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Makários | Aula 22 | Pregar o Evangelho ou fazer boas obras? | Módulo 1 | Jeferson Chagas

Makários | Aula 22 | Pregar o Evangelho ou fazer boas obras? | Módulo 1 | Jeferson Chagas

Makários | Aula 22 | Pregar o Evangelho ou fazer boas obras? | Módulo 1 | Jeferson Chagas

Aula 22 | Módulo 1
Curso de Teologia Makários
Pregar o Evangelho ou fazer boas obras? (Teologia da Missão)
Missiologia

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Legendas automáticas:

[Música]
Muito boa noite para quem já está
conectado aqui para a nossa 22ª aula do
curso Macários. Hoje é a nossa segunda
aula do tópico muito muito importante de
missologia, o ensino das escrituras a
respeito da missão e como a gente viu na
última aula, não só as missões, mas a
missão de Deus e a missão da igreja. E
para esses dois encontros de missologia,
a gente trouxe aqui o Jeferson, que é
muito experiente na prática missionária
e também no estudo da missologia. Ele
tem doutorado nessa área de missiologia,
atua em vários países como missionário e
eh faz parte aqui da IBNU. É membro da
IBNU, trabalha nos Estados Unidos numa
missão que está sediada lá, mas tem eh
ajudado pessoas do Globo, praticamente
todo, pessoas de vários continentes, são
abençoadas, treinadas eh pelo ministério
que o Jefferson tem desenvolvido já há
muitos anos. Então, muito bem-vindo quem
está aqui assistindo conosco a aula,
quem vai assistir depois. E mais uma
vez, obrigado, Jeferson, bem-vindo mais
uma vez. Já é da casa, mas é sempre bom
ter sua participação com a gente aqui
para mais uma aula.
Obrigado, mais uma vez agradecendo aí o
convite, agradecendo a IBNU, a nossa
igreja parceira ou Saião, a turma toda
aí que a gente tem no coração aqui.
E interessante, essa na semana passada,
na última aula, nós falamos sobre nós
falamos que a missão é de
Deus e também nós falamos sobre nós como
povo de Deus, qual é a nosso, o nosso
papel como agentes da reconciliação.
Eh, falamos sobre a expansão do reino,
sobre a nossa a nossa
responsabilidade, né, dentro desse da
dentro da da missão, a missão da igreja,
né? E e esse e essa e essa
pergunta da que nós vamos conversar
hoje, ela tá muito
ligada à nossa aula, na nossa outra
aula. Por quê? Porque lá nós falamos
sobre a missão de Deus e a missão da
igreja.
E aqui nós estamos falando mais agora
sobre a missão da igreja e um assunto
que eu vejo de extrema
importância,
porque eh a gente tem visto nos últimos
anos, eu tenho trabalhado com algumas
organizações
missionárias e temos aí uma rede de
missionários, amigos e ao redor do
mundo. E nós temos visto coisas
interessantes. Por exemplo, quando eu
estava quando eu servia na
Ásia,
hã, eu tive oportunidades de viajar para
alguns lugares ali na Malásia, na
Indonésia. São locais aonde
eh países de maioria muçulmana. Então
você precisa ter acessos
criativos paraa comunicação do
evangelho. E aí a gente sabe que a a o
fato de nós termos missionários
bivocacionais, isso é muito importante.
Por quê? Porque ah são empresas, são
organizações, são eh ONGs, né,
associações em que o missionário ele vai
trazer ali a sua a sua habilidade
profissional.
e vai desenvolver ali uma atividade com
o
propósito de apresentar o evangelho, o
com o propósito de plantar igrejas, né,
de formar eh líderes locais para que
eles possam reproduzirem, né, para que
eles possam ser, como nós falamos, né,
uma igreja que seja eh auto eh
autoliderada, né, que tenham a
autuporte, o seu seu próprio suporte
porte financeiro, uma igreja sadia que
tem a condição de não depender de nada
de fora financeiramente, mas também na
questão da liderança e também na questão
de propagar o evangelho dentro do
contexto daquela
igreja. E também a nós chamamos de
autoteologia, que a própria igreja ela
tem a condição de desenvolver uma
teologia bíblica e contextual que vai
atender as necessidades locais. Ou seja,
nós estamos falando de não
importarmos uma teologia, não
importarmos uma maneira de evangelizar,
de discipulado, plantil de igreja.
Enfim, esse é o esse é o objetivo
principal, né? Quando nós estudamos a
missologia para sermos efetivos na
comunicação do evangelho, no determinado
num determinado contexto, com o mínimo
de ruído possível.
O que nós temos visto em muitos
contextos é
que nos países, por exemplo, aonde é
preciso ter o acesso
criativo, nós chamamos aí de algumas
frentes, por exemplo, chamado de ban,
né, business as mission, outros tem
várias formas de você entrar ali nos
nesses países e poder eh não só nos
países fechados, até mesmo em outros
países. Por quê? Porque eh a questão da
facilitação da permanência, os vistos
não são tão
simples. Mas o que nós temos observado é
que muitas ações, nós como igreja nós
temos eh talvez por uma falta de um um
melhor preparo na questão
teológica e na questão
missiológica. Uma reflexão mais prática,
nós temos visto muitas ações sendo
feitas eh somente no âmbito das boas
obras.
somente no âmbito das
benevolências, né? Somente no âmbito dos
projetos sociais e projetos
comunitários. Óbvio que são excelentes
projetos, é óbvio que são a iniciativas
excelentes, porque são formas de você
poder melhorar a qualidade de vida
daquelas pessoas, né, onde estão ali.
Então nós temos projetos de várias
naturezas, né? Nós temos projetos aí
projetos comunitários, né? médicos,
dentistas,
engenheiros, projetos de agricultura,
principalmente no na nas regiões pobres.
Ah, no caso, você tem uma uma condição
ali que você não tem uma água de boa
qualidade, então você pode ter essa essa
possibilidade de trazer uma água melhor
ou transportar uma água, uma água boa de
um lugar pro outro. Eh, melhorar as
questões médicas, as questões de
nutrição, né? Nutrição é uma área
importantíssima dentro no no nos
diferentes contextos globais, porque as
pessoas precisam, né, ali eh tem
dificuldade na comida, na alimentação.
Então, como ser criativo nessas áreas,
né? assim também nas questões de música,
ou seja, é uma área eh em que nós é uma
área diversa, aonde nós podemos ter os
nossos talentos e podemos servir nesses
ambientes. Mas o problema é que nós
temos visto que quanto mais
especializado é a o
missionário, ela
acaba fortalecendo mais uma área
profissional, uma atividade na
comunidade, na sua profissão, como eu
mencionei aqui. E o a pregação do
evangelho, ela fica no segundo
plano. Em alguns casos, nós temos visto
também em que às vezes fica no segundo
plano porque, ah, nós não
sabemos como compartilhar o
evangelho. Nós não sabemos como
compartilhar o nosso testemunho pessoal
de uma forma que seja eh eh entendida
por pela por aquela cultura específica.
E aí nós temos visto que nós como
Brasil, a igreja brasileira, nós
pertencemos ao mundo majoritário, a
Ásia, África, América Latina. E é quando
a gente for, quando a gente vê, essa
área é a área que mais tem cristãos, mas
também é a área que mais tem pessoas que
não conhecem a Jesus.
Então, o movimento missionário hoje está
sendo bem efetivo, está sendo com
bastante frequência de povos dentro
desse globo, Ásia, África, América
Latina. né? Então, a igreja brasileira,
nós temos visto uma atuação eh grande em
continente africano. Eh, nós temos visto
uma quantidade muito maior no próprio na
na América Latina e numa quantidade um
pouquinho menor ali pro continente
asiático ali, né, culturalmente
distância e é maior, né? E aí nós temos
visto que eh a primeira coisa que as
missões
brasileiras elas pensam é nos projetos
sociais, nos projetos da comunidade e a
maneira como vai entrar e projetos de de
de n, né, de de
n eh coisas ali, né, áreas.
Infelizmente a gente tem visto a
dificuldade de trazer
essa essa
combinação, de trazer essa essa sinergia
entre pregar o evangelho e fazer também
as boas obras. Então acho que esse
assunto ele é pertinente, né, pro para
hoje a gente conversar sobre isso. E a
minha expectativa, né, é que a gente
possa mais uma vez ajustar aquilo que
precisa ser ajustado, né, nessa questão
de compreender o quão importante é você
desenvolver atividades locais,
profissionais nas
comunidades, mas também não poder
esquecer que é para pregar o evangelho.
E que de maneira que a gente prega o
evangelho, será que a gente tá fazendo
de forma correta?
Será que as definições de como
compartilhar o evangelho, elas estão de
acordo com a palavra de Deus? Então, são
são questões aí que a gente vai poder
conversar hoje aqui com vocês. Aí vocês
podem também levantar perguntas e no
final a gente vai poder ter, a gente vai
ter um tempo maior hoje para nós
podermos responder as perguntas. Então,
a primeira primeira coisa que eu queria
conversar com
vocês é que essa é uma pergunta que de
forma direta ou indireta, ela vai
impactar a maneira como igreja, como que
nós vamos viver a nossa
fé. Então, algumas igrejas, elas se
dedicam intensamente à ação social.
Elas organizam doações, distribuem
alimentos, elas ajudam famílias
carentes, eh, e desenvolvem trabalhos
comunitários extremamente
relevantes, mas quase que nunca anunciam
claramente o
evangelho. Não falam sobre o
arrependimento, sobre a salvação. não
fala sobre a cruz, não fala sobre a
graça, não fala sobre eh eh sobre o o a
teologia do sofrimento, né? O
sofrimento, que é parte da vida
cristã. É como se é como se o amor de
Jesus fosse demonstrado
apenas por gestos e não por
palavras ou comunicação, né?
Por outro
lado, a gente vê que existem igrejas que
elas pregam pesadamente, né? Organizam
cultos,
evangelismos, as cruzadas, eh pregações,
seja ela de estilo A, B ou C, mas
ignoram as necessidades básicas da
comunidade, do bairro onde está a
igreja, da região, ao redor da
igreja. E aí elas não se envolvem.
com as realidades do contexto, não se
envolvem, por exemplo, se é contexto
mais pobre, eh, com os pobres da região,
com os
doentes, eh,
marginalizados ou com aqueles que, eh,
estão ao redor da igreja, não são
pobres, não são marginalizados, mas têm
as suas
necessidades, necessidades da alma,
necessidades eh eh emocionais.
Então, é como se o amor de Jesus fosse
algo que só se fala, mas não se
demonstra na
prática. Então, o que eu tô apresentando
aqui são dois extremos.
E a gente sabe que esses dois extremos
nos levam a um
desequilíbrio. E aí quando nós
olhamos a história, a vida de Jesus,
quando nós vemos ali no evangelho, a
gente vê que há uma resposta para
isso. O Jesus, ele nos
ensina um caminho de
equilíbrio. Nós temos, por exemplo, dois
textos
aí que nos ajudam a pensar melhor sobre
isso. Então, o primeiro está em Mateus,
capítulo 5, verso 16, que diz aqui:
"Assim brilhe a luz de vocês diante dos
homens, para que vejam as suas boas
obras e glorifiquem ao Pai de vocês que
está nos céus".
Então aqui Jesus liga diretamente as
nossas
ações a glória de Deus, ou seja, o que
fazemos deve apontar para
ele, né? Então, boas
obras elas são um bom testemunho, mas
para que alguém glorifique o Pai,
precisa saber também quem é quem é o
Pai, né? E aqui entra o segundo texto em
Romanos, capítulo 10 verso 14 e 15. E
onde o apóstolo Paulo ele diz o
seguinte: "Como pois invocarão aquele em
quem não creram? E como crerão naquele
de quem não ouviram? E como ouvirão se
não há quem pregue?" Então, a pergunta
de Paulo aqui, ela é simples e é direta.
Como que alguém vai conhecer a salvação
se ninguém contar?
Então, esses dois
textos, eh, eles não estão em oposição,
né? Pelo contrário, eles se
complementam. Boas obras são
visíveis, né? E a pregação ela é
audível, né? Poderia aí generalizar
dessa
forma.
E o evangelho ele precisa de duas
coisas, né?
O mundo precisa ver o amor de Deus em
ação e em
palavras. Então, portanto, a missão da
igreja, ela não é apenas
espiritual e nem é apenas social. Ela é,
ela precisa ser integral. Eu não tô
falando aqui da teologia da missão
integral. Eu estou falando que ela
precisa ser integral. Então ela reflete
quem Deus é, que é um Deus que fala, mas
é um Deus que também
age. Ele é um Deus que ama com palavras
e também com gestos concretos. Então o
evangelho ele mostra isso para nós. E a
pergunta que fica aqui para nós é como
que nós estamos vivendo essa
missão? Nós estamos
brilhando a a nossa luz com palavras e
obras, né? ou nós estamos escolhendo só
um lado da
moeda. Então, é algo importante pra
gente
pensar. Ah, eu tenho visto aqui nos
Estados Unidos muitas ações
interessantes,
relevantes,
mas apenas obras sociais.
Quando nós
avaliamos a intencionalidade da igreja
na
evangelização, a gente vê que a cada ano
eh a coisa tem
piorado. Há casos aqui, não são casos
gerais, mas alguns casos específicos,
mas já mas relatados de igrejas que elas
contratam alguém para chegar e fazer um
evangelismo. Vem aqui, vocês vêm aqui,
vocês, eu pago para vocês, vocês fazem
aqui o que a gente precisa fazer aqui, o
evangelismo na região e depois pronto, x
horas e acabou, né?
Eh, a gente tem visto em algumas regiões
do mundo, aqui também nos Estados
Unidos, a gente tem visto a igreja em
que ela até ela é boa em assinar
cheques, em se envolver comissões
financeiramente, mas não
venha aqui na minha igreja falar de
querer com que os jovens da igreja se
envolvam com missões. os jovens, eles
estão aqui para poder eh eh fazer a sua
sua faculdade, para poder ganhar
dinheiro, para poder ter as suas coisas.
E então, eh, é uma realidade que tem
aumentado, eh, a cada
ano. A realidade que eu tenho visto
aqui, região que eu estou e aquilo que
eu tenho feito é trabalhar exatamente
para mostrar a
intencionalidade, mostrar algumas
coisas. Por exemplo, a nossa realidade
aqui nos Estados Unidos, eu sei que o
Brasil, hã, eu espero que vocês
entendam o que eu vou dizer, mas quando
nós falamos de missão na África, que eu
já
servi, missão no Oriente Médio, na Ásia,
que eu já servi e continuo envolvido com
as pessoas dessas partes do mundo,
hã, parece que a gente consegue
explicar com mais facilidade pra igreja
brasileira.
Mas quando nós falamos de realidade da
Europa e quando nós falamos da realidade
dos Estados
Unidos, talvez a Igreja Brasileira
precisa entender um pouco mais que, como
eu disse na aula passada, as pessoas
estão se movimentando de todos os
lugares para todos os lugares. Então, a
quantidade de pessoas que nunca ouviram
de Jesus nos Estados Unidos e na Europa
é muito, muito, muito
grande. Então, a necessidade da igreja
compreender que nós
podemos atuar
integralmente até aqui dentro, na
realidade aqui que eu estou
vivendo, por exemplo, o sul dos Estados
Unidos. Desculpa, o sul do da da cidade
de Houston tem uma região aqui perto de
uma cidade chamada Sugarland, a terra do
Açúcar, né? Sugarland. Eh, é uma região
que quando você entra lá, você já vê
placas de trânsito escrito ou em árabe
ou em
hindi. Isso dentro dos Estados Unidos,
né? Eh, isso eu tô falando na realidade
aqui da cidade de Houston. Agora, Los
Angeles, as megacidades, as cidades na
Flórida, ali a Nova York, por exemplo, a
quantidade de povos que estão ali.
Então, nós observamos que quando nós
falamos do papel da igreja, do como povo
de Deus, e quando nós falamos aqui da
necessidade de ter essa esse equilíbrio,
esse equilíbrio ele precisa ser aplicado
em todas as partes do mundo, porque as
pessoas que precisam ouvir de Jesus, os
menos alcançados, os povos não
alcançados, por exemplo, eles estão em
todos os lugares. O Brasil, por exemplo,
a quantidade de afegãos que têm chegado,
não é? Você vai para para Foz do Iguaçu,
olha a quantidade de de muçulmanos ali,
de chineses também, né? Ali em Foz do
Iguaçu, como em São Paulo, enfim. Eh,
então é muito importante a gente pensar
com essa com esse com esse olhar, né?
E e quando nós falamos, por exemplo,
vamos pegar um exemplo de como que nós
podemos aplicar esse conceito que nós
estamos falando aqui,
eh, de, vou chamar aqui de de
evangelismo e ação social, né, essa
intencionalidade, essa
combinação. Ah, olha só, a quantidade de
pessoas, vamos pegar o exemplo dos
afegãos, eh, em São Paulo, né? né? Então
existe ali um local em que tem recebido
a organização, uma organização que tem
recebido os os refugiados e ali eles
precisam aprender o português, eles
precisam ter eh conhecer a cultura
brasileira, eh é preciso pegar pegar na
mão deles e ajudá-los na questão de
documentos e então formas e formas que
nós podemos servir as comunidades e
também nessa caminhada compartilhar
sobre a nossa fé, sobre a nossa crença,
né? Apresentar Jesus. A oportunidade que
eu vejo em que no mundo hoje, nesses
locais aonde é extremamente difícil
pregar o evangelho, nós temos visto que
essas pessoas estão se deslocando pro
Ocidente. Então, tem aumentado bastante
essa oportunidade da igreja local. E é
interessante isso, né? Quando a gente
fala de missões, de de missões locais, a
gente nunca pensou que missões locais
pode ser também
transcultural. Então, se eu tenho uma
igreja e que se próximo à minha igreja
tem angolanos, tem pessoas de outras
culturas que estão próximas dentro de um
raio, eu tô fazendo missões locais sem
precisar atravessar o oceano, né?
Interessante que os conceitos precisam
ser reajustados, né? a gente precisa est
pensando na missão dentro desse novo
contexto. Seguindo aqui a nossa a nossa
conversa, então vamos pensar primeiro
então na questão dos fundamentos da
teologia, né, da missão, que nós falamos
na semana passada do miss day, né,
sabemos então que a missão
começa com Deus, né? Então isso é muito
importante. Então é importante que isso
é essencial, né? né? E aí sabemos que a
missão da igreja ela é integrada, né?
Então a gente tá vendo isso, né? Que não
é eh só a evangelização, é também eh e
também não é só fazer boas obras. Então,
a missão verdadeira nasce no coração de
Deus e se expressa de forma completa,
com palavras e ações. Então, esse
conceito é conhecido como missione dayi,
a missão de Deus. Não é a igreja que
inventa a missão. Nós falamos isso na
aula passada. A missão não é apenas um
departamento, não é um projeto ou uma
atividade opcional da igreja.
A missão é o que Deus está fazendo
mundo, desde Gênesis até o Apocalipse. E
a igreja é chamada a participar disso, o
povo de Deus. Então o o o Wght, o
Christopher Wght, ele diz que a missão
não é nossa, é de Deus. Nós apenas nos
unimos ao que ele já está
fazendo e isso muda
tudo. Não começamos a missão. Nós
respondemos a à missão de
Deus. Ele é o protagonista. Ele é quem
envia e nós somos
cooperadores. Então, se olharmos para
Jesus, nós veremos esse modelo
perfeitamente. Aqui, como tá no
PowerPoint, a gente vai ver aqui em
Lucas 4:18 a 19. Eh, Jesus, ele ele vai
ler ali pro o rolo dos profetas, do
profeta Isaías na sinagoga, né? E ele
declara: "O espírito do Senhor está
sobre mim, porque ele me ungiu para
pregar boas novas aos pobres. enviou-me
para proclamar libertação aos presos e
restauração da vista aos da vista aos
cegos, para pôr em liberdade os
oprimidos e proclamar o ano aceitável do
Senhor. Então,
veja como é a essa missão, ela é ampla.
Jesus foi ungido para pregar, mas também
para libertar, restaurar, curar. Vocês
lembram que eh na aula passada eu dei o
exemplo de Marcos capítulo 2, o
paralítico, em que ele chegou até Jesus
pelos amigos. Lá em Marcos capítulo 2,
Jesus perdoou seus
pecados e Jesus também curou aquele
homem, né?
É interessante de ver que Jesus ele não
separava as coisas. Ele não dizia assim:
"Hoje eu vou só curar ou hoje é dia só
de de de de evangelizar, de
compartilhar." Então a gente vê que ele
fazia tudo, porque a missão ela é
integral. Nesses termos aí eu chamo que
a missão ela é ela é integral. Então, é
exatamente isso que a carta que Thago
reforça. Ele diz aqui, ó, no capítulo 2,
verso do 14 ao 17, ele diz assim: "De
que adianta alguém dizer que tem fé se
não tem obras? Pode acaso essa fé
salvá-lo, né?" E assim, né? Ele ele
continua? Aí assim também a fé, se não
tiver obras por si só está morta. Ou
seja, uma fé que só fala, mas não age, é
uma fé incompleta. Então, da mesma
forma, uma uma ação social que não
aponta para Cristo, ela pode ser vazia
de eternidade.
E é preciso a gente pensar, é preciso a
gente pensar isso como
igreja e ver se existe, se nós estamos
como igreja, se nós estamos equilibrados
ou estamos desequilibrados nessas
questões dessa integralidade,
né? Não é tão simples. Confesso a vocês
que na prática e na teoria ela é bom, é
bonito falar aqui, mas na prática não é
tão simples, né? Eu me lembro de um
projeto que muitos anos
atrás eh
nós, eu, eu morava em
Santos e nós fizemos a cruzada
estudantil. Eh, tinha lá o filme Jesus,
então tinha aqueles rolos do filme
Jesus, aqueles equipamentos ainda mais
antigos, né, aonde nós alugávamos esse
esse aparelho, vinha o rolo com o filme
Jesus.
E aí nós eh pedimos também para que eles
viessem e nos ensinassem a usar, a
evangelizar através do filme Jesus.
E é muito interessante porque a gente
aprendeu, nós trouxemos naquela ocasião,
nós pegamos ali em algumas igrejas
parceiras, nós convidamos as igrejas
para para somar os esforços e nós
aprendemos a montar o equipamento, a
desmontar o equipamento, a a usar formas
eh
estratégicas e efetivas de convidar as
pessoas naquela região. Então, eu me
lembro de um bairro em no
Guarujá e um bairro assim bem pobre, em
que tinha alguns irmãos que nós
conhecíamos que moravam ali. Então, eles
nos deram todo o suporte com água,
cuidados ali do dia a dia. E nós fizemos
um projeto aonde nós fizemos durante o
dia algumas ações sociais. Então nós
fizemos ali, trouxemos médicos,
enfermeiros, pessoas para cuidar, para
cortar cabelo, várias ações, sabe?
Durante o dia. E durante o dia nós
convidávamos, olha, hoje à noite lá no
campo de futebol, um campinho ali bem
simpleszinho, um uma uma parte ali sem
sem grama, nada ali, e convidamos o
pessoal para assistir o filme Jesus.
E aí tinha pipoqueiro, a gente
trabalhou, foi muito legal as
iniciativas que nós fazíamos usando o
filme Jesus, né? Então quando chegou a
noite, o pessoal nem piscava. Era muito
bonito ver isso, as pessoas ouvindo,
assistindo o filme Jesus. E no final o
filme Jesus, ele faz um apelo, ele traz
uma proposta para as pessoas que
quiserem a partir daquele dia passar a
seguir a Jesus.
E eu me lembro que naquele naquele
sábado nós tivemos cerca de 30 e poucas
pessoas que elas entregaram as suas
vidas a Jesus.
E o mais bonito disso foi que no domingo
pela
manhã, eh, já tinha alguns irmãos que
moravam nesse bairro, eles cederam as
suas garagens pra gente fazer o primeiro
culto com essas pessoas, uma espécie de
escola bíblica dominical já logo na
segunda na na no domingo.
E e é muito interessante a gente ver,
né, esse projeto ele
cresceu, eh, grande parte daqueles que
se converteram ali permaneceram.
Ah, uma igreja foi estabelecida ali, não
foi não foi não era na minha não foi no
meu tempo, mas isso foi consequência
depois, né, eh, do que aconteceu ali. E
nós fizemos em vários locais na Baixada
Santista, nós fizemos esse trabalho.
Alguns lugares, a Polícia Militar, ela
sempre, ela estava com a gente, alguns
lugares um pouquinho mais perigoso. Em
alguns lugares, a Polícia Militar cedia
o espaço dela pra gente poder fazer.
Foram períodos muito interessantes de a
gente ver várias e várias pessoas eh eh
eh entregando as suas vidas, as suas
vidas para Jesus.
E e aí a gente vê, né, como como é
importante nós eh eh
intencionalmente nós comunicarmos as
boas novas.
Ah, num país que eu ia algumas vezes na
Ásia, nós conhecemos algum alguns eh
alguns missionários de uma organização
internacional em que trabalhava com
esportes e fazia um trabalho maravilhoso
na área desportiva.
As crianças vinham muito bem
estruturado, muito organizado, mas era
muito interessante porque eles não foram
treinados
para compartilhar o evangelho.
A questão do plantil da igreja, as
coisas não
aconteciam, por a questão das ações
sociais, dos trabalhos comunitários, ia
muito bem, mas a questão da comunicação
do evangelho,
não. Então, eh eh eh não, infelizmente
não é tão
eh não é tão difícil achar modelos ainda
acontecendo esse desequilíbrio, né?
Então, pensando nos projetos
missionários, mas pensando no na
atividade das igrejas locais, é
importante a gente pensar que o
evangelho ele precisa ser
compartilhado, fazer boas obras,
desenvolver projetos
interessantes, eh alimentar aqueles que
necessitam, trazer apoio
médico, né, trazer advogados para ajudar
em questões familiares, tem tantas ações
que podem servir como
pontes para comunicar o evangelho. E
ponte não é lugar pra gente ficar, ponte
só para atravessar. Então, a gente não
pode estacionar nessa ponte, né? Nós
temos que eh intencionalmente comunicar
o evangelho e acreditar no Deus que
transforma.
acreditar no Deus que é poderoso para
mudar uma vida em que talvez a gente
olha para aquela vida, ah, esse esse não
tem mais
jeito.
E e acreditar nos milagres, acreditar no
poder de Deus, acreditar que Deus ele
pode curar
pessoas, né, e externamente,
internamente. Então, é muito
interessante isso, né? Eh, eu contei na
aula passada
que num vilarejo na África a gente tava
eh num projeto de evangelismo e a gente
começou a trabalhar com
ã com com projeto de água e as águas
eram todas as águas dos poos estavam
todas poluídas. a gente conseguiu
desenvolver um planejamento para tentar
salvar o máximo possível daqueles poços.
E nós trouxemos com a gente inicialmente
alguns
cristãos de alguns vilarejos ali, mas
também do vilarejo local ali da
etnia e também trouxemos muçulmanos para
ensiná-los também e tá ali caminhando
com eles, né? E então nós fizemos,
montamos uma escola para formação de
agentes de saneamento. Então foi bem
interessante, teve formatura, teve tudo.
E o que que aconteceu, né? Servimos a
comunidade nessa questão da água, mas
também tivemos oportunidade de contar
histórias da Bíblia, as lindas histórias
da Bíblia, né? Histórias agrícolas,
parábolas agrícolas e histórias de água,
né? o próprio João capítulo 4, o diálogo
de Jesus ao redor do poço com uma mulher
samaritana. Enfim, e aí a gente começou
a ver, né? Interessante que é muito
interessante quando a gente tem essa
intencionalidade, a gente vê o Espírito
Santo trabalhando na vida daquelas
pessoas, né? muçulmanos começaram a se
converter
e anos e anos depois que eu saí do
Senegal, onde eu servi o primeiro campo
missionário, eh naquele projeto nós, eh
tínhamos contato com um um rapaz que eu
discipulava, que se tornou um pastor,
fez teologia na capital e ele mandou uma
mensagem para mim dizendo: "Olha, eu tô
lembrando aqui que você foi a primeira
pessoa que foi lá na na com a gente na
no no mat na loja de material de
construção para construir, para ajudar a
construir a igreja, a nossa igreja, né?
Que aí começou a ter uma conversão
grande de pessoas e a gente fazia a
reunião debaixo do pé de Baobá. E aí a
gente, eles tomaram a decisão de fazer a
construção da igreja e a igreja tá lá
até os dias de hoje. E então é muito
importante essa intencionalidade, né? E
a igreja do Senhor, ela ela orando, ela
pensando dessa forma equilibrada, eh, a
gente vê que fortalece bastante a
igreja, a, o plantil da igreja e mais do
que isso, uma igreja, uma igreja sadia,
né? Seguindo aqui, o David Bosch, então
ele diz que eh a missão cristã é
evangelizar com palavras e encarnar o
reino com obras. Então essa é uma das
frases mais completas que eu confesso
com vocês que eu já vi sobre esse
assunto, né? Então, evangelizar com
palavras, né? Isso é anunciar o
evangelho de forma clara. é falar da
cruz, falar da
ressurreição, confrontar com humanidade
e compaixão. Mas evangelismo que não há
confrontação de pecado, não é
evangelismo. Falar sobre a graça, falar
da salvação em
Cristo. Então, eh, é preciso a gente
pensar em nessa questão de encarnar o
reino com obras. Isso é viver como
cidadãos do reino, né, aqui e agora.
Então, ajudar, ajudar quem sofre, curar
os feridos de de todos os tipos de cura
possível, né? Curas físicas,
emocionais, eh espirituais, né?
Alimentar aqueles que precisam, defender
os fracos, cuidar dos dos
marginalizados.
Mas é muito importante a gente entender,
eu acho que isso aqui é algo que eu
queria tá destacando aqui, que quando
nós falamos sobre isso, nós temos que
tomar muito
cuidado, porque nós pensamos apenas numa
missão de socorrer os pobres. Quando a
gente fala pobres aqui, a gente tá a a
às vezes olhando apenas no âmbito da da
conta bancária do cidadão, né? Mas não é
isso que nós estamos falando daqueles
necessitados, os pobres de alma, os
pobres de espírito, né?
Então, eh, Jesus ele veio para todos.
Jesus ele veio para todas as classes
sociais. Jesus veio para todos os povos,
para todas as etnias, línguas, né,
povos. Então, é muito importante a gente
ter eh entender a missão, né?
Eh, a gente não pode ver eh
eh essa
missão apenas com essa com essa com essa
ótica, né, monocromática aí de de apoiar
somente os pobres, os necessitados
financeiros, mas a todos. Jesus veio
para
todos.
H, e aí a gente pode pensar, então, o
que que é missão, né? Então, uma
definição que eu vi, que eu anotei aqui,
eh, é Deus amando o mundo através de
nós com palavras, seria comunicação do
evangelho e com
ações. Uma pergunta que eu deixo aqui
também é: nós estamos participando da
missão de
Deus ou apenas assistindo de fora?
Como povo de Deus, nós estamos
participando ou nós estamos dando as
desculpas necessárias? A vida tá muito
corrida. Eu trabalho 72 horas por
dia, né? E mas eu contribuo. Eu dou meu
dízimo. Amém. Continue. Eu apoio
missões, eu apoio projetos
evangelísticos, eu assino cheque. Amém.
Continue. Mas a pergunta é: qual o teu
envolvimento em apresentar o
evangelho para os outros? Seja qual for
a estratégia, se você é tímido, se você
é mais
extrovertido, há há há approachs para
todos para todos os as situações, né? A
intencionalidade, essa intencionalidade
é preciso a gente pensar nela.
Então nós pensamos aqui também, que é um
ponto importante da missão, que é essa
urgência da proclamação, né? Pregar o
evangelho com palavras. Então, nós
vivemos uma época em que muitas pessoas
elas pensam assim: "Ó, prega o
evangelho e, se necessário, use
palavras". Eu concordo com você. Eu eu
eu quero eh eh eh dizer para vocês que
eu eu discordo completamente dessa
sentença. Prego o evangelho e, se
necessário, use palavras. A palavra de
Deus, ela precisa, é uma frase bonita,
mas ela pode, ela pode ser perigosa se
ela for mal interpretada, ok? O
evangelho, por natureza, é uma
mensagem, né? Então, mensagens precisam
ser comunicadas, faladas, contadas,
comunicadas através de linguagem de
sinais, o que seja a forma, mas ela
precisa ou através do áudio, né? pessoas
que não conseguem ler, pessoas que
preferem ouvir. Então você ter ali uma
os radinhos específicos ali no deserto,
por exemplo, ali da Mauritânia, nós
temos uma comunidade de muçulmanos
convertidos em que nós cedemos ali para
eles eh eh vários rádios com carregar
que carrega com energia solar e que tem
dentro cartão. E ali você tem ensinos
bíblicos, você tem a a mensagem, o
evangelho, o Novo Testamento na língua
árabe local. E as pessoas ali durante o
dia vão trabalhar, elas vão, levam o
radinho, ouvem e locais em que não tem
igreja física, né? as pessoas se reúnem
em no meio do deserto, se reúnem em
alguns buracos que eles fazem para para
arrancar pedra e essa realidade. Então,
eh mas a mensagem está sendo falada, a
mensagem está sendo comunicada, né?
Eh, o nosso testemunho de vida é algo
também que é extremamente importante,
mas entender que o evangelismo não é só
isso. O evangelismo não é só o
comportamento
ético. Evangelismo é comunicação verbal.
Então, sem proclamação não há conversão.
Então, ninguém pode crer em algo que
eles não conhecem.
Então, eh, e ninguém conhece se ninguém
contar. Então, Paulo em Romanos, um
capítulo 10 e verso 17, um verso bem
conhecido, a fé vem pelo ouvir e o ouvir
pela palavra de Deus. Significa que a fé
nasce quando a palavra ela é comunicada.
Então, a palavra de Cristo precisa ser
anunciada, ela precisa ser ensinada, né,
proclamada.
Isso fica ainda mais evidente quando nós
olhamos pro livro de Atos dos Apóstolos,
né? Então ali nós vemos o início da
igreja, os primeiros passos da missão
global, né? E qual era a estratégia
principal? Era a comunicação do
evangelho. Pedro prega no Pentecostes,
milhares se convertem.
Estevão prega no diante do Sinédrio.
Paulo prega nas sinagogas, nas praças,
nas prisões. Felipe prega ao
eunucí. Então a igreja ela nasce já com
a boca aberta, anunciando com
ousadia a verdade de
Cristo. Eles não apenas viviam o
evangelho, eles falavam do evangelho com
clareza e coragem. É claro que suas
vidas elas confirmavam a mensagem,
claro, mas a fé
precisa eh ela a mensagem precisa ser
comunicada, né? A gente vê que lá no
livro de Atos, a fé ela
nascia quando as
pessoas ouviam a palavra. Então, hoje
nós corremos o risco de substituir a
pregação por ativismo ou por
entretenimento ou por discursos
motivacionais ou por pregações lindas,
lindas, mas apenas de
autoajuda, né? Mas a salvação a gente
sabe que não vem por boas ideias, né?
Então, ela vem pela pregação do
evangelho. E pregar o evangelho não é eh
eh eh simplesmente dizer que Deus é bom,
não é isso não. É anunciar as boas
novas, né, de forma completa, que Deus
nos amou, que enviou seu filho, que
Jesus morreu por nossos pecados,
ressuscitou, que há perdão,
reconciliação e vida eterna para todo
aquele que crê.
A gente vai fazer isso de uma forma
contextualizada para cada cultura, mas é
essa, é esse é esse
conteúdo. Então esse é o centro da
missão. Então é isso que vai fazer a
transformação nas vidas, é isso que vai
fazer a transformação no coração. Então
é isso que o Espírito Santo usa para
gerar fé, né? Espírito Santo que
convence o homem do pecado, da justiça e
do juízo. Então, Deus nos chamou como
povo de Deus para comunicar essa boa,
essas boas novas. Então, por mais que
seja importante fazer o bem, desenvolver
os projetos, como a gente tá falando
aqui, eh, de servir com amor, né, tudo,
nada substitui a proclamação da palavra.
Então, se você é um excelente técnico de
basquete, se você ele é um, se você é um
excelente profissional de marketing, de
business, se você é um excelente eh eh
eh engenheiro de inteligência
artificial, um expert em TI, olha
quantos lugares no
mundo, quantos lugares próximos na sua
cidade onde você está ou para fora que
você pode servir.
com as suas
habilidades. Essas habilidades elas
serão pontes, né? Então, como cristão,
nós podemos usar nossas habilidades, mas
isso não é comunicar o evangelho, não é?
Então,
eh, se o evangelho não for
anunciado, as pessoas, né, eh, o
evangelho vai ficar desconhecido, Cristo
fica
desconhecido, né? E se ele permanece
desconhecido, as pessoas continuam
perdidas. Nós estamos falando de perder
a sua de de de ir pro inferno mesmo, né?
Então, eh, não é desculpa pra gente
dizer, sabe? Não, não gosto de falar,
prefiro só agir. Isso pode ser uma
desculpa confortável, mas isso não é o
correto, né?
Eh, isso Jesus ele deixou muito claro,
né, que ide por todo o mundo e pregai o
evangelho a toda a criatura. Ele não
disse eh ide apenas vivam bem, né? Ide e
pregai. Então, isso é um chamado
claro, é uma urgência. Eu me lembro que
muitos anos atrás nós tínhamos um
programa de rádio lá em Taubaté, onde eu
comecei mesmo a a ser mais missional.
chamada urgência missionária. Então, a
gente tentava ali eh eh evangelizávamos
na rádio. Foi uma experiência muito
legal. H, então nós sabemos muito bem
que isto é uma urgência. Por quê, gente?
Porque vidas estão em jogo e a gente
sabe que o tempo tá passando. Então, a
pergunta que fica, então, é: Você tem
falado de Jesus? Você tem aproveitado as
oportunidades para anunciar a salvação
em Cristo
Jesus? Ou você tem vivido como se boas
ações fossem suficientes? Eu não vou
entrar nesse assunto. É uma questão de
privacidade. Eu acho que nós estamos
numa época do mundo. Não é não é isso.
Não é isso. Nós precisamos, é óbvio que
precisamos ter sabedoria, claro, mas
precisamos ser intencionais. E o nosso
Deus, ele é um Deus
criativo na sua, na nossa
intencionalidade de levar o evangelho,
ele é poderoso para nos dar as
diferentes formas para isso, tá? Então,
boas obras confirmam a
fé, mas só a palavra pode gerar a fé.
Boas obras confirmam a fé, mas só a
palavra pode gerar fé.
Bom, vamos refletir um pouquinho sobre
essa questão que é essencial na missão
da igreja, OK? Que é fazer as boas obras
como sinal do reino de Deus. Então, a
missão não é apenas sobre pregar a
palavra de Deus, ela também é sobre
viver a palavra. Então, uma das maneiras
mais poderosas de viver o evangelho é
por meio das boas obras que que seguem
aqueles que são transformados. a nova
como como nova criatura em Cristo, a
nossa, o nosso dia a dia, a as nossas
ações, né, elas elas contribuem para a
expansão do reino de Deus. Mas ela não é
não é só isso. Então, vamos lembrar do
equilíbrio. Em Mateus, no capítulo 25,
de 35 a 40, Jesus, ele nos ensina que ao
ajudar os necessitados, nós estamos
ajudando a ele, né? Eh, por tive fome e
me destes de comer, tive sede e me
destes de beber. Era estrangeiro e me
hospedastes. Estive nu, me vestistes,
adoeci e me visitastes. Estive na prisão
e viestes a mim. Então, então o Senhor
ele
identifica-se com os necessitados de
forma
profunda. Então, quando
servimos aos aos que estão cansados e
sobrecarregados, aos pobres de espírito,
aos pobres físicos,
espirituais, eh eh nós estamos fazendo
isso como se fosse a Cristo. Então, e
isso é um testemunho poderoso de que o
reino de Deus já está entre
nós, né? O pastor Luis Saão sempre fala,
né? Eh, eles eh agora, mas ainda não,
né? Eh, a gente vê nos evangelhos que
Jesus durante a sua vida, ele não apenas
proclamava a palavra, mas ele também a
encarnava. Ele curava os doentes, ele
alimentava os famintos, ele abençoava os
oprimidos.
E essas ações não eram meras
bondades, mas sinais do reino de Deus.
Olha que interessante a diferença de
bom, de fazer bondades e de sinais do
reino de Deus. Então, por que que isso é
importante? Porque as boas obras são uma
confirmação da mensagem.
Então elas demonstram de maneira visível
o que Cristo fez por
nós e o que ele quer fazer no mundo.
Então, quando nós
praticamos as boas obras, nós estamos
dizendo na prática: "O reino de Deus é
real, né? Então, Deus transforma a vida
das pessoas, ele
restaura, ele traz cura e esperança.
Então, Jesus, ele transforma a vida das
pessoas, ele restaura e ele traz cura eh
e esperança. Então, a história da
missão, ela está cheia de exemplos de
missionários que entenderam isso muito
bem. Então, eh eh
pensemos nos missionários que ao chegar
em novos contextos, eles não apenas
pregaram o evangelho, pregam o
evangelho, mas também eles construíram
escolas, hospitais, desenvolveram
projetos. Eu me lembro que na China, eh,
em alguns lugares que nós íamos, a gente
via lá hospital, escolas, aí quando a
gente vai ver quem que fez isso aqui,
foram missionários anos e anos atrás que
deixaram esse legado, né? E aí em muitos
outros, em muitos lugares que a gente,
que eu tive, a gente vê a história dos
mais velhos, os irmãos mais velhos
contando daquele missionário que tanto
tempo atrás veio e que trouxe ajuda, que
trouxe um monte de projeto na área de
linguística, mas também a palavra de
Deus foi proclamada, né? Então, o David
Livingstone, por exemplo, por exemplo,
ele é um exemplo, ele não só pregou a
palavra, mas ele também trabalhou para
melhorar a saúde, a educação, né, na na
na nas regiões da África, né? Então, a
gente vê vários exemplos, né, que
missionários que viveram a missão nessa
integralidade, né? É importante a gente
reconhecer, eh, é muito interessante a
gente entender que existe sim
uma
tensão nessas questões aqui, ó. Obra sem
palavras, apenas
assistencialismo, né? E palavras sem
obras é hipocrisia. Então, a gente
precisa pensar
nisso. Como eu disse, não é tão
simples a gente eh praticar, trabalhar
nesse equilíbrio, mas a palavra de Deus,
ela nos deixa claro a
importância da da pregação da palavra de
Deus. E como novas criaturas, nós somos
novas criaturas em Cristo
Jesus. Ah, os nossos frutos, né, as
nossas
habilidades. Ah, um casal de amigos, de
amigos, não, na verdade eles foram meus
discípulos, né, na China.
E a gente ajudou bastante eles na
questão eh de preparo, caminharam com a
gente do anos e depois a gente perdeu um
contato assim mais direto. Eles foram
para um outro país, saíram da China e
foram para
Banglad, um país muçulmano, totalmente
diferente da China, um outro planeta
para eles.
E eles quando estavam na China, eles
fizeram faculdade de letras e fizeram
uma prova do governo chinês para poder
ensinar chinês fora da China e ter a
autorização do Instituto Confúcio para
emitir certificados. Então eles foram
credenciados para isso, os dois,
[Música]
e eles foram para Banglad no processo
ali de caminhar, aprenderam a língua,
mas eles estabeleceram ali uma escola de
chinês e a mulher dele começou um
projeto de ensinar as mulheres
muçulmanas a fazer comida
chinesa. Por quê? Porque a China é um
país forte dentro da Ásia
comercialmente. Primeiro, as pessoas
querem aprender chinês para poder ir pra
China e fazer negócios. Segundo, os
chineses saíram da China e estão em
vários países da Ásia. Então, a
comunidade chinesa em Bangladeste tem
crescido. Então, o que que eles fizeram?
Eles começaram a se envolver, a mostrar
a cultura chinesa através da língua,
através da culinária. E através desse
projeto, o as pessoas em Bangladeste
começaram a se
converter. A mensagem foi
pregada, começaram a se
converter. Ele montou uma escola de
mandarim ensinando chinês para as
pessoas. Logo depois, ele montou um
projeto de prótese dentária, trouxe mais
chineses com formação de dentistas e
protéticos que saíram da China e foram
para lá para servir a Deus como
missionários, mas também eh trabalhar
ali. Com isso, eles desenvolveram um
projeto em que eles eram
autosustentáveis, eles tinham o seu
business e ao mesmo tempo era ponte para
que eles pudessem comunicar o evangelho.
E é muito legal a gente ver quando eh eh
eh Deus ele direciona, né, a os irmãos
ao redor do mundo. E essa é a mesma
igreja chinesa, que é a igreja chinesa
que ainda continua sendo perseguida, que
ela continua debaixo da perseguição, que
piorou nos últimos anos a perseguição, a
dificuldade dos estrangeiros, muitos
missionários estrangeiros saíram do país
por causa da questão da perseguição, as
leis estão mais apertadas e a igreja
segue caminhando. um um pastor de onde
eu me converti, ele cantava sempre, né,
a musiquinha. Ô, glória, aleluia. A
igreja segue caminhando, segue
caminhando, segue caminhando, né? Então
eu sempre lembro que a igreja ela segue
caminhando. Em alguns momentos da
história em que parecia que ia tudo
acabar, daqui a pouco havia o avivamento
e a igreja voltava. Então, a igreja ela
segue caminhando.
E para finalizar aqui, a gente precisa
pensar então nessa
integração. Então, a integração entre
palavra e ação, entre a proclama
proclamação e o serviço, entre o
evangelismo, mas também a compaixão.
Então, até aqui nós vimos que a missão
da igreja envolve anunciar o evangelho
com clareza e também demonstrar o amor
de Cristo com atitudes concretas. Mas a
verdade é que essas duas dimensões, elas
não são concorrentes, elas são
complementares. O evangelho deve ser
vivido e anunciado. Ele deve ser eh
ouvido pelos ouvidos e vistos com os
olhos, né? Então essa é a
essência da missão, né? O John Storp,
ele fala eh ele interessante, ele usa
uma metáfora, né? Essa metáfora, né? Ele
diz que a evangelização e ação social
são como os dois pulmões da igreja. A
igreja, ela precisa dos dois para
respirar, viver e cumprir a sua missão
no mundo. Então o o o John Stotter, ele
diz assim que a evangelização é a
proclamação de Cristo crucificado e
ressurreto. A ação social é a expressão
do amor de Cristo em serviço.
Separá-las é mutilar o evangelho. Essas
são palavras do John Stot. Então essa
visão ela rompe com a ideia equivocada
que o evangelho é apenas espiritual,
ganhar almas para Jesus, né? Só isso. E
também corrige o erro de achar que que
dá a impressão que a gente tá
trabalhando com fantasma, né? E também
corrijo o erro de achar que basta fazer
o bem sem anunciar a
verdade. Eu não sei que você que tá
assistindo a gente aqui, eu não sei se
você, por mais que você esteja achando o
óbvio, não é isso que eu tenho visto ao
redor do mundo, sabe? Eu tenho visto
mesmo um grande desequilíbrio, um grande
desequilíbrio. A cada ano que passa, a
cada tempo que passa, o
evangelismo, a proclamação do evangelho
tem ficado em segundo, terceiro e quarto
plano. Então, nós precisamos ser uma
igreja que serve e que anuncia, uma
igreja que acolhe e
confronta, que alivia o sofrimento
presente, mas aponta também para a
esperança eterna. Então, é essa
integração, eh, que a gente tá falando
que ela precisa ser contínua, deve
acontecer hoje, é para
agora. Então, em muitos contextos
missionários, especialmente entre povos
não alcançados, né, nós vemos que os
esses projetos mais frutíferos são
aqueles que plantam igrejas enquanto
desenvolvem projetos comunitários,
projetos sociais sustentáveis, né? Então
é muito interessante que há muitos casos
que nós temos de plantação de igreja com
projetos sociais. O que eu comentei com
vocês sobre o projeto de água no
Senegal, que nós tivemos a oportunidade
de estar ali, eh, é bem é um exemplo
claro que a gente tem visto outros
modelos, homens de negócio em Shangai,
por exemplo, começaram a plantar igreja
através de projetos na área de negócios,
no mundo dos
negócios. Então, é bem interessante isso
aí. Então, eu gostaria de finalizar
aqui. Eu acredito que a mensagem foi
trazida. Eh, e eu agora eu vou devolver
ali pro pro Aquila para nós pensarmos
agora em conversar aí aqueles que têm
perguntas paraa gente poder tá eh poder
estar
respondendo. Bom, pessoal, então indo
agora pra nossa segunda parte da aula e
aproveitando que a gente já tem algumas
perguntas no chat, aproveitando a
experiência que você tem, Jeferson, aí
também a eu acho que em especial o tema
da aula de hoje que levanta muitos
questionamentos sobre essa eh essa
exemplificação prática. Você já deu
vários exemplos ao longo da aula, mas eu
imagino que muitas pessoas têm casos
específicos de como é que a gente agiria
de maneira equilibrada, né, nessa e
nessa situação. Com esse contexto, a
gente vai começar a responder as
perguntas de vocês que já colocaram aqui
e quem não colocou ainda dá tempo, já
que a gente vai ter aí mais ou menos 30,
talvez até um pouquinho mais. Vai
depender também eh da condição do do
Jeferson de participar aqui. Ah, eu
tenho aqui, eu tô até meia aqui no aqui
nos Estados Unidos agora são 6:2 até
meia-noite a gente tá depois da
meia-noite meu cérebro desconecta.
Beleza? Então a gente tem esse tempo bom
para responder as perguntas. A Fernanda
faz a seguinte pergunta: "Ainda existe o
propósito do projeto referente à janela
1040?"
Quem que perguntou foi? Quem que
perguntou? Foi. É, é a Fernanda. Esse é
um nome mais profissional, mas tá. Ah,
legal. Ô, Fernanda, boa pergunta. Ah,
existe sim. Eh, na verdade, Fernanda, a
janela
10x40, embora teve momentos que a gente
falava mais dela na igreja, ela continua
lá, a janela continua lá. Ah, algumas
coisas aconteceram na janela 10 por40,
algumas coisas boas aconteceram. O que
que foi de bom que aconteceu? Eh, a
gente observa que dos últimos anos
bastante pessoas daquela parte desculpa,
desculpa te interromper, mas eu acho que
seria importante explicar o que é
janela. Isso. Isso. Então, a janela
10x40 é uma janela de que que ela abre
dessa forma, não é brincadeira. A jal
10x 40 ela é, se você pegar a linha do
Equador, se você levar colocar
10º e depois você pegar a linha do
equador e colocar 40º, você vai ter uma
faixa 10,40 em relação à linha do
Equador, em que você vai ver de leste a
oeste, nessa faixa, você vai ver que é
nessa região que vivem os povos menos
alcançados do do da Terra. Eles
continuam lá.
Ah, a boa novidade é que ah, o evangelho
tá mais presente lá, mais pessoas se
converteram,
nativos em que estão também proclamando
o evangelho. Eu entendo que quando nós
olhamos os números, a gente ainda
cometendo, a gente ainda tá cometendo
alguns deslizes, sabe, Fernanda?
Somente
5% de toda a força missionária da
igreja atua nessa
área, ou seja, a área que mais é
necessário
investimento. Se a gente colocar em
termos de de reais, são o número é
assustador. Eu não lembro exatamente o
número, mas são números assim de de de
centavos e centavos de investimento. E a
gente tem gastado toda a nossa força em
áreas em que o evangelho já foi
anunciado. Eu não tô dizendo que o
evangelho precisa ser, que não precisa
mais ser comunicado nesses outros
lugares, mas a prioridade, né? Eh, e
quando nós olhamos nesse, nessa janela
10 por 40, nós temos visto que houve
melhoras. Eh, nós temos uma igreja
brasileira que já entende mais sobre a
janela 10 por 40. Nós temos uma igreja
brasileira que já teve os seus
missionários já depois de tempo
retornando pro
Brasil e podendo compartilhar com as
organizações missionárias as
experiências que tiveram. Então, a gente
tem visto que está melhorando bastante o
trabalho missionário na janela 10x40,
não só na questão da evangelização, na
questão dos
bivocacionais, né? as pessoas entrarem
com com evangelismo de forma criativa
nesses países. Mas também as
organizações missionárias, eles
começaram a ver a necessidade de cuidar
melhor dos missionários, porque aquela
região é uma região bem complexa em
termos espirituais, mas também o gap
cultural é maior. Então, muitas pessoas
vieram, retornaram eh desses mundos em
culturalmente a outro planeta. voltaram
com burnout, voltaram, ainda estão
voltando alguns, mas nós estamos
aprendendo a cuidar melhor dos
missionários. Eu sei que ainda falta
alguns, falta bastante, mas existe
organizações como a a a o Oasis lá em
Anápolis, por exemplo, eles têm um
trabalho maravilhoso de missionários que
chegam, como a gente brinca, né, batendo
biela, eles chegam e ali eles são
cuidados, cuidam da parte espiritual.
na parte psicológica, emocional. Se se
ele não tiver bem, volta, retorna. Nós
já temos visto igrejas, por exemplo, a a
igreja Assembleia de Deus, eh, Novo Dia
em Brasília, no Plano Piloto, é uma
igreja bem missionária e ele só enviam o
missionário se o missionário passar por
um processo de treinamento e também
preventivamente passar um tempo no
Oasis. Então, preventivamente, então nós
temos visto alguns modelos acontecendo
bem interessante. Então, eu diria para
você que existe sim o projeto 1040 é a
prioridade da igreja, entendre da do
mundo em que você tem os povos não
alcançados, né, ali naquela região. Mas
também queria dizer para você, Fernanda,
que Deus tá permitindo algumas coisas no
mundo, né, nos últimos anos, que é o
deslocamento dessas pessoas pro
Ocidente. a quantidade de pessoas do
mundo hindu, budista, muçulmano que
saíram de lá desse mundo e foram paraa
Europa, paraos Estados Unidos, para
América Latina, paraa África mesmo
também, uma parte da África, as pessoas
saíram dessa parte aí e elas estão
próximas das igrejas, então elas elas
estão mais elas já são nossos vizinhos.
Então, por isso que falar de de da
missão da igreja é importante, porque é
o nosso papel como povo de Deus
alcançar, por exemplo, os povos não
alcançados lá onde eles estão e também
próximo a nós.
Muito obrigado, Jeferson. Eu fiquei com
a curiosidade. Você falou que eles
recebem 5% do número de missionários que
estão atuando, né? É. E quais são as
áreas que hoje são priorizadas em termos
de recursos e número de missionários?
Ah, como assim? H, melhor melhor. Os
continentes ou os países ou as regiões
que recebem o maior número de
missionários
dentro da janela?
Não, fora da janela, já que essa é a
parte menos
priorizada. Ainda é América Latina, a
igreja brasileira, vamos falar da igreja
brasileira, a gente envia mais
missionários pra América Latina,
Paraguai, Bolívia. E aí aí quando você
vai um pouquinho mais distante, ali uma
Moçambique, uma
Angola ali, mas assim, ainda a força
nossa é e é é ainda na América Latina,
sabe? Eh, então, eh, é importante ter
ensino, é importante ter eh eh
revitalização de igreja. Claro, a gente
não tá dizendo que não é. O problema é
quando a gente só fica aqui e a gente
envolve toda a nossa finança e energia e
a gente tem uma área no mundo em que as
pessoas é fácil de entender também.
Geograficamente é distante,
culturalmente é
distante, né? Mas as missões na as
missões brasileiras elas começaram pelas
experiências de enviar missionários e
retornar. Alguns aposentam, outros Deus
chama de volta para poder servir melhor
a igreja brasileira. Então a gente tem
visto algumas organizações eh com seus
escritórios no Brasil eh fazendo
excelentes trabalhos de mobilização, a
missão Frontiers, a missão Crist, né?
Tem missões fazendo trabalhos bem
significativos, né? na Junta deções
mundiais, eh, organizações
denominacionais, mas eu diria que a
maior parte delas são não
denominacionais, né? Elas são eh
interdenominacionais, aliás, elas são
interdenominacionais. Então, a gente vê
essas organizações fazendo. Existe um
projeto, por exemplo, no Sudeste da Ásia
de um amigo nosso, de uma missão, uma
missão Frontiers que trabalha
especificamente como muçulmanos. Eles
estão numa área do numa área ali do
sudeste asiático e eles estão treinando
chineses. Então o chinês sai da China, o
irmão nosso sai da China, é recebido
nesse local e ele é treinado. Alguns
retornam paraa China e outros são
colocados em países na no Sudeste
asiático, ou vão para países do Oriente
Médio. Sim. Então não, eles não são só
servidos, mas também são cuidados. Essa
é uma área que eu acho que a Igreja
brasileira começou, as missões
brasileiras começou a melhorar um pouco
mais em relação aos últimos anos. Eh, a
preocupação com o cuidado integral do
missionário, né? Porque se nós pensarmos
somente nessa habilitação dele, no
treinamento, mas se nós não tivermos
esse contato, esse cuidado, né? É como
se é como o astronauta que o cara tá lá
e fala: "Hilston, have a problem.
Houston, nós temos problemas." E aí
daqui a pouco não tem nada de, né? daqui
a pouco não tem mais nem daqui a pouco
não tem nem a base, mas pronto, os
computadores já saíram de lá do do
local. Eh, então a gente tem que tem que
essa esse cuidado, ele é muito
importante também nesse processo de
pregar com os povos não alcançados,
porque o desgaste é maior. O tempo que a
gente leva para aprender uma língua é
mais complexo. Tudo isso dá desgaste,
tudo isso dá é muito complexo, é muito
complexo viver, servir nesses mundos,
porque ah o tempo de de férias deve ser
menor para pro cara sair um pouco, ele
precisa parar, senão ele a hora que ele
percebe, ele tá tendo problemas.
Então, a igreja brasileira, as missões
brasileiras estão começando a aprender
um pouco mais isso, sabe? Sim. Tem
aumentado o tempo no campo. Isso gera
maior tempo de permanência eh no campo,
né? Bom. E aí, e a gente tem visto
missionários que t retornado também
porque o tempo já deu, eh, ou porque a a
organização missionária trouxe e eles
estão trabalhando como missionários
transculturais, mas em terra brasileira,
por causa dos exorfugiados imigrantes
que tem no Brasil. Sim, sim.
A gente tem tido um, estamos
amadurecendo, estamos amadurecendo, tem
muita coisa para caminhar, mas eu gosto
de ver também o que temos crescido,
sabe? Nós temos a nós temos uma
associação de missões, né? Eh, eh, eh,
a, eh, como é que
chama? A BMT, né? Não, a
associação AMTB. A AMTB, né? a MTB, eh,
onde você tem ali as organizações
missionárias no Brasil, em que elas se
reúnem. Esse ano, por exemplo, né, tá
fazendo a propaganda aqui, vai haver a o
congresso, né, em outubro em Águas de
Lindóia da MTB. As organizações vão ter
ali, espera-se cerca de 2.000 pessoas no
evento. Que legal. Então é, ali você
aprende bastante, você conhece as
organizações, os standes. O maior evento
na América Latina de missões é acontece
a cada 3 anos, né? E vai ser esse ano eh
o Congresso Brasileiro de Missões, o
CBM, tá? O Congresso Brasileiro de
Missões, Missões Locais e
Transculturais. Pode seguir seguir aqui
para a as perguntas, porque tem várias
ainda. Eu tô querendo ver se a gente
aproveita eh essas outras participações
também aqui. Pensando nos extremos, só
ação social e só evangelismo. Como
proceder em um país hostil ao evangelho?
Ótimo. Boa pergunta, Joadir. Boa
pergunta.
Hã, dentro desses países, desses
contextos, nós, eh, não temos, não
podemos pregar o evangelho
abertamente. Então, nós precisamos de
uma identidade nesse país. Então, o meu
caso, eu sou engenheiro, a minha
primeira formação é engenharia química.
Eu tenho formação de mestrado,
doutorado,
engenharia. Então nós sabemos que nessa
área do mundo eles valorizam muito a
formação. E no caso nós eh tínhamos um
projeto de
água. Então nesse projeto nós servíamos
comunidades com projetos de água. Então
nós chegávamos lá, fazíamos amizade com
o mais velho. Isso, isso, isso nós
estamos falando já em locais bem
interior, sabe? aonde a água de péssima
qualidade e a água contaminada e é
contaminação humana. Então você faz a
análise da água, você faz o laudo, você
leva um kit portátil para
analisar quant medir a quantidade de
coliformes fecais. Eu tô dando um
exemplo aqui para você entender. E e aí
com isso a gente conversa com os líderes
do vilarejo, os mais velhos, os que são
os que estão ali. Ah, no caso o o toda
todo vilarejo tem alguém do Partido
Comunista, então você converte, você
apresenta um
projeto, né? Então, para isso, você tem
que tá linkado a uma
organização. Então, você apresenta o
projeto e aí as pessoas fazem parte do
projeto, você vai facilitar com que a
comunidade se envolva para que aquele
projeto seja alcançado, perforar um
poço, construir uma cisterna ou, né,
levar eletricidade para poder
transportar água de baixo lá para cima e
tal. Então, ess projeto que a gente
fazia. E aí, aonde acontece a
comunicação do evangelho? Então, ela
acontece por quê? Porque essas culturas
as pessoas são extremamente
relacionais e tudo que você faz tem que
fazer com comida e bater
papo. E o o a a gente que chega ali,
eles estão cheio de perguntas, eles
estão escaneando a gente. E nesse
escanear, essa pergunta ela acontece
logo no no na na página dois. Por que
que você tá aqui? Por que que você saiu
de tão longe tá aqui para para tá com a
gente? E alguns ficam desconfiados, mas
quando eles vão escaneando o coração da
gente, eles vão entendendo a proposta. E
aí você e eles vão perguntar sobre o que
a gente crê. a gente vai fazer pergunta
para ele sobre sobre as questões locais,
sobre a as histórias folclóricas do
local, porque eu preciso entender quem
eles são. Eu preciso entender como que
eles contam as suas histórias locais
para eu poder ajustar, para eu preparar
as histórias bíblicas, porque a gente tá
trabalhando junto durante o dia. Nós
estamos trabalhando, estamos
conversando. Então, são nessas conversas
e no e no jantar à noite são nesses
momentos que a gente tem oportunidade. A
gente traz, por exemplo, irmãos chineses
com a gente nesses exemplos. E esses
irmãos também estão ali ajudando no
projeto da água, mas eles também tem a
função de poder bater papo,
compartilhar, né? Eles têm um chinês
melhor que o nosso, eles são nativos que
ali tem os dialetos locais. Então é aí
que acontece, é aí que começa a
acontecer de você voltar, de você, por
exemplo, você coloca um filtro em cada
casa, agora eles têm água. Mas qual a
garantia que essa água vai chegar na
casa deles? Eh, eh, eh, limpa, né, não
contaminada? Então, a gente coloca um
filtro na casa. Então, se eu tenho um
filtro, eu preciso ir lá na casa
mostrar, saber se tá o sendo usado, se
não tá. Então, nós temos o nosso time de
chineses que nós vamos nesses locais
para poder eh e aí quando a gente vai
ver o filtro e bater um papo, com
certeza tem uma comida na mesa, tem um
bate-papo. Não é não não é só chegar,
ver o filtro e Deus abençoe e eu tá bom,
tchau. É mais que isso, porque eles são
relacionais. Você não entra na casa de
um povo da dessa cultura 1040 e que
quase todo mundo é extremamente
relacional. Você tem que entrar igual o
sertanejo. Entra na casa do sertanejo
para você ver. sertanejo. Você não
adianta você querer falar, ó, eu vou
visitar cinco sertanejos hoje, você não
consegue. É um só por dia, porque você
vai conversar, vai ter prosa, vai ter
conversa. É nesse momento em que
acontece naturalmente. Por isso que nós
temos que estar preparados para contar a
o nosso testemunho pessoal e contar
histórias bíblicas, porque eles são
comunicadores. As pessoas nessa área do
mundo, eh, nesses locais hostis, eles
são comunicadores orais. Então, contar
histórias faz todo
sentido. Esse é um exemplo que mostra um
exemplo do que de como nós podemos eh
ter esse equilíbrio de desenvolver
projetos sociais ali e ao mesmo tempo
intencionalmente pregar o evangelho.
Muito bom. Eu vou só fazer um
comentário, Jeferson, sobre isso que
você acabou de colocar relacionado ao
nosso eh curso aqui. E esse primeiro
módulo como um todo, as pessoas
geralmente têm muito interesse nessas
perguntas que são próprias da teologia
sistemática. Como é que funcionam os
dons do Espírito Santo? Eh, como a gente
entende a trindade? Quais são as
questões mais relevantes da escatologia?
E é natural compreender porque que nós
temos inclinação de querer compreender
essas coisas. Isso vem muito também da
nossa influência na formação do
pensamento ocidental, do pensamento
grego com a sua
filosofia. Mas você enfatizou em vários
momentos que a maior parte do mundo
aprende as coisas por meio das
histórias, das narrativas. E o gênero
literário que é massivamente mais
presente dentro das escrituras é a
narrativa. A narrativa, não é o texto
jurídico, não é a poesia, que é também
muito importante, não são os textos de
revelação como Apocalipse de João ou
Daniel, são narrativas, né? São
histórias. É, a poesia também ela é
forte nessa área, sabe? A poesia também
ela vem forte, mas eu entendi o que você
falou. A narrativa, eu falei e e até
falei assim, pensando que é um um
capítulo à parte, porque todo o texto
narrativo dentro da Bíblia é um texto um
pouco poético também, né? É uma
construção poética. Então isso é é muito
curioso.
E aí a e aí? E aí, e é isso, isso, isso
que você falou é muito interessante. Aí
você vai fazer uma pergunta assim: "Ué,
mas se o povo é comunicador oral, se a
mentalidade da população não é tão
sistemática como nós em alguns locais do
ocidente. Então, como é que se ensina a
teologia sistemática?" Ué, se ensina
teologia sistemática através de
narrativas, entendeu? Então,
é, então você não tem que trabalhar com
uma mentalidade sistemática. a a
teologia sistemática, ela é extremamente
importante n na na na na nessas áreas do
mundo. Então, meus amigos que são
pastores árabes, seminários eh
underground ou ou autorizados pelo pelo
pelo pelo governo local, eh eles têm
disciplina lá, teologia sistemática, tem
apologética, tem tudo. A questão é que a
forma, a metodológica é, por exemplo,
você vai falar sobre trindade, então
você vai estudar textos bíblicos,
histórias, tal, e depois nós vamos
sentar e bater papo. E aí surgem as
perguntas e aí que vem a sistematicidade
da coisa, sabe? Sim. Mas é super, você
pode, você pode, você pode ser professor
de teologia. Esse é o grande desafio de
missões globais. Precisamos de teólogos.
Você você pode ir pro deserto do Saara
trabalhar com os
beduínos e e ensinar teologia do
deserto, o contexto de ensino, né, de de
de aproacho do deserto e falar desses
assuntos. É importante a igreja, a
igreja, seja ela do deserto ou não, ela
tem que estar preparada, né, com com são
são são os pontos importantes da da
nossa fé. daria facilmente para fazer um
curso, viu, Jefferson Sol, sobre eh
teologia dentro da cultura narrativa.
Como é que a gente pensa, rapaz? Eu eh e
é é só é é só é é só o o é só a alta
cúpula aí autorizar,
porque eu tive isso no meu doutorado.
Nós tivemos uma uma disciplina de um ano
trabalhando só isso. E eu fui levado, eu
precisei no meu PhD, eu fui para
Singapura, eh, trabalhar no seminário,
no seminário Batista de Singapura, eh,
para trabalhar exatamente esse, esse
ponto, como ensinar teologia a a cross
culture, né, usando as narrativas,
tinham tinham pessoas do mundo, desses
povos não alcançados de 11 nações na
minha
sala. Então, é interessante. É, esse é
um assunto maravilhoso, né? Muito bom.
A a Jéssica faz a seguinte pergunta: Na
atual realidade brasileira, muitos
conhecem o plano de salvação. São
abertos a ouvir sobre Deus e Jesus, mas
não seguem a Cristo. Como pregar para
pessoas que já conhecem a história
cristã?
É boa pergunta. H, é interessante, ô
Jéssica,
que a gente precisa, eh, na minha ótica,
nós precisamos pensar de que maneira nós
estamos trazendo essa
comunicação, ah, o quão efetivo tem sido
a maneira que nós estamos
comunicando, ah, de que maneira essas
pessoas no caminho, nessa trajetória
delas, elas não, o que elas não
entenderam, porque eh elas ouvem de
Jesus, elas conhecem a Jesus, mas por
que que não está
havendo um relacionamento com Deus.
Então, como igreja, é muito importante o
nosso papel de comunicar o evangelho
nesses termos para que as pessoas tenham
experiências com Deus, de caminhar com
ele, né, de conhecer ele para fazê-lo
conhecido. Então, esse essa é uma área
em que a gente vê muitas pessoas que
conhecem o evangelho, mas são pessoas
que não têm relacionamento íntimo com
Deus. E aí, eh, eu acredito que como
igreja a gente pode
melhorar. Eu acredito que nós podemos
estar caminhando mais perto das pessoas,
não apenas pensando eh eh eh eh eh essa
coisa do dia a dia, sabe? o o
discipulado, a caminhada do dia a dia.
Eu sei que a vida tá corrida, que a
coisa tá ali, mas existem formas mesmo
na vida corrida, a gente poder bater um
papo, mandar uma mensagem, uma mensagem
de telefone, uma coisa e e a gente tá
além de de orar por essas pessoas, né,
que elas conhecem a Cristo, mas elas não
têm eh essa esse relacionamento. Então,
na minha ótica, eh, nós estamos como
igreja, nós precisamos ajustar isso. Nós
precisamos entender que a coisa é mais
profunda. Eh, e também eu acredito da na
importância de acreditar mesmo no poder
de Deus, sabe? né? Eh, acreditar que
Deus ele no poder dele de transformar as
vidas, de e também do nosso papel de
caminhar junto. Eu acho que essa esse
processo
discipulado de vida na vida, eu acho que
tem sido um dos grandes problemas
nossos, um grande gargalo na igreja
nossa, sabe? Porque a gente se encontra
só no domingo, né? E vai vai discipular
quem tá novo na igreja. Então ele te põe
ele na sala e a gente dá um dá um ensino
para ele e coloca lá ensinei, né? Então
isso é importante. Instrução é parte do
processo discipulado, mas ele não é
todo, né? Há um é preciso ter uma
dinâmica experial, é preciso ter uma uma
dinâmica relacional, né? Eh, não só a
instrução. Então, acredito que quando a
gente começa a entender isso, ah, a
gente começa a ter essas pessoas mais do
que apenas conhecer Jesus por um filme
ou por alguma coisa que eu já fui na
igreja. Pessoas que, infelizmente, a
gente sabe disso, que vão à igreja, mas
não tem relacionamento com
Deus. Elas vão porque é legal ir, talvez
até porque no
subconsciente sabes que a salvação é
pela graça, mas acaba vivendo uma ideia
de vida de salvação por obras, né?
Sim. Eh, bom, esse é outro assunto muito
importante, mas eu vou seguir para uma
pergunta um pouquinho diferente da
Judite, que é sobre a Coreia do Norte. E
a Coreia do Norte tem missionários? Falo
de missionários de qualquer nação.
Tem a Coreia do Norte tem sim.
[Música]
Ah, até recentemente tinha uma uma
pessoa do Brasil que estava lá, que que
saiu recentemente por uma questão de
ajuste só de de não teve nenhum problema
com a polícia, mas saiu por para poder
descansar um pouco, porque ali é pesado
o negócio e deve retornar. Mas eh a
Coreia do Norte ela tem nós temos
algumas ações. Explicar para você como é
que tem sido hoje a ação missionária na
Coreia do Norte. a Coreia do Norte, eh,
não sei se você sabe, mas existe lá uma
embaixada brasileira na capital, né? Que
Yang tem uma tem uma uma embaixada ali,
então o brasileiro ele não é tão difícil
para ir para Coreia do Norte.
Interessante isso. Ah, o regime é
terrível. Ah, ali você tem uma fome
extrema, muitas pessoas que vivem abaixo
da linha da pobreza.
E eu tive contato com Coreia do Norte,
porque na no norte da China, onde faz
fronteira com a China, Rússia e Coreia
do Norte, a tríplice fronteira, eh nós
conhecemos alguns projetos. Eu tive a
oportunidade de ir três vezes nessa
região dar treinamento para coreanos do
norte, irmãos nossos coreanos do norte.
Eles saem da China, eles saem da Coreia
do Norte, eles vão para um local na
China e nesse período eles vão ali
descansar.
Então ficam ali por 90 dias, podem
entrar na China com visto direitinho.
Alguns vão de carro, eles vão e nesse
período aluga-se casa, ali eles ficam.
Então a gente dá o treinamento para
eles. Eles são, eles recebem
treinamento, eles recebem não só um
treinamento bíblico para eles poderem
começar as escolas bíblicas e os e
plantação de igrejas domésticas na
Coreia do Norte. Mas o que acontece
também é que eh eh a a através desses
irmãos, quando eles retornam paraa
Coreia do Norte, a gente consegue levar
vários cartões SD com estudos bíblicos
para eles poderem reproduzir esses
treinamentos dentro da Coreia do Norte.
Então também é uma forma que nós temos
tido atuação eh na Coreia do Norte.
Então você tem missionários lá dentro
trabalhando com áreas de projetos como
engenheiros. Eh, uma área que é bem bem
bem aberta hoje, eh, é na área de
educação, né? Você ser professor
universitário na Coreia do Norte, sempre
tem vagas ali. Então, organizações
internacionais que têm bom bons
relacionamentos com a Coreia do Norte.
Na verdade, essas organizações elas são
por debaixo dos planos, são organizações
missionárias e ali os professores têm
entrado ali e tê feito a diferença na
vida dos alunos.
É um trabalho arriscado, claro que é,
mas você tem uma identidade, né? Então,
respondendo sim, eh, existem alguns
outros projetos, tem projetos na Coreia
do Norte que você leva
alimentos para através dos portos de
Hong Kong. Há projeto que você coloca
balãos no época do ano em que venta
bastante numa área da num área em
direção à Coreia do Norte. Então, balões
de hélio e alguns colocam ali bíblias e
essas quando estoura lá na frente os
policiais mesmo estouram. Então o
projeto é esse mesmo, que as polícias
veja e atire, né? E aí, eh, Novo
Testamentos. Então, eu eu vi, não tô
falando que eu eu não ouvi, eu vi, eu
tinha amizade com pessoas que se
converteram com materiais que caíram dos
balões, né? E então assim, a gente tem
visto a ação de Deus na Coreia do Norte.
É claro que é uma resistência, é
difícil, mas nós temos visto também a
força da igreja coreana do nor do sul na
nos projetos da Coreia do Norte. Deus
tem usado bastante a igreja da Coreia da
Coreia do Sul. Há
refugiados na Coreia do Norte, da Coreia
do Norte na Coreia do Sul. Então há
muitos convertidos, muitos que se
converteram. Então, essa questão de Deus
trazer pessoas de um lugar para outro,
permitir trazer pessoas de um lugar pro
outro, tem sido algo interessante,
porque a gente chama isso de diáspora,
mas aí tem uma outro, tem um outro termo
também da diáspora reversa. A gente já
conhece casos, eu conheci, quando eu
tive na Coreia do Sul, eu conheci uma
moça em que ela estava sendo preparada
para voltar paraa Coreia do Norte e ela
era fruto do projeto de da ela se
converteu na Coreia do Sul, mas ela tava
voltando para Coreia do Norte. Então,
Deus está atuando sim. na Coreia do
Norte.
Amém. Que coisa impressionante, viu?
Criatividade e a determinação dessas
pessoas também. Ah, bom, uma pergunta
aqui da Rut, talvez a pergunta pra gente
ir caminhando pro final. Eh, professor,
como integrar em uma pessoa a ação e a
palavra se Deus concede dons diferentes
a cada um? Como entender essas
diferenças de dons? E aí ela cita
Primeira Coríntios 12, que é um texto
que cita vários dons distintos, né?
Isso. Isso. Boa pergunta, Rute. Ah, bom,
quando a gente olha nessa questão da
ação da
palavra, eh, nós sabemos, realmente as
pessoas têm dons diferentes e tem a
própria questão dos dons, né, ali no
Coríntios. Mas é muito interessante a
gente ver como que Deus ele
usa os nossos dons e
talentos.
H, eu tenho visto na minha vida, na vida
da minha esposa, a maneira como Deus tem
usado os nossos dons e talentos, mas
vamos falar de outros.
Eh, eu me lembro de um de um jovem que
quando eu tava no
Senegal,
ele o pai dele era missionário no
Senegal e ele alguém que tava perdido na
vida, sabe aquele cara que não sabe o
que que faz, não sabe se vai fazer tal
coisa, se vai estudar não sei quê e tal,
até espiritualmente ele tava meio
perdido. E o pai dele falou para ele:
"Pô, vem passar para Fas comigo aqui." E
aí ele foi, ficou um tempo com o pai
dele lá e aí ele começou a tá ali, andar
com o pai, toda vez, toda semana ia pro
ia pras aldeias, né? E a coisa foi
passando, passando e ele é um rapaz que
tinha uma uma mão muito boa para dirigir
e paraa
mecânica. Havia, eu eu eu ajudava nesse
projeto e eu ia junto com eles eh nessa
van pros vilarejos. Tanto que a gente
apelidou a van de Madame Fatu. A Madame
Fatu, ela dava muita dor de cabeça, ela
sempre quebrava, não era uma, não era
uma van nova e um calor escaldante. A
gente já, o motor já ferveu várias vezes
no caminho, então e esse rapaz que
chegou querendo se entender a tava
buscando uma identidade, um propósito,
Deus começou a direcionar a vida dele e
ele começou a ver a importância que ele
tinha como motorista.
e como uma mecânico da manutenção da
Madame Fatu.
E esse rapaz, ele não só ele serviu
dessa maneira, como isso trouxe um
significado para ele. Ele viu que o o o
que ele sabia fazer comparado com os
outros amigos dele, ele estudou em
escola internacional, ele tem uma
formação eh de de escola de ensino médio
muito boa. Então, fala vários, mas é
assim, todo mundo se achou e eu não me
achei. E o interessante que ele se acha
nesse ambiente, sabe?
E e ele desenvolveu uma escola mesmo
assim no sentido de ensinar pra gente
que com mesmo quando a gente tem
habilidades que a gente nem colocaria
ela como de alta habilidade, né, de high
skills, você vê que mesmo em situações
simples, como eh a menina lá em
Bangladeste que começou a ensinar as
amigas a fazer
comida, trocar receita.
O que eu tenho entendido é
que nós temos
habilidades, alguns são extrovertidos,
introvertidos, formas diferentes de
lidar. Tem, eu conheço
pessoas, eu conheço pessoas que elas são
horríveis para conversar com o outro,
elas não nasceram, a bateria social
delas vão embora em segundos.
Mas dá um computador para essa
pessoa, dá uma atividade para ela,
começa a mostrar para essa pessoa que é
possível, por exemplo, falar de Jesus
através da através do evangelismo
digital. Rapaz, vocês vocês precisam ver
eh como que a essa pessoa se transforma,
né? Nós temos um caso aqui aqui na
igreja de um rapaz que você pedir para
ele falar amém no final da oração, ele
não
consegue. Mas a hora que você chama ele,
fala para ele e mostra para ele as
coisas aqui e pede para ele para usar,
desenvolver um modelo inteligência
artificial pra gente melhorar as
histórias bíblicas, pra gente poder
fazer não sei quê e e falar para ele da
da Ó, esse esse aqui é uma maneira
interessante de você conversar com as
pessoas ao redor do mundo e pessoas que
são nerdes como ele, que gostam também
de de de de inteligência artificial, de
machine learning. E ele tem feito
diferença no mundo através de uma
habilidade que talvez, talvez não, ele
tinha certeza que isso não é para ele.
Ah, evangelismo não é para mim, missões
não é para mim. Ah, eu sou muito
fechado, eu não sei. Ah, mas a Bíblia
fala que os tímidos, como é que é? Que
os tímidos não herdarão o reino dos
céus, né? Então, pega, pega textos
isolados e ixe, eu sou, ih, meu pai do
céu, eu tô com, né? Então, a gente vê
muita história, muita coisa errada,
muitos conceitos que colocaram, né, que
missões é só para um grupo de pessoas,
aqueles super
especializados. Isso não é
verdade. A missão é para todos. E nós
temos hoje formas totalmente diferentes
de servir a Deus como missionários. É
que é que a terminologia que é
complicada, né?
missionário, missões, fazer missões, são
termos que ficou desgastado, mas ser
missional. Então, eu, eu eu creio que
todos nós fomos chamados para sermos
missionários, cristãos missionais,
preocupados com a realidade local e com
a realidade global ao mesmo tempo. E os
nossos dons e talentos, seja ele na
nossa medição errônea, desse
tamanhozinho ou desse, Deus faz. Eu vi
Deus fazer coisas com gente que eu não
esperava que fosse fazer na minha
ótica. Um inglês na China, ele tentou
aprender chinês, não
conseguiu. Resultado, é um fracasso de
missionário. O cara vai pra China para
servir como missionário entre chineses
que não fala chinês, compra passagem de
volta e vem
embora. Que que ele fez?
Ele fala inglês. Ele começou
a ir na
universidade, fez amizade com pessoas
que falavam inglês,
chineses. Duas moças se
converteu porque falavam inglês e elas
se converteram. Ele discipulou por mais
de um ano essas meninas e ele criou na
casa dele às 6 horas da tarde, todo
sábado, convidando os estudantes para
melhorar o inglês. O sonho de todo mundo
lá fala melhor inglês, né? O povo não
consegue falar a língua chinesa, é
difícil para falar falar inglês usando
por causa da estrutura da língua
chinesa. E ele começou toda 6 horas da
tarde, ele convidava as pessoas e as
pessoas iam lá, tinha uma lição de
inglês, mas ele era muito direto, nós
vamos usar a Bíblia para melhorar o
inglês. Então as pessoas iam, jantava
com ele. Então eu tô falando de 20, 25
jovens. Eles iam lá, que que acontecia?
Ele ensinava inglês usando a Bíblia, mas
alguns limitados da língua não pegava
todo o conhecimento do inglês, do do
conteúdo bíblico. Aí no final ele pedia
para uma das meninas dar um resumo em
chinês do conteúdo bíblico que foi
ensinado. Qual foi o resultado?
duas igrejas de jovens que ele
plantou eh através dessa desse desse
rapaz inútil que não falava inglês.
Então é muito cuidado que a gente
classifica as coisas, sabe? A gente olha
pros talentos, pros dons, a gente
classifica e a gente acha que não é
possível com esses dons. E eu brinco,
né? Eu falo para as pessoas, é uma
brincadeira com fundo de verdade para
encerrar aqui. Se você trabalha com
múmias dos do período tal em que só tem
eh é quase impossível você ser usado por
Deus para na na sua especialidade super
específica. Olha, Deus é tão amoroso, a
graça dele é tão grande, ele é tão
criativo, que daqui a pouco vai começar
a brotar múmia em tudo quant lugar aí
para você ir para lá e você o
especialista vai ser elevado. Então, eh
eh nós não temos desculpa, sabe, para
servi-lo localmente ou globalmente ou os
dois, né? Mas é interessante a gente
entender que o nosso Deus é um Deus
criativo. Ele pega as nossas
habilidades, os nossos dons, a
maneirinha que a gente é, sabe? A gente
é meio meio bichinho do mato, outros são
mais extrovertido, uns gostam de
trabalhar atrás do cen atrás do behind
the scene, nos nos como é que chama
isso? Eh,
nos papai, português falhou aqui. Eh,
behind the scene, atrás dos das
cortinas. Atrás das cortinas. Isso.
Atrás das cortinas. Outros já gostam do
palco. Olha, tem espaço para quem gosta
do palco. Tem gosto tem espaço para quem
tá na quem tá na É isso. É isso que nós
estamos falando. A igreja do Senhor ela
precisa dos diferentes dons e talentos,
né? E é isso que eu acho maravilhoso do
projeto missionário, ver pessoas que
quando você olha ali, você fala: "Ah,
não, mas eu falo melhor chinês do que
ela". E não sei quê, não sei quê. Daqui
a pouco você vê Deus usando ali na
simplicidade, pessoa de Deus orando,
mesmo com a sua dificuldade, mesmo meio
que mancando na língua. Eu falo para as
pessoas, aprender o idioma é muito
importante, mas não é tudo, sabe? Mas
existe uma língua do coração, existe
umas linguagens que é que vai além
disso, sabe? Então, e é isso, é isso,
sabe? Que eu entendo o plano de Deus.
Essa é a missão, né, nossa como povo de
Deus, a gente servir e chegar para Deus
e falar: "Olha, eh, Senhor, é isso aqui
que eu tenho. Eu tenho esses pãezinhos
aqui, eu tenho esses peixinhos aqui e na
verdade eu nem sei o que fazer com isso,
mas eu sei que na tua palavra fala que
dá para fazer um monte de coisa, mas
então me ajuda nisso." Então essa é a
intencionalidade que eu tô falando. É
isso que eu falo, entregar, é entregar
nossa vida para Jesus no sentido no
sentido de ser missional, né?
Muito bom, Jeferson. a gente esticou um
pouquinho o nosso horário porque
sabíamos que ia ser uma aula assim bem
diferente dos outros conteúdos que a
gente já teve até aqui para para
aproveitar um pouquinho também da tua
experiência. Se eu puder só ressaltar
alguns nomes que você já citou nas duas
aulas, eh, teve o livro que você
mencionou na aula passada, a Missão é do
povo de Deus. Povo de Deus. E tem outro
livro também dele que é bastante citado,
né, que é a missão de Deus do CR. A
missão de Deus do CR. Yes. É, sim. E
esse esses dois livros são muito bons.
Isso. Hã, também tem mais outros livros
do David Bosch que você falou, né? É, é,
transformando missão transformadora, eu
acho. Missão transformadora, eu acho que
é isso. É muito bom. É muito bom. Eh,
existem alguns bons livros, saiu mais
uns dois novos aí nos últimos anos. tem
livros, alguns livros bons essa área e
vale a pena a gente investir, eh, vale a
pena a gente repensar esses conceitos,
eh, entender o que é realmente missão, o
que é ser missional, a gente quebrar
esse paradigma de que missionário só tem
de um jeito. Aquele missionário que
larga tudo para seguir a Jesus no
sentido profissional. Eh, Deus, se ele
quiser fazer assim, ele vai fazer. Mas a
gente tem visto vários e vários e vários
missionários servindo em diferentes
partes do mundo, inclusive no Brasil, no
Nordeste, em outras áreas, usando. Hoje,
por exemplo, você já parou para pensar
que com a inteligência artificial, a
quantidade de gente que gosta dessa
área, eh, que gosta de de de toda essa
essa questão da inteligicial, de TI, de
de cybersegurança, que você pode estar
em qualquer lugar do mundo, eh,
trabalhando, trabalhando onde você
quiser e servindo nas, né, servindo a
Deus. Quer dizer, eu tenho eu tenho um
amigo que ele é missionário, ele é ele
ele é brasileiro, veio paraos Estados
Unidos, ele se
especializou, eh aprendeu inglês e ele
ele é da área de informática e ele mexe
com
cybersegurança. E aí ele entrou numa
empresa americana e o trabalho dele é
home office. Ele tem que tá cada três
meses, ele tem que táar aqui nos Estados
Unidos. Que que ele fez? Ele tá, ele
ganha em dólar, um bom salário, mas sabe
muito bem como investir esse dinheiro
para, pro reino de Deus. Ele está hoje
no nordeste do Brasil, né? Eu brinco,
né? Tá lá do sol com água de coco
trabalhando, mas também eh com projeto
legal lá de ajudar no no sertão com com
projetos sociais, eh, e mas com intenção
de pregar o evangelho lá no sertão,
apoiando obreiros, treinando pessoal e
ele consegue ter o horário flexível, né?
Sim, sim.
E e é bom ouvir essas respostas e esses
testemunhos até para o pessoal também
não ficar com aquela compreensão só
conceitual de como missões, como a
missão de Deus é uma coisa ampla. É bom
ver como a criatividade é e a
determinação das pessoas toma muitas
formas diferentes. Bom, verdade. Muito
obrigado, Jeferson. Essas duas aulas
foram muito importantes aqui pro nosso
curso. Eh, para esse módulo em especial,
certamente a gente vai voltar em tópicos
semelhantes nos próximos módulos. Ah, a
gente alerta aí o pessoal que a gente tá
chegando no no na reta final desse nosso
primeiro módulo. Temos só mais quatro
aulas. Então, a gente vai falar sobre
anjos e demônios na próxima aula. Depois
vai falar sobre escatologia e aí virá o
fim eh desse primeiro módulo. Então, a
gente pede para você continuar conectado
aqui com o curso Macários, com a IBNU. A
nossa programação segue nos outros dias
da semana e a gente agradece muito mais
uma vez o tempo, a dedicação do Jeferson
e também de quem acompanhou a nossa aula
aqui. Seu boa noite aí pro pro pessoal
também, Jefferson, boa noite. Foi muito
bom estar aqui nessas duas nesses dois
encontros. Espero estar mais vezes aí
pra gente poder
estando essas experiências. E mais uma
vez agradecer a IBNU, ao Saião, ao Áril,
ao pessoal lá e saudar de todo mundo. Se
Deus quiser, eh, ano que vem eu devo
estar indo no Brasil passar uns dias aí
pra gente poder tá
eh assim como e eh juntos, né?
Confaternizando aí e louvando a Deus
juntos aí. Um abraço a todos. Abraço.
Tchau.

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