si, certamente ouvirá eh as nossas orações, tá? É uma escolha possessiva. No Salmo 33:12 fala: "Como é feliz a nação que tem o Senhor como Deus e o povo que ele escolheu para lhe pertencer. Antes da fundação do mundo, Deus selecionou um grande número de pessoas para virem a ser uma possessão pessoal. Ele escolheu a nação Israel eleita para servi-lo. Alguns dos pertencentes a Israel, um remanescente dentro da nação, foram também escolhidos para a salvação. E a gente vê eh quando Pedro fala a respeito disso aí, ele ele e chama agora todas aqueles que que no tempo que Deus aprove essa junção, gentios e judeus, eh esse é o Israel de Deus. Esse é o Israel de Deus. Isso faz-nos eh isso ele incide em toda a nossa teologia, tá? Então, quando muitas vezes a gente hoje, principalmente em tempos de guerra, a gente faz umas confusões aí, tá? O povo de Deus, que povo de Deus é aqueles que foram alcançados em Cristo Jesus hoje, tanto israelitas quanto gentios, tá? Então, às vezes a gente faz uma dicotomia aí ainda entendendo que Israel, nação hoje, povo lá, é, eh, é aqueles que são completamente protegidos, não é? O povo do Senhor, Israel de Deus, tá? Se escolha possessiva ainda, apesar, deixa eu ver aqui, apesar desse versículo dizer que Deus escolheu isoeticamente, ele se aplica também a eleição redentora de indivíduos e de dentro de Israel, aqueles que ele escolheu para a salvação. No sentido mais amplo, este princípio se aplica aos procedimentos de Deus para todas as nações. Deus escolheu um remanescente de cada nação para ser povo. ainda é uma escolha com propósito aqui. Deus pôs seu coração nos eleitos, eh tendo em vista o propósito especial de que cada um dos escolhidos para a salvação serviss no Salmo 1056 diz: "Ó descendentes de Abraão, seus servos, ó filhos de Jacó, seus escolhidos. Todos os escolhidos de Deus dentro de Israel são eleitos em parte para praticar boas obras, as quais Deus preparou de antemão para eles, para que eles eh a eh realizassem, como Efésios, Efésios 2:10, né, fala a respeito disso. com diligente dedicação. E de todo coração, os eleitos, quer de Israel, quer de nações gentílicas, encontram grande realização em fazer a vontade de Deus e servir aqui os seus propósitos. E ainda é uma escolha próspera, tá? Deus escolheu os seus eleitos para que fizesse chover sua bondade sobre eles com prosperidade e paz. A eleição sempre tem como seu fruto a experiência da multiforme graça e bondade de Deus. No salmo 106 fala: "Vem em meu auxílio para que eu possa testemunhar o bem-estar dos teus escolhidos, alegrar-me com alegria do teu povo e louvar-te junto com a tua herança." E por último aqui uma escolha apaixonada. Ao fazer sua escolha especial, Deus determinou-se a amar os eleitos com o amor eterno. Ele pôs seus afetos, afetos nos escolhidos na eternidade pretérita. E esse afeto se estenderá por toda a eternidade futura. Jeremias 31 verso 3, parte B, fala: "Eu amei com amor eterno, né? Por isso aí ele fala, foi com benignidade que eu te atraí. Da mesma forma, palavra de Deus não mostra que esse ato de Deus nos escolher e nos chamar não foi uma violência. Sempre fala nesse ato como um ato de amor, um chamado de amor. Não foi algo assim eh algo que que a gente possa indicar, falar, não é a violência. sempre está nessa base daquilo que Deus nos chamou, né? A partir do amor. Longe de ser uma doutrina dura, a verdade da eleição soberana revela o amor infinito e eterno de Deus por seus escolhidos. Com fervente dedicação, ele pôs amor neles antes da fundação do mundo, tá? E a escolha ainda que é apaixonada, a W Pink, lá naquele livro Atributo de Deus, ele fala assim: "Que bem-aventurança é saber que o grande santo Deus amou seu povo antes de céus e terra terem sido chamados à existência, que ele tinha posto neles o seu coração desde toda a eternidade. Uma clara prova é que o seu amor é espontâneo, pois ele os amou século sem fim, antes de eles existirem." Tá? falando um pouco também antes da gente acabar falando um pouco, como eu disse na história, Justino Marte, tá? Justino foi um dos pais da igreja, reconhecidos como eh ali na patrística. E para alguns que vão então dizer que essa é a doutrina que foi elaborada pelos reformadores, não. Se você pegar essa obra, é um diálogo entre eh Trifão, tá? Justino escrevendo esse livro. É, diz assim: "Não instante, Justino mantinha a doutrina bíblica da eleição incondicional. As escrituras afirmam que Deus não escolhe todos para a salvação, porém elegeu pessoas específicas para recebê-la". Comentando sobre a eleição graciosa de Deus, Justino escreve: "Por volta do ano 200, no princípio, Deus dispersou todos os homens em conformidade com a sua nacionalidade idioma. E dentre todas as nações, ele escolheu para si a sua nação, uma nação inútil, desobediente e incrédula, e mostrou que aqueles de cada nacionalidade que foram escolhidos têm obedecido a sua vontade através de Cristo. Portanto, na patrística, eh, Justino e outros da ali do dos pais da igreja, eles já falavam a respeito da dessa eleição, sendo incondicional. Na outra parte aqui, Justino ensinava que Deus escolheu seus eleitos para ser soberanamente, baseado eh em nada neles. Nesse comentário do seu eh diálogo com Trifo judeu, Justino observou que Deus escolheu o povo de Israel, porém não foram somente judeus que se salvaram. Deus também elegeu pessoas dentre cada nacionalidade. Ele escolheu judeus e os gentios desde a eternidade pretérita para que fosse seu povo redimido. Tá? Então, eh, Joel Bic, né, eh, no seu livro aqui, Vivendo para a glória de Deus, ele diz assim: "A eleição glorifica a Deus". O alvo de nossa eleição é mostrarmos a glória de Deus em todas as maneiras. Eh, disse Calvino, de acordo com a com os cânones de Dort, a glorificação final dos eleitos tem vista a demonstração da misericórdia de Deus e o louvor de sua gloriosa graça. E e a eleição nos faz louvar a Deus por nossa salvação, como escreveu-se Fergunson. Enquanto não chegar, chegamos ao ponto em que podemos cantar sobre a eleição de todo coração, ainda não compreendemos o espírito do ensino do Novo Testamento. A eleição nos assegura que Deus é aquele que busca e não aquele que é buscado. Logo, todo louvor pertence a ele. A ideia de Sinclair Ferguson é que nós deveríamos nos atentar mais a isso. E se nós compreendemos a doutrina, eh isso deveria também permear até as nossas canções no entendimento de saber que não tinha nada em nós, né? Um dos das músicas que ficaram emblemáticas por causa dessa visão é a Ma in Grace, né? Quando eh John Newton escreve, ele era mercador de escravos e ele é alcançado por Deus, ele tava no porão do navio levando escravos, eh, e ele é transformado. Então ele escreve, né, graça maravilhosa que veio a um pecador como eu, né? Antes eu era cego, agora eu posso ver, né? E se tornou uma um marco, né? uma música falando sobre eleição incondicional. Amazing Grace é exatamente isso. C L ainda diz: "Os amáveis agnósticos, aqueles eh ateus, falarão alegremente sobre o homem ou aqueles que eh não exatamente ateu, mas aquele que busca eh o eh ele nega, né, a questão ali do conhecimento. Falarão alegremente sobre o homem buscando a Deus. Para mim, eles estão falando sobre um rato buscando um gato, né? É completamente impossível. Deus me conquistou. Era o que CC falando sobre a eleição incondicional. E ainda aqui uma parte de um hino, né? Eh, o hino diz assim: "Eu não escolhi a ti, Senhor, por isso não podia acontecer, pois isso não podia acontecer. Este coração ainda te recusaria não me tivesses escolhido. Do pecado que me corrompia, tu me limpaste e me libertaste. Há muito ordenaste-me para que eu vivesse para ti. A graça soberana me chamou e ensinou a minha mente. O mundo encantava a mim, cego para as glórias celestiais. Meu coração pertence somente a ti. Anelo por tua rica graça. Sabendo isto, se te amo, deves terme amado primeiro. Olhando então para alguns textos bíblicos antes da gente terminar. Tessalonicenses 2:13 fala: "Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados, pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do espírito e fé". Na verdade, segunda Timóteo, capítulo 1, verso 9, que nos salvou e nos chamou com santa vocação, não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos. Por essa razão, tudo suporte por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus com eterna glória. Paulo servo Tito, capítulo 1. Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno conhecimento da verdade segundo a piedade, na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos. Primeira Pedro. Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da dispersão no ponto Galácia, Capadócia, Ásia, Bitinha, eleitos, segundo a presença de Deus Pai, em santificação do Espírito para obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas. Ainda Pedro, eh, para vós outros, portanto, os que credes é a preciosidade, mas para os discrentes, a pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra angular e pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobediente para os que também foram postos. Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daqueles que vos chamou da das trevas para sua maravilhosa luz. Vós sim que antes não erais povo, mas agora sois povo de Deus, que não tinha alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia. Por fim, quero lembrar o texto de Apocalipse. Dis: "Pelejarão eles contra o cordeiro e o cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos Reis. Vencerão também os chamados eleitos e fiéis que se acham com ele." Apocalipse 17:14. Como eu disse, doutrina não é essas doutrinas é para arder o nosso coração, para encher o nosso coração de de alegria desse ato de Deus. Eh, falar a respeito de eleição eh incondicional, não é não é um ato que eu acho que nós somos chamados a debater de forma tão enfurecida, porque a doutrina ela pende para outro lado, ela pende para esse amor de Deus revelado em nosso favor, né? Então não é não é esse o propósito. É na verdade para mostrar que sim, se não fosse Deus no ato da sua misericórdia para demonstrar o seu amor, eh ele pudesse encerrar a humanidade caída ali na condenação. e aprove ele para mostrar seus atos de bondade e misericórdia, escolher alguns de todas as nações, povos e línguas que um dia estarão diante dele, dobrados diante de Cristo Jesus paraa glória de Deus, de todas as nações, como a palavra do Senhor nos diz, eh, reconhecendo que Cristo Jesus é Senhor. Se ele não fizesse isso em mim e em você, possivelmente, né, com toda certeza, nós nunca iríamos querer servir a esse Deus. A nossa natureza pende outro lado. A nossa natureza, ela pende pros desejos eh da carne, paraas concupiscências que que estão a dos olhos, né, e tudo aquilo que a própria palavra de Deus nos mostra. né? E aí por isso que, como nós vimos no texto na quarta-feira, ele chama de filhos da ira. Filhos da ira, né? Então essa é a realidade. Mas quando nós nos dobramos diante dessa verdade, aquilo que nós podemos fazer é glorificar Deus e falar: "Senhor, obrigado por tão grande amor, tão grande salvação, né, de saber que fomos alvos desse amor, mesmo a gente não tendo nada na mão para oferecer para Deus, falar aqui, tá, né, algo de bom que talvez possa merecer a minha salvação." Que Deus nos ajude compreender. Eh, todo esse texto vai estar anexado no vídeo no YouTube. Qualquer dúvida também só nos procurar. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nós queremos nessa noite diante, ó Deus, daquilo que a tua palavra nos diz, reconhecer, ó Pai, que se fosse por nós mesmos, nós, ó Deus, nunca caminharíamos em tua direção. Portanto, ó Deus, obrigado pelo teu grande amor demonstrado a nós, ó Deus, nos atraindo e nos fazendo, ó Deus, povo do Senhor. Ó Deus, muito mais nos alegramos porque que se o Senhor fez isso conosco, nós temos a certeza que o Senhor nos preservará até o dia de Cristo Jesus. Obrigado, ó Deus, porque o Senhor também tem produzido em nós, ó Deus, uma santificação dia após dia, mudança, ó Deus, de vida. E isso também é obra do Senhor, ó Deus. Que o Senhor, ó Pai, possa agir em cada um de nós por meio do Teu Espírito Santo e que saiamos daqui, ó Deus, alegres em nosso coração, por saber, ó Deus, que o Senhor é um Deus que nos ama, nos ama tanto, ó Deus, que mandou seu filho para morrer por nós, sendo ainda pecadores. Obrigado, ó Deus, por tudo isso. Nos abençoe, nos dê uma boa noite de descanso. Essa é a nossa oração em nome de Cristo Jesus. Que Deus nos abençoe. Na próxima quarta nós continuamos na nossa caminhada. Deus nos abençoe e nos leve em paz. M.