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A fé vem pelo ouvir

Sermão: ESTAMOS EM CONSTRUÇÃO…

Sermão: ESTAMOS EM CONSTRUÇÃO…

Sermão: ESTAMOS EM CONSTRUÇÃO…

Décimo quinto sermão da série Graça, feito pelo pastor Marcos Apolônio na igreja Um Lugar Comunidade.

Para ver o culto completo acesse / @umlugarcomunidade

Legendas automáticas:

[Música]
Deus que a pai também a mãe te
agradecemos imensamente porque tem um
lugar para
nós. Ajuda-nos, Deus, a continuar criar
um lugar seguro para que outras pessoas
também que se sentem sem lar possam vir
e adorar, possam lembrar-se do valor que
elas têm diante dos teus olhos, diante
da cruz do calvário. Amém. Sen esteja
conosco, que a gente possa sair daqui
alimentado. Todos nós te pedimos em teu
nome. Amém. Amém.
Oi, é bom estar aqui com você. Muito
bom,
maravilhoso. É bom estar com você que
está em casa. Não sei a que horas,
quando, que dia você tá assistindo isso,
mas obrigado por estar conosco, por
fazer parte dessa
comunidade. Antes de ontem tava
conversando com a
Socorro lá do Nordeste e falando das das
necessidades, das dificuldades dela lá
no estado dela. E é maravilhoso
conversar com o pessoal de longe e
perceber como a gente tá conectado. É
muito bom, é muito bom estar com você. A
gente tá numa série bem longa e a gente
tá quase terminando a série da graça.
Ainda tem alguns capítulos aí. Hoje é o
capítulo 15, baseado no livro de Richard
e Christopher Reis, chamado Ampliação
das Misericórdias de Deus. E hoje a
gente, no capítulo 15, a gente vai falar
sobre o concílio de Jerusalém. É um
capítulo fascinante. Eu realmente
recomendo que você tome um tempinho em
casa, faça lá a sua lição de casa. Você
quiser reportar para ganhar uma
estrelinha, a gente dá uma estrelinha.
Leia o capítulo 15 de de Atos, que é
muito legal. Na abertura do livro tem
duas citações que eu queria mencionar
que são lindas. Eh, uma de Frederick
Faber diz assim: "Há uma vastidão na
misericórdia de Deus como a vastidão do
mar. Há uma bondade na justiça de Deus
que é maior que a
liberdade." A outra citação é de Mateus,
no capítulo 9 verso 13. É Mateus citando
Oséias 6:6. que diz assim: "Vai, aprenda
o que significa desejo misericórdia, não
sacrifício." Como grupo, como
comunidade, hoje a gente vai falar de
discernimento. E parte do nosso
discernimento aqui é justamente pensar
naquilo que é importante, naquilo que
tem valor. De que maneira que a gente
pode fazer diferença, de que maneira que
a gente pode ajudar. Um dos recursos que
a comunidade usa para ajudar e para
fazer diferença é o Instituto de
Sementes. O Instituto Sementes tá aí há
muito tempo, tem um impacto social
incrível. Instituto Sementes ajuda
pessoas em situação de vulnerabilidade.
Tem um programa para pessoas que estão
na rua, tem um programa odontológico,
tem um programa de incentivo à educação
e entre os programas que mais me
fascinam, tá o programa chamado Água
para o Piauí. Eu já ouvi falar há muito
tempo, sempre que está envolvido e esse
ano eu resolvi ir junto. É uma equipe
que vai em julho agora para o interior
do Piauí lá uma cidade que chama Boi
Morto. A gente vai para lá ressuscitar o
boi. E a ideia é ajudar construir
cisternas e ajudar o pessoal que tem
dificuldade com água, mas também vai vão
vão médicos, né? Então clínico geral,
oftalmo, gineco, odonto e saúde mental.
Então a gente vai lá trabalhar. Se você
quiser saber como você pode participar e
de que maneira você pode ajudar,
inclusive para para crescer
espiritualmente, dá uma uma visitada no
sementes.org.br. Você vai saber mais dos
projetos que você que eu tô mencionando.
Como você ajudar diretamente e
indiretamente também é muito legal,
fascinante. Depois eu conto para vocês
do bom e morto. H, sábado passado o o
pastor Edson falou de Atos 10, né? E e
falamos aqui do da visão famosa clássica
de de Pedro do lençol, né? Aquela aquela
visão que Pedro tem. E aí ele vê um
lençol aberto que desce do céu e tem
vários animais ali e a mensagem, a voz
diz para ele: "Vai e come". E Pedro diz
assim: "Não posso." Isso acontece três
vezes. E aí por final a voz diz assim:
"Não chame de impuro aquilo que Deus
purificou".
Depois disso, Pedro é chamado para ir à
casa de Cornélio. E chega na casa de
Cornélio, o centurião, tem um grupo de
gentios recém conversos. Aí Pedro
entende a mensagem. E nos versos 34 e 35
de Atos 10 diz assim: "Deus não trata as
pessoas com parcialidade, mas de todas
as nações aceita quem o teme e faz o que
é justo." E para selar, confirmar o fato
de que Deus de fato aprovava, chamava,
convidava outras pessoas para se unirem
ao grupo de cristãos, o Espírito Santo
desce sobre todos eles. Isso é Atos 10.
Depois, em Atos 15, a gente tem o
Concílio de Jerusalém, a reunião dos
líderes da igreja em Jerusalém. Por que
essa reunião acontece? Qual que é, qual
que é o problema? Bom, tinha um grupo de
fariseus judeus que se converteram ao
cristianismo. Então, os fariseus são
aqueles muito estritos e muito apegados
a lei. E e esses caras se convertem ao
cristianismo e eles sem ninguém pedir,
eles saem do lugar deles e vão conversar
com os novos conversos e diz para eles
assim: "Olha, vocês têm que fazer tudo
isso aqui. Vocês têm que seguir a lei de
as leis de Moisés e vocês têm que se que
que se circuncidar." Então, uma vez eu
vou chamar pastor Edson um dia pra gente
ter uma série aqui só sobre circuncisão,
pra gente poder falar sobre isso, né?
Para quem não lembra, circuncidão é
aquele processo cirúrgico de remover a
pele que cobre o prepúcio do pênis, né?
Então, a gente tem aí esses caras judeus
agora cristãos, fariseus que andavam por
lá tentando controlar o que estava
dentro da calça dos outros e dizia
assim: "Vocês têm que se circuncidar".
Então, criou uma situação ali muito
incômoda e e Pedro chega e Barnabé
também e fala: "Olha, para com esse
negócio, fissura essa coisa de ficar
tentando controlar os outros. Para com
isso." O que é interessante é que esse
grupo estrito, eles queriam criar uma
comunidade de minions, eles queriam
criar clones, eles queriam criar
cristãos que todos se pareciam que eram
todos iguaizinhos, porque eles vinha
gente nova, não é? E e o mais
interessante para usar uma um termo
pastor Edson adora, o bizarro, o bizarro
da coisa é que eles diziam assim: "Vocês
têm que ser dessa maneira". Se você
observar essas características que eles
descreviam que as pessoas tinham que
ter, essas características tinham que
ver com eles. Em outras palavras, para
você se salvar, você tem que ser como
eu. Você tem que viver como eu. Você tem
que se parecer comigo, se vestir como
eu, falar como eu, comer como eu, enfim,
você tem que ser
eu para poder se salvar.
Aí Paulo e Barnabé vão para Jerusalém,
reúnem todo mundo, todos os líderes da
igreja, os presbíteros, os líderes dos
apóstolos. E acontece o que tá lá em
Atos 15. Se você tiver uma Bíblia aí,
quiser seguir com a gente, ah, Atos
capítulo 15 de 6 a
11. Vamos lá. diz assim: "Olha, então os
apóstolos e os presbíteros se reuniram
para examinar a questão. Havendo o
grande debate, Pedro tomou a palavra e
disse assim: "Irmãos, vocês sabem que
desde há muito Deus me escolheu entre
vocês para que da minha boca os gentios
ouvissem a palavra do Evangelho e
cressem. E Deus, que conhece os
corações, lhes deu testemunho,
concedendo o Espírito Santo a eles, como
também havia concedido a nós, e não
estabeleceu distinção alguma entre eles
e nós, purificando-lhes o coração por
meio da fé. Agora, pois, por que vocês
querem tentar a Deus, pondo sobre o
pescoço dos discípulos um julgo que nem
os nossos pais puderam suportar e nem
nós?
Mas cremos que somos salvos pela graça
do Senhor Jesus, assim como
eles.
Fantástico. Deus mostrou e confirmou a
salvação dos novos conversos dos
gentios, concedendo a eles o Espírito
Santo. Interessante como Pedro termina
ali. Ele diz assim, ele não diz, eles
são salvos pela graça como nós não. Ele
diz assim, nós é que somos salvos pela
graça como eles. Porque a ideia é a
seguinte, o pessoal era era novo e esse
grupo tava vindo para cá, eles não
pertenciam, eles não eram judeus. Como
que eles seriam salvos? Ah, entraram
pela graça, né? Então, compraram o
ticket de graça porque os outros pagaram
um preço
alto. Então, tinha esse contraste,
porque os que estão aqui, quem são? Ah,
não. Ah, não. Quem tava aqui pagou,
comprou primeira classe, né? Então são
os judeus. É gente que tem sangue de
Moisés correndo na veia, né? Gente que
é, não são circuncidados, não. Eles
obedecem toda a lei do Antigo
Testamento, né? Fazem tudo que a lei
mosaica manda. E esses outros, ah, não,
esses chegaram depois, foram salvos pela
graça. Pedro inverte a
coisa. Pedro diz assim: "Não, nós somos
salvos pela graça. Lembrem-se disso.
Tanto quanto
eles ninguém aqui tem mais valor do que
ninguém.
A gente percebe aqui a transformação
mental que era necessária ali naquele
grupo era tanto para aqueles que vinham
quanto para aqueles que estavam
dentro. Então a mudança, a conversão era
algo que precisava acontecer
continuamente. Nós não somos salvos por
nada. Nós não somos salvos, dizia, dizia
Pedro, a gente, a gente não é salvo
porque a gente guarda o sábado. A gente
não é salvo por, por guardar a lei e nem
para circuncisão e nem por nada disso.
Nós somos salvos, assim como eles, pela
graça. Todos somos salvos pela graça. E
Paulo, mais tarde eh eh reforça e
elabora a questão da graça e explica com
mais com mais detalhes a questão da
graça, como são todos incluídos.
É interessante quando você fizer a sua
lição de casa lá, que depois eu vou
checar, quando a gente vê Thago falando
do Thago toma a palavra no concílio e
fala também. E Thago faz uma referência
a um Antigo Testamento. Ele diz assim:
"Não, se a gente observar, se a gente
prestar bem atenção e olhar lá atrás, a
gente vê que o plano de Deus nunca foi
de ficar só a gente." Essa não era a
ideia. A ideia era trazer outras pessoas
para cá, outra gente. E era um desafio.
Era um por quê? Porque a outra gente,
eles não eram judeus. Eles se vestiam de
maneira diferente, eles comiam de
maneira diferente, eles tinham sotaque
diferente, tinham aparência diferente,
tinham cultura, era tudo
diferente. Mas aqui o que fica claro é a
gente não tem que transformar os outros
na gente. Isso aqui não tem nada a ver
com
salvação. E Thago faz uma proposta de
quatro itens que os novos gentios
precisam seguir. E ele diz então que o
primeiro ele que eles tinham que se
abster de quatro coisas principais, de
sacrifícios oferecidos a ídolos, de
imoralidade sexual, de animais sufocados
e de sangue. Era esta a proposta de
Thago. É interessante, eu acho que é
interessante lembrar aqui, importante
lembrar que todas essas quatro coisas,
elas estavam diretamente envolvidas com
os rituais de culto aos
deuses. Então, não eram coisas gerais,
não eram aleatórias. As quatro coisas
estavam alinhadas e as quatro coisas
estavam relacionadas ao fato de que
praticando essas coisas de uma
determinada maneira, você estava
oferecendo culto aos outros deuses. Eram
coisas que mantinham os o povo de Israel
separado, mantinham a sua identidade de
adoradores de
Deus, tanto a aos sacrifícios que eram
oferecidos, quanto ele quando ele fala
de moralidade sexual, ele tá sendo bem
específico. Então, a algumas pessoas
elaboram, tentam elaborar isso aqui,
incluir questões de orientação sexual e
identidade e de gênero. E não é o caso
aqui. Isso aqui ele tá falando de
práticas específicas que eram usadas
para adorar Deus de da fertilidade.
Quando os pais iam lá ofereciam as
filhas virgens, enfim, uma infinidade de
coisa que você pode que você pode olhar
aí. ah, animais sufocados, sangue, tudo
isso tinha que ver com a adoração de
outros deuses. Então, não praticar essas
coisas mantinha o povo de Israel
separado e e
e santo, que também significa separado,
para Deus de uma maneira especial. Eu
nunca tinha me dado conta até essa
semana, até estudar que até estudar esse
capítulo para trazer para cá que os
novos conversos não tinham que seguir
todas as
coisas que os antigos que os antigos
judeus seguiam. A proposta aqui é outra.
E e Pedro é muito claro quando ele diz:
"Não vamos impor sobre os caras aquilo
que nem a gente aguenta, não aguentou e
não funciona. E não é essa a
base, a a ideia era realmente ter uma
distinção muito clara, diferenciar
Israel das outras nações. Aí eles
preparam a carta, tem o concílio,
conversa, conversa, conversa, um
apresenta, outro apresenta, preparam a
carta que é para ser enviada para as
igrejas de uma maneira geral. Voltemos a
Atos 15.
E os versos
são 23 em diante. Aqui diz a
carta: "Os irmãos, tanto os apóstolos
como os presbíteros, aos irmãos gentios
em Antioquia, Síria e Silícia.
Saudações. Visto sabermos que alguns que
saíram de nosso meio, sem nenhuma
autorização, perturbaram vocês com
palavras, transtornando a mente de
vocês, nos pareceu bem, chegados a pleno
acordo, eleger alguns homens e enviá-los
a vocês com os nossos amados Barnabé e
Paulo, homens que têm arriscado a vida
pelo nome do nosso Senhor Jesus
Cristo. Verso 28. Pois pareceu bem ao
Espírito Santo e a
nós. Pareceu bem ao Espírito Santo e a
nós não impor a vocês maior encargo além
dessas coisas essenciais. Agora vem as
coisas essenciais, as quatro que Tiago
tinha
mencionado. Que vocês se abstenham das
coisas sacrificadas a ídolos, bem como
do sangue, de animais sufocados e de
imoralidade sexual. Tá aí os quatro
pontos.
Essa era a carta e essa carta foi
enviada para as
igrejas, deixando claro o que era
esperado dos novos conversos dos
gentios.
A gente fica pensando, e é difícil não
não ver o paralelo do que acontece lá no
início do cristianismo, dessa igreja do
cristianismo, da igreja e que surge e da
comunidade, do trabalho que a gente faz,
do trabalho de trazer outras pessoas, do
que tem valor e do que não tem valor,
daquilo que é um um fardo que nem nossos
pais e nem nós aguentamos e que a gente
não quer colocar no pescoço dos outros.
e daquilo que tem valor e daquilo que é
importante. Interessante essa questão do
discernimento. Discernimento aqui era a
chave, porque primeiro houve é o que o
Thago faz lá. Ele faz um uma
interpretação das escrituras. Ele olha
pro Antigo Testamento e percebe que a
base teológica que havia ali e o
interesse de Deus de trazer novas
pessoas. O segundo ponto é o
discernimento de prestar atenção aonde
Deus estava atuando. Deus está atuando.
As pessoas não vem pra igreja para ter
uma experiência. As pessoas vêm pra
igreja porque elas têm uma experiência
com Deus. Dá pra gente sentar junto e
falar dessa experiência? Dá pra gente
reconhecer que tem alguém sentado do
lado da gente que tem uma vida, que tem
uma experiência que e que o espírito tem
um impacto na vida dessa pessoa? Então
ele não vem para mim para buscar de mim.
e ele vem para mim para compartilhar
comigo a experiência que ele tem. Então
é prestar atenção, não naquele que
parece comigo, porque o que parece
comigo eu sei da experiência dele.
Prestar atenção no que é diferente e
como eu posso crescer com aquilo.
Pareceu bem ao Espírito Santo, diz a
carta. Pareceu bem ao Espírito Santo.
Então é prestar atenção que Deus já está
atuando na vida das pessoas. Não sou eu
quem determina onde o vento assopra,
onde o Espírito Santo trabalha. É o
Espírito Santo que faz o trabalho. E aí
ele diz: "Pareceu bem ao Espírito Santo
e pareceu bem para
nós." A gente parou, conversou,
analisou, ouviu as histórias, prestou
atenção, orou por isso e como
comunidade pareceu bem também para nós.
A gente também se deu conta de que
aquela experiência do outro era uma
experiência com Deus.
é o consentimento do grupo, é a
avaliação
coletiva. Pastor Edson já comentou aqui
que teve um uma série de coisas
acontecendo com os escritores do nosso
livro, porque são teólogos renomados,
acadêmicos de de grande nome nos Estados
Unidos, publicaram imensamente, são
professores, um deles faleceu no começo
do ano, o pai é pai e filho, Christopher
Richard. E uma das grandes mudanças foi
no momento em que eles passam a aceitar
que o evangelho também é para pessoas de
de homossexuais, pessoas LGBT. Agora
veja o que eles dizem aqui no capítulo
15. O relato de Lucas sobre o Concílio
de Jerusalém oferece um modelo de como a
igreja hoje pode abordar questões
relacionadas à inclusão de minorias
sexuais. De fato, é um modelo promissor,
totalmente consistente com o fluxo da
história contínua da Bíblia sobre a
graça expansiva de Deus. O modelo sugere
que assim como os primeiros cristãos
deliberaram juntos e decidiram remover
as barreiras a participação dos gentios
na comunidade dos seguidores de Jesus, a
igreja hoje também deve abrir suas
portas totalmente para aqueles de
diferentes orientações sexuais.
Três critérios que a gente vê aqui
presente, atenção criativa às
escrituras. Então, olhar o trabalho que
Deus já tinha feito e continuava
fazendo. Segundo, escuta atenta às
histórias para perceber aonde Deus já
está trabalhando. E terceiro, conversas
cuidadosas na comunidade sobre como
abraçar e como trazer esse grupo que é
diferente de muita gente que já está
aqui. É interessante ler a história
porque a gente vê um monte de problema
que eles tinham lá.
comunidade nova, ele estava fazendo algo
novo, era diferente, era
distinto. Nós estamos fazendo algo novo,
precisamos de ajustes constantes e a
gente nunca vai chegar lá, nunca vai ser
tudo, porque a gente sempre tá
progredindo. Você e eu somos chamados
para construir a
comunidade. A gente faz parte disso.
Comunidade é o que é por nossa causa. A
gente não é chamado simplesmente para
sentar. A gente é, o convite é um
convite à
atividade. Então se é necessário haver
melhora, é preciso que eu faça a minha
parte para isso. Todos nós somos
líderes, todos nós somos
influenciadores. Aqui concílio de
Jerusalém mostra um
conflito, vários conflitos. Nós também
temos conflitos e às vezes a gente ouve,
né? Ah, eu esperava tal coisa da
comunidade. A comunidade não é perfeita,
nunca vai ser. Não é essa proposta, não
é essa ideia. A gente não luta por isso.
A gente luta para ser melhor a cada
dia. Como assim? Como assim? Eles não a
O pessoal da música não toca música. A
minha música predileta que eu já pedi
faz tanto tempo. Como assim fulano de
tal não canta já faz não sei quanto
tempo? Como assim eu vim aqui para ouvir
o pastor Ed? Tem um tapa buraco
pregando. Como assim? Tá aparecendo a
outra igreja?
A gente tá aprendendo a fazer o novo,
gente. A gente não sabe direito fazer o
novo. A gente tá tentando e vai
continuar aperfeiçoando isso. A gente
sabe fazer o velho. A gente sabe fazer
aquilo que não funciona mais. A gente
quer aprender a fazer o novo e a gente
precisa aprender junto. Lembra que
sábado passado o pastor Edson falou que
deu um bo e ele não ia dar spoiler, mas
tinha dado um problema lá entre Paulo e
Silas. Se você for lá em Gálatas 2, você
vai ver o que aconteceu, que é bastante
interessante. Eu vou contar para vocês a
fofoca.
Aconteceu que o Pedro tava lá em
Antioquia e ele tava com os novos
conversos, o pessoal não circuncidado,
essa gente que pessoal falou: "Olha, tem
essas quatro regras para vocês
seguirem". Só que vieram aqueles grupos
de de de fariseus apareceu e aí o Pedro
discretamente, mas não, se afasta dos
novos para não dar uma má aparência,
para não arrumar encrenca com os com os
fariseus.
E Paulo fica muito indignado com aquilo,
fala: "Que porcaria você tá fazendo? Que
negóci, mas que coisa sem lógica é
essa?" E chama Pedro e e acusa ele
claramente, porque no em Atos 15 a gente
vê Pedro lutando e defendendo. Em em
Gálatas 2 a gente vê Pedro meio que com
vergonha do povo
novo. Paulo fala: "Não, não tem sentido
isso, gente. Que coisa mais sem lógica".
E Pedro passa aquela maior vergonha ali.
Eu adoro isso porque Pedro sou eu. Pedro
é você. Pedro é super super humano. É a
história de Pedro, né? É o Pedro que
joga, que chora, que rasga as vestes,
que diz para Jesus: "Se for preciso, eu
morro por você, não sei o quê". No dia
seguinte tá lá negando Jesus, né? É o
Pedro, a história do Pedro. É quem Pedro
é, né? Num momento faz uma coisa, no
outro momento faz outra. é um processo.
Ele mostra pra gente que a gente tá num
processo. E Pedro é Pedro. Não é para
diminuir Pedro de maneira nenhuma. É
para mostrar o processo em que a gente
caminha. Às vezes a gente faz besteira,
às vezes a gente acerta e continua em
frente. Felizmente Pedro, assim como
nós, teve mais acerto do que erro. Mas
esperar que vai ser perfeito, não vai
ser
perfeito. A gente precisa aprender a
aprender uns com os outros.
Assim como os fariseus, a gente tem
hábitos dos lugares que a gente traz de
outros lugares e a gente precisa
desaprender aquilo.
Às vezes a gente ouve, a comunidade não
é um lugar seguro para mim, ué, mas não
é um lugar seguro para você. A gente
precisa da sua ajuda, a gente precisa
sentar junto e a gente precisa fazer
junto. A gente vi até uma placa lá na
frente dizendo assim: "Estamos em
construção para nos servir melhor".
A gente passa a vida tendo atitudes que
separam, atitudes que marginalizam,
atitudes que oprimem, atitudes que
discriminam e e atitudes que tratam mal.
A gente quer desaprender isso e fazer
novamente. A gente tá lutando para fazer
melhor. A gente tá lutando para criar um
ambiente
seguro. Eh, só para ilustrar o ponto, a
gente tava na academia outro dia e a
gente tá falando de uma série no Netflix
chama adolescência. que eu recomendo
muito, né? Meus filhos não são mais
adolescentes, mas é uma série tremenda.
Tem uma infinidade de tópicos que você
tira dali que dá pra gente conversar
semanas.
E a gente tava falando da série e tendo
reações em relação à série, tinha uma
senhora na máquina do lado assim e a
mulher caiu de para-queda no meio da
conversa e disse assim: "É tudo mimimi".
Até agora não entendi direito o que que
ela ouviu, como é que tudo mimimi tinha
que ver com aquilo que a gente tava
falando. Mas aí ela aí ela complementa,
ela diz assim: "Antigamente, aí vem
antigamente a gente chamava esse grupo
disso, aquele grupo daquilo, aquele
grupo daquilo outro, aquele grupo
daquilo outro, não tinha problema
nenhum. Hoje não pode falar nada. Tudo
que a gente fala as pessoas se doem.
Às vezes eu falo, às vezes eu não falo
nada, sabe? Naquele momento, dado as
circunstâncias, o contexto todo, a
pressa, o meu estado de humor, eu falei:
"Melhor não deixar para lá". Aquele
momento eu não falei nada, mas eu,
aquilo ficou comigo e eu fiquei pensando
na história do mimimi. Eu fiquei
pensando, será que essa mulher em algum
momento fez parte de algum desses grupos
que ela tá dizendo? Porque do grupo A,
claramente ela não faz parte. Ela não
faz parte desse grupo racial. Do grupo
B, talvez não. Do grupo C, eu não sei.
Do grupo D vai saber. Deus sabe,
né? Será que algum dia ela foi chamada
de algum desses nomes que ela tava
mencionando que causava essa reação de
mimimi? Eu me lembrei de uma coisa que
aconteceu comigo. Eh, quando eu tinha 12
anos, a escola onde eu estudava não
tinha mais vaga. E aí eu, minha mãe
procurou lá na região uma escola para
mim e só encontrou vaga para eu estudar
no colégio chamado João Evangelista
Costa, que fica na avenida COPC, lá na
zona sul, perto da onde perto da da
nossa casa. E eu fui estudar lá, só que
era um programa noturno e eu só tinha 12
anos e além disso eu não tinha traquejo
nem malandragem nenhuma. Eu era imaturo
e não inocente, eh, vulnerável e
efeminado. Não deu
bom. Então, ser chamado de
naquele contexto era um negócio comum
que eu tentava ignorar e o bichinho era
o melhor que tinha. Então, ia daí morro
abaixo. Você imagina o resto, você já
sabe o resto. Um dia um dos meninos, os
meninos vieram e falaram assim: "Olha,
nós vamos pro Ibrapuera. Vamos, a gente
vai cabular a aula quarta-feira e vamos
pro Iberrapu era. Vai
fulano. E os caras eram todos bem
maiores que
eu. E eu que você, que que nós vamos
fazer lá? Ah, vamos brincar. A gente vai
para lá de vir a gente vai.
Tá aí contei nada pra minha mãe e fui
para com eles. Fui bear porera. Chegou
lá a galera, o plano deles todos, a
imaginam planejado entre eles é que a
gente que iam para lá para ter sexo
comigo. Não me pergunte exatamente qual
a razão. Só foi por Deus que nada físico
aconteceu. Foi emocional,
mas de alguma maneira lá na hora alguém
intercedeu e dizer assim: "Não, isso não
não vai dar legal. Vamos embora." O
grupo se dispersou, a gente foi
embora. Mas no outro dia, quando eu
cheguei na escola, a história de que eu
tinha ido para o Iberappuera com os
meninos e que tinha feito sexo com todo
mundo, espalhou ao fogo na escola
inteira. O meu apelido da linha em
diante é a ribira.
foi um negócio horrível que já tratei em
terapia, já tô, eu tô bem com isso, não
se
preocupe.
Eh,
mimimi. Então, você percebe o peso das
palavras? Quando a gente não pertence a
um grupo determinado, a gente não sabe o
que significa essas coisas. Que mimimi é
mimimi quando não é comigo, né? Porque
se for comigo não é mimimi. A gente
precisa cuidar com as brincadeiras, a
gente precisa cuidar com as coisas que a
gente fala. Que só é brincadeira se os
dois se divertirem. Se não for diversão
para os dois, isso não é brincadeira,
gente. Graças a Deus a gente vive num
outro momento. Graças a Deus a gente não
pode sair por aí chamando as pessoas
daquilo que vem na cabeça da gente.
Chega disso. Passou o tempo, não é? A
gente procura construir um lugar seguro
para todas as pessoas. Outro dia veio um
comentário que dizia assim: "Já não
basta ter um pastor LGBT na comunidade,
ainda tem que ter o fulano de tal com
unhas pintadas e roupa colorida cantando
lá na frente?" Tá bom, deixa eu
desdobrar essa questão, essa pergunta em
dois, duas partes. Já não basta ter um
pastor LGBT? Não, não basta. Não basta.
Sabe por quê? Porque uma pessoa não
representa todo um
grupo. Então não basta ter um pastor
LGBT na comunidade, não basta ter uma
mulher na direção, não basta não. A
gente precisa de um lugar seguro para
todas as pessoas. E a segunda parte
ainda tem que ter que ter que ter um
monte de gente. A a o a meta da
comunidade, o alvo da comunidade, o
nosso o nosso objetivo não é criar um
lugar seguro para pessoas LGBT. A meta
da comunidade é criar um lugar seguro,
ponto final, para que todas as pessoas
possam vir, para que todas as pessoas
possam adorar a Deus, para que as
pessoas, especialmente as pessoas que
não se sentem seguras em outros lugares,
possam vir e se sentir aceitas, se
sentir em casa, se sentir à vontade, sem
ninguém, pegando no pé e cobrando uma
circuncisão. Ah, mas a pessoa é demais.
A pessoa é demais. Então vamos virar
essa essa essa observação. Eu sou
demais. Você é demais. Demais em
quê? Em que é que você é demais? Você é
exuberante demais? Você fala alto
demais? Você tem peso demais? Você tem
peso de menos? Você come demais? Você é
você tem a pele escura demais? Você tem
um sotaque forte demais? Você é
masculina demais? Você é efeminado
demais. O que que você é demais?
Porque com certeza você é de mais alguma
coisa. A gente precisa cuidar muito com
essas réguas que a gente usa para medir
os outros, porque elas são el são elas
estão super afiadas e elas ferem a
todos. Vai chegar vai chegar a hora de
cada um de
nós de mais o quê? O que que é demais?
As boas novas é que a gente pode parar
de tentar agradar os outros, porque a
gente não vai conseguir. A gente não vai
conseguir ser aquilo que os fariseus
querem que a gente seja. parecido com
eles, isso não vai dar
certo. Tem um livro que diz assim: "A, o
título do livro é: "Não é da minha conta
aquilo que você pensa meu respeito". Eu
acho que eu já falei para você desse
livro que eu vivo repetindo
isso. Então, assim, que a pessoa pensa
sobre mim, eu não quero saber não. Isso
é problema dela. Não tem nada a ver
comigo. O julgamento do outro pertence
ao outro. Não, de fato, não tem nada a
ver
comigo. Tem gente que não fala, né, que
fala pelas costas, tem gente que fala
pela frente, que vem falar para você
aquilo que eles pensam.
O Ariano Soaçuna diz assim: "Eu sou
muito contra falar mal das pessoas pela
frente, eu acho de uma falta de educação
tremenda esse negócio de pra pessoa
falar na cara dela o que a gente acha
dela. Constrange quem ouve e constrange
quem fala. Espera um pouco a pessoa
virar as costas aí
você mete o pau. Aí você
fala, a gente sempre vai ser de mais
alguma coisa. Existe uma maneira de
criar espaços seguros. Primeiro lugar, a
gente pergunta paraas pessoas, para
essas pessoas, para quem a gente quer
criar um espaço seguro. O que é que
significa um espaço seguro para elas? O
que é que significa um espaço seguro
para você? Como que eu crio um lugar
aonde você se sinta segura conosco? Em
segundo lugar, a gente não segue adiante
sem a inclusão dessas pessoas nesse
espaço, nessas conversas, nesse
processo. É fundamental que a pessoa
esteja à frente à liderança desses
diálogos sobre o que significa espaços
seguros para todos os grupos. Em
terceiro lugar, a gente remove o
julgamento. Então,
hoje o meu chamado para você é é que a
gente remova o julgamento, porque tem
coisas que eu não consigo julgar. Eu não
consigo julgar. Eu não consigo julgar,
por exemplo, como é viver com útero. Não
tenho um, não tem a menor capacidade.
Mesmo que eu tivesse, fosse um, um
ginecologista, um obstetra com décadas
de experiência, ainda assim a minha
experiência seria teórica, não prática.
Eu não vivi com útero, eu não sei o que
é. Como que eu vou ter conversas de
pessoas que t sobre pessoas que t úter
sem incluir essas pessoas, sem saber da
opinião delas, sem pedir que elas tomem
a liderança nesse processo? Só um
exemplo, não tenho capacidade de julgar
o outro. Então eu preciso eliminar o
julgamento, porque a experiência do
outro, a vida do outro, a reação do
outro, o corpo do outro, a cultura do
outro, a expressão do outro são do
outro, não são
meus. Então, eu não tenho capacidade de
ter um julgamento objetivo. E em termos
de cristianismo, ninguém nunca pediu pra
gente ser julgar, ser juiz de ninguém.
Hoje nós não queremos ter aqui um lugar
de tolerância. Nós já passamos dessa
fase. A gente não quer um lugar de
tolerância que a gente quer um lugar sem
julgamentos. Não é assim, guarde o seu
julgamento para você. Não é isso que eu
tô lhe pedindo. Como cristão, como parte
dessa comunidade, eu estou lhe pedindo
para não julgar. Ah, mas é difícil.
É, mas se
exercite. Vamos parar de julgar os
outros. Até aquela expressãozinha, vamos
deixar que Deus julga. Até essa
expressão é carregada de de julgamento,
porque ela pressupõe um julgamento. Ela
não é uma expressão baseada na graça,
não é uma expressão baseada em tudo
aquilo que a gente acabou de falar.
Somos salvos pela graça e não por aquilo
que nós fazemos.
Então, então essa expressão ela ela
implica em que a gente não vai passar
pelo crio de
Deus. Não somos salvos por nada mais
além da graça. Parafraseando Pedro no
Concílio de Jerusalém, cremos que aquilo
que nos salva é a graça do nosso Senhor
Jesus Cristo. Nada mais.
Não guardar o sábado, não. Aquilo que a
gente come, a gente deixou de comer, a
tradição que a gente tem ter nascido no
cristianismo, quarta, quinta, sexta
geração de cristãos, nada disso. O que
nos salva é a graça, que é exatamente a
mesma coisa que salva as pessoas que são
diferentes de mim, que estão vindo e que
estão se assentando aqui
conosco. Deus e Pai, te agradecemos
imensamente pelo teu amor por nós. Te
agradecemos por esse espaço onde nós
podemos conversar abertamente daquilo
que está no nosso coração, aonde nós
podemos planejar, aonde nós podemos ser
desafiados e aonde nós podemos crescer.
Esteja conosco, continue nos abençoando,
continue presente em nossa vida e que
nós possamos seguir construindo lugares
seguros para nós e para aqueles que vêm
sentar-se conosco em tua casa, a tua
mesa, em teu nome. Amém. M.

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