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A fé vem pelo ouvir

SOBRE A LIBERDADE: HOMENAGEM A PEPE MUJICA

SOBRE A LIBERDADE: HOMENAGEM A PEPE MUJICA

SOBRE A LIBERDADE: HOMENAGEM A PEPE MUJICA

Pix: [email protected]

Legendas automáticas:

Ola, minha gente, tudo bem? Eu espero,
desejo que sim, do fundo no meu coração.
Sejam muito bem-vindos, muito bem-vindas
e muito bem-vindos ao nosso canalzinho.
E eu gostaria hoje de fazer um pequena
homenagem e reflexão a partir da vida do
Pepe Murrica e o tanto que ele impactou
a minha trajetória. Então, eu sou sou e
serei eternamente grato à passagem desse
cara pela terra por ter contribuído
tanto com a luta popular, com a nossa
compreensão de mundo e com algo que para
mim é fundamental, que é o exemplo, a
conduta. Alguém pode falar umas palavras
muito bonitas, fazer belas construções
poéticas, narrativas, argumentativas e
nos fazer refletir e pensar muito sobre
a realidade de maneiras. Mas
pessoalmente, né, para mim o que vale é
o exemplo, o que vale é a conduta. Eu
acho que ela dá conteúdo pras palavras,
ela dá conteúdo para para aquilo que é
dito.
Sem uma trajetória em que o que você
faz, como você age, como você
atua, esteja conectado com aquilo que
você acredita, com aquilo que você
professa, né? sem essa conexão. Para
mim, as palavras perdem muito do
sentido, muito do valor e é algo que
para mim é muito importante. Falar é uma
ação. Falar é algo eh que não é
desconectado das outras atividades que
nós fazemos. A crítica ao demagogo,
aquele que fala,
que performa, né, diz
algo, eh, que pode ser bonito, pode ser
interessante, mas que não tem conteúdo,
não tem substância, não tem vida para
ser apresentada naquela palavra, tá? Tem
sua raiz nessa desconexão dessas duas
ações, né, de um modo de conduzir, de
atuar com as mãos, com a vida, com o
corpo, com as relações e outra que é
atuar com a fala, né? eh o grande, a
grande crise que tem entre o papel do
ator, né, se ele está ou não falando a
verdade e várias reflexões que nós
podemos trazer aí do âmbito da arte, do
âmbito da dramaturgia, da poesia, das
músicas e pra conduta de vida e como e
das relações, né, entre o autor e a sua
obra. E no caso de uma pessoa que tem
uma atuação política nas vidas das na
vida comunitária coletiva, como Pep
Murrica tinha, a conexão entre o autor e
a obra não é uma questão daquilo que ele
diz ou daquilo que ele produz em sua
poesia, em sua música, em sua arte e o
modo como ele conduz a vida. Porque a
vida, na verdade, ela tá imediatamente
conectada com aquilo que ele tá falando
em público, como ele atua, como ele age,
como ele executa sua função de poder na
posição que ele tem. Então, acho que
isso é
muito interessante da gente considerar e
da gente refletir um pouco sobre, né? E
no caso o Murrica, ele teve um impacto
muito grande na minha vida, no modo como
eu compreendo o mundo. Eu acho que ele
foi uma das peças fundamentais, assim na
minha virada de radicalização ou no
início dela, né?
Eh, foi no começo da minha juventude ali
com 19 anos, mais ou menos, hoje com 35.
Eu tenho muita clareza disso. E ontem
quando eu fiquei recebendo da notícia
dele, do falecimento dele, da passagem
dele, eu eu não tive muito tempo que eu
tava trabalhando de parar para refletir.
Eu e aí no caminho de eu volta para
casa, eu comecei a fazer algumas
reflexões, comecei a pensar um pouco do
tanto que ele teve impacto na minha
trajetória, do tanto que ele me ensinou,
especialmente quando ele falava sobre
liberdade.
E pra mim foi muito importante ouvir ele
falando sobre liberdade, porque era algo
muito material, muito vivo e que tinha
sentido, me colocava com o pé no chão e
que se conectava também com coisas que
eu aprendi na minha vida, né? Então
fazia todo todo sentido e e como ele
conduzia a vida dele de um modo
coerente, né? Então ele falava sobre
liberdade de um de uma determinada
maneira e vivia de maneira adequada.
você fala: "Pô, tem coerência, tem
coerência prática entre o ato da fala e
o ato das relações humanas e o modo como
ele tá organizando ali o sua posição no
mundo. E isso para mim foi muito
marcante. Ele foi muito marcante e segue
sendo." Eu comecei a ler Marx de outra
maneira depois do Murrica, porque com
muita
simplicidade, muita
objetividade e de maneira muito
sintética, ele conseguia reduzir
pensamentos muito complexos que a gente
tem na nossa teoria para compreender
esse mundo, porque esse mundo é complexo
e não adianta eu simplesmente fazer
frases soltas e simples. Mas se você tem
esse essa bagagem desse conhecimento
mais complexo e alguém chega com uma
frase de maneira sintética, de maneira
clara, te apresenta aquilo ali
condensado, né? Que nem quando você faz,
vai fazer por um perfume, vai produzir
um ou algum produto cosmético, você
precisa daquele elemento concentrado,
né, numa essência, tá chamando das
essências. Se você pegar aquele perfume,
aquele cheiro, aquele aquele elemento e
condensar ele e usar uma gotinha daquilo
ali dentro de uma série de outras
coisas, faz aquele o ar todo ser
permeado por aquilo, o ambiente todo ser
tocado, né, de alguma maneira por essa
pequena gotinha. E o e o o Mjica tinha
esse dom, né, de pegar coisas
extremamente complexas e lindas e tal e
transformar nessa gota que é essencial.
E quando ela encosta nas demais coisas
eh que compõe esse perfume, no caso, uma
reflexão sobre a vida, uma reflexão
sobre liberdade, uma reflexão sobre o
trabalho, a própria teoria e o
pensamento crítico da realidade social
faz as coisas ficarem muito bonitas, né?
E com sentido, né? com sentido. O
Murrica dava
sentido pelo exemplo e por aquilo que
ele falava e como ele agia e as coisas
estavam conectadas e coerentes. E para
mim isso é algo muito muito muito
importante. Mas diretamente ao ponto e
sobre essa reflexão de
liberdade que me impactou
muito, foi uma vez que o Murrica disse o
seguinte:
"Liberdade é ter tempo para fazer o que
te motiva."
Liberdade é você ter tempo para poder
fazer aquilo que te
motiva. Eu vou falar uma última vez que
é para adentrarmos nessa
profundidade. Liberdade é ter tempo para
fazer aquilo que te
motiva. Parks na ideologia alemã, quando
ele escreve junto com Engels esse texto,
que é uma passada limpa com a filosofia
alemã, com a tradição da filosofia
alemã, do idealismo alemão, de maneira
muito crítica.
lá no meio, ele, aliás, bem, na verdade,
nem no meio, acho que é bem no começo,
inclusive, ele fala
assim, eh, que que seria esse sonho, né,
de você ter uma outra sociedade, um
outro mundo. Quando ele faz esses
pequenos devaneios, ele fala: "Cara, ter
tempo de manhã ir pescar, trabalhar à
tarde ali umas horas, fazer não sei o
quê na na hora da eh passear no campo,
ir no parque depois no fim do dia e
chegar em casa e discutir metafísica no
jantar. Você trabalha, você realiza suas
funções, mas você tem tempo, tem tempo
para fazer aquilo que te motiva, aquilo
que te anima, aquilo que você gosta,
seja caminhada, seja pesca, seja ali
você poder discutir metafísica no
jantar. Então essa esse conjunto de
frases, né, que estão no meio do do
processo de maneira muito poética nessa
nesse texto de Marx e Engels, dá um
toquinho do que que é isso, né, de
liberdade ter tempo para fazer aquilo
que te motiva. Mas a gente vai mais do
que
isso. No mesmo livro da ideologia alemã,
Marx e Engels dizem
assim: "Para fazer a história, o ser
humano precisa estar em condições de
fazer a história. E para mim esta frase
resume o que é uma crítica materialista
decente, tá?
ou pelo menos a porta de entrada para
você começar a perceber o mundo de modo
materialista, para você poder fazer a
história, para você realizar aquilo que
você acredita, para você poder praticar
seu culto, para você poder cantar sua
música, ir num show, fazer um uma
poesia, viver da arte ou curtir arte,
assistir um filme, qualquer coisa que
você for fazer que te motive e que
realizar a história, construir a
história, você ter a sua história, você
ter a sua trajetória, você precisa estar
em condições de fazer isso.
Sem essas condições não há história. O
ser humano precisa de condições para
poder
realizá-la. Então, para eu poder pensar
o mundo, primeiro tem que ver quais são
as condições que nós temos para poder
viver e viver bem, desfrutar, construir
história. E a liberdade entra nesse
bolo, porque a liberdade, a vivência da
liberdade, ela não é feita no nada. Ela
não é pelo que eu acredito, pelas minhas
intenções, pelo que eu gosto, quais são
as condições que me dão para poder ser
livre. E no caso para eu poder fazer
aquilo que me motiva, aquilo que me
anima, aquilo que me dá tesão de apegar
nessa vida e falar: "Eu quero vivê-la".
Como diria Emanuel Levinas, uma frase
muito bonita dele,
é morder a vida com todos os
dentes. É isso, entendeu? Liberdade como
você dar uma dentada nessa vida com
todos os dentes e com toda aquela
vontade, tá? Eu lembro de de moleque, a
gente subia para pegar manga e a gente
subia, pegava manga, tal, descia assim e
molecem, né? E a gente descascava com
dente ali mesmo e dava aquela dentada,
mordia aquela manga boa numa tarde
quente e você, pô, que da hora tal.
liberdade, mas a ideologia que
justifica, mantém,
reproduz esse modo de produção, faz com
que a gente se submeta a
ele com muita facilidade, reduz
liberdade a você fazer o que você quer,
como você quer falar, qualquer grosélia
que você queira, né? simplesmente o que
eu acho ter liberdade de sair falando
qualquer grosélia, eh, eu poder comprar
e vender, é eu viver dentro desse
mercado em que eu não tenho
necessariamente condições de viver e
fazer aquilo que me
motiva. E aí essa discurso de liberdade
esvaziada, sem muito conteúdo, ele
também se alinha a uma manutenção de
exploração do trabalho, do seu tempo, do
meu
tempo. Qual o meu tempo de vida? Qual o
seu tempo de vida?
Quanto tempo você tem para poder fazer
aquilo que te motiva? Quanto tempo você
tem para poder desfrutar da vida? Não
para você comprar. E aí é uma outra
coisa que o Mica sempre dizia, não dá
para ir no mercado e comprar tempo de
vida. Não tá disponível ali uns
minutos. Tempo de vida a gente não
compra, ele vai embora. E boa parte da
nossa vida está sendo consumida no
trabalho e não trabalho como realizar
aquilo que cria condições para a
reprodução da nossa vida. Trabalhar é
isso, é utilizar um projeto, os meios
disponíveis, os insumos que nós temos
para produzir aquilo que é necessário
para produção e reprodução da nossa
vida. Isso é trabalho. Trabalhar pra
gente poder ter condições de viver. Só
que esse trabalho para ter condições de
viver, ele não exige 12 horas do meu
dia, 16 horas do meu dia. Quem exige
isso é o trabalho social, socialmente
combinado, dentro de um determinado modo
de produção
específico. E não seria necessário tanto
tempo de trabalho,
jamais. E aí que tá o
ponto, o trabalho necessário para
manutenção, reprodução e mesmo
desenvolvimento da vida em sociedade,
ele exige muito menos horas. e ser tão
produtivo quanto e realizar tanta
atividade quanto e poder empregar mais
mão de obra disponível e a gente poder
ter uma maior circulação de pessoas
trabalhando empregadas ocupadas. Uma
coisa é ocupação e o trabalho que eu
realizo para produção social, que nós
chamamos chamamos de emprego. Outra
coisa é o trabalho que eu realizo para
produzir e reproduzir a vida e para
viver bem. E aí, nesse nessas
compreensão da distinção que é o
trabalho necessário para a produção
social e o que é o trabalho necessário
para que nós possamos viver e reproduzir
a nossa vida e desfrutá-la e morder a
vida com todos os dentes, a gente vai
conseguir perceber o que é essa tal
dessa liberdade que o Mugica chama
atenção para dizer ser livre é ter tempo
para fazer aquilo que te
motiva. Sabe quando dizem assim, se você
trabalha, né, se a sua profissão é no no
lugar que você gosta, fazendo aquilo que
você gosta, você nem trabalha, nem sente
isso. Cara, a ilusão dessa frase ou a
ilusão dessa compreensão é porque não
distingue o que é a função social do que
é o o o trabalho fazendo aquilo que você
gosta, aquilo que te motiva, que garante
a reprodução de vida. Eu adoro dar aula.
Adoro dar aula. Adoro, adoro ser
professor, adoro poder contribuir com a
formação das pessoas.
Mas quando isso se converte em emprego
para produção social e dentro da
reprodução social, sem clareza do que tá
acontecendo, em que eu sou super
explorado enquanto profissional da
educação, o tesão por dar aula vai lá
embaixo. E eu poderia fazer qualquer
outra
coisa, trabalhar 4, 6 horas por dia,
trabalhando como profissional de
qualquer outra coisa, mas eu tendo tempo
para poder dar participar com como
educador
popular, tendo tempo para poder dar as
aulas que eu gosto, sem necessariamente
receber por isso. Não, trabalho, recebo
meu salário, contribuo socialmente paraa
produção e manutenção desse sistema
social que a gente poderia viver e tal.
e dou aula, dou educação popular,
participo na igreja, formo o pessoal na
igreja, tenho tempo para tá brincar com
a minha filha, chegar em casa e ter
tempo para me assentar, estou em casa.
Pronto, agora vamos viver aqui a nossa
vida doméstica, nosso cuidado, nosso
carinho, um amar o outro, tem tempo para
assistir filme, para assistir série ou
para escrever uma música, para cantar,
para desfrutar e aproveitar essas
potencialidades que a gente tem de
querer fazer um monte de coisa. Nós
gostamos de viver, a gente gostaria de
viver. Só que esse gostar de viver esse
esse apego pela vida vai sendo
destroçado à medida em que a exploração
do trabalho aumenta cada vez mais e não
é de um trabalho que seja produtivo e
reprodutivo de vida, senão um trabalho
socialmente determinado dentro do modo
de produção capitalista que trata você
como uma mercadoria que se vende, que
rouba e explora o seu tempo de vida para
fazer capital e não necessariamente para
garantir condições para que nós possamos
fazer a história com relativo autonomia.
Então, ter tempo para fazer aquilo que
motiva, como essa frase do Mugica,
alterou completamente a minha percepção
sobre a
realidade. E era engraçado porque o
pessoal dizia que ele era um cara pobre,
né? Ah, o Mujica é o presidente mais
pobre do mundo e ele: "Eu não sou
pobre". Falou: "Cara, eu vivo numa casa
simples,
trabalho e faço aquilo que eu gosto
também. Tenho tempo para cuidar do
campo, dou minhas aulas, fico com a
minha companheira, faço minhas poesias,
escrevo meu meu meus livros de poesia,
contribuo de alguma maneira, eu faço o
que eu gosto, faço o que eu amo e a
gente também tem esse trabalho, essa
função social. E eu não preciso de muito
mais que isso. Eu eu consigo viver bem,
eu estou desfrutando da vida, fazendo
aquilo que me motiva. Nem tudo é uma
questão de troca, de venda, de consumo,
de mercadorias. Jamais. Esse não é um
mundo de liberdade em definitivo. E eu
não sei se vocês perceberam, eu falei
muito sobre liberdade, sobre trabalho e
sobre tempo. E aí eu vou querer queria
ler com
vocês. Isso aqui é a minha tese de minha
dissertação de
mestrado e virou livrinho, né?
Então, fundamento da
corrupção. E aí na dedicatória, eu fiz
uma dedicatória que no dia da da da
defesa, na banca final, uma avaliadora
falou: "Olha,
eu
eh já gostei desde da dedicatória, já me
ganhou para ler essa
tese e ela falou: "Uma dedicatória que
mostra que marxistas também
amam e que dá para falar de amor com
teoria marxista".
E essa dedicatória aqui, ela surge
exatamente porque eu li um pelo impacto
do Mugica na minha vida e de como
entender o que significa trabalho dentro
dessa outra percepção da realidade
mesmo. E aí eu escrevi o seguinte, eu
compartilho com vocês porque isso é
fruto desse impacto. O trabalho que gera
vida é trabalho que produz
excedente, um produto que garanta não
apenas a subistência de um indivíduo,
mas que traga consigo frutos capazes de
alimentar toda a comunidade próxima,
interdependente. Trabalho que gera vida
é trabalho para alguém.
O fruto do meu trabalho é de quem tornou
esse para alguém em uma experiência
determinada com sentido, fonte de
significado, um
destino. O fruto do meu trabalho é para
a magrinha mais linda desse mundo. Minha
fonte de vida, Bruna. Farei de tudo para
que viva, que é a minha companheira,
Bruna.
Trabalho para alguém,
cara, mas não como mercadoria pro meu
patrão e pelo meu chefe, pra comunidade,
para relações próximas, pra vida,
fazendo o que me motiva, para quem me
motiva, para que a gente possa viver e
desfrutar da vida de
verdade. É
isso, poder fazer coisas que não é para
poder ter dinheiro para comprar alguma
parada.
Apesar desse mundo nos obrigar a fazer
assim e viver assim, mas é entender que
é há algo para além do emprego, há algo
para além do dinheiro. Eu não sou uma
mercadoria e eu gostaria de viver nesse
mundo tendo tempo para fazer aquilo que
me motiva, mas cada vez mais eu tenho
menos tempo, porque cada vez mais nós
somos mais explorados, estamos mais
condicionados. E até quando nós estamos
nos entretendo, por exemplo, assistindo
um vídeo aqui no YouTube, somos tratados
como alguém que é fonte de renda. para
uma empresa e dentro da tal da economia
da atenção, fazendo com que até o nosso
momento de entretenimento e de paz se
torne algo de exploração de dinheiro, de
exploração de riqueza, de exploração do
nosso tempo de vida e que rouba o nosso
tempo de
vida. No
doutorado, esse ainda não virou livro,
tá? Envias da em nome de Jesus. Amém.
escrevi o
seguinte: "Haz sentido no trabalho
quando este garante a reprodução das
condições de manutenção e
desenvolvimento da
vida. Hoje meu trabalho tem sentido por
estar ligado à sua
vida. Esse trabalho e tudo que tornou
possível tem sentido por você, Luna,
minha filhinha.
Farei de tudo para que você
viva. Eu quero ter tempo e liberdade
para que a minha
filha possa viver e ter condições de
realizar
história. Eu quero ter tempo para fazer
o que me motiva cuidando da minha filha.
E que esse tempo de cuidado seja um
tempo que me motiva também.
E eu acho que vocês também gostariam
disso, que as nossas relações
fossem tempos produtivos e
reprodutivos,
bons, que a gente se sentisse livre.
Isso não é uma responsabilidade
individual, minha ou sua. Ela é nossa
enquanto comunidade, enquanto
sociedade, enquanto trabalhadores e
trabalhadoras que são
interdependentes e que cada vez mais
precisam tomar as rédias da história
para que a gente garanta tempo de
qualidade para fazer aquilo que motiva a
gente e as próximas
gerações. Isso é muito
importante, muito, muito importante. E
eu agradeço muito, muito Pepe Bugica por
sua
vida, por
ter sido um testemunho, né, viver por
aquilo que acredita
efetivamente, pela
conduta, por dar sentido para aquilo que
diz, não só pelo que diz, mas como vive.
E isso ensina, inspira,
motiva, é exemplo e acho que traz
conteúdo pra gente também poder alterar
as nossas condutas, nossa maneira de
viver, de perceber a vida e saber pelo
que para quem
lutar. Beleza? Espero que vocês tenham
curtido esse conteúdo aí. Eu esqueci de
falar isso, nem era para falar também,
porque isso aqui é uma homenagem, mas
curte aí, comenta, espalha a
palavra, divulga por aí. Quem puder dar
uma comentada aqui para para para dar
aquela engajada, olha também aí a chave
do Pix às vezes tá perdida na descrição.
E além disso, e tem os cursos que a
gente tá lançando aí pro pessoal que é
da membresia aqui do canal, tá bom?
Espero que vocês tenham curtido. Fiquem
bem e a gente segue se falando ainda que
a distância e por meio de vídeos no
YouTube. Valeu, minha gente.

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