Uma conversa com Joel Beeke sobre a segurança da salvação (#EnsinoFiel Ep.114)
06/05/2025
Uma conversa com Joel Beeke sobre a segurança da salvação (#EnsinoFiel Ep.114)
O episódio de hoje é uma conversa sobre a certeza e segurança da salvação com um dos maiores especialistas em teologia sistemática atualmente, o Dr Joel Beeke. Nesta conversa, Dr Beeke fez comentários sobre alguns artigos da confissão de fé de westminster sobre o assunto e respondeu a perguntas sobre se é possível um crente verdadeiro duvidar de sua salvação, como devemos considerar e tratar crentes chamados de “desviados” e também sobre aqueles que um dia levantaram a mão em resposta a algum apelo em uma pregação, mas que não demonstraram frutos convincentes.
MINISTÉRIO FIEL —————————————-
Ministério Fiel: http://ministeriofiel.com.br/
Editora Fiel: http://editorafiel.com.br/
Conferências: http://ministeriofiel.com.br/eventos/
MAP: http://adoteumpastor.com.br/
CFL: https://ministeriofiel.com.br/cursos/
Blog: https://voltemosaoevangelho.com/
Facebook: http://facebook.com/MinisterioFiel
Twitter: http://twitter.com/MinisterioFiel
Instagram: http://instagram.com/ministeriofiel/
Telegram: https://fiel.in/telegram
Aplicativo: https://fiel.in/aplicativo
Fonte: Ministério Fiel
Legendas automáticas:
[Música] Seja muito bem-vindo a mais um episódio do Ensino Fiel, este programa semanal e gratuito de ensino bíblico e teológico do Ministério Fiel. O episódio de hoje é uma conversa sobre a certeza e segurança da salvação com um dos maiores especialistas em teologia sistemática atualmente, Dr. Joel Bick. Nesta conversa, o Dr. Bick fez comentário sobre alguns artigos da confissão de fé de Westminster sobre o assunto e respondeu a pergunta sobre se é possível um crente verdadeiro duvidar de sua salvação ou como devemos considerar e tratar crentes chamados de desviados e também sobre aqueles que um dia levantaram a mão em resposta a um apelo em uma pregação, mas que não demonstraram frutos convincentes. Não perca este episódio inédito e exclusivo de hoje e aprofunde o seu conhecimento acerca desta preciosa bênção, que é a segurança da graça e da salvação que Deus nos dá em Cristo por meio do espírito e de sua palavra. Não esqueça de curtir e compartilhar este episódio para que os nossos conteúdos sempre sejam recomendados a você e também para que mais e mais pessoas possam ser edificadas por meio do nosso trabalho. Ensino Fiel, episódio 114, uma conversa com Joel Bick sobre ter certeza da salvação. Podcast gravado em nossa conferência Fiel Jovens 2024, a qual está disponível na íntegra em nossa plataforma Fiel Digital, onde você encontra a reprise de nossas conferências. mais de 100 cursos e mais de 300 e-books da editora Fiel. Tudo isso em apenas uma assinatura. Acesse fieldigital.com.br e faça já sua assinatura. Boa tarde, sejam bem-vindos a mais um podcast do Ministério Fiel. Estamos muito contentes com a presença de todos vocês aqui conosco. Queria agradecer a presença do Dr. Joel Bick aqui conosco. Muito obrigado por estar nos servindo nesta conferência. Estamos aqui gravando este podcast durante uma conferência fiel jovem sobre os cinco pontos do calvinismo. Queria agradecer também Thiago Santos por estar aqui nos servindo na tradução. Eh, pastor Thago, se quiser também interagir, será muito bem-vindo, tá? Não somente traduzindo, né? E hoje nós vamos falar sobre um tema muito importante que não apenas ele é discutido também entre aqueles que são eh mais inclinados à teologia reformada. calvinismo, mas também é fruto de debate até mesmo entre arminianos, né? Pois há arminianos que eh têm certeza da salvação. Existe eh armenianos que também eh pensam neste ponto. Então, hoje nós vamos falar sobre esse assunto Joel B que vai nos ajudar a a entendermos melhor esse assunto. E ele pediu para mim para que como ponto de partida para esse assunto eu lesse a primeira parte do capítulo 18. da confissão de fé de Oest Minster que fala sobre isso, sobre a certeza da graça e da salvação. Então, preste atenção para que isso ah sirva aí como um pano de fundo para nossa conversa. Ainda que os hipócritas e os outros não regenerados podem iludir-se vente com falsas esperanças e carnal presunção de se acharem no favor de Deus e em estado de salvação. Esperança essa que perecerá. Contudo, os que verdadeiramente creem no Senhor Jesus e o amam com sinceridade, procurando a andar diante dele em toda boa consciência, podem nesta vida certificar-se de se acharem em estado de graça e podem regozijar-se na esperança da glória de Deus, nessa esperança que nunca os envergonhará. Pastor Joel Bic, por nós deveríamos confiar em tal declaração? É bom estar com vocês e é muito bom falar sobre um assunto que é muito caro ao meu coração. Capítulo 18.1 estabelece a estrutura para a segurança da salvação para crentes até os dias de hoje. E esses quatro parágrafos que nós, acerca dos quais conversaremos são os mais famosos conhecidos sobre este tema da segurança na salvação. Haviam mais de 100 teólogos na assembleia de Westminster na década de 1640. A maioria deles puritanos. E 25 desses 100 teólogos haviam escrito livros específicos sobre a segurança da salvação. Então, no capítulo 18, o que eles estão fazendo é trabalhando três possibilidades. A primeira possibilidade é que você pode ser um cristão e, graças a Deus, ter uma segurança plena da sua fé. E a segunda possibilidade é que talvez você pense que tem segurança da sua fé, mas de fato você não tem. E você está se enganando a si mesmo, porque você não está produzindo frutos da segurança da salvação. Os puritanos, eles dirão que quando você tem realmente segurança da fé, você é 10 vezes mais ativos como ativo como um cristão do que aqueles que não têm essa segurança. Por exemplo, você tem uma alegria profunda em Cristo. Você sabe que os seus pecados foram lavados. Você anela está com Cristo por todo sempre na glória. Ah, você percebe que e todo convertido de certa maneira é um campo missionário. Desculpe, cada pessoa jovem que você conhece é um campo missionário, porque você quer que todas as pessoas desfrutem dessa mesma alegria que você desfruta. Então, hoje muitos cristãos pensam que têm segurança da fé, mas muitos não têm o tipo de fruto que acompanha essa segurança da fé. E hoje muita gente confunde a fé por si só com a segurança da fé. Elas vêm em alguma evidência de que tem algum algum grau de fé salvadora, mas não tem essa alegria robusta, plena de segurança da fé. [Música] E é um terceiro grupo de pessoas que não acham que tem a segurança da fé, mas a verdade é que eles têm muito mais dessa segurança do que podem perceber. E por uma razão ou por outra, talvez por sua personalidade, sua disposição, ou até por uma visão equivocada sobre o caráter de Deus, elas sentem muito pouca segurança da fé. Então, essas são as três possibilidades que a gente vê no capítulo 18.1 da confissão de Westmin. E a parágrafo 2, 18.2, então vai lidar com a questão, que é a principal questão do capítulo. Quais são os três fundamentos da segurança? Então, leia aí pra gente 18.2. 18.2 diz assim: "Esta certeza não é uma mera persuasão conjectural e provável, fundada numa falsa esperança, mas uma infalível segurança da fé, fundada na divina verdade das promessas de salvação, na evidência interna daquelas graças a que são feitas essas promessas, no testemunho do espírito de adoção que testifica com os nossos espíritos sermos nós filhos de Deus. no testemunho desse espírito que é o penhor de nossa herança e por quem somos selados para o dia da redenção. Então, então veja, se você está interessado em crescer na segurança da sua fé, tem uma chave aqui que você precisa usar para abrir essa porta. Ah, então e eu vou tentar comparar isso. Acho que vai funcionar aqui também no contexto brasileiro. Imagine que a gente tem então a carne, a batata e a sobremesa. E a carne, então, é o fundamento da nossa do nosso alimento. Essas são as promessas de Deus. É o fundamento primário da nossa segurança da na fé. Então, quanto mais você aprende a descansar e confiar nas promessas de Deus em Cristo, tanto mais segurança na fé você terá. Então, por isso, os puritanos escreveram muitos livros sobre as promessas de Deus. E nós publicamos Williamst chamado Os Poços da Salvação Abertos. É um livro incrível. E o autor Spst, ele diz coisas maravilhosas sobre as promessas de Deus. Deixa eu oferecer duas ilustrações de Spsto. Ele diz primeiro lugar, as promessas de Deus são como as estrelas nos céus. E quando você é um cristão mais jovem, você pode olhar para algumas dessas promessas e sentir algum conforto nelas. É como quando você sai à noite e você olha pro céu e aí você fala assim: "Ah, eu consigo ver uma estrela. E aí você, a sua vista começa a ajustar à falta de luz, né, a escuridão. E aí você começa a ver, pera aí, agora eu tô vendo cinco estrelas. Olha, tem mais. Tô vendo 10, 20. Agora eu consigo ver um oceano de estrelas no céu. Então, dirá que na medida em que a gente vai amadurecendo, não é? a gente vai vendo mais e mais promessas semelhante a essas estrelas que a gente vê no céu e isso vai trazendo mais conforto pra alma. Você descansa mais e mais nessas promessas ao ponto em que numa certa altura você só consegue enxergá-las. E a segunda ilustração é a seguinte: ele dirá que há 3500 promessas de Deus para os seus filhos nas escrituras. [Música] E e cada uma dessas promessas é como se fosse uma moeda de ouro puríssima. E agora falando figurativamente, é como se Deus colocasse cada uma dessas moedas de ouro num numa num saco. E na escritura, então, ele apanha esse pote de ouro e está levando esse pote para vocês, filhos dele. E aí, então, ele lança todas essas moedas aos seus pés e ele diz: "Meu filho, apanhe tudo que você quiser." Então você percebe que quando você repousa na segurança da fé em Deus, você tem um fundamento seguro, firme. E este então se torna o seu solo e seguro, sólido, a sua dieta diária. É como se fosse a sua carne. É a parte mais fundamental de cada alimentação que você recebe. Mas você também precisa dos carboidratos, precisa da batata. Você precisa de mais do que as próprias promessas. Por quê? E então, uma pessoa não convertida, ela pode apanhar a Bíblia e falar assim: "Bem, eu sou uma pessoa boa em geral, então eu posso entender que essas promessas também são para mim e nenhuma das ameaças que estão na Bíblia acho que se enquadram na minha vida. Então, a escritura vai ensinar pra gente que além das promessas colocada acima das promessas, nós precisamos sentir no nosso coração as evidências internas sobre as quais Essas promessas são edificadas. Nós chamamos isso na história da igreja de marcas da graça ou frutos da graça. Como Jesus ensina que pelos vossos frutos sereis conhecidos. E um dos livros das Escrituras que lida com essas marcas da graça de forma quase exclusiva é a primeira epístola de João. E João dirá 11 vezes algo mais ou menos assim. Nós sabemos que passamos da morte para a vida. Por quê? Porque amamos os irmãos. Porque nós mantemos os mandamentos, eles não nos são pesados, porque nós temos a unção do espírito e assim por diante. Então, quando você realmente descansa nas promessas de Deus, você também terá os frutos da graça pela obra do Espírito no seu coração, na sua alma. Nessa primeira epístola de João, nós vemos 11 dessas marcas que do fruto da graça. E e Jesus nas bemaventuranças, ele começa o sermão do monte com mais sete ou oito marcas da graça que nós lá encontramos. Bem-aventurado o que e os os mansos. Bem-aventurados os pobres de espírito. Bem-aventurado aquele que tem fome, ser de justiça. E Pedro em segunda Pedro 1 tem pelo menos mais sete ou oito marcas da graça. E Paulo em Gálatas capítulo 5 versos 22 e 23. oferece mais oito frutos do espírito ou evidências do fruto do espírito. Então você tem aí 25 a 30 marcas da graça que provam se nós temos ou não uma fé salvadora em Cristo. E os puritanos não disseram e nem a escritura diz que nós temos que ver cada um desses 25 frutos ou dessas 25 marcas na nossa vida. E de fato, se você consegue enxergar uma ou duas dessas marcas na sua vida, você pode se assegurar de que todas as demais se seguirão, porque a obra de Cristo na nossa vida é sempre completa. Então, como é que os puritanos se se autoexaminavam com respeito às marcas da graça? E eles fizeram-no por aquilo que chamaram de silogismos. De modo que nós temos uma premissa principal, por exemplo, por exemplo, aqueles que tm fome e sede da justiça de Deus em Cristo e somente eles é que são filhos de Deus. Então você se coloca de joelhos e começa a clamar a Deus. Senhor, Santo Espírito de Deus, ajuda-me a sondar a minha própria consciência para que eu seja honesto diante de ti. Me ajuda a entender eu tenho fome e e sede da justiça de Cristo realmente? E e se a sua consciência pode responder com um reverberante sim, quer dizer sim, a minha alma realmente tem fome e sede da justiça de Cristo. Então, a conclusão é: "Eu sou um filho de de Deus". É assim que os puritanos faziam. E a consciência é uma testemunha junto com o espírito de Deus de que nós possuímos essa marca da graça de Deus na nossa vida. E você sabe que você não pode se autonceder essas marcas, ou seja, elas vêm de Deus. Satanás certamente não vai te dar essas marcas. Então, essas são marcas que são concedidas pelo Espírito Santo a você, de modo que você colabora com a sua santificação pro desenvolvimento dessas marcas na sua vida. Mas tem algo mais, eu chamo isso de a sobremesa. Ah, não, não é todo filho de Deus que tem esta sobremesa. Poucos, são poucos, talvez que tenham, mas presta atenção na no que diz a a última parte do capítulo 18, parágrafo 2. O testemunho do Espírito Santo de adoção, testemunhando ao nosso espírito que nós somos filhos de Deus. [Música] Isso pode se dar por essa por esse testemunho da consciência interna que o Espírito Santo comunica os nossos a nossa consciência e coração. Mas o Espírito Santo pode pegar a palavra de Deus e aplicar diretamente as nossas consciências e de uma maneira muito poderosa que nos dá uma segurança, uma segurança de que somos filhos de Deus. Ah, uma coisa é nós termos 3500 promessas à nossa disposição, que vai me ajudar a ir adiante na minha segurança na fé. E isso é bonito, é é fundamental, é maravilhoso. Mas às vezes Deus também dá ao seu povo a uma aplicação poderosa, talvez, de uma única promessa em particular e que é alguma coisa que vai dar um grande incentivo para os níveis de segurança que eu tenho. Por exemplo, na minha própria vida. Romanos 8:28 foi aplicada em uma certa ocasião ao meu coração de forma muito poderosa. Nós sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. E eu poderia então na lendo aquilo, dizer com todo meu coração, com testemunho da minha consciência: "Senhor, o Senhor sabe que eu te amo. Eu não te amo tanto quanto eu deveria. Eu sempre amo menos do que deveria, mas eu sei que eu te amo. Eu sei que tu és o primeiro e o número um na minha vida. E eu sei que eu te amo mais do que eu amo qualquer outra pessoa neste mundo. Então, quando esta promessa foi aplicada ao meu coração, eu podia então dizer para mim mesmo: "Eu sou um filho de Deus, eu estou seguro na minha fé". Então, você tem a carne, que são as promessas de Deus. Nós temos a ação interna da graça que dá validação de que você é um filho de [Música] Deus. E você também tem um testemunho direto do Espírito pela palavra, dizendo a você que você é filho de Deus. Isso pode acontecer talvez em um sermão, talvez em algum momento em que você esteja lendo a Bíblia e talvez até mesmo quando você tiver caminhando ou dirigindo sozinho e lembra-se de um texto que o espírito vai aplicar diretamente ao seu coração. E quanto mais a gente tem essas três, esses três tipos de segurança, maior o nível da segurança na fé que nós teremos. E quando nós somos cristãos, nós queremos ter um nível mais alto de segurança da fé. E também precisa entender que cada um desses três tipos de segurança estão conectados com a obra do Espírito Santo no nosso coração. Então é isso que diz o capítulo 18.2 da confissão de Westmin, né? Então vamos ler junto aqui agora os pontos 18.3 3 e 4 e passar por ele mais rapidamente, por eles mais rapidamente. Ponto três. Esta segurança infalível não pertence de tal modo à essência da fé que um verdadeiro crente, antes de possuí-la, não tenha de esperar muito e lutar com muitas dificuldades. Contudo, sendo pelo espírito habilitado a conhecer as coisas que lhe são livremente dadas por Deus, ele pode alcançá-la sem revelação extraordinária no devido uso dos meios ordinários. É, pois, dever de todo fiel fazer toda a diligência para tornar certas a sua vocação e eleição, a fim de que, por esse modo, seja o seu coração no Espírito Santo, confirmado em paz e gozo, em amor e gratidão para com Deus. em firmeza e alegria nos deveres da obediência, que são os frutos próprios desta segurança. Este privilégio está, pois, muito longe de predispor os homens à negligência. E no ponto quatro, nós lemos assim: "Por diversos modos, podem os crentes ter a sua segurança de salvação abalada, diminuída e interrompida, negligenciando a conservação dela, caindo em algum pecado especial que fiera a consciência, entristeça o Espírito Santo, cedendo a fortes e repentinas tentações, retirando Deus a luz do seu rosto e permitindo que andem em trevas e não tenham luz mesmo os que temem." Contudo, eles nunca ficam inteiramente privados daquela semente de Deus e da vida da fé, daquele amor a Cristo e aos irmãos, daquela sinceridade de coração e consciência do dever. Dessas bênçãos, a certeza de salvação poderá, no tempo próprio ser restaurada pela operação do espírito. E por meio delas, eles são, no entanto, suportadas para não cairem no desespero absoluto. Então, o capítulo 18.3 TR tá dizendo que ele lida com o problema de que às vezes leva um tempo até que a gente alcance essa segurança na salvação. Isso acontece principalmente quando essa esse entendimento da conversão é gradual. Mas na medida em que nós crescemos na graça, na medida em que usamos os meios ordinários da graça, lendo as escrituras, tendo comunhão com os santos, a nós sorvendo os sermões, clamando ao Senhor em oração. e nos envolvendo com grupos de estudos das escrituras ou outros meios de graça, é de se esperar que haja um crescimento na segurança da fé, mas também 18.3 TR diz que é o seu devery é um, é o seu dever fazer com que a sua eleição e a sua chamada sejam seguras, certas. É segunda de Pedro 1 verso 10. E você faz isto na medida em que usa os meios de graça. Você se autoexamina para os frutos. E aí você então vê os frutos que são listados aqui no finalzinho do ponto tr. Paz e alegria no Espírito Santo. Amor e ação de graças para com Deus. Força e alegria na obediência. Esses são os frutos próprios da segurança. Aí você chega no 18.4. E então ele vai lidar com aquilo que nós fazemos quando começamos a perder um pouco dessa segurança na fé. Como é que você perde a segurança na fé e como é que você reconquista essa segurança na fé? Ah, você perde a segurança na fé quando você começa a se desviar, quando você começa a se desviar, quando você se afasta dos meios de graça e quando você começa a abraçar mais do mundanismo e você para de vigiar contra o pecado. E aí você começa a ser mais desleixado na sua vida espiritual. E talvez pior do que isso, você começa a cair em pecado e você faz isso repetidas vezes. E aí você começa então a perder essa segurança. E se você perseverar em baixos níveis de obediência a Deus, você também vai receber baixos níveis de segurança. Que que você pensaria de mim se eu dissesse assim: "Eu tenho um casamento maravilhoso e e pela graça de Deus eu realmente tenho. Eu tenho uma esposa muito especial. O que que você pensaria de mim, todavia, se eu dissesse algo mais ou menos assim: "Eu realmente a amo muito e eu tenho certeza do amor dela para comigo, meu amor para com ela, mesmo quando eu sou infiel com ela." Você diria para mim: "Você tá maluco? Você tá se autoenganando". É, é a mesma coisa na nossa nosso relacionamento com Deus. Quando você pode viver em pecado, e você então fala assim: "Não, não, mas é porque eu sou um cristão, então eu peco, Deus perdoa, tá tudo bem". Tem alguma coisa muito errada se você pensa assim. Mas é possível que você perca também essa segurança debaixo da vontade soberana de Deus. O 18.4 fala de Deus mesmo tirando essa luz de sobre você. Então, é possível que haja tempos na vida cristã em que o cristão não esteja se desviando, mas essa vida próxima de segurança na fé parece que se dissipa. E Deus faz estas coisas por razões que são todas sábias. Você pode ler isso, por exemplo, em Isaías 50 verso 10, em que Deus permite que o seu povo ande em trevas e não tenha luz por suas por seus motivos soberanos, para manter o seu povo humilde e dependente, para que o povo de Deus odeie ainda mais o pecado para que o seu povo tenha ainda mais prazer na segurança. Mas a principal razão porque perdemos a segurança é sempre o nosso deslecho e o nosso pecado. Quando nós nos desviamos, mas às vezes é possível que Deus se afaste de nós por um pequeno período. E a última parte do 18.4 Qu é que a maneira de nós termos isso restaurado e é para você voltar e fazer aquela primeiras aqueles primeiros atos espirituais que você fez para você ter segurança. Confie no Espírito Santo mais uma vez. Mais uma vez, renuncie o mundo e o pecado. Use os meios de graça diligentemente mais uma vez. E no tempo devido, 18.4 dirá: "O espírito de Deus vai reavivar esta segurança". Então, esta é a teologia de segurança que os reformadores, os puritanos, desenvolveram a partir dos textos das Escrituras, Novo Testamento. E esse capítulo em particular é um dos tratados confessionais mais valiosos que já foram produzidos na história. More questions. Obrigado, pastor. Tem uma pergunta. Ah, em Primeira João ainda nós temos no capítulo 5, versículo 18, um muito claro. Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado. Antes aquele que nasceu de Deus o guarda e o maligno não lhe toca. Eh, desta forma, pergunta que eu gostaria de fazer é o seguinte, sobre os desviados. Nós temos no nosso contexto, não sei se no contexto americano também, muitos eh membros de igreja próximos a nós muitas vezes que se desviam ah e saem da igreja, saem do nosso meio. Ah, se ele faz parte de uma igreja saudável, ele é disciplinado, ele é excluído da membresia e começa a viver então uma vida completamente longe dos caminhos do Senhor. Mas ele, quando você vai confrontá-lo, ele diz que ele ainda crê. Ele diz que talvez um dia ele volte, mas ele não toma nenhuma atitude para voltar. Não usa esses meios, como o Senhor falou, essa pessoa, eh, ela, ela com certeza, eh, ela está muito longe dos caminhos do Senhor, mas seria possível um salvo ir tão longe assim? E e se ele pode ir tão longe assim, eh, como como nós poderíamos identificar se realmente ele se desviou porque ele não era dos nossos usando o linguajar de Primeira João ou se ele um dia voltará? É muito difícil. A gente sempre fica com essa dúvida, será que ele é salvo? Será que tudo aquilo que nós vivemos juntos ali na comunidade foi real? A gente fica com essa angústia em relação ao nosso irmão? Que o Senhor poderia nos dizer sobre isso? Todas boas perguntas. Jonathan Edwards fez algumas dessas mesmas perguntas quando aconteceu o primeiro grande reavivamento e algumas daquelas pessoas que haviam abraçado a fé voltaram para sua vida de pecado. E ele disse, a gente não consegue ver o coração delas o que nós podemos é testemunhar aquilo que elas vivem. E se nas vidas delas elas agem com pessoas não salvas, nós precisamos tratá-las como se fossem pessoas não salvas, porque elas estão se desviando de forma tão aguda ou que talvez nem tenham sido salvas realmente. Então nós precisamos pregar o evangelho porque elas precisam se arrepender e precisam crer. E e Deus sabe se aquelas pessoas eram mesmo salvas ou se estão se desviando de uma forma assim muito séria. Ou se talvez elas nunca tivessem sido salvas de maneira nenhuma. Mas que coisa séria é receber a salvação e se desviar dela? Quando Deus nos trata de uma maneira tão maravilhosa assim, é, é como se a gente tivesse jogando lama no rosto de Deus. Quando um assim chamado cristão nem frequenta os cultos na igreja, ele está rompendo de forma ousada e clara com um dos principais mandamentos de Deus. Não deixai-vos de congregar juntos. Então, porque os frutos delas são típicos de uma pessoa não salva, nós precisamos tratá-la sim, chamá-las ao arrependimento. Então, eh, seria correto nós dizermos que, embora nós não possamos, eh, dizer a elas que elas são salvas pelo estado no estado em que elas estão, nós também eh não deveríamos afirmar que elas são salvas, mas tratá-las como se não fosse. Seria isso? Repete. Embora nós eh não possamos ver o coração delas, né, afirmar que elas não são salvas, nós também não poderíamos tratá-las como se fosse, chamá-las ao arrependimento como se elas não fossem realmente salvas. Elas estão agindo com pessoas não salvas e pelos frutos sereis conhecidos. Então você as trata como não salvas, mas pode apelar também à suas consciências. Você pode dizer algo mais ou menos assim: "Você dia professou a fé e você um dia foi até mesmo um membro leal, fiel aqui desta igreja? O que aconteceu com você? Será que você era salvo? E se você é salvo, por que que você não obedece os caminhos do Senhor? E meu amigo, você não pode continuar andando desse jeito. Você precisa se voltar para Deus. Se você é salvo, você precisa produzir o fruto de quem é salvo. E eu vou orar por você agora para que Deus tenha misericórdia de você e de modo que você venha fé, o arrependimento pela primeira vez ou por uma renovação. Até me emocinei. Eu lembrei de um de uns amigos queridos agora. Eh, pastor, uma outra pergunta também. nós, ah, já foi, acho que já foi mais forte isso no Brasil, mas ainda persiste algo que nós podemos chamar, Paul Waser falava muito sobre isso, sobre o decisionismo, né? As pessoas que, os pregadores que têm o costume de fazer a oração do pecador, a pessoa vai lá e repete aquela oração, levanta a mão, se identifica como um crente e passa a ter então uma certeza da salvação baseada nesta decisão, né? baseada nessa decisão e não em todas essas marcas e esses frutos, né? E muito, por vezes, fica difícil confrontá-las porque você a confronta e principalmente se ela vier de um meio batista que eh vive um calvinismo 20%, ou seja, acredita só no quinto ponto da do calvinismo, né? Ah, ela fala assim: "Não, mas eu sou salva. Eu aceitei a Jesus, eu levantei a mão naquele dia e elas sempre t essa essa resposta. É pela graça. Eu levantei as minhas mãos, eu sei que, embora o Senhor já tenha falado sobre isso, de que maneira prática agora nós poderíamos eh chamar essas pessoas, confrontá-las, exortá-las para que elas vivam de acordo com essa profissão que dizem terem feito um dia? Essa também é uma questão difícil. Eu mencionei antes aqui o Jonathan Edwards. Depois que aconteceu o primeiro grande avivamento, Edward disse o seguinte: andarn embra Edward dizia então que algumas pessoas que de forma assim muito rasa dizem: "Ah, eu creio em Jesus", mas não produzem fruto na sua vida. Mas eles acham que são cristãos. Mas mesmo durante o período do reavivamento, quando tantas pessoas estavam sendo salvas, a disse: "Eu não vi nenhuma dessas pessoas que se achavam cristãs sendo realmente salvas, porque elas continuaram se autoenganando ou elas acreditavam naquilo que algumas outras pessoas Pessoas diziam para elas que baseadas naquela profissão rasa de fé, elas se jogavam salvas e os outros diziam que elas eram. E o ponto é este. Eu preciso voltar para esse texto. Pelos frutos sereis conhecidos. E se não há crescimento, se não há profundidade, e eles ainda vivam de vivem de maneira mundana, mesmo que frequentem a igreja, isso é um sinal muito ruim. E em cada igreja há muitos hipócritas que estão ali no meio da congregação. Muito bom, pastor. Uma última pergunta. Ah, quando nós trabalhamos com aconselhamento na igreja, quer formal ou informal, lidamos com muitos irmãos com pecados escravizadores, pecados principalmente na área da imoralidade, problemas com pornografia, masturbação, pecados assim que as pessoas ficam realmente escravizadas naquilo e a a certeza da salvação delas passa a ser abalada nestes momentos, né? Então, como nós poderíamos aconselhar essas pessoas ah em relação à certeza da salvação delas, bem como também ajudá-las a sair desses pecados, a vencer esses pecados escravizadores? A primeira coisa que é preciso fazer é indagar dessa pessoa se ela consegue perceber, realizar e o o dano que elas causam paraa sua própria alma e não só para si mesmas, mas também pras pessoas ao seu redor quando elas insistem em permanecer naquele estilo de vida pecaminoso. E é preciso então exortar essas pessoas não dá para continuar desse jeito. Você precisa romper com o pecado. E aí você então precisa pegar aquele pecado particular pelo qual a pessoa está escravizada. Então você precisa trabalhar com aquela pessoa em relação ao pecado que a escraviza, mostrando a gravidade daquele pecado e mostrar nas escrituras porque é que elas devem abandonar completamente aquele pecado. Então, divisar por meio de tarefas, de um acompanhamento discipular mais próximo, eh, maneiras práticas pelas quais aquela pessoa pode se desviar e vencer aquele pecado em particular. Por exemplo, alguém que esteja envolvido com pornografia, masturbação, então ela precisa primeiro entender de forma muito séria o que que isso tá fazendo como a vida espiritual. E se essa pessoa tiver muito afundada nesse pecado, ela vai precisar de uma pessoa a quem ela possa prestar contas, alguém com quem ela abra o coração e possa se reportar regularmente. E algumas dessas pessoas vão precisar de muito tempo de aconselhamento. Às vezes os padrões são muito profundos já. Mas é muito importante mostrar a magnitude do dano que elas causam a si mesmas. E às vezes elas vão precisar participar de algum tipo de grupo de apoio. Nós, eles precisam ler sobre aquele pecado em particular e precisa de um aconselhamento muito forte em amor e com muita paciência. mas também com muita honestidade. Amém. Amém. Pastor, eh, o senhor poderia dar agora uma palavra final? Nós já estamos cerrando, temos mais perguntas, mas uma palavra final aos jovens aqui e também aos que nos acompanham sobre este assunto. Procure fazer com que a sua chamada e a sua eleição sejam seguras ao crescer e crescer na segurança da sua fé. descansando nas promessas de Deus, andando piedosamente neste [Música] mundo, ousando a separar-se deste mundo e seguindo a Deus de modo pleno com toda a sua vida. E se o Deus da Bíblia é o Deus vivo e ele é, ele é digno de receber toda a sua força, toda a sua alma, todo o seu entendimento, de modo que você viva completamente e exclusivamente para Deus, de modo que tudo que você fizer, você faça para a glória de Deus. e a sua a segurança vai crescer. Por exemplo, como a gente vê em Calebe, ele tinha 40 anos de idade quando ele levantou-se e disse: "A gente pode conquistar a terra de Canaã e alguns deles apanharam em pedras para apedrejá-lo à morte. E ele não hesitou. Ele tinha segurança em Deus. E ele, Números, capítulo 40 diz, diz que ele o seguiu a Deus de forma plena. Então, Israel foi para o deserto por 40 anos, 600.000 pessoas morreram lá. É uma média de 40 funerais todos os dias. E por todos os lados pessoas murmuravam contra Deus, contra Moisés, mas Calebe seguiu a Deus plenamente. Josué 14 diz isto e agora aos 85 anos, como a gente vê em Josué 15, nós leremos mais uma vez que ele seguiu a Deus de forma plena. E então ele disse paraos seus filhos, vamos lá, meus filhos, vamos lá para derrubar os gigantes na terra dos cananeus. E esses e esses poucos homens liderados por Calebe aos 85 anos de idade, eles chegam em Canaã e eles matam aqueles gigantes todos. 600.000 israelitas disseram: "Nós não podemos fazer isso". Quando você anda em completa segurança da sua fé, Deus pode te capacitar para fazer grandes coisas para honra e glória dele mesmo. Então, siga ao Senhor de modo completo e faça uma pressão positiva em todos os seus amigos. de modo que eles estejam totalmente dedicados a viver para Cristo. E a sua vida assim não será apenas cheia de regozijo, mas ela também terá muito fruto. E você então vai poder gozar dessa doce comunhão com Cristo. E esta comunhão é melhor do que qualquer outra coisa que esse mundo pode oferecer para você. Como Neemias disse, "A alegria do Senhor é a minha força. E eu desejo a todos vocês uma vida longa, cheia e repleta da segurança na fé em Jesus Cristo. Que Deus te abençoe abundantemente. Amém. Amém. Vamos orar para encerrar esse momento. Senhor, nosso Deus e Pai, nós te agradecemos, ó Pai, porque a nossa salvação não depende em absolutamente nada de nós mesmos, Pai. O Senhor venceu a morte, pecado, livrou-nos, ó Pai, da tua ira e ainda mais venceu o nosso próprio coração, a nossa própria incredulidade, infundiu em nós o teu santo espírito, ó pai, que nos dá, senhor, essa certeza de que somos teus filhos e que nessa certeza, ó Pai, nós sigamos, ó Pai, e busquemos uma vida para honra e glória do teu santo nome, em nome de Jesus. Amém. Deus abençoe a todos. Até mais. Tchau, tchau. Obrigado por ter nos acompanhado em mais um episódio do Ensino Fiel. Não se esqueça de avaliar ou curtir este episódio e de compartilhar também com outros irmãos. Até a próxima. Que Deus te abençoe.