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A fé vem pelo ouvir

# 21 Pilares da Fé Reformada | Rev. Rubens Cirqueira

# 21 Pilares da Fé Reformada | Rev. Rubens Cirqueira

# 21 Pilares da Fé Reformada | Rev. Rubens Cirqueira

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PILARES DA FÉ REFORMADA
Teologia Dogmática ao alcance de todos

O desafio da Primeira Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia é que continuemos a caminhada na preservação da doutrina e na aplicação das verdades bíblicas aos novos desafios de nossa geração. Integrando-nos à nobre sucessão dos que amam a Deus e sua Palavra e que buscam entendê-la e aplicá-la, em submissão ao Espírito, à vida da Igreja. D. M. Lloyd-Jones diz:

“Toda a doutrina cristã visa levar, e foi destinada a levar a um bom resultado prático. […] A doutrina visa levar-nos a Deus, e a isso foi destinada. Seu propósito é ser prática […] a nossa vida cristã nunca será rica, se não conhecermos e não aprendermos a doutrina. Você não poderá ser santo se não conhecer bem a doutrina. Doutrina é a ligação direta que leva à santidade. É somente quando compreendemos essas verdades fundamentais que podemos atender ao apelo lógico para a conduta e o comportamento agradáveis a Deus”.

Diante disso, uma tradição saudável tem compromisso com o passado na geração do futuro. Portanto, “o conservadorismo criativo utiliza-se da tradição, não como autoridade final ou absoluta, mas como recurso importante colocado a nossa disposição pela providência de Deus, a fim de nos ajudar a entender o que a Escritura está nos dizendo sobre quem é Deus, quem somos nós, o que é o mundo ao nosso redor e o que fomos chamados para fazer aqui e agora”. J.I. Packer nos ajuda nessa compreensão:

“A tradição nos permite ficar sobre os ombros de muitos gigantes que pensaram sobre a Bíblia antes de nós. Podemos concluir pelo consenso do maior e mais amplo corpo de pensadores cristãos, desde os primeiros Pais até o presente, como recurso valioso para compreender a Bíblia com responsabilidade. Contudo, tais interpretações (tradições) jamais serão finais; precisam sempre ser submetidas às Escrituras para mais revisão”.

Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461‬ (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO

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Legendas automáticas:

Oh. ordem lógica dentro dessas doutrinas
da graça, a sequência lógica seria essa,
né? A partir de então, eh, se em nós,
eh, naturalmente não haveria nada que
pudesse fazer com que nós fôssemos em
direção a Deus ou tomasse eh alguma
atitude nesse sentido, se a nossa
natureza ela pende, né, pro outro lado,
então logo, né, pela e até por uma
questão lógica, a eleição ela teria que
ser incondicional.
ou seja, eh, não ter alguma coisa em
nós, eh, que pudesse fazer com que Deus
nos escolhesse por algo que era
apresentado por nós ou alguma coisa que
nós eh que nós somos, né? É sobre isso
que nós vamos falar nessa noite. Nós
vamos ver alguns textos bíblicos. Nós
vamos ver uma definição depois textos
bíblicos, uma discussão a respeito da
preciência, mas uma compreensão também
para que a gente entenda que quando nós
falamos dessa eleição incondicional, nós
não estamos falando apenas de uma
doutrina da reforma. Nós vamos ver que
na patrística nós já tínhamos eh os pais
chamados pais da igreja que já defendiam
a doutrina de uma eleição que fosse
incondicional. Nós vamos orar
agradecendo a Deus, a todos que estão
aqui presentes, aqueles também que
sempre nos dizem que nos acompanham à
distância para que Deus nos abençoe
nessa noite. Nós vamos orar.
Senhor nosso Deus, nós estamos diante do
Senhor e, portanto, nós queremos
reconhecer, ó Pai, a tua bondade,
soberania, o teu amor, a tua majestade
que se revela, ó Deus, em toda ordem
criada, mas também, ó Deus, se revela
por meio da tua palavra e agora, ó Deus,
por meio do Espírito Santo que também
age em nós, eh, nos mostrando, ó Deus,
exatamente ente, ó Deus, o que é a
verdade. Portanto, ó Deus, nós te
louvamos. Isso é prova do teu amor, ó
Deus, porque o Senhor nos amou primeiro
e veio, ó Deus, em nossa direção, tanto
se revelando quanto enviando o seu
filho. Portanto, nós somos, ó Deus,
gratos ao Senhor por tão grande
salvação. Abençoe-nos, ó Deus, a todos
aqueles que estão aqui presentes, ó
Deus, que seja a ação do Espírito Santo,
ó Deus, trazendo luz à mente, ao coração
para entender a tua palavra, ó Deus, que
não, mais uma vez rogamos que não seja
só conhecimento, mas que, ó Deus, o
conhecimento
geree aqueles também que nos acompanham
à distância, ó Deus, fica conosco, ó
Pai. Essa é a nossa oração em nome de
Cristo Jesus. Amém. Quando nós falamos
então de eleição incondicional, nós
estamos dentro daquilo que nós chamamos,
né, eh serem as doutrinas aqui,
doutrinas da graça, tá? Para que a gente
compreenda exatamente, então a ideia é
essa. Se todos somos, nós somos
corrompidos, que não podemos eh
achegar-nos a Deus sem sermos nascidos
de novo pela graça irresistível de Deus.
E se essa graça específica eh foi
comprada por Cristo na cruz, então é
claro que a salvação de qualquer um de
nós se deve à eleição de Deus. Ele
escolheu aqueles para os quais mostraria
graça irresistível e para os quais a
compraria.
Eh, a ideia geral é, como eu disse desde
o início, eh, todas essas doutrinas elas
partem e elas se juntam numa ordem
lógica dentro daquilo que a escritura
nos mostra. Portanto, eu sei que por
causa de um pecado que há no coração do
ser humano, o ser humano ele tem uma
algo que se chama autonomia, né? Ele
muitas vezes por causa de uma rebeldia
contra Deus, ele quer ser autônomo. E
essa autonomia ela se revela de várias
formas, né, de diversas formas. E uma
delas é que nós, eh, o ser humano, ele
acha que é capaz sim de fazer essas
escolhas positivas no sentido de
escolher a salvação, eh, ou não. Quando
nós falamos de escolha do ser humano,
nessas escolhas aqui do ordinário, isso
aqui é é uma coisa, a escolha que diz
respeito a eh ir em direção a Deus ou
escolher Deus. Eh, isso aqui está é numa
em algo macro, é maior. Por isso que nós
sempre falamos e e a gente mostra isso
nas escrituras que o ser humano ele não
tem um livre arbítrio, porque o livre
arbítrio, o termo, ele é mal usado. Ele
é mal usado. As pessoas entendem que o
livre arbítrio poderia ser usado eh no
dia a dia, as pessoas popularizam o
termo: "Ah, eu tenho livre arbítrio para
eh ir e vir". Não, isso não tem nada a
ver com livre arbítrio. Ah, eu eu tenho
livre arbítrio para eh casar ou não
casar, comprar um carro ou não comprar
um carro. Não, isso diz respeito às suas
escolhas. Suas escolhas aqui, né? você
precisa sim fazer essas escolhas debaixo
de princípio bíblico, mas em última
instância, eh, eu já ouvi isso de
pessoas utiliza termos teológicos, eh,
eh, para tentar ser até romântico, né?
Fala pra pessoa que casou, fala: "Olha,
você foi predestinada para mim".
E aí lá na frente, se por alguma coisa e
dureza do coração eh entra em desacordo,
aí separa, então a a culpa é de
quem? A culpa é de Deus.
A culpa é de Deus. Porque se se a gente
junta essas coisas que são escolhas aqui
do ordinário dentro da de um pacote de
um termo, eh em última instância todos
os nossos erros de escolha, eles serão
acreditados a Deus e não a nós mesmos.
Portanto, eh, a gente precisa separar
tudo isso. O livre arbítrio diz respeito
a você ter a capacidade ou não de
escolher a salvação ou ir em direção a
Deus ou não, tá? Nas outras coisas, nós
usamos um termo de livre
agência. São as nossas escolhas odiernas
aí que eh aí nesse sentido, Deus nos
orienta muitas vezes pela misericórdia.
Deus não permite que a gente faça por
amor, por misericórdia de Deus, né? Esse
é um ato de bondade de Deus. Graças a
Deus por isso, né? Eh, acho que era
Lutéo que já falava: "Feliz é aquele que
Deus eh eh não disse para ele, olha,
seja feita a sua vontade", né? Antes que
a gente de fato entenda isso, chega
sempre diante de Deus e fala: "Senhor,
seja feita a tua vontade, não a minha,
né? Porque nesse sentido Deus nos livra
de muita escolha errada do cotidiano e
Deus faz isso com a gente. Agora, isso
não é um fatalismo. Isso não caminha
para um fatalismo como algumas religiões
vão mostrar, porque aí em última
instância eh tudo seria acreditado na
conta de Deus. E não é o ser humano,
quando ele escolhe ir para perdição, ele
escolhe por desejo próprio. Ele ele
entende que é aquilo ali, né? Ele não eh
ele não tem capacidade de fazer outra
escolha porque ele tá morto nos delitos
e pecados. a natureza dele, ele pende
exatamente pro lado contrário. Então,
não tem como não tem como fazer outra
essa escolha a não ser que haja uma ação
de Deus. Portanto, nesse sentido, nós
vamos compreender que nessa ordem
lógica, a eleição ela é incondicional.
Vamos ver alguns textos desde o Antigo
Testamento, eh, que nos aponta para
essa, eh, essa ação de Deus, eh, em
todos os tempos, em todas as
épocas, retirando para si um povo, né,
separando um povo. E não foi porque era
melhor. Não foi porque era melhor.
Quando Deus escolhe, chama, tira
Abraão, Abraão lá de Ur dos
Caldeus, Urdos Caldeus era um território
pagão. Abraão não adorava Deus. Não
adorava Deus. Perceba que às vezes a
gente lê o texto meio desavisado. Quando
Deus manda Abraão matar Isaque, fazer a
chamada aquedá. Você nunca se
perguntaram assim: "Por que que Abraão
não se assustou com
isso? Por que que Abraão não se assusta
assim?" Falou: "Mas pera
aí, né? Abraão ele desce de ur, da terra
dos pagãos, uraldeus. Aquilo para eles
era ruo comum. Isso era algo comum. Eh,
ele olha para tudo aquilo ali, né? Ele
sabe que está se relacionando, começando
a conhecer um Deus diferente que se
revelou a ele. Mas para ele falar assim,
aí se eu falar assim: "Nossa, por que
que ele não rebelou e falou assim: "Uai,
matar meu filho, o único filho?" Não,
ele vai. Eu sei que por obediência, a
palavra de Deus fala da obediência, mas
aquilo não era algo incomum para Abraão.
Quando chega no momento certo, a gente
sabe que isso tudo dentro do plano de
Deus para apontar esses aspectos do
evangelho. Tanto é que todas as figuras
estão ali, não é? Deus não permite. Logo
surge um
cordeiro para que eles imolassem, né? E
ali a gente vai perceber que é um eh é
uma narrativa falando a respeito daquilo
que aconteceria um dia. Um dia o filho
de Deus, o próprio filho de Deus estaria
ali na no sacrifício e Deus não eh
impediria ele
mesmo. Ele teria que morrer. Mas para
Isaque não. Foi só apenas um apontamento
ali. Mas para Abraão, a gente não pode
olhar para Abraão e falar assim: "Não,
ele era, ele tinha algo melhor, tinha
alguma coisa." Não, ele era pagão. Ele
era um pagão. Fez uma observação até
assim estrapolada, poderia dizer, né?
Deus libertou Abraão do império e o povo
esqueceu de Deus e o contrô deixou de
volta para onde eles saíram o povo. Eles
voltam para lá para Babilônia. Então, na
verdade é sai de lá, o patriarca é de
lá, eles vão para lá depois na no
exílio. Mas vamos lá em alguns textos.
Primeiro Reis 8:53 diz: "Pois tu, ó
Senhor Deus, o separaste dentre os povos
da terra para tua herança, como falaste
por intermédio do teu servo Moisés,
quando tiraste do Egito a nossos pais."
Salmo 65, verso 4. Bem-aventurado aquele
a quem escolhes e aproximas de ti, para
que assista nos teus átrios, ficaremos
satisfeitos com a bondade de tua casa, o
teu santo
templo. Salmo
78. Além disso, rejeitou a tenda de José
e não elegeu a tribo de Efraim. Escolheu
antes a tribo de Judá, o monte Sião, que
ele amava. e construiu o seu santuário
durável como céus e firme como a terra
que fundou para sempre. Também escolheu
a Davi, seu servo, e o tomou dos redis
das
ovelhas. Vamos adiante. Provérbios 16:4.
O Senhor fez todas as coisas para
determinados fins e até o perverso para
o dia da
calamidade. Mas tu, ó Senhor, servo
meu, tu, Jacó, a quem elegi, descendente
de Abraão, meu amigo, tu a quem tomei
das extremidades da terra e chamei dos
seus cantos mais remotos. E a quem
disse: "Tu és o meu servo, eu te escolhi
e não te rejeitei".
Mateus 24. Não tivessem aqueles dias
sido abreviados, ninguém seria salvo.
Mas por causa dos escolhidos, tais dias
serão abreviados. E ele enviará os seus
anjos com grande clangor de trombeta, os
quais reunirão os seus escolhidos dos
quatro ventos de uma a outra extremidade
dos céus. Vamos ainda mais três textos.
Marcos, ele lhes respondeu: "A vós
outros vos é dado conhecer o mistério do
reino de Deus, mas aos de fora tudo se
ensina por meio de parábolas, para que
vendo vejam e não percebam, e ouvindo,
ouçam e não entendam, para que não
venham a converter-se e haja perdão para
eles." João 8. Quem dentre vós me
convence de pecado? Se vos digo a
verdade, por que razão não me credes?
Quem é de Deus ouve as palavras de Deus.
Por isso, não me dais ouvidos, porque
não sois de Deus. João
13:18. Não fala a respeito de todos vós,
pois eu conheço aqueles que escolhi. É
antes, para que se cumpra a escritura,
aquele que come do meu pão levantou
contra mim seu calcanhar. Eh, a gente
vai perceber ao longo das escrituras uma
série de textos falando desse ato de
Deus, eh, restringindo e aqueles e
sempre de uma resposta, sempre um ato de
resposta. Você não vai perceber nas
escrituras alguém que saia do de sei lá
de onde venha, né, falar assim: "Ele
veio em direção a Deus por si só, né? A
gente não vê isso em lugar nenhum. Nós
vamos perceber do início até o fim das
Escrituras falando de um ato soberano de
Deus, agindo na no seu povo. E aí a
gente vai ver no final, em alguns textos
também que nem mesmo dos nascidos de
Israel, nem todos eles de fato eram
israelitas, como a palavra de Deus diz.
Ou seja, nem todos eles foram salvos,
mesmo dentro. não era apenas por uma
questão de
nacionalidade ou etnia, mas havia um ato
soberano de Deus por cima eh de tudo
isso, né? Então, a palavra de Deus, ela
mostra eh esses aspectos eh do começo ao
fim de um ato de Deus. Portanto, Deus
não é
condicionado ou levado a tomar alguma
decisão com base em alguma coisa. Não é
um ato dele por causa, lembre-se que
Deus escolhe por causa do seu decreto.
Ele decretou, portanto, ele conhece. E é
daqui que se nós fazemos a confusão eh
mais para frente que quando fala a
respeito da preciência, tá? Mas ele
conhece porque ele decretou. E a palavra
de Deus é enfática em dizer Deus
escolheu. Ou seja, se todos depois do
pecado estavam
condenados, Deus vai para mostrar a sua
misericórdia e ele age eh em alguns e
outros não. Só que o problema é que a
doutrina ela se torna eh antipática para
as pessoas, porque as pessoas sempre
acham que são boas. Ah, mas eu não sou
tão ruim assim, né? Não sou tão ruim,
né? E aí a gente fica nessa eh relação
de achar que nós temos, né? Eh, não, mas
dentro da moral, da ética, tudo. Eu sou
até uma pessoa eh razoável, né? Só que
diante de Deus isso não vale, né? Não
vale muita coisa, né? Então, a a o
problema está aqui. Eu sei que eh muitas
vezes nós passamos do ponto, tá? É uma
ordem lógica. Quando eu falo de
predestinação, eu falo existe uma dupla
predestinação,
certo? Ordem lógica. Se Deus escolheu
alguns para a salvação, outros não. Essa
é a dupla predestinação. Então, eleição
e
preterição, certo? Isso faz parte da
teologia sistemática. Só que aqui há um,
porém, é uma ordem lógica, só que você
não vai achar nas escrituras uma
permissão para que eu e você pregue eh o
evangelho a partir dessa
perspectiva de de falar para as pessoas,
ó, se você não converter, é porque você
é um
réprobo. A nenhum de nós foi dado esse
direito, tá? E por isso que em alguns
momentos nós eh a gente vê debates no
meio disso, debate de muitas vezes de
círculos aí ultracalvinistas que eles se
apegam muito à
preterição, né? E biblicamente aí a
palavra de Deus vai falar que nem Deus
tem prazer nessa morte do ímpio. Eh, e
por que que a gente vai ter prazer? Por
que que nós vamos ter prazer? Portanto,
é uma ordem lógica, sim. Mas a nós eh
foi, nós fomos chamados para pregar o
evangelho. Ele, claro, todas as vezes
que nós pregamos o evangelho, ele vem eh
abraçada a graça e o juízo. Se eh se
aprove a Deus, abriu os olhos do
entendimento é graça, senão é juízo. A
eleição se refere à escolha de Deus
quanto aqueles a quem salvaria. É
incondicional, porque não há nenhuma
condição que o homem tenha de satisfazer
de Deus escolher salvá-lo. O homem está
morto em delitos e pecados, por isso não
há nenhuma condição que ele possa
satisfazer antes que Deus escolha
salvá-lo eh de sua morte, tá?
Spru, ele vai falar assim que na época
da reforma e da eh recuperação da
soteriologia bíblicas, os reformadores
eh magisteriais estavam totalmente de
acordo a respeito da eleição. A doutrina
reformada da predestinação é muitas
vezes identificada, então, com o teólogo
suíço João Calvino, mas isso é um pouco
de distorção histórica, porque eh não há
nada na doutrina da predestinação de
Calvino que não estava antes na doutrina
também de Martinho Lutéo. A questão é
que
enfaticamente eh e de forma eh eh bem
clara, Calvino vai falando a respeito
disso em quase todas as suas obras, tá?
Porque eh se você se alguém aqui já teve
o cuidado de ler comentários bíblicos de
João Calvino, você vai perceber que ele
direciona a soterologia dele para fazer
um contraste com a soterologia da Igreja
Católica Romana. Tanto é que ele vai
repetindo sempre eh quanto aos
papistas, né, o termo que ele usa, tá?
Então você pega todos os comentários,
principalmente do do Novo Testamento,
você pega Romanos, você pega Efésios,
né? Ele sempre está dizendo, olha,
quanto aos papistas, eles falam isso e
isso, mas aí ele vai argumentando
biblicamente. Portanto, por isso que
fica eh foi eh parece que juntaram a a
essa doutrina com Calvino, como se
Calvino fosse o inventor dela. Negativo.
Lutero também eh ele fala muito a
respeito disso. Ele tem um livreto
falando a respeito da da
morte. Eh, Lutero fala muito a respeito
da desse ato de eleição incondicional,
tá? Lutero também defendeu essa doutrina
vigorosamente contra a crítica de Erasmo
de Roterdã. Não havia nada na doutrina
de Lutero a respeito da predestinação
que não se não tenha sido também
articulado por Agostinho. Percebo que
não é desse tempo, tá? Então, Lutero ele
ele bebe também muito em Agostinho, né?
Assim como Calvino também, né? Eles vão
desenvolvendo a teologia eh de Agostinho
e nada da doutrina da predestinação
agostiniana que não tivesse estado
primeiro na mente e no ensino do
apóstolo
Paulo. Além disso, não havia nada na
doutrina da predestinação de Paulo que
não tivesse sido articulada. pelo nosso
Senhor. E não havia nada na doutrina da
predestinação de Jesus que não tivesse
sido articulada primeiramente por Moisés
no Antigo Testamento. Então, se a gente
for falar de predestinação, nós
precisamos voltar para as escrituras,
porque às vezes a gente se apega a um
tempo da história e fala: "Essa doutrina
foi criada na no tempo da reforma".
Agostinho cita algumas coisas
interessantes quando ele escreve
confissões, eh, falando a respeito da da
forma como Deus o alcançou. A gente
conhece a história. Agostinho eh eh ele
mesmo conta a história dele
completamente
devasto, né, em toda sorte de pecado,
fazendo tudo aquilo que sua mãe eh eh
que ela detestava. Sua mãe era mulher
muito crente, Mônica. Eh, eh, e conta,
ele mesmo, conta na história que ela ora
por ele 30 anos pela sua conversão e
chega um momento onde ele vê uma criança
recitando um texto de Romanos.
E naquele dia ele diz que o que que foi
como se os olhos dele tivesse aberto.
Então ele eh ele começa a perceber em
meio a tudo isso que fala assim: "Pera
aí, como que Deus pode
escolher alguém como eu?" E a doutrina
começa, ele falando a respeito dessa
escolha, ele ele ele olha para ele
mesmo, ele fala: "Só pode também ser
incondicional, porque não havia nada em
mim, não é pelos méritos de minha
mãe." E aqui a gente tem um contraponto
que vem depois, vem ali por causa eh de
um outro
personagem, Pelágio.
Pelágio era um rapaz, né? Uma criança
que nunca deu trabalho para
ninguém, foi um bom estudante, eh foi
criado numa numa boa família. E aí ele
chega num ponto que ele cria a doutrina
de que eh esse ato de escolha de Deus,
ele não é tanto assim, porque ele se
entende que ele era, tinha eh aspectos
muito positivos para Deus olhar para ele
e escolher ele, tá? Então, o fruto do a
base do da dessa da dessa teologia
arminiana, ela vem a partir de
Pelágio que ele ele tinha vida diferente
de Agostinho. Agostinho falava: "Eu sou
completamente depravado". Chapel falava:
"Eu sou
semi, mais ou menos, né, depravado, né?
Então aí daí que cada um caminha para
lados opostos, tá?
Eh, por mais convicto Luté estivesse da
doutrina suprema da graça de Deus da
eleição, seu principal sucessor que foi
Felipe Melcton, teólogo brilhante,
alterou o ponto de vista de Lutério
quando este morreu. A alteração de
Melcta tornou-se o ponto de vista que
foi adotado posteriormente pelo
luterianismo, uma doutrina da
predestinação chamada eh visão preciente
da predestinação. foi por meio dos
discípulos de Lutero que foi alterada a
doutrina. Então a palavra aqui
preciência, ela vem de um prefixo e
raiz. O prefixo
eh pré significa antecipadamente a raiz
da palavra ciência significa
conhecimento. Assim, pré-ciência é um
tipo de conhecimento prévio. Muitas
vezes usamos o termo antemão para
descrever a mesma ideia. Ponto de vista
de melanco, que se tornou referência
para a maioria no cristianismo
evangélico moderno é este: Deus sabe de
antemão quais as pessoas que vão se
render a uma resposta positiva ao
evangelho e por sua livre vontade
escolheria a Jesus Cristo. Portanto,
essa eh essa é a ideia. E aqui nós vamos
pegar o texto. Vocês já estão lembrando
aí do texto de de cabeça. Os que de
antemão isso. Então, a
ideia é que eh Deus olha, percebe lá de
cima que a gente vai ter aqui vai falar:
"Não, acho que vai". E aí ele escolhe,
mas ele conheceu porque ele conhece, né?
Ele escolheu porque ele conhece todas as
coisas. Aí ele vai lá e escolhe. Só que
a base para tudo isso dele da preciência
está ligada ao decreto. Deus conhece
porque decretou e dentro dos decretos já
estavam, tá? Já estava tudo isso. Então,
pegar aquele texto, a gente vai ver a
partir de agora, pegar o
texto de Romanos, é porque às vezes a
gente não continua no texto eh da
palavra de Deus, tá? Então, baseado
nesse conhecimento prévio, Deus os
escolhe para serem salvos. Digo isso
porque o que temos diante de nós é a
passagem prova padrão para a visão
preciente da
predestinação. E é importante que
compreendamos os parâmetros da
controvérsias ao estudarmos Romanos. Se
você abrir lá em Romanos, capítulo 8
verso 29
30, então o texto diz: "Porquanto aos
que de antemão conheceu, também os
predestinou para serem conformes à
imagem de seu filho, a fim de que ele
seja o primogênito entre muitos irmãos.
Aos que predestinou, a estes também
chamou, e aos que chamou, a esses também
justificou. E aos que justificou, a
esses também glorificou, tá? Nós usamos
até a sequência nessa cadeia aqui das
doutrinas da graça e da ordem também eh
de
salvação. Então, logo após Paulo dizer
que todas as coisas cooperam para o bem
daqueles que amar a Deus, daqueles que
são chamados segundo o seu propósito,
ele apresenta a ideia de preciência no
texto que nós acabamos de ler agora.
Eh, o primeiro aqui elo dessa corrente
dourada é da
preciência. Então aqui é importante
entender que a predestinação não é um
conceito, uma palavra inventada pro
Calvino. A primeira coisa, não é
inventado pro Calvino, Lutero,
Agostinho, não foi uma palavra que a
gente inventou, isso é bíblico. Palavra
de Deus fala a respeito disso, né?
Encontramos em Romanos e Efésios. E a
ideia da eleição é encontrada então em
todas a escritura. A questão então não é
se vamos ter uma doutrina da
predestinação, como vimos, a
predestinação já é um conceito, ela é um
conceito bíblico. Então assim, não é que
a gente pode escolher ou não, isso já
está na escritura. Se queremos ser
submissos à palavra de Deus, temos que
lutar por isso e entender a doutrina
então da predestinação. Questão é: qual
é o entendimento correto dessa doutrina,
né? A pergunta que nós fazemos.
E aqui está o fato de a preciência vir
antes da predestinação leva as pessoas à
conclusão de que predestinação é baseada
no conhecimento prévio de Deus, de uma
condição que as pessoas apresentarão.
Mas aqueles que chegam a essa conclusão
sobre Romanos 8 não leram Romanos 9.
Então eu quero pedir que você faça esse
exercício. Vá para Romanos 9.
Isso desde o início. Diga a verdade em
Cristo. Não minto testemunhando comigo
no Espírito Santo a minha própria
consciência. Tenho grande tristeza e
sensante dor no coração, porque ao mesmo
desia desejaria ser anátema, separado de
Cristo, por amor de meus irmãos, meus
compatriotas, segundo a carne. São
israelitas, pertence-lhes à adoção e
também à glória, à alianças, a
legislação, o culto e as promessas.
Deles são os patriarcas e também deles
descende o Cristo segundo a carne, o
quais sobre todos Deus bendito para todo
sempre. Amém. A primeira coisa, Paulo
faz um preâmbulo e mostra, olha, de
fato, eh, a nação de Israel, os
israelitas, eles têm um um uma bênção,
um benefício
imenso, né? Foi lá, foi Deus que se
revelou, Deus que criou a nação, Deus é
tudo de lá. Deus, desde o começo da
revelação, os patriarcas, os profetas,
né, tudo aquilo que aconteceu ali,
Cristo Jesus vem dessa linhagem. Essa
linhagem vem sendo
preservada na trajetória toda, tá? A
linhagem vem sendo preservada dentro da
do povo ali eh judeu, tá? Para vir até
chegar Cristo Jesus. Então Paulo fala
isso é fantástico, né? Então, é
é um uma bênção enorme fazer parte, né,
dessa liagem.
Mas então ele diz: "E não pensemos que a
palavra de Deus haja falhado, porque nem
todos os de Israel são de fato
israelitas. Nem por serem descendentes
de Abraão são todos seus filhos. Mas em
Isaque será chamada a tua descendência."
Isto é, estes filhos de Deus não são
propriamente os da carne, mas devem ser
considerados como descendência os filhos
da promessa. Porque a palavra da
promessa é esta: por esse tempo virei e
Sara terá um filho. E não somente ela,
não ela somente, mas também Rebeca, ao
conceber de um só Isaque, nosso pai.
E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem
tinham praticado bem ou mal, para que o
propósito de Deus, quanto a eleição
prevalecesse, não por obras, mas por
aquele que
chama, já fora dita a ela: "O mais velho
será servo dos mais moços, como está
escrito: "Amei Jacó, porém me aborreci
de Isaú".
Para alguns que acham que essa chamada
interpolação no texto aqui do verso 11
fala assim: "Mas esse é um acréscimo,
não é achado em todos os
manuscritos?" OK, né? Se você quiser
pular, mas a questão é o verso 13 é
enfático. O verso 13 é enfático, né?
Como está escrito, amei Jacó, porém me
aborreci de Esaú.
Eh, quando nós aí o texto continua
falando da rejeição de Israel, né? E
fala que diremos a injustiça da parte de
Deus de modo nenhum. Pois ele diz a
Moisés: "Eu terei misericórdia de quem
me aprover misericórdia compadecer-me e
de quem me prov compaixão." Assim, pois
não depende de quem quer ou de quem
corre, mas de usar Deus a sua
misericórdia. Porque a escritura diz a
Faraó: "Para isso mesmo te levantei,
para mostrar em ti o meu poder e para
que o meu nome seja anunciado por toda a
terra. Logo, tem ele misericórdia de
quem quer e também endurece a quem lhe
apraz, tá?"
Não há contundência maior nas escrituras
falando a respeito desse do ato soberano
de Deus de
escolha e mostrando que essa escolha nem
para Israel. Se, por exemplo, preste
atenção no que Paulo está falando, se
todos os de Israel fossem salvos, então
teriam uma
condição, seria condicional, certo?
Isso, ou seja, o simples fato de você
ter nascido judeu, você estaria salvo.
Então, você não precisaria de Cristo
Jesus, seria eh eh
condicional, certo? A condição é: Nasci
israelita, pronto, acabou, eu faço o que
eu quiser, eu já estou salvo. Porque se
o Senhor escolheu, foi uma
nação, né? Se foi uma nação, eu tô
dentro dela. Aqui, ó, o meu
passaporte
israelita. Paulo está falando aí no
argumento do capítulo 9, nem todos os de
Israel eram de fato israelitas. Ele está
falando exatamente disso, né? está
apontando para isso. Então, a gente viu
que a longo a história vai sendo contada
em vários momentos na história. O povo
de Deus, ele eh ele se separou de Deus,
ele escolheu outros deuses, eles foram
condenados, muitos foram mortos no meio
do caminho, uma geração toda morreu no
deserto, ficou rodando até morrer por
causa da eh da murmuração e sedição
contra
Deus, tá? E mesmo aqueles que entraram
em Canaã, não foi porque eles fizeram
alguma coisa
boa? Percebe que quando Deus fala, olha,
eh, dos 20 anos para cima morreria, eh,
não foi por uma falar assim, não, que os
esses aqui não cometeram pecado, não.
Também foi por um ato gracioso de Deus.
Deus escolheu e falou: "Ó, daqui para
cima ninguém vai entrar e daqui para eh
os outros que irão entrar, mas também
neles". Não é porque eles eram melhores
do que aqueles que estavam por
cima, com idade maior. Foi um ato
soberano de Deus. Então, em todas essas
histórias, em todas a narrativa, a
palavra de Deus aponta para esse ato eh
da eleição de Deus, não tendo uma
condição em nós, mas é um eh eh ele é o
seu próprio conselheiro. Como Paulo
repete, quem foi seu conselheiro?
Quem primeiro deu a ele para que possa
ser
restituído, tá? Porque dele, por ele,
para ele são todas as
coisas. Não foi não nenhum de nós.
Então, um ato eh do amor de Deus. O
simples fato, então, de que a palavra
antemão vem antes da palavra
predestinou, não quer dizer que a
predestinação seja baseada num
conhecimento prévio das ações humanas.
Se tivermos debatendo a respeito da
predestinação e alguém diz que a base
dela é o conhecimento prévio de Deus no
nosso comportamento humano, respondemos
que Deus não pode predestinar ninguém
desde a eternidade que ele primeiro não
conhecesse desde toda
eternidade, tá? É um ato de Deus
que conhece. Aqui alguns já me disseram
que nunca faça um slide desse
jeito, mas é porque depois eu subo lá
pro pro YouTube para que vocês possam
ler depois. Eh, agora, por que elaborar
isso quando estamos falando sobre uma
determinada passagem em Romanos 8?
fazemos porque essa é a raiz do termo
que inicia a corrente dourada. Aos que
de antemão conheceu, né, que é proino,
também os predestinou. E a significação
completa do termo inclui não apenas a
cognição da parte de Deus, mas um
conhecimento redentor que é espiritual e
afetivo. Não, aliás, afetivo. Não
efetivo nesse caso, mas afetivo.
Portanto, podemos simplesmente traduzir
essa passagem da seguinte maneira:
Aqueles a quem ele amou de antemão,
aqueles a quem ele conheceu no sentido
pessoal, íntimo, redentor, desde a
eternidade, a esses predestinou, tá?
Então, das massas da humanidade
pecadora, eh, Steven Lauso escrevendo a
respeito disso, ele fala: "Deus separou
um povo escolhido. Cada um desses
indivíduos eleitos vai se tornando cada
vez mais piedoso." Eh, o Salmo 4:3 diz:
"Saiam que o Senhor escolheu e o
piedoso, o Senhor ouvirá quem o
invocar". Aqui Davi eh ensina que Deus
escolheu o piedoso, um ato de eleição
divina. E essa escolha foi feita antes
do princípio do tempo, e garante que
todos os escolhidos de Deus serão
santificados e se tornarão piedosos
dentro do tempo. Deus não elege uma
pessoa, homem ou mulher, porque é
piedosa, mas a fim de que essa pessoa
venha a tornar-se piedosa. É uma
escolha. A escolha é uma escolha
purificadora, tá? Quando Deus faz isso
conosco, essa eleição, eh, a gente,
lembre-se que a palavra de Deus, ela não
faz distinção quando Deus nos escolheu
de gente mais
espiritual, menos espiritual. Só tem
dois termos na palavra de Deus: natural
e espiritual.
O homem natural pende paraas coisas da
carne, o homem espiritual para as coisas
do
espírito, tá? As duas vertentes aqui.
Então é nessa escolha purificadora é um
ato soberano de Deus na nossa vida passo
a passo. Espja, então comentando lá no
Salmo 4 verso 3, naquele livro Tesouros
de Davi, tá? Ele fala assim: "Os
piadosos são os escolhidos de Deus e
são, pela graça distinguidora, postos à
parte ou separados dentre os homens. A
eleição é uma doutrina que o não
renovado não pode suportar, mas que, não
obstante, é uma verdade gloriosa e bem
atestada e uma doutrina que deveria
confortar o crente quando tentado. A
eleição é garantia de salvação completa
e um argumento em prol do sucesso no
trono da graça. Aquele que nos escolheu
para si, certamente
ouvirá eh as nossas orações, tá?
É uma escolha possessiva. No Salmo 33:12
fala: "Como é feliz a nação que tem o
Senhor como Deus e o povo que ele
escolheu para lhe pertencer. Antes da
fundação do mundo, Deus selecionou um
grande número de pessoas para virem a
ser uma possessão pessoal. Ele escolheu
a nação Israel eleita para servi-lo.
Alguns dos pertencentes a Israel, um
remanescente dentro da nação, foram
também escolhidos para a salvação. E a
gente vê eh quando Pedro fala a respeito
disso aí, ele ele e chama agora todas
aqueles que que no tempo que Deus aprove
essa junção, gentios e
judeus, eh esse é o Israel de Deus. Esse
é o Israel de Deus. Isso faz-nos eh isso
ele incide em toda a nossa teologia, tá?
Então, quando muitas vezes a gente hoje,
principalmente em tempos de guerra, a
gente faz umas confusões aí, tá? O povo
de Deus, que povo de Deus é aqueles que
foram alcançados em Cristo Jesus hoje,
tanto israelitas quanto
gentios, tá? Então, às vezes a gente faz
uma dicotomia aí ainda entendendo que
Israel, nação hoje, povo lá, é, eh, é
aqueles que são completamente
protegidos, não é? O povo do Senhor,
Israel de Deus, tá? Se escolha
possessiva ainda, apesar, deixa eu ver
aqui, apesar desse versículo dizer que
Deus escolheu isoeticamente, ele se
aplica também a eleição redentora de
indivíduos e de dentro de Israel,
aqueles que ele escolheu para a
salvação. No sentido mais amplo, este
princípio se aplica aos procedimentos de
Deus para todas as nações. Deus escolheu
um remanescente de cada nação para ser
povo. ainda é uma escolha com propósito
aqui. Deus pôs seu coração nos eleitos,
eh tendo em vista o propósito especial
de que cada um dos escolhidos para a
salvação serviss no Salmo 1056 diz: "Ó
descendentes de Abraão, seus servos, ó
filhos de Jacó, seus escolhidos. Todos
os escolhidos de Deus dentro de Israel
são eleitos em parte para praticar boas
obras, as quais Deus preparou de antemão
para eles, para que eles eh a eh
realizassem, como Efésios, Efésios 2:10,
né, fala a respeito
disso. com diligente dedicação. E de
todo coração, os eleitos, quer de
Israel, quer de nações gentílicas,
encontram grande realização em fazer a
vontade de Deus e servir aqui os seus
propósitos. E ainda é uma escolha
próspera, tá? Deus escolheu os seus
eleitos para que fizesse chover sua
bondade sobre eles com prosperidade e
paz. A eleição sempre tem como seu fruto
a experiência da multiforme graça e
bondade de Deus. No salmo 106 fala: "Vem
em meu auxílio para que eu possa
testemunhar o bem-estar dos teus
escolhidos, alegrar-me com alegria do
teu povo e
louvar-te junto com a tua
herança." E por último aqui uma escolha
apaixonada. Ao fazer sua escolha
especial, Deus determinou-se a amar os
eleitos com o amor eterno. Ele pôs seus
afetos, afetos nos escolhidos na
eternidade pretérita. E esse afeto se
estenderá por toda a eternidade futura.
Jeremias 31 verso 3, parte B, fala: "Eu
amei com amor eterno, né? Por isso aí
ele fala, foi com benignidade que eu te
atraí. Da mesma forma, palavra de Deus
não mostra que esse ato de Deus nos
escolher e nos chamar não foi uma
violência. Sempre fala nesse ato como um
ato de amor, um chamado de amor. Não foi
algo assim
eh algo que que a gente possa indicar,
falar, não é a violência.
sempre está nessa base daquilo que Deus
nos chamou, né? A partir do amor. Longe
de ser uma doutrina dura, a verdade da
eleição soberana revela o amor infinito
e eterno de Deus por seus escolhidos.
Com fervente dedicação, ele pôs amor
neles antes da fundação do mundo, tá? E
a escolha ainda que é apaixonada, a W
Pink, lá naquele livro Atributo de Deus,
ele fala assim: "Que bem-aventurança é
saber que o grande santo Deus amou seu
povo antes de céus e terra terem sido
chamados à existência, que ele tinha
posto neles o seu coração desde toda a
eternidade. Uma clara prova é que o seu
amor é espontâneo, pois ele os amou
século sem fim, antes de eles
existirem." Tá? falando um pouco também
antes da gente acabar falando um pouco,
como eu disse na
história, Justino Marte, tá? Justino foi
um dos pais da igreja, reconhecidos como
eh ali na patrística. E para alguns que
vão então dizer que essa é a doutrina
que foi elaborada pelos
reformadores, não. Se você pegar essa
obra, é um diálogo entre eh Trifão, tá?
Justino escrevendo esse livro.
É, diz assim: "Não instante, Justino
mantinha a doutrina bíblica da eleição
incondicional. As escrituras afirmam que
Deus não escolhe todos para a salvação,
porém elegeu pessoas específicas para
recebê-la". Comentando sobre a eleição
graciosa de Deus, Justino escreve: "Por
volta do ano 200, no princípio, Deus
dispersou todos os homens em
conformidade com a sua nacionalidade
idioma. E dentre todas as nações, ele
escolheu para si a sua nação, uma nação
inútil, desobediente e incrédula, e
mostrou que aqueles de cada
nacionalidade que foram escolhidos têm
obedecido a sua vontade através de
Cristo. Portanto, na patrística, eh,
Justino e outros da ali do dos pais da
igreja, eles já falavam a respeito da
dessa eleição, sendo incondicional.
Na outra parte aqui, Justino ensinava
que Deus escolheu seus eleitos para ser
soberanamente, baseado eh em nada neles.
Nesse comentário do seu eh diálogo com
Trifo judeu, Justino observou que Deus
escolheu o povo de Israel, porém não
foram somente judeus que se salvaram.
Deus também elegeu pessoas dentre cada
nacionalidade. Ele escolheu judeus e os
gentios desde a eternidade pretérita
para que fosse seu povo redimido. Tá?
Então, eh, Joel Bic, né, eh, no seu
livro aqui, Vivendo para a glória de
Deus, ele diz assim: "A eleição
glorifica a Deus". O alvo de nossa
eleição é mostrarmos a glória de Deus em
todas as maneiras.
Eh, disse Calvino, de acordo com a com
os cânones de
Dort, a glorificação final dos eleitos
tem vista a demonstração da misericórdia
de Deus e o louvor de sua gloriosa
graça. E e a eleição nos faz louvar a
Deus por nossa salvação, como
escreveu-se Fergunson.
Enquanto não chegar, chegamos ao ponto
em que podemos cantar sobre a eleição de
todo coração, ainda não compreendemos o
espírito do ensino do Novo Testamento. A
eleição nos assegura que Deus é aquele
que
busca e não aquele que é buscado. Logo,
todo louvor pertence a ele. A ideia de
Sinclair
Ferguson é que nós deveríamos nos
atentar mais a isso. E se nós
compreendemos a doutrina, eh isso
deveria também permear até as nossas
canções no entendimento de saber que não
tinha nada em nós, né? Um dos das
músicas que ficaram emblemáticas por
causa dessa visão é a Ma in
Grace, né? Quando eh John Newton
escreve, ele era mercador de escravos e
ele é alcançado por Deus, ele tava no
porão do navio levando
escravos, eh, e ele é transformado.
Então ele escreve, né, graça
maravilhosa que veio a um pecador como
eu, né? Antes eu era cego, agora eu
posso ver, né? E se tornou uma um marco,
né? uma música falando sobre eleição
incondicional. Amazing Grace é
exatamente
isso. C L ainda diz: "Os amáveis
agnósticos, aqueles eh ateus, falarão
alegremente sobre o homem ou aqueles que
eh não exatamente ateu, mas aquele que
busca eh o eh ele nega, né, a questão
ali do
conhecimento. Falarão alegremente sobre
o homem buscando a Deus. Para mim, eles
estão falando sobre um rato buscando um
gato, né? É completamente impossível.
Deus me conquistou. Era o que CC falando
sobre a eleição incondicional. E ainda
aqui uma parte de um hino, né? Eh, o
hino diz assim: "Eu não escolhi a ti,
Senhor, por isso não podia acontecer,
pois isso não podia acontecer. Este
coração ainda te recusaria não me
tivesses escolhido. Do pecado que me
corrompia, tu me limpaste e me
libertaste. Há muito ordenaste-me para
que eu vivesse para ti. A graça soberana
me chamou e ensinou a minha mente. O
mundo encantava a mim, cego para as
glórias celestiais. Meu coração pertence
somente a ti. Anelo por tua rica graça.
Sabendo isto, se te amo, deves terme
amado
primeiro. Olhando então para alguns
textos bíblicos antes da gente terminar.
Tessalonicenses 2:13 fala: "Entretanto,
devemos sempre dar graças a Deus por
vós, irmãos amados, pelo Senhor, porque
Deus vos escolheu desde o princípio para
a salvação, pela santificação do
espírito e fé". Na verdade, segunda
Timóteo, capítulo 1, verso 9, que nos
salvou e nos chamou com santa vocação,
não segundo as nossas obras, mas
conforme a sua própria determinação e
graça que nos foi dada em Cristo Jesus
antes dos tempos eternos.
Por essa razão, tudo suporte por causa
dos eleitos, para que também eles
obtenham a salvação que está em Cristo
Jesus com eterna glória. Paulo servo
Tito, capítulo 1. Paulo, servo de Deus e
apóstolo de Jesus Cristo, para promover
a fé que é dos eleitos de Deus e o pleno
conhecimento da verdade segundo a
piedade, na esperança da vida eterna que
o Deus que não pode mentir prometeu
antes dos tempos eternos. Primeira
Pedro.
Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos
eleitos que são forasteiros da dispersão
no ponto Galácia, Capadócia, Ásia,
Bitinha, eleitos, segundo a presença de
Deus Pai, em santificação do Espírito
para obediência e aspersão do sangue de
Jesus Cristo, graça e paz vos sejam
multiplicadas.
Ainda Pedro, eh, para vós outros,
portanto, os que credes é a
preciosidade, mas para os discrentes, a
pedra que os construtores rejeitaram,
essa veio a ser a principal pedra
angular e pedra de tropeço e rocha de
ofensa. São estes os que tropeçam na
palavra, sendo desobediente para os que
também foram postos. Vós, porém, sois
raça eleita, sacerdócio real, nação
santa, povo de propriedade exclusiva de
Deus, a fim de proclamardes as virtudes
daqueles que vos chamou da das trevas
para sua maravilhosa luz. Vós sim que
antes não erais povo, mas agora sois
povo de Deus, que não tinha alcançado
misericórdia, mas agora alcançastes
misericórdia. Por fim, quero lembrar o
texto de
Apocalipse. Dis: "Pelejarão eles contra
o cordeiro e o cordeiro os vencerá, pois
é o Senhor dos senhores e o Rei dos
Reis. Vencerão também os chamados
eleitos e fiéis que se acham com ele."
Apocalipse 17:14.
Como eu disse, doutrina não
é essas doutrinas é para arder o nosso
coração, para encher o nosso coração de
de alegria desse ato de Deus.
Eh, falar a respeito de eleição eh
incondicional, não é não é um ato que eu
acho que nós somos chamados a debater de
forma tão
enfurecida, porque a doutrina ela pende
para outro lado, ela pende para esse
amor de Deus revelado em nosso favor,
né? Então não é não é esse o propósito.
É na verdade para mostrar que sim, se
não fosse Deus no ato da sua
misericórdia para demonstrar o seu amor,
eh ele pudesse encerrar a humanidade
caída ali na condenação. e aprove ele
para mostrar seus atos de bondade e
misericórdia, escolher alguns de todas
as nações, povos e línguas que um dia
estarão diante dele, dobrados diante de
Cristo Jesus paraa glória de Deus, de
todas as nações, como a palavra do
Senhor nos diz, eh, reconhecendo que
Cristo Jesus é Senhor. Se ele não
fizesse isso em mim e em você,
possivelmente, né, com toda certeza, nós
nunca iríamos querer servir a esse Deus.
A nossa natureza pende outro
lado. A nossa natureza, ela pende pros
desejos eh da carne, paraas
concupiscências que que estão a dos
olhos, né, e tudo aquilo que a própria
palavra de Deus nos mostra. né? E aí por
isso que, como nós vimos no texto na
quarta-feira, ele chama de filhos da
ira. Filhos da ira, né? Então essa é a
realidade. Mas quando nós nos dobramos
diante dessa verdade, aquilo que nós
podemos fazer é glorificar Deus e falar:
"Senhor, obrigado por tão grande amor,
tão grande salvação, né, de saber que
fomos alvos desse amor, mesmo a gente
não tendo nada na mão para oferecer para
Deus, falar aqui, tá, né, algo de bom
que talvez possa merecer a minha
salvação."
Que Deus nos ajude compreender. Eh, todo
esse texto vai estar anexado no vídeo no
YouTube. Qualquer dúvida também só nos
procurar. Vamos orar.
Senhor nosso Deus, nós queremos nessa
noite diante, ó Deus, daquilo que a tua
palavra nos
diz, reconhecer, ó Pai, que se fosse por
nós mesmos, nós, ó Deus, nunca
caminharíamos em tua
direção. Portanto, ó Deus, obrigado pelo
teu grande amor demonstrado a nós, ó
Deus, nos atraindo e nos fazendo, ó
Deus, povo do Senhor. Ó Deus, muito mais
nos alegramos porque que se o Senhor fez
isso conosco, nós temos a certeza que o
Senhor nos preservará até o dia de
Cristo Jesus. Obrigado, ó Deus, porque o
Senhor também tem produzido em nós, ó
Deus, uma santificação dia após dia,
mudança, ó Deus, de vida. E isso também
é obra do Senhor, ó Deus. Que o Senhor,
ó Pai, possa agir em cada um de nós por
meio do Teu Espírito Santo e que saiamos
daqui, ó Deus, alegres em nosso coração,
por saber, ó Deus, que o Senhor é um
Deus que nos ama, nos ama tanto, ó Deus,
que mandou seu filho para morrer por
nós, sendo ainda
pecadores. Obrigado, ó Deus, por tudo
isso. Nos abençoe, nos dê uma boa noite
de descanso. Essa é a nossa oração em
nome de Cristo
Jesus. Que Deus nos abençoe. Na próxima
quarta nós continuamos na nossa
caminhada. Deus nos abençoe e nos leve
em paz. M.

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