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A fé vem pelo ouvir

Uma conversa com Joel Beeke sobre a segurança da salvação (#EnsinoFiel Ep.114)

Uma conversa com Joel Beeke sobre a segurança da salvação (#EnsinoFiel Ep.114)

Uma conversa com Joel Beeke sobre a segurança da salvação (#EnsinoFiel Ep.114)

O episódio de hoje é uma conversa sobre a certeza e segurança da salvação com um dos maiores especialistas em teologia sistemática atualmente, o Dr Joel Beeke. Nesta conversa, Dr Beeke fez comentários sobre alguns artigos da confissão de fé de westminster sobre o assunto e respondeu a perguntas sobre se é possível um crente verdadeiro duvidar de sua salvação, como devemos considerar e tratar crentes chamados de “desviados” e também sobre aqueles que um dia levantaram a mão em resposta a algum apelo em uma pregação, mas que não demonstraram frutos convincentes.

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Legendas automáticas:

[Música]
Seja muito bem-vindo a mais um episódio
do Ensino Fiel, este programa semanal e
gratuito de ensino bíblico e teológico
do Ministério Fiel. O episódio de hoje é
uma conversa sobre a certeza e segurança
da salvação com um dos maiores
especialistas em teologia sistemática
atualmente, Dr. Joel Bick. Nesta
conversa, o Dr. Bick fez comentário
sobre alguns artigos da confissão de fé
de Westminster sobre o assunto e
respondeu a pergunta sobre se é possível
um crente verdadeiro duvidar de sua
salvação ou como devemos considerar e
tratar crentes chamados de desviados e
também sobre aqueles que um dia
levantaram a mão em resposta a um apelo
em uma pregação, mas que não
demonstraram frutos convincentes. Não
perca este episódio inédito e exclusivo
de hoje e aprofunde o seu conhecimento
acerca desta preciosa bênção, que é a
segurança da graça e da salvação que
Deus nos dá em Cristo por meio do
espírito e de sua palavra. Não esqueça
de curtir e compartilhar este episódio
para que os nossos conteúdos sempre
sejam recomendados a você e também para
que mais e mais pessoas possam ser
edificadas por meio do nosso
trabalho. Ensino Fiel, episódio 114, uma
conversa com Joel Bick sobre ter certeza
da salvação. Podcast gravado em nossa
conferência Fiel Jovens 2024, a qual
está disponível na íntegra em nossa
plataforma Fiel Digital, onde você
encontra a reprise de nossas
conferências. mais de 100 cursos e mais
de 300 e-books da editora Fiel. Tudo
isso em apenas uma assinatura. Acesse
fieldigital.com.br e faça já sua
assinatura.
Boa tarde, sejam bem-vindos a mais um
podcast do Ministério Fiel. Estamos
muito contentes com a presença de todos
vocês aqui conosco. Queria agradecer a
presença do Dr. Joel Bick aqui conosco.
Muito obrigado por estar nos servindo
nesta conferência. Estamos aqui gravando
este podcast durante uma conferência
fiel jovem sobre os cinco pontos do
calvinismo. Queria agradecer também
Thiago Santos por estar aqui nos
servindo na tradução. Eh, pastor Thago,
se quiser também interagir, será muito
bem-vindo, tá? Não somente traduzindo,
né? E hoje nós vamos falar sobre um tema
muito importante que não apenas ele é
discutido também entre aqueles que são
eh mais inclinados à teologia reformada.
calvinismo, mas também é fruto de debate
até mesmo entre arminianos, né? Pois há
arminianos que eh têm certeza da
salvação. Existe eh armenianos que
também eh pensam neste ponto. Então,
hoje nós vamos falar sobre esse assunto
Joel B que vai nos ajudar a a
entendermos melhor esse assunto. E ele
pediu para mim para que como ponto de
partida para esse assunto eu lesse a
primeira parte do capítulo 18. da
confissão de fé de Oest Minster que fala
sobre isso, sobre a certeza da graça e
da salvação. Então, preste atenção para
que isso ah sirva aí como um pano de
fundo para nossa conversa. Ainda que os
hipócritas e os outros não regenerados
podem iludir-se vente com falsas
esperanças e carnal presunção de se
acharem no favor de Deus e em estado de
salvação. Esperança essa que perecerá.
Contudo, os que verdadeiramente creem no
Senhor Jesus e o amam com
sinceridade, procurando a andar diante
dele em toda boa consciência, podem
nesta vida certificar-se de se acharem
em estado de graça e podem regozijar-se
na esperança da glória de Deus, nessa
esperança que nunca os
envergonhará. Pastor Joel Bic, por nós
deveríamos confiar em tal declaração?
É bom estar com vocês e é muito bom
falar sobre um assunto que é muito caro
ao meu
coração. Capítulo 18.1 estabelece a
estrutura para a segurança da salvação
para crentes até os dias de
hoje. E esses quatro parágrafos que nós,
acerca dos quais conversaremos são os
mais famosos conhecidos sobre este tema
da segurança na salvação.
Haviam mais de 100 teólogos na
assembleia de Westminster na década de
1640. A maioria deles puritanos.
E 25 desses 100 teólogos haviam escrito
livros específicos sobre a segurança da
salvação. Então, no capítulo 18, o que
eles estão fazendo é trabalhando três
possibilidades. A primeira possibilidade
é que você pode ser um cristão e, graças
a Deus, ter uma segurança plena da sua
fé.
E a segunda possibilidade é que talvez
você pense que tem segurança da sua fé,
mas de fato você não tem.
E você está se enganando a si
mesmo, porque você não está produzindo
frutos da segurança da salvação.
Os puritanos, eles dirão que quando você
tem realmente segurança da fé, você é 10
vezes mais ativos como ativo como um
cristão do que aqueles que não têm essa
segurança. Por exemplo, você tem uma
alegria profunda em
Cristo. Você sabe que os seus pecados
foram
lavados.
Você anela está com Cristo por todo
sempre na
glória. Ah, você percebe que e todo
convertido de certa maneira é um campo
missionário. Desculpe, cada pessoa jovem
que você conhece é um campo missionário,
porque você quer que todas as pessoas
desfrutem dessa mesma alegria que você
desfruta. Então, hoje muitos cristãos
pensam que têm segurança da
fé, mas muitos não têm o tipo de fruto
que acompanha essa segurança da fé.
E hoje muita gente confunde a fé por si
só com a segurança da fé.
Elas vêm em alguma evidência de que tem
algum algum grau de fé
salvadora, mas não tem essa alegria
robusta, plena de segurança da fé.
[Música]
E é um terceiro grupo de pessoas que não
acham que tem a segurança da
fé, mas a verdade é que eles têm muito
mais dessa segurança do que podem
perceber.
E por uma razão ou por outra, talvez por
sua personalidade, sua disposição, ou
até por uma visão equivocada sobre o
caráter de
Deus, elas sentem muito pouca segurança
da
fé. Então, essas são as três
possibilidades que a gente vê no
capítulo 18.1 da confissão de Westmin.
E a parágrafo 2,
18.2, então vai lidar com a
questão, que é a principal questão do
capítulo. Quais são os três fundamentos
da segurança?
Então, leia aí pra gente 18.2.
18.2 diz assim: "Esta certeza não é uma
mera persuasão conjectural e provável,
fundada numa falsa esperança, mas uma
infalível segurança da fé, fundada na
divina verdade das promessas de
salvação, na evidência interna daquelas
graças a que são feitas essas promessas,
no testemunho do espírito de adoção que
testifica com os nossos espíritos sermos
nós filhos de Deus. no testemunho desse
espírito que é o penhor de nossa herança
e por quem somos selados para o dia da
redenção.
Então, então veja, se você está
interessado em crescer na segurança da
sua fé, tem uma chave aqui que você
precisa usar para abrir essa porta.
Ah, então e eu vou tentar comparar isso.
Acho que vai funcionar aqui também no
contexto brasileiro. Imagine que a gente
tem então a carne, a batata e a
sobremesa.
E a carne, então, é o fundamento da
nossa do nosso
alimento. Essas são as promessas de
Deus. É o fundamento primário da nossa
segurança da na fé.
Então, quanto mais você aprende a
descansar e confiar nas promessas de
Deus em Cristo, tanto mais segurança na
fé você
terá. Então, por isso, os puritanos
escreveram muitos livros sobre as
promessas de Deus.
E nós
publicamos Williamst chamado Os Poços da
Salvação
Abertos. É um livro
incrível. E o autor Spst, ele diz coisas
maravilhosas sobre as promessas de Deus.
Deixa eu oferecer duas ilustrações de
Spsto. Ele diz primeiro lugar, as
promessas de Deus são como as estrelas
nos céus.
E quando você é um cristão mais jovem,
você pode olhar para algumas dessas
promessas e sentir algum conforto
nelas. É como quando você sai à noite e
você olha pro céu e aí você fala assim:
"Ah, eu consigo ver uma estrela.
E aí você, a sua vista começa a ajustar
à falta de luz, né, a escuridão. E aí
você começa a ver, pera aí, agora eu tô
vendo cinco estrelas. Olha, tem mais. Tô
vendo 10, 20. Agora eu consigo ver um
oceano de estrelas no
céu. Então, dirá que na medida em que a
gente vai amadurecendo, não é? a gente
vai vendo mais e mais promessas
semelhante a essas estrelas que a gente
vê no céu e isso vai trazendo mais
conforto pra alma. Você descansa mais e
mais nessas promessas ao ponto em que
numa certa altura você só consegue
enxergá-las.
E a segunda ilustração é a
seguinte: ele dirá que há
3500 promessas de Deus para os seus
filhos nas escrituras.
[Música]
E e cada uma dessas promessas é como se
fosse uma moeda de ouro puríssima.
E agora falando figurativamente, é como
se Deus colocasse cada uma dessas moedas
de ouro num numa num saco.
E na escritura, então, ele apanha esse
pote de ouro e está levando esse pote
para vocês, filhos
dele. E aí, então, ele lança todas essas
moedas aos seus pés e ele diz: "Meu
filho, apanhe tudo que você quiser."
Então você percebe que quando você
repousa na segurança da fé em Deus, você
tem um fundamento seguro,
firme. E este então se torna o seu solo
e seguro,
sólido, a sua dieta
diária. É como se fosse a sua
carne. É a parte mais fundamental de
cada alimentação que você
recebe. Mas você também precisa dos
carboidratos, precisa da
batata. Você precisa de mais do que as
próprias promessas. Por quê?
E então, uma pessoa não convertida, ela
pode apanhar a Bíblia e falar assim:
"Bem, eu sou uma pessoa boa em geral,
então eu posso entender que essas
promessas também são para mim e nenhuma
das ameaças que estão na Bíblia acho que
se enquadram na minha vida.
Então, a escritura vai ensinar pra gente
que além das promessas colocada acima
das
promessas, nós precisamos sentir no
nosso coração as evidências internas
sobre as quais
Essas promessas são
edificadas. Nós chamamos isso na
história da igreja de marcas da
graça ou frutos da
graça. Como Jesus ensina que pelos
vossos frutos sereis conhecidos.
E um dos livros das Escrituras que lida
com essas marcas da graça de forma quase
exclusiva é a primeira epístola de
João. E João dirá 11 vezes algo mais ou
menos assim.
Nós sabemos que passamos da morte para a
vida. Por
quê? Porque amamos os irmãos.
Porque nós mantemos os mandamentos, eles
não nos são
pesados, porque nós temos a unção do
espírito e assim por
diante. Então, quando você realmente
descansa nas promessas de
Deus, você também terá os frutos da
graça pela obra do Espírito no seu
coração, na sua alma.
Nessa primeira epístola de João, nós
vemos 11 dessas marcas que do fruto da
graça. E
e Jesus nas bemaventuranças, ele começa
o sermão do monte com mais sete ou oito
marcas da graça que nós lá
encontramos. Bem-aventurado o que e os
os mansos. Bem-aventurados os pobres de
espírito. Bem-aventurado aquele que tem
fome, ser de
justiça. E Pedro em segunda Pedro 1 tem
pelo menos mais sete ou oito marcas da
graça. E Paulo em Gálatas capítulo 5
versos 22 e 23.
oferece mais oito frutos do espírito ou
evidências do fruto do
espírito. Então você tem aí 25 a 30
marcas da
graça que provam se nós temos ou não uma
fé salvadora em
Cristo. E os puritanos não disseram e
nem a escritura diz que nós temos que
ver cada um desses 25 frutos ou dessas
25 marcas na nossa vida.
E de fato, se você consegue enxergar uma
ou duas dessas marcas na sua vida, você
pode se assegurar de que todas as demais
se seguirão, porque a obra de Cristo na
nossa vida é sempre
completa. Então, como é que os puritanos
se se autoexaminavam com respeito às
marcas da graça?
E eles fizeram-no por aquilo que
chamaram de silogismos.
De modo que nós temos uma premissa
principal, por
exemplo, por exemplo, aqueles que tm
fome e sede da justiça de Deus em Cristo
e somente eles é que são filhos de Deus.
Então você se coloca de joelhos e começa
a clamar a Deus.
Senhor, Santo Espírito de Deus, ajuda-me
a sondar a minha própria
consciência para que eu seja honesto
diante de
ti. Me ajuda a entender eu tenho fome e
e sede da justiça de Cristo realmente?
E e se a sua consciência pode responder
com um reverberante sim, quer dizer sim,
a minha alma realmente tem fome e sede
da justiça de
Cristo. Então, a conclusão é: "Eu sou um
filho de de
Deus". É assim que os puritanos faziam.
E a consciência é uma testemunha junto
com o espírito de Deus de que nós
possuímos essa marca da graça de Deus na
nossa
vida. E você sabe que você não pode se
autonceder essas marcas, ou seja, elas
vêm de Deus.
Satanás certamente não vai te dar essas
marcas. Então, essas são marcas que são
concedidas pelo Espírito Santo a você,
de modo que você colabora com a sua
santificação pro desenvolvimento dessas
marcas na sua vida.
Mas tem algo
mais, eu chamo isso de a
sobremesa. Ah, não, não é todo filho de
Deus que tem esta sobremesa. Poucos, são
poucos, talvez que
tenham, mas presta atenção na no que diz
a a última parte do capítulo 18,
parágrafo
2. O testemunho do Espírito Santo de
adoção, testemunhando ao nosso espírito
que nós somos filhos de Deus.
[Música]
Isso pode se dar por essa por esse
testemunho da consciência interna que o
Espírito Santo comunica os nossos a
nossa consciência e
coração. Mas o Espírito Santo pode pegar
a palavra de Deus e aplicar diretamente
as nossas
consciências e de uma maneira muito
poderosa que nos dá uma segurança, uma
segurança de que somos filhos de
Deus. Ah, uma coisa é nós termos 3500
promessas à nossa
disposição, que vai me ajudar a ir
adiante na minha segurança na fé.
E isso é bonito, é é fundamental, é
maravilhoso. Mas às vezes Deus também dá
ao seu
povo a uma
aplicação poderosa, talvez, de uma única
promessa em
particular e que é alguma coisa que vai
dar um grande incentivo para os níveis
de segurança que eu
tenho. Por exemplo, na minha própria
vida. Romanos 8:28 foi aplicada em uma
certa ocasião ao meu coração de forma
muito
poderosa. Nós sabemos que todas as
coisas cooperam para o bem daqueles que
amam a Deus.
E eu poderia então na lendo aquilo,
dizer com todo meu coração, com
testemunho da minha consciência:
"Senhor, o Senhor sabe que eu te
amo. Eu não te amo tanto quanto eu
deveria. Eu sempre amo menos do que
deveria, mas eu sei que eu te
amo. Eu sei que tu és o primeiro e o
número um na minha vida.
E eu sei que eu te amo mais do que eu
amo qualquer outra pessoa neste
mundo. Então, quando esta promessa foi
aplicada ao meu
coração, eu podia então dizer para mim
mesmo: "Eu sou um filho de Deus, eu
estou seguro na minha
fé". Então, você tem a carne, que são as
promessas de Deus.
Nós temos a ação interna da graça que dá
validação de que você é um filho de
[Música]
Deus. E você também tem um testemunho
direto do Espírito pela palavra, dizendo
a você que você é filho de Deus.
Isso pode acontecer talvez em um
sermão, talvez em algum momento em que
você esteja lendo a
Bíblia e talvez até mesmo quando você
tiver caminhando ou dirigindo sozinho e
lembra-se de um texto que o espírito vai
aplicar diretamente ao seu
coração. E quanto mais a gente tem essas
três, esses três tipos de
segurança, maior o nível da segurança na
fé que nós
teremos. E quando nós somos cristãos,
nós queremos ter um nível mais alto de
segurança da fé.
E também precisa entender que cada um
desses três tipos de segurança estão
conectados com a obra do Espírito Santo
no nosso coração.
Então é isso que diz o capítulo 18.2 da
confissão de
Westmin, né? Então vamos ler junto aqui
agora os pontos 18.3 3 e 4 e passar por
ele mais rapidamente, por eles mais
rapidamente. Ponto três. Esta segurança
infalível não pertence de tal modo à
essência da fé que um verdadeiro crente,
antes de possuí-la, não tenha de esperar
muito e lutar com muitas dificuldades.
Contudo, sendo pelo espírito habilitado
a conhecer as coisas que lhe são
livremente dadas por Deus, ele pode
alcançá-la sem revelação extraordinária
no devido uso dos meios ordinários. É,
pois, dever de todo fiel fazer toda a
diligência para tornar certas a sua
vocação e eleição, a fim de que, por
esse modo, seja o seu coração no
Espírito Santo, confirmado em paz e
gozo, em amor e gratidão para com Deus.
em firmeza e alegria nos deveres da
obediência, que são os frutos próprios
desta segurança. Este privilégio está,
pois, muito longe de predispor os homens
à negligência.
E no ponto quatro, nós lemos assim: "Por
diversos modos, podem os crentes ter a
sua segurança de salvação abalada,
diminuída e interrompida, negligenciando
a conservação dela, caindo em algum
pecado especial que fiera a consciência,
entristeça o Espírito Santo, cedendo a
fortes e repentinas tentações, retirando
Deus a luz do seu rosto e permitindo que
andem em trevas e não tenham luz mesmo
os que temem." Contudo, eles nunca ficam
inteiramente privados daquela semente de
Deus e da vida da fé, daquele amor a
Cristo e aos irmãos, daquela sinceridade
de coração e consciência do dever.
Dessas bênçãos, a certeza de salvação
poderá, no tempo próprio ser restaurada
pela operação do espírito. E por meio
delas, eles são, no entanto, suportadas
para não cairem no desespero
absoluto. Então, o capítulo 18.3 TR tá
dizendo que ele lida com o problema de
que às vezes leva um tempo até que a
gente alcance essa segurança na
salvação.
Isso acontece principalmente quando essa
esse entendimento da conversão é
gradual.
Mas na medida em que nós crescemos na
graça, na medida em que usamos os meios
ordinários da
graça, lendo as
escrituras, tendo comunhão com os
santos, a nós sorvendo os
sermões, clamando ao Senhor em oração.
e nos envolvendo com grupos de estudos
das
escrituras ou outros meios de
graça, é de se esperar que haja um
crescimento na segurança da
fé, mas também 18.3 TR diz que é o seu
devery é um, é o seu dever fazer com que
a sua eleição e a sua chamada sejam
seguras, certas.
É segunda de Pedro 1 verso
10. E você faz isto na medida em que usa
os meios de
graça. Você se
autoexamina para os frutos.
E aí você então vê os frutos que são
listados aqui no finalzinho do ponto
tr. Paz e alegria no Espírito
Santo. Amor e ação de graças para com
Deus. Força e alegria na obediência.
Esses são os frutos próprios da
segurança. Aí você chega no
18.4. E então ele vai lidar com aquilo
que nós fazemos quando começamos a
perder um pouco dessa segurança na
fé. Como é que você perde a segurança na
fé e como é que você reconquista essa
segurança na fé?
Ah, você perde a segurança na fé quando
você começa a se
desviar, quando você começa a se
desviar, quando você se afasta dos meios
de graça e quando você começa a abraçar
mais do
mundanismo e você para de vigiar contra
o
pecado. E aí você começa a ser mais
desleixado na sua vida espiritual.
E talvez pior do que isso, você começa a
cair em
pecado e você faz isso repetidas
vezes. E aí você começa então a perder
essa
segurança. E se você perseverar em
baixos níveis de obediência a
Deus, você também vai receber baixos
níveis de
segurança. Que que você pensaria de mim
se eu dissesse assim: "Eu tenho um
casamento
maravilhoso e e pela graça de Deus eu
realmente
tenho. Eu tenho uma esposa muito
especial.
O que que você pensaria de mim, todavia,
se eu dissesse algo mais ou menos assim:
"Eu realmente a amo
muito e eu tenho certeza do amor dela
para comigo, meu amor para com
ela, mesmo quando eu sou infiel com
ela." Você diria para mim: "Você tá
maluco? Você tá se autoenganando".
É, é a mesma coisa na nossa nosso
relacionamento com
Deus. Quando você pode viver em
pecado, e você então fala assim: "Não,
não, mas é porque eu sou um cristão,
então eu peco, Deus perdoa, tá tudo
bem". Tem alguma coisa muito errada se
você pensa assim.
Mas é possível que você perca também
essa segurança debaixo da vontade
soberana de
Deus. O 18.4 fala de Deus mesmo tirando
essa luz de sobre você.
Então, é possível que haja tempos na
vida
cristã em que o cristão não esteja se
desviando, mas essa vida próxima de
segurança na fé parece que se
dissipa. E Deus faz estas coisas por
razões que são todas sábias.
Você pode ler isso, por exemplo, em
Isaías 50 verso
10, em que Deus permite que o seu povo
ande em trevas e não tenha
luz por suas por seus motivos
soberanos, para manter o seu povo
humilde e
dependente, para que o povo de Deus
odeie ainda mais o
pecado para que o seu povo tenha ainda
mais prazer na
segurança. Mas a principal razão porque
perdemos a segurança é
sempre o nosso deslecho e o nosso
pecado. Quando nós nos
desviamos, mas às vezes é possível que
Deus se afaste de nós por um pequeno
período. E a última parte do 18.4 Qu é
que a maneira de nós termos isso
restaurado e é para você voltar e fazer
aquela primeiras aqueles primeiros atos
espirituais que você fez para você ter
segurança. Confie no Espírito Santo mais
uma
vez. Mais uma vez, renuncie o mundo e o
pecado. Use os meios de graça
diligentemente mais uma vez.
E no tempo devido, 18.4 dirá: "O
espírito de Deus vai reavivar esta
segurança".
Então, esta é a teologia de
segurança que os reformadores, os
puritanos, desenvolveram a partir dos
textos das Escrituras, Novo
Testamento. E esse capítulo em
particular é um dos tratados
confessionais mais valiosos que já foram
produzidos na história. More questions.
Obrigado, pastor. Tem uma pergunta. Ah,
em Primeira João ainda nós temos no
capítulo 5, versículo 18, um muito
claro. Sabemos que todo aquele que é
nascido de Deus não vive em
pecado. Antes aquele que nasceu de Deus
o guarda e o maligno não lhe toca.
Eh, desta forma, pergunta que eu
gostaria de fazer é o seguinte, sobre os
desviados.
Nós temos no nosso contexto, não sei se
no contexto americano também, muitos eh
membros de igreja próximos a nós muitas
vezes que se desviam ah e saem da
igreja, saem do nosso meio. Ah, se ele
faz parte de uma igreja saudável, ele é
disciplinado, ele é excluído da
membresia e começa a viver então uma
vida completamente longe dos caminhos do
Senhor. Mas ele, quando você vai
confrontá-lo, ele diz que ele ainda crê.
Ele diz que talvez um dia ele volte, mas
ele não toma nenhuma atitude para
voltar. Não usa esses meios, como o
Senhor falou, essa pessoa, eh, ela, ela
com certeza, eh, ela está muito longe
dos caminhos do Senhor, mas seria
possível um salvo ir tão longe assim? E
e se ele pode ir tão longe assim, eh,
como como nós poderíamos identificar se
realmente ele se desviou porque ele não
era dos nossos usando o linguajar de
Primeira João ou se ele um dia voltará?
É muito difícil. A gente sempre fica com
essa dúvida, será que ele é salvo? Será
que tudo aquilo que nós vivemos juntos
ali na comunidade foi real? A gente fica
com essa angústia em relação ao nosso
irmão? Que o Senhor poderia nos dizer
sobre isso?
Todas boas perguntas.
Jonathan Edwards fez algumas dessas
mesmas perguntas quando aconteceu o
primeiro grande reavivamento e algumas
daquelas pessoas que haviam abraçado a
fé voltaram para sua vida de
pecado. E ele disse, a gente não
consegue ver o coração
delas o que nós podemos é testemunhar
aquilo que elas vivem.
E se nas vidas delas elas agem com
pessoas não
salvas, nós precisamos tratá-las como se
fossem pessoas não
salvas, porque elas estão se desviando
de forma tão aguda ou que talvez nem
tenham sido salvas realmente.
Então nós precisamos pregar o evangelho
porque elas precisam se arrepender e
precisam
crer. E e Deus sabe se aquelas pessoas
eram mesmo salvas ou se estão se
desviando de uma forma assim muito
séria. Ou se talvez elas nunca tivessem
sido salvas de maneira nenhuma.
Mas que coisa séria é receber a salvação
e se desviar
dela? Quando Deus nos trata de uma
maneira tão maravilhosa
assim, é, é como se a gente tivesse
jogando lama no rosto de Deus.
Quando um assim chamado cristão nem
frequenta os cultos na
igreja, ele está rompendo de forma
ousada e clara com um dos principais
mandamentos de
Deus. Não deixai-vos de congregar
juntos.
Então, porque os frutos delas são
típicos de uma pessoa não salva, nós
precisamos tratá-la sim, chamá-las ao
arrependimento.
Então, eh, seria correto nós dizermos
que, embora nós não possamos, eh, dizer
a elas que elas são salvas pelo estado
no estado em que elas estão, nós também
eh não deveríamos afirmar que elas são
salvas, mas tratá-las como se não fosse.
Seria isso?
Repete. Embora nós eh não possamos ver o
coração delas, né, afirmar que elas não
são salvas, nós também não poderíamos
tratá-las como se fosse, chamá-las ao
arrependimento como se elas não fossem
realmente salvas.
Elas estão agindo com pessoas não salvas
e pelos frutos sereis
conhecidos. Então você as trata como não
salvas, mas pode apelar também à suas
consciências. Você pode dizer algo mais
ou menos
assim: "Você dia professou a
fé e você um dia foi até mesmo um membro
leal, fiel aqui desta
igreja? O que aconteceu com
você? Será que você era
salvo? E se você é salvo, por que que
você não obedece os caminhos do Senhor?
E meu amigo, você não pode continuar
andando desse jeito. Você precisa se
voltar para Deus.
Se você é salvo, você precisa produzir o
fruto de quem é
salvo. E eu vou orar por você agora para
que Deus tenha misericórdia de
você e de modo que você venha fé, o
arrependimento pela primeira vez ou por
uma renovação.
Até me emocinei. Eu lembrei de um de uns
amigos queridos agora. Eh, pastor, uma
outra pergunta também. nós, ah, já foi,
acho que já foi mais forte isso no
Brasil, mas ainda persiste algo que nós
podemos chamar, Paul Waser falava muito
sobre isso, sobre o decisionismo, né? As
pessoas que, os pregadores que têm o
costume de fazer a oração do pecador, a
pessoa vai lá e repete aquela oração,
levanta a mão, se identifica como um
crente e passa a ter então uma certeza
da salvação baseada nesta decisão, né?
baseada nessa decisão e não em todas
essas marcas e esses frutos, né? E
muito, por vezes, fica difícil
confrontá-las porque você a confronta e
principalmente se ela vier de um meio
batista que eh vive um calvinismo 20%,
ou seja, acredita só no quinto ponto da
do calvinismo, né? Ah, ela fala assim:
"Não, mas eu sou salva. Eu aceitei a
Jesus, eu levantei a mão naquele dia e
elas sempre t essa essa resposta. É pela
graça. Eu levantei as minhas mãos, eu
sei que, embora o Senhor já tenha falado
sobre isso, de que maneira prática agora
nós poderíamos eh chamar essas pessoas,
confrontá-las, exortá-las para que elas
vivam de acordo com essa profissão que
dizem terem feito um dia?
Essa também é uma questão
difícil.
Eu mencionei antes aqui o Jonathan
Edwards.
Depois que aconteceu o primeiro grande
avivamento, Edward disse o
seguinte:
andarn embra
Edward dizia então que algumas
pessoas que de forma assim muito rasa
dizem: "Ah, eu creio em
Jesus", mas não produzem fruto na sua
vida.
Mas eles acham que são cristãos.
Mas mesmo durante o período do
reavivamento, quando tantas pessoas
estavam sendo
salvas, a disse: "Eu não vi nenhuma
dessas pessoas que se achavam cristãs
sendo realmente
salvas, porque elas continuaram se
autoenganando ou elas acreditavam
naquilo que algumas outras pessoas
Pessoas diziam para elas que baseadas
naquela profissão rasa de fé, elas se
jogavam salvas e os outros diziam que
elas
eram. E o ponto é este. Eu preciso
voltar para esse texto. Pelos frutos
sereis conhecidos.
E se não há crescimento, se não há
profundidade, e eles ainda vivam de
vivem de maneira
mundana, mesmo que frequentem a
igreja, isso é um sinal muito ruim.
E em cada igreja há muitos hipócritas
que estão ali no meio da congregação.
Muito bom, pastor. Uma última pergunta.
Ah, quando nós trabalhamos com
aconselhamento na igreja, quer formal ou
informal, lidamos com muitos irmãos com
pecados
escravizadores, pecados principalmente
na área da imoralidade, problemas com
pornografia, masturbação, pecados assim
que as pessoas ficam realmente
escravizadas naquilo e a a certeza da
salvação delas passa a ser abalada
nestes momentos, né? Então, como nós
poderíamos aconselhar essas pessoas ah
em relação à certeza da salvação delas,
bem como também ajudá-las a sair desses
pecados, a vencer esses pecados
escravizadores?
A primeira coisa que é preciso fazer é
indagar dessa pessoa se ela consegue
perceber, realizar e o o dano que elas
causam paraa sua própria alma e não só
para si mesmas, mas também pras pessoas
ao seu redor quando elas insistem em
permanecer naquele estilo de vida
pecaminoso. E é preciso então exortar
essas pessoas não dá para continuar
desse
jeito. Você precisa romper com o
pecado. E aí você então precisa pegar
aquele pecado particular pelo qual a
pessoa está escravizada.
Então você precisa trabalhar com aquela
pessoa em relação ao pecado que a
escraviza, mostrando a gravidade daquele
pecado e mostrar nas escrituras porque é
que elas devem abandonar completamente
aquele pecado.
Então, divisar por meio de
tarefas, de um
acompanhamento discipular mais próximo,
eh, maneiras práticas pelas quais aquela
pessoa pode se desviar e vencer aquele
pecado em particular.
Por exemplo, alguém que esteja envolvido
com pornografia,
masturbação, então ela precisa primeiro
entender de forma muito séria o que que
isso tá fazendo como a vida espiritual.
E se essa pessoa tiver muito afundada
nesse pecado, ela vai precisar de uma
pessoa a quem ela possa prestar contas,
alguém com quem ela abra o coração e
possa se reportar
regularmente. E algumas dessas pessoas
vão precisar de muito tempo de
aconselhamento.
Às vezes os
padrões são muito profundos já.
Mas é muito importante mostrar a
magnitude do dano que elas causam a si
mesmas. E às vezes elas vão precisar
participar de algum tipo de grupo de
apoio. Nós, eles precisam ler sobre
aquele pecado em
particular e precisa de um
aconselhamento muito
forte em
amor e com muita paciência.
mas também com muita honestidade.
Amém. Amém. Pastor, eh, o senhor poderia
dar agora uma palavra final? Nós já
estamos cerrando, temos mais perguntas,
mas uma palavra final aos jovens aqui e
também aos que nos acompanham sobre este
assunto. Procure fazer com que a sua
chamada e a sua eleição sejam
seguras ao crescer e crescer na
segurança da sua fé.
descansando nas promessas de
Deus, andando piedosamente neste
[Música]
mundo, ousando a separar-se deste
mundo e seguindo a Deus de modo
pleno com toda a sua vida.
E se o Deus da Bíblia é o Deus vivo e
ele
é, ele é digno de receber toda a sua
força, toda a sua alma, todo o seu
entendimento, de modo que você viva
completamente e exclusivamente para
Deus, de modo que tudo que você fizer,
você faça para a glória de Deus.
e a sua a segurança vai
crescer. Por exemplo, como a gente vê em
Calebe, ele tinha 40 anos de idade
quando ele levantou-se e disse: "A gente
pode conquistar a terra de
Canaã e alguns deles apanharam em pedras
para apedrejá-lo à
morte. E ele não hesitou.
Ele tinha segurança em
Deus. E ele, Números, capítulo 40 diz,
diz que ele o seguiu a Deus de forma
plena. Então, Israel foi para o
deserto por 40
anos, 600.000 pessoas morreram lá.
É uma média de 40 funerais todos os
dias.
E por todos os lados pessoas murmuravam
contra Deus, contra
Moisés, mas Calebe seguiu a Deus
plenamente. Josué 14 diz
isto e agora aos 85 anos, como a gente
vê em Josué 15, nós leremos mais uma vez
que ele seguiu a Deus de forma plena.
E então ele disse paraos seus filhos,
vamos lá, meus filhos, vamos lá para
derrubar os gigantes na terra dos
cananeus. E
esses e esses poucos homens liderados
por Calebe aos 85 anos de
idade, eles chegam em
Canaã e eles matam aqueles gigantes
todos. 600.000 israelitas disseram: "Nós
não podemos fazer
isso". Quando você anda em completa
segurança da sua
fé, Deus pode te capacitar para fazer
grandes
coisas para honra e glória dele
mesmo. Então, siga ao Senhor de modo
completo e faça uma pressão positiva em
todos os seus amigos.
de modo que eles estejam totalmente
dedicados a viver para
Cristo. E a sua vida assim não será
apenas cheia de
regozijo, mas ela também terá muito
fruto. E você então vai poder gozar
dessa doce comunhão com
Cristo. E esta comunhão é melhor do que
qualquer outra coisa que esse mundo pode
oferecer para você.
Como Neemias
disse, "A alegria do Senhor é a minha
força. E eu desejo a todos vocês uma
vida longa, cheia e repleta da segurança
na fé em Jesus Cristo.
Que Deus te abençoe abundantemente.
Amém. Amém.
Vamos orar para encerrar esse momento.
Senhor, nosso Deus e Pai, nós te
agradecemos, ó Pai, porque a nossa
salvação não depende em absolutamente
nada de nós mesmos, Pai. O Senhor
venceu a morte,
pecado, livrou-nos, ó Pai, da tua ira e
ainda mais venceu o nosso próprio
coração, a nossa própria incredulidade,
infundiu em nós o teu santo espírito, ó
pai, que nos dá, senhor, essa certeza de
que somos teus filhos e que nessa
certeza, ó Pai, nós sigamos, ó Pai, e
busquemos uma vida para honra e glória
do teu santo nome, em nome de Jesus.
Amém. Deus abençoe a todos. Até mais.
Tchau,
tchau. Obrigado por ter nos acompanhado
em mais um episódio do Ensino Fiel. Não
se esqueça de avaliar ou curtir este
episódio e de compartilhar também com
outros irmãos. Até a próxima. Que Deus
te abençoe.

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