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A fé vem pelo ouvir

CRITICAMOS NIETZSCHE

CRITICAMOS NIETZSCHE

CRITICAMOS NIETZSCHE

Pix: [email protected]

Livro: https://www.editorafi.org/293bruno

Legendas automáticas:

Fala minha gente, tudo bem? Bora lá para
mais um conteúdo totalmente excelente
aqui no nosso canalzinho e o tema do
vídeo é uma única palavra Niet. Sim, nós
vamos hoje trabalhar de maneira crítica
um aspecto fundamental e central do
pensamento de Friedrich Nietz, esse
filósofo do século XIX que tanto
influenciou uma série de outras
correntes durante o século XX. Contudo,
porém, entretanto, todavia, caso você
tenha caído aqui completamente
paraquedas, afinal NIT atrai muita
gente. Não sei se é o seu belo bigode ou
se é o tipo de filosofia que ele
produziu, que chama a atenção de
bastante gente, mas você talvez chegue
aqui sem fazer a mínima ideia de quem
seja eu. Então, deixa eu me apresentar
brevemente. Meu nome é Bruno Requidal,
sou doutor em economia política mundial,
mestre em filosofia graduado em
filosofia, formado em teologia, além de
profissional da educação, educador
popular, militante no Partido Comunista
desse país, além de companheiro de uma
mulher maravilhosa, pai de uma criança
incrível, editor da revista Zelota e nas
horas vagas produzindo conteúdo aqui
para esse canalzinho. Eu espero que você
curta e curte também esse vídeo, comenta
para já, espalha a palavra por aí, dá
uma olhadinha na descrição porque lá tem
a chave do Pix, vai que tá sobrando uma
merreca aí, você pode apoiar o meu
trabalho. Além disso, deve ser membro,
membra, membro, membresia do nosso
canal, porque somos um pequeno grupo,
né, grupinho pequeno, mas fiel e
resistente, além de que temos conteúdos
exclusivos para vocês e cursos que temos
ofertados e disponibilizados para quem é
membro, membro, membra, membresia aqui
do nosso canalzinho. Firmeza? Fica aí
essas dicas, esse essa apresentação,
essas afirmações e vamos direto para o
conteúdo desse vídeo. Afinal, nós
queremos discutir NIT e NIT chama
bastante atenção, mas vamos lá. a gente
vai fazer uma crítica, um um apontamento
crítico ao aspecto central do pensamento
de Niet, que é a questão da vontade de
poder. A gente vai discutir aqui alguns
desdobramentos desse conceito e desse
conteúdo dentro do modo como estamos
organizados enquanto sociedade hoje, de
maneira geral, seus impactos e suas sua
papel ideológico desempenhado dentro da
reprodução
social e também tentando dar sentido e
conteúdo para as discussões que aparecem
no âmbito da filosofia nitiana a
respeito de poder e política. Porque
afinal se considerarmos e trabalharmos a
questão do poder sem considerar quais
são suas implicações políticas, de que
poder estamos falando e como é possível
a gente vivenciar, experimentar ou
realizar poder sem discutir ou tratar de
temas e questões políticas. Mas tudo
bem, vamos devagar. Esse é o primeiro
apontamento. Nós vamos falar sobre a
vontade de poder, sobre o seu suas
implicações políticas e para além disso,
eu quero tratar que filosofia, assim
como outras produções eh humanas, seja
na ciência, seja nos no âmbito da das
artes, né, seja numa música, assistindo
um filme, seja a gente eh fazendo
qualquer outro tipo de atividade e
pensando, refletindo sobre essa
atividade que seja compreendida como uma
resolução de problemas. Ou seja, nós
produzimos conceitos, nós discutimos
conceitos para resolver problemas. Eu
não quero aqui discutir se Niet é feio,
se ele é bobo, se ele é em céu, se ele
gosta de pug, se ele não gosta de pug,
se ele toma chá, se ele toma café, se
ele coloca o feijão por baixo ou por
cima do arroz. Aqui o que nos interessa
é propriamente entender o papel de sua
filosofia na resolução de problemas e em
quais âmbitos. Tudo bem? Ah, mas é
importante a estética. Sim, fundamental.
Os afetos. Fundamental. a nossa vivência
enquanto seres viventes constituídos
histórica e geneticamente num
desenvolvimento evolutivo e comunitário.
Dependemos de todos esses âmbitos. E
esses âmbitos aqui, quando eu falo sobre
resolução de problemas, atendimento das
necessidades humanas, estão envolvidos.
fazer uma música, porque isso faz um bem
danado deleite, nos dá ânimo, sentido de
vida, nos
inspira efeitos fundamentais paraa nossa
reprodução de vida, assim como música,
como filmes, como peça, como escrever
poesia, como mais um monte de outras
coisas que a gente poderia aqui
conversar a respeito, tá? Então vamos
tratar aqui nesse canalzinho, nesse
momento, para que a gente possa seguir
esse papo, uma análise, uma discussão a
respeito da filosofia nitiana, não
fazendo as taxações, senão buscando aí
compreender o papel que ele desempenha
dentro da reprodução social e como os
âbitos em que atua na resolução de
problemas. Beleza? Acho que isso aqui
nesses quase cinco primeiros minutos já
deu uma boa introdução do que
pretendemos fazer. Então,
faremos, como eu não vou conseguir fazer
edição ou cortes nesse vídeo, eh, afinal
estou sem tempo e atrasado para o
trabalho. Eu fiz aqui minha cola para
poder seguir um pequeno roteirinho, eh,
e a gente poder discutir, né? Então,
você, inclusive, fique à vontade de
comentar criticamente aqui os os
apontamentos que eu fizer. Quem sabe a
gente segue um diálogo e uma discussão
para próximos conteúdos. Dito
isso, o núcleo e o do pensamento de ní,
o núcleo central, é a vontade de poder,
né? A vontade de poder é algo
fundamental pra gente poder pensar ou
trabalhar a filosofia nitiana. E acho
que todo mundo vai concordar com isso.
Ninguém vai se opor de que esse é um
núcleo central. Dito isso, se nós
perguntássemos para Niet ou buscássemos
na filosofia nitiana qual é a
política que ele propõe ou que ele
pretende com sua
filosofia, nós não encontraríamos. Não
há um sistema político proposto, não há
uma estrutura de filosofia política eh
eh bem desenvolvida e coordenada para
apontar os rumos, apontar um caminho.
Não há propriamente uma discussão sobre
a política, sobre os meios para execução
de
poder. Há poder, mas a gente não tem uma
discussão sobre os meios de execução de
poder, a coordenação desse poder, como
realizar esse poder.
apenas uma discussão sobre o poder,
aparentemente sem política. Esse é o
primeiro aspecto que eu gostaria de
destacar. E é claro que alguém poderia
dizer nesse exato momento, mas é que
Niet não se pretende a fazer um sistema
filosófico. Ele é o filósofo do martelo.
Ele veio aqui não para erigir ou bater
uma laje e levantar uma parede dentro do
sistema filosófico. Ele veio para
derrubar todas as paredes. Ele veio aqui
para botar tudo no chão e sair
destruindo. Tudo bem, tranquilo. Posso
aceitar esse ponto? Então, sigamos para
os desdobramentos que temos a partir das
marteladas. Tudo bem? Vamos pensar em
discutir poder sem falar sobre uma
estruturação da política e um
planejamento sobre essa política. Quais
serão os efeitos disso propriamente dito
paraa nossa organização e paraa nossa
sobrevivência enquanto comunidade? Quais
são as políticas que desembocam de não
tratar da política explícita e
claramente? Aí que eu tô querendo jogar.
Eu acho que eu já antecipei algumas
coisas e dá para sacar por onde vamos,
mas nós vamos aprofundar um pouquinho
mais. Dito isso, que que me parece
quando a gente fala sobre poder sem
discutir política, sem discutir meios de
execução do poder, sem discutir
estruturação e organização política, sem
falar sobre como criar
mecanismos reais e suficientes para que
nós possamos coordenar as nossas ações
comunitária e
coletivamente, a gente corre dois
riscos.
O primeiro, esvaziamento da política. Ou
seja, pouco me importa quais são esses
meios, pouco me importa quais são essas
formas, pouco me importa a vida coletiva
e a coordenação dessa vida comum. É um
risco. É isso que Niet propôs? Não estou
dizendo isso. Estou derivando nesse
momento um risco que nós temos. O
primeiro que seja esvaziamento da
política. Não me interessa. Interessa
apenas a realização da minha vontade de
poder ou da vontade de poder desse
forte, desse que é o um super humano que
entendeu a necessidade de assenhorar-se
sobre si e quem sabe assenhorar-se sobre
o resto do mundo. Mas aí é um outro
problema. O segundo aspecto, além do
esvaziamento da política que a gente
pode correr o risco, é o tal do conteúdo
desse poder. Se não há explicitamente
uma política apresentada, qual o
conteúdo? O que dá conteúdo para esse
termo poder? O que dá conteúdo para que
nós falemos sobre poder? E aí eu
gostaria de utilizar uma peça satírica e
crítica a Sócrates, né? Eh, que é de
Aristófanes, As nuvens. Em As nuvens tem
uma cena que eu sempre digo aqui no
canal e nos vídeos. É uma cena muito
bacana porque é uma cena uma cena de
comédia, né? uma peça de uma comédia,
uma sátira ali. E tem um jovem, um
adolescente que foi ter aulas com
Sócrates, mas o pai dele tinha proibido
ele de ter aulas com Sócrates. Então ele
vai ali ter aula com Sócrates. Inclusive
está aqui o nosso camarada Tinho. Eu
chamei ele carinhosamente de Tinho, que
é o nosso Sócratinho, né? Pequenininho
aqui. O Tinho foi ter aula com Sócrates.
E quando ele chega com Sócrates para ter
aula, ele
fala eh ele aprende que ele tem que
falar a verdade, né? que não pode
mentir. Ele volta para casa, chega em
casa, o pai recebe esse adolescente e
fala: "Filho, onde você tava?" Ele
estava tendo aula com Sócrates. Pai, mas
eu havia proibido. Pois é, pai, mas eu
fui ter aulas com Sócrates. E o pai vai
lá e faz algo que você não deve fazer.
Está errado o que esse pai fez. Ele dá
uma surra no moleque, bateu no menino,
agride o menino. O menino olha para ele,
o adolescente, fala: "Pai, por que você
me bateu?" E o pai diz: "Porque eu te
amo muito". E o menino olha e fala:
"Pode deixar, pai, quando eu crescer, eu
vou te amar muito
também". A ironia desta cena é
exatamente para indicar que o conteúdo
da palavra amor não está desconectado
para esse jovem da violência, da
agressão. Porque o que dá sentido para
dizer: "Eu te amo, por isso te bato".
Ele pode fazer: "Pode deixar que eu vou
te amar quando eu crescer". com o
sentido, a agressão, a violência, esse
tipo de conflito direto. O que dá
conteúdo para as palavras e para os
conceitos, para os termos, não é o
conceito em si, a palavra em cima, senão
o meio no qual ela está envolvido e como
a coordenação das relações estão
estabelecidas e sendo realizadas na
história efetivamente. E aí vai enchendo
de conteúdo e de sentido os termos, as
palavras e as experiências que nós temos
aí com as nossas relações. Dito isso,
poder terá sentido político sobre quais
relações? Então, discutir o conteúdo de
poder do pensamento de Niet em relação à
nossa produção e reprodução social, as
implicações que tem dentro dessa
dinâmica é fundamental. Porque eu falar
de vontade de poder, sem conectar com
uma política, o conteúdo dessa palavra
poder é cheio de que? O que o enche, o
que o preenche de sentido?
Percebe? Então isso é muito importante,
mas a gente vai com mais calma. Estou
apenas desdobrando pouquinho a pouquinho
o nosso papo. Dito isso, a gente tem um
filósofo
Niet, que é um filósofo que fala sobre a
vontade de poder e que tenta então ser
um insubmisso, alguém que não vai se
submeter. Nós estamos muito docilizados,
nós estamos aqui aceitando uma moral de
escravos.
E a gente poderia perguntar quem são
esses escravos, né, no pensamento de
Niet? E talvez a gente descobrisse que
são esses fracos que não têm vontade e
força suficiente e que por isso, se
organizam buscam estruturar relações em
que limite o poder dos fortes, daqueles
que realmente são bravos, daqueles que
realmente têm vontade de poder
suficiente. Então, é uma organização aí
que falseia ou que atrapalha certas
relações que seriam muito mais coerentes
e consistentes com o que é o mundo real,
vamos dizer assim, a vida como ela se dá
dentro do pensamento, da modo como Niet
percebe. É, e aí esse esse grupo ele
busca igualdade, esse grupo de escravos,
essa moral de escravos busca se se
coordenar e estabelecer regras que
atrapalham aí padronizações que não são
boas, padronizações que no fundo impedem
que a vontade se realize e siga seu
curso. Então a gente vai ter aí um cara
que vai querer quebrar essas e essas
paredes, que vai quebrar essas amarras,
essas correntes, esses limites que são
colocados à vontade. Então, uma
filosofia que você pretende muito
poderosa e muito cheia de vontade aí,
derrubando tudo e todos nas ideias. Eh,
e aí a gente tem então um um uma
situação em que do ponto de vista
daqueles que se sentem controlados e
oprimidos pelo excesso de padrões e de
regras que são colocadas e reproduzidas
dentro de uma determinada ordem, faz
todo sentido. E é necessário quebrar
isso, inclusive porque dentro da
filosofia de Niet, essa questão da
vontade de poder está conectada com a
vontade de vida, a vontade de viver, a
vida se realizando. Há uma combinação
muito interessante e que a gente tem que
considerar. E aí, minha gente, isso do
Nit é bacana da gente ver porque vem do
de Schopenhauer. O Schopenhauer que não
falava propriamente vontade de poder,
ele até cita e utiliza vontade de poder,
mas para ele o mais importante era
vontade de vida ou vontade eh vontade em
si mesma, a vontade em si. Era vontade,
ter vontade. Mas o primeiro
Schopenhauer, porque Schopenhauer é
aquele filósofo de fases, né? um
filósofo de fases complicado e
perfeitinho que chega até nós. E o
Schopenhauer em sua primeira fase, né,
essa primeira fase que ele tem, é uma
fase bastante positiva, no sentido de
que é uma afirmação de vida mesmo e que
compreende essa vontade de maneira
bastante animada, de bastante intensa e
num num querer viver, um querer viver
distinto do que vem posteriormente nos
outros Schopenhauers, nas outras fases
de Schopenhauer, em que essa vontade de
viver, essa vontade de vida começa
começa a ser compreendida em sentido
muito negativo. É uma vontade em si, é
um querer por querer e é um querer então
que já não tá necessariamente conectado
com esse ímpeto e esse impulso de viver.
Ele pode começar a se conectar com um
âmbito mais niilista, ou seja, no âmbito
de um vazio em que o próprio sentido de
vida já não está no horizonte. E aí essa
vontade, vontade em si já abre margem
para o rumo que Niet vai tomar, porque
ele vai se apropriar dessa conexão entre
vontade e vida. Porém, contudo,
entretanto, todavia, não será mais
vontade conectado como vontade de vida.
Eh, Viljun Leben, eu acho que assim que
fala, Viljun Leben, vontade de vida,
senão e
vir
vinzurm, vontade de poder. Vinzurmart,
você vê que o meu alemão é totalmente
excelente, né? Então, vontade de vida, o
outro vontade de poder. Para NIT, não
vai ser vontade de poder. E aí vida
estará identificada com poder, estará
ali conectada com esse âmbito. Mas nisso
e nesse passo já já a gente vai ler uns
trechos de Niet e de um outro autor que
já já eu comento. Nesses passos de inite
e do que ele vai desenvolvendo, ele abre
margem ao caminhar para esse esse rumo
do vontade de poder, do identificar
poder com vida e do mais forte, da força
que se realiza. E e é isso que a gente
tá tentando. Esse conteúdo de poder, ele
vai criando cada vez mais um aspecto de
dominação e
assenhoramento. Senhorar-se sobre, ser
senhor, ter força sobre,
colocar-se do ponto de vista de quem tá
lascado, é um
oprimido. Eu considero bastante útil
esse tipo de discussão em relação a uma
situação de
opressão. Porém, não é esse o critério
colocado no pensamento de Niet. Ele pode
ser útil na mão de alguém que tá lutando
com contra uma determinada estrutura
hegemonizada.
Mas não há outro critério além dessa
vontade do vamos ser brabo. Não há outro
critério que exige uma justificação, uma
justificativa, uma
plauseabilidade na coordenação com seu
coletivo e com sua comunidade. É um
assim orar se soube deu por mim mesmo.
Da subjetividade que vai para cima e que
não tem que se justificar, que não tem
que dar razões. Ela faz, ela vai na
martelada, ela não tem que dar razões
para outra
pessoa. E o limite disso é que a margem
para que eu me assenhore sobre o outro,
que eu seja senhor de outrem, de outro
humaninho. Não há critério que limite
essa vontade para que ela tenha que dar
razões, que ela tenha que se justificar,
que ela tenha que apresentar para a
comunidade, para um coletivo, o por
devemos fazer isso e como nos
coordenaremos, porque afinal ela foi
construída para ser contra essa
estrutura em que exige esses padrões e
essas coordenações. E aí entram nas
ambiguidades, nas contradições que a
gente precisa analisar dentro da nossa
reprodução social e como se dá o mundo.
Toda essa construção, eu tô caminhando
pra gente entender que o poder vai ser
compreendido a partir de então,
especialmente a partir de Niet, não
conectado com uma vontade de vida de um
querer viver. E isso implicaria então
como que nós vamos viver e vamos, já que
temos essa vontade e esse querer, como a
gente vai se
organizar. É um querer viver de vida e
de poder subjetivo de mim para mim mesmo
e vamos para cima, não tenho que dar
razões, não tenho que ter esse tipo de
coisa. A gente vai construir um poder
que é dominar, ser dominador, ser
imponente, se impor, colocar-se sobre
tudo e sobre todos, a
senhorar-se. E é claro que quem tá
contra uma hegemonia, contra uma
estrutura que tá majoritária, vai, é
isso que a gente precisa, porque nos dá
potência, nos anima, dá tesão de lutar
contra esse negócio que é
distinto. que essa mesmo discurso sobre
poder estiver nas mãos de quem já tem
meios para executar esse
poder. É a senhorar se soube e não há
nenhum outro critério, nenhuma outra
espaço de delimitação. Então, quem já
tem como executar poder e vai para
cima, terra
arrasada. O que
para, o que limita?
os senhores que querem continuar se
assenhorando. Então, veja que é
importante discutir esse poder,
compreender aí suas funções em
diferentes âmbitos e espaços, mas e de
um ponto de vista de uma totalidade de
relações em que esse mesmo discurso
sobre o poder cai na mão de quem tá já
dominando, já é senhor sobre.
Dito isso, tem um autor que eu quero
utilizar aqui como comentarista de Niet.
É um autor muito pouco problemático
também e com poucas questões que são
levantadas diante dele. Também pouco
polêmico, assim como Niet, quase nada
polêmico. É Heidegger. Heidegger tem um
livro, só não tá aqui para eu poder
pegar a fonte direto e ler com vocês,
porque esse livro ele é um catatal dessa
lapa aqui que eu não tenho mais espaço
para deixar na minha casa. da minha casa
é um apartamento bem pequenininho, então
esse essa lapada de livro tá na casa dos
meus pais. É um senhor de um livro
grande dessa lapa aqui que é um são
comentários aí trabalhos de de Heidegger
sobre Niet, comentando
Niet. Eh, e aí eu não tive como trazer
aqui esse livraço Niet, porque tem um
belo NIT na capa, inclusive assim,
olhando pro lado com aquele bigodão e
foi escrito por Heidegger. E eu quero
utilizar Heidegger como comentador de
Niet para entender o desdobramento no na
redução dessa compreensão de vontade de
poder em seu sentido negativo, ou seja,
sem nenhum outro critério que conecte de
alguma maneira com uma vontade de viver.
e que aí então, portanto, exige que nós
tenhamos certos impulsos fundamentais
que nos ajudem na coordenação das
relações sociais e da coordenação da
nossa comunidade e não propriamente na
destruição de tudo. Mas passo a passo.
Vamos ver então o o Heidegger, né, que
comentando o Niet. Inclusive esse livro
que eu ganhei, essa essa lapada aí e eu
ganhei da minha companheira, não é hoje
minha minha esposa, minha companheira.
Contraímos matrimônio. Eu adoro essa
expressão, contrair o matrimônio, porque
parece que você aí pegou uma doença no
meio do caminho, né? contraí uma gripe,
contraí um patrimônio, um matrimônio.
Patrimônio não contraí nenhum,
infelizmente. Não tem nenhum patrimônio,
mas matrimônio contraí, contraí no dia
seguinte, depois de ter ficado um
poucoente por outras razões. E aí a
gente e a gente ainda namorava, ela me
deu essa lapada, né? E era um livro
grande para caramba e era caro e ela me
deu de presente, ou seja, uma mulher
para casar, para casar, coisa que o Niet
não fez. Eu não podia perder essa
oportunidade de falar isso. Bom, vamos
lá, lendo Heidegger. Mas eu não tenho
aqui o o livraço, então eu trouxe o meu
livrinho porque eu utilizei esse livraço
para escrever o meu texto de mestrado.
Fetização do poder como fundamento da
corrupção. Esse livrinho aqui que você
pode baixar gratuitamente na editora FI
e eu vou deixar na descrição do vídeo
para você baixar o PDF. Caso você não
goste de PDF, queira comprar o livro
físico, você pode comprar diretamente a
unidade com editora FIM. Eu não ganho
absolutamente nada com quando com isso,
né? Ao contrário, a ideia é a gente
poder fortalecer uma editora
que promove a produção de ciência, a
produção científica e o conhecimento
acadêmico. E aí e eles liberam o PDF
gratuito. E caso você queira adquirir a
unidade, muito bom, porque você vai
poder ler o físico e vai ajudar a galera
lá da editora a manter o seu trabalho.
Mas é isso, tá? Eu vou deixar na
descrição do vídeo. E aqui eu já tenho
as citações separadas porque eu utilizei
exatamente Niet e Heidegger e um breve
comentário sobre Schopenha mediados para
um autor que me ajudou a fazer esse tipo
de leitura e crítica, que é o Henrique
Del que é o principal autor aqui da do
meu livrinho, o pensamento do Dusel. E
ele faz esse tipo de arroz zoado que a
gente tá construindo até agora. Só que
aí, claro que não adianta eu ficar
confiando no Dúcielo. Eu fui ver se
tinha sentido o que ele tava falando.
Então, a gente foi ler lerideg. Afinal
aqui nós prezamos pelo pela construção
científica e pela busca da verdade. Eu
poderia simplesmente fazer uma
apreciação de de gosto, de preferências
e seguir aí doutrinariamente o Dúcio,
porque ele diz: "Tá tudo certo". E ficar
focado num autor que eu gosto, ao invés
de fazer uma crítica a esse autor ou
mesmo considerar que ele pode tá errado,
né? Não quero aqui fazer só uma defesa
da autoridade, eu quero ver se tá certo.
E aí eu fui atrás e achei coisas
interessantíssimas, tanto no comentário
de Hid Granite quanto nos próprios
textos de
Niet. Fica a dica aí, faça o trabalho
científico de maneira qualificada. É
importante, defendamos a ciência e a
busca pela verdade. E aí, minha gente,
seguinte, eu vou ler alguns trechos que
eu acho interessantes, né? Porque o
Heideger como como comentador de Niet,
ele consegue apresentar os
desdobramentos nesse sentido negativo
que eu tô querendo apresentar sobre
Niet. Que que que que Heider comenta,
né, especialmente a respeito da vontade,
da verdade e
tal, comenta o
seguinte: Niet, equipara frequentemente
poder e força, a capacidade reunida em
si e pronta para a atuação, o estar em
condições de, né? Então, e que para
poder, força, você realizar, você fazer
é uma filosofia da mobilização, uma
filosofia dos impulsos, né, da
realização dessa força inicial.
Eh, e aí ele comenta, contudo, o poder,
né, além de poder, força, esse impulso,
é igualmente o ser poderoso no sentido
da
realização, dominação, da afirmação de
si, do mesmo, da força para
assenhorar-se sobre, para ser senhor de.
E isso é muito importante porque é o
seguinte, se você tem força para
senhorar-se sobre, o que te limita?
Faça aí você fala: "Pô, da hora é nós."
Só que eu moro no Capão Redondo, meu
amigo. Sou um
assalariado explorado por três
atividades diferentes de trabalho e de
capital. Quais são as condições que eu
tenho para ser senhor sobre o quê? Que
me cabe ser senhor? Assim orar-se sobre
minha companheira? Assim orar-me sobre a
minha filha? A senhorar-me sobre os meus
vizinhos e colegas? Não. Ser senhor
sobre sobre quem? Sobre o quê? De que
estamos falando? De quem estamos
falando? Quais são os desdobramentos
políticos e de relação efetivo nesse
tipo de compreensão de
mundo? Fica a dica, mas vamos continuar.
H mais um trechinho que eu acho bacana
aqui. Ah, cadê,
cadê? A vida, né? Pronto. A vida, isso é
o ente na totalidade, é em sua essência
fundamental e em seu próprio fundamento
essencial vontade de poder. E nada além
disso. A vida é vontade de poder. Algo
duplo e ao mesmo tempo singular vem à
tona com essa sentença. Um. O ente na
totalidade é vida. A essência da vida é
vontade de poder. E aqui é dizer, gente,
tudo é vontade de poder e é poder. E é
poder. Então a gente tem que exercer o
nosso. A vida é isso. E num sentido
dominador de controle. Isso é o
Heidegger interpretando o NIT. Óbvio que
é fal isso não é o N entra no mundo das
interpretações, das perspectivas. Mas
não é isso que a gente vai fazer. a
gente quer conectar essa compreensão e
esse tipo de trabalho dentro das
relações sociais em busca de critérios
pra gente poder fazer a crítica a esse
tipo de conteúdo, porque ele não tá
solto no ar e nem preso numa essência de
NIT, ele está nas relações sociais,
históricas nas quais nós estamos
vivenciando. E essa ideia de que a vida
é vontade de poder, e poder é ir para
cima, é ser forte, sem orar-se sobre na
mão de quem já tem poder, efetivo de
executar, é capaz de executar o poder
porque tem meios para é simplesmente tô
nem aí para vocês, não tenho o que me
justificar e me mantenho aqui. Me tira
se você quiser. E para quem tá embaixo é
cada um por si, porque eu não tenho
nenhum motivo para ter que dar razões ou
me justificar pros camarada. Inclusive,
se eu tiver que fazer isso e me submeter
a uma ordem consentida aqui entre nós,
eu corro o risco de ser chamado aí
alguém que tá de moral de
escravo. Então é isso, é é esse tipo de
elemento que a gente tem que considerar.
Pode ser um um recurso, com certeza,
porque o ponto de vista de assimilar a
vontade de poder conectar à vida, ou
seja, realmente nós temos um impulso
vivo de que a gente quer viver. Eu quero
viver, eu quero desfrutar dessa vida, eu
quero morder ela com todos os dentes,
como diria Emanuel Levines, né? um
filósofo francês que eu gosto bastante,
judeu lituano francês que eu gosto
bastante, pô, eu quero quero ter tesão
de ver, eu quero poder desfrutar isso,
quero botar para fora, quero fazer de um
monte de coisa da hora, excelente, só
que eu não tô sozinho nesse mundo. E
esse mundo não tá no além, ele está aqui
sobre determinadas relações de produção,
sobre determinadas relações de domínio.
É necessário que nós coordenemos as
nossas relações familiares, as nossas
relações intersubivas, as nossas
relações de vizinhos. Eu não posso achar
que porque eu posso, que eu sou brabo,
que não sei o que lá, eu faço qualquer
coisa com quem eu quiser. Não posso. Eu
tenho que ter limites. E esses limites,
eles não são dados dentro das próprias
implicações da realidade e da própria
estrutura da filosofia lintiana, que não
se pretende como uma sistematização das
relações políticas.
Então é um poder pelo poder, um poder de
vida, um poder de que me anima, que me
tem sentido, porque realmente nós temos
esse impulso e eu quero, mas eu tenho
que ampliar isso. Eu tenho que ser
crítico ao autor e crítico aos
desdobramentos do seu pensamento dentro
das nossas
relações, certo? Então é isso que eu tô
querendo tratar. Ah, joga fora esse
bigodudo. Não, mano, acho útil para
caramba.
Só que é útil até a página meia, não é
nem a página dois, até um pouquinho,
porque eu tenho que parar e pera, mas
olha a realidade, pô.
com quem, contra quem e por quem a gente
pode utilizar determinados aspectos
desse
pensamento. E aqui a gente tá
trabalhando, perdão, aqui no núcleo
fundamental do pensamento de Niet, que é
a vontade de
poder. E aí no livro de Niets, né,
vontade de potência ou vontade de poder,
que o pessoal diz: "Não, mas não é dele,
foi a irmã dele que selecionou e
soltou". Sim, mas foi escrito pela minha
mãe, né?
Não, sério, gente, o cara produziu, o
cara escreveu e tem sentido dentro de
sua obra, infelizmente. Só que aí mostra
aquelas coisas que a gente não queria,
que é tipo os cadernos chamados cadernos
negros de Heidegger, né? Guardou aí por
não sei quantos anos e depois foi
soltando também com a irmã. Não sei que
esse pessoal tem com a irmã, mas foi
soltando depois, né? Pediu pro pessoal
guardar e ó, solta depois de não sei
quantos anos que eu morrer, porque tem
alguma coisa aí,
hein? Vamos lá.
Niet tinha vontade de potência diz o
seguinte: a vida é uma consequência da
guerra. A própria sociedade é um meio
para a guerra. E eu quero citar esse
aforismo, exatamente porque ele
sintetiza uma compreensão completamente
negativa de poder que se conecta com o
asshorar-se sobre e a vida vontade de
poder que o Heideger interpreta. Ou
seja, é uma interpretação totalmente
negativa que Heidegger abraça com muita
vontade. É
isso. E qual que é o problema disso? Tem
vontade de viver e vontade de poder ali
que a gente quer desfrutar? Tem. E esse
é um aspecto negativo?
Não, executar poder não é
necessariamente
negativo. Poder não é só dominação.
Poder não é só essa essa
eh potência de guerra e de violência e
de acabar com as condições e quebrar
tudo. Poder também é criar as condições
para que nós possamos viver no dia
seguinte. Isso é executar poder, é a
gente se organizar e criar os
mecanismos, as estruturas, as
instituições que garantem que no dia
seguinte a gente não se destrua e
possamos viver a vida. Afinal, eu tô
cheio de vontade, mas não tem condição
de viver, meu amigo. Você pode ter a
vontade que você quiser, não dá, tem que
estar vivo. E para est vivo, dentro de
uma espécie gregária, comunitária,
biologicamente, historicamente
constituída, evoluída desta maneira, é
necessário, em seu modo de realidade,
coordenar as relações entre os pares e
os grupos para criar os meios coletivos
para garantir as condições do dia
seguinte. E dentro de uma sociedade que
apesar de no mercado parecer estar tudo
fragmentado e cada um por si, nós
estamos profundamente interconectados,
interdependentes dos trabalhos sociais
de uns com os outros. É uma divisão
complexa de trabalho e cada vez mais
complexa, que aparentemente nos
fragmenta, mas estamos cada vez mais
conectados e dependentes de outros.
Então, perceber essas relações, eu não
posso discutir poder sem considerar esse
movimento. Eu tenho que me coordenar com
a minha classe, eu tenho que me
coordenar com os camaradas, eu já vivo
assim, eu dependo
disso. Então, como nós transformamos
essas relações para poder viver? E aí a
vontade de poder seja vontade de poder
de vida, de realizar a vida e não de ser
brabo e não de não ter critérios ou
conteúdos para preencher. Porque se a
gente não tem conteúdo claro do que vai
significar esse poder, ele vai dentro
das relações sociais que a gente tem dar
sentido de poder como poder meu para mim
e azar o
seu. Cada um com seu cada qual.
farinha pouca meu pirão
primeiro. É
assim, como é que sobrevive, minha
gente? Eu tô falando praticamente para
resolução de problemas, entendeu? Então
isso são são algumas coisas que eu acho
que é importante da gente
considerar.
Eh, e aí, deixa eu ver se tem mais
alguma situação que eu gostaria de
fazer.
Não, tudo bem. Acho que eu já falei
bastante sobre esse
essa. Ah, pronto. A última última última
última última, né?
esse caráter negativo que eu tô falando
do poder, né, que o Heideger vai sacar
de Niet e que tá em Niet, a gente não dá
para negar, perdão, foi mal aí quem
gosta, mas tá, pô. E aí a gente tem que
pensar, beleza, mas eu posso usar a meu
favor, tal, pode usar um monte de coisa
a favor. Eu uso Levinares, por exemplo,
que é um conservador, já usei
Chesterton, que é outro conservador. Eh,
trabalho criticamente a obra de um monte
de gente aqui no Brasil e utilizo, pô,
que é isso, gente? Porque a questão não
é o autor, a questão é como a gente vai
resolver os nossos problemas. Só que
agora quando eu leio a filosofia, a
teoria, compreensão de alguém sobre uma
determinada relação, o que que ele tá
enfrentando, eu olho pra realidade,
quais são os efeitos que isso causa ou
pode causar dentro do tipo de relação
que a gente tem, me exige um tipo de
crítica que não tá no autor ou na defesa
dele, mas na resolução dos nossos
problemas sociais, na resolução de ou no
caso sociais, mas poderia ser qualquer
outro problema, na resolução de
problemas, como isso contribui para
resolver esse problema.
E aí a gente consegue discutir sobre,
mas aí pra gente
fechar, a vontade, né? A vontade, a
vontade em Niet, de acordo com
Heidegger, como comentador de Niet,
reside o ser senhor sobre o exercer
poder sobre o que é aberto no querer e é
fixado nele. O querer mesmo é um
assenhoramento sobre que se estende para
além de si. Querer é em si um poder. Aí
eu já, minha filha já discordaria desse
ponto, mas a gente já
fala. O poder é o querer que é constante
em si. Vontade é poder e poder é vontade
e assenhorar-se para além de si, podendo
ser, portanto, sobre outrem, sobre outra
pessoa, semar-se sobre o que tiver
diante de
mim. E é engraçado, né? Porque o querer
é poder, né? Eu tô querendo, então vai e
realiza os seus meios. Minha filha diria
não, porque ela, minha filha tá obsecada
com a expressão querer não é poder. E aí
eu utilizei uma piada maravilhosa do
Nando Viana, que é ele tem um um uma
sequência de piadas que são os heróis
que ele faria, né? Os heróis da Marvel é
tudo embaçado. Ele falou assim, eu faria
uns herói bem merda. E aí ele falou que
ele faria o super querer, que não tem
poder nenhum. No final, querer não é
poder. Eu acho essa piada muito boa.
Perdão aí se vocês não gostam, mas eu
gosto. De todo modo, essa construção que
a gente fez, né, do para chegar nesse
assorar se sobre, não preciso dar
justificativa, não preciso de
plausibilidade, não preciso de verdades,
não preciso de razoabilidade. Cara, isso
no limite é um problema danado paraa
coordenação e organização da classe
trabalhadora, pra coordenação e e
reorganização de uma estrutura
econômica, um modo de produção e de
forma social que garanta as condições de
produção e reprodução da vida de amanhã.
Porque sem nenhum critério, meu, eu
quero ser sobre, eu sou senhor sobre,
tenho vontade de eu saio explodindo tudo
e dane-se. E se a pessoa tem meios para
fazer tal coisa, aí complica mais ainda.
Se a gente não distingue o que é uma
classe e como em cada classe esse tipo
de elemento surge, de discussão sobre o
poder, sobre não verdade, não isso, não
aquilo, acaba com tudo, a gente só tá
fazendo besteira porque não tá
utilizando uma coisa importante que é o
cérebro. E eu tenho cérebro, não tenho
medo de usá-lo. Eu gostaria que vocês
fizessem o mesmo. Dito isso, dentro do
âmbito acadêmico, por exemplo, pode ser
que seja extremamente interessante
quebrar estruturas hegemonizadas que
aparentam ser cientes. Aí cumprem papel
de ideologia. Quebrar estruturas
hegemonizadas de modos de produção de
conhecimento, em que a gente pode
flexibilizar, a gente pode repensar, a
gente pode reestruturar. E aí é uma
discussão sobre enfrentamento de poder,
sobre dogmatização, né? ser dogmático é
uma desgraça. Então a gente pode
confundir dogmatização com verdade, tá
errado. Então, pô, vamos quebrar esse
negócio, conceito de uma verdade única,
fechada como dogma. É, realmente não
pode ser dogma. Tem que estar dentro de
um de um de um espaço científico de
produção, reprodução de conhecimento,
com crítica, com transformação, com
evolução de pensamento, resolução de
problemas, novas resoluções de problema.
Não dá para tratar uma verdade fixa,
essencial e transcendental. Eu acho que
todo mundo vai concordar com isso,
obviamente. Só que aí veja, é um âmbito
acadêmico, um espaço específico em que
faz esse tipo de enfrentamento, faz esse
tipo de discussão e que limita esse
lance da vontade de poder, do ser brabo
e tal, não sei o que lá. Há um campo, há
um lugar, há uma resolução de problema
específico. é distinto de eu generalizar
isso para todo tipo de relação, todo
tipo de estrutura, todo tipo de
organização, todo tipo de coletivo, todo
tipo de partido, tudo que é tudo na
esvaziamento da política por um lado, e
por outro, como eu tinha comentado, uma
política um poder que é cheio ou
entupido de conteúdo dentro de relações
de mercado, fragmentárias,
individualistas, subjetivistas e que que
separam mais as pessoas do que qualquer
outra coisa. Eu tenho que ser bravo, eu
tenho que ser senhor, eu tenho que ser
forte.
e a solidariedade, a fraternidade, a
organização da classe trabalhadora e
como a gente coordena os meios
necessários para realizar os nossos
fins, como a gente se associa para poder
transformar esse
mundo. Tem que ter uma
complexificação da análise e da
compreensão da realidade social e uma
complexificação no uso de teorias e do
próprio conceito, no caso de vontade de
poder, que aparentemente seria sem
política, mas parece que não. não teria
nem como. E eu imagino que vocês
concordarem, concordariam com isso. Dito
isso, minha gente, espero que vocês
tenham curtido esse tipo de conteúdo.
Nós seguiremos aqui trazendo a boa nova
todo dia útil até a vitória final.
Valeu, minha gente, até breve.

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