O QUE PENSO SOBRE NIETZSCHE? E SOBRE O PAPA FRANCISCO? RESPONDENDO PERGUNTAS
07/05/2025
O QUE PENSO SOBRE NIETZSCHE? E SOBRE O PAPA FRANCISCO? RESPONDENDO PERGUNTAS
Pix: bruno@reikdal.net
Texto sobre Papa Francisco: https://revistazelota.com/ate-logo-francisco-de-roma/
Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Fala minha gente, tudo bem? Bora lá para mais um conteúdo totalmente sente aqui no nosso canalzinho. Desta vez respondendo perguntas. Sim, semanalmente eu coloco um post aqui na nossa comunidade com uma foto dizendo: "Faça uma boa pergunta". Vocês fazem perguntas e eu respondo e por que você gostaria de saber a minha resposta a respeito de um conteúdo que não necessariamente tinha um domínio? Eu não faço a mínima ideia. Você deveria rever os seus conceitos. De todo modo, nós estamos praticando aqui a tudologia opnológica generalizada, tal qual os pastores fazem. Contudo, porém, entretanto, todavia, eu sou diplomado para certas questões e digo que não sei quando eu não sei. Meu nome é Bruno Requidal, sou doutor em economia política mundial, mestre em filosofia, graduado em filosofia, formado em teologia, editor da revista Zelota, profissional da educação, educador popular, além de pai de família, companheiro de uma mulher maravilhosa e aí produtor de conteúdo no YouTube nas horas vagas. Se você gosta do tipo de conteúdo que a gente desenvolve aqui, não esquece de curtir esse vídeo, comentar para já, espalhar a palavra por aí, dar uma olhadinha na descrição do vídeo, porque lá tem a chave do Pix vai que tá sobrando nome RK para você apoiar o meu trabalho. Também considere ser membro, membra, membro, membresia aqui do nosso canal, porque nós temos conteúdos exclusivos para você semanalmente, além dos cursos que eu tenho ofertado e disponibilizado aqui para quem é membro, parte da membresia desse canalzinho. Beleza? Bora lá para o que importa, que é respondendo perguntas. Primeira questão. Olá, camarada. Olá. Qual a sua opinião sobre o julgo desigual? Acredita ser possível desenvolver uma relação saudável onde um lado é crente e o outro abraça o sincretismo? Excelente questão. E a primeira coisa que nós deveríamos pensar é: "Quem sou eu ou quem seria qualquer outro ser humaninho para dizer com quem você deve ou não deve se relacionar, deve ou não deve manter relações de afeto, carinho, cuidado, amor, que sejam saudáveis, autoustentáveis e aí interessantes para ambas as partes. Absolutamente ninguém. E para quem não faz ideia do que eu tô comentando, é porque tem um texto em segunda Coríntios, que é referência aqui do nosso camarada, em que Paulo, o apóstolo Paulo, no Segundo Testamento, utiliza essa expressão que você não deve entrar ou não deveria entrar em julgo desigual, você não, né? as pessoas, a comunidade como um todo que estava na cidade de Corinto, na metade do primeiro século ali, né, do da depois da era comum, então 60 anos, 50 e 60 anos aí depois da era comum e ou depois de Cristo e que tá num contexto muito específico também da própria carta. É uma carta. Primeiro que é uma carta. E a gente tem que considerar que quando uma pessoa tá escrevendo uma carta, ela não tá escrevendo um tratado teológico e nem cagando regra pro universo, né? Ele tá escrevendo especificamente para uma comunidade, tentando resolver um específico problema que a gente deve ter atenção. E nesse sentido, a gente tem que tomar o cuidado de entender o contexto no qual está escrito o julgo desigual. Muitos pastores tiram o texto do contexto para ter pretexto para decidir ou falar sobre alguma coisa. E no hábito aí se tornou para dizer que você não deve se relacionar de maneira amorosa, afetiva e juntar-se como casal, com alguém que você goste, como par, com gente que tá aí unida, eh, que não seja da mesma religião que você, não partilhe da mesma crença. E aí utilizam esse texto. Por quê? Porque quiseram. Porque não tem nada a ver, né? O texto não diz a respeito de desse tipo de relação afetiva, não diz a respeito de casamento. Tem um um um um desenrolar argumentativo que você tem que considerar também a primeira carta. Essa é a segunda carta. É uma carta. Lembrando que nós pegamos uma carta, nós pegamos uma carta e a colocamos como referência para a interpretação da nossa fé. Tá errado? Não. Mas aí a gente tem que considerar que é uma carta. Ela tem destinatário, ela tem data, ela tem coisas específicas e precisas que a gente tem que cuidar, né? Perdão. Nessa carta, quando se fala sobre julgo desigual, tá dentro de um contexto muito curioso em que Paulo retoma, né, pressupõe o que foi discutido no na primeira carta, em que ele critica a igreja de Corinto e a comunidade que tá lá por reproduzir dentro de sua comunidade uma série de relações que são ao contrário do que deveria ser dentro de uma proposta de uma comunidade ali da do de seguidores do caminho, de seguidores de Jesus. Por quê? Porque essa comunidade cristã, ela deveria partilhar adequadamente a ceia, deveria não dar preferência para para quem é rico e em detrimento de quem é pobre, deveria ter certas condutas, certa maneira de viver e esse pessoal tá reproduzindo lá dentro. Isso ele faz muito na primeira carta. A segunda já começa com um monte de papo, pressupondo a primeira. E ele tenta, e aqui é a minha leitura, uma senhora de uma captação de benevolência da comunidade de Corinto, porque ele vai enviar um camarada para trabalhar lá que é Tito e ele vai ter que fazer um arranjado lá, que é o cara para tentar, vai tentar botar a casa em ordem e isso dá um problema danado, porque a galera não necessariamente tá querendo ele. E aí ele tem conflitos com essa comunidade e com pessoas que estão nessa comunidade. Então ele joga nessa carta muitas informações e construções para captar a benevolência dos seus ouvintes, para se inserir nesses conflitos, pedindo apoio da comunidade com descendência dela e para que Tito não seja rejeitado, não seja rechaçado e que as solicitações que Paulo vai fazer adiante da carta sejam bem feitas. Nesse contexto, considerando a primeira carta e o contexto do que vem depois, não tem a ver com casamento, com afeto, nem nada. a criação de uma situação de tensão em dualidade em que, gente, vocês estão dando mais ouvido e mais posição para uma postura ante o que seria o que eu ensinei para vocês ou que eu preguei para vocês, né? E muito mais do que seria desse mundo, dessa outra maneira de viver. E eu e aí nessa nessa dualidade, nesse enfrentamento, Paulo faz uma série de questionamentos e diz: "Olha, por que que vocês vão ficar se equiparando ou por que que vocês vão eh se relacionar ou assumir e dar mais valor? para os que não são da nossa comunidade do que os que são. E aí eu tô mandando um cara aí de fora que também é da nossa fé. Pra sua comunidade você vai dar mais valor para outros camarada. Não, pô, recebe ele bem. Tá dentro dessa dinâmica. E aí ele fala, né, que que que vocês vão entrar com o julgo desigual, julgo desigual, não, os pesos desiguais, né? Que que tem o crente a ver com com descrente? Que que tem a ver Deus com Belial? Belial. Belial. Belial. Belial, que é aquele que não tem valor, né? Uma entidade que seria uma entidade mítica. mística, que é que não tem valor. Eh, então assim, valorizem o que é certo, valorizem o que é bom, entrem nessa relação e aceitem esse camarada que eu tô mandando. Basicamente é isso, tá dentro desse tipo de contexto. E aí sacar esse texto e mesmo que você interprete distinto e fala: "Não, não é bem isso que o texto diz, eu não sei o que lá". Não dá para tirar para fazer leis de com quem você deve ou não deve se relacionar. Definitivamente não. Então não tem nada a ver. Eh, absolutamente nada a ver. E se os caras faz esse tipo de coisa, na verdade é por mais controle dos afetos e dos corpos das pessoas, porque se você consegue controlar com quem a pessoa vai se relacionar, meu amigo, você limita bastante o universo e o mundo dela do que propriamente com doutrina ou com qualquer coisa do tipo. Então, o que que eu acho é que é muito mal utilizado esse texto aí. E é possível convivência? Claro, tudo é possível. Se dois quer, a gente não brinca, tá tudo bem. Dá para fazer muita coisa nessa vida. Segunda questão. Salve Bruno. Salve. Você tem alguma leitura ou opinião sobre a questão recorrente das experiências do socialismo histórico, que é a dificuldade de se superar modelos e conceitos jurídicos da estrutura judicial burguesa? Não, isso não faço ideia de conteúdo para discutir isso, de referência. Hum. Vou ficar na dívida. Terceira questão. Comecei a ver o esquenta para o curso de teologia da libertação na área de membros do canalzinho. Primeiro gostaria de agradecer a você por deixar essa oportunidade de fazer um merchã sobre aqui a área de membros do canal, porque lá temos cursos exclusivos e entre eles está o esquenta para o novo curso de teologia da libertação que eu vou lançar aqui em 2025. E esse esquenta se trata do curso que eu lancei em 2022, que trata da contexto histórico, econômico e político para o surgimento da teologia da libertação até ali o início dos anos 80. E aí a gente apresenta também as ramificações e as principais escolas teóricas na última aula. E eu acho que pelo menos assim do que eu pude com conhecer até hoje, zero modéstia, provavelmente é o melhor, cara. É assim, sem sacanagem, a apresentação do curso ficou muito, muito, muito boa, acessível, didática e muito qualificada. A apresentação histórica tá bem legal, bem legal. Então, se você gosta desse tipo de conteúdo, vira membro, membro membro membrezinha aqui do nosso canalzinho e agradeço aí, camarada, mais uma vez pela oportunidade do merchan no começo do primeiro vídeo, olha, dando spoiler aí, mas tudo bem, você depois de ter feito essa emergência, pode fazer o que você quiser, meu lindo. Eh, no começo do primeiro vídeo, você cita as diferenças e a separação entre modernizar, desenvolver economicamente e industrializar. Pode traçar as diferenças, separação aqui, desenvolver a ideia para ficar mais claro. Obrigado, por favor. Olha isso. É, nós estamos junto. Claro que você pedir. Mas, ó, isso é massa. Ah, se eu não me engano, no começo desse vídeo, que é o primeiro da aula, a primeira aula, o primeiro vídeo em que a gente apresenta as primeiros categorias para interpretar e compreender as condições que tornam possível o surgimento da teologia da libertação, nós falamos sobre o problema do desenvolvimento, da modernização e temos que conectar a questão da industrialização, porque tudo isso, na verdade, no primeiro momento, tá conectado e muito, muito imbricado. Depois a gente pode começar a estabelecer melhor algumas distinções, mas são aspectos de um mesmo processo, vamos dizer assim. Por quê? que acontece o seguinte, a industrialização, o processo da revolução industrial inglesa, deflagra um novo tipo de organização da divisão técnica do trabalho, que aumenta em níveis absurdos a produtividade, que garante, portanto, que você aumente, potencialize o manejo com mercado, com vendas, com consumo e comece a planejar de maneira mais qualificada a sua própria produção, tendendo ao infinito e sempre melhorando, vamos dizer assim. divisando, dividindo melhor a técnica, coordenando investimentos para melhorar os meios de produção, né, desenvolvimento das forças produtivas, o desenvolvimento tecnológico. E isso deflaga um novo modo de organizar a economia e as sociedades. Isso empurra todo mundo para um tipo de orientação específica de como você deve organizar economicamente aí seu estado, sua nação, seu povo, sua indústria, suas fábricas, suas empresas, suas manufaturas, sua economia. E é uma parada assim muito forte, uma é muito brusco. Os países que um tão aí na na vanguarda desse processo de industrialização, eles conseguem criar algo que é o desenvolvimento econômico. Eles têm relativa autonomia para decidir os rumos de sua produção. É uma produção dinâmica. Ela não é estagnada, ela é dinâmica. ela vai se desenvolvendo, acelerando, reinvestindo novamente capital para o próprio desenvolvimento das forças produtivas. Então, diferente de uma comunidade tradicional que utiliza o mesmo equipamento há muito tempo, esses caras ficam inventando e desenrolando e a produtividade vai lá em cima, o potencial de lucro também, o potencial econômico cresce tudo ao mesmo tempo, né? E isso a gente vai começar a entender daí um desenvolvimento econômico, a industrialização como essa organização da divisão técnica do trabalho, o desenvolvimento como efeito desse processo e modernização vai começar a ter uma ideia de que aquilo que é novo, aquilo que é mais recente, ele é melhor. Uma coordenação específica de trabalho ou de modo de vida. que ela é mais atual, ela é melhor do que a anterior, porque ela possibilita esse desenvolvimento, esse crescimento, esse planejamento, esses ganhos dentro dessa perspectiva. Então, vai surgir uma ideia, pessoal, pode ver, quando eu falo moderno, provavelmente vocês pensam, pô, aquilo que é bom, aquilo que é mais atual, aquilo que é mais interessante. Eu gosto muito de futebol. Futebol moderno é sempre o aquilo que foi inventado mais recente, né? Então, nós temos técnicos modernos. Há 10 anos atrás, os técnicos modernos eram outros, há 20 eram outros. Mas é porque a gente vai assimilando esse essa concepção de que aquilo que é mais novo é melhor. Moderno significa, odierno significa de hoje em dia, atual, do nosso tempo, mas se tornou sinônimo da questão de desenvolvimento, de melhoria, de ganho, de avanço, né? Modernizar, avançar. E aí que acontece? O desenvolvimento econômico, que tá atrelado com o processo de industrialização, faz com que os países se tornem desenvolvidos. tem relativa autonomia para decidir os rumos de sua produção, eh tem uma economia dinâmica industrializada e que fazem, portanto, com que as outras economias sejam periferias de suas indústrias, porque a indústria é um centro produtivo que tem uma alta divisão técnica do trabalho, forças produtivas muito desenvolvidas e que exigem de que o campo e que outros territórios que não estão industrializados produzam os insumos necessários para ela. Então ela acaba sendo o centro dinâmico da economia. Essa industrialização promove o desenvolvimento econômico. Esse desenvolvimento econômico exige a aceitação de que o novo meio de produção ou nova força produtiva, a novidade no mercado, determinados tipos de relações que foram construídas nos países chamados desenvolvidos, sejam aquilo que é o melhor ou mais adequado e o que a gente deve assumir e assimilar. Então, começam a moldar todo o modo de vida de todos os outros povos, de todas as outras nações, de todos os outros territórios. Começam então a exigir modernizações, começam a exigir, portanto, reformas que façam com que você chegue aí à altura dessa nova dinâmica econômica. O que não significa que você tenha que se industrializar, senão que você tenha que se adequar a essa nova dinâmica do mercado mundial. E aí modernizar está estar significaria estar de acordo com essas dinâmicas e regras desse mercado. Mas esse mercado tem um centro, esse centro é industrializado, desenvolvido. industrializado, desenvolvido, que cria suas periferias, que buscam um desenvolvimento econômico ou deveriam buscar e aí fazem sua inserção no mercado mundial dentro de um processo de modernização, o que não implica diretamente em que elas estão se industrializando, porque elas podem ser periferia das indústrias e nem que estão se desenvolvendo, porque à medida que são periferias e produzem os produtos matériaspras, essas esses países periféricos, essas economias periféricas, elas não se tornam dinâmicas nem com relativa autonomia. Elas estão sempre subservientes, dependentes, subdesenvolvidas. limitadas nos seus planejamentos aí para se desenvolver economicamente. Então, se modernizam, mas não se desenvolvem. Espero que tenha sido massa essa explicação e deixa aí as coisas um pouco mais claras. Você vê que o conteúdo tá bom, hein, gente? Esses são os primeiros minutos da aula e é um curso sobre teologia da libertação. Então, fica fica a dica aí que tá bala. Quarta questão. O que você acha de Niet? ruim, muito ruim em muitos sentidos. Não vou dizer que eu não não tenha sido impactado quando eu li pela primeira vez e que uso em aula, que obviamente faz parte da tradição da filosofia, da história da filosofia e tem um marco importante nos rumos da filosofia ocidental. Contudo, porém, entretanto, se eu fosse avaliar bom, ruim, diria ruim. E aí, os motivos? Eu não vou desenrolar aqui. Vou esperar esta provocação gerar comentários, ofensas, ataques aí de quem gosta da filosofia do martelo, daquele bigodo do maluco e a gente daí desenvolve para próximas. Faça sua pergunta, questões sobre Niet, tá bom? Mas se vocês abrirem o meu mestrado que está publicado em livro PDF gratuito lá na editora Fix, se eu lembrar eu coloco aqui na na descrição, já tem algumas críticas que eu faço ao UNIT acompanhando como do seu, né? interpretava aí a questão do poder em Niet. E aí criticando também como Heidegger assume a questão do poder em Niet. Isso lá na numa parte do mestrado e mais recentemente eu fui muito influenciado pela crítica que Franz Rinkelamert faz a a Niet e que também me interessa bastante, mas eu vou deixar aqui para discutirmos em breve. Nit é ruim, fica o corte. Última questão. Eu devo ter me perdido no meio das questões. Devo ter falado quatro, duas vezes, três, duas vezes. Eu já não sei mais. Mas vamos lá. Gostaria de ouvir você sobre Papa Francisco e a ideia de papado. Além disso, vale falar dos que tentam ser papas evangélicos. Hum. Essa última parte foi a que mais me interessa. Eu vou deixar aqui na descrição o texto que o Juan, nosso camarada Juan escreveu na revista Zelota sobre o Papa Francisco. Olha, é de uma sensibilidade e de uma beleza incríveis e que ensinou muito, né? Ele faz um comentário que me impactou muito nesse texto e eu gostaria que vocês lessem porque vale a pena. em que ele comenta o papel que Francisco, né, Papa Francisco, desempenhou dentro da ordem e como muitas vezes a gente espera só uma revolução ou uma, pelo menos essa minha interpretação, né, ou um pega pacapá e derruba e vira a mesa toda e não entende outros processos que também fazem parte do desenrolar da história e que são necessários e que ramificam de outras maneiras. Então, eu achei isso tão bonito, tão sensível, eu vou deixar aí para para vocês lerem, leiam, leiam a revista Zelota e acompanhem o trabalho do Juan, que é muito bom. Eh, e dito isso, dentro da estrutura católica e de como se organizou, eu não tenho o que falar, nem católico eu sou. Então, eu acho que as questões sobre a função de um papa, a função da estrutura da eh instituição como meio para a realização do poder e manutenção da ordem, o que lembrando, nunca trato isso como no sentido negativo, é necessário instituição, é necessário ordem, é necessário coordenar as nossas vidas, forças e maneiras de organizar a comunidade para poder realizar os projetos futuros do dia seguinte. Então, tô falando aqui num sentido muito técnico do termo, vamos dizer assim, que a serem resolvidas e decididas e discutidas por quem faz parte está envolvido com essa comunidade. Então, eu sou um externo, não tenho o que falar. Contudo, porém, entretanto, todavia, dentro da minha comunidade, ou seja, da tradição que eu venho evangélica, que é fruto da separação ou da crítica dos reformados à estrutura católica, que tenta criar um outro tipo de instituição ou institucionalização que não tenha essa figura central do Papa. Inclusive, critica esse tipo de ordem e organização, ou seja, pretende organizar de outra forma. Ah, muitos dos evangélicos tentam ocupar esse papel de centralizar o poder em si, mas eu acho um pouco equivocado, apesar de eu entender o sentido e muitas vezes eu uso de dizer que é serem os papas evangélicos, o papado evangélico, porque eu acho, opinologia, opinologia que nesse caso evangélico é uma disputa de mercado. Então, é o pastor que quer concentrar e angarear fiéis, não porque ele é o porta-voz dos evangélicos, mas é porque ele quer aumentar sua empresa, ele quer aumentar o seu negócio, ele quer aumentar a sua voz, o seu espaço dentro do mercado religioso ou do nicho evangélico qual ele disputa. E isso vale para conservadores e progressistas, né? Porque essa é minha grande crítica, por exemplo, as lideranças progressistas que se colocam não como quem tá junto ao fiel, senão como os pastores que disputam o nicho de mercado progressista. Então eles só querem ser a voz dos evangélicos de esquerda, a voz dos evangélicos liberais, a voz e falam dessa desse lugar e não assume uma posição de que querem ser a costa larga para que os fiéis tomem suas posições, costa larga para que os fiéis se mobilizem, se organizem, que municie os fiéis. Não, não, não é o porta-voz. E aí performam uma parada que tem a ver também com a estrutura de poder que é desenvolvida dentro das igrejas, especialmente no Brasil. aqui as nossas tradições e como elas acabam se desenrolando, tem peculiaridades e por isso que eu gosto muito do trabalho do Gedeon Freir elencar para falar dos pentecostais, né, que dão toada de como vai organizar muitas vezes o poder na igreja. E a Marina Correa que fala das dinastias assembleianas e pentecostais, que também é muito bacana. Mas assim, se a gente fosse ver, não é só isso, né? a a essa esse padrão ou essa tendência a um tipo de centralização de uma figura de poder e tal e de se colocar acaba aparecendo em outras instituições aí também, tipo, sei lá, na igreja presbiteriana do Brasil faz 20 anos que o presidente é o mesmo, né? Enquanto você olha as outras presbiterianas de outros lugares do mundo, cada x tempinho lá muda assim, muda consideravelmente. Aqui não, né? a dinastia se mantém, mas é uma disputa de mercado, de posição e não necessariamente ser de todos os evangélicos, senão que trazer gente pro meu rebanho. Então fica num numa dinâmica que é muito distinta do que tem na instituição católica. E aí o problema que nós evangélicos temos que resolver entre nós, né? Discutir aí, debater entre nós, como é que a gente supera isso. Temos ideias, temos posições, mas isso fica para outro dia. E é isso, minha gente. Eu espero que vocês tenham curtido o tipo de conteúdo que a gente desenvolveu hoje aqui no nosso canalzinho, respondendo perguntas. Agradeço a você que tenha mandado uma pergunta, a você que tenha se disponibilizado para ter um tempinho para olhar ali na foto da comunidade e falar: "Vou meter um bagulho aí pro pro camarada responder". Isso é muito importante pra gente poder seguir produzindo algum conteúdo aqui. Não consigo mais produzir no ritmo que eu produzia porque eu tô acumulando três trabalhos é a vida, além de cuidar de casa, da criança, essa coisa toda. Então, diminuímos e diminuiremos o a quantidade de frequência de de vídeos por aqui. Então, espero que vocês permaneçam atentos e quem chegou até aqui, agradeço mais uma vez. Você considere ser membro, membra, membro, membresia aqui do nosso canalzinho. A gente é um grupo pequeno, mas fé e resistente e que temos conteúdos exclusivos para você. E lá chega os cursos, as paradas que eu acho que podem ser muito muito bacanas e vale a pena, tá? No modeste à parte, faz o teste, faz o teste um mzinho, custa nada. E agradeço demais o apoio, o carinho que vocês, como comunidade, têm tido aqui na nossa correria. E a gente vai seguir aqui trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Valeu, até.