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A Revelação de Deus: Além da Filosofia

A Revelação de Deus: Além da Filosofia

A Revelação de Deus: Além da Filosofia

Explore a profunda reflexão sobre a revelação de Deus e sua relação com a filosofia no nosso novo vídeo, "A Revelação de Deus: Além da Filosofia". Através de uma análise das ideias de Descartes e a compreensão da Trindade, discutimos como a percepção de Deus vai além de conceitos abstratos, apresentando-O como uma realidade viva e atuante. Vamos entender como a auto-revelação divina nos direciona a um entendimento mais profundo de Seu caráter, justiça e bondade.

Assista, curta e compartilhe para que mais pessoas possam refletir sobre a verdadeira essência de Deus!

#RevelaçãoDivina #Filosofia #Teologia #Trindade #Deus #Espiritualidade

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Legendas automáticas:

[Música]
Quando Decart se ocupou do problema da
existência de Deus, ele acreditou ser
possível prová-la tão somente pelo
emprego da razão. Para nós, no entanto,
a existência de Deus não se constitui um
problema.
Olhando para a mesma questão, mas do
ponto de vista do discurso pastoral, a
partir da missão de Deus, somos
informados de que a trindade se revelou
como Deus e isso nos basta.
Deus não é uma abstração, um conceito,
mas uma realidade. Deus é imutável, não
por definição, mas porque ele assim se
revelou. Só há um Deus e não precisamos
que o definam para
nós. E só saberemos a respeito desse
Deus o que ele nos disser próprio. A
revelação é uma iniciativa e
prerrogativa dele. Daí por não temos que
responder à pergunta: "O que é o Deus?"
A autorrevelação de Deus não pressupõe
nosso desejo de querer
[Música]
conhecê-lo. Teríamos que ser um Deus
para responder a pergunta: o que é o
Deus? Só um Deus pode falar de outro.
Não temos essa
[Música]
prerrogativa. Se só existe um Deus e não
dois, três, etc., dependemos dele para
nos revelar qualquer coisa sobre sua
natureza e seu caráter. Certamente
existem outros seres espirituais, mas
nenhum deles está na mesma categoria de
Deus.
[Música]
Nós convivemos com anjos, demônios,
principados, potestades, mas eles como
nós também não se enquadram na categoria
da divindade. Logo, a pergunta: como se
define Deus não faz qualquer
sentido? Tudo que podemos afirmar sobre
ele é Deus. É, essa foi a resposta de
Deus a Moisés quando este perguntou:
"Qual é o teu
[Música]
nome?" A pergunta de Moisés faz sentido
porque ele estava imerso numa cultura
politeísta. Para Moisés era preciso dar
um nome para esse Deus para distingui-lo
das outras
[Música]
divindades. Implícito na pergunta está o
fato de que ele sabia de outros que eram
mencionados como deuses e estes têm
nomes. Moisés disse a Deus: "Quando eu
for aos filhos de Israel e disser: "O
Deus de vossos pais me enviou até vós e
me perguntarem: "Qual é o seu nome? Que
direi? Disse Deus a
Moisés: "Eu sou aquele que é." E disse
mais:
"Assimás o Eu sou me enviou até vós."
Êxodo 3:13 e 14.
Podemos nos
perguntar: Deus precisaria de um nome?
Dar um nome a ele só faria sentido se
Deus fosse submisso a alguém ou a um
outro Deus, ou se houvesse alguém igual
a
ele. Nomear é um ato de autoridade. Se
Deus estivesse sob o domínio ou governo
de outro Deus, este daria um nome a ele
para distingui-lo de si. ou se houvesse
outro Deus de quem o Deus que falava com
Moisés precisasse se
distinguir, como nós que precisamos de
um nome para nos diferenciar uns dos
outros. Mas com Deus não é assim. Se
existe um só e único Deus resultado da
decisão da trindade sobre como se
relacionaria com a sua criação, logo não
há a necessidade de
[Música]
nomeá-lo. Quando falou a Moisés, Deus
que só fala por meio do Cristo, tinha em
mente deixar claro que não havia outro
Deus. Era, portanto, inútil querer
dar-lhe um nome. A Moisés Deus de fato
disse: "Não há outro igual a mim. Existe
apenas um Deus. Quando você falar com o
povo, apenas diga o eu
sou me
enviou".
[Música]
Entendeu? O que podemos concluir de tudo
isso? Primeiro que a questão ontológica,
isto é, do ser de Deus, não tem lugar
num discurso pastoral a partir da missão
de Deus.
O que importa é o caráter dele, o que
diz de si mesmo e como age em relação à
sua criação. Se Deus for como Decarte o
imaginou, como puro exercício da razão,
como um teorema ou uma abstração, então
fomos deixados à deriva, sem rumo e sem
destino. Para deístas como Decart, Deus
criou tudo, mas teria se ausentado para
não mais voltar. Nossa fé, ao contrário,
é num Deus criador e sustentador, Senhor
absoluto de todas as
[Música]
coisas. Sendo a trindade tão poderosa,
porque houve rebelião?
O que a Trindade Santa apresenta como
Deus criador sepreende da revelação. Não
é o seu poder, mas o seu caráter que dá
o tom de sua conduta. Se ele tivesse
impedido a rebelião, teríamos um Deus
despótico, autocrata, suscetível a
mudanças de
[Música]
humor. Esse não é o caráter de Deus. A
rebelião diz muito sobre o caráter de
Deus.
[Música]
Diz, por exemplo, que ele é um Deus que
se compromete com a sua criação. Mesmo
quando uma de suas criaturas se rebela,
ele a
sustenta. Parece paradoxal, mas é assim
que Deus age. Seu gesto de tolerância
fala da bondade de Deus, embora essa
afirmação possa soar absurda.
A benignidade da trindade, porém, deve
ser entendida em seu contexto mais
geral, isto é, em relação à sua decisão
de como ser Deus.
Primeiro, quem quer que tivesse se
rebelado contra Deus, se a trindade
fosse Deus de forma diferente, teria
deixado de
[Música]
existir. A justiça foi satisfeita, isto
é, a consequência do pecado, o erro de
alvo da humanidade gerou a nossa morte.
Porém, o que deveria ter sido
desexistência, deixar de existir, virou
morte espiritual e física. Deus atenuou
a consequência porque nos perdoou a
priori, isto é, a partir da sua
onisciência. A humanidade errou o alvo
da sua existência. A humanidade entendeu
que ser a imagem de Deus na criação
seria poder decidir sobre o que seria
bom ou mal para si e para a criação.
Porém, ser imagem e semelhança de Deus
seria demonstrar pela unidade a toda a
criação a realidade da unidade das três
pessoas eternas, que sendo cada qual em
si mesma, decidiu estar uma na outra em
perfeita unidade para se tornar o Deus,
criando em si mesma o
universo em toda a sua extensão e
conteúdo para se relacionar com este a
partir do relacionamento com a
[Música]
humanidade. Trindade que seria adorada
como Deus do universo pela humanidade, o
que faria do planeta Éden lugar de
delícias, o lugar da adoração ao Deus
eterno em todo o universo. A redenção
por nova criação nos foi oferecida.
Quando morreu e ressuscitou a mais de
dois milênios, Jesus de Nazaré, o
Cristo, manifestou seu sacrifício e
vitória assumidos antes que houvesse
tempo em nosso favor, promovendo a
redenção, a vitória sobre o nosso erro.
Vitória esta decidida pela trindade
antes da criação de todas as coisas para
nos regenerar. E no entanto, eram nossas
enfermidades que ele levava sobre si, as
nossas dores que ele carregava.
Mas nós o tínhamos como vítima, ferido
por Deus e humilhado. Mas ele foi
trespassado por causa das nossas
transgressões, esmagado em virtude de
nossas
[Música]
iniquidades. O castigo que havia aqui de
nos trazer a paz caiu sobre ele. Sim,
por suas feridas fomos curados. Ele não
morreu para pagar pelos nossos pecados,
mas para vencer onde fomos derrotados e
assim livrar-nos dos nossos pecados pela
transformação de nossa natureza humana.
O caráter divino não é revelado pelo
nosso discurso sobre Deus, mas pelos
atos de Deus, sempre lembrando que a
inspiração que gerou as Escrituras
Sagradas é ato
divino. Deus não se manifesta, portanto,
a partir do que dizemos dele, mas o que
ele revela de si quando age são seus
atos que nos dizem como ele se
[Música]
apresenta. Quando pensamos em Deus,
temos que nos livrar da perspectiva
meramente ontológica que reduz Deus a um
ente metafísico. O que Deus decidiu
manifestar, seu caráter e seus
atributos. já está dado na revelação que
fez de si. Daí o despropósito de se
procurar por provas ontológicas de
[Música]
Deus. Isso seria reduzi-lo,
transformá-lo numa necessidade lógica.
Decart e depois dele Kant operou a
redução de Deus a uma necessidade
lógica.
Em Kante temos os imperativos
categóricos e as três críticas. Decarte
remeteu tudo a Deus, Kant a máquina. Não
é que com Cante Deus deixa de servir
como uma causa necessária, hipótese
tampão, mas que pouco a pouco ele vai
fugindo da necessidade de Deus como
explicação para as ideias inatas, até
que Deus seja descartado por ser
[Música]
obsoleto. A filosofia não precisa mais
de Deus, pode virar-se sem ele. Como
notou Bon Hoffer num mundo tornado
adulto, o ser humano superou a
heteronomia. De fato, teonomia seria um
termo mais preciso e assim conquistou a
desejada autonomia.
Num mundo assim autônomo, Deus deixa de
ser uma hipótese operacional. Deus está
morto e não sentimos a sua
falta. Num assim, Deus foi conspurcado,
passou a categoria de fenômeno
classificável, analisável, descartável.
A Bíblia, porém, parte de outros
pressupostos.
Ela simplesmente afirma: "A trindade é e
historicamente decidiu relacionar-se com
sua criação, tornando-se por definição,
o Deus da criação, uma vez que a
criatura só pode responder ao criador
que decidiu se relacionar com ela
adorando o criador, agora Deus".
[Música]
Não precisamos passar atestado de
indigência intelectual para admitir
isso. Trata-se apenas de uma
constatação. A partir daí, passamos a
nos perguntar como Deus se manifesta,
qual o seu caráter e como ele age. O
Deus cristão é um Deus que age na
[Música]
história. A Bíblia mostra a todo tempo o
agir de Deus na história, na história do
povo de Israel, que estava sob o julgo
dos egípcios, na história do povo sírio
que Deus trouxe de Kir. Na história dos
filisteus, que ele trouxe de Caftor. Na
história dos cananeus, quando Deus os
julgou, Deus levantou profetas, salvou
homens, libertou nações, condenou
opressores, conclamou os homens ao senso
de equidade, tomou o partido dos
despossuídos. Esse é o caráter de um
Deus que age salvando, libertando,
julgando, acolhendo, protegendo e
[Música]
saciando. É a partir do seu agir no
passado que podemos saber como Deus
agirá hoje e no futuro, de que lado ele
está e o que exige do ser humano. Nossa
conversão não consiste em afirmar a
existência da trindade, mas a partir da
apresentação da trindade como Deus,
consiste em agir de acordo com o caráter
assumido e comunicado pela trindade,
como Deus na história, o que ele revelou
de si nessa
história. A mera confissão da fé em sua
existência não significa lá grande
coisa, porque até os demônios creem e
estremecem. Tiago
2:19. O desafio que temos diante de nós
é conciliar fé com ação. Tu tens fé e eu
tenho obras. Mostra-me a tua fé sem
obras, que eu te mostrarei a fé pelas
minhas obras. Tiago
2:18. Para muitos, Deus é apenas um ente
metafísico, muito bem descrito, desse
analisado. Um Deus assim não afeta
ninguém, não muda nada e nada tem a nos
dizer.
Reduzido a uma ideia, Deus é descrito,
mas não crido, disseado, mas não
honrado, estudado, mas não amado,
perscrutado, mas não
adorado. Deus, como ente filosófico
torna-se uma necessidade lógica, uma
explicação, um axioma.
[Música]
O Deus das Escrituras manifesta-se como
pessoa, marcado pelo seu caráter, que é
todo amor, promotor da unidade e
justiça, promotor da
equidade. Quando falamos lá atrás sobre
os atributos de Deus e a partir da
pretensa classificação incomunicáveis e
incomunicáveis, queríamos ressaltar o
seu caráter, o modo como ele
[Música]
age. A filosofia e a teologia natural se
ocuparam por séculos dos atributos ditos
incomunicáveis, infinitude,
imutabilidade, eternidade e assim por
diante de Deus. Porém, a despeito do
valor científico dos seus resultados,
nada acrescentaram ao nosso conhecimento
de
Deus. Por quê? simplesmente porque os
atributos de Deus já estão dados com a
sua
[Música]
autorrevelação. Deus já se revelou como
aquele que é, como eu sou.
Ontologicamente, Deus já está definido
na revelação que fez de si aos homens. É
inútil, portanto, todo esforço para
especular sobre Deus e seu

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