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A fé vem pelo ouvir

Alegria em Meio a Lutas – Lucas Previde

Alegria em Meio a Lutas – Lucas Previde

Alegria em Meio a Lutas – Lucas Previde

O que significa viver de modo digno do evangelho de Cristo? Descubra a alegria verdadeira que a cruz nos proporciona, mesmo em meio às lutas, e como podemos viver unidos, firmes na fé e comprometidos com a nossa cidadania celestial.

INFORMAÇÕES:
Pastor: Lucas Previde
Passagem: Filipenses 1.27-30
Série: A Alegria da Cruz
Pregação número: 3 de 12

#ipsantoamaro #presbiteriana #alegriadoevangelho #alegrianoevangelho #vidaeministériocristão #espiritualidade

CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução
02:17 – Alegria em Cristo
06:47 – Viver de modo digno do evangelho
13:08 – Permanecer firmes e unidos
16:41 – Prática da união na fé
19:30 – Luta conjunta pela fé
22:58 – Lutar juntos pelo evangelho
25:55 – As portas do inferno não prevalecerão
30:30 – União com Cristo e seu sofrimento
36:40 – Vida cristã e batalhas espirituais
40:00 – Alegria em sofrer por Cristo
42:49 – Oração

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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)

Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001

Legendas automáticas:

Nesta noite, nós daremos continuidade à
nossa série de exposições bíblicas na
carta de Paulo aos Filipenses. Convido
você a abrir a sua Bíblia na carta de
Paulo aos Filipenses. Hoje nos ateremos
ao capítulo 1, versos de 27 a
30. Estamos na série sobre a alegria da
cruz, a alegria verdadeira que a cruz de
Cristo nos traz.
E nessa noite iremos meditar sobre a
alegria em meio à
lutas. A alegria que podemos
experimentar em meio a
lutas. Acompanhe comigo a palavra do
nosso Deus. Filipenses capítulo 1, verso
de 27 a 30.
Acima de tudo, vivam de modo digno do
Evangelho de Cristo, para que ou indo
até aí para vê-los ou estando ausente,
eu ouço a respeito de vocês que estão
firmes em um só espírito como uma só
alma, lutando juntos pela fé do
evangelho e que em nada se sentem
intimidados pelos
adversários, pois o que para eles é
prova evidente de perdição, para vocês é
sinal de salvação. Isto da parte de
Deus, porque vocês receberam a graça de
sofrer por Cristo e não somente de crer
nele. Pois vocês têm o mesmo combate que
viram em mim e que agora estão ouvindo
que continuo a ter. Até aqui a palavra
do nosso Deus. Vamos
orar. Santo e eterno Deus, diante de ti
nos
colocamos certos, ó Pai, de nossa
insignificância.
incapacidade de compreendermos aquilo
que o Senhor tem para nós, se não for
por revelação do Teu Santo
Espírito. Pedimos, Senhor, que o Senhor
fale aos nossos corações. O Senhor
conhece, ó Pai, aquilo que precisamos e
certamente por meio de Cristo Jesus
podemos nos achegar a isso. Confiamos na
inerrância da tua palavra e no poder que
ela tem para nossa vida. Em nome de
Jesus que nós oramos. Amém. Amém.
Conforme dito, nós estamos estudando a
carta de Paulo aos Filipenses, que é uma
carta de encorajamento à alegria por
parte de alguém que tinha tudo para não
se
alegrar. Recordando, Paulo está preso
sem a menor
perspectiva ou esperança de sua soltura.
E mesmo assim, o apóstolo Paulo
constantemente exorta os seus irmãos da
terra de Filipos a se alegrarem como ele
está se
alegrando. E por diversas vezes ele
exorta,
encoraja. A carta de Paulo aos
Filipenses nos ensina sobre como a vida
cristã nos proporciona alegria do começo
ao fim.
Desde o momento em que abrimos os nossos
olhos, em que o Senhor desperta em nosso
espírito a certeza de sermos salvos em
Cristo Jesus até o dia em que nos
encontraremos com ele. Sim, a alegria
cristã é uma alegria do começo ao fim,
do momento de nossa conversão até o
momento em que nos encontraremos com
nosso Senhor Jesus Cristo, quer seja na
sua vinda ou quando ele nos chamar no
tempo que assim desejar. E por isso, a
nossa
alegria reside não nas circunstâncias
que estão ao nosso redor, mas na certeza
de quem Cristo é e o que ele realizou em
nossa vida.
O apóo, o apóstolo Paulo nos encoraja,
assim como encoraja os irmãos de Filipos
a pensarem nessa realidade de que a
nossa alegria deve residir em Cristo,
quer seja no passado, no presente ou no
futuro. E ele nos encoraja mostrando que
ele vivia isso na sua própria carne.
Veja, por exemplo, que nesta carta, no
capítulo 1, no verso 12 ao 13, ele fala
como a alegria dele está em Cristo no
passado, quando diz: "Quero ainda,
irmãos, que saibam que as coisas que me
aconteceram t contribuído para o
progresso do evangelho, de maneira que
toda a guarda pretoriana e todos os
demais sabem que estou preso por causa
de Cristo."
Paulo compreendia que aquilo que ele já
havia passado e que resultava na glória
de Cristo, no progresso do evangelho,
era motivo de
alegria. Paulo se alegra também no tempo
presente, ainda no capítulo 1, no verso
14 ao 18, quando diz: "E os irmãos, em
sua maioria, estimulados no Senhor por
minhas algemas, ousam falar a palavra
com mais coragem. É verdade que alguns
proclamam Cristo por inveja e
rivalidade, mas outros o fazem de boa
vontade. Esses o fazem por amor, sabendo
que estou incubido da defesa do
evangelho. Aqueles, porém, pregam Cristo
por interesse pessoal, não de forma
sincera, pensando que assim podem
aumentar meu sofrimento na prisão. Mas
que importa? Uma vez que, de uma forma
ou de outra Cristo está sendo pregado,
seja com fingimento, seja com
sinceridade, também com isso me alegro.
Sim, sempre me alegrarei. E no futuro,
ainda no capítulo 1, no verso 20, o
apóstolo Paulo diz: "Minha ardente
expectativa é a
esperança. Minha, perdão, a minha
ardente expectativa a esperança é que em
nada serei envergonhado, mas que com
toda a ousadia, como sempre, também
agora, Cristo será engrandecido no meu
corpo, quer pela minha vida, quer pela
minha morte."
O apóstolo Paulo sabia que a sua alegria
em Cristo Jesus deveria permear todas as
áreas da sua vida, o passado, o
presente, o futuro. E por isso ele
começa este trecho falando aos seus
irmãos e a nós acima de tudo, vivam de
modo digno do evangelho de Cristo.
Afinal de contas, o que é viver de modo
digno do evangelho?
O que seria viver de modo digno do
evangelho se não viver a vida plenamente
à luz de
Cristo? Passado, presente, futuro. Ter
Cristo como aquilo que mais procuramos e
com que mais nos preocupamos em nossa
vida.
a alegria da cruz
transbordando e alcançando todas as
áreas de nossa vida. Por isso essa
passagem, esse trecho começa com acima
de tudo. Grife ou marque na sua Bíblia
isso, se você assim puder. Acima de
tudo, Paulo está dizendo, olha, de todas
as coisas que possam existir, de todas
as coisas pela qual você tem que se
preocupar, acima de todas essas
coisas, se preocupe em viver de modo
digno com o evangelho. Dentre todas as
coisas, a mais importante é que a sua
vida seja encontrada de acordo com
aquilo que Cristo lhe proporcionou a
viver. Cantamos, professamos que Cristo
nos deu uma nova vida. Que bom. E agora,
como viver esta vida?
a luz daquele que me
concedeu, a luz daquele que me trouxe
das trevas para sua maravilhosa luz. Ou
seja, não sou eu mais quem vivo, mas
Cristo que vive em mim, no trabalho,
dentro de casa, no trânsito, na escola,
na faculdade, na igreja. Não mais eu,
mas Cristo, que agora vive em mim. Em
outras palavras, o apóstolo Paulo nos
chama a viver um cristianismo com ser de
Cristo. Isso. Viver um cristianismo com
ser de Cristo é viver segundo aquilo que
Cristo nos conquistou para
vivermos. Por isso que Paulo não diz só
acima de tudo, mas também ele coloca a
expressão vivam. E novamente, se você
puder, grife essa palavra.
Essa palavra não significa para você
simplesmente viver. Esta palavra não
carrega consigo apenas uma
superficialidade, mas a tradução mais
profunda ou mais abrangente desta
palavra poderia ser: "Pórtem-se como
cidadãos".
Isso era algo muito importante, muito
importante nessa época, principalmente
para a mentalidade romana, a qual Paulo
estava inserido, estava preso em Roma.
Este
vivão pode ser traduzido e deve ser
traduzido para ser aplicado desta forma:
portem-se como
cidadãos dignos do
evangelho. Não é simplesmente viver a
vida de uma forma sem pensar, mas é ajam
em conformidade com a sua
cidadania. Ser um cristão é estar em
constante conflito entre reinos.
Ser um cristão é estar em constante
conflito por pertencer a um reino e
estar inserido em outro, pertencer ao
reino dos céus e ainda estar no reino de
homens. Mas compreender a nossa
cidadania, compreender quem somos, nos
conduz a viver de modo digno do
evangelho de Cristo Jesus.
É uma constante luta contra ataques à
nossa fé.
pertencer a um reino, estar em outro
reino e ser atacado pelos seus súditos,
ter a nossa fé atacada
constantemente, mas compreendendo que
acima de tudo nós devemos agir conforme
a nossa cidadania, segundo a nossa
pátria. E eu sei que nos últimos dias,
anos, nós brasileiros temos cada vez
mais nos afastado desse sentimento de
que é
pátria. Mas não se preocupe, pertencemos
a uma outra
pátria. Uma pátria a qual deveríamos
compreender quão gloriosa é fazer parte
do povo de Deus, mesmo sob ataques e
ataques em o mundo ao qual não
pertencemos. A nossa fé é constantemente
atacada. E esta fé atacada, que é o
instrumento pelo qual nós vamos nos
defender. Vejam, quando a nossa fé é
atacada, a única coisa a qual precisamos
recorrer é a nossa própria
fé. A fé em quem somos, por quem fomos
transformados. Não devemos retroceder à
nossa fé quando atacada.
Não devemos buscar
alternativas, não devemos ceder à nossa
cidadania. Não devemos negar, não
devemos abrir mão de nossa
cidadania. Não devemos querer ter dupla
cidadania.
Não devemos olhar para este
reino e nutrir simpatia por ele. Quão
triste é vermos
quando cristãos começam a nutrir
simpatia pelo reino a qual não fazem
parte.
Quando famílias começam a conduzir a sua
vida, muito mais contentes e satisfeitas
com com os padrões deste
reino, jovens cada vez mais
desejando se parecer cada vez mais com
este reino do que com a pátria a qual
fazem parte, buscando falar, se vestir,
agir conforme aqueles que fazem parte
deste reino a qual nós não fazemos.
Quão triste é ver quando os ataques à
nossa fé se
sobrepõe a firmeza que deveríamos ter
nessa fé. Não alcançamos a maturidade
cristã quando deveríamos alcançá-la,
mesmo enquanto estamos longe de casa.
Estamos longe de casa, mas isso não nos
impede de cada vez mais
crescermos em fé, em fortalecer a nossa
fé.
No entanto, o fato de estarmos longe de
casa não significa que estamos sozinhos.
Pelo contrário, o apóstolo Paulo nos
lembra que esta batalha não é uma
batalha individual, mas é uma
batalha travada pelo corpo de Cristo,
pela igreja de Cristo. Por isso, o
primeiro ponto que eu gostaria que nós
refletíssemos nessa noite é a
necessidade de permanecermos firmes e
unidos. na defesa da fé, firmes em um só
espírito. Veja, acima de tudo, vivam de
modo digno do evangelho, para que ou
indo até aí para vê-los ou estando
ausente, eu ouço a respeito de vocês que
estão firmes em um só espírito. Embora a
palavra que espírito esteja em letra
minúscula, certamente o apóstolo Paulo
não está querendo dizer, como nós usamos
ah nos dias de hoje, espírito
simplesmente uma questão de sentimento.
Nossa, aquela pessoa tá com um espírito,
tá? ou espírito querendo traduzir
simplesmente sentimento. Não. Eu creio
que o apóstolo Paulo aqui está dizendo
que ele reforça no capítulo 4 dessa
mesma carta, no verso um, na folha ao
lado, quando ele diz, capítulo 4, verso
1. Portanto, meus amados irmãos, de quem
tenho muita saudade, vocês que são a
minha alegria e coroa, sim, meus amados,
permaneçam deste modos firmes no
Senhor. Esta firmeza e unidade não está
relacionada à empatia que podemos nutrir
entre nós. Não, não é empatia por
questões em comum, até porque as coisas
mudam, as nossas circunstâncias mudam. O
apóstolo Paulo nos ensina que esta
unidade é estabelecida além do que
somos, pois ela foi instituída para que
fôssemos o que somos. Deixa eu
repetir. A nossa unidade como corpo de
Cristo vai para além do que nós somos.
Ela é constituída por algo que nos faz
ser aquilo que somos em Cristo Jesus.
Não somos nós que produzimos a nossa
unidade. Não somos nós que queremos
nutrir e abençoar a nossa unidade, senão
antes o poder do Espírito Santo
trabalhando em sua
igreja. Esta unidade vai além da
empatia, pois é formada e consolidada na
essência do que somos enquanto povo de
Deus.
O Senhor não requer empatia entre
nós, porque ele produz essa empatia por
meio de Cristo Jesus. Vivam em um só
espírito como uma só
alma. A nossa unidade como cristãos,
como corpo de Cristo, como igreja,
especificamente aqui, a Igreja
Presbiteriana de Santo Amaro, vai muito
mais além.
de gostos, de empatia, de
afinidades. Devemos ser
constituídos naquilo que é mais
profundo em alma, irmãos, de alma, uma
só alma, a necessidade constante, a
necessidade de permanecermos firmes e
unidos.
Embora a carta de Paulo aos Filipenses é
carregada de elogios a estes irmãos,
parece, parece que havia essa
necessidade de exortá-los a buscarem
firmeza na
unidade. Vejam só, por exemplo, no
capítulo 2, no verso de 3 a 4, quando
Paulo diz: "Não façam nada por interesse
pessoal ou vaidade, mas por humildade,
cada um considerando os outros
superiores a si mesmo, não tendo em
vista somente os seus próprios
interesses, mas também o dos outros.
Parece que nesta igreja havia de alguma
forma ah interesse ou uma
propensão para a busca de aceitação ou
de vangloriação. E ele faça, não façam
nada por interesse pessoal. E nós vamos
entender um pouco mais do que Paulo está
falando no final dessa carta, no
capítulo 4, no verso 2 a 3, quando ele
diz: "Peço a Evódia e peço a Ctic que no
Senhor tenha o mesmo modo de pensar.
E peço também a você, fiel companheiro
de julgo, que auxilie essas mulheres,
pois juntas se esforçaram comigo no
Evangelho, juntamente com Clemente e com
os demais cooperadores meus, cujos nomes
se encontram no livro da vida. Aqui
parece que Evod, aí síntic
trabalhavam arduamente na obra,
auxiliavam, se
esforçavam, mas que não se bicavam.
E Paulo diz: "Olha, elas são irmãs que
cooperam para a obra, mas elas precisam
ter o mesmo modo de pensar." E aqui nós
não estamos falando em afinidade. Ele
está voltando aquilo que ele já disse.
Um só espírito, uma só alma. Como é
triste ver pessoas trabalhando a com
afinco na nossa igreja ou na igreja de
Cristo, trabalhando, se desenvolvendo,
colocando ao serviço, mas ainda com
problemas de relacionamento com outros
irmãos.
é incoerente, não é
lógico. Eu trabalho, eu sirvo, mas eu
não consigo perdoar ou pedir perdão para
aquele irmão que caminha comigo nesta
mesma
jornada. Às vezes estamos arrumando as
mesas, fazendo preparativos, decoração,
pensando num evento, colocando todos os
nossos esforços para a obra do Senhor,
mas não conseguimos nos reconciliar.
Por isso o apóstolo Paulo diz: "Sejam
firmes em um só espírito, em uma só
alma, porque estamos nessa batalha
juntos.
A luta pela defesa do evangelho. Vejam,
enfirmes em um só espírito, com uma só
alma, lutando
juntos, lutando combate. Ao final do
nosso trecho, ele voltará a falar sobre
combate. Paulo expressa uma linguagem
militar neste nesta nessa
perícope. Lutando juntos. Sim, é uma
luta constante pela defesa, pela
manutenção do evangelho neste mundo
caído. E a verdade é que um soldado
nunca luta a sua própria batalha.
Um soldado nunca vai paraa guerra para
lutar a sua própria batalha, mas para a
batalha daqueles que estão indo com
ele. Um
propósito. É certo que essa passagem
deve ser aplicada a cada um em sua
individualidade, mas ela deve ser
aplicada com objetivo de
transportar-nos para a compreensão
corporativa da nossa vida em Cristo.
Você já deve ter ouvido essa expressão,
né? o mundo corporativo ou
corporativismo, que nada mais remete a
fazer parte de um
corpo. Claro que essa palavra deve
encontrar abrigo no coração de cada um
de nós, mas ao encontrar este abrigo nos
conduzir a olhar para o que fazemos
parte ou do que fazemos parte ou para o
que fomos conquistados a fazer parte.
Ser parte do povo de Deus é ter a
alegria de ter ao seu lado pessoas que
lutam pela mesma
fé, que vivem e se alimentam e são
fortalecidas, independente de suas
diferenças ou algumas opiniões, gostos,
perfis, condição
financeira. Eu não estou falando aqui
que nós devemos abrir mão daquilo que
Deus diz que é certo e errado, que
muitas igrejas fazem.
Viva as diferenças, viva a pluralidade.
E se esquecem que Deus nos chamou para
uma só realidade, a realidade da
santidade como corpo de
Cristo. Afinal, durante uma batalha, o
que mais
importa se você estivesse numa batalha
lutando ao seu lado, o que mais importa
é se o soldado que está ao seu lado
canta bem ou cozinha bem.
O que importa é se ele está lutando pela
mesma causa que
você, se ele está caminhando na mesma
batalha a qual você está
caminhando. Não são as nossas
particularidades, mas aquilo que nos
constituiu como corpo que nos faz
permanecer firmes, lutando, lutando pela
defesa do evangelho juntos, juntos. Não
se trata de termos algo que encontramos
em comum, mas algo do que nos fez
comuns. Não é o que eu tenho de comum
você, mas é o que me fez ser alguém em
comum com você.
Cristo. Cristo, o cabeça da igreja a
qual nós somos membros, a qual fazemos
parte, se é que fazemos parte.
E por isso o apóstolo Paulo, a palavra
de Deus, nos exorta a sermos firmes,
constantes nesta luta, juntos.
Por isso, o segundo ponto que eu
gostaria que nós pensássemos nessa
noite, se o primeiro foi a
necessidade, o segundo é como como lutar
juntos pelo evangelho e para o
evangelho, juntos pelo evangelho que
realizou em
nós, a saber, a nossa salvação, juntos
por aquilo que nos fez um só, a salvação
em Cristo Jesus, juntos para o
evangelho,
Porque ele nos capacita a fazer o que
devemos
fazer. Um com
vocês pela salvação em Cristo Jesus,
para que juntos proclamemos o evangelho
a este mundo a qual não fazemos parte.
Juntos em santidade, em comunhão, em
exortação, em
disciplina, caminhando em um só
espírito, em uma só fé, é experimentar
juntos a salvação destinada à aqueles
que foram comprados pelo sangue de
Cristo Jesus. É não sermos intimidados
por aqueles que nos atacam ou atacam a
nossa fé. Vejam só que o apóstolo Paulo
diz: "Juntos pela fé do Evangelho e que
em nada se sentem intimidados pelos
adversários." E aqui, se você puder,
grife ou marque a palavra
intimidad. Essa é uma palavra utilizada
também para
debandada, seja no âmbito militar. Você
já deve ter visto em algum filme quando
o exército está perdendo e alguém toca
uma corneta ou grita
retirar e todo mundo sai
correndo ou mesmo num rebanho, num
coletivo de animais. Não vou me arriscar
aqui a falar os coletivos para não
passar vergonha.
Quando um a
manada se vê ameaçada e cada um sai
correndo pro seu canto, Paulo está
dizendo: "Olha, se vocês continuarem
sendo firmes em um só espírito, em uma
só alma, lutando, vocês não precisam se
intimidar, vocês não precisam debandar
quando a fé de vocês forem atacada.
Não podemos baixar a guarda. Não podemos
nos assustar ou deixarmos de proteger
uns aos
outros. O inimigo certamente não se
alegra em ver a igreja de Cristo firme
em um só espírito, em uma só alma,
lutando pelo
evangelho. Nossa força não está naquilo
que podemos fazer, mas naquilo que fomos
capacitados a fazer em Cristo Jesus. Eu
e você, capacitados em Cristo Jesus,
para lutarmos juntos, firmes pela mesma
fé, defendendo o
evangelho. Em nossa firmeza e unidade
pela luta do evangelho, as portas do
inferno não prevalecerão. Hoje de manhã,
nós podemos discutir um pouco sobre esta
expressão na sala de novos membros e que
constantemente é interpretada de uma
forma
errônea. Quando você ouve essa expressão
que o próprio Senhor Jesus Cristo disse
em
Mateus capítulo 16 15 a 9, quando ele
diz assim: "E vocês, quem dizem que eu
sou?" Jesus falando com seus discípulos.
Respondendo, Simão Pedro disse: "O
Senhor é o Cristo, o Filho do Deus
vivo".
Então Jesus lhe afirmou: "Bem-aventurado
é você, Simão Bar Jonas, porque não foi
carne e sangue que revelaram isso a
você, mas meu Pai que está nos céus.
Também eu lhes digo que você é pedre e
sobre esta pedra edificarei a minha
igreja e as portas do inferno não
prevalecerão contra ela, contra a
igreja. Eu lhe darei as chaves do reino
dos céus. O que você ligar na terra terá
sido ligado nos céus e o que você
desligar na terra será sido desligado
nos céus.
E aqui quando o nosso Senhor Jesus
Cristo diz que a porta, as portas do
inferno não
prevalecerão contra ela, contra a sua
igreja, normalmente nós temos a
tendência de achar que é o inimigo
atacando a igreja.
Normalmente essa passagem, não sei se
você já ouviu, é utilizada para dizer
que o inimigo não vai vencer a igreja no
sentido de que a igreja irá resistir.
Mas a realidade é que Jesus está dizendo
sobre o avanço da igreja sobre as portas
do inferno. Porta não ataca, portão não
ataca.
O que o Senhor Jesus Cristo está dizendo
que a firmeza, a unidade, a luta pela
fé não produz o sentimento de
intimidação na igreja, mas sim
encorajamento para prosseguirmos
atacando as portas do inferno, pois elas
não
prevalecerão. Mas isso só será possível
em uma igreja que compreende, onde cada
membro compreende o seu papel, a sua
necessidade de lutar por essa unidade,
pela firmeza, pelo único só espírito,
por uma única só alma. E confessar que o
Senhor é Cristo, filho do Deus vivo. É
sob.
Eu,
você, é isso que nos une e não só nos
une, é isso que não nos
separa. Você já pensou nisso que o amor
de Cristo, o seu sacrifício na cruz, não
somente nos uniu, como é aquilo que
impede que sejamos separados?
Com bem isso faria a nossa vida para
resolvermos conflitos dentro da nossa
própria casa, na casa do nosso
pai. A morte de Cristo só não nos uniu,
mas nos impede que sejamos
separados. Não se trata de gostos, de
costumes, de preferências, mas aquilo
que fomos feitos em Cristo Jesus.
Essa batalha que enfrentamos juntos é o
sinal da nossa salvação enquanto prova
da perdição àqueles que nos atacam. Pois
o que para eles é prova evidente de
perdição, para vocês é sinal de
salvação. E isto da parte de Deus. Verso
28.
Essa luta, esse
engajamento, essa necessidade constante
de se tornar firme em
unidade da parte de Deus é um sinal da
nossa salvação e da perdição àqueles que
ousam atacar o povo de
Deus, que ousam
atentar contra o povo de Deus. Sim.
Pois aquilo que pelo que lutamos não
parte de nós, mas provém do nosso
Senhor. E esse é o terceiro ponto que eu
gostaria que nós pensássemos nessa
noite, a necessidade da nossa união, a
luta pelo evangelho e para o evangelho.
E por último, nossa união em Cristo
também nos une ao seu sofrimento. E isto
é uma
dádiva. A nossa união em Cristo nos une
ao seu sofrimento. E isso é uma dádiva,
uma bênção. Porque vocês receberam,
verso 29, porque vocês receberam a graça
de sofrer por Cristo e não somente de
crer. Não somente crer, mas sofrer. Não
somente professar, mas experimentar. Não
somente dizer sobre Cristo, mas ter
Cristo em
nós. Sofrer por manter-se firme, lutando
pelo evangelho contra tudo e contra
todos que o rejeitam. Sim. Não se trata
apenas de crer ou professar, mas de
estar
plenamente alegres em sofrer por
Cristo. Alegres em sofrer por Cristo é
compreender que estamos no mesmo combate
que nossos irmãos, espalhados por toda a
face da Terra.
Às vezes me parece que vivemos tipos de
cristianismo, como se tivesse uma
hierarquia ou distinção daqueles irmãos
que estão sofrendo na China, no Oriente
Médio. E parece que às vezes eu olho e
não é o mesmo cristianismo que nós
vivemos. Claro, não somos
perseguidos, mas deveríamos estar
lutando pela mesma
causa ou deveríamos estar lutando pela
unidade em um só espírito, em uma só
alma, da mesma
forma, porque não são as circunstâncias
que nos fazem igreja.
Não é o fato de sermos
perseguidos que deveria nos fazer nos
importarmos uns pelos outros ou em
lutarmos juntos por esta fé. Mas como eu
disse, parece que cada vez mais, por
algumas vezes, nos adequamos a este
reino e nos satisfazemos com que ele nos
oferece. esquecemos, volto a dizer, que
não somos cidadãos desta
pátria. Vivam conforme a sua
cidadania. E de forma alguma e de forma
alguma devemos esperar menos do que
sofrer, pois este reino não suporta o
reino da luz.
Aqueles que rejeitam Cristo Jesus não só
o rejeitam, como não suportam aqueles
que o
seguem. O mundo não vai se satisfazer em
nos
ignorar, mas irá
constantemente nos atacar.
Precisamos compreender que estamos no
mesmo combate que nossos irmãos
espalhados pela
face e durante os séculos que se
passaram e os séculos que
virão. Como aqueles irmãos do futuro
olharão para a nossa vida
hoje? O quanto seremos importantes para
encorajar irmãos de fé que viverão daqui
a 30, 20, 50, 100 anos?
O quanto as nossas crianças, os nossos
filhos olham para nós e se
encorajam a amar a igreja, a viver por
ela, a se dedicar uns pelos outros. Não
precisamos ir tão
longe. Como a belo ver às vezes uma
criança chorando porque não quer ir
embora. Eu sei que é pela brincadeira na
maioria das
vezes, ou quantas vezes, por algum
motivo, nós dizemos que não vamos ao
culto e as crianças abrem aquele
berreiro em casa e você se sente o maior
dos pecadores porque a criança está
chorando porque quer ir à igreja e por
algum motivo você não
foi. Mas vejam, isso é uma semente que
deveria ser nutrida, porque crianças
crescem,
envelhecem e se tornam isso
aqui. Mas como nós estamos ensinando os
nossos filhos e os nossos pequeninos a
amar a igreja a qual eles fazem parte?
Compartilhamos da nossa fé com eles, nos
importamos com a fé dos nossos
pequeninos no que eles estão
crendo. Nos importamos em lutar a fé dos
nossos pequeninos que estão sendo
atacados, os nossos jovens que
constantemente entram, sentam, vivem
nessa igreja e saem. O quanto eles não
estão sendo atacados, o quanto a sua fé
não está sendo abalada.
E muitas vezes nós não nos preocupamos
em estar lutando
juntos. Novamente trazendo analogia de
uma batalha. Se nós estivéssemos numa
batalha realmente sendo atacados, a
primeira coisa que acontece em uma
batalha real é entregar armas para
qualquer um. Não importa a idade,
mulher, homem, vô,
criança, unidos em um só espírito, em
uma só alma, prontos para sofrer por
Cristo e não só pronto, mas
alegres, é de alguma
forma conseguir se
conectar com aquilo que Paulo viveu.
Sim, o nosso irmão Paulo, o nosso irmão
apóstolo
Paulo, se alegrar no tempo presente, em
2025 por sofrer por Cristo, é de alguma
forma se conectar com o nosso irmão que
viveu há quase 2000 anos atrás na sua
mesma
alegria. Você já parou para pensar que
essa mesma alegria que Paulo tem e está
compartilhando com os irmãos de Filipos
é a mesma que pertencem a nós? Podemos
nos alegrar na mesma alegria que o nosso
irmão Paulo sentia em suas
cadeias? Isso nos
encoraja, ou deveria nos
encorajar a lutar pelo evangelho juntos
como igreja.
Veja como em poucos versos o apóstolo
Paulo enfatiza a realidade de que a vida
cristã será uma vida em meio a batalhas,
luta, combate, em defesa pelo evangelho.
E saiba disso. Você foi chamado a sofrer
pelo evangelho de
Cristo. Mas não só sofrer, se alegrar
por
isso, se alegrar por sofrer pelo nome de
Cristo, mas não sofrer
sozinho. Essa batalha não é para você
lutar sozinho, sofrer junto com todos
aqueles que foram conquistados para a
mesma família. Quando olhamos para a
história da igreja ao longo dos
séculos, nós vemos a constante
luta pela defesa do evangelho. Irmãos
sofrendo, sendo entregues à
morte. E com isso nós notamos que uma
coisa é certa. Não é comum desfrutarmos
de calmaria enquanto nos mantemos firmes
pela defesa do evangelho. O que eu estou
querendo dizer que não é comum na
história da igreja ela viver num tempo
de calmaria enquanto ela luta defendendo
o
evangelho. trazendo pros dias de hoje,
devemos estranhar tempos de
calmaria e
perguntar o quanto estamos nos
esforçando para a defesa do
evangelho ou quanto estamos simplesmente
preocupados em nos mantermos no nosso
lugar sem causar
confusão. Eu não estou dizendo aqui para
sairmos causando confusão, não.
Por consequência, a história do
cristianismo demonstra que quando a
igreja cumpre o seu propósito, quando a
igreja vive uma vida de
santidade, ela não experimenta tempos de
calmaria.
Mas da mesma forma aprendemos como Deus
sustenta a sua igreja em meio à
adversidade, enquanto ela se mantém
firme. Tempos
difíceis são colocados sob a
igreja, mas sempre o Senhor irá conduzir
a sua igreja.
Sempre o Senhor irá nutrir a semente da
sua igreja, mantendo-a
firme. Isso nos leva a conclusão de que
a alegria de fazer parte do povo de Deus
está presente também em nossas lutas em
defesa do evangelho, em defesa da nossa
fé. Mas para isso precisamos ter a nossa
fé acima de
tudo. Aquilo que eu creio e quem eu sou
em Cristo Jesus.
tem que se sobrepor a todos os
princípios, a todos os pressupostos
sociais,
culturais que eu possa ter. Acima de
tudo, vivam de modo digno do evangelho.
Acima de tudo, vivam conforme a
cidadania que receberam em Cristo Jesus.
E aí poderemos, como os apóstolos, nos
alegrar em sofrer por Cristo, nos
alegrarmos em sermos dignos de sofrer
pelo seu nome. Atos capítulo 5, quando
os apóstolos são chamados perante o
sinédrio para pararem de pregar o
evangelho,
então recusam isso e no parecer de
Gamaliel são soltos, mas antes levam
belas chibatadas nas costas.
O texto termina no capítulo 5, dizendo a
partir do verso 41: "E eles retiraram do
sinédrio, muito alegres por terem sido
considerados dignos de sofrer afrontas
por esse nome." Dignos de sofrer
afrontas pelo nome de Cristo. Dignos de
receberem chibatadas. Dignos de serem
demitidos. dignos de serem excluídos de
grupos de amigos, dignos de serem
ignorados por sua própria família,
dignos de serem achincalhados por essa
sociedade, dignos de serem
excluídos pelo nome de
Cristo. Alegres, exultantes, cantando
por serem excluídos do reino que não
fazem parte.
Que assim seja a nossa
fé, que assim seja a nossa disposição
por lutarmos
juntos. Nos encontramos aqui
dominicalmente, por algumas vezes
durante a semana. Você já parou para
pensar na dádiva, que é fazer parte de
uma igreja não perseguida, mas que
caminha pelo mesmo propósito de
continuarmos
firmes pela luta, a defesa do evangelho
pela qual fomos
conquistados? Se você crê nessa
realidade, se você crê, você vai
entender a importância de fazer parte de
uma igreja. Eu costumo dizer para
aqueles que são mais próximos de mim,
você não diz para alguém que você vai a
uma igreja. Você diz para alguém que
você faz parte de uma igreja. Quando
você for falar para alguém sobre a sua
igreja, pense nisso. Olha, a igreja qual
eu faço parte não é igreja que eu vou.
Igreja não é clube. Igreja é povo, é
família. Igreja, aquela que você faz
parte, que você convive com pessoas com
diferenças, mas que foram construídas
pela mesma essência que você, o sangue
de Cristo Jesus. Que isso produza em nós
tremenda alegria, quer nos dias de
bonança ou de aflição, que busquemos
lutar juntos e que recorremos aos nossos
irmãos em tempos difíceis,
principalmente em defesa do evangelho.
Vamos orar.
Senhor, nosso
Pai que está nos céus e que
cuida da sua
igreja, diante de ti nós colocamos
gratos porque o Senhor conhecendo a
nossa fragilidade, o Senhor conhecendo a
nossa pecaminosidade, o Senhor sabendo
da preposição que temos, Senhor.
Ó Senhor, cuida do nosso coração. O
Senhor conhece a vida de cada um
aqui ou daqueles que estão nos ouvindo.
O Senhor sabe do que precisamos, mas
principalmente fortaleça a sua igreja, a
qual fazemos parte por meio de nós e
através de nós, Senhor. Que teu
evangelho continue sendo
pregado, que a tua igreja seja cada vez
mais fortalecida pela firmeza da nossa
fé, para que juntos, ó Pai, para que
juntos esse mundo possa compreender, ó
Pai, a luz que nós
habita. A luz que em nós habita e que
demonstra, Senhor, como fomos
transformados. Obrigado, ó Deus.
Obrigado porque na tua palavra
entendemos, Senhor, que acima de tudo
precisamos viver para Cristo, por
Cristo, que acima de tudo não devemos, ó
Pai, nos sentir intimidados com os
ataques ferozes desse mundo, porque a
nós foi dada a graça de sofrer pelo seu
nome. Não só
sofrer, mas saber que um dia o nosso
Senhor e Rei Jesus Cristo voltará para
buscar exclusivamente este povo, a sua
igreja, para vivermos eternamente
desfrutando da nossa cidadania.
Obrigado, Senhor. Preencha o nosso
coração dessa alegria. Transborda em nós
a
coragem para vivermos acima de tudo de
modo digno do evangelho. Essa é a nossa
oração em nome do nosso Senhor Jesus
Cristo. Amém.

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