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A fé vem pelo ouvir

OS THUNDERBOLTS* são a ESPERANÇA (pelo menos é o que a emoção diz) | CONTEMPORAMA #092

OS THUNDERBOLTS* são a ESPERANÇA (pelo menos é o que a emoção diz) | CONTEMPORAMA #092

OS THUNDERBOLTS* são a ESPERANÇA (pelo menos é o que a emoção diz) | CONTEMPORAMA #092

É isto! Matheus, o Japa e Guilherme Iamarino se reúnem para falar do mais recente filme da Marvel que tem recebido boas críticas e, novamente, o carinho dos fãs. Será que agora sim o MCU encontra novamente se lugar nos cinemas e no coração dos Nerds?

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Contemporama é um podcast sobre cultura pop, filmes, séries e HQs, onde dois pastores e um seminarista se reúnem para discutir o que há de melhor (e pior) do universo cultural!

Este é um podcast produzido por: Dois dedos de teologia

Legendas automáticas:

Macho, a gente foi naquela livraria que
dizem que inspirou a a JK Rowing para
fazer primeiro. Primeiro chegaram a
gente assim, ó, foram gravados cenas de
Harry Potter aqui. É, quando a gente foi
pesquisar, na verdade,
acredita-se, a Rolling nunca falou
português, ele tem uma um dom para isso,
né? É, é hipérboles. É. E aí ela ela
morou no Porto, deu aula de inglês no
Porto por 10 anos e ela frequentava a
livraria, né? E aí, mas assim, a
livraria lembra muito muito do estilo de
Harry reporter mesmo, cara. A gente
achou que era uma tourist trap assim,
ah, vamos aqui, paga pagava 15 € maluco
para entrar e mas abatia do preço de um
livro, né? Aí disse: "Ah, não, vamos lá
e tal, não sei o quê". Aí eu tentei
pagar, não consegui, que por algum
motivo o meu cartão do Itaú não aprovou
e aí o não, a gente paga aqui, tal, não
sei o quê. Aí a gente entrou achando que
ia ser
maior armadilha de turista. Quando eu
japa de demo para dentro, não vem
maluco, bem louco. A gente ficou
chocado, chocado assim, lindo, lindo,
lindo. Nunca viu coisa, nunca vi nada
parecido com isso na minha vida. Lindo
demais, cara. Quem vier no Porto agora
papo de babaca assim, né? Se você
estiver passando por Portugal,
pela região norte, no Porto, é, vale
muito a pena. Ah, livraria, como que é o
nome? Belo acho que é Léelo. Lelo. Lelo.
Lelo. É Lelo o nome é uma livraria muito
famosa, cara. É, é bem
famoso. The most beautiful bookstore.
The most beautiful bookstore in the
world. Bem bonito. Vale a pena. Vale a
pena. Jak Rolling não tava
lá. Jak R não tava lá. Paguei 15€ o Jack
R não tava lá. Pô, por 15€ tinha que ter
a JK Rome lá fazendo a campanha
antitran. Sei lá.
Com grandes poderes vem grandes
responsabilidades.
Poderes cósmicos, terabites infinitos,
dobras temporais, velas aromáticas e
jantares românticos. Tudo o que o nerd
sempre desejou em um só lugar. Junte
seus neurônios, pegue seus son de
ouvido, mantenha as mãos e pés dentro do
veículo e se preparem para nunca mais
pensar da mesma forma, porque é isso que
acontece quando dois pastores e um
seminarista se reúnem para discutir
cinema, séries e cultura volta. Você
está ouvindo?
Contemporama. Este programa é uma
produção, dois dedos de
teologia. É
isso, estamos começando mais um
contemporama nessa semana para falarmos
de Thunderbolts, o novo filme
Thunderbolts. Asterisco, hein?
Thunderbolts. Ó, ó. Leia as notas de
rodapé, o novo filme da Marvel e um
filme que tem gerado muito, muito,
muitas críticas calorosas, pelo menos.
Eu sou Mateus Japa e estou aqui com
Guilherme Amarino. Os raios.
Raios.
Os raios. É porque está, é porque Bols é
raios, sei lá. É, é verdade. Raios do
trovão.
Os relâmpagos, sei
lá, cara.
Muito assim os relâmpagos marquinhos. Os
relâmpagos marquinhos da Marvel. Cara,
vamos lá. Esse episódio ele tá cheio de
spoiler, tá? Então a gente vai já falar
o que a gente achou do filme. O filme já
tá aí tem que umas duas semanas e você
daqui a pouco já tá disponível nos
filmes também. Então episódio cheio de
spoilers, o que nós achamos, enfim. E
tudo isso aqui neste episódio. Se você
não assistiu e não gosta, espera aí que
a gente, né, assiste e a gente na outra
semana vem falar sobre outro assunto.
Mas, Gui, vamos lá. Fazia tempo que eu
não me sentia tão empolgado, ou pelo
menos que eu não saía do cinema tão
feliz com o filme da Marvel. Fazia tempo
que eu não me emocionava num filme da
Marvel. Que
isso? Chorou
faz. Pelo amor de Deus. Esse filme eu
acho que ele tem três camadas. Ele tem a
camada pro fã da Marvel de quadrinho,
que para mim é muito claro assim como
vários filmes da Marvel tem. E é o que a
gente cobrava eles de não ter. Ele tem
uma camada de
metaarrativa profunda assim,
psicológica, etc. Porque trata sobre
coisas da nossa mente humana, da psiquê
e tudo mais. Eh, aquela a temática da
depressão principalmente. Sim, sim. Eh,
mas esse filme também é uma meta
narrativa sobre a própria Marvel, não é
mesmo? É, eu acho que eles eles tiveram
e pelo menos é o que eles fizeram, eles
trabalharam um tema e o tema não era o
universo de superheróis necessariamente.
Então isso para mim foi um grande uma
grande coisa. Havia um tema e um
subtexto muito claro e específico que
era uma personagem que é a personagem da
Florence Pew e ela lidando com algo
dentro desse universo de superheróis.
Então ela lidando com as maluquíes desse
universo e como ela foi criada, etc. e
outros personagens também lidando
com tédio. Então você tem, por exemplo,
o personagem do do Capitão América fake
que o o trauma que ele o John Walker, o
o trauma que ele sente, as dores que ele
luta, que enfrentam são dores que são
ocasionadas pela realidade do mundo de
superheróis que ele vive. Então, esse
esse tratar de um tema que não
necessariamente, olha só, nós temos aqui
a Capitã Marvel e uma adolescente, a
Mister, sei lá, e elas estão lutando
contra um alienígena e vai ser muito
legal, pô. Isso não tem, eles trabalham
o tema. Isso é muito É. E o tema E o
tema é assim: "Olha, eu sou Capitão
América, mas as pessoas estão dizendo
que eu não sou o Capitão América que
eles conhecem. Eu sou a viva negra, mas
eu não sou a viva negra que eles
conhecem. Eu sou tipo, é isso. Eu eu
estou fazendo o papel de um superherói,
mas as pessoas estão dizendo que eu não
sou um superherói e eu não me sinto um
superherói, eu me sinto entediado. Tipo
aquele assim, o filme abre, o filme abre
e fecha do mesmo jeito, né? Ele abre e
fecha com a cara da Florence, com a
Clara, com a cara da Helena, eh, que é a
nova, a viúva negra ou uma outra viúva
negra. Eh, e ele assim, o primeiro, a
primeira cena do filme, esse primeiro
monólogo do filme, eu queria, eu queria
ter, eu tipo, procurei também porque o
filme não saiu no stream ainda, então
não tem como eu ver de novo e não tem
gente que pegou e digitou isso, não
consegui procurar, mas assim, o primeiro
monólogo do filme, ele é assim 100%, ele
é 10 de 10. Sim, ele parece uma carta ao
fã da Marvel que parece que a Florence
Pug ela tá atuando e falando aquilo lá
enquanto aquela cena da Yelena em cima
do prédio antes dela cair. Parece que
assim aquilo está falando com a gente. É
o Kevin Feig, é os Russo, é o o diretor
desse filme e trazendo como é que é o
nome do diretor mesmo que é o Jacker.
Scher. É, J, ele trazendo uma um recado.
E é um recado não apenas a quem
acompanhou a trajetória da Vi Negra, das
últimas séries, a Capitão América e o
Soldado Invernal, ou Falcão e Soldado
Invernal, ou o filme do Capitão América
Novo, eh, ou a Marvel mais recente. tá
falando com todo mundo que acompanhou a
Marvel desde o Primeiro Vingador, desde
o Homem de Ferro, desde tudo aquilo. Ele
está falando com essa galera. Fala
assim: "Olha, parece que entrou num
momento de tédio. Eu tô fazendo as
coisas só para fazer. Eu não não consigo
me reconhecer do jeito que antes era. E
aí eu tô fazendo as coisas e o que eu
quero parece que eu estou num grande
void ou vazio, né, que é que é, cara. E
eu achei isso muito legal, isso é muito
doido. Essa, vamos entrar nesse subtexto
que você tá discutindo, que eu acho que
é uma das camadas apresentadas, que é o
sentinela. É isso, né? O sentinela, ao
mesmo tempo que ele é a representação do
maior e mais poderoso de tudo, do do
brilhante, da do glorioso, etc., Ele
mesmo torna-se a sua própria escuridão.
Então, tipo, é a mesma representação da
Marvel, né, que foi responsável por
fazer
grandiosidades no universo
cinematográfico de heróis. também é
responsável pela que trouxe o grande
vácuo nisso, assim, porque ela mesmo foi
o seu Nêmesis, assim, porque a DC não
chegou a ser o Nêmesis, outras
indústrias não chegaram assim, ela mesmo
foi. E cara, que ela ela mesmo foi o seu
próprio vilão nesse sentido. Então, quem
julgava um filme, por exemplo, quando
saiu o Doutor Estranho, o Universo da
Loucura, Multiverso da Loucura, quando
saía esses novos filmes, inclusive o
Capitão América, a Brave New World, né,
que tem, que é o mais recente, eh, as
pessoas julgando aquilo lá e e trazendo
aquele aquela discussão tipo, a Marvel
não é mais a mesma. E quantas vezes a
gente disse isso, né, quando a gente viu
Thor, a e a divisão de mentes, assim,
gente gostando, elogiando e querendo
assim, não, eu gosto da Marvel, eu gosto
da Marvel, é isso. E a gente ao mesmo
tempo falando assim: "Não, mas isso aqui
não tá exatamente bom", sabe? Eu sou fã
da Marvel, eu gosto do quadrinho, tá
parecendo coisa legal, mas pera aí.
vi o trailer Thunder Bols e eu não
comprei assim, eu comprei zero. A gente
tem que comprou nem eu não falei: "Meu,
vai ser ruim". A gente já tava
desacreditado, sabe? Não esperava, não
esperava nada realmente assim. E eu acho
que esse não esperar nada e vou dizer,
tá? Eu arrisco a dizer isso e e se
envelhecer mal também, não tem problema,
mas eu arrisco dizer que teoricamente o
filme ele não é tão espetacular assim e
que ele consegue suprir uma grande
carência que a gente tava tendo do da
boa utilização do cenário dos
superheróis. Essa é uma uma uma visão
que eu tenho. Não não critico o filme
nesse sentido, mas eu acho que se
comparado com outros grandes filmes, ele
não é um filme espetacular.
Mas isso era isso.
Mas é exatamente isso. Porque não
precisava ser espetacular. A gente não
precisava de grandes manobras, de herói
novo aparecendo o tempo todo. A gente
não precisava de câmio atrás de câmio ó.
Esse filme ele não tem câmbio secreto.
Não, não tem. Não tem entendeu? de
outros heróis, de outros detalhes, de
várias citações. Não, ele ele se cita
dentro e situa-se dentro da história da
Marvel até agora e pega um grupo de
heróis e trabalha com eles. E esse grupo
de heróis aí sim depois acho que a gente
entra numa segunda fase da discussão que
o grupo de heróis em si, ele tem um
dilema e ele tem tudo que é necessário
para fazer um grupo de heróis. E a
estrutura narrativa, ela é estrutura
narrativa do
Vingadores. Ela é mesma estrutura
narrativa do Vingadores com outros
elementos, obviamente. O que faz muito
sentido, uma vez que no final a gente
descobre que eles serão os novos
Vingadores. Que eu disse
isso. Lembramos que quando a gente viu o
trailer, aquele episódio dos dos
trailers do Super Ball, eu disse isso.
Olha, se a Marvel não fazer esses caras
serem os novos vingadores, algo está
muito errado. A minha suspeita, quando
eles botaram o Thunder Boats e um
asterisco, eu falei assim: "Caraca, vai
mudar o nome dessa equipe para novos
vingadores". Não, beleza. E realmente
aconteceu tanto que teve até um um bom
marketing que eles fizeram uma parede
assim e aí no final eles só arrancaram o
o Thunder Bolts e deixaram novos
zingadores. Cara, eu achei isso muito
legal, muito. E o ponto que eu acho que
é o filme nesse sentido e eu acho
excelente por isso, um filme bem
escrito, bem dirigido. Então você tem
equipes que participaram principalmente
em roteiro, em séries como Deber.
da gente dessa textas boas. É isso.
Então você tem até o até o alívio
cômico, tipo até o alívio cômico, até
até as piadas, etc. Você você tá
entrando, por exemplo, você olha a
primeira sequência de cenas do filme,
que é a cena da Helena no no prédio ali
e tal, depois desse monólogo e ela entra
e tudo mais. E aí você tem uma uma cena
de ação que lembra muito a mesma lógica
da cena de ação do Capitão América 2,
que é o Capitão América estudado
invernal. E aí você tem uma quebra nessa
cena mais séria, mais ah pesada, com um
alívio cômico dela, com um carinha ali
ao melhor estilo da Marvel, entendeu? A
Marvel não tendo mais vergonha de fazer
esse tipo de coisa, tão pouco medo de
fazer esse tipo de coisa e fazendo bem
feito. E é assim, aquela risadinha de
canto de boca, não é? Você não vai cair
na gargalhada e tudo mais, mas aquele
alívio cômico que você começa a entrar
na história e coloca-se dilemas pessoais
dos personagens também com os alívios
cômicos. Aí quando o David Harbor entra
e cena guardião vermelho, cara, isso é
maravilhoso, que também é uma meta
narrativa, porque ele tá ali, ele a e
Helena fazendo todas as coisas que ela
faz para a Defontain, pr pra Valéria,
né? É Valentina. Valentina Defontain,
ela também é é uma mercenária, etc, etc.
Assim como todos os outros, que também é
um plot genial. Mas daí o David Harbor,
ele no personagem dele, do Guardião
Vermelho, fala assim: "Não, eu tô bem,
tô tranquilo". Ai, tudo que eu queria
era trabalhar com ela, sabe? Tipo, ou
seja, que que é mais ou menos todo mundo
que a gente tá orbitando em volta desse
universo Marvel, atores, roteiristas, eh
gente que que faz eh direção, diretores,
etc., todo mundo critica e fala: "Não,
tô tudo bem, tá ótimo, mas tudo que a
gente quer é isso, sabe?" Então, cara, é
coisinhas. B, esse esse subtexto, esse
subtexto eu acho que da própria Marvel
fazer dela e etc. E até mesmo, por
exemplo, a Helena chegando no final pra
Valentina e falando assim: "Você tá nas
nossas mãos", tipo assim, a gente é quem
vai mandar agora, a gente é quem vai
fazer as coisas do nosso jeito agora,
entendeu? Isso é óbvio que tem esse esse
tonzinho, é legal e tal. E cara, eu acho
que é um ponto muito legal desse dessa
narrativa e o que você falou é legal da
dos do humor Marvel clássico, ele estar
a serviço do roteiro e ele te dá
informação sobre os personagens, sobre o
estado dos personagens. Então você tem
quando, cara, essa cena eu ri no trailer
e eu ri no cinema, eu tava achando calí
assim, eu rachava o bico de de bom, que
é a cena que é a primeira o diálogo dele
com a Helena na casa, né? E ela, cara,
você tá are you fulfilled? Aí ele, yeah,
so full, so field, so f,
cara, é muito bom assim, é um negócio
muito besto, mas eu acho que ao mesmo
tempo explicam um estado que é nenhum
daqueles personagens no no momento em
que eles estavam como heróis que eram,
eles se sentiam plenos, sentiam completo
porque eles não sentiam estar realizando
o que eles queriam estar realizando.
Talvez até num subtexo exagerado, pode
ser a própria equipe da da trabalha nos
filmes da equipe de roteirista, os caras
com Kevin Fig, entendeu? Você tá feliz,
tipo assim, você consegue estar feliz
fazendo isso aí os caras, não, não, a
gente tá estamos trabalhando na Mas ao
mesmo tempo não, porque não estamos
fazendo filmes legais. Às vezes a gente
tá fazendo filmes que são para agradar
executivo, para vender boneco, para
isso, para aquilo, e não estamos
contando uma história e para apenas
continuar sem propósito num vazio. Olha
só. Ex. E aqui, cara, eles pegam
personagens completamente secundários. A
gente tem a Helena, que até então era
plano B, assim, todas as aparições dela
até agora não eram úteis. O o Walker,
que na série do do invernal e do do
Águia lá, ele é ele é o agente
americano, ele é tipo um segundo Capitão
América. Um Capitão América assim, sabe?
Mas que na série você sai desgostando
dele.
Exatamente. Você acha ele um babaca,
você acha ele horroroso. Então você tem
personagens que são secundários, que
ninguém liga, que pelo contrário, a
gente já tem um pé atrás e que aqui são
colocados fantasma, que é de um filme
ruim e ela é vilã, que é do filme do ela
é vilã do do Homem Formiga e Vespa.
Homemiga. Horrível. Horrível. já não
gosto do homem formiga. E aí sim você
tem esses personagens secundários sendo
colocados aqui e eles não têm nada.
Então, uma cena que eu acho muito boa é
quando a a Valentina prende eles no
bunker e eles precisam fugir, só que
nenhum deles voa, nenhum deles consegue
ir para cima, nada. E aí eles
E aí eles se juntam do jeito mais
ridículo do mundo para conseguir fugir.
E cara, isso é assim, isso e e é um
momento cômico, mas ao mesmo tempo isso
tá servindo a história. Está mostrando,
ó, esses caras eles não têm super
poderes muito absurdos, eles não são,
nossa, vamos voar e vamos resolver. Não,
não, a gente tem super, não, não, a
gente não tem nada. E a gente vai tentar
fazer essa parada, a gente vai tentar
escalar a nossa posição aqui. Isso é,
isso é muito bom. Eu eu vou te dizer que
isso é Marvel em seu em seu e núcleo.
Isso é Marvel. Isso já aconteceu em
outro momento na história, antes de
filmes, antes de nada, nos quadrinhos.
Então, por exemplo, quando você passa a
era de ouro, a era de prata e você tem
ali a Capitão América, Thor, Homem de
Ferro, a o desgaste da imagem deles e
eles inventam um negócio que se chama
Vingadores da Costa
Oeste. E aí começa os quadrinhos do
Vingadores da Costa Oeste com e Máquina
de Guerra, Visão e agente americano,
feiticeiro escarlate e é um time total
eh magnum, totalmente B. Um time, um
time assim que não faz sentido. Cadê o
Hank Pin? Cadê a Vespa? Cadê o Alwen de
Ferro? Cadê o Thor? Eles estão em outras
histórias, tá em outra fase, desgastou e
a Marvel tá tentando emplacar uma outra
equipe. Isso tô falando assim muito
antes de novos Vingadores existirem com
novos Vingadores com eh P de Ferro, Luke
Cage, Homem-Aranha, Wolverine, etc.
Esses novos Vingadores mais modernos,
né? que é quando começou de fato o New
Avengers, depois Vingadores à Queda.
Agora, eh, essa parte começa também a
pegar personagens que ninguém dava bola.
O agente americano nos quadrinhos, ele
era não só o anti ant anti Capitão
América nesse sentido, mas ele era um
cara babaca, chato, eh, roteiro, o
roteiro dele, as falas dele, ninguém,
ele era impresso para ser isso. E agora
a Marvel tem que fazer ele o Capitão
América do da nova equipe, entendeu? Tem
que pegar um personagem, fazer o cartão.
Exatamente isso. Eu termino o filme. Eu
termino o filme querendo ver mais dele,
porque ao mesmo tempo que você vê que
ele foi um babaca anteriormente por algo
que ele fez e etc, a a consequência dos
atos dele amadurece ele de tal forma que
você consegue perceber agora um
posicionamento em prol do time, em prol
da da segurança das pessoas, em prol do
outro e não dele mesmo. E ele consegue
entregar isso, cara. E ele é um um bom,
tipo assim, ao ao dar mais alguns
passos, se tornará um bom Capitão
América. Cara, isso é um ouro no fil no
filme. Isso é ouro. Ouro. Tem uma
diferença, tem uma diferença crucial em
relação à equipe de Thunderbolts
original dos quadrinhos, o que no começo
eu fiquei meio assim e tudo mais, mas
depois eu fui comprando tanto a ideia
que eu acho que foi melhor mesmo, porque
a equipe dos quadrinhos do Thunderbolts,
ela é uma equipe como esquadrão suicida,
é a mesma lógica, sabe? são vilões que
vão ser reformados. E aí tem todo um
projeto do governo. O
Thunderbolts, no quadrinho, ele é criado
pelo Norman Osman, que na época ele tá
como o diretor ali da segurança nacional
dos Estados Unidos, o diretor ele muda a
Shield para Hammer e etc, etc, etc. Ele
cria a equipe de Thunder Bolts para
caçar outros heróis, para ser o o os eh
Black Ops assim do governo. Agora, esse
Thunderbolts não são antiheróis, eles
são heróis quebrados, por mais que, por
exemplo, a fantasma, ela começa como
vilã e etc. E a o personagem Fantasmas,
né, ele tem no Thunderbolts original,
inclusive é um dos personagens mais
interessantes do quadrinhos do
Thunderbolts como um todo, assim, muito
interessante mesmo. Mas assim, a o
roteiro, as linhas de diálogo, o
intercurso, a disposição, né, o que que
os personagens estão querendo fazendo,
quais são as atitudes que eles tomam,
são atitudes de heróis, mas são heróis
quebrados. E eles falam isso, a gente
não serve para nada, a gente só perde,
tal. Um dos momentos que eu me emocionei
muito, embora não seja o momento
emocionante do filme, foi quando eles
saíram da primeira derrota que eles
tiveram juntos, quando o sentinela dá um
couro neles, eles saem do prédio ali,
todo mundo derrotado, fal assim: "A
gente não presta para nada, a gente não
faz nada, a gente não consegue nada".
Olha só, o cara deu um couro na gente,
uma coça na gente, o meu escudo virou um
taco, sabe? Tipo, mano, e isso, isso
assim, eh, foi bom para Marvel como um
todo, porque trouxe assim muito muito,
eu acho que trouxe sensatez, lucidez,
assim e e e eu acho que o a aclamação do
público também dá a segurança de que
fazer esse tipo de coisa também é bom,
sabe? também é funciona. E aí, cara, eu
acho que para mim um dos ao mesmo tempo
que foi muito bom, óbvio que e aí eu vou
vou falar mal primeiro que eu acho que é
melhor, mas é que assim, eu achei a
solução final como um todo simplista
demais. É, eu também achei um pouco
isso, a facilidade de solução final do
roteiro, o exm. Então, eu eu então
porque foi tipo sentinela, meu Deus, é a
coisa mais absurda do mundo, não tem
como vencê-lo. Aí, beleza, aí vem o
Void. E aí Void é uma nova coisa. E aí
eu achei muito massa assim toda o rolê
do Void e tal, mas no fim resolveram com
um abraço. É que é uma solução de
quadrinhos, tá? Convenhamos que é uma
solução bem comum nos quadrinhos. A
batalha externa está muito difícil, você
vence essa grande força com a batalha
interna. Quantas e quantas vezes? Por
exemplo, Massacre nos X-Men foi algumas
vezes vencido desse jeito. A Jim Grey no
X-Men com Fênix, etc. algumas vezes foi
vencida desse jeito. Então, tipo, é uma
solução que vira e mexe aparece. Eu acho
uma solução boa, não, eu acho uma
solução assim simplista demais, mas ela
não é incomum. Eu não, eu não fiquei
chocado. O que eu fiquei mais incomodado
não foi nem essa solução de todo mundo
vai abraçar o cara lá e tudo mais, que
ela comunica um pouco. Depois eu quero
falar sobre o personagem do L Puman, que
é o o sentinelo, o Bob. Queria, quero
falar sobre ele e sobre o peso que ele
carrega pro roteiro, mas eh a solução de
todo mundo abraçá-lo, etc., ela é uma
solução eh psicológica nesse sentido.
Ela ela mexe com o problema em sua
psiquê, né? Mas o que eu fiquei
incomodado foi o destaque para Helena,
tá? Entendeu? A a Vamos vamos entrar
nisso porque eu eu não sei se eu
concordo. O roteiro ele ele dá forçada
pra Helena, sabe? Às vezes você não
achou não, pô? Eu não achei, eu não
achei. Eu achei a ênfase a Helena e e
tudo voltando ao redor dela. Eu achei
bom, eu achei ela um bom fio condutor
assim para isso, sabe? Porque parece que
ela liga todos os pontos. Então na no na
rivalidade dela com o Walker, é ela
também quem conecta os dois nos seus
passados, né? Na na sua evolução, na na
proximidade dela com o Bob. Ela também
quem quem liga aquilo. Então eu acho
muito bom. é ela também quem é o eh por
onde vem um alívio cômico, que é o o
David Harbor. Enfim, eu acho que ela
funciona como uma boa liga ali no centro
e eu acho que principalmente em questão
de atuação, ela manda muito bem e é um
ponto positivaço de todo o filme. A
atuação de todos tá excelente assim,
então tem um casting de atuação muito
boa. sobre o o a solução final do
filme, cara, tem esse ponto, eu achei
OK, simplista demais, mas ao mesmo tempo
eu acho que elenca boas discussões, eu
acho que elenca eh eh bons bons temas,
assim, então você tem o personagem do
Sentinela, esse aqui é Fladeiro, mas eu
dou uma introduzida aqui, você tem o
personagem do
Sentinela, que falando do filme, um
personagem que também
é rejeitado,
menosprezado, é um personagem que é
colocado para baixo e não só, né,
publicamente, como sei lá, os outros,
mas como pessoas dentro da própria casa.
Então, quando a gente volta pro passado
dele, vê lá, você vê que ele era
colocado para baixo, traumas internos e
tal, os traumas internos e passa por um
procedimento, por uns testes e consegue
poderes, se torna, então, um herói super
poderoso, super absurdo. E assim, ele
é absurdo. Ah, sim. muito, eu gostei
muito, achei muito maneiro. E o ator de
mil sóis e tudo mais, o ator consegue
muito bem sair da posição do medrosinho,
cara, todo estranho. E cara, primeira
vez que ele aparece sentinela, embora
esteja ainda brega, porque ele tem que
pintar o cabelo meio que para ficar
igual aos quadrinhos, uma brincadeira
assim, genial. O autor também muda de
posicionamento, cara. Ele lutando contra
o Thunderbolt. Cara, é outra atuação, é
outra manutenção de pé. Isso que é
legal, cara. Porque, por exemplo, quando
escalaram o L Spuman, né, que é o nome
do cara, escalaram ele para ser, muita
gente criticou, falou assim: "Não, esse
cara não é o sentinela". E o pessoal até
falou assim: "Não, quem tem que ser o
sentinela é o Anthony Stark, que é o
Homelander, por exemplo, é esse cara,
não sei que lá". E todo mundo olhando
pro Sentinela. só olhavam pro sentinela
quanto sentinela. Só que agora o
personagem em si, ele traz o vácuo com
ele. Então o personagem, na verdade são
três tipos de personagens que o Bob tem
que ser. Então o ator ele tem que saber
interpretar três tipos de coisa. Um
superherói desse jeito, o cara que ele é
muito bom e etc. Dois, o vácuo, que ele
é um vilão totalmente ali encoberto
pelas suas trevas, e um cara meio X, que
é o Bob,
entendeu? Não, e todo aquele lance. E eu
acho que é isso assim, essa resolução,
embora ruim do personagem, assim, nos
termos de, pô, você espera um grande
embate, você espera, eu acho que a
discussão ela é muito bem feita e muito
bem trabalhada assim. Então você tem um
um uma parada que eu achei muito massa,
que eu até conversei com a Liv quando
terminou, é de que o grande vilão e e o
a a grande o grande mal a ser combatido
em toda a extensão do filme nesse
sentido, não é uma uma um adversário
externo, né? Então você não estamos
lidando com trevas externas que tentam
oprimir o mundo e que tentam dominar
toda a realidade aqui. Não, não. Os
personagens aí, principalmente é o tema
do filme, é lidar com as trevas internas
e as trevas internas de cada um, com as
coisas que oprimem cada um
individualmente. Então a gente tem, e aí
quando cada um é sugado pelo vácuo
individualmente, uma discussão que você
pode pensar e discutir, que é, por
exemplo, muito mais que é a discussão de
como cada um individualmente mesmo junto
tá se sentindo sozinho e de que como
cada um hoje em dia, nesse grande mundo
que nós vivemos, sozinho,
individualizado, isolado, vive em sua
própria escuridão. E aí, cara, pr mim, a
discussão nesse sentido, ela ganha uma
camada legal, que é quando os
Thunderbolts se unem e eles abraçam. Aí
para mim é talvez seja uma grande
mensagem que o filme tenta passar, é de
que a solução nem sempre é você espancar
o o vácuo que há dentro de você, se
revoltar em raiva com aquilo que tá
acontecendo e culpar todas as outras
coisas, mas é estar com o outro, porque
o maior problema é e tampou pouco é
abraçar o vácuo, né, que é uma solução
também. Abraça o seu vácuo, entre pais
consigo mesmo, etc. Não, a solução não é
essa. A solução é você precisa de um
outro. Isso é isso achei maravilhoso,
cara. É isso, sabe? Eu achei muito bom.
Olha só a capa do do
universo tu abraça o outro. Isso aqui
acho que ilustra um pouco. É, essa capa
aqui é do Paul Jenkins, a série, a
primeira série que aparece o Sentinelo.
Então é uma run de quadrinhos, acho que
são seis ou sete, tá? edições. E aí essa
é anos 2000, isso 2000, 2001. E o
Sentinela, ele aparece como um
personagem e e essa série, essa run, ela
vai discutir a questão da depressão
dele, que é bem importante e acho que
carrega também a metáfora principal e a
meta narrativa principal do filme do
Thunderbow, que é justamente isso, cara.
Ele é um cara que a memória dele é muito
ruim, ele não lembra direito das coisas,
só que ele é extremamente depressivo. E
esse esse vácuo interno dele é é uma
luta do Robert, do Bob. Só que para
ilustrar essa luta, você tem dois
personagens super poderosos, o vácuo e o
sentinela. O sentinela realiza boas
ações, o vácuo realiza más ações para
compensar. Então essa essa é a grande
história, só que ele é um personagem
que, pera aí, ele é um grande personagem
de quadrinhos, um grande herói, etc. Mas
ninguém lembra dele direito, nem o
próprio Bob. Então, nessa aí vai gente
descobrindo, descobre que apagam a
memória dele, que apagam ele da memória
de todo mundo, então tem ajuda doutor
fantástico, doutor estranho, etc, etc,
etc. No quadrinho aqui no filme você tem
é a mesma meta narrativa. Pera aí, eu
sou muito poderoso. Então é um cara que
ele tem ao mesmo tempo que síndrome de
grandeza, como fala no filme, né? E a
gente vê o diálogo dele com a Valen,
cara. O diálogo dele com a Val fala
assim: "Cara, por que que eu sou um deus
e eu tenho que obedecer você?" E o cara
todo cheio de si, sabe? Uhum. Aí começa
falar, não, porque só que ao mesmo tempo
inseguranças internas dele, ah, mas o
pessoal falou mal do meu cabelo, sabe?
Tipo, mano, que que é isso? E lidar com
esse tipo de coisa. E isso no roteiro,
embora funcionando para que a história
tenha lá o seu plot eh virado para de
fato aparecer o vácuo e etc, isso acaba
acontecendo com a gente. Sim. Entendeu?
Isso é um dilema humano. Isso é um
dilema muito próximo de nós, assim, o
dilema que o personagem do John Walker
tem. Ah, eu sou o cara da família, eu
sou o cara que vai, eu sou o Capitão
América e tudo mais. E ele fala: "Não,
eu amo minha esposa, eu amo meus filhos,
eu tô me entregando por eles, etc." E aí
vem a cena que o vácuo eh toca a mão
dele e ele faz se lembrar a cena da
criança no berço e ele lá no celular
lendo sobre ele mesmo. Uhum. Sabe? Tipo
isso, cara, isso acontece. Mas isso é
isso, é isso. É o é é o é o isolamento
aqui. E um isolamento não só físico, é
quase que um isolamento mais profundo, é
meio que um algo ontológico assim.
Eh, não é que a solidão te prende porque
você está sozinho, mas é é que você está
incomunicável. Você não se comunica com
o outro, então o outro está ali, você tá
com o próximo, mas é inacessível.
Sim. Então você tem duas pessoas, mas
que não se conversam, que não se
comunicam, que não estão juntas. Então o
isolamento nesse sentido é interno, é é
mais profundo e todos eles de alguma
forma tão nisso. Então quando a Helena
fala por exemplo, com o pai dela que,
cara, essa cena é muito boa, acabam de
apanhar do do sentinela, estão fugindo e
ela sai andando e ela fala: "Pô, quando
a minha irmã morre, você não estava lá e
eu queria ter falado com você". E ele
fala: "Não, mas eu não sabia. Mas eu
queria." Exato. Então ele como pai, ele
não esteve presente para ela e caiu essa
cena. Essa cena eu me emocionei. Essa
cena foi a única do É. É que eu chorei.
Ali eu parei falei: "Não tá". É. E são
dois dilemas atuais assim da nossa
sociedade, né? Você tem um dilema ah de
dissolução de verdade e a gente vira e
mexe fala sobre isso e tudo mais. Ah, e
a verdade cada um e ninguém sabe o que
que é verdadeiro mais. é tudo relativo
nesse sentido e é um grande problema da
sociedade pra gente falar qualquer tipo
de coisa, eh, inclusive gerando brigas e
brigas e brigas, polarizações, etc. Mas
um outro grande dilema da, da atualidade
é o dilema da diferença. Então, a gente
é tão individualizado, tão
internalizado, tão preso em nossos
próprios problemas e tal, que cada vez
mais a gente tá mais afastado uns dos
outros. E isso, embora vendam pra gente
que é uma coisa boa, ah, escolha o seu
perfil do Netflix, escolha as suas
coisas, porque vai ser as suas
recomendações, porque vai ser a sua
experiência e e tudo em UX é tudo muito
individualizado. A gente não tá
percebendo o quanto isso tá nos
afastando uns dos outros, porque no
final o que a gente quer de verdade é
proximidade. O que a gente quer de
verdade é contato. O que a gente quer de
verdade é que a gente seja abraçado por
alguém, sabe? E e isso para esse filme
trazer como solução a uma situação de
depressão do próprio Bob e de todos os
outros, porque o time só se comporta com
o time quando todos eles
abraçam o problema de uma outra pessoa
que se torna do time também, sabe? Tipo,
isso é é muito assim, cara. Eh, eh, é
essa a solução, porque enquanto o meu
coração ele se envaidecer e a minha
mente se obscurecer e a realidade for
mudada pela vaidade dos meus próprios
pensamentos, ou seja, é isso que é o
vácuo. O vácuo ele vai sugando tudo para
uma posição tão internalizada que tudo
vira uma grande escuridão. Então, a
demonstração do vácuo ocupando Nova York
lá ali a partir da Torre dos Vingadores,
que inclusive vira Watch Tower, que é a
torre, eh, isso é uma boa referência
quadrinhos, inclusive você vai gerando
vácuo e as pessoas vão virando sombras,
né? É, cara, muito maneiro isso. Muito.
É assim, é porque é exatamente, quanto
mais internalizado eu sou,
mais prejudico o exterior, sabe? tem
consequências. Sim. E a mensagem é
exatamente essa, porque tá todo mundo
individualmente tentando lidar com seus
próprios problemas internos. Então, tá
todo mundo tentando rememorar as coisas.
ão a cena da Helena indo lá no passado e
ela tentando fechar o olho dela criança
ou até mesmo do próprio vácuo, cara,
tentando não ouvir as coisas que ele
ouvia dos pais, etc. É todo mundo
tentando resolver seus traumas do
passado de maneira isolada, sozinho, só
por si só. E no fim, o que isso leva é
você tá parado no sót enquanto se
esconde do do do que pode acontecer com
você. Porque no fim o nosso isolamento,
a nossa solidão é é fruto de uma outra
grande separação, que é a nossa
separação com Deus, do nosso afastamento
de Deus, da nossa do nosso desvínculo
com E aí eu acho que óbvio que o filme
não estica nesse ponto, mas ele
estabelece essa discussão que é
importante, que é a solução para alguém
isolado é união. E a proposta que o
evangelho nesse sentido também nos
fornece é de que a Exatamente. O oposto
é união com Cristo. E na união com
Cristo também temos união com o outro.
E, cara, quando a gente entra nesse
ponto, cara, a gente, eu acho que a
mensagem do filme, nesse sentido, ela é
perfeita assim, porque ela é muito boa.
O filme não tenta fazer um clichê básico
de, cara, problemas psicológicos, a
gente se resolve igual você falou, né,
abraçando, lidando com o nosso passado,
resolvendo ele ou até mesmo encontrando
exatamente os pontos que foram cruciais.
Aqui está o problema. Isso não resolve.
O o o o que resolve são soluções
psicológicas já demonstradas no cinema.
O filme da Barbie teve essa solução.
Com certeza. Ah, vai. Você decide quem
você é, você decide como você vai. Tipo,
vários outros filmes, inclusive filmes
da Marvel, já tiveram esse tipo de
solução. Não, você tem que ser feliz do
seu jeito, tal, tal. Agora, a a eu acho
que isso assim para um cristão vendo
esse filme e falando assim: "Cara, é
isso." Tudo bem que eles não chegaram
nessa nessa conversa que nós estamos
tendo ainda e nem espero chegar. Sim,
sim. Mas assim, eu sei que o tipo de
problema apontado já está levantando uma
grande luz sobre a aquilo que é o real
problema, que é, pera aí, a gente quis
tanto fazer as nossas próprias coisas
que a gente esqueceu de andar
junto. E a proposta do evangelho é
exatamente essa. Não se pode ser sem
ninguém. Então você não consegue ser
você por você mesmo, você precisa de um
outro, tá? Aí a solução para isso pode
ser eh super brega também nesse sentido,
mas é é um é um apontar para um tipo de
pera aí e a a aquilo que Agostinho fala,
né? Eu lá fora a procurar, mas você
habitava dentro de mim, sabe? Eu tava
procurando várias outras coisas, mas
sabe esse negócio de olha, enquanto eu
procurar outras soluções, eu tenho que
encontrar de fato aquilo que é
importante ser encontrado e eu não vou
conseguir encontrar em mim mesmo, com as
minhas próprias forças, nem com a minha
própria procura. Seja eu procurando
várias coisas, seja eu tentando achar a
solução está num outro. Obviamente nós
sabemos que a solução verdadeira para
toda a dramática da nossa redenção está
em Cristo Jesus e em Cristo Jesus
apenas. Mas é isso que Cristo faz. É o
outro. O outro é o próprio Deus, né? É.
O outro não é o meu amigo, meu pai, meu
irmão, etc. O outro tem que ser Deus.
Não, é o é o é o totalmente outro, meu
irmão. É o é o completamente outro. É
isso. É ao mesmo tempo. Totalmente
outro. Gu, tá tudo se tá tudo se
ligando, Guiando.
É, Gui, as coisas são as coisas. É, é
isso aí. Esse é um bom exemplo de um
filme que, que dá para fazer muito
diálogo assim e dá para fazer em várias
aplicações. Dá fazer palestras,
palestras de cosmovisão e cultura podem
usar Thunderbolts agora porque é um bom
filme. O único comentário que eu tenho é
o fechamento do filme, que para mim
também é um fechamento clássico de
filmes da Marvel. Lembrou muito o final
do Homem de Ferro um quando tem uma
apresentação de anjo do público. Lembrou
muito o Guerra Civil, lembrou muito os
filmes do Homem-Aranha com com uma
apresentação de do público, etc. E aí
você tem algo que acontece
frequentemente nos quadrinhos, que é a
apresentação de uma nova equipe. Isso
acontece o tempo todo. E aí, cara,
assim, eu não esperava isso e para mim,
eu não esperava essa cena final. E aí,
tipo, quando você vê os caras indo indo
atrás da Val e a Val assim, ah, não,
pera aí, calma aí, tal. Tipo, e é uma
cena que é muito cômica que eu falei
assim, cara, por que que eles estão
colocando essa cena cômica eh nessa hora
do filme? Tem que acabar o filme, calma
aí. E aí ela vem e aí tem uma comitiva
de imprensa toda preparada e ela
enfileira eles ali da eu falei assim:
"Putz, genial, genial". E aí ela
apresenta a equipe dos Vingadores, todos
aplaudem, novos Vingadores e etc. E aí
a chave de ouro. E aí eu acho que o
roteiro foi muito bem em fazer isso,
porque como eu disse no início, ele
começa com a Helena, com a cara dela
decepcionada, tipo, nada vale a pena,
etc. E agora ela vai, fecha na cara da
Helena também. E agora a cara da Helena
é: "Meu, eu sou uma vingadora nesse
sentido e agora o que eu faço também foi
a minha cara". Tu falou assim: "Meu,
isso aqui voltou, sabe? A assim, Marvel
voltou". Para mim é essa definição.
Tipo, Marvel voltou, Vingadores voltou.
Pr mim, para mim, irmão, Marvel voltou
na cena pós crédito. Eu vou falar. É
isso. É isso que eu quero falar. É esse
r
ali eu levantei da cadeira. Eu levantei
da cadeira. Eu tava do lado da livi da
cadeira. É que tem duas, né? Mas a
segunda, eu tô falando da segunda. Tô
falando da segunda. A segunda é que a
primeira é mais uma cena cômica.
É mais uma comédia. Mas cara, a segunda
cena pós créditos, ela ela é toda
engraçada. Ela tem o lance que aí você
descobre que o Gavião também tá fazendo
lá o seu o seu Avengers e eles são os
verdadeiros Avengers. meio que o público
prefere eles, etc. Aí o o o David Harbor
lá fala: "Não, não, mas a gente vai ser
o
Avengers". Aí tem um e um Z assim que
esse aí não tá com direitos autorais e
tal, tudo muito legal. Mas, cara, quando
eles falam: "Não, não, teve invasão eh
no espaço multidimensional,
multidimensional". Aí você vê a nave e
aí a nave vira e aí você vê o logo do
quarto. Irmão,
eu faleu, eu eu arrepiei, cara. Eu
levantei no cinema e eu fiquei assim,
tipo, tá ligado? Tipo assim, cara, essa
foi sensação Marvel e Marvel sabe
brincar de novo, tá ligado? A Marvel
sabe o que tem em mão, contou uma boa
história, vai contar, eu espero, uma boa
história e Corte Fantástico. E aí sim
estabeleceu dois dois grupos de
personagem. interessante. Exatamente.
Acrescentaram ele no universo e aí podem
fazer um terceiro filme, um quarto filme
que seja, lidando com esses encontros e
maravilhoso. E vai ser muito bom. E vai
ser muito bom. E apareceu o mesmo texto,
capitão. Lembro, eu lembro de assistir
tipo o Primeiro Vingador, Capitão
América e aí você termina, etc. e com
aquela cena dele sendo descongelado. E
quem acompanhou o quadrinho sabe o por
que ele foi descongelado e aí aparece
Capitão América will return. Isso. E aí
isso aparece de novo agora e a mesma
emoção me desculpa, ô geração alfa, me
desculpa e você que não cresceu com isso
e você viu o filme dos Vingadores para
você é um filme velho. Cara, eu tive a
mesma
sensação de quando eu vi todos esses
filmes no cinema. Eu vi Capitão América,
Thor, eh, o os Homens de Ferro e tudo
mais. E eu fiquei empolgado. Vingadores,
Vingadores, Vingadores. Quando o
Vingadores saiu em 2012 e e a gente tava
naquele hype, mano, vai sair o filme do
Vingadores, vai sair o filme do
Vingadores. E você ficava, eu não sei o
que vai acontecer, será que vai ser bom?
Que personagens vão ter, é, vai ter o
como é que vai ser o Hulk e etc, etc,
etc? Quem vai ser o vilão? Será que vai
aparecer o Thanos já de cara, etc? A
gente ficava assim. E eu tô, eu estou te
dizendo o mesmo sentimento eu tive. Eu
colecionava esses porcarias de copinho.
Eu vou voltar a colecionar esse negócio,
pelo amor de Deus, sabe? Eh, cara, mais
de
são 13 anos, é, desde o primeiro
Vingadores,
sabe? Pô, emocionado. E 2008, né? Desde
2008, desde o primeiro homem de ferro,
desde o primeiro homem de ferro. É,
exatamente, que ele apresenta o projeto
dos Vingadores. Então assim, isso é
legal porque começa um, você vê que é a
mesma estrutura, é irmão, não são os
mesmos personagens, não é o mesmo estilo
de
história, são outros
dilemas, mas funciona tal qual, sabe? Aí
você fala,
Marvel, ó,
parabéns. Não é um filme épico como o
Terra Infinita. Não é um filme cheio de
camios, cheio de multiverso. É o que
precisávamos, meu. É o que precisávamos.
Feijão com arroz bem feito, com aquele
baconzinho no Sempre cai bem, Gu. Sempre
cai bem. Um feijão com arroz bem feito
sempre cai bem. Mas agora o que eu digo,
minha teoria, tá? Eu só quero fazer uma
teoria aqui. Eh, filme do Quarteto
Fantástico, um
universo. Acontece que acontece lá, eles
talvez tenha o seu universo destruído,
acontece alguma coisa, eles vêm para
este universo, tá? E aí se explica pelo
menos a quem vai mandar pro outro
universo, provavelmente vai ser o
Franklin. Out. É assim, é um desejo meu,
tá? Pode ser que isso não aconteça
porque é maluco e etc, mas o Frank ele é
um mutante e ele tem habilidades eh
dimensionais nesse sentido de multido. E
aí os mutantes vem aí. É, e eu não sei
se é agora, mas abre isso, meu. Eu se eu
volto, se eu volto com hype na Marvel,
eu já volto falando que eu sempre falei
e os mutantes estão chegando. É porque
os mutantes estão elencados pro
Vingadores Doomsday, né? Isso, isso
aconteceu. Elen estão elencados. Tem
todos os personagens, inclusive as
gravações já estão rolando, se eu não me
engano. O Robert Down Junor já foi visto
em sete de filmagem já. Sim. Enfim,
então tem notícias disso. Mas é isso. É
é quase certo que ele apareça no no
Quarteto Fantástico, porque quarteto
Fantástico a ou uma cena pós crédito
alguma coisa, Tordum é uma é um quarteto
fantástico que, né? Agora, eu acho que o
filme do Quarteto Fantástico com o filme
do Thunderbow, eu assistindo o filme do
Eu animo ainda mais. Eu não estava tão
convencido com o segundo trailer. É, eu
também não. Tinha ficado meio assim meio
e eu achei que eu iria me empolgar mais.
Agora, após ver Thunderbolts,
o Hype para Quarteto Fantástico cresceu
consideravelmente.
Sim, sim. É, então é isso, ó. A gente
teve Thunderbolts, a gente teve a nova
série do Demonidor, que também está
muito boa, a nova temporada, muito boa e
teremos não falou dela aqui, mas a gente
poderia falar, não falamos, podemos
falar que diz aí ouvintes, o que você
acha, você quer que nós falemos e a
gente pode falar então de toda a série
Demoridor, que é excepcional. Tô
reassistindo agora e teremos Quarteto
Fantástico nos próximos meses. É este,
eu fico a pergunta aqui, é este o grande
retorno da Marvel nessa próxima década
aos cinemas? É o retorno glorioso do
MCU. Já tivemos a série do Lock também,
que é
excelente. E aí, estamos caminhando para
isso. Responda aqui embaixo, diga o que
você acha. Eu sou Mateus o Jap. Esse
aqui é Guilherme Marino. Nós vimos
Thunderbolts, estamos completamente
comprados, vendidos. Adoramos. Eles
tenham até um copo.
É esse. É esse o Guilhermeo. Ele voltou,
cara. Ele gasta agora com artigos de
cinema de filmes de boneco. Não se
baratos, pelo amor de Deus, baixem o
preço desse negócio. Faz isso ao cinema
pelo menos agradável, né? E nós nos
vemos. A gente não falou do Buck. O Buck
é um personagem legal. É legal. É
verdade. Gostei do Buck no no filme. Eu
achei que ele ficou um um um bom senior,
um veterano para equipe. É um senior
side B ali. Não, não, como já teve muito
tempo de tela também, não é bem
desenvolvido, mas acho que que ajuda
ali. Pode ser um bom um bom senhor de
idade mandando nos nos espirrars. Mas é
isso. Então nós nos vemos daqui duas
semanas porque agora o contemporâme é
quinzenal. Então, daqui uma quinzena vem
um episódio novo do Contemporama. Sou
Mus Guilherme e nós nos vemos no próximo
episódio. Até breve. Oh.

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