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A fé vem pelo ouvir

COMO SE TORNAR UM CRISTÃO INÚTIL: A MENSAGEM

COMO SE TORNAR UM CRISTÃO INÚTIL: A MENSAGEM

COMO SE TORNAR UM CRISTÃO INÚTIL: A MENSAGEM

Nesta mensagem eu explico o porque do título do meu novo livro Como se tornar uma cristão inútil.

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Legendas automáticas:

Muito bem, gente. Obrigado por terem
vindo aqui ao lançamento do meu livro
Como se tornar um cristão inútil. Esse
livro ele é uma continuação direta do
meu livro O Deus que destrói sonhos. E
eu quero começar eh esse lançamento e
esse vídeo agradecendo a todos os
leitores de O Deus que destrói sonhos.
Porque graças a esses leitores que veio
o segundo livro Como se tornar um
cristão inútil. Então são mais de
600.000 leitores. Fora a galera do PDF,
né? Fala a galerinha do PDF, inclusive
recebo mensagens, oi, eu não tenho
dinheiro para comprar o seu livro. Você
pode me mandar o PDF? Não posso.
Simplesmente, mesmo que eu quisesse,
digamos que eu fosse uma pessoa boa de
coração, eu não poderia porque a editora
brigaria muito comigo, né? Então, compre
pelo menos o e-book, tá? E não peça
nenhum PDF para a o autor do livro. Eu
tô vendo o Alex aqui, que é meu amigo de
ministério, e ele está substituindo um
professor que também escreve livro. E eu
lembro até hoje quando o professor
Euller, que lançou livro sobre bioética,
é professor da Univille e ele estava
dando uma aula e alguém bateu na porta
da sala, toc toc toque, era um aluno.
Ah, professor, você pode entregar isso
aqui para o aluno fulano digital quando
ele pega na mão, era o livro dele todo
fotocopiado. Como é que fala? Sherox,
né? Todo xero ele olhou. Ah, que
maravilha, hein? Xerocando o meu livro.
É isso, gente. Então, apoia autores
nacionais e com isso é porque a Thomas
Nelson lança livros baratinhos, tá? Um
livro de capa dura. bonito, coisa mais
linda. Ele está aqui. É, é tão bonito e
um preço muito acessível. Então, quero
começar agradecendo a todos os meus
leitores e leitoras, porque graças a
vocês a gente chegou muito longe. A
gente chegou muito longe e um vai
indicando pro outro e tal. Então, eu
espero que realmente todos que leram o
Deus que destrói sonhos leiam também
como se tornar um cristão inútil. E o
objetivo de escrever o como se tornar um
cristão inútil é porque no Deus que
destrói sonhos, eu não pude explorar
todos os temas. que eu gostaria.
Inclusive, eu acho até que eu precisei
reforçar algumas coisas que algumas
pessoas, talvez muitas, não entenderam
quando eu escrevi o Deus que destrói
sonhos. Algumas pessoas, eu recebi
muitas mensagens como essa, olha, quer
dizer, então, que eu não posso sonhar,
quer dizer que eu não eu tenho que ser
escravo de Deus, ficar quieto, baixar a
cabeça e obedecer. É basicamente é isso
que eu tô falando no livro. Mas eu não
falo só isso no livro e nesse livro Como
se tornar um cristão inútil. Eu tento ir
um pouco um pouco além. E eu quero dizer
o seguinte, que sim, você pode sonhar,
você deve planejar a sua vida, você deve
trabalhar, pensar a sua carreira,
entende? Você deve pensar uma vida. Só
que o que eu tentei falar no Deus que
destrói sonhos e eu amplio agora no como
se tornar um cristão inútil, é: "Faça
isso diante de Deus". Faça isso diante
da presença de Deus. E se ler com
atenção Deus que destrói sonhos, eu
penso que isso já fica um pouco claro
lá, ainda que eu use palavras muito
duras muitas vezes no Deus que destrói
sonhos. E de alguma forma é intencional
eu usar essa linguagem um pouco mais
chocante, por exemplo, né? O Deus que
destrói sonhos. Eu acho muito legal
porque eu recebo também vários
testemunhos dessa natureza. Nossa, eu
estava na casa da minha avó. O último
que eu li foi assim: eu tava na casa da
minha avó num almoço de família e eu
deixei o livro em cima de um balcão. No
que alguém da família passou, nossa,
nada a ver, Deus que destrói sonhos. Eu
quero um Deus que realiza sonhos, porque
esse é o comum do movimento evangélico
hoje, né? Um Deus que realiza sonhos.
Então, pense, sonhe alto, né? Sonhe como
José, porque você tem um Deus grande,
então sonhe grande. Então, quando você
fala de um Deus que destrói sonhos,
parece que você nem é crente. Inclusive,
essa também é uma mensagem que eu ouço.
Nossa, eu eu tava lendo o seu livro não
sei aonde, e perguntaram se esse livro
era de crente mesmo. Mas é de crente, é
um crente que escreveu esse livro.
Acredite, é um crente se esforçando para
se parecer como Jesus, falhando
miseravelmente muitas vezes. Mas sim, as
pessoas se chocam. E aí quando eu
comecei a escrever este livro, como se
tornar um cristão inútil, eu tô tendo a
mesma reação. Nossa, ui, eu já me sinto
inútil, tu ainda vem escrever em nome de
Jesus pra gente se tornar inútil, para.
Daí eu falo assim, procura terapia,
querido. Tá, mas o que acontece? As
pessoas se chocam com o meu título, como
se tornar um cristão inútil. Parte desse
choque é porque também não estão
acostumados com essa parada, essa carga
um pouco negativa que pode estar junto
com o cristianismo. Porque quando a
gente pensa em cristão, cristianismo,
Deus, a gente só pensa o quê? Coisas
positivas. É a psicologia positiva que
toma conta da teologia. É a teologia da
positividade, entende? Então tudo tem
que ser hiper mega, sabe? Grande, porque
o seu Deus é grande. Então, pô, nada a
ver, inútil. Não, eu quero ser útil para
a obra de Deus. Só que isso denota
inclusive uma falta de conhecimento
bíblico, porque não sou eu que tô
chamando ou pedindo para que o cristão
seja inútil, é o próprio Jesus Cristo na
Bíblia Sagrada.
Então isso denota um um pouquinho esse
sintoma também de que as pessoas à vezes
se chocam com algumas coisas, tipo
porque elas acham que eu quero ser
diferentão, eu quero. Mas não é somente
isso. O próprio Cristo, e eu quero ler
com vocês eh a parábola que me inspira,
né, a escrever este livro, que está lá
em Lucas, capítulo 17, se alguém quiser
ler a sua Bíblia. Lucas 17, a partir do
versículo 7, Jesus conta uma parábola
que, inclusive em muitas bíblias ganha a
epígrafe, né? Ganha o título de a
parábola do servo inútil. E a maioria
das traduções em língua portuguesa
mantém essa ideia, né, do servo inútil.
E a parábola diz o seguinte: "Qual de
vocês, que tendo um servo que esteja
arando ou cuidando das ovelhas, lhe
dirá: "Quando ele chegar do campo, vem
agora e sente-se para comer? Ao
contrário, não dirá: "Prepare meu
jantar, apronte-se e sirva-me enquanto
como e bebo, e depois disso você pode
comer e beber. Será que ele agradecerá
ao servo por ter feito o que lhe foi
ordenado?"
Assim também vocês, quando tiverem feito
tudo que for ordenado, devem dizer:
"Somos servos inúteis, apenas cumprimos
o nosso dever". Jesus aqui tá simulando
e fazendo perguntas retóricas, né? cuja
resposta é não. Ou seja, Jesus tá
fazendo perguntas que é óbvio que um
senhor quando chegar na sua casa não vai
perguntar se o servo quer ser servido.
Não, pelo contrário, o Senhor quando
chega e mesmo que o seu o seu servo
tenha passado dia arando, cuidando das
ovelhas, enfim, ele tem que chegar na
casa e ainda servir ao seu Senhor. E
detalhe, e ele vai fazer tudo que o seu
senhor está pedindo e ele vai reconhecer
que ele tá fazendo só o que lhe foi
pedido e que não existe mérito. Grave
essa palavra mérito. Não existe mérito
algum naquilo que ele está fazendo.
Então é muito interessante que Jesus
conta essa parábola. Inclusive eu lembro
de um meme, né? Eu sou dos memes, mas os
meus memes estão meio antigos. Mas não
sei se vocês já viram quando tem uma
formatura e os pais levantam aquela
faixa. Parabéns, Fernanda, não fez mais
que a obrigação. Sensacional. Milena, eu
vou fazer essa faixa quando ela se
formar. Eu adoro. Vou sim, filha. Quando
você se formar, se você se formar,
talvez você seja uma empreendedora que
vai correr pelo mundo e não faça
faculdade, mas se fizer, eu vou fazer
uma faixa dessa. Parabéns, Milena. Não
fez mais que a sua obrigação. E parece
meio ofensivo no começo, né? Meio que
babaca, né? Mas não
é, porque quem faz uma faculdade tem
objetivo de se formar nessa faculdade.
Inclusive a nossa sociedade a gente tem
a honra ao mérito, mas percebam que nós
estamos honrando as coisas óbvias, né?
Tipo, parabéns, não faltou nenhum dia no
trabalho, mas é para é para vir todo
dia, né? Entende? O normal é vir todo
dia, porque quem é empreendedor aqui
sabe, não dá para ficar faltando, né? Se
eu faltar, eu não como, né? E aí quando
o funcionário vem trabalhar, a gente
premia. é tipo jogador de
futebol que ganha dinheiro porque ganhou
o campeonato. É, mas o salário dele não
era para ser para isso já, né?
Interessante, né? Então, até tem um
repórter eh um repórter futebolístico do
Rio de Janeiro que fala que o jogador
ganha para perder, né? Porque quando ele
ganha, ele ainda ganha mais dinheiro.
Mas esse lance assim, a gente premia o
óbvio. A gente premia o óbvio. E Jesus
tá contando essa parábola já há 2000
anos atrás para passar uma mensagem
muito clara.
Olha, vocês agora são servos do reino,
vocês são súditos deste reino. Então não
espere tapinha nas costas, não espere
que você eh, sabe, ganhe reconhecimento
porque você está fazendo o óbvio. E aí
essa parábola, ela, a tradução aqui,
coloca servos inúteis. E aqui tem uma
reviravolta. Por quê? A palavra inútil
talvez não seja a melhor tradução para o
termo grego que Lucas utiliza ali.
Talvez a melhor tradução fosse servo sem
mérito. Servo sem mérito. Porque a bem
da verdade esse servo, ele tá fazendo
tudo direitinho ali de acordo com a
parábola. Ele arou a terra, ele cuidou,
ele serviu a mesa, ele fez tudo que o
seu senhor pediu. Então ele não é
inútil, ele tem a utilidade. O grande
lance é o seguinte: ele se reconhece
como alguém que não tem mérito. E essa é
uma das grandes lições do cristianismo.
E para nós entendermos essa grande lição
do cristianismo, que não existe mérito
naquilo que fazemos para Deus, nós
primeiros precisamos entender que antes
de nós servirmos a Deus com prazer, com
alegria, reconhecermos que não temos
mérito algum em servi-lo, nós precisamos
entender que ele nos serviu primeiro. E
Lucas conta já no capítulo 12 do seu
evangelho também uma parábola. onde ele
explica e ele fala do Senhor que serve
aos seus escravos. É a palavra mais
comum para servo no Novo Testamento. É
escravo mesmo. Ou seja, alguém que não
tem dono, alguém que é propriedade. É
isso que a Bíblia fala de nós. Nós somos
escravos de Deus, ou seja, não somos
donos de nós mesmos. Somos propriedade
de Deus, assim como UD é doende, né?
Então o que acontece nessa parábola? Em
Lucas, capítulo 12, ali já é dito algo
que é muito contrário, é muito
contracultural. O que que é
contracultural? Em qualquer período, em
qualquer época do mundo, um senhor
servir aos seus escravos, isso é
contracultural. E nessa parábola, ainda
que ela tem um tom meio escatológico,
né? Ou seja, o Senhor vai nos servir no
grande banquete. Mas a gente já percebe
no Novo Testamento, em várias passagens,
que Jesus Cristo está entre nós como
aquele que serve. João capítulo 13, nós
temos algo muito chocante, que é o quê?
O lavapés. Antes de ir para o Pai, Jesus
pega sua toalha, pega a bacia e começa a
lavar os pés dos discípulos. Ou seja,
algo completamente contracultural, né? o
Senhor dos senhores, o Rei dos Reis, o
Criador do universo, ocupando o lugar do
serviçal, ou seja, aquela o escravo
mesmo que lavava os pés daqueles que,
né, caminhavam pela Palestina, pelas
ruas poerentas da Palestina. Então,
antes de entrar em casa, lavavam seus
pés. E esse era um serviço muito baixo,
era o escravo que fazia isso, que lavava
o pé do seu Senhor. Jesus Cristo então
assume esse lugar. E ali ele passa uma
mensagem já muito clara. Eu estou
servindo vocês. Façam a mesma coisa.
Façam a mesma coisa. Então, antes de nós
nos entendermos como servos do Senhor,
como escravos do Senhor, como escravas
do Senhor, nós precisamos ter essa
consciência de que ele nos serviu
primeiro. E isso é maravilhoso. Isso é
maravilhoso. E é por isso que tendo esse
entendimento de que ele nos serviu
primeiro e nos serviu de tal forma que
foi até a morte, morte de
cruz, tendo essa consciência de que ele
nos serviu primeiro, é que nos vem essa
certeza de que não há mérito algum
naquilo que eu faço. Não há mérito. Não
há mérito. Ou seja, tudo que eu faço
para Deus é migalha diante daquilo que
ele fez por mim, daquilo que ele fez por
ti, daquilo que ele fez por nós. Tudo. E
eu preciso ter essa consciência, porque
se eu não tenho essa consciência de que
ele me serviu, de que ele me serviu com
a sua vida, morte e
ressurreição e também com a sua
glorificação. Se eu não entender que ele
me serviu, ou seja, ele possibilitou que
eu viva, que eu tenha acesso ao Pai, se
eu não tiver essa
consciência, eu realmente vou ficar
esperando coisas de Deus. É muito
importante nós entendermos isso, gente.
Se eu não tiver a
consciência do que Cristo fez na cruz,
se eu não entender o Natal, se eu não
entender, sabe, a a Páscoa, se eu não
entender, né, como, ou seja, nós temos
dois feriados cristãos que são
fundamentais, né? E como diz o meme,
sempre que acontece alguma coisa com
Jesus, eu engordo 5 kg. Quem mais aí
engordou na Páscoa, né? Ou seja, nós
temos o Natal e a Páscoa. São dois
feriados.
para nós cristãos fundamentais.
Fundamentais. Então assim, se nós não
entendermos a dimensão teológica desses
dois eventos, o nascimento de Cristo e a
morte e ressurreição de Cristo e a sua
ascensão, nós vamos continuar esperando
alguma coisa de Deus e um tapinha nas
costas. É por isso que tem muitos
cristãos frustrados inclusive com Deus.
Eu não sei se eu falei o português
correto agora, mas vocês entenderam. Põe
uma legenda, Yuri nessa parte aqui do
vídeo, porque eu acho que eu falei tudo
errado, mas era muito difícil falar
cristãos frustrados. Era muita, deu um
enrolaceira aqui. É muito assim, tem
muita gente frustrada com Deus porque no
fundo está esperando que Deus venha, a
abraça e lhe dê um tapinha nas costas.
Parabéns. Tem muita gente frustrada com
Deus e com a igreja porque está
esperando o reconhecimento pelo mérito,
exatamente como a sociedade faz.
Bibo, você tá dizendo então que a gente
não deve agradecer os voluntários da
igreja? Você você deve você tá falando
isso que a gente também não deve que
Jesus não espera nada de nós e a gente
não pode esperar nada de Jesus. Eu não
estou falando exatamente isso. As
igrejas é recomendado que elas
reconheçam o esforço dos seus
voluntários. É legal quando nós
reconhecemos o esforço das pessoas em
nos servirem. É legal. Agora, aquele que
serve não pode servir esperando esse
reconhecimento. Porque se ele faz
esperando o
reconhecimento, a sua recompensa já está
aqui nesse mundo. O seu tesouro já está
aqui neste mundo e vai ser corído,
corroído por esse mundo. Então, quem faz
algo para Deus servindo, e como é que eu
faço algo para Deus servindo os meus
irmãos? O que que é servir a Deus? é
servir o próximo. Se eu faço isso
esperando o reconhecimento, eu sou um
miserável e aí sim vai vir a frustração.
Aí sim vai vir assim: "Poxa, mas cadê
minha
recompensa?" E isso é muito comum porque
tem muitas teologias que pregam isso.
Tem muitas teologias que transformam a
fé num meio de se conquistar as coisas,
num meio de se ter as coisas. Use a sua
fé para ter as coisas. Isso não é fé,
mas as pessoas ensinam isso. Pessoas
famosas ensinam isso. Quando eu tava
escrevendo o prefácio do meu livro, não,
quem eu não escrevo o prefácio, quem
escreveu foi o Cacau Marques. Aliás, a
melhor parte do livro é o prefácio. Se
você lêu o prefácio, já leu muita coisa,
tá? Quando eu tava escrevendo a
introdução do meu livro, no dia que eu
tava escrevendo a introdução, eu vi um
pregador desse famoso coach que se veste
muito bem. Inclusive, eu queria ter um
terno daquele azul. Acho lindo aquele
blazer azul dele, tá? Ele falando
exatamente sobre isso, que a fé é para
você conquistar as coisas. Gente, que
Bíblia que esse ser humano tá lendo?
Porque não é aquela que a igreja aceitou
e recebeu ao longo dos primeiros quatro
séculos. Porque isso não é fé. Fé não é
para você conquistar as coisas. É o
contrário. Fé você estar disposto a
perder as coisas porque serve a Jesus,
porque caminha com Jesus. Fé uma
confiança na fidelidade de Deus. E Deus
é fiel. E a fidelidade de Deus não tem a
ver com as bênçãos que ele te dá ou ele
não te dá. Gente, eu não sei explicar
porque algumas pessoas Deus abençoa e
outra parece que não. Eu não sei
explicar para vocês o porquê uma mãe que
ora, jejua, é crente, perde o filho e a
outra que ora, jejua, continua com o
filho
vivo. Se alguém souber me explicar isso
aí, por favor, me explica. Eu não
sei. Agora não quer dizer que uma tem
mais fé que a outra. Você ser abençoado
não é quer dizer que você tem mais fé
que o outro, não. Isso pode ter muito
mais a ver com a cor da sua pele e o
sobrenome que você
tem. Só que as pessoas quê? Elas colocam
isso na
fé. Porque eu tive fé e isso aconteceu.
Então, fé passa a ser um meio para
conquistar as coisas. Quando a fé
bíblica é um conhecimento que eu tenho
de Deus a partir da revelação que ele me
deu nas Escrituras e a partir disso eu
vivo para ele. Isso é basicamente fé. é
a confiança que Deus estará comigo no
último dia. É claro que eu quero ser
abençoado por Deus e eu peço para Deus
para ser abençoado. Não há um problema
nisso. Agora eu vou ter um problema se a
minha oração circular em torno daquilo
que eu quero. Eu vou ter um problema se
eu só querer a Deus pelas bênçãos que
ele pode me dar. E aí, de fato, eu
preciso conhecer um Deus que destrói
sonhos e que me leve num caminho da
inutilidade. Ou seja, eu preciso
conhecer a Deus porque eu quero me
tornar um cristão inútil. E um cristão
inútil é aquele que sabe que não existe
mérito algum e que ele não é digno de
coisa alguma. Um cristão inútil é aquele
que sabe que a única coisa que ele
merece é o inferno e ele só não vai para
lá porque Deus o ama. E ele serve esse
Deus porque sabe porque foi servido
primeiro na cruz.
Então é fundamental, meus irmãos e
irmãs, que nós entendamos isso, que não
há mérito naquilo que a gente faz para
Deus. Não há aplausos, não há tapa nas
costas. Agora, é claro que Deus espera
coisas de nós. Sim, Deus espera coisas
de nós. Ele inclusive espera que nós nos
pareçamos com o seu filho. Paulo vai
falar: "Sejam meus imitadores como eu
sou de Cristo". Pelo menos em dois
momentos, aos Coríntios e aos Efésios,
Paulo fala para nós o imitarmos.
E é muito interessante que nesse
contexto da imitação de Cristo, o imitar
a Cristo é servir ao próximo, é cuidar
da fé do irmão, é cuidar da unidade da
igreja. O servir a Deus na teologia
bíblica do Novo Testamento tá muito
claro, é servir a comunidade de
fé. Então nós precisamos o quê? ter
muito essa consciência de que não há
mérito, mas sim, Deus espera coisas de
nós. Deus espera, Deus tem expectativas
em relação a nós. Mas as expectativas de
Deus são que o quê? Que nós o obedeçamos
e sejamos o quê? Tementes à sua
presença, que nós respeitemos o seu
corpo. Agora, não há recompensa? Claro
que a
recompensa. Ninguém sabe explicar
direito o que que é
galardão, mas é um tema bíblico. Em
vários momentos Jesus conta também que
nós seremos recebidos. Há um grande
banquete, há um galardão que nos está
que está separado, que nós não sabemos
ao certo que é o galardão. Existem
especulações, eu não quero entrar nessas
especulações aqui com vocês, mas o fato
é que sim, seremos
recompensados. As nossas obras não são
sem valor. Gente, Paulo quando escreve
aos Coríntios, fala inclusive das nossas
obras que serão, né, queimadas, passarão
pelo fogo. Sabe-se lá o que vai sobrar
das nossas obras. Entende? Só que ainda
bem que nós acreditamos que a salvação
não é pelas
obras. Porque se fosse, quantos estariam
lá? Não sabemos, talvez muito poucos.
Mas o fato é que as nossas obras são
importantes e sim, elas serão julgadas,
elas serão avaliadas. Só que olha só que
legal, gente. Quando eu tenho essa
convicção de que o Senhor me serviu
primeiro, quando eu tenho essa convicção
de que não há mérito algum e eu faço
porque ele me amou, eu faço porque é o
mínimo que eu posso fazer diante de todo
amor recebido, eu não tô muito
preocupado com esse lance de
galardão. Eu não tô muito preocupado se
lá no céu, que vai ser aqui, se eu vou
morar na, sei lá, na rua dos apóstolos,
entendeu? Se eu vou morar perto da Ana
Paula Valadão diante do trono, não sei.
Entendeu? Eu sei. Eu não tô preocupado
onde eu vou morar no céu, o que que eu
vou fazer no céu. Ai, como é que vai ser
o céu, tu sabe? Não. Aí o que que a
gente vai fazer depois da morte? Não
sei. Eu queria até que fosse igual
aqueles filmes assim, Gramado Verde, o
Antônio Fagundes cantando um sei lá, uma
arpa, pode ser um jazz. Eu gostei do
pessoal do jazz, mas como todo o pessoal
do louvor estão lá fora. É
impressionante, né? Pessoal do louvor é
impressionante, nunca fica pra palavra,
é padrão, né? Pessoal do louvor mesmo,
vou te falar. Então, o que acontece,
sabe? Eu não sei como vai ser o céu, eu
não sei como é que vai ser novos céus e
nova terra. Eu não tô preocupado com
isso. Mas que não te importa com isso?
É, não sei. Acho que não. Por quê?
Porque eu tô, eu tô em
Deus, entende? E outra, o que eu tenho é
essa vida aqui agora,
gente. Sabe, eu acho que às vezes os
crentes eles estão tão sem propósito e
sem objetivo que eles ficam olhando pro
apocalipse como vai ser, entendeu? E o
fim do mundo. O papa morreu, hein? Te
prepara que agora vem o oitavo rei e não
sei que olha a escolha do novo papa,
anticristo, apocalipse. Para de ficar
olhando pra desgraça do mundo, para de
ficar olhando pro apocalipse. Para de
ficar olhando pro céu, começa a olhar
pra terra e para quem tá do teu
lado, sabe? Ah, eu quero viver pra
glória de Deus. Aí fala que é viver pra
glória de Deus, mas fica olhando pro
Apocalipse e torcendo para um tsunami,
porque ele quer fazer aqui as contas e
tal. Quer viver paraa glória de Deus?
Olhe para a terra.
Porque é na terra que a glória de Deus
se manifesta. E como que a glória de
Deus se manifesta? Quando a igreja
entende o seu papel de servir ao
mundo. E sabe onde começa o serviço do
mundo, da igreja? Na sua comunidade de
fé. Paulo orienta, olha, ajude todo
mundo, mas comecem pelos domésticos da
fé. Então, gente, a coisa é um pouco
mais simples. O problema é que a gente
fica, sabe o quê? A gente fica caçando
música do diabo, a gente fica fazendo
análise da música da banda tal, a gente
fica analisando o desenho do Lil Stich,
não sei como é que se fala esse desenho
da Disney. Já tem gente agora falando do
desenho. Veja só, porque ela faz
isso. Ai, porque Moana, Moana é legal
para
caramba. Ah, porque não sei, sabem?
Então as pessoas ficam procurando onde
tem
demônio, quando na verdade deveriam
procurar onde está o seu
próximo. Então pare de procurar o
demônio e comece a procurar o seu
próximo. Entende? Mas sabe por que que a
gente procura o demônio nas músicas?
Sabe por que que a gente fica procurando
e sinais do apocalipse? Porque olhar pro
outro e pra miséria do mundo dá
trabalho, entende? ficar especulando
sobre o fim do mundo e sobre essas
coisas é muito legal, porque uau, olha
só, o papa morreu, olha aqui agora a
eleição, não sei o que, viu essa marca
do Trump que não sei o que, porque a
gente olha, presidente dos Estados
Unidos e o Papa sempre tem os malucos do
apocalipse. E eu não sei como os crentes
ainda continuam acreditando nisso,
porque gente, todo presidente e todo
papa é a mesma história, é a mesma
leitura ridícula de Apocalipse, Daniel,
Ezequiel, Isaías e por aí vai.
Todo, gente, todo. O pessoal tem memória
curta. Só que é muito mais legal ficar
procurando demônio e sinais da segunda
vinda de Cristo do que ser um sinal da
primeira. Ser um sinal da primeira vinda
de Cristo dá trabalho e vai custar tua
vida
inteira. O caminho de se tornar um
cristão inútil vai consumir a tua vida
inteira. E por isso que a gente às vezes
não
quer. Então, ou as pessoas criam, né?
Nossa, vamos procurar o nosso chamado.
Qual é o meu chamado? Eu não sei qual é
o meu chamado. Então não sabe qual é o
teu chamado porque não lê a
Bíblia. Porque o chamado não é algo para
se
descobrir, é algo para se viver aquilo
que está
escrito. Entende? Então o caminho do
cristão inútil, gente, é um caminho de
discipulado, que é o que eu falo no
livro Deus que destrói sonhos. O livro
Deus que Destrói Sonhos é um livro sobre
discipulado. Tem uma pessoa que criticou
assim o meu livro.
Não vi nada de novo nesse livro.
Parabéns. Eu não tô aqui para falar nada
de novo. Eu sou um aralto do óbvio,
entende? Não achei nada demais. Que bom
que tu não achou isso. Não achou heresia
também, né? Se não achou heresia, tá
bom, né? Não achei nada demais desse
livro. Parabéns. É, é o que eu queria
mesmo, entende? É o que eu queria mesmo.
Eu não quero nada demais. E eu quero que
você leia o meu segundo livro e diga:
"É, pois é, eu já vi isso antes. Eu tô
aqui para falar o óbvio mesmo." Só que
daí eu ponho um pouquinho de cultura
pop, umas piadas e fica a minha cara,
entende? Esse é o meu objetivo. Então, o
objetivo do cristão inútil é ele saber
que não tem mérito. Agora, o fato de não
ter mérito não faz com que ele faça
menos para Deus, não. Ele vai fazer
mais.
E outra, ele não tá preocupado com o fim
do mundo, gente. Na moral, quem tá
preocupado com o fim do mundo não tem
fé. Tá com a fé errada, tá com a fé no
lugar errado. Então, o nosso objetivo
não é esperar o fim do mundo, é
consertar o
mundo. Então, primeiro ele conserta a
gente, entende? Então, quando ele
conserta a gente, a gente tem uma fé bem
resolvida. E quando eu tenho uma fé bem
resolvida, eu não fico esperando, sabe?
Obrigado de Jesus, valeu, servo bom e
fiel. Não, isso aí eu isso aí fica pro
final, entende? É no final que eu vou
receber a coroa, que eu vou receber a
recompensa. É no final. E eu nem sei o
que vai ser. Porque sabe o que que é? Eu
confio em Deus. Eu confio no meu guia.
Entende? Agora, o caminho até chegar lá
até o fim dos tempos, eu não sei. Não é
para ser a minha preocupação isso. A
minha preocupação é o quão inútil eu
estou sendo no reino de Deus. E se você
entendeu, ou seja, o quão sem mérito eu
estou, sabe? Olha, eu faço porque eu fui
amado. E detalhe, tá, gente? Não é nem
porque você
ama, não é nem porque a eu faço porque
eu amo
Jesus. Talvez não seja uma boa
motivação, porque senão você pode, não,
eu como eu amo Jesus. Nossa, como eu amo
Jesus. Nossa, eu amo Jesus
muito. Percebe que a motivação pode ser
errada? Agora eu faço porque ele muito
me amou. Eu faço porque eu sou um servo
que, apesar de ter feito tudo que fiz,
ainda chego e faz, sirvo o meu Senhor e
vou comer só depois. Como depois e é
isso. E ele vai olhar para mim e vai
falar assim, ó, parabéns, não fez mais
que a sua
obrigação. E eu vou ter um sorriso no
rosto porque eu sei que ele me serviu
primeiro e ele há de me servir no final.
Então assim, gente, quero deixar bem
claro, eu não sou contra a esperança do
novos céus e nova terra, não. Eu não sou
contra você saber e pensar que vai ser,
né, galardoado, né? Ou seja, nós cremos
que Deus existe e é galardoador daqueles
que o buscam, entende? E é galardoador.
E outra, quando a gente lê Jesus
servindo já os seus discípulos há 2000
anos atrás, a gente percebe que Deus nos
serve já. O reino de Deus já está entre
nós por causa da presença de Jesus,
entende? Então, de alguma forma, sim,
Deus pode nos servir já, nos abençoar
já. Agora, ele é obrigado. Não tem
alguma, alguma fórmula secreta, alguma
montanha para subir? Não. O nosso Deus
não é manipulável com palavras e ações e
oferendas. Esses são os outros deuses. O
nosso Deus não é manipulável.
O nosso Deus só aceita adoração, não
aceita barganha, não aceita sacrifício
de tolo, entende? Então assim, eu não
sou contra nós pensarmos no galardão.
Deus, ele realmente é galardoador
daqueles que o buscam, entende? E ele
pode nos abençoar agora já. Só que o
nosso Deus não é manipulável, entende?
Por isso que fé não é, não são palavras
certas que eu falo para impressionar
Deus. Aliás, a oração não é para mover a
mão de Deus. da oração é para que eu
seja transformado, não para que Deus
faça alguma coisa. Oração não é nem
isso. E eu falo isso no Deus que destrói
sonhos. Então assim, eu não sou contra
nós pensarmos isso. Agora, isso não pode
ser aquilo que nos domina, entende? Não
pode ser aquilo que nos domina. Não pode
ser a motivação do nosso coração. A
motivação do nosso coração deve ser o
quê? O serviço a Deus. E o serviço a
Deus acontece porque eu sei que ele me
serviu primeiro e me servirá até o
final. A promessa de Jesus: "Eis que
estou com vocês todos os
dias". O que mais a gente quer, gente? O
que mais a gente quer do que a presença
de Deus todos os
dias? E é claro que nesse caminho e
nessa presença diária pode acontecer de
bênçãos vierem sobre as nossas vidas. Eu
creio num Deus que abençoa, que atende
oração. Uma das coisas legais de
participar de um grupo pequeno é você
ver que a gente orou numa quarta, na
outra quarta a pessoa vem, conta o
testemunho. Isso é muito legal. Sabe
sabe o que é interessante também? Que
tem oração que foi feita e a gente nunca
ouviu a
resposta. E Deus não é menos por isso. A
nossa fé não é menos por isso. Isso só
se chama vida, entende? Então, eu não
vou louvar a Deus pelas bênçãos que ele
me deu ou me dará. Eu louvo a Deus
simplesmente porque ele me
salvou. Isso diante do trono já cantava,
hein? E o maior milagre já operou em mim
e o melhor quer operar em ti. Eu nunca
mais ouvi diante do trono, mas é a
música fala mais ou menos isso, tá? Ou
seja, então a gente é grato a Deus por
tudo que ele já fez. Então, entendeu? É
bônus que nós temos, é bônus.
Então, nosso objetivo é o quê? É nós
entendermos a escritura, é nós lermos a
Bíblia contra
nós, não a favor de nós. Bíblia não é
caixinha de promessa, entende? Bíblia um
é um livro que nos fala de um Deus
santo, de um Deus maravilhoso, que salva
o pecador, que restaura o pecador. Só
que, gente, isso não acontece num passo
de mágica. Isso é uma vida inteira,
entende? É uma vida inteira. E é por
isso que como se tornar um cristão
inútil vai falar sobre isso, entende? No
meu livro eu vou abordar vários
capítulos e a tônica, né? Um miolo do
meu livro, ele tem a ver com a
identidade cristã. E o que que é essa? O
que então que quem é o cristão inútil? O
cristão inútil é aquele que sabe que é
um sacerdote do Deus vivo, que é uma
sacerdotisa do Deus vivo. Homens e
mulheres, crianças, anciões são
sacerdotes do Deus vivo. Entende? São
sacerdotes do Deus vivo. A essência, né,
de um cristão inútil é ele saber que ele
tem um sumo sacerdote que é Jesus
Cristo, que aplainou o caminho para o
Pai, entende? E por isso agora
transforma todos aqueles que nele estão
em
sacerdotes. Ou seja, um cristão inútil é
aquele que sabe que está ali para servir
e que não há mérito nisso. E ele é um
sacerdote, ele tem uma responsabilidade.
Há uma ética sacerdotal, há um jeito de
viver. Como eu disse, Deus tem
expectativa sobre nós. Se Deus não
tivesse expectativa sobre o seu povo,
nós não teríamos vários eh imperativos.
Até mesmo no Novo Testamento, nós temos
vários imperativos. Faça isso, não faça
aquilo. Entende? Nós temos várias
ordens,
mandamentos.
Agora, por que que é importante eu saber
que o Senhor me serviu primeiro? Por que
que é importante eu saber que eu sou
inútil e que eu que eu não tenho mérito
algum? Porque quando eu olho para esses
imperativos da Bíblia, ou seja, as
coisas que a Bíblia pede, eu sei que não
são essas coisas que garantem a minha
salvação, mas eu sei que por eu ser
salvo, eu faço essas coisas. Porque o
cristianismo ele não é uma moralidade,
um conjunto de regras morais. O
cristianismo não é eh marcado e a sua
marca não é aquilo que eu posso fazer
para alcançar o céu. Não. Cristianismo
não é um conjunto de regras. O
cristianismo não é uma religião. O que é
então o cristianismo? É
Cristo. Eu adoro quando o Stot fala
isso. Cristianismo é Cristo. Entende?
Então, um servo sem mérito é aquele que
sabe que tudo que ele
faz é inútil para conseguir a sua
salvação. Agora, é muito útil para que o
outro seja salvo. Como assim? Não
entendi. Toda obra que um servo inútil
faz, toda obra que um servo sem mérito
faz, não dá salvação a ele, porque a
salvação é de Cristo. A salvação é
Cristo que dá a sua igreja e a todo
aquele que nele crê. Só que a crença em
Cristo vem pelo ouvir. E o ouvir o quê?
A palavra de Deus. Só que é o seguinte,
tem alguém que prega essa palavra. Quem
prega essa palavra? A igreja de Jesus.
Então, a minha obra não tem poder para
me salvar, mas é o meio poderoso pelo
qual o evangelho é difundido no mundo.
Ou seja, o poder de Deus, o evangelho,
que é o poder de Deus para a salvação de
todo aquele que crê, é difundido pela
igreja. Então, gente, ou seja, não
existe um mérito, entende? Não há um
mérito nisso. Só que olha como é
importante. A sua obra não é qualquer
coisa. A sua obra não é
insignificante. Vocês estão entendendo
isso,
gente? Você Mais ou menos. Mais ou
menos, mais ou menos. Mas gente, ou
seja, a sua obra ela não é
insignificante, a sua vida não é
insignificante. O objetivo do meu livro
não é que você se sinta mal, né?
A a tem uma uma distribuidora que ela
fez o seguinte kit com os meus
livros: Frio, inútil e sem
sonhos. Frio, inútil, porque eu tenho um
livro chamado Teologia frio Crente. Aí
eu tenho o livro Deus que destrói sonhos
e agora como se tornar um cristão
inútil. Aí o kit é frio, inútil e sem
sonhos. Sensacional, tá? Eu vou colocar
o link aqui na descrição do vídeo se
ainda tiver o kit, mas o meu objetivo
não é que vocês se sintam inútil. Aliás,
teve uma pessoa que me mandou uma
mensagem e eu até dei uma atenção para
essa pessoa. O jovem dizia o seguinte:
"Bibo, eu gosto muito do teu livro e
tal, mas eu já me sinto muito inútil na
casa de Deus. Eu não faço nada para Deus
e eu sofro com depressão. Tu acha que o
meu livro, o teu livro pode me ajudar ou
vai me enterrar ainda
mais?" O que acontece, gente? Eu dei uma
atenção porque eu achei honesta a dúvida
dessa pessoa. Geralmente eu não tenho
muita paciência com um seguidor assim,
mas eu dei uma atenção para esse
seguidor que ele parecia um jovem assim
e ele queria muito ler o meu livro e eu
falei assim: "Mano, é o seguinte, tu vai
ler o meu livro e tu não vai se sentir
inútil. O objetivo do meu livro não é tu
sentir inútil no sentido de não ter
utilidade, não. Pelo contrário, eu vou
te instigar a ser útil para o reino de
Deus. Só que você vai entender que no
fundo você não tem mérito, né? Daí eu
expliquei um pouquinho para ele, dei um
spoiler para ele do livro, ele falou:
"Poxa, muito obrigado, eu vou comprar o
seu livro". Então, eu quero deixar bem
claro para vocês que estão aqui no
lançamento e para quem está vendo o
vídeo, o meu objetivo não é que você não
sonhe. O meu objetivo não é que você
sinta sinta-se inútil, não. Mas é que
você sonhe na presença de Deus e saiba
que tudo que você faz, de fato, não tem
utilidade para sua salvação e que você é
apenas um servo que não tem mérito
algum. Agora, tudo que você faz diante
de Deus, tudo que você sonha diante de
Deus, sim, tem utilidade para que outras
pessoas sejam salvas. É isso. Esse é o
objetivo. Então, por exemplo, eu vou
trabalhar no primeiro capítulo. Como
assim? Inútil. Então, o primeiro
capítulo é a palestra que eu acabei de
dar para vocês, basicamente com alguns
insertos mais legais e mais elaborados.
O segundo capítulo, os novos sacerdotes
de Deus. Neste capítulo eu vou trabalhar
o seguinte. Olha, se você acha que tem
que ser pastor,
missionário, para se sentir um sacerdote
de Deus, uma sacerdotisa do Altíssimo,
você tá muito enganado, porque ainda é a
mentalidade de muita gente. Ainda é a
mentalidade para a pessoa só se sente
fazendo alguma coisa para Deus se ela
tiver um cargo na igreja. Galera, sirvam
a sua igreja local se você puder. Toda a
igreja precisa de voluntário. O
ministério infantil, então, é sempre uma
lástima, tá? que o pessoal geralmente
quer o louvor e o púlpito. Então, mas
cuide do estacionamento, sirva no
ministério infantil, vai limpar
banheiro. Toda a igreja precisa de
voluntário, galera. Toda a igreja
precisa. Só que você não pode achar que
trabalhar para Deus é ter um uma função
na igreja.
E gente, ainda hoje muita gente sofre
com isso. Por exemplo, eu participava de
um GP e eu lembro que a última vez que
eu participei eu tive que desfazer um
pouco essa mentalidade que um irmão tava
falando: "É, eu amo a Jesus e tal, mas
eu não tô servindo tanto a ele e tal,
porque eu não faço nada na
igreja". Aí onde eu tive que intervir.
Mas mas tu não é um sacerdote de Deus só
quando faz algo na igreja. Tu é um
sacerdote na sua casa. E isso vale para
mulheres também, tá? Mulher como
sacerdotisa do lar. Nada na Bíblia diz
que o homem é o sacerdote do lar, ok? Ou
seja, é um reino de sacerdotes, um mundo
de sacerdotes, ou seja, é uma casa
sacerdotal. Então assim, você serve a
Deus quando tá na sua casa, no seu
trabalho. Então não é só servindo a Deus
na igreja. Aí no terceiro capítulo, quem
é você na fila do pão? Quem é você na
fila do pão? Cara, você é um filho de
Deus. Você é uma filha de Deus e isso
basta, tá? Eu trabalho isso no terceiro
capítulo. Quatro. Como descobrir qual o
meu chamado? Nossa, é a pergunta de ouro
no movimento evangélico. Como descobrir
o meu chamado? Como? Onde é que eu
descobro o meu chamado? Eu vou te dar o
caminho, tá bom? O segredo tá aqui no
alto desse capítulo. Como descobrir o
seu chamado. Qual é o seu chamado? Eu
vou te revelar aqui exclusivamente. Tem
uma revelação desse livro que só eu
tenho e Deus me deu e eu escrevi aqui
nesse livro que você só encontra nesse
livro como descobrir o seu chamado.
Capítulo 4. Capítulo 5. Enviados para a
vida comum.
É
isso. Não tem nada de muito
extraordinário. É a vida comum que a
gente é enviada. Coisas extraordinárias
podem
acontecer, mas o nome já diz: "É hoje, é
extraordinário, porque a realidade da
Bíblia Sagrada é a vida comum, é a vida
ordinária, entende? E é nessa vida que
nós somos
enviados. É nessa vida. Então, as
pessoas estão buscando coisas
extraordinárias quando, na
verdade deveriam apenas olhar para mais
uma
segunda-feira, entende? Nós somos
enviados para essa vida comum, não para
algo extraordinário. Pera aí, tu é
contra pessoas que têm um chamado
extraordinário que vão para outros
países? Não. Glória a Deus por essas
pessoas. Mas o cristianismo é feito de
pessoas comuns na vida comum, entende? E
esse é o desafio. E e é para esse
desafio que nós somos enviados pra vida
comum. E o último capítulo, como
glorificar a Deus se eu odeio o meu
trabalho? Esse é o capítulo que tem
muita gente querendo ler, né? Eu
proponho uma resposta. Eu não sei se eu
consegui responder essa pergunta, mas eu
tento. Afinal, é a realidade da maioria
dos brasileiros. Eles odeiam os seus
trabalhos ou eles apenas toleram os seus
trabalhos? Bem, como glorificar Deus se
eu odeio o meu trabalho? E depois tem as
considerações finais. Gente, o objetivo
do meu livro é que todos nós deixemos de
lado a ideia de querermos ser
protagonistas da história. Seja
protagonista da sua própria história.
Seja protagonista. Não, não, não. A
gente é no máximo um Robin, um Sam,
entendeu? A gente quer ser o Frod, a
gente quer ser o Gendolf, a gente quer
ser o Batman, a gente quer ser o Homem
de Ferro. Olha, se a gente for o gavião
arqueiro, tá bom já. Tá bom já. O
objetivo é não queira ser o
protagonista, sabe? Deixe a igreja ser o
protagonista. Deixe Jesus ser o
protagonista. Saiba que você enviado pra
vida comum, entende? Nem todo mundo vai
ter uma vida extraordinária, com coisas
extraordinárias, com grandes feitos. A
maioria de nós não vai ter
isso, mas todos nós somos chamados a
sermos inúteis no reino de Deus, a
reconhecermos que não temos méritos e
somos enviados para a vida comum.
Entende? E essa vida comum que vai ter
muitos desafios, muitas coisas chatas,
entende? Muita, muita luta muitas vezes,
mas vai ter sim gratidão a Deus, vai ter
as bênçãos de Deus, entende? Vai ter o
reconhecimento de que a vida é
ordinária, mas serve a um Deus que me
salva nesse ordinário para salvar outros
ordinários. Um abraço pro compadre
Washington, entende? Então assim, é para
isso que a gente é chamado, entende? É
para isso que a gente é chamado. Não é
não é não é big, não é grande, mas é
comum. E é para essa vida comum, sabe?
para essa liturgia do ordinário, como
diz a T Waren, para essas coisas simples
da vida que a gente é chamado. Então,
meu livro quer trazer essa consciência
de quem é você diante de Deus, de quem é
você diante da igreja, de quem é você
diante do mundo. É isso. E seja quem
você for, diante de quem você estiver,
não espere reconhecimento, mas faça com
amor. Sirva em amor, porque ele te
serviu primeiro e é isso que importa.
Para a glória dele, em nome de Jesus.
Amém. E amém. Obrigado a todos que
vieram aqui, gente. Uma boa noite,
[Música]
[Aplausos]
[Música]

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