Makários | Aula 22 | Pregar o Evangelho ou fazer boas obras? | Módulo 1 | Jeferson Chagas
16/05/2025
Makários | Aula 22 | Pregar o Evangelho ou fazer boas obras? | Módulo 1 | Jeferson Chagas
Aula 22 | Módulo 1
Curso de Teologia Makários
Pregar o Evangelho ou fazer boas obras? (Teologia da Missão)
Missiologia
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Fonte: Com IBNU
Legendas automáticas:
[Música] Muito boa noite para quem já está conectado aqui para a nossa 22ª aula do curso Macários. Hoje é a nossa segunda aula do tópico muito muito importante de missologia, o ensino das escrituras a respeito da missão e como a gente viu na última aula, não só as missões, mas a missão de Deus e a missão da igreja. E para esses dois encontros de missologia, a gente trouxe aqui o Jeferson, que é muito experiente na prática missionária e também no estudo da missologia. Ele tem doutorado nessa área de missiologia, atua em vários países como missionário e eh faz parte aqui da IBNU. É membro da IBNU, trabalha nos Estados Unidos numa missão que está sediada lá, mas tem eh ajudado pessoas do Globo, praticamente todo, pessoas de vários continentes, são abençoadas, treinadas eh pelo ministério que o Jefferson tem desenvolvido já há muitos anos. Então, muito bem-vindo quem está aqui assistindo conosco a aula, quem vai assistir depois. E mais uma vez, obrigado, Jeferson, bem-vindo mais uma vez. Já é da casa, mas é sempre bom ter sua participação com a gente aqui para mais uma aula. Obrigado, mais uma vez agradecendo aí o convite, agradecendo a IBNU, a nossa igreja parceira ou Saião, a turma toda aí que a gente tem no coração aqui. E interessante, essa na semana passada, na última aula, nós falamos sobre nós falamos que a missão é de Deus e também nós falamos sobre nós como povo de Deus, qual é a nosso, o nosso papel como agentes da reconciliação. Eh, falamos sobre a expansão do reino, sobre a nossa a nossa responsabilidade, né, dentro desse da dentro da da missão, a missão da igreja, né? E e esse e essa e essa pergunta da que nós vamos conversar hoje, ela tá muito ligada à nossa aula, na nossa outra aula. Por quê? Porque lá nós falamos sobre a missão de Deus e a missão da igreja. E aqui nós estamos falando mais agora sobre a missão da igreja e um assunto que eu vejo de extrema importância, porque eh a gente tem visto nos últimos anos, eu tenho trabalhado com algumas organizações missionárias e temos aí uma rede de missionários, amigos e ao redor do mundo. E nós temos visto coisas interessantes. Por exemplo, quando eu estava quando eu servia na Ásia, hã, eu tive oportunidades de viajar para alguns lugares ali na Malásia, na Indonésia. São locais aonde eh países de maioria muçulmana. Então você precisa ter acessos criativos paraa comunicação do evangelho. E aí a gente sabe que a a o fato de nós termos missionários bivocacionais, isso é muito importante. Por quê? Porque ah são empresas, são organizações, são eh ONGs, né, associações em que o missionário ele vai trazer ali a sua a sua habilidade profissional. e vai desenvolver ali uma atividade com o propósito de apresentar o evangelho, o com o propósito de plantar igrejas, né, de formar eh líderes locais para que eles possam reproduzirem, né, para que eles possam ser, como nós falamos, né, uma igreja que seja eh auto eh autoliderada, né, que tenham a autuporte, o seu seu próprio suporte porte financeiro, uma igreja sadia que tem a condição de não depender de nada de fora financeiramente, mas também na questão da liderança e também na questão de propagar o evangelho dentro do contexto daquela igreja. E também a nós chamamos de autoteologia, que a própria igreja ela tem a condição de desenvolver uma teologia bíblica e contextual que vai atender as necessidades locais. Ou seja, nós estamos falando de não importarmos uma teologia, não importarmos uma maneira de evangelizar, de discipulado, plantil de igreja. Enfim, esse é o esse é o objetivo principal, né? Quando nós estudamos a missologia para sermos efetivos na comunicação do evangelho, no determinado num determinado contexto, com o mínimo de ruído possível. O que nós temos visto em muitos contextos é que nos países, por exemplo, aonde é preciso ter o acesso criativo, nós chamamos aí de algumas frentes, por exemplo, chamado de ban, né, business as mission, outros tem várias formas de você entrar ali nos nesses países e poder eh não só nos países fechados, até mesmo em outros países. Por quê? Porque eh a questão da facilitação da permanência, os vistos não são tão simples. Mas o que nós temos observado é que muitas ações, nós como igreja nós temos eh talvez por uma falta de um um melhor preparo na questão teológica e na questão missiológica. Uma reflexão mais prática, nós temos visto muitas ações sendo feitas eh somente no âmbito das boas obras. somente no âmbito das benevolências, né? Somente no âmbito dos projetos sociais e projetos comunitários. Óbvio que são excelentes projetos, é óbvio que são a iniciativas excelentes, porque são formas de você poder melhorar a qualidade de vida daquelas pessoas, né, onde estão ali. Então nós temos projetos de várias naturezas, né? Nós temos projetos aí projetos comunitários, né? médicos, dentistas, engenheiros, projetos de agricultura, principalmente no na nas regiões pobres. Ah, no caso, você tem uma uma condição ali que você não tem uma água de boa qualidade, então você pode ter essa essa possibilidade de trazer uma água melhor ou transportar uma água, uma água boa de um lugar pro outro. Eh, melhorar as questões médicas, as questões de nutrição, né? Nutrição é uma área importantíssima dentro no no nos diferentes contextos globais, porque as pessoas precisam, né, ali eh tem dificuldade na comida, na alimentação. Então, como ser criativo nessas áreas, né? assim também nas questões de música, ou seja, é uma área eh em que nós é uma área diversa, aonde nós podemos ter os nossos talentos e podemos servir nesses ambientes. Mas o problema é que nós temos visto que quanto mais especializado é a o missionário, ela acaba fortalecendo mais uma área profissional, uma atividade na comunidade, na sua profissão, como eu mencionei aqui. E o a pregação do evangelho, ela fica no segundo plano. Em alguns casos, nós temos visto também em que às vezes fica no segundo plano porque, ah, nós não sabemos como compartilhar o evangelho. Nós não sabemos como compartilhar o nosso testemunho pessoal de uma forma que seja eh eh entendida por pela por aquela cultura específica. E aí nós temos visto que nós como Brasil, a igreja brasileira, nós pertencemos ao mundo majoritário, a Ásia, África, América Latina. E é quando a gente for, quando a gente vê, essa área é a área que mais tem cristãos, mas também é a área que mais tem pessoas que não conhecem a Jesus. Então, o movimento missionário hoje está sendo bem efetivo, está sendo com bastante frequência de povos dentro desse globo, Ásia, África, América Latina. né? Então, a igreja brasileira, nós temos visto uma atuação eh grande em continente africano. Eh, nós temos visto uma quantidade muito maior no próprio na na América Latina e numa quantidade um pouquinho menor ali pro continente asiático ali, né, culturalmente distância e é maior, né? E aí nós temos visto que eh a primeira coisa que as missões brasileiras elas pensam é nos projetos sociais, nos projetos da comunidade e a maneira como vai entrar e projetos de de de n, né, de de n eh coisas ali, né, áreas. Infelizmente a gente tem visto a dificuldade de trazer essa essa combinação, de trazer essa essa sinergia entre pregar o evangelho e fazer também as boas obras. Então acho que esse assunto ele é pertinente, né, pro para hoje a gente conversar sobre isso. E a minha expectativa, né, é que a gente possa mais uma vez ajustar aquilo que precisa ser ajustado, né, nessa questão de compreender o quão importante é você desenvolver atividades locais, profissionais nas comunidades, mas também não poder esquecer que é para pregar o evangelho. E que de maneira que a gente prega o evangelho, será que a gente tá fazendo de forma correta? Será que as definições de como compartilhar o evangelho, elas estão de acordo com a palavra de Deus? Então, são são questões aí que a gente vai poder conversar hoje aqui com vocês. Aí vocês podem também levantar perguntas e no final a gente vai poder ter, a gente vai ter um tempo maior hoje para nós podermos responder as perguntas. Então, a primeira primeira coisa que eu queria conversar com vocês é que essa é uma pergunta que de forma direta ou indireta, ela vai impactar a maneira como igreja, como que nós vamos viver a nossa fé. Então, algumas igrejas, elas se dedicam intensamente à ação social. Elas organizam doações, distribuem alimentos, elas ajudam famílias carentes, eh, e desenvolvem trabalhos comunitários extremamente relevantes, mas quase que nunca anunciam claramente o evangelho. Não falam sobre o arrependimento, sobre a salvação. não fala sobre a cruz, não fala sobre a graça, não fala sobre eh eh sobre o o a teologia do sofrimento, né? O sofrimento, que é parte da vida cristã. É como se é como se o amor de Jesus fosse demonstrado apenas por gestos e não por palavras ou comunicação, né? Por outro lado, a gente vê que existem igrejas que elas pregam pesadamente, né? Organizam cultos, evangelismos, as cruzadas, eh pregações, seja ela de estilo A, B ou C, mas ignoram as necessidades básicas da comunidade, do bairro onde está a igreja, da região, ao redor da igreja. E aí elas não se envolvem. com as realidades do contexto, não se envolvem, por exemplo, se é contexto mais pobre, eh, com os pobres da região, com os doentes, eh, marginalizados ou com aqueles que, eh, estão ao redor da igreja, não são pobres, não são marginalizados, mas têm as suas necessidades, necessidades da alma, necessidades eh eh emocionais. Então, é como se o amor de Jesus fosse algo que só se fala, mas não se demonstra na prática. Então, o que eu tô apresentando aqui são dois extremos. E a gente sabe que esses dois extremos nos levam a um desequilíbrio. E aí quando nós olhamos a história, a vida de Jesus, quando nós vemos ali no evangelho, a gente vê que há uma resposta para isso. O Jesus, ele nos ensina um caminho de equilíbrio. Nós temos, por exemplo, dois textos aí que nos ajudam a pensar melhor sobre isso. Então, o primeiro está em Mateus, capítulo 5, verso 16, que diz aqui: "Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês que está nos céus". Então aqui Jesus liga diretamente as nossas ações a glória de Deus, ou seja, o que fazemos deve apontar para ele, né? Então, boas obras elas são um bom testemunho, mas para que alguém glorifique o Pai, precisa saber também quem é quem é o Pai, né? E aqui entra o segundo texto em Romanos, capítulo 10 verso 14 e 15. E onde o apóstolo Paulo ele diz o seguinte: "Como pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue?" Então, a pergunta de Paulo aqui, ela é simples e é direta. Como que alguém vai conhecer a salvação se ninguém contar? Então, esses dois textos, eh, eles não estão em oposição, né? Pelo contrário, eles se complementam. Boas obras são visíveis, né? E a pregação ela é audível, né? Poderia aí generalizar dessa forma. E o evangelho ele precisa de duas coisas, né? O mundo precisa ver o amor de Deus em ação e em palavras. Então, portanto, a missão da igreja, ela não é apenas espiritual e nem é apenas social. Ela é, ela precisa ser integral. Eu não tô falando aqui da teologia da missão integral. Eu estou falando que ela precisa ser integral. Então ela reflete quem Deus é, que é um Deus que fala, mas é um Deus que também age. Ele é um Deus que ama com palavras e também com gestos concretos. Então o evangelho ele mostra isso para nós. E a pergunta que fica aqui para nós é como que nós estamos vivendo essa missão? Nós estamos brilhando a a nossa luz com palavras e obras, né? ou nós estamos escolhendo só um lado da moeda. Então, é algo importante pra gente pensar. Ah, eu tenho visto aqui nos Estados Unidos muitas ações interessantes, relevantes, mas apenas obras sociais. Quando nós avaliamos a intencionalidade da igreja na evangelização, a gente vê que a cada ano eh a coisa tem piorado. Há casos aqui, não são casos gerais, mas alguns casos específicos, mas já mas relatados de igrejas que elas contratam alguém para chegar e fazer um evangelismo. Vem aqui, vocês vêm aqui, vocês, eu pago para vocês, vocês fazem aqui o que a gente precisa fazer aqui, o evangelismo na região e depois pronto, x horas e acabou, né? Eh, a gente tem visto em algumas regiões do mundo, aqui também nos Estados Unidos, a gente tem visto a igreja em que ela até ela é boa em assinar cheques, em se envolver comissões financeiramente, mas não venha aqui na minha igreja falar de querer com que os jovens da igreja se envolvam com missões. os jovens, eles estão aqui para poder eh eh fazer a sua sua faculdade, para poder ganhar dinheiro, para poder ter as suas coisas. E então, eh, é uma realidade que tem aumentado, eh, a cada ano. A realidade que eu tenho visto aqui, região que eu estou e aquilo que eu tenho feito é trabalhar exatamente para mostrar a intencionalidade, mostrar algumas coisas. Por exemplo, a nossa realidade aqui nos Estados Unidos, eu sei que o Brasil, hã, eu espero que vocês entendam o que eu vou dizer, mas quando nós falamos de missão na África, que eu já servi, missão no Oriente Médio, na Ásia, que eu já servi e continuo envolvido com as pessoas dessas partes do mundo, hã, parece que a gente consegue explicar com mais facilidade pra igreja brasileira. Mas quando nós falamos de realidade da Europa e quando nós falamos da realidade dos Estados Unidos, talvez a Igreja Brasileira precisa entender um pouco mais que, como eu disse na aula passada, as pessoas estão se movimentando de todos os lugares para todos os lugares. Então, a quantidade de pessoas que nunca ouviram de Jesus nos Estados Unidos e na Europa é muito, muito, muito grande. Então, a necessidade da igreja compreender que nós podemos atuar integralmente até aqui dentro, na realidade aqui que eu estou vivendo, por exemplo, o sul dos Estados Unidos. Desculpa, o sul do da da cidade de Houston tem uma região aqui perto de uma cidade chamada Sugarland, a terra do Açúcar, né? Sugarland. Eh, é uma região que quando você entra lá, você já vê placas de trânsito escrito ou em árabe ou em hindi. Isso dentro dos Estados Unidos, né? Eh, isso eu tô falando na realidade aqui da cidade de Houston. Agora, Los Angeles, as megacidades, as cidades na Flórida, ali a Nova York, por exemplo, a quantidade de povos que estão ali. Então, nós observamos que quando nós falamos do papel da igreja, do como povo de Deus, e quando nós falamos aqui da necessidade de ter essa esse equilíbrio, esse equilíbrio ele precisa ser aplicado em todas as partes do mundo, porque as pessoas que precisam ouvir de Jesus, os menos alcançados, os povos não alcançados, por exemplo, eles estão em todos os lugares. O Brasil, por exemplo, a quantidade de afegãos que têm chegado, não é? Você vai para para Foz do Iguaçu, olha a quantidade de de muçulmanos ali, de chineses também, né? Ali em Foz do Iguaçu, como em São Paulo, enfim. Eh, então é muito importante a gente pensar com essa com esse com esse olhar, né? E e quando nós falamos, por exemplo, vamos pegar um exemplo de como que nós podemos aplicar esse conceito que nós estamos falando aqui, eh, de, vou chamar aqui de de evangelismo e ação social, né, essa intencionalidade, essa combinação. Ah, olha só, a quantidade de pessoas, vamos pegar o exemplo dos afegãos, eh, em São Paulo, né? né? Então existe ali um local em que tem recebido a organização, uma organização que tem recebido os os refugiados e ali eles precisam aprender o português, eles precisam ter eh conhecer a cultura brasileira, eh é preciso pegar pegar na mão deles e ajudá-los na questão de documentos e então formas e formas que nós podemos servir as comunidades e também nessa caminhada compartilhar sobre a nossa fé, sobre a nossa crença, né? Apresentar Jesus. A oportunidade que eu vejo em que no mundo hoje, nesses locais aonde é extremamente difícil pregar o evangelho, nós temos visto que essas pessoas estão se deslocando pro Ocidente. Então, tem aumentado bastante essa oportunidade da igreja local. E é interessante isso, né? Quando a gente fala de missões, de de missões locais, a gente nunca pensou que missões locais pode ser também transcultural. Então, se eu tenho uma igreja e que se próximo à minha igreja tem angolanos, tem pessoas de outras culturas que estão próximas dentro de um raio, eu tô fazendo missões locais sem precisar atravessar o oceano, né? Interessante que os conceitos precisam ser reajustados, né? a gente precisa est pensando na missão dentro desse novo contexto. Seguindo aqui a nossa a nossa conversa, então vamos pensar primeiro então na questão dos fundamentos da teologia, né, da missão, que nós falamos na semana passada do miss day, né, sabemos então que a missão começa com Deus, né? Então isso é muito importante. Então é importante que isso é essencial, né? né? E aí sabemos que a missão da igreja ela é integrada, né? Então a gente tá vendo isso, né? Que não é eh só a evangelização, é também eh e também não é só fazer boas obras. Então, a missão verdadeira nasce no coração de Deus e se expressa de forma completa, com palavras e ações. Então, esse conceito é conhecido como missione dayi, a missão de Deus. Não é a igreja que inventa a missão. Nós falamos isso na aula passada. A missão não é apenas um departamento, não é um projeto ou uma atividade opcional da igreja. A missão é o que Deus está fazendo mundo, desde Gênesis até o Apocalipse. E a igreja é chamada a participar disso, o povo de Deus. Então o o o Wght, o Christopher Wght, ele diz que a missão não é nossa, é de Deus. Nós apenas nos unimos ao que ele já está fazendo e isso muda tudo. Não começamos a missão. Nós respondemos a à missão de Deus. Ele é o protagonista. Ele é quem envia e nós somos cooperadores. Então, se olharmos para Jesus, nós veremos esse modelo perfeitamente. Aqui, como tá no PowerPoint, a gente vai ver aqui em Lucas 4:18 a 19. Eh, Jesus, ele ele vai ler ali pro o rolo dos profetas, do profeta Isaías na sinagoga, né? E ele declara: "O espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. enviou-me para proclamar libertação aos presos e restauração da vista aos da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e proclamar o ano aceitável do Senhor. Então, veja como é a essa missão, ela é ampla. Jesus foi ungido para pregar, mas também para libertar, restaurar, curar. Vocês lembram que eh na aula passada eu dei o exemplo de Marcos capítulo 2, o paralítico, em que ele chegou até Jesus pelos amigos. Lá em Marcos capítulo 2, Jesus perdoou seus pecados e Jesus também curou aquele homem, né? É interessante de ver que Jesus ele não separava as coisas. Ele não dizia assim: "Hoje eu vou só curar ou hoje é dia só de de de de evangelizar, de compartilhar." Então a gente vê que ele fazia tudo, porque a missão ela é integral. Nesses termos aí eu chamo que a missão ela é ela é integral. Então, é exatamente isso que a carta que Thago reforça. Ele diz aqui, ó, no capítulo 2, verso do 14 ao 17, ele diz assim: "De que adianta alguém dizer que tem fé se não tem obras? Pode acaso essa fé salvá-lo, né?" E assim, né? Ele ele continua? Aí assim também a fé, se não tiver obras por si só está morta. Ou seja, uma fé que só fala, mas não age, é uma fé incompleta. Então, da mesma forma, uma uma ação social que não aponta para Cristo, ela pode ser vazia de eternidade. E é preciso a gente pensar, é preciso a gente pensar isso como igreja e ver se existe, se nós estamos como igreja, se nós estamos equilibrados ou estamos desequilibrados nessas questões dessa integralidade, né? Não é tão simples. Confesso a vocês que na prática e na teoria ela é bom, é bonito falar aqui, mas na prática não é tão simples, né? Eu me lembro de um projeto que muitos anos atrás eh nós, eu, eu morava em Santos e nós fizemos a cruzada estudantil. Eh, tinha lá o filme Jesus, então tinha aqueles rolos do filme Jesus, aqueles equipamentos ainda mais antigos, né, aonde nós alugávamos esse esse aparelho, vinha o rolo com o filme Jesus. E aí nós eh pedimos também para que eles viessem e nos ensinassem a usar, a evangelizar através do filme Jesus. E é muito interessante porque a gente aprendeu, nós trouxemos naquela ocasião, nós pegamos ali em algumas igrejas parceiras, nós convidamos as igrejas para para somar os esforços e nós aprendemos a montar o equipamento, a desmontar o equipamento, a a usar formas eh estratégicas e efetivas de convidar as pessoas naquela região. Então, eu me lembro de um bairro em no Guarujá e um bairro assim bem pobre, em que tinha alguns irmãos que nós conhecíamos que moravam ali. Então, eles nos deram todo o suporte com água, cuidados ali do dia a dia. E nós fizemos um projeto aonde nós fizemos durante o dia algumas ações sociais. Então nós fizemos ali, trouxemos médicos, enfermeiros, pessoas para cuidar, para cortar cabelo, várias ações, sabe? Durante o dia. E durante o dia nós convidávamos, olha, hoje à noite lá no campo de futebol, um campinho ali bem simpleszinho, um uma uma parte ali sem sem grama, nada ali, e convidamos o pessoal para assistir o filme Jesus. E aí tinha pipoqueiro, a gente trabalhou, foi muito legal as iniciativas que nós fazíamos usando o filme Jesus, né? Então quando chegou a noite, o pessoal nem piscava. Era muito bonito ver isso, as pessoas ouvindo, assistindo o filme Jesus. E no final o filme Jesus, ele faz um apelo, ele traz uma proposta para as pessoas que quiserem a partir daquele dia passar a seguir a Jesus. E eu me lembro que naquele naquele sábado nós tivemos cerca de 30 e poucas pessoas que elas entregaram as suas vidas a Jesus. E o mais bonito disso foi que no domingo pela manhã, eh, já tinha alguns irmãos que moravam nesse bairro, eles cederam as suas garagens pra gente fazer o primeiro culto com essas pessoas, uma espécie de escola bíblica dominical já logo na segunda na na no domingo. E e é muito interessante a gente ver, né, esse projeto ele cresceu, eh, grande parte daqueles que se converteram ali permaneceram. Ah, uma igreja foi estabelecida ali, não foi não foi não era na minha não foi no meu tempo, mas isso foi consequência depois, né, eh, do que aconteceu ali. E nós fizemos em vários locais na Baixada Santista, nós fizemos esse trabalho. Alguns lugares, a Polícia Militar, ela sempre, ela estava com a gente, alguns lugares um pouquinho mais perigoso. Em alguns lugares, a Polícia Militar cedia o espaço dela pra gente poder fazer. Foram períodos muito interessantes de a gente ver várias e várias pessoas eh eh eh entregando as suas vidas, as suas vidas para Jesus. E e aí a gente vê, né, como como é importante nós eh eh intencionalmente nós comunicarmos as boas novas. Ah, num país que eu ia algumas vezes na Ásia, nós conhecemos algum alguns eh alguns missionários de uma organização internacional em que trabalhava com esportes e fazia um trabalho maravilhoso na área desportiva. As crianças vinham muito bem estruturado, muito organizado, mas era muito interessante porque eles não foram treinados para compartilhar o evangelho. A questão do plantil da igreja, as coisas não aconteciam, por a questão das ações sociais, dos trabalhos comunitários, ia muito bem, mas a questão da comunicação do evangelho, não. Então, eh eh eh não, infelizmente não é tão eh não é tão difícil achar modelos ainda acontecendo esse desequilíbrio, né? Então, pensando nos projetos missionários, mas pensando no na atividade das igrejas locais, é importante a gente pensar que o evangelho ele precisa ser compartilhado, fazer boas obras, desenvolver projetos interessantes, eh alimentar aqueles que necessitam, trazer apoio médico, né, trazer advogados para ajudar em questões familiares, tem tantas ações que podem servir como pontes para comunicar o evangelho. E ponte não é lugar pra gente ficar, ponte só para atravessar. Então, a gente não pode estacionar nessa ponte, né? Nós temos que eh intencionalmente comunicar o evangelho e acreditar no Deus que transforma. acreditar no Deus que é poderoso para mudar uma vida em que talvez a gente olha para aquela vida, ah, esse esse não tem mais jeito. E e acreditar nos milagres, acreditar no poder de Deus, acreditar que Deus ele pode curar pessoas, né, e externamente, internamente. Então, é muito interessante isso, né? Eh, eu contei na aula passada que num vilarejo na África a gente tava eh num projeto de evangelismo e a gente começou a trabalhar com ã com com projeto de água e as águas eram todas as águas dos poos estavam todas poluídas. a gente conseguiu desenvolver um planejamento para tentar salvar o máximo possível daqueles poços. E nós trouxemos com a gente inicialmente alguns cristãos de alguns vilarejos ali, mas também do vilarejo local ali da etnia e também trouxemos muçulmanos para ensiná-los também e tá ali caminhando com eles, né? E então nós fizemos, montamos uma escola para formação de agentes de saneamento. Então foi bem interessante, teve formatura, teve tudo. E o que que aconteceu, né? Servimos a comunidade nessa questão da água, mas também tivemos oportunidade de contar histórias da Bíblia, as lindas histórias da Bíblia, né? Histórias agrícolas, parábolas agrícolas e histórias de água, né? o próprio João capítulo 4, o diálogo de Jesus ao redor do poço com uma mulher samaritana. Enfim, e aí a gente começou a ver, né? Interessante que é muito interessante quando a gente tem essa intencionalidade, a gente vê o Espírito Santo trabalhando na vida daquelas pessoas, né? muçulmanos começaram a se converter e anos e anos depois que eu saí do Senegal, onde eu servi o primeiro campo missionário, eh naquele projeto nós, eh tínhamos contato com um um rapaz que eu discipulava, que se tornou um pastor, fez teologia na capital e ele mandou uma mensagem para mim dizendo: "Olha, eu tô lembrando aqui que você foi a primeira pessoa que foi lá na na com a gente na no no mat na loja de material de construção para construir, para ajudar a construir a igreja, a nossa igreja, né? Que aí começou a ter uma conversão grande de pessoas e a gente fazia a reunião debaixo do pé de Baobá. E aí a gente, eles tomaram a decisão de fazer a construção da igreja e a igreja tá lá até os dias de hoje. E então é muito importante essa intencionalidade, né? E a igreja do Senhor, ela ela orando, ela pensando dessa forma equilibrada, eh, a gente vê que fortalece bastante a igreja, a, o plantil da igreja e mais do que isso, uma igreja, uma igreja sadia, né? Seguindo aqui, o David Bosch, então ele diz que eh a missão cristã é evangelizar com palavras e encarnar o reino com obras. Então essa é uma das frases mais completas que eu confesso com vocês que eu já vi sobre esse assunto, né? Então, evangelizar com palavras, né? Isso é anunciar o evangelho de forma clara. é falar da cruz, falar da ressurreição, confrontar com humanidade e compaixão. Mas evangelismo que não há confrontação de pecado, não é evangelismo. Falar sobre a graça, falar da salvação em Cristo. Então, eh, é preciso a gente pensar em nessa questão de encarnar o reino com obras. Isso é viver como cidadãos do reino, né, aqui e agora. Então, ajudar, ajudar quem sofre, curar os feridos de de todos os tipos de cura possível, né? Curas físicas, emocionais, eh espirituais, né? Alimentar aqueles que precisam, defender os fracos, cuidar dos dos marginalizados. Mas é muito importante a gente entender, eu acho que isso aqui é algo que eu queria tá destacando aqui, que quando nós falamos sobre isso, nós temos que tomar muito cuidado, porque nós pensamos apenas numa missão de socorrer os pobres. Quando a gente fala pobres aqui, a gente tá a a às vezes olhando apenas no âmbito da da conta bancária do cidadão, né? Mas não é isso que nós estamos falando daqueles necessitados, os pobres de alma, os pobres de espírito, né? Então, eh, Jesus ele veio para todos. Jesus ele veio para todas as classes sociais. Jesus veio para todos os povos, para todas as etnias, línguas, né, povos. Então, é muito importante a gente ter eh entender a missão, né? Eh, a gente não pode ver eh eh essa missão apenas com essa com essa com essa ótica, né, monocromática aí de de apoiar somente os pobres, os necessitados financeiros, mas a todos. Jesus veio para todos. H, e aí a gente pode pensar, então, o que que é missão, né? Então, uma definição que eu vi, que eu anotei aqui, eh, é Deus amando o mundo através de nós com palavras, seria comunicação do evangelho e com ações. Uma pergunta que eu deixo aqui também é: nós estamos participando da missão de Deus ou apenas assistindo de fora? Como povo de Deus, nós estamos participando ou nós estamos dando as desculpas necessárias? A vida tá muito corrida. Eu trabalho 72 horas por dia, né? E mas eu contribuo. Eu dou meu dízimo. Amém. Continue. Eu apoio missões, eu apoio projetos evangelísticos, eu assino cheque. Amém. Continue. Mas a pergunta é: qual o teu envolvimento em apresentar o evangelho para os outros? Seja qual for a estratégia, se você é tímido, se você é mais extrovertido, há há há approachs para todos para todos os as situações, né? A intencionalidade, essa intencionalidade é preciso a gente pensar nela. Então nós pensamos aqui também, que é um ponto importante da missão, que é essa urgência da proclamação, né? Pregar o evangelho com palavras. Então, nós vivemos uma época em que muitas pessoas elas pensam assim: "Ó, prega o evangelho e, se necessário, use palavras". Eu concordo com você. Eu eu eu quero eh eh eh dizer para vocês que eu eu discordo completamente dessa sentença. Prego o evangelho e, se necessário, use palavras. A palavra de Deus, ela precisa, é uma frase bonita, mas ela pode, ela pode ser perigosa se ela for mal interpretada, ok? O evangelho, por natureza, é uma mensagem, né? Então, mensagens precisam ser comunicadas, faladas, contadas, comunicadas através de linguagem de sinais, o que seja a forma, mas ela precisa ou através do áudio, né? pessoas que não conseguem ler, pessoas que preferem ouvir. Então você ter ali uma os radinhos específicos ali no deserto, por exemplo, ali da Mauritânia, nós temos uma comunidade de muçulmanos convertidos em que nós cedemos ali para eles eh eh vários rádios com carregar que carrega com energia solar e que tem dentro cartão. E ali você tem ensinos bíblicos, você tem a a mensagem, o evangelho, o Novo Testamento na língua árabe local. E as pessoas ali durante o dia vão trabalhar, elas vão, levam o radinho, ouvem e locais em que não tem igreja física, né? as pessoas se reúnem em no meio do deserto, se reúnem em alguns buracos que eles fazem para para arrancar pedra e essa realidade. Então, eh mas a mensagem está sendo falada, a mensagem está sendo comunicada, né? Eh, o nosso testemunho de vida é algo também que é extremamente importante, mas entender que o evangelismo não é só isso. O evangelismo não é só o comportamento ético. Evangelismo é comunicação verbal. Então, sem proclamação não há conversão. Então, ninguém pode crer em algo que eles não conhecem. Então, eh, e ninguém conhece se ninguém contar. Então, Paulo em Romanos, um capítulo 10 e verso 17, um verso bem conhecido, a fé vem pelo ouvir e o ouvir pela palavra de Deus. Significa que a fé nasce quando a palavra ela é comunicada. Então, a palavra de Cristo precisa ser anunciada, ela precisa ser ensinada, né, proclamada. Isso fica ainda mais evidente quando nós olhamos pro livro de Atos dos Apóstolos, né? Então ali nós vemos o início da igreja, os primeiros passos da missão global, né? E qual era a estratégia principal? Era a comunicação do evangelho. Pedro prega no Pentecostes, milhares se convertem. Estevão prega no diante do Sinédrio. Paulo prega nas sinagogas, nas praças, nas prisões. Felipe prega ao eunucí. Então a igreja ela nasce já com a boca aberta, anunciando com ousadia a verdade de Cristo. Eles não apenas viviam o evangelho, eles falavam do evangelho com clareza e coragem. É claro que suas vidas elas confirmavam a mensagem, claro, mas a fé precisa eh ela a mensagem precisa ser comunicada, né? A gente vê que lá no livro de Atos, a fé ela nascia quando as pessoas ouviam a palavra. Então, hoje nós corremos o risco de substituir a pregação por ativismo ou por entretenimento ou por discursos motivacionais ou por pregações lindas, lindas, mas apenas de autoajuda, né? Mas a salvação a gente sabe que não vem por boas ideias, né? Então, ela vem pela pregação do evangelho. E pregar o evangelho não é eh eh eh simplesmente dizer que Deus é bom, não é isso não. É anunciar as boas novas, né, de forma completa, que Deus nos amou, que enviou seu filho, que Jesus morreu por nossos pecados, ressuscitou, que há perdão, reconciliação e vida eterna para todo aquele que crê. A gente vai fazer isso de uma forma contextualizada para cada cultura, mas é essa, é esse é esse conteúdo. Então esse é o centro da missão. Então é isso que vai fazer a transformação nas vidas, é isso que vai fazer a transformação no coração. Então é isso que o Espírito Santo usa para gerar fé, né? Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Então, Deus nos chamou como povo de Deus para comunicar essa boa, essas boas novas. Então, por mais que seja importante fazer o bem, desenvolver os projetos, como a gente tá falando aqui, eh, de servir com amor, né, tudo, nada substitui a proclamação da palavra. Então, se você é um excelente técnico de basquete, se você ele é um, se você é um excelente profissional de marketing, de business, se você é um excelente eh eh eh engenheiro de inteligência artificial, um expert em TI, olha quantos lugares no mundo, quantos lugares próximos na sua cidade onde você está ou para fora que você pode servir. com as suas habilidades. Essas habilidades elas serão pontes, né? Então, como cristão, nós podemos usar nossas habilidades, mas isso não é comunicar o evangelho, não é? Então, eh, se o evangelho não for anunciado, as pessoas, né, eh, o evangelho vai ficar desconhecido, Cristo fica desconhecido, né? E se ele permanece desconhecido, as pessoas continuam perdidas. Nós estamos falando de perder a sua de de de ir pro inferno mesmo, né? Então, eh, não é desculpa pra gente dizer, sabe? Não, não gosto de falar, prefiro só agir. Isso pode ser uma desculpa confortável, mas isso não é o correto, né? Eh, isso Jesus ele deixou muito claro, né, que ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura. Ele não disse eh ide apenas vivam bem, né? Ide e pregai. Então, isso é um chamado claro, é uma urgência. Eu me lembro que muitos anos atrás nós tínhamos um programa de rádio lá em Taubaté, onde eu comecei mesmo a a ser mais missional. chamada urgência missionária. Então, a gente tentava ali eh eh evangelizávamos na rádio. Foi uma experiência muito legal. H, então nós sabemos muito bem que isto é uma urgência. Por quê, gente? Porque vidas estão em jogo e a gente sabe que o tempo tá passando. Então, a pergunta que fica, então, é: Você tem falado de Jesus? Você tem aproveitado as oportunidades para anunciar a salvação em Cristo Jesus? Ou você tem vivido como se boas ações fossem suficientes? Eu não vou entrar nesse assunto. É uma questão de privacidade. Eu acho que nós estamos numa época do mundo. Não é não é isso. Não é isso. Nós precisamos, é óbvio que precisamos ter sabedoria, claro, mas precisamos ser intencionais. E o nosso Deus, ele é um Deus criativo na sua, na nossa intencionalidade de levar o evangelho, ele é poderoso para nos dar as diferentes formas para isso, tá? Então, boas obras confirmam a fé, mas só a palavra pode gerar a fé. Boas obras confirmam a fé, mas só a palavra pode gerar fé. Bom, vamos refletir um pouquinho sobre essa questão que é essencial na missão da igreja, OK? Que é fazer as boas obras como sinal do reino de Deus. Então, a missão não é apenas sobre pregar a palavra de Deus, ela também é sobre viver a palavra. Então, uma das maneiras mais poderosas de viver o evangelho é por meio das boas obras que que seguem aqueles que são transformados. a nova como como nova criatura em Cristo, a nossa, o nosso dia a dia, a as nossas ações, né, elas elas contribuem para a expansão do reino de Deus. Mas ela não é não é só isso. Então, vamos lembrar do equilíbrio. Em Mateus, no capítulo 25, de 35 a 40, Jesus, ele nos ensina que ao ajudar os necessitados, nós estamos ajudando a ele, né? Eh, por tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber. Era estrangeiro e me hospedastes. Estive nu, me vestistes, adoeci e me visitastes. Estive na prisão e viestes a mim. Então, então o Senhor ele identifica-se com os necessitados de forma profunda. Então, quando servimos aos aos que estão cansados e sobrecarregados, aos pobres de espírito, aos pobres físicos, espirituais, eh eh nós estamos fazendo isso como se fosse a Cristo. Então, e isso é um testemunho poderoso de que o reino de Deus já está entre nós, né? O pastor Luis Saão sempre fala, né? Eh, eles eh agora, mas ainda não, né? Eh, a gente vê nos evangelhos que Jesus durante a sua vida, ele não apenas proclamava a palavra, mas ele também a encarnava. Ele curava os doentes, ele alimentava os famintos, ele abençoava os oprimidos. E essas ações não eram meras bondades, mas sinais do reino de Deus. Olha que interessante a diferença de bom, de fazer bondades e de sinais do reino de Deus. Então, por que que isso é importante? Porque as boas obras são uma confirmação da mensagem. Então elas demonstram de maneira visível o que Cristo fez por nós e o que ele quer fazer no mundo. Então, quando nós praticamos as boas obras, nós estamos dizendo na prática: "O reino de Deus é real, né? Então, Deus transforma a vida das pessoas, ele restaura, ele traz cura e esperança. Então, Jesus, ele transforma a vida das pessoas, ele restaura e ele traz cura eh e esperança. Então, a história da missão, ela está cheia de exemplos de missionários que entenderam isso muito bem. Então, eh eh pensemos nos missionários que ao chegar em novos contextos, eles não apenas pregaram o evangelho, pregam o evangelho, mas também eles construíram escolas, hospitais, desenvolveram projetos. Eu me lembro que na China, eh, em alguns lugares que nós íamos, a gente via lá hospital, escolas, aí quando a gente vai ver quem que fez isso aqui, foram missionários anos e anos atrás que deixaram esse legado, né? E aí em muitos outros, em muitos lugares que a gente, que eu tive, a gente vê a história dos mais velhos, os irmãos mais velhos contando daquele missionário que tanto tempo atrás veio e que trouxe ajuda, que trouxe um monte de projeto na área de linguística, mas também a palavra de Deus foi proclamada, né? Então, o David Livingstone, por exemplo, por exemplo, ele é um exemplo, ele não só pregou a palavra, mas ele também trabalhou para melhorar a saúde, a educação, né, na na na nas regiões da África, né? Então, a gente vê vários exemplos, né, que missionários que viveram a missão nessa integralidade, né? É importante a gente reconhecer, eh, é muito interessante a gente entender que existe sim uma tensão nessas questões aqui, ó. Obra sem palavras, apenas assistencialismo, né? E palavras sem obras é hipocrisia. Então, a gente precisa pensar nisso. Como eu disse, não é tão simples a gente eh praticar, trabalhar nesse equilíbrio, mas a palavra de Deus, ela nos deixa claro a importância da da pregação da palavra de Deus. E como novas criaturas, nós somos novas criaturas em Cristo Jesus. Ah, os nossos frutos, né, as nossas habilidades. Ah, um casal de amigos, de amigos, não, na verdade eles foram meus discípulos, né, na China. E a gente ajudou bastante eles na questão eh de preparo, caminharam com a gente do anos e depois a gente perdeu um contato assim mais direto. Eles foram para um outro país, saíram da China e foram para Banglad, um país muçulmano, totalmente diferente da China, um outro planeta para eles. E eles quando estavam na China, eles fizeram faculdade de letras e fizeram uma prova do governo chinês para poder ensinar chinês fora da China e ter a autorização do Instituto Confúcio para emitir certificados. Então eles foram credenciados para isso, os dois, [Música] e eles foram para Banglad no processo ali de caminhar, aprenderam a língua, mas eles estabeleceram ali uma escola de chinês e a mulher dele começou um projeto de ensinar as mulheres muçulmanas a fazer comida chinesa. Por quê? Porque a China é um país forte dentro da Ásia comercialmente. Primeiro, as pessoas querem aprender chinês para poder ir pra China e fazer negócios. Segundo, os chineses saíram da China e estão em vários países da Ásia. Então, a comunidade chinesa em Bangladeste tem crescido. Então, o que que eles fizeram? Eles começaram a se envolver, a mostrar a cultura chinesa através da língua, através da culinária. E através desse projeto, o as pessoas em Bangladeste começaram a se converter. A mensagem foi pregada, começaram a se converter. Ele montou uma escola de mandarim ensinando chinês para as pessoas. Logo depois, ele montou um projeto de prótese dentária, trouxe mais chineses com formação de dentistas e protéticos que saíram da China e foram para lá para servir a Deus como missionários, mas também eh trabalhar ali. Com isso, eles desenvolveram um projeto em que eles eram autosustentáveis, eles tinham o seu business e ao mesmo tempo era ponte para que eles pudessem comunicar o evangelho. E é muito legal a gente ver quando eh eh eh Deus ele direciona, né, a os irmãos ao redor do mundo. E essa é a mesma igreja chinesa, que é a igreja chinesa que ainda continua sendo perseguida, que ela continua debaixo da perseguição, que piorou nos últimos anos a perseguição, a dificuldade dos estrangeiros, muitos missionários estrangeiros saíram do país por causa da questão da perseguição, as leis estão mais apertadas e a igreja segue caminhando. um um pastor de onde eu me converti, ele cantava sempre, né, a musiquinha. Ô, glória, aleluia. A igreja segue caminhando, segue caminhando, segue caminhando, né? Então eu sempre lembro que a igreja ela segue caminhando. Em alguns momentos da história em que parecia que ia tudo acabar, daqui a pouco havia o avivamento e a igreja voltava. Então, a igreja ela segue caminhando. E para finalizar aqui, a gente precisa pensar então nessa integração. Então, a integração entre palavra e ação, entre a proclama proclamação e o serviço, entre o evangelismo, mas também a compaixão. Então, até aqui nós vimos que a missão da igreja envolve anunciar o evangelho com clareza e também demonstrar o amor de Cristo com atitudes concretas. Mas a verdade é que essas duas dimensões, elas não são concorrentes, elas são complementares. O evangelho deve ser vivido e anunciado. Ele deve ser eh ouvido pelos ouvidos e vistos com os olhos, né? Então essa é a essência da missão, né? O John Storp, ele fala eh ele interessante, ele usa uma metáfora, né? Essa metáfora, né? Ele diz que a evangelização e ação social são como os dois pulmões da igreja. A igreja, ela precisa dos dois para respirar, viver e cumprir a sua missão no mundo. Então o o o John Stotter, ele diz assim que a evangelização é a proclamação de Cristo crucificado e ressurreto. A ação social é a expressão do amor de Cristo em serviço. Separá-las é mutilar o evangelho. Essas são palavras do John Stot. Então essa visão ela rompe com a ideia equivocada que o evangelho é apenas espiritual, ganhar almas para Jesus, né? Só isso. E também corrige o erro de achar que que dá a impressão que a gente tá trabalhando com fantasma, né? E também corrijo o erro de achar que basta fazer o bem sem anunciar a verdade. Eu não sei que você que tá assistindo a gente aqui, eu não sei se você, por mais que você esteja achando o óbvio, não é isso que eu tenho visto ao redor do mundo, sabe? Eu tenho visto mesmo um grande desequilíbrio, um grande desequilíbrio. A cada ano que passa, a cada tempo que passa, o evangelismo, a proclamação do evangelho tem ficado em segundo, terceiro e quarto plano. Então, nós precisamos ser uma igreja que serve e que anuncia, uma igreja que acolhe e confronta, que alivia o sofrimento presente, mas aponta também para a esperança eterna. Então, é essa integração, eh, que a gente tá falando que ela precisa ser contínua, deve acontecer hoje, é para agora. Então, em muitos contextos missionários, especialmente entre povos não alcançados, né, nós vemos que os esses projetos mais frutíferos são aqueles que plantam igrejas enquanto desenvolvem projetos comunitários, projetos sociais sustentáveis, né? Então é muito interessante que há muitos casos que nós temos de plantação de igreja com projetos sociais. O que eu comentei com vocês sobre o projeto de água no Senegal, que nós tivemos a oportunidade de estar ali, eh, é bem é um exemplo claro que a gente tem visto outros modelos, homens de negócio em Shangai, por exemplo, começaram a plantar igreja através de projetos na área de negócios, no mundo dos negócios. Então, é bem interessante isso aí. Então, eu gostaria de finalizar aqui. Eu acredito que a mensagem foi trazida. Eh, e eu agora eu vou devolver ali pro pro Aquila para nós pensarmos agora em conversar aí aqueles que têm perguntas paraa gente poder tá eh poder estar respondendo. Bom, pessoal, então indo agora pra nossa segunda parte da aula e aproveitando que a gente já tem algumas perguntas no chat, aproveitando a experiência que você tem, Jeferson, aí também a eu acho que em especial o tema da aula de hoje que levanta muitos questionamentos sobre essa eh essa exemplificação prática. Você já deu vários exemplos ao longo da aula, mas eu imagino que muitas pessoas têm casos específicos de como é que a gente agiria de maneira equilibrada, né, nessa e nessa situação. Com esse contexto, a gente vai começar a responder as perguntas de vocês que já colocaram aqui e quem não colocou ainda dá tempo, já que a gente vai ter aí mais ou menos 30, talvez até um pouquinho mais. Vai depender também eh da condição do do Jeferson de participar aqui. Ah, eu tenho aqui, eu tô até meia aqui no aqui nos Estados Unidos agora são 6:2 até meia-noite a gente tá depois da meia-noite meu cérebro desconecta. Beleza? Então a gente tem esse tempo bom para responder as perguntas. A Fernanda faz a seguinte pergunta: "Ainda existe o propósito do projeto referente à janela 1040?" Quem que perguntou foi? Quem que perguntou? Foi. É, é a Fernanda. Esse é um nome mais profissional, mas tá. Ah, legal. Ô, Fernanda, boa pergunta. Ah, existe sim. Eh, na verdade, Fernanda, a janela 10x40, embora teve momentos que a gente falava mais dela na igreja, ela continua lá, a janela continua lá. Ah, algumas coisas aconteceram na janela 10 por40, algumas coisas boas aconteceram. O que que foi de bom que aconteceu? Eh, a gente observa que dos últimos anos bastante pessoas daquela parte desculpa, desculpa te interromper, mas eu acho que seria importante explicar o que é janela. Isso. Isso. Então, a janela 10x40 é uma janela de que que ela abre dessa forma, não é brincadeira. A jal 10x 40 ela é, se você pegar a linha do Equador, se você levar colocar 10º e depois você pegar a linha do equador e colocar 40º, você vai ter uma faixa 10,40 em relação à linha do Equador, em que você vai ver de leste a oeste, nessa faixa, você vai ver que é nessa região que vivem os povos menos alcançados do do da Terra. Eles continuam lá. Ah, a boa novidade é que ah, o evangelho tá mais presente lá, mais pessoas se converteram, nativos em que estão também proclamando o evangelho. Eu entendo que quando nós olhamos os números, a gente ainda cometendo, a gente ainda tá cometendo alguns deslizes, sabe, Fernanda? Somente 5% de toda a força missionária da igreja atua nessa área, ou seja, a área que mais é necessário investimento. Se a gente colocar em termos de de reais, são o número é assustador. Eu não lembro exatamente o número, mas são números assim de de de centavos e centavos de investimento. E a gente tem gastado toda a nossa força em áreas em que o evangelho já foi anunciado. Eu não tô dizendo que o evangelho precisa ser, que não precisa mais ser comunicado nesses outros lugares, mas a prioridade, né? Eh, e quando nós olhamos nesse, nessa janela 10 por 40, nós temos visto que houve melhoras. Eh, nós temos uma igreja brasileira que já entende mais sobre a janela 10 por 40. Nós temos uma igreja brasileira que já teve os seus missionários já depois de tempo retornando pro Brasil e podendo compartilhar com as organizações missionárias as experiências que tiveram. Então, a gente tem visto que está melhorando bastante o trabalho missionário na janela 10x40, não só na questão da evangelização, na questão dos bivocacionais, né? as pessoas entrarem com com evangelismo de forma criativa nesses países. Mas também as organizações missionárias, eles começaram a ver a necessidade de cuidar melhor dos missionários, porque aquela região é uma região bem complexa em termos espirituais, mas também o gap cultural é maior. Então, muitas pessoas vieram, retornaram eh desses mundos em culturalmente a outro planeta. voltaram com burnout, voltaram, ainda estão voltando alguns, mas nós estamos aprendendo a cuidar melhor dos missionários. Eu sei que ainda falta alguns, falta bastante, mas existe organizações como a a a o Oasis lá em Anápolis, por exemplo, eles têm um trabalho maravilhoso de missionários que chegam, como a gente brinca, né, batendo biela, eles chegam e ali eles são cuidados, cuidam da parte espiritual. na parte psicológica, emocional. Se se ele não tiver bem, volta, retorna. Nós já temos visto igrejas, por exemplo, a a igreja Assembleia de Deus, eh, Novo Dia em Brasília, no Plano Piloto, é uma igreja bem missionária e ele só enviam o missionário se o missionário passar por um processo de treinamento e também preventivamente passar um tempo no Oasis. Então, preventivamente, então nós temos visto alguns modelos acontecendo bem interessante. Então, eu diria para você que existe sim o projeto 1040 é a prioridade da igreja, entendre da do mundo em que você tem os povos não alcançados, né, ali naquela região. Mas também queria dizer para você, Fernanda, que Deus tá permitindo algumas coisas no mundo, né, nos últimos anos, que é o deslocamento dessas pessoas pro Ocidente. a quantidade de pessoas do mundo hindu, budista, muçulmano que saíram de lá desse mundo e foram paraa Europa, paraos Estados Unidos, para América Latina, paraa África mesmo também, uma parte da África, as pessoas saíram dessa parte aí e elas estão próximas das igrejas, então elas elas estão mais elas já são nossos vizinhos. Então, por isso que falar de de da missão da igreja é importante, porque é o nosso papel como povo de Deus alcançar, por exemplo, os povos não alcançados lá onde eles estão e também próximo a nós. Muito obrigado, Jeferson. Eu fiquei com a curiosidade. Você falou que eles recebem 5% do número de missionários que estão atuando, né? É. E quais são as áreas que hoje são priorizadas em termos de recursos e número de missionários? Ah, como assim? H, melhor melhor. Os continentes ou os países ou as regiões que recebem o maior número de missionários dentro da janela? Não, fora da janela, já que essa é a parte menos priorizada. Ainda é América Latina, a igreja brasileira, vamos falar da igreja brasileira, a gente envia mais missionários pra América Latina, Paraguai, Bolívia. E aí aí quando você vai um pouquinho mais distante, ali uma Moçambique, uma Angola ali, mas assim, ainda a força nossa é e é é ainda na América Latina, sabe? Eh, então, eh, é importante ter ensino, é importante ter eh eh revitalização de igreja. Claro, a gente não tá dizendo que não é. O problema é quando a gente só fica aqui e a gente envolve toda a nossa finança e energia e a gente tem uma área no mundo em que as pessoas é fácil de entender também. Geograficamente é distante, culturalmente é distante, né? Mas as missões na as missões brasileiras elas começaram pelas experiências de enviar missionários e retornar. Alguns aposentam, outros Deus chama de volta para poder servir melhor a igreja brasileira. Então a gente tem visto algumas organizações eh com seus escritórios no Brasil eh fazendo excelentes trabalhos de mobilização, a missão Frontiers, a missão Crist, né? Tem missões fazendo trabalhos bem significativos, né? na Junta deções mundiais, eh, organizações denominacionais, mas eu diria que a maior parte delas são não denominacionais, né? Elas são eh interdenominacionais, aliás, elas são interdenominacionais. Então, a gente vê essas organizações fazendo. Existe um projeto, por exemplo, no Sudeste da Ásia de um amigo nosso, de uma missão, uma missão Frontiers que trabalha especificamente como muçulmanos. Eles estão numa área do numa área ali do sudeste asiático e eles estão treinando chineses. Então o chinês sai da China, o irmão nosso sai da China, é recebido nesse local e ele é treinado. Alguns retornam paraa China e outros são colocados em países na no Sudeste asiático, ou vão para países do Oriente Médio. Sim. Então não, eles não são só servidos, mas também são cuidados. Essa é uma área que eu acho que a Igreja brasileira começou, as missões brasileiras começou a melhorar um pouco mais em relação aos últimos anos. Eh, a preocupação com o cuidado integral do missionário, né? Porque se nós pensarmos somente nessa habilitação dele, no treinamento, mas se nós não tivermos esse contato, esse cuidado, né? É como se é como o astronauta que o cara tá lá e fala: "Hilston, have a problem. Houston, nós temos problemas." E aí daqui a pouco não tem nada de, né? daqui a pouco não tem mais nem daqui a pouco não tem nem a base, mas pronto, os computadores já saíram de lá do do local. Eh, então a gente tem que tem que essa esse cuidado, ele é muito importante também nesse processo de pregar com os povos não alcançados, porque o desgaste é maior. O tempo que a gente leva para aprender uma língua é mais complexo. Tudo isso dá desgaste, tudo isso dá é muito complexo, é muito complexo viver, servir nesses mundos, porque ah o tempo de de férias deve ser menor para pro cara sair um pouco, ele precisa parar, senão ele a hora que ele percebe, ele tá tendo problemas. Então, a igreja brasileira, as missões brasileiras estão começando a aprender um pouco mais isso, sabe? Sim. Tem aumentado o tempo no campo. Isso gera maior tempo de permanência eh no campo, né? Bom. E aí, e a gente tem visto missionários que t retornado também porque o tempo já deu, eh, ou porque a a organização missionária trouxe e eles estão trabalhando como missionários transculturais, mas em terra brasileira, por causa dos exorfugiados imigrantes que tem no Brasil. Sim, sim. A gente tem tido um, estamos amadurecendo, estamos amadurecendo, tem muita coisa para caminhar, mas eu gosto de ver também o que temos crescido, sabe? Nós temos a nós temos uma associação de missões, né? Eh, eh, eh, a, eh, como é que chama? A BMT, né? Não, a associação AMTB. A AMTB, né? a MTB, eh, onde você tem ali as organizações missionárias no Brasil, em que elas se reúnem. Esse ano, por exemplo, né, tá fazendo a propaganda aqui, vai haver a o congresso, né, em outubro em Águas de Lindóia da MTB. As organizações vão ter ali, espera-se cerca de 2.000 pessoas no evento. Que legal. Então é, ali você aprende bastante, você conhece as organizações, os standes. O maior evento na América Latina de missões é acontece a cada 3 anos, né? E vai ser esse ano eh o Congresso Brasileiro de Missões, o CBM, tá? O Congresso Brasileiro de Missões, Missões Locais e Transculturais. Pode seguir seguir aqui para a as perguntas, porque tem várias ainda. Eu tô querendo ver se a gente aproveita eh essas outras participações também aqui. Pensando nos extremos, só ação social e só evangelismo. Como proceder em um país hostil ao evangelho? Ótimo. Boa pergunta, Joadir. Boa pergunta. Hã, dentro desses países, desses contextos, nós, eh, não temos, não podemos pregar o evangelho abertamente. Então, nós precisamos de uma identidade nesse país. Então, o meu caso, eu sou engenheiro, a minha primeira formação é engenharia química. Eu tenho formação de mestrado, doutorado, engenharia. Então nós sabemos que nessa área do mundo eles valorizam muito a formação. E no caso nós eh tínhamos um projeto de água. Então nesse projeto nós servíamos comunidades com projetos de água. Então nós chegávamos lá, fazíamos amizade com o mais velho. Isso, isso, isso nós estamos falando já em locais bem interior, sabe? aonde a água de péssima qualidade e a água contaminada e é contaminação humana. Então você faz a análise da água, você faz o laudo, você leva um kit portátil para analisar quant medir a quantidade de coliformes fecais. Eu tô dando um exemplo aqui para você entender. E e aí com isso a gente conversa com os líderes do vilarejo, os mais velhos, os que são os que estão ali. Ah, no caso o o toda todo vilarejo tem alguém do Partido Comunista, então você converte, você apresenta um projeto, né? Então, para isso, você tem que tá linkado a uma organização. Então, você apresenta o projeto e aí as pessoas fazem parte do projeto, você vai facilitar com que a comunidade se envolva para que aquele projeto seja alcançado, perforar um poço, construir uma cisterna ou, né, levar eletricidade para poder transportar água de baixo lá para cima e tal. Então, ess projeto que a gente fazia. E aí, aonde acontece a comunicação do evangelho? Então, ela acontece por quê? Porque essas culturas as pessoas são extremamente relacionais e tudo que você faz tem que fazer com comida e bater papo. E o o a a gente que chega ali, eles estão cheio de perguntas, eles estão escaneando a gente. E nesse escanear, essa pergunta ela acontece logo no no na na página dois. Por que que você tá aqui? Por que que você saiu de tão longe tá aqui para para tá com a gente? E alguns ficam desconfiados, mas quando eles vão escaneando o coração da gente, eles vão entendendo a proposta. E aí você e eles vão perguntar sobre o que a gente crê. a gente vai fazer pergunta para ele sobre sobre as questões locais, sobre a as histórias folclóricas do local, porque eu preciso entender quem eles são. Eu preciso entender como que eles contam as suas histórias locais para eu poder ajustar, para eu preparar as histórias bíblicas, porque a gente tá trabalhando junto durante o dia. Nós estamos trabalhando, estamos conversando. Então, são nessas conversas e no e no jantar à noite são nesses momentos que a gente tem oportunidade. A gente traz, por exemplo, irmãos chineses com a gente nesses exemplos. E esses irmãos também estão ali ajudando no projeto da água, mas eles também tem a função de poder bater papo, compartilhar, né? Eles têm um chinês melhor que o nosso, eles são nativos que ali tem os dialetos locais. Então é aí que acontece, é aí que começa a acontecer de você voltar, de você, por exemplo, você coloca um filtro em cada casa, agora eles têm água. Mas qual a garantia que essa água vai chegar na casa deles? Eh, eh, eh, limpa, né, não contaminada? Então, a gente coloca um filtro na casa. Então, se eu tenho um filtro, eu preciso ir lá na casa mostrar, saber se tá o sendo usado, se não tá. Então, nós temos o nosso time de chineses que nós vamos nesses locais para poder eh e aí quando a gente vai ver o filtro e bater um papo, com certeza tem uma comida na mesa, tem um bate-papo. Não é não não é só chegar, ver o filtro e Deus abençoe e eu tá bom, tchau. É mais que isso, porque eles são relacionais. Você não entra na casa de um povo da dessa cultura 1040 e que quase todo mundo é extremamente relacional. Você tem que entrar igual o sertanejo. Entra na casa do sertanejo para você ver. sertanejo. Você não adianta você querer falar, ó, eu vou visitar cinco sertanejos hoje, você não consegue. É um só por dia, porque você vai conversar, vai ter prosa, vai ter conversa. É nesse momento em que acontece naturalmente. Por isso que nós temos que estar preparados para contar a o nosso testemunho pessoal e contar histórias bíblicas, porque eles são comunicadores. As pessoas nessa área do mundo, eh, nesses locais hostis, eles são comunicadores orais. Então, contar histórias faz todo sentido. Esse é um exemplo que mostra um exemplo do que de como nós podemos eh ter esse equilíbrio de desenvolver projetos sociais ali e ao mesmo tempo intencionalmente pregar o evangelho. Muito bom. Eu vou só fazer um comentário, Jeferson, sobre isso que você acabou de colocar relacionado ao nosso eh curso aqui. E esse primeiro módulo como um todo, as pessoas geralmente têm muito interesse nessas perguntas que são próprias da teologia sistemática. Como é que funcionam os dons do Espírito Santo? Eh, como a gente entende a trindade? Quais são as questões mais relevantes da escatologia? E é natural compreender porque que nós temos inclinação de querer compreender essas coisas. Isso vem muito também da nossa influência na formação do pensamento ocidental, do pensamento grego com a sua filosofia. Mas você enfatizou em vários momentos que a maior parte do mundo aprende as coisas por meio das histórias, das narrativas. E o gênero literário que é massivamente mais presente dentro das escrituras é a narrativa. A narrativa, não é o texto jurídico, não é a poesia, que é também muito importante, não são os textos de revelação como Apocalipse de João ou Daniel, são narrativas, né? São histórias. É, a poesia também ela é forte nessa área, sabe? A poesia também ela vem forte, mas eu entendi o que você falou. A narrativa, eu falei e e até falei assim, pensando que é um um capítulo à parte, porque todo o texto narrativo dentro da Bíblia é um texto um pouco poético também, né? É uma construção poética. Então isso é é muito curioso. E aí a e aí? E aí, e é isso, isso, isso que você falou é muito interessante. Aí você vai fazer uma pergunta assim: "Ué, mas se o povo é comunicador oral, se a mentalidade da população não é tão sistemática como nós em alguns locais do ocidente. Então, como é que se ensina a teologia sistemática?" Ué, se ensina teologia sistemática através de narrativas, entendeu? Então, é, então você não tem que trabalhar com uma mentalidade sistemática. a a teologia sistemática, ela é extremamente importante n na na na na nessas áreas do mundo. Então, meus amigos que são pastores árabes, seminários eh underground ou ou autorizados pelo pelo pelo pelo governo local, eh eles têm disciplina lá, teologia sistemática, tem apologética, tem tudo. A questão é que a forma, a metodológica é, por exemplo, você vai falar sobre trindade, então você vai estudar textos bíblicos, histórias, tal, e depois nós vamos sentar e bater papo. E aí surgem as perguntas e aí que vem a sistematicidade da coisa, sabe? Sim. Mas é super, você pode, você pode, você pode ser professor de teologia. Esse é o grande desafio de missões globais. Precisamos de teólogos. Você você pode ir pro deserto do Saara trabalhar com os beduínos e e ensinar teologia do deserto, o contexto de ensino, né, de de de aproacho do deserto e falar desses assuntos. É importante a igreja, a igreja, seja ela do deserto ou não, ela tem que estar preparada, né, com com são são são os pontos importantes da da nossa fé. daria facilmente para fazer um curso, viu, Jefferson Sol, sobre eh teologia dentro da cultura narrativa. Como é que a gente pensa, rapaz? Eu eh e é é só é é só é é só o o é só a alta cúpula aí autorizar, porque eu tive isso no meu doutorado. Nós tivemos uma uma disciplina de um ano trabalhando só isso. E eu fui levado, eu precisei no meu PhD, eu fui para Singapura, eh, trabalhar no seminário, no seminário Batista de Singapura, eh, para trabalhar exatamente esse, esse ponto, como ensinar teologia a a cross culture, né, usando as narrativas, tinham tinham pessoas do mundo, desses povos não alcançados de 11 nações na minha sala. Então, é interessante. É, esse é um assunto maravilhoso, né? Muito bom. A a Jéssica faz a seguinte pergunta: Na atual realidade brasileira, muitos conhecem o plano de salvação. São abertos a ouvir sobre Deus e Jesus, mas não seguem a Cristo. Como pregar para pessoas que já conhecem a história cristã? É boa pergunta. H, é interessante, ô Jéssica, que a gente precisa, eh, na minha ótica, nós precisamos pensar de que maneira nós estamos trazendo essa comunicação, ah, o quão efetivo tem sido a maneira que nós estamos comunicando, ah, de que maneira essas pessoas no caminho, nessa trajetória delas, elas não, o que elas não entenderam, porque eh elas ouvem de Jesus, elas conhecem a Jesus, mas por que que não está havendo um relacionamento com Deus. Então, como igreja, é muito importante o nosso papel de comunicar o evangelho nesses termos para que as pessoas tenham experiências com Deus, de caminhar com ele, né, de conhecer ele para fazê-lo conhecido. Então, esse essa é uma área em que a gente vê muitas pessoas que conhecem o evangelho, mas são pessoas que não têm relacionamento íntimo com Deus. E aí, eh, eu acredito que como igreja a gente pode melhorar. Eu acredito que nós podemos estar caminhando mais perto das pessoas, não apenas pensando eh eh eh eh eh essa coisa do dia a dia, sabe? o o discipulado, a caminhada do dia a dia. Eu sei que a vida tá corrida, que a coisa tá ali, mas existem formas mesmo na vida corrida, a gente poder bater um papo, mandar uma mensagem, uma mensagem de telefone, uma coisa e e a gente tá além de de orar por essas pessoas, né, que elas conhecem a Cristo, mas elas não têm eh essa esse relacionamento. Então, na minha ótica, eh, nós estamos como igreja, nós precisamos ajustar isso. Nós precisamos entender que a coisa é mais profunda. Eh, e também eu acredito da na importância de acreditar mesmo no poder de Deus, sabe? né? Eh, acreditar que Deus ele no poder dele de transformar as vidas, de e também do nosso papel de caminhar junto. Eu acho que essa esse processo discipulado de vida na vida, eu acho que tem sido um dos grandes problemas nossos, um grande gargalo na igreja nossa, sabe? Porque a gente se encontra só no domingo, né? E vai vai discipular quem tá novo na igreja. Então ele te põe ele na sala e a gente dá um dá um ensino para ele e coloca lá ensinei, né? Então isso é importante. Instrução é parte do processo discipulado, mas ele não é todo, né? Há um é preciso ter uma dinâmica experial, é preciso ter uma uma dinâmica relacional, né? Eh, não só a instrução. Então, acredito que quando a gente começa a entender isso, ah, a gente começa a ter essas pessoas mais do que apenas conhecer Jesus por um filme ou por alguma coisa que eu já fui na igreja. Pessoas que, infelizmente, a gente sabe disso, que vão à igreja, mas não tem relacionamento com Deus. Elas vão porque é legal ir, talvez até porque no subconsciente sabes que a salvação é pela graça, mas acaba vivendo uma ideia de vida de salvação por obras, né? Sim. Eh, bom, esse é outro assunto muito importante, mas eu vou seguir para uma pergunta um pouquinho diferente da Judite, que é sobre a Coreia do Norte. E a Coreia do Norte tem missionários? Falo de missionários de qualquer nação. Tem a Coreia do Norte tem sim. [Música] Ah, até recentemente tinha uma uma pessoa do Brasil que estava lá, que que saiu recentemente por uma questão de ajuste só de de não teve nenhum problema com a polícia, mas saiu por para poder descansar um pouco, porque ali é pesado o negócio e deve retornar. Mas eh a Coreia do Norte ela tem nós temos algumas ações. Explicar para você como é que tem sido hoje a ação missionária na Coreia do Norte. a Coreia do Norte, eh, não sei se você sabe, mas existe lá uma embaixada brasileira na capital, né? Que Yang tem uma tem uma uma embaixada ali, então o brasileiro ele não é tão difícil para ir para Coreia do Norte. Interessante isso. Ah, o regime é terrível. Ah, ali você tem uma fome extrema, muitas pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza. E eu tive contato com Coreia do Norte, porque na no norte da China, onde faz fronteira com a China, Rússia e Coreia do Norte, a tríplice fronteira, eh nós conhecemos alguns projetos. Eu tive a oportunidade de ir três vezes nessa região dar treinamento para coreanos do norte, irmãos nossos coreanos do norte. Eles saem da China, eles saem da Coreia do Norte, eles vão para um local na China e nesse período eles vão ali descansar. Então ficam ali por 90 dias, podem entrar na China com visto direitinho. Alguns vão de carro, eles vão e nesse período aluga-se casa, ali eles ficam. Então a gente dá o treinamento para eles. Eles são, eles recebem treinamento, eles recebem não só um treinamento bíblico para eles poderem começar as escolas bíblicas e os e plantação de igrejas domésticas na Coreia do Norte. Mas o que acontece também é que eh eh a a através desses irmãos, quando eles retornam paraa Coreia do Norte, a gente consegue levar vários cartões SD com estudos bíblicos para eles poderem reproduzir esses treinamentos dentro da Coreia do Norte. Então também é uma forma que nós temos tido atuação eh na Coreia do Norte. Então você tem missionários lá dentro trabalhando com áreas de projetos como engenheiros. Eh, uma área que é bem bem bem aberta hoje, eh, é na área de educação, né? Você ser professor universitário na Coreia do Norte, sempre tem vagas ali. Então, organizações internacionais que têm bom bons relacionamentos com a Coreia do Norte. Na verdade, essas organizações elas são por debaixo dos planos, são organizações missionárias e ali os professores têm entrado ali e tê feito a diferença na vida dos alunos. É um trabalho arriscado, claro que é, mas você tem uma identidade, né? Então, respondendo sim, eh, existem alguns outros projetos, tem projetos na Coreia do Norte que você leva alimentos para através dos portos de Hong Kong. Há projeto que você coloca balãos no época do ano em que venta bastante numa área da num área em direção à Coreia do Norte. Então, balões de hélio e alguns colocam ali bíblias e essas quando estoura lá na frente os policiais mesmo estouram. Então o projeto é esse mesmo, que as polícias veja e atire, né? E aí, eh, Novo Testamentos. Então, eu eu vi, não tô falando que eu eu não ouvi, eu vi, eu tinha amizade com pessoas que se converteram com materiais que caíram dos balões, né? E então assim, a gente tem visto a ação de Deus na Coreia do Norte. É claro que é uma resistência, é difícil, mas nós temos visto também a força da igreja coreana do nor do sul na nos projetos da Coreia do Norte. Deus tem usado bastante a igreja da Coreia da Coreia do Sul. Há refugiados na Coreia do Norte, da Coreia do Norte na Coreia do Sul. Então há muitos convertidos, muitos que se converteram. Então, essa questão de Deus trazer pessoas de um lugar para outro, permitir trazer pessoas de um lugar pro outro, tem sido algo interessante, porque a gente chama isso de diáspora, mas aí tem uma outro, tem um outro termo também da diáspora reversa. A gente já conhece casos, eu conheci, quando eu tive na Coreia do Sul, eu conheci uma moça em que ela estava sendo preparada para voltar paraa Coreia do Norte e ela era fruto do projeto de da ela se converteu na Coreia do Sul, mas ela tava voltando para Coreia do Norte. Então, Deus está atuando sim. na Coreia do Norte. Amém. Que coisa impressionante, viu? Criatividade e a determinação dessas pessoas também. Ah, bom, uma pergunta aqui da Rut, talvez a pergunta pra gente ir caminhando pro final. Eh, professor, como integrar em uma pessoa a ação e a palavra se Deus concede dons diferentes a cada um? Como entender essas diferenças de dons? E aí ela cita Primeira Coríntios 12, que é um texto que cita vários dons distintos, né? Isso. Isso. Boa pergunta, Rute. Ah, bom, quando a gente olha nessa questão da ação da palavra, eh, nós sabemos, realmente as pessoas têm dons diferentes e tem a própria questão dos dons, né, ali no Coríntios. Mas é muito interessante a gente ver como que Deus ele usa os nossos dons e talentos. H, eu tenho visto na minha vida, na vida da minha esposa, a maneira como Deus tem usado os nossos dons e talentos, mas vamos falar de outros. Eh, eu me lembro de um de um jovem que quando eu tava no Senegal, ele o pai dele era missionário no Senegal e ele alguém que tava perdido na vida, sabe aquele cara que não sabe o que que faz, não sabe se vai fazer tal coisa, se vai estudar não sei quê e tal, até espiritualmente ele tava meio perdido. E o pai dele falou para ele: "Pô, vem passar para Fas comigo aqui." E aí ele foi, ficou um tempo com o pai dele lá e aí ele começou a tá ali, andar com o pai, toda vez, toda semana ia pro ia pras aldeias, né? E a coisa foi passando, passando e ele é um rapaz que tinha uma uma mão muito boa para dirigir e paraa mecânica. Havia, eu eu eu ajudava nesse projeto e eu ia junto com eles eh nessa van pros vilarejos. Tanto que a gente apelidou a van de Madame Fatu. A Madame Fatu, ela dava muita dor de cabeça, ela sempre quebrava, não era uma, não era uma van nova e um calor escaldante. A gente já, o motor já ferveu várias vezes no caminho, então e esse rapaz que chegou querendo se entender a tava buscando uma identidade, um propósito, Deus começou a direcionar a vida dele e ele começou a ver a importância que ele tinha como motorista. e como uma mecânico da manutenção da Madame Fatu. E esse rapaz, ele não só ele serviu dessa maneira, como isso trouxe um significado para ele. Ele viu que o o o que ele sabia fazer comparado com os outros amigos dele, ele estudou em escola internacional, ele tem uma formação eh de de escola de ensino médio muito boa. Então, fala vários, mas é assim, todo mundo se achou e eu não me achei. E o interessante que ele se acha nesse ambiente, sabe? E e ele desenvolveu uma escola mesmo assim no sentido de ensinar pra gente que com mesmo quando a gente tem habilidades que a gente nem colocaria ela como de alta habilidade, né, de high skills, você vê que mesmo em situações simples, como eh a menina lá em Bangladeste que começou a ensinar as amigas a fazer comida, trocar receita. O que eu tenho entendido é que nós temos habilidades, alguns são extrovertidos, introvertidos, formas diferentes de lidar. Tem, eu conheço pessoas, eu conheço pessoas que elas são horríveis para conversar com o outro, elas não nasceram, a bateria social delas vão embora em segundos. Mas dá um computador para essa pessoa, dá uma atividade para ela, começa a mostrar para essa pessoa que é possível, por exemplo, falar de Jesus através da através do evangelismo digital. Rapaz, vocês vocês precisam ver eh como que a essa pessoa se transforma, né? Nós temos um caso aqui aqui na igreja de um rapaz que você pedir para ele falar amém no final da oração, ele não consegue. Mas a hora que você chama ele, fala para ele e mostra para ele as coisas aqui e pede para ele para usar, desenvolver um modelo inteligência artificial pra gente melhorar as histórias bíblicas, pra gente poder fazer não sei quê e e falar para ele da da Ó, esse esse aqui é uma maneira interessante de você conversar com as pessoas ao redor do mundo e pessoas que são nerdes como ele, que gostam também de de de de inteligência artificial, de machine learning. E ele tem feito diferença no mundo através de uma habilidade que talvez, talvez não, ele tinha certeza que isso não é para ele. Ah, evangelismo não é para mim, missões não é para mim. Ah, eu sou muito fechado, eu não sei. Ah, mas a Bíblia fala que os tímidos, como é que é? Que os tímidos não herdarão o reino dos céus, né? Então, pega, pega textos isolados e ixe, eu sou, ih, meu pai do céu, eu tô com, né? Então, a gente vê muita história, muita coisa errada, muitos conceitos que colocaram, né, que missões é só para um grupo de pessoas, aqueles super especializados. Isso não é verdade. A missão é para todos. E nós temos hoje formas totalmente diferentes de servir a Deus como missionários. É que é que a terminologia que é complicada, né? missionário, missões, fazer missões, são termos que ficou desgastado, mas ser missional. Então, eu, eu eu creio que todos nós fomos chamados para sermos missionários, cristãos missionais, preocupados com a realidade local e com a realidade global ao mesmo tempo. E os nossos dons e talentos, seja ele na nossa medição errônea, desse tamanhozinho ou desse, Deus faz. Eu vi Deus fazer coisas com gente que eu não esperava que fosse fazer na minha ótica. Um inglês na China, ele tentou aprender chinês, não conseguiu. Resultado, é um fracasso de missionário. O cara vai pra China para servir como missionário entre chineses que não fala chinês, compra passagem de volta e vem embora. Que que ele fez? Ele fala inglês. Ele começou a ir na universidade, fez amizade com pessoas que falavam inglês, chineses. Duas moças se converteu porque falavam inglês e elas se converteram. Ele discipulou por mais de um ano essas meninas e ele criou na casa dele às 6 horas da tarde, todo sábado, convidando os estudantes para melhorar o inglês. O sonho de todo mundo lá fala melhor inglês, né? O povo não consegue falar a língua chinesa, é difícil para falar falar inglês usando por causa da estrutura da língua chinesa. E ele começou toda 6 horas da tarde, ele convidava as pessoas e as pessoas iam lá, tinha uma lição de inglês, mas ele era muito direto, nós vamos usar a Bíblia para melhorar o inglês. Então as pessoas iam, jantava com ele. Então eu tô falando de 20, 25 jovens. Eles iam lá, que que acontecia? Ele ensinava inglês usando a Bíblia, mas alguns limitados da língua não pegava todo o conhecimento do inglês, do do conteúdo bíblico. Aí no final ele pedia para uma das meninas dar um resumo em chinês do conteúdo bíblico que foi ensinado. Qual foi o resultado? duas igrejas de jovens que ele plantou eh através dessa desse desse rapaz inútil que não falava inglês. Então é muito cuidado que a gente classifica as coisas, sabe? A gente olha pros talentos, pros dons, a gente classifica e a gente acha que não é possível com esses dons. E eu brinco, né? Eu falo para as pessoas, é uma brincadeira com fundo de verdade para encerrar aqui. Se você trabalha com múmias dos do período tal em que só tem eh é quase impossível você ser usado por Deus para na na sua especialidade super específica. Olha, Deus é tão amoroso, a graça dele é tão grande, ele é tão criativo, que daqui a pouco vai começar a brotar múmia em tudo quant lugar aí para você ir para lá e você o especialista vai ser elevado. Então, eh eh nós não temos desculpa, sabe, para servi-lo localmente ou globalmente ou os dois, né? Mas é interessante a gente entender que o nosso Deus é um Deus criativo. Ele pega as nossas habilidades, os nossos dons, a maneirinha que a gente é, sabe? A gente é meio meio bichinho do mato, outros são mais extrovertido, uns gostam de trabalhar atrás do cen atrás do behind the scene, nos nos como é que chama isso? Eh, nos papai, português falhou aqui. Eh, behind the scene, atrás dos das cortinas. Atrás das cortinas. Isso. Atrás das cortinas. Outros já gostam do palco. Olha, tem espaço para quem gosta do palco. Tem gosto tem espaço para quem tá na quem tá na É isso. É isso que nós estamos falando. A igreja do Senhor ela precisa dos diferentes dons e talentos, né? E é isso que eu acho maravilhoso do projeto missionário, ver pessoas que quando você olha ali, você fala: "Ah, não, mas eu falo melhor chinês do que ela". E não sei quê, não sei quê. Daqui a pouco você vê Deus usando ali na simplicidade, pessoa de Deus orando, mesmo com a sua dificuldade, mesmo meio que mancando na língua. Eu falo para as pessoas, aprender o idioma é muito importante, mas não é tudo, sabe? Mas existe uma língua do coração, existe umas linguagens que é que vai além disso, sabe? Então, e é isso, é isso, sabe? Que eu entendo o plano de Deus. Essa é a missão, né, nossa como povo de Deus, a gente servir e chegar para Deus e falar: "Olha, eh, Senhor, é isso aqui que eu tenho. Eu tenho esses pãezinhos aqui, eu tenho esses peixinhos aqui e na verdade eu nem sei o que fazer com isso, mas eu sei que na tua palavra fala que dá para fazer um monte de coisa, mas então me ajuda nisso." Então essa é a intencionalidade que eu tô falando. É isso que eu falo, entregar, é entregar nossa vida para Jesus no sentido no sentido de ser missional, né? Muito bom, Jeferson. a gente esticou um pouquinho o nosso horário porque sabíamos que ia ser uma aula assim bem diferente dos outros conteúdos que a gente já teve até aqui para para aproveitar um pouquinho também da tua experiência. Se eu puder só ressaltar alguns nomes que você já citou nas duas aulas, eh, teve o livro que você mencionou na aula passada, a Missão é do povo de Deus. Povo de Deus. E tem outro livro também dele que é bastante citado, né, que é a missão de Deus do CR. A missão de Deus do CR. Yes. É, sim. E esse esses dois livros são muito bons. Isso. Hã, também tem mais outros livros do David Bosch que você falou, né? É, é, transformando missão transformadora, eu acho. Missão transformadora, eu acho que é isso. É muito bom. É muito bom. Eh, existem alguns bons livros, saiu mais uns dois novos aí nos últimos anos. tem livros, alguns livros bons essa área e vale a pena a gente investir, eh, vale a pena a gente repensar esses conceitos, eh, entender o que é realmente missão, o que é ser missional, a gente quebrar esse paradigma de que missionário só tem de um jeito. Aquele missionário que larga tudo para seguir a Jesus no sentido profissional. Eh, Deus, se ele quiser fazer assim, ele vai fazer. Mas a gente tem visto vários e vários e vários missionários servindo em diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil, no Nordeste, em outras áreas, usando. Hoje, por exemplo, você já parou para pensar que com a inteligência artificial, a quantidade de gente que gosta dessa área, eh, que gosta de de de toda essa essa questão da inteligicial, de TI, de de cybersegurança, que você pode estar em qualquer lugar do mundo, eh, trabalhando, trabalhando onde você quiser e servindo nas, né, servindo a Deus. Quer dizer, eu tenho eu tenho um amigo que ele é missionário, ele é ele ele é brasileiro, veio paraos Estados Unidos, ele se especializou, eh aprendeu inglês e ele ele é da área de informática e ele mexe com cybersegurança. E aí ele entrou numa empresa americana e o trabalho dele é home office. Ele tem que tá cada três meses, ele tem que táar aqui nos Estados Unidos. Que que ele fez? Ele tá, ele ganha em dólar, um bom salário, mas sabe muito bem como investir esse dinheiro para, pro reino de Deus. Ele está hoje no nordeste do Brasil, né? Eu brinco, né? Tá lá do sol com água de coco trabalhando, mas também eh com projeto legal lá de ajudar no no sertão com com projetos sociais, eh, e mas com intenção de pregar o evangelho lá no sertão, apoiando obreiros, treinando pessoal e ele consegue ter o horário flexível, né? Sim, sim. E e é bom ouvir essas respostas e esses testemunhos até para o pessoal também não ficar com aquela compreensão só conceitual de como missões, como a missão de Deus é uma coisa ampla. É bom ver como a criatividade é e a determinação das pessoas toma muitas formas diferentes. Bom, verdade. Muito obrigado, Jeferson. Essas duas aulas foram muito importantes aqui pro nosso curso. Eh, para esse módulo em especial, certamente a gente vai voltar em tópicos semelhantes nos próximos módulos. Ah, a gente alerta aí o pessoal que a gente tá chegando no no na reta final desse nosso primeiro módulo. Temos só mais quatro aulas. Então, a gente vai falar sobre anjos e demônios na próxima aula. Depois vai falar sobre escatologia e aí virá o fim eh desse primeiro módulo. Então, a gente pede para você continuar conectado aqui com o curso Macários, com a IBNU. A nossa programação segue nos outros dias da semana e a gente agradece muito mais uma vez o tempo, a dedicação do Jeferson e também de quem acompanhou a nossa aula aqui. Seu boa noite aí pro pro pessoal também, Jefferson, boa noite. Foi muito bom estar aqui nessas duas nesses dois encontros. Espero estar mais vezes aí pra gente poder estando essas experiências. E mais uma vez agradecer a IBNU, ao Saião, ao Áril, ao pessoal lá e saudar de todo mundo. Se Deus quiser, eh, ano que vem eu devo estar indo no Brasil passar uns dias aí pra gente poder tá eh assim como e eh juntos, né? Confaternizando aí e louvando a Deus juntos aí. Um abraço a todos. Abraço. Tchau.