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Um dia, a ira sai | Análise de THE LAST OF US 2×05

Um dia, a ira sai  | Análise de THE LAST OF US 2×05

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Legendas automáticas:

Quando nós ouvimos falar de um ato
violento, há basicamente três formas de
reação. Primeiro, a gente pode ter a
tendência de repulsa e aversão que nos
leva a perguntar como é que alguém pode
fazer uma coisa dessa. Existe também, em
segundo lugar, a indiferença. Na medida
em que atos violentos se propagam e se
tornam mais comuns, a gente já não se
aterroriza tanto. A cada nova violência
a qual a gente é exposto, a gente se
choca cada vez menos e acaba se
habituando ao mal. Mas em terceiro
lugar, e aqui que a coisa fica muito
perigosa, é quando nós começamos a
justificar e a apoiar a violência. E
existem muitas formas de como a
violência pode encontrar suas
justificativas. Muitas vezes, quando
encontramos num grupo diferente do
nosso, ideais tão diferentes ou atos tão
injustificáveis que a gente acaba
achando que a violência vai ser a melhor
resposta à aquilo. A questão é que na
superfície a maioria de nós tenta se
mostrar como alguém pacífico, contra a
violência. Ninguém quer se dizer
violento. O problema é que não sabemos o
que nós estamos dispostos a fazer em
nome dos nossos ideais, em nome das
nossas convicções, em nome da proteção
daqueles que amamos ou mesmo em nome do
nosso senso de justiça, até que tudo
isso seja colocado à prova. O que é que
nos transporta do repúdio à violência à
prática das coisas mais absurdas? Quais
fatores nos
dessensibilizam pro mal? Como reagir
diante de fatores que vão de encontro
com os nossos valores? Telest of Us tem
sido extremamente bem-sucedido em
discutir cada um desses assuntos e nos
mostrar o perigo daquilo que Anna Hen
chamou de a banalidade do mal e de como
os nossos corações conseguem esconder a
maldade diante da vida comum e de
relacionamentos de amor, de maternidade,
nos pequenos lapsos de alegria e de paz
que nós encontramos quando colocamos lá
dentro a nossa violência fundamental.
Mas é quando estamos finalmente na sala
vermelha com cano na mão. É que nós
deixamos sair aquilo que por muito tempo
acreditamos que poderia ficar colocado
lá no fundo. Bom, esse é o mundo cópia
do episódio 5 da segunda temporada de
Deless of Us. Esse é o programa em que a
gente faz uma análise cristando a
mensagem por trás desse seriado. Se você
gosta desse tipo de conteúdo, não deixa
de ficar com a gente, assistir esse
vídeo até o final, deixar o seu
comentário, o seu gostei e a sua
inscrição. E claro, esse vídeo tá cheio
de spoilers no quinto episódio, então
continue por sua conta
risco. O quinto episódio de Theess of Us
começa com um diálogo entre duas
mulheres que aparentemente possuem algum
posto de liderança nos lobos. Uma delas
parece nitidamente abalada, como se
estivesse prestes a ter um colapso
nervoso. Sentada do outro lado da mesa,
a outra mulher está controlada e
impassível. Parece que iremos presenciar
um debate entre a razão e a emoção.
Descobrimos que Lizy, a mulher
aparentemente emocionada, tomou uma
decisão muito difícil. Ela sacrificou
uma unidade de seus soldados. Na
conversa, descobrimos que ela tomou essa
atitude porque uma unidade de
reconhecimento que ela tinha enviado
descobriu que os esporos estavam se
espalhando pelo ar e que a unidade havia
se contaminado ao respirar o ar
infectado. Então o Leon, que parece ser
o líder desse esquadrão, toma a decisão
de pedir a Elise que os deixasse lá para
morrer, para que não só o seu grupo, mas
o mundo não tivesse agora que lidar com
infecção de codeps por esporos. O que
Elise faz? Leon era filho dela. Elise é
apresentada aqui como uma contraparte de
Joel. Leon é uma contraparte de L. No
entanto, Elise age de forma oposta a
Joel e não decide lutar para tentar de
alguma forma salvar seu filho, tentar
confirmar se ele morreria mesmo, já que
aquela era uma forma completamente
diferente de infecção. Não, ela respeita
a vontade do filho, entende que aquilo
era uma condenação e tranca todos do
segundo subsolo. Veja só, os lobos
possuem o seu quartel general em um
hospital. Que lugar mais adequado para
isso do que um hospital, já que foi em
um hospital que Jo decidiu salvar ele ao
invés do mundo inteiro. Elise poderia
ter dito ao Leonho suba aqui e venha.
Talvez dê para reverter isso. A gente
pode te dar um jeito, ver se é o mesmo
tipo de infecção ou não. Talvez não
precisemos sacrificar você, mas Elize
sacrifica a unidade, só sacrifica seu
filho. No Brasil, esse episódio passou
no domingo que comemoramos o Dia das
Mães, onde o mãe acata a decisão de um
filho e o sacrifica para poupar o seu
grupo e o mundo de um mal ainda maior.
Diferente de Joel, que salva e deixa o
mundo ainda lutando contra a infecção.
Leon aceitou ser sacrificado. Ele pensou
que perderia a consciência e deixaria de
ser a pessoa que era. Em alguma medida,
podemos conceber que quando foi
sequestrada e colocada numa mesa de
cirurgia também deve ter entendido que
morreria ali. No entanto, Joe não estava
disposto a sacrificá-la. A decisão aqui
é qual violência Joel ou Elise estavam
dispostos a escolher? A violência de
condenar o mundo ou a violência de
condenar seus filhos? O sacrifício de
Leon ainda teve consequências
diferentes. Ele e seu pelotão não
perderam a consciência de forma total.
Eles estão numa existência intermediária
entre a vida e a morte, como numa
espécie de estado vegetativo consciente,
ou melhor, num estado fúrgico
semiconsciente, onde eles talvez ainda
preservem algum traço de humanidade, não
sabemos o quanto ainda há da consciência
original do infectado, mas condenados a
inspirar e expirar fungos por anos e
anos sem morrer de fato. Eles são
mantidos vivos para que os fungos possam
se reproduzir. mas são menos humanos do
que eram. Eles estão no limar da
consciência, mas ainda estão em perpétua
tortura, perpretada pelo instinto de
sobrevivência daqueles fungos. Dessa
forma, a série nos mostra como os
personagens lidam o tempo todo com
questões de sacrifício e tortura como
justificativa para sua sobrevivência. Os
fungos sacrificam e torturam humanos
para sobreviverem. Os vagalumes estavam
dispostos a matar a H pela sobrevivência
das pessoas. Isaac tortura e mata
serafitas para conseguir informações e
garantir a sobrevivência do seu grupo.
Os serafitas fazem rituais de sacrifício
torturante em nome da profetiza como
forma de livrar o mundo de seu mal. É o
caminho de uma violência que promete
purificação. É o que nós vemos quando e
Dina se encontram cercadas pelos
stalkers. Ali em uma situação de morte
certa, a que não pode ser infectada,
decide se sacrificar para que Dina e o
filho que ela carrega vivam. Ele age
como Joel agiria aqui. O seu autício
salvaria Dina e o filho ela também
consideraria como dela se ela
continuasse com a Dina. No entanto, o
seu autício também deixaria o mundo no
estado de tortura e sofrimento pelo
Cpts. Ela não foi morta para fazer a
vacina, mas seria morta para salvar a
mulher que ela ama. Porque no fim das
contas, Joel não amou o mundo tanto
quanto amou Dina.
naquele momento estava disposta a deixar
em tortura o mundo que antes estava
disposta a salvar para que Dina e seu
filho sobrevivessem. A L não pode ser
infectada, mas a L não é imortal. Ela
pode ser mordida e pode ser rasgada até
a morte. A morte de L poderia salvar
Dina, mas sua morte implicaria que o
mundo nunca mais teria qualquer cura,
mesmo que surgisse alguém incapaz de
desenvolvê-la. Novamente é uma escolha.
A situação crítica leva ele à decisão de
se sacrificar. Vemos que Dina ainda
reluta, mas ela insiste. Vá, eu morro
para que você fique viva. Você não tem
opção. Isso não é análogo ao que Jo fez.
Ele teve que lidar com a decisão de
salvar ou o mundo e deixou sem escolha.
Porém, essa escolha pareceu boa até que
se mostrou que não era. Se não fosse
Jess aparecendo, e é muito lindo como
enxerga Joel ali, o seu salvador, como
se fosse o seu redentor. Não fosse por
ele. Dina e o filho teriam morrido em
uma jornada de vingança sem sentido e
sem propósito. Dess surge como um
salvador delas. Sacrifício e tortura
acompanham a jornada dos nossos
personagens. É o que vemos no ritual dos
serafitas. O jardim no meio de Seattle é
o reduto deles. Quando Jess e Dina fogem
dos lobos para lá, os lobos não têm
coragem de entrar. Naquele jardim,
naquela emulação infectada do Éden. Os
serafitas prestam culto à profetiza,
torturando e sacrificando um dos lobos
que, mesmo clamando por absolção, não
tem o seu clamor atendido. Não existe
espaço para arrependimento, não existe
espaço para redenção. Embora religiosos,
eles não são misericordiosos, embora
falem de purificar. Eles não chegam aos
pés do que propõe o cristianismo. Quão
terrível e violenta é uma doutrina do
pecado que não possui uma doutrina do
arrependimento. Quando existe uma
condenação, mas não há nenhum caminho de
redenção. É muito interessante que o
lema do Serafitas é sinta seu amor,
sinta o amor dela. Uma mensagem que é
aparentemente de união e de bem, mas é
transmitida com sangue de gem
sacrificada. Aqui é um elemento que até
repetido de episódios passados. O lema,
que também nomeia o episódio ganha uma
tripla perspectiva. A mensagem dos
serafitas, o amor de Liz, que sentimos
em seu colapso por ter sacrificado o seu
filho, o amor de L para salvar a Dina.
Talvez haja mais amores ali. Talvez o
amor de Tommy indo em busca da sua
sobrinha, que no caso, o amor de Dina
pelo seu filho, o amor do Jess pela
Dina, que talvez ainda esteja ali. Nós
sentimos cada um desses amores de formas
diferentes e todos estão lidando com
sacrifícios que julgam necessários e que
estão dispostos a fazer muitas vezes em
nome do amor. Eu aqui, né, a pergunta
que o Bonovox, o vocalista do YouTube,
faz na música Pride. O que mais em nome
do amor? E a verdade é que podemos
imaginar vários cenários, mas só
descobriremos o que estaremos dispostos
a fazer em nome do amor quando nossas
convicções são postas à prova. Nós não
podemos calcular o tamanho da nossa
violência pela paz dos dias comuns, mas
sim pelo que sai no momento da atenção.
Muitos dos que amaram o primeiro jogo
destilaram uma raiva irracional pelo
segundo jogo. Agora atacam violentamente
a série na sua segunda temporada do
mesmo jeito, de forma muitas vezes
exagerada e sem muita justificativa. O
que não é isso senão a perpetuação
fúngica da violência. Claro que existem
críticas possíveis ao jogo, a série,
nada é nada é incriticável, mas o ódio,
a perseguição, não é? A moça, a pobre da
atriz deletou as redes sociais dela de
tanto ódio, pessoas tratando a série
como se fosse a pior coisa já feita do
mundo, sabe? Baseado em quê? Existe uma
contaminação fúgica, né, no ódio, quando
você encontra uma comunidade de ódio. É
bem verdade também que o amor e a força
que ele diz ter esconde outra coisa. Na
conversa com a psicóloga, ele diz que tá
tudo bem, que superou, que se orgulha
quando Gale diz que desejava que mais
pessoas de Jackson tivesse o equilíbrio
mental. A verdade é que não percebeu a
ironia de Go. Talvez ou percebeu, não se
importou. Na frente de Dina, toca música
romântica, acarecia seu rosto, a beija,
diz que se importa com ela. Mas no final
do episódio vemos uma L disposta a matar
Nora. Mesmo que ela fosse capturada
pelos lobos, vemos uma L que persegue,
que a observa agonizar pelos esporos
respirados e não se importa. El poderia
muito bem ter matado logo Nora, mas ela
escolhe observá-la, agonizar, ela
escolhe torturá-la, assim como Joel foi
torturado. Nós temos uma L dupla aqui,
uma L que quando está com a Dina é uma
pessoa, mas que sempre que está sozinha
demonstra quem realmente é. Esse é o
triste dualismo da nossa existência,
quando nós escondemos do mundo a ira, a
raiva que temos dentro de nós. Uma ira
que Deus vê, uma raiva que nós podemos
esconder dos outros, mas que ela vai
acabar se revelando. Veja, já está
revelada à aquele que conhece o nosso
coração. Assim como Leon está em um
ciclo de inspirar os esporos e
expirá-los no ar, inspirou a violência
por muito tempo. Ela segurou o quanto
pôde, mas assim como qualquer um que
segura a respiração, em algum momento
ela não consegue mais manter aquilo
dentro de si e solta a violência
inalada. Não pode ser infectada pelos
esporos que respira, mas já está
infectada pela violência que inalou
desde o nascimento. Joel costumava
cantar a música Future Days de Pen para
é a música que ela tenta cantar no
teatro e não consegue. É como se
houvesse uma expectativa de dias futuros
juntos entre eles dois. Expectativa que
não pode mais ser cumprida. Dias que não
chegaram. O episódio 5 termina com outra
música de Peren Present Tense, que faz
um trocadilo interessante dos dias
futuros com o tempo presente. O tempo
presente se mostrou diferente do que for
imaginado quando ele ainda seria o
futuro. Os últimos versos cantados nos
créditos do episódio dizem: "Estamos
tirando algo desta vasta viagem". Mas
ela também canta. Você faz ideia de como
a sua vida acaba? Olhe suas mãos e
estude suas linhas. Você já acreditou
que a estrada adiante conduz à
iluminação? Parece que sem necessidade
está ficando difícil achar um caminho e
uma maneira de viver. E repete, você faz
ideia de como esta vida acaba? Não é
esse conflito que nós vemos no episódio
na série? Será que todos esses
personagens, com suas questões morais e
valores éticos, sabem como a venda
termina? Será que eles realmente
acreditam que suas decisões são aquelas
que conduzirão a um mundo melhor, a um
tipo de iluminação? Será que na verdade
todas as suas ações não estão sem
necessidade, deixando mais difícil ainda
achar um caminho e uma maneira melhor de
viver? Será que eles não estão
construindo um mundo pior? Será que isso
também não é como nós muitas vezes
estamos vivendo? Acreditamos que as
nossas decisões são as melhores no
momento que nós estamos tomando cada uma
delas, mas não estamos muitas vezes
tornando a vida mais difícil para nós e
pros outros? Será que nós não estamos
complicando as coisas? Estamos tirando
algo dessa vasta viagem que é a vida
triste de quem só descobrir a resposta
para isso no seu leito de morte ou ainda
pior depois do seu último suspiro.
Quando perder a tudo e a todos que se
ama. Achamos que a ira do homem produz
justiça de Deus. Mas o livro de Thiago
vai dizer que não. A ira do homem nunca
vai produzir a verdadeira justiça,
porque a nossa ira só nos separa
daqueles que amamos. A Bíblia nos ensina
que, por mais externamente pacíficos que
pareçamos, todos nós temos violências
incontroláveis no nosso coração. E essa
ira interior já é a concretização
interna de um ato de violência externa.
É o que disse Cristo. Aquele que odeia
já assassinou no coração. A verdade e
nós sabemos muito bem disso. Ainda que a
gente não tenha coragem de dizer é que
seríamos iguais ou piores do que aqueles
que nos causam revoltas, fôssemos
colocados em situações propícias. Mas a
Bíblia também nos ensina que Deus
aplacou a violência do mundo. A Bíblia
nos ensina que o amor de Deus se
derramou enquanto éramos violentos como
os lobos, intransigentes como serafitas,
duas caras como a ele. A Bíblia nos
mostra que Deus nos amou enquanto
andávamos no curso deste mundo,
respirando esporos de violência e de
pecado. A cruz foi um ato chocantemente
violento, mas profundamente amoroso de
Deus. Ao sacrificar o seu filho
unigênito, ele salva os imerecedores de
salvação. Enquanto todos os personagens
da série e talvez todos nós fora do
mundo televisivo lutamos por aqueles que
achamos que merecem a nossa justiça, a
nossa bondade, o nosso amor. Deus é quem
sacrifica o seu filho por aqueles que
não merecem nada. A mensagem da graça é
violentamente amorosa, é chocantemente
salvadora, é assustadoramente redentiva.
Como pode Deus estar disposto a
sacrificar o filho que ele amou
eternamente por pecadores? Mas assim ele
o fez. E é nesse amor que nós vivemos a
salvação. O amor que Joel não poderia
entregar pela humanidade, que Dina, que
ninguém pode expressar. É nesse amor que
não é só uma emoção a ser sentida, mas
que é um ato profundo de entrega que
podemos encontrar nessa viagem da vida,
significado iluminação de verdade. É
esse amor que aplaca os nossos pecados e
pacifica as nossas violências. É apenas
o amor de Deus. A única forma de
vivermos uma vida de verdade longe das
violências interiores e sendo
transformado por dentro é sentindo o seu
amor. Não o amor dela, da profetiza, mas
o amor dele que morreu na cruz em nosso
lugar. Esse é o mundo cópia de Theess of
Us, episódio 5 da segunda temporada. Que
você tem achado da série? Nesse episódio
a desse episódio, começaram a entregar
aquilo que a gente que é fã do jogo,
tava esperando. A gente sabe que a
narrativa é diferente. Muitos fãs do
jogo aí muito agressivos o dia da série.
Eu tenho gostado muito, mas claro, senti
falta da L que finalmente chegou,
finalmente apareceu. E a gente espera
que daqui pra frente, ó, daqui pra
frente seja só a grande escalada da
mensagem e da trama que se estabelece
nessa história que a gente aprendeu a
amar já há muito tempo e que agora se
expressa aí de forma cinematográfica.
Lembrando que toda terça-feira, 10 horas
da manhã, a gente tá aqui para discutir
The Telest of Fans. Então, se você
quiser apoiar esse trabalho, se
inscreve, a as notificações, deixa o seu
like, não lhe custa nada e nos ajuda
muito. Se você quiser, você pode também
virar membro aqui desse canal. Nós temos
comentários também sobre toda a primeira
temporada. Você pode ir na playlist de L
of se você quiser.

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