Página Virada | Cap 4 | Estudo do livro "Você é aquilo que ama"
24/05/2025
Página Virada | Cap 4 | Estudo do livro "Você é aquilo que ama"
No episódio de hoje do Página Virada, transmitido pelo canal da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia (PIPG), mergulhamos no coração da formação espiritual proposta por James K. A. Smith no livro Você é Aquilo que Ama.
O que você vai descobrir neste programa?
➡️A imaginação como fundamento da fé
“O culto forma nossa visão de mundo no pré-consciente.”
Como a liturgia molda não apenas nossa mente, mas nossa identidade mais profunda.
➡️A estética da adoração
“Somos criaturas estéticas, não apenas racionais.”
Por que corpo, sentidos e arte são essenciais para um culto que transforma desejos.
➡️O enredo do culto
“Reunir, Ouvir, Comungar, Ser Enviado.”
Como essa sequência narrativa reconstrói nossa identidade cristã, passo a passo.
➡️A prática além da teoria
“O culto não se aprende só lendo sobre ele.”
Por que participar ativamente da liturgia é um treino espiritual – mesmo quando não “sentimos vontade”.
➡️Confissão e libertação
“As pessoas querem confessar — mesmo sem saber.”
O poder evangelístico e curador de reconhecer nossa fragilidade.
➡️Culto como discipulado contínuo
“Quem adoramos molda o que desejamos.”
Como o culto semanal recalibra nosso coração para o Reino de Deus.
➡️Pergunta final para reflexão:
“O culto que você vive está moldando seu coração para amar o Reino… ou para amar outra coisa?”
Não perca este debate urgente sobre como nossas práticas de adoração podem nos transformar – ou nos desviar.
Assista, compartilhe e reflita conosco!
📺 Ao vivo no canal da PIPG
⏰ Hoje, às 20h
#PáginaVirada #PIPG #VocêÉAquiloQueAma #Culto #FormaçãoEspiritual #Liturgia
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Legendas automáticas:
uma edição do Página Virada, esse programa que tem a oportunidade de nos levar a boas reflexões e pensar muito sobre a vida hoje aqui ao lado de André, Leolair e Gustavo, o time completo, gente. Essa cena aqui tá ficando rara no nosso programa, mas é um prazer estar com todos aqui novamente e ter mais uma roda de conversa sobre esse livro que tá virando a nossa cabeça. Posso falar só por mim, gente? Não, tá saindo fumaça. Tá sendo um desafio e tanto e vou falar, viu? A galerinha aqui tem estudado para não deixar ninguém na mão e não deixar aí o povo perdido pelos cantos, porque tem sido um grande desafio, mas tem mexido muito e tem sido um prazer, né, caminhar na leitura deste livro. Não concordamos absolutamente com tudo, já vamos já deixar de cara, mas com certeza isso tem rendido muitas conversas valiosas, sim, e tem feito a gente pensar muito, né, sobre si. Então vamos logo dar início. Se você tá aqui pela primeira vez, vou te dar oportunidade de, né, não ficar perdido. Você é aquilo que ama. Livro do James Smith. André. fala aí pra gente em pouquíssimas palavras chatb que consiste esse livro. Bom, esse livro, como todo mundo esperaria pelo título, né, ele vai falar sobre idolatria, só que a abordagem dele é um pouco diferente dos demais livros de idolatria. Os demais livros de idolatria vão levar uma reflexão eh de coisas que você tem de idolatria na sua vida, trabalho, o casamento, profissão, o esporte, o namoro, essas coisas. E aqui ele ele leva por um lado que aquilo que você ama é aquilo que você se move na direção, que aquilo que você ama é aquilo que você pratica no seu dia a dia. Então ele vai falar sobre mudanças de hábitos, hábitos ritualísticos da nossa vida. Eh, quais os rituais, que também podemos usar o termo liturgia tem influenciado a nossa vida? e nos fazendo caminhar numa direção que não seria a direção correta pro cristão. O cristão tem que caminhar numa direção que apontando para Deus. Ele usa a figura da bússola. A nossa bússola tem que tá apontando para Deus. E dependendo das influências que nós recebemos no nosso dia a dia, essa bússola começa a desviar e começa a apontar numa direção errada. E aqui nesse livro a gente vai aprender e ele vai esmilçando os conceitos pra gente aprender a como redirecionar a nossa bússola no sentido correto. Uhum. E hoje nós vamos entrar numa área que ele vai dar assim uma assim uma apertadazinha na na parte de culto, de pregação, né, nosso culto a Deus, vamos dizer assim, dominicalmente. Não tô nem falando do nosso dia a dia, dominicalmente. Mas até uma coisa importante a gente pontuar antes, né, de seguir com a nossa conversa. Ah, eu eu creio em Deus. Vamos supor que seja o seu caso. Eu creio em Deus, mas eu não sou de nenhuma igreja. Eh, nem considero que eu tenho uma religião específica. Eu creio em Deus, né? Me considero uma pessoa temente a Deus. Então, isso aí não vai servir para mim, porque vocês estão falando aí de culto, eu nem frequento igreja, né? Que diferença faz, né? Uma coisa muito importante é que esse livro ele aborda a questão de princípios e mostra que de fato o nosso coração ele só tem descanso e ele só encontra essa plenitude do alvo que é a vida de todo ser humano, que que é alcançar felicidade e realização se ele estiver calibrado naquilo para o qual ele foi programado, né? A gente é fácil a gente entender a questão de programação nos dias de hoje, né? Eu fui programado para determinado fim. Então, se o ser humano foi criado, e nós acreditamos nisso, a Bíblia nos fala, né, que o ser humano é criatura de Deus e foi criado para desfrutar e contemplar eternamente a esse Deus. E é nisso que ele encontra prazer, né, nesse relacionamento. Então, o Gustavo falou, considerando o fato que o livro pode, a gente pode tá tendo nesse programa uma audiência que não seja cristã, que não tem aquele aquela questão que fala, Gustavo, da virtude, né, da das virtudes e daquilo que eh o que é bom, o que ético, o que é virtude, né? Lembra daquela dos vícios e virtudes, vícios, vícios, as coisas que se tornam virtudes nas nossas vidas. Aí é uma coisa que quando você tem adquire uma virtude que ela é boa, ela ela vale tanto pro, vamos como pro cristão como não cristão. E ela é duradora, né? Ela não é passageira. E tanto é esse fato de que nós somos seres criados para adoração, que todo mundo adora alguma coisa. E ele deixa isso muito claro. Se eu não for adorar aquilo para o qual eu fui projetado, é difícil a gente absorver essa palavra de adoração. Mas adoração no sentido de você amar com todo o seu coração e de aquilo ser o centro do que tem mais valor para você. O seu telos, né? O seu telos é o seu telos. Te moves. Nós estamos usando as expressões que ele usa na vida. É, inevitavelmente nós vamos direcionar o nosso coração para alguma coisa, ele vai ser calibrado. E aí ele nos mostra isso como uma forma até de fazer um diagnóstico, né? E também f, olha, isso não é uma coisa assim apenas natural. A gente falou isso também em alguns programas. Ai, mas é, eu não posso negar o meu próprio coração porque não é o que eu sinto. Uhum. Esse sentir de amar, de valorizar, de dar amor, eh, eh, não é só uma coisa que vem naturalmente, senão a gente jamais amaria comer salada, né? É algo que pra gente adquirir e desenvolver as virtudes eternas que de fato vão nos trazer essa plenitude, isso precisa ser treinado. Sim, que é o que ele coloca aqui da prática, né? Aí, voltando a que o André falou, nós hoje vamos falar de culto. Ixe, mas por que falar de culto se eu nem participo de culto? É, eu eu acho eu concordo com o que vocês falaram, mas assim, esse nós estamos no capítulo quatro que fala da história em que você está inserido. E eu eu senti, né, posso estar talvez complementando o conhecimento aqui, que o capítulo um, o dois, o três, ele foi construindo esse esse raciocínio. E esse capítulo quatro para mim ele é o mais importante, porque ele traz a tal da narrativa onde nós estamos inseridos e que muitas vezes não, como vocês estão falando da adoração, não faz sentido para uma pessoa que não tem a mesma narrativa que a nossa, o telos direcionado para o Senhor ou a visão da boa vida que a gente quer, né? Aquela visão da vida em Deus. Uhum. E aí as narrativ do faz sentido, por exemplo, a gente tá nessa com essa narrativa para uma pessoa que não considera como virtude, você acabou de falar a humildade do Senhor, a como virtude a sua mansidão, muito pelo contrário, né? Então essa essa construção que ele foi fazendo nesses capítulos anteriores, eles são é muito importante para chegar justamente neste capítulo em que essa narrativa vai fazer sentido dentro da adoração. E aí é o todo, não só o culto, mas a sua vida como adorador. E aí ele ele vai apresentar no capítulo quatro eh quatro quatro. Nossa, eu falei quatro no capítulo quatro, o culto como sendo o centro dessa narrativa e onde a coisa acontece, né? Porque ele fala, ele deixa claro que como o o discipulado mesmo ali da o discipulado do coração, né? E o culto coletivo, detalhe, o culto coletivo. E aí eu acho acho legal assim a gente retomar o finalzinho do capítulo três, quando ele faz uma definição do que que é culto. Uhum. que tantas vezes a gente não para para pensar ou mesmo tem uma visão equivocada, né? Aí ele até fala assim, muitas das vezes as pessoas enxergam a qual o que que é a adoração? A adoração é o momento durante uma celebração religiosa em que você vai cantar músicas. A adoração é aquilo ali. Ele fala: "Não, pera aí, não é, não é isso não. Se for evoluir um pouquinho mais, alguns vão conseguir definir. Não, a adoração e o culto é aquilo que eu oferto a Deus". E ele vai desconstruir até isso. Leir, explica um pouco mais qual que é a definição dele de culto. Eu posso ler aqui um pedacinho que ele fala assim: "Olha, quando você, porém, vê o culto como um convite para um encontro de cima para baixo, no qual Deus remolda os nossos hábitos mais profundos, então a repetição parece totalmente diferente. É assim, Deus muda os nossos hábitos". Então, na verdade, é um convite de cima para baixo e não a gente chega lá eh a gente ir na presença do rei e porque ele nos chamou para estar na presença dele, não? E como se Deus precisasse da gente ofertar alguma coisa para ele, né? Na verdade, eu gosto muito da ilustração de enxergar o culto como um banquete. Sim. E nós somos convidados para esse banquete. É só que aí de duas formas. Eh, eu não sou convidado como um mero eh, receptor. Eu não sou receptor. Eu não sou receptor. Eu tô ali para ser servido, né? Mas também eh eu vem dele, o culto é dele para ele, mas eu não sou passivo nesse processo, eu sou um agente ativo. E e fantástico quando ele ele explica que ao convidar a gente para participar do culto, nós entramos no culto, nós cultuamos e o espírito nos alcança. Isso, ele nos habilita e ele opera sobrenaturalmente. Se o culto for acontecer da forma como tem que acontecer, né? Isso. Impele, nos impele a a ir a congregar a cultuar, né? Nos congregar para cultuar. Aham. E aí ele age em nós, ele nos abastece, ele nos molda, ele nos transforma. É uma um elemento usado por Deus, não só paraa glória dele, mas também para nos tornar mais próximos e parecidos com ele. Eu fiz uma nos alimentar, né? Nos alimentar, recalibrar. Eu fiz uma anotação dentro dessa dessa dessa temática da liturgia, né? Eu eu notei o seguinte aqui. Não seria a prática litúrgica em comunidade uma forma de tornar nossas cosmovisões mais bíblicas? O que ele fala aqui no começo do capítulo 4 é que quando você se insere num ambiente eh de culto congregacional, reunindo as pessoas, você tá ali se alimentando da palavra de Deus, você começa a ter visões do que ocorre fora do âmbito ali do culto. Tô falando nosso dia a dia, nossas decisões, a as atitudes que você vê pessoas ao seu lado no trabalho, na escola, tomando a as atitudes que políticos, que juízes, universo no geral, né? você começa a enxergar aquelas atitudes de uma forma mais crítica, mas através de um olhar cristão, ele coloca isso como um dos méritos de nós nos congregarmos, né, em culto. Isso, isso também eh traz esse tipo de de de alteração na nossa visão. É, interfere no nosso imaginário, né? nosso imaginário, você começa a enxergar mais, é, você começa a ver mais aquilo que você que você, vamos dizer assim, que você eh exerce durante o culto. Em termos práticos, como que vocês acham que o culto pode, a liturgia do culto pode moldar os nossos hábitos dessa forma, mudando cosmovisão? Isso foi uma coisa que ele colocou assim, coisa que vocês já experimentaram, entendeu? De o culto moldar os nossos aros. Quando começar dificuldade assim, né, gente? A gente vai a gente vai entrar num momento que a gente não concorda assim 100% com o livro. É, não que ele esteja errado, mas tem coisa que não tá dentro da nossa prática, né? Mas eu vou falar um ponto que é muito importante. Ele fala no início do nosso do capítulo quatro, que é bom a gente lembrar e que ele repete ao longo de todos os capítulos: você não será liberto da deformação, né, da do do que externas, do que direciona o nosso agir, movimentar, desejar e amar. Eu não vou ser liberta da deformação por novas informações. Sim, Deus não nos livra do poder deformador de formação de hábitos exercido por liturgias rivais fáteis, apenas nos dando um livro. Senão ele lava a Bíblia já li acabou. É, gente, como é frustrante, eu vou confessar a vocês. Olha, é igual é acho que é onde eu me frustro mais é na leitura de livros de criação de filhos. Confesso, porque na hora que você tá lendo faz tanto sentido e você se enxerga, você se arrepende, você se propõe a fazer diferente, você vê seu filho descrito ali, não é isso aqui mesmo, é isso aqui mesmo. Você termina o livro pensando assim, agora vai, né? E aí passa e parece que a coisa não vai, que é o que ele sustenta. Não é conhecimento e informação que muda a nossa maneira de pensar, nos leva a reflexão. Sim. é um ponto importantíssimo de partida. O que ele argumenta que eu entendi aqui, quer dizer, não entendi, tô tentando entender, é que rituais litúrgicos moldam os nossos hábitos. Sim. Como eu não sei explicar is não é só hábito não, mas também a noção de si. E a cosmovisão também ela mostra na narrativa, no hábitos. Como que modela hábitos? É como que a liturgia, o ritual religioso moldam os meus hábitos e por isso é importante ter bons rituais religiosos, não é? Porque ele age no coração, como a B acabou de falar, porque vai lá e muda o seu coração, que é o centro daquilo que você é, sua natureza. Tanta gente praticando rituais, tem frios, religiosos, que não muda nada, não muda absolutamente nada. Isso é muito comum, por exemplo, para deformar mais no catolicismo romano, eles têm muitos rituais. A gente não tem tantos rituais, a gente tem alguns Eu acho que esse capítulo ele causou mais ou menos isso, porque até quando a gente falava que as práticas diárias, as coisas que nós fazemos no dia a dia, vão moldando o nosso caráter, vão moldando aquilo que a gente busca. Sim. Então vamos lá. Se você busca muito uma coisa, seu coração tá naquela coisa. Então, se a gente cria hábitos que sejam mais voltados para a reflexão, para adoração a Deus, você vai mudar todas suas coisas que você vai no seu dia a dia. Mas o que o Gustavo tá falando é uma coisa que tá, a gente a gente tá tendo dificuldade de entender esse rito dentro de uma liturgia e isso causar uma mudança da minha minha bússola. É, é porque assim, eu penso que a adoração cristã é uma adoração do véu rasgado. Uhum. Uhum. Para minha chegar até Deus, eu simplesmente chego. Uhum. Eu não preciso ficar criando rituais para E eu não adoro só do culto coletivo. Não, mas assim, no culto coletiva de adoração. Eu não preciso de rituais como era feito no Antigo Testamento. Então, por que que Deus deu os rituais? Quais rituais? Todos que estiveram no Antigo Testamento e e a Santa Ceia e o batismo que são os nossos rituais hoentações do tabernáculo. No Antigo Testamento, os rituais tinham uma finalidade ilustrativa de apontar para algo muito maior, algo muito que é espiritual. Isso sim. Mas com o vel rasgado, eles perderam totalmente o sentido que completou na na encarnação de Cristo. O vel rasgado liberou o acesso mas não eliminou a necessidade de eu me me preparar, de eu me purificar, de eu me apresentar do mesmo jeito, eh adequadamente. São rituais espirituais. São rituais espirituais. Eu não chego de qualquer jeito para prestar culto a Deus, né? Por isso que muitos foram fuzilados ali, porque estavam negligenciando a santidade de Deus. E a gente faz isso nos cultos hoje também. Com certeza a gente faz isso quando a gente trata de qualquer jeito, quando a gente aceita esse convite, mas não se apresenta adequadamente do vé rasgado é você se apresentar de qualquer jeito. É liberdade total, né? Aham. Liberdade total. Faço do meu jeito porque eu sou livre, né? É. Ah, que que diferença faz, né? O que importa é o que tá dentro do coração, né? Mas a gente vê que a nossa prática habitual, ela reflete coração. Ele coloca aqui, talvez eu esteja avançando um pouquinho, com certeza eu tô avançando um pouquinho no capítulo, mas ele coloca lá na frente, ele fala do conceito de ex excorporificação. É, tem ele critica, ele faz lá na frente. Foi lá na frente. Mas é porque tem a ver com o Gustavo falou, ele pela primeira vez, eu nunca tinha visto ninguém fazer uma crítica a à reforma protestante como falhas que ficou. Ele colocou isso como uma crítica. Aí quando eu fui ler, não sei se é exatamente uma crítica, que ele ele fala que a o culto depois da reforma protestante eles enxugaram ao máximo todos os rituais que tinham dentro da Igreja Católica, porque por causa daquilo que o Gustavo falou, às vezes de um excesso de ritos que eram praticados de forma mecânica e fria. E aí ele coloca isso como um ponto negativo. Pois é, mas assim, a o ponto do protestantismo é que a igreja primitiva era uma igreja singela, de intimidade com Deus, simples e não ritualística. Rituais foram adendos, acrescentados depois. E o que a reforma foi fez foi tirar esses adendos que não são bíblicos. Eu eu não discordo de você, Gustavo, mas ele propõe um resgate de certa liturgia essencial num culto, não? Essa a gente tem. Essa a gente tem. que ele aborda aqui. Sim. Eu acho que um um problema que talvez seja um problema às vezes cultural. Nós somos brasileiros, nós somos de um país de cultura e tradição católica. Uhum. E nós somos os protestantes no meio, né? Agora estamos crescendo, mas assim, nós éramos um grupinho isolado ali protestante. E pra gente sempre foi muito estranho uma uma missa. Não tô falando eh eh de desmerecendo a missa, não. E eu estudei em colégios católicos, né? Eh, geridos por padre duas vezes, freira uma vez. Então eu participava das missas, né? A gente tinha que sair da sala e para missa. E sempre a liturgia do missa sempre foi muito estranho pra gente, muito diferente da nossa rotina, né? Então, quando ele ele começa a a colocar essas rotinas de um culto que se assemelha mais com uma missa e tem motivo, porque o motivo para ele falar isso é porque ele tem eh a gente não acha muito sobre ele, mas a gente vai descobrindo que ele tem uma que ele é de uma uma linha anglicana ou eh como fala, né? que que é uma coisa que dentro do Brasil não é muito presente. Nós não temos esse costume. Então, pra gente a gente vê com estranheza, eh essa esse esse ritual. Por exemplo, aqui no Brasil é muito comum você vai entrar nas igrejas, você vai ver nas laterais das igrejas eh os passo a passo do processo de crucificação. Jesus ali com os os centuriões, com os soldados romanos, depois na frente de Ponos Pilatos, carregando a cruz. Se a gente sair daqui paraa Trindade, a gente vai ver as paradinhas que eles colocam aquilo. Eu posso estar enganado falando errado, mas eu acho que eles colocam como mistérios, que na verdade são até aquelas últimas contozinhos que tem do do como é que chama aquele negócio de fazer oração? Do terço. Terço. Do terço. É que cada cada conto é uma oração, um pai nosso, uma Ave Maria. E o cinco é você lembrar, é você lembrar cinco mistérios desses que aconteceu. Então é uma coisa muito ritualística, católica, que nós acostumamos a ver isso no Brasil e não nos habituáos, não relacionamos isso com a nossa tradição protestante de culto, de liturgia de culto. Então, pra gente ficou meio estranho ele usar a esses rituais, né? E mais para frente vai falar até de um entrar segurando uma vela. Uhum. Mas para que fala isso que para mim também ficou estranho. Não, eu acho uma coisa que eu que eu achei muito interessante assim foi ele falar da importância tanto o batismo, mas da Santa Ceia no culto. E eu acho que é muito porque ele fala: "Olha, toda vez que a gente repete, isso ficou muito legal na hora que ele fala da questão do culto, porque a gente repete essa eh o sorriso de Deus encarnado para nós, que é Jesus. Ele, então você repete aquilo ali, não é só pensando na vida passada, o que ele fez, o que ele tá fazendo em nós hoje quando a gente tá tomando a ceia e o futuro. Aí ele fala muito daquela da visão que a gente tem quando você tá, ele lembra de novo Esuperri, né, de você convidar as pessoas não para construir um navio, se ele nunca viu o mar, ele não vai sonhar. Então, no culto a gente consegue com essa repetição, a gente tá sempre olhando esse passado, mas o futuro da nossa vida com Deus. Então acho que isso daí, independente dos rituais que ele possa citar aqui, fala tudo que é como a gente consegue recalibrar o nosso a gente não, Deus recalibra o nosso coração com o culto, com a adoração. E e aí tem um, só me permita aqui, tem gente, a gente já jogou por água baixo o seu roteiro, Bianca? Ah, parece já foi. Aqui ele fala assim, ó. O culto que nos restaura é aquele que nos dá uma nova história. Todo culto vai nos dar essa nova história. Se eu sou relembrado, né? E se eu repito esse processo, por exemplo, aí eu mudo meu hábito, eu mudo meu telos, entendeu? Sim. Eu vou falar uma coisa meio simples que é cultural, mas até, por exemplo, o rito de um casamento, né? Quem entra primeiro? a entrada da noiva. Então, é, pode parecer assim, e tem gente que quer de toda forma possível quebrar com essa tradição, né, do casamento, mas tem muito aquela figura ali do homem, né, à espera da sua noiva e ela, né, com todo esse tratamento especial, o pai entregando, isso vai comunicando para mim uma história e uma mensagem dos papéis que que são exercidos ali e o significado daquele rito de passagem. Agora, nós estamos falando de algo que alguns poderiam argumentar, nós não vamos entrar nesse mérito. Ah, isso é cultural, é da cultura ocidental, não vamos entrar nesse mérito neste momento. Mas ele tá defendendo aqui e explicando o que que seria uma liturgia. Tudo bem que tem esses essas práticas que ele recomenda, né, que ele sugere, que são simbólicas que talvez não façam sentido paraa nossa realidade, mas em termos de essência de culto, ele fala de de ele acho que ele fala de capítulos, né? É é capítulo. Ele não fala capítulo, mas são assim etapas quatro é quatro capítulos. Enviar, não começa em baixo, reunir-se, ouvir, comungar e enviar. É isso. Mas até antes ele fala que é o momento, né, as fases, é a adoração, né, que é quando eu eh entro nesse convite, né, e eu reconheço a santidade e quem quem eu sou diante dele. Isso aí é na hora que ao reconhecer a santidade, eu aceito eu eu olho eu de volta para mim e percebo que eu sou o quê? Eu não sou nada, né? Eu sou pecador. Então é o momento no culto que eu faço confissão de pecados. E aí eu confesso diante de Deus. Uhum. Mas graciosamente a essa narrativa que se repete do evangelho, eu não fico massacrado no chão. Não. Ele te levanta. Ele te me dizendo que existe graça e perdão. Uhum. E aí eu de novo recebo o quê? Depois de receber esse perdão, eu recebo o quê? A lei. Mas não é a lei de peso, é a lei que me abastece e recalibra o meu coração. Sim. Sim. E me remodela. Eu acho isso muito legal. E assim, enquanto ela falava, tava querendo falar e você entrou no assunto, porque do que ele colocou ali como uma liturgia desse culto aí, né? Uhum. Eu acho o que o que mais se aproxima com o que nós temos assim na nossa rotina e na maioria das igrejas no Brasil é a pregação que nos arrebas abastece e o momento de oração silenciosa, que é o momento que você pede perdão, reconhece, você faz a confissão, reconhece seu pecado, sua condição perante Deus e ali você pede perdão. Essa prática, sim, eu acho que essa prática, Gustavo, ela é formadora. o o ato de você durante o culto ali reconhecer. Sim, eu acho muito equilibrado, por exemplo, a nossa liturgia, né? Eu acho que o culto tem que ser litúrgico. Uhum. Ele tem que ser um curtoiro. A gente não pode dispensar aquilo que não é dispensável. Isso, né? Não pode dispensar aquilo que é indispensável. Deu na mesma, né? O que eu falei? São elementos que devem e esses elementos básicos. E a gente vê desde quando Deus instruiu o seu povo, nó agora haverá um lugar para adoração, onde eu me farei presente. Mas ele estabeleceu, ele estabeleceu os ritos, é, que deveriam ser cumpridos e até a ordem em que eles aconteciam, não foi? E muito detalhado, muito detalhado. Ah, mas aqu lá não se aplica mais pros nossos dias, não. A gente não precisa usar aquelas vestes sacerdotais com sininhos. e com todo aquele glamur. Mas qual que é o princípio ali? É que a apresentação não é de qualquer jeito. Isso. E tem que ser com vestes puras, limpas diante de Deus. Bianca, eu acho que eu vou fazer uma uma tarefa para mim. Eu vou procurar um culto episcopal para eu assistir, porque no capítulo seguinte, ois pula, não pula, não se antecipa, pula. Mas ele descreve, parece-me que há uma entrada eh da das pessoas que participaram do culto lá na de forma assim bem eh bem católica, como se fosse o padreo, uma pessoa atrás carregando uma cruz. Então assim, eu acho que tem essas coisas que nós não estamos habituados, nós nem conhecemos alguma alguns ritos mais simbólicos, mais simbólicos nós nem conhecemos que ele cita e e mais pro final desse capítulo, não tô saindo. Uhum. E foi uma coisa que acho que nós conversamos ontem, né? Aham. é que ele dá de entender que esse tipo de liturgia é necessária. É necessária. E com o com a crescente deteriorização da sociedade, em breve as pessoas buscarão esse tipo de rotina. Ah, tá. Entendi. É, ele crê que as pessoas buscaram esse tipo de liturgia. Palpite assim o argumento católico, com aquelas igrejas, com todos aqueles vitrais. é que as pessoas elas não sabiam ler, precisava de de ilustrações para entender, né, o evangelho. Entendi. Faz sentido. É, então cria-se aquele ambiente, cria-se aquele ambiente visual, porque naquela época a maioria era analfabeta, né? Aham. E o acesso que eles tinham ao evangelho seria através da arquitetura da igreja. Uhum. E tradição oral, né? E a tradição oral, de fato. Uhum. Eh, mas uma coisa aqui que é muito importante é como ele, por que que ele tá falando, né, dessa, dessa liturgia e desse desse processo, né, do culto e o que que isso tem a ver com a vida prática extra, né? Uhum. Eh, a questão da forma da prática em si. Ah, por que que ela é relevante? Porque ela repete uma narrativa. Sim. Uhum. Só que ele defende uma coisa que ele já argumentou e meio que provou, né? A forma da prática em si já vem carregada com um modo de interpretar o mundo. Uhum. E ele nos chama a atenção para tomar cuidado, para não olhar e falar assim: "Nossa, mas essas igrejas muito tradicionais, elas estão assim, elas estão no século passado". Quando você vai naquele culto ali, que coisa mais nada a ver com a nossa realidade de hoje. Aí o que que muitas igrejas têm tentado fazer? buscar uma forma de culto mais contemporâneo. E aí cai num erro do egocentrismo ao invés do teocentrismo ou de trazer telos que são que não são de culto, são de shopping, são de mercado, de consumismo, porque eu tô eu tô ali configurando, né, de uma forma que eu vá moldar aquele culto para aí, nossa, eu lembrei demais do negócio que eu anotei aqui. Eu configuro o culto e se você tiver noções de marketing, ah, você faz você faz miséria. Sim. Aham. Porque você configura a forma daquele culto para ela atingir o resultado que você tá esperando. Isso. O clássico é a musiquinha, né? como se o culto fosse eu que produzisse. Eu não produzo o culto, não. O culto que é devido a Deus não sou eu que produzo. Mas isso é uma coisa interessante que realmente as pessoas estão querendo algo mais tradicional. Existe essa, a gente vê esse movimento no Brasil e a nossa igreja no meio evangélico é uma igreja vista como tradicional. Apesar da gente não ter todos esses esses situais que eles citam, mas nós somos encarados com uma igreja tradicional. Uhum. Conservadora, igreja que tem uma liturgia, que tem uma ordem, né? Eu já escutei, eu já li coisas na internet falando sobre nossa igreja que eu fiquei admirado. Falou que nossa igreja não se levanta para cantar os cânticos. É fria, né? Ah, mas eu deixa eu falar uma coisa. Teve uma discussão recente na nossa igreja, inclusive, sobre devemos ou não, aonde que tá na Bíblia que você precisa ficar de pé para poder cantar e e falar com vontade, com sentido, né? Não tem nada que determina isso. Só que aí ele fala isso no no capítulo quatro, a experiência de culto, ela é corpo corpo o quê? Corpórea. Corporificada. Acho que é, não sei se é exatamente essa palavra, mas assim, ela vem pelo corpo. Uhum. Então, como que o meu corpo vai refletir, sabe, esse essa entrega e e esse até mover do espírito em mim? Se eu tô, tudo bem, às vezes eu tô com a mobilidade comprometida, né? Fisicamente estou debilitada, mas se eu estou em meu estado natural de alegria e se a gente crê que de fato existe uma ação do espírito ali, gente, não dá não dá para conceber um culto que eu tô sentado o tempo inteiro ali e aquilo não, até porque quando a gente tá animado diante de alguma coisa, você cai da janela, dorme e cai da janela, né? Não, se você vai numa coisa pela qual você espera muito, você tá num, sei lá, um show de um artista que você gosta muito, não, gente, se ele faz algo ali, você vai levantar. Ele fala assim, justamente isso daí, ele fala das perguntas difíceis, três perguntas difíceis que ele fala, o seguinte, refletir, né? É para refletir sobre o culto que você participa hoje, né? Se ele não reflete aquilo que a gente viu lá atrás, né, de reunir-se, ouvir, comungar e enviar, e todo culto vai repetir isso, ele fala a primeira coisa, olhe com mais atenção. Às vezes você tá só criticando e não é e não é bem assim. Ele ele fala dessa pergunta, né? Então, onde você tá congregando, onde você está adorando hoje? Olhe com mais atenção. Primeira pergunta. Segunda, tente ser parte da solução para ter um retorno ao culto que Deus quer. Em terceiro lugar, se por fim, se não tiver jeito de renovar, né? Eh, então você tem que tomar uma decisão difícil de não adorar mais ali. Uhum. De não fazer mais parte daquele. E eu acho que isso é muito interessante porque você começa a olhar o culto, não do seu ponto de vista, a gente falou isso já, dos seus gostos. É, se me agrada ou deixa de agradar, mas é onde que eu sei que aqui a coisa tá acontecendo, né? Exatamente. Então acho que isso é é importante porque hoje a o cardápio quer dizer é o que faz as pessoas escolherem. Não é o não é o o o Deus que a gente tá adorando, mas é o que é oferecido, o que que vem a mais naquele cardápio pro meu pro meu gosto, minha é e não para que Deus seja adorado. serve também como uma reflexão, porque se a gente tiver até planejando uma cerimônia, né, ou aquele encontro culto, né, definindo o horário, a pregação, o tema da pregação, as músicas que vão ser cantadas, eh as leituras bíblicas que serão feitas durante aquele culto, eh o coral, enfim, os bancos. Se as nossas escolhas estiverem direcionadas para pensar assim: "Ah, não, mas isso aqui, né, isso aqui o povo vai ficar desanimado, né? Se eu tiver pensando em como que aquilo vai levar as pessoas a se interessarem mais ou menos. Ah, não, mas isso aqui se tiver um visitante não, não vai dar certo não. Vamos deixar isso aqui fora para um outro, vamos fazer isso em outro momento, né? Falar sobre pecado. É, não, pecado. Por isso que tem gente que isola, né? Eu vou ser crente lá na minha casa. Ser crente de YouTube. É, u preciso estar lá, né? Não precisa. E tem um monte de gente hipócrita lá. Por que que eu vou? É assim, já que nós entramos no no assunto falando do do assunto que até o final do capítulo, né, que são uma parte mais prática. Se você eh eu achei muito interessante uma colocação que uma uma pessoa na escola dominical na sala do Gustavo colocou. Eh, como a gente vive dentro de uma igreja que que tem uma visão de um culto, culto a Deus, nós estamos, nós viemos aqui para cultuar a Deus. E essa pessoa chegou nessa igreja, frequentava outra igreja. E ela sentiu um bac muito grande quando chegou nessa igreja e uma dificuldade até para se acostumar, porque a rotina da vida dela era ir para a igreja para chegar lá ela ser exaltada. Você vai conseguir porque Deus te ama, Deus é isso e você vai descer. E quando chegou aqui era nossa igreja chegou, não, não. Aqui você veio para prestar um culto adoração a ele, porque ele te convocou, né? Não é para você vir escutar palavras de afirmação para você, como Deus tivesse fazendo afirmações para você. Ele até faz algumas afirmações que são as promessas dele. Uhum. Mas este momento aqui é um momento de culto. Sim. É você adorando, né? É. Agora eu, gente, isso se você for ver, você tá repleto de igrejas. Então assim, eu vi um um uma experiência da de uma colega de de de faculdade que a minha esposa começou a fazer uma época que ela falou assim: "Eu gosto de tal igreja, não vou citar igreja não, porque lá ninguém aponta o meu pecado. Ah, fing para mim, eu saí de lá animada. Uhum. Entendeu? aquela narrativa que ele fala, em que história você tá inserido. Uhum. Depende da história, onde você tá. E aí você se enxergar dentro da história que Deus escreveu para nós é muito diferente. É. E como que a prática ela configura a nossa noção de nós de si? A configura no ser humano a noção de si. Essa prática regular? Porque aí o Gustavo tava até questionando, né? Como é que a prática dos ritos vai mudar os meus hábitos? que eu tô entendendo no livro aqui. Ele tá criticando o nosso modelo protestante do do culto muito espiritual. É, eu não vejo isso não. Ah, eu eu leio aqui próximo. Que é um clube de livro. É, eu vi protestante foi o desencantamento do mundo. Críticos com um entendimento sacramental encantado do mundo, se transformar em mera superstição. Os reformadores do passado enfatizavam a simples audição da palavra, a mensagem do evangelho e a simplicidade árida do culto. Porque, por exemplo, Swingle, a igreja dele era branca, era uma sala dessa aqui branca, não tinha absolutamente nada. E o que ele tá criticando aqui é isso. Não, ele não tá criticando. Que que ele vai chamar aí de escarnação, descorporificação da fé cristã. Isso entendi assim também, né? Eu entendi assim. O que quer trazer de volta são aqueles elementos medievais. É isso que eu tô entendendo aqui. Concord é por um lado assim. Aí agora eu vou fazer o a mediação aqui entre os pontos. Eu eu eu não entendi eu acho que ele tá falando de um momento início de reforma. Isso. De abandono de práticas e estruturas que tinham substituído o foco do culto, né? Então, por exemplo, ah, você falou do pastor que tinha igreja de um ambiente absolutamente de branco. Por quê? O negócio era retirar aquela parafernália toda que tinha se tornado objeto culto. Isso. É, pois é. É, entendendo que ele acha que aquilo lá é importante. Eu também, eu também não entendi. Aquilo é importante. É, mas eu também acho que foi levado para um extremo que se tornou objeto de culto e acabou virando esse ritual vazio e até perigoso. Mas nem tudo daquilo era ruim. Aquelas simbologias elas cumpriam seu papel também. A verão protestante que o culto deve ser em espírito e em verdade. Uhum. Que que é espírito e verdade? Tanto faz a discussão lá no na com a mulher samaritana é se eu devo adorar aqui no monte de Eisim ou tem que ser lá no monte Jerusalém, no monte Moriá. Aham. E o que Cristo tá querendo dizer para ela, que isso não faz a menor diferença. O importante é o momento do de adoração. Uhum. São pessoas reunidas paraa adoração. Uhum. E isso, essa é a visão de que o culto cristão é o culto realmente simples. O que importa é a o momento. Uhum. E não o lugar. Não tem uma condição mínima de estrutura, mas existem princípios vela, incenso. Sim. Sim. Entendeu? Você tem razão. Porque não é tão sensorial, é mais espiritual. Uhum. Uhum. Porque aquelas aquelas experiências sensoriais que eram praticadas no Velho Testamento, que Deus deixou como um rito a ser cumprido, elas eram simbologias que nos apontavam para um formato e modelo de tem coisas sensoriais, como por exemplo a Santa Ce e o batismo, que são coisas simples, mas são sensoriais, né? A própria música. A música sem música. Exatamente. Mas não naquele sentido, mas que eu acho que ele tá querendo desses objetos, né? Acho que é só isso não, porque ele fala da imaginação. Muito claro que ele acha importante um culto comia, entrada de vela de Vou te passar uma entrevista dele. Eu vou te passar a entrevista. Você vai, você vai mudar seu pensamento a respeito. É, é, mas assim, pode mudar, mas ele escreveu aqui, eu fico com compreensão ele se ele mandou alguma coisa na entrevista, não, uma entrevista que ele deu pra editora fiel. É muito legal. É, talvez ele coloca isso como uma sugestão. Conteúdo, hein? Eu compartilhei, mas vocês não viram. Mas deixa eu, deixa eu retomar então, já que assim para muita gente está meio assim fora da realidade, deixa eu retomar essa questão do da prática em si carrega, né, a sua forma de de interpretar o mundo. Hum. Não sei se vocês importam de eu trazer um um exemplo prático que não tem nada a ver, mas do mundo da influência podemos? Pode. Claro. Semana passada tem gente que vai pegar no meu pé que fala assim: "Não, você é fã dessa pessoa". a gente, é porque eu falo muito, não é porque eu sou fã dessa pessoa, eu explico essa pessoa e eu percebo muitas nuances da nossa cultura digital impressas demais no no que diz respeito não vou falar o nome dela não, mas é uma influenciadora muito famosa. O nome dela apareceu demais na semana passada, até para quem não acompanha, porque ela foi depor na CPI das Bets. Ah, eu vi a foto, mas não sei quem é. Não sabe quem é? você não perde muita coisa não. Mas assim, ela ela influencia muito boa parte desse país, acho que mais da metade desse país, eu diria. E foi muito curioso, eu achei emblemático, porque essa é uma pessoa que ela passa 24, 24 não, porque ela dorme, mas ela passa a maior parte do dia dela com essa transmissão online de tudo que ela faz, da banalidade do seu cotidiano. as coisas extraordinárias, é as coisas extraordinárias também que ela vive. E esses dias eu tava até comentando, eu acho que ela é uma pessoa que aquilo já configurou tanto a forma dela estar no mundo, que alguns podem falar assim: "Ah, ela precisa desse aplauso o tempo todo sim, já virou uma segunda natureza. Eu não vou nem dizer, não vou nem entrar no mérito de a egocentrismo, porque é uma pessoa que é muito centrada em si. Tem isso também, mas é mais profundo, que eu acho que ela não conseguiria passar, sei lá, 48 horas sim, sem ter essa projeção de si pelo aparelho, essa transmissão. E ela está repetindo essa apresentação da sua vida, o essa transmissão online da sua vida todos os dias, repetidamente, na mesma forma. E também ela é apresentadora de um programa de televisão. Assim, a TV foi muito esperta porque, tipo, ela já faz isso naturalmente com as banalidades que dirá se a gente der um script para ela, né? E tem uma audiência assim estupenda. OK. Dito isso, ela é ela ela se coloca no mundo apresentando o tempo todo. Ela chegou para Se você fosse prestado depoimento na CPI, de que forma que seria vestido? Terno. Hum. arrumadinho para quê? Tá gravata, né? Uai, porque eu acho que um local que a a roupa é apropriada para isso é come aquela roupa apropriada. E que tipo de impressão que você tá querendo causar? A de seriedade, né? Ou se você é suspeito de mesmo que você não seja, gente, passou uma blitz na sua frente, você você nossa, olha, minha carteira tá aqui, você já se sente culpado na hora, né? Como é que essa pessoa foi? Não não vi. Nem imagino. Ela foi vestida com a camiseta da filha que faz mais sucesso na internet ainda, toda despojada. Ela chegou, ela saiu dando tchauzinho para todo mundo. Era como se ela estivesse sendo recebida num programa de televisão. Durante a o depoimento dela, chegou num momento que ela foi terminar uma resposta e aí ela falou assim: "Não, então é isso, não sei o que e tal". E por isso eu queria agradecer a todos que vieram pela oportun e foi assim, eu olhei aquilo e assim meus olhos saltaram, sabe? Assim, tem gente que fala assim: "Nossa, que pessoa sem noção". E na hora, né? Ela foi, não, não acabou não. Ela recebeu esse essa chamada. Ah, não, não acabou não. Mas nem ela tem noção de que ela tava se comportando como uma apresentadora. Ela tava se despedindo do público numa ceria dela, né? A liturgia dela. A liturgia dela. Então é uma coisa assim que ah, mas aí é marketing, ela usou aquela camiseta de propósito, não sei o quê. Sim, tem isso também, mas entra dentro dos ossos, né, que mas é da natureza. Ela ela não tem o mesmo discernimento que nós aqui teríamos, porque a gente não tá imerso nessa liturgia que definiu a maneira dela se enxergar no mundo de enxergar os outros. Ela prestar depoimento na CP era como se ela tivesse participando de um podcast. Entendi. Entendeu? É muito louco isso. E as pessoas estavam discutindo sobre ela centrada, a camiseta que ela escolheu, gente. É mais do que isso. Ver. Então, Gustavo, então aí que falando é só a gente vivendo esse tipo de liturgia que ele prega pra gente saber se isso vai mudar alguma coisa no nosso mindset cristão. É, seria isso desde que o que ele propõe, né? É porque a vida é minha do Gustavo, né? É se isso se isso exerce algum algum efeito nem combinamos essa dúvida, não. Se isso exerce algum efeito, é isso. Se isso exerce algum efeito, mediante o que ela tá colocando aqui, pode ser que isso surta algum efeito, mas a gente teria que vivenciar isso desde igreja católica ou observar um católico, porque eles têm essas coisas que ele tá falando aqui, entendeu? Desde que eu seja ativo nessa experiência. Sim, porque, por exemplo, essa pessoa de quem eu tô falando, ela passa o dia inteiro fazendo essa apresentação e reproduzindo esses esses essas liturgias, mas não é uma coisa que ela decora e executa todo dia decorado, entendeu? Ela tem a espontaneidade no cumprimento daquela forma. Mas será que não vira uma coisa automática? Me vira, vira, mas sem o espírito. Mas deixa eu te explicar uma coisa. Nós protestantes, nós temos o nosso jeito de ser. Temos sim. pode ser influenciado pela nossa liturgia, o modo como nós cultuamos. Não sei, o presbiteriano tem um jeito de ser, o assembleiante tem um jeito de ser, mas faz efeito, gente, faz efeito. Quando você vai em outro tipo de culto. Sim, quando você vai em outro tipo de culto, não é a mesma coisa. É, foi o que eu falei que pra nossa cultura, que a gente vê isso eh como uma coisa que a gente não quer fazer, porque a gente sempre quis ser diferente do catolicismo, que fica estranho para mim, fica estranho pro Gustavo, mas não é só dentro do catolicismo. Sim, não é só dentro da catolica, mas tô falando assim, esse tipo, esse tipo de culta, esse tipo de culto que ele ritualístico, mas é porque a gente, é porque esse ritualístico ele é mais fácil de ser identificado como algo muito fora da realidade, porque ele tem práticas eh eh muito antigas. Uhum. Mas você tem um ritualismo moderno que você não enxerga como sendo o ritualismo, que tem símbolos ali também. Por exemplo, uma igreja cujo palco onde tá a banda tocando, né, no momento da adoração é lá no meio. Isso. Isso aí ex fumacinha, né? Coisa escura, se a mesa da Santa Seia está na frente do púlpito ou está ao lado do púlpito. Isso. Uhum. tipo de iluminação, tudo isso é, todos esses são elementos que a gente não tá percebendo. Sabe por quê? Porque isso tá imerso na nossa cultura, nas casas de show, na na nas performances de entretenimento. Então isso não soa pra gente como estranho, mas tá tá carregado também. E isso exerce efeito em nós. Sim. Exerce na maneira como eu me vejo, na maneira como eu percebo o outro, né? e o e o lugar que Deus ocupa ali. Isso eu acho que talvez é talvez ele esteja propondo esse resgate dessas práticas justamente como uma contracultura a essa formatação de culto aos moldes mercadológicos. Realmente ele fala no livro, ele colé, eu acho que eu anotei aqui a minha notação, mas não vou procurar agora não, mas e fala que isso é uma forma de você desviar a liturgia externa que te influencia. coloca isso que você falou, que esse culto ritualístico aqui, ele tem a função de reorientar sua bússola que tá sendo desviada pelas contraculturas, pelas liturgias do shopping, liturgia do consumismo e a liturgia do shopping tá presente em várias igrejas, é em várias igrejas. Eu acho que a gente precisa chegar num ponto de equilíbrio, não só às vezes não só durante o culto, até mesmo pode acontecer dentro da nossa igreja, não necessariamente num momento de culto, mas em programações, porque a gente configura aquela programação todinha com propósito, com essa com essa viés, entendeu? A a L tá tá doida para para discordar discordar discordar assim eu acho muito confuso assim o jeito que ele se expressam nossa entend não é porque ele é filósofo, né gente assim a entender o diferente mas isso eu acho que isso tem uma beleza nisso, né? É, o nosso programa é ótimo que a gente tem que debater mesmo. Isso. É, não precisa fechar num senso quando ele fala desses rituais que vocês estão falando porque ele tá levando pro passado. Não, mas eu acho que ele tá querendo falar daquela que eu no começo eu achei estranho ele falar da imaginação, que o culto tem imaginação, mas eu compreendi depois que essa imaginação é muito a nossa e todo o todo o sentido sinestésico que a gente tem no culto. Então assim, é tudo, todo nossa meet com o o que a gente eh como a gente adora, como a gente percebe Deus, a nossa confissão, a necessidade que a gente tem de confessar pecados. E isso aí é um jeito da de nós nos aproximarmos de Deus, né? Então essa isso tudo, esse ritual eu acho que é para construir esse cenário, a poesia, a música, como que a gente vai ter um culto se não tem tudo isso, né? Então assim, eu eu eu discordo do que vocês estavam falando, porque tá chamando para isso? Não acho. Eu não acho. E eu vou te passar a a entrevista porque eu eu entendo que é isso. Então vou discordar de você porque você acabou de ser vó novamente. Discord não discorda, né? E tem coisas que às vezes a gente não tem consciência, mas exerce esse efeito. Vou dar outro exemplo prático para hoje. Por último, é um é um relato é um relato de uma mãe compartilhando uma uma experiência que ela viveu com filho recente agora essa semana. E ela todos os dias quando vai arrumar o lanche do filho, ela coloca um bilhetinho, né? A mãe te ama e tal, recadinhos, tá? Fato. E e o pai assim é uma coisa comum, mas que ela nem percebe. Isso acontece. Tem coisas que a gente repete todos os dias que a gente nem para lembrar isoladamente o que aquilo acontece, assim, faz parte do do natural, né? Igual acordar e escovar os dentes, né? você sabe que você faz isso, mas você não pensa sobre aquilo. E o pai leva todos os dias para ela, quando eles vão dormir, ele leva a garrafa da de água para ela, né? Então são duas coisas que acontecem. Aí ela disse que o pai viajou e ele deixou um recado pro filho, cuida da mamãe. Aí ela à noite quando foi dormir eh tava a garrafa dela de água do lado da cama e um bilhetinho dele pra mãe, dizendo que é amava e tal. E aí ela percebeu nisso, né? Ela até compartilhou dizendo que percebia o amor de Deus sendo comunicado a ela pela atitude do filho, mas que sem eles ensinarem nada para ele, ele vendo essa repetição de coisas que os pais faziam todos os dias, atitudes simples, mais carregadas de simbologias e de elementos concretos, ele entendeu que o cuidar da mãe seria levar a água para ela antes de dormir. É que era assim, ele enxergava aquilo como sendo um dos meios pelos quais o pai cuidava da mãe, né? Então, trazer essas, eu acho que ele propõe esse resgate de certas, certos símbolos e certas práticas concretas que ele sentiu que talvez ali na reforma tirou um pouco do concreto. Sim. Então, de trazer de volta algumas experiências concretas e corporificadas, entendendo que elas exercem efeito. Legal. Nosso horário tá vencendo. Zé Fini, tô por encerrado. Pronto. Eu acho que nós conseguimos varrer todo o capítulo quatro, né? Oxe, a gente vai É. E de novo eu não, não. Eu acho que a construção do conhecimento para chegar no capítulo 4 acho que foi muito importante. Gostou disso? Eu gostei de ver isso assim. Para mim, esse capítulo é um dos mais importantes no livro, porque tudo que ele falou nos anteriores, do coração, da nossa bússola, a necessidade de recalibrar, ele vem agora para esse momento do culto, sabe? É a hora que você tá inserido na narrativa, na história que Deus tem, entendeu? Esse foi meu capítulo quatro foi o capítulo que eu mais entrei em embaixo dele. Bom, é, cada um tem um jeito, né? Impressionante isso. É melhor ficar discutindo essas coisas. É. Mas é bom porque eu acho que antes dele entrar de questões práticas também de como que eu vou inserir hábitos no meu dia a dia para recalibrar o meu coração, eu não posso negligenciar que o instrumento mais forte de produzir esse tipo de reforma é o próprio culto. Sim. E aí ele explica o que que é culto e como que acontece, etc., né? E o culto não é só na igreja, né, gente? Não é só na igreja. a adoração, né? É, ela a gente é enviado. Ele fala disso. Tem uma coisa que ele fala que é interessante, talvez para encerrar, que nós fomos criados para adoração. Ele usa um exemplo de você espetar um marshmallow numa flauta para para esquentar o marshmallow e não vai funcionar, obviamente. E aí o que que você faz? Não, não presta e joga fora. Ela não presta para esquentar marshmallow, mas ela presta para com outra finalidade. E foi para isso que ela foi criada. Então é, eu entendi com com esse exemplo dele que nós na igreja cultuando a Deus, nós estamos exercendo a a finalidade pelo qual nós fomos criados. Uhum. E quando nós desviamos dessa finalidade com as liturgias do mundo, Uhum. A gente vai, não vai p marshmallow na flshmallow na flauta. É marshmallow na flauta. Talvez isso que ele quer dizer que poderia nos recalibrar pro tê-los, entendeu? Momento do culto te recalibrar, porque é para isso que nós fomos criados. É, não adianta falar: "Ah, mas marshmallow é mais gostoso, não, não é o lugar dele ali, né?" É, não é na flauta. Então é isso, gente. Obrigado, né? O próximo dia 6/6 importante a gente falar nosso próximo encontro dia 6. Compartilha gente esse essa conversa, né? Né polêmica, embaraçada, mas a gente assim se alisou porque o livro embaraçado, mas é bom, mas assim não é para os fracos, não é para esse não é um livro para os fracos, tá? Mas a gente cresce e a gente gera boas discussões. Promete o próximo ser mais light. promete o próximo ser mais light, mas assim a gente vai fechar também de uma forma que eu acho que tá muito bom dentro da complexidade do raciocínio a gente conseguiu passar, eu acho, né? Vamos ver esse ver se a gente conseguiu passar pro pessoal que não vocês também querem entender por que a gente fica tão doido para discutir essas coisas? Não deixe de adquirir o livro se você ainda não tem. Você é aquilo que ama. Tem na nossa livraria aqui da igreja para quem é de Goiânia, tá? No melhor preço possível. Uhum. Mas você também encontra na internet, caso você não seja da nossa cidade e e vem aí propor outras discussões também. Pode fazer perguntas cabeludas e polêmicas. Estamos no nosso Instagram, né, que é página página virada. Ele nós ainda estamos estamosando, mas vocês podem sugerir literaturas ali também. Sim, sim. Vamos entrar nessa nessa fase, tá bom? Próximo encontro, dia 6. Um prazer estar com todos. Tenham uma ótima noite, um ótimo fim de semana, desfrutando de bons rituais. Amém. Bons hábitos que vão realmente transformar aí a nossa rotina de uma forma mais leve. Que que é que a J falou? J qu fal página é página virada. É página PIPG. Página PIPG é o endereço no Instagram. Página ponto. PIPIPG. PIPG. Sem página PIPG. Gente, PIPG é primeira igreja preseriana. de Goiânia. E se quiser ver os programas anteriores, não só da dos capítulos que a gente já discutiu ou até mesmo do livro anterior, que foi bem mais light, é só entrar no no canal, já tá no canal da da igreja, né? E na playlist página virada, lá você acessa todos os os programas que já colocamos. Temos a reclamação que não lemos nada que tá no chat e tem uma pessoa importante para você que falou no chat. Para mim fala não é importante para você. Essa pessoa pode ler deve ser meu digníssimo. Claro, né? Da outra vez ele foi ignorado, coitado. Os rituais também não poderiam ser práticas espirituais. Ele tá perguntando ou tá afirmando. Ó, boa noite. Os rituais também não poderiam ser práticas espirituais diárias como oração, devocional, pessoal, ouvir músicas cristãs saudáveis, etc. Eu acho que é uma pergunta, né? São práticas são práticas diárias, mas não que estão no culto, como vi a música. É porque ele tava falando de é nesse específico, ele tava falando da dos rituais falar das liturgias do lar, dos rituais do culto coletivo que são o centro da adoração, da vida, da vida adoração cristã. Se sim, isso não seria uma via de mão dupla entre nós e Deus em que Deus nos capacita e nós o buscamos e assim vamos aumentando a nossa intimidade com ele. Sim, né? A a vida de adoração, ela não se limita, muito pelo contrário, ela não se limita ao momento do culto coletivo. Eh, o nosso estar no mundo é uma vida de adoração que implica em rituais diários. Ele tem toda a razão nisso aqui. É o que muda nossa nossa bússola. Vai mudar nossa bússola e o nosso dia a dia vai ficar totalmente orientado por essa búsula. Não adianta nada a gente achar que eu levo a minha rotina aí com as minhas é atividades seculares, não existe, né? Que não existe. Essa dicotomia, ele vem para falar isso, que é para quebrar a dicotomia entre o que é sagrado e o que é secular, né? E eu vou ter essas experiências de recalibrar reforma, etc. Só no culto coletivo. Não, eu tenho os rituais diários, que é o que ele colocou. Meu marido assim é um é fantástico, né? Gente, obrigada pela participação de todos. Eu não ali não. A todos que colocar o colocou episódio show e botou uns foguinho aqui. Pegou fogo. Nos vemos daqui a duas semanas e boa noite a todos. Obrigada também Diego e Jose aqui na retaguarda e que tá lá, papai novo de resguardo se recuperando. Se recuperando. Isso aí. Ne.