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A fé vem pelo ouvir

Juntos no Estranho Caminho da Adoração – Salmos 130 | Luiz Sayão | IBNU

Juntos no Estranho Caminho da Adoração – Salmos 130 | Luiz Sayão | IBNU

Juntos no Estranho Caminho da Adoração – Salmos 130 | Luiz Sayão | IBNU

Uma jornada espiritual intensa conduz o espectador pelos caminhos do Salmo 130, revelando como a dor profunda pode se transformar em verdadeira adoração. Com sensibilidade e profundidade, o vídeo explora a experiência do salmista que, das profundezas de sua aflição, clama ao Senhor. A reflexão mostra como o lamento se transforma em oração, e como a fé, mesmo em meio à culpa e desespero, se torna um caminho para a esperança renovada.

A análise destaca o contexto histórico e litúrgico do salmo, ligado aos cânticos de peregrinação dos israelitas rumo a Jerusalém. É apresentada a importância da comunhão na adoração e a descoberta transformadora de que o perdão de Deus é completo e absoluto, capaz de redimir não só o pecado, mas suas consequências. O vídeo enfatiza que Deus não abençoa o erro, mas transforma vidas apesar deles.

O espectador é convidado a encarar sua própria jornada interior, suas dores, culpas e medos — e a reencontrar a esperança firme, colocada na Palavra de Deus. Uma mensagem profunda sobre graça, restauração e o Deus que redime totalmente.

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E aí, pessoal, tudo bem? Estamos junto,
pois é, mas dessa vez é diferente.
Estamos juntos no estranho caminho da
adoração. Como é que é, Saão? Pois é,
essa é a nossa
reflexão para falar profundamente ao seu
coração no Salmo 130. Então, não se
esqueça, ouça essa palavra, abra o seu
coração para o Senhor e você que tá em
sintonia com a gente, convide os amigos,
faça parte, entra aí no nosso canal,
ative o sininho e entra em parceria com
aquilo que a IBU quer oferecer para a
sua vida, o seu coração em sintonia com
o Senhor da Salvação.
[Música]
É muito bom ter a
oportunidade de refletir e aprender
daquilo que Deus nos revelou na sua
palavra. você, meu convidado a neste
momento prestar toda atenção à palavra
de Deus que nós encontramos num salmo
para lá de especial, salmo 130.
E hoje a nossa mensagem vai estar
fundamentada num cântico especial que
era chamado cântico de peregrinação. E o
nosso tema será Juntos no estranho
caminho da adoração. Você sabe que
adoração rima com comunhão, né? E claro,
por quê? Porque quando a gente pensa no
momento de celebração, no momento de
culto, de adoração, é totalmente
diferente quando você faz algo
individualmente sozinho e quando você
faz junto com todo mundo. Então, a gente
é a gente é convocado como povo de Deus
a estar juntos, né? Mas essa comunhão
não é assim, simplesmente a gente tá,
como se diz assim, de boa, né, na
amizade com o próximo. É algo mais
profundo, porque primeiro João diz um
negócio interessante, né, que quem não
ama ao seu irmão eh a quem ele viu, não
pode amar a Deus que ele não viu. Então
você percebe que a adoração rima com
comunhão nessa dupla ação, né, onde você
tá junto. E a gente deve perguntar como
é que funciona essa
conexão, como é que de fato você tá
junto numa reunião em celebração, em
adoração e tem comunhão. Sabe por quê? O
ponto fundamental é que a gente
compartilha do mesmo tipo de
experiência. A gente tem mesmo tipo de
vivência que quando você começa a abrir
o coração e conversar com uma pessoa que
tá aí firme nessa caminhada da fé, a
gente descobre que essa pessoa passou
por um caminho semelhante. E esta é a
história do Salmo
130. E o que que a gente tem? Um cântico
de peregrinação. Que peregrinação é
essa? Esse salmo faz parte de uma
coletânia, né, que na verdade
começa lá no Salmo 120, vai até o Salmo
134. E essa coletânia, né, ela é chamada
em hebraico de
shirramaalot, ou seja, cântico dos
degraus ou cântico de subida. O que quer
dizer isso, né? Para entender isso, a
gente tem que ver o contexto topográfico
da cidade de Jerusalém. Você pode ter
uma vista aí da Jerusalém de hoje, né,
nesse lugar tão bonito visto a partir da
parte oriental da cidade, ah, no cair da
tarde, quando a gente pode claramente
perceber que Jerusalém tá num lugar
alto, né, num lugar
elevado. Então, eh, nós temos uma
altitude em torno de 800 m acima do
nível do mar. E quando nós tínhamos as
grandes festas, as peregrinações, você
sabe, né? A Bíblia diz que três vezes
por ano os israelitas deveriam
comparecer perante o Senhor. E isso
acontecia na Páscoa, acontecia no
Pentecoste, na festa das cabanas ou ou
tabernáculos, como é chamada. Então você
imagina aquele mundo de gente, aquele eh
mundarel, né, de peregrinos vindo, né, e
cantando esses cânticos de subida, de
peregrinação, até chegar na parte
elevada da cidade e continuar subindo
até o monte do templo, onde hoje você vê
lá aquele espaço da esanada das
mesquitas e que no passado aí foi o
ponto alto da
peregrinação dessas pessoas. E aqui,
especialmente, esse é um dos salmos que
marca essa realidade. Então, quando a
gente entende isso, a gente pode
perceber qual que era o cenário. Então,
na sequência, você pode ver aí a
Jerusalém dos dias do Novo Testamento,
né? Isso aí, essa maquete, ela
lembra aí a reconstrução da cidade feita
com base na pesquisa arqueológica, nos
relatos do Novo Testamento, nas fontes
mais ligadas à tradição oral judaica,
como é o caso da Michn, né? Ah, e também
nos escritos de Flávio Josefo, né? E e
aqui é interessante porque você vê a
cidade como ela era nos anos aí em torno
do ano 66, um pouco antes da sua
destruição pelos romanos. Mas você vê o
a dimensão do templo e veja a parte
elevada onde ele se encontra para você
perceber como através dos séculos, né, a
os viajantes iam para lá e cantavam, né?
E ah aqui você vai ter oportunidade de
ver algo muito interessante, que é
Jerusalém no passado e no presente.
Então você pode ver a figura aí como
aparece, né, aí
nesse slide e como seria olhando de hoje
voltar ao passado para ver como é que
era a realidade do templo, né, diante
desse cenário aí que a gente observa,
né, como que seria voltar ao passado
para ver o templo da maneira como o
próprio Jesus e os discípulos viram na
época
neotestamentária. Para ficar mais claro,
isso é importante, porque às vezes você
lê a Bíblia, né, e às vezes lê num tom
tão poético, tão simbólico, que dá
impressão que o elemento concreto
histórico, assim, vamos dizer, tem um
valor muito limitado. Mas você pode ver
hoje, né, essa área da
cidade, é, no período salomônico. E por
que que eu falo do período salomônico?
Porque nós temos aí pertinho do Salmo
130, um salmo ligado a Salomão, né, que
é o Salmo 127, assim como acontece
também ah com o Salmo 72.
E esses salmos mais posteriores, eles
são salmos já do período mais adiantado
da história de Israel. Tanto é que bem
próximo aí você vai ver o Salmo 137
falando quando os judeus voltaram da
Babilônia, né? Nem todos os salmos são,
por exemplo, como imagina-se tantas
vezes salmos de Davi. Claro, existe 73
salmos ligados a Davi, mas não é o caso
desse e de muitos outros. Então você
pode ver hoje como é que tá o espaço
ali, né, onde você vê a parte elevada,
onde na época Salomão construiu o
templo, né, a parte que liga o pedaço da
cidade chamada cidade de Davi a essa
área ampliada posteriormente. O que que
nós temos lá hoje e como é que isso
representa o mesmo espaço da época
Salomônica? E para quem pensa nessa
realidade eh salomônica, a gente tem aí
a oportunidade de ver como seria uma
tentativa de reconstrução do templo de
Salomão, que aliás era um templo muito
limitado, né, de 9 m/ 27, na sua base aí
243 m². E você pode então ter uma
perspectiva desse tempo bonito, eh,
muito
luxuoso, muito especial, mas limitado em
termos de tamanho. Então, quando a gente
olha isso, você vê, você imagina comigo
toda essa multidão, esse povo israelita
que tava tentando rimar a comunhão com a
adoração e indo pro templo e de repente
a gente começa a ver algo meio estranho
aqui que a gente não imaginaria, né?
Porque você pensa numa multidão, nesse
contexto de celebração, você só imagina
algo que tem a ver com adoração, com
canção, com cântico,
comemoração. E aí quando a gente lê esse
salmo e alguns deles são assim, né, um
pouco distintos, né, igual o 121, elevo
os meus olhos para os montes, de onde me
virá o
socorro, você vê uma coisa
surpreendente. Surge no salmo uma
palavra forte de
lamento, um lamento que se desdobra em
oração. Então, olha como é que o salmo
se apresenta. Das profundezas clamo a
ti,
Senhor. Ouve, Senhor, a minha voz.
Estejam atentos os teus ouvidos à minhas
súplicas. O que que chama atenção? Em
primeiro
lugar, fica claro que o salmista, que tá
inserido nesse contexto cútico
comunitário, passou ou está passando,
melhor dizendo, por uma experiência
terrível que a gente não sabe o que é.
Pode ser algo ligado a uma enfermidade
brutal. Você sabe que hoje, né, quando a
gente fica muito doente, já é uma
preocupação e uma dor muito grande. Você
imagina os mundo antigo. No mundo
antigo, imagina o que tem uma
enfermidade realmente séria. Você não
tem elementos analgésicos suficientes,
você não tem hospital, né? Lembre no
Israel antigo, uma doença assim meio
contagiosa exigia o isolamento do
indivíduo, uma quarentena distanciada.
Então eu não sei, pode ser que ele
esteja com um problema sério de
enfermidade, pode ser que ele esteja
sendo perseguido pelos inimigos que o
ameaçam de morte, pode ser que ele tá
enfrentando um problema familiar muito
sério. Pode ser que, entendeu, a gente
não tem ideia. pode ser uma crise
pessoal profunda que envolva um elemento
psicológico, né? Mas ele vai expressar
isso e ele fala algo que significa do
fundo do
poço, das profundezas, das
profundezas. E e toda a tradução
bíblica, poética, ela, vamos dizer
assim, ela ela é bem comportada, né?
Então assim, a coisa fica bonita dizendo
as profundezas, clamo a ti, Senhor. Mas
a coisa é assim, no meu desespero
horrível, eu tô gritando, ó Deus. Esse é
o é o foco do salmo. E preste atenção
que eu acho curioso, porque observe bem
que Senhor tá com letra maiúscula,
porque é uma referência ao nome sagrado
de Deus, YH.
E o de rei va rei. Quando você lê o
começo do verso dois, tá? Ouve, Senhor,
a minha voz. E aí, Senhor, que se refere
a Adonai, ah, tem a ideia daquele que é
o o Deus soberano, aquele que é o o dono
de tudo, né? E veja que não tá tudo em
letra maiúscula. Então ele usa nomes
diferentes de Deus na oração. O que
chama a atenção é o que que Lamento tá
fazendo num livro de louvores. Nome de
Salmos em hebraico é
Terrilim. E a gente não imagina isso,
né? que aquilo que tem a ver com o nosso
sofrimento mais intenso não pode nos
levar nas direções onde a gente entra no
final das contas num beco sem saída.
Como assim saiam? Quando a gente passa
por uma situação de fundo do poço, a
gente pode caminhar em diversas
direções. Uma delas é dizer: "Olha, é o
seguinte, a vida é assim mesmo, é uma
desgraça, todo mundo passa pelo por
isso, essa é a condição humana, não tem
o que fazer. Então, a gente se entrega a
profunda depressão e
simplesmente repisa, né, esse tipo de
sensação negativa. A gente fica, vamos
dizer, mastigando o limão mais azedo,
cheio de pimenta malagueta em cima
dele. Ou a gente se coloca numa posição
assim de de fatalismo. Olha, não há o
que a gente possa fazer.
A vida é isso aí. E a gente fica inerte,
às vezes não se entrega à depressão, mas
toma uma
atitude absolutamente, vamos dizer,
desconectada com qualquer referencial de
esperança, né? E é muito comum, né? Essa
coisa popular, não tem jeito não, né?
Não, o pau que nasce torto morre torto,
a vida é assim, né? Então, eh, esse tipo
de coisa também não tá no horizonte
bíblico de lidar com a realidade das
profundezas. A outra possibilidade é
buscar uma postura de escapismo. A gente
faz o quê? Olha, já que tá doendo
demais, a gente faz de conta que não é
assim. Aí você tem essa essa postura
quase narcótica das pessoas que
simplesmente, né, tentam esquecer da
vida, não tem esse lance de beber para
esquecer, de simplesmente tentar assim
fugir da realidade na cultura
contemporânea muito marcada por esse
tipo de postura, às vezes até com
iniciativas exóticas de ruptura com a
realidade. Interessante que que o texto
bíblico diz. Olha, pessoal, se Deus é
Deus e ele é um só, ele é o Senhor, a
nossa dor precisa ser apresentada diante
dele. Então, surge uma coisa tão curiosa
e diferente, que o
lamento
colocado à luz da relação com o sagrado,
ele se transforma em oração. E aí nós
temos uns elementos tão bonitos. Por
quê?
Primeiro que traz um um um caminho de
escape para o coração diante da dor
absolutamente
escruciante. Quer dizer, a pessoa não
precisa fingir diante de Deus, não
precisa esconder, não precisa apresentar
uma fé falsa, fake, superficial, não.
Ele tem toda a a razão de ser, de dizer:
Deus, socorro, tá
doendo, ajude-me com transparência e
genuinidade e o mais impressionante é
que isso não só se transforma em oração,
mas aparece num livro que é o livro dos
louvores. E o que é muito impressionante
nessa jornada desse salmo, porque essa
adoração inesperada, onde o lamento, né,
se torna louvor, e a oração da dor é uma
oração que se desdobra como uma oração
persistente. Eu não sei se você reparou
bem, quando ele diz, "Das profundezas
clamo a ti, Senhor. Ouve, Senhor, a
minha voz. Estejam atentos os teus
ouvidos, as minhas súplicas." Ele tá o
quê? dizendo a mesma coisa o tempo todo.
Eu acho curioso isso, né? Porque e sabe
que a persistência é difícil. Você tá
numa situação de necessidade, você pede
ajuda para uma pessoa e você vai lá, ô
fulano, olha, me dá uma força aí. Quando
chega na segunda vez, você já vai
constrangido. A terceira nem pensar.
Você fala que, pô, de novo, vou lá
incomodar a pessoa. Puxa vida, eu, né?
Eu não tenho cara para pedir o mesmo
favor. outra vez, né? Tem gente que
assim prefere, né, passar, como se diz
na linguagem popular, um perrengue do
que toda hora bater, né, na casa do
outro para dizer: "Ô, sufoco que eu tô
aqui, me ajuda de novo". Então, mas aí o
texto ele ele ensina pra gente, ele traz
essa didática da oração. Porque se a
gente conhece quem Deus é, sabe da
proposta do coração divino, a gente
ganha essa coragem de manter essa oração
persistente. Por isso ele diz, né? E eu
acho legal essa variação do nome de
Deus, sabe? Eh, e como que a pessoa
querendo tapar todos os os buracos
possíveis assim, né? Então ele vai falar
com Deus, ó Deus, o criador, o Senhor do
universo, o Pai bondoso, Deus de
misericórdia, né? Quer dizer, ele vai
num caminho de ampliar o seu horizonte,
de saber quem Deus é para fazer essa
adoração inusitada que que surge nesse
ambiente pessoal, que vai ser
compartilhada dentro do contexto dessa
adoração comunitária desse povo que
adora em
comunhão. E então essa oração se torna
persistente. Agora, pessoal, vamos falar
sério cá entre nós. Eu sei que a maioria
de vocês já passou perrengue terrível,
já passou por circunstâncias que você já
pensou: "Olha, minha força não dá mais".
Quando a coisa fica difícil pro nosso
lado, você certamente há de concordar
comigo que acende uma luz vermelha no
fundo do coração. A gente diz: "Ixi,
será que não deu ruim em algum momento
da minha vida? Será que eu não passei
dos limites? Será que eu andei fazendo
alguma coisa que agora justifica o que
eu tô passando?"
Então, a coisa que surge é assim, eh,
não existe uma culpa por trás da minha
dor. E eu tenho eu tenho visto pessoas
passando por dificuldades familiares
intensas de saúde, financeiras e e a
pessoa diz: "Ô, sai: "Olha, eu passei
uns anos sem nem preocupar com a igreja.
Será que Deus não tá pesando a mão
agora?"
Olha, teve um momento em que eu dei uma
desvairada aí, ó. Caí no mundão, fiz um
monte de coisa aí que eu hoje eu eu me
arrependo, né? Mas naquela hora a minha
cabeça tava meio fora do lugar. Eu acho
que agora Deus tá cobrando, né, aquele
tempo, né? Ou então a pessoa diz: "Olha,
faz muito tempo que eu me tornei um
sujeito meio avarento, meio mão de vaca.
Nunca contribuí para nada nos projetos
do reino de Deus, nem para missão, nem
nunca tentei ajudar ninguém. Então eu
acho que agora Deus tá, entendeu?
Trazendo a conta, né? Então o salmista
passa por isso, mas olha que coisa
interessante no verso três. E é curioso
que agora ele muda a maneira de falar
com Deus de novo. Ele põe abreviação do
nome sagrado juntamente com a palavra
que tem um sentido de Deus como aquele
que é dono de tudo. E aí ele chama de
soberano Senhor. E aí ele pensa, pera
aí, deixa eu raciocinar um pouquinho. Se
tu, soberano Senhor, registrasses os
pecados, quem escaparia literalmente no
hebraico, quem é que ficaria de pé? Quem
poderia, né, eh, estar diante do Senhor?
E aí ele chega à
conclusão, que é a conclusão que a gente
deve ter quando a gente passa por
esses momentos sombrios e doloridos da
vida. Ele diz: "Mas contigo está o
perdão para que sejas temido". Ou seja,
você passa por
dificuldades, você enfrenta as
profundezas, o fundo do poço e junto com
essa dor, facilmente a invasão do
fantasma da culpa. Essa culpa pode ser
verdadeira. Você precisa se arrepender,
pedir perdão, acertar a vida, mas ela
pode ser uma culpa falsa, que é um
desdobramento dessa dor. Não é uma culpa
real. E aí o salmista vai trabalhar
isso, sabe como ele fala? Pera aí, se
Deus de fato for a régua, se ele for
olhar
detalhadamente a vida de cada um e
cobrar, como a gente diz, tint tim por
tim tinim, vírgula por vírgula de todo
mundo, meu amigo, não sobra ninguém.
Então, como é que eu lido, né, com o
desespero da dor do fundo do poço? Não é
pelo escapismo, não é pela narcotização
do coração, não é pelo entreguismo
negativo, não é por uma atitude
fatalista, mas é
colocando com a força do coração diante
de Deus, o choro tá liberado. A dor, ela
sobe como um tipo de lamento, oração que
é recebida como uma adoração pela
confissão de dependência de Deus. E ao
mesmo tempo, como subproduto dessa dor,
surge essa culpa que se abre como uma
janela de oportunidade para entender
quem Deus é.
Então, olha que coisa extraordinária,
porque ele vai dizer: "Contigo está o
perdão para que o Senhor
seja
respeitosamente adorado." Esse é o
sentido da palavra temido no
original. A ideia aqui é o seguinte.
Quando a gente chega nesse cenário tão
difícil, a única saída pro ser humano é
perdão. A gente quer se martirizar, a
gente quer pagar essa conta, a gente
quer fingir, a gente quer fazer, mas a
coisa, vamos dizer, num certo sentido,
ela é profunda, tocante e ao mesmo tempo
simples. Ou seja, é hora de
arrependimento, perdão, virar a página e
prosseguir.
Portanto, contigo está o perdão para que
o Senhor seja
respeitosamente adorado. Então, nesse
momento, surge uma coisa muito
interessante nesse salmo. Apesar de ser
o momento de dor invadido pelo acréscimo
da sensação de culpa, é hora de
aprender, de aprender sobre Deus, de
aprender sobre culpa e dor, sobre o
pecado e especialmente sobre perdão. Que
salmo extraordinário, salmo celebrado na
tradição
hebraica entre aí a o momento ah do ano
novo do Rashannai e do Yonkipu. que
quando o reformador Lutero leu assim,
ele falou: "Nossa, aqui tá a essência do
evangelho e isso foi tão forte que levou
Johan Sebastian Bar, né, a compor em
cima desse salmo de tão, vamos dizer, e
extraordinário que ele é." E aí, olha
que coisa interessante, a gente
prossegue um pouco mais e chega no verso
5. E é muito impressionante o que a
gente encontra lá. O verso 5 diz
assim: "Espero no Senhor com todo o meu
ser, na sua palavra ponho a minha
esperança." E veja que senhor voltou a
tá todo em caixa alta aqui trabalhando
com essa diversidade, né? Com você já
brincou de amarelinha? Você nunca teve
aquela mania de andar assim na rua e
querer pisar no mesmo lugar assim, né?
De um jeito ou do outro? Então assim, eu
acho legal que o salmista ele tem, né,
as diversas variações de Deus e ele
quer, né, tá tocando em cada uma delas
assim de maneira peculiar para para
fechar. Será que existe um toque
poético, teológico aqui? É muito
interessante
isso. E o que que é extraordinário é que
no meio dessas profundezas e dessa dor
nasce a esperança. E a esperança, meus
queridos, ela
é algo raro. Boa parte das pessoas
preferem viver a vida ou pisoteando as
dores do passado para beber o o líquido
amargo da sua dor, o que não leva
absolutamente a nada, ou viver numa
situação em que a gente sabe, não pensa
na vida, vai tentando aí encher a nossa,
o nosso cotidiano de sensações imediatas
para que a gente não tenha que encarar a
realidade e até pela postura.
vamos dizer, é difícil de encarar o
futuro, mas ninguém prossegue na vida,
ninguém constrói, ninguém vai adiante
sem a esperança, que é a
antecipação promissora do futuro e que é
filha da fé. E aí é necessário a gente,
vamos dizer, reorganizar o mundo
interior assim para que a gente faça um
um caminho de
encaminhamento da nossa força interior
nessa disposição antecipadora do futuro.
Então, a esperança é tudo, ela é a força
motriz que nos leva, vamos dizer, a a
mais
extraordinária utopia, né? Ou seja, a
gente a gente espera algo poderoso, a
gente olha pro futuro, a gente eh tem
essa coisa meio que romântica assim de
que olha, eu sei que vai dar certo, né?
Eu acho legal porque uma das coisas
bonitas que a gente tem na história da
realidade cultural do nosso povo
brasileiro é: "Rapaz, não esquenta a
cabeça não, vai dar tudo certo", né? A
gente tem esse negócio que às vezes eu
acho que tem sido corroído por um
sentimento muito negativo e
desnecessário. Pois é, quando o salmista
passa pelo vale, quando ele enfrentou o
fundo do poço, as profundezas, a
sensação da culpa e ele lamentou, ele
colocou diante de Deus, ele passou por
esse processo, ele enxergou melhor quem
Deus é, como é que essa coisa de lidar
com essa dor, como é que é essa
percepção de que com Deus está o perdão.
De
repente dá o clique. E eu acho muito
legal. E sabe por
quê? Porque esse clique não tem
explicação. Eu acho tão doido isso.
Aliás, a coisa de Deus é santamente
doida. É doida como? Porque eu eu já vi
pessoas que eles entraram numa pegada
difícil e depois eu tento falar para
ele: "Ecuta, mas e como é que você saiu
dessa?" Aí a pessoa chega para mim e
diz: "Sí, olha, sabe que eu não sei
explicar? Eu sei que chegou uma hora que
eu não tinha mais força, eu não tinha
mais o que chorar, eu não tinha mais o
que e entendeu tentar
entender. De repente deu uma
tranquilizada, uma acalmada dentro de
mim. E aí a explicação mais profunda que
eu já ouvi sobre isso é a pessoa virar
para mim e falar: "Saião é Deus ou foi
Deus?" Porque ele ele não consegue
colocar em palavras o que foi essa essa
movimentação interna do
coração do grito da dor e da sensação de
culpa e de impotência para um momento em
que a
gente começa a respirar esperança. E aí
ele diz: "Espero e olha, olha que coisa.
Espero no Senhor atenção com todo o meu
ser." Porque tem gente que espera, mas
não muito, né?
espera aquele negócio, um olho fechado,
outro aberto, né? Espera mais ou menos.
Mas você percebe que ele diz: "Eu espero
com todo o meu ser." E aí ele diz: "E na
sua palavra ponho a minha esperança". E
aqui é muito valioso a gente entender as
descobertas do salmista, né?
A gente não sabe muitas vezes fazer as
coisas mais simples da vida. Por
exemplo, a gente não sabe nem chorar.
Conheço gente que chora de raiva e chora
de
desespero, eh chora, né, de angústia. E,
e, e, e é interessante, o salmo mostra
para nós
como
domesticar, né, e domar a sagradamente o
nosso choro, que não é puro, desespero,
angústia, dor ou ódio. Ele ele ele
encaminha ele, esse choro, essa dor
sobre Deus.
E aí ele vai aprender um processo
terapêutico tão profundo que não é só
saber chorar, mas saber esperar. Você
sabe que uma das coisas mais difíceis
nesse mundo é saber esperar o nosso povo
de hoje. O povo doido, o povo
angustiado, o povo ansioso, tudo é para
ontem. Você fala pra pessoa: "Não,
aguarda um minutinho, não, um minutinho
não, tem que ser agora". Você vê as
pessoas no trânsito, você vê as pessoas
aguardando numa fila, você vê assim, né?
E e são raras as pessoas que você pode
esperar com que elas se sem
se sintam bem e venham se sentar no
lugar e contemplar a tranquilidade e a
beleza do mundo na natural à sua volta e
ficar ali alguns minutos de boas. Não
parece que tem um
ciricotico, pessoa não aguenta. É uma
coisa esquisita. Você percebe que quando
esse processo se dá no salmo, o o
salmista passa por isso e agora parece
que ele passa por uma cura dessa
ansiedade
indevida, ele aprende a esperar. E a
esperança é filha, irmã, amiga da fé.
Essa essa é a disposição que organiza o
coração numa direção favorável e
promissora. Que coisa interessante. Sabe
qual é a fonte disso? A palavra divina.
Pessoal, preste atenção. Não adianta
fazer
louvorzão, não adianta fazer eh reuniões
extravagantes, não adianta usar técnica
de
mercado, não adianta usar psicologia
barata, não adianta a gente criar
ferramentas artificiais motivadoras do
indivíduo para que ele possa desfrutar
de uma
espiritualidade adequada.
O salmista descobriu a minha esperança.
Eu ponho minha esperança na palavra de
Deus. Essa palavra que tira do oculto do
nosso coração aquilo que precisa sair,
porque tá escondido. Destrói os nossos
castelos fakes, inúteis, que não vão
levar lugar nenhum. Ela nos traz o ponto
de repreensão adequado para que a gente
saiba enfrentar a vida. Ela ela ela
trabalha a nossa limitação e
fragilidade. Ela abre um caminho. Eu
nunca vi uma
pessoa espiritualmente saudável que não
tenha aprendido a beber da palavra de
Deus. E nunca vi pessoas que têm
espiritualidades questionáveis. que não
tenha rompido com essa capacidade de
degustar a palavra divina. Por isso é
tão extraordinário o salmo, porque abre
que eu posso chamar aqui de um novo
caminho interior. E aí você vai vendo
como é que funciona a verdadeira
comunhão. Por que que quando celebra
Deus junto com uma outra pessoa que
bebeu do Salmo 130? Ah, o cântico é
outro, a conversa é outra. E eu fiquei
tão satisfeito na minha vida de
encontrar gente que veio da África, da
Europa, do Oriente Médio, do Extremo
Oriente, dos diversos lugares do Brasil,
da Europa, da América do Norte. E aí
quando você vê que o coração tá na mesma
página, porque a gente passeou pelos
mesmos caminhos bíblicos, então você vê
que a adoração não é só cantar a música,
a adoração não é só participar. Eh,
porque há pessoas que participam disso
de maneira mecânica, técnica e o olhar é
vazio. Mas quando a gente bebeu da mesma
graça, uf, aí sim comunhão rima com
adoração. E olha só o que é que acontece
quando o salmista passa por esse
fortalecimento filho da esperança, o
novo caminho interior dele vai em que
direção? Preste atenção. Espero pelo
Senhor. Olha lá, mudou de novo o nome de
Deus. Aqui já não tá as quatro letras
sagradas. Ô, coisa bonita essa variação.
Sabe como é que ele espera? Mais do que
as sentinelas pela manhã. Mais do que as
sentinelas esperam pela manhã. Eu não
sei se você já passou por uma situação
de ficar esperando acontecer alguma
coisa de madrugada. Eu já estive num
hospital na madrugada. Nossa, eu olhava
pro relógio. Então assim, a pessoa no
hospital com alguém doente esperando
sair um novo boletim médico, esperando a
chegada do médico ou o atendimento da
enfermagem ou o nascimento da criança ou
a liberação da alta do hospital, né? Ou
quando você tá na rodoviária ou no
aeroporto e você fica esperando 3, 4 da
manhã e o tempo não passa. Uma vez eu me
lembro que tava no hospital e olhava pro
relógio, eu falo: "O relógio maldito que
não anda, né?" Cada minuto lá parecia
meia hora. E eu uma hora até olhei,
falei: "Esse relógio tá quebrado, não é
possível que esse negócio não funciona".
Aí eu olhei para todos os relógios,
todos igualmente estavam quebrados. Ou
seja, é a ansiedade de ver o tempo
passar. Olha a coisa impressionante. O
salmista diz, sabe a pessoa que trabalha
de noite? Sabe o sentinela que fica
ficava em cima da muralha da cidade para
vigiar? Imagina esse cara a noite toda
lá esperando o sol nascer. O sol que não
chega. Que que houve com a terra? Quem
pisou no freio da terra para ela parar
de rodar? Como
assim? A sensação é essa? E aí surge um
negócio muito
interessante. Quando a gente não entende
de fato a caminhada da vida, a gente
desenvolve uma espiritualidade cai entre
nós
interesseira. Você quer que Deus te dê
melhor salário, que Deus te dê uma vida
mais tranquila? Você quer saborear todos
os quitutes do
Senhor? Mas a gente não desenvolve o
quê?
relacionamento. A gente não
entendeu que Deus é o nosso maior bem. A
gente não tem comunhão real. A gente
tem, não tem um um relacionamento que
descobriu, né, que que Deus eh eh com
ele está o perdão e por isso ele é
especialmente
adorado. Mas agora sim, agora a nossa
esperança não é o salmista podia falar
assim: "Ah, eu espero
pelo Senhor para que nunca mais eu entre
nas profundezas de novo. Ah, eu espero
pelo Senhor para que nunca mais eu me
sinta culpado por nada. Não, tá vendo?
Ele espera pelo Senhor. Esse é o ponto
final. A gente
descobre esse elemento inesperado e
estranho que surge, né? Deus é minha
única esperança. Você percebe quando
esse tesouro se aloja no seu coração,
nada pode abalar você. Tudo que você
tiver à sua volta externa, que a gente
costuma colocar esperança nessas coisas,
alguém pode levar. Mas quem pode levar o
tesouro que se abrigou no profundo do
seu coração e fortalece a sua vida de
maneira
absolutamente
diferenciada? E aí o salmista vai nessa
direção de um profundo desejo por Deus.
É
absolutamente incrível a maneira como o
salmo se desenve desenvolve. E aí, para
onde é que ele vai? Eu acho simplesmente
magnífico,
porque o indivíduo começou gritando de
dor porque tava no fundo do poço. E e a
autenticidade genuína da Bíblia não
esconde nada. Deixa isso no livro para
ser cantado dentro do
templo. Aí agora, passado o deserto,
passado tudo isso, olha o movimento do
coração de quem é curado. Ele se volta
pros outros, ele se volta nessa relação
comunitária e essa adoração vira
proclamação. Veja como a coisa se as
engrenagens se juntam para essa
mobilidade da
espiritualidade diferenciada. Aí ele
diz: "Põe a sua esperança no Senhor, ó
Israel". Ele se volta paraa nação e diz:
"Pessoal, eu descobri onde é que tá o
ponto de apoio firme do coração. Onde é
que a minha esperança resido no Senhor
Israel? Então
confie, esperem, tenham esperança no
Senhor. Sabe por quê? Porque no Senhor
agora, caixa alta, tudo, né? letra
maiúscula, o nome sagrado. No Senhor há
amor leal e plena redenção. Quer dizer,
o amor de Deus, que é a fonte desse
perdão, é o amor incondicional da
aliança, o récede divino e que garante a
nossa plena redenção. E ele tá dizendo
isso no momento em que
Israel tá num cenário onde o mundo à sua
volta não é tão promissor. Porque dizer
pra gente ter esperança em Deus quando
tudo tá de vento em popa, dando certo é
uma coisa aqui não. A ideia é diferente.
Então essa oração lamento torna-se
proclamação com base no amor e na
redenção.
E essa adoração que se volta para esse
elemento comunitário, ela vira um
caminho de engajamento. E aí a gente
fecha o
salmo, no meu entendimento, com a maior
descoberta de todos. A gente pergunta é
por tantas vezes a gente não consegue
ter
essa
comunhão entre as pessoas que estão em
aliança com Deus, fazendo com que essa
adoração esteja em sintonia com essa
comunhão. E o que que tá pegando, que a
coisa, vamos dizer assim, não fecha, né?
Quando você já viu que tá tá faltando
alguma coisa para completar, e aí eu
vejo aqui a maior descoberta de todas,
que a gente vê no final, no último
versículo do Salmo? O texto diz que
Deus, ele próprio, redimirá Israel de
todas as suas culpas.
A história de Israel, a história da sua
vida, a história da minha vida, das
nossas vidas, quando a gente tenta
caminhar mais próximo dessa relação com
Deus, dá um medinho na gente, às vezes
um medão. Por quê?
Porque você fala: "Ó, eu me conheço, eu
sei dos meus sentimentos, dos meus
pensamentos, das minhas reações, dos
meus problemas, dos meus conflitos, das
minhas dificuldades com certas pessoas,
do meu
coração que endurece, dos meus erros,
dos meus pecados, assim. Então, eu sei
que Deus é bom, né? Deus nos abençoe a
nós todos, né? A gente fala isso, mas na
hora de chegar perto do sagrado, a gente
treme, né? Porque a gente conhece a
nossa
fragilidade. E no fundo isso alimenta
uma desesperança interna que você diz
assim: "Olha, eu sei que Deus vai me
abençoar, eu sei que Deus vai nos
ajudar, mas sabe como é que é, né? A
gente fica ali meio esperto, porque ele
certamente vai, né, nos redimir, podemos
dizer assim, de 70% das nossas culpas ou
de 80%. E tem umas coisas mais
complicadas que eu não sei se ele
realmente vai redimir isso. No fundo tá
presente no nosso coração. Quando o
salmista nesse caminho de dor do fundo
do poço e experimentou todo esse novo
conhecimento de Deus e descobriu que com
ele está o perdão para que ele seja
reverentemente adorado e celebrado.
Ele agora tem força profunda de
esperança no coração. Ele diz: "Israel,
quer saber de uma coisa? Deus conhece a
história de vocês, sabe de todas as
pisadas de bolas e as doideiras que
vocês fizeram? Mas sabe o que eu
descobri?
aquilo que muita gente não acredita, que
eu conheço pessoas que diz: "Olha,
Saião, Deus perdoou o fulano, Deus
perdoou a fulana, Deus perdoa a gente,
mas a pessoa é perdoada, mas ele vai ter
que colher o que ele fez. As
consequências Deus não tira. Você põe o
prego lá, bate ali e você arranca o
prego, você tirou, mas o buraco tá lá e
isso não tem o que fazer. A pergunta é:
será que é assim mesmo? Você acha
mesmo que todos os erros da sua vida,
todos os erros da minha vida, as coisas
que a gente fez, que Deus vai fazer você
colher todas as consequências disso, ele
vai apagar sua ficha, perdoar, mas você
vai se lascar. Claro que tem coisas que
a gente fez, que tem desdobramentos que
a gente sempre vai ter que lhe dar, mas
o salmo vai numa direção muito
diferente. Que que o salmista tá
exuberante? Ele diz: "Olha, Deus não vai
fazer
Israel pagar as consequências, porque
ele redimirá Israel de todas as suas
culpas". Aí a gente entende porque isso
vira um poema de louvor, de adoração e
tá no saltério. Porque o salmista quando
descobriu quem é um Deus por trás da sua
dor, ele não cabe em si. Então, no meio
da dor e da melancolia, ele faz essa
santa sinfonia de
libertação que vira adoração e sai do
coração pra nação, porque ele sabe que
Deus livra do pecado e das consequências
para mostrar o que significa pleno
perdão. Deus abençoe a nossa vida e
abençoe o nosso coração com o Deus de
amor que hoje bateu a porta do seu
íntimo para mostrar o que significa
amor, graça, sem fim e pleno perdão.
Amém.
[Música]

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