Makários | Aula 26 | Como vai ser o milênio e o fim do mundo? | Módulo 1 | Ákilla Nascimento
30/05/2025
Makários | Aula 26 | Como vai ser o milênio e o fim do mundo? | Módulo 1 | Ákilla Nascimento
Aula 26 | Módulo 1
Curso de Teologia Makários
Como vai ser o milênio e o fim do mundo? (Teologia das Últimas Coisas)
Escatologia
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[Música] Olá, muito boa noite para quem já chegou aqui paraa nossa aula do curso de teologia Macários. É bom receber cada um de vocês. O pessoal vai chegando aí nos próximos minutos pra gente ter o nosso último encontro do primeiro módulo, do curso de teologia Macários. Para quem tá acompanhando desde o começo, sabe que esse é um curso estruturado em três partes, em três módulos. E para você que tá chegando agora, eu vou só explicar porque essa transição agora é importante. A gente teve o primeiro módulo com 26 aulas. Essa é a 26ª aula, eh estudando as principais questões da teologia cristã do ponto de vista sistemático, da teologia sistemática. E a gente vai, a partir da semana que vem começar o nosso módulo de Bíblia. a gente vai mudar a chave, vocês vão ver que os argumentos, a linguagem, as questões, o enfoque é muito diferente quando a gente olha um pouco mais pra exegese dos textos bíblicos, para uma perspectiva da teologia bíblica a respeito desses textos e consequentemente as perguntas que a gente faz e a gente responde em relação ao texto bíblico são muito diferentes. Claro que existe interseção, também seria muito estranho se não existisse com a teologia sistemática, mas o clima, as ferramentas, a argumentação é bem distinta. Então, desde já vou colocar aqui para vocês o convite para voltar semana que vem. O segundo ponto é essa aula aqui. A gente tinha sido, a gente tinha planejado desde o começo do nosso curso que Saião ia dar, ele deu a primeira aula, deu outras ao longo do módulo e ele iria concluir esse módulo com a aula de escatologia, falando em especial sobre milênio e tribulação. Mas para quem tá acompanhando as notícias que a gente falou na terça, que ele tem também tem compartilhado nas redes sociais, sabe que o nosso amigo teve um evento bastante delicado na sua saúde na última segunda-feira e por isso ele vai precisar de muitos cuidados no próximo dia, tá em condição estável, mas fazendo muitos exames, vai fazer uma cirurgia, então a gente vai precisar aguardar um pouco para esse retorno tão desejado aguardado da participação de Saião com a gente aqui no nosso curso teologia Macaros. Já que não tem Saião, vai do reserva, que é na tentativa de explicar e não confundir tando a cabeça de vocês a respeito desse assunto, tá bom? Ah, eu vou além da aula que eh vou ministrar aqui, eu vou compartilhar com vocês pela nossa plataforma uma pregação que Saão fez sobre esse assunto, falando em especial sobre milênio e tribulação em torno da explicação especificamente de Apocalipse capítulo 20. Então, tanto no material complementar, vou tentar disponibilizar o link já aqui para vocês eh durante a nossa aula, a gente vai também falar sobre esse tratamento que Saião deu ao tema e uma pregação antiga que ele fez aqui, não tão antiga assim, mas alguns anos aqui na Ibnu. Tá bom? Vamos lá para o nosso assunto de hoje, que é a nossa última aula a respeito das últimas coisas, a escatologia. A gente falou sobre a segunda vinda de Cristo e a gente já disse na aula anterior que os dois eventos principais do ponto de vista da escatologia individual que estão relacionados à segunda vinda de Cristo é o juízo final e a ressurreição. Falamos um pouco sobre ressurreição, não tanto os detalhes quanto eu gostaria na última aula, mas hoje eu vou ter que seguir aqui com a nossa conversa. Vou falar sobre o juízo final e vou dedicar um tempo um pouco maior para falar sobre milênio. Vou explicar de forma um pouco mais resumida as diferentes posições de tribulação, mas vou dedicar mais tempo e argumentos para explicar a respeito do milênio, tá bom? Então vamos lá para a nossa conversa de onde a gente parou, que é o juízo final. A segunda vinda, como a gente acabou de colocar, resultará nesse momento do grande julgamento final. E esse é um julgamento que costuma despertar no coração, na imaginação das pessoas, tanto pavor como também esperança. Depende do que você acredita que será o destino do indivíduo da sua própria vida, como também aquilo que vai acontecer com toda a criação a partir ou logo após esse momento do julgamento. Por isso, é muito importante perceber que o ensino da Bíblia sobre o julgamento final desperta reações diferentes nas pessoas. Primeiro ponto que a gente precisa perceber é esse é um evento futuro. O julgamento final ocorrerá em um momento ainda a ser experimentado na história. Claro que existem juízos de Deus que já aconteceram, que que já foram narrados na Bíblia, mas não foram esse momento que a Bíblia trata como o último julgamento, tribunal de Cristo, momento do dia do Senhor. Tem várias expressões que se relacionam com esse momento do juízo final. Alguns juízos que já aconteceram e foram narrados na Bíblia. Ainda no primeiro livro de Gênesis, no primeiro livro da Bíblia, o livro de Gênesis, a gente tem a narrativa do dilúvio, capítulo 6 e 7. Aquilo é uma narrativa sobre o juízo de Deus que caiu sobre a criação. A gente tem vários momentos em que a chegada do povo de Israel na terra de Canaã após a libertação do Egito é representado como um juízo de Deus para os povos que ocupavam aquela região e que haviam transbordado da paciência de Deus, tinham enchido a medida da maldade a ponto que a maldade, a paciência de Deus se esgota. E eles, o próprio Deus traz juízo por meio do povo de Israel para esses povos. A gente tem juízos mais individuais também no Novo Testamento. Lembra daquela história de Ananias e Safira que vendeu um campo e colocou o dinheiro diante dos apóstolos apresentando como se fosse todo o dinheiro da venda, mas eles estavam mentindo. E o texto de Atos fala que eles mentiram para o Espírito Santo. O que é que Deus faz? mata Ananias e Safira no ato. Então, a gente percebe também a presença de juízos individuais, juízos para a Terra como um todo, mas são todos juízos provisórios. É muito claro no Novo Testamento e também no Antigo o ensino de que um evento futuro e final de juízo ainda deve acontecer. Onde é que a gente vê isso? Em especial no Novo Testamento. Mateus, capítulo 11, versículo 24. Jesus faz uma alusão. Ele não explica muita coisa ali, mas ele faz uma alusão a isso quando ele fala sobre a cidade de Tiro e Sidom. Lembra que Tiro e Sidom viram muitos milagres? E o texto bíblico fala que eles não receberam a mensagem do Messias. E o que é que Jesus fala? Mas eu lhe afirmo, afirma para Tiro e Sidom, que no dia do juízo haverá menos rigor para Sodoma do que para você. Então Jesus está falando sobre esse momento do juízo final. Jesus também fala sobre o juízo futuro que ele executaria juntamente com a ressurreição. João capítulo 5 do versículo 27 até o 29, perdão, do versículo 27 até o 29, a gente tem o seguinte: "E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o filho do homem. Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz, a voz de Jesus, e sairão. Os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados. Então, a gente tem uma menção clara tanto do juízo quanto da ressurreição em João capítulo 5. Mateus 25 é um dos textos mais claros nesse assunto, porque do versículo 31 até o 46, Jesus dá uma longa explicação sobre eventos importantes que acontecerão nesse momento do juízo final. a separação de ovelhas e bodes, a separação daqueles que são seus e daqueles que serão condenados, o momento em que todas as nações comparecerão diante do seu próprio trono. Então, Mateus capítulo 25 é um texto muito importante pra gente entender juízo final do ponto de vista dos evangelhos, em especial dos evangelhos sinóticos. E o outro texto que a gente vai falar bastante no dia de hoje, na na nossa aula de hoje, é o texto de Apocalipse, capítulo 20, do versículo 11 até o versículo 15, que diz o seguinte, Apocalipse 20, versículo 11 em diante. Ah, diz assim: "Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava sentado. A terra e o céu fugiram da sua presença e não se encontrou lugar para eles. Vi também os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono. E livros foram abertos. Outro livro foi aberto, o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros. O entregou os mortos que nele havia, e a morte e o ades entregaram os mortos que neles havia. E cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito. Então, a morte e o ades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Aqueles cujos nomes não foram encontrados no livro da vida, foram lançados no lago de fogo. Então, a gente percebe aqui claramente que esse é um evento que ainda vai acontecer. O segundo ponto, como aparece aí para vocês na ilustração, na aula passada eu falei em vários momentos como você vê aí na pirâmide, no slide e tal, e não tava aparecendo slide nenhum, só percebi lá pro final da aula. Mas hoje tô voltando aqui pro vídeo para para conferir que tá aparecendo. O segundo ponto importante é perceber que Jesus é retratado na sua segunda vinda como um juiz. Jesus fala de si mesmo sentado num trono glorioso e julgando todas as nações. Onde é que a gente vê isso de maneira mais específica? Em Mateus capítulo 25 do versículo 31 ao 33. Quando o filho do homem vier em sua glória com todos os anjos, assentar-seá em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos bodes e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então, essa representação do próprio Jesus falando que se assentaria num trono para separar as ovelhas dos bodes é claramente um sinal, um símbolo para a sua função como juiz. Mas muitos outros textos falam assim. Hebreus 12:23 fala que Deus fala em Deus. E em Hebreus Deus é uma referência direta ao pai. Fala que o pai é aquele que tem o direito de julgar. Mas fica claro em outras passagens que o Pai entrega a autoridade do juízo ao Filho. Por exemplo, João 5, no versículo 22 e pula um pouquinho no 26 e 27. Diz assim: "Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo o julgamento ao Filho, pois da mesma forma como o pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao filho ter vida em si mesmo e deu-lhe autoridade para julgar. porque é o filho do homem. Então, o direito de julgar é do pai, que entrega ao filho e irá realizar esse ato de julgamento final. E Paulo também em segunda Coríntios, capítulo 5, versículo 10, fala o seguinte: "Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo, quer sejam boas, quer sejam más." A partir dessa expressão tribunal de Cristo, primeiro a gente precisa perceber que o tribunal é presidido pelo próprio Cristo, o juízo executado por Jesus. Mas algumas pessoas têm a percepção que haverá mais de um juízo, como se houvesse o tribunal de Cristo e o juízo de Deus. Mas na verdade o que a gente percebe na imagem geral descrita pelo Novo Testamento é a ideia de que o Pai entregou a Cristo o direito de julgar sobre os vivos e os mortos. E isso quer dizer que o único tribunal, o único juízo que existirá nesse sentido do juízo sobre o que cada um fez com a sua vida é realizado exclusivamente por Jesus. Tá bom? Um outro ponto importante é a gente pensar sobre os objetos do julgamento. Quem é que vai ser salvo basicamente? E a resposta é muito clara. Todos passaremos pelo tribunal. Onde é que a gente vê isso? Mateus 25, 32 e 33, que a gente já leu. Mas só para relembrar, todas as nações serão reunidas diante dele e ele separará umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos bodes e colocará as ovelhas à sua direita. e os bodes à sua esquerda. Talvez lendo esse texto você pense que Jesus está falando de etnias, de nações, de povos. E por isso não dá para extrair desse texto a compreensão de que todo mundo vai ser julgado. Mas quando a gente olha para outros textos, a gente percebe que a imagem vai ficando um pouco mais completa. A gente já leu o texto de Segunda Coríntios 5:10. E ele fala o quê? Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo. Aqui Paulo é mais explícito também em Romanos capítulo 14 existe essa palavra direta de Jesus. Portanto, você ou de Paulo, perdão. Portanto, você por que julga seu irmão? E por que despreza seu irmão? Pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus. Veja então que Paulo tem facilidade de usar dois nomes ou expressões diferentes para falar do mesmo evento. Em Romanos 4:10, ele fala do tribunal de Deus. Já em segunda Coríntios 5:10, ele fala do tribunal de Cristo, fazendo referência ao mesmo ato de de juízo. É interessante isso aqui fugiu assim um pouco da minha leitura nos primeiros momentos que eu me deparei com essa questão, que até os anjos são colocados como objetos desse julgamento, mais especificamente os anjos caídos. Onde é que a gente encontra palavra sobre isso? Lá em segunda Pedro 2, 4 e 5. Pois Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os lançou no inferno, prendendo-os em abismos tenebrosos, a fim de serem reservados para o juízo. Judas, que tem um capítulozinho, no versículo 6, fala o seguinte: "E quanto, obviamente que Judas Iscariotes, vale lembrar que existe um livro no Novo Testamento que se chama Judas, outro Judas fala o seguinte: "Quanto aos anjos que não conservaram suas posições de autoridade, mas abandonaram sua própria morada, ele os tem guardado em trevas, presos com correntes eternas para o juízo do grande dia." Agora você pode se perguntar, se está reservado aos anjos caídos serem julgados, e obviamente aqui julgado é sinônimo de condenado. O que é que vai acontecer com os anjos bons? Eles têm relação com o juízo? Sim, mas não porque eles passarão pelo julgamento, mas porque eles desempenharão função durante o julgamento final. Mateus, capítulo 13, versículo 41. O filho do homem enviará os seus anjos, e eles tirarão do seu reino tudo o que faz tropeçar e todos os que praticam o mal. Então, os anjos possuirão essa função de fazer separação entre aquilo que é mau e aquilo que é bom e aqueles que são maus e aqueles que foram justificados por Cristo. Se a gente já falou tanto do evento futuro, Jesus como juiz, Tribunal Universal, também dos objetos do julgamento, agora a gente precisa falar um pouquinho sobre a base do julgamento. E aqui vale um pouquinho de atenção, em especial para o argumento final. Todos aqueles que comparecerem no julgamento, ou seja, todas as pessoas serão julgadas de acordo com a sua vida terrena. Como a gente já viu e já citou duas vezes, o texto de Segunda Coríntios 5:10 enfatiza esse aspecto das obras. Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo para que cada um receba de acordo com as obras praticadas por meio do corpo. A importância desse corpo que hoje temos é muito grande. E aí ele complementa quer sejam obras boas, quer sejam más. Algo semelhante é afirmado não só em Paulo, mas também na palavra de Jesus em João capítulo 5 versículo 29, que a gente já leu. E aí você vai fazer a seguinte pergunta: É, mas nós somos cristãos? Nós somos cristãos protestantes que temos enfatizado a doutrina da justificação pela fé desde o século X, que temos levantado como uma das bandeiras mais importantes do nosso do nosso anúncio, que a salvação vem por meio da graça. E nós somos salvos pela graça mediante a fé. Isso não vem de obras para que ninguém se glorie. Isso tá lá em Efésios capítulo 2, um dos textos mais lembrados nessa discussão de fé versus obras. E aí a gente pode enfrentar uma aparente contradição com a salvação que vem pela graça mediante a fé e o juízo que será realizado baseado nas obras. Como é que a gente pode pensar com equilíbrio nessa questão? Sem necessariamente dizer que o próprio Paulo deve ser acusado de uma contradição latente, de uma contradição evidente. Será que Paulo não era inteligente suficiente para saber que ele acabou de dizer outra coisa? Eu acho que esse é um caminho bastante duvidoso, completamente insustentável diante da profundidade dos escritos de Paulo, da sua teologia, da explicação que ele dá sobre esses assuntos. tem uma outra forma de explicar esse fenômeno, que é a conciliação. Ela vem pelo fato de que sem fé é impossível realizar as obras que o próprio Cristo nos indica, que são boas obras. Boa obra é fazer a vontade do Pai que envia o Filho. E sem fé é impossível agradar a Deus. A compreensão básica, no fim das contas, é que a boa obra só é possível por meio da fé e a fé vem pela graça de Deus. A gente não quer dizer com isso que as pessoas que não têm fé em Cristo não possam realizar nada que não tenha um impacto positivo sobre as outras pessoas. Mas não é isso que Cristo está classificando como boas obras, que Paulo está classificando como boas obras, que o Novo Testamento está tratando como boas obras. Mas boas obras está na categoria maior desse testemunho do reino de Deus que chega por meio da pessoa de Jesus. Então, dar o pão ao necessitado é sempre algo bom. Isso agrada a Deus. E isso é algo bom, inclusive quando é feito por crentes e descrentes. Com certeza é, mas dar o pão não é suficiente para realizar aquilo que Cristo chama de boas obras, que é manifestar a misericórdia de Deus que chega pelo pão, mas que chega para suprir a maior necessidade do ser humano, que é ser liberto do pecado. E ao seu liberto do pecado, esse sujeito deve desfrutar da plenitude de vida, da plenitude das suas necessidades materiais, de saúde, de segurança, de relacionamento, de cuidado. Tudo isso está envolvido no evangelho. Mas a questão é que a boa obra está centralizado nesse anúncio e manifestação do reino de Deus, que é impossível de ser feito a parte da pessoa de Jesus. Então, a gente tem essa forma de compreender o ensino de Paulo e também de compreender o ensino de Paulo à luz de outros textos que não são tão fáceis de conciliar como os textos de Thago. E aí outra pergunta que você vai se fazer é: beleza, e quem não conhece a vontade de Deus, como ela está revelada nas escrituras? Os textos ou em especial o texto que eu vou citar mais claro que trata sobre esse assunto ressalta que o padrão segundo o qual serão avaliados, todos nós seremos avaliados é a partir daquilo que é a vontade que Deus revelou a cada um. Nem todo mundo teve acesso ao mesmo conhecimento ou ao mesmo nível de especificidade, profundidade, de extensão da revelação da pessoa de Deus. Mas todos tiveram algum acesso à vontade de Deus e por isso todos serão julgados a partir do conhecimento da vontade de Deus que tiveram acesso. Onde é que a gente vê esse princípio eh enunciado? Romanos, capítulo 2, versículo 12. Todo aquele que pecar sem lei, sem a lei, também perecerá. E todo aquele que pecar sobre a lei, pela lei, será julgado. Ali no capítulo dois, Paulo aprofunda um pouco mais esse julgamento, esse argumento, perdão. Eu convido você a voltar para esse capítulo para entender um pouquinho melhor a questão. Próximo ponto, a irreversibilidade do julgamento. E aqui a gente vai ser bem breve. Uma vez concluído, o julgamento será permanente e irrevogável. Não há indício de que o veredito possa ser mudado. Nenhum texto nos dá a entender que as pessoas que estão no inferno podem passar para a nova criação, novo céu e a nova terra, ou o inverso. Pelo contrário, a única parábola que é a parábola do rico e de Lázaro, nos dá a entender que essa comunicação é impossível, quanto mais a mudança dessa condição. Um outro texto importante é Mateus 25:46, o texto que a gente já citou sobre juízo final. Ao concluir o seu ensino sobre o julgamento final, Jesus disse que os que estiverem à sua esquerda irão para o castigo eterno, mas os justos para a vida eterna. Então a própria qualificação da condição nos dá essa compreensão de uma de um de um caráter irrevogável. Aqueles que vão para o castigo vão para o castigo eterno. Aqueles que vão para a vida, vão para a vida eterna. Agora, como é que vai ser esse período no inferno? E como é que vai ser esse período na nova criação, novo céu e na nova terra? Sobre a nova criação, o texto mais detalhado que a gente tem sobre isso é Apocalipse capítulo 21 e 22. um texto maravilhoso, riquíssimo na sua descrição daquilo que é o desejo e o plano de Deus para criação desde o começo da criação, mas que também não responde curiosidades pra gente. Será que a gente vai, como foi perguntado na aula passada, comer carne ou não? Isso não é muito eh importante para o texto bíblico. Será que a gente vai lembrar de todas as coisas? me parece coerente, mas isso também não é discutido nesse texto em especial, mas tem outras questões que são muito importantes e discutidas ali. Agora, sobre o inferno, a gente já falou que tem uma pregação eh do Saião sobre essa realidade do inferno. Eh, e eu acho que foi na nossa antepenúltima aula que colocaram esse link aqui. Se alguém puder acessar novamente, eu não separei com antecedência que ele trata sobre isso e ajuda muito a entender que é, nós temos várias referências ao inferno, mas nós não temos muitas descrições de como é que será a realidade das pessoas que estarão lá. É claro que é um lugar de punição, é claro que é um lugar de sofrimento, é claro que é o ponto de separação entre as criaturas que rejeitaram a presença de Deus e o próprio Deus. É como se no argumento de Paulo Deus tivesse entregado essas pessoas aos desejos que elas nutriram no seu coração, que era viver completamente separado do criador. E também é muito claro que essa é uma condição irreversível, não dá para mudar. Mas tem uma discussão teológica que é esse será um sofrimento consciente eterno. As pessoas estarão para sempre queimando no seu corpo, sendo atormentados no seu corpo sem nunca ter fim a esse sofrimento no inferno. O fato é que isso não é amplamente discutido no Novo Testamento como muitas pessoas gostariam. a gente não tem esse tipo de descrição. Por isso, a gente também não deve ter segurança que é essa imagem que deve prevalecer. Quando existe uma uma descrição de eternidade sobre esse lugar do juízo final, o que é falado é que o lugar existe eternamente, é que Satanás estará preso lá eternamente. É que o fogo que queima lá, queima lá nunca se apagará. Mas o fato de que as pessoas permanecerão lá por toda a eternidade conscientemente sofrendo, é uma coisa que tem a ver com outras fontes, mas que a gente não tem nenhuma afirmação, nenhuma negação no texto bíblico, tá bom? E aí a gente vai passar agora para o ponto central da nossa aula de hoje. Ainda que o juízo final seja também muito importante, a gente conecta mais com o assunto da nossa aula anterior. Sobre o milênio. Na teologia cristã, ao longo dos anos, tem existido uma discussão considerável acerca dessa relação cronológica entre a segunda vinda de Cristo e alguns outros eventos, como por exemplo, o milênio e a tribulação. A discussão em torno eh desses eventos está justamente sobre esses dois pontos. Primeiro, vai existir um milênio, um reinado terreno de Jesus Cristo? E caso sim, a segunda vinda ocorrerá antes ou depois desse reinado. A ideia de que haverá um reinado terreno de Cristo é denominada de amilenismo. A ideia de que não vai existir um reino terreno. O ensino de que a volta de Cristo vai inaugurar um milênio é denominado de pré-milenismo. Quanto a crença de que a segunda vinda vai encerrar o milênio, é o que a gente chama de pós-milenismo. Fique calmo que eu vou explicar com um pouco mais de calma, de detalhe para não confundir esses termos também na nossa cabeça. Uma segunda discussão, Cristo vai remover a igreja do mundo antes da grande tribulação, esse é o pré-tribulacionismo. ou ele se voltará ou ele só voltará após a grande tribulação. Esse é o pós-bulacionismo. Esta segunda pergunta é encontrada principalmente no pré-milenismo. A gente vai examinar a agora essas principais concepções milenistas e depois eu vou falar muito brevemente sobre as concepções tribulacionistas, tá? Então sobre milênio, a gente tem essas três posições que você vê na tela. amilenismo, pré-milenismo e pós-milenismo. Eu vou começar de baixo para cima na imagem que você tá vendo aí. O que que é o pós-milenismo? O pós-milenismo baseia-se na crença de que a pregação do evangelho vai ser tão bem-sucedida que o mundo todo vai se converter em um dado momento da história. Não é que todas as pessoas que já morreram morreram de forma convertida, ainda que secreta, não é isso? Mas é que a igreja vai se tornando cada vez mais bem-sucedida na sua missão de evangelização, que em um dado momento da história, todas as pessoas vivas naquele momento vai se converter. O reinado de Cristo que se localiza no coração das pessoas será completo e universal. Consequência desse reinado completo universal é que a paz prevalecerá sobre a terra e o mal será virtualmente banido da criação. Então, quando o evangelho tiver produzido todo o efeito que ele pode produzir, Cristo vai retornar. É esse o momento da segunda vinda de Cristo. Basicamente, o que a gente tem aqui é uma posição muito otimista a respeito da história, da missão da igreja e do momento do retorno de Cristo. O pós-milenismo foi mais popular nos períodos em que a igreja parecia estar obtendo sucesso em sua tarefa de ganhar o mundo, ainda que não seja uma posição muito nova. Por exemplo, a gente tem a proposta do pós-milenismo no século por Ticônio e pelo famoso Agostinho de Ipona, que adotou essa posição e popularizou essa posição. Agora, essa posição ganhou muito, muito espaço a partir do final do século XIX. Por quê? Esse foi um período de grande eficiência nas missões mundiais e também houve um grande progresso nas eh condições sociais de muitos lugares do globo, porque existiu progresso da ciência, tratamento para doenças que eram incuráveis, houve uma perspectiva muito otimista a respeito da história. Isso a gente percebe até no começo do século XX. Por isso que as duas grandes guerras foram, no século XX, um banho de água fria para essas pessoas que nutriam uma perspectiva muito positiva sobre a história. Era quase como se a gente tivesse chegando no fim da história, porque todos os problemas seriam resolvidos e isso se infiltrou nos posicionamentos teológicos mais populares da época. Ah, uma consequência dessa posição pós-milenista é pressupor que o mundo logo seria alcançado para Cristo. De onde é que as pessoas tiraram essa compreensão no texto bíblico? A gente tem, obviamente que interpretações particulares, mas interpretações do Salmo 47, Salmo 72, o Salmo 100. Isaías capítulo 45 do 22 ao 25 e Oséias 2:23 são algumas das passagens que deixam claro e isso ninguém discute, que todas as nações vão se aproximar de Deus no momento em que Deus determinar essa eh esse ponto final da história. Além disso, Jesus disse em muitas ocasiões que o evangelho seria pregado universalmente antes de sua segunda vinda. O evangelho vai ser pregado em todas as nações e então virá o fim, como tá lá em Mateus, capítulo 24, versículo 14. E uma vez que a grande comissão deve ser cumprida sob a autoridade de Jesus, como a gente vê no finalzinho de Mateus, Mateus capítulo 28, do 18 até o 20, então se é Jesus que tá na frente desse negócio, se é Jesus que tá na frente desse barco, é porque necessariamente a missão será completamente bem-sucedida. e bem-sucedida aqui, quer dizer que todas as pessoas vão acreditar na mensagem do evangelho. Então, na compreensão pós-milenista, o milênio começa a partir da primeira vinda de Jesus, perdão, a partir da primeira vinda de Jesus está se desenvolvendo ao longo da história, inclusive no tempo presente. vai gerar um momento muito próspero, pacífico e positivo na história até o momento em que a nossa missão estará completa e o retorno de Jesus marcará o fim do milênio, tá? No pensamento país iluminista, o reino de Deus é entendido como uma realidade presente aqui e agora, não como um domínio celestial futuro. As parábolas de Jesus em Mateus capítulo 13 nos dão uma ideia da natureza desse reino. E você vai lembrar que uma parábola que tá lá nesse capítulo é a do fermento e a outra é a do grão de mostarda. Então, o reino de Deus é como esse fermento que vai se propagando gradualmente, mas com certeza, ainda que lentamente e imperceptível pra maioria das pessoas, vai se propagando pelo todo, vai dominando todas as coisas. Esse reino, então, conforme a interpretação pós-milenista, tem duas características. A sua difusão será extensiva, ou seja, vai se difundir pelo mundo todo e vai ser intensiva, vai se tornar dominante sobre todos os poderes da Terra. O progresso, os pós-milenistas afirmam, não é necessariamente uniforme. Aliás, a vinda do reino pode muito bem ser precedida de uma série de crises. Não é que a história vai ser um crescendo contínuo. Vai ser um crescendo porque no fim das contas vai estar tudo muito bem e muito melhor do que nós temos hoje, mas no meio do caminho podem ter muitas variações desse progresso. Na concepção pós-milenista, o milênio vai ser um período extenso, mas não necessariamente de 1000 anos literais. Aliás, a concepção pós-milenista do milênio é muito pouco calcada, baseada no texto que cita o milênio, que é Apocalipse Calvic capítulo 20, que é justamente o texto que menciona não só o milênio, mas também as duas ressurreições. Ela se fundamenta muito mais nesses outros textos bíblicos que eu mencionei. O próprio fato da vinda do reino ser gradual dificulta muito na concepção pós-milenista o cálculo da duração do milênio. Então, já que os 1000 anos não são literais, já que isso começou na primeira vinda de Jesus, exatamente quando é que vai acabar? Não tem como saber porque é algo de duração simbólica, não dá para compreender um aspecto essencial que distingue o pós-milenismo das outras concepções milenistas que a gente vai conversar já já, é que os pós-milenistas esperam que as condições da história melhorem e não piorem antes do retorno de Cristo. Você já conversou com cristãos que tem como um pressuposto nunca questionado, nunca avaliado de que as coisas estão piorando, vão piorar muito mais e a Bíblia disse que isso iria acontecer? Pois é, essa não é a compreensão pós-milenista. compreensão pós-milenista. Aqui pode ter momentos muito ruins da história, mas de forma geral as coisas vão melhorar ao longo do tempo. O progresso dessa visão foi muito modesto durante o século XX, foi muito pequeno, justamente por conta do choque das grandes guerras mundiais e também da ameaça de destruição global, pelo menos da destruição da maior parte das formas de vida com uma espécie de holocausto nuclear que não aconteceu, pelo menos não aconteceu ainda, mas que trouxe profunda angústia nas pessoas durante a segunda metade do século 20. E isso mais uma vez está refletido na teologia. Isso é interessante, pessoal, perceber como a teologia é sempre filha do seu tempo. Os movimentos da história, o movimento no qual os teólogos estão envolvidos acabam sendo refletidas na forma como essas pessoas leem o texto bíblico. E isso é inevitável, ainda que a gente precise ter cuidado para não condicionar excessivamente a nossa interpretação do texto à luz. das circunstâncias que nós estamos, nós também não podemos ler o texto desvinculado dos dilemas e dos problemas que a gente tá enfrentando agora. Então, o que a gente percebe a respeito do pós-milenismo é que essa posição não tem persuadido um grande número de teólogos, pastores e leigos no tempo presente. Tá? Essa é a primeira posição a respeito do milênio que a gente explorou. Segunda, pré-milenismo. Aqui a gente vai gastar um pouquinho mais de tempo. O pré-milenismo acredita no conceito de um reinado terreno de Jesus Cristo e um reinado com duração de cerca de 1000 anos ou pelo menos um período substancial de tempo, ainda que não seja 1000 anos, não sejam 1000 anos literais. Diferentemente do pós-milenismo, o pré-milenismo entende que Cristo vai estar fisicamente presente durante esse tempo. Crê também que Jesus vai retornar de forma pessoal e física a fim de iniciar o milênio. Então, a presença de Jesus não é simbólica nesse sentido de dizer que Jesus vai estar aqui, mas na verdade é a sua igreja que vai estar aqui. Não é a ideia de que Jesus, que ascendeu aos céus, vai retornar pessoal e fisicamente à Terra para estabelecer esse milênio sobre a Terra num período histórico futuro bem definido. Sendo assim, o milênio, na perspectiva pré-milenista não é algo que começou com a primeira vinda de Cristo, não. Ele ainda vai começar a partir da segunda volta de Cristo. É provável que o pré-milenismo tenha sido a compreensão ou a concepção dominante nos três primeiros séculos da igreja. Como é que a gente sabe disso? Porque a gente tem um relato de alguns dos pais da igreja que trazem essa interpretação nos seus escritos. alguns exemplos, Irineu, Justino Marte e outros pais da igreja que registram essa leitura e interpretação do texto de Apocalipse, capítulo 20. O milênio, nessa compreensão, seria um tempo de grande eh plenitude, de grande fertilidade. A renovação da Terra seria completa e é importante, haveria a reconstrução de uma Jerusalém. glorificada, uma Jerusalém do ponto de vista físico, a cidade seria o centro desse reino. Eh, na Idade Média, o pré-milenismo foi se tornando muito raro. Ainda que a gente encontre essa posição nos pais da igreja, a partir do século 4 em diante, a gente vê um declínio na aceitação dessa compreensão. Em meados do século XIX, no entanto, o pré-milenismo começou a se tornar bem mais popular, em especial nos círculos conservadores. Quando a gente fala dos círculos conservadores, a gente tá querendo dizer que existiam também os círculos liberais, uma forma de ler a Bíblia que utilizava metodologias muito diferentes e que já não conservavam mais a posição que a igreja manteve ao longo dos seus praticamente 2000 anos. até chegar esse momento do surgimento de posições mais liberais. Em parte, esse aumento do prém-milenismo, dessa retomada do prémilenismo a partir do século XIX, acontece pelo fato de que os liberais, embora adotassem uma concepção milenista, mas uma concepção mais pós-milenista do que pré-milenista, esse tipo de posicionamento gerou uma reação muito forte nos conservadores, que é se você liberal é pós-milenista, então Eu não posso ser pós-milenista porque eu sou antiliberal. Eh, mas você é pré-pósmilenista, enfim, eu sou o que o liberal não for. Então, se o liberal é pós-milenista, eu sou pré-milenista. Em parte, esse esse acirramento de posicionamentos entre conservadores liberais explica um pouco do ressurgimento do pré-milenismo a partir do século XIX. Também cresce a partir desse período, a popularidade do sistema dispensacionalista de interpretação e escatologia, eh, que acontece a partir do momento também que o pós-milenismo vai perdendo força. A gente não falou que no século XX o pós-milenismo foi perdendo adeptos por por conta dos importantes eventos eh sociais globais que aconteceram nesse século. Então, muitas dessas pessoas mudaram o seu posicionamento para uma compreensão mais pré-milenista. O que que é dispensacionalismo? Calma que eu vou explicar um pouco mais na frente. Essa concepção pré-milenista possui um número considerável de adeptos entre batistas. Nem todo Batista é pré-milenista, mas muitos batistas são. Tem muito Batista que nem se interessa muito nessas questões, mas em especial entre os batistas conservadores. Os pentecostais, via de regra, são pré-milenistas. Ah, e também algumas igrejas fundamentalistas independentes adotam essa posição. Qual é o texto mais importante para fundamentar o posicionamento pré-milenista? Apocalipse capítulo 20 versículos 4 até o 6. Vi tronos em que se assentaram aqueles a quem havia sido dada autoridade para julgar. Vi as almas dos que foram decaptados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus. Eles não tinham adorado a besta, nem a sua imagem, e não tinham recebido a sua marca na testa, nem nas mãos. Eles ressuscitaram e reinaram com Cristo durante 1000 anos. O restante dos mortos não voltou a viver até se completarem os 1000 anos. Esta é a primeira ressurreição. Felizes e santos os que participam da primeira ressurreição. A segunda morte não tem poder sobre eles. Serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com ele durante 1000 anos. Esse é o único texto bíblico que fala sobre milênio, pelo menos de forma explícita. Apocalipse capítulo 20 versículos 4 a 6. Os pré-milenistas observam que aqui estão as provas de um período de 1000 anos e duas ressurreições, uma no início do milênio e outra no fim do milênio ou após o milênio. Os pré-milenistas insistem numa interpretação literal dessa passagem. Também é importante observar a natureza do milênio, como é que será esse milênio. Embora os pós-milenistas pensem que o milênio esteja sendo instalado gradualmente, talvez de uma forma quase que imperceptível, os pós-milenistas imaginam que esse vai ser um evento repentino, vão ser eventos cataclísmicos que vão dar início ao período do milênio. Na concepção pré-milenista, o governo de Jesus Cristo será completo desde o início do milênio. Então, começa a fazer a comparação para o pós-milenista. Já começou lá atrás com Jesus inaugurando o reino de Deus. Existe o reino de Deus. O milênio já começou, mas ele ainda não chegou na sua amplitude final. Já para o pré-milenista vai ser zero ou um, preto ou branco. Quando começar o milênio, toda a paz que é prometida para o milênio, de acordo com o texto Apocalipse capítulo 20, vai se estabelecer no dia 1 e vai seguir até o fim desse período de 1000 anos. Nesse momento, o mal estará completamente eliminado da criação. De acordo com o pré-milenismo. Portanto, o milênio não será uma extensão das tendências que já atuam no mundo. O que é que vai acontecer nesse período? Vai haver país mundial, vai haver harmonia universal entre os povos. E essa harmonia não vai ficar restrita aos seres humanos, porque a natureza, como coloca Romanos capítulo 8, geme, está aguentando as angústias, eh, aguardando a redenção dos filhos de Deus, justamente para ser libertada da maldição que ela foi submetida durante a queda. Então esse é um momento de fato muito importante para os prémenilenistas, que é a ideia de que todas essas promessas sobre paz mundial, harmonia entre os povos, o estabelecimento da libertação da criação vai acontecer durante o milênio. Embora a natureza exata desse reinado, exatamente qual vai ser o nosso papel, não seja detalhado em Apocalipse 20 ou qualquer outro texto, nós vemos que o milênium é uma espécie de prêmio por nossa fidelidade em participar com Jesus, com ele no momento da sua glória. uma abordagem pré-milenista específica é aquela que a gente já mencionou, o dispensacionalismo. O dispensacionalismo merece uma atençãozinha especial. Por quê? Ele é muito recente na história, mas devido à sua influência crescente em correntes teológicas ortodoxas, a gente precisa reconhecer quais são os seus argumentos e compreender como é que esse grupo pensa. Os dispensacionalistas costumam entender que o sistema deles é primeiro e acima de tudo um método de interpretação das escrituras. E isso é muito importante, pessoal. Por que é importante? Porque é como se o evento do milênio e o evento das outras dispensações formassem o critério ou os critérios mais básicos e fundamentais de interpretação de toda a Bíblia. Então, compreender quais são essas dispensações permitirá você a interpretar adequadamente cada um dos textos bíblicos que se encaixam em momentos diferentes da história que é dividida em várias dispensações. Na sua essência, essa convicção diz que as escrituras devem ser interpretadas de forma literal, sem simbolismo. Isso não significa, obviamente, que as passagens metafóricas devam ser entendidas literalmente, mas é a ideia de que o significado simples, direto, literal, preto no branco, se esse significado faz sentido, então não se deve procurar outro significado simbólico nesses textos, seja Apocalipse ou seja qualquer outro texto da Bíblia. Em parte, isso significa que a profecia, em especial as profecias que não foram cumpridas ainda, que vão se cumprir sobre o fim dos tempos, devem ser interpretadas de modo muito literal e muitas vezes com uma dose considerável de detalhes. Uma característica dos dispensacionalistas é ter uma cronologia muito detalhada e muito determinada sobre as dispensações que já aconteceram e a dispensação ou tempo que marcará esse momento do fim. Especificamente, outro ponto também fundamental para compreender o comportamento, a interpretação, a compreensão, perdão, dos dispensacionalistas, é que Israel é sempre compreendido no Antigo e no Novo Testamento. No Antigo é óbvio, mas no Novo tem mais discussão. Israel é sempre compreendido como uma referência ao Israel como nação ou etnia, mas não como igreja. Israel e igreja são duas coisas completamente diferentes nos textos do Novo Testamento que mencionam explicitamente o nome de Israel. O dispensacionalismo encontra na Bíblia provas de uma série de dispensações sobre as quais eh Deus tem conduzido o mundo. Antes de falar sobre as dispensações, eu vou voltar para essa questão da distinção entre a igreja e Israel. Todo dispensecionalista acredita que Israel e a igreja são duas coisas completamente diferentes. Mas nem todo mundo que crê que a igreja e Israel são duas coisas completamente diferentes é dispensacionalista. Tem muitas pessoas que acreditam nessa distinção na interpretação dos textos bíblicos que falam sobre igreja e Israel, mas que não concorda com o restante do esquema de interpretação e compreensão das profecias escatológicas, conforme a descrição dispensacionalista. Tá fechado esse parêntese. Vamos voltar aqui para as dispensações. O que é a ou o que são as dispensações? São esses períodos eh em que Deus adota uma postura ou um plano diferente para a história da humanidade. Na verdade é o mesmo plano, mas com fases diferentes. E daí vem a ideia de dispensações diferentes com as quais Deus tem conduzido a história da humanidade, a história de toda a criação. Essas dispensações são estágios sucessivos na revelação divina dos seus propósitos. Há alguma discordância entre os dispensacionalistas de quantas dispensações ocorreram e vão acontecer ao longo da história? Mas de maneira geral, essas pessoas acreditam que existe sete momentos bem definidos da história. Eh, e que o momento do milênio é um desses momentos, é uma dessas dispensações que nós não estamos vivendo agora, certo? Então, já explicamos um pouco sobre pós-milenistas, pré-milenistas e agora a gente vai falar por fim dos amilenistas. Bom, o que que é o amilenismo? Literalmente, amilenismo é a ideia de que não vai existir um milênio do ponto de vista literal, um eh milênio marcado por um domínio terreno de Jesus. não vai existir durante toda a história até o momento da segunda vinda de Jesus ou depois da segunda vinda de Jesus, um momento de domínio terreno de Jesus que acontece em outro momento eh da segunda vinda, que acontece antes do juízo final. Eh, essas coisas, segunda vinda, juízo final, tudo isso acontece no mesmo momento histórico. O grande julgamento final virá imediatamente depois da segunda vinda e resultará de pronto, imediatamente nos estados finais dos justos e dos ímpios. Então, para o amilenismo, o milênio é um símbolo da vitória completa de Cristo sobre Satanás. e daquilo que é o desfrutar perfeito dos santos no céu. Então, de certa forma, não vai existir um momento específico para o milênio, porque o milênio não é uma indicação de período da história, mas sim de símbolo da vitória de Jesus contra o mal. Ao lidar com a passagem muito difícil de ser eh compreendida, interpretada, que é Apocalipse, capítulo 20, dos versículos 4 a 6, que a gente já leu aqui, os amilenistas têm apresentado uma grande variedade de explicações. Nem sempre é muito fácil distinguir o amilenismo do pós-milenismo, já aqui tem muita coisa em comum, tem muita interseção entre esses dois conjuntos. O que as duas concepções têm em comum é que elas creem que os 1000 anos de Apocalipse 20 deve ser entendido de forma simbólica. As duas posições, pós-milenismo e amilenismo, muitas vezes sustentam que o milênio é a era da igreja. O que é a era da igreja? É todo período compreendido entre a primeira e a segunda vinda de Jesus. Por que que a gente chama a era da igreja? Porque é o período em que a igreja dirigida pelo Espírito Santo, capacitada pelo Espírito Santo, tem manifestado e anunciado o reino de Deus a todos os povos da terra ou aos povos da terra que já alcançou e que ela ainda deve alcançar. Então é esse período de expansão da igreja para as duas correntes pós-milenismo e amilenismo. A o milênio está fazendo referência a esse período da era da igreja. Onde é que essas coisas, essas duas correntes divergem? A divergência está em que os pós-milenistas, ao contrário dos amilenistas, sustentam que o milênio abrange um reino terreno de Cristo. Esse é o ponto fundamental. após milenismo, as coisas aqui vão melhorar tanto que vai chegar um momento em que a terra será dominada por paz e justiça. Isso vai vir através do sucesso das missões ou da missão da igreja. A milenismo não vai existir um momento de reino terreno. Esse reino é um reino simbólico, é um reino que está acontecendo nos céus e ele está tratando do fato de que Jesus, no momento da sua segunda vinda, vai acabar com o domínio do mal. E o que vai prevalecer é Jesus e aqueles que estão em Cristo. Mas o período de reino tem a ver com o que acontece depois do julgamento final. Quando os amilenistas falam do texto de Apocalipse capítulo 20, em geral eles enfatizam o todo do livro de Apocalipse. Eles argumentam que é impossível de entender a simbologia de Apocalipse 20 com a a nossa vista focada apenas nesses três versículos 4, 5 e 6. Eles entendem que o livro de Apocalipse é formado de várias sessões, sendo sete o número mencionado com maior frequência. Essas várias sessões não tratam de períodos sucessivos. Antes são recapitulações do mesmo período, o período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. Então, vamos lá. Vocês lembram que existem os juízos que são representados pelos sete selos, sete trombetas e sete taças. para alguns intérpretes, vários intérpretes de apocalipse, não todos, obviamente, eh esses três conjuntos de sete não estão fazendo referência a três momentos diferentes na história. Estão falando do mesmo momento da história, mas estão recapitulando esses eventos e mostrando uma dimensão diferente da história. Algo que os selos não revelaram, as trombetas revelam. Algo que as trombetas não revelaram, as taças revelam. e também o movimento de intensificação do juízo. Mas quando é que essas coisas vão acontecer? É como se o livro do Apocalipse não estivesse nos informando quando, mas que essas coisas vão acontecer. E por isso a gente deve interpretar as forças de oposição ao estabelecimento do reino de Deus há 2000 anos atrás, no tempo presente, em todos os anos que ainda irão acontecer antes da volta de Cristo, como dentro desse período que é coberto pelos sete selos, pelas sete trombetas e pelas sete taças. Sendo assim, Apocalipse 20 não se refere unicamente ao último período da história da igreja, mas é, na verdade, uma perspectiva especial de toda a história da igreja. Os amilenistas também nos lembram de que o livro de Apocalipse como um todo é muito simbólico. Então não dá para fazer uma separação tão fácil, tão direta de acordo com os amilenistas, como propõe os pré-milenistas. Os pré-milenistas propõem que dá para você interpretar tudo literalmente, a não ser os textos que são muito claros, que são metafóricos e simbólicos, mas se der pra gente encontrar uma interpretação relativamente coerente com a interpretação literal, então a gente deve dar preferência à interpretação literal. Os amilenistas vão dizer: "Olha, Apocalipse é muito difícil fazer isso. É tudo muito simbólico e se a gente escolher uns para ler literalmente e outros para ler, eh, simbolicamente a gente vai se perder, não vai ter critério objetivo nenhum de interpretação." Os amilenistas observam que mesmo os pré-milenistas mais ferrenhos não interpretam literalmente todo o livro do apocalipse. taças, os selos e as trombetas, por exemplo, são em geral interpretados como símbolos. Eles não estão interpretando que vai ter um selo físico feito de cola, de papel adesivo, de papiro, qualquer coisa dessa natureza. Mesmo os pré-milenistas admitem que selos são símbolos para o juízo de Deus, que trombetas são símbolos, que taças não é Deus que tá derramando enxofre lá de cima para trazer o seu juízo sobre a terra. Então, a gente percebe na crítica dos amilenistas, que é todo mundo lê o apocalipse pelo menos em algum grau de forma simbólica. Por uma simples extensão desse princípio, os amilenistas alegam que os 1000 anos de Apocalipse 20 podem também não ser literais. Além disso, eles destacam que o milênio não é mencionado em nenhuma outra passagem das Escrituras, exceto nesses três versículos do Apocalipse capítulo 20. Então, para os amilenistas, o que é que significa esse símbolo? Já que para você milenista é tudo simbólico, qual é o significado então desse símbolo? Muitos amilenistas utilizam a interpretação eh que diz o seguinte: o sagrado número sete em combinação com o igualmente sagrado número três, forma o número da perfeição santa, que é 10. E quando esse 10 é elevado ao cubo, formando um milhar, o vidente diz tudo o que poderia dizer. O vidente aqui que ele tá se referindo é a João, aquele que vê as coisas que Cristo está revelando. Então, João diz tudo o que poderia dizer para transmitir a nossa mente a ideia de completude absoluta. Ou seja, o número 1000 é simbólico para transmitir a ideia de completude, de força e de poder que vai caracterizar o domínio de Jesus quando Jesus determinar que chegou o momento final do mal nesse mundo. Quando Jesus determinar a morte da morte, então ele fará isso de uma forma que todo o olho verá que será muito mais poderosa do que o reino da besta, que durou apenas 7 anos. Então, se você acha estranho essas combinações de números 7 + 3, 10 elevado eu convido você a ler novamente apocalipse e perceber que esses jogos numéricos de fato, são muito importantes paraa construção dos argumentos no livro de Apocalipse. As referências aos 1000 anos em Apocalipse 20, portanto, transmitem a ideia de perfeição ou de completude. Essa é a, esse é o resumo dos principais argumentos dos amilenistas e também dos pré-milenistas e dos pós-milenistas. Mas a gente tem uma outra perspectiva, uma outra conversa importante que é a questão da tribulação. O que é que a dizem as diferentes correntes sobre a tribulação? Existe um momento de grande tribulação que virá sobre a terra como nenhum outro existiu. E nesse momento Cristo virá para resgatar sua igreja. A questão é quando a questão de prébul pré-tribulacionista, midribulacionista ou pós-ribulacionista, está muito vinculado ou faz sentido apenas dentro do esquema de interpretação pré-tribulacionista. Não faz muito sentido para os amilenistas, não faz muito sentido para os pós-milenistas. Como é que os pré-milenistas se distinguem em relação à tribulação? A grande tribulação será um período de 7 anos. Alguns admitem que é um período de 7 anos do ponto de vista literal. Outros dizem que é simbólico. Pode ser mais ou menos do que 7 anos solares. E nesse período, para os préribulacionistas vai existir o seguinte: Jesus vai voltar a primeira vez, mas ele vai voltar em segredo. Apenas a igreja vai saber que Jesus voltou. Por que que a igreja vai saber? Porque a igreja vai ser arrebatada. E aqueles que não forem arrebatados serão os deixados para trás. É daí, dessa posição que vem a famosa série de livros, que também se tornou filmes, deixados para trás. E é essa posição que caracteriza os dispensacionalistas. Eles são pré-tribulacionistas, pré-milenistas. Ou seja, Jesus vai voltar de forma invisível, vai arrebatar a igreja, vai existir o período de 7 anos de grande tribulação e sofrimento sobre a terra. Ao fim dos 7 anos, Jesus volta agora de forma visível para todos, mas volta com a sua igreja glorificada. Terá a primeira ressurreição. A igreja glorificada vai estabelecer o começo do milênio junto com Cristo. Cristo vai reinar durante 1000 anos. Depois, Satanás vai ser solto pela última vez durante o período de 1000 anos. Existe paz, existe prosperidade e harmonia, porque Satanás está preso junto com seus anjos. Depois do milênio, Jesus vai soltar Satanás. Pela última vez vai existir a batalha, como narrado de Gog, Magog. Eh, Satanás vai ser derrotado por Miguel e os seus anjos e depois virá o grande juízo do trono branco. Depois do grande juízo do trono branco, no grande juízo do trono branco é que aqueles que não haviam passado pela primeira ressurreição, vão passar agora pela segunda ressurreição. Depois do período do ah grande juízo do trono branco, vai se estabelecer novos céus, nova terra a nova Jerusalém. Isso é o esquema dos pré-tribulacionistas. pré-milenistas. Depois a gente encontra a posição dos mid tribulacionistas. Esses dizem o seguinte: "A igreja vai passar pela tribulação, mas a igreja vai passar apenas pela primeira metade da tribulação, ou seja, os 3 anos e meio iniciais. Esses números estão muito mais presentes no livro de Daniel. Quando a gente lê sobre essas profecias em Denk, a gente começa a perceber como é que toda essa teologia vai se estruturando. A igreja passa pelos 3 anos e meios iniciais da tribulação e Cristo volta de maneira invisível paraa igreja. Esse ponto é semelhante aos pré-tribulacionistas. São arrebatados e a igreja não passa pela segunda metade. Por que que a segunda metade é diferente da primeira metade? Porque a metade mais severa. O sofrimento da igreja ou na verdade o sofrimento dos juízos de Deus derramados sobre a terra se intensificam na segunda metade da grande tribulação. E essa é a parte a igreja não vai passar de acordo com essa corrente. Depois dos 3 anos e meios finais da grande tribulação, Jesus volta com a igreja glorificada. E tudo depois disso é igual no esquema pré-milanista medit tribulacionista. Por fim, a gente tem os pós tribulacionistas. O que é que os pós-ribulacionistas pré-milenistas dizem? Essa é a corrente que é tratada na teologia como pré-milenismo histórico. É na interpretação de alguns, muitos teólogos, não é verdade, a posição que aqueles pais da igreja que eu fiz menção possuíam. que é a igreja vai passar pelos 7 anos de tribulação, o período mais brando, o período mais severo. Jesus volta uma única vez de maneira visível, mas no mesmo instante que Jesus volta, ele glorifica a sua igreja. A igreja então que passa pela primeira ressurreição vai governar com Cristo durante o milênio e daí pra frente. É tudo igual àilo que eu já expliquei, tá? Então, pré-tribulacionismo, Jesus volta de forma invisível, igreja não passa pela grande tribulação. Mente tribulacionista, a igreja passa por metade da tribulação. Jesus volta de forma invisível só para a igreja, arrebata a igreja. Igreja não passa pela parte mais severa da grande tribulação. E os pós-ribulacionistas, a igreja passa por toda a tribulação. Jesus volta, glorifica a igreja, a primeira ressurreição, início do milênio. E aí tudo segue, como a gente já explicou, tá? Ah, a gente já falou um pouco sobre ressurreição na aula passada, mas eu não falei ali sobre essa diferença de perspectiva de que existem duas ressurreições e como isso é interpretado por esses grupos em Apocalipse capítulo 20. O texto que também fala sobre duas ressurreições é basicamente Apocalipse capítulo 20. Para os pré-melenilenistas existem de fato duas ressurreições do ponto de vista literal. Aqueles que ressuscitam e passam pela primeira ressurreição reinam com Cristo. E esses são os que o texto de Apocalipse chamam de bem-aventurados, de felizes, porque a segunda morte não tem poder sobre eles. Depois, aqueles que estão, que morreram e que não fazem parte da igreja, que não reinaram com Cristo durante os 1000 anos, aqueles que vão ressuscitar para condenação, passam por esse momento da segunda ressurreição. E aí na segunda ressurreição eles ressurgem mais para serem condenados, tá? Então esses é essa é a diferença das duas ressurreições. Do ponto de vista dos prémenilenistas, do ponto de vista dos amilenistas e dos pós-milenistas, existe uma única ressurreição. Ah, então o que são as duas ressurreições mencionadas em Apocalipse capítulo 20? é entendido como um símbolo. Na verdade, a primeira ressurreição é como se fosse uma espécie de ressurreição espiritual, não a ressurreição no corpo. E o sujeito morre no corpo, mas ele ressurge em vida por meio do espírito que ele possui, que está em Cristo Jesus. E a segunda ressurreição é a ressurreição final, a ressurreição do corpo. Então, existiria apenas uma ressurreição do ponto de vista físico que todos passariam, que é a segunda ressurreição narrada no livro de Apocalipse, capítulo 20. E a primeira ressurreição, a ressurreição simbólica que acontece em espírito apenas para aqueles que estão em Cristo Jesus, tá? Essa é a diferença de perspectiva que existem nessas correntes. Bom, pessoal, tem muitas questões da escatologia que a gente pode discutir que não deu tempo de entrar em detalhes. Muitas questões desses tópicos de hoje que valeria a pena falar com um pouco mais de detalhe, mas tem restrição de tempo, então não deu para falar tudo. Mas eu espero que essas principais escolas, e aqui eu vou ressaltar, conforme a teologia sistemática tem estruturado o assunto do milênio, da tribulação, tenha ficado claro, todo mundo de alguma forma se encaixa em algum desses esquemas? Não existem alguns teólogos, pessoas muito dedicadas ao estudo do livro de Apocalipse e dos outros textos escatológicos que entendem que nenhuma dessas três escolas pré-tribulacion ou pré-milenista, pós-milenista, amilenista capta muito bem o que o texto de Apocalipse está falando em especial. Eh, então eu sou obrigado a tomar partido por uma dessas escolas? Não, mas eu acho que é muito importante conhecer o que elas dizem e saber o que de fato você pensa. Se você não concorda com nenhuma dessas maneiras de pensamento, o que é que você entende desses textos? E isso é mais importante. Vamos lá para as nossas perguntas de hoje. Parará. Eh, deixa eu ver aqui. Várias pessoas reafirmando que estão orando pelo Saião, desejando a sua recuperação. Isso é muito importante. Ele tem agradecido e a gente também pelas orações, pela recuperação de Saião. Ah, o julgamento final e o tribunal de Cristo, o tribunal do trono branco, são todas referências ao mesmo acontecimento? Eu acredito que sim, Fernanda, por argumentos que a gente apresentou ao longo da aula. O próprio Paulo que fala do tribunal de Cristo em segunda Coríntios, capítulo 5, fala em Romanos do tribunal de Deus. E ele claramente está fazendo referência a esse momento final. Ele não faz distinção nesses momentos de dois momentos de julgamento distintos. O próprio livro de Apocalipse, capítulo 20, quando vai falar sobre o juízo final, não fala de duas etapas do juízo final, fala do julgamento do trono branco. Então, me parece que são expressões, simbologias para falar do mesmo momento de perspectivas, de ângulos diferentes. Uma pergunta aqui do Javan. Essa é a última aula, a última aula desse módulo, a última aula dessa semana. Semana que vem a gente começa outra jornada aqui, ao meu ver, uma jornada muito importante, pessoalmente, eu acho que até mais importante do que o estudo da teologia sistemática, que é o estudo diretamente da literatura e do dos textos bíblicos de um ponto de vista um pouco mais exegético ou do ponto de vista mais da teologia bíblica. Então eu acredito que você não vai perder tempo se você voltar aqui semana que vem e também nos próximos 3 meses, tá? Vamos ver. O milênio será literal? Bom, passei mais da metade da aula tentando explicar as várias correntes diferentes que se posicionam nesse aspecto. Mas só para resumir, para o amilenismo não. Para o pós-milenismo depende do que quer dizer literal, literal do pão de vision anos, não. Para os pré-milenistas, alguns mesmos pré-milenistas admitem que vai ser um momento futuro na história. Jesus vai voltar pessoal e fisicamente. Alguns também reconhecem que o período 1000 anos não é necessariamente 1000 anos solares. Outros dizem que olha, é assim, 1000 anos do ponto de vista do nosso calendário moderno. Ah, professor, esse material de slides tem possibilidade de receber via arquivo de e-mail ou PDF? Eu vou disponibilizar, tá, Fernando? Eu vou colocar o PDF como material complementar para que vocês tenham aí com vocês. Deixa eu ver que mais. A Rude e pode explicar Primeira Coríntios 6 2 e 3, que diz que os santos hão de julgar o mundo. Essa, de fato, é uma passagem que aparece em Primeira Coríntios. É algo que aparece em Apocalipse capítulo 20 quando fala também que haveria aqueles que julgariam junto com Cristo durante o milênio. Se assenta em tronos aqueles que julgariam junto com Cristo. Mas é interessante, Rut, que esses textos apenas afirmam o nosso papel de julgar o mundo, mas não diz exatamente como é, não diz no que consiste o nosso papel no julgamento. Por exemplo, é, existem possibilidades e inferências que a gente faz a partir de outros textos. O texto que a gente mencionou de Romanos 8 é muito sugestivo de que nós seremos responsáveis por trazer a libertação de Deus para o restante da criação. Animais, natureza, planetas, galáxias, universo criado inteiro será redimido a partir daquilo que é a glória de Deus manifesta nos filhos de Deus. Isso é muito importante. Por que que isso é tão coerente? Porque isso tem a ver com o texto de Gênesis. Essa era a nossa função no jardim do Édenem antes do pecado. O que é que Adão e Eva tinham como missão na criação de zelar pelo jardim e fazer com que essa harmonia do jardim dominasse todos os pontos do cosmos. De certa forma, é nisso que Paulo está se baseando quando ele escreve Romanos capítulo 8. Talvez essa ideia de julgar o mundo tenha a ver com isso, mas a ideia de julgar tem a ver com juízo, com essa ideia de condenação ou absolvção. O que eu acho que faz muito sentido é o papel dos mártires, o papel das testemunhas de Jesus no tempo presente é um papel de muita importância e de muito sofrimento, porque muitos não vão crer. Eu não sou pós-milenista. Muitos não vão crer na mensagem, serão rejeitados. Isso naturalmente pode trazer muito sofrimento e dor para esses que possuem essa missão e que levam adiante essa missão. Eh, mas o texto de Apocalipse dá a entender que esses que morreram não derramaram o seu sangue em vão. A vida deles, o anúncio da mensagem feita por eles, feito por eles, será a base pelo qual Jesus julgará e condenará aqueles que não receberam a mensagem do evangelho. Da mesma forma que a partir do anúncio dessa mensagem que Jesus vai absolver aqueles que creram, porque essas pessoas são salvas mediante a graça, por meio da fé, mas a fé vem pelo ouvir. Então acho que é a ideia de que é a vida dessas pessoas, o anúncio da mensagem que essas pessoas fazem, que será o critério de julgamento utilizado por Jesus no momento do julgamento. Vamos ver o que mais vocês trazem [Música] aqui. Que mais? Deixa eu ver. O inferno não é eterno. É muito claro, Judite, que o inferno é eterno. O lugar da condenação é eterno. O julgamento e a sentença final são eternos. Mas como é que esse juízo vai se desenvolver nesses lugares? não é tão discutido, não é tão detalhado. A gente tem uma compreensão que é muito ampla, assim, é muito difundida, que é as pessoas que são condenadas ao inferno, elas vão passar a eternidade em um sofrimento consciente. Isso, como eu falei, não é tão detalhado no texto bíblico, mas é uma possibilidade. É uma possibilidade. tem uma posição que é o aniquelacionismo, que vai dizer o seguinte: "Essas pessoas vão ser condenadas, a sentença é irreversível, vão receber a punição e passar pelo sofrimento no inferno, mas em um dado momento da história, elas serão aniquiladas. Deus não teria nenhuma justificativa ou prazer para vê-las sofrer conscientemente por toda a eternidade. Então, Deus vai ter uma certa medida de proporcionalidade para o sofrimento dessas pessoas e elas vão sofrer por um tempo e depois ela vai ser aniquilada. E a irreversibilidade está no fato de que ela está para sempre separada de Deus, porque essa pessoa já não existirá mais. Essa é outra posição. Existe texto bíblico específico que diz que é exatamente isso que vai acontecer. Eu creio que não. Desconheço que seja isso. Ainda que algumas pessoas acreditem que isso é uma forma coerente de imaginar o que o Deus de amor e de misericórdia das escrituras, que também é justo, vai fazer. Ah, perguntaram sobre a grande tribulação, mas tava cedo aí, era 7:30, eu não tinha chegado nesse tópico ainda. Acredito que tá explicado. Deixa eu ver o que mais. Ah, a Judite falou que houve um problema no YouTube. A aula saiu de repente e voltou. Não sei se outras pessoas experimentaram isso. Eu não pude ver nada estranho por aqui, Judite. Deixa eu ver. Então, a volta de Jesus não está condicionada a acontecimentos no nosso mundo real. Por isso ele pode voltar a qualquer momento. A ideia, Judit, é pode estar relacionado a eventos que acontecem no nosso mundo, a coisas que Jesus está esperando acontecer ou não, mas o fato é que a gente não tem uma revelação exata e detalhada de que eventos seriam esses, como se a gente pudesse prever o dia e a hora. Como a gente falou na aula passada, Jesus nos previne de cometer esse erro, ao meu ver, esse pecado de querer precisar exatamente quando é que Jesus vai voltar, porque isso inclusive afeta na postura que a gente tem diante da nossa própria missão. E a ênfase do ensino de Jesus sobre esse lance de quando vai acontecer, não importa você saber quando, importa a você saber que você precisa vigiar, porque o Cristo virá como um ladrão, né? Vamos ver. A Ibnu interpreta como a chegada da tribulação. Não existe um posicionamento oficial, Judit, da IBN, pelo menos dentro das lideranças da equipe pastoral, por a gente entende que esse ensino é importante. Pon já pregou sobre isso, eu estou falando agora sobre isso, mas esse também é um ensino secundário. Ainda que tenha consequências concretas reais, a gente entende que isso não é ponto fundamental da fé, a ponto de que se você é pós-milenista e eu sou pré-milenista, a gente entende que a gente tem convicções completamente diferentes. A gente não acredita no mesmo Jesus, a gente não tem a mesma fé. Não é essa a ideia. A gente pode discordar a respeito disso, mas eh nós continuamos sendo irmãos na fé e esperando pelo mesmo evento que é a segunda vinda de Cristo, o juízo final, a ressurreição dos mortos e a herança que nos foi prometida em Cristo. Então, como essas coisas vão se desenrolar na história, ainda que obviamente tenha importância, não é o centro da nossa teologia. Então, existe um posicionamento oficial. A IBNU é fechada com pré-milenismo? Não. A IBNU é fechada com pós-bulacionismo, não. Então, eh, é importante a gente estudar, entender e tomar a nossa posição aprendendo a conversar e conciliar-se com aqueles que pensam diferente, né? É uma pergunta parecida aqui do Marcos. Qual a visão da igreja batista, Marcos? Um resumo sobre Igreja Batista. Não existe isso de a visão da igreja batista, né? Existem grupos muito diversificados dentro do Batista, em especial nessa questão da tribulação, da da escatologia de forma geral, tanto do milênio quanto da tribulação. Deixa eu ver mais aqui. Ah, o Víor faz uma observação. Tem também os preteristas que acham que o fim escatológico já começou. Isso são escolas diferentes de interpretação que não está restrito ao milênio e à tribulação, mas está restrito a uma maneira de interpretar o apocalipse em especial. Os futuristas, os preteristas, tem mais algumas escolas ou uma escola que eu não tô lembrando agora que é tudo que tá no apocalipse já começou. Então beleza, esses são os preteristas. Tudo que tá no no apocalipse ainda vai acontecer. Nada disso aconteceu ainda. Esses são os futuristas 100%. E existem posições mais moderadas que entendem que isso já começou, mas vários aspectos não aconteceram ainda, né? Ah, pergunta do Marcos um pouco mais dura. Eh, professor, não acreditar na volta de Cristo seria uma heresia? Ao meu ver, Marcos, esse é um ponto central da fé cristã. Eu acho que tudo perde o seu significado na nossa convicção em Cristo, a nossa esperança que temos nessa ressurreição dos mortos, nesse nessa absolvição no juízo que vai acontecer e nessa entrada na nova criação, se a gente desconsiderar a convicção de que Cristo vai voltar da mesma forma que ele ascendeu aos céus. Então eu acredito, Marcos, que se a gente tirar essa peça do quebra-cabeça, a imagem toda fica distorcida. Eh, é fundamento, o prédio cai. Então, eh, de fato, isso é muito claro nos textos do Novo Testamento, que Jesus vai voltar uma segunda vez e para conseguir fazer uma ginástica de interpretar diferente cada um desses textos, eu acho que você vai ter que sacrificar muita integridade interpretativa, você vai ter que sacrificar muita honestidade intelectual, ao meu ver, tá? Podemos interpretar de forma literal as duas testemunhas. Depende da escola, Cláudia. Depende da escola, né? Como a gente falou aqui, existem eh correntes muito diferentes na interpretação dos vários símbolos que aparecem eh no apocalipse, inclusive para as duas testemunhas. Entendi. Tem gente que diz que são duas testemunhas como homens que vão aparecer no tempo e no período final. Tem outras pessoas que dizem que a igreja, por que que são duas? Porque isso é uma simbologia anterior que aparece lá no Antigo Testamento, mas que isso é incorporado pela igreja, talvez uma alusão a às 12 tribos e aos 12 discípulos, enfim. Eh, então, como várias questões no livro do Apocalipse, eh, você pode você pode interpretar, essa é a única interpretação existente, não é, né? Tem outras. Eh, a Gislane faz uma pergunta interessante aqui, que é segunda Pedro, capítulo 2, capítulo 3, versículo 12, diz o seguinte: ah, versículo 11, visto que tudo será assim desfeito, e ele tá falando sobre esse momento final, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a sua vinda. Naquele dia, os céus serão desfeitos pelo fogo e os elementos se derreterão pelo calor. Todavia, de acordo com a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça de Deus. Confesso que eu não lembrava dessa missão de segunda Pedro 3:13 ao novos céus e nova terra. Apenas o de Apocalipse capítulo 21. interessante que aparece aqui também autores diferentes. A a compreensão Gislan, que eu tenho dessa postura e desse ensino de Pedro é semelhante àilo que era um pouco a convicção de Paulo mesmo antes da sua conversão na estrada de Damasco. Por quê? Uma corrente do judaísmo, que era a corrente de Paulo, acreditava que se todo o povo de Israel guardasse o Shabat, ainda que por um curto período de tempo, guardasse as principais leis da Torá, então o momento de sofrimento e de espera pela vinda de Yahé, trazendo o dia do Senhor, trazendo esse momento de juízo em que os justos seriam separados do injustos, esse momento seria fortemente abreviado, reduzido. Isso explica um pouco da postura de Paulo, mesmo antes da confessão, de ser muito intenso naquilo que é o seu esforço missionário, mas naquele caso de perseguir a igreja. Por que que Paulo perseguia a igreja? Porque a igreja estava colocando em risco a integridade do povo de Israel. Assim pensava Paulo antes da conversão. É como se a igreja precisasse, como se Israel precisasse ser fiel à Torá. E esses discípulos de Jesus, esses que são do caminho, estão desviando Israel do desejo de Deus. Isso não só traz sofrimento prolongado para Israel, um exílio que nunca acaba, mas a ideia de que o tempo da libertação, o verdadeiro judeu, que seria eh absolvido por Deus e seria redimido dos seus pecados, ficaria adiado indefinidamente. Por isso que Paulo tem aquela postura tão enérgica, intransigente. E depois ele tem essa mesma postura no sentido inverso de perceber que é a fidelidade a Cristo que fará todas essas promessas do fim tomar o sentido ou eh serem realizadas no sentido que elas sempre foram dadas. Então, eu acho muito provável que o que Pedro está dizendo aqui é na medida em que nós fomos fiéis na nossa missão de anunciar o evangelho a todas as etnias, a todas as nações, isso está vinculado ao momento em que Cristo vai voltar. Mas exatamente como, quando isso vai acontecer, não é dado a gente saber a ideia de que se você for fiel, o ato ou a decisão de Jesus de voltar para trazer o seu juízo poderá será abreviada, né? Eu acho que é paralelo a isso que Paulo apresenta no seu eh comprometimento missionário antes e depois da conversão de Jesus, como se isso também tivesse uma correspondência na interpretação daqueles que agora seguem a Jesus, mas da perspectiva eh não apenas de Israel como a etnia, né, do povo de Deus, mas exatamente o como é que isso poderia apressar a vinda de Cristo. A única maneira que eu vejo é de interpretar Mateus 24:14, como complementar essa palavra de Pedro, que é a pregação do evangelho a todas as nações. Professor, onde estão os que morreram em Cristo, tanto antes como também depois da vinda de Cristo? A gente já falou, acho que um pouco disso na aula passada ou acho que na antepenúltima aula, né? Eh, onde é que estão aqueles que morreram em Cristo? Estão com Cristo. Onde é que está Cristo? Nos céus. Então, essas pessoas estão no céu junto com Jesus. Ainda que esse não seja, ao meu ver, o destino final dessas pessoas. Essas pessoas vão passar pela ressurreição, inclusive a ressurreição do corpo. E o seu destino final não é o céu, como hoje está estabelecido o céu, mas como colocou aqui Pedro na sua segunda epístola, eles estarão, nós estaremos no nos novos céus e na nova terra com o corpo glorificado. Isso é a diferença do antes e depois da vinda de Cristo. Antes da vinda de Cristo, estamos com Cristo em espírito. A nossa alma foi separada do nosso corpo, ainda que provisoriamente, e depois nós seremos uma unidade completa, interdependente nessas várias dimensões novamente, quando passarmos pela ressurreição dos mortos. Vamos ver aqui. Opa, de novo sem querer a mesma pergunta. Deixa eu tirar. Tirei. Bom, pessoal, eu acredito que boa parte das perguntas foram respondidas. Aí nós vamos continuar. Opa, voltou agora. Nós vamos continuar com o segundo módulo, na próxima semana, o módulo de Bíblia, começando pelo Antigo Testamento, dando a introdução à literatura, teologia, história do Antigo Testamento. E depois a gente vai entrar fundo em Gênesis, Êxodo, livro de sabedoria, enfim, todos os grandes grupos bíblicos. Se Deus quiser, em breve a gente vai ter saião de volta aqui em atividade, no tempo certo da recuperação dele. Enquanto isso, todos os outros professores vão participar aqui do nosso módulo e, provavelmente, teremos professores convidados, tá bom? Por favor, ajude a gente divulgando o curso Macários para outras pessoas, fazendo o curso completo na plataforma e nos ajudando a compartilhar esse conteúdo, tá? Muito obrigado para várias pessoas que acompanharam da aula 1 até a aula 26 e a gente pede para que vocês voltem para nos ajudar a continuar essa jornada na semana que vem. Forte abraço a todos, uma boa semana. Continuamos em oração pelo nosso amigo Saião e também que Deus abençoe a gente na missão como um todo, tá? Um abraço a todos. Até mais.