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Makários | Aula 26 | Como vai ser o milênio e o fim do mundo? | Módulo 1 | Ákilla Nascimento

Makários | Aula 26 | Como vai ser o milênio e o fim do mundo? | Módulo 1 | Ákilla Nascimento

Makários | Aula 26 | Como vai ser o milênio e o fim do mundo? | Módulo 1 | Ákilla Nascimento

Aula 26 | Módulo 1
Curso de Teologia Makários
Como vai ser o milênio e o fim do mundo? (Teologia das Últimas Coisas)
Escatologia

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Legendas automáticas:

[Música]
Olá, muito boa noite para quem já chegou
aqui paraa nossa aula do curso de
teologia Macários. É bom receber cada um
de vocês. O pessoal vai chegando aí nos
próximos minutos pra gente ter o nosso
último encontro do primeiro módulo, do
curso de teologia Macários. Para quem tá
acompanhando desde o começo, sabe que
esse é um curso estruturado em três
partes, em três módulos. E para você que
tá chegando agora, eu vou só explicar
porque essa transição agora é
importante. A gente teve o primeiro
módulo com 26 aulas. Essa é a 26ª aula,
eh estudando as principais questões da
teologia cristã do ponto de vista
sistemático, da teologia sistemática. E
a gente vai, a partir da semana que vem
começar o nosso módulo de Bíblia. a
gente vai mudar a chave, vocês vão ver
que os argumentos, a linguagem, as
questões, o enfoque é muito diferente
quando a gente olha um pouco mais pra
exegese dos textos bíblicos, para uma
perspectiva da teologia bíblica a
respeito desses textos e
consequentemente as perguntas que a
gente faz e a gente responde em relação
ao texto bíblico são muito diferentes.
Claro que existe interseção, também
seria muito estranho se não existisse
com a teologia sistemática, mas o clima,
as ferramentas, a argumentação é bem
distinta. Então, desde já vou colocar
aqui para vocês o convite para voltar
semana que vem. O segundo ponto é essa
aula aqui. A gente tinha sido, a gente
tinha planejado desde o começo do nosso
curso que Saião ia dar, ele deu a
primeira aula, deu outras ao longo do
módulo e ele iria concluir esse módulo
com a aula de escatologia, falando em
especial sobre milênio e tribulação.
Mas para quem tá acompanhando as
notícias que a gente falou na terça, que
ele tem também tem compartilhado nas
redes sociais, sabe que o nosso amigo
teve um evento bastante delicado na sua
saúde na última segunda-feira e por isso
ele vai precisar de muitos cuidados no
próximo dia, tá em condição estável, mas
fazendo muitos exames, vai fazer uma
cirurgia, então a gente vai precisar
aguardar um pouco para esse retorno tão
desejado aguardado da participação de
Saião com a gente aqui no nosso curso
teologia Macaros. Já que não tem Saião,
vai do reserva, que é na tentativa de
explicar e não confundir tando a cabeça
de vocês a respeito desse assunto, tá
bom? Ah, eu vou além da aula que eh vou
ministrar aqui, eu vou compartilhar com
vocês pela nossa plataforma uma pregação
que Saão fez sobre esse assunto, falando
em especial sobre milênio e tribulação
em torno da explicação especificamente
de Apocalipse capítulo 20. Então, tanto
no material complementar, vou tentar
disponibilizar o link já aqui para vocês
eh durante a nossa aula, a gente vai
também falar sobre esse tratamento que
Saião deu ao tema e uma pregação antiga
que ele fez aqui, não tão antiga assim,
mas alguns anos aqui na Ibnu. Tá bom?
Vamos lá para o nosso assunto de hoje,
que é a nossa última aula a respeito das
últimas coisas, a escatologia. A gente
falou sobre a segunda vinda de Cristo e
a gente já disse na aula anterior que os
dois eventos principais do ponto de
vista da escatologia individual que
estão relacionados à segunda vinda de
Cristo é o juízo final e a ressurreição.
Falamos um pouco sobre ressurreição, não
tanto os detalhes quanto eu gostaria na
última aula, mas hoje eu vou ter que
seguir aqui com a nossa conversa. Vou
falar sobre o juízo final e vou dedicar
um tempo um pouco maior para falar sobre
milênio. Vou explicar de forma um pouco
mais resumida as diferentes posições de
tribulação, mas vou dedicar mais tempo e
argumentos para explicar a respeito do
milênio, tá bom? Então vamos lá para a
nossa conversa de onde a gente parou,
que é o juízo final. A segunda
vinda, como a gente acabou de colocar,
resultará nesse momento do grande
julgamento final. E esse é um julgamento
que costuma despertar no coração, na
imaginação das pessoas, tanto pavor como
também esperança. Depende do que você
acredita que será o destino do indivíduo
da sua própria vida, como também aquilo
que vai acontecer com toda a criação a
partir ou logo após esse momento do
julgamento. Por isso, é muito importante
perceber que o ensino da Bíblia sobre o
julgamento final desperta reações
diferentes nas pessoas. Primeiro ponto
que a gente precisa perceber é esse é um
evento futuro. O julgamento final
ocorrerá em um momento ainda a ser
experimentado na história. Claro que
existem juízos de Deus que já
aconteceram, que que já foram narrados
na Bíblia, mas não foram esse momento
que a Bíblia trata como o último
julgamento, tribunal de Cristo, momento
do dia do Senhor. Tem várias expressões
que se relacionam com esse momento do
juízo final. Alguns juízos que já
aconteceram e foram narrados na Bíblia.
Ainda no primeiro livro de Gênesis, no
primeiro livro da Bíblia, o livro de
Gênesis, a gente tem a narrativa do
dilúvio, capítulo 6 e 7. Aquilo é uma
narrativa sobre o juízo de Deus que caiu
sobre a criação. A gente tem vários
momentos em que a chegada do povo de
Israel na terra de Canaã após a
libertação do Egito é representado como
um juízo de Deus para os povos que
ocupavam aquela região e que haviam
transbordado da paciência de Deus,
tinham enchido a medida da maldade a
ponto que a maldade, a paciência de Deus
se esgota. E eles, o próprio Deus traz
juízo por meio do povo de Israel para
esses povos. A gente tem juízos mais
individuais também no Novo Testamento.
Lembra daquela história de Ananias e
Safira que vendeu um campo e colocou o
dinheiro diante dos apóstolos
apresentando como se fosse todo o
dinheiro da venda, mas eles estavam
mentindo. E o texto de Atos fala que
eles mentiram para o Espírito Santo. O
que é que Deus faz? mata Ananias e
Safira no ato. Então, a gente percebe
também a presença de juízos individuais,
juízos para a Terra como um todo, mas
são todos juízos
provisórios. É muito claro no Novo
Testamento e também no Antigo o ensino
de que um evento futuro e final de juízo
ainda deve acontecer. Onde é que a gente
vê isso? Em especial no Novo Testamento.
Mateus, capítulo 11, versículo 24. Jesus
faz uma alusão. Ele não explica muita
coisa ali, mas ele faz uma alusão a isso
quando ele fala sobre a cidade de Tiro e
Sidom. Lembra que Tiro e Sidom viram
muitos milagres? E o texto bíblico fala
que eles não receberam a mensagem do
Messias. E o que é que Jesus fala? Mas
eu lhe afirmo, afirma para Tiro e Sidom,
que no dia do juízo haverá menos rigor
para Sodoma do que para você. Então
Jesus está falando sobre esse momento do
juízo final. Jesus também fala sobre o
juízo futuro que ele executaria
juntamente com a ressurreição. João
capítulo 5 do versículo 27 até o
29,
perdão, do versículo 27 até o 29, a
gente tem o seguinte: "E deu-lhe
autoridade para julgar, porque é o filho
do homem. Não fiquem admirados com isto,
pois está chegando a hora em que todos
os que estiverem nos túmulos ouvirão a
sua voz, a voz de Jesus, e sairão. Os
que fizeram o bem ressuscitarão para a
vida, e os que fizeram o mal
ressuscitarão para serem condenados.
Então, a gente tem uma menção clara
tanto do juízo quanto da ressurreição em
João capítulo 5. Mateus 25 é um dos
textos mais claros nesse assunto, porque
do versículo 31 até o 46, Jesus dá uma
longa explicação sobre eventos
importantes que acontecerão nesse
momento do juízo final. a separação de
ovelhas e bodes, a separação daqueles
que são seus e daqueles que serão
condenados, o momento em que todas as
nações comparecerão diante do seu
próprio trono. Então, Mateus capítulo 25
é um texto muito importante pra gente
entender juízo final do ponto de vista
dos evangelhos, em especial dos
evangelhos sinóticos. E o outro texto
que a gente vai falar bastante no dia de
hoje, na na nossa aula de hoje, é o
texto de Apocalipse, capítulo 20, do
versículo 11 até o versículo 15, que diz
o seguinte, Apocalipse 20, versículo 11
em diante.
Ah, diz assim: "Depois vi um grande
trono branco e aquele que nele estava
sentado. A terra e o céu fugiram da sua
presença e não se encontrou lugar para
eles. Vi também os mortos, grandes e
pequenos, em pé diante do trono. E
livros foram abertos. Outro livro foi
aberto, o livro da vida. Os mortos foram
julgados de acordo com o que tinham
feito, segundo o que estava registrado
nos livros. O entregou os mortos que
nele havia, e a morte e o ades
entregaram os mortos que neles havia. E
cada um foi julgado de acordo com o que
tinha feito. Então, a morte e o ades
foram lançados no lago de fogo. O lago
de fogo é a segunda morte. Aqueles cujos
nomes não foram encontrados no livro da
vida, foram lançados no lago de fogo.
Então, a gente percebe aqui claramente
que esse é um evento que ainda vai
acontecer. O segundo ponto, como aparece
aí para vocês na ilustração, na aula
passada eu falei em vários momentos como
você vê aí na pirâmide, no slide e tal,
e não tava aparecendo slide nenhum, só
percebi lá pro final da aula. Mas hoje
tô voltando aqui pro vídeo para para
conferir que tá aparecendo. O segundo
ponto importante é perceber que Jesus é
retratado na sua segunda vinda como um
juiz. Jesus fala de si mesmo sentado num
trono glorioso e julgando todas as
nações. Onde é que a gente vê isso de
maneira mais específica? Em Mateus
capítulo 25 do versículo 31 ao 33.
Quando o filho do homem vier em sua
glória com todos os anjos, assentar-seá
em seu trono na glória celestial. Todas
as nações serão reunidas diante dele, e
ele separará umas das outras, como o
pastor separa as ovelhas dos bodes e
colocará as ovelhas à sua direita e os
bodes à sua esquerda. Então, essa
representação do próprio Jesus falando
que se assentaria num trono para separar
as ovelhas dos bodes é claramente um
sinal, um símbolo para a sua função como
juiz. Mas muitos outros textos falam
assim. Hebreus 12:23 fala que Deus fala
em Deus. E em Hebreus Deus é uma
referência direta ao pai. Fala que o pai
é aquele que tem o direito de julgar.
Mas fica claro em outras passagens que o
Pai entrega a autoridade do juízo ao
Filho. Por exemplo, João 5, no versículo
22 e pula um pouquinho no 26 e 27. Diz
assim: "Além disso, o Pai a ninguém
julga, mas confiou todo o julgamento ao
Filho, pois da mesma forma como o pai
tem vida em si mesmo, ele concedeu ao
filho ter vida em si mesmo e deu-lhe
autoridade para julgar. porque é o filho
do homem. Então, o direito de julgar é
do pai, que entrega ao filho e irá
realizar esse ato de julgamento final. E
Paulo também em segunda Coríntios,
capítulo 5, versículo 10, fala o
seguinte: "Pois todos nós devemos
comparecer perante o tribunal de
Cristo para que cada um receba de acordo
com as obras praticadas por meio do
corpo, quer sejam boas, quer sejam más."
A partir dessa expressão tribunal de
Cristo, primeiro a gente precisa
perceber que o tribunal é presidido pelo
próprio Cristo, o juízo executado por
Jesus. Mas algumas pessoas têm a
percepção que haverá mais de um juízo,
como se houvesse o tribunal de Cristo e
o juízo de Deus. Mas na verdade o que a
gente percebe na imagem geral descrita
pelo Novo Testamento é a ideia de que o
Pai entregou a Cristo o direito de
julgar sobre os vivos e os mortos. E
isso quer dizer que o único tribunal, o
único juízo que existirá nesse sentido
do juízo sobre o que cada um fez com a
sua vida é realizado exclusivamente por
Jesus. Tá bom? Um outro ponto importante
é a gente pensar sobre os objetos do
julgamento. Quem é que vai ser salvo
basicamente? E a resposta é muito clara.
Todos passaremos pelo tribunal. Onde é
que a gente vê isso? Mateus 25, 32 e 33,
que a gente já leu. Mas só para
relembrar, todas as nações serão
reunidas diante dele e ele separará umas
das outras, como o pastor separa as
ovelhas dos bodes e colocará as ovelhas
à sua direita.
e os bodes à sua esquerda.
Talvez lendo esse texto você pense que
Jesus está falando de etnias, de nações,
de povos. E por isso não dá para extrair
desse texto a compreensão de que todo
mundo vai ser julgado. Mas quando a
gente olha para outros textos, a gente
percebe que a imagem vai ficando um
pouco mais completa. A gente já leu o
texto de Segunda Coríntios 5:10. E ele
fala o quê? Pois todos nós devemos
comparecer perante o tribunal de Cristo.
Aqui Paulo é mais explícito também em
Romanos capítulo 14 existe essa palavra
direta de Jesus. Portanto, você ou de
Paulo, perdão. Portanto, você por que
julga seu irmão? E por que despreza seu
irmão? Pois todos compareceremos diante
do tribunal de Deus. Veja então que
Paulo tem facilidade de usar dois nomes
ou expressões diferentes para falar do
mesmo evento. Em Romanos 4:10, ele fala
do tribunal de Deus. Já em segunda
Coríntios 5:10, ele fala do tribunal de
Cristo, fazendo referência ao mesmo ato
de de juízo. É interessante isso aqui
fugiu assim um pouco da minha leitura
nos primeiros momentos que eu me deparei
com essa questão, que até os anjos são
colocados como objetos desse julgamento,
mais especificamente os anjos caídos.
Onde é que a gente encontra palavra
sobre isso? Lá em segunda Pedro 2, 4 e
5. Pois Deus não poupou os anjos que
pecaram, mas os lançou no inferno,
prendendo-os em abismos tenebrosos, a
fim de serem reservados para o
juízo. Judas, que tem um capítulozinho,
no versículo 6, fala o seguinte: "E
quanto, obviamente que Judas Iscariotes,
vale lembrar que existe um livro no Novo
Testamento que se chama Judas, outro
Judas fala o seguinte: "Quanto aos anjos
que não conservaram suas posições de
autoridade, mas abandonaram sua própria
morada, ele os tem guardado em trevas,
presos com correntes eternas para o
juízo do grande dia."
Agora você pode se perguntar, se está
reservado aos anjos caídos serem
julgados, e obviamente aqui julgado é
sinônimo de condenado. O que é que vai
acontecer com os anjos bons? Eles têm
relação com o juízo? Sim, mas não porque
eles passarão pelo julgamento, mas
porque eles desempenharão função durante
o julgamento final. Mateus, capítulo 13,
versículo 41. O filho do homem enviará
os seus anjos, e eles tirarão do seu
reino tudo o que faz tropeçar e todos os
que praticam o mal. Então, os anjos
possuirão essa função de fazer separação
entre aquilo que é mau e aquilo que é
bom e aqueles que são maus e aqueles que
foram justificados por Cristo. Se a
gente já falou tanto do evento futuro,
Jesus como juiz, Tribunal Universal,
também dos objetos do julgamento, agora
a gente precisa falar um pouquinho sobre
a base do julgamento. E aqui vale um
pouquinho de atenção, em especial para o
argumento final. Todos aqueles que
comparecerem no julgamento, ou seja,
todas as pessoas serão julgadas de
acordo com a sua vida
terrena. Como a gente já viu e já citou
duas vezes, o texto de Segunda Coríntios
5:10 enfatiza esse aspecto das obras.
Pois todos nós devemos comparecer
perante o tribunal de Cristo para que
cada um receba de acordo com as obras
praticadas por meio do corpo. A
importância desse corpo que hoje temos é
muito grande. E aí ele complementa quer
sejam obras boas, quer sejam más.
Algo semelhante é afirmado não só em
Paulo, mas também na palavra de Jesus em
João capítulo 5 versículo 29, que a
gente já leu. E aí você vai fazer a
seguinte pergunta: É, mas nós somos
cristãos? Nós somos cristãos
protestantes que temos enfatizado a
doutrina da justificação pela fé desde o
século X, que temos levantado como uma
das bandeiras mais importantes do nosso
do nosso anúncio, que a salvação vem por
meio da graça. E nós somos salvos pela
graça mediante a fé. Isso não vem de
obras para que ninguém se glorie. Isso
tá lá em Efésios capítulo 2, um dos
textos mais lembrados nessa discussão de
fé versus obras. E aí a gente pode
enfrentar uma aparente contradição com a
salvação que vem pela graça mediante a
fé e o juízo que será realizado baseado
nas obras. Como é que a gente pode
pensar com equilíbrio nessa questão? Sem
necessariamente dizer que o próprio
Paulo deve ser acusado de uma
contradição latente, de uma contradição
evidente. Será que Paulo não era
inteligente suficiente para saber que
ele acabou de dizer outra coisa? Eu acho
que esse é um caminho bastante duvidoso,
completamente insustentável diante da
profundidade dos escritos de Paulo, da
sua teologia, da explicação que ele dá
sobre esses assuntos. tem uma outra
forma de explicar esse fenômeno, que é a
conciliação. Ela vem pelo fato de que
sem fé é impossível realizar as obras
que o próprio Cristo nos indica, que são
boas obras. Boa obra é fazer a vontade
do Pai que envia o Filho. E sem fé é
impossível agradar a Deus. A compreensão
básica, no fim das contas, é que a boa
obra só é possível por meio da fé e a fé
vem pela graça de Deus. A gente não quer
dizer com isso que as pessoas que não
têm fé em Cristo não possam realizar
nada que não tenha um impacto positivo
sobre as outras pessoas. Mas não é isso
que Cristo está classificando como boas
obras, que Paulo está classificando como
boas obras, que o Novo Testamento está
tratando como boas obras. Mas boas obras
está na categoria maior desse testemunho
do reino de Deus que chega por meio da
pessoa de Jesus. Então, dar o pão ao
necessitado é sempre algo bom. Isso
agrada a Deus. E isso é algo bom,
inclusive quando é feito por crentes e
descrentes. Com certeza é, mas dar o pão
não é suficiente para realizar aquilo
que Cristo chama de boas obras, que é
manifestar a misericórdia de Deus que
chega pelo pão, mas que chega para
suprir a maior necessidade do ser
humano, que é ser liberto do pecado. E
ao seu liberto do pecado, esse sujeito
deve desfrutar da plenitude de vida, da
plenitude das suas necessidades
materiais, de saúde, de segurança, de
relacionamento, de cuidado. Tudo isso
está envolvido no evangelho. Mas a
questão é que a boa obra está
centralizado nesse anúncio e
manifestação do reino de Deus, que é
impossível de ser feito a parte da
pessoa de Jesus.
Então, a gente tem essa forma de
compreender o ensino de Paulo e também
de compreender o ensino de Paulo à luz
de outros textos que não são tão fáceis
de conciliar como os textos de Thago. E
aí outra pergunta que você vai se fazer
é: beleza, e quem não conhece a vontade
de Deus, como ela está revelada nas
escrituras?
Os textos ou em especial o texto que eu
vou citar mais claro que trata sobre
esse assunto ressalta que o padrão
segundo o qual serão
avaliados, todos nós seremos avaliados é
a partir daquilo que é a vontade que
Deus revelou a cada um. Nem todo mundo
teve acesso ao mesmo conhecimento ou ao
mesmo nível de especificidade,
profundidade, de extensão da revelação
da pessoa de Deus. Mas todos tiveram
algum acesso à vontade de Deus e por
isso todos serão julgados a partir do
conhecimento da vontade de Deus que
tiveram acesso. Onde é que a gente vê
esse princípio eh enunciado? Romanos,
capítulo 2, versículo 12. Todo aquele
que pecar sem lei, sem a lei, também
perecerá. E todo aquele que pecar sobre
a lei, pela lei, será julgado. Ali no
capítulo dois, Paulo aprofunda um pouco
mais esse julgamento, esse argumento,
perdão. Eu convido você a voltar para
esse capítulo para entender um pouquinho
melhor a questão. Próximo ponto, a
irreversibilidade do julgamento. E aqui
a gente vai ser bem breve. Uma vez
concluído, o julgamento será permanente
e irrevogável. Não há indício de que o
veredito possa ser mudado. Nenhum texto
nos dá a entender que as pessoas que
estão no inferno podem passar para a
nova criação, novo céu e a nova terra,
ou o inverso. Pelo contrário, a única
parábola que é a parábola do rico e de
Lázaro, nos dá a entender que essa
comunicação é impossível, quanto mais a
mudança dessa condição. Um outro texto
importante é Mateus 25:46, o texto que a
gente já citou sobre juízo final. Ao
concluir o seu ensino sobre o julgamento
final, Jesus disse que os que estiverem
à sua esquerda irão para o castigo
eterno, mas os justos para a vida
eterna. Então a própria qualificação da
condição nos dá essa compreensão de uma
de um de um caráter irrevogável. Aqueles
que vão para o castigo vão para o
castigo eterno. Aqueles que vão para a
vida, vão para a vida eterna. Agora,
como é que vai ser esse
período no inferno? E como é que vai ser
esse período na nova criação, novo céu e
na nova terra? Sobre a nova criação, o
texto mais detalhado que a gente tem
sobre isso é Apocalipse capítulo 21 e
22. um texto maravilhoso, riquíssimo na
sua descrição daquilo que é o desejo e o
plano de Deus para criação desde o
começo da criação, mas que também não
responde curiosidades pra gente. Será
que a gente vai, como foi perguntado na
aula passada, comer carne ou não? Isso
não é muito eh importante para o texto
bíblico. Será que a gente vai lembrar de
todas as coisas? me parece coerente, mas
isso também não é discutido nesse texto
em especial, mas tem outras questões que
são muito importantes e discutidas ali.
Agora, sobre o inferno, a gente já falou
que tem uma pregação eh do Saião sobre
essa realidade do inferno. Eh, e eu acho
que foi na nossa antepenúltima aula que
colocaram esse link aqui. Se alguém
puder acessar novamente, eu não separei
com antecedência que ele trata sobre
isso e ajuda muito a entender que é, nós
temos várias referências ao inferno, mas
nós não temos muitas descrições de como
é que será a realidade das pessoas que
estarão lá. É claro que é um lugar de
punição, é claro que é um lugar de
sofrimento, é claro que é o ponto de
separação entre as criaturas que
rejeitaram a presença de Deus e o
próprio Deus. É como se no argumento de
Paulo Deus tivesse entregado essas
pessoas aos desejos que elas nutriram no
seu coração, que era viver completamente
separado do criador. E também é muito
claro que essa é uma condição
irreversível, não dá para mudar. Mas tem
uma discussão teológica que é esse será
um sofrimento consciente eterno. As
pessoas estarão para sempre queimando no
seu corpo, sendo atormentados no seu
corpo sem nunca ter fim a esse
sofrimento no inferno. O fato é que isso
não é amplamente discutido no Novo
Testamento como muitas pessoas
gostariam. a gente não tem esse tipo de
descrição. Por isso, a gente também não
deve ter segurança que é essa imagem que
deve prevalecer. Quando existe uma uma
descrição de eternidade sobre esse lugar
do juízo final, o que é falado é que o
lugar existe eternamente, é que Satanás
estará preso lá eternamente. É que o
fogo que queima lá, queima lá nunca se
apagará. Mas o fato de que as pessoas
permanecerão lá por toda a eternidade
conscientemente sofrendo, é uma coisa
que tem a ver com outras fontes, mas que
a gente não tem nenhuma afirmação,
nenhuma negação no texto bíblico, tá
bom? E aí a gente vai passar agora para
o ponto central da nossa aula de hoje.
Ainda que o juízo final seja também
muito importante, a gente conecta mais
com o assunto da nossa aula
anterior. Sobre o
milênio. Na teologia cristã, ao longo
dos anos, tem existido uma discussão
considerável acerca dessa relação
cronológica entre a segunda vinda de
Cristo e alguns outros eventos, como por
exemplo, o milênio e a tribulação. A
discussão em torno eh desses eventos
está justamente sobre esses dois pontos.
Primeiro, vai existir um milênio, um
reinado terreno de Jesus Cristo? E caso
sim, a segunda vinda ocorrerá antes ou
depois desse reinado. A ideia de que
haverá um reinado terreno de Cristo é
denominada de amilenismo. A ideia de que
não vai existir um reino terreno. O
ensino de que a volta de Cristo vai
inaugurar um milênio é denominado de
pré-milenismo.
Quanto a crença de que a segunda vinda
vai encerrar o milênio, é o que a gente
chama de pós-milenismo. Fique calmo que
eu vou explicar com um pouco mais de
calma, de detalhe para não confundir
esses termos também na nossa cabeça. Uma
segunda discussão, Cristo vai remover a
igreja do mundo antes da grande
tribulação, esse é o
pré-tribulacionismo. ou ele se voltará
ou ele só voltará após a grande
tribulação. Esse é o
pós-bulacionismo. Esta segunda pergunta
é encontrada principalmente no
pré-milenismo. A gente vai examinar a
agora essas principais concepções
milenistas e depois eu vou falar muito
brevemente sobre as concepções
tribulacionistas, tá? Então sobre
milênio, a gente tem essas três posições
que você vê na tela. amilenismo,
pré-milenismo e pós-milenismo. Eu vou
começar de baixo para cima na imagem que
você tá vendo aí. O que que é o
pós-milenismo?
O pós-milenismo baseia-se na crença de
que a pregação do evangelho vai ser tão
bem-sucedida que o mundo todo vai se
converter em um dado momento da
história. Não é que todas as pessoas que
já morreram morreram de forma
convertida, ainda que secreta, não é
isso? Mas é que a igreja vai se tornando
cada vez mais bem-sucedida na sua missão
de evangelização, que em um dado momento
da história, todas as pessoas vivas
naquele momento vai se converter. O
reinado de Cristo que se localiza no
coração das pessoas será completo e
universal.
Consequência desse reinado completo
universal é que a paz prevalecerá sobre
a terra e o mal será virtualmente banido
da criação. Então, quando o evangelho
tiver produzido todo o efeito que ele
pode produzir, Cristo vai retornar. É
esse o momento da segunda vinda de
Cristo. Basicamente, o que a gente tem
aqui é uma posição muito otimista a
respeito da história, da missão da
igreja e do momento do retorno de
Cristo. O pós-milenismo foi mais popular
nos períodos em que a igreja parecia
estar obtendo sucesso em sua tarefa de
ganhar o mundo, ainda que não seja uma
posição muito nova. Por exemplo, a gente
tem a proposta do pós-milenismo no
século
por Ticônio e pelo famoso Agostinho de
Ipona, que adotou essa posição e
popularizou essa posição. Agora, essa
posição ganhou muito, muito espaço a
partir do final do século XIX. Por quê?
Esse foi um período de grande eficiência
nas missões mundiais e também houve um
grande progresso nas eh condições
sociais de muitos lugares do globo,
porque existiu progresso da ciência,
tratamento para doenças que eram
incuráveis, houve uma perspectiva muito
otimista a respeito da história. Isso a
gente percebe até no começo do século
XX. Por isso que as duas grandes guerras
foram, no século XX, um banho de água
fria para essas pessoas que nutriam uma
perspectiva muito positiva sobre a
história. Era quase como se a gente
tivesse chegando no fim da história,
porque todos os problemas seriam
resolvidos e isso se infiltrou nos
posicionamentos teológicos mais
populares da época.
Ah, uma consequência dessa posição
pós-milenista é pressupor que o mundo
logo seria alcançado para Cristo. De
onde é que as pessoas tiraram essa
compreensão no texto bíblico? A gente
tem, obviamente que interpretações
particulares, mas interpretações do
Salmo 47, Salmo 72, o Salmo 100.
Isaías capítulo 45 do 22 ao 25 e Oséias
2:23 são algumas das passagens que
deixam claro e isso ninguém discute, que
todas as nações vão se aproximar de Deus
no momento em que Deus determinar essa
eh esse ponto final da história. Além
disso, Jesus disse em muitas ocasiões
que o evangelho seria pregado
universalmente antes de sua segunda
vinda. O evangelho vai ser pregado em
todas as nações e então virá o fim, como
tá lá em Mateus, capítulo 24, versículo
14. E uma vez que a grande comissão deve
ser cumprida sob a autoridade de Jesus,
como a gente vê no finalzinho de Mateus,
Mateus capítulo 28, do 18 até o 20,
então se é Jesus que tá na frente desse
negócio, se é Jesus que tá na frente
desse barco, é porque necessariamente a
missão será completamente bem-sucedida.
e bem-sucedida aqui, quer dizer que
todas as pessoas vão acreditar na
mensagem do
evangelho. Então, na compreensão
pós-milenista, o milênio começa a partir
da primeira vinda de
Jesus, perdão, a partir da primeira
vinda de Jesus
está se desenvolvendo ao longo da
história, inclusive no tempo
presente. vai gerar um momento muito
próspero, pacífico e positivo na
história até o momento em que a nossa
missão estará completa e o retorno de
Jesus marcará o fim do milênio, tá? No
pensamento país iluminista, o reino de
Deus é entendido como uma realidade
presente aqui e agora, não como um
domínio celestial futuro. As parábolas
de Jesus em Mateus capítulo 13 nos dão
uma ideia da natureza desse reino. E
você vai lembrar que uma parábola que tá
lá nesse capítulo é a do fermento e a
outra é a do grão de mostarda. Então, o
reino de Deus é como esse fermento que
vai se propagando gradualmente, mas com
certeza, ainda que lentamente e
imperceptível pra maioria das pessoas,
vai se propagando pelo todo, vai
dominando todas as
coisas. Esse reino, então, conforme a
interpretação pós-milenista, tem duas
características. A sua difusão será
extensiva, ou seja, vai se difundir pelo
mundo todo e vai ser intensiva, vai se
tornar dominante sobre todos os poderes
da Terra. O progresso, os pós-milenistas
afirmam, não é necessariamente
uniforme. Aliás, a vinda do reino pode
muito bem ser precedida de uma série de
crises. Não é que a história vai ser um
crescendo contínuo. Vai ser um crescendo
porque no fim das contas vai estar tudo
muito bem e muito melhor do que nós
temos hoje, mas no meio do caminho podem
ter muitas variações desse progresso. Na
concepção pós-milenista, o milênio vai
ser um período extenso, mas não
necessariamente de 1000 anos literais.
Aliás, a concepção pós-milenista do
milênio é muito pouco calcada, baseada
no texto que cita o milênio, que é
Apocalipse Calvic capítulo 20, que é
justamente o texto que menciona não só o
milênio, mas também as duas
ressurreições. Ela se fundamenta muito
mais nesses outros textos bíblicos que
eu mencionei. O próprio fato da vinda do
reino ser gradual dificulta muito na
concepção pós-milenista o cálculo da
duração do milênio. Então, já que os
1000 anos não são literais, já que isso
começou na primeira vinda de Jesus,
exatamente quando é que vai acabar? Não
tem como saber porque é algo de duração
simbólica, não dá para
compreender um aspecto essencial que
distingue o
pós-milenismo das outras concepções
milenistas que a gente vai conversar já
já, é que os pós-milenistas esperam que
as condições da história melhorem e não
piorem antes do retorno de Cristo. Você
já conversou com cristãos que tem como
um pressuposto nunca questionado, nunca
avaliado de que as coisas estão
piorando, vão piorar muito mais e a
Bíblia disse que isso iria acontecer?
Pois é, essa não é a compreensão
pós-milenista. compreensão
pós-milenista. Aqui pode ter momentos
muito ruins da história, mas de forma
geral as coisas vão melhorar ao longo do
tempo. O
progresso dessa visão foi muito modesto
durante o século XX, foi muito pequeno,
justamente por conta do choque das
grandes guerras mundiais e também da
ameaça de destruição global, pelo menos
da destruição da maior parte das formas
de vida com uma espécie de holocausto
nuclear que não aconteceu, pelo menos
não aconteceu ainda, mas que trouxe
profunda angústia nas pessoas durante a
segunda metade do século 20. E isso mais
uma vez está refletido na teologia. Isso
é interessante, pessoal, perceber como a
teologia é sempre filha do seu tempo. Os
movimentos da história, o movimento no
qual os teólogos estão
envolvidos acabam sendo refletidas na
forma como essas pessoas leem o texto
bíblico. E isso é inevitável, ainda que
a gente precise ter cuidado para não
condicionar excessivamente a nossa
interpretação do texto à luz. das
circunstâncias que nós estamos, nós
também não podemos ler o texto
desvinculado dos dilemas e dos problemas
que a gente tá enfrentando agora. Então,
o que a gente percebe a respeito do
pós-milenismo é que essa posição não tem
persuadido um grande número de teólogos,
pastores e leigos no tempo presente. Tá?
Essa é a primeira posição a respeito do
milênio que a gente explorou. Segunda,
pré-milenismo. Aqui a gente vai gastar
um pouquinho mais de tempo. O
pré-milenismo acredita no conceito de um
reinado terreno de Jesus Cristo e um
reinado com duração de cerca de 1000
anos ou pelo menos um período
substancial de tempo, ainda que não seja
1000 anos, não sejam 1000 anos literais.
Diferentemente do
pós-milenismo, o pré-milenismo entende
que Cristo vai estar fisicamente
presente durante esse tempo. Crê também
que Jesus vai retornar de forma pessoal
e física a fim de iniciar o milênio.
Então, a presença de Jesus não é
simbólica nesse sentido
de dizer que Jesus vai estar aqui, mas
na verdade é a sua igreja que vai estar
aqui. Não é a ideia de que Jesus, que
ascendeu aos céus, vai retornar pessoal
e fisicamente à Terra para estabelecer
esse milênio sobre a Terra num período
histórico futuro bem definido. Sendo
assim, o milênio, na perspectiva
pré-milenista não é algo que começou com
a primeira vinda de Cristo, não. Ele
ainda vai começar a partir da segunda
volta de
Cristo. É provável que o pré-milenismo
tenha sido a compreensão ou a concepção
dominante nos três primeiros séculos da
igreja. Como é que a gente sabe disso?
Porque a gente tem um relato de alguns
dos pais da igreja que trazem essa
interpretação nos seus escritos. alguns
exemplos, Irineu, Justino Marte e outros
pais da igreja que registram essa
leitura e
interpretação do texto de Apocalipse,
capítulo 20. O milênio, nessa
compreensão, seria um tempo de
grande eh plenitude, de grande
fertilidade. A renovação da Terra seria
completa e é importante, haveria a
reconstrução de uma Jerusalém.
glorificada, uma Jerusalém do ponto de
vista físico, a cidade seria o centro
desse reino. Eh, na Idade Média, o
pré-milenismo foi se tornando muito
raro. Ainda que a gente encontre essa
posição nos pais da igreja, a partir do
século 4 em diante, a gente vê um
declínio na aceitação dessa compreensão.
Em meados do século XIX, no entanto, o
pré-milenismo começou a se tornar bem
mais popular, em especial nos círculos
conservadores. Quando a gente fala dos
círculos conservadores, a gente tá
querendo dizer que existiam também os
círculos liberais, uma forma de ler a
Bíblia que utilizava metodologias muito
diferentes e que já não conservavam mais
a posição que a igreja manteve ao longo
dos seus praticamente 2000 anos. até
chegar esse momento do surgimento de
posições mais liberais.
Em parte, esse aumento do
prém-milenismo, dessa retomada do
prémilenismo a partir do século XIX,
acontece pelo fato de que os liberais,
embora adotassem uma concepção
milenista, mas uma concepção mais
pós-milenista do que
pré-milenista, esse tipo de
posicionamento gerou uma reação muito
forte nos conservadores, que é se você
liberal é pós-milenista, então Eu não
posso ser pós-milenista porque eu sou
antiliberal. Eh, mas você é
pré-pósmilenista, enfim, eu sou o que o
liberal não for. Então, se o liberal é
pós-milenista, eu sou pré-milenista. Em
parte, esse esse acirramento de
posicionamentos entre conservadores
liberais explica um pouco do
ressurgimento do pré-milenismo a partir
do século XIX. Também cresce a partir
desse período, a popularidade do sistema
dispensacionalista de interpretação e
escatologia, eh,
que acontece a partir do momento também
que o pós-milenismo vai perdendo força.
A gente não falou que no século XX o
pós-milenismo foi perdendo adeptos por
por conta dos importantes eventos eh
sociais globais que aconteceram nesse
século. Então, muitas dessas pessoas
mudaram o seu posicionamento para uma
compreensão mais pré-milenista. O que
que é dispensacionalismo? Calma que eu
vou explicar um pouco mais na frente.
Essa concepção pré-milenista possui um
número considerável de adeptos entre
batistas. Nem todo Batista é
pré-milenista, mas muitos batistas são.
Tem muito Batista que nem se interessa
muito nessas questões, mas em especial
entre os batistas conservadores. Os
pentecostais, via de regra, são
pré-milenistas.
Ah, e também algumas igrejas
fundamentalistas independentes adotam
essa posição. Qual é o texto mais
importante para fundamentar o
posicionamento pré-milenista? Apocalipse
capítulo 20 versículos 4 até o 6. Vi
tronos em que se assentaram aqueles a
quem havia sido dada autoridade para
julgar. Vi as almas dos que foram
decaptados por causa do testemunho de
Jesus e da palavra de Deus. Eles não
tinham adorado a besta, nem a sua
imagem, e não tinham recebido a sua
marca na testa, nem nas mãos. Eles
ressuscitaram e reinaram com Cristo
durante 1000 anos. O restante dos mortos
não voltou a viver até se completarem os
1000 anos. Esta é a primeira
ressurreição. Felizes e santos os que
participam da primeira ressurreição. A
segunda morte não tem poder sobre eles.
Serão sacerdotes de Deus e de Cristo e
reinarão com ele durante 1000 anos. Esse
é o único texto bíblico que fala sobre
milênio, pelo menos de forma explícita.
Apocalipse capítulo 20 versículos 4 a 6.
Os pré-milenistas observam que
aqui estão as provas de um período de
1000 anos e duas ressurreições, uma no
início do milênio e outra no fim do
milênio ou após o milênio. Os
pré-milenistas insistem numa
interpretação literal dessa passagem.
Também é importante observar a natureza
do milênio, como é que será esse
milênio. Embora os pós-milenistas pensem
que o milênio esteja sendo instalado
gradualmente, talvez de uma forma quase
que imperceptível, os pós-milenistas
imaginam que esse vai ser um evento
repentino, vão ser eventos cataclísmicos
que vão dar início ao período do
milênio. Na concepção
pré-milenista, o governo de Jesus Cristo
será completo desde o início do milênio.
Então, começa a fazer a comparação para
o pós-milenista. Já começou lá atrás com
Jesus inaugurando o reino de Deus.
Existe o reino de Deus. O milênio já
começou, mas ele ainda não chegou na sua
amplitude final. Já para o pré-milenista
vai ser zero ou um, preto ou branco.
Quando começar o milênio, toda a paz que
é prometida para o milênio, de acordo
com o texto Apocalipse capítulo 20, vai
se estabelecer no dia 1 e vai seguir até
o fim desse período de 1000 anos. Nesse
momento, o mal estará completamente
eliminado da criação. De acordo com o
pré-milenismo. Portanto, o milênio não
será uma extensão das tendências que já
atuam no mundo. O que é que vai
acontecer nesse período? Vai haver país
mundial, vai haver harmonia universal
entre os povos. E essa harmonia não vai
ficar restrita aos seres humanos, porque
a natureza, como coloca Romanos capítulo
8, geme, está aguentando as
angústias, eh, aguardando a redenção dos
filhos de Deus, justamente para ser
libertada da maldição que ela foi
submetida durante a queda. Então esse é
um momento de fato muito importante para
os
prémenilenistas, que é a ideia de que
todas essas promessas sobre paz mundial,
harmonia entre os povos, o
estabelecimento da libertação da criação
vai acontecer durante o
milênio. Embora a natureza exata desse
reinado, exatamente qual vai ser o nosso
papel, não seja detalhado em Apocalipse
20 ou qualquer outro texto, nós vemos
que o milênium é uma espécie de prêmio
por nossa fidelidade em participar com
Jesus, com ele no momento da sua glória.
uma abordagem pré-milenista específica é
aquela que a gente já mencionou, o
dispensacionalismo. O dispensacionalismo
merece uma atençãozinha especial. Por
quê? Ele é muito recente na história,
mas devido à sua influência crescente em
correntes teológicas ortodoxas, a gente
precisa reconhecer quais são os seus
argumentos e compreender como é que esse
grupo pensa. Os dispensacionalistas
costumam entender que o sistema deles é
primeiro e acima de tudo um método de
interpretação das escrituras. E isso é
muito importante, pessoal. Por que é
importante? Porque é como se o evento do
milênio e o evento das outras
dispensações formassem o critério ou os
critérios mais básicos e fundamentais de
interpretação de toda a Bíblia. Então,
compreender quais são essas
dispensações permitirá você a
interpretar adequadamente cada um dos
textos bíblicos que se encaixam em
momentos diferentes da história que é
dividida em várias
dispensações. Na sua essência, essa
convicção diz que as escrituras devem
ser
interpretadas de forma
literal, sem simbolismo. Isso não
significa, obviamente, que as passagens
metafóricas devam ser entendidas
literalmente, mas é a ideia de que o
significado simples, direto, literal,
preto no branco, se esse significado faz
sentido, então não se deve procurar
outro significado simbólico nesses
textos, seja Apocalipse ou seja qualquer
outro texto da Bíblia. Em parte, isso
significa que a
profecia, em especial as profecias que
não foram cumpridas ainda, que vão se
cumprir sobre o fim dos tempos, devem
ser interpretadas de modo muito literal
e muitas vezes com uma dose considerável
de detalhes. Uma característica dos
dispensacionalistas é ter uma cronologia
muito detalhada e muito determinada
sobre as dispensações que já aconteceram
e a dispensação ou tempo que marcará
esse momento do fim.
Especificamente, outro ponto também
fundamental para compreender o
comportamento, a interpretação, a
compreensão, perdão, dos
dispensacionalistas, é que Israel é
sempre compreendido no Antigo e no Novo
Testamento. No Antigo é óbvio, mas no
Novo tem mais discussão. Israel é sempre
compreendido como uma referência ao
Israel como nação ou etnia, mas não como
igreja. Israel e igreja são duas coisas
completamente diferentes nos textos do
Novo Testamento que mencionam
explicitamente o nome de Israel. O
dispensacionalismo encontra na Bíblia
provas de uma série de dispensações
sobre as quais eh Deus tem conduzido o
mundo. Antes de falar sobre as
dispensações, eu vou voltar para essa
questão da distinção entre a igreja e
Israel.
Todo dispensecionalista acredita que
Israel e a igreja são duas coisas
completamente diferentes. Mas nem todo
mundo que crê que a igreja e Israel são
duas coisas completamente
diferentes é dispensacionalista. Tem
muitas pessoas que acreditam nessa
distinção na interpretação dos textos
bíblicos que falam sobre igreja e
Israel, mas que não concorda com o
restante do esquema de interpretação e
compreensão das profecias escatológicas,
conforme a descrição dispensacionalista.
Tá fechado esse parêntese. Vamos voltar
aqui para as
dispensações. O que é a ou o que são as
dispensações?
São esses períodos eh em que Deus adota
uma postura ou um plano diferente para a
história da humanidade. Na verdade é o
mesmo plano, mas com fases diferentes. E
daí vem a ideia de dispensações
diferentes com as quais Deus tem
conduzido a história da humanidade, a
história de toda a criação. Essas
dispensações são estágios sucessivos na
revelação divina dos seus propósitos.
Há alguma discordância entre os
dispensacionalistas de quantas
dispensações ocorreram e vão acontecer
ao longo da história? Mas de maneira
geral, essas pessoas acreditam que
existe sete momentos bem definidos da
história. Eh, e que o momento do milênio
é um desses momentos, é uma dessas
dispensações que nós não estamos vivendo
agora, certo? Então, já explicamos um
pouco sobre
pós-milenistas, pré-milenistas e agora a
gente vai falar por fim dos
amilenistas.
Bom, o que que é o amilenismo?
Literalmente, amilenismo é a ideia de
que não vai existir um milênio do ponto
de vista literal, um eh milênio marcado
por um domínio terreno de Jesus. não vai
existir durante toda a história até o
momento da segunda vinda de Jesus ou
depois da segunda vinda de Jesus, um
momento de domínio terreno de Jesus que
acontece em outro momento eh da segunda
vinda, que acontece antes do juízo
final. Eh, essas coisas, segunda vinda,
juízo final, tudo isso acontece no mesmo
momento
histórico. O grande julgamento final
virá imediatamente depois da segunda
vinda e resultará de pronto,
imediatamente nos estados finais dos
justos e dos ímpios. Então, para o
amilenismo, o milênio é um símbolo da
vitória completa de Cristo sobre
Satanás. e daquilo que é o desfrutar
perfeito dos santos no céu. Então, de
certa forma, não vai existir um momento
específico para o milênio, porque o
milênio não é uma indicação de período
da história, mas sim de símbolo da
vitória de Jesus contra o mal. Ao lidar
com a passagem muito difícil de ser eh
compreendida, interpretada, que é
Apocalipse, capítulo 20, dos versículos
4 a 6, que a gente já leu aqui, os
amilenistas têm apresentado uma grande
variedade de explicações. Nem sempre é
muito fácil distinguir o amilenismo do
pós-milenismo, já aqui tem muita coisa
em comum, tem muita interseção entre
esses dois conjuntos. O que as duas
concepções têm em comum é que elas creem
que os 1000 anos de Apocalipse 20 deve
ser entendido de forma
simbólica. As duas posições,
pós-milenismo e amilenismo, muitas vezes
sustentam que o milênio é a era da
igreja. O que é a era da igreja? É todo
período compreendido entre a primeira e
a segunda vinda de Jesus. Por que que a
gente chama a era da igreja? Porque é o
período em que a igreja dirigida pelo
Espírito Santo, capacitada pelo Espírito
Santo, tem manifestado e anunciado o
reino de Deus a todos os povos da terra
ou aos povos da terra que já alcançou e
que ela ainda deve alcançar. Então é
esse período de expansão da igreja para
as duas correntes pós-milenismo e
amilenismo. A o milênio está fazendo
referência a esse período da era da
igreja. Onde é que essas coisas, essas
duas correntes divergem? A divergência
está em que os pós-milenistas, ao
contrário dos amilenistas, sustentam que
o milênio abrange um reino terreno de
Cristo. Esse é o ponto fundamental. após
milenismo, as coisas aqui vão melhorar
tanto que vai chegar um momento em que a
terra será dominada por paz e justiça.
Isso vai vir através do sucesso das
missões ou da missão da
igreja. A milenismo não vai existir um
momento de reino terreno. Esse reino é
um reino simbólico, é um reino que está
acontecendo nos céus e ele está tratando
do fato de que Jesus, no momento da sua
segunda vinda, vai acabar com o domínio
do mal. E o que vai prevalecer é Jesus e
aqueles que estão em Cristo. Mas o
período de reino tem a ver com o que
acontece depois do julgamento final.
Quando os amilenistas falam do texto de
Apocalipse capítulo 20, em geral eles
enfatizam o todo do livro de Apocalipse.
Eles argumentam que é impossível de
entender a simbologia de Apocalipse 20
com a a nossa vista focada apenas nesses
três versículos 4, 5 e 6. Eles entendem
que o livro de Apocalipse é formado de
várias sessões, sendo sete o número
mencionado com maior frequência. Essas
várias sessões não tratam de períodos
sucessivos. Antes são recapitulações do
mesmo período, o período entre a
primeira e a segunda vinda de Cristo.
Então, vamos lá. Vocês lembram que
existem os juízos que são representados
pelos sete selos, sete trombetas e sete
taças. para alguns intérpretes, vários
intérpretes de apocalipse, não todos,
obviamente, eh esses três conjuntos de
sete não estão fazendo referência a três
momentos diferentes na história. Estão
falando do mesmo momento da história,
mas estão recapitulando esses eventos e
mostrando uma dimensão diferente da
história. Algo que os selos não
revelaram, as trombetas revelam. Algo
que as trombetas não revelaram, as taças
revelam. e também o movimento de
intensificação do juízo. Mas quando é
que essas coisas vão acontecer? É como
se o livro do Apocalipse não estivesse
nos informando quando, mas que essas
coisas vão acontecer. E por isso a gente
deve interpretar as forças de oposição
ao estabelecimento do reino de Deus há
2000 anos atrás, no tempo presente, em
todos os anos que ainda irão acontecer
antes da volta de Cristo, como dentro
desse período que é coberto pelos sete
selos, pelas sete trombetas e pelas sete
taças. Sendo assim, Apocalipse 20 não se
refere unicamente ao último período da
história da igreja, mas é, na verdade,
uma perspectiva especial de toda a
história da igreja. Os amilenistas
também nos lembram de que o livro de
Apocalipse como um todo é muito
simbólico. Então não dá para fazer uma
separação tão fácil, tão direta de
acordo com os amilenistas, como propõe
os pré-milenistas. Os pré-milenistas
propõem
que dá para você interpretar tudo
literalmente, a não ser os textos que
são muito claros, que são metafóricos e
simbólicos, mas se der pra gente
encontrar uma interpretação
relativamente coerente com a
interpretação literal, então a gente
deve dar preferência à interpretação
literal. Os amilenistas vão dizer:
"Olha, Apocalipse é muito difícil fazer
isso. É tudo muito simbólico e se a
gente escolher uns para ler literalmente
e outros para ler, eh, simbolicamente a
gente vai se perder, não vai ter
critério objetivo nenhum de
interpretação." Os amilenistas observam
que mesmo os
pré-milenistas mais ferrenhos não
interpretam literalmente todo o livro do
apocalipse. taças, os selos e as
trombetas, por exemplo, são em geral
interpretados como símbolos. Eles não
estão interpretando que vai ter um selo
físico feito de cola, de papel adesivo,
de papiro, qualquer coisa dessa
natureza. Mesmo os pré-milenistas
admitem que selos são símbolos para o
juízo de Deus, que trombetas são
símbolos, que taças não é Deus que tá
derramando enxofre lá de cima para
trazer o seu juízo sobre a terra. Então,
a gente percebe na crítica dos
amilenistas, que é todo mundo lê o
apocalipse pelo menos em algum grau de
forma simbólica. Por uma simples
extensão desse princípio, os amilenistas
alegam que os 1000 anos de Apocalipse 20
podem também não ser literais. Além
disso, eles destacam que o milênio não é
mencionado em nenhuma outra passagem das
Escrituras, exceto nesses três
versículos do Apocalipse capítulo 20.
Então, para os amilenistas, o que é que
significa esse símbolo? Já que para você
milenista é tudo simbólico, qual é o
significado então desse símbolo? Muitos
amilenistas utilizam a interpretação eh
que diz o seguinte: o sagrado número
sete em combinação com o igualmente
sagrado número três, forma o número da
perfeição santa, que é 10. E quando esse
10 é elevado ao cubo, formando um
milhar, o vidente diz tudo o que poderia
dizer. O vidente aqui que ele tá se
referindo é a João, aquele que vê as
coisas que Cristo está revelando. Então,
João diz tudo o que poderia dizer para
transmitir a nossa mente a ideia de
completude absoluta. Ou seja, o número
1000 é simbólico para transmitir a ideia
de completude, de força e de poder que
vai caracterizar o domínio de Jesus
quando Jesus determinar que chegou o
momento final do mal nesse mundo. Quando
Jesus determinar a morte da morte, então
ele fará isso de uma forma que todo o
olho verá que será muito mais poderosa
do que o reino da besta, que durou
apenas 7 anos.
Então, se você acha estranho essas
combinações de números 7 + 3, 10 elevado
eu convido você a ler novamente
apocalipse e perceber que esses jogos
numéricos de fato, são muito importantes
paraa construção dos argumentos no livro
de Apocalipse. As referências aos 1000
anos em Apocalipse 20, portanto,
transmitem a ideia de perfeição ou de
completude. Essa é a, esse é o resumo
dos principais argumentos dos
amilenistas e também dos pré-milenistas
e dos pós-milenistas. Mas a gente tem
uma outra perspectiva, uma outra
conversa importante que é a questão da
tribulação. O que é que
a dizem as diferentes correntes sobre a
tribulação?
Existe um momento de grande tribulação
que virá sobre a terra como nenhum outro
existiu. E nesse momento Cristo virá
para resgatar sua igreja. A questão é
quando a questão de prébul
pré-tribulacionista, midribulacionista
ou pós-ribulacionista, está muito
vinculado ou faz sentido apenas dentro
do esquema de
interpretação pré-tribulacionista. Não
faz muito sentido para os amilenistas,
não faz muito sentido para os
pós-milenistas. Como é que os
pré-milenistas se distinguem em relação
à tribulação? A grande tribulação será
um período de 7 anos. Alguns admitem que
é um período de 7 anos do ponto de vista
literal. Outros dizem que é simbólico.
Pode ser mais ou menos do que 7 anos
solares. E nesse
período, para os
préribulacionistas vai existir o
seguinte: Jesus vai voltar a primeira
vez, mas ele vai voltar em segredo.
Apenas a igreja vai saber que Jesus
voltou. Por que que a igreja vai saber?
Porque a igreja vai ser arrebatada. E
aqueles que não forem arrebatados serão
os deixados para trás. É daí, dessa
posição que vem a famosa série de
livros, que também se tornou filmes,
deixados para trás. E é essa posição que
caracteriza os
dispensacionalistas. Eles são
pré-tribulacionistas, pré-milenistas. Ou
seja, Jesus vai voltar de forma
invisível, vai arrebatar a igreja, vai
existir o período de 7 anos de grande
tribulação e sofrimento sobre a terra.
Ao fim dos 7 anos, Jesus volta agora de
forma visível para todos, mas volta com
a sua igreja
glorificada. Terá a primeira
ressurreição. A igreja glorificada vai
estabelecer o começo do milênio junto
com Cristo. Cristo vai reinar durante
1000 anos. Depois, Satanás vai ser solto
pela última vez durante o período de
1000 anos. Existe paz, existe
prosperidade e harmonia, porque Satanás
está preso junto com seus anjos. Depois
do milênio, Jesus vai soltar Satanás.
Pela última vez vai existir a batalha,
como narrado de Gog, Magog. Eh, Satanás
vai ser derrotado por Miguel e os seus
anjos e depois virá o grande juízo do
trono branco. Depois do grande juízo do
trono branco, no grande juízo do trono
branco é que aqueles que não haviam
passado pela primeira ressurreição, vão
passar agora pela segunda ressurreição.
Depois do período do ah grande juízo do
trono branco, vai se estabelecer novos
céus, nova terra a nova Jerusalém. Isso
é o esquema dos pré-tribulacionistas.
pré-milenistas. Depois a gente encontra
a posição dos mid tribulacionistas.
Esses dizem o
seguinte: "A igreja vai passar pela
tribulação, mas a igreja vai passar
apenas pela primeira metade da
tribulação, ou seja, os 3 anos e meio
iniciais. Esses números estão muito mais
presentes no livro de Daniel. Quando a
gente lê sobre essas profecias em Denk,
a gente começa a perceber como é que
toda essa teologia vai se
estruturando. A igreja passa pelos 3
anos e meios iniciais da tribulação e
Cristo volta de maneira invisível paraa
igreja. Esse ponto é semelhante aos
pré-tribulacionistas. São arrebatados e
a igreja não passa pela segunda metade.
Por que que a segunda metade é diferente
da primeira metade? Porque a metade mais
severa. O sofrimento da igreja ou na
verdade o sofrimento dos juízos de Deus
derramados sobre a terra se intensificam
na segunda metade da grande tribulação.
E essa é a parte a igreja não vai passar
de acordo com essa corrente. Depois dos
3 anos e meios finais da grande
tribulação, Jesus volta com a igreja
glorificada. E tudo depois disso é igual
no esquema pré-milanista medit
tribulacionista. Por fim, a gente tem os
pós
tribulacionistas. O que é que os
pós-ribulacionistas pré-milenistas
dizem? Essa é a corrente que é tratada
na teologia como pré-milenismo
histórico. É na interpretação de alguns,
muitos teólogos, não é verdade, a
posição que aqueles pais da igreja que
eu fiz menção possuíam. que é a igreja
vai passar pelos 7 anos de tribulação, o
período mais brando, o período mais
severo. Jesus volta uma única vez de
maneira visível, mas no mesmo instante
que Jesus volta, ele glorifica a sua
igreja. A igreja então que passa pela
primeira
ressurreição vai governar com Cristo
durante o milênio e daí pra frente. É
tudo igual àilo que eu já expliquei, tá?
Então, pré-tribulacionismo, Jesus volta
de forma invisível, igreja não passa
pela grande tribulação. Mente
tribulacionista, a igreja passa por
metade da tribulação. Jesus volta de
forma invisível só para a igreja,
arrebata a igreja. Igreja não passa pela
parte mais severa da grande
tribulação. E os pós-ribulacionistas, a
igreja passa por toda a tribulação.
Jesus volta, glorifica a igreja, a
primeira ressurreição, início do
milênio. E aí tudo segue, como a gente
já explicou, tá?
Ah, a gente já falou um pouco sobre
ressurreição na aula passada, mas eu não
falei ali sobre essa diferença de
perspectiva de que existem duas
ressurreições e como isso é interpretado
por esses grupos em Apocalipse capítulo
20. O texto que também fala sobre duas
ressurreições é basicamente Apocalipse
capítulo 20. Para os
pré-melenilenistas existem de fato duas
ressurreições do ponto de vista literal.
Aqueles que ressuscitam e passam pela
primeira ressurreição reinam com Cristo.
E esses são os que o texto de Apocalipse
chamam de bem-aventurados, de felizes,
porque a segunda morte não tem poder
sobre eles. Depois, aqueles que estão,
que morreram e que não fazem parte da
igreja, que não reinaram com Cristo
durante os 1000 anos, aqueles que vão
ressuscitar para condenação, passam por
esse momento da segunda ressurreição. E
aí na segunda ressurreição eles
ressurgem mais para serem
condenados, tá? Então esses é essa é a
diferença das duas ressurreições. Do
ponto de vista dos
prémenilenistas, do ponto de vista dos
amilenistas e dos pós-milenistas, existe
uma única ressurreição. Ah, então o que
são as duas ressurreições mencionadas em
Apocalipse capítulo 20? é entendido como
um símbolo. Na verdade, a primeira
ressurreição é como se fosse uma espécie
de
ressurreição espiritual, não a
ressurreição no corpo. E o sujeito morre
no corpo, mas ele ressurge em vida por
meio do espírito que ele possui, que
está em Cristo Jesus. E a segunda
ressurreição é a ressurreição final, a
ressurreição do corpo. Então, existiria
apenas uma ressurreição do ponto de
vista físico que todos passariam, que é
a segunda ressurreição
narrada no livro de Apocalipse, capítulo
20. E a primeira ressurreição, a
ressurreição simbólica que acontece em
espírito apenas para aqueles que estão
em Cristo Jesus, tá? Essa é a diferença
de perspectiva que existem nessas
correntes. Bom, pessoal, tem muitas
questões da escatologia que a gente pode
discutir que não deu tempo de entrar em
detalhes. Muitas questões desses tópicos
de hoje que valeria a pena falar com um
pouco mais de detalhe, mas tem restrição
de tempo, então não deu para falar tudo.
Mas eu espero que essas principais
escolas, e aqui eu vou ressaltar,
conforme a teologia sistemática tem
estruturado o assunto do milênio, da
tribulação, tenha ficado claro, todo
mundo de alguma forma se encaixa em
algum desses esquemas? Não existem
alguns teólogos, pessoas muito dedicadas
ao estudo do livro de Apocalipse e dos
outros textos escatológicos que entendem
que nenhuma dessas três escolas
pré-tribulacion ou pré-milenista,
pós-milenista, amilenista capta muito
bem o que o texto de Apocalipse está
falando em especial. Eh, então eu sou
obrigado a tomar partido por uma dessas
escolas? Não, mas eu acho que é muito
importante conhecer o que elas dizem e
saber o que de fato você pensa. Se você
não concorda com nenhuma dessas maneiras
de pensamento, o que é que você entende
desses textos? E isso é mais importante.
Vamos lá para as nossas perguntas de
hoje. Parará.
Eh, deixa eu ver
aqui. Várias pessoas reafirmando que
estão orando pelo Saião, desejando a sua
recuperação. Isso é muito importante.
Ele tem agradecido e a gente também
pelas orações, pela recuperação de
Saião.
Ah, o julgamento final e o tribunal de
Cristo, o tribunal do trono branco, são
todas referências ao mesmo
acontecimento? Eu acredito que sim,
Fernanda, por argumentos que a gente
apresentou ao longo da aula. O próprio
Paulo que fala do tribunal de Cristo em
segunda Coríntios, capítulo 5, fala em
Romanos do tribunal de Deus. E ele
claramente está fazendo referência a
esse momento final. Ele não faz
distinção nesses momentos de dois
momentos de julgamento distintos. O
próprio livro de Apocalipse, capítulo
20, quando vai falar sobre o juízo
final, não fala de duas etapas do juízo
final, fala do julgamento do trono
branco. Então, me parece que são
expressões, simbologias para falar do
mesmo momento de perspectivas, de
ângulos
diferentes. Uma pergunta aqui do Javan.
Essa é a última aula, a última aula
desse módulo, a última aula dessa
semana. Semana que vem a gente começa
outra jornada aqui, ao meu ver, uma
jornada muito importante, pessoalmente,
eu acho que até mais importante do que o
estudo da teologia sistemática, que é o
estudo diretamente da literatura e do
dos textos bíblicos de um ponto de vista
um pouco mais exegético ou do ponto de
vista mais da teologia bíblica. Então eu
acredito que você não vai perder tempo
se você voltar aqui semana que vem e
também nos próximos 3 meses,
tá? Vamos
ver. O milênio será literal? Bom, passei
mais da metade da aula tentando explicar
as várias correntes diferentes que se
posicionam nesse aspecto. Mas só para
resumir, para o amilenismo não. Para o
pós-milenismo depende do que quer dizer
literal, literal do pão de vision anos,
não. Para os pré-milenistas, alguns
mesmos pré-milenistas admitem que vai
ser um momento futuro na história. Jesus
vai voltar pessoal e fisicamente. Alguns
também reconhecem que o período 1000
anos não é necessariamente 1000 anos
solares. Outros dizem que olha, é assim,
1000 anos do ponto de vista do nosso
calendário
moderno. Ah, professor, esse material de
slides tem possibilidade de receber via
arquivo de e-mail ou PDF? Eu vou
disponibilizar, tá, Fernando? Eu vou
colocar o PDF como material complementar
para que vocês tenham aí com
vocês. Deixa eu
ver que
mais. A Rude e pode explicar Primeira
Coríntios 6 2 e 3, que diz que os santos
hão de julgar o mundo. Essa, de fato, é
uma passagem que aparece em Primeira
Coríntios.
É algo que aparece em Apocalipse
capítulo 20 quando fala também que
haveria aqueles que julgariam junto com
Cristo durante o milênio. Se assenta em
tronos aqueles que julgariam junto com
Cristo. Mas é interessante, Rut, que
esses textos apenas afirmam o nosso
papel de julgar o mundo, mas não diz
exatamente como é, não diz no que
consiste o nosso papel no julgamento.
Por exemplo, é, existem
possibilidades e inferências que a gente
faz a partir de outros textos. O texto
que a gente mencionou de Romanos 8 é
muito sugestivo de que nós seremos
responsáveis por trazer a libertação de
Deus para o restante da criação.
Animais, natureza, planetas, galáxias,
universo criado inteiro será redimido a
partir daquilo que é a glória de Deus
manifesta nos filhos de Deus. Isso é
muito importante. Por que que isso é tão
coerente? Porque isso tem a ver com o
texto de Gênesis. Essa era a nossa
função no jardim do Édenem antes do
pecado. O que é que Adão e Eva tinham
como missão na criação de zelar pelo
jardim e fazer com que essa harmonia do
jardim dominasse todos os pontos do
cosmos. De certa forma, é nisso que
Paulo está se baseando quando ele
escreve Romanos capítulo 8. Talvez essa
ideia de julgar o mundo tenha a ver com
isso, mas a ideia de julgar tem a ver
com juízo, com essa ideia de condenação
ou absolvção. O que eu acho que faz
muito sentido é o papel dos mártires, o
papel das testemunhas de Jesus no tempo
presente é um papel de muita importância
e de muito sofrimento, porque muitos não
vão crer. Eu não sou
pós-milenista. Muitos não vão crer na
mensagem, serão rejeitados. Isso
naturalmente pode trazer muito
sofrimento e dor para esses que possuem
essa missão e que levam adiante essa
missão. Eh, mas o texto de Apocalipse dá
a entender que esses que morreram não
derramaram o seu sangue em vão. A vida
deles, o anúncio da mensagem feita por
eles, feito por eles, será a base pelo
qual Jesus julgará e condenará aqueles
que não receberam a mensagem do
evangelho. Da mesma forma que a partir
do anúncio dessa mensagem que Jesus vai
absolver aqueles que creram, porque
essas pessoas são salvas mediante a
graça, por meio da fé, mas a fé vem pelo
ouvir. Então acho que é a ideia de que é
a vida dessas pessoas, o anúncio da
mensagem que essas pessoas fazem, que
será o critério de julgamento utilizado
por Jesus no momento do
julgamento. Vamos ver o que mais vocês
trazem
[Música]
aqui. Que
mais? Deixa eu ver.
O inferno não é eterno. É muito claro,
Judite, que o inferno é eterno. O lugar
da condenação é
eterno. O julgamento e a sentença final
são eternos. Mas como é que esse juízo
vai se desenvolver nesses lugares? não é
tão discutido, não é tão detalhado. A
gente tem uma compreensão que é muito
ampla, assim, é muito difundida, que é
as pessoas que são condenadas ao
inferno, elas vão passar a eternidade em
um sofrimento consciente. Isso, como eu
falei, não é tão detalhado no texto
bíblico, mas é uma possibilidade. É uma
possibilidade. tem uma posição que é o
aniquelacionismo, que vai dizer o
seguinte: "Essas pessoas vão ser
condenadas, a sentença é irreversível,
vão receber a punição e passar pelo
sofrimento no inferno, mas em um dado
momento da história, elas serão
aniquiladas. Deus não teria nenhuma
justificativa ou prazer para vê-las
sofrer conscientemente por toda a
eternidade. Então, Deus vai ter uma
certa medida de proporcionalidade para o
sofrimento dessas pessoas e elas vão
sofrer por um tempo e depois ela vai ser
aniquilada. E a irreversibilidade está
no fato de que ela está para sempre
separada de Deus, porque essa pessoa já
não existirá mais.
Essa é outra posição. Existe texto
bíblico específico que diz que é
exatamente isso que vai acontecer. Eu
creio que não. Desconheço que seja isso.
Ainda que algumas pessoas acreditem que
isso é uma forma coerente de imaginar o
que o Deus de amor e de misericórdia das
escrituras, que também é justo, vai
fazer.
Ah, perguntaram sobre a grande
tribulação, mas tava cedo aí, era 7:30,
eu não tinha chegado nesse tópico ainda.
Acredito que tá
explicado. Deixa eu ver o que
mais. Ah, a Judite falou que houve um
problema no YouTube. A aula saiu de
repente e voltou. Não sei se outras
pessoas experimentaram isso. Eu não pude
ver nada estranho por aqui,
Judite. Deixa eu
ver. Então, a volta de Jesus não está
condicionada a acontecimentos no nosso
mundo real. Por isso ele pode voltar a
qualquer momento. A ideia, Judit, é pode
estar relacionado a eventos que
acontecem no nosso mundo, a coisas que
Jesus está esperando acontecer ou não,
mas o fato é que a gente não tem uma
revelação exata e detalhada de que
eventos seriam esses, como se a gente
pudesse prever o dia e a hora. Como a
gente falou na aula passada, Jesus nos
previne de cometer esse erro, ao meu
ver, esse pecado de querer precisar
exatamente quando é que Jesus vai
voltar, porque isso inclusive afeta na
postura que a gente tem diante da nossa
própria missão. E a ênfase do ensino de
Jesus sobre esse lance de quando vai
acontecer, não importa você saber
quando, importa a você saber que você
precisa vigiar, porque o Cristo virá
como um ladrão, né?
Vamos ver.
A Ibnu interpreta como a chegada da
tribulação. Não existe um posicionamento
oficial, Judit, da IBN, pelo menos
dentro das lideranças da equipe
pastoral, por a gente entende que esse
ensino é importante. Pon já pregou sobre
isso, eu estou falando agora sobre isso,
mas esse também é um ensino secundário.
Ainda que tenha consequências concretas
reais, a gente entende que isso não é
ponto fundamental da fé, a ponto de que
se você é pós-milenista e eu sou
pré-milenista, a gente entende que a
gente tem convicções completamente
diferentes. A gente não acredita no
mesmo Jesus, a gente não tem a mesma fé.
Não é essa a ideia. A gente pode
discordar a respeito disso, mas eh nós
continuamos sendo irmãos na fé e
esperando pelo mesmo evento que é a
segunda vinda de Cristo, o juízo final,
a ressurreição dos mortos e a herança
que nos foi prometida em Cristo. Então,
como essas coisas vão se desenrolar na
história, ainda que obviamente tenha
importância, não é o centro da nossa
teologia. Então, existe um
posicionamento oficial. A IBNU é fechada
com pré-milenismo? Não. A IBNU é fechada
com pós-bulacionismo, não. Então, eh, é
importante a gente estudar, entender e
tomar a nossa posição aprendendo a
conversar e conciliar-se com aqueles que
pensam diferente,
né? É uma pergunta parecida aqui do
Marcos. Qual a visão da igreja batista,
Marcos? Um resumo sobre Igreja Batista.
Não existe isso de a visão da igreja
batista, né? Existem grupos muito
diversificados dentro do Batista, em
especial nessa questão da tribulação, da
da escatologia de forma geral, tanto do
milênio quanto da
tribulação. Deixa eu ver mais
aqui. Ah, o Víor faz uma observação. Tem
também os preteristas que acham que o
fim escatológico já começou. Isso são
escolas diferentes de interpretação que
não está restrito ao milênio e à
tribulação, mas está restrito a uma
maneira de interpretar o apocalipse em
especial. Os futuristas, os preteristas,
tem mais algumas escolas ou uma escola
que eu não tô lembrando agora que é tudo
que tá no apocalipse já começou. Então
beleza, esses são os preteristas. Tudo
que tá no no apocalipse ainda vai
acontecer. Nada disso aconteceu
ainda. Esses são os futuristas 100%. E
existem posições mais moderadas que
entendem que isso já começou, mas vários
aspectos não aconteceram ainda,
né?
Ah, pergunta do Marcos um pouco mais
dura. Eh, professor, não acreditar na
volta de Cristo seria uma heresia? Ao
meu ver, Marcos, esse é um ponto central
da fé cristã. Eu acho que tudo perde o
seu significado na nossa convicção em
Cristo, a nossa esperança que temos
nessa ressurreição dos mortos, nesse
nessa absolvição no juízo que vai
acontecer e nessa entrada na nova
criação, se a gente desconsiderar a
convicção de que Cristo vai voltar da
mesma forma que ele ascendeu aos céus.
Então eu acredito, Marcos, que se a
gente tirar essa peça do quebra-cabeça,
a imagem toda fica distorcida. Eh, é
fundamento, o prédio cai. Então, eh, de
fato, isso é muito claro nos textos do
Novo Testamento, que Jesus vai voltar
uma segunda vez e para conseguir fazer
uma ginástica de interpretar diferente
cada um desses textos, eu acho que você
vai ter que sacrificar muita integridade
interpretativa, você vai ter que
sacrificar muita honestidade
intelectual, ao meu ver, tá?
Podemos interpretar de forma literal as
duas testemunhas. Depende da escola,
Cláudia. Depende da escola, né? Como a
gente falou aqui, existem eh correntes
muito diferentes na interpretação dos
vários símbolos que aparecem eh no
apocalipse, inclusive para as duas
testemunhas. Entendi. Tem gente que diz
que são duas testemunhas como homens que
vão aparecer no tempo e no período
final. Tem outras pessoas que dizem que
a igreja, por que que são duas? Porque
isso é uma simbologia anterior que
aparece lá no Antigo Testamento, mas que
isso é incorporado pela igreja, talvez
uma alusão a às 12 tribos e aos 12
discípulos, enfim. Eh, então, como
várias questões no livro do
Apocalipse, eh, você pode você pode
interpretar, essa é a única
interpretação existente, não é, né? Tem
outras. Eh, a Gislane faz uma
pergunta interessante aqui, que é
segunda Pedro, capítulo 2, capítulo 3,
versículo 12, diz o
seguinte: ah, versículo 11, visto que
tudo será assim desfeito, e ele tá
falando sobre esse momento final, que
tipo de pessoas é necessário que vocês
sejam? Vivam de maneira santa e piedosa,
esperando o dia de Deus e apressando a
sua vinda. Naquele dia, os céus serão
desfeitos pelo fogo e os elementos se
derreterão pelo calor. Todavia, de
acordo com a sua promessa, esperamos
novos céus e nova terra, onde habita a
justiça de Deus. Confesso que eu não
lembrava dessa missão de segunda Pedro
3:13 ao novos céus e nova terra. Apenas
o de Apocalipse capítulo 21.
interessante que aparece aqui também
autores
diferentes. A a compreensão Gislan, que
eu tenho dessa postura e desse ensino de
Pedro é semelhante àilo que era um pouco
a convicção de Paulo mesmo antes da sua
conversão na estrada de Damasco. Por
quê? Uma corrente do judaísmo, que era a
corrente de Paulo, acreditava que se
todo o povo de Israel guardasse o
Shabat, ainda que por um curto período
de tempo, guardasse as principais leis
da Torá, então o momento de sofrimento e
de espera pela vinda de Yahé, trazendo o
dia do Senhor, trazendo esse momento de
juízo em que os justos seriam separados
do injustos, esse momento seria
fortemente abreviado, reduzido.
Isso explica um pouco da postura de
Paulo, mesmo antes da confessão, de ser
muito intenso naquilo que é o seu
esforço missionário, mas naquele caso de
perseguir a igreja. Por que que Paulo
perseguia a igreja? Porque a igreja
estava colocando em risco a integridade
do povo de Israel. Assim pensava Paulo
antes da conversão. É como se a igreja
precisasse, como se Israel precisasse
ser fiel à Torá. E esses discípulos de
Jesus, esses que são do caminho, estão
desviando Israel do desejo de Deus. Isso
não só traz sofrimento prolongado para
Israel, um exílio que nunca acaba, mas a
ideia de que o tempo da libertação, o
verdadeiro judeu, que seria
eh absolvido por Deus e seria redimido
dos seus pecados, ficaria adiado
indefinidamente. Por isso que Paulo tem
aquela postura tão enérgica,
intransigente. E depois ele tem essa
mesma postura no sentido inverso de
perceber que é a fidelidade a Cristo que
fará todas essas promessas do fim tomar
o sentido ou eh serem realizadas no
sentido que elas sempre foram dadas.
Então, eu acho muito provável que o que
Pedro está dizendo aqui é na medida em
que nós fomos fiéis na nossa missão de
anunciar o evangelho a todas as etnias,
a todas as nações, isso está
vinculado ao momento em que Cristo vai
voltar. Mas exatamente como, quando isso
vai acontecer, não é dado a gente saber
a ideia de que se você for
fiel, o ato ou a decisão de Jesus de
voltar para trazer o seu juízo poderá
será abreviada, né? Eu acho que é
paralelo a isso que Paulo apresenta no
seu eh comprometimento missionário antes
e depois da conversão de Jesus, como se
isso também tivesse uma correspondência
na interpretação daqueles que agora
seguem a Jesus, mas da perspectiva eh
não apenas de Israel como a etnia, né,
do povo de Deus, mas exatamente o como é
que isso poderia apressar a vinda de
Cristo. A única maneira que eu vejo é de
interpretar Mateus 24:14, como
complementar essa palavra de Pedro, que
é a pregação do evangelho a todas as
nações. Professor, onde estão os que
morreram em Cristo, tanto antes como
também depois da vinda de Cristo? A
gente já falou, acho que um pouco disso
na aula passada ou acho que na
antepenúltima aula, né? Eh, onde é que
estão aqueles que morreram em Cristo?
Estão com Cristo. Onde é que está
Cristo? Nos céus. Então, essas pessoas
estão no céu junto com Jesus. Ainda que
esse não seja, ao meu ver, o destino
final dessas pessoas. Essas pessoas vão
passar pela ressurreição, inclusive a
ressurreição do corpo. E o seu destino
final não é o céu, como hoje está
estabelecido o céu, mas como colocou
aqui Pedro na sua segunda
epístola, eles estarão, nós estaremos no
nos novos céus e na nova terra com o
corpo glorificado. Isso é a diferença do
antes e depois da vinda de Cristo. Antes
da vinda de Cristo, estamos com Cristo
em espírito. A nossa alma foi separada
do nosso corpo, ainda que
provisoriamente, e depois nós seremos
uma unidade completa, interdependente
nessas várias dimensões novamente,
quando passarmos pela ressurreição dos
mortos. Vamos ver
aqui. Opa, de novo sem querer a mesma
pergunta. Deixa eu tirar.
Tirei. Bom, pessoal, eu acredito que boa
parte das perguntas foram
respondidas. Aí nós vamos continuar.
Opa, voltou agora. Nós vamos continuar
com o segundo módulo, na próxima semana,
o módulo de Bíblia, começando pelo
Antigo Testamento, dando a introdução à
literatura, teologia, história do Antigo
Testamento. E depois a gente vai entrar
fundo em Gênesis, Êxodo, livro de
sabedoria, enfim, todos os grandes
grupos bíblicos. Se Deus quiser, em
breve a gente vai ter saião de volta
aqui em atividade, no tempo certo da
recuperação dele. Enquanto isso, todos
os outros professores vão participar
aqui do nosso módulo e, provavelmente,
teremos professores convidados, tá bom?
Por favor, ajude a gente divulgando o
curso Macários para outras pessoas,
fazendo o curso completo na plataforma e
nos ajudando a compartilhar esse
conteúdo, tá? Muito obrigado para várias
pessoas que acompanharam da aula 1 até a
aula
26 e a gente pede para que vocês voltem
para nos ajudar a continuar essa jornada
na semana que vem. Forte abraço a todos,
uma boa semana. Continuamos em oração
pelo nosso amigo Saião e também que Deus
abençoe a gente na missão como um todo,
tá? Um abraço a todos. Até mais.

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