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MEDITAR NA PALAVRA – SABEMOS O QUE É ISSO? – Josemar Bessa – Coram Deo. Podcast #01

MEDITAR NA PALAVRA – SABEMOS O QUE É ISSO? – Josemar Bessa – Coram Deo. Podcast #01

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Bem-vindos ao Colandel, o podcast onde
vivemos e refletimos na presença de
Deus, trazendo as verdades da fé cristã
para o coração e a mente de quem busca
crescer espiritualmente em mundo
complexo. Hoje vamos mergulhar em uma
prática que é tão antiga quanto as
escrituras, mas que continua
indispensável paraa nossa caminhada com
o Senhor. A meditação cristã. Quando
ouvimos meditação, é fácil pensar em
técnicas modernas de concentração ou
práticas associadas a outras tradições
espirituais.
Mas no contexto cristão, meditação é
algo único, um diálogo profundo com o
coração, um encontro intencional com as
verdades de Deus que nos alinha com sua
vontade. Para muitos de nós,
especialmente em um contexto acadêmico
ou profissional exigente, encontrar
espaço para essa prática pode parecer um
desafio, mas como veremos, é exatamente
isso que o torna tão essencial. Hoje
vamos conversar com alguém que traz uma
perspectiva rica sobre como a meditação
cristã pode transformar nossa fé. Vamos
explorar o que a Bíblia ensina sobre
essa prática, porque ela é um chamado
para todo cristão e como podemos vivê-la
de maneira prática. Bem-vindo ao
Corandel.
Estou empolgado para compartilhar sobre
esse tema que é central para a vida
cristã e tem tanto a nos ensinar,
especialmente em um mundo tão acelerado.
Vamos começar com uma pergunta
fundamental, porque muitos ouvintes,
mesmo aqueles que conhecem bem as
escrituras, poderão ter clareza sobre o
que meditação significa no contexto
bíblico. Então, o que as escrituras
querem dizer quando falam de meditação e
como essa prática se conecta à fé
cristã?
Essa é uma pergunta excelente, porque a
palavra meditação na Bíblia carrega uma
profundidade que vai além das ideias
modernas sobre o termo. No hebraico, as
palavras mais comuns traduzidas como
meditar são raga e sique. Essas palavras
sugerem um processo ativo de conversar
consigo mesmo, refletir profundamente,
imaginar, estudar ou considerar algo no
coração. É como se estivéssemos
ruminando uma verdade, deixando a
penetrar e transformar nossa
perspectiva. Por exemplo, em Salmo 1:2,
lemos: "O seu prazer está na lei do
Senhor e na sua lei medita dia e noite.
Aqui raga implica um envolvimento
constante com a palavra de Deus, quase
como saboreá-la continuamente, dia após
dia. Já em Salmos
77:6, o salmista diz: "Conversei com meu
próprio coração e meu espírito fez uma
busca diligente." A palavra aponta para
uma introspecção ativa, uma investigação
da alma, como se estivéssemos examinando
o que Deus colocou. em
nós. Outros textos ampliam essa ideia.
Em Isaías 33:18, o coração medita o
terror com raga, descrevendo uma
reflexão intensa sobre experiências
marcantes. Em Isaías 59:13, a mesma
palavra é usada para
pensamentos que concebem falsidade,
mostrando que a meditação pode ser usada
para o bem ou para o mal, dependendo do
que ocupa nosso
coração. Mas a meditação cristã não é
apenas um exercício interno, ela também
pode se expressar externamente.
Às vezes é articulada como em Gênesis
2463, quando Isaque sai para meditar no
campo, provavelmente orando e refletindo
ao entardecer, talvez em suas orações
vespertinas. Em Salmos
55:17, o salmista diz: "Tarde, manhã e
ao meio-dia orarei". usando o SIAC para
descrever uma oração vocal. Ou ainda em
Salmos 1052, onde lemos: "Falem de todas
as suas obras maravilhosas". Também com
SIAC, sugerindo uma expressão verbal das
reflexões do coração. Outras vezes, a
meditação é mais íntima, quase
inarticulada.
Em
Isaías 8:19, por exemplo,
ragaio e murmúrio de
feiticeiros, um contraste com a
verdadeira meditação que busca
Deus. Em Isaías 38:14, o profeta diz:
"Lamentei-me como uma pomba, usando raga
para expressar um lamento visceral. E em
Isaías 31:4, a mesma palavra descreve o
rugido de um leão sobre sua presa,
evocando uma intensidade emocional que
vem do
coração. Então, em sua essência, a
meditação cristã é uma reflexão séria,
intencional, sobre algum ponto de
instrução cristã, com o objetivo de nos
conduzir ao reino dos céus e nos
fortalecer diariamente contra as
tentações da carne, do mundo e do diabo.
e também a aplicação firme da mente a um
assunto espiritual ou
celestial, discursando sobre ele conosco
mesmos até que cheguemos a um ponto
proveitoso que estabilize nossos
julgamentos e
melhore nossos corações e vidas.
Essa explicação é intimamente rica. Essa
imagem de ruminar a palavra ou ter um
diálogo viseral com o coração realmente
dá vida a ideia de meditação. Mas para
nossos ouvintes que podem estar pensando
em como isso se diferencia de outras
práticas espirituais, gostaria de
escarecer qual é a relação entre
meditação e oração na fé cristã. Elas
são a mesma coisa ou há uma distinção
importante?
Você tocou em um ponto chave, porque
oração e meditação são frequentemente
confundidas, mas tem papéis distintos,
embora estejam inseperavelmente ligadas.
Elas são como dois gêmeos que vivem e
morrem juntos, andando de mãos dadas na
vida cristã. Na oração, nós conferimos e
conversamos diretamente com Deus por
meio de petições, ações de graças ou
súplicas. É um diálogo com o Criador,
onde apresentamos nossas necessidades e
expressamos nosso
louvor. Já a meditação é um diálogo mais
interno, onde falamos propriamente
conosco mesmos e com nossa própria alma,
refletindo sobre as verdades de Deus.
Pense assim: "Na oração nos dirigimos a
Deus. Na meditação conversamos com o
nosso coração sobre Deus e suas
obras. Mas essas práticas são tão
interligadas que uma alimenta a outra.
Quando meditamos nas escrituras, somos
levados a orar. Quando oramos, muitas
vezes paramos para refletir sobre o que
Deus está nos
ensinando. Elas não podem ser separadas
porque juntas nos conduzem a uma
comunhão mais profunda com o Senhor e
nos ajudam a crescer em santidade.
Essa metáfora dos Gêmeos é poderosa e
ajuda a visualizar como essas práticas
se complementam. Agora quero mergulhar
em algo que muitos ouvintes podem estar
se perguntando. Por que a meditação é
tão especial para a vida cristã? No tema
de estamos explorando, há várias razões
teológicas e práticas que mostram a
necessidade desse dever. Pode guiar por
essas razões e explicar porque todo
cristão deve se dedicar à meditação?
Com certeza. A meditação não é apenas
uma prática opcional, é um dever
ordenado por Deus, essencial para nosso
crescimento espiritual. Quero mostrar
várias razões que mostram porque ela é
indispensável. Vou organizá-la em cinco
pontos principais para cobrirmos tudo de
forma clara. Primeiro, a meditação é
ordenada por Deus, que tem autoridade
suprema para determinar o que lhe
agrada. Ele é infinito em sabedoria para
saber o que é mais proveitoso para nós e
mais aceitável para si mesmo. Ele também
tem poder para punir nosso desprezo e
abundante bondade para recompensar nossa
obediência. Nas escrituras vemos esse
chamado repetidamente. Em Salmos
1198, Davi promete: "Meditarei nos teus
estatutos".
Deus nos convida a nos separarmos
intencionalmente de outros assuntos para
pensar seriamente em alguma observação
boa e santa. Esse exercício aprimora
nossos entendimentos, estimula nossas
afeições a odiar o mal e amar o bem.
Meditar, portanto, é um ato de
obediência que reflete nossa confiança
na soberania e no amor de Deus, sabendo
que ele nos guia para o que nos
fortalece.
espiritualmente.
Segundo, a meditação é necessária porque
nossos corações mesmo, como cristãos
estão constantemente em luta. Até os
melhores entre nós enfrentam
pensamentos, desejos e prazeres
desagradáveis, tolice, vaidade e muitas
outras formas de pecado que nos puxam
para
baixo. Sem esforço deliberado, é
impossível trazer nossos corações a um
estado melhor. O entendimento do
cristão, mas maduro, é fraco. Sua
memória é frágil e suas afeições estão
tão sobrecarregadas pelo pecado que sem
muito trabalho ele não consegue se
elevar ou correr rapidamente no caminho
dos mandamentos de Deus.
A carne é pesada, pressionando-nos para
baixo. A palavra de Deus, por mais
poderosa que seja, não se fixa
firmemente em nós sem esse esforço. Sem
meditação, ela não trabalha gentilmente
em nossos corações e nossas afeições não
se alinham com os propósitos de Deus.
Se queremos prosperar na graça, se
desejamos elevar nossos desejos e prazer
nas coisas
celestiais, precisamos nos exercitar bem
na meditação. É como cultivar um solo
endurecido. Sem esse trabalho, a semente
da palavra não cria raízes profundas.
Terceiro, a Bíblia nos dá exemplos
poderosos de homens piedosos que fizeram
da meditação uma prática
central. Não estamos sozinhos nesse
caminho. Os santos do passado nos
mostram o valor desse dever. Pense em
Isaque em Gênesis
2463, que saiu ao campo ao entardecer
para meditar, provavelmente orando e
refletindo, uma prática regular que o
conectava a Deus.
Enoque, em Gênesis 5:24 andou com Deus,
vivendo em constante comunhão e conversa
com ele. Abraão, o amigo de Deus, também
era conhecido por sua familiaridade com
o Senhor, que certamente incluía
momentos de reflexão profunda. Davi é um
exemplo ainda mais marcante. Em Salmos
1198, ele promete meditar nos estatutos
do Senhor. E ele cumpriu essa promessa,
como vemos em Salmos 119, 148. Meus
olhos antecipam a vigília da manhã para
meditar na tua palavra. Mesmo em meio a
uma vida de perseguições, guerras e
crises familiares, Saul caçando, seus
filhos em rebelião, conflitos
externos, Davi reservava tempo para
refletir nas verdades de Deus.
Quando outros dormiam, seus olhos
estavam acordados, seu coração pensando
em Deus.
Davi nos ensina que nenhum ponto da
divindade pode ser verdadeiramente
aprendido sem meditação. Assim como
ninguém pode chamar de seu algo que não
trabalhou para construir, ninguém pode
considerar uma verdade espiritual como
sua, sem tê-la processado pelo trabalho
do coração. Os cristãos que mais se
destacaram na história da fé, aqueles
que amaram a Deus com fervor e viveram
com sabedoria, foram os mais frequentes
nesse exercício de solilóquios santos.
Eles pressionavam seus corações ao amor
de Deus e se consolavam na lembrança de
seu amor. Pense na diferença entre um
estudante que apenas memoriza regras e
um mestre que, pela prática experiência
domina seu ofício. Ou entre um artesão
habilidoso que cria sua obra e um
vendedor que apenas a
comercializa. Essa é a diferença entre o
cristão que medita e o que não medita.
Davi, por exemplo, alcançou mais
sabedoria que o os anciãos, seus mestres
e seus inimigos, como ele diz em Salmos
119, 97, 99. Isso foi exatamente por
causa de sua meditação na lei de Deus.
Quarto, Deus mesmo reclama da
negligência desse dever. Em Jeremias
8:6, o profeta diz: "Ninguém diz o que
fiz". Essa falta de autorreflexão, de
parar para considerar nossas ações e
alinhá-las com a vontade de Deus é algo
que entristece o Senhor. Quando
negligenciamos a meditação, perdemos a
oportunidade de examinar nossos
corações, reconhecer nossos pecados e
buscar a transformação que vem de Deus.
Quinto, a meditação dá vida e força a
todos os outros deveres e partes do
culto a Deus.
Ela é como o alicerce que sustenta a
nossa oração, nosso estudo da palavra e
nosso serviço. Veja, Neemias, por
exemplo, quando ele ouviu sobre a
aflição de seus irmãos e a ruína de
Jerusalém, entrou em uma consideração
profunda do juízo de Deus e suas causas,
os pecados do povo. Isso preparou para
se humilhar em oração e jejum diante do
Senhor. Ou pense em Pedro em Atos 12:11,
que ao ser libertado da prisão, parou
para refletir sobre o grande perigo que
havia escapado e sobre o autor de sua
libertação. Essa meditação o levou a uma
gratidão profunda.
Isso é profundamente inspirador. A ideia
de que a meditação é essencial para dar
vida aos outros aspectos da nossa fé
realmente ressoa. Você mencionou
exemplos bíblicos com Davi e Neemias,
mas também falou sobre como todos os
cristãos são chamados a meditar, quem
exatamente é obrigado a praticar esse
exercício e como isso se aplica a
pessoas em diferentes contextos e fases
da vida.
Essa é uma pergunta importante, porque a
meditação não é reservada para um grupo
selito de cristãos super espirituais.
Ela pertence a todas as pessoas que
professam o cristianismo,
independentemente de sua educação,
posição social, ocupação ou maturidade
espiritual. Embora nem todos tenham o
mesmo nível de aprendizado, força de
memória, estabilidade mental, agudez
intelectual, variedade de leitura ou
tempo disponível, ninguém está isento
desse dever. Não há cristão tão simples,
tão culpado, de posição tão alta ou tão
baixa, com memória tão fraca ou
capacidade tão rápida, tão novo na fé ou
tão maduro que possa se eximir da
meditação, a menos que queira viver de
maneira inútil para os outros,
desconfortável para si mesmo e
desobediente a Deus.
Pense em Josué, por exemplo. Ele era um
capitão valente, um governador poderoso,
sempre ocupado nas guerras de Deus.
Mesmo assim, Deus o instruiu a meditar
na lei. Josué 18. Se alguém com Josué,
com tantas responsabilidades era chamado
a meditar, quem de nós pode se exentar?
As pessoas podem trazer objeções comuns.
Por exemplo, se você é pai ou mãe de
muitos filhos e sente o peso das
responsabilidades familiares, a
meditação ainda é mais necessária.
Deuteronômio 66 e 11:18 diz: "Estas
palavras que te ordeno estarão no teu
coração. Quanto maior sua
responsabilidade, mais você precisa se
familiarizar com a lei de Deus para
ensinar e orar por aqueles que dependem
de você. Se você é jovem e vigoroso,
meditar é essencial para lembrar do
Senhor desde cedo, porque você prestará
contas de como usou seus dias. Olhe para
o conselho de um pai piedoso ao filho.
Não esqueças as instruções de teu pai.
atas continuamente ao teu coração. A
palavra de Deus é um tesouro precioso,
um guia seguro para navegar a escuridão
deste mundo. E se você é pobre ou
enfrenta
dificuldades, longe de ser uma desculpa,
sua necessidade torna a meditação ainda
mais urgente. Se você não tem nada neste
mundo, deve buscar tesouros espirituais
na palavra de Deus.
A meditação lhe dá acesso à graça, à paz
com Deus e a alegria no Espírito Santo.
Para os mais velhos que já t experiência
na
piedade, a meditação se torna um hábito
doce e confortável. Eles conhecem por
experiência o quanto é proveitoso
conversar com o Senhor e chamar suas
almas à presença de Deus. Mesmo que o
corpo esteja debilitado, o apetite
espiritual cresce com a prática.
E para os ocupados, estudantes,
artesãos, lavradores, funcionários
públicos, profissionais liberais,
empresários e até prisioneiros, Deus é
claro, todos podem encontrar tempo, seja
de dia ou de noite, para meditar. Salmos
16:7 diz: "Bendirei ao Senhor que me
aconselha, até de noite o meu coração me
instrui". Salmo 119 55 e 148 reforçam
que mesmo na escuridão da noite podemos
meditar na palavra. Não é melhor abrir
mão de um pouco de sono do que privar
sua alma da comunhão com Deus? Queremos
destacar também a diferença entre ouvir
a palavra e meditá-la.
Muitos ouvem um sermão, elogiam o
pregador, se emocionam com a mensagem,
mas não guardam a palavra no coração.
Maria, em Lucas 2:19 é um exemplo
oposto. Ela guardou todas aquelas
palavras e as ponderou em seu
coração. Jacó, em Gênesis 37:11 também
guardou o sonho de José na mente,
enquanto seus irmãos o esqueceram.
Meditar é como armazenar a palavra, não
como um talento escondido, mas como uma
provisão que trazemos à tona na hora
certa.
Isso é um chamado poderoso. Fica claro
que a meditação é para todos, sem
exceção, e que ela se adapta às
realidades de cada pessoa. Agora, quero
explorar o que exatamente devemos
meditar. Temos muitos temas ou assuntos
para nossa reflexão. Pode compartilhar
quais são esses focos e por eles são
importantes?
Absolutamente. A meditação cristã não é
vaga. Ela tem objetos específicos que
nos ajudam a crescer na fé. O que a
Bíblia nos mostra é que devemos meditar
em alguma observação boa ou proveitosa,
extraída da palavra ou das obras de
Deus.
Aqui estão os principais temas, os
títulos e propriedades de Deus. Refletir
sobre quem Deus é, seu amor, santidade,
justiça, misericórdia e o que ele
significa para sua igreja e
povo. Seu poder, sabedoria, justiça e
misericórdia. Considerar como essas
qualidades se manifestam em nossa vida e
no
mundo. As obras do Altíssimo, meditar
sobre sua criação, providência e
decretos
soberanos. A queda do homem e nossa
redenção por Cristo. Refletir sobre
nossa pecaminosidade e a graça salvadora
de Jesus.
vocação, justificação, santificação e
glorificação. Pensar no chamado de Deus,
na justiça imputada por Cristo, no
processo de santificação e na esperança
da glória futura.
nossa própria vileza e
pecaminosidade, examinar nossos pecados,
tanto em geral quanto em particular,
para crescer em
humildade. Nossas necessidades,
fraquezas e
mortalidade. Reconhecer nossa
dependência de Deus e a brevidade da
vida. Os privilégios diários pela
bondade de Deus.
agradecer pelas bênçãos que recebemos em
Cristo, as aflições e problemas desta
vida, considerar como suportá-los para a
glória de Deus e nosso bem
espiritual, a vaidade de todas as coisas
terrenas, refletir sobre a
transitoriedade do mundo, a confiança
avan dos homens
mundanos, observar a futilidade de
buscar segurança fora de
Deus, a destruição dos ímpios. Meditar
sobre as consequências do
pecado, os ataques contra a igreja e sua
proteção por Deus. confiar na mão
protetora do Senhor. Em resumo, a
palavra de Deus é um rico armazém de
material para meditação e o mundo é um
palco cheio de ocasiões diárias para
refletir. Uma mente piedosa pode
transformar cada palavra ou obra de
Deus, cada coisa que vê ouve, seja boa
ou má, em uma oportunidade para meditar
e e crescer.
Essa lista é abrangente e realmente
mostra como a meditação pode tocar todos
os aspectos nossa vida e fé. Agora
pensamos sobre os frutos e benefícios da
meditação que parecem ser a recompensa
desse esforço para nos contar quais são
esses frutos e como eles transformam a
vida cristã. Os benefícios da meditação
são múltiplos e transformadores,
impactando cada dimensão da nossa vida
espiritual.
Vou dividi-los em pontos gerais e
específicos para cobrir tudo o que é
necessário. Primeiro, a meditação chama
a mente para fora do mundo, levando-nos
a lamentar ou nos alegrar na presença de
Deus, como vemos em Salmos 424 e 393.
Ela seca os humores carnais da
mundanidade, aviva o coração entorpecido
que está pronto para dormir no pecado e
é uma ferramenta poderosa para purgar
pensamentos e desejos ímpios. É como um
guuento que suaviza corações duros,
adossa a amargura das aflições e atua
como um preservativo contra os prazeres
mundanos que podem nos envenenar.
A meditação é o buscador do coração, o
adubo da alma, o fomentador do zelo, a
chave do paraíso, a escada do céu, o
remédio da segurança, o passatempo dos
santos e o
aprimoramento do cristianismo.
lá, nos introduz nos primeiros graus das
alegrias celestiais, eleva nossos
pensamentos acima das coisas mundanas e
nos concede os primeiros
vislumbres de Deus.
É como regar para as plantas, soprar
para o fogo, óleo para as juntas
doloridas ou remédio para o doente. Ela
urge ao
arrependimento, aviva para o coração,
confirma a fé, acende o amor, digere a
palavra, encoraja no bem fazer e
refresca com
consolações celestiais.
Mas especificamente, a meditação
descobre a corrupção em nossos corações
e nos familiariza com a rebelião de
nossas vidas. Ela revela nossa cegueira,
segurança, mentalidade terrena e outros
pecados que nem sempre
percebemos. Ninguém imaginaria que tanto
veneno pudesse estar contido em um
coração humano, mas a meditação traz
isso à luz. Quando meditamos, vemos a
vaidade da mente e a contrariedade da
vontade mais claramente do que em
qualquer outro dever. Ouvimos a lei e
conhecemos o pecado, mas é na meditação
que ele se torna claro e distinto.
Observamos como a infidelidade, a
injustiça, a mundanidade, a impaciência
irrompem em nossas vidas.
Vemos o cansaço, a frieza, a apatia e a
desconfiança em nossas
orações. Notamos como somos cheios de
divagações, esquecidos e reverentes a
ouvir a palavra. E como somos
insensíveis e endurecidos sob as
provações. Quando meditamos
seriamente, percebemos que somos vãos
ignorantes, impotentes, orgulhosos,
mundanos,
autoconceituados, inconstantes,
invejosos, impacientes, inúteis,
abrigadores de desejos imundos e
opositores obstinados da
santidade. Começamos a meditar e logo
notamos que estamos áridos, incapazes de
usar o que ouvimos ouvimos na palavra.
Somos
entorpecidos, incapazes de fixar um
pensamento, endurecidos, desviados por
distrações, como negócios terrenos,
prazeres vã ou medos desnecessários.
Essas descobertas nos levam a negar a
nós mesmos, humilhar nossas almas e
buscar Cristo para socorro e
alívio. Além disso, a meditação é um
meio espiritual para purgar o pecado e
limpar o coração das ervas daninhas que
crescem
nele. Não há método mais eficaz para
enxaguar desejos profanos e quebrar o
domínio do pecado. Embora a palavra nos
revele o pecado e a leitura e a
conferência o tragam à memória, é a
meditação que nos ajuda a digeri-lo e
aplicá-lo. Como diz Hebreus 2:1, devemos
prestar mais atenção às coisas que
ouvimos para que não as deixemos
escapar. Sem meditação, essas verdades
escapam de nossas mentes
rachadas, mas ao refletirmos
frequentemente, vemos os males que nos
assombram e os abandonamos. A meditação
torna a conhecido o caráter ediondo do
pecado, inflama o coração com amor pela
santidade,
nutre as graças do Espírito e desperta
para a oração sincera, libertando-nos da
escravidão do
pecado. Por fim, a meditação previne
pecados específicos, especialmente
dois: divagações ociosas, pensamentos,
desejos e vontades inúteis são um fardo
para nós. Eles distraem na oração,
esfriam nosso zelo, desperdiçam tempo,
roubam o conforto e contaminam a alma.
A meditação é um remédio, mantendo ou
expulsando esses pensamentos
frívolos. Como diz Salmos
1191, escondi a tua palavra no meu
coração para não pecar contra ti. Quando
o coração está ocupado com bondade, o
mal não encontra espaço. Se não
meditarmos, pensamentos malignos
sugeridos por Satanás ou pela corrupção
natural nos atormentam.
Mas com a meditação consideramos a
vileza desses pensamentos, nos
envergonhamos deles e buscamos desejos
melhores. Mentalidade terrena. O amor
desordenado pelas coisas temporais é
outra erva daninha que a meditação
arranca. Refletir sobre a vaidade, o
engano e a incerteza das coisas terrenas
nos liberta
de colocarmos nosso coração nelas.
Salmo 49:11 diz que os homens mundanos
pensam que suas casas durarão para
sempre, mas não conhecem a glória dos
santos ou a excelência da graça. Quem
medita na recompensa celestial não pode
valorizar o que é transitório.
Que visão transformadora. A meditação
não é apenas uma prática, mas um caminho
para a renovação do coração e da mente.
Como podemos começar a incorporar essa
prática em nossas vidas, especialmente
em um contexto tão corrido como o de
muitos dos nossos ouvintes?
Começar a meditar pode parecer
desafiador, mas é mais simples do que
parece. Primeiro, reserve um momento
diário. Pode ser de manhã, à noite ou
até no intervalo do trabalho. Escolha um
versículo ou tema bíblico, como os que
mencionamos, e reflita sobre ele.
Pergunte: "O que isso me ensina sobre
Deus, sobre mim, sobre minha vida?"
Deixe a palavra guiar seus pensamentos e
orações. Não se preocupe se sua mente
devagar, isso é normal. O importante é
persistir. Comece com 5 a 10 minutos e
cresça a partir daí. Com o tempo, você
verá seu coração mais alinhado com Deus,
suas afeições mais vivas e sua fé mais
forte. A meditação é um presente de Deus
para nos aproximar dele. Vale cada
esforço. Que convite
inspirador. Já falamos sobre o que é
meditação, por ela é essencial e quem é
chamado a praticá-la.
Agora vamos mergulhar ainda mais fundo,
examinando como a meditação nos desperta
da preguiça espiritual, nos protege em
nossas interações sociais, suaviza
corações endurecidos e nos prepara para
uma vida de
santidade. Para muitos de nós, em meio a
rotinas acadêmicas ou profissionais
intensas, a meditação pode parecer um
luxo, mas como veremos, ela é exatamente
o que precisamos para viver com
propósito e firmeza na fé.
Vamos continuar com uma realidade que
todos nós enfrentamos, a preguiça
espiritual. Um puritano compara a nossa
natureza a um boi que só se move quando
é picado com agilhão. Como a meditação
pode nos ajudar a superar essa preguiça
e nos motivar para uma vida de
santidade?
Essa é uma imagem poderosa, porque todos
nós, por natureza, somos espiritualmente
preguiçosos, como um boi que não puxará
a menos que seja conduzido o
pecado. A meditação é esse aguilhão que
nos aviva, nos desperta para ação. Em
Eclesiastes 12:1 lemos que as palavras
dos sábios são como aguilhões. Se a
palavra lida ou pregada já tem grande
força, ela se torna ainda mais eficaz
quando a unimos a
meditação. Quando ouvimos um sermão,
olhamos a Bíblia, muitas vezes nossa
natureza preguiçosa resiste à prática da
obediência. Parece difícil, até
desagradável.
Pensamos, há um leão no caminho. É
perigoso seguir esse chamado à
santidade. É muito
exigente. Mas a meditação nos leva a
considerar a questão mais atentamente
quando refletimos nas misericórdias de
Deus, no amor de Cristo, nos confortos
da graça, no vínculo da criação,
preservação e redenção, na promessa de
assistência divina, na paz da
consciência e na experiência viva da
herança celestial, encontramos razões
poderosas para nos dedicarmos ao
trabalho espiritual com diligência,
alegria e animação.
Essas considerações pesam mais do que
qualquer tentação ao pecado ou desânimo.
A meditação nos mostra que há muito mais
provocações eficazes para a santidade do
que para a preguiça ou o pecado. Ela
transforma o que parece um fardo em uma
oportunidade para viver na
plenitude da graça de Deus.
Isso realmente muda a perspectiva. A
meditação como um adilhão que nos
desperta é uma imagem que ressoa,
especialmente quando nos sentimos presos
na inércia. Outro ponto é como somos
vulneráveis em companhia, muitas vezes
esquecendo de nós mesmos e caindo em
comportamentos que não honram a Deus.
Como a meditação pode nos preparar para
sermos mais vigilantes e fiéis em nossas
interações sociais?
Você está certa, em companhia somos
especialmente propensos a nos
esquecermos de nós mesmos. Tomamos
liberdades ofensivas, ficamos ociosos,
frouxos ou vãos em nossas falas,
irritadiços em nosso comportamento. Por
quê?
Porque não estamos munidos de bom
conteúdo. Não examinamos as imperfeições
de nossos corações em segredo, nem
testamos como podemos dominar nossas
corrupções. A meditação é essencial para
corrigir isso. Ela nos permite avaliar o
coração completamente, lutar contra o
pecado em casa para que possamos ser
mais vigilantes em companhia.
Pense em um soldado que treina em casa
antes de ir paraa guerra, ou em um
estudante que aprimora suas habilidades
privadamente antes de debater em
público. Da mesma forma, o cristão
precisa testar em sua meditação
solitária como lidar com seus afetos e
desejos pecaminosos.
Ele resolve como enfrentá-los conforme a
dificuldade exige, para que ao interagir
com outros esteja fortalecido contra
tentações e quedas e livre de causar
ofensas em suas palavras e
atos. Sem essa preparação, somos
facilmente surpreendidos. Mas quando
meditamos, nos armamos com a palavra e a
graça de Deus, tornando-nos mais capazes
de resistir e viver de maneira que honre
o Senhor, independentemente da
companhia.
Essa analogia do soldado e do estudante
é tão prática. Fica claro que a
meditação é como um treinamento
espiritual que nos equipa para a vida
cotidiana. Agora, o material aborda dos
males comuns que afetam até os cristãos
piedosos.
a incredulidade e a dureza de coração.
Como a meditação pode ser um remédio
para esses desafios e que exemplos
bíblicos ilustram isso?
A
incredulidade e a dureza de coração são
males perigosos e comuns, tanto para os
piedosos que os sentem com tristeza,
quanto para os ímpios que são
insensíveis a eles. São uma maldição e
um julgamento que não podemos lamentar o
suficiente. O remédio especial é a
comunicação honesta consigo mesmo e com
o Senhor em segredo por meio da
meditação. Quando nos colocamos na
presença de Deus, registrando nossa
desobediência com vergonha e tristeza,
ou quando chamamos a memória nossa
mortalidade, o dia da morte, a vinda de
Cristo para o julgamento, os favores de
Deus, o amor de Cristo e sua morte e
paixões amargas, o coração se enternece.
A dureza de coração vem de uma falta de
consideração devida, como vemos em
Marcos 6:52, onde os discípulos não
entenderam o milagre dos pães porque seu
coração estava
endurecido. A meditação é como o oposto
que cura o
oposto. Repreender o coração pelo pecado
e pressioná-lo com razões fortes
repetidamente é como dar golpes com um
martelo para rachar um carvalho
nudoso. Aqueles que olham para Cristo
lamentarão por ele, plantando a palavra
da promessa, que é um meio para a
meditação. Um exemplo poderoso está em
Salmos 779 a 12, onde o salmista
questiona: "Terá Deus esquecido de ser
gracioso?
Terá ele em ira fechado suas ternas
misericórdias? Mas então ele responde:
"Esta é a minha enfermidade, mas
lembrarei dos anos da destra do
Altíssimo. Lembrarei das obras do
Senhor. Certamente me lembrarei das tuas
maravilhas de outrora. Meditarei também
em todo o teu trabalho e falarei dos
teus feitos."
Ao considerar o poder da bondade de
Deus, sua imutabilidade, graça,
misericórdia e verdade, e como ele
ajudou seus servos no passado, o
salmista repreende sua desconfiança,
corrige seu desânimo e se estimula a
confiar no Senhor. Essa prática nos
liberta de pensamentos
perturbadores, levantando o coração em
indignação contra a incredulidade e nos
guiando à esperança.
Esse texto do Salmo 77 é tão vívido,
mostra como a meditação pode nos tirar
de lugar de desespero para confiança em
Deus. Vemos que isso sugere que a
meditação é o início de toda reforma
sólida. Pode explicar como ela
desempenha esse papel e como leva à
transformação pessoal.
Com
certeza. A meditação é o ponto de
partida para qualquer reforma sólida,
porque ninguém se voltará de seus
pecados com uma resolução santa para se
apegar ao Senhor, sem antes considerar a
si
mesmo. Em Oséas 7:2, Deus diz: "E não
consideram em seus corações que eu me
lembro de toda a sua maldade?" Outros
textos como Jeremias 5:24, Lucas 14:28,
Lucas
15:17, Marcos 14:72 e Salmo 44 reforçam
que a mudança começa quando paramos para
refletir. Muitas vezes as pessoas
prometem mudar quando estão doentes ou
enfrentam uma
aprovação, mas essas intenções não
quebram o coração, nem as afastam dos
prazeres pecaminosos.
Para sair do lodassa lamacento do
pecado, é preciso lembrar e pesar o que
foi feito. A meditação nos leva a essa
autorreflexão séria, onde reconhecemos
nossa maldade, confrontamos nossas
escolhas e resolvemos viver de maneira
diferente. Sem esse passo, qualquer
promessa de reforma é superficial.
Isso é um chamado à introspecção
profunda. Outro benefício destacado é
como a meditação aumenta o conhecimento
espiritual. Para nossos ouvintes que
valorizam o aprendizado, como a
meditação contribui para um conhecimento
mais sólido e aparente da fé.
A meditação é fundamental para alcançar
um conhecimento bem fundamentado e
operante. Embora precisemos de algum
entendimento para começar, é pela
meditação que a sabedoria é gerada e
confirmada. Em Salmos 119, 92, 93, o
salmista diz: "Se a tua lei não fosse o
meu deleite, eu teria perecido na minha
aflição. Nunca esquecerei os teus
preceitos, pois com eles me
vivificaste".
E em Salmos 119 ele acrescenta: "Tenho
mais entendimento que todos os meus
mestres, pois os teus testemunhos são a
minha meditação." Quem ouve sermões, ou
lhe muito, mas não medita, continua nas
trevas ou depende do conhecimento de
outros.
Esse saber é menos proveitoso porque
flutua na superfície, não estando
enraizado no coração. Em assuntos
terrenos, revisamos uma questão várias
vezes para entendê-la melhor. Em coisas
espirituais, essa revisão é ainda mais
necessária. A meditação estabelece a
verdade no julgamento, assegura a
consciência e a fundamenta no coração,
onde ela se torna uma palavra
proveitosa, pronta para o momento de
necessidade, reinando sobre nós com uma
soberania gentil. Além disso, ao meditar
podemos ver mais verdade, uso e
benefício do que o próprio pregador.
Como diz Salmos
119, não há doutrina tão clara ou obra
tão pequena que não possamos extrair
grande bem por meio de estudo e
diligência.
Isso é especialmente relevante para quem
está acostumado a estudar profundamente.
Nos é dito que a meditação fortalece a
memória. Como isso funciona e por é tão
importante para a vida cristã?
Todos sabemos por experiência que a
prática contínua fortalece a memória. A
razão nos ensina a chamar frequentemente
à mente o que não queremos esquecer. Em
Salmos 119 15 16, o salmista diz:
"Meditarei nos teus estatutos e não
esquecerei a tua palavra". Os santos de
Deus entendem a necessidade de crescer
em sabedoria e reter o que aprenderam.
Hebreus 2 1 e 2 nos exorta a prestar
mais atenção ao que ouvimos para não
deixarmos escapar. A meditação supre o
defeito de memória ao repetir e refletir
sobre o que foi ordenado e confiado a
nós. Sem ela, as verdades que ouvimos ou
lemos
escape. Mas ao meditar fixamos essas
verdades em nossa mente, tornando-as
acessíveis quando mais precisamos.
Isso faz todo sentido, especialmente em
um mundo cheio de
distrações. Outro ponto interessante é
como a meditação amplia o deleite na
bondade de Deus. Pode explicar como ela
transforma nossos afetos e nos ajuda a
encontrar prazer na palavra.
A meditação é como soprar o fogo que
queima sob madeira verde. Ela acende
nossos afetos. Nossa natureza carnal
deseja liberdade e a bondade pode
parecer um fardo, mas quando nos
acostumamos a meditar na palavra, ela se
torna agradável, mais doce que o mel ou
o favo de mel, como diz Salmos 119 23 e
24. A familiaridade é a melhor nutriz da
amizade. Assim como olhar gera amor
quando meditamos nas coisas boas de
Deus, um amor por elas cresce. Em nós.
Os afetos se acendem em um pensamento
como uma faísca que inflama a isca. Até
o amor mais veemente esfria sem
comunicação, mas os afetos mais frios
são inflamados por conversas.
A meditação nos leva a essa intimidade
com a palavra, transformando-a de um
dever em um deleite.
Essa ideia de encontrar doçura na
palavra é tão
inspiradora, mas os puritanos falavam
muito da meditação como alívio para a
mente
cansada, como ela pode ser um refúgio em
meio aos negócios mundanos,
especialmente para nossos ouvintes que
vivem vidas tão corridas.
A meditação é um meio gracioso para
aliviar e refrescar a mente exausta
pelos negócios
mundanos. Ela tempera a nossa comida,
sono e labores. Em Salmos 139, 17, 18, o
salmista exclama: "Quão preciosos são os
teus pensamentos para mim, ó Deus! Quão
grande é a soma deles. Se eu os
contasse, são mais numerosos que a
areia. Quando acordo, ainda estou
contigo. Entrar na presença de Deus,
registrar suas misericórdias e consolar
nossas almas na lembrança de seu amor, é
como encontrar um lugar de descanso após
uma jornada exaustiva. É a sombra fresca
para o trabalhador cansado, o riacho
para o servo ofegante, como vemos em
Salmos 21:12. Nenhuma alegria ou melodia
se compara a isso. Para quem nunca
provou os vinhos refinados da casa de
Deus, a alegria da comunhão com Cristo
pode parecer
estranha, mas para o cristão que medita
é uma fonte de refrigério incomparável.
Que imagem bela, a meditação como um
riacho para a alma. Outro ponto crucial
é que sem meditação, os deveres da vida
espiritual perdem sua vida.
como ela dá vigor à oração, à leitura e
a outros aspectos da
fé. Sem
meditação, os deveres da vida
espiritual, como oração e leitura,
perdem sua vida e vigor. A oração fica
fria e a leitura se torna inútil.
Pense nisso. Quando meditamos
diariamente que é uma grande honra ser
filho de Deus, que alegria é ter a
certeza do perdão dos pecados, que
privilégio é expor nossas preocupações
ao Senhor e que ele está pronto para
ouvir, perdoar e aliviar aqueles que
pedem em nome de Cristo, isso desperta
intenção e fervor na oração. Quem
contempla a imundícia do pecado e seu
próprio estado com um olho único,
confessa sua iniquidade com suspiros e
gemidos
profundos. Mas sem meditação tudo se
transforma em mera forma, de pouco uso.
Como diz Primeira Timóteo 4:15, medita
nestas coisas, entrega-te completamente
a elas para que teu progresso seja
evidente para todos. A meditação é como
mastigar e digerir a palavra, assim como
a comida precisa ser processada para
nutrir o corpo. Sem ela, a semente da
palavra não cria raízes e a leitura
beneficia pouco.
Essa analogia da digestão é tão clara.
Também ao lermos mestres como os
puritanos, vemos como a meditação nos
leva a uma comunhão mais íntima com
Deus, como esse processo acontece e por
é tão valioso.
A meditação nos traz a um conhecimento
melhor e mais íntimo com Deus e a uma
comunhão mais confortável com ele.
Quanto mais conversamos com alguém,
melhor o conhecemos. Da mesma forma,
conversar com Deus por meio da meditação
nos leva a um conhecimento sólido de sua
majestade, sua dignidade, fidelidade e
excelência. Esse conhecimento é o mais
delicioso para a mente, especialmente o
conhecimento de Deus na face de Cristo,
onde o Pai revela os tesouros de sua
sabedoria, graça, longanimidade e
misericórdia.
Nada revive a alma tanto quanto sentir o
amor de Deus e a certeza de seu cuidado
paterno. Como o salmista pede, Senhor,
levanta a luz do teu rosto sobre nós e
estaremos seguros. A meditação nos
conduz a essa intimidade que é a fonte
de alegria e conforto supremos.
Essa intimidade com Deus é o que todos
buscamos. Ouvimos também sobre a
meditação como alívio em tempos de
tentação. Como ela nos ajuda a enfrentar
as provações e tentações que todos
enfrentamos.
A meditação é um alívio singular no
tempo de tentação, especialmente quando
Satanás nos peneira com terrores
internos e problemas externos. Em Salmos
77 e 6, o salmista diz: "Considerei os
dias de outrora, os anos dos tempos
antigos. Chamo à memória meu cântico na
noite. Converso com meu próprio coração
e meu espírito faz uma busca
diligente." Ele reforça em Salmos 77,
11: 12: "Lembrarei das obras do Senhor.
Certamente me lembrarei das tuas
maravilhas de outrora. Meditarei também
em todo o teu
trabalho. Outros textos, como os Salmos
1455, 11952 e
11993 ecoam essa prática. Chamar a
memória as misericórdias do Senhor e
suas promessas que nunca falham, consola
e fortalece. Quando meditamos no juízo
de Deus e em como ele nos vivificou no
passado, somos consolados e renovados
para enfrentar as tentações.
Isso é tão encorajador saber que a
meditação nos encora nas promessas de
Deus. Outro ponto é que a mente molda a
vida. Como a meditação purifica nossos
pensamentos e leva a uma vida mais
santa.
A mente é a fonte das ações, sejam boas
ou mais. Se a mente é pura, a vida é
santa. Se está contaminada, as ações não
são
retas. Para viver uma vida cristã e
desfrutar das liberdades que Deus
concede, devemos espalhar o leito de
pensamentos desordenados e nutrir
desejos piedosos.
Meditar na lei de Deus leva ao seu
cumprimento, assim como pensamentos
malignos geram ações malignas. O
pensamento é a semente de todas as
nossas ações. Após a concepção, há um
trabalho para dar a luz. Quando a alma
medita, os afetos são estimulados, à
vontade inclinada e as faculdades
inferiores executam o que o pensamento
sugeriu. Assim, a meditação purifica a
mente, alinhando-a com a vontade de Deus
e produzindo uma vida santa.
Essa conexão entre mente e vida é
poderosa. Também nos é dito que a
meditação nos prepara para conversas
espirituais.
como ela nos equipa para compartilhar
nossa fé com outros.
A meditação nos prepara para a
conferência espiritual. Quem digere bom
material por pensamento sério e estudo é
capaz de expressá-lo quando a ocasião
exige. Como alguém que acumulou ouro e
prata pode usá-lo
facilmente. Sem meditação, mesmo quem
estuda muito pode ter dificuldade de
falar espontaneamente sobre a fé.
como alguém que precisa pedir emprestado
porque não guardou nada no
banco. A meditação nos dá um
reservatório de verdades e experiências
com Deus, prontas para serem
compartilhadas, tornando-los proveitosos
em toda boa companhia.
Que analogia prática. Por fim, como a
meditação torna a palavra e as obras de
Deus excelentes aos nossos olhos. como
ela nos ajuda a desfrutar de Deus em
nossa solidão e a sermos uma bênção para
os outros.
Quando meditamos, a palavra de Deus
parece excelente. Suas obras se tornam
grandiosas e seu favor é
indisível. Em nossa solidão, desfrutamos
de Deus e de nós mesmos. E ao conversar
com ele, somos preparados para ser
proveitosos em toda companhia.
A meditação nos conecta intimamente com
Deus, enchendo-nos de sua presença e nos
capacita a compartilhar essa riqueza com
outros, vivendo de maneira que
glorifique o Senhor e edifique aqueles
ao nosso redor.
Que visão
transformadora. A meditação realmente é
uma ponte entre nossa alma e Deus e
entre nós e os outros. Para nossos
ouvintes, como podemos começar a
incorporar essa prática? em nossas vidas
corridas.
Como eu disse antes no início,
incorporar a meditação é mais simples do
que parece, mesmo em uma vida corrida.
Comece reservando um momento diário.
Pode ser 10 a 20 minutos pela manhã ou à
noite. Escolha um versículo, uma
promessa de Deus ou um tema como suas
misericórdias ou sua santidade. E
reflita o que isso me ensina sobre Deus,
sobre
mim. Deixe a palavra guiar seus
pensamentos e transformar-se em
oração. Se sua mente devagar, não
desista. Isso é normal. Persista e com o
tempo você verá sua fé mais viva, seus
afetos mais alinhados com Deus e sua
vida mais
santa. A meditação é um presente de Deus
para nos aproximar dele, nos ensina a
desfrutar verdadeiramente de sua
beleza e nos prepara para sua obra.
Que chamado incrível, que convite
inspirador. Muito obrigado por nos guiar
por esses insites tão necessários sobre
a meditação
cristã. Para nossos ouvintes, espero que
este episódio os motive a reservar tempo
para refletir na presença de Deus.
Continuaremos neste mesmo assunto
brevemente. Até o próximo corandel. Que
o vento leve o véu do meu
ego e que em cada
passo da tua
luz. Seja em mim o traço puro e
[Música]
sincero, que dissolve a sombra e refaz a
luz.
Que meu riso traga o tom da tua
graça e que o tempo molde em mim tua
estação. Seja a seiva que me cura,
[Música]
alma, raiz
eterna do meu
coração. Que o vento leve o véu do meu
ego e que em cada passo sea a tua
[Música]
luz. Seja em mim o traço puro e
sincero que dissolve a sombra e refaz a
luz.
[Música]
Que meu riso traga o tom da tua
graça e que o tempo molde em mim tua
estação.
Aceiva que me
cura
alma. Raiz
[Música]
eterna do meu
[Música]
coração. Sopra em mim amor que
acalma seja a chama me
aquecer. Vem regar meu chão de estrada
para em teu solo florescer.
Que o ontem fique preso ao que é
passado. Que o futuro seja em ti
reescrito. Tua palavra é casa e ar
sagrado. O caminho certo entre o não e o
[Música]
infinito. Eu me renda ao pulso
do teu
ritmo e disfaça os nós que eu mesmo
fiz. Seja norte em meio ao
labirinto. O farol que insiste em ter
raiz.
Pois não há lugar além da tua
[Música]
essência. Nada brilha mais que o
teu
querer. Sou um grão perdido na
[Música]
imensidão, mas no teu amor só renascer.
Que teu
ser se entregue ao
vento, que te
sopra sobre
[Música]
mim. Cristo seja o
alicés. Cristo sempre em mim. M.

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