Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Makários | Aula 21 | A missão é de Deus ou da igreja? | Módulo 1 | Jeferson Chagas

Makários | Aula 21 | A missão é de Deus ou da igreja? | Módulo 1 | Jeferson Chagas

Makários | Aula 21 | A missão é de Deus ou da igreja? | Módulo 1 | Jeferson Chagas

Aula 21 | Módulo 1
Curso de Teologia Makários
A missão é de Deus ou da igreja? (Teologia da Missão)
Missiologia

Contribua para os projetos IBNU:

Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7

Contribua

Conheça mais:
[email protected]

Home

Siga-nos:
/ ibnusaopaulo
/ ibnusp

🎙️ Novo na transmissão ou querendo melhorar? Confira o StreamYard e ganhe $10 de desconto! 😍 https://streamyard.com/pal/d/4511161695600640

Legendas automáticas:

[Música]
Muito boa noite pro pessoal que já está
acompanhando aqui mais uma aula do nosso
curso Macá. a nossa 21ª aula já chegando
aí no no nos últimos momentos desse
primeiro módulo. A gente vai ter um
total de 26 aulas nesse primeiro módulo.
E a gente então já conversou sobre
vários temas da teologia e hoje é um
capítulo muito especial. Eu até
expliquei, viu, Jeferson, quando
anunciei essa aula aqui paraa nossa
comunidade, que missiologia é um dos
temas que eu pouco tinha ouvido falar
até entrar na faculdade de teologia e ao
mesmo tempo é um dos capítulos mais
instigantes do estudo da teologia. E
para isso a gente trouxe um professor
muito muito capacitado, muito experiente
nessa área, que é o Jeferson Chagas. O
Jeferson, ele é um estudioso, tem
doutorado nessa área de missologia, ele
é membro aqui da nossa igreja, da Igreja
Batista Nações Unidas, e tem trabalhado
com vários grupos missionários
diferentes, eh, a partir de uma missão
que está sediada nos Estados Unidos.
Então, ele tá falando de lá, mas muito
conectado também à realidade do Brasil e
de vários outros países que atuam na
evangelização eh de diferentes culturas.
Eh, para que vocês possam conhecer um
pouquinho melhor, eu pedi pro Jeferson
se apresentar, apresentar um pouquinho
aí das missões que ele tem atuado. E aí
você vai também poder, eh, se situar um
pouquinho melhor porque a gente chamou o
Jeferson para dar essa aula de
missologia. Boa noite, Jeferson.
Boa noite. Você você me ouve bem? Tudo
certinho aí? Ótimo. Então, podemos
começar.
Então, hã, primeiro agradecer a IBNU
pelo convite, agradecer a a Deus em
primeiro lugar, claro, mas agradecer a
IBNU pelo convite e também pela parceria
já de muitos e muitos anos, né, quando
nós estávamos em outro campo
missionário, eh, mais especificamente na
China, nós já tínhamos aí uma parceria
estabelecida efetivamente, um bom um
relacionamento com o pastor Luisaião e
com toda a igreja e BNU. Então, eh, é um
amor muito grande que nós sentimos pela
igreja e nos sentimos muito à vontade. E
então assim, eh, eh, eu louvo a Deus,
louvo a Deus por cada um da IBNU, para
cada irmão e você também que tá aqui,
né, hoje também para assistir, pra gente
aprender juntos, pra gente falar um
pouco sobre missões. E antes da gente
falar, apresentar, porque nós temos uma
pergunta de 1 milhão de dólares aí, né?
A missão é da igreja ou de Deus?
Antes da gente seguir aqui nos
PowerPoints, nas minhas notas de aula,
eu queria primeiro falar um pouquinho,
né, por que a gente eh compartilha,
ensina essa essa parte de uma igreja,
uma igreja missional, né? Então isso
isso já começa já desde a minha
conversão no final dos anos 80, aonde eu
sou discipulado. Na minha conversão, eu
já sou discipulado por um missionário
que servia na na Argentina. E todas as
lições, todo o meu processo de
discipulado, ele já nasce já com essa
ideia de missões locais e também missões
globais. Então, desde o meu primeiro
início de caminhada na fé, a gente já
tem essa experiência, né, de de de
entender em que nós precisamos ser uma
igreja local, nós precisamos fazer a
diferença localmente e globalmente, né?
E hoje quando a gente olha e e quando eu
vejo essa trajetória, né, de servir a
Deus em locais bem diferentes, né, a
gente quando eu olho para trás, eu fico
olhando e falo: "Meu Deus do céu, eh
Deus já me levou para uns lugares tão
assim interessantes, né? e sair de um
contexto de pesquisador, de engenheiro,
né, de de com doutorado em engenharia e
você sair desse contexto, Deus
orientando todo esse processo e você sai
e vai para um contexto de África, que de
África do Oeste, lá no Senegal, aonde a
gente trabalhou com o povo Olof, povo de
maioria muçulmana e o povo serê. são
etnias ali dentro do Senegal, o primeiro
campo missionário, as primeiras
experiências, erros, acertos e
aprendizados e e depois você servir num
ambiente muçulmano também, porém no
Oriente Médio, no Iraque. Quer dizer,
você sai de um mundo muçulmano não árabe
e vai pro muçulano, um um povo
muçulmano, né, árabe. Então, muitas
diferenças ali. Então, mais ali, mais um
aprendizado. E aí você vai caminhando,
né? Deus leva a gente paraa China.
Ficamos ali na China um bom tempo ali,
10 anos servindo ali na China e também
focando na na com povos com povos
muçulmanos. Interessante a gente ver a
como a igreja ela tá caminhando, né? É
tão legal a gente ver como Deus tá
usando os nossos irmãos no Senegal, lá
no Iraque, lá na China, eh, outras
viagens que a gente fez e caminhadas e
treinamento. E a gente vê a igreja do
Senhor Jesus, mesmo debaixo de
perseguição nesses países aonde eu
mencionei, com dificuldade os nossos
irmãos servirem a Cristo, nós observamos
a Deus movimentando eh todo esse
tabuleiro, né? Eh, e hoje eu tava
comentando com o ATLA, antes da gente
entrar aqui ao vivo, eu estava falando
do eh da igreja chinesa, né? na igreja
chinesa com regras bem rígidas, piorou
bastante nos últimos anos para servir
ali os próprios irmãos chineses. E a
igreja continua crescendo, a igreja nas
casas continuam crescendo. E agora eles
têm centros de treinamento, eles estão
enviando missionários, eles estão eh
abrindo centros de treinamento em países
próximo a à China e ali dando
treinamentos. E a gente tem hoje
chineses servindo em locais difíceis de
servir, né, na Arábia Saudita, no mundo,
nesse mundo fechado, Coreia do Norte. E
a gente tem visto a igreja do Senhor
caminhando. Então o que eu tenho visto é
primeiro, né, agradecer, eu agradeço a
Deus por fazer parte desse movimento de
Estou baseado aqui nos Estados Unidos,
mas conectado com a missão global,
trabalhando com os refugiados, os os
imigrantes, né, aqui nos Estados Unidos.
Eu tava falando que no sul de Houston,
na na grande existe uma uma quantidade
asiática aí de mais de 800.000 1
asiáticos, né, de mundo hindu, de mundo
budista, mundo muçulmano, povo sique
também. E então é interessante a gente
ver a igreja
global envolvida, né? A gente tem visto
o Senhor Jesus, ele eh eh eu tenho
certeza que tem a mão dele, mas as
pessoas estão se deslocando de todos os
lugares para todos os lugares. Então,
quando a gente fala da missão da igreja,
da missão de Deus, da missão da igreja,
do nosso papel como povo de Deus, é, a
gente tem que estar exatamente com os
olhos abertos, né? Você, não sei se você
já ouviu algo, alguma coisa louca como
essa aqui, precisamos de chineses,
precisamos de
missionários para servir entre os
chineses e
Moçambique. Quer dizer, pera aí, não é
China não. Essa movimentação toda, o
próprio comércio, a ida de mão de obra
da China pro para pra África, eles
invadiram toda a África. Os nossos
irmãos africanos, eles têm dificuldade
de compreender a cabeça de um chinês, a
dificuldade que tem. Então, a
necessidade de uma cooperação global,
né? Então, a gente vê essa essa visão,
essa essa mentalidade glal. Eu preciso
pensar localmente, mas aquilo que eu
estou fazendo localmente conecta com o
globo. Nós trocamos experiências, nós
aprendemos um uns com os outros, né?
Essa troca ela é muito interessante.
Então, é um pouco disso que a gente vai
falar. Qual é o nosso eh como povo de
Deus? qual tem sido a nossa o nosso
papel, o que que nós temos que pensar, o
que que nós precisamos alinhar, eh, pra
gente poder entender e responder eh eh,
e responder essa pergunta, né? A missão
é da igreja ou de Deus? Esses dias
mesmo, antes de caminhar, senão tem que
caminhar, porque senão a gente fica
contando histórias aqui e vai embora,
que tá fica 3 horas falando. Mas
recentemente nós batizamos uma moça da
Jordânia, uma muçulmana que se converteu
ao Senhor Jesus. Veio ela, o filhinho
veio paraa igreja feliz com Jesus, os o
menino participando da escola bíblica,
eh, eh, do do da do VBS aqui da das
férias, né, quando tem os programas de
criança e e ela participando todo
domingo da Escola Bíblica Dominical, dos
cultos, e Deus tá trazendo, chegou uma
moça, eh, nós temos hoje uma amiga
tailandesa e que você pergunta para ela
sobre a crença dela, ela crê em tudo,
ela não tá clara para ela as coisas. ela
ela acha que conhece a Cristo, né? E
então a gente hoje tivemos com ela hoje
pela manhã e então a gente tem visto que
toda essa movimentação ao redor do
mundo, a igreja, a nossa igreja, a
igreja global, nós precisamos estar com
os olhos abertos, porque não precisamos
somente ter uma movimentação e e cruzar
os oceanos ao nosso na nossa no nosso
quintal, né, a nossa vizinhança, na
nossa região, na nossa área, nós já
temos povos de todas as tribos. línguas.
Nós, quando nós falamos de missão
transcultural, por exemplo, eu não tô
falando de outro país, não. Tô falando
que às vezes tem uma comunidade aqui,
principalmente a 55 minutos aqui da
minha casa, tem uma comunidade asiática
de 800.000
pessoas, né? Então, né? Eu não tô
falando de coisa distante, nós não
estamos cruzando oceano. Então agora nós
precisamos nos equipar, nós precisamos
compreender o nosso papel como povo de
Deus, aonde nós entramos nessa n na
nessa movimentação divina, né? O que que
eh o que que nós podemos, né? eh eh
compreendendo o que que nós podemos
corrigir, o que que nós podemos nos
adaptar, alguns conceitos às vezes que
nós aprendemos errado. Então, esse o
objetivo da nossa conversa hoje é
exatamente isso, a gente apresentar
alguns PowerPoints, a gente comentar
sobre algumas afirmações e a gente poder
eh depois assim voltar e responder essa
pergunta e outras mais que vocês podem
estar levantando aí. Bom, ah, eu poderia
apresentar para vocês vários livros,
vários materiais. Existem materiais
muito bons sobre a teologia bíblica da
missão. Eu particularmente gosto muito
da maneira como Christopher Wg, missão
do povo de Deus, né? Uma teologia
bíblica da missão da igreja. Eu gosto
muito da forma como ele, como ele
escreve a as aulas dele do YouTube. Ah,
eu já tive oportunidade de ter uma
palestra com ele há algum tempo atrás e
realmente eu gosto muito da forma como
ele apresenta esse assunto. Então eu
peguei alguns pontos desse livro e a
gente vai conversar um pouquinho sobre
ele. Bom, primeira, o primeiro ponto que
eu coloco
aqui, eh, a gente precisa entender que a
missão ela não começa com a gente, mas
ela começa com o próprio
Deus. Eh, esta é a chamada, que nós
chamamos isso, que é de missione dayi,
significa a missão de Deus. Então,
quando nós falamos de missão, a gente
não tá só falando de uma tarefa pra
igreja, pra igreja realizar. a gente tá
falando de algo muito mais muito mais
profundo. Nós estamos falando do próprio
caráter e obra de
Deus. A Bíblia, ela não é somente um
manual de instruções, né, que eh ou uma
coleção de histórias isoladas, né? Ela é
muito mais que isso. Então, a Bíblia ela
é uma narrativa, uma narrativa que ela é
coerente, contínua sobre o plano
redentor de Deus para toda a criação. E
é interessante que esse plano ele
abrange desde o Gênesis até o
Apocalipse, né? A Bíblia ela tem uma
linda história para contar, né? A
história do Deus que se revela, um Deus
que vem ao nosso encontro. é um Deus que
convida a gente para uma conversa e para
um encontro. E esse encontro parte dele,
né? Parte dele. Então aí nós podemos ver
aí a graça de Deus, o amor de Deus e
isso é muito lindo. Então quando a gente
pensa nessa grande história de Gênesis
até Apocalipse, a gente vê essa história
revelando um Deus que está em constante
movimento para o quê? para restaurar,
para reconciliar o mundo consigo mesmo.
Vamos pensar um pouquinho na história lá
de Gênesis. Lá em Gênesis 12, a gente vê
que quando Deus chama eh quando Deus
chama o Abraão, ele não é apenas não é
apenas uma um ato paraa salvação pessoal
de Abraão. Esse chamado, ele inclui uma
missão. A gente vê no capítulo 12 que o
texto diz lá num dos versos: "Em ti
serão benditas todas as famílias da
terra". Então, desde o princípio, a
gente já vê que o plano de Deus tem um
alcance
global, visando não algumas nações ou
alguns povos, mas todas as
nações. E esta perspectiva, ela
transforma a maneira como nós
compreendemos o que significa ser o povo
de Deus. Então essa é uma questão
importante pra gente pensar aqui nesse
primeiro slide. Nós não fomos escolhidos
por próprio mérito, mas fomos escolhidos
pela graça e tem um propósito. E esse
propósito, ele é um propósito
missional. Propósito missional.
A nossa eleição não é um privilégio
paraa gente desfrutar
egoísticamente, mas uma
responsabilidade que nos convida a
participar da obra redentora de Deus eh
no
mundo. Um aspecto importante pra gente
destacar aqui é
que a missão de Deus ela é
abrangente. A missão de Deus ela não se
limita à salvação individual das almas.
Essa missão, ela a missão de Deus, a
missão divina, ela
inclui eh, a
transformação de toda a
criação. Então, os profetas, como
Isaías, por exemplo, eles nos dão esses
vislumbres dessa nova criação, aonde
justiça e paz prevalecem.
A nossa participação na missão, ela deve
refletir essa visão ampla, abrangendo a
justiça social, o cuidado com a criação
e a
reconciliação. Quando a gente olha ali
no Novo Testamento, a gente vê que Jesus
ele surge com o cumprimento da missão,
dessa missão divina.
Ele não apenas proclama o reino de Deus,
mas ele
inaugura. E aí a gente vai ver que a sua
vida, a sua morte e
ressurreição são, na verdade, o ponto
culminante da história redentora, dessa
história redentora de Deus.
E quando nós seguimos a Cristo, nós
somos então convidados a continuar a sua
missão, vivendo e proclamando as boas
novas do reino. Então, é muito
importante a gente entender qual é o
nosso papel como povo de Deus. Eu queria
aqui desafiar você a repensar a nossa
visão, então, a nossa visão de
missão. Ah, muitas vezes nós reduzimos a
missão a alguns programas ou algumas
atividades específicas, mas a gente sabe
muito bem que a missão é algo muito mais
profundo. A missão, ela é parte de nossa
identidade como povo de Deus. Vou
repetir, a missão, ela é parte da nossa
identidade como povo de Deus. Não é
apenas algo que nós fazemos
ocasionalmente, eh, mas algo que nós
somos chamados a viver
diariamente. Não é algo como trabalhar
num laboratório de química, aonde eu
coloco o meu jaleco, o meu uniforme e ao
final do dia eu tiro aquele uniforme, eu
levo para lavar, eu deixo ali para
amanhã cedo pegar de volta. é muito mais
que isso. Nós somos chamados a viver eh
essa vida com Cristo, como povo de Deus,
diariamente. Algum, quero deixar aqui
uma pergunta paraa nossa reflexão, tá?
Como seria a nossa igreja, a nossa
comunidade, se nós realmente
entendêsemos que somos chamados a
participar da missão de Deus em todos os
aspectos da vida?
Uma outra pergunta pra gente refletir
aqui. Como
que seria viver com a consciência de que
não estamos aqui por acaso? Mas nós
fomos escolhidos para ser bênção. Nós
fomos escolhidos para ser luz, para ser
agentes da restauração de Deus no
mundo. Então, o que a gente aprende é
que a missão de Deus, ela é o coração da
narrativa
bíblica. E nós como o povo de Deus e nós
como seu povo, nós temos então esse
privilégio de fazer parte dessa história
contínua, essa história contínua de
redenção e de
restauração. Então você pense, né, nessa
é um primeiro ponto que eu queria aqui
destacar pra gente poder pensar dessa
importância de entendermos o que
significa ser o povo de Deus. Um outro
ponto aqui que eu
selecionei, eh, é a gente poder, eh,
entender que a
Bíblia, eh, ela não é
simplesmente eh como eu disse
anteriormente, não é simplesmente um
manual cheio de instruções e coisas
isoladas. Eh, ela é muito mais, né? A
gente entende que a Bíblia é uma
narrativa. E o que eu acho interessante
é que quando nós falamos de narrativa, a
gente precisa entender que mais de 95%
da população do Globo, nós estamos
falando aí vai de
basicamente de se a gente for trabalhar
com uma geografia, o continente asiático
africano e América Latina e algumas iles
do Pacífico, a gente vai ver
que as pessoas que vivem nesses nessa
área do mundo, ou seja, a maior parte da
população e as pessoas que saíram dessas
terras e migraram para a Europa e
migraram para os Estados Unidos, elas
preferem comunicar através de
narrativas, através de histórias. Olha
que interessante. Então, a Bíblia é uma
fonte rica para nós já sabermos a
evangelizar, a abrir conexão, a criar
pontes para o evangelismo, ao
discipulado, ao ensino da Escola Bíblica
Dominical, no discipulado ou num
treinamento teológico. Essa parte do
mundo aonde onde está a maior parte da
população, eles
preferem narrativas.
Então, quando nós apresentamos a Bíblia
nessa visão de narrativa, faz muito
sentido para eles, para eles, né? Bom,
uma história, a gente sabe muito bem que
eh essa narrativa, ela ela ela começa
com a
criação, ela passa pela queda da
humanidade, o chamado de Abraão, a
formação do povo do povo de Israel. Aí
você tem lá o êxodo, o reino, o exílio,
a vinda de Jesus e a gente vê ali que
culina na visão de uma nova criação lá
em Apocalipse. É uma linda história para
se contar para aqueles que nunca
ouviram falar do Jesus Cristo, que o
cordeiro de Deus que tira o pecado do
mundo, né? A coisa começar lá no Éden, a
coisa, né? A história linda para nós,
ela começa, ela ela vem da eternidade,
né? Mas assim, mas essa história nossa
como humanidade, a gente já vê ali o
próprio Deus indo até o Éden. Eh, até
porque quando Adão e Eva eles pecam,
eles tentam resolver as coisas por si
só. Árvores, folhas de árvores resolve o
nosso problema, né? Aí Deus chega e
fala: "Não, não resolve não. Ação humana
não resolve esse problema do pecado".
Então, a gente vê aí que o próprio Deus,
ele sacrifica um animal e usa a pele
para cobrir a vergonha do casal, né? É
muito interessante ver a importância da
gente entender a ação divina. Então, nós
vamos ver nessa história de Gênesis
Apocalipse o próprio Deus interessado em
nós, o próprio Deus, ele inicia esse
encontro, né? Então, é muito
interessante a gente observar.
Bom, o autor desse livro do W, né, que
eu falei para vocês, eu recomendo vocês
terem ele aí, ele enfatiza algo muito
interessante. Ele diz assim que para
cumprir a nossa missão como povo de
Deus, nós precisamos entender onde
estamos
posicionados na história de Deus. Aonde
nós estamos na história de Deus. É muito
claro, gente, que nós não somos mero
espectadores dessa dessa linda
narrativa. Nós somos participante
ativos. Nós fomos convidados a fazer
parte dessa narrativa. Então, a nossa
vida e a nossa missão, quando eu penso
assim, ela ganha muito mais significado
quando a gente reconhece que que nós
encaixamos nessa nessa história grande,
nessa história maior. Agora, um dos
riscos que nós enfrentamos hoje é
justamente desconectar a missão de Deus
de sua narrativa histórica.
Então, quando nós quando tratamos a
Bíblia apenas como um conjunto, como um
conjunto de regras ou verdades
descontexualizadas, nós perdemos essa
profundidade e a coerência do que Deus
está fazendo no mundo. Então, a missão
ela se torna eh eh, infelizmente, a
missão ela se torna
fragmentada, reduzida a tarefas
isoladas, sem a visão desse panorama.
completo. E aí a gente precisa lembrar
que a narrativa bíblica, ela não é uma
história estreitinha, uma história
limitada a um pequeno grupo de pessoas.
Mais uma vez, é uma história universal
que abrange toda a humanidade e toda a
criação. Ela começa lá no Gênesis. No
princípio, Deus criou os céus e a terra
e culina com a redenção de todas as
coisas. Então, o nosso papel na missão
de Deus faz parte desse plano universal
de restauração. Olha que privilégio
nosso de estar nessa
posição. E a gente sabe que no centro
dessa dessa grandiosa narrativa está
Jesus Cristo, né? Na verdade, ele é a
chave que une todas as partes da
história, né? O cumprimento das
promessas feitas a Israel, né? E então a
gente vê Jesus
sendo, é muito interessante.
Recentemente eu dei um treinamento, um
um curso de 6 meses, eh, todas as
quartas-feiras sobre Cristo no Antigo
Testamento. E é coisa linda, coisa
maravilhosa a gente observar isso. É
interessante também que eh eu me
converti em
1987 e uma das um dos textos bíblicos
que mais mexeu comigo e que abriu as
portas para eu poder entender um pouco
mais sobre a pessoa, eu já nasci num num
lar cristão, porém católico, e então eu
havia muitas muitas coisas assim
distorcidas ou nubladas, né? E quando eu
entendo que Cristo é suficiente para
mim, quando eu entendo que eh 700 anos,
lá lendo no livro de Isaías, você vê ali
que sete séculos já estava falando do
Jesus, da morte de Jesus. Quando eu vejo
o Salmo 22 dando exemplos claros,
mostrando sobre a crucificação de Jesus,
se mexeu muito comigo. Como é que pode
algo? Você fizeram uma previsão de algo
de sete séculos, né? Aí você vai
começando a entender eh eh o Cristo
pré-encarnado. Eu é uma área que eu sou
apaixonado. Até recomendo vocês a poder
estudar, ler algumas coisas. Você que
quiser e depois algumas orientações e
alguns livros você pode escrever pra
gente. A gente pode estar dando algumas
há um livro novo que vai sair agora,
muito bom, que eu uso aqui em inglês,
mas parece que vai sair em português
sobre esse assunto aí. Então, gente, a
nossa missão deve, portanto, ser
centrada em Cristo, refletindo sua vida
e sua obra no mundo. Então,
eh, a uma coisa que a gente precisa
pensar, né, eh, é
que uma pergunta, né, que eu queria
deixar para vocês aqui, eh, como que a
nossa própria vida se encaixa na
narrativa de Deus?
as nossas prioridades, as nossas
escolhas e ações diárias, elas estão
alinhadas com essa história maior que a
gente acabou de falar
aqui. Ah, nós estamos vivendo como
personagens conscientes do desse enredo
divino divino ou nós estamos tentando
escrever a nossa própria história de
forma independente?
Então, viver como parte da missão de
Deus, gente, significa reconhecer que
nós somos parte de algo muito maior que
nós mesmos.
Significa a gente entender eh que as
nossas vidas individuais e comunitárias,
elas ganham um outro sentido quando nós
participamos do que Deus está fazendo
para redimir e para restaurar o mundo.
Então esse é o nosso papel, esse é um
privilégio que nós temos. Então, quando
eu olho hoje, né, nos tempos de hoje,
eh, nesses tempos de individualismo
extremo, né, a gente vê que essa
perspectiva ela é revolucionária, né?
Eh, nós não estamos aqui apenas paraa
gente buscar a nossa própria felicidade
ou sucesso. Nós estamos aqui como
participantes de uma história cósmica de
redenção. Nós somos chamados pra gente
poder refletir a glória de Deus e poder
promover a sua justiça em todas as
partes, em todas as esferas da vida.
Eu contando há pouco tempo atrás,
conversando com um amigo eh não cristão
de um
contexto eh eh eh budista, eh a gente
começou a conversar sobre esse sobre
essa questão, né, do Deus que nos chama,
do amor de Deus, de nós fazendo parte do
povo de Deus, falando um pouco para ele
sobre o conceito do reino de Deus.
E a pergunta que eu fiz para ele é, eh,
você
conhece, eh, uma história como essa, né?
E ele ficou parado assim, falei assim:
"Puxa, eu nunca, primeiro, eu nunca ouvi
sobre isso que você tá falando". Isso,
isso nos assusta bastante, sabe? Porque
quando a gente pensa que ao redor do
mundo e na nossa vizinhança, como eu
disse para vocês, né? as pessoas estão
se deslocando de todos os lugares para
todos os lugares. A gente vai ver
pessoas que nunca ouviu essa
história. Só que ao nosso lado também
nós vamos ouvir pessoas que elas ouviram
essa história, mas um pouquinho
diferente, que foi manchada com outras
coisas e com distorções.
Então, o nosso papel como povo de Deus,
entender esse nosso papel é
de apresentar o verdadeiro
Cristo, né, a essas pessoas, elas
entenderem que nós não temos condições
de nós mesmos, né, de eh eh eh de
resolver o problema do pecado, né, nós
precisamos da graça e da misericórdia,
do amor de Deus para que isso eh seja
resolvido.
Não há nesse, não, não há como nós como
humano. Então, eh, o conselho que eu
queria deixar aqui, uma sugestão, é você
pensar, pensar, por exemplo, numa
história bíblica que você possa contar e
que a pessoa possa entender quem é
Jesus, né?
recentemente eu tava conversando com uma
pessoa
e tive a oportunidade de compartilhar um
pouquinho do meu
testemunho. E quando eu terminei meu
testemunho, eu cheguei para ele e para
as pessoas falei assim: "Você entendeu
que a minha história, que a pessoa mais
importante da minha história não sou eu,
que a pessoa mais importante da minha
história é Jesus."
E e aí continuei falando com ele. E e é
interessante que quando eu falo de Jesus
me vem um monte de história linda,
porque essa história que você ouviu da
minha vida é o que ele fez na minha
vida. Só que ele tá fazendo isso também
e fez isso na vida de um monte de gente.
Eu lembrei de uma história aqui muito
interessante. Se tiver tempo para
contar, eu posso contar. E comecei a
contar.
Aí contei para ele assim, né, uma forma
bem simples, né, mas e disse para ele
certa, uma vez Jesus estava no foi para
uma cidade e nessa cidade tinha, ele foi
para falar com um monte de gente, um
monte de gente chegou na casa, a casa
tava cheia e e aí fica um paralítico
ficou sabendo que Jesus estava na cidade
e uns amigos desse paralítico levou esse
paralítico lá, chegou lá, tava muito
cheio, eles não tinham como entrar. Eles
arrumaram um jeito e desceram
paralíticos, fizeram um buraco no teto,
desceram paralíticos. E quando ele
desce, é muito interessante que Jesus,
ele olha para para aquele paralítico e
fala: "Olha, a sua fé salvou, seus
pecados estão perdoados".
Só que nessa reunião haviam alguns
estudiosos da lei judaica e talvez
estavam ali para questionar ou para ver
o que Jesus estava fazendo. A fama dele
já tava
correndo. E eles só pensaram quem ele
pensa que ele é. Ele acha que ele é Deus
que perdoa pecado. Que blasfêmia é essa?
O interessante é que Jesus, ele
ouviu o pensamento deles e e olhou para
eles, falou assim: "Uá, que vocês estão
pensando? Vocês acham que é mais fácil o
quê? Dizer pro paralítico: "O seus
pecados estão perdoados ou levanta e
anda agora?" E aí Jesus chega e mostra
para eles, olha, para que vocês saibam
que eu tenho poder para perdoar
pecados, aí Jesus olha pro paralítico e
fala: "Levanta e anda".
E naquele mesmo momento, o paralítico
levantou, pegou aquela caminha de lá,
maquinha, a maca, e saiu. Todo mundo
ficou de boca aberta e a notícia se
espalhou. E eu contei essa história para
eles, para esse meu amigo. E contando
essa história, eu disse para ele, você
percebeu que o
que o que o que Deus quer fazer,
exatamente isso, ele quer entrar na
nossa vida. Ele quer trazer uma nova
história. Ele quer, ele quer trazer
coisa nova, coisa boa e que, que, e, que
a salvação da nossa alma, né, da nossa
vida. E, e eu falei para ele, tem muitas
histórias e assim e ele também ele tá
disposto a entrar na sua, mas é uma
coisa que depende de você. Então, pensa
nisso. Eu tava já, já era hora de sair,
né? E então eu falei, pensa nisso então
eh eh são formas que nós podemos
entender que nós
precisamos ser
intencionais e apresentar as boas novas.
E pode ser feito isso com amor, com
compaixão, com estratégia, com
sabedoria, usando pontes de
comunicação. E mas essa intencionalidade
é nosso papel como povo de Deus. Então
aqui nesse PowerPoint 2, né, que o texto
diz: "A missão do povo de Deus ganha
significado e direção quando nós
reconhecemos que somos participantes
ativos nessa grande e linda narrativa
bíblica. Então nós fazemos
parte, então nós somos seguidores de
Jesus.
Então, a grande comissão faz sentido. Os
exemplos que deixou, que Jesus deixou eh
caminhando com os discípulos faz muito
sentido para nós como povo de Deus, né?
Então, continuando
aqui, eh, um outro ponto importante aqui
pra gente explorar, eh, é que, eh, eh,
o, o autor, o Wght, ele também ele ele
fala sobre, eh, sobre esse ponto, né, de
pessoas que conhecem o Deus que
adoram. H e o autor, ele
apresenta uma verdade muito fundamental.
Eh, ele diz que conhecer a Deus é o
objetivo final da existência humana. Não
se trata eh eh na verdade o que ele quer
dizer que não se trata apenas de saber
sobre Deus. Muita gente quer saber sobre
Deus, mas nós estamos falando de
conhecê-lo
intimamente. Então, há pessoas que
conhecem o Deus que adoram. Então, nós
estamos falando de um
relacionamento. Não é só conhecer. Nós
sabemos que na época da Semana Santa, na
época de Natal, a as televisões ficam
cheias de de filmes muito legais, de de
de filmes bíblicos e tal. Eh, mas é
muito mais que isso. Nós estamos falando
de relacionamento, né? Então, vamos
pensar pensando em Êxodo, lá em Êxodo
34. H, quando Deus ele a gente quando
Deus ele proclama o seu nome a Moisés,
né, o texto, uma parte do texto diz
assim: "O
Senhor, Deus compassivo e
misericordioso, paciente, cheio de amor
e fidelidade." Então, esse é um momento
crucial de uma autorrevelação, é uma
autorrevelação divina nessa experiência
que Moisés está tendo.
E e esse conhecimento de Deus, ele não é
meramente
intelectual, ele é relacional, ele é
experiencial, né? Ele é um encontro que
vai gerar o quê? Transformação
verdadeira.
E e a resposta natural a esse
conhecimento é a
adoração. Adoração ela vai muito além de
rituais ou experiências emocionais. É
muito mais profundo que isso. A
verdadeira a verdadeira adoração eh é
uma expressão de quem Deus é.
No Antigo Testamento, a gente vê como
que os profetas, eles frequentemente
eles criticavam as formas vazias de
culto que não refleti o caráter de Deus.
Eles denunciavam rituais religiosos
desconectados da justiça e da
retidão. Eh, o que a gente entende é que
a verdadeira adoração, adoração
autêntica, ela deve refletir a
santidade, deve refletir a justiça, a
misericórdia e a fidelidade do próprio
Deus.
A gente destaca aqui, eu gostaria de
destacar aqui que a adoração ela também,
ela é uma
declaração de
lealdade. É uma forma que nós declaramos
a nossa lealdade. E nesse mundo cheio de
ídolos, de falsos
deuses, o povo de Deus, ele é chamado
para uma devoção exclusiva, mas
exclusiva ao único Deus
verdadeiro. E essa lealdade que a gente
tá falando aqui não é apenas um ato
pessoal de fé, mas um poderoso
testemunho ao mundo, à pessoas, sobre
essa singularidade e o poder redentor de
Deus.
é poder apresentar para as pessoas, é
poder
experimentar e poder e poder reproduzir
esse sentimento nosso e poder
compartilhar essas narrativas bíblicas,
aquilo que nós estamos aprendendo, que
nós estamos sentindo em caminhar com
Jesus no sentido de experiência com
Deus, de relacionamento com
Deus. E a gente sabe
que a
idolatria ela distorce o nosso
conhecimento de Deus. Então, quando a
gente substitui o Criador por qualquer
outra coisa, né, seja um objeto físico,
seja um sistema de pensamento ou até
mesmo os nossos próprios desejos, o que
que a gente faz? a gente tá corrompendo
o nosso a nossa relação com Deus e
automaticamente a nossa missão, a nossa
missão no mundo, né? A bússola quebrou,
a gente fica
desorientado. A adoração verdadeira, ela
nos restaura a nossa, ela restaura essa
nossa relação correta com o
criador. Eh, o Novo Testamento, por
exemplo, mostra como o conhecimento de
Deus está intrinsecamente ligado à
pessoa de Jesus
Cristo. Jesus, ele é, sabemos muito bem
que Jesus, mas muitos não sabem que
Jesus é a
revelação, ele é a revelação completa de
Deus. E ele mesmo disse, né? Quem me vê
vê o Pai. Então, em Cristo, Deus se
revela
plenamente. E conhecer a Deus agora
significa o quê? significa conhecer a
Cristo. Então, quando nós vemos ali a
grande comissão de fazei discípulo de
todos os povos, de ir e pregai a o
evangelho a todas as pessoas, a todas as
nações, a todas as etnias, e é isso que
a gente tá falando, né, e dessa forma de
adoração. Então, eh, a
adoração, a nossa adoração, a adoração
cristã verdadeira, ela é centrada em
Cristo. Ele é simultaneamente o objeto,
mas ele também é o mediador da nossa
adoração. Então, um dos pontos eh para
mim, um dos pontos mais importantes
desse, desse assunto aqui que nós
estamos falando é a profunda conexão
entre
adoração e a
missão.
Eh, a adoração ela é esse fundamento.
Para mim, a adoração é o fundamento da
missão. É no contexto da adoração que a
gente consegue reconhecer quem Deus
é nos comprometemos com sua obra
redentora no
mundo, né? Como eu falei para você e
vocês lá em Mateus 28, né? Na grande
comissão, ela começa com os discípulos
adorando a Jesus, o Cristo ressurreto. E
dessa adoração flui
naturalmente a missão de fazer
discípulos de todas as
nações. Então, gente, a missão ela não é
uma atividade separada da adoração.
Vocês estão percebendo como que é
importante a gente, talvez você que tá
vendo aqui, assistindo a gente aí, o que
que é importante a gente dar uma uma
revisitada nesses
conceitos, a gente dar uma ajustar o
nosso óculos para fazer para nós lermos
a Bíblia numa com outro com outro
ajuste, né, uma outra leitura.
Eh, a missão ela é uma
atividade que tá
vinculada à adoração. Então, quando nós
convidamos outros a conhecerem e
seguirem a Jesus, nós estamos
essencialmente convidando as pessoas
para se juntarem a nós na adoração ao
único Deus
verdadeiro. A nossa missão no mundo é,
na verdade, esse
transbordamento da nossa adoração a
Deus. E essa
adoração, ela molda a nossa identidade
como povo de
Deus. O que nós adoramos determina quem
nós somos. Então, o que eh eh a as
nossas as nossas
prioridades, os nossos
valores, a visão do mundo, elas são
formadas por aquilo que
nós adoramos, com aquilo que nós
veneramos.
Quando a nossa adoração é
verdadeiramente centrada no caráter e
nas promessas de Deus, aí sim nós somos
transformados em agentes da sua missão
no mundo. Então o que eu quero dizer
aqui é que não
existe uma Liga da Justiça que somente
alguns podem entrar, só os superheróis.
Quem é mais antigo sabe disso, dos
desenhos do Superhomem, do Batman, do
Robin, o Homem-Aranha. Tinha lá a Liga
da Justiça. Não, a a igreja do Senhor
Jesus não é não é disso que a gente tá
falando. Não existem pessoas especiais
que só elas vão fazer. Nós temos um
grupo na igreja e esse grupo é o grupo
que vai fazer
missões, é o grupo que vai evangelizar.
E cabe a mim orar e talvez assinar um
chequezinho para suport, para dar o
suporte.
É muito mais que isso. Nós estamos
dizendo que como povo de
Deus, nós somos chamados para
convidar as pessoas de todos os povos,
línguas para eles se juntarem a nós,
para nós adorarmos o único Deus, o único
Deus
verdadeiro. Então aqui nesse PowerPoint
3 fala exatamente sobre isso, que a
adoração
autêntica baseada no conhecimento
relacional e transformador de Deus
revelado plenamente em Cristo, é o
fundamento da identidade do povo de Deus
e é o motor da missão, da nossa missão
no mundo. Então, eh tá bem claro isso. A
Bíblia deixou muito claro para nós.
Então, eh eh todos nós fomos
chamados para sermos cristãos
missionais. Não tô falando missionário,
não tô falando meu chamado para ir pra
Índia, paraa China, para trabalhar com
você. Não é isso que eu tô falando. Eu
tô falando que o nosso
papel é de como povo de Deus, nós somos
chamados para apresentar o evangelho
para todas as pessoas. Isso não é algo
que você tem que orar para ver se Deus
quer isso de você. Nós já fomos
chamados, sabemos que existem chamados
diferentes, sabemos que isso não é
questão, mas é muito importante nós não
nos
escondermos, nós não ficarmos sentados
no no sofá eh eh do conforto, né? Aquela
coisa ali e fingir que não é
comigo. Todos nós fomos chamados. Então,
pense nessa igreja, como que nós
seríamos como igreja com muito mais
força se nós pensássemos dessa forma,
todos envolvidos em convidar outros e
compartilhar a experiência, o
relacionamento que eu tenho com Deus, eu
quero que outros também eles eles
tenham, né?
Bom, ouvir a palavra de Deus é uma é uma
característica que define a gente como
povo de Deus ao longo de toda a história
bíblica, né? Eh, e e ele nos remete eh
ao isso isso remete ao Chemá lá em
Deuteronômio, no capítulo 6, o verso 4,
né? Que começa com as palavras, né?
Ouve, ó Israel, né? É um chamado que
ecoa através das gerações como uma
convocação a atenção e
resposta. Mas o que que significa
realmente, né, ouvir? O que que
significa ouvir a palavra de Deus, né? A
gente sabe muito bem que, eh, no sentido
bíblico implica em prestar atenção, em
compreender, né, e e responder à voz de
Deus. É um ouvir não passivo, é um ouvir
ativo que
naturalmente conduz, que leva a gente à
obediência.
E essa disposição de ouvir e obedecer é
o que distingue o povo de Deus das
outras nações. E isso demonstra a sua a
nossa lealdade. A nossa lealdade ao
Senhor. Então, é importante entender que
a obediência à palavra de Deus não é um
legalismo vazio ou uma conformidade
mecânica e e a regrinhas, né?
Eh, mas é uma resposta
relacional. A gente obedece porque nós
amamos a Deus, porque nós confiamos
nele, porque nós reconhecemos a sua
autoridade nas nossas vidas. A palavra
de Deus, ela revela quem ele é e como
ele deseja que a gente viva um
relacionamento com ele, né? E mais que
isso, e como ele deseja que vivamos, né?
E como ele deseja que a gente também eh
eh não só viver, né, com ele, mas como
também nós podemos eh eh compartilhar
essa experiência com outros, né? Eh,
pensando no pensando nos 10 mandamentos
e também nos ensinamentos dos profetas,
é interessante, né? Porque não são
apenas regulamentações arbitrárias, mas
são revelações do caráter de Deus e
também convite pra gente poder refletir
esse caráter em na nossa vida, né? E
poder também
compartilhá-la. E quando a gente
obedece a palavra de Deus, a gente
manifesta algo do próprio Deus ao
mundo, né? Então isso é muito
interessante a gente pensar
nisso. E o o W, ele ele ele também ele
ele aborda que a ele ele fala sobre a
tensão a entre ouvir e não obedecer, né?
E ele ele examina que ele examina os
momentos em que Israel ele ouviu a voz
de Deus, mas falhou em obedecer. E qual
foi o resultado? O resultado foi foi
devastador, né? Consequências
devastadoras.
Hã, se a gente lembrar aqui o que o W
falou, ah, no Monte Sinai, no Monte
Sinai, por exemplo, o povo ele prometeu
obediência, mas logo se voltou paraa
idolatria. Quando a gente vê na na nos
ensinamentos dos profetas, os profetas,
eles repetiram incansavelmente a palavra
de Deus, mas muitas das vezes ele foi,
foram totalmente foram totalmente
ignorados, né?
E
então quando a gente quando a gente
duvida da bondade ou da sabedoria de
Deus, a gente tende a seguir os nossos
próprios caminhos, a gente passa a ser
dono da gente mesmo. E,
né, o que eu tenho aprendido nesses anos
e é uma lição aí pro para todos os dias,
né, é que a
verdadeira
obediência ela brota da fé, da convicção
de que o caminho de Deus ele é confiável
e ele é bom.
Então, um dos pontos mais fascinantes
que que eu vejo, né, eh eh é ver, né, eh
é quando a gente quando a gente vê a
relação entre a
obediência e a
missão. Então a missão do povo de Deus,
ela está intrinsecamente ligada à sua
disposição de viver segundo a palavra de
Deus. Lá em Deuteronômio, no capítulo 4,
do verso 5 ao verso 8, a gente vê que
Moisés, ele declara que a obediência de
Israel às leis à leis divinas seria um
testemunho para as nações ao redor.
Então, quando quando o povo de Deus vive
de acordo com os seus mandamentos,
torna-se uma vitrine. Nós nos tornamos
uma vitrine da justiça, da misericórdia
e da santidade de Deus no mundo. Então,
pensa nisso. O Novo Testamento, por
exemplo, Jesus ele emerge como o
cumprimento perfeito da palavra de Deus.
Ele não apenas ensina a palavra, mas
ele ele a encarna
completamente. Eh, no sermão da
montanha, por exemplo, Jesus ele
aprofunda a compreensão da lei, chamando
os seguidores a uma obediência que vai
além das aparências externas para uma
transformação verdadeira do coração, né?
E é importante a gente lembrar que a
obediência cristã, ela não é alcançada
por esforço humano, mas pela graça de
Deus e pelo poder do Espírito Santo. É
Deus quem nos capacita a viver segundo a
sua palavra, transformando-nos dentro de
daqui, de dentro para
fora. Então a pergunta é: qual que é o
papel então das escrituras, da palavra
de Deus na nossa vida hoje?
Então aqui uma sugestão, né, é que a
gente nós precisamos nós devemos nos
engajar ativamente com a palavra de
Deus, permitindo que a palavra molde a
nossa visão de mundo, as nossas
prioridades, as nossas ações e que ela
ajuste o conceito de ser missional, o
papel nosso de povo de Deus.
E mais uma vez não tratar a palavra de
Deus como um manuel um manual de regras
ou uma coleção de histórias totalmente
desconexas, mas uma narrativa
unificada e uma narrativa, né? uma
narrativa unificada que mostra a missão
de Deus, mas também mostra o nosso lugar
nessa
missão. Então, gente, viver como
ouvintes obedientes a essa palavra, a
palavra de Deus, eh, não é um fardo,
pelo contrário, é um privilégio, é uma
alegria, né? é uma expressão do nosso
amor por Deus e a nossa participação
nessa missão linda, nessa missão
redentora. Então, quando eh nós ouvimos
e nós obedecemos a palavra de Deus, a
gente se torna a luz. Vocês entendem?
Nós nos tornamos luz para as nações. A
gente aponta o caminho da vida e da
esperança que só Deus oferece pro mundo.
Então, como é que tá a nossa obediência
hoje?
Será que a nossa vida ela tá refletindo
a palavra que nós temos
ouvido? Então, eh eh eu antes de seguir
aqui, eu queria até orar rapidinho aqui,
pedindo a Deus que ele
nos corrija o nosso astigmatismo
espiritual, hipermetropia e a gente
precisa ajustar essa visão, né, Senhor?
Nós te agradecemos pela tua palavra, nós
te agradecemos pelo teu amor. Nós te
agradecemos pela tua graça, eh, e tudo
aquilo que o Senhor tem feito, Senhor,
em prol de nós. Obrigado, Senhor Deus,
por pelo seu amor. Obrigado por Senhor
ter me encontrado, ter encontrado tanta
gente no decorrer da história e aqueles
que o Senhor vai encontrar também.
Obrigado pela igreja. Obrigado, Senhor
Deus, pela a igreja global. E o nosso
pedido, Senhor, é que o Senhor nos ajude
a gente poder ajustar a nossa visão,
aquilo que nós temos falado sobre o
nosso papel. Nós sabemos que a missão é
sua e nós louvamos a Deus porque nós
fazemos parte dela. E que o Senhor nos
ajude a entender, que o Senhor nos ajude
nesse processo, que a igreja
global que ela possa realmente eh abrir
os olhos, ter a sua visão ajustada pra
gente poder entender realmente o nosso
papel reconciliador aqui na terra,
Senhor. Amém.
Vamos, seguindo
aqui. Um outro ponto também que eu
queria destacar é sobre andar no caminho
de Deus, né? É claro, gente, só para a
gente lembrar aqui que eh
eh a gente eu usei, né, a o livro do WR,
mas eh selecionei alguns pontos pra
gente poder estar conversando. Alguns
desses pontos nós podemos também eh eh
falar aqueles pontos que nós não formos
tratar aqui. quinta-feira nós estamos de
volta e nós podemos juntar com a
pergunta da quinta-feira e a gente poder
trazer essa continuidade. Então, eh é
muito interessante esse assunto de falar
sobre a teologia, a teologia bíblica da
missão e como qual é o nosso papel nesse
nessa caminhada como seguidor de Jesus.
Eu eu acho muito interessante que às
vezes eh eu já parei para pensar nisso,
alguém levantou isso para mim uma vez e
e falou o seguinte: "Puxa, se nas nossas
igrejas
quando as pessoas se
convertem, é uma oportunidade que nós
temos de já ajudar logo nos primeiros
segundos para que ela seja um discípulo
de
Jesus e não somente um membro da igreja.
igreja. E eu fiquei pensando nisso,
sabe? Ser membro de igreja, claro que é
importante a questão de organização, a
questão de sentir, de saber que eu faço
parte do grupo, em que eu faço parte do
corpo de Cristo, aquele grupo que eu tô
frequentando nos dias de semana, no fim
de semana, é ali que eu vou aprender, é
ali que eu vou ter experiências com
Deus, é ali que muita coisa vai
acontecer. E
mais essa proposta de nós sermos
discípulos de
Jesus, entender o nosso papel. Então,
quando eu o Aquila ele comentou sobre
essa questão da
teologia e que a gente não aborda muito
nos estudos teológicos essa parte
missional, eu não tô falando
missionária, não tô falando essa parte
missional. Eu tenho visto eh a
importância da
teologia caminhar junto com a
missologia. Eu tenho dado mentoria para
várias pessoas através da missão
cristar, uma missão que já existe há
mais de 115 anos, mas o escritório tá em
Belo Horizonte há 5 anos. É uma missão
que sede aqui nos Estados Unidos. O foco
da missão cristal é o po entre servir
entre povos não alcançados, os povos
budistas, hindus, eh muçulmanos e outros
povos não alcançados. E o nosso, o meu
papel nesse projeto, eu sou coordenador
de treinamento pré-campo. Então nós
temos todo o processo da seleção
daquelas pessoas que querem servir a
Deus em povos não alcançados. Toda essa
questão a gente caminha com eles, né? E
o que eu acho interessante eh eh eh é
quanto quando nós vamos conversar o
quanto de distorção com relação a ser
missional eh eh a gente encontra nessas
conversas. Então, eh eh e talvez eh a
falta dessa dessa desse dessa ação eh
sinergística entre a teologia e a
missologia, né? Quando a gente vai pro
campo missionário, a importância de nós
estudarmos a palavra de Deus, não
somente as ferramentas de antropologia,
de fenômenos religiosos, religiões
mundiais, como alcançar a B, C, mas essa
esse essa ideia de você conhecer a
Deus, conhecer a Deus, seja formalmente,
eu louvo a Deus pelo pelo pelo Macários,
por esse curso teologia, sabe por quê?
Porque quando eu vejo a
a profundidade das
aulas e também a maneira como eu tenho
visto os professores trazer para uma
forma para que todos possam compreender,
isso atende para mim ser missional.
Isso atende essa ideia de eu conhecer a
Deus para fazê-lo também conhecido. Eu
conheço ele e também vou fazer com que
outros também conheçam, seja na rua da
minha casa, seja na esquina, na esquina,
seja onde
for. E e então eu louvo a Deus pelo
Macários. Eu louvo a Deus porque a
estrutura eh da da só desse módulo,
imagina os outros que virão pela frente,
espero que venham.
h, o quanto que a gente tem crescido na
fé, na maturidade, com essas discussões
que a gente tem tido, como essa de hoje
aqui também, né? Agora, o que que
significa então andar no caminho de
Deus, né? Então isso é importante a
gente pensar.
Eh, pra gente poder ilustrar esse
princípio, é importante a gente pensar
na no contraste, né, entre Abraão e
Sodoma, né, narrativa que essa narrativa
ela revela dinâmicas essenciais da
obediência e também eh da desobediência,
né, justiça e injustiça. Então, só paraa
gente
lembrar, a gente vê ali que naquela
passagem ali de Sodoma, Gomorra, Abraão,
eh Sodoma, ele Sodoma emerge nessa
narrativa como o símbolo da
desobediência. Então, é um retrato
vivido, eh, do desse caos, do caos
moral, do caos
espiritual, que resulta quando a
sociedade ela abandona completamente os
princípios de Deus, né? quando ela
abandona os princípios
divinos. A cidade ela representa a
antítese da justiça de Deus, né? Um
lugar marcado por egoísmo, por
exploração e também mostra ali uma uma
profunda desconexão do propósito criador
de Deus, do propósito de Deus.
Então a gente vê que essa história que
eu tô falando aqui de lá de Sodoma, ela
é um alerta porque ela revela as
consequências
inevitáveis de quando nós rejeitamos o
caminho do
Senhor. Mas ao mesmo tempo, né, eh, mas
em contraste, quando a gente vê Abraão,
a gente vê que Abraão ele ele ele é
apresentado como um
modelo do que significa participar
ativamente da missão de
Deus. Então, pela fé e pela obediência
de de Abraão, a gente vê que ele se
torna um instrumento na nessa grande
história da redenção divina. Então, a
promessa que Deus fez a Abraão de ser
uma bênção para todas as nações, ela não
é uma uma mensagem, uma uma mensaginha
de esperança, mas é um chamado, gente, é
um chamado à
ação. E essa promessa, ela requer uma
resposta que envolve não apenas
acreditar nas promessas de Deus, não é
só acreditar, mas caminhar em obediência
à vontade de Deus.
E uma coisa que eu queria destacar aqui,
eh, é, e é é como o eh que o povo de
Deus, né, é importante a gente ter isso
em mente, que o povo de Deus
ele eh eh ele é chamado para
ensinar, para praticar os caminhos do
Senhor e o que significa viver uma vida
de justiça e de retidão.
Então, eh, essa dimensão, essa dimensão
ética, ela não é um complemento opcional
à fé. Ela é central na missão, na nossa
missão como povo de Deus.
A justiça não é uma uma virtude
individual, mas é uma característica
comunitária. Então, o testemunho o
testemunho do povo de Deus
eh eh tá tá diretamente ligado à forma
como nós vivemos juntos, como essa
comunidade. Uma lógica, uma lógica
missional clara, ela permeia esse
assunto que a gente tá falando. A missão
de Deus não é a missão de Deus no mundo,
ela não é apenas sobre proclamar, mas
sobre encarnar.
A obediência do povo de Deus aos seus
caminhos torna-se um testemunho vivo
para todas as nações. Então, quando nós,
como povo de Deus, nós vivemos em
fidelidade, ele se
transforma numa janela através da qual
outros podem vislumbrar a bondade e a
justiça de Deus.
Então, da mesma forma como Abraão foi
chamado, não apenas para receber as
bênçãos, mas para
compartilhá-las, a missão nossa, como
povo de Deus é ser uma expressão visível
do caráter divino. E assim nós
demonstramos através da sua vida
comunitária a realidade do reino, a
realidade do reino de
Deus. Então, a gente precisa pensar
nisso, né? O julgamento de
Sodoma, eh, não é um fim em si mesmo,
mas é parte do propósito redentor de
Deus. Então, ele serve como um meio de
restauração,
de é um meio de é um meio de
restauração, eh, que revela, que mostra
a seriedade do
pecado
enquanto aponta para justiça e
misericórdias divinas.
O Abraão, né, em contraste com esse
cenário de Sodoma, ele exemplifica como
Deus deseja que o seu povo
viva de maneira totalmente contrária à
corrupção, ao egoísmo, né,
tornando-se um modelo de justiça que vai
o quê? Refletir o caráter de Deus do
próprio Deus.
Então, quando nós falamos em ser
missional, é
isso, né? O caminho do Senhor, ele é
muito mais que um conjunto de regras. É
uma visão
abrangente de vida que integra a
fé, ação e
relacionamento pessoal com Deus.
E seguir esse
caminho não é apenas uma questão de
moralidade pessoal, mas é um compromisso
com a transformação do mundo à luz da
justiça, à luz de Deus, à luz da justiça
divina. Então, gente, a missão de Deus
ela ela inclui não apenas essa salvação
individual, mas a restauração de toda a
criação, como eu já disse
anteriormente. E quando eu penso na
promessa de Deus a Abraão, né, que todas
as nações seriam abençoadas por meio
dele, eh, a gente vê, né, essa essa
linda parte da narrativa bíblica e a
gente vê um modelo para nós como povo de
Deus, pra gente seguir, né, a
a nessa passagem, né, a gente vê que a
bênção de Deus,
ela nunca é destinada apenas aqueles que
a recebem, ela deve ser
compartilhada. Isso mostra mais uma vez
o nosso papel como o povo, como o povo
de Deus.
A
redenção, ela não é apenas um evento
pontual na nossa vida, mas ela traz pra
gente a nossa identidade como povo de
Deus, né? Então, a gente pode ver isso
eh lá no livro de Êxodo, né?
Eh, quando quando Deus ele liberta,
libertou o povo de Israel lá do Egito,
da escravidão, a gente vê lá que ele fez
muito mais do que um resgate físico, foi
muito mais que isso. Então, aquele
aquele ato histórico definiu a relação
de Deus com o seu povo. E a gente vê no
decorrer da história que estabeleceu um
modelo para toda a missão, toda a missão
futura.
Deus, ele não libertou Israel apenas
para que fossem livres, mas para que
vivessem com um propósito de refletir a
justiça, a santidade e o amor de Deus
naquele mundo, naquela época, ao redor
daquelas nações, né, para todas aquelas
nações. E essa, para mim, essa é a ideia
central, né? A redenção de Deus nunca é
um fim em si mesmo. Então, repetindo, a
redenção de Deus nunca é um fim em si
mesmo. Ela é sempre direcionada por uma
transformação que vai capacitar, que vai
nos capacitar a
ser
agentes da
redenção para os outros, né? Então, o
povo de Deus, nós somos chamados para
incorporar o estilo de vida redentor de
Deus. E assim nós seremos o quê? Nós
seremos instrumentos dessa transformação
nas comunidades onde nós
estamos. Importante ver aqui como que a
cruz de Cristo ela aprofunda o conceito
de redenção apresentado no Êxodo, né? Na
cruz. Deus não apenas liberta seu povo
do pecado e da morte, mas ele derrota
todas as forças que oprimem a
criação. A cruz representa a vitória
definitiva de Deus sobre o mal e
inaugura nova criação e chamando os
redimidos a viverem de acordo com essa
nova
realidade. Então essa percepção, essa
essa perspectiva, ela muda, ela expande
a nossa compreensão de ser missional,
né? Então ser redimido significa viver
em resposta à graça de Deus de uma
maneira prática e
intencional. Prática e intencional.
E essa redenção, ela afeta todas as
áreas da nossa vida, né?
E essa redenção, ela ela não é apenas um
tema espiritual ou teológico, ela tem
implicações concretas paraa forma como
que nós relacionamos com o mundo ao
nosso
redor, né? né? Então, a gente precisa
refletir sobre isso. A a redenção, ela
não é apenas uma libertação do
sofrimento, mas ela mais que isso, ela é
uma entrada numa nova realidade marcada
pela celebração da bondade de Deus.
E essa
alegria, quando nós passamos a ser povo
de Deus, essa alegria não é algo
superficial, mas ela tá enraizada
profundamente na compreensão de que Deus
está
restaurando todas as coisas.
Essa alegria, ela se torna testemunho
poderoso do que Deus está fazendo, da
obra redentora e também uma forma de
atrair os outros para essa experiência
pessoal, né, essa experiência pessoal de
redenção.
E e como povo
redimido, nós somos chamados pra gente
poder refletir o caráter de Deus.
eh eh nas nossas
vidas e também em relação eh em relação
aos outros, né? Eh, essa prática que ela
é importante, não é tão simples, né? Mas
é algo que nós precisamos compreender.
Nós precisamos eh eh eh eh
intencionalmente pedir a Deus e de de
praticar, né, de compreender essa esses
conceitos, né,
eh essa ideia, né, de nós sermos
imitadores de Cristo, né, não é uma não
é só uma não é uma questão
ética, eh é uma expressão do nosso
chamado missional como povo de Deus.
Viver esse estilo de vida redentor não é
fácil, a gente sabe que é complicado.
Eh, a gente enfrenta desafios
constantes, né, quando a gente tenta
viver de acordo com os princípios da
redenção, né, e nesse mundo que é
complicado, pecado, injustiça. Mas é
importante a gente entender que nós
dependemos da graça de Deus e do apoio
da comunidade da fé, da nossa
comunidade, a qual a gente tá junto ali,
pra gente poder perseverar nessa missão,
não caminhar sozinho nessa caminhada,
né? Eh, aí que tá o papel para mim da
igreja, né? Um dos papéis da igreja é aí
que mostra para mim também como que não
dá pra gente ter um modelo de igreja
virtual.
A gente pode ter estudos bíblicos, nós
podemos ter usar como ferramentas. Eu
tenho usado muito inteligência
artificial, machine learning, tô
estudando deep learning, criando modelos
específicos para ajudar numa coisa ou na
outra, para acelerar o processo de
aprendizado de língua ou de um
aprendizado do hebraico, de uma exegese
ou de uma Mas eh isso nunca, porque
nunca a gente nunca vai ter essa
experiência da comunidade da fé. né? Eh,
de forma de forma
virtual. Eh, então, nesse PowerPoint 6
aqui, a gente diz aqui que a redenção
não é apenas um evento de libertação
pessoal, mas um chamado
transformador para que o povo de Deus
viva como agente de redenção no mundo,
refletindo a justiça. É refletir. Nós
estamos falando de refletir, refletir
Cristo, refletir Deus, refletir o seu
caráter, né? a sua justiça, compaixão e
a alegria do Deus, que a sua natureza é
de libertar, é de salvar, é de vir ao
encontro. Uma das coisas lindas do
evangelho é quando nós lemos que nós
aprendemos que, ao contrário de outras
religiões, o nosso Deus, ele é um Deus
que ele é transcendente, é um Deus
todo-pereroso, sentado no trono, mas ao
mesmo tempo ele é um Deus que ele é
imanente, ele é
Emanuel, né? Ele é Deus conosco. É muito
interessante que na caminhada com Deus
nós entendemos que independente das
coisas que nós temos nesse mundo, do
pecado original que gerou toda uma
complicação pros dias de hoje, as
doenças, os sofrimentos, aquilo, é
interessante a gente observar que a
importância de que nós, como povo de
Deus, nós não estamos sozinhos. Quando
nós olhamos no decorrer da história, a
gente observa que o povo tava ali
escravo no Egito, mas olha o plano de
Deus pro povo, a libertação, a
libertação física e espiritual, né?
Então, olha como é interessante nós
observarmos no decorrer da história e e
isso mostra para mim também que quando
nós entendemos o que é ser um um cristão
missional, também nos ajuda a
protegermos das heresias que nós temos
visto em muitas igrejas, algumas até
denominadas igrejas
evangélicas, como a própria teologia da
prosperidade,
trabalhado de várias formas, algumas
vezes bem claras, outras vezes bem
sutil. Mas quando nós entendemos
exatamente essa
narrativa, né, de Gênesis Apocalipse,
nós podemos compreender o
Cristo, a história do Antigo
Testamento, né, o Novo Testamento. Nós
não temos as uma, nós não temos dois
livros, nós temos um livro só, né, uma
narrativa só.
Isso muda a maneira da gente, isso
ajusta, isso protege a gente de de
falsos ensinos, né, de entrar em
qualquer em qualquer ensino, qualquer
evento
diferente. Bom, eu vou fazer então mais
uma eh eu vou apresentar aqui mais uma
ideia e a gente fecha aqui e abre para
algumas perguntas pra gente poder eh na
quinta-feira eu volto, a gente vai tá
falando de um assunto ligado a esse
assunto, então a gente tem aqui essa
essa continuidade, tá bom?
Eh, oi, Aquila. Oi, Jeferson. Bom,
retomando aqui, então, vou até remover o
slide da tela. Se você também quiser
voltar aqui para a tela principal, a
gente vai poder ver alguns dos
comentários, em especial as perguntas
que o pessoal tá colocando aqui, várias
pessoas. Ótimo, ótimo, ótimo, ótimo.
Como a gente tem uma continuidade
quinta, então a gente pode conversar um
pouco sobre isso.
Exatamente. A gente tem algumas pessoas
eh colocando alguns comentários sobre o
conteúdo que você colocou. Esse livro em
especial que você citou é muito eh muito
pertinente para essa nossa conversa aqui
sobre missiologia. Sim. Então, o pessoal
que viu aí, você já citou várias vezes,
mas se quem quiser ler alguma coisa do
Christopher Wght, realmente é uma
excelente indicação. Eu gosto muito
dele. Bom,
ah, tem uma pergunta bem prática aqui da
Ana.
Tenho lido a palavra com duas mulheres
budistas que desejam conhecer a Jesus
Cristo e se encantam com a sua
sabedoria, porém resistem a reconhecê-lo
como único Deus e
Salvador. Algo teria a me sugerir?
Oi, Ana, obrigado, viu, por essa por
essa pergunta bem pertinente e diria
para você, Ana, que eu estou passando
exatamente essa situação, né? Como eu
disse no início da minha fala, nós temos
uma amiga, que que que acontece, né?
Nós temos uma amiga que ela participa,
nós temos aqui na igreja que eu que eu
vou aqui, nós temos aqui um curso de
inglês para estrangeiros, que é uma é
uma é uma oportunidade que nós temos de
ensinar inglês, né, e também poder fazer
conexões. Eh, e pessoas vêm de várias
nacionalidades. Nós temos japoneses, nós
temos eh eh tailandeses, especificamente
essa moça da Tailândia.
nós eh amanhã, por exemplo, a minha
esposa vai almoçar com ela na casa dela.
Ela vai fazer uma um prato tailandês em
que a gente gosta bastante, que é um
arroz frito, que ele é feito dentro do
abacaxi. E então, eh, a gente a gente
cria todas essas formas, né, de criar
uma amizade verdadeira, mas também uma
oportunidade da gente apresentar Cristo.
Então, assim, algumas coisas que a gente
tá pensar quando nós eh
apresentamos, quando nós observamos a o
mundo budista, a gente observa algumas
coisas interessantes. a gente entende
que eh em que quando nós apresentamos
Cristo ou quando eles ouviram falar de
Cristo, nós eh nós temos que tomar um
cuidado de não apresentá-lo, ele somente
como um grande sábio, que é a
compreensão que eles têm ser um grande
sábio. Mas é interessante a
gente pensar que na cultura budista as
pessoas que vem dessa cultura,
principalmente, né, eh são pessoas que
de um de um que são comunicadores
orais eh ou até brasileiros que que
passaram a ser budista também e tal.
Então é muito importante a gente
entender que o que faz a diferença é
quando nós apresentamos essa sabedoria
de de Deus.
né? Então, a partir do momento que eu
digo que Jesus é sábio, eh, eu preciso
trazer essa palavra fora do contexto
budista, mas dentro de um contexto
cristão. Então, quando ela entende que
Jesus é um sábio, e é difícil eles
entenderem como Jesus que ele é mais que
um sábio, né, que ele é Senhor e
Salvador, primeiro a gente precisa
entender que isso não é uma ciência, é
algo que nós dependemos do Espírito
Santo, mas também como nós falamos hoje,
como povo de Deus, nós somos chamados
para compartilharmos as boas novas. E
quando nós compartilhamos as boas novas
através de uma eh respeitando o contexto
dessas pessoas, né, da crença delas,
ajuda muito mais essa comunicação. A
gente reduz o ruído da comunicação.
Então, eu sugeriria você a você buscar
textos do da Bíblia e você trabalhar de
uma forma, por exemplo, você vai
convidar para comer, você vai estar
junto e sempre você vai est falando
sobre isso, porque é é falando sobre
Deus na perspectiva bíblica, porque ela
precisa identificar você como uma mulher
de
Deus, embora ela sabe que você é cristã,
talvez ela saiba das diferenças
principais, mas é muito Importante não
ficar se não ficar concentrando em temas
teológicos nesse início, mas você ter a
oportunidade de compartilhar a palavra
de Deus, que ela é poderosa, né? O
Espírito Santo convence o homem do
pecado, da justiça e do juízo. Então, a
experiência que eu tenho tido com
budistas tem sido essa de falar das
coisas de Deus, de ouvir a crença.
Quando eu ouço a crença, eu tenho
oportunidade de compartilhar também a
minha. Mas sempre quando eu tô
conversando, eu sempre coloco que eu tô
orando pela pessoa, em que eu preciso
mostrar para as pessoas de forma
verdadeira que eu sou uma pessoa que
gosta de orar, que eu vou orar por ela,
que eu vou orar por outras pessoas, que
eu faço meu devocional. É muito
importante ela saber isso, sabe? Então
você poder chegar, quando ela contar
alguma coisa, quando ela começar a abrir
algumas coisas, você chegar e falar
assim: "Poxa, você falou de tal coisa.
Eu lembrei de uma história que uma vez
Jesus, ele tava fazendo isso, isso,
aquilo, ele aconteceu. Isso é muito
importante. Eh, essa é uma maneira
natural de nós podermos apresentar a
palavra de Deus e deixar com que o
Espírito Santo ele entre nas frestas da
crença dessas pessoas. Não importa se
são se são frestas, se são trincas
micros. O Espírito Santo, ele é poderoso
para entrar nessas estruturas e a gente
orar por essa pessoa, colocar essa
pessoa, que outras pessoas orem por ela
e gerar outras conversas. Então, a
experiência que eu tenho tido nesses
anos, vivendo nesses mundos, eh, essas
pessoas elas chegam para perguntar lá na
frente, elas começam a entender você que
você é uma pessoa que ora, ela vai
começar a trazer coisas para você, para
você orar por ela, né? Então isso é
muito importante e algumas questões
teológicas
complexas no início de uma conversa,
geralmente a gente deixa isso para uma
outra caminhada, já num nível de
confiabilidade eh maior, né? Por quê?
Porque às vezes as pessoas elas fazem
perguntas teológicas querendo eh
tumultuar a conversa e quando e nós
dependemos do Espírito Santo quando nós
apresentamos a palavra de Deus. Então,
quando a gente observa que tem alguma
coisa estranha, a gente não entra nessa
conversa, a gente não entra nessa
discussão, porque é uma discussão que
não vai levar lugar nenhum, né? Então, é
uma, é algo que eu tenho feito e tenho
visto, porque também quando nós falamos
de de comunicar o evangelho, nós não
podemos tirar da equação a batalha
espiritual, né? Sabemos que o diabo vem
para roubar, matar e destruir. Então, a
gente tem que tomar cuidado com isso
também, né? não levar pros extremos, a
gente entender. Então, eh, não sei se eu
respondi, não é uma resposta exata para
te dar, mas é algo que eu diria para
você. Explore as as histórias de Jesus,
estude as histórias, conte, prepare
histórias que sejam
pequenas, fácil de contar, facinho dela
lembrar. Eh, histórias que essa é a
melhor maneira de trabalhar entre
budistas, sabe? você pegar, por exemplo,
histórias que eh fica fácil para ela
entender, sem aquele crentez que nós
usamos, mas porque a gente vive na
igreja sábado, domingo, dom de semana, a
gente usa tirar o crentez de uma forma
que a pessoa possa entender que você tá
falando de alguém que é sábio, você tá
falando de alguém que é um guru, né, que
aum coloca isso, né, em algum mundo um
hindu, por exemplo, mas ele Cristo é
muito mais que isso. Então, mostrar que
mostrar que ele é poderoso suficiente
nesse mundo budista e nesse mundo hindu,
por exemplo, aonde magias, histórias,
né, tem várias histórias ligadas ao
sobrenatural, mostrar eh que Jesus ele é
superior, ele não é igual aos outros aos
outros gurus, aos outros eh sábios. Ele
é superior, não precisa de mais nada. O
mundo budista vive cheio de coisas que
você tem que fazer para você proteger
sobre o proteger o seu corpo da da da do
mal que pode assombrar você ou da outra
vida que pode acabar com você, né? Você
uma vida que vai piorar a situação, que
você tem que pagar pelo que você fez de
mal. Então, mostrar que Cristo ele tira
a gente desse dessa roda, não é? Ele ele
é superior a tudo isso. Então isso você
conta não através de uma aula de
teologia, mas contando uma história,
sabe? De uma forma leve, suave. O que
que você achou dessa história?
Interessante, né? Eh, isso faz muito
sentido para para quem quem quem é
budista, até porque se ele se essa
pessoa que você tá falando veio de mundo
de mundo asiático, faz muito mais
sentido ainda você trabalhar através de
histórias, né? Então, quando você
trabalha com budistas, budistas
tibetanos, a oralidade, nesses termos
faz muito sentido. Se você quiser, eu
tenho algumas coisas que podem te ajudar
também, eh, indicar dois livros que eu
acho muito interessante e depois você
pode escrever pro Lle. Ok, pode me
passar, eu eu passo para ele, te arruma
um jeito de de conectar, tá bom? Com
certeza. Ah, vou até aproveitar essa.
Deixa aí, Jeferson, para dizer, quem não
tá inscrito no curso mesmo, pode se
inscrever pelo
ensino.ibibnew.com.br. E lá a gente tem
canal de comunicação. Você pode fazer
comentários na aula, você pode escrever
pro nosso e-mail e aí a gente pode
encaminhar isso pro Jeferson, é, indicar
livros, sabe? Quem quiser aprofundar
mais nessa conversa nossa, outros livros
da teologia bíblica da Missão, a gente
pode também tá ah, né, sugerindo outras
leituras.
Legal. A gente tá chegando ao fim aqui
do nosso tempo de aula, mas eu vou pedir
só pra gente responder uma pergunta
mais, Jeferson, que é o do Ruben. Oi,
Jeferson, em um contexto onde existem
pessoas que não conhecem o Deus bíblico,
só conhece o conceito a partir da crença
animista, como você responderia a
pergunta de quem é o nosso Deus? Ótimo,
é o Ruben, né? Obrigado, Ruben.
Hã, bom, a gente precisa entender eh que
o contexto animista, as pessoas que
vivem no contexto animista, elas vivem
debaixo de uma cultura que prevalece, o
medo e o poder. Ou seja, eu preciso
sempre estar fazendo algo, porque alguma
coisa de mal que eu ouvi dos meus
antepassados ou que alguém contou ou que
eu ou que eu vi acontecer, eh isso vai
destruir a minha vida, isso vai afetar
nossa nossa relação na comunidade que a
gente vive. E aí você vê que as pessoas
sentem uma necessidade muito grande, ô
Ruben, de buscar eh essa forma de atrás
de de de proteção ou adoração a árvores.
Ah, sempre você vai ter no contexto
animista, você vai ter o que o o o que
nós chamamos de o mundo do meio, né?
Quando nós trabalhamos com essa ideia de
em contextos animistas, a gente sempre
eh os modelos antigos de missões sempre
eh deu problema quando a gente ia pregar
o evangelho em contexto animista. Por
quê? Porque a gente define o mundo de
duas formas. Eh, ou o mundo natural e o
mundo espiritual. Lá estão os deuses, lá
estão os poderes, tal, lá que estão, né,
o o Cami lá no Japão e outros em outros
contextos, tal. E aí que acontece?
Existe um meio entre esse mundo natural
e esse mundo transcendente em que esse
mundo dos anjos,
demônios, seres que vêm e e as pessoas
adoram árvores, adoram plantas, adoram
alguns animais. Quando a gente vê, por
exemplo, eh, as as os locais onde o
animismo prevalece, a gente vê muito
isso. Então, a gente, quando nós vamos
preparar a mensagem do evangelho, nós
negligenciamos esse mundo espiritual.
a gente não conversa sobre esse esse
mundo porque talvez com medo de chegar a
situações extremas e tal, mas o que eu
tô dizendo que isso é uma realidade. O
mundo espiritual é uma realidade. Então
essas pessoas do mundo do mundo
animista, eles não têm uma referência de
algo que vai resolver o problema deles.
Então, aquilo que eles protegem, a o
corpo, a a a as coisas que eles usam no
corpo, a maneira como eles lidam com
essa questão eh do mundo do mundo
espiritual, eles vivem debaixo de um
grande medo. Então, quando nós eh
falamos de um contexto animista, nós
verificamos que a
99,999% das pessoas que vivem desses
contextos também são comunicadores
orais.
Só que quando nós falamos desse mundo
espiritual muito frequente no mundo
animista, eh, eu me lembro, eh, só para
ir para finalizar essa resposta sua, eu
me lembro que eh quando eu servi na
África, nós tínhamos eh alguns locais
muito animistas e era muito complicado.
A gente qualquer coisa que nós fazíamos
tinha alguma ligação com o mundo
espiritual. Então, por exemplo, nós
tínhamos um poço d'água, nós fizemos uma
análise da água, foi difícil conseguir
fazer análise, que era um poço que tinha
um lado sagrado nele lá também. Ele era
um pouco água sagrada. E e aí quando a
gente lhe viu que essa água tava com
muita tava muito
contaminado, foi assim algo muito
complexo entender e falar para eles em
que a gente não tá aqui para
desrespeitar a sua água e a sua crença,
mas a água ela tá afetando a comunidade
das crianças, o crescimento das
crianças, a questão nutricional.
Então, foi debaixo de muita oração. Eh,
e vou contar para você como é que eu que
nós que nós conseguimos resolver isso.
Eh, eu me lembro que eu voltei, que eu
fui um dia na vila, na nessa tribo e eu
fui falar com o líder da vila, né? E eu
já me conhecia tudo, mas só que ele
tava, ele tava na cama. Faz uns dias que
ele tava na cama.
E aí a gente, eu cheguei para ele e
sentei com, eu não falava o dialeto
local, falava francês e o rapaz traduzia
para mim eh, um irmão nosso lá, e ele
traduziu do serê pro do francês pro
serê, né, que é a língua local lá. E foi
interessante que na hora que a gente
terminou de conversar, eu falei para
ele: "O senhor acredita que Jesus é
poderoso para te curar? Para curar da a
cura física, mas cura da alma, tal, tal.
E eu falei para ele se eu poderia orar
por ele e ele falou que poderia. Ele ele
tava deitado, ele pôs a mãozinha aqui no
no coração, deitadinho assim, velhinho,
mas a autoridade no vilarejo, né? Aí ele
chegou para a gente orou, eu orei, mas
eu eu confesso para você que eh eu orei
mais para terminar a oração, mesmo que
não ia acontecer mais nada, sabe? Assim,
fui lá orar e levantar para ir embora. E
foi, eu fiquei surpreso, sabe? Porque na
hora que a gente começou a se preparar,
eu não percebi que ele sentou na cama.
E ele levantou, eu não sabia que ele
tava tantos dias sem andar. E ele
levantou da cama e foi para fora da
casinha dele. A gente estava sentado na
casa dele. E ele chegou com uma melancia
bem grande, colocou no chão a um pano,
cortou. E ele falou uma coisa para mim
que até hoje eu fico lembrando assim,
parece que foi ontem. Ele falou assim
para mim: "Eh, eu nasci, eu nasci com a
minha fé, com a minha crença, porque
eles são muçulmanos, mas eles são
animistas". É uma mistura que a gente
não sabe aonde começa um e termina o
outro. E o islã em muitos lugares eles
ele chega e ele não pede, ele não limpa
para entrar o islamismo, ele chega e
mistura, né? A gente chama isso de
acomodação. Aí ele chegou e falou assim:
"Eu nasci assim, vou morrer assim". Mas
eu sei que Jesus ele é
poderoso e que você pode contar para
todo mundo na minha na vila, ele ele
tinha várias esposas, todo mundo, toda
criançada lá era filho dele. E foi muito
interessante porque toda a nossa
conversa, a partir daí nós fizemos o que
nós chamamos de encontro de poder. O
encontro de poder é quando não tem
jeito, nós
precisamos selecionar textos da Bíblia,
como por exemplo a história de Jesus
quando entra em Gadara.
É preciso as pessoas saberem que Cristo
é todo
poderoso. Sabe, eu até falo com alguns
amigos, né, que são pentecostais. Eu
falo: "Olha, a gente precisa falar do
Jesus que chega para com os dois pés na
porta, ele vem para expulsar demônio,
ele vem para mudar o mundo espiritual.
Porque nesses contextos animistas, a
gente precisa contar histórias, mas
enfatizar o Cristo que ele é suficiente
para qualquer coisa. Não precisa mais
usar isso. Não precisa mais ter medo da
noite. Lá eles tinham o medo da noite.
Não precisa mais ter isso. Você não
precisa mais porque não precisa porque
Cristo, você está em Cristo. Você é a
nova criatura. Então, é muito
interessante a gente ver esse processo
de transformação de povos animistas
quando eles começam, eles eles encontram
a Jesus e nesse processo discipulado a
gente vê essas transformações acontecer,
né? Cristo ele é suficiente, não precisa
mais de patuá, não precisa mais de
grigri, não precisa mais do dos cânticos
ou das da dos rituais, não é de ritual
que a gente tá falando. É muito
interessante, né? Mas isso só vem
através de comunicação oral nesses casos
e textos selecionados. Nós chamamos isso
de terminologias de combate. É o Cristo
que combate, né? Então é só para te dar
uma ideia.
Muito bom. Obrigado, Jeferson. Obrigado
aí pelas suas respostas a essas poucas
perguntas que a gente pôde colocar hoje,
mas reforço que quinta-feira o Jeferson
vai estar de volta. A gente até vai
tentar separar um tempo maior para
conseguir interagir com vocês que estão
acompanhando aqui a nossa aula e vai ser
a conclusão desse tópico de missiologia.
Na quinta-feira o nosso curso Macários,
ele precisa às vezes falar de tópicos
que são muito grandes em pouco tempo.
Então a gente tem duas aulas para
missologia, mas dava para fazer
facilmente muitos e muitos cursos dentro
disso que o Jefferson trouxe hoje aqui.
Módulo dois, né, módulo dois. Opa,
módulo dois tá vindo aí. com certeza vai
ter espaço pra gente falar de muita
coisa. Eh, obrigado para todo mundo que
acompanhou a gente até o final da aula.
A gente vai disponibilizar em breve
material complementar para você poder se
aprofundar no assunto dessa aula e da
aula de quinta. E a gente pede para você
então retornar aqui depois de amanhã pro
nosso segundo encontro desse mesmo
tópico. Jeferson, obrigado mais uma vez.
Seu boa noite aí pro pessoal também. Boa
noite. Boa noite a todos. Deus abençoe.
Lá em na China a gente falava
[Música]
assim: Deus abençoe vocês. Xandun. Deus
abençoe a todos vocês. Amém. Amém.
Obrigado, gente. Até o próximo encontro.
Ciao. Tchau.

Tags: