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Makários | Aula 24 | Para onde vamos depois que morremos? | Módulo 1 | Ákilla Nascimento

Makários | Aula 24 | Para onde vamos depois que morremos? | Módulo 1 | Ákilla Nascimento

Makários | Aula 24 | Para onde vamos depois que morremos? | Módulo 1 | Ákilla Nascimento

Aula 24 | Módulo 1
Curso de Teologia Makários
Para onde vamos quando morremos? (Teologia das Últimas Coisas)
Escatologia

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[Música]
Olá, muito boa noite para mais uma aula
do nosso curso de teologia Macários. A
gente tem o prazer de receber o pessoal
que já tá chegando aqui, já tá dando seu
boa noite no chat e também para as
pessoas que vão eh se juntar aqui à
nossa conversa para a os próximos
minutos aí, 1 hora3 mais ou menos, que a
gente vai ter para conversar sobre
escatologia. Esse com certeza é um
interesse que desperta a o é um assunto
que desperta o interesse de muitas
pessoas. Eu pelo menos gosto de ouvir e
de estudar diferentes correntes e
interpretações, os textos relevantes. E
eu sei também, por observar, muitos que
se aproximam da teologia, muitas vezes
têm o interesse de saber exatamente as
questões ligadas à escatologia. Então,
hoje vai ser a nossa primeira aula do
assunto de escatologia e próxima semana
a gente vai ter uma segunda aula sobre
esse assunto na terça-feira. Essa é a
nossa antipenúltima aula desse módulo.
Então, na próxima terça, a gente vai ter
a penúltima aula eh com saião também
falando sobre escatologia e então virá o
fim eh então virá o fim pelo menos desse
nosso primeiro módulo. Boa noite pro
pessoal que já tá chegando aí, a
Marlene, a Fernanda, o Oddio, Rute,
Terezinha, Paulo, a Eli, eh, o Manuel,
muita gente que tá acompanhando a gente
desde o começo e que é bem-vindo para
mais um encontro. Uma a informação
importante, um aviso, eh nós tivemos
instabilidades no começo dessa semana na
nossa plataforma, a gente não estava
conseguindo eh subir os conteúdos para
complementar o curso, porque tanto o
site principal da IBN quanto o site de
ensino, que é onde a gente hospeda o
nosso curso, estava com dificuldades
técnicas que já foram resolvidas. Por
isso hoje a gente passou um tempo aí
atualizando as informações. Já tem lá os
quizes das últimas aulas, tem um que eu
acabei de mandar uma informação
necessária aqui, então nos próximos
minutos eh já deve estar disponível os
dois questionários das aulas de
missiologia, o questionário da última
aula que a professora Suzi deu eh de
angelologia e demonologia.
E a a gente deve ter em e também a
leitura complementar da última aula. E
em breve eu devo
disponibilizar as duas coisas, tanto o
texto da leitura complementar quanto as
perguntas. Na verdade, a leitura
complementar já está disponível dessa
aula aqui e a parte de perguntas a gente
vai complementar em breve, tá bom?
Então, ah, vamos lá para a nossa, eh,
aula aqui. Eu vou só, eu tinha deixado
no ponto, mas deu algum probleminha aqui
no navegador. Vou só compartilhar
novamente a tela para que vocês consigam
eh ver o que é que a gente precisa
compartilhar. Deixa eu ver se vai dar
certo aqui. Compartilhar
essa. Eu acho que foi. Foi. Beleza.
Então, pessoal, hoje a gente vai falar
sobre
escatologia, mais especificamente sobre
escatologia individual e vocês vão
entender um pouquinho eh porque a gente
tá falando eh da escatologia individual.
Eh, o o que é que isso significa? O que
que a gente quer dizer com isso? Antes
da gente falar especificamente sobre
escatologia individual, vale algumas
observações sobre o assunto da
escatologia. O que que é escatologia? é
o estudo das últimas coisas e ela está
ligada à consumação da história, ou
seja, esse momento do pleno
estabelecimento da vontade de Deus sobre
a sua
criação. Esse é um assunto que cresceu
em interesse por parte eh das dos
cristãos de modo geral, mas também
dentro da teologia do ponto de vista
mais acadêmico, em especial a partir do
final do século XIX, ao longo de todo o
século XX, e permanece sendo um assunto
de muito interesse das pessoas de forma
geral, como também das pesquisas
teológicas. Por que que isso aconteceu?
Nós temos vários motivos para isso. A
gente tem no século XX, por exemplo,
duas grandes guerras, as duas guerras
mundiais que acontecem na primeira
metade do século XX. A gente teve também
durante o século XX e agora de forma
bastante acelerada no início do século
XX, mudanças tecnológicas profundas, eh,
que colocam em questão a maneira como a
gente não só constrói a sociedade, mas a
própria
continuidade da raça humana, como foi,
por exemplo, esse período da invenção
das bombas nucleares. De repente não é
só um país, mas vários países que
possuem um arsenal nuclear. Então você
vai lembrar bem aí das aulas de história
e provavelmente muitos de vocês que
viveram de perto isso, o ambiente tenso
que foi o período da Guerra Fria. Eh, e
se começar uma nova guerra? E se for uma
guerra mundial? Eh, agora com esses com
esses arsenais nucleares, será que a
humanidade sobreviveria a um conflito
como esse? Outra coisa é, eventos
importantes na região do Oriente Médio
sempre despertam discussões sobre a
interpretação das profecias que associam
essas etnias, eh, esses lugares de
Jerusalém, Israel e outros povos. Há
eventos narrados na Bíblia como eventos
ligado ao fim, ao fim da história, como
nós conhecemos.
Eh, nós temos agora na nossa cultura e
na nossa condição
atual crescentes tensões geopolíticas.
Todo mundo acompanha aí a guerra da
Ucrânia, a guerra de eh Israel contra o
Ramais, outras coisas que eh surgem como
rumores de guerra. Eh, muitos desses
conflitos acontecem entre potências
nucleares e a gente tem ameaças
existenciais também de outra natureza,
como, por exemplo, a crise, a crise
climática que se acelera em nosso tempo.
E a gente tem ainda outros fatores,
como, por exemplo, a inteligência
artificial. ela promete eh crescer em
relevância de uma forma muito acelerada
e mudar absolutamente tudo que a gente
faz em termo de produção, em termos eh
de profissões ligadas ao conhecimento,
que antes não foram tão ameaçadas por
outras mudanças tecnológicas e agora
muitas profissões são ameaçadas e por
isso essas coisas geram na gente essa
expectativa de que tudo será está muito
diferente. Existe grande
imprevisibilidade sobre o futuro e
naturalmente a gente começa a se
perguntar sobre esse desfecho história,
não só como as coisas serão amanhã, como
as coisas serão daqui a 10 anos, mas
quando é que a história vai ter um
desfecho final. E diante de tanta
imprevisibilidade, o que é que me dá
segurança? Será que nós todos vamos
perder as nossas vidas diante de um
conflito nuclear global? Será que a o
aquecimento global vai tornar a a nossa
forma de vida muito mais difícil nesse
planeta? Será que não só em termos
globais e mundiais, mas a minha condição
como profissional, o meu sustento, o meu
lugar na sociedade está ameaçado eh por
um uma nova tecnologia como a
inteligência artificial que surge e
coloca em cheque muitas dessas coisas
que estavam bem estabelecidas. Nesse
contexto, é natural a gente se perguntar
sobre o desfecho da história e também
nós termos essa necessidade de segurança
que vem a partir, e aí é onde entra o
estudo da escatologia, da nossa
compreensão de qual é a nossa esperança
final. Então, a escatologia está ligada
a essas questões e por isso que ela
cresceu em interesse para muitas pessoas
ao longo desses últimos eh 100, 120
anos,
tá? Ah, um outro ponto que a gente
precisa destacar é existem diferentes
posturas dos teólogos e dos líderes
cristãos quanto a
escatologia. Há as pessoas que se
preocupam excessivamente com
escatologia. Tem gente que só ensina,
tem pastor que só prega, tem estudioso
que só fala sobre o livro do apocalipse
ao longo de anos. Eh, existem relatos de
pastores que pregaram, ou um pastor em
especial que pregou durante 19 anos
apenas o livro de Apocalipse na sua
igreja. Esse tipo de postura costuma ser
acompanhada por explicações que envolvem
assim gráficos detalhados sobre o fim
dos tempos. quando vai acontecer, onde
vai acontecer, quem vai realizar cada
uma dessas ações importantes nas
narrativas do
fim. É uma ideia de que nós podemos
traçar uma
cronologia
minuciosa e assumida por esses grupos,
por essas pessoas, como uma cronologia
infalível a respeito dos eventos finais.
A tendência é de ver cada evento do
momento em que nós estamos vivendo
agora, em especial os eventos que estão
relacionados à nação de Israel, como
sendo eventos que cumprem profecias bem
identificadas da Bíblia. Nem todo mundo
que lê esses textos relacionados ao fim
e a Israel eh possuem essa postura,
adotam essa postura. Mas em geral, as
pessoas que adotam essa postura costumam
ter esse tipo de leitura a respeito dos
eventos do momento. Isso é uma espécie
de escatomania, é esse desejo intenso,
quase que
exclusivo pelas questões relacionadas ao
fim. Mas também existe a postura oposta,
existe uma espécie de escatofobia, que é
um medo ou uma aversão ou uma recusa de
falar sobre os assuntos ligados ao fim
dos tempos. Às vezes isso acontece como
uma reação exagerada, justamente uma
reação exagerada àelas pessoas que têm
interpretações definidas para todo tipo
de material profético da Bíblia. E essas
pessoas então que adotam essa postura de
reação exagerada, essas elas não querem
ser taxadas como sensacionalistas, elas
também não querem ser taxadas como
arrogantes que se colocam na posição de
saber exatamente como interpretar esses
textos e exatamente como eh dizer
exatamente como as coisas vão acontecer
nos próximos dias, nos próximos anos ou
quando o mundo vai acabar. Outras
pessoas têm essa postura de uma
escatofobia porque entendem, e isso é
verdade, que esses textos são complexos,
mas a compreensão dessas pessoas é:
esses textos são complexos demais e por
isso essas pessoas se sentem intimidadas
de tratar dos assuntos da
escatologia. Uma outra questão
importante pra gente colocar aqui na
nossa conversa é o propósito das
passagens de conteúdo escatológico na
Bíblia e é nutrir a esperança que as
pessoas que estão em Cristo possuem e a
esperança que elas devem ter frente a
essa aparente imprevisibilidade da
história e a esperança que elas devem
ter em momentos especialmente de
sofrimento que necessariamente marca a
nossa experiência na era em que nós
estamos ou nas duas eras em que nós
estamos inseridos. Eu vou falar um pouco
mais sobre esses essa sobreposição de
eras já, mas é muito importante no
começo da nossa conversa a gente ter
essa clareza. A escatologia ou na
verdade os textos que tratam dos eventos
do fim foram revelados não para
despertar medo, mas justamente para nos
dar segurança da esperança que nós temos
e a esperança que nós precisamos
manter no momento de dor, de sofrimento
e de dificuldade. A gente tem um exemplo
muito claro de que essa é a forma como
esse tipo de revelação deve ser tratada
em Primeira Tessalonicenses 4:18.
Esse, perdão, esse é um dos textos mais
lembrados quando a gente vai falar, por
exemplo, sobre o assunto do
arrebatamento. Primeira Tessalonicenses,
capítulo 4. Naquele contexto, depois que
Paulo fala sobre o destino daqueles que
já haviam partido no momento em que
Jesus voltar, essa era uma dúvida que
aquelas pessoas tinham. E o que será do
meu irmão? O que será do meu pai que já
morreu? E aquelas pessoas esperavam que
o retorno de Jesus fosse iminente, fosse
ainda nos seus dias. O que vai ser deles
se nós estivermos vivos quando Jesus
voltar? Mas eles que já não estão mais
aqui, para onde eles vão? Como é que
eles vão ficar? Paulo está tratando
justamente dessa questão e no final,
depois que ele eh constrói todo o
argumento, desenvolve eh todo o assunto
que ele precisava esclarecer, o que ele
coloca é: "Consolem-se uns aos outros
com essas palavras". Esse é um discurso,
essa é uma palavra fortemente
escatológica do apóstolo Paulo, Primeira
Tessalonicenses, capítulo 4. E a
conclusão dele, depois de falar tudo
aquilo, é: "Consolem-se uns aos outros
com essas palavras". Primeira
Tessalonicenses 4:18.
Ou seja, a partir da nossa esperança,
nós temos consolo e nós temos segurança.
Tem muitas questões importantes
envolvidas no estudo adequado da
escatologia e, mais apropriadamente, no
estudo adequado dos textos bíblicos que
falam sobre o momento ou os eventos
finais da
história. Existem ainda algumas posturas
que a gente deve adotar no momento em
que a gente começa a estudar
escatologia. Primeiro, o estudo desse
tópico de acordo com o método da
teologia sistemática, que é justamente
esse que nós estamos usando ao longo de
todas as aulas do primeiro módulo do
nosso curso
Macáis, é um tópico importante. O estudo
dele é muito importante, mas esse é
apenas um dentre vários tópicos da
teologia sistemática. A gente falou
sobre a cristologia, a gente falou sobre
a deontologia, a gente falou sobre
pneumatologia, a gente falou sobre
míologia, a gente falou sobre
angelologia, a gente falou sobre muitas
coisas. Todos eles são importantes,
certamente alguns mais centrais do que
outros. E ainda que você tenha muito
interesse pela escatologia, você deve
levar isso a sério, você deve estudar,
mas entender que esse é um dos tópicos
da teologia sistemática. Não é
apropriado a gente fazer como esses que
possuem a escatomania, a gente desenhar
um esquema muito elaborado, muito
detalhado e forçar todo o texto bíblico
e todos os temas da teologia a se
encaixar dentro dessa estrutura. A gente
vai falar um pouco sobre estágio
intermediário e você vai perceber porque
é que isso é importante. Lembre dessa
recomendação. Não vá desenhar um esquema
super elaborado, detalhado e vá tentar
costurar os vários textos bíblicos
dentro dessa estrutura. Dois, esse
assunto merece um estudo cuidadoso, mas
não é bom fazer isso apenas a título de
mera curiosidade. É ruim e é comum
existir muita especulação sobre tópicos
da escatologia que, na verdade são
tópicos pouco explorados e pouco
explicados explicados pelas escrituras.
A Bíblia nem sempre dá pra gente a
quantidade de detalhes sobre as questões
que nós levantamos que a gente gostaria.
E a escatologia é um tópico
especialmente eh propício para fazer
esse tipo de coisa, para cometer esse
tipo de erro. Então, se você tem uma
pergunta, leve leve pro texto
bíblico, mas preste atenção quantos
textos estão explicitamente tratando
dessa questão. E o outro ponto é se o
texto bíblico não está tratando disso
com tanto detalhe, uma pergunta que a
gente precisa se fazer é por é que isso
não parece ser tão central para o texto
bíblico, mas parece ser tão central para
mim?
A minha posição é que se submeter à
autoridade das escrituras significa
justamente sujeitar as nossas perguntas
à Bíblia e saber se as nossas perguntas
são apropriadas. Porque muitas vezes o
problema não está nos dados bíblicos que
a Bíblia dá ou deixa de dar, mas a
pergunta que a gente tá fazendo é
errada. Então é muito importante a gente
reconhecer que existe limitação nos
dados bíblicos. Não porque eles sejam
errados, porque eles sejam falhos, mas
porque a Bíblia tem 66 livros e não
infinitos livros. A Bíblia nos dá
informação sobre tudo que nos é
necessário, mas quem faz o julgamento do
que é necessário e do que não é
necessário é Deus que inspirou as
escrituras, não a gente. Então, quando
faltar o dado bíblico, a gente precisa
reconhecer que há um bom grau de
incerteza sobre as questões que nós
temos
interesse. Em terceiro lugar,
escatologia não é exclusivamente sobre o
futuro. Jesus introduziu uma nova era,
uma nova criação. E aqui eu vou pausar
para poder explicar um pouco melhor esse
argumento. A compreensão que nós já
partilhamos em vários cursos, em várias
aulas de BNU, em várias pregações. Se
você já acompanhou alguma coisa no
canal, percebeu isso, se esse é o
primeiro momento que você está se
deparando eh com esse ensinamento, então
você vai ouvir isso e vai tentar meditar
aí com bastante atenção e
cuidado. Jesus ele anuncia o reino de
Deus quando ele começa o seu ministério.
E a Bíblia no Antigo Testamento está
anunciando a todo momento que chegaria o
dia do Senhor, que chegaria esse momento
da ação definitiva de Deus que traria o
seu domínio sobre o mundo, começando por
meio dos judeus, mas se estendendo para
todas as nações. E quando Jesus começa o
ministério, ele diz que esse tempo
chegou. Só que de acordo com os profetas
do Antigo Testamento, quando isso
acontecesse, quando Deus interferisse na
história, trazendo a libertação final
que ele prometeu que ele traria, esse
seria o momento da renovação de toda a
criação. Esse seria o momento da
renovação mundial. Essa seria uma nova
era. Isso, ainda que de forma incipiente
já está em Isaías. Isso é desenvolvido
no livro de Daniel e isso recebe toda a
atenção do mundo no Novo Testamento, nos
Evangelhos, nas cartas de Paulo, no
Apocalipse, em todo o Novo Testamento. É
a ideia de que com Jesus o reino de Deus
chegou e por isso uma nova era iniciada.
aquilo que todas as pessoas que
acreditavam na ressurreição, nem todo
mundo acreditava na ressurreição na
época de Jesus, mas aqueles que
acreditavam na ressurreição acreditava
que esse seria um evento do fim da
história. E no momento que acontecesse a
ressurreição, seria iniciada a
eternidade, seria iniciado esse momento
de justiça e paz sobre a terra, de
plenitude, porque a glória de Deus
encheria a terra, assim como as águas
cobrem o mar. E por isso esse momento
marcaria o fim da história, como nós
conhecemos, e o início da história na
sua plenitude. O que acontece com Jesus
é de fato, essas coisas acontecem de
acordo com o seu ensino, de acordo com a
sua morte e ressurreição, mas essas
coisas acontecem enquanto a antiga era
continua se desenvolvendo, enquanto a
antiga criação continua existindo.
Então, a gente vive nessa sobreposição
de eras. O mundo, como sempre existiu,
desde a criação e da criação marcada
pelo pecado, Gênesis capítulo 3. Mas a
partir da vinda do Messias, a partir da
inauguração do reino de Deus, em
especial a partir da morte e da
ressurreição de Jesus, que venceu a
morte, nós temos o início de uma nova
era. Por isso que nós vivemos nessa
tensão de duas eras. nessa tensão de
duas criações. Nós somos nova criatura,
nós somos os primeiros frutos dessa nova
criação, mas nós vivemos ainda no mundo
marcado pelo pecado. E a própria morte
ainda tem domínio sobre esse corpo. Não
tem domínio absoluto, mas significa que
esse corpo ainda está sujeito à morte.
Então, nós vivemos entre a antiga
criação e a nova criação. É isso que no
jargão teológico costuma ser tratado
como o já e ainda
não. A eternidade já começou, mas ainda
não foi plenamente estabelecida. O reino
de Deus já foi inaugurado, já começou,
mas ainda não foi plenamente
estabelecido. Os últimos dias já
começaram, mas eles ainda estão
transcorrendo e chegará nesse ponto
culminante da história. Por isso, a
escatologia não é apenas a adivinhação
do futuro. A escatologia não é
simplesmente uma narrativa que está
prevendo quem vai ser o anticristo, como
vai ser a grande tribulação, quando se
iniciará o milênio, não é previsão do
futuro. Simplesmente a escatologia tem a
ver com o agora e com aquilo que também
vai acontecer no futuro. Por isso, a
relevância do estudo e do estudo
equilibrado, apropriado da escatologia,
dos textos que tratam dessa realidade.
A a escatologia ela tem como propósito
promover em nós esperança e prontidão. A
ideia não é gerar medo, a gente já falou
isso, e não é dar indicação que nos
permita prever o dia e a hora que Jesus
irá voltar. Se você quiser um antídoto
para esse erro, para esse pecado, ao meu
ver, leia Mateus, capítulo 24. Jesus
está falando ali que nem ele sabia o
momento em que aqueles eventos
ligados à sua vinda, eh, ou a sua
segunda vinda ao julgamento, a esse
juízo final aconteceria. nem aos anjos
do céu, nem o filho do homem sabia, mas
apenas ao pai era dado conhecer isso. E
ele também complementa isso depois,
dizendo que ele viria como ladrão. Se
Jesus está dizendo que você não pode
prever o momento porque ele virá como um
ladrão, ele virá como outro dia, virá em
um dia como um outro dia qualquer, não
queira ser mais esperto do que Jesus.
Aceite o fato de que ele pode voltar a
qualquer momento, inclusive hoje. Por
que que isso é importante? Porque a
escatologia compreendida dessa maneira
nos coloca em uma posição de prontidão.
No momento em que o nosso Senhor voltar,
eu quero estar fazendo a coisa certa. No
momento em que Cristo voltar, eu quero
dar contas daquilo que foi a minha
fidelidade em relação à missão que ele
me entregou. Eu tenho certeza que você
também com a certeza de que eu estava
fazendo o que eu devia no momento em que
me cabia de vida, eu não sei quando a
minha vida vai acabar e eu não sei
quando Jesus vai voltar. Por isso, a
necessidade da prontidão, da fidelidade
no tempo presente. O propósito é nos
colocar nessa condição adequada de
cumprir a nossa missão hoje. Em último
lugar, existem assuntos centrais na
escatologia e assuntos secundários. Por
exemplo, o fato de que Cristo vai
voltar é central. O fato de que a vida
após a morte é central. Nós não podemos
discordar nisso. Se nós discordamos
disso, se nós discordamos nessa questão,
nós estamos discordando, ao meu ver, em
um aspecto central da fé cristã, um
aspecto central do ensino de Jesus.
Agora, a interpretação particular sobre
milênio, a interpretação sobre
tribulação, ainda que seja importante,
não é central. Por isso, não deve ser
motivo de ruptura entre irmãos na fé as
divergências, que não são poucas, a
respeito da interpretação dos textos que
falam sobre o milênio, sobre a
tribulação, sobre o anticristo e outras
coisas relacionadas, tá? Um próximo
ponto importante aqui é a gente falar a
respeito da morte. Por quê? que a gente
tá falando sobre estágio intermediário e
a gente também vai falar sobre aquilo
que é a vida após a morte. Então, é
importante a gente compreender como é
que a Bíblia descreve essa realidade da
morte. Nós precisamos distinguir eh
entre aquilo que eu citei no começo, mas
não expliquei, escatologia individual e
escatologia cósmica. A escatologia
individual é sobre o futuro do indivíduo
e a sua eh e sobre aquilo que vai
acontecer com ele após a sua morte. Já a
escatologia cósmica é sobre o futuro de
toda a criação. Então a primeira, a
escatologia individual acontece assim
que você morre. Já a segunda está
relacionada com o evento que vai
acontecer simultaneamente a todos no
momento da segunda vinda de Cristo,
certo? Então, o que acontece com a gente
depois que a gente morre é uma coisa. O
que acontece com toda a criação a partir
do momento em que Jesus retornar é outra
coisa. Primeiro ponto, a realidade da
morte. A morte é um fato inevitável.
Eh, e todos nós sabemos que nós vamos
precisar lidar com a morte, com a
pequeníssima exceção daqueles que
estarão vivos no momento em que Jesus
voltar. Todos nós sabemos que nascemos,
crescemos, nos desenvolvemos e nesse
corpo nós vamos morrer. Hebreus 9:27
fala sobre e esse fato incontornável. Da
mesma forma como o homem está destinado
a morrer uma só vez e depois disso
enfrentar o juízo. Hebreus tá tratando
de um outro assunto, mas ele coloca isso
de passagem. Todos nós estamos
destinados a morrer uma só vez, pelo
menos. Porque pelo menos a gente vai
falar já já. Isso é central no argumento
de Paulo em Primeira Coríntios, capítulo
15, quando ele fala sobre a
universalidade da morte e o efeito da
ressurreição de Cristo. É central para
tudo aquilo que Paulo tá tratando nesse
importante capítulo. Tem algumas
passagens que a gente vai mencionar mais
de uma vez. Provavelmente um dos textos
mais importantes é o texto de Primeira
Coríntios, capítulo 15. Então, se você
nunca leu e olhou com cuidado essa
passagem, anote aí essa referência,
porque é um texto muito importante. E
ali quando Paulo tá desenvolvendo o seu
longo argumento a respeito da
ressurreição, ele fala, e só faz sentido
falar da ressurreição como o grande
evento de triunfo de Cristo sobre a
morte, porque a morte é um evento
universal que entrou no mundo a partir
do pecado de Adão e de
Eva. Apesar da morte ter sido derrotada,
isso não quer dizer que nós não
morreremos. Por exemplo, Paulo, que
acabou, eu acabei de mencionar, tendo
escrito eh de forma magistral a respeito
da ressurreição em Primeira Coríntios,
capítulo 15, também em segunda
Coríntios, capítulo 5, em outro momento
fala algo muito relevante Romanos
capítulo 8, o próprio Paulo aguardava a
sua morte. É o que a gente vê em Segunda
Coríntios, capítulo 5, acabei de
mencionar esse texto. E Filipenses
capítulo 1, no versículo 19 ao 26, você
vai ver que Paulo quando está preso sabe
que a morte era um evento muito real e
iminente.
Possivelmente ele teria que lidar com a
realidade da morte muito em breve quando
ele escreve as cartas da prisão.
Todos nós reconhecemos isso do ponto de
vista intelectual.
A dificuldade está em lidar com esse
fato. Ah, muitas pessoas usam vários
eufemismos, várias palavras que atenuam
eh a necessidade de tratar a respeito da
morte, mas preferem não usar a palavra
morte justamente porque se sentem
desconfortáveis em lidar com isso. Mesmo
diante da morte de pessoas queridas,
muitas pessoas evitam inclusive o
ambiente do velório. Às vezes perde um
parente, às vezes perde um amigo, alguém
querido, mas a pessoa faz de tudo para
não estar ali naquele ambiente do
velório, presenciar o sepultamento,
precisar entrar em um
cemitério. Tudo isso mostra pra gente
que existe uma dificuldade muito grande
por parte de muitas pessoas de várias
convicções diferentes de lidar com o
fato de que todos nós vamos morrer, de
que as pessoas que nós amamos vão
morrer. E por isso nós precisamos eh
saber o que é que nós cremos a respeito
da morte.
Ainda que essa seja uma postura muito
comum entre cristãos e não cristãos, o
cristão, ele é chamado a enfrentar a
realidade da morte com
firmeza. Ainda que seja um evento
inevitável, nós somos levados pelo texto
bíblico a lidar com a morte, com realmo,
com eh objetividade e com coragem
também. Paulo reconheceu, por exemplo, o
perigo constante a que ele estava
sujeito quando a gente lê o texto de
Segunda Coríntios 4:11. Pois nós, que
estamos vivos somos sempre entregues à
morte por amor a Jesus, para que a sua
vida também se manifeste em nosso corpo
mortal. Ou seja, Paulo ele não se
intimida diante do fato de que a morte
não só era um evento
incontornável, mas que ele estava
sujeito a essa realidade a todo
momento. Segundo ponto, como vocês estão
vendo aí no slide, é a natureza da
morte. O que é a morte? Como é que a
gente pode entender o seu significado?
Várias passagens bíblicas falam da morte
física, do cessar da vida do nosso
corpo. Por exemplo, a gente tem uma
passagem interessante que é Mateus,
capítulo 10, versículo 28. Não tenham
medo dos que matam o corpo, mas não
podem matar a alma. Antes ten o medo
daquele que pode destruir tanto a alma
como o corpo no inferno. Veja que Jesus
está falando aqui de um assunto que é de
nosso interesse de forma geral, mas a
primeira parte do versículo é
especialmente relevante. Não tenham medo
dos que matam o corpo. é justamente esse
cessar da vida do corpo que hoje nós
experimentamos, que significa passar
pela morte, como essas passagens está
tratando. Em Eclesi Eclesiastes 12:27, a
gente tem uma compreensão de morte, do
que acontece no evento da morte,
semelhante ao que a gente encontra em
Mateus 10:28. Elesiastes 12:7. O pó
volte à terra de onde veio, e o espírito
volte a Deus que o deu. Então, existe um
momento de separação entre o espírito e
o corpo, de acordo com Eclesiastes 12:7,
ou o corpo e a alma. De acordo com
Mateus 10:28, a morte é tratada como o
cessar da vida no seu estado
corpóreo. Como nós estamos
familiarizados? A gente já tratou sobre
a constituição humana aqui no nosso
curso. O homem é corpo, é alma, é
espírito. E a gente explicou ali as
várias posições e adotamos uma postura
de priorizar a condição única, eh, a
condição integrada que as dimensões
visíveis e invisíveis do ser humano
possui na forma de vida que nós temos no
tempo presente. Agora, a gente também
ressaltou ali, isso volta a ser
importante aqui, que existe uma
separação condicional no momento da da
morte. Existe esse momento em que alma
ou espírito e corpo são separados, ainda
que não seja de forma
definitiva. Uma coisa muito importante é
a gente perceber que a morte ou a morte
desse corpo não é o fim da nossa
existência. Muitas vezes nós cremos
nisso, mas nós não elaboramos as
consequências dessa convicção. Muitas
vezes a gente diz que a gente tem poucos
anos de vida para fazer tudo aquilo que
a gente quer ou que a gente precisa
fazer, porque a morte virá sem sabermos
exatamente quando e a vida é mais curta
do que gostaríamos. De certa forma, isso
não faz sentido na convicção cristã. É
um fato que a gente não sabe quando a
morte vai acontecer e é um fato de que
essa vida é um sopro. Mas a nossa vida
nesse corpo possui apenas a sua
introdução. Uma introdução muito
importante, uma introdução que tem
consequências paraa eternidade, mas tudo
aquilo que a gente tem de vida é muito
maior do que cabe nesses 80, 70, 60, 50
anos de vida que a gente tem nesse
corpo. Aquilo que realmente caracteriza
a nossa existência e a vida que nós
temos em Cristo. Isso nós não vamos
perder nunca. Então essa morte do corpo
não é a extinção da nossa existência.
Além da morte física, a Bíblia fala da
morte espiritual ou da morte eterna. E o
que que é essa morte eterna? É a
separação definitiva de Deus. O que que
é morte espiritual? É a separação
definitiva de Deus. Esse estado é
irreversível. É a respeito disso que
Jesus está alertando em Mateus 10:28 que
nós devemos temer, que nós devemos ter
medo, que é não o fato de perder a vida
desse corpo, mas ter medo daquele que
pode lançar o nosso corpo e a nossa alma
no inferno, e nós estarmos eternamente
separados de Deus.
A morte espiritual, ela é caracterizada
justamente por essa incapacidade de
reagir a qualquer ação espiritual de
Deus. Isso não é necessariamente uma
condição eterna, porque todos nós
desfrutamos dessa, desfrutamos, não,
todos nós sofremos nessa condição antes
da nossa nova vida que recebemos em
Cristo. Por exemplo, quando a gente vê
eh Efésios e acho que no capítulo dois,
que Paulo vai falar que nós estávamos
mortos em nossos pecados, é esse
estádio, esse estágio ou esse essa
condição eh de estarmos completamente
insensíveis para aquilo que é a voz, a
vontade e a presença de Deus, até que
nós fôssemos vivificados pelo Espírito
Santo a partir da obra de Cristo. A
diferença é essa pode ser uma condição
não apenas enquanto nós esperamos essa
ação de Deus ou não apenas até o momento
em que nós somos vivificados pelo
espírito. Essa pode ser a condição
eterna daquele que se recusa a ouvir e a
se abrir para aquilo que é ação de Deus
em sua vida. O que é que é mais
importante na nossa conversa a respeito
da morte? É aquilo que Apocalipse 21:8
vai chamar de segunda morte. Veja lá o
que tá em Apocalipse capítulo 21
versículo 8. Mas os covardes, os
incrédulos, os depravados, os
assassinos, os que cometem imoralidade
sexual, os que praticam feitiçaria, os
idólatras e todos os mentirosos, o lugar
deles será no lago de fogo que arde com
enxofre. Esta é a segunda morte. Veja
que aqui ele tá descrevendo a nova
Jerusalém. Mas antes de de descrever os
detalhes desse novo céu e nova terra,
João ele recebe como revelação do anjo
que está lhe guiando e também aqui da
voz que vem do trono, essa revelação de
que toda essa lista de pessoas aqui está
banida da nova Jerusalém, está banida
desse novo céu e da nova terra. E isso
em um estado irreversível. Não existe
mais qualquer menção no livro do
Apocalipse de que alguém que é banido da
nova criação possa se arrepender e
entrar na nova criação. Então, o estado
de perdição e o estado de segunda morte
é caracterizado justamente por essa
separação irreversível da presença de
Deus. Apocalipse capítulo 20 versículo 6
afirma pra gente que Cristo ou aqueles
que estão em Cristo não vão experimentar
segunda morte. Um pouquinho antes, a
gente leu 218, um pouquinho antes no
capítulo 20, ele fala o seguinte:
"Felizes e santos os que participam da
primeira ressurreição. A segunda morte
não tem poder sobre eles. Serão
sacerdotes de Deus e Cristo e reinarão
com ele durante 1000 anos. Então, a
gente tem aqui essa segurança de que
aqueles que estão em
Cristo não vão passar pela segunda morte
e vão partilhar com ele desse milênio,
que é o que caracteriza boa parte do
capítulo 20 de Apocalipse. E a gente vai
ter uma aula para tratar em especial
sobre o
milênio. Eh, mas o que é importante
destacar que essa diferença entre a
primeira morte e a segunda morte. Em
terceiro lugar, na nossa conversa a
respeito da morte, que é a morte física,
a gente deve interpretá-la como um
evento natural ou não
natural. É um debate muito comum, é um
debate que a gente inclusive trouxe para
uma das aulas aqui do Macários eh a
pergunta a respeito da condição inicial
de Adão e Eva. Se Adão e Eva não
tivessem pecado, eles seriam imortais?
Será que Adão e Eva foram criados?
Inicialmente no estado de
imortalidade, o texto dá a entender que
a morte não é algo natural. Texto de
Gênesis, capítulo 1, 2 e 3. A gente não
deve eh interpretar a morte como um
elemento que Deus estabeleceu na sua
criação, da mesma forma como ele criou o
mar, como ele criou os planetas, como
ele criou os seres humanos. A morte não
é algo natural. a criação de Deus.
E a gente percebe isso porque tanto o
texto de Gênesis como novamente no texto
de Romanos, quando Paulo vai discutir
muito dessa questão, a gente percebe que
a morte é um intruso. A morte entrou no
mundo a partir do pecado. Então, a gente
percebe que eh não é bom a gente tratar
da morte na nossa experiência, naquilo
que a gente vê ao nosso redor, diante da
dor que a gente sente, quando a gente
perde alguém que nós amamos, alguém que
é querido a nós, como se isso fosse um
elemento natural da
existência. Ainda que seja um fato
incontornável, esse não é um elemento
natural. a nossa condição. Nós não fomos
criados paraa morte. O mundo foi criado
para que a morte fosse uma
característica dele desde a sua
concepção inicial. A morte é narrada em
Gênesis como algo que entra pelo pecado,
mas entra de uma forma integral e isso
inclui a sua dimensão física. Se não
fosse assim, não faria sentido aquilo
que a gente vê em Gênesis 3:22. Então
disse o Senhor Deus, agora o homem se
tornou como um de nós, conhecendo o bem
e o mal. Não se deve, pois, permitir que
ele tome também do fruto da árvore da
vida e o coma e viva para sempre.
Veja que uma das razões pelas quais Adão
e Eva foram expulsos do jardim do Édenem
é justamente o fato de que eles não
deveriam comer da árvore da vida e
permanecer naquela condição eternamente.
Então, o que a gente percebe é
que a Adão e Eva, mesmo antes do pecado,
não haviam sido criados como seres
imortais. Eles haviam sido criados como
seres limitados. mas que poderiam viver
eternamente caso comessem da árvore da
vida. E Deus então expulsa eles até como
um ato de misericórdia para que eles não
permanecessem naquele estado
eternamente. Primeira Coríntios 15
também faz um paralelo com esse texto e
com a morte ou a morte na sua dimensão
física, quando vai falar sobre a
ressurreição. Visto que a morte veio por
meio de um só homem, também a
ressurreição dos mortos veio por meio de
um só homem. Por que que isso é
relevante aqui paraa nossa conversa?
Porque Paulo está dizendo que a
ressurreição de Jesus aconteceu no
corpo. Ele ressurgiu dentre os mortos.
Então isso quer dizer que a ação de
Jesus na sua morte e na sua ressurreição
veio para nos restabelecer a vida no
corpo. Ainda que não seja o mesmo tipo
de corpo, é uma vida corpórea. Isso
porque a morte foi aquilo que limitou a
nossa dimensão física. nós não
morreríamos fisicamente não fosse a
entrada do pecado no mundo. Veja como é
importante ler as narrativas a respeito
da ressurreição de Jesus diante daquilo
que a gente lê como consequência do
pecado de Adão e de Eva nas narrativas
do Gênesis. Jesus não ressuscitou só em
espírito, mas ressuscitou também em
corpo. Adão e Eva, diante de toda essa
argumentação, precisamos entender, eles
não eram imortais, mas podiam viver
eternamente se comessem do fruto da
árvore da vida. E por isso a gente
compreende que eles tinham uma espécie
de
imortalidade contingente, uma
imortalidade
dependente da árvore da vida. O último
tópico aqui a respeito da morte é a
gente entender os efeitos da
morte. Para todos a morte é uma
maldição, é um inimigo, certo? Ninguém
deve olhar pra morte como uma transição
natural, como a gente já argumentou.
Todos nós sentimos essa inimizade com a
morte, mas para quem está em Cristo,
esse é o inimigo que já foi vencido.
Essa é uma maldição que já foi quebrada.
Cristo nos redimiu da maldição da lei
quando se tornou maldição em nosso
lugar. Pois está escrito: "Maldito todo
aquele que for pendurado num madeiro."
Esse é o texto de Gálatas 3:13. É um
texto muito importante pra gente
perceber que essa maldição que recai
sobre o mundo como um todo, mas sobre a
humanidade em particular, a partir do
pecado de Adão e Eva, é uma maldição que
é
quebrada na vida daquele que está em
Cristo, porque em Cristo nós temos a
ressurreição dos mortos. Nós agora já
não provamos mais a angústia absoluta da
morte. Claro que a gente continua tendo
esse senso de sobrevivência. a gente
continua tendo esse instinto de
preservação da vida. Mas ainda que nós
não desejemos a morte, ainda que a gente
não se entregue àilo que é a morte como
se ela tivesse um bem em si
mesma, nós reconhecemos que eh no
momento em que a morte chegar, o nosso
fim não estará determinado pela morte
desse corpo. O nosso fim não é de
desconhecimento sobre o que vai
acontecer depois. O nosso fim não será
de condenação após a morte desse corpo.
Nós fomos libertos desse medo absoluto
que a morte nos coloca. É por isso que
Paulo coloca no texto de Primeira
Coríntios 15: "Onde está a morte o seu
aguilhão?" Que é onde está a morte a sua
arma que nos feria e nos colocava medo?
Porque nós não sabíamos o que iria
acontecer ou porque nós tínhamos medo do
que iria acontecer?
Essa não é mais a condição daquele que
está em Cristo. A primeira morte é um
efeito que Deus não anulou por meio de
Cristo, certo? A primeira morte, que é a
morte desse corpo, continua sendo uma
consequência do pecado de Adão. Mas a
condenação eterna, que essa sim era a
grande inimizade que existia entre nós e
Deus, essa segunda morte foi vencida por
Jesus. Agora, se nós vamos morrer nesse
corpo, o que a gente se pergunta é o que
vai
acontecer depois dessa primeira morte. E
é isso que a gente vai conversar agora.
Como é que a gente entende esse estado
que nós nos
encontramos depois a da primeira morte e
antes da ressurreição dos mortos?
Existem diferentes eh concepções a
respeito desse estado intermediário. A
primeira concepção que a gente vai
tratar é o sono da alma. Essa é uma
ideia de que a alma durante o período
entre a morte e a ressurreição repousa
num estado de inconsciência.
Eh, no século X, muitos anabatistas,
muitosinianos exposavam essas ideias, se
aproximavam dessa ideia. Ainda hoje, uma
espécie ou uma das variantes dessa
doutrina é adotada pelos adventistas do
sétimo dia. Então, a ideia é que durante
a morte e a ressurreição, nós estamos em
um estado inconsciente. Mas aqui vale
uma observação importante, em especial
sobre a posição dos adventistas. O sono
da alma não é simplesmente a ideia de
que o corpo morreu e vai ser degradado.
A alma permanece existindo, mas está em
um estado de inconsciência e no momento
da ressurreição, essa alma acorda e
recebe um corpo. Não é isso? A
compreensão do sono da alma para aqueles
que adotam eh de acordo com os
adventistas, em especial, é a ideia
quase que uma extinção do corpo e da
alma no momento da morte. E existe uma
nova forma de criação no momento da
ressurreição dos mortos. Então, o sono
da alma é uma espécie de eufemismo,
porque existe uma extinção do corpo e da
alma no momento da morte. Isso é porque
a compreensão de que a integração entre
corpo, alma e espírito é uma coisa que
não pode ser quebrada nem pela morte.
Então, se um morreu, todas essas
dimensões que envolvem o ser humano
morreram, eh, deixaram de existir, ainda
que momentanamente. Bom, a base paraa
ideia do sono da alma encontra-se em
grande parte no fato de que as
escrituras usam essa expressão com
frequência, que é aqueles que dormiram.
Por exemplo, em Atos 7:60, a gente tem a
narrativa de Estevão. E a morte de
Estevão é descrita como sono. Paulo
observa que tendo Davi servido a sua
própria geração, conforme os propósitos
de Deus, ele adormeceu. Isso é citado eh
em Atos 13:36.
Também em Primeira Coríntios 15, a
figura do sono aparece quatro vezes. A
gente falou que Primeira Coríntios 15
seria repetido. Outro texto que a gente
já citou é Primeira Tessalonicenses 4,
quando tava mencionando a a o contexto
em que Paulo fala, o que fala em
Primeira Tessalonicenses 4, quando ele
fala daqueles que já morreram, ele fala
daqueles que já dormiram. Então Jesus,
eh, então a gente vê que muitos textos
utilizam isso. O próprio Jesus disse
acerca de Lázaro: "Nosso amigo Lázaro
adormeceu, mas eu vou despertá-lo". João
capítulo 11.
E depois Jesus indica claramente que ele
estava se referindo à morte de Lázaro.
Isso que é importante, a interpretação
literal dessas figuras, mas dessa figura
em especial do sono, daquele que dormiu,
daquele que adormeceu.
Literalismo perde um fato muito claro e
muito básico nesses textos de que o
texto está utilizando uma figura de
linguagem, está utilizando uma forma de
eufemismo. Dormir aqui é uma referência
para aqueles que já morreram. Fica muito
claro que essa é a forma como Jesus
utiliza isso em João capítulo 11. E fica
muito claro que é disso que Paulo tá
tratando também em Primeira
Tessalonicenses capítulo 4 e em Primeira
Coríntios capítulo 15. Os que creem no
sono da alma sustentam que a pessoa é
essa entidade unitária sem componentes.
Assim, quando o corpo deixa de
funcionar, a alma, isto é, a pessoa como
um todo, deixa de existir. Então, nada
sobrevive à morte física.
Eh, a gente percebe que existem alguns
problemas com essa concepção. O primeiro
é aquele que a gente já colocou aqui,
eh, o fato de que existe um caráter
literário no uso dessa expressão.
Existem também algumas referências
bíblicas ah que falam da existência
pessoal, da existência consciente entre
a morte do sujeito e a ressurreição do
sujeito. A mais extensa passagem que
fala a respeito disso é a parábola do
rico e de Lázaro. Quando a gente olha lá
para Lucas capítulo 16, a gente tem essa
narrativa. Uma outra referência
importante é a palavra de Jesus na cruz
para o ladrão. Em verdade hoje estarás
comigo no paraíso. Lucas capítulo 23.
Além disso, pessoas que estavam prestes
a morrer, porque sabiam que corriam um
perigo muito elevado, porque estavam
doente, doentes, diziam que estavam
entregando o espírito a Deus. Jesus
mesmo disse isso: "Pai, nas tuas mãos
entrego meu espírito." Essa ideia de que
existiria uma separação do espírito do
corpo nesse estágio
provisório. Um terceiro problema é saber
se é legítimo que as passagens bíblicas,
na verdade é não é um terceiro problema,
mas ainda relacionado à aquilo que a
gente colocou em primeiro lugar. se
essas passagens bíblicas que se referem
à morte como sono, eh, elas não estão
usando uma linguagem que talvez não seja
tão próxima à linguagem que nós não
estamos utilizando hoje. Por isso que é
importante a gente se colocar no mundo
do autor bíblico para comparar essas
diferenças entre a nossa linguagem e a
linguagem do autor na forma como ele
empregou. Outro problema paraa teoria do
sono da alma é a dificuldade eh
conceitual ligada à ideia de que a
natureza humana é unitária, nesse
sentido de que em nenhuma condição ela
pode ser separada. Se de fato nada da
pessoa sobrevive à morte, qual será a
base para a nossa identidade? Se a alma,
a pessoa inteira fica extinta, o que é
que vai ganhar ressurreição na vida?
Isso é interessante a gente pensar. O
sujeito deixou de existir de acordo com
a compreensão do sono da alma quando ele
morre. O corpo não existe mais, a alma
não existe mais, porque não existe
corpo, alma e espírito como coisas não
só que estão integradas, mas coisas que
jamais podem ser separadas. Então, se um
morreu, como a gente colocou, o todo
morreu, nada sobrevive. O que é que
marca a identidade desse sujeito no
momento da ressurreição? A ressurreição
não é simplesmente um ressurgir dentre
os mortos nessa compreensão é quase como
se fosse uma nova criação exnihil. É uma
criação do nada porque não existia mais
nada desse sujeito no momento da sua
morte. Então a gente percebe
que existem algumas eh inconsistências,
algumas questões muito sérias envolvidas
nessa compreensão do sono da alma.
Existe uma outra compreensão muito
fundamental para o catolicismo romano,
que é a doutrina do purgatório. Eu não
vou entrar em tantos detalhes aqui, eh,
mas vale ressaltar alguns pontos
históricos importantes e também
teológicos. Do ponto de vista histórico,
a reforma protestante está muito ligada
com a doutrina do purgatório. Se você
lembrar a a respeito das reivindicações
de Lutério, se você lembrar do contexto
que despertou a revolta em Lutéo a
respeito daquilo que estava acontecendo
em seus dias, você vai ver que tem a ver
com uma viagem de Lutero a Roma e a
percepção da grande perversão que estava
sendo feita dos textos bíblicos,
inclusive sobre aquilo que aconteceria
com o sujeito depois da morte. Você
poderia comprar as
indulgências a fim de diminuir o tempo
em que o sujeito permaneceria no
purgatório entre a sua morte e a sua, o
desfrute da vida eterna, entre o momento
em que ele de fato entraria no céu para
desfrutar da eternidade com Cristo.
Então, a gente percebe que a doutrina do
purgatório tem muita relação com aquilo
que foi a mudança de perspectiva que
acontece a partir da reforma
protestante. Mas o que é que diz a
doutrina do purgatório? Existem três
estados para aquele que morre no
presente momento hoje. Para onde é que o
sujeito vai depois eh de uma doença, de
um acidente? Enfim, depois que o sujeito
morre, ele pode ir pro inferno, se ele
não está em um estado de graça. Ele pode
ir para o céu se ele está em um estado
de pleno
aperfeiçoamento, de plena graça com
Deus. Ou seja, ele não só está em
comunhão com Deus, em comunhão com a
igreja, mas ele também se penitenciou
dos seus pecados veniais, dos seus
pecados mais brandos. O que que são os
pecados veniais? São os pecados que são
considerados como erros, como desvios da
vontade de Deus, mas não são suficientes
para quebrar o estado de graça com
Deus. Para esses pecados é que deve
existir a
penitência. Mas se o sujeito morreu em
estado em que ele não se penitenciou de
todos os seus pecados, ele vai pro
purgatório, que é um estado de
sofrimento. É por isso o nome dessa
doutrina. é o estado em que ele vai ser
purgado, limpo, purificado dos seus
erros e dos seus
pecados. E é lá que ele então vai passar
por um período de tempo prolongado até
que todos esses pecados eh tenham sido
purificados da sua alma. Só a partir
desse momento é que ele entra no
paraíso. De onde é que isso veio? Isso
veio de um texto bíblico em especial e
também da tradição. O texto bíblico que
os católicos fazem referência é o texto
de segunda Macabeus 1243 a
45. E eu vou ler aqui brevemente porque
é de fato interessante pra gente
compreender como surgiu essa doutrina.
Depois, tendo Judas Macabeus organizado
uma coleta individual, enviou a
Jerusalém cerca de 2.000 draquimas de
prata, a fim de que se oferecesse um
sacrifício pelo pecado. Agiu assim
absolutamente bem e nobremente com o
pensamento na ressurreição. De fato, se
ele não esperasse que os que haviam
sucumbido iriam ressuscitar, seria
supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas
se considerava que uma belíssima
recompensa estava reservada para os que
adormecem na
piedade. Então era santo e piedoso o seu
modo de pensar. Eis porque ele mandou
oferecer esse sacrifício expiatório
pelos que haviam morrido, a fim de que
fossem absolvidos do seu pecado. Então,
de acordo com o texto de segunda
Macabeus, sacrifícios que podem ser
feitos pelos vivos servem para espiar os
pecados daqueles que já morreram, para
que eles pudessem, após esse período de
purificação, entrar no paraíso. E o
texto do Novo Testamento, que é mais
citado pelos católicos também na conexão
com a doutrina do purgatório é Mateus
12:32. Mas se alguém falar contra o
Espírito Santo ou pecar contra o
Espírito Santo, blasfemar contra o
Espírito Santo, não lhe será isso
perdoado, nem neste mundo, nem no porvi.
É, o que a gente percebe é
que, primeiro esse texto de trás paraa
frente de Mateus
12:32, dificilmente está falando a
respeito eh de um pecados que podem ser
perdoados na vida do porvir em contraste
com a blasfêmia do Espírito Santo, que
não poderá ser perdoada no mundo
vindouro e nenhum outro texto do Novo
Testamento, muito menos do Antigo
Testamento, a gente encontra essa ideia
de que os pecados podem ser
purificados após a morte. Aquilo que é o
foco do texto de Mateus e da discussão
sobre o pecado contra o Espírito Santo é
que aquilo que se faz como blasfêmia
contra o Espírito Santo na vida presente
tem suas consequências no presente e no
futuro. É um estado irreversível. Por
que que é um estado irreversível? Já
falamos disso em outras aulas. Porque a
blasfêmia contra o Espírito Santo é a
negação última, a negação absoluta do
testemunho que o Espírito dá de que
Jesus é o Cristo, é o filho enviado por
Deus. Por isso é que essa pessoa não
poderá ser perdoada nem no presente, nem
no porvi, nem na vida após ou no período
após a morte. Porque essa pessoa negou a
única possibilidade de perdão e
consequentemente a única possibilidade
de nova vida que há apenas para aqueles
que estão em Cristo. Por isso é que esse
texto é tão relevante, mas não é
relevante ou não é apropriado para
fundamentar toda uma explicação de
pecados que supostamente poderiam ser
purificados após a morte. Outro ponto
complicado da da doutrina do purgatório,
pelo menos para nós protestantes, e
também para aquilo que é a compreensão
dos judeus a respeito da Bíblia
Hebraica, do nosso Antigo Testamento, é
que esse é um texto que vem de um livro
apócrifo. Esse é um texto
deuterocanônico.
A gente não acredita que esse é um texto
que ao longo de toda a tradição do povo
de Israel, ao longo de toda a tradição
do povo de Deus, teve pleno consenso,
que era um livro inspirado por
diferenças teológicas significativas em
relação aos outros livros, também por
razões históricas de composição, enfim.
Então, nem a Bíblia hebraica, nem a
Bíblia protestante possui o livro de
Macabeus como um livro eh inspirado. A
outra coisa é a doutrina do purgatório
tem todo um detalhamento que não vem de
qualquer texto bíblico, seja ele
canônico do ponto de vista católico,
protestante ou judaico. Eh, mas vem a
partir da tradição, vem a partir daquilo
que os pais da igreja falavam. Então, é
por essas razões que a gente percebe que
esse não é um caminho apropriado. Em
último lugar, o argumento teológico. Se
a gente acredita que o purgatório, de
fato, é um estado de
purificação após a
morte, isso se dá por meio do sofrimento
que o sujeito tem nesse período do
purgatório. Isso também pode ser
abreviado por aquilo que são sacrifícios
e as ofertas que nós podemos oferecer
nós que estamos vivos em função da
condição daquele que morreu e está no
purgatório. Nós estamos pregando de
certa forma uma pregação, uma salvação
que é fundamentada nas obras, uma
salvação que é fundamentada no esforço,
seja do sujeito, não tanto no esforço,
mas eh no
sofrimento que pode lhe trazer salvação.
Então, é quase como se o sofrimento
fosse redentivo, como se a dor envolvida
no período do purgatório fosse
redentivo, que nós que estamos vivos
podemos ser a causa da salvação desse
que já
morreu. Uma outra posição mais recente e
bem menos eh aceita, essa a gente
colocou mais para dizer que existe, mas
não tem tanta relevância quanto as duas
anteriores, é ressurreição instantânea.
Isso é detalhado por um teólogo chamado
WDES.
E ele sustenta que Paulo possuía duas
concepções diferentes da nossa
ressurreição. Uma que está em Primeira
Coríntios, capítulo 15, que a gente já
mencionou várias vezes, e outra
concepção em Segunda Coríntios, capítulo
5. É como se no
intervalo entre a escrita da primeira
carta e a segunda carta aos Coríntios,
Paulo tivesse mudado de opinião. Porém,
eh, nós precisamos entender bem os
motivos pelos quais ele falou isso e por
que isso não é tão adequado. Ah, ali no
texto de Segunda Coríntios, capítulo 5,
Paulo vai falar sobre esse temor de
ficar despido, do qual ele fala no
versículo 3. E supostamente essa foi a
posição que foi suplantada ou é a
posição que suplantou aquilo que ele
pensava quando ele escreveu Primeira
Coríntios capítulo 15. Essa consciência
de que estar revestido em ambos os lados
da morte é fundamental para Paulo. E
está revestido aqui é a ideia de que o
sujeito tem o corpo
glorificado. David quando analisa
Segunda Coríntios 15 conclui que quando
Paulo escreveu Segunda Coríntios, ele já
não cria mais nesse estado
intermediário, esse período entre a
primeira morte e a nossa ressurreição.
Antes, por ocasião da morte, haverá uma
transição imediata para o estado final,
uma recepção instantânea desse corpo
glorificado. Mas será que ele realmente
resolveu o problema ao interpretar
Segunda Coríntios dessa maneira? Ele
trabalha na pressuposição de que a
natureza é uma unidade absoluta. Veja
como o assunto da escatologia individual
está muito ligado ao assunto da
antropologia também. O fato é que a
antropologia de Paulo era tal que ele
podia defender tanto a ressurreição
futura, esse momento em que receberíamos
o corpo
glorificado, como também uma
sobrevivência desencarnada, ainda que
fosse uma sobrevivência desencarnada
transitória. Essas ideias elas não são
contraditórias, mas partes
complementares de um todo. e a gente vai
falar qual é a solução que nós estamos
propondo aqui. Claro que a gente não tá
tirando isso da nossa cabeça. Existem
vários textos que fundamentam isso e
várias pessoas que ao longo da história
interpretaram esses textos assim também.
A solução que Davis dá não é tão bíblica
quanto ele mesmo parece pensar, porque
existe uma série de passagens em que
Paulo associa a transformação do corpo a
uma ressurreição futura, juntamente com
o segundo advento. O segundo advento, o
segundo momento da vinda de Jesus, por
exemplo, Filipenses capítulo 3 e
Primeira Tessalonicenses, capítulo 4,
dois textos que a gente já citou hoje.
Paulo dá muito destaque à segunda vinda
como a ocasião de livramento final e de
glorificação. Jesus mesmo, quando deu
ênfase a um tempo futuro em que os
mortos serão ressuscitados, eles ele
fala justamente nesses termos da
ressurreição a partir da sua segunda
vinda. O texto relevante nessa discussão
é João capítulo 5 do 25 até o
29. E aí a gente passa para uma proposta
alternativa que é uma concepção da vida
após a morte em dois estágios. Aqui a
gente tá falando tanto a partir do que
alguns teólogos, eh, ainda que não seja
exatamente nos mesmos termos e da mesma
forma, mas de maneira geral o que o
Millard Ericson, que é o texto que eu
tenho utilizado para boa parte das aulas
que eu dei aqui, outros professores
também adota. E Millard Ericson é um
teólogo que escreve a partir da teologia
sistemática. e para biblistas ou para eh
outros estudiosos com outra metodologia
de pesquisa, com outras propostas, como
é também Wright. NT W, ele tem essa
frase que ficou bastante marcada nos
escritos dele a respeito do assunto, que
é o que importa não é a vida após a
morte, o que importa é a vida após a
vida após a morte. Ou seja, nós temos a
vida no estado que nós estamos
desfrutando agora nesse
corpo. Quando nós morremos, nós vamos
para o céu, nós vamos eh e nós
desfrutamos desse estágio que Paulo
chama de estar em Cristo ou estar com
Cristo nos céus, que céus é o lugar onde
Deus habita e céus é o lugar para onde
Cristo ascendeu. quando ele deixa os
seus discípulos sobre a terra e ele é
entronizado após a sua
ressurreição. Então, nós estamos com
Cristo no céu após a morte, mas
Cristo volta sobre a terra na consumação
dos tempos e Cristo então estabelece
essa nova criação, esse novo céu e nova
terra. Nesse momento, após aí a
Apocalipse capítulo 20, após o juízo, o
grande juízo do trono branco, a
ressurreição de todos que foram
ressuscitados, alguns para a salvação,
outros para condenação e
perdição. Após esse ato da ressurreição,
da glorificação do nosso corpo, é que
nós passamos a desfrutar da vida na
forma como nós
permaneceremos eternamente. Então, a
gente tem estado atual da vida, a gente
tem morte. A partir da morte a gente vai
em espírito com a nossa alma para estar
com Cristo. Desfrutamos da sua presença,
mas não permanecemos apenas como alma.
apenas como espírito eternamente. Nós
não vamos habitar o céu eternamente
porque Jesus volta, nós temos a
ressurreição do corpo, a glorificação do
corpo e nós vamos desfrutar dos novos
céus e da nova terra, a nova criação,
onde céu e terra já não podem mais ser
separados. Então, a gente tem vida, vida
após a morte e vida após a vida após a
morte. Então, essa espécie de vida após
a morte em dois estágios. Estar com
Cristo logo depois da morte e estar com
Cristo no corpo glorificado após a
ressurreição. Certo?
Bom, pessoal, esse era o assunto que a
gente separou de escatologia para hoje,
mas existem eh muitos outros assuntos da
escatologia que a gente precisa tratar
aqui. Inclusive, uma coisa que a gente
deve ajustar é como é que serão as
próximas duas aulas, porque, pelo que eu
vi, vai ter
necessidade de eh dedicar um pouquinho
mais de tempo para cobrir todo o
conteúdo que a gente separou para o
tópico de escatologia. Aqui a gente vai
ter, vai acabar o primeiro módulo semana
que vem, certamente, mas a maneira como
a gente vai organizar isso, eh, vai
precisar ainda passar aí por alguns
ajustes, tá bom? Vamos, eu ia falar que
eu ia tomar água, mas eu esqueci de
pegar água aqui. Vou passar para as
perguntas eh de vocês na medida do
possível. Vou adiantar que algumas
perguntas talvez sejam mais relevantes
para o nosso próximo encontro, que a
gente vai falar sobre milênio,
tribulação. Ainda não vi as perguntas do
chat, não sei se é sobre isso que vocês
tão falando aqui, mas vamos lá. O seio
de Abraão é o mesmo que paraíso? Sim,
Fernanda. seio de Abraão, que aparece na
parábola do rico e de Lázaro, é
justamente essa ideia do destino final
daquele que é a descendência de Abraão.
Mas a descendência de Abraão também
relida no Novo Testamento como aqueles
que estão em Cristo. Então é paraíso
como sendo o céu, o lugar de habitação
de Deus. Mas lembrando sempre, é céu
nesse estado de habitação de Deus,
enquanto a habitação de Deus é separada
da nossa habitação. Essa não será a
realidade definitiva. Por Apocalipse
capítulo 213, e Deus, a tenda de Deus
está entre os homens. Ele decidiu
habitar entre nós. Ele será o nosso Deus
e nós seremos os seus povos. Então, a
separação entre habitações será anulada
nos novos céus e na nova
terra. Vamos lá para as
próximas. Deixa eu ver aqui. Tô rolando
um pouquinho para localizar as
perguntas. Tessalonicenses 4:13 fala que
dormem no Senhor. O que quer dizer?
morte. Estão no paraíso aqueles que
estão em Cristo? Sim, eu não vou
elaborar tanto porque a gente já dedicou
um tempo bom durante a aula para falar a
respeito disso, mas aquela é uma
expressão que aparece tanto em João
quanto em Tessalonicenses, quanto em
outras passagens para falar daqueles que
morrem e aqueles que estão em Cristo
estão na presença de Cristo também
depois da morte.
O arrebatamento é morte ou os vivos
serão transformados. A ideia de Primeira
Tessalonicenses 4 é que as duas coisas
eh acontecem. Aqueles que estão mortos
nesse momento da segunda vinda de Jesus
ressuscitam para receber um novo corpo.
E aqueles que estão vivos não passam
pela primeira morte. Eles serão
transformados a partir desse momento da
segunda vinda de Jesus. Mas a ideia de
arrebatamento como a saída da igreja da
terra para a ida aos céus e a
permanência nos céus por um tempo, até
que sejam transformados, sejam
glorificados e venham sobre a terra, tem
a ver com as discussões sobre milênio,
tem a ver com as discussões sobre
tribulação. Então, arrebatamento,
tribulação e milênio. São três coisas
que sempre andam muito próximas. poderia
falar em mais detalhes, mas esse é um
assunto que a gente vai tratar na
próxima aula. E existe uma live muito
interessante no canal da IB News sobre a
teologia do arrebatamento. Se você
quiser ter mais detalhes sobre a nossa
explicação desse assunto, eu recomendo
duas coisas, que é assistir essa live e
assistir também a nossa próxima aula.
É correto afirmar que todo livro de
Apocalipse deve ser interpretado
figuradamente ou há partes que são
literais? A pergunta é muito, vou até
deixar aqui para a gente, todo mundo que
tá entrando aí também poder ver, não se
perder. A pergunta é muito boa. Que que
acontece, Marcos?
Eh, todo o livro do Apocalipse usa
figuras, figuras de linguagem, figuras
literárias, figuras de várias eh
naturezas distintas.
Isso não quer dizer que não há
correspondência histórica para essas
figuras, que não vai acontecer em um
momento exato da história. Eu acredito
que as figuras de linguagem que são, os
símbolos que são empregados no
apocalipse, tanto falam sobre coisas que
estão acontecendo ao longo de toda a
história, falam sobre eventos que vão
acontecer de maneira pontual na
história, eh, e falam sobre essas coisas
de uma
maneira que desperta na gente a
compreensão e o significado desses
eventos mais do que a maneira como esses
eventos irão acontecer na história.
Quando a gente fala que algo é figurado,
que algo é simbólico, a gente não está
querendo dizer que esse algo não é
histórico, que esse algo não vai
acontecer de fato, que é apenas uma
ilustração para nos dar uma lição. Não.
Quando a gente ressalta o caráter
simbólico do livro de Apocalipse, o que
a gente está querendo dizer é, ele está
explicando mais o significado da
história do que nos dizendo como e
quando esses eventos vão acontecer.
Porque não é tão importante para o livro
do Apocalipse que a gente saiba quando e
como exatamente o milênio vai acontecer,
quando e como as duas testemunhas vão eh
surgir e vão realizar o que elas
precisam realizar. quando e como o
dragão eh vai atuar no mundo. O que é
mais importante, se é por meio do código
de barras, a invenção do helicóptero,
tudo isso era muito mais comum no século
XX e hoje é uma coisa para despertar
riso, né? se é inteligência artificial,
se é a eleição do novo papa, eh se é o
presidente dos Estados Unidos, se é
Putin, enfim, muito mais importante do
que dizer exatamente quem é o que,
quando vai acontecer isso, como esses
eventos históricos vão se desenrolar.
Muito mais importante é entender o
significado desses eventos, o
significado da história, o significado
da nossa missão dentro desses eventos
históricos e aquilo que a gente deve
fazer no tempo presente. Então, não é
simplesmente um ou outro, se é figurado
ou se é literal. Algo pode ser
figurado, simbólico e ainda assim ter
uma certa correspondência histórica
concreta e real, né? Então, vale a pena
a gente se aprofundar nisso. Quem achar
interessante esse tema, a gente tem um
curso também aqui no canal da IBNW, que
é a teologia do livro do Apocalipse.
Vale a pena dar uma olhada lá, porque a
gente discorre com muito mais detalhe a
respeito
disso. promover aqui algumas perguntas
sobre eh tribulacionismo,
dispensacionalismo, eu vou deixar para o
nosso próximo encontro, porque é
exatamente um o assunto da nossa aula
que
vem. A Cíntia também lembrou aqui, ó,
tem uma pregação do Senhor no canal da
EBN sobre a passagem do rico e do Lázaro
que aborda esse tema. É muito
interessante. Recomendo que assista.
Excelente pregação. Eu lembro dessa
pregação também, C e fala pra gente
sobre a questão do inferno, em especial,
eh, de uma maneira bastante aprofundada
e equilibrada, tá? Não sei se alguém
encontrar exatamente o título ou o link
da pregação, pode colocar aí no chat que
se eu localizar eu coloco aqui para todo
mundo ver
também. Pergunta: Lázaro morreu duas
vezes? Sim, porque a ressurreição que
Jesus opera sobre Lázaro não foi ainda
sobre a segunda morte que todos nós
estávamos condenados a passar. foi sobre
a primeira morte, a morte desse corpo.
Se assim não fosse, não existiria tanta
necessidade de enfatizar e centralizar o
ensino da ressurreição de Jesus, como a
gente encontra nos Evangelhos e a gente
encontra em todo o ensino do Novo
Testamento. Por que que a ressurreição
de Jesus é tão importante? Porque ela é
de uma natureza, tem um significado e
tem os seus
efeitos muito diferentes daquilo que
acontece com a ressurreição de Lázaro.
Jesus tinha o poder e efetivamente
reverteu aquilo que foi o processo da
morte do corpo de Lázaro a partir da
doença que ele teve. Mas Jesus mesmo
precisou morrer e ressuscitar para
vencer a morte como sendo essa maldição
que recaiu sobre toda a criação a partir
do pecado de Adão. Essa segunda morte,
essa separação eh eterna de Deus é que
estava em vista na vitória que Jesus
conquistou.
As pessoas que morreram sem conhecer a
verdadeira palavra de Deus, como será
quando Jesus voltar? Bom, a gente
precisa fazer aqui uma distinção ou
procurar entender o que quer dizer
pessoas que morreram sem conhecer a
verdadeira palavra de Deus. A sua
pergunta, Sorai, é sobre as pessoas que
supostamente nunca tiveram uma
possibilidade de arrependimento porque
nunca ouviram a pregação do evangelho?
Essa é uma questão que a gente já
abordou em alguns momentos aqui no
Macários também. Dá uma olhadinha nas
aulas de soteriologia, mas como você é
uma aluna muito constante, eu acho que
você já passou por lá. Eu acho que a
pergunta é mais no sentido de as pessoas
que não se arrependeram, as pessoas que
não
eh não receberam o amor de Deus porque
se voltaram ou voltaram às costas para o
testemunho do Espírito Santo. Bom, o que
a gente compreende é essas pessoas
morrem e essas pessoas é muito curioso
que o apocalipse fala do ades e do
genena. A palavra inferno, como
traduzido nas nossas nas nossas bíblias,
na maioria das versões, eh está por trás
da palavra inferno a palavra grega
guena. É como se você tivesse o Ades e o
inferno como duas coisas diferentes. Não
tenho completa segurança que essa
interpretação que eu vou falar agora é o
que de fato acontece, mas eu vejo como
uma possibilidade coerente, que é alguns
dizem que o Ades é como se fosse esse
lugar para onde aqueles que morrem e não
estão em Cristo vão. As pessoas vão para
o Ades. já é um lugar de tormento e de
sofrimento, mas ainda não é o lugar
definitivo da condenação dessas pessoas.
Depois disso, a gente tem a narrativa do
texto do Apocalipse. Acho que também no
capítulo 20 falando que o Ades e a morte
são lançados no GENA, no inferno. Então
o inferno é que seria esse lugar da
condenação eterna daqueles que morrem
sem estar em Cristo Jesus. Esse é um
lugar onde a punição que está reservada
para essas pessoas é realizada. Tá bom?
Deixa eu ver aqui o que outras pessoas
estão colocando.
Ó, um argumento muito bom que a Laila
colocou aqui contra o sono da alma é o
seguinte: os santos no céu clamam pela
vingança do seu sangue. Na verdade,
Laila, clamam pela vingança dos outros
mártires que continuam a sofrer pelo
nome de Jesus. Até quando o Senhor não
vai vingar o sangue dessas pessoas? Por
isso não existe sono da alma. Estão
conscientes? E aí ela cita outros textos
bíblicos aqui. Muito bom. Obrigado,
Laila. Eu realmente não tinha pensado em
utilizar o clamor dos mártires em
Apocalipse 6 como fundamento para
combater essa compreensão equivocada do
sono da alma.
Eh, que mais que nós temos
aqui?
Hum, deixa eu ver.
Bom, o galardão descrito no Apocalipse
22:1 está inserido na escatologia
individual. Vamos recuperar o texto de
Apocalipse
22 12, que diz o seguinte: "Eis que
venho em breve, a minha recompensa está
comigo e eu retribuirei a cada um de
acordo com o que fez". Esse texto está
em pleno acordo com outros textos, Rute
e demais. Quando a gente olha para o
Sermão do Monte, várias
vezes a ideia de recompensa é citada
ali, em especial em Mateus, capítulo 6.
Quando você ajudar o necessitado, não
saiba sua mão direita o que faz a mão
esquerda.
Porque aqueles que fazem isso tocando
trombeta já receberam a recompensa. Mas
vocês que fazem isso em secreto não.
Você que busca Deus em oração em
secreto, recebe a recompensa de Deus que
o vem em secreto. Então, existe essa
ideia de que Deus que vem secreto
recompensa as pessoas que fazem isso não
para mostrar os outros, mas porque
autenticamente dependem da parte de Deus
e são graciosos da parte de Deus. Também
fala também em Mateus capítulo 5:
"Bem-aventurados serão vocês quando por
minha causa os perseguirem, os
insultarem e inventarem todo tipo de
calúnia contra vocês. Alegrem-se e
regozijem-se, porque grande é a
recompensa de vocês nos céus". Isso é um
ponto
importante, porque em muitos momentos a
gente é acanhado em tratar da realidade
de recompensa e de galardão, né?
galardão. Acho que é uma palavra mais
comum em traduções antigas, mas é
basicamente essa recompensa que nós
vamos receber a partir daquilo que
fizemos nessa vida na
eternidade. Eh, e isso está ligado em
vários textos com algo que nós fazemos
ou deixamos de fazer na vida desse
corpo. Por que é que isso é importante?
Porque existe uma motivação muito clara
na Bíblia em viver da forma como Jesus
nos orienta a viver, como Deus nos eh
convoca a viver, como tendo
consequências reais para toda a
eternidade. Existe consequências na vida
presente para nós que recebemos a bênção
de viver em fidelidade, em obediência.
Existe a consequência paraa vida dos
outros que são abençoados por isso e
existe essa consequência que nós vamos
receber na eternidade. Esse ensino é
repetido em várias partes do Novo
Testamento. Paulo também fala sobre essa
expectativa daquilo que ele vai receber
na vida por vir. Agora, ainda que seja
um ensino inequívoco, um ensino muito
seguro e sério, a gente não tem um
detalhamento sobre como esse galardão
vai ser dado, como essa recompensa nos
vai ser dada. A gente não sabe
exatamente o que é isso. A gente eh nos
é assegurado que é algo muito bom, é uma
recompensa, é algo muito mais valioso do
que aquilo que nós entregamos por meio
do nosso serviço, mas a gente não tem
muitas explicações sobre a natureza
dessa recompensa. Agora, o que é que não
faz sentido a gente pensar nessa ideia
de um acúmulo de capital celestial? A
gente faz porque a gente vai receber no
futuro. E se a gente não fizer no
presente, a gente vai ser pobre na vida
eterna. A gente vai est no céu, como
muitas pessoas costumam pensar,
eternidade simplesmente céu, não novos
céus e nova terra, mas vai ter uma
casinha. A gente vai viver na periferia
da eternidade. A gente não vai viver em
mansões celestiais, enquanto aquele que
viveu em fidelidade vai receber muito
mais do que nós que vivemos mais ou
menos vamos receber. Na minha cabeça,
isso não faz o menor sentido. Por quê?
Para todos que vão desfrutar dessa nova
criação, a nova criação é descrita como
um lugar de plenitude. Não vai existir
choro, não vai existir dor, não vai
existir morte. Apocalipse capítulo 21
versículo 4. Ou seja, nenhuma forma de
sofrimento. Então essa ideia de que eu
vou ter menos e eu vou me arrepender de
não ter feito tanto, porque o cara que
mora do meu lado tem muito mais, é uma
coisa pertinente para essa vida marcada
pelo pecado que a gente está inserido.
Então eu tenho certeza que as coisas que
nós fazemos agora vão gerar frutos paraa
eternidade. Essas recompensas existirão
na eternidade. Mas na minha cabeça faz
muito mais sentido de receber na
eternidade essa convicção de que tudo
aquilo que Deus está construindo na nova
criação, essa consciência, essa
clareza, foi feito a partir também da
minha própria ação, da minha própria
fidelidade. Não sou, não sou eu quem fez
a Nova Jerusalém descer. Não sou eu o
autor da redenção, mas Deus usou o meu
trabalho na missão e no trabalho dele de
redimir todas as coisas, de recriar
todas as coisas. Isso é um pouco assim
da minha forma de imaginar como é que
isso pode acontecer. Mas o que eu posso
falar claramente é o ensino está lá, ele
é seguro, mas nós não temos tanto
detalhamento sobre a natureza dessa
recompensa. Bom, pessoal, eu sei que tem
muitas outras coisas que a gente poderia
conversar aqui, mas nosso tempo já deu
pra aula não ficar gigante e a gente vai
parar por aqui e vamos voltar semana que
vem. Fiquem ligados, a gente tá
atualizando. Eu sei que ficou coisas
acumuladas das próximas das últimas
aulas em termo de questionário e leitura
complementar, mas a gente tá atualizando
tudo isso e para o fechamento do nosso
primeiro módulo, tá bom? Um forte abraço
a todos, um bom estudo para vocês que
vão seguir aí se aprofundando na
escatologia e a gente pede para você se
inscrever no canal, curte esse vídeo,
deixa algum comentário aqui para ajudar
a gente a divulgar tudo isso e volta
aqui. Domingo tem celebração online.
Semana que vem a gente continua com o
curso Macários e várias outras
programações. Forte abraço a todos. Bom
restante de semana. Ciao. Ciao.

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