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A fé vem pelo ouvir

Se Deus existe e é amor, por que sofremos tanto? Com Rodrigo Silva

Se Deus existe e é amor, por que sofremos tanto? Com Rodrigo Silva

Se Deus existe e é amor, por que sofremos tanto? Com Rodrigo Silva

Você já se perguntou por que Deus permite tanto sofrimento? Se Deus existe e é amor, por que sofremos tanto? Por que há tanta dor no mundo?

Essa é uma das perguntas mais difíceis da alma humana. Nesta live, quero conversar com você sobre o Egnima do Sofrimento, refletindo tanto à luz da Bíblia quanto da filosofia. Vamos revisitar a história de Jó, o famoso trilema de Epicuro, e compartilhar experiências reais de dor e fé.

Se você está passando por um momento difícil ou já se viu questionando a bondade divina, esse encontro é pra você!

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Legendas automáticas:

Olá, você que me segue no Rodrigo Silva
Arqueologia. Nós estamos aqui pro nosso
bate-papo semanal sobre Bíblia,
teologia, religião e hoje com a
desafiadora tarefa de falar sobre o
enigma do
sofrimento. Eh, já no começo dessa live,
eu nunca podia imaginar essa triste
coincidência. Eu tenho que falar que
para mim tá sendo difícil o assunto,
porque um pouco antes de começar a nossa
live, eu
recebi a notícia do falecimento de um
grande
amigo. Eh, à tarde eu estava gravando
uma aula para um congresso e antes de eu
entrar para gravar a aula, a esposa dele
me mandou uma mensagem falando: "Por
favor, ore pelo meu marido que ele
acabou de sofrer o infarto. Ele já
estava hospitalizado há vários dias, com
problema de saúde muito sério. E agora
eu terminei essa gravação, corri para cá
para fazer a live com vocês. Eu recebi a
notícia de que ele veio a óbito,
faleceu. Então, de público, eu quero
prestar a minha
solidariedade à família do Dr. José
Rubens. Vocês, a maioria de vocês não o
conhecem, mas eu o conheço desde longa
data. Eu posso falar que era um médico,
ele era médico, um coração maravilhoso,
um um sentido de missão de ajudar as
pessoas tremendo, tremendo. E
hoje eu já tava assim com um amigo
também ligando para mim mais cedo,
pedindo oração pela cunhada dele, que
está cometida de um tumor. E essa essa
cunhada dele perdeu o marido em setembro
do ano passado. Ele falou: "O setembro
tava sepultando o marido dela. agora ela
sofreu essa essa notícia médica, ore por
ela e outras histórias também que a
gente vai acumulando assim. Então, hoje
tá sendo um dia difícil e como eu acabei
de receber essa notícia, eh, perdoe-me
se eu não tiver tão up nas lives e feliz
e sorridente, primeiro porque o tema já
é um tema sóbrio, ele já exige de mim
muita sobriedade, muita cautela, muito
respeito, porque eu estou falando para
pessoas que estão passando os mais
diferentes problemas nesse momento e
porque a família de um grande amigo foi
afetada e estão nesse momento chorando a
perda de um ente
Querido, vamos então orar antes de nós
começarmos. Aí depois eu faço os
cumprimentos e a gente inicia o nosso
nosso tema, as as informações que eu
tenho que dar, tá bem? Oremos.
Senhor meu Deus, meu
Pai, essa live já traz um tema pesado,
difícil, mas ajuda-me, Senhor, por tua
graça, a explorá-lo
com unção do teu Santo Espírito,
sensibilidade pelos que estão
sofrendo. E, Pai,
capacita-me que eles não ouçam a minha
voz, mas a tua palavra através de mim. E
se eu falhar alguma coisa, Senhor, um
elemento que faltar ser dito, algo que
talvez foi dito a mais do que deveria,
perdoa, meu pai, mas por tua
misericórdia, transforma o conteúdo
dessa live de maneira a alcançar a
todos, porque há muita gente que tá
precisando ouvir essas palavras.
Guarda-nos para o teu reino em nome de
Jesus. Amém. Amém, Senhor. O enigma do
sofrimento. Vamos ver. Tem muita gente
já aqui ligada conosco. Eu quero
agradecer a Vera Lúcia. Boa noite, Vera
Lúcia. Eh, se você puder dizer também de
onde que você está comunicando aqui, eu
gostaria, tá? A Jerônima Queiroz, Deus
conforte as famílias. Obrigado,
Jerônima. Eh, quem mais aqui? A
Patrícia. Que triste pastor, realmente,
Patrícia. Eh, quem mais que nós temos
aqui? Luís Henrique, Itapetininga,
Bahia. Itapetinga, perdão, Itapetinga,
Bahia. Obrigado, Luí, por estar conosco.
Débora Anisseta de Melo. Amém. Débora
também. Alessandro, boa noite. Davi
Coutinho, oi a todos. Olá, Davi. Ah,
quem mais?
Josimari. Eh, boa noite, professor
Laura. Sou Jose de Minas Gerais, aluno
da Bíblia comentada. A série Enigma do
Sofrimento foi ótima. Que Deus te
abençoe. Após a live, uma noite no museu
dois, uma irmã em Cristo fez o plano
premium. Glória a Deus, Josimário. Muito
obrigado. Eu quando vejo depoimentos da
Jose e outros mais, a gente vê que o
Bíblia comentada não é um negócio
apenas, ele é algo que realmente abençoa
as pessoas. Eh, ele ajuda a manter o
museu, ele ajuda a custar bolsa de
estudo para alunos, ajuda a manter ONG
para crianças carentes e outros projetos
que ainda temos no nosso coração. Tudo
isso com o dinheiro do Bíblia comentada.
E além de tudo isso, ele abençoa as
pessoas que adquirem, porque é
conhecimento bíblico. Você tá levando
conhecimento bíblico para elas e o que
elas estão investindo naquilo ali está
abençoando outras pessoas também. Muita
gente pergunta: "Por que não dá Bíblia
comentada de graça para todo mundo?"
Há muita coisa que vocês não valoriza,
né? E eu fico feliz por isso. Obrigado
pelo seu testemunho. Quem mais aqui? Eh,
tenho também Davi Coutinho, já falei, a
Clélia Pereira de Souza que está
conosco, Cleonice Figueiredo. Amém. Ah,
Bianca Cláudia Almeida, muito obrigado,
Bianca também.
Lupércio e Dátilo de São Paulo, Arti
Arte Vieira de Osasco, São Paulo, eh
Badeco TV, interessante. Boa noite, Juiz
de Fora, Badeco TV e muitas outras
pessoas que estão conosco aqui. Muito
obrigado. Que Deus seja louvado por sua
vida. Eh, eu agradeço também, eu tenho
recebido muita mensagem no Instagram de
pessoas que estão votando no meu nome lá
pro IBET, falando: "Rodrigo, a gente
quer que você ganhe". Então, eu quero
agradecer a vocês também. que todos os
dias estão anotando ali o voto. Muito
obrigado. Se o meu nome foi indicado pro
Ibest, a Deus toda glória. Que seja um
momento de testemunho e não
necessariamente de ego humano. Muito
obrigado a você e convide outras pessoas
para participarem da live de hoje, o
enigma do sofrimento. Vamos tratar desse
assunto tão, tão delicado. E a até
quando alguém falou a mensagem aqui, eu
gostei da série O enigma do sofrimento.
Porque desde domingo retrasado, todos os
dias meio-dia, eu fiz uma live de 10
minutos falando um pouquinho sobre essa
temática e eu falei que as pessoas
podiam fazer pedidos de oração. Então
agora também é o momento. Se você tiver
algum pedido de oração, coloque aqui que
a gente vai orar. Eu e Laura temos
orado. Vou pedir a equipe para orar por
você também. Se você não quiser ser
claro no seu pedido, porque é uma coisa
muito delicada. Eh, às vezes alguém que
tá com um filho no mundo das drogas não
quer expor isso assim, fala assim:
"Oração pelo meu filho". O Espírito
Santo sabe o que que é. Alguém que está
passando por uma depressão, por um
barnout, peça agora o seu pedido de
oração, tá bom? Eu orei no início, vou
orar no final também e eu quero que Deus
atenda a você conforme a maravilhosa
graça que ele tem conosco, tá bom?
Convide outros para participarem também.
Vamos lá, então, pessoal. O enigma do
sofrimento. Na verdade, hoje eu quero
iniciar com você alguns diálogos no
livro de Jó. Sabia que o livro de Jó é o
livro que tem o hebraico mais complicado
do Antigo Testamento? Nossa, é muito
difícil. Eu estava conversando esses
dias com um amigo, o professor Renato,
que é professor de hebraico, e a gente
estava conversando sobre isso. O Jó é um
livro tão complexo no hebraico dele que
São Jerônimo, quando estava traduzindo a
Bíblia para o latim, diz que Jó era
escorregadio como lama.
Por exemplo, tem passagens em Jó que
você pode ler de um jeito ou de outro.
Por exemplo, tem um texto em Jó que ele
diz assim: "Eh, porque eu sei que meu
redentor vive, mas alguns admitem que a
versão poderia ser: eu quero a redenção
enquanto eu estou vivo". Tem uma outra
passagem que diz: "Ainda que ele me
mate, nele esperarei". Mas isso também
pode ser lido como eh eh ele me matará,
não tenho esperança. Percebeu como é que
é contraditório? São as dificuldades que
nós temos no livro de Jó. Mas vamos
analisar um pouquinho o livro de Jó e
essa temática do sofrimento. Por que as
pessoas sofrem? Por que que Deus permite
tanta lágrima, tanta angústia, tanto
soluço? Enquanto eu estou apresentando
essa live para vocês, cerca de 150.000
pessoas morreram no mundo. 150.000
pessoas nas últimas
horas. É muita gente perdendo sua vida.
O Dr. José Rubens foi uma delas. Tem
muita gente recebendo uma notícia agora
de um câncer. Por que que Deus permite
isso? Por que que Deus e não faz alguma
coisa para acabar com o sofrimento? A
gente lida com isso. Tem um poema que eu
quero ler para vocês de Leandro Gomes de
Barros. Esse poema ficou muito famoso
depois que Ariano Suassuna o recitou
numa numa entrevista. E eu vou ler esse
poema para vocês porque na primeira
parte da nossa live eu estou na
problemática. Se Deus é amor, se ele nos
ama de fato, por que que Deus permite o
seu sofrimento? Tô falando com você. Por
que que Deus permite você sofrer, você
ter dor? Aliás, eu quero até fazer um
pedido nesse momento, enquanto enquanto
eu estou na introdução, eh, sugereira
essa live para outras pessoas. Você deve
ter alguém na sua família que tá
precisando ouvir essa essa mensagem de
hoje. Manda uma mensagem no WhatsApp de
família aí, manda o link dessa live. Tem
muita gente que está precisando ouvir
isso. Faça isso agora. Ajude outras
pessoas. E o poema de Leandro Gomes de
Barros diz
assim: "Se eu conversasse com Deus, iria
lhe perguntar: "Por que é que sofremos
tanto quando viemos para cá? Que dívida
é essa que a gente tem que morrer para
pagar? Perguntaria também como ele é
feito, que não dorme, não come e assim
vive
satisfeito? Por que foi que ele não fez
a gente do mesmo jeito? Por que existem
uns felizes e outros que sofrem tanto?
Nascemos do mesmo jeito, moramos no
mesmo canto. Quem foi temperar o choro e
acabou salgando o pranto?
Esse poema é forte, né? E ele nos põe
para perguntar muito por que que
sofremos? Por que que coisas ruins
acontecem tanto com pessoas
boas? Nós vivemos num mundo caótico.
Realmente é fato. E você deve estar
agora perguntando para para si ou pro
outro por tanta dor, tanto sofrimento? E
muitos agnósticos, ateus, pessoas que
não acreditam em Deus, usam justamente
esse silêncio da divindade em face ao
mundo caótico para questionar: será que
Deus existe mesmo? Não é melhor então
ser ateu do que acreditar que Deus
existe e ter alguém para odiar lá em
cima?
Essa foi a conclusão que eu cheguei
junto com um ex-ateu, uma vez que a
gente estava refletindo o porquê do
ateísmo. Às vezes é melhor imaginar
assim: "Não existe Deus, não existe céu,
as coisas que acontecem na terra são
mera loteria, acaso? Então eu posso
chorar, eu posso me angustiar, mas eu
não tenho ninguém para protestar contra.
Eu não tenho ninguém para colocar o dedo
em rist e perguntar por que ele tá
fazendo isso comigo. Agora, se eu creio
que Deus existe, aí eu tenho um
problema, porque eu tenho alguém para
odiar. Eu tenho alguém para questionar
por que ele não me ajuda? A sensação de
muitos agnósticos, ateus, incrédulos, eu
vou explicar para vocês qual
é. Imagine duas situações de
orfandade. Na primeira orfandade você
tem e as duas crianças estão no
orfanato, abandonadas, porque elas não
têm mãe. Só que a primeira criança sem
mãe, a mãe dela morreu em trabalho de
parto e ela não tinha pai. O pai também
tinha morrido e a mãe morreu em trabalho
de parto. Como ela não tinha pai e a mãe
morreu em trabalho de parto, ela foi
colocada no orfanato porque a sua
mãezinha morreu. Ela é órfã. A segunda
criança desse orfanato também está ali,
também é órfã. Mas a mãe dela não
morreu. A mãe dela simplesmente não a
quis.
A mãe dela a rejeitou e a deixou na
porta do
orfanato. Aquelas duas crianças sofrem
muito com orfandade, mas o sofrimento da
segunda é pior do que o da primeira,
porque a primeira sabe que está no
orfanato porque a mãe dela morreu. A
segunda está no orfanato porque a mãe
dela não a quis, a entregou e foi
embora.
Essa é a dor de muita gente que ateia
agnóstica. Ele fala: "É preferível
acreditar que Deus morreu e por isso que
eu estou
sofrendo do que
acreditar que existe um Deus, mas ele
não faz nada e eu continuo
sofrendo." Essa orfandade de Deus é pior
do que a primeira.
É por isso que eu respeito, mesmo sem
concordar com a atitude de alguns ateus
que falam assim: "É melhor não acreditar
em Deus nenhum do que viver com a ideia
de um Deus que nos
abandonou". Eu vou ler para vocês um
trecho de David Hilm, que era o pai do
Iluminismo inglês, cético, que não
acreditava na Bíblia. E veja como ele
colocou o problema do sofrimento de modo
a desafiar a fé cristã. Vejam a frase de
David Hilm no no livro A religião manual
natural, perdão, a religião natural. Ele
disse assim: "Quer Deus impedir o mal,
mas não pode, então é impotente. Pode,
mas não quer, então é malévolo. Quer e
pode, então de onde vem o
mal? Filosófico, profundo. Eu vou
explicar para você o que que David Hill
fez. David Hum, na verdade, esboçou
apenas um antigo trilema. Que que é
trilema, Rodrigo? Dilema é quando você
tem duas alternativas.
Trilema é quando você tem três
alternativas e tem um antigo
trilema a a pregoado como se fosse de
Epicuro, mas nós não temos certeza se
ele era de Epicuro. Epicuro foi um
filósofo eh que existiu no quto século
antes de Cristo, entre o quto e o
terceiro século antes de Cristo. E
Epicúrio não era necessariamente ateu,
mas Epicúrio negava os deuses do Olimpo.
E Epicuro fundou uma filosofia chamada
Epicurismo, que era forte em Roma até na
época do Novo Testamento. Tanto é que no
livro de Atos dos Apóstolos diz que
quando Paulo estava em Atenas, filósofos
estóicos e epicureus discutiam com
Paulo. E esse epicuro ou epíco, como
alguns falam, ele diz que os deuses, se
existissem, eles não poderiam ser deuses
como os do Olimpo, porque eles não
podiam se preocupar com os seres
humanos. Eu vou colocar para vocês aqui
o pensamento dele. Como eu disse para
vocês, Epicuro não era ateu, mas ele
rejeitava a ideia de deuses envolvidos
com assuntos humanos. Para ele, os
deuses
existiam e eram seres perfeitos.
felizes, distantes e indiferentes ao
sofrimento humano. Ou seja, cuidar do
mundo seria um fardo que negaria a
felicidade divina. Então, a presença do
mal no mundo mostraria que esses deuses
que existem não se preocupam com a
humanidade, servindo apenas como modelos
ideais de conduta e não como seres
atuantes na história e na vida das
pessoas. Então essa era a ideia do
epicurismo. É como se fosse o deísmo.
Depois Deus, os deuses existem, mas eles
não estão nem aí para nós. E tem muita
gente que pensa assim, pode até ser que
Deus exista, mas ele é ocupado demais
para se preocupar com preocupar conosco.
Então, com base na filosofia de Epicuro,
veio esta, esse trilema que eu falei com
vocês, que é atribuído a ele. Mas há
outros autores também que citam o mesmo
trilema. seria o seguinte, vou colocar
aí na tela. Primeiro, letra A. Deus é
onibenevolente. Que significa isso? Deus
é absolutamente e ilimitadamente
bondoso. Número dois, Deus é
onisciente. Ele tem absoluta ciência de
tudo, tanto em objeto quanto em
fenômeno. Três, Deus é onipotente, ou
seja, ele tem poder absoluto e restrito
e ilimitado. Quarto, o mal existe. Se
você olhar aqui, nós temos um problema.
Porque se Deus é todo bondoso, como
disse o primeiro ponto aqui, então por
que que o mal existe? Porque se Deus é
todo bondoso, ele não ia querer que o
mal existisse. Concorda comigo? Mas e se
dissermos não? Deus ele é
onipotente, mas o mal existe. De novo,
eu tenho um problema. Se ele é
onipotente, por que que o mal existe?
Então, parece que uma cláusula elimina a
outra. Eu vou explicar. Se o mal existe
e Deus é bom, então ele é bom, mas não é
capaz de eliminar o mal. Portanto, ele
não seria onipotente, porque por ser
bom, ele não ia querer a existência do
mal. Mas se o mal existe, é porque ele
não foi capaz de eliminar o mal. ou
letra B, se Deus é onipotente e o mal
existe, então ele não é bondoso, porque
ele poderia evitar o mal e não o fez. E
ele também sabia o que haveria de
acontecer. Então essa é a problemática
que nós enfrentamos em relação ao dilema
do mal. Quando a gente estuda filosofia,
é assim que os filósofos colocam a
problemática. Ah, eu vou fazer uma
pergunta para você, até gostaria que
você também participasse nos comentários
aqui. Se algum filho seu que tá fazendo
faculdade, que agora está caminhando pro
ateísmo e você é um cristão, fizesse
essa pergunta, como é que você
responderia? Se você fosse um cristão,
estivesse numa aula de filosofia, numa
aula de Heidegger ou quem sabe sobre
David Hilmel, sobre Nietzs ou sobre
Artur Schopenhauer ou Cafka, como é que
você responderia a uma problemática
colocada assim? Deus é todo-pereroso,
Deus é todo bondade, o mal
existe. Então, se o mal existe e Deus é
todo bondade, então ele não é
todopoderoso, porque ele não impediu,
né? Ele pode, ele é todopoderoso, então
ele não é todo amor, porque ele não
impediu o mal. Como é que você
responderia isso? Houve durante a
história várias formas de tentar lidar
com essa problemática. Uma delas foi de
Godfried Libits. E Libidia que este é o
melhor dos mundos possíveis. Eu vou
colocar para você o que que Libes dizia.
Ele dizia que não há maneira de criar um
quadrado sem ao mesmo tempo criar a
imperfeição da hipotenusa. A palavra
hipotenusa, hipotenusa em grego
significa contrário a Então você vê a
hipotenusa, você tem duas hipotenusas
imperfeitas aqui, olha, que são esses
triângulos. Percebe? Agora, o quadrado
só pode existir tendo essas duas
hipotenusas imperfeitas colocadas. Com
isso, o Libs queria dizer que esse
mundo, com todo o mal dele, é algo
necessário. Embora eu admire muito a
filosofia de Godfried Libs e ele era um
apologeta, um homem cristão, escreveu a
favor da Bíblia de Deus. Com esse ponto
aqui eu tenho dificuldade. Por quê? Se
você dá qualquer explicação para a
existência, para origem do mal,
explicação lógica, que de certa forma
coloque o mal nos planos de Deus, você
está tornando Deus
malévolo. O que a Bíblia diz é que Deus
é luz absoluta e nele não há treva
nenhuma. Que Deus não dialoga com o
mundo das trevas, Deus não dialoga com a
maldade. Portanto, o mal não pode fazer
parte dos planos de Deus. Se o mal é
algo que Deus desejou, algo que Deus
queria, então Deus é tão perverso
quanto. Agora, tem alguns elementos que
a gente tem que considerar antes de
entrar na Bíblia Sagrada. Realmente, o
mal está aqui e eu creio em Deus. Será
que os ateus têm um ponto para me dar um
cheque mate? Vamos lá. Pontos a
considerar. Três pontos. O primeiro
deles, não há contradição lógica entre a
existência de Deus e a existência do
mal.
O fato do mal existir não é um argumento
para dizer que Deus não existe. Seria a
mesma coisa de afirmar que o fato de
existirem carecas é um argumento para
dizer que não há
cabeleireiros. Tá certo? O fato de
existir carecas não é um argumento para
dizer que o cabeleireiro é um mito. O
fato de existir doentes não é um
argumento para dizer que o médico não
existe. O fato de existir doença não é
um argumento para dizer que remédios não
existem. Segundo ponto, também não há
contradição lógica entre a existência de
um Deus onipotente e bondoso e a
existência do mal. Eu vou explicar você
isso aqui. Deus pode ter razões
moralmente suficientes para permitir o
mal, especialmente para preservar o
livre arbítrio. Vou falar muito sobre
isso aqui, sem o qual o amor verdadeiro
e a responsabilidade moral não
existiriam. Mas atenção, a nossa live só
está no começo. Só está no começo. Então
eu já quero antecipar uma pergunta que
muitas pessoas fazem quando a gente joga
a questão do livre arbítrio. Isso aí é
conversa para boi dormir. Livre
arbítrio, Rodrigo, que bobagem. Qual foi
o livre arbítrio que teve aquela
criancinha que nasceu com leucemia?
Quando uma pessoa tem um um um
problema de câncer do
pulmão e ele fumou durante 30 anos na
sua vida, por que quis fumar? E o médico
falou: "Olha, por causa de 30 anos de
uso do tabaco, agora o seu pulmão está
comprometido, você está com câncer no
pulmão." Nesse caso, tudo bem, pode
dizer que o câncer dele é fruto de uma
escolha ruim do livre arbítrio dele mal
utilizado. Aí eu concordo. Mas uma
criancinha que nasceu com leucemia, onde
é que ela errou? O que que ela fez para
sofrer aquilo ali? Realmente? Então,
calma que quando eu falo do livre
arbítrio, eu não estou querendo dizer
que é necessariamente algo que você fez.
Calma que até o final nós vamos explicar
isso. Número três, eh, o mundo com
liberdade genuína necessariamente inclui
o risco do mal moral. Esse é o terceiro
ponto aqui. Que que eu quero dizer com
isso? Eh, se
existe a possibilidade de eu ir para o
lado B, é porque existe a possibilidade
de eu ir para o lado C. Então, quando
Deus dá uma ordem, filhos, sigam a mim,
cria-se, ainda que teoricamente, a
possibilidade de não seguirmos a Deus. E
aí tem uma coisa que eu quero já
ilustrar para vocês. O mal não existe. E
você vai falar: "Ih, Rodrigo, para agora
que eu vou desligar a live". Como é que
o mal não existe? E o que eu tô
sofrendo? E a minha depressão e o meu
burnout e o meu problema e o meu vizinho
que quase tirou a vida e a outra que tá
lutando com o filho lá eh eh no mundo
das drogas? que que eu faço com tudo
isso? E o e o meu cunhado que tá
desempregado há há meses, passando
necessidade, passando fome, e o outro
que tá debaixo da ponte lá, como é que
você fala que o mal não existe? Calma.
Em filosofia, em metafísica, nós
trabalhamos com um elemento chamado
pseudoexistência. Eu vou explicar isso
de maneira muito simples que você vai
entender. Vou te dar uma aula de
filosofia agora de graça. Vamos lá.
Pseudo e existências.
Nem tudo o que nomeamos realmente existe
de forma positiva. Há
pseudociência existências, perdão,
pseudoexistências como buracos. Os
buracos não existem, são apenas ausência
delimitada de algo real.
O buraco não tem ser próprio, ele apenas
existe como negação ou
falta dentro do que ontologicamente
seria positivo. Por exemplo, sabe se
você perguntar para um físico? O frio
não existe. O que existe é a ausência de
calor que dá a sensação do
frio. A treva não existe. O que existe é
a ausência de luz.
Então, em termos
metafísicos, eh, metafísicos e físicos,
há
pseudoexistências. Algum, o buraco, por
exemplo, o buraco não existe. O existe é
a falta de um preenchimento. Eu sei que
isso pode dar um nó na sua cabeça, mas
até filósofos ateus concordam com o que
eu estou dizendo. Por exemplo, nenhum
físico mede a velocidade do escuro, ele
mede a velocidade da
luz, tá certo? Ninguém eh eh fala do
frio como um ser existente, você fala da
ausência de calor. Então o mal nesse
sentido, ele não é um ente que existe,
ele é a
ausência da presença de
Deus. Aí você pode falar: "Mas Deus não
é onipresente, Deus não está em toda
parte. Como é que em algum lugar Deus
pode não estar?"
A partir do momento em que ele não atua
naquele lugar, é como se ele não
existisse ali. Deus respeita. Deus não
força a ação dele porque ele é
onipresente. Então Deus é onipresente,
mas ele pode resolver não atuar naquele
lugar porque alguém escolheu não aceitar
a Deus.
Então agora nós eh podemos falar que
dentro da crença cristã, Deus criou tudo
e toda sua criação é muito boa. Se você
olhar Gênesis no capítulo 1, eu citei
aqui o verso 31, várias vezes você vê a
repetição de Deus falando assim: "E viu
Deus que isso era bom e viu Deus que era
bom". Então a criação de Deus não assume
nenhum mal.
E se somarmos isso ao fato de que não é
possível extrair um mal substancial,
ontologicamente falando, uma existência
verdadeira de um universo unicamente
bom, então posso dizer que o mal,
atenção para isso, o mal é a existência
ontológica negativa do bem. Isso é, o
mal é a privação, a ausência do bem, o
não bem. E aqui eu citei Santo Agostinho
de Ipona. Santo Agostinho fala muito
disso no eh livro Confissões de Santo
Agostinho. O mal como entidade não
existe. O mal é apenas a negação da
presença do bem. Então, como eu falei
com vocês, a gente tem que entender
isso. Em metafísica também existem
existências em ato e potência. Eu vou
falar mais sobre isso na frente. O
cristianismo, portanto, não oferece uma
explicação completa para todo o
sofrimento, mas oferece uma solução
existencial e histórica. O próprio Deus
em Cristo Jesus entrou no sofrimento
humano. E é isso que eu vou começar a
explicar para vocês. Aqui tem uma frase
de Aristóteles que me fascina muito. Eu
quero explicar essa frase para vocês
daqui a pouco, que é a seguinte: sem uma
compreensão do
todo, você acaba tendo uma visão parcial
das coisas. Eu vou contar uma historinha
e você vai entender o que eu quero
dizer. Eh, dizem que uma vez num vagão
de trem de ferro, um umas crianças, uma
criança tava chorando muito, tava aos
berros, uma criança pequenininha de colo
e as pessoas dentro daquele vagão
estavam incomodadas com aquela
criancinha chorando, chorando, chorando,
chorando e cada um fazendo a
sua, o seu julgamento, a sua reflexão
sobre a cena ali, né? Um homem falou
assim: "Poxa vida, eu paguei para vir
aqui para para chegar amanhã e essa
criança chorando, não vou conseguir
dormir. Que desafor!"
O outro pensou do outro lado, olha,
essas companhias de trem não deveriam
permitir que famílias com crianças
viajassem em vagões sem criança,
deixasse as famílias todas num vagão só,
porque agora eu tenho que aguentar o
berreiro dessa criança. O outro mais
exaltado falou: "Puxa vida, amanhã cedo
eu tenho uma reunião importante. Eu
precisava de dormir essa noite no vagão
e eu não vou dormir direito por causa do
inferno, do choro dessa criança. Cada um
tinha a sua compreensão e o seu
julgamento acerca do que estava
acontecendo. Até que um deles mais
exaltado levantou e falou assim: "Ei,
alguém faça alguma coisa? Essa criança
está incomodando. Cadê a mãe dessa
criança que não faz essa criança calar a
boca?"
E nisso acenderam as luzes, o condutor
chegou e lá na penúltima cadeira do
vagão estava um senhor sentado com a
criancinha no colo assim meio sem saber
muito como agir, meio desengonçado e
dois duas outras crianças do lado dele.
E aquele moço falou assim: "Me perdoe,
gente, com maior vergonha, todo mundo
olhando pra cara dele". Ele falou assim:
"Essa é o meu filhinho que tá chorando
muito e a mãe dele tá no vagão de
cargas. num caixão. Ela morreu e nós
estamos levando o corpo dela para
sepultar na minha cidade e e eu não tô
sabendo muito o que
fazer. Que triste, hein? Nesse momento
todo mundo mudou o comportamento. Aquele
que levantou gritando: "Cadê a mãe dessa
criança que não afasta calar a boca?"
ficou com vergonha, pedir desculpa, até
se apresentou, falou: "Olha, meu amigo,
eu sou advogado. Se você precisar de
alguma ajuda jurídica sobre o
falecimento da sua esposa, fale comigo.
Meu cartão tá aqui." Uma outra mulher se
aproximou e falou o seguinte: "Olha, eu
acabei de dar a a luz a um bebê. Eu tô
com leite aqui no peito. Se você quiser,
eu dou leite para ela. Ela deve estar
com fome. Eh, o outro falou assim:
"Olha, eu posso levar suas crianças no
vagão lá do do eh do restaurante e pagar
algum lanche para elas." Até um
religioso que estava ali falou: "Olha,
eu posso fazer uma oração por
vocês?" Percebeu o que o que eu quis
dizer com essa história, essa parábola?
até que soubessem exatamente o que
estava acontecendo por detrás do
silêncio do vagão, cada um tinha sua
compreensão desnorteada acerca do que
estava se passando. Cada um tinha o seu
julgamento. Mas quando as luzes se
acenderam e souberam o que realmente
estava acontecendo, que a mãe estava
morta no vagão de cargas, a atitude de
todos mudou. O choro da criança
continuou incomodando. Os compromissos
do dia seguinte não mudaram.
Mas a perspectiva e o comportamento de
todos mudou. Então, conhecer uma
história em parte ou só pela metade pode
nos levar a ter conclusões errôneas com
base naquilo que nós não sabemos. É por
isso que a frase de Aristóteles que eu
queria citar é essa aqui. Todos os
homens desejam naturalmente saber.
Muitos, contudo, se perdem nessa tarefa
ao longo da vida, talvez por
desconhecerem um caminho. Isso está na
ética nicômaco que Aristóteles escreveu
pro seu filho. E eu concordo com
Aristóteles. O grande problema de muitas
pessoas ao lidarem com o sofrimento é
que eles não conhecem a história. Eles
estão como os passageiros daquele vagão,
antes de saberem porque a criança estava
chorando e o que estava acontecendo.
Cada um tem o seu julgamento, cada um
tem a sua solução, cada um tem a sua
teoria. Então, a Bíblia, ela nos permite
conhecer num plano maior o conflito
cósmico do bem contra o mal.
E quando a gente conhece o discortinar
desse conflito, muda bastante a nossa
compreensão e a
nossa percepção do quadro como um todo.
E é sobre isso que eu quero falar com
vocês agora, contando a história de Jó.
Eu vou resumir a história de Jó para
vocês. Vamos colocar algumas imagens aí.
O livro de Jó, para quem não sabe, eu
vou resumir a história, diz que Jó era
um homem íntegro, obediente a Deus, que
se afastava do mal, era um bom
sacerdote, um bom pai, um bom amigo, era
rico, próspero, tinha muito dinheiro,
muito gado. Os filhos o amavam, ele
amava a sua família, oferecia
sacrifícios a Deus todos os dias. Até
que um dia a história de Jó é
interrompida por uma reunião celestial.
Os filhos de Deus vieram se apresentar
diante de Deus e veio Satanás também
entre
eles. E quando Deus viu a Satanás no
céu, Deus perguntou: "De onde vens? O
que você faz aqui?" E Satanás respondeu:
"De rodear a terra e passear por ela."
Então Deus falou com ele: "Você viu meu
servo Jó? Porque ele se aparta do mal e
ele é fiel a mim?" Satanás disse: "É
muito fácil Jó ser fiel ao Senhor. O
Senhor o enche de bênçãos, o compra,
tira dele tudo que ele tem e eu quero
ver se ele continuará fiel a ti." Esse
diálogo aconteceu duas vezes no céu e na
segunda vez o diabo foi mais implacável
no seu ataque a Jó. Ele queria provar
para os demais filhos de Deus e para o
próprio Deus que Jó havia sido comprado.
Então, Jó, que antes era tão próspero,
tão feliz, começou a sofrer problemas,
perdas incalculáveis.
Uns amigos chegaram dizendo que a sua
cidade, as suas fazendas foram
saqueadas, seus filhos foram mortos, um
ventaval destruiu a sua casa, as suas
propriedades. Ele perdeu tudo. Jó então
rasga suas vestes, como era próprio de
um homem do antigo Oriente
Médio, e começa agora a viver no lixão.
Para piorar a história, o seu corpo se
cobre de feridas e ele fica raspando as
feridas com um caco de telha.
A mulher dele ficava revoltada pela
situação e dizia: "Olha o que aconteceu
com os nossos filhos. Jó, admite que
você está em pecado. Amaldiçoa a Deus e
morre logo". Depois vieram três amigos
de Jó que ficaram sentados em silêncio,
respeitando o seu luto por sete dias.
Depois os amigos começam a ouvir o
desabafo de Jó, mas eles se revoltam.
Quando Jó diz: "Por que Deus está sendo
tão implacável comigo? Por que Deus está
sendo esse juiz tão terrível? E eles, os
amigos de Jó, para defender a Deus,
começam a fazer discursos acusando Jó.
Jó, não fale assim. Você deve ter algum
pecado, senão Deus não deixaria tantos
males acontecer na sua vida. Jó disse:
"Eu não tenho pecados. Eu estou sendo
fiel a Deus. Coloquea ele na minha
frente e eu mostrarei a minha
inocência." E os amigos insistiam: "Não,
Jó, você tem alguma culpa no cartório?
Você tem algum esqueleto dentro do
armário? Até que por fim aparece mais um
amigo de Jó que repreende os outros três
e finalmente o próprio Deus aparece e
faz uma série de perguntas ao patriarca.
Onde é que você estava, Jó, quando eu
fiz isso? Quando eu fiz aquilo? Quando
eu fiz aquilo
outro? Onde você estava, Jó?
E no final Deus devolve tudo para Jó,
tudo o que ele
tinha. Essa é a história de Jó. Agora,
só um detalhe que eu queria confirmar
com vocês e com a minha produção aqui, é
para mim aqui a imagem travou, mas eu
queria saber se para vocês está saindo
tudo bem aí. Eu não sei se é o meu sinal
do telefone
aqui. OK, já me disseram aqui a produção
disz que para vocês tá tudo bem. Para
mim aqui a imagem ficou congelada, não
sei por qual razão.
Então,
eh, vamos continuar aqui. Agora, quando
eu leio o livro de Jó num primeiro
momento, eu confesso que esse livro não
me trouxe alívio. Ele me trouxe foi mais
perguntas
ainda. Jó sofreu, perdeu os filhos, foi
no buraco, depois Deus pergunta para ele
um monte de coisa e dá de novo tudo de
volta para ele. Tá, mas e os filhos que
ele perdeu? Mesmo que ele tivesse novos
filhos, não repõe aqueles que se foram.
Onde é que está a lógica desse desse
livro? E para piorar, a história de Jó
ainda fica mais complicada quando ela se
aparenta, ela se parece com isso aqui.
Olha aí.
Parece que o livro de Jó é uma grande
aposta entre Deus e Satanás, usando os
seres humanos como peças num
tabuleiro. Que é isso que parece quando
você lê o livro de Jó assim, de maneira
rápida. Lembra? O livro de Jó começa com
Deus perguntando, eh, Satanás, que que
você faz aqui? Há de rodear a terra e
passear por ela. E Deus falou: "É, mas
você já viu meu servo Jó?" Não, mas Jó
não te ama, não te ama. Não ama assim,
não ama. Não ama não. Vamos, vamos
apostar. Vamos, pode tirar tudo dele. Aí
Deus fica jogando ali como se fosse uma
aposta. Não, o livro de Jó não pode ser
uma aposta. O outro problema que nós
temos com o livro de Jó é essa imagem
que vocês vão ver aí. Gustavo do Riê.
São os amigos de Jó. Porque normalmente
a a teologia cristã tende a criticar os
amigos de Jó. Eles foram perversos, eles
não foram eh genuínos com ele, eles não
foram autênticos com ele. Mas quando eu
leio eh na Bíblia, só um detalhe, vou
pedir alguém aqui para consertar, porque
para mim travou aqui. Eu quero ver os
comentários. Eu não sei se algum
problema aqui. Ela vai olhar para mim o
celular o que aconteceu. Para mim ele tá
travado aqui a imagem já há um bom
tempo. Tá bom, pessoal? Eu quero ver os
comentários que daqui a pouquinho eu
quero interagir com vocês. Eh, pode
voltar paraa minha imagem aqui. A ideia
é que os amigos de Jó foram
cruéis e que Jó foi uma pessoa paciente.
Mas quando eu fui estudar o livro de
Jó, eu percebi que aquela famosa frase
paciência de Jó não parece fazer muito
sentido, porque Jó não foi muito
paciente, não. E quando a gente fala os
amigos de Jó como sendo pessoas ruins,
quando eu leio que os amigos de Jó
falaram, parece que eles estão certos.
Vamos começar por essa problemática.
Será que Jó foi paciente
mesmo? Ora, vou ler para vocês um trecho
aqui do reverendo Hernandes Dias Lopes.
Depois de perder bens, filhos e saúde,
Jó ainda enfrentou a revolta da mulher e
a incompreensão dos amigos. Jó ergueu ao
céu 16 vezes a mesma pergunta. Por quê?
Por quê? Por quê? A única resposta que
recebeu foi o total silêncio de Deus. Jó
expôs a sua queixa 34 vezes. Ouviu como
resposta apenas o silêncio. Quando Deus
falou com ele, não respondeu sequer uma
de suas perguntas. ao contrário, fez-lhe
70 perguntas revelando a sua majestade e
o poder. Então agora voltem aqui, vamos
conversar um
pouquinho. Eu não vejo Jó muito
paciente, não. Alguém que reclama tanto,
eu lembro que quando eu entrei paraa
igreja, as pessoas costumavam dizer
assim que o verdadeiro cristão nunca
pergunta por quê. Quando ele está
sofrendo, ele pergunta para quê. Isso
não faz muito sentido, porque Jesus na
cruz do Calvário perguntou: "Pai, por
que me desamparaste?"
Então, você que tá me assistindo agora,
você também está questionando a Deus?
Então, bem-vindo ao clube. Eu também já
questionei muitas vezes a Deus. E se
isso for pecado, o próprio Jesus pecou,
porque na cruz perguntou
lamactani, lama é porquê de pergunta.
Por que de pergunta? Que é que é por de
resposta? Lamá, por que me desamparaste?
Jesus questionou. E o próprio Jó também
questionou. Pai, por quê? Vamos ver
algumas das perguntas que Jó faz. Vamos
colocar aí na tela. Jó, capítulo 7,
verso 20. Se errei e pequei, que mal
causei? Ó tu que vigias, muito obrigado.
Ó tu que vigias todos os seres humanos.
Por que razão me tornaste teu alvo?
Porventura me transformei num fardo
pesado, inútil para ti? Ele está
chateado com Deus. Jó 16:11 a 14. Deus
me entrega nas mãos do ímpio e me faz
cair nos ardis dos perversos. Imagine se
alguém na sua igreja falasse isso, você
ia repreendê-lo como
herege. Jó 10:3. Tens alguma satisfação
em oprimir-me? Afinal, tu mesmo me
criaste. Como podes rejeitar a obra da
das tuas mãos enquanto sorris com
aprovação para o plano dos ímpios? Jó 19
verso 7. Entretanto, clamo injustiça,
eis que não obtenho resposta. Grito por
socorro. Contudo, não vejo justiça. Jó
34. Ora, Jó declara: "Sou inocente do
mal que me causam, mas Deus tirou de mim
a justiça". Então, olha que
interessante. Jó está colocando coisas
tão pesadas sobre Deus que se algum
cristão numa igreja conservadora
questionasse essas coisas, todo mundo ia
falar assim: "Cala a boca, você tá
perdendo a fé. Você é um herege, você é
um
ímpio bate com a mão na boca antes que o
pé não alcance". Diria lá em Minas
Gerais.
E os amigos de Jó parecem só falar
verdades teológicas para ele. Os amigos
de Jó dizem: "Não, Jó, quer ver? Vamos
botar para vocês alguns aqui. Olha as
palavras de Elifás. Eis que tens
ensinado a muitos e tem fortalecido os
mãos fracas. As tuas palavras t
sustentado aos que tropeçavam e os
joelhos vacilantes têm fortificado. Mas
agora chegando à tua vez, tu te enfadas?
Sendo tu atingido, não te perturbas?
Volta para mim. Quantas vezes você já
não falou coisas como o dia ele
faz? Quando uma pessoa está chateada na
igreja, perdendo a fé, fala com ela
assim: "Calma, para de questionar, Deus
é
Deus. Não faça assim, não questione. Nós
parecemos os amigos de
Jó. Eu não posso dizer que eu endosso as
coisas que Jó falou. Deus não entrega
ninguém paraa injustiça. Não é assim
como ele colocou. Deus não tem prazer em
castigar uma pessoa como Jó falou no seu
momento de dor. Mas eu também aprendi, e
preste atenção nisso, que Deus é menos
ofendido pela sinceridade de um pecador
do que pela hipocrisia de um
santo. Jó estava falando algumas coisas
que não procediam, mas Deus sabia que
ele estava falando com dor, não com
raiva de Deus, com
dor. Agora nós podemos aprender algumas
coisas a mais sobre Jó. É interessante
que possivelmente o nome Jó
significa em hebraico, onde está o meu
Deus. Tem alguns que pensam que Jó podia
significar o perseguido, o odiado,
aquele que se arrepende vem da palavra.
Eh, mas All Bright achava que podia ser
uma contração da frase a a abum
significando onde está o meu
pai. Parece até com Jesus que na cruz
também falou: Deus meu, por que me
desamparaste? Agora que eu já contei
para vocês o conteúdo de Jó, os
problemas de Jó, vamos começar a ver a
teologia de Jó. Eu quero te convidar a
ler a Bíblia comigo. Quando você vai
aqui no livro de Jó, que descreve a cena
dos filhos de Deus perante Deus, os bine
Elohim, que são anjos, o livro de Jó
começa dizendo assim no capítulo 1,
verso 6. Num dia em que os filhos de
Deus vieram apresentar-se diante do
Senhor, veio também Satanás entre eles.
Aqui me chama atenção que na Bíblia
Almeida, eu estou usando a nova Almeida
atualizada, a palavra Satanás está com
letra maiúscula. Se você tiver uma
Bíblia aí, eu eu convido você a ler
comigo. Veio também Satanás. Satanás com
letra maiúscula. Mas eu tenho um
problema aqui. Essa tradução tá errada.
E a maioria das traduções em português
estão erradas nesse sentido. Sabe por
quê? Vou mostrar no quadro e você vai
entender. Olha aí, você tem duas
palavras hebraicas escritas em vermelho.
Mesmo que você não saiba ler hebraico,
você consegue perceber que é a mesma
palavra, só que a da esquerda tem uma
letra mais do que a da direita. Simples
assim. Você tem a palavra Satan de um
lado e ra satam do outro. A tradução da
primeira, Satã, é Satanás. A tradução da
segunda, o Satanás. Só isso. Satanás ou
Satanás? A letra que está a mais indica
um artigo definido. Satanás ou Satanás?
Agora volta para mim que eu vou explicar
uma coisa para você. Em primeiro lugar,
a palavra Satanás originalmente ou Satan
em hebraico não significava um nome
próprio, significava um
título. Acusador,
adversário, promotor, advogado de
acusação. Um um alguém que que eh
denuncia e acusa você formalmente num
tribunal.
Agora, então você já aprendeu que Satan
significa acusador adversário? Segunda
coisa que você tem que aprender, é o
nome acusador ou adversário passou a se
tornar um nome próprio como um apelido
do anjo caído. Simplesmente isso, um
apelido do anjo caído, tá certo? É como,
por exemplo, se a gente falasse assim,
eh, o farejador, você dá o nome de
farejador para alguém que descobre
coisas. Farejador se torna um nome dele,
um apelido dele, mas farejador não é um
nome próprio, tornou-se. Ficou claro
isso para você? Ok. Alguém que talvez
tem um cheiro muito ruim e recebe o
apelido de gambá. Pessoal fala: "Oi,
gambá". Já sabe esse pessoal de boteco
que gosta de colocar apelido nos amigos?
Oi, gambá. Oi, gambá. Gambá
originalmente não é um nome
próprio. Gambá é um nome de um mamífero,
mas alguns podem pegar aquele nome de um
mamífero e aplicar como apelido para
alguém. Então, adversário Satã em
hebraico passou a ser o apelido do anjo
caído. Segunda coisa que você tem que
aprender, antes de um nome próprio em
hebraico, nunca jamais existe artigo
definido. Nunca jamais.
Só que quando eu leio isso aqui em
hebraico, em hebraico está assim: "Num
dia em que os filhos de Deus vieram
apresentar-se diante do Senhor, veio
também Satanás entre eles. Gam R
Satam. Se veio R Satam ou Satanás, então
não é nome próprio, é nome de
adversário. E se ele está ali como
adversário, é porque ele estava
denunciando formalmente alguém num
tribunal. Ele estava acusando. Então,
nesse caso aqui, o nome Satã, acusador
não está como o nome
próprio inimigo de Deus, mas como o
cargo que ele exerce no
céu. E quando fala gam rassat, isso é
irônico em hebraico. É como se falasse
assim: "E veio também o Satanás". Não
era para ele estar ali. É por isso que
Deus pergunta para ele de uma maneira
irônica.
Miavô.
Miavô. De onde você vem? Mia intavô. M.
De onde você vem? Atavô. De onde você
vem? Mi aitavô. Atavô. De onde você vem?
Para cá. E ele também responde de
maneira irônica e petulante, eu diria,
de rodear a terra e passear por ela.
Ninguém se opõe a mim. Essa expressão
rodear a terra e passear é análoga a que
nós temos, por exemplo, em Gênesis, que
Deus passeava pelo jardim na viração do
dia. Só um soberano poderia passear e
rodear por ninguém se opõe a mim na
terra. Adão comeu do fruto proibido. Eva
também. O mundo agora é meu. E
legalmente o mundo era de Satanás.
Porque quando Adão e Eva comeram do
fruto proibido no Gênesis, eles
entregaram o senhorio da terra para
Satanás. Todos agora me querem como seu
Deus. E Jesus no Novo Testamento para
falar do diabo e fala: "Vem aí o
príncipe desse mundo, o Deus desse
século". Mas Deus falou assim: "Não, nem
todos. Você já viu meu servo
Jó? Bom, mas Jó te respeita porque eu
sou compra?"
Não, ele me respeita porque eu o
amo.
Duvido. Então, quando Deus permitiu a
Satanás fazer tudo que ele fez com Jó,
não é porque Deus estava fazendo uma
aposta com o diabo, é porque Deus, mesmo
sendo
Deus, ele tem a humildade
suficiente para não usar sempre o
argumento da
autoridade. Deus dá demonstrações de si
mesmo. Ele dá demonstrações do seu
poder. Os outros filhos de Deus que
estavam ali não eram
oniscientes. Deus precisava mostrar pro
universo que ele não é um ditador, nem
um manipulador dos resultados. As
pessoas escolhem a Deus ou rejeitam Deus
por livre
escolha. Então, Satanás desce para
fustigar a Jó. E sabe por que as frases
dos amigos de Jó não funcionam? É porque
de certa forma eles não conheciam toda a
história do grande conflito entre o bem
e o
mal. Então eles agiam como pessoas que
ficam sempre dando respostas prontas que
às vezes não ajudam em
nada. É por isso que durante todo o
livro de Jó você vê Deus sempre
desaprovando que os amigos deles de Jó
falam, mesmo que pareça tão lógico
diante da visão humana. Lembra a
história do pai com o filho no vagão?
sem acender as luzes, sem as pessoas
saberem o porquê daquela criança estar
chorando e ninguém fazer nada, cada um
poderia ter a sua interpretação e todas
elas faziam sentido. O camarada que tava
pensando assim: "Poxa, por que que
alguém deixa uma criança chorar tanto
assim? Por que que o trem deixa uma
criança nesse vagão?" Eles estavam
certos, eles não tinham toda a
compreensão. Agora, para terminar o
livro de Jó, nós temos as respostas de
Deus.
E aí as respostas de Deus vem em duas
situações. Quando você vai chegando no
final do livro de Jó, Deus aparece duas
vezes para ele a partir do capítulo
40. Então, Jó respondeu ao Senhor,
perdão, eh, a partir do 40, não, falei
errado, a partir do capítulo 38.
Então, do meio de um redemoinho, o
Senhor respondeu a Jó e disse: "Aí, aqui
vem um monte de pergunta que Deus faz
para Jó. Jó, onde é que você estava
quando eu fiz isso? Onde é que você
estava quando eu fiz aquilo?" Noutras
palavras, é como se Deus falassim: "Jó,
eu sou o especialista. Quem é você para
me questionar? Você acha que você é o
bonzão? É você que mantém a estrutura
dos astros, das estrelas, o
funcionamento de todo o universo? Não,
senhor, não sou eu. Então, fique na sua,
rapaz. Sabe quando alguém assim mais
autoridade vem dar uma carteirada no
outro? Você estudou tanto quanto eu,
você se conhece tanto como eu, diz uma
pessoa mais graduada, né? Então, fique
na
sua. Deus colocou Jó no seu
lugar. E Jó ficou calado porque ele não
sabia responder a nenhuma das perguntas
de Deus sobre o poder de
Deus e a pequenez de Jó. Aí quando chega
no final desse primeira dessa primeira
rodada de perguntas, Deus fala assim,
capítulo 40, será que alguém que usa de
censura pode discutir com o
todo-pereroso? Que responda isso aquele
que critica Deus? Ou seja, você não sabe
nada, guri. Tá querendo ensinar o quê?
Ensinar o padre nosso povigário, como
diziam lá no interior, quem é você?
E Jó entendeu que ele realmente não era
nada. Quem era ele para ficar querendo
ensinar Deus? Como é que sabe? É, parece
aquele adolescente que não arruma nem o
quarto dele e acha que pode revolucionar
o mundo, pode reformar o mundo. Ele não
arruma o quarto dele, mas acho que pode
reformar o mundo. Ele não consegue
nenhum emprego, ainda vive do da ajuda
do pai, mas ele acha que pode resolver o
mundo. Até que alguém joga na cara dele,
que ele é apenas um menino de 16 anos,
cheio de espinha na cara e cheio de de
teoria que na na prática não funciona.
Foi assim que Jó se sentiu. Tanto é que
o Jó fala: "Sou indigno, que resposta
daria eu? Ponho a mão na minha boca".
Uma coisa falei e não direi mais nada.
Duas vezes, porém não
prosseguirei. Mas aí para surpresa
nossa, Deus de
novo pega Jó e fala: "Vamos para mais
uma viagem, Jó". Jó deve ter pensado,
não, senhor, o senhor já me humilhou
demais. Calma. Você tá satisfeito com as
respostas que eu dei? Sim, senhor. Com
as perguntas que eu te fiz? Sim,
senhor. Você acha que então agora você
não tem que discutir comigo o problema
do mal porque você não sabe tudo? Sim,
senhor. Mas tem uma coisa que eu não te
expliquei,
Jó. E a sua
dor? E a sua dor? Uma coisa é saber que
todo mundo um dia vai morrer ou vai
sepultar alguém. Outra coisa é você
receber um diagnóstico de câncer.
Uma coisa é saber que todo mundo é
assaltado e sofre violência. Outra coisa
é você ser assaltado. Uma coisa é saber
que enchentes e desastres naturais
acontecem no mundo inteiro. Outra coisa
é ter a sua casa toda levada pela
enchente. Então o sofrimento tem dois
níveis, o geral e o particular. E aqui
que a nossa live começa a canalizar em
você.
Até aqui eu já expliquei que no conflito
cósmico do bem e do mal podem estar
acontecendo coisas nesse momento que
você não entende. É a primeira parte da
resposta de Deus a Jó, que na verdade
foi uma série de perguntas, mas tem uma
segunda parte dessa discussão e é nela
que vou entrar
agora. E o seu
sofrimento? Onde é que está você nessa
história?
Deus coloca Jó de novo num
redemoim e dessa vez Deus não fica
fazendo perguntas genéricas. Onde é que
você estava quando eu fiz aquilo? A
Bíblia fala que Deus luta contra dois
animais. Coloca aí na tela o Beut e o
Leviatã. as duas palavras hebraicas que
algumas versões da Bíblia traduzem como
hipopótamo e
crocodilo. Eu acho que essas traduções
não estão muito boas, nem hipopótamo,
nem crocodilo. O Leviatã, na verdade, é
uma serpente do mar
monstruosa. E o e o Beemot é um monstro
da
terra que a fauna não tem igual.
Então, na
verdade, Jó viu dois monstros lutando
contra Deus. E por que que Deus mostrou
dois monstros, um do mar, outro da terra
lutando contra Deus?
A arqueologia vai nos ajudar a entender
isso. De longa data, desde o período do
bronze, tô falando cerca de 3.000 anos
antes de Cristo, nós encontramos uma
tradição perdida no tempo, não sabemos
bem a sua origem, que o mal sempre é
representado por um dragão ou uma
serpente do mar. Vou colocar aí na tela.
Você tem vários povos garíticos,
sumerianos, egípcios falando de uma
grande serpente do mar, às vezes chamada
de Lotan, uma serpente com sete cabeças.
Note que inclusive num desses diagramas,
esse aqui, olha, você tem um deusarítico
cortando a uma das sete cabeças da
serpente, que parece até o dragão de
apocalipse, que tem uma das cabeças
feridas de morte. Aqui você tem
divindades pisando em cima de uma
serpente draconiana. Aqui também. Aqui
também. Olha que ela tem sete cabeças.
Como você pode ver
aqui. Todos esses cenários nos mostram
que havia de longa data uma simbologia
do mal representada por um monstro do
mar e um monstro da terra. Quando você
vai em Apocalipse capítulo 13, é a mesma
coisa. Você vê, vou colocar aí na tela,
duas bestas. Uma besta que sai do mar e
uma besta que sai da terra. Portanto, a
pergunta é: o que significa tudo
isso? O símbolo máximo do mal. É lógico
que no Apocalipse as duas bestas
significam também impérios que lutam
contra o povo de Deus. É que na noção
bíblica não há muita diferença. Pode
voltar para mim. Não há muita diferença
entre o monstro e o império que ele está
representando. É como se o diabo através
daquele império agisse. Só que o
Apocalipse e o livro de Jó nos dão um
detalhe a mais disso aqui. É que estamos
numa guerra cósmica, um conflito no qual
o próprio
Deus também atua. Deus está lutando
contra o mal. Quer ver isso no
Apocalipse? Apocalipse capítulo 12. Vou
colocar a cena aí. Mostra uma mulher
vestida de sol, tendo a lua debaixo dos
seus pés, uma coroa de 12 estrelas na
cabeça, e um dragão terrível está
tentando atacar a mulher. E todos
sabemos que esse dragão é, ao mesmo
tempo, o símbolo do diabo, Satanás, e
também o símbolo dos impérios que
tentaram destruir o povo de Deus.
Noutras palavras, o que o apocalipse
está mostrando é que o conflito que
acontece na terra tem uma reverberação
no céu. E o conflito que acontece no céu
ou no plano espiritual, se você preferir
essa linguagem, também reverbera aqui.
Nutras pal p p p p palavras, eu vejo
apenas seres humanos agindo, mas a visão
espiritual mostra seres sendo usados
pelo espírito de Deus ou pelo espírito
do
demônio. E diz que a criança que nasce
dessa mulher no Apocalipse capítulo 12,
que é o próprio Messias, ela sobe para o
céu e o dragão vai para o céu para
batalhar contra essa essa criança. E o
Apocalipse capítulo 12 conclui dizendo o
seguinte: "Vou mostrar a imagem para
vocês. Houve uma batalha no céu. Miguel
e seus anjos batalharam contra o dragão.
Também batalharam o dragão e seus anjos.
Contudo, não acharam o lugar deles no
céu e por isso foram atirados para a
terra.
Noutras palavras, o que o livro de Jó e
o Apocalipse está nos mostrando é o que
está acontecendo fora do vagão de carga
no qual nós estamos caminhando. Existe
uma história acima da que nós estamos
percebendo. Enquanto eu estou fazendo
essa live com vocês, no plano espiritual
existem anjos do bem e anjos do mal
lutando pela vida de cada um de nós. E
essa batalha entre os anjos, essa
batalha de Deus contra o mal também
reverbera no mundo aqui. Então, enquanto
o Herode estava perseguindo o menino
Jesus para matar e Maria teve que fugir
com José para o Egito, no plano
espiritual era o dragão, o diabo,
tentando matar o Salvador, o filho de
Deus. E é interessante que lá no livro
do Gênesis, Deus falou o seguinte para a
serpente: "Ó serpente, eu vou colocar
inimizade entre a sua descendência e o
descendente da mulher. Esse descendente
da mulher é o Messias. Ele vai esmagar a
sua cabeça mesmo que você fira o
calcanhar dele. E no Apocalipse capítulo
12, você vê o dragão sendo jogado do
céu, esmagado. E é curioso que aquele
que batalha contra o dragão tem um nome
significativo, Miguel, que em hebraico
significa ninguém é como Deus. E o que
que a serpente falou para Eva lá no
Éden? Vocês serão iguais a Deus como do
fruto proibido. O nome de Miguel é uma
refutação a promessa da serpente. Então,
Cristo na sua carne, ele desceu nesse
mundo e ele batalhou contra a
serpente. E na cruz do
Calvário, Jesus
enfrentou todo o
mal, mas não como
consequência. Jesus não fez nada.
para ser
oprimido. Jesus, sim, foi o
cordeiro imolado por nós, sem nenhuma
culpa. Ele interveio no grande conflito
como o cordeiro de Deus que tira o
pecado do mundo. Agora, deixa eu falar
uma coisa com você. Deus não é
todo-pereroso? Sim ou não?
Sim. Então, por que que ele permitiu o
mal existir?
se ele poderia
impedir. Não confunda Deus ser todo-
poderoso com a ideia errônea de Deus
poder fazer qualquer coisa
indistintamente. Eu vou explicar o que
eu quero dizer para você. Preste
atenção. Tá prestando atenção?
Se Deus pudesse criar a terceira margem
de um rio, ele não seria todooderoso,
ele seria
ilógico. Se Deus pudesse pecar, ele não
seria todooderoso, ele seria
irrazoável. Se Deus pudesse mentir, ele
não seria
todooderoso, ele seria cruel.
Se Deus pudesse existir e não existir ao
mesmo tempo, ele não seria
tod-peroderoso, ele seria sem
sentido. Então, quando a teologia diz
que Deus é
todooderoso, ele é todopoderoso porque
ele é capaz de fazer qualquer coisa
dentro do seu caráter e Deus não duela
com seu caráter.
Então, mesmo sendo todo
amor para criar um mundo
livre, tinha que existir a possibilidade
do mal. Lembra que eu falei que na
metafísica as coisas podem existir em
ato e potência? E que eu falei também
que há pseudoexistências, que o mal, na
verdade, é apenas a negação do bem? O
que que é o ato e a potência?
Bom, os meus filhos e netos existem em
potência, porque eu posso ser pai. Mas
como eu ainda não sou pai, eles são
apenas uma
possibilidade. Mas o dia que eu me
tornar pai, o meu filho deixará de ser
uma possibilidade e se tornará um
ato.
Enquanto o mal era apenas uma
possibilidade, ele não tinha como ser
destruído. Assim como o meu filho não
pode ser
destruído. Nada pode acontecer ao meu
filho. Ele não existe. Ele é apenas uma
possibilidade. Agora, o dia que ele
existir, aí muita coisa pode acontecer
com
ele. Enquanto Adão e Eva e tinha apenas
o livre arbítrio, o mal era uma
possibilidade. Mas a partir do momento
que eles comeram do fruto proibido, o
mal deixou de ser a potência para se
tornar um ato. E que ato é esse? A
ausência do bem. Eles
experimentaram o que é a dor, eles e
todos
nós. E Deus sofreu muito com isso. E
você pode perguntar, Rodrigo, mas onde
está o amor de Deus se ele permitiu que
o mal existisse mesmo sabendo que aquilo
ia
acontecer? Quem pagou o maior preço foi
Deus. Você pode falar, Rodrigo, pera aí,
mas tem uma coisa que não tá fazendo
sentido na minha cabeça. Pera aí, para,
para um pouquinho. Se Deus sabia que o
Lúcifer ia preparar toda aquela bagunça
no céu, se Deus sabia que Adão ia pecar,
e Deus sabia desde antemão, por que que
Deus criou Adão? Por que que não criou
outro? Por que que Deus não criou um
outro que não
pecasse? Se Deus sabia que Hitler ia
matar 6 milhões de judeus, por que que
Deus deixou Hitler nascer? Por que que
Deus não deixou que outra criança
nascesse? que
outro espermatozóide fecundasse o óvulo
da mãe dele para nascer outro e não
aquele. Por que que Deus deixou mesmo
sabendo? Eu vou explicar você porquê.
Vou dar um exemplo e você vai entender.
Eu dou aula muitos anos aqui na
faculdade. Imagine que eu diga pros
alunos assim: "Todos vocês têm o livre
arbítrio de escolherem se eu sou um bom
professor ou um mau
professor. Vocês vão me dar uma nota,
zero ou 10.
E prometo a vocês que eu vou levar todas
as notas que vocês atribuírem a mim ao
conhecimento da
reitoria. E eu passo as folhas em branco
para que cada aluno tenha o direito de
escolher se eu sou um professor zero ou
um professor nota 10. E eu fico
imaginando os comentários da sala:
"Poxa, o Rodrigo se garante mesmo, né?
Ele vai levar pra reitoria o que nós
pensamos a respeito dele. Poxa, tô
admirado. O outro falou assim: "Mas eu
gosto dele, eu vou dar nota 10 para
ele." O outro aí, eu não gosto não. Ele
me chamou atenção aquele dia porque eu
cheguei atrasado. Eu vou dar um zero
para ele também. Eu quero ver agora. O
reitor vai saber que alguns de nós não
aceitamos que damos zero para ele. Aí
cada um atribui a sua nota. Eu recolho
as notas, agradeço e saio de aula a
caminho da reitoria. Tá acompanhando o
raciocínio?
Só que antes de chegar à reitoria, eu
paro na minha casa e eu começo a separar
as folhas. Hum. O João me deu 10, que
bom. A Maria também me deu 10, que bom.
O Joaquim me deu 10, que bom. Hum.
O Fábio me deu zero, não
gostei. O Jonas me deu zero, não
gostei. O Antônio me deu zero, não
gostei. Finalmente, pelo menos aqui, a
Mariângela me deu 10, mas isso aqui deu
zero. Eu separo duas pilhas, a pilha dos
que me deram 10 e a pilha dos que me
deram zero. Aí, sabe o que que eu faço?
Eu pego aquelas notas zero, jogo no
incinerador e levo pra reitoria apenas
as notas 10. E o reitor fica feliz
achando que 100% dos alunos me aprovam e
me dão nota
máxima. Mas será que eu estaria sendo
honesto se eu fizesse isso? É claro que
não. Eu
estaria brincando com os dados. Eu
estaria violando as regras. Eu estaria
passando uma imagem falsa. Eu estaria
dando a impressão que todo mundo me deu
10 quando isso não é
verdade. Eu seria uma pessoa imoral, uma
pessoa desonesta. Concorda comigo?
Agora, raciocine com base nessa
ilustração que eu te dei. Se Deus só
permitisse vir à existência aqueles que
não fossem negar a sua graça, se Deus só
permitisse vir à existência aqueles que
não fossem recusar a sua pessoa, Deus
estaria brincando com os dados.
ele estaria
anulando as notas
zero e trazendo a existência apenas as
notas 10 e mentindo para todo o universo
que todos nós temos livre arbítrio,
quando na verdade ele só deixaria nascer
quem não fosse
rejeitá-lo. Mas como eu disse
anteriormente, Deus não duela com o seu
pensamento. Deus não duela com o seu
caráter. Aí você pergunta: "Tudo bem,
Rodrigo? Na ilustração tá certo, mas na
prática, o fato de Deus deixar as notas
zeros virem a existência trouxeram as
tragédias da história. Aí eu pergunto de
volta: quem pagou maior
preço? Não foi eu, nem
você, nem o próprio
diabo. Sabe quem pagou o maior preço?
Foi Jesus.
A morte dele na cruz do calvário foi a
morte no lugar do
pecador. Ele enfrentou a ira de Deus. E
não somente
isso. Quando Cristo vai para a
eternidade, Jesus leva consigo toda a
sequela do mal. Como assim, Rodrigo? Em
Apocalipse capítulo 5, João vê o
cordeiro de Deus sentado num trono e ele
vê essa imagem aí.
Só que chama atenção de João, até essa
imagem está com um erro, porque ela
mostra uma mancha de sangue perto da
patinha, da perninha do cordeiro. Mas no
apocalipse dá a entender que o corteiro
estava eh com o pescoço
cortado. Ele estava vivo, mas com o
pescoço
degolado. Mas por que João vê o cordeiro
de Deus no céu ainda com a marca da
degola?
É porque Cristo vai levar para
eternidade a marca da crucifixão e o
nosso corpo humano. Como assim, Rodrigo?
É, vou mostrar na Bíblia para você. Uma
das perguntas que Jó fez para Deus é:
Porventura tu tens olhos de carne e
enxergas como os mortais?
E depois que ele viu o conflito entre
Deus e aqueles dois monstros, ele falou:
"Agora os meus olhos vem a ti". Ou seja,
Jó, eu posso sofrer a dor que vocês
sofreram. Eu também sofro, apesar de ser
onipotente. Filipenses capítulo 2, 5 a
11 diz o seguinte, eu vou levar ler esse
texto para
vocês.
Filipenses capítulo
2, versículo 5 a 11.
Tenham em vocês o mesmo modo de pensar
de Cristo Jesus, que mesmo existindo na
forma de Deus, não considerou ser igual
a Deus algo que devesse ser retido a
qualquer custo. Pelo contrário, ele se
esvaziou, assumindo a forma de servo,
tornando-se semelhante aos seres humanos
e reconhecido em figura humana. Ele se
humilhou, tornando-se obediente até a
morte e morte de cruz.
esvaziamento, quences em grego. Cristo
foi se esvaziando, se esvaziando, se
esvaziando até a morte cruz. E olha a
continuidade. Por isso também Deus o
exaltou sobre maneira. Ele lhe deu um
nome que está acima de todo nome, para
que ao nome de Jesus se dobre todo
joelho no céu e na terra e debaixo da
terra, e toda língua confesse que Jesus
Cristo é o Senhor para a glória de Deus,
o Pai. Eu vou mostrar num gráfico o que
eu acabei de ler para você. Preste
atenção, tá aí na
tela. Jesus estava na condição de Deus,
número um, filho de Deus, eterno Deus.
Mas ele foi se humilhando, se
esvaziando, tornando-se em semelhança
aos homens, depois morrendo à morte de
cruz. E quando ele ressuscita e volta ao
céu, diz que Deus o elevou acima de
tudo, o exaltou e deu-lhe um nome que
está acima de todo nome. Espera o
seguinte, volta para mim. Se Jesus já
era
Deus, não precisava de o Pai exaltá-lo.
Deus é Deus. Não tem nada que você possa
acrescentar em Deus que ele não tenha.
Concorda comigo? Deus já tem tudo. Por
que que Cristo precisava receber um nome
exaltado depois da sua ressurreição se
ele é Deus?
Ora, dar um título Honoris causa de
doutor em teologia para quem não tem
doutorado em teologia, beleza? Mas quem
já é doutor fala assim: "Agora eu vou te
considerar doutor". O sujeito já tem o
CRM, aí eu vou dar um título honorífico
para ele de médico. Não faz sentido. Se
Cristo é Deus, por que que depois de
ressuscitar ele recebe um nome acima de
todos os nomes? Dá a entender que ele
não tinha esse nome antes? Não é isso. É
que até a
cruz era Deus por
natureza. Depois da
cruz ele é Deus por natureza e por causa
honrosa. Porque ele demonstrou que ele
não é Deus apenas porque tem o poder de
Deus, ele também tem o caráter de Deus.
E continuou sendo Deus mesmo em forma
humana. Enquanto Satanás, sendo
criatura, queria ser como
Deus, o Deus verdadeiro, Jesus, abriu
mão da sua divindade e se esvaziou para
se tornar uma
criatura. E quando ele volta pro céu,
ele não larga para trás o corpo humano.
Ele tinha que passar uma morte eterna.
Eu vou ler algumas passagens para você.
João capítulo 1 verso 14 diz que o verbo
se fez carne e habitou entre nós.
Hebreus capítulo 2 verso 9 diz que
aquele que foi feito pouco menor que os
anjos, ele deveria provar a morte por
todo homem. Isto é, a morte eterna. Aí
eu pergunto a você, volta para mim. Se
Cristo é
Deus, como pode um Deus eterno
sinceramente
morrer? Se ele é eterno, como é que ele
poderia morrer?
Será que a morte de Jesus foi só um
teatro? Não. Se for um teatro, então não
teve redenção. Mas se ele morreu de
verdade, como é que ele é eterno?
Entenda o
seguinte: imagine que o meu meu olhar
seja divino e eu não tenho como perder a
minha visão, assim como Jesus não tem
como deixar de ser Deus. Mas suponhamos
que para você ser
salvo, eu tenha que deixar de
enxergar. Eu não tenho como perder a
minha capacidade ocular. Ela é divina,
mas por amor a você, eu posso
voluntariamente fechar os meus olhos por
toda a
eternidade. Como o preço da nossa
redenção era uma morte eterna, porque
foi isso que Adão e Eva adquiriram para
si e pra humanidade, morte eterna. A
segunda morte, que o apocalipse fala do
lago de fogo e enxofre, alguém tinha que
enfrentar a segunda morte. E a segunda
morte significa uma morte de
consequência eterna. Então essa morte
tinha que deixar uma consequência eterna
em Jesus. E qual seria a consequência
eterna? Vamos voltar pro
quadro. Hebreus capítulo 10 verso 5 a 7.
Jesus disse: "Antes corpo me formaste".
E Colossenses 2 verso 9 diz que nele
habita
corporalmente toda a plenitude da
divindade. Está falando da realidade de
Jesus agora. Hoje habita em Jesus
corporalmente toda a plenitude da
divindade. Filipenses 3:21 fala que na
ressurreição nós vamos ter um corpo
igual ao corpo da sua glória. Volta para
mim. Essa passagem de Filipenses, se não
fosse da Bíblia, parecia até uma
heresia, porque a glória de Deus não
pode ser dividida com ninguém. Como é
que nós podemos ter um corpo igual ao
corpo da glória de Jesus, se ninguém é
como Deus?
Só tem um
jeito. Se Deus se
diminuir, para que nós possamos ter um
corpo glorioso como de
Deus, só tem um jeito, se Deus
diminuir. E é por isso que Jesus, sendo
plenamente Deus, 100% Deus, ele se
diminui por toda a eternidade, a ponto
de ter um corpo
humano
glorioso, mas que pode ser atingido pela
nossa
glória. Hebreus, capítulo 1, versículo
2, diz que Cristo é o herdeiro do
universo. E Hebreus 4:15 e 55 diz que
ele é sacerdote para sempre.
Hebreus 2 verso 11, Romanos 8:29 diz que
ele é o nosso irmão. E Efésios capítulo
4 verso 13 diz que depois da
ressurreição nós atingiremos a estatura
de
Cristo. Como é que eu posso atingir a
estatura de
Cristo se ele
diminuir por toda a eternidade? Ele
ficará com um corpo humano
glorificado, um corpo humano
limitado, que nós vamos crescer para
atingir a estatura. Depois, com calma,
você pode ler, leia cada, a live vai
ficar gravada, eu quero que você leia
cada uma daquelas passagens que eu citei
ali. Que amor é esse?
É por isso
que depois de
ressurreto, ele apareceu com o corpo
físico, com as marcas da
crucifixção, comeu com os
discípulos, manteve o corpo que nós
vamos ter pela eternidade. Ele subiu num
corpo físico em Atos capítulo 1 verso 9
e Atos fala: "Ele voltará assim como
para o céu vestir." E era um corpo tão
físico que quando ele ressuscitou, Maria
Madalena tentou agarrá-lo e ela falou:
"Calma, Maria, pare de me de me me
segurar porque ainda não subi pro meu
pai". Primeiro Coríntios, capítulo 15,
versos 20 a 28, diz que ele reina no céu
num corpo físico e ele é o primogênito
dos que morreram e ressuscitaram. Logo,
a sua ressurreição não é diferente da
que teremos. Romanos capítulo 8, 28, 29.
Eu não estou lendo passagem por
passagem, mas eu estou dando para você
ver que eu estou me baseando na Bíblia.
Como eu já citei para vocês, o
Apocalipse capítulo 5 verso 9, Jesus, o
cordeiro, aparece no trono de Deus
degolado. Ele mostrou as suas mãos
feridas pros discípulos e o nosso corpo
glorioso na ressurreição será igual ao
corpo da sua glória. E é interessante,
eu quero terminar mostrando mais uma
passagem aqui, porque o Apocalipse
capítulo 21 e capítulo 22 parece ter uma
contradição, porque no capítulo 21 diz
assim: "Eis o tabernáculo de Deus com os
homens". Quer dizer, o santuário de Deus
com os homens. Aí quando você vai em
Apocalipse 22, diz: "Olhei na cidade
santa e não vi nela santuário
nenhum". Mas pera aí, se não viu
santuário nenhum, como é que antes ele
fala que esse é o tabernáculo de Deus
com os homens? Mas ele complementa: "Eu
não vi santuário nenhum porque o
cordeiro de Deus é o santuário que está
com
eles." E lembra que em João capítulo 1
verso 14 diz que o verbo se fez carne e
habitou no meio de nós, armou o seu
santuário. Então na eternidade ele
também ficará com o corpo humano.
Glorificado. É verdade. Mas humano. Você
vai falar, Rodrigo, mas o corpo de Jesus
quando ele voltar vai ser um corpo
glorificado. Sim, glorificado na nossa
perspectiva. Se eu hoje me mudar para
uma casa de R$ 5 milhões
deais, eu vou mudar para uma casa muito
boa. Se eu hoje sair da minha casa e
começar a morar numa casa de R$ 5
milhões de reais, eu subi de
status. Mas se o rei da Inglaterra vier
morar numa casa de R$ 5 milhões deais,
ele desceu de patamar. Tudo é uma
questão de
perspectiva,
compreende? Para quem só anda de
HB20 conseguir um Corolla 0 km, subiu de
parâmetro, mas para quem está acostumado
a dirigir um porche, dirigir um Corolla,
desceu de parâmetro. Eu que estou nesse
corpo humano sujeito a a um monte de
coisa, receber um corpo glorioso na
ressurreição é muito bom, é glória para
mim. Mas para aquele que, segundo o
apóstolo Paulo, vivia na forma de Deus,
agora passar a habitar num corpo humano,
ele
desceu por amor a mim e a você.
Ele é o
cordeiro. Então, não existe nenhuma dor
que Jesus não tenha
enfrentado. A dor que você está passando
nesse
momento, ele sofreu. Então, olha para
mim. Eu entendo a sua lágrima, eu
entendo a sua disposição, mas entenda
uma
coisa. Se você acreditar em
Deus, tudo o que você está
passando de ruim vai passar.
E o que é bom é apenas uma
degustação. A história não
acabou. Confie em Deus. Nós não lemos o
livro todo
ainda. Nós lemos uma parte. Se você está
lendo uma biografia, você ainda está
aqui. Não tire conclusões nessa
página. Deixe chegar no
epílogo. Deixa chegar no epílogo. Confia
em Deus.
Sabe, nós vivemos num mundo
cruel
e as dificuldades são muito
grandes. Inclusive, a incerteza é de
mais. Alguma informação
aqui? Ah, tá. Pediram para eu mudar de
câmera
aqui. Como estava dizendo para vocês, a
gente vive num mundo muito cruel, né? As
dificuldades são uma realidade viva,
presente, e nenhum filho de Deus,
independente do seu nível de comunhão
com o Pai, da sua escolaridade, da sua
religião, ninguém passe ileso diante de
tanta maldade. E a história de Jó, que
eu acabei de apresentar aqui, ela é a
prova viva de que mesmo experimentando o
pior que o inimigo de Deus pode fazer na
nossa vida, ainda assim é possível
permanecer fiel. Jó não é uma utopia.
Então, o nosso objetivo nesse
caso, nem sempre deve ser encontrar o
sentido racional, como se fosse uma
relação de causa e efeito para as coisas
ruins que acontecem em nossa vida. O que
nós precisamos ter em mente é que mesmo
sendo cristãos procurando a Deus,
devemos entender que como Jó, eu e você,
nós estamos no centro de uma guerra
espiritual, um conflito cósmico entre o
bem e o mal, que não tem tréguas e os
dois lados querem você. É uma guerra
espiritual. E tudo o que Jesus sofreu
quando ele viveu entre nós, quando ele
se entregou por nós na cruz do calvário,
foi para nos levar a uma certeza de
segurança eterna e de esperança. Você
percebeu o que eu estou falando? Note
que a Bíblia ela ela é muito coerente e
honesta. A Bíblia não tenta mascarar os
problemas ou nos iludir com promessas
vazias, frases de
efeito. Mesmo fora da história de Jó, eu
posso encontrar facilmente um monte de
passagens que me alertam que nesse mundo
viveria por problemas, eu passaria pelo
vale da sombra da morte, eu viveria
aflições, mas a mensagem não termina aí.
O que nos permite acordar dia após dia é
a certeza que Jesus venceu na cruz do
calvário. Ele venceu o mundo e em breve
ele voltará para nos buscar e trará em
sua companhia aqueles que a morte tirou
do nosso meio. Estudar a Bíblia é, sem
dúvida alguma, uma forma de buscar
consolo, força e esperança para
enfrentar essas dificuldades. Agora,
manter a fé em Deus não vai nos blindar
de de transtornos, de problemas que
podem afetar até as emoções daquele
crente mais fiel e dedicado. Até aquele
que é estudante da palavra de Deus
também receberá momentos de embate
emocional. Então, entenda bem o que eu
estou dizendo para você.
O Jó da Bíblia experimentou uma angústia
profunda e ao contrário dos seus
supostos amigos ou do que eles queriam
sugerir, todo aquele sofrimento não
estava acontecendo na vida de Jó por
causa de falta de Deus.
Infelizmente, algo semelhante pode
acontecer em nossa sociedade hoje,
quando uma pessoa, por exemplo, entra em
depressão, quando alguém é diagnosticado
com transtorno de ansiedade, com burnout
ou outra condição de saúde mental, isso
às vezes não depende da fidelidade dessa
pessoa ou devoção a Deus. Nós não
podemos ser agora juízes uns dos outros
ou advogados de Deus para ficar
colocando sentença nas costas das
pessoas. Temos que amá-las, orar por
elas, abrir a Bíblia,
consolá-las. Muitos de vocês já sabem,
mas eu acho importante pontuar que eu
mesmo já passei anos difíceis em minha
vida de depressão, de fundo do poço. Eu
precisei procurar tratamento adequado
para recuperar o controle dos meus
pensamentos, para conseguir seguir a
vida, dedicar às minhas
responsabilidades e tarefas. Se eu estou
aqui
hoje, é porque Deus também pode te
levar. Agora, ouça com
atenção. Você já teve a sensação de que
a sua oração nem passou do teto? Isso já
aconteceu comigo. Você já fez orações
com lágrimas, noites em claro e ainda
assim o silêncio de Deus
pareceu uma faca no seu pescoço assim.
Jó também viveu por isso. E talvez como
Jó, você já tenha sido cercado de
pessoas bem intencionadas que sem
compreender a sua dor, o contexto maior
por detrás de tudo isso, lançaram
palavras que mais feriram você do que
consolaram o seu
sentimento. E quando o sentimento bate a
porta, aí surge aquela pergunta
angustiante, né? Se Deus, se Deus é
justo mesmo, se ele me ama, por que que
está acontecendo comigo? Eu não sou uma
pessoa tão ruim assim. Essa é uma das
maiores tensões da vida cristã. E o
livro de Jó, como eu falei, não foge a
essa problemática. Pelo contrário, Jó
convida você a enfrentar com coragem,
reverência e disposição essa pergunta
sobre o sofrimento. E estudar essa
história é mais do que compreender um
momento de dor aqui ou outro ali. É
descobrir que Deus não desperdiça
nenhuma lágrima que é derramada. E
muitas vezes o que parece ser o
fim pode ser, na verdade, o início de
uma grande transformação. Pelo menos foi
assim comigo. E tendo em mente, eu quero
pedir licença a você com muito respeito,
para dizer que nós decidimos aqui na
plataforma Bíblia comentada aprofundar
com muito cuidado o estudo do livro de
Jó dentro da plataforma. Quem já é aluno
conhece esse conteúdo e quem não é, até
pode colocar aqui. E quem não é, eu
quero convidar a vir participar disso
aqui. Eh, eu pedi ao Dr. Reinaldo
Siqueira, que é PhD em teologia pelos
Estados Unidos, hoje ele mora em Israel,
tem um preparo acadêmico tremendo, uma
espiritualidade muito grande também. Eu
pedi que ele preparasse uma série sobre
o livro de Jó, que nós colocamos na
plataforma e quem é aluno
já viu lá e elogia muito,
muito. E foi o Dr. Siqueira que fez um
trabalho brilhante, aliás, eu até o
indiquei para esse módulo. Então eu
acredito sinceramente que o ensino de Jó
mais aprofundado ali vai edificar todo
mundo que tiver acesso às aulas do
professor Siqueira. E além dessas aulas,
você também vai ter um material de
acesso a a essa compreensão. A gente
coloca ali material em PDF nesse
formato. Aí você pode acessar isso do
seu celular, do seu computador, pode
imprimir se você quiser assistir
enquanto tá indo pro trabalho. Agora,
estudar o livro de Jó vai além de um
papel, de um curso teológico. É
necessário também que você, além do
conteúdo bíblico, entre em contato com
questões emocionais e espirituais que
sempre estão presentes no dia a dia do
cristão. Estão pensando nisso, eu
combinei com o pessoal, nós pegamos o
material do professor Siqueira, alguns
materiais de PDF e nós preparamos a
série Silêncio de Deus com especialistas
em saúde mental e também teólogos e
conselheiros espirituais que mostram
como a fé dialoga com os momentos de
dor, dúvida e o tão temível silêncio de
Deus. É bastante coisa, não é? Mas não
para por aí não, porque a nossa equipe
também vai disponibilizar para você uma
série importante chamada equilíbrio. Aí
são psicólogos, psiquiatras que abordam
temas como
ansiedade, depressão, TDH, luto e tudo
com base na Bíblia e no rigor
científico. Ah, e aqui vale lembrar mais
uma vez, buscar a ajuda, meus queridos,
não é falta de fé, é sinal de sabedoria.
O próprio Jesus pediu a ajuda dos
discípulos para orarem por ele e com
ele. Jesus se preocupava com o corpo
dele, com a alma, com o espírito.
Inclusive, eu fiz questão de preparar
uma aula especial explicando a teologia
por detrás a do cuidado com a saúde
mental. Está lá. Até porque a fé
sustenta, é claro, mas nós também
precisamos de pessoas que nos ajudem a
tomar ã decisões corretas, escolhas
maduras. E ao final de tudo isso, você
vai ter acesso também a uma série
especial que eu gravei com com os
principais pontos de todo o conteúdo,
reunindo todas essas séries numa única
aula. E tudo isso vai muito além da
teoria, porque essa série vai tocar em
você. Eu quero que as pessoas tenham a
oportunidade de fazer quase que uma
imersão terapêutica através da Bíblia.
Quem aqui que já é aluno da Bíblia
comentada, até se já assistiu as aulas
do professor Siqueira, deixa o seu
comentário aqui, vale a pena, tá bom?
Eh, coloca o que que você achou desses
estudos, que que você achou da dinâmica
dele, coloca o seu depoimento, ele é
bem-vindo. Mas eu estou falando mais
sobre isso, porque Jó é um livro que
merece uma atenção especial. E eu posso
falar que as aulas do professor Siqueira
são as que têm a melhor quantidade de
comentários positivos de toda a
plataforma. Então, até agora, para ter
acesso a esses conteúdos que eu
mencionei, você precisava ser aluno da
plataforma Bíblia comentada através de
uma assinatura anual, mensal, premium. E
você pode até ser aluno Bíblia
comentada, mas se você não é, então
fique tranquilo que nós preparamos algo
melhor para você que tá assistindo essa
live. Eh, são R$ 47 que o pessoal está
cobrando e você vai ter acesso a todo o
livro de Jó, à série Silêncio de Deus,
que é uma série inédita, inclusive, a
série equilíbrio e é um material
didático também, tá certo? E se depois
de você assistir tudo isso, quiser ser
aluno da plataforma, assinar a
plataforma, tudo bem. Mas por enquanto
eu quero convidar você a adquirir esse
pacote de material que vai ajudar
bastante a sua vida a edificar você.
Então estude o livro de Jó, garanta o
seu certificado, o seu conhecimento e
depois ensine outras pessoas com base no
aprendizado que você teve, porque isso
também será terapia. Eu estou tendo essa
terapia. Ao ajudar vocês a entenderem a
Bíblia e o sofrimento, podem ter
certeza, eu estou terapizando os meus
próprios
traumas. Então, como é que você tem que
fazer? Simples, é só você clicar agora
mesmo no link que está na descrição e
garantir a sua vaga. Fique tranquilo.
Isso aqui não é meramente um comércio, é
uma maneira de ajudar
você. E eu quero convidar você para mais
uma oração, porque você ouviu tanto
sobre Jó aqui. Tem muita coisa ainda na
plataforma lá esperando você nessa série
que nós preparamos nesse pacote. Você
quer saber um pouquinho sobre saúde
mental? Mas a sua dor ainda está viva,
né? Eu espero que eu tenha colocado pelo
menos algumas coisas para você refletir
à noite e que Deus esteja com você.
Vamos orar juntos. Senhor, muito
obrigado pelo teu amor, pelo teu
carinho. Muitas vezes, ó Pai, é difícil,
é muito difícil,
Senhor, enxergar a tua providência no
silêncio da vida. Dói, Pai, mas não
sabemos que o Senhor está
conosco. Ajuda a todos, Senhor,
que que estão agora ouvindo essa live.
aqueles senhor que vão clicar no link
para conhecerote de de conteúdos, que o
senhor possa usar essas aulas do
professor Siqueira, as aulas sobre saúde
mental, as aulas que eu estou dando ali,
todo esse conteúdo também para ajudar
pessoas que precisam ser ajudadas.
E eu espero, ó Pai, em nome de Jesus,
que as palavras que eu usei aqui possam
encontrar eco no coração de todos e que
teu espírito possa ir aonde a voz do
pregador talvez não tenha competência
para
chegar. Guarda-nos, Pai, e conforta a
dor do nosso ser, em nome de Jesus.
Amém, Senhor. Amém. Que Deus abençoe
você. Um grande abraço e boa noite.

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