Alegria em Meio a Lutas – Lucas Previde
21/05/2025
Alegria em Meio a Lutas – Lucas Previde
O que significa viver de modo digno do evangelho de Cristo? Descubra a alegria verdadeira que a cruz nos proporciona, mesmo em meio às lutas, e como podemos viver unidos, firmes na fé e comprometidos com a nossa cidadania celestial.
INFORMAÇÕES:
Pastor: Lucas Previde
Passagem: Filipenses 1.27-30
Série: A Alegria da Cruz
Pregação número: 3 de 12
#ipsantoamaro #presbiteriana #alegriadoevangelho #alegrianoevangelho #vidaeministériocristão #espiritualidade
CAPÍTULOS:
00:00 – Introdução
02:17 – Alegria em Cristo
06:47 – Viver de modo digno do evangelho
13:08 – Permanecer firmes e unidos
16:41 – Prática da união na fé
19:30 – Luta conjunta pela fé
22:58 – Lutar juntos pelo evangelho
25:55 – As portas do inferno não prevalecerão
30:30 – União com Cristo e seu sofrimento
36:40 – Vida cristã e batalhas espirituais
40:00 – Alegria em sofrer por Cristo
42:49 – Oração
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Nesta noite, nós daremos continuidade à nossa série de exposições bíblicas na carta de Paulo aos Filipenses. Convido você a abrir a sua Bíblia na carta de Paulo aos Filipenses. Hoje nos ateremos ao capítulo 1, versos de 27 a 30. Estamos na série sobre a alegria da cruz, a alegria verdadeira que a cruz de Cristo nos traz. E nessa noite iremos meditar sobre a alegria em meio à lutas. A alegria que podemos experimentar em meio a lutas. Acompanhe comigo a palavra do nosso Deus. Filipenses capítulo 1, verso de 27 a 30. Acima de tudo, vivam de modo digno do Evangelho de Cristo, para que ou indo até aí para vê-los ou estando ausente, eu ouço a respeito de vocês que estão firmes em um só espírito como uma só alma, lutando juntos pela fé do evangelho e que em nada se sentem intimidados pelos adversários, pois o que para eles é prova evidente de perdição, para vocês é sinal de salvação. Isto da parte de Deus, porque vocês receberam a graça de sofrer por Cristo e não somente de crer nele. Pois vocês têm o mesmo combate que viram em mim e que agora estão ouvindo que continuo a ter. Até aqui a palavra do nosso Deus. Vamos orar. Santo e eterno Deus, diante de ti nos colocamos certos, ó Pai, de nossa insignificância. incapacidade de compreendermos aquilo que o Senhor tem para nós, se não for por revelação do Teu Santo Espírito. Pedimos, Senhor, que o Senhor fale aos nossos corações. O Senhor conhece, ó Pai, aquilo que precisamos e certamente por meio de Cristo Jesus podemos nos achegar a isso. Confiamos na inerrância da tua palavra e no poder que ela tem para nossa vida. Em nome de Jesus que nós oramos. Amém. Amém. Conforme dito, nós estamos estudando a carta de Paulo aos Filipenses, que é uma carta de encorajamento à alegria por parte de alguém que tinha tudo para não se alegrar. Recordando, Paulo está preso sem a menor perspectiva ou esperança de sua soltura. E mesmo assim, o apóstolo Paulo constantemente exorta os seus irmãos da terra de Filipos a se alegrarem como ele está se alegrando. E por diversas vezes ele exorta, encoraja. A carta de Paulo aos Filipenses nos ensina sobre como a vida cristã nos proporciona alegria do começo ao fim. Desde o momento em que abrimos os nossos olhos, em que o Senhor desperta em nosso espírito a certeza de sermos salvos em Cristo Jesus até o dia em que nos encontraremos com ele. Sim, a alegria cristã é uma alegria do começo ao fim, do momento de nossa conversão até o momento em que nos encontraremos com nosso Senhor Jesus Cristo, quer seja na sua vinda ou quando ele nos chamar no tempo que assim desejar. E por isso, a nossa alegria reside não nas circunstâncias que estão ao nosso redor, mas na certeza de quem Cristo é e o que ele realizou em nossa vida. O apóo, o apóstolo Paulo nos encoraja, assim como encoraja os irmãos de Filipos a pensarem nessa realidade de que a nossa alegria deve residir em Cristo, quer seja no passado, no presente ou no futuro. E ele nos encoraja mostrando que ele vivia isso na sua própria carne. Veja, por exemplo, que nesta carta, no capítulo 1, no verso 12 ao 13, ele fala como a alegria dele está em Cristo no passado, quando diz: "Quero ainda, irmãos, que saibam que as coisas que me aconteceram t contribuído para o progresso do evangelho, de maneira que toda a guarda pretoriana e todos os demais sabem que estou preso por causa de Cristo." Paulo compreendia que aquilo que ele já havia passado e que resultava na glória de Cristo, no progresso do evangelho, era motivo de alegria. Paulo se alegra também no tempo presente, ainda no capítulo 1, no verso 14 ao 18, quando diz: "E os irmãos, em sua maioria, estimulados no Senhor por minhas algemas, ousam falar a palavra com mais coragem. É verdade que alguns proclamam Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade. Esses o fazem por amor, sabendo que estou incubido da defesa do evangelho. Aqueles, porém, pregam Cristo por interesse pessoal, não de forma sincera, pensando que assim podem aumentar meu sofrimento na prisão. Mas que importa? Uma vez que, de uma forma ou de outra Cristo está sendo pregado, seja com fingimento, seja com sinceridade, também com isso me alegro. Sim, sempre me alegrarei. E no futuro, ainda no capítulo 1, no verso 20, o apóstolo Paulo diz: "Minha ardente expectativa é a esperança. Minha, perdão, a minha ardente expectativa a esperança é que em nada serei envergonhado, mas que com toda a ousadia, como sempre, também agora, Cristo será engrandecido no meu corpo, quer pela minha vida, quer pela minha morte." O apóstolo Paulo sabia que a sua alegria em Cristo Jesus deveria permear todas as áreas da sua vida, o passado, o presente, o futuro. E por isso ele começa este trecho falando aos seus irmãos e a nós acima de tudo, vivam de modo digno do evangelho de Cristo. Afinal de contas, o que é viver de modo digno do evangelho? O que seria viver de modo digno do evangelho se não viver a vida plenamente à luz de Cristo? Passado, presente, futuro. Ter Cristo como aquilo que mais procuramos e com que mais nos preocupamos em nossa vida. a alegria da cruz transbordando e alcançando todas as áreas de nossa vida. Por isso essa passagem, esse trecho começa com acima de tudo. Grife ou marque na sua Bíblia isso, se você assim puder. Acima de tudo, Paulo está dizendo, olha, de todas as coisas que possam existir, de todas as coisas pela qual você tem que se preocupar, acima de todas essas coisas, se preocupe em viver de modo digno com o evangelho. Dentre todas as coisas, a mais importante é que a sua vida seja encontrada de acordo com aquilo que Cristo lhe proporcionou a viver. Cantamos, professamos que Cristo nos deu uma nova vida. Que bom. E agora, como viver esta vida? a luz daquele que me concedeu, a luz daquele que me trouxe das trevas para sua maravilhosa luz. Ou seja, não sou eu mais quem vivo, mas Cristo que vive em mim, no trabalho, dentro de casa, no trânsito, na escola, na faculdade, na igreja. Não mais eu, mas Cristo, que agora vive em mim. Em outras palavras, o apóstolo Paulo nos chama a viver um cristianismo com ser de Cristo. Isso. Viver um cristianismo com ser de Cristo é viver segundo aquilo que Cristo nos conquistou para vivermos. Por isso que Paulo não diz só acima de tudo, mas também ele coloca a expressão vivam. E novamente, se você puder, grife essa palavra. Essa palavra não significa para você simplesmente viver. Esta palavra não carrega consigo apenas uma superficialidade, mas a tradução mais profunda ou mais abrangente desta palavra poderia ser: "Pórtem-se como cidadãos". Isso era algo muito importante, muito importante nessa época, principalmente para a mentalidade romana, a qual Paulo estava inserido, estava preso em Roma. Este vivão pode ser traduzido e deve ser traduzido para ser aplicado desta forma: portem-se como cidadãos dignos do evangelho. Não é simplesmente viver a vida de uma forma sem pensar, mas é ajam em conformidade com a sua cidadania. Ser um cristão é estar em constante conflito entre reinos. Ser um cristão é estar em constante conflito por pertencer a um reino e estar inserido em outro, pertencer ao reino dos céus e ainda estar no reino de homens. Mas compreender a nossa cidadania, compreender quem somos, nos conduz a viver de modo digno do evangelho de Cristo Jesus. É uma constante luta contra ataques à nossa fé. pertencer a um reino, estar em outro reino e ser atacado pelos seus súditos, ter a nossa fé atacada constantemente, mas compreendendo que acima de tudo nós devemos agir conforme a nossa cidadania, segundo a nossa pátria. E eu sei que nos últimos dias, anos, nós brasileiros temos cada vez mais nos afastado desse sentimento de que é pátria. Mas não se preocupe, pertencemos a uma outra pátria. Uma pátria a qual deveríamos compreender quão gloriosa é fazer parte do povo de Deus, mesmo sob ataques e ataques em o mundo ao qual não pertencemos. A nossa fé é constantemente atacada. E esta fé atacada, que é o instrumento pelo qual nós vamos nos defender. Vejam, quando a nossa fé é atacada, a única coisa a qual precisamos recorrer é a nossa própria fé. A fé em quem somos, por quem fomos transformados. Não devemos retroceder à nossa fé quando atacada. Não devemos buscar alternativas, não devemos ceder à nossa cidadania. Não devemos negar, não devemos abrir mão de nossa cidadania. Não devemos querer ter dupla cidadania. Não devemos olhar para este reino e nutrir simpatia por ele. Quão triste é vermos quando cristãos começam a nutrir simpatia pelo reino a qual não fazem parte. Quando famílias começam a conduzir a sua vida, muito mais contentes e satisfeitas com com os padrões deste reino, jovens cada vez mais desejando se parecer cada vez mais com este reino do que com a pátria a qual fazem parte, buscando falar, se vestir, agir conforme aqueles que fazem parte deste reino a qual nós não fazemos. Quão triste é ver quando os ataques à nossa fé se sobrepõe a firmeza que deveríamos ter nessa fé. Não alcançamos a maturidade cristã quando deveríamos alcançá-la, mesmo enquanto estamos longe de casa. Estamos longe de casa, mas isso não nos impede de cada vez mais crescermos em fé, em fortalecer a nossa fé. No entanto, o fato de estarmos longe de casa não significa que estamos sozinhos. Pelo contrário, o apóstolo Paulo nos lembra que esta batalha não é uma batalha individual, mas é uma batalha travada pelo corpo de Cristo, pela igreja de Cristo. Por isso, o primeiro ponto que eu gostaria que nós refletíssemos nessa noite é a necessidade de permanecermos firmes e unidos. na defesa da fé, firmes em um só espírito. Veja, acima de tudo, vivam de modo digno do evangelho, para que ou indo até aí para vê-los ou estando ausente, eu ouço a respeito de vocês que estão firmes em um só espírito. Embora a palavra que espírito esteja em letra minúscula, certamente o apóstolo Paulo não está querendo dizer, como nós usamos ah nos dias de hoje, espírito simplesmente uma questão de sentimento. Nossa, aquela pessoa tá com um espírito, tá? ou espírito querendo traduzir simplesmente sentimento. Não. Eu creio que o apóstolo Paulo aqui está dizendo que ele reforça no capítulo 4 dessa mesma carta, no verso um, na folha ao lado, quando ele diz, capítulo 4, verso 1. Portanto, meus amados irmãos, de quem tenho muita saudade, vocês que são a minha alegria e coroa, sim, meus amados, permaneçam deste modos firmes no Senhor. Esta firmeza e unidade não está relacionada à empatia que podemos nutrir entre nós. Não, não é empatia por questões em comum, até porque as coisas mudam, as nossas circunstâncias mudam. O apóstolo Paulo nos ensina que esta unidade é estabelecida além do que somos, pois ela foi instituída para que fôssemos o que somos. Deixa eu repetir. A nossa unidade como corpo de Cristo vai para além do que nós somos. Ela é constituída por algo que nos faz ser aquilo que somos em Cristo Jesus. Não somos nós que produzimos a nossa unidade. Não somos nós que queremos nutrir e abençoar a nossa unidade, senão antes o poder do Espírito Santo trabalhando em sua igreja. Esta unidade vai além da empatia, pois é formada e consolidada na essência do que somos enquanto povo de Deus. O Senhor não requer empatia entre nós, porque ele produz essa empatia por meio de Cristo Jesus. Vivam em um só espírito como uma só alma. A nossa unidade como cristãos, como corpo de Cristo, como igreja, especificamente aqui, a Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, vai muito mais além. de gostos, de empatia, de afinidades. Devemos ser constituídos naquilo que é mais profundo em alma, irmãos, de alma, uma só alma, a necessidade constante, a necessidade de permanecermos firmes e unidos. Embora a carta de Paulo aos Filipenses é carregada de elogios a estes irmãos, parece, parece que havia essa necessidade de exortá-los a buscarem firmeza na unidade. Vejam só, por exemplo, no capítulo 2, no verso de 3 a 4, quando Paulo diz: "Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também o dos outros. Parece que nesta igreja havia de alguma forma ah interesse ou uma propensão para a busca de aceitação ou de vangloriação. E ele faça, não façam nada por interesse pessoal. E nós vamos entender um pouco mais do que Paulo está falando no final dessa carta, no capítulo 4, no verso 2 a 3, quando ele diz: "Peço a Evódia e peço a Ctic que no Senhor tenha o mesmo modo de pensar. E peço também a você, fiel companheiro de julgo, que auxilie essas mulheres, pois juntas se esforçaram comigo no Evangelho, juntamente com Clemente e com os demais cooperadores meus, cujos nomes se encontram no livro da vida. Aqui parece que Evod, aí síntic trabalhavam arduamente na obra, auxiliavam, se esforçavam, mas que não se bicavam. E Paulo diz: "Olha, elas são irmãs que cooperam para a obra, mas elas precisam ter o mesmo modo de pensar." E aqui nós não estamos falando em afinidade. Ele está voltando aquilo que ele já disse. Um só espírito, uma só alma. Como é triste ver pessoas trabalhando a com afinco na nossa igreja ou na igreja de Cristo, trabalhando, se desenvolvendo, colocando ao serviço, mas ainda com problemas de relacionamento com outros irmãos. é incoerente, não é lógico. Eu trabalho, eu sirvo, mas eu não consigo perdoar ou pedir perdão para aquele irmão que caminha comigo nesta mesma jornada. Às vezes estamos arrumando as mesas, fazendo preparativos, decoração, pensando num evento, colocando todos os nossos esforços para a obra do Senhor, mas não conseguimos nos reconciliar. Por isso o apóstolo Paulo diz: "Sejam firmes em um só espírito, em uma só alma, porque estamos nessa batalha juntos. A luta pela defesa do evangelho. Vejam, enfirmes em um só espírito, com uma só alma, lutando juntos, lutando combate. Ao final do nosso trecho, ele voltará a falar sobre combate. Paulo expressa uma linguagem militar neste nesta nessa perícope. Lutando juntos. Sim, é uma luta constante pela defesa, pela manutenção do evangelho neste mundo caído. E a verdade é que um soldado nunca luta a sua própria batalha. Um soldado nunca vai paraa guerra para lutar a sua própria batalha, mas para a batalha daqueles que estão indo com ele. Um propósito. É certo que essa passagem deve ser aplicada a cada um em sua individualidade, mas ela deve ser aplicada com objetivo de transportar-nos para a compreensão corporativa da nossa vida em Cristo. Você já deve ter ouvido essa expressão, né? o mundo corporativo ou corporativismo, que nada mais remete a fazer parte de um corpo. Claro que essa palavra deve encontrar abrigo no coração de cada um de nós, mas ao encontrar este abrigo nos conduzir a olhar para o que fazemos parte ou do que fazemos parte ou para o que fomos conquistados a fazer parte. Ser parte do povo de Deus é ter a alegria de ter ao seu lado pessoas que lutam pela mesma fé, que vivem e se alimentam e são fortalecidas, independente de suas diferenças ou algumas opiniões, gostos, perfis, condição financeira. Eu não estou falando aqui que nós devemos abrir mão daquilo que Deus diz que é certo e errado, que muitas igrejas fazem. Viva as diferenças, viva a pluralidade. E se esquecem que Deus nos chamou para uma só realidade, a realidade da santidade como corpo de Cristo. Afinal, durante uma batalha, o que mais importa se você estivesse numa batalha lutando ao seu lado, o que mais importa é se o soldado que está ao seu lado canta bem ou cozinha bem. O que importa é se ele está lutando pela mesma causa que você, se ele está caminhando na mesma batalha a qual você está caminhando. Não são as nossas particularidades, mas aquilo que nos constituiu como corpo que nos faz permanecer firmes, lutando, lutando pela defesa do evangelho juntos, juntos. Não se trata de termos algo que encontramos em comum, mas algo do que nos fez comuns. Não é o que eu tenho de comum você, mas é o que me fez ser alguém em comum com você. Cristo. Cristo, o cabeça da igreja a qual nós somos membros, a qual fazemos parte, se é que fazemos parte. E por isso o apóstolo Paulo, a palavra de Deus, nos exorta a sermos firmes, constantes nesta luta, juntos. Por isso, o segundo ponto que eu gostaria que nós pensássemos nessa noite, se o primeiro foi a necessidade, o segundo é como como lutar juntos pelo evangelho e para o evangelho, juntos pelo evangelho que realizou em nós, a saber, a nossa salvação, juntos por aquilo que nos fez um só, a salvação em Cristo Jesus, juntos para o evangelho, Porque ele nos capacita a fazer o que devemos fazer. Um com vocês pela salvação em Cristo Jesus, para que juntos proclamemos o evangelho a este mundo a qual não fazemos parte. Juntos em santidade, em comunhão, em exortação, em disciplina, caminhando em um só espírito, em uma só fé, é experimentar juntos a salvação destinada à aqueles que foram comprados pelo sangue de Cristo Jesus. É não sermos intimidados por aqueles que nos atacam ou atacam a nossa fé. Vejam só que o apóstolo Paulo diz: "Juntos pela fé do Evangelho e que em nada se sentem intimidados pelos adversários." E aqui, se você puder, grife ou marque a palavra intimidad. Essa é uma palavra utilizada também para debandada, seja no âmbito militar. Você já deve ter visto em algum filme quando o exército está perdendo e alguém toca uma corneta ou grita retirar e todo mundo sai correndo ou mesmo num rebanho, num coletivo de animais. Não vou me arriscar aqui a falar os coletivos para não passar vergonha. Quando um a manada se vê ameaçada e cada um sai correndo pro seu canto, Paulo está dizendo: "Olha, se vocês continuarem sendo firmes em um só espírito, em uma só alma, lutando, vocês não precisam se intimidar, vocês não precisam debandar quando a fé de vocês forem atacada. Não podemos baixar a guarda. Não podemos nos assustar ou deixarmos de proteger uns aos outros. O inimigo certamente não se alegra em ver a igreja de Cristo firme em um só espírito, em uma só alma, lutando pelo evangelho. Nossa força não está naquilo que podemos fazer, mas naquilo que fomos capacitados a fazer em Cristo Jesus. Eu e você, capacitados em Cristo Jesus, para lutarmos juntos, firmes pela mesma fé, defendendo o evangelho. Em nossa firmeza e unidade pela luta do evangelho, as portas do inferno não prevalecerão. Hoje de manhã, nós podemos discutir um pouco sobre esta expressão na sala de novos membros e que constantemente é interpretada de uma forma errônea. Quando você ouve essa expressão que o próprio Senhor Jesus Cristo disse em Mateus capítulo 16 15 a 9, quando ele diz assim: "E vocês, quem dizem que eu sou?" Jesus falando com seus discípulos. Respondendo, Simão Pedro disse: "O Senhor é o Cristo, o Filho do Deus vivo". Então Jesus lhe afirmou: "Bem-aventurado é você, Simão Bar Jonas, porque não foi carne e sangue que revelaram isso a você, mas meu Pai que está nos céus. Também eu lhes digo que você é pedre e sobre esta pedra edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela, contra a igreja. Eu lhe darei as chaves do reino dos céus. O que você ligar na terra terá sido ligado nos céus e o que você desligar na terra será sido desligado nos céus. E aqui quando o nosso Senhor Jesus Cristo diz que a porta, as portas do inferno não prevalecerão contra ela, contra a sua igreja, normalmente nós temos a tendência de achar que é o inimigo atacando a igreja. Normalmente essa passagem, não sei se você já ouviu, é utilizada para dizer que o inimigo não vai vencer a igreja no sentido de que a igreja irá resistir. Mas a realidade é que Jesus está dizendo sobre o avanço da igreja sobre as portas do inferno. Porta não ataca, portão não ataca. O que o Senhor Jesus Cristo está dizendo que a firmeza, a unidade, a luta pela fé não produz o sentimento de intimidação na igreja, mas sim encorajamento para prosseguirmos atacando as portas do inferno, pois elas não prevalecerão. Mas isso só será possível em uma igreja que compreende, onde cada membro compreende o seu papel, a sua necessidade de lutar por essa unidade, pela firmeza, pelo único só espírito, por uma única só alma. E confessar que o Senhor é Cristo, filho do Deus vivo. É sob. Eu, você, é isso que nos une e não só nos une, é isso que não nos separa. Você já pensou nisso que o amor de Cristo, o seu sacrifício na cruz, não somente nos uniu, como é aquilo que impede que sejamos separados? Com bem isso faria a nossa vida para resolvermos conflitos dentro da nossa própria casa, na casa do nosso pai. A morte de Cristo só não nos uniu, mas nos impede que sejamos separados. Não se trata de gostos, de costumes, de preferências, mas aquilo que fomos feitos em Cristo Jesus. Essa batalha que enfrentamos juntos é o sinal da nossa salvação enquanto prova da perdição àqueles que nos atacam. Pois o que para eles é prova evidente de perdição, para vocês é sinal de salvação. E isto da parte de Deus. Verso 28. Essa luta, esse engajamento, essa necessidade constante de se tornar firme em unidade da parte de Deus é um sinal da nossa salvação e da perdição àqueles que ousam atacar o povo de Deus, que ousam atentar contra o povo de Deus. Sim. Pois aquilo que pelo que lutamos não parte de nós, mas provém do nosso Senhor. E esse é o terceiro ponto que eu gostaria que nós pensássemos nessa noite, a necessidade da nossa união, a luta pelo evangelho e para o evangelho. E por último, nossa união em Cristo também nos une ao seu sofrimento. E isto é uma dádiva. A nossa união em Cristo nos une ao seu sofrimento. E isso é uma dádiva, uma bênção. Porque vocês receberam, verso 29, porque vocês receberam a graça de sofrer por Cristo e não somente de crer. Não somente crer, mas sofrer. Não somente professar, mas experimentar. Não somente dizer sobre Cristo, mas ter Cristo em nós. Sofrer por manter-se firme, lutando pelo evangelho contra tudo e contra todos que o rejeitam. Sim. Não se trata apenas de crer ou professar, mas de estar plenamente alegres em sofrer por Cristo. Alegres em sofrer por Cristo é compreender que estamos no mesmo combate que nossos irmãos, espalhados por toda a face da Terra. Às vezes me parece que vivemos tipos de cristianismo, como se tivesse uma hierarquia ou distinção daqueles irmãos que estão sofrendo na China, no Oriente Médio. E parece que às vezes eu olho e não é o mesmo cristianismo que nós vivemos. Claro, não somos perseguidos, mas deveríamos estar lutando pela mesma causa ou deveríamos estar lutando pela unidade em um só espírito, em uma só alma, da mesma forma, porque não são as circunstâncias que nos fazem igreja. Não é o fato de sermos perseguidos que deveria nos fazer nos importarmos uns pelos outros ou em lutarmos juntos por esta fé. Mas como eu disse, parece que cada vez mais, por algumas vezes, nos adequamos a este reino e nos satisfazemos com que ele nos oferece. esquecemos, volto a dizer, que não somos cidadãos desta pátria. Vivam conforme a sua cidadania. E de forma alguma e de forma alguma devemos esperar menos do que sofrer, pois este reino não suporta o reino da luz. Aqueles que rejeitam Cristo Jesus não só o rejeitam, como não suportam aqueles que o seguem. O mundo não vai se satisfazer em nos ignorar, mas irá constantemente nos atacar. Precisamos compreender que estamos no mesmo combate que nossos irmãos espalhados pela face e durante os séculos que se passaram e os séculos que virão. Como aqueles irmãos do futuro olharão para a nossa vida hoje? O quanto seremos importantes para encorajar irmãos de fé que viverão daqui a 30, 20, 50, 100 anos? O quanto as nossas crianças, os nossos filhos olham para nós e se encorajam a amar a igreja, a viver por ela, a se dedicar uns pelos outros. Não precisamos ir tão longe. Como a belo ver às vezes uma criança chorando porque não quer ir embora. Eu sei que é pela brincadeira na maioria das vezes, ou quantas vezes, por algum motivo, nós dizemos que não vamos ao culto e as crianças abrem aquele berreiro em casa e você se sente o maior dos pecadores porque a criança está chorando porque quer ir à igreja e por algum motivo você não foi. Mas vejam, isso é uma semente que deveria ser nutrida, porque crianças crescem, envelhecem e se tornam isso aqui. Mas como nós estamos ensinando os nossos filhos e os nossos pequeninos a amar a igreja a qual eles fazem parte? Compartilhamos da nossa fé com eles, nos importamos com a fé dos nossos pequeninos no que eles estão crendo. Nos importamos em lutar a fé dos nossos pequeninos que estão sendo atacados, os nossos jovens que constantemente entram, sentam, vivem nessa igreja e saem. O quanto eles não estão sendo atacados, o quanto a sua fé não está sendo abalada. E muitas vezes nós não nos preocupamos em estar lutando juntos. Novamente trazendo analogia de uma batalha. Se nós estivéssemos numa batalha realmente sendo atacados, a primeira coisa que acontece em uma batalha real é entregar armas para qualquer um. Não importa a idade, mulher, homem, vô, criança, unidos em um só espírito, em uma só alma, prontos para sofrer por Cristo e não só pronto, mas alegres, é de alguma forma conseguir se conectar com aquilo que Paulo viveu. Sim, o nosso irmão Paulo, o nosso irmão apóstolo Paulo, se alegrar no tempo presente, em 2025 por sofrer por Cristo, é de alguma forma se conectar com o nosso irmão que viveu há quase 2000 anos atrás na sua mesma alegria. Você já parou para pensar que essa mesma alegria que Paulo tem e está compartilhando com os irmãos de Filipos é a mesma que pertencem a nós? Podemos nos alegrar na mesma alegria que o nosso irmão Paulo sentia em suas cadeias? Isso nos encoraja, ou deveria nos encorajar a lutar pelo evangelho juntos como igreja. Veja como em poucos versos o apóstolo Paulo enfatiza a realidade de que a vida cristã será uma vida em meio a batalhas, luta, combate, em defesa pelo evangelho. E saiba disso. Você foi chamado a sofrer pelo evangelho de Cristo. Mas não só sofrer, se alegrar por isso, se alegrar por sofrer pelo nome de Cristo, mas não sofrer sozinho. Essa batalha não é para você lutar sozinho, sofrer junto com todos aqueles que foram conquistados para a mesma família. Quando olhamos para a história da igreja ao longo dos séculos, nós vemos a constante luta pela defesa do evangelho. Irmãos sofrendo, sendo entregues à morte. E com isso nós notamos que uma coisa é certa. Não é comum desfrutarmos de calmaria enquanto nos mantemos firmes pela defesa do evangelho. O que eu estou querendo dizer que não é comum na história da igreja ela viver num tempo de calmaria enquanto ela luta defendendo o evangelho. trazendo pros dias de hoje, devemos estranhar tempos de calmaria e perguntar o quanto estamos nos esforçando para a defesa do evangelho ou quanto estamos simplesmente preocupados em nos mantermos no nosso lugar sem causar confusão. Eu não estou dizendo aqui para sairmos causando confusão, não. Por consequência, a história do cristianismo demonstra que quando a igreja cumpre o seu propósito, quando a igreja vive uma vida de santidade, ela não experimenta tempos de calmaria. Mas da mesma forma aprendemos como Deus sustenta a sua igreja em meio à adversidade, enquanto ela se mantém firme. Tempos difíceis são colocados sob a igreja, mas sempre o Senhor irá conduzir a sua igreja. Sempre o Senhor irá nutrir a semente da sua igreja, mantendo-a firme. Isso nos leva a conclusão de que a alegria de fazer parte do povo de Deus está presente também em nossas lutas em defesa do evangelho, em defesa da nossa fé. Mas para isso precisamos ter a nossa fé acima de tudo. Aquilo que eu creio e quem eu sou em Cristo Jesus. tem que se sobrepor a todos os princípios, a todos os pressupostos sociais, culturais que eu possa ter. Acima de tudo, vivam de modo digno do evangelho. Acima de tudo, vivam conforme a cidadania que receberam em Cristo Jesus. E aí poderemos, como os apóstolos, nos alegrar em sofrer por Cristo, nos alegrarmos em sermos dignos de sofrer pelo seu nome. Atos capítulo 5, quando os apóstolos são chamados perante o sinédrio para pararem de pregar o evangelho, então recusam isso e no parecer de Gamaliel são soltos, mas antes levam belas chibatadas nas costas. O texto termina no capítulo 5, dizendo a partir do verso 41: "E eles retiraram do sinédrio, muito alegres por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse nome." Dignos de sofrer afrontas pelo nome de Cristo. Dignos de receberem chibatadas. Dignos de serem demitidos. dignos de serem excluídos de grupos de amigos, dignos de serem ignorados por sua própria família, dignos de serem achincalhados por essa sociedade, dignos de serem excluídos pelo nome de Cristo. Alegres, exultantes, cantando por serem excluídos do reino que não fazem parte. Que assim seja a nossa fé, que assim seja a nossa disposição por lutarmos juntos. Nos encontramos aqui dominicalmente, por algumas vezes durante a semana. Você já parou para pensar na dádiva, que é fazer parte de uma igreja não perseguida, mas que caminha pelo mesmo propósito de continuarmos firmes pela luta, a defesa do evangelho pela qual fomos conquistados? Se você crê nessa realidade, se você crê, você vai entender a importância de fazer parte de uma igreja. Eu costumo dizer para aqueles que são mais próximos de mim, você não diz para alguém que você vai a uma igreja. Você diz para alguém que você faz parte de uma igreja. Quando você for falar para alguém sobre a sua igreja, pense nisso. Olha, a igreja qual eu faço parte não é igreja que eu vou. Igreja não é clube. Igreja é povo, é família. Igreja, aquela que você faz parte, que você convive com pessoas com diferenças, mas que foram construídas pela mesma essência que você, o sangue de Cristo Jesus. Que isso produza em nós tremenda alegria, quer nos dias de bonança ou de aflição, que busquemos lutar juntos e que recorremos aos nossos irmãos em tempos difíceis, principalmente em defesa do evangelho. Vamos orar. Senhor, nosso Pai que está nos céus e que cuida da sua igreja, diante de ti nós colocamos gratos porque o Senhor conhecendo a nossa fragilidade, o Senhor conhecendo a nossa pecaminosidade, o Senhor sabendo da preposição que temos, Senhor. Ó Senhor, cuida do nosso coração. O Senhor conhece a vida de cada um aqui ou daqueles que estão nos ouvindo. O Senhor sabe do que precisamos, mas principalmente fortaleça a sua igreja, a qual fazemos parte por meio de nós e através de nós, Senhor. Que teu evangelho continue sendo pregado, que a tua igreja seja cada vez mais fortalecida pela firmeza da nossa fé, para que juntos, ó Pai, para que juntos esse mundo possa compreender, ó Pai, a luz que nós habita. A luz que em nós habita e que demonstra, Senhor, como fomos transformados. Obrigado, ó Deus. Obrigado porque na tua palavra entendemos, Senhor, que acima de tudo precisamos viver para Cristo, por Cristo, que acima de tudo não devemos, ó Pai, nos sentir intimidados com os ataques ferozes desse mundo, porque a nós foi dada a graça de sofrer pelo seu nome. Não só sofrer, mas saber que um dia o nosso Senhor e Rei Jesus Cristo voltará para buscar exclusivamente este povo, a sua igreja, para vivermos eternamente desfrutando da nossa cidadania. Obrigado, Senhor. Preencha o nosso coração dessa alegria. Transborda em nós a coragem para vivermos acima de tudo de modo digno do evangelho. Essa é a nossa oração em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.