A Minha Humilhação – Daniel Santos
10/06/2025
A Minha Humilhação – Daniel Santos
Descubra nesta pregação duma análise profunda do Salmo 44, que reflete sobre uma questão tão presente na vida cristã: Por que Deus, às vezes, parece não responder às nossas orações? Com base nas Escrituras, o sermão explora o contexto histórico e espiritual deste salmo, destacando ensinamentos sobre fé, perseverança e o propósito de Deus mesmo em tempos de silêncio.
INFORMAÇÕES:
Pastor: Daniel Santos
Passagem: Salmo 44
Série: Lamento que produz esperança
Pregação número: 3 de 16
#ipsantoamaro #presbiteriana #humilhação #humilhacao #danielsantos
CAPÍTULOS:
00:00 – Abertura
05:30 – Oração
06:10 – Introdução
09:18 – Contexto
17:30 – Deus se agradou deles
28:35 – O que escolhemos pedir a Deus
33:55 – Por que Deus não age como no passado
38:33 – Sofrimento vicário de Cristo
40:31 – O que Deus fará com a nossa geração
45:39 – Oração
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Nós vamos abrir, irmãos, as escrituras no Salmo 44. Seguindo a nossa sequência, hoje é o terceiro salmo dessa sessão que nós chamamos o segundo livro dos Salmos. Nós vimos já o Salmo 42, 43 e hoje é o 44. Salmo 44 diz assim: "A palavra de Deus é é um salmo atribuído, né, aos filhos de Coré e é também é um salmo categorizado como sendo um salmo didático. Eh, não há muito, não é muito claro o que significa ser um salmo didático, porque em tese todos os salmos deveriam ser didáticos, mas essa expressão salmo didático, eh, ela aparece no cabeçalho dos salmos porque há uma pequena expressão que é difícil de entender qual é o significado dela. E algumas versões ah colocam essa expressão salmo didático, mas ela poderia ser simplesmente ah sabedoria, é uma palavra só, tá? Mas então é convencionado eh chamá-los de salmo didático, tá? Mas mais uma vez não é algo que descreve o salmo, mas diz assim a palavra de Deus. Agora, ó Deus, nós temos ouvido com os nossos próprios ouvidos, nossos pais nos contaram o que fizestes outrora em seus dias, como a tua mão expuseste as expulsaste as nações e estabeleceste os nossos pais, afligiste os povos e ampliaste o território de nossos pais. Pois não foi a por sua espada que eles conquistaram a terra, nem foi o seu braço que lhes deu a vitória, e sim a tua mão poderosa e o teu braço, e a luz do teu rosto, porque te agradaste deles. Tu és, ó meu rei, ó Deus, ordena a vitória de Jacó. Com o teu auxílio vencemos os nossos inimigos. Em teu nome pisamos sobre os que se levantam contra nós. Não confio no meu arco e não é a minha espada que me salva. Pois tu nos salvaste dos nossos inimigos e cobriste de vergonha os que nos odeiam. Em Deus, nós temos gloriado continuamente e para sempre louvaremos o teu nome. Agora, porém, tu rejeitaste e nos expulsaste, expuseste à vergonha e já não acompanhas os nossos exércitos. Tu nos fazes bater em retirada diante de nossos inimigos, e os que nos odeiam nos tomam por seu despojo. Entregaste-nos como ovelhas para o matadouro e nos espalhaste entre as nações. Vendes por nada o teu povo e não tens lucro com a venda. Tu nos fazes objeto de deboche para os nossos vizinhos, de escárnio e de zombaria aos que nos rodeiam. Tu fazes de nós provérbio, entre as nações, os povos nos vêm e balançam a cabeça. A minha humilhação está sempre diante de mim. O meu rosto se cobre de vergonha ante os gritos do que afronta e blasfema. à vista do inimigo e do vingador. Tudo isso nos sobreveio. Entretanto, não nos esquecemos de ti, nem fomos infiéis à tua aliança. O nosso coração não voltou atrás, e nem os nossos passos se desviaram dos teus caminhos, para nos esmagares onde vivem os chacais e nos envolveres com as sombras da morte. Se tivéssemos esquecido do o nome do Senhor nosso Deus, ou tivéssemos estendido as mãos a um Deus estranho, será que Deus não teria descoberto isso? Ele que conhece o segredo dos corações, mas por amor a ti, somos entregues à morte continuamente. Somos considerados como ovelhas para o matador. Desperta porque dormes, Senhor. Desperta. Não nos rejeites para sempre, porque escondes o rosto e te esqueces da nossa miséria e da nossa opressão. Pois a nossa alma está abatida até o pó e o nosso corpo está como que pegado ao chão. Levanta-te para socorrer-nos. Resgate-nos por amor da tua bondade. Até aqui a leitura da palavra de Deus. Vamos orar mais uma vez. A Deus, ajude-nos, ó Pai, a entender a tua palavra. Não somos capazes, por natureza, de entendê-la. Precisamos que o Teu Espírito, o mesmo que inspirou esta palavra, possa nos ajudar a entendê-la. Prepare o nosso coração e a nossa mente para ouvi-la como palavra tua e recebê-la, ó Deus, de modo que ela possa transformar-nos, moldar-nos a semelhança do Teu filho Jesus. Essa é a nossa oração que fazemos em nome dele mesmo. Amém. Meus irmãos, aqui estamos já no Salmo 44. Como nós vimos, o Salmo 42 começou com um tom bastante sombrio. O salmista se descreve como que uma corça sedenta pelas correntes das águas. Ele se vê bastante já aflito e angustiado porque Deus não lhe respondia. Esse foi o tema do Salmo 42, que abre esse segundo livro dos Salmos. O Salmo seguinte, o Salmo 43, nós vimos que depois de tudo o que o salmista fez e falou e o quanto ele esperou no Salmo 43, Deus ainda não havia respondido o salmista. E o salmista, ele se cansa de esperar. E aquilo que ele estava apresentando a Deus em forma de oração, agora ele apresenta na forma de uma queixa. Ele apresenta a sua súplica a Deus em forma de uma queixa e exige que Deus julgue a sua causa. Essas são as palavras do Salmo 43. Julgue, ó Deus, a minha queixa. Então, nós já vimos que o tom mudou e mudou porque Deus ainda não respondeu. A razão porque Deus não respondeu não é clara. O salmista não foi informado do motivo porque Deus ainda não respondeu. E hoje estamos no Salmo 44. E pasmem, Deus ainda não respondeu. Agora, o que mais o salmista vai falar? É importante, irmãos, que vocês se lembrem, não sei quantos já pensaram nisso, mas o livro dos Salmos é um livro eh composto de várias obras individuais. alguém além e depois dos salmistas, ah, foram foi alguém que organizou os salmos numa sequência que possa fazer o sentido que hoje nós estamos vendo de o salmo refletindo e meditando na aflição de alguém e Deus não respondendo. Mas chega um ponto então que fica meio angustiante a perceber que Deus de fato ele não está respondendo. Nós não entendemos por ele não está respondendo. E como nós vamos ver hoje, ah, Deus faz isso por razões específicas. Eu tenho notado que, ah, eu comentei isso com alguém essa semana, quando nós pastores a preparamos um texto, estudamos, ele já está na nossa mente de maneira tão clara, a gente se torna quase que a parte do texto que a gente estuda. E eu sei que durante um sermão não tem como eu fazer com que vocês tenham a mesma familiaridade que eu tenho contexto. É impossível. O tempo não dá. E também, obviamente, a preparação que um pastor já tem na forma teológica para entender um texto não tem como preencher em meia hora, 40 minutos do sermão. Hoje eu gostaria então de eh experimentar algo que é uma maneira de ajudá-los a ver o texto da maneira que eu vejo, como uma tentativa de auxiliá-los a a entender o que a gente chama eh do contexto. Então, veja só, aí está uma imagem do Salmo 44. Eh, pode colocar esse Salmo 44. Então, se a gente passar uma linha lá embaixo, é a primeira divisão que você vê, é o que a gente chama aí a primeira parte do salmo. Então, nesse nessa primeira parte você tem aí a uma um texto ou um trecho que descreve o que os nossos pais nos contaram. Então eu vou circular aí essa expressão nossos pais nos contaram. Então esse primeiro bloco é um bloco que fala sobre isso. Conta o que é que os pais contaram ao salmista. E dentro desse desse bloco, você vê então que há um pedido que ele faz no versículo 4, vou circular de azul. Então esse é o pedido. Então esse é um pedido e é o primeiro pedido que ele faz. Ah, então dentro desse bloco tem então o que ele falou, que é o que os pais contaram e com base naquilo que os pais contaram, ele faz um primeiro pedido. Então, basicamente é isso que esse bloco contém, tá? Se você seguir então ah um pouquinho descendo mais aí, você vai ver que a divisão do salmo, né? Por que que eu fiz essa divisão aí no versículo 8ito? Por causa dessa expressão agora, porém, tá vendo aí? Então, sempre que você vir a partículas como essa, significa que o texto está transitando para uma nova fase, para um novo momento. Então, é por isso que eu fiz essa linha aí. Nessa segunda parte, então, ah, no versículo 9, claramente você consegue ver que essa divisão gera o que nós vamos chamar da primeira parte e a segunda parte. Então, e o salmo ele se divide exatamente aí, tá? Eh, no versículo 9, ele conta uma uma história que vai começar daí e vai até o final do do capítulo inteiro. Seguindo adiante, você vê então que esse bloco do capítulo 9, ele vai até o versículo 16. Eu passar um risco aí no versículo 16. E essa é uma divisão um pouquinho menor dentro dessa sessão. E o que que esse bloco aí tem? Que que esses versos de 9 a 16 eles têm? Ah, olha, novamente, a divisão, ela é marcada, né, pelo expressão, tá vendo? Entretanto, que aparece no versículo 17. E é isso, então, que mostra sempre que você tem uma palavra, entretanto, você está vendo que o texto está transitando para um momento diferente, tá? Nesse primeiro ah bloco, então, o salmista ele vai reclamar para Deus de algumas coisas que Deus tem feito. Ele fala de cinco coisas. Primeiro, ele diz que Deus havia rejeitado, né, o povo e exposto a vergonha. Segundo ele fala que o Senhor tem feito, né, tu nos fazes bater em retirada. Então é uma lista de reclamações. Terceiro lugar, ele fala que o Senhor tem entregado o povo como se fosse ovelhas para o matadouro. Em quarto lugar, ele fala que Deus tem vendido o seu povo como se fosse a preço de nada, nem lucro tem com isso. E em quinto lugar, ele fala que Deus tem rejeitado ou perdão, faz-nos como objeto de deboche. Aquilo que acontece conosco se torna como motivo das pessoas comentarem a respeito daquilo que acontece conosco e motivos de risada, motivos de provérbio, motivos de deboche, como o texto diz. Então, esse primeiro bloco é basicamente isso. Ele é uma descrição das coisas que o salmista eh tem a liberdade de chegar e falar para Deus: "Eu não concordo com isso. Isso está errado. O Senhor tem nos tratado de maneira que nós não merecíamos ser tratado." E aí ele faz essa lista de cinco coisas que Deus tem feito. subindo mais descendo o texto, então você vê que ah, nesse próximo bloco ele também tem uma nova divisão aí no versículo 22. E essa divisão ela nesse texto, eh, nesse primeiro bloco de versículo 17 a 22, a o salmista vai descrever aí algumas coisas que ele acha que Deus deveria estar olhando e não está. Na visão do salmista, Deus não está percebendo algumas coisas que o povo tem feito. Primeira delas, vocês viram aí, nós não esquecemos de ti. O senhor tem observado isso, senhor, para est no fazendo, nos tratando da maneira que o Senhor está nos tratando. Você já observou? Já parou para observar que nós não nos esquecemos de ti? Segunda coisa, é dito que nós também não fomos infiéis. O Senhor tem observado isso? para estar nos tratando da maneira que está. Em terceiro lugar, o nosso coração não voltou atrás. Senhor, tem observado isso? Em quarto lugar, nem os nossos passos se desviaram dos teus caminhos. Então, por, essa é a grande pergunta do salmista. Por que o Senhor tem nos tratado dessa forma? Por que o Senhor não nos responde? Então, eh, esse bloco ele trata basicamente disso. E por último, nessa última ascensão do Salmo, no versículo 23 a 26, você tem os pedidos. Olha só a força dos pedidos que o salmista faz. Primeiro, ele diz quase que de maneira e meio que deselegante e inapropriada para alguém falar com Deus. Acorda, desperta, Senhor, por dormes? Não é uma maneira comum de alguém falar com Deus. Vocês se lembram de a Elias quando confrontando a Baal lá naquela grande batalha e dos profetas de Baal com o profeta Elias? Essas foram palavras ditas a Baal, referindo-se a ele como um Deus que estava dormindo. Agora veja aqui o profeta falando a mesma coisa. O profeta sabe que Deus não dorme. A escritura já nos ensinou que o nosso Deus não é um Deus que não cochila e que não dormita, mas ele guarda-nos sempre. Por que então o profeta está usando essa linguagem? É uma linguagem pesada. Mais adiante, veja, ele tá falando: "Porque escondes o rosto?" E em terceiro lugar ele diz: "Levanta-te para socorrer-nos". Então, esses são três, ah, é uma, é um pedido tríplice, né? Um pedido de socorro que ele faz a dessa forma. Então, irmãos, eh, diante disso, cabe nos perguntar por Deus não está respondendo o salmista? Qual a razão da demora? com a razão dele não estar eh querendo envolver-se com aquilo que o salmista está de maneira já desesperada a apresentando diante de Deus. Olha, partindo do pressuposto correto de que esse salmo está aqui nas escrituras para nos ensinar alguma coisa, ah, cabe nos perguntar o que Deus quer que nós aprendamos. E essa é a pergunta que eu queria fazer hoje pela manhã. O que Deus quer que eu aprenda com esses dois pedidos e o modo como eles foram feitos. Primeiro pedido é que Deus ordene a vitória e o segundo pedido é aquela aquele aquela mistura, aquele pedido tríplice que ele faz no final. Então, o que que Deus quer que nós aprendamos com isso? Primeira coisa, Deus quer que entendamos, irmãos, aquilo que nossos pais nos contaram. Deus quer que nós entendamos melhor. E para fazer isso, a primeira coisa que é necessária é que nós devemos considerar o motivo, porque Deus fez o que fez nos dias dos nossos pais. Não, não é fácil você ouvir histórias de pessoas que viveram antes de nós. É importante que você seja preparado para entender aquilo que a as pessoas nos contam. Veja nos versículos, nos olhe na sua Bíblia, no salmo, no início do Salmo, nos versículos 2 e 3, há um relato daquilo que os pais contaram. Vocês viram aí? Versículos dois, especialmente, com a tua mão expulsastes as nações, estabelecestes os nossos pais e afligistes os povos e ampliastes o território de nossos pais. O que que ele está falando aqui? Essa essa é uma linguagem que descreve o período nos dias de Josué, quando eles estavam conquistando a terra. E isso aqui ele está se referindo, irmãos, é algo que já tem pelo menos 500 anos. É muito tempo. E a minha pergunta e o desafio que eu tento mostrar para vocês hoje é: será que nós estamos preparados para ouvir e entender as histórias que foram contadas pelos nossos pais? A história, irmãos, não é algo simples de se entender. Não é simples entender aquilo que aconteceu há tanto tempo assim. E nós somos naturalmente inclinados a olhar para a história alheia e ler os eventos do passado com os nossos próprios óculos, com a nossa própria expectativa. Na melhor das hipóteses, vemos o passado com o entendimento que temos hoje e tudo o que acumulamos ao longo dos anos. Mas não é assim que nós olhamos a história. Eu queria fazer um teste com vocês hoje. Vamos ver como é que está a sua percepção da história. Olha essa foto aqui. Alguém sabe onde é essa foto? Essa é uma foto de 1930. Essa é a Avenida Adolfo Pinheiro e essa casa do lado é onde hoje é a estação a Adolf Pinheiro. E esse é um bonde que ligava o centro de São Paulo até a cidade de Santo Amaro. Esse bonde eh foi inaugurado em 1913 e ele circulou por 50 anos. Foi desativado em 68. Como é que, como é que você olha para uma foto dessa e entende? Então nós que nunca nunca a maioria, alguns sim, mas a maioria de nós nunca colocou um pé num bonde desse. A maioria de nós nunca teve oportunidade de andar numa estrada de chão como essa, de poeira como essa. Nós não temos a noção, irmãos, do que que é vir pra igreja a pé, na poeira, no sol ou num bonde como esse aí. Então veja, olhar. E nós estamos falando de pouco tempo, nós estamos falando aqui de 80 anos, de 70 anos. É muito diferente. A próxima imagem, esse é o bonde chegando aí no Largo 13 em Santo Amaro. Essa já é uma foto de 1960. Muita tem pessoas aqui. Eu perguntei, o seu João da dona Ana Borges andou nesse bonde aqui? Muitas. Ele diz que ele foi trabalhar várias vezes com o bonde, mas nós que olhamos para uma foto como essa, eh, às vezes não temos nem meios de perceber e de nos colocar na situação que essas pessoas viverem. Então, veja, olhar para a história não é a mesma coisa que olhar para fotos. Se você não participou daquele momento, se você não fez parte daquele momento, não tem como você avaliar aquilo que aconteceu. E é por isso que eu estou enfatizando. Ah, simplesmente dizer que aquilo que nossos pais nos contaram não basta. Agora, olha, agora uma foto pros mais novos, porque isso aqui é tudo muito velho, né, gente? Mas pros mais novos, pros jovens que estão aqui, vocês conhecem esse shopping aqui? Shopping Center Sul. pros que t aqui hoje 18 19 anos, onde era esse shopping? Esse shopping aqui é onde hoje é o o Boa Vista. Ele foi derrubado no ano de 2000 para a construção do Boa Vista. E o Boa Vista foi inaugurado em 2005, mas até o ano 2000 esse era o shopping que estava no local ali. Os que são mais velhos, como eu devem lembrar desse shopping, né? Alguém já disse que era uma muvuca esse shopping, né? pouco estacionamento, mas é esse era o shopping que está aqui hoje no Boa Vista. Quem teve a oportunidade de andar ainda nesse shopping e de ver as coisas como era, se lembram, conseguem ah mensurar um pouco da história. Mas, irmãos, ver fotos e ouvir histórias não é a mesma coisa que entender o que eles passaram ou sentir o que eles sentiram. E não é esse o objetivo de ler e conhecer as histórias da Bíblia. A grande vantagem então da história bíblica é que Deus tenta e Deus mostra-nos o motivo porque ele fez o que ele fez. E veja no versículo ah três, olha só, no finalzinho do versículo três, o Senhor nos diz, ou o salmista diz, ao ler e ao ver aquilo que os pais fizeram, eles diz o seguinte: "Olha, e o Senhor fez todas essas coisas por te agradaste deles?" sublinhe essa expressão, por te agradaste dele. É, essa é a razão porque Deus fez o que ele fez nos dias de Josué. Agora, observe, é, é, é algo estranho quando nós falamos de por agradastes dele. Porque se você for lembrar do que aconteceu nos dias de Josué, meus irmãos, ah, havia muito mais razões para Deus não se agradar de ninguém naqueles dias. E às vezes me pega de surpresa ler um texto como esse, dizendo que Deus se agradou daquelas pessoas. Deus se agradou deles de um modo que ele não se agradava das pessoas nos dias do salmista. E essa era a razão porque ele não estava respondendo. Mas pense nisso. O que que significa Deus se agradar daquelas pessoas? Olha, pelo menos duas coisas. Primeiro, considerando a situação nos dias de Josué, eu diria agradar-se de alguém significa eh não agradar de todos, mas agradar de alguns deles. Na época, por exemplo, dos espias, vocês se lembram disso? A maioria dos espias voltaram reclamando daquilo que Deus havia feito. Somente Josué e Calebe voltaram mais esperançosos. Então isso nos ensina, irmãos, que Deus não precisa se agradar de todos para poder abençoar uma geração. Muitos, em muitos dias, muitos nos dias de Josué se beneficiaram com as vitórias do Senhor, porque Deus se agradou de poucos deles, no caso, alguns poucos. Então, Deus não precisa e ele não vai agir e ele não vai responder quando toda a igreja, toda uma geração se tornar eh um povo agradável ao Senhor. Mas Deus quer que haja pessoas fiéis na grande luta e na grande conversa de Deus com Abraão antes da destruição de Sodoma e Gomorra. Vocês se lembram daquele pequeno ah leilão que Abraão foi fazendo com Deus? Se tiver ali 50 pessoas, o Senhor destruiria o justo com o ímpio da mesma forma? E Deus responde: "Se tiver 50 lá, Abraão, eu não destruirei." E Abraão pensa, não deve ter nem 50, mas e se tiver 45? E ele vai descendo, descendo, descendo, descendo até chegar no número 10. E Abraão pergunta: "Se tiver lá 10 pessoas, Senhor, o Senhor destruiria a cidade, o ímpio, juntamente com o justo?" E Deus responde: "Se tiver 10 pessoas naquela cidade, Abraão, eu não destruo." Olha só o que Deus tá dizendo. Sodoma e Gomorra era um local horrível, mas Deus estaria disposto a manter a cidade do jeito que era. Se tivesse 10 pessoas apenas, ele ainda manteria aquela cidade idólatra, aquela cidade moralmente decaída por causa de 10 pessoas. Portanto, quando o texto diz que o Senhor se agradou deles, eh, não entenda com isso que o Senhor agradou de todos eles, mas o Senhor se agradou de alguns e alguns poucos. Segunda coisa que agradar significa, com base nas coisas que o salmista listou, aquilo que agradava a Deus era fazer o que Deus havia ordenado. Nos dias de Josué, agradar a Deus significava isso. Faça o que eu estou mandando e aí vocês vão conquistar a terra diante de vocês. Deus, irmão, se agradou daquelas daquela geração, de algumas pessoas, de um modo que ele não se agradava mais nos dias do salmista. Portanto, essa é uma boa perspectiva, a olhar para fotos, a olhar para imagens, a olhar para situações com as quais nós não nos relacionamos, como essa foto que eu mostrei aqui de 1900, que vocês têm que perguntar é exatamente isso, ah, quais foram as experiências que essas pessoas passaram? E essa é uma boa, uma boa razão para você conversar com os que são mais idosos e perguntar como era a luta, como era a aflição, como era a lida para chegar na igreja, para viver a vida como nós ah como eles viviam naquela época. Uma segunda coisa, irmãos, ainda para aprendermos a entender o motivo porque Deus faz as coisas que faz, é que nós devemos considerar o que escolhemos pedir dentre as coisas que Deus fez aos nossos pais. Olhar para aquilo que Deus fez com os outros é complicado. Eh, veja o que o salmista pede. Vocês viram aí no versículo 4atro, diante de tudo o que ele fala sobre o que os pais fizeram, o salmista pede uma coisa. Senhor, ordena a vitória de Jacó. É isso que ele pede. É um pedido correto. É um pedido correto, irmãos. salmista aprendeu que a vitória não depende daquilo que nós fazemos. Se Deus não ordenar a vitória, se Deus não ordenar que algumas coisas aconteçam, não acontecerá nem pela força, nem pela violência, nem pela arma e nem pelo meu arco, como o salmista já mostrou aqui. Então, ele pede: "Senhor, ordena, ordena a vitória, ordena que algumas coisas aconteçam, porque do contrário nada vai acontecer." E e esse tipo de coisas, irmãos, é importante nós aprendermos uns com os outros. Você tem filhos pequenos? Você tem filhos na faixa aí de 6, 7 anos e acha que ah, não aguentam mais. Meu Deus do céu, eu vou pirar essa semana. Converse com quem tem já filhos maiores, 20 anos, 30 anos. ganhe um pouco de perspectiva ou pergunte para as pessoas que naquela época que tinham bonde, que tinham como é que eles andavam, como é que a criança vinha. Imagina uma criança dentro de um bonde, irmãos, é quase colocar para o caminho da morte. Imagina uma criança dentro de um bonde. Bonde não tinha porta. E muitos aqui falam que entrava no bônus sem pagar, saía também pagar. E era uma, mas mais importante do que pagar e não pagar é a questão da segurança. A questão da segurança. É importante nós nos lembrarmos disso. Aquilo que nós pedimos a Deus hoje é algo que precisa ser olhado à luz daquilo que os nossos pais nos contaram, entendendo as experiências dele. Eu me lembro de uma ocasião e isso nunca me sai da cabeça. E foi numa igreja lá em Goiânia ainda. Eu era seminarista e a igreja de Goiânia ela tem uma uma marquisa na frente assim que dá para que as pessoas quando chegam na igreja consigam descer rapidamente e entrar pra igreja. Se tiver chovendo, mais ou menos dá para não molhar. E naquele dia tava chovendo e uma senhora muito elegante, muito preocupada com a aparência. Eu lembro disso como se fosse hoje. Ela na correria de colocou um uma bíblia, um plástico na cabeça assim para sair. E na hora que ela foi sair do carro, ela acho que enganchou a meia calça da perna dela assim no eh no alguma coisa no banco e deu uma desfiada assim na meia calça. E ela falou algo que eu fiquei pensando dela, ela chegou a falar a palavra maldito, maldito, né? A essa chuva, né? que faz com que eu e aí ela falou várias coisas que não vou falar aqui no púpito, mas veja só, ela tá chegando na igreja de carro, ela está andando três passos para entrar para dentro da igreja, a meia calça dela desfiou e ela acha que maldito tudo o que está acontecendo. Isso, irmãos, é falta de perspectiva. É falta de nós sentarmos para conversar com pessoas que nem já andaram com meia calça porque sabe que quem vai pegar um bonde tem que pular no bonde para pegar ele andando. Não pode ter nem meia calça e nem sapato de salto, não. Então nós precisamos acomodar e talvez colocar numa nova moldura aquilo que nós pedimos a Deus. Lembre-se disso. Lembre-se de conversar com as pessoas e não apenas imaginar um passado como ele foi e daí você criar várias expectativas do modo como Deus deveria agir com você. Mas, infelizmente, mesmo falando as coisas certas, mesmo falando aquilo que deveria ser falado, o salmista ainda não ouviu uma resposta de Deus. Ele ainda não ouviu o que ele gostaria de ouvir, que é por que Deus não faz nada. E aí isso leva-nos inevitavelmente a à segunda pergunta, né? Deus quer nos ensinar. Deus quer que nós entendamos aquilo que os nossos pais contaram, mas também pode e o ele quer que nós entendamos porquê. Esse é o ponto. Porque ele não age da forma como agiu com os nossos pais. Há um motivo porque Deus não age da forma como ele agiu com os nossos pais. Há muitas coisas que existiam naquele tempo que não existem mais. Mas o mais importante, há muitas pessoas que viveram naquele tempo que não existem mais. Irmãos, deixem-me falar uma coisa para vocês e guardem bem isso. Deus se agrada de pessoas muito mais do que ele se agrada de instituições e edificações. Há momentos em que o próprio Deus entrega as instituições e as edificações para serem derrubadas e instintas, como foi o caso do templo e o trono de Davi em Jerusalém. Deus gosta de pessoas. Ele não gosta de instituições e edificações. Ele preserva e ele mantém por causa das pessoas. E esse é um bom lembrete para que nós também tenhamos esse olhar. Conforme lemos aí, veja no versículo 17, eh, na sua Bíblia, o salmista vê que agora, mesmo ele tendo feito o que fez, o Senhor parece estar interessado em humilhar-nos. Veja no versículo 17. Tudo isso nos sobreveio. Entretanto, não nos esquecemos de ti. Fomos não fomos infiéis a a à tua aliança. O nosso coração não se voltou atrás, nem os nossos passos se desviaram. Então ele faz essa lista completa, mas no final, o versículo 22, ele diz: "Mas por amor a ti, nós somos entregues à morte continuamente. Somos considerados como ovelhas para o matador." Então, lendo esse texto, irmãos, você consegue eh ver a resposta para a pergunta: por que que Deus não age mais da forma que ele agiu com os pais? Você consegue ver a resposta aí nesse versículo 22? Por que que Deus não age mais da forma como ele agiu com os nossos pais? A resposta aparece inclusive duas vezes no texto. Primeiro, no versículo 11 é dito que o Senhor eh nos entregou como ovelhas para o matador. E aí no versículo 22 ele volta a falar nisso. Somos considerados como ovelhas para o matador. A geração do salmista é uma geração escolhida por Deus para experimentar, não para experimentar as vitórias, mas foi uma geração escolhida para ilustrar a figura de uma ovelha sendo levada para o matador. É, é uma outra geração. E a geração do salmista foi escolhida para experimentar um novo tipo de vitória, um estranho tipo de vitória que Jesus explicaria mais adiante quando ele diz: "Porque quem quiser salvar a sua vida perderá. E quem perder a sua vida por minha causa, esse a achará." Essa é a razão porque o salmista não está vendo o Senhor responder, porque o Senhor quer que aquela geração seja usada para ilustrar o sofrimento vicário de Cristo. Essa explicação porque o Senhor tem tratado o povo como ovelhas sendo levadas para o matadouro. E essa, irmãos, é uma perspectiva eh muito importante, porque Deus não só usa o seu povo para produzir vitória, mas ele usa também para ilustrar aquilo que o Senhor fará. Deus não esconde o seu rosto da nossa miséria, mas ele olha para a nossa miséria com o mesmo olhar que ele olhou para o seu filho Jesus. Deus não nos rejeita para sempre, mas ele olha para nossa situação lembrando daquilo que o seu próprio filho uma vez pediu. Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Então, quando Deus olha para a nossa situação, olha para o nosso clamor, ele se lembra, ele lembra-se também daquilo que o seu filho Jesus havia feito. O apóstolo Paulo, ele irá citar, irmãos, o Salmo 42. E olha só o local onde ele cita. Abra comigo aí na sua Bíblia, Romanos, no capítulo 8. É um texto conhecido e nós vamos caminhando para o fim. Romanos 8, a partir do versículo 31. Olha só o argumento que o apóstolo Paulo vai construir e ele vai culminar falando do Salmo 44, que é o que nós estamos lendo aqui. Ele diz: "Olha, nos Romanos 8:31, que diremos então à vista dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou o seu próprio filho, mas por todos nós o entregou, será que não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica e quem os condenará. É Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem ressuscitou, o qual está direito de Deus e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo não será tribulação? Esse é um texto bem conhecido. E aí no versículo 36 ele cita o Salmo 44, como está escrito: "Por amor de ti somos entregues à morte continuamente. Fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas essas coisas, porém, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou". Meus irmãos, Paulo também foi alguém que Deus escolheu não para ver vitórias, mas foi alguém que Deus escolheu para tipificar, para ser aquele entregue como ovelha caminhando para o matador. Conclusão. Nós não sabemos, nós não sabemos, irmãos, como Deus tem reservado e tem planejado o que que ele vai fazer com a nossa geração. Nós não sabemos se ele nos usará para demonstrar o seu poder, nos dando a vitória, ou se ele nos usará para demonstrar o sofrimento. Não tem como a gente saber disso. Mas se aprendemos a ler corretamente aquilo que ele fez aos nossos pais no passado, aprenderemos que Deus alterna de tempos em tempos o modo de tratar o seu povo. Nós precisamos entender isso. Deus não age sempre da mesma forma, mas ele alterna de tempos em tempos o modo como ele trata as pessoas. E nós não deveríamos ficar apegados a uma imagem do passado que é apenas uma imagem da nossa mente. Olhar para uma foto de 1900 não é a mesma coisa que ter vivido no ano de 1900. Olha essa foto. Tem uma coisa muito sinistra sobre essa foto. Alguém consegue ver o que que tem de muito sinistro nessa foto? Tem algo estranho nessa foto. O que é estranho nessa foto é que essa menina, na verdade, ela está morta no século XIX. em 1890, para ser mais preciso, as pessoas tinham o costume de tirar fotos com as pessoas já mortas, colocadas numa posição como se tivesse vivas, porque a fotografia não era uma coisa assim tão comum. Então, para guardar uma memória de alguém como ela existiu. Então, a criança, na verdade, ela está morta. E essa é uma foto de 1890. E é é dito que muitos mortos eram colocados ou sozinho ou juntamente com um parente, no caso aqui a mãe, para tirar uma foto e a a criança já está morta nessa mesma época. Não lá, isso aí é na Europa, mas o missionário que trouxe o presbiterianismo pro Brasil, Ashbell Green Simonton, fundador da Igreja Presbiteriana do Brasil, ele enfrentou também a dor da morte da sua esposa, Helen Murdock, apenas ve dias depois de ter dado a luz à sua filha. E ele também tirou uma foto. Essa é uma foto do Simon com a sua filha, só que ela não tá morta. Por incrível que pareça, 3 anos depois da morte da mãe, o próprio Sarmato também morreu com malária. Mas o Simonton, na ocasião da morte da sua esposa, olha só as palavras que ele diz, isso está registrado no seu diário. Ele diz: "Deus, tenha piedade de mim agora, pois águas profundas rolaram sobre mim. Minha querida Helen está estendida em seu caixão e na salinha de entrada ela está. Deus a levou de repente que ando como quem sonha, mas graças à aquele que morreu e ressuscitou por mim." Esses sentimentos tão completamente avaçaladores não dizem toda a verdade. Abálsamo mesmo para as feridas como essas. O céu é o lar do crente, é o meu lar. Tudo o que eu mais amo está lá. meu pai, minha mãe, minhas irmãs e minha esposa. Mas acima de tudo Jesus está lá. 3 anos depois, então Simon também morre. Mas ele nos deixa, irmãos, a perspectiva de alguém que conhece, conhece a história e sabe o que é que Deus faz de tempos em tempos. Não se apegue, não se apegue a coisas que nós idealizamos do passado. Aprenda a ver como é que Deus age de tempos em tempos na vida das pessoas e que ele nos ajude a ter uma perspectiva correta, porque às vezes ele nos responde e porque às vezes ele nos deixa aguardando. Vamos orar. Ó Deus bendito, o Senhor nos criastes limitados ao tempo e ao espaço. Não somos capazes de experimentar as coisas que os nossos pais experimentaram. Ouvimos falar o Pai da aflição deles. Já vimos algumas fotos do que eles fizeram. onde eles foram, mas não temos como sentir, não temos como colocar-nos em seus próprios dias. Por isso, ó Deus, ajude-nos a entender com base na tua palavra, com base na experiência que o Senhor nos faz ter com a tua palavra, que o Senhor é um Deus que se agrada de pessoas, de tempos em tempos. O Senhor se agrada de pessoas. Ajuda-nos, a Deus a ser homens e mulheres que agradem a ti. A fim de que toda uma geração, a fim de que todos os filhos às vezes que andam de maneira que desagradam a ti, o Senhor Deus é capaz de abençoar os nossos filhos por causa do modo como o Senhor se agrade, portanto, ajude-nos, ó Deus, a andar de maneira reta e íntegra em teus na tua presença. E pedimos isso no nome de Jesus, o teu filho. Amém.