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A fé vem pelo ouvir

O QUE PENSO SOBRE NIETZSCHE? E SOBRE O PAPA FRANCISCO? RESPONDENDO PERGUNTAS

O QUE PENSO SOBRE NIETZSCHE? E SOBRE  O PAPA FRANCISCO? RESPONDENDO PERGUNTAS

O QUE PENSO SOBRE NIETZSCHE? E SOBRE O PAPA FRANCISCO? RESPONDENDO PERGUNTAS

Pix: [email protected]

Texto sobre Papa Francisco: https://revistazelota.com/ate-logo-francisco-de-roma/

Legendas automáticas:

Fala minha gente, tudo bem? Bora lá para
mais um conteúdo totalmente sente aqui
no nosso canalzinho. Desta vez
respondendo perguntas. Sim, semanalmente
eu coloco um post aqui na nossa
comunidade com uma foto dizendo: "Faça
uma boa pergunta". Vocês fazem perguntas
e eu respondo e por que você gostaria de
saber a minha resposta a respeito de um
conteúdo que não necessariamente tinha
um domínio? Eu não faço a mínima ideia.
Você deveria rever os seus conceitos. De
todo modo, nós estamos praticando aqui a
tudologia opnológica generalizada, tal
qual os pastores fazem. Contudo, porém,
entretanto, todavia, eu sou diplomado
para certas questões e digo que não sei
quando eu não sei. Meu nome é Bruno
Requidal, sou doutor em economia
política mundial, mestre em filosofia,
graduado em filosofia, formado em
teologia, editor da revista Zelota,
profissional da educação, educador
popular, além de pai de família,
companheiro de uma mulher maravilhosa e
aí produtor de conteúdo no YouTube nas
horas vagas. Se você gosta do tipo de
conteúdo que a gente desenvolve aqui,
não esquece de curtir esse vídeo,
comentar para já, espalhar a palavra por
aí, dar uma olhadinha na descrição do
vídeo, porque lá tem a chave do Pix vai
que tá sobrando nome RK para você apoiar
o meu trabalho. Também considere ser
membro, membra, membro, membresia aqui
do nosso canal, porque nós temos
conteúdos exclusivos para você
semanalmente, além dos cursos que eu
tenho ofertado e disponibilizado aqui
para quem é membro, parte da membresia
desse canalzinho. Beleza? Bora lá para o
que importa, que é respondendo
perguntas. Primeira questão. Olá,
camarada. Olá.
Qual a sua opinião sobre o julgo
desigual? Acredita ser possível
desenvolver uma relação saudável onde um
lado é crente e o outro abraça o
sincretismo?
Excelente questão. E a primeira coisa
que nós deveríamos pensar é: "Quem sou
eu ou quem seria qualquer outro ser
humaninho para dizer com quem você deve
ou não deve se relacionar, deve ou não
deve manter relações de afeto, carinho,
cuidado, amor, que sejam saudáveis,
autoustentáveis e aí interessantes para
ambas as partes. Absolutamente ninguém.
E para quem não faz ideia do que eu tô
comentando, é porque tem um texto em
segunda Coríntios, que é referência aqui
do nosso camarada, em que Paulo, o
apóstolo Paulo, no Segundo Testamento,
utiliza essa expressão que você não deve
entrar ou não deveria entrar em julgo
desigual, você não, né? as pessoas, a
comunidade como um todo que estava na
cidade de Corinto, na metade do primeiro
século ali, né,
do da depois da era comum, então 60
anos, 50 e 60 anos aí depois da era
comum
e ou depois de
Cristo e que tá num contexto muito
específico também da própria carta. É
uma carta. Primeiro que é uma carta. E a
gente tem que considerar que quando uma
pessoa tá escrevendo uma carta, ela não
tá escrevendo um tratado teológico e nem
cagando regra pro universo, né? Ele tá
escrevendo especificamente para uma
comunidade, tentando resolver um
específico problema que a gente deve ter
atenção. E nesse sentido, a gente tem
que tomar o cuidado de entender o
contexto no qual está escrito o julgo
desigual. Muitos pastores tiram o texto
do contexto para ter pretexto para
decidir ou falar sobre alguma coisa. E
no hábito aí se tornou para dizer que
você não deve se relacionar de maneira
amorosa, afetiva e juntar-se como casal,
com alguém que você goste, como par, com
gente que tá aí unida, eh, que não seja
da mesma religião que você, não partilhe
da mesma
crença. E aí utilizam esse texto. Por
quê? Porque quiseram. Porque não tem
nada a ver, né? O texto não diz a
respeito de desse tipo de relação
afetiva, não diz a respeito de
casamento. Tem um um um um desenrolar
argumentativo que você tem que
considerar também a primeira carta. Essa
é a segunda carta. É uma carta.
Lembrando que nós pegamos uma carta, nós
pegamos uma carta e a colocamos como
referência para a interpretação da nossa
fé. Tá errado? Não. Mas aí a gente tem
que considerar que é uma carta. Ela tem
destinatário, ela tem data, ela tem
coisas específicas e precisas que a
gente tem que cuidar, né?
Perdão. Nessa carta, quando se fala
sobre julgo desigual, tá dentro de um
contexto muito curioso em que Paulo
retoma, né, pressupõe o que foi
discutido no na primeira carta, em que
ele critica a igreja de Corinto e a
comunidade que tá lá por reproduzir
dentro de sua comunidade uma série de
relações que são ao contrário do que
deveria ser dentro de uma proposta de
uma comunidade ali da do de seguidores
do caminho, de seguidores de Jesus. Por
quê? Porque essa comunidade cristã, ela
deveria partilhar adequadamente a ceia,
deveria não dar preferência para para
quem é rico e em detrimento de quem é
pobre, deveria ter certas condutas,
certa maneira de viver e esse pessoal tá
reproduzindo lá dentro. Isso ele faz
muito na primeira carta. A segunda já
começa com um monte de papo, pressupondo
a primeira. E ele tenta, e aqui é a
minha leitura, uma senhora de uma
captação de benevolência da comunidade
de Corinto, porque ele vai enviar um
camarada para trabalhar lá que é
Tito e ele vai ter que fazer um
arranjado lá, que é o cara para tentar,
vai tentar botar a casa em ordem e isso
dá um problema danado, porque a galera
não necessariamente tá querendo ele. E
aí ele tem conflitos com essa comunidade
e com pessoas que estão nessa
comunidade. Então ele joga nessa carta
muitas informações e construções para
captar a benevolência dos seus ouvintes,
para se inserir nesses conflitos,
pedindo apoio da comunidade com
descendência dela e para que Tito não
seja rejeitado, não seja rechaçado e que
as solicitações que Paulo vai fazer
adiante da carta sejam bem feitas. Nesse
contexto, considerando a primeira carta
e o contexto do que vem depois, não tem
a ver com casamento, com afeto, nem
nada. a criação de uma situação de
tensão em dualidade em que, gente, vocês
estão dando mais ouvido e mais posição
para uma postura ante o que seria o que
eu ensinei para vocês ou que eu preguei
para vocês, né? E muito mais do que
seria desse mundo, dessa outra maneira
de viver. E eu e aí nessa nessa
dualidade, nesse enfrentamento, Paulo
faz uma série de questionamentos e diz:
"Olha, por que que vocês vão ficar se
equiparando ou por que que vocês vão eh
se relacionar ou assumir e dar mais
valor? para os que não são da nossa
comunidade do que os que são. E aí eu tô
mandando um cara aí de fora que também é
da nossa fé. Pra sua comunidade você vai
dar mais valor para outros camarada.
Não, pô, recebe ele bem. Tá dentro dessa
dinâmica. E aí ele fala, né, que que que
vocês vão entrar com o julgo desigual,
julgo desigual, não, os pesos desiguais,
né? Que que tem o crente a ver com com
descrente? Que que tem a ver Deus com
Belial? Belial. Belial. Belial. Belial,
que é aquele que não tem valor, né? Uma
entidade que seria uma entidade mítica.
mística, que é que não tem
valor. Eh, então assim, valorizem o que
é certo, valorizem o que é bom, entrem
nessa relação e aceitem esse camarada
que eu tô mandando. Basicamente é isso,
tá dentro desse tipo de contexto. E aí
sacar esse texto e mesmo que você
interprete distinto e fala: "Não, não é
bem isso que o texto diz, eu não sei o
que lá". Não dá para tirar para fazer
leis de com quem você deve ou não deve
se relacionar. Definitivamente não.
Então não tem nada a ver. Eh,
absolutamente nada a ver. E se os caras
faz esse tipo de coisa, na verdade é por
mais controle dos afetos e dos corpos
das pessoas, porque se você consegue
controlar com quem a pessoa vai se
relacionar, meu amigo, você limita
bastante o universo e o mundo dela do
que propriamente com doutrina ou com
qualquer coisa do tipo. Então, o que que
eu acho é que é muito mal utilizado esse
texto aí. E é possível convivência?
Claro, tudo é possível. Se dois quer, a
gente não brinca, tá tudo
bem. Dá para fazer muita coisa nessa
vida. Segunda
questão. Salve Bruno. Salve. Você tem
alguma leitura ou opinião sobre a
questão recorrente das experiências do
socialismo histórico, que é a
dificuldade de se superar modelos e
conceitos jurídicos da estrutura
judicial burguesa? Não, isso não faço
ideia de conteúdo para discutir isso, de
referência. Hum. Vou ficar na dívida.
Terceira questão. Comecei a ver o
esquenta para o curso de teologia da
libertação na área de membros do
canalzinho. Primeiro gostaria de
agradecer a você por deixar essa
oportunidade de fazer um merchã sobre
aqui a área de membros do canal, porque
lá temos cursos exclusivos e entre eles
está o esquenta para o novo curso de
teologia da libertação que eu vou lançar
aqui em 2025. E esse esquenta se trata
do curso que eu lancei em 2022, que
trata da contexto histórico, econômico e
político para o surgimento da teologia
da libertação até ali o início dos anos
80. E aí a gente apresenta também as
ramificações e as principais escolas
teóricas na última aula. E eu acho que
pelo menos assim do que eu pude com
conhecer até hoje, zero modéstia,
provavelmente é o melhor, cara. É assim,
sem sacanagem, a apresentação do curso
ficou muito, muito, muito boa,
acessível, didática e muito qualificada.
A apresentação histórica tá bem legal,
bem legal. Então, se você gosta desse
tipo de conteúdo, vira membro, membro
membro membrezinha aqui do nosso
canalzinho e agradeço aí, camarada, mais
uma vez pela oportunidade do
merchan no começo do primeiro vídeo,
olha, dando spoiler aí, mas tudo bem,
você depois de ter feito essa
emergência, pode fazer o que você
quiser, meu
lindo. Eh, no começo do primeiro vídeo,
você cita as diferenças e a separação
entre modernizar, desenvolver
economicamente e industrializar. Pode
traçar as diferenças, separação aqui,
desenvolver a ideia para ficar mais
claro. Obrigado, por favor. Olha isso.
É, nós estamos junto. Claro que você
pedir. Mas, ó, isso é massa. Ah, se eu
não me engano, no começo desse vídeo,
que é o primeiro da aula, a primeira
aula, o primeiro vídeo em que a gente
apresenta as primeiros categorias para
interpretar e compreender as condições
que tornam possível o surgimento da
teologia da libertação, nós falamos
sobre o problema do desenvolvimento, da
modernização e temos que conectar a
questão da industrialização, porque tudo
isso, na verdade, no primeiro momento,
tá conectado e muito, muito imbricado.
Depois a gente pode começar a
estabelecer melhor algumas distinções,
mas são aspectos de um mesmo processo,
vamos dizer assim. Por quê? que acontece
o
seguinte, a industrialização, o processo
da revolução industrial inglesa,
deflagra um novo tipo de organização da
divisão técnica do trabalho, que aumenta
em níveis absurdos a produtividade, que
garante, portanto, que você aumente,
potencialize o manejo com mercado, com
vendas, com consumo e comece a planejar
de maneira mais qualificada a sua
própria produção, tendendo ao infinito e
sempre melhorando, vamos dizer assim.
divisando, dividindo melhor a técnica,
coordenando investimentos para melhorar
os meios de produção, né,
desenvolvimento das forças produtivas, o
desenvolvimento tecnológico. E isso
deflaga um novo modo de organizar a
economia e as sociedades. Isso empurra
todo mundo para um tipo de orientação
específica de como você deve organizar
economicamente aí seu estado, sua nação,
seu povo, sua indústria, suas fábricas,
suas empresas, suas manufaturas, sua
economia. E é uma parada assim muito
forte, uma é muito
brusco. Os países
que um tão aí na na vanguarda desse
processo de
industrialização, eles conseguem criar
algo que é o desenvolvimento econômico.
Eles têm relativa autonomia para decidir
os rumos de sua produção. É uma produção
dinâmica. Ela não é estagnada, ela é
dinâmica. ela vai se desenvolvendo,
acelerando, reinvestindo novamente
capital para o próprio desenvolvimento
das forças produtivas. Então, diferente
de uma comunidade tradicional que
utiliza o mesmo equipamento há muito
tempo, esses caras ficam inventando e
desenrolando e a produtividade vai lá em
cima, o potencial de lucro também, o
potencial econômico cresce tudo ao mesmo
tempo, né?
E isso a gente vai começar a entender
daí um desenvolvimento
econômico, a industrialização como essa
organização da divisão técnica do
trabalho, o desenvolvimento como efeito
desse
processo e modernização vai começar a
ter uma ideia de que aquilo que é novo,
aquilo que é mais recente, ele é melhor.
Uma coordenação específica de trabalho
ou de modo de vida. que ela é mais
atual, ela é melhor do que a anterior,
porque ela possibilita esse
desenvolvimento, esse crescimento, esse
planejamento, esses
ganhos dentro dessa perspectiva. Então,
vai surgir uma ideia, pessoal, pode ver,
quando eu falo moderno, provavelmente
vocês pensam, pô, aquilo que é bom,
aquilo que é mais atual, aquilo que é
mais interessante. Eu gosto muito de
futebol. Futebol moderno é sempre o
aquilo que foi inventado mais recente,
né? Então, nós temos técnicos modernos.
Há 10 anos atrás, os técnicos modernos
eram outros, há 20 eram outros. Mas é
porque a gente vai assimilando esse essa
concepção de que aquilo que é mais novo
é melhor. Moderno significa, odierno
significa de hoje em dia, atual, do
nosso tempo, mas se tornou sinônimo da
questão de desenvolvimento, de melhoria,
de ganho, de avanço, né? Modernizar,
avançar. E aí que acontece?
O desenvolvimento econômico, que tá
atrelado com o processo de
industrialização, faz com que os países
se tornem desenvolvidos. tem relativa
autonomia para decidir os rumos de sua
produção, eh tem uma economia dinâmica
industrializada e que fazem, portanto,
com que as outras economias sejam
periferias de suas indústrias, porque a
indústria é um centro produtivo que tem
uma alta divisão técnica do trabalho,
forças produtivas muito desenvolvidas e
que exigem de que o campo e que outros
territórios que não estão
industrializados produzam os insumos
necessários para ela. Então ela acaba
sendo o centro dinâmico da economia.
Essa industrialização promove o
desenvolvimento econômico. Esse
desenvolvimento econômico exige a
aceitação de que o novo meio de produção
ou nova força produtiva, a novidade no
mercado, determinados tipos de relações
que foram construídas nos países
chamados desenvolvidos, sejam aquilo que
é o melhor ou mais adequado e o que a
gente deve assumir e assimilar. Então,
começam a moldar todo o modo de vida de
todos os outros povos, de todas as
outras nações, de todos os outros
territórios. Começam então a exigir
modernizações, começam a exigir,
portanto, reformas que façam com que
você chegue aí à altura dessa nova
dinâmica econômica. O que não significa
que você tenha que se industrializar,
senão que você tenha que se adequar a
essa nova dinâmica do mercado mundial. E
aí modernizar está estar significaria
estar de acordo com essas dinâmicas e
regras desse mercado. Mas esse mercado
tem um centro, esse centro é
industrializado, desenvolvido.
industrializado, desenvolvido, que cria
suas periferias, que buscam um
desenvolvimento econômico ou deveriam
buscar e aí fazem sua inserção no
mercado mundial dentro de um processo de
modernização, o que não implica
diretamente em que elas estão se
industrializando, porque elas podem ser
periferia das indústrias e nem que estão
se desenvolvendo, porque à medida que
são periferias e produzem os produtos
matériaspras, essas esses países
periféricos, essas economias
periféricas, elas não se tornam
dinâmicas nem com relativa autonomia.
Elas estão sempre subservientes,
dependentes, subdesenvolvidas. limitadas
nos seus planejamentos aí para se
desenvolver economicamente. Então, se
modernizam, mas não se
desenvolvem. Espero que tenha sido massa
essa explicação e deixa aí as coisas um
pouco mais claras. Você vê que o
conteúdo tá bom, hein, gente? Esses são
os primeiros minutos da aula e é um
curso sobre teologia da libertação.
Então, fica fica a dica aí que tá bala.
Quarta
questão. O que você acha de Niet?
ruim, muito
ruim em muitos sentidos. Não vou dizer
que eu não não
tenha sido impactado quando eu li pela
primeira vez e que uso em aula, que
obviamente faz parte da tradição da
filosofia, da história da filosofia e
tem um marco importante nos rumos da
filosofia ocidental. Contudo, porém,
entretanto, se eu fosse avaliar bom,
ruim, diria ruim.
E aí, os motivos? Eu não vou desenrolar
aqui. Vou esperar esta provocação gerar
comentários, ofensas, ataques aí de quem
gosta da filosofia do martelo, daquele
bigodo do maluco e a gente daí
desenvolve para
próximas. Faça sua pergunta, questões
sobre Niet, tá bom? Mas se vocês abrirem
o meu mestrado que está publicado em
livro PDF gratuito lá na editora Fix, se
eu lembrar eu coloco aqui na na
descrição, já tem algumas críticas que
eu faço ao UNIT acompanhando como do
seu, né?
interpretava aí a questão do poder em
Niet. E aí criticando também como
Heidegger assume a questão do poder em
Niet. Isso lá na numa parte do mestrado
e mais recentemente eu fui muito
influenciado pela crítica que Franz
Rinkelamert faz a a Niet e que também me
interessa bastante, mas eu vou deixar
aqui para discutirmos em breve. Nit é
ruim, fica o corte. Última questão. Eu
devo ter me perdido no meio das
questões. Devo ter falado quatro, duas
vezes, três, duas vezes. Eu já não sei
mais. Mas vamos
lá. Gostaria de ouvir você sobre Papa
Francisco e a ideia de papado. Além
disso, vale falar dos que tentam ser
papas evangélicos. Hum. Essa última
parte foi a que mais me
interessa. Eu vou deixar aqui na
descrição o texto que o Juan, nosso
camarada Juan escreveu na revista Zelota
sobre o Papa
Francisco. Olha, é de uma sensibilidade
e de uma beleza incríveis e que ensinou
muito, né? Ele faz um comentário que me
impactou muito nesse texto e eu gostaria
que vocês lessem porque vale a pena.
em que ele comenta o papel que
Francisco, né, Papa Francisco,
desempenhou dentro da ordem e como
muitas vezes a gente espera só uma
revolução ou uma, pelo menos essa minha
interpretação, né, ou um pega pacapá e
derruba e vira a mesa toda e não entende
outros processos que também fazem parte
do desenrolar da história e que são
necessários e que ramificam de outras
maneiras. Então, eu achei isso tão
bonito, tão sensível, eu vou deixar aí
para para vocês lerem, leiam, leiam a
revista Zelota e acompanhem o trabalho
do Juan, que é muito
bom. Eh, e dito
isso, dentro da estrutura católica e de
como se organizou, eu não tenho o que
falar, nem católico eu sou. Então, eu
acho que as questões sobre a função de
um papa, a função da estrutura
da eh instituição como meio para a
realização do poder e manutenção da
ordem, o que lembrando, nunca trato isso
como no sentido negativo, é necessário
instituição, é necessário ordem, é
necessário coordenar as nossas vidas,
forças e maneiras de organizar a
comunidade para poder realizar os
projetos futuros do dia seguinte. Então,
tô falando aqui num sentido muito
técnico do termo, vamos dizer
assim, que a serem resolvidas e
decididas e discutidas por quem faz
parte está envolvido com essa
comunidade. Então, eu sou um externo,
não tenho o que falar. Contudo, porém,
entretanto, todavia, dentro da minha
comunidade, ou seja, da tradição que eu
venho evangélica, que é fruto da
separação ou da crítica dos reformados à
estrutura católica, que tenta criar um
outro tipo de instituição ou
institucionalização que não tenha essa
figura central do Papa. Inclusive,
critica esse tipo de ordem e
organização, ou seja, pretende organizar
de outra forma.
Ah, muitos dos evangélicos tentam ocupar
esse papel de
centralizar o poder em si, mas eu acho
um pouco equivocado, apesar de eu
entender o sentido e muitas vezes eu uso
de dizer que é serem os papas
evangélicos, o papado evangélico, porque
eu
acho, opinologia, opinologia que nesse
caso evangélico é uma disputa de
mercado. Então, é o pastor que quer
concentrar e angarear fiéis, não porque
ele é o porta-voz dos evangélicos, mas é
porque ele quer aumentar sua empresa,
ele quer aumentar o seu negócio, ele
quer aumentar a sua voz, o seu espaço
dentro do mercado religioso ou do nicho
evangélico qual ele disputa. E isso vale
para conservadores e progressistas, né?
Porque essa é minha grande crítica, por
exemplo, as lideranças progressistas que
se colocam não como quem tá junto ao
fiel, senão como os pastores que
disputam o nicho de mercado
progressista. Então eles só querem ser a
voz dos evangélicos de esquerda, a voz
dos evangélicos liberais, a voz e falam
dessa desse lugar e não assume uma
posição de que querem ser a costa larga
para que os fiéis tomem suas posições,
costa larga para que os fiéis se
mobilizem, se organizem, que municie os
fiéis. Não, não, não é o porta-voz. E aí
performam uma parada que tem a ver
também com a estrutura de poder que é
desenvolvida dentro das igrejas,
especialmente no Brasil. aqui as nossas
tradições e como elas acabam se
desenrolando, tem peculiaridades e por
isso que eu gosto muito do trabalho do
Gedeon Freir elencar para falar dos
pentecostais, né, que dão toada de como
vai organizar muitas vezes o poder na
igreja. E a Marina Correa que fala das
dinastias assembleianas e pentecostais,
que também é muito bacana. Mas assim, se
a gente fosse ver, não é só isso, né? a
a
essa esse padrão ou essa tendência a um
tipo de centralização de uma figura de
poder e tal e de se colocar acaba
aparecendo em outras instituições aí
também, tipo, sei lá, na igreja
presbiteriana do Brasil faz 20 anos que
o presidente é o mesmo, né? Enquanto
você olha as outras presbiterianas de
outros lugares do mundo, cada x tempinho
lá muda assim, muda consideravelmente.
Aqui não, né? a dinastia se mantém, mas
é uma disputa de mercado, de posição e
não necessariamente ser de todos os
evangélicos, senão que trazer gente pro
meu rebanho. Então fica num numa
dinâmica que é muito distinta do que tem
na instituição católica. E aí o problema
que nós evangélicos temos que resolver
entre nós, né? Discutir aí, debater
entre nós, como é que a gente supera
isso. Temos ideias, temos posições, mas
isso fica para outro dia. E é isso,
minha gente. Eu espero que vocês tenham
curtido o tipo de conteúdo que a gente
desenvolveu hoje aqui no nosso
canalzinho, respondendo perguntas.
Agradeço a você que tenha mandado uma
pergunta, a você que tenha se
disponibilizado para ter um tempinho
para olhar ali na foto da comunidade e
falar: "Vou meter um bagulho aí pro pro
camarada responder". Isso é muito
importante pra gente poder seguir
produzindo algum conteúdo aqui. Não
consigo mais produzir no ritmo que eu
produzia porque eu tô acumulando três
trabalhos é a vida, além de cuidar de
casa, da criança, essa coisa toda.
Então, diminuímos e diminuiremos o a
quantidade de frequência de de vídeos
por aqui. Então, espero que vocês
permaneçam atentos e quem chegou até
aqui, agradeço mais uma vez. Você
considere ser membro, membra, membro,
membresia aqui do nosso canalzinho. A
gente é um grupo pequeno, mas fé e
resistente e que temos conteúdos
exclusivos para você. E lá chega os
cursos, as paradas que eu acho que podem
ser muito muito bacanas e vale a pena,
tá? No modeste à parte, faz o teste, faz
o teste um
mzinho, custa
nada. E agradeço demais o apoio, o
carinho que vocês, como comunidade, têm
tido aqui na nossa correria. E a gente
vai seguir aqui trazendo a boa nova todo
dia útil até a vitória final. Valeu,
até.

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