Conselho divino (parte 01) – BTCast 603
03/06/2025
Conselho divino (parte 01) – BTCast 603
Muito bem (3x), está no ar mais um BTCast, o seu podcast de Bíblia e teologia! No episódio de hoje, Bibo, Cynthia Muniz, Luiz Henrique e Matheus Ávila conversam sobre O Conselho Divino e os seres espirituais, a partir dos escritos do Antigo Testamento. Vemos em alguns trechos da Bíblia Deus se referindo a si mesmo no plural, como em "FAÇAMOS o homem à nossa imagem e semelhança" (Gn 1:27), mesmo usando o plural, Deus estaria falando consigo mesmo? Mesmo que fosse a trindade manifestando-se, com quem Deus está falando? Será que isto mostra evidências no texto bíblico e na cultura do Antigo Oriente Próximo que apontam outros seres ao lado de Yahweh? Se sim, quem são esses seres? Seriam eles como o Deus de Israel? Segura firme que esse é daquele episódios de explodir a cabeça!
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Mas é importante lembrar que estes seres eles são chamados de filhos de Deus ou de filhos do Altíssimo. Então essa ideia, né, de que Deus está construindo, formou para si uma grande família, uma família invisível e depois uma família visível aqui no no terra, né, que é isso que Deus faz. Ele constrói uma família também aqui. Mas assim, lembrar que essa linguagem de família ela é importante porque ela mostra que Deus ela ele tem prazer em que a sua criação, os seus filhos sejam participantes daquilo que ele está fazendo, seja no mundo espiritual, seja também aqui na Terra, como a gente viu, eh, na criação do homem e da mulher. Então ele não é alguém que quer governar sozinho, mas ele é alguém que tem prazer em compartilhar, porque ele nos enxerga tanto seres humanos quanto seres espirituais, como sua grande família. Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. [Música] Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTQ de número 603. Eu sou Rodrigo Bibo e estou precisando de um conselho divino. Quem, né, quem não precisa. Aqui é a Cíntia e está na hora de tornarmos a Bíblia um livro estranho novamente. Calma, gente, não me julguem. Aí você vai entender. Meu Deus. Tá, vai, Luiz. Eu sou Luís Henrique. Você leu a Bíblia esse tempo todo com filtros do Instagram? Nossa, apocalipse. Com certeza o apocalipse, né? Tudo. Tira o Instagram e o TikTok e aí o pessoal volta a ser mais saudável do apocalipse porque olha, mas é ainda assim esses filtros são bem bonitinhos, mas a gente vai falar sobre isso no episódio. E eu sou Mateus Ávila e tem alguma coisa aqui atrás de mim. Eita! Olha uma parede branca, porque você está no seu escritório. Mas pode ser um anjo. Eu não sei porque eu não tô te vendo. É, pode ser que eu não esteja enxergando. Mas galera, sério, sério, eu não vou mentir o que eu vou falar agora. Uma vez eu conheci um pastor e eu tava na fase meio que para entrar de estágio na faculdade e eu queria fazer estágio lá na cidade onde eu tava, é, eu não quero dar muitas informações, eu queria fazer estágio numa cidade e aí eu comecei a me aproximar daquela igreja e tal, daqueles pastores, mano. Só que um dos pastores, ele era assim, tipo, ele era um pastor pentecostal assim daqueles assim do reteté, mas ao mesmo tempo ele era um cara também que buscava uma certa intelectualidade. Tanto que ele estudava teologia também, aquela coisa toda e tal, mas ele era um cara assim bem ligado no mundo espiritual. E mano, e um dia sem corar, sem ficar vermelho, assim, olhando dos meus olhos, ele fala assim: "Ó, Bibo, a minha espiritualidade ela é diferente porque tu tá aqui agora sentado comigo nessa lanche, nessa cafeteria e tu tá vendo ali aquela mesa, aquele garçom, aquela garçonete, né? Os produtos. Eu também vejo, né? Eu vejo o que tu tá vendo, só que assim, Bibo, eu consigo ver além. Eu consigo ver as entidades que estão aqui nesse lugar, os anjos que estão batalhando. Tu já assistiu Matrix? Eu falei já. Então eu enxergo tipo Nil, sério. E aí, cara, eu querendo estágio, o que que eu falo? Tipo, nossa, glória a Deus por isso. Achando ele um completo maluco, né? Achando ele um completo maluco. Mas eu falando: "Nossa, glória a Deus" e tal, porque eu nem nem nem época mais pentecostal eu acreditaria numa coisa dessa. Porque quero fazer uma ressalva aqui. Aprendi a amar a Bíblia, a teologia com os pentecostais, né? Nem todo pentecostal é maluco assim, gente, pelo amor de Deus. Tá, mas tem uns tem uma figura dessa lá assim. E ele falou assim: "Não, porque eu vejo o mundo espiritual, tipo, como Neil vê a Matrix". Eu falei: "Uau, cara, glória a Deus por iss". Mas achando ele um completo maluco. Ainda bem que não deu certo meu estágio lá, porque eu acho que seria muito difícil conviver seis meses com um cara que diz que vê o mundo espiritual. Então, Mateus, eu não posso dizer se tem alguma coisa atrás de você, mas com certeza esse pastor diria, né? E seria algum, espero que ele não se não se considere também o escolhido, né? Porque na Bíblia o escolhido é um só, viu, gente? E Mateus, ele veria alguma coisa? Com certeza ele ia falar para mim, toma cuidado que realmente tem uma coisa terrível. Exato. Sentado nos seus ombros. Nossa, lembra aquele filme Espíritos? Caramba, terrível. Meu Deus do céu. Nossa, maravilhoso. Maravilhoso. Esse. Exato. É sentado no seu ombro te dando esse peso, esse cansaço. Ai, credo. Que você acha que é falta de vitamina, você acha que é só o cansaço do trabalho, mas não. Mentira. Gente, estamos aqui com essa galera, com essa turminha para falarmos sobre o conselho divino. Gente, vai falar o que, Luís, aqui? Hostes espirituais, a região celestial. O que que a gente vai falar aqui? O que que conselho divino é esse? Deus vai pedir conselho pra galera. É, é uma existe uma galera sentada lá numa espécie de Olimpo, onde os deuses se encontram. O que que qual é o tema desse podcast hoje? Nós iremos falar, Bibo, aqui sobre o mundo espiritual. Calma, eu sei que nós estamos muito acomodados, na verdade, até mesmo assustados para você que consome uma boa teologia da batalha espiritual, aqueles mundos e aquelas literaturas que foram muito famosas e populares do final da década de 80 pra década de 90 aqui no Brasil sobre as potestades e toda uma teologia que, infelizmente, né, é mais superstição do que necessariamente cosmovisão bíblica. Hoje o nosso compromisso nesse podcast aqui é falarmos sobre a a batalha espiritual. Não, pera aí. Hoje o nosso compromisso nesse podcast é falarmos sobre qual é a verdadeira natureza do mundo espiritual, qual é a verdadeira natureza do mundo invisível que os autores bíblicos muitas vezes eles relatam a partir do contato com o eterno. Então esse episódio tá aqui justamente para instigar todos vocês aí a ler uma Bíblia de uma outra maneira sem os filtros do Instagram, viu? Sem os filtros do Instagram. Boa. Muito bom. Ó, a gente tem a Cíntia, que já é conhecida da galera aqui, já participou de vários episódios, é também a nossa professora na escola Bibotalk de Teologia com dois módulos, né, Cíntia, mulheres e e anos cristológicos. Isso. Sensacional. Nossa professora da escola Bibotalque, Luís, que é o nosso monitor da Escola Bibotalque de Teologia. E para nos ajudar a falar desse assunto aí, Mateus Ávila, seja bem-vindo. Mateus que é ouvinte do BTC, comenta e agora tá aqui, né, participando deste episódio. Seja muito bem-vindo, Mateus. se apresenta um pouquinho pra galera aí. Muito obrigado. Então, sou Mateus Ávila, faço parte da Igreja Anglicana de Brasília, sou formado em teologia pela FTRB, faculdade teológica reformada de Brasília, curso no seminário teológico Jonatrologia do Novo Testamento. E é basicamente isso que eu tinha para falar. Legal, muito bom. E o seu nome é bonito, né, Mateus? Mateus Ávila, né? É um nome bacana, né? Mateus Ávila, tipo Luiz Henrique caído. Ávila é um nome bacana assim. Eu queria falar um negócio aqui. Parece que ele é um correspondente internacional, Mateus Ávila. Eu estou aqui diretamente. Um amigo tava brincando comigo aqui. Ah, é o Venerável Ávila. Parece o nome de santo da Igreja Católica. É. Nossa, agora que você falou, desbloqueou. Ávilmente. Ávila. Ávila é um nome legal, cara. Ávila. Áila. Eu acho bonito também. São nomes fortes assim, né? Mateus Ávila, mano. E o teu Mateus é com th ainda. Tudo chique, né? Caramba, que frescalhada. Mas enfim, respeita aí a decisão. Mas eu, olha, não quero nada contra th. Ah, porque o teu não é assim, é com meu, é, começa com Y e tem um th ali. Nossa, mano. Olha, gente, eu já assinei muitos nomes, tá? Eu eu já assinei muitos nomes. Tô ligando aqui pra Victória agora. Não, a Vic, mas enfim. Mateus, seja bem-vindo aqui ao BTC, galera. Vamos, a galera tá ansiosa. Vou parar de papo furado aqui, mas antes, ó, ouve aí os recados paroquiais. são eles que pagam as contas e deixa a gente aqui. Então, ouve aí os recados paroquiais, tá bom? Que tem muita coisa boa para você ouvir, eventos que nossos que você pode participar. Então, enfim, fica de olho aí no recado, de olho não, né? Fica de ouvido no recado paroquial e daqui a pouco a gente volta. [Música] E nos recados paroquiais dessa semana, galera, é o seguinte, ó. eu indo para o aeroporto e a minha vida é muito aeroporto porque semana que vem eu estarei novamente indo para o aeroporto. Por quê? Porque eu vou para Belém do Pará. Sim, teremos o BTD. O BTD o encontro dos ouvintes do Bibotalk em Belém do Pará na Igreja Batista Amazônica. Galera, é neste sábado agora. Então você precisa garantir a sua inscrição neste BTD. E o link está aqui na descrição deste BTCast em bibotal.com ou também no nosso canal no YouTube, tá bom? É só você digitar aí BT 603 no Google e você vai achar aí o link para o BTD de Belém do Pará. Galera, a gente quer muito vocês. Vocês que são de Belém da região, cola lá porque estaremos eu, Cacau Marques, Guilherme Nunes e Luís Henrique falando sobre o tema fé em meio à crise. Tenho certeza que vocês serão ricamente abençoados por esse tema, pessoal. Ó, eu já ouvi inclusive a palestra do Cacau, já ouvi a palestra do Guilherme Nunes e tô muito ansioso para ouvir a palestra do Luís Henrique. Então assim, galera, cola com a gente porque eu tenho certeza que o BTD, além de ter palavra, tem comida, tem café e é tudo que a gente gosta. Se você não gosta de café, aí você tem que rever isso aí, né? Tem que rever isso aí, porque café é uma coisa muito boa. Mentira, se você não gosta, eu eu te perdoo, eu te aceito. Pode ir no BTD que vai ter suco, vai ter água para você também. Tá bom, galera? O link tá aqui na descrição deste BTC. Espero vocês no BTD. E olha só, galera, quero lembrar vocês que você pode ajudar o nosso ministério comprando na Amazon pelo link do Bibotalk. Não esqueça, vai comprar qualquer coisa na Amazon, usa o nosso link, Bibo. Como é que eu uso o teu link? Olha, no navegador você pode acessar o site do Bibotalk e clicar no nosso banner que tem na home. Você pode digitar aí no navegador bibotalk.com/amazon. Sabe, mas eu uso o celular e eu uso o aplicativo. Então aí você tem que entrar no site e clicar no banner então da Amazon que tem no nosso site e ele vai redirecionar você para o aplicativo ou às vezes ele redireciona para o seu navegador. Sempre que você fizer isso, comprando qualquer coisa na Amazon. Quando você clica, por exemplo, num link da Amazon, que eu coloco em alguma rede social, você já entra pelo meu link e aí você pode comprar o livro que eu estou indicando. Pode comprar um PlayStation, pode comprar uma impressora, você pode comprar uma vassoura, você pode comprar um Bobby Goods, você pode comprar qualquer coisa que você quiser. Comprando pelo meu link, a gente recebe uma comissão e essas comissões têm ajudado bastante aqui o nosso canal. Aliás, por falar em nosso canal, galera, é o seguinte: vou voltar com o BTC de mesa, tá? E assim, estamos com expectativas, tá? Só que voltar com o BTC, aliás, a gente nunca fez BTC de mesa, mas vai ter BTC agora eu sentado na mesa com alguns amigos e isso é uma grana, né? Inclusive estou voltando de São Paulo porque vim gravar uma série de episódios aqui com o pessoal. Então eu vou assim, se você quiser ajudar a gente, é uma maneira de você nos ajudar comprando na Amazon pelo nosso link. Ou você pode se tornar um mantenedor, uma mantenedora do nosso ministério. É só você entrar em contato com nosso e-mail contato@bibotal.com. A Camila vai te orientar como você se tornar um mantenedor, uma mantenedora do nosso ministério. E isso ajuda bastante a gente até a cobrir também essas despesas que a gente vai ter agora com esse novo projeto. Inclusive o BTC, ele até criei um quadro agora para o BTC. Eu acho que vocês vão gostar bastante desse quadro que vai ter dentro do BTC. Então aguarde, tá bom? Aguarde que vem novidades por aí. Agora simbora com esse assunto que olha gente, vou contar pra vocês o assunto que você vai ouvir hoje, eu não ouvi ele na faculdade de teologia, hein? Um assunto muito legal que os nossos amigos estão trazendo para nós aí e uma parada diferente. Nunca tinha pensado sobre isso e faz muito sentido. Tá bom? Então, [Música] simbora. Beleza, Luiz. Vamos lá, sem muita enrolação, que que é que é mundo espiritual? Porque, beleza, mundo espiritual, mas que quiser, é, a gente vai falar deuses, de Deus, de por onde a gente começa esse papo de mundo espiritual, anjos, demônios, divindades, porque a gente pensa em mundo espiritual, a gente pensa Deus e os demônios, né? E é isso, é essa visão, potestades, principados e eu sei que isso já é mais antigo Novo Testamento, mas e aí por onde a gente começa esse conselho divino? mundo espiritual, mundo invisível. A gente começa essa conversa a partir de onde? Posso só falar uma coisa? Fala, C. A gente falou um pouquinho, né, o Luiz falou um pouco sobre a questão dos excessos quando se fala a respeito do mundo sobrenatural. Você deu aí o seu testemunho. A gente sabe que existem alguns excessos nessa área. No entanto, também existe o outro lado, que é um racionalismo, né, a muito grande que nega a existência do sobrenatural. As duas coisas são complicadas, porque quando a gente olha pro texto bíblico, a gente percebe claramente que os autores bíblicos creem no mundo sobrenatural. E é exatamente isso que a gente quer resgatar nesse episódio. E eu acho que um bom caminho, né, e aí vinculando com a minha entrada, lembrarmos que alguns textos bíblicos eles nos trazem uma estranheza. certeza que você já leu alguns textos e você ficou ali pensando sobre o que significava aquilo. E talvez você até tenha lido algumas explicações daquele texto, umas mais convincentes, outras que você ainda ficou: "Ah, ok, você acaba aceitando porque todo mundo diz e você embarca naquilo e porque aquilo faz mais sentido pra nossa visão de mundo, né, atual, pra nossa forma de enxergar a realidade ou pra nossa tradição cristã, né, a ideia dos filtros que o Luiz falou. Mas a verdade é que existem textos que nos causam mais estranheza. Eu acho que um bom caminho, um bom começo pra nossa conversa é ler um desses textos. E aí eu queria ler o salmo de número 82. Ele é curtinho e vai dar pra gente entender sobre o que que a gente tá falando. Então o salmo de número 82 diz: "É Deus quem preside na assembleia divina, no meio dos deuses ele é o juiz. Até quando vocês vão absolver os culpados e favorecer os ímpios? Garantam justiça para os fracos e para os órfãos. Mantenham os direitos dos necessitados e dos oprimidos. Livrem os fracos e os pobres. Libertem-os das mãos dos ímpios. Nada sabem, nada entendem. Vagueiam pelas trevas. Todos os fundamentos da terra estão abalados. Eu disse: "Vocês são deuses, todos vocês são filhos do Altíssimo, mas vocês morrerão como simples homens, cairão como qualquer outro governante. Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois todas as nações te pertencem." E aí a questão é: esse texto causa uma estranheza pra gente? Sim ou não? Sim. É porque, tipo, eu imaginei Deus mesmo numa assembleia divina e tem lá vários deuses e tal e Deus tá lá julgando a parada, tipo, eu sou o Deus dos deuses, né? Aliás, um uma título que é falado, né? Você é o de ou é só em canção pentecostal agora, Deus dos Deus. A não, não. A Bíblia fala nesses termos também, Deus dos deuses, né? Então, exato. Então, é isso. Dá a entender que tem outros deuses, mas o nosso Deus é o maior deles e que preside essa assembleia divina. realmente causa uma estranhe ou conselho divino. Conselho conselho conselho divino. É como se o o senhor ele e aí a impressão que dá é que ele, por mais que esteja na figura de um grande juiz, ele ainda divide um certo status com esses outros a qual ele está falando. Ele está falando como se fosse um quase com igual, mesmo eh vindo de uma posição jurídica superior. a ideia de que o que está sendo falado ali é uma promessa sobre aquilo que ele fará em relação a seres ao qual ele considera também poderosos. E essa linguagem está dentro do Salmo 82 em outros textos bíblicos, ao qual nos revela uma realidade de que talvez os autores bíblicos eles tinham uma compreensão maior a respeito de seres sobrenaturais do que aquilo que é consolidado no monoteísmo moderno. a ideia de Deus e tudo aquilo que está é abaixo ou outras manifestações, elas são equívocos ou ídolos falsos, até mesmo seres que são impotentes. Seres que são impotentes. E aí a gente precisa entender como os autores bíblicos, principalmente no Antigo Testamento, conjuntam, consolidam essa ideia e aplicam na literatura para evidenciar a superioridade de Ah, mas também colocando ao redor a existência desses seres e as suas funções e o que que tá acontecendo ao redor do o pano de fundo, né, o panorama ali de fundo na história, principalmente na história da redenção ou na história de Israel. Pois é, esse texto aqui para mim ele é interessante justamente porque ele coloca a figura do Deus de Israel como esse Deus que está nessa assembleia, juntamente de outros deuses, né? Por muito tempo eu acreditei na interpretação de que esses deuses que tá nesse nesse título aqui, na verdade, se referem a reis. E essa é uma interpretação muito comum. E nós estamos lidando como pressuposto de que quando a Bíblia fala Deus é Deus, né? Não é aquela imagem mesmo que você tem na sua cabeça que vem quando você fala de um Deus. A imagem que tá presente aqui é que é um Deus que deveria estar governando de uma forma uma nação, mas não está governando dessa certa forma essa nação, esse território, ou seja lá qual for a outra maneira que você vem entender. E Deus está trazendo um julgamento sobre ele, sobre esse outro Deus, o Deus de Israel, julgando outros deuses por eles estarem fazendo algo que eles não deveriam estar fazendo ou se omitindo de fazer algumas alguma coisa. Eu acho que a chave, inclusive, paraa gente entender, porque a vez a tradução ela complica um pouquinho paraa gente perceber essas nuances e como o Mateus bem falou, a gente já tem uma uma carga de interpretações, uma tradição que a gente traz, é que talvez a gente não consiga perceber tanto o que seria esse outro significado possível no texto, mas a verdade é que tudo vai assim ficar mais claro quando a gente entende a palavra que tá sendo usada para falar a respeito de Deus e desses deuses que é o termo Elohim. Então, acho que ajuda bastante a gente a entender quando a gente fala desse termo. Eu acho que nesse momento a gente precisaria descartar a teologia de uma música conhecida no meu evangélico, né? Jeová, Rafa, meu Senhor, que cura toda. E aí vai dando os nomes ali até chegar no final Elohim. Elohim de Pois é. A a ideia aqui, a ideia e a explicação de Elohim nos ajuda a compreender a dimensão desse mundo sobrenatural e daquilo que seria uma espécie de congregação divina ou uma família monástica cósmica. Ai os termos aqui agora vai tudo ai devagar devagar. Hoje a gente vai gastar todo o nosso vocabulário aqui. Hoje a gente tá precisa ter essa grandiosidade porque os autores bíblicos levam muito em consideração o mundo sobrenatural mais do que a gente inclusive. E aí quando nós falamos sobre o termo Elohim, a a ideia de Deus mesmo, nós estamos muitas vezes referindo a uma determinada pessoa, mas os autores bíblicos tratam o Elohim como uma classe. A palavra, o substantivo Elohim, na verdade, é uma categoria que é muitas vezes utilizada para outros seres além de Deus, além de Yahwe. Então, nós vemos, por exemplo, o termo Elohim sendo utilizado a Yahwe, a Deus mesmo, a Deus de Israel. E a gente consegue ver lá em Gênesis 2 4:5, Deuteronômio 4:35, nós vemos também os membros desse concílio, como Salmo 82 1 ao 6. Se você pegar o hebraico, inclusive, ele inicia justamente com a ideia, utilizando duas vezes a palavra Elohim, né? Elohim bat el que a ideia Deus toma o seu lugar na congregação divina. Beerev, Elohim, Spot, no meio dos deuses, Elohim julga. Então, o primeiro Elohim é utilizado para Deus, o Deus verdadeiro, como o Deus de Israel. E o segundo Elohim é utilizado a esses deuses. Na NVI, inclusive traz anjos, mas é uma tradução muito equivocada do Salmo 82:1. A ideia aqui é realmente Deus. Então, o termo é o mesmo. Nós vemos, por exemplo, em Juízes 11:24 como autoridades de outras nações, mas essas autoridades também se confundem com as suas próprias deidades. A gente precisa voltar para o mundo do Antigo Testamento, para o antigo Oriente próximo e entender que a monarquia geralmente de determinadas tribos geralmente estava vinculada com também aspectos de deidade. Ou seja, a monarquia, aqueles reis, aqueles príncipes, as autoridades de determinados lugares eram também tidos como deuses ou divinos. Tanto que a busca, inclusive no no Antigo Testamento, é essa relação com o divino, essa relação com o eterno. A ideia de um mundo eh único, especificamente material, é muito estranha aos autores do Antigo Testamento, assim como aqueles que estão ao seu redor. Outra forma também que os autores bíblicos utilizam Elohim é se referindo aos demônios. Nós vemos isso lá em Deuteronômio 32:17, ao qual ele eles aplicam para os demônios o substantivo shedim. Porém ali existe um paralelismo ao qual eles colocam também a carga deles e comparando-os com os deuses, ou seja, demônios que são deuses e são autoridades sobre aquele determinado povo, né, ou determinados povos. E nós temos um um uso muito estranho do termo Elohim, que é em Primeira Samuel 28:13, que é para falar do falecido Samuel. Vocês se lembram desse texto? Que é o texto em que Saul vai consultar uma vidente e aí sai da sua terra, vai para um lugar em que você tem uma idolatria e um um ofício cútico a outros deuses. E a partir disso, o que que ele faz? Ele chama essa vidente, faz uma consulta e Samuel aparece para ele. O termo utilizado ali é Elohim, como se fosse uma espécie de ser eh celestial ou mais especificamente ser de um mundo sobrenatural. É algo que não pertence a este mundo. E nós temos também anjos ou anjo de Ahé. Anjos os mensageiros ou anjo de Ahé lá em Gênesis 357. Então, Elohim é utilizado muitas vezes ah e de diferentes formas pelos autores bíblicos com o passar das narrativas. É importante assim, só para fresar, então, que Elohim a gente tá falando de um termo que eh fala de uma espécie de uma categoria na qual se incluem seres espirituais, seres espirituais diversos. Ah, mas Deus também é um Elohim. Sim, Deus é um Elohim nesse sentido de que Deus é espírito. No entanto, nenhum Elohim é como Deus. Uma vez que Deus é criador, uma vez que Deus não foi criado e uma vez que ele criou todos os demais Elohim. Então a gente não tá aqui dizendo que todo mundo tá no mesmo nível, possui os mesmos atributos. Então a gente, só pra gente fazer essa distinção, Elohim seria uma categoria de seres espirituais. E aí, por isso evocamos algumas partes do texto bíblico, que Yahu é o maior dos Elohims ou Elohim dos Elohims. Então, existe e eh essa alta consideração de Yahwe na mentalidade dos autores bíblicos, mas que muitas vezes eles utilizam esse esse termo para designar a outros seres também. É, é como se fosse, eu vou utilizar um exemplo aqui, é como se fosse o título pai, por exemplo. Eh, quando você fala sobre pai, é pai de quem, né? É um título, é uma categoria. Então, um pai, quando você tá em uma sala ali numa num conselho de classe, em alguma coisa do tipo relacionada à escola, você tem um conjunto de pais ali. Mas quando o próprio filho fala, o meu pai, ele me trata, por sua vez, como nome, como uma espécie de nome. Então, o termo ele é identificado dessa forma e utilizado dessa forma também pela nação de Israel, pelos autores bíblicos. E com o passar do tempo, você tem que fazer a distinção de onde está sendo referido a Deus, como como realmente Yahue, o Deus de Israel, ou quando é algum outro ser que aparece, seja ele benigno, amando de Yahweu ou maligno em rebeldia, em rebeldia a Yahwe. Esses seres podem ser malignos, benignos ou até mesmo neutros, né? Pode ser simplesmente um ser, um ser [Música] qualquer. Beleza, gente? Fizemos essa análise semântica aqui da palavra Elohim que aparece no Salmo 82, certo? Que a gente tá falando aqui. Mas eu ainda não entendi o que que é essa assembleia divina. Pois bem, aliás, a nova NVI coloca assembleia divina, ela não coloca conselho, ela põe assembleia divina, que é a mesma coisa, né? E aí, gente, o que que é? Beleza, aparece o termo elorim ali, mas o que que é essa assembleia divina? Não, como Mateus falou, a gente sempre leu como às vezes, né, uma referência aos deuses e aos reis da terra e tal, mas a gente pode começar a entrar um pouco mais, então, tipo, o que que é essa ideia de um conselho divino? E a gente consegue sair do Salmo 82 para entender um pouquinho mais o conceito. Beleza, pessoal? Esse termo conselho não tá não é não foi escolhido por acaso. Eu gostaria de convidar vocês que abrissem aí quem tiver com a sua Bíblia, não sei o quê, e abrir em Primeira Reis, capítulo 22, versículo 20 em diante. Você vai encontrar ali uma história que é uma história muito estranha e é o tipo de situação que a gente normalmente não encontra. O que que tava acontecendo ali? Nós conhecemos a história de Elias. Mateus, devagar, Mateus, calma aí. Ô, Mateus, Mateus, é, é Primeiro Reis 22, 22 a partir do versículo 20. Tá bom, vamos lá. Tô, eu abri a Bíblia, eu obedeci o que tu falou. Vai lá, pode ir. Não, que bom. A gente vai encontrar uma situação, a situação do profeta Elias contra o rei Acabe. Aquelas histórias que nós conhecemos, que nós adoramos ouvir, que tem pregações maravilhosas na nossa igreja e outras pregações não tão boas assim. Mas a gente vai encontrar uma cena que particularmente é uma cena que parece que eu nunca li, parece que eu fiquei cego a ela durante muito tempo. No versículo 20 tá escrito assim: "Perguntou o Senhor: "Quem enganará a Acabe Ramote Gileade?" Um dizia dessa maneira e outro de outra. Então saiu um espírito, se apresentou diante do Senhor e disse: "Eu enganarei", perguntou-lhe o Senhor. Com o quê? Respondeu ele: "Sairei e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas." Disse o Senhor: "Tu enganarás e ainda prevalecerás. Sai e faz-o assim. Eis que o Senhor pôs o espírito mentiroso na boca de todos esses teus profetas e o Senhor falou que é mal contra ti. Basicamente o que a gente tem tendo descrito aqui é a situação em que Deus está literalmente um ambiente cheio de seres espirituais, os seus anjos, suas sentinelas, o seu conselho. E ele literalmente pediu um conselho para essas pessoas, para esses espíritos. Que que eu vou fazer? Eu quero dar uma lição no rei acabe e eu preciso de ideias. vai acontecer algo, o mal vai acontecer contra ele, mas eu preciso de ideias. Ele deu a oportunidade de um espírito dar uma ideia. Olha, eu me prontifico a fazer isso, assim como o profeta Isaías fez lá quando estava perante, Senhor. Eu vou fazer isso pelas pessoas, só que ele era um humano. Aqui nós temos um espírito se prontificando na presença do Senhor falando assim: "Eu vou fazer, eu vou enganar todos os profetas dele, vou fazer assim". E Deus para: "Poxa, muito boa a sua ideia. Eu quero que você engane todos as todos os profetas do rei Acabe. Vai lá e faz. Eu permito. E Deus seguiu o conselho de um desses outros espíritos que estavam na presença dele e foi fazer essa missão. Ele foi cumprir essa missão. É um brainstorming, né? É. É. Deus fez um grande brainstorm. E gente, não é o único brainstorm que a gente encontra no Antigo Testamento, não. Inclusive alguns que a gente, bom, enfim, tem gente que pensa que é outra coisa que tá acontecendo ali, mas eu não quero ser linchada, então não. Agora fala, Cíntia. É, não, porque assim, ó, vamos lá, vamos lá. Deixa eu fazer aqui um pouco a voz do povo, que é a voz de Deus. Mentira. Ah, olha só, esse texto aqui do de Primeiro Reis, ele não me causa tanta estranheza, para ser honesto, porque eu leio esse texto aqui, tudo bem, ele tem esse lance de que Deus tá sentado com a galera. Porque a gente quando pensa em anjo no céu, a gente pensa no anjo só nos anjos de Isaías, né? Da galera lá fazendo worship, repetindo santo, santo, santo, santo e tal, tal, tal. Fica até uma dica pro worship, né, galera? Os anjos já ficam repetindo, a gente pode ser, a gente pode ser mais criativo, né? Então o que acontece, né, já que os anjos já estão repetindo, a gente pode cantar coisas mais legais do que ficar repetindo. Então o que acontece, mas eu entendo que, beleza, aqui é bacana essa ideia de que Deus tá trocando uma ideia, mas eu consigo imaginar Deus trocando uma ideia com os anjos, entendeu? Porque a minha mente ela tá assim, ó, Deus, anjo e demônio. Pronto. Aí tem a potestade, principado. Aí eu vou, daí eu posso ter toda uma escalação de de anjo, mas é tudo é tudo anjo e demônio. Tipo, eu resolvo isso na minha cabeça assim, entendeu? Eu tenho a trindade, na verdade, né? Calma, deixa eu ser um pouco mais ortodoxo, já que eu tô com dois anglicanos aqui. É, então assim, eu tenho a trindade, né? Todos em pé de igualdade, tal, filho e espírito. Show e a galerinha, entendeu? Os anjos que Deus manda fazer. Então, esse texto aqui, OK? Até acho interessante Deus trocando uma ideia com os anjos e aceita a ideia de um, então pensei em quem sabe a gente fazer a Eva comer do fruto. Mentira, tô viajando aqui. E o que acontece aí? Mas o texto de salmo ainda fica para mim um pouco mais. Dá paraa gente encaixar na mesma categoria aqui o texto de Salmo 80 82. Vocês deu para entender a minha dúvida? Eu acho que dá para encaixar sim, só que de uma outra forma. Eu acho que a gente só vai conseguir falar do Salmo 82 se a gente voltar na história bíblica e falar sobre um tema que é muito importante, que é o tema da criação. Caramba. Tá? E eu acho que somente quando nós falarmos da criação a gente vai conseguir e dar queda também a gente vai conseguir explicar perfeitamente o que acontece em Salmo 82, tá? É, não, acho que agora eu entendi. É porque vocês explicaram, óbvio, viu, gente? A importância de explicar o termo. É que vocês explicaram os termos, o termo o deuses aqui tá Elohim. Então, cabe toda a classe de ser espiritual. Olha, entendi, gente, ó. Se você não entendeu, você tá perguntando assim: "A Bibbo, que bom que você entendeu?" A gente ainda não. Gente, o seguinte, é que por que que eu tava achando um pouco diferente os textos, né? Porque no Salmo 82 tá assim, ó. E Deus quem preside a assembleia divina no meio dos deuses, ele é o juiz. Eu já imaginei uma galera meio que na categoria de Deus assim, entendeu? Tipo assim, tem, ó, tá, tá lá, tá Deus, tá Baal, tá Astart, tá Rá, entendeu? Tá o Odim, a galera lá. E tipo, só que o nosso Deus é o que manda no rolê. Eu já eu já levei, mas não. A palavra Elorinha aqui também pode encaixar os anjos, que é a mesma galera que tá sentada lá com Deus pedindo o conselho para detonar a Cabe, saquei. É isso, né, Mateus? Isso mesmo. Mas o que não desqualifica, a noção de Baal, Astarot, Odin. Isso. Onde é que é essa galera aí? Essa galera aí, como é que tá? Calma que pra gente entender isso, a gente precisa contar uma grande história por partes. Aqui lá vem história. That's calma. Exatamente. É, porque deixa eu só fazer um um comentário sobre isso, porque o texto de primeira Reis é parece primeiro Reis, sabe que o Alexandre Miloranza fala primeira Reis, ele fala porque é a primeira obra. Ah, então tá bom. Então, não, mas o melhorando fala que é a primeira obra literária. Ah, cara, eu falei também, sorry. É, ó, gente, eu já eu antes eu era chato com isso, né? que é primeiro agora. Pode falar o que você quiser, mano. Então, beleza. Beleza. Então, o texto de primeiro Reis parece ser algo bem estranho, porque nós não vemos com tanta frequência o conselho divino atuando. Então, é no meio de uma narrativa. E se você pegar is a estrutura, você muitas vezes no no livro de Reis você tem o a o próprio Senhor falando pelo profeta, né? Você tem o o próprio Senhor dando determinadas é diretrizes, o próprio Senhor dando juízos, falando o que vai acontecer, descrevendo como a sua ira ou a sua benevolência irá ser estendida pela aquela pelo povo, né, para o povo e tudo mais. Só que aqui a gente vê um senhor que não tem problema nenhum em compartilhar as diretrizes da história humana. as diretrizes daquilo que ele vai fazer com outros seres. E por isso que para nós, quando você tá lendo numa, vai lá no plano de leitura bíblica, se você venceu o Levítico e passou eh por todo o texto do Antigo Testamento, não fala isso perto do Víor Fontana, é o livro que ele mais gosta. É o Víctor Fontana ama, ama, ama. Mas se você venceu e conseguiu chegar no primeiro livro de Reis e ver isso, esse texto vai saltar, porque o primeiro livro de Reis não está habituado com esse tipo de linguagem. não está habituado com esse tipo de linguagem. Existe sim muito sobrenaturalismo ali, mas Deus compartilhando o seu poderio e dando aspectos de, por ex, uma reunião de marqueteiros, né? Eh, de criatividade. Como eu posso fazer isso? Eu vou fazer, mas como eu posso fazer isso? Diga aí, Zezinho, o que que você tá pensando agora? Aí joga a bola para ele. Aí o o o Elohim Zezinho pega. Olha, eu acho que isso não achei muito bom. Aí joga para outro. Aí vai trabalhando as ideias e tudo mais. Isso não é tão comum assim, não é tão comum, pelo menos no contexto deste livro. Por isso que a gente precisa realmente olhar com muita atenção quando esses textos aparecem para que a gente realmente valorize o imaginário bíblico para falar: "O autor está aqui evocando para todos nós uma realidade que além de ser muito distante da nossa, mas uma realidade importantíssima nos decretos e juízos do Senhor para designar a a história da humanidade em relação a Cristo Jesus. Então é muito importante a gente prestar atenção nessas questões, tá? E acho que não só isso, né? a gente tá falando nessa ideia como se fosse uma uma reunião de marqueteiros aí que o que o Luiz tá brincando. Mas é importante lembrar que estes seres eles são chamados de filhos de Deus ou de filhos do Altíssimo. Então essa ideia, né, de que Deus está construindo, formou para si uma grande família, uma família invisível e depois uma família visível aqui no no terra, né, que é isso que Deus faz. Ele constrói uma família também aqui eh nessa na lugar, né, do Édem, que é essa intersecção entre céu e terra. Calma que a gente vai falar disso daí. Mas assim, lembrar que essa linguagem de família ela é importante porque ela mostra que Deus ela, ele tem prazer em que a sua criação, os seus filhos sejam participantes daquilo que ele está fazendo, seja no mundo espiritual, seja também aqui na terra, como a gente viu eh na criação do homem e da mulher. Então, ele não é um alguém que quer governar sozinho, mas ele é alguém que tem prazer em compartilhar, porque ele nos enxerga tanto seres humanos quanto seres espirituais, como sua grande família. Eu acho que isso também é é um é um ponto importante. Pois é, esse texto me dá a impressão de que a gente tá sendo convidado para um backstage e é como se os profetas eles sempre vem com aquela palavra pronta, né? vai acontecer isso, vai acontecer aquilo. Mas esse aqui é o texto que mostra pra gente que antes dessas coisas acontecerem, possivelmente Deus se reuniu com uma galera e falou: "Pessoal, e aí Israel tá fora da linha de novo? Os filisteus estão apareceram ou então aquele rei tá fora da linha? O que que eu vou fazer agora? O que que a gente tem que fazer? Alguma coisa. É como se fosse um convite para que a gente possa imaginar um pouco mais a forma como o mundo espiritual acontece. Eu entendo mais ou menos dessa forma, rapaz. Como eu disse, a gente só consegue entender de fato o que que tá acontecendo. Voltando pro início, voltando para Gênesis, né? Gênesis capítulo 1, nós vemos Deus criando todas as coisas, né? Nós observamos Deus dizendo: "Haja de luz e houve luz". Deus fazendo realmente tudo. No capítulo dois em diante, nós observamos Deus tomando a decisão de criar o homem a sua imagem semelhança. Deus vai e cria o homem a sua imagem e semelhança. Deus o coloca no jardim. Deus o coloca no Éden para que ele possa governar, para que ele possa cuidar do Éden, do Éden e sobre todos os animais que estão ali, daquele, para que ele possa ser o verdadeiro jardineiro, para que ele seja o representante de Deus no mundo, né? Existe uma noção muito importante aqui na no uso da palavra imagem, né? A palavra imagem, eu acho que já foi abordada em outros episódios também. Ela vai muito além do simples do simples significado de Deus do colocou alguma característica dele em nós, seria a razão, ser alguma coisa. Aqui a noção é que o Éden é o templo divino e o e a própria humanidade é construção de Deus, representante de Deus. Ali é o tótem de Deus dentro do Éden. É, é palestrinha, Mateus. É palestrinha. Vai. Então, quando nós observamos em Gênesis, Deus ele ele fala para alguém e normalmente eu eu não sei vocês, mas eu já ouvi muito que é Deus conversando consigo mesmo. É uma conversa intratrinitariana de Deus falando: "Façamos o homem a nossa imagem e semelhança." Mas isso que talvez possa ser Deus dentro do conselho dele, interagindo com outras pessoas, com os outros seres espirituais, com os outros Elohim. Vamos fazer o homem a nossa imagem de forma com que o homem ele não é a imagem somente do Deus Yahé, mas ele é feito a imagem desse de Eloimos como um todo. E nós estamos ali no Éden dessa forma. Hum. Então façamos ali. O pessoal já dá, já tem esse lance. É. Pois é. Deus tá falando com quem? Bem, a gente sempre entendeu meio que ah, ele tá falando com a trindade, né? O filho, o espírito e tal. Estão trocando uma ideia e bereit bareloim, tal. Pá, né? no caso, que é vamos criar o ser humano aqui. Só que é é injusto o contexto bíblico, Bibu, falar que é uma trindade, porque a trindade é um conceito que é desenvolvido posterior, principalmente pela igreja cristã. Então, a partir das discussões a respeito da divindade de Cristo e da substância, inclusive a natureza de Cristo, né, homem divino, entre essas coisas. Então, para lermos realmente esse texto em Gênesis de maneira muito séria, a gente precisa evocar o imaginário do autor, dos autores. E a gente pode considerar que Gênesis tem aí alguns editores também, inclusive. Mas para além disso, a audiência que está recebendo essas histórias de como eles compreendem o mundo. E aí a gente fala sobre cosmologia, como se divide a realidade, né? E a realidade se divide em dois aspectos. Em primeiro lugar, a questão do mundo visível, o mundo material. E em segundo lugar, esse mundo invisível, esse mundo sobrenatural, essas realidades em paralelo. E ambas sobrepõem uma à outra. Um grande exemplo disso é a visão. Eu não sei se eu posso eh furar aqui a pauta, gente, mas a visão que Ezequias tem a respeito do templo. Quando ele olha ou perdão, Isaías, Isaías, Isaías tem exatamente, Isaías tem a respeito do templo e quando ele olha para o Santo dos Santos, ele vê ali justamente um lugar físico característico do templo. Mas quando o Senhor ele revela a realidade sobrenatural, ele vê um grande trono e aí a realidade visível e a invisível sobrepondo uma a outra, ao ponto de que esse profeta vai ver tudo isso de maneira unificada por causa da ação de Ahue, né? E inclusive para e impulsioná-lo ao ministério. A situação profética, vou colocar aqui melhor, né? Então, ao olharmos isso, a gente precisa entender que os autores em Gênesis, eles estão lidando com imaginário completamente diferente daquilo que a gente coloca como trindade. Por isso que Conselho Divino entra nesse aspecto. Pois é. Então, a gente observa isso tudo aqui em Gênesis. Deus está criando todas as coisas. Ele fala: "Façamos a nossa imagem", né? E fazendo referência ali mais uma vez um Deus que tá dialogando com quem está próximo. Ele faz o homem a sua imagem. E o ponto que a gente pode observar é que Deus não está sozinho e que o conselho divino está juntamente com Deus. E Deus que andava no Éden. Então logo o Éden que é percebido pela cosmologia, pela visão que os judeus tinham do que era o Éden. O Éden era o ponto de encontro entre o céu e a terra. Logo, o conselho divino tinha acesso ao Éden, o que faz totalmente sentido a presença da serpente ali e no Gênesis também, no capítulo 3, no momento da queda. Oi. Oi. Interrompendo este BTC que está com um tema muito legal, só para dizer o seguinte, com esse áudio de WhatsApp mesmo aqui, para pedir para você entrar no link que tá na descrição deste BTC e votar no Bibotalk no Prêmio Ibest. Galera, nessas próximas duas semanas, se você puder ir entrar todo dia e votar na gente, ó, o link que eu vou colocar vai direto pra votação, é só você clicar no se logar e colocar no coração que tá tudo certo, tá bom? Vote na gente no IBEST, a gente tá em primeiro lugar, né? Claro, já tem uma galera que tá classificada, mas a nossa meta é ficar no top 20 Brasil, tá bom? Então vote no Bibotalk na categoria videocast lá no Premio IBCH. Espero vocês, hein? Espero o volto de vocês. O link tá aqui. O link tá divulgado nas minhas redes sociais também a todo momento. É [Música] isso. Gente, aproveitando aí que o Mateus falou a respeito da queda, pra gente, acho que pra segunda parte aqui do do nosso EP, que eu sei que é longo, mas a gente tem tanta coisa para falar, acho que vale a pena a gente mencionar a questão de três rebeliões que acontecem, que com consequências tanto no mundo espiritual quanto no nosso mundo. E a primeira delas, o Mateus já lançou a bola aí, que é que existia um ser espiritual aí no Éden que não estava muito contente com esse plano de Deus. para para o pro homem, pra humanidade e resolve interferir que é a serpente, né? Então, a gente vai começar falando a respeito dessas três rebeliões em sequência e a consequência de cada uma delas. Manda bala, manda bala que eu fiquei curioso agora. Rebelião no mundo celestial, os Elohim, tudo assanhadinho. Vamos então. A primeira grande rebelião é rebelião justamente a queda da humanidade. Nós vemos ali a história Gênesis 3, em que nós temos a humanidade naquela comunhão com Deus ali no jardim, um espaço de intersecção entre esse mundo invisível, visível entre céus e terra. E por sua vez, enquanto toda a história estava encaminhando, o homem, a humanidade estava ali justamente lidando com as suas vocações e atribuições como um corregente da criação visível. Um entram um Elohim e entra um ser celestial que por sua vez em figura de serpente como serpente conversa, seduz e leva a humanidade a seguir um caminho por conta própria, a escolher o fruto do conhecimento do bem e do mal, a enganá-los e pervertê-los para que eles fossem justamente expulsos, né? a a ideia da perversão, a ideia da da manipulação presente ali no contexto de de do de Gênesis 3, ela vai se repetir depois em algumas outras histórias e principalmente Babel. Nós temos essa essa ideia muito presente de que esses seres que são caídos, eu vou utilizar um tempo popular mesmo, né? Esses seres rebeldes, esses seres que querem uma autonomia, através da fala da autonomia, levam a humanidade a se apartar de Deus e, por sua vez, corromper o mundo físico ao qual nós existimos e vivemos hoje. E aí a gente precisa levar em consideração que a implicação do pecado, da entrada do pecado, da queda, né, desse dessa ruptura, dessa desobediência ao Senhor, foi não apenas afetou o a questão espiritual, esse relacionamento de Deus, Deus para com o homem, do homem para com Deus, mas para além disso afeta também a natureza como um todo, a criação criada. Nossa, a criação criada foi bastante, mas ela foi criada, né? Ela foi criada, né? É que senão não era a criação, né? É, é, não vou informar. Então, é, afeta toda a criação material visível e qual Adão tinha, Adão e Eva tinham eh como personagens bíblicos, né? a ah tinham e eh como manipular, reger, administrar e levar até o status que Deus havia solicitado para eles. Então esse foi o primeiro o primeira primeira grande rebeldia que nós encontramos ali na narrativa bíblica que já afetou a humanidade inclusive, né? É um parênteses que eu acho muito bacana. Desculpa te cortar Luiz, mas é que e você falou de Isaías 6 e lá tá falando de serafins, né? A palavra serafe significa algo como queimar, mas a palavra serafe também é utilizada para fazer referência a a cobra, a serpente, né? Porque ela lança um veneno que queima. E existia essa visão antiga no mundo antigo de que cobras elas poderiam elas podiam participar tanto do mundo terrestre aqui quanto no mundo celestial ali. E que ela abrem tipo umas abas assim, sabe, ao redor do pescoço. E aquilo poderia ser como uma espécie de miniasa. E é interessante você observar também que anjos na Bíblia elas não possuem sempre aquela imagem de de bebezinho bonitinho que gordinho, sabe? Peladinho usando só uma tanquinha que fica voando com aquelas tozinhas bonitinhas, sabe? Que a gente vê na casa da vovó. Normalmente anjo tem é estranho e tem cara de e tem cara de ser vivo mesmo, né? E serafim é uma é um tipo de anjo que é serpente, tem seis asas, não sei o que e tudo mais. A ideia é de que possivelmente, né, essa serpente que tava lá em Gênesis pudesse ser um serafim. Eu acho isso aqui, esse parênteses muito interessante. Eu só queria compartilhar com vocês. E para eu fazer o o parênteses do parênteses, eh, gente, não é um texto de biologia, então não é pra gente ficar discutindo se cobra falava, andava, rastejava, como que era, né? Porque tem gente que vai para esse lado aí super literal e tenta entender como é que a cobra falava e que gosta de ver. Ah, na, naquela cobra, dá para ver que deveria ter uma uma asa ali. Ah, a celeste do castelo Ratimbum era um serafinho. Eu tenho certeza disso. Tenho. Ah, teve uma divulgação que a galera andou falando aí, ah, porque se mostrou que as cobras poderiam ter pernas na antiguidade, né, nos antepassados. Isso aí a galera começa a viajar, gente, assim, eh, não é não é um texto sobre biologia, sobre biologia evolutiva ou qualquer coisa do tipo. Eh, é um texto sobre cosmovisão do mundo antigo. Exato. E ali as serpentes, muito obrigada, bióloga, né? Falo como como bióloga e teóloga agora. Então assim, não adianta a gente ficar discutindo isso. E acho que algo muito interessante também é que Eva não se não sente nenhum estranhamento daquele ser estar falando com ela. Porque se a gente olhar com, né, eh eh, ou seja, de estar ali, de estar falando com ela, ou seja, os Elohims, ela tinha essa familiaridade, tinha essa, eles estavam presentes no Éden, ela tinha essa familiaridade. Ah, mas por que que ela deu confiança? Porque ah, se surgiu uma cobra falando, eu vou no mínimo achar estranho. Veja, ela não tava vendo certo algo estranho, algo que já não tivesse presente ali dentro daquela realidade do Éden, que é essa espécie de intersecção entre o mundo visível e o mundo invisível. Então, a gente precisa olhar pros textos nos seus termos. E aí a gente vai então paraa segunda rebelião. E a segunda rebelião é outra que também gera um monte de controvérsias de interpretação. Gênesis 6. Gênesis 6, tá? Gênesis 6. Então eu vou ler aqui o trechinho pra gente que diz assim: Gênesis 6 versículo 1. Quando as pessoas começaram a se espalhar pela terra e tiveram filhas, os filhos de Deus viram que essas mulheres eram muito bonitas, então escolheram a que eles quiseram e casaram com elas. Aí o Senhor disse: "Não deixarei que os seres humanos vivam para sempre, pois são mortais. De agora em diante, eles não viverão mais do que 120 anos. Havia gigantes na terra naquele tempo e também depois, quando os filhos de Deus tiveram relações com as filhas dos homens e estas lhe deram filhos. Estes gigantes foram os heróis dos tempos antigos, homens famosos." Eu sei que esse texto é estranho para caramba e eu sei que você certamente já teve que em algum momento se posicionar entre interpretações. O que seriam esses filhos de Deus, né? Eles seriam seres espirituais? Eles seriam anjos ou eles seriam, né, a descendência de sete, né? Muitos vão dizer que a interpretação, né? Mais natural seria, né? que os filhos de Deus seriam a descendência dos de sete e as filhas dos homens seriam a descendência de Caim e que, portanto, não seriam mais fiéis a Deus e tudo mais. Então, pensando aqui, né, e naquilo que nós já falamos de que os seres espirituais, né, esses Elohims também são chamados frequentemente de filhos de Deus. Ao que tudo indica, para o autor bíblico, esses filhos de Deus seriam de fato eh seres espirituais. E isso vai se tornar ainda mais confirmada essa essa interpretação em alguns outros textos da literatura do judaísmo do segundo templo, como por exemplo o primeiro livro de Enoque, que mais tarde vai ser utilizado por autores bíblicos do Novo Testamento como Pedro e como Judas. Então a gente vai perceber que eles têm uma visão distinta do que acontece aí daquilo que normalmente a gente escuta lá na EBD. E aqui a gente tá entrando num conceito de rebelião, guerra e o imaginário justamente de facções da criação se dividindo e espalhando-se pela Terra para estabelecer seus próprios domínios segundo aquilo que foi herdado como eh Elohims, né, ou bine Elohims ou filhos deuses, né, ou filhos de Deus. A ideia ali presente é uma ideia de que olha, tá vendo? Tudo, todos esses seres celestiais que por sua vez fizeram uma rebelião ao verdadeiro Elohim, né, ou ao Elohim dos Elohims e tentaram deturpar, levando a humanidade, pois bem, eles se espalharam, eles se eles se multiplicaram, assim como aí tem um paralelo também, como a maldade da humanidade também se espalhou e se multiplicou. E por sua vez, eles começaram a erguer seus próprios tronos e influência para com a humanidade e estão, por sua vez, ali disseminando essa rebeldia contra o Deus todo-pereroso, o o Senhor dos senhores. E isso tá dentro da mentalidade ah do da Torá como um todo, assim, como um todo. existe uma posição de rebeldia e de outros povos e uma configuração desses outros povos sendo influenciados por esses filhos de Deus, né, por esses Elohim agora deturpados, né? É isso aí eu acho importante porque a gente já falou de uma primeira transgressão que aconteceu no Éden e envolveu os humanos. Essa segunda transgressão que nós temos aqui, ela envolve seres espirituais que tomam que assim como a Eva olhou, achou bonito e pegou, tomou para si a maçã, esses seres espirituais eles olham, acham bonito e tomam para si as mulheres e eles têm filhos. E por causa disso tudo, nós temos o dilúvio. E o dilúvio acontece justamente para dar um fim. Conforme isso aqui, já tô entrando já no campo de interpretação dos livros dos apócrifos, primeiro Enoque, outros livros de Enoque, o livro de Jubileus, porque vão trazer uma explicação para esse texto aqui que vai fazer parte do imaginário do Novo Testamento. Então, no Novo Testamento, no imaginário dos autores do Novo Testamento, embora não esteja tão explícito assim, nós vamos observar, por exemplo, que os filhos que surgem dessas dessa relação impura entre a humanidade e seres espirituais são seres impuros. São seres impuros. E Deus vai lá e termina com esses seres impuros e eles vão dar origem ao aquilo que nós conhecemos conforme a tradição judaica do período do segundo templo. É espíritos impuros, né? Eles não chegam a ter um fim, mas eles se tornam os espíritos impuros que estão presentes, por exemplo, em todo canto no Evangelho de Marcos, no Evangelho de Lucas, no Evangelho de Mateus, pelo menos. É dessa forma como muitos autores vem a entender que quando os autores do Novo Testamento fazem referência a espíritos impuros, eles estão usando essa esse imaginário presente dessa releitura ou uma leitura de Gênesis capítulo 6, baseada naquilo que os textos apócos vão vão ler dessa forma. Espíritos impuros são espíritos que surgem da união impura entre humanos e anjos e seres espirituais. Elohimos, cara. Então vamos lá, gente. Não, desculpa ainda. Pera aí, deixa eu, deixa eu posso fazer só um comentário aqui? Não, não, o podcast é meu, Luiz. Não, não, não se sa. Eu também quero falar. Não, é porque eu ia retomar pouco, porque eu Calma que que eu eu acho que o que eu vou falar vai ajudar a gente a voltar. Ajuda, ajuda, porque não não é, isso é para dar spoiler. Se quiser ver mais. Calma, calma, calma, que eu vai voltar. Pede aí no comentário que a gente vai falar mais se vocês pedirem, compartilharem. Vai fazer a segunda parte. Calma que eu vou eu vou eu vou fazer essa fechamento. Calma aí. Não, não, não fecha não, não fecha, não fecha porque não tá Não, calma. Ent, entenda o que eu tô falando. Entenda o que eu tô falando. Gente, aproveitando tudo isso aí que o Mateus falou, a gente já tá dando spoilers de um segundo episódio, onde a gente vai ver o os desdobramentos de tudo isso que a gente tá falando lá no Novo Testamento. Mas até lá eu acho legal a gente voltar para aquilo que o Luís já estava falando, que no vai no final das contas vai nos fazer voltar de novo pro Salmo 82, que é a terceira rebelião e a torre de Babel. E aí a gente fecha bonitinho. Aqui é o ciclo da nossa conversa. Não, pera aí. Eu até fui buscar um bolo de banana que a minha esposa faz. É maravilhoso. Banana com gotas de chocolate. Esse assunto me deu fome. Olha aqui, ó. Pessoal, vocês estão seguindo uma linha, parece assim que não fecha com que a gente ouve por aí. Por exemplo, assim, mano, como assim? Nasceu seres espirituais e galera do mundo invisível teve relação com gente do mundo visível e aí nasceu um zuruki aí, entendeu? umas parada meio assim, vocês estão Mas cara, é tipo, sabe o que é que isso foge tanto do nosso mundo hoje. Por que que hoje então os anjos não têm mais aí eh relação com as mulher ou ou sei lá, anjo, mulher que tem relação com homem, né? Então assim, então por que que hoje, né, a gente não ouve mais falar disso? Até ouve, mas a gente não vai entrar nessa seara, mas é que parece uma coisa tão distante da nossa realidade, entendeu? Porque assim, vocês estão, é, porque de fato é uma coisa distante. A gente tá falando de uma visão de mundo muito antiga, mas que não estava distante nem do autor do dos autores do Antigo Testamento e nem dos autores do Novo Testamento. Pera aí, Cinttia, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí. Quando fala assim que é uma visão de mundo do autor antigo, então a gente tá falando de tudo isso aqui como uma linguagem mítica. Ou a gente acredita mesmo nessa parada no sentido de não era só uma forma de de expressão, mas sim seres espirituais tiveram relações sexuais com mulheres do mundo físico ou era uma figura de linguagem para expressar outra coisa? Com certeza os autores bíblicos e a primeira audiência não entendiam como como uma figura de linguagem. Aí era a cosmovisão deles. Exatamente. E aí para nós é onde habita o maior perigo em não deixarmos o texto falar. Porque as nossas sensibilidades, principalmente na interpretação do texto bíblico, muitas vezes elas tentam tirar a superstição e acabam mirando no próprio texto bíblico e naquilo que ele gostaria de desenvolver. E quando os autores, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento, não querem fazer isso, quando nós queremos colocar uma visão mais cética a respeito do do mundo sobrenatural, do mundo invisível, e por sua vez a gente quer que filhos de Deus, esses seres celestiais, não façam relações sexuais com os seres humanos, nós queremos a domesticar a nossa Bíblia ao ponto de colocarmos ela dentro de nossas sensibilidades. E uma coisa que eu aprendi, principalmente estudando sobre Jesus histórico, é que o maior erro que você pode fazer é esquecer que as sensibilidades atuais estão, é longe, muito distante daquilo que os autores querem dizer, daquilo que os autores querem dizer, daquilo que eles querem comprovar, daquilo que eles querem demonstrar. E quando nós falamos de Gênesis como um mito, a gente tá falando ainda na seara do mito fundador. É o mito fundador de Israel. E quando mito, lembra a gente várias vezes, isso já foi explicado, mito é uma história que não necessariamente é uma mentira, não é um mito moderno. A gente tá falando a a compreensão de mito na mentalidade moderna. Nós estamos falando a forma e os fundamentos de todo um povo. E estamos falando do fundamentos e o nascedouro da revelação de Deus para com o homem. Então, quando a gente tá falando a aqui sobre mito, a gente tá falando sim, Israel está estabelecendo um mito fundador e esse minto fundador gasta uma boa parte da sua literatura para falar sobre esses seres, o que eles fizeram, como eles se rebelaram, de qual forma eles se rebelaram e como eles estão presentes em nossa realidade até hoje. Nós não queremos capar a Bíblia. Nós não queremos tirar o sobrenaturalismo. Nós precisamos dessa visão mais acurada. Por quê? Porque Cristo levou isso a sério. Porque os autores do Novo Testamento levaram isso a sério. Porque a igreja primitiva também levou isso a sério. Porque nós ainda levamos a sério por causa do mover que parte do mundo sobrenatural e se manifesta em nosso meio. É por isso que ao falarmos sobre isso e o nosso pensamento muito cético, você em casa tá meu Deus do céu, que tá acontecendo? A gente precisa ser muito franco, muito franco mesmo. A Bíblia tem textos difíceis e a gente precisa fazer esse transporte de cosmovisão para que a gente olhe pra Bíblia com seriedade e falar: "É realmente é algo muito muito distante daquilo que eu compreendo hoje, aquilo que eu estou acostumado a ouvir ou a ler." [Música] Gente, antes vocês assem, nossa, que esses três aí, pelo amor de Deus, estão tudo desviado, tão tudo doido, gente. Nós somos crentes, tá? Ó, os os anglicanos aqui são eles. Eu sou presbiteriano, tá? É que fique bem claro, eu sou crente ortodoxo e para mim é isso aí. Brincando, gente. Acho, acho. Mas nós somos todos crentes, tá, gente? Somos todos crentes, levamos, amamos a Bíblia, levamos a Bíblia muito a sério. Então, por favor, não nos julgue. Mas a gente tá falando realmente de coisas que são complexas. É, e não tô inventando, né, gente? Tem vários autores que vocês estão ancorados em vários autores, né? Isso. A gente não estamos tirando de vozes da nossa cabeça. Então, existem uma série de estudiosos que trabalham a partir dessa desse tipo de interpretação, a partir eh eh da literatura do antigo Oriente próximo, encontrando esses paralelos, tentando discernir esse rio cultural, como diria John Walton, ou essa visão sobrenatural do antigo Oriente próximo. Então aqui a gente tá trazendo essas possibilidades, mas não não nós estamos inventando nada aqui, tá? É, e acho que pra gente conseguir encerrar, então esse papo, vamos pra terceira e última rebelião, que vai falar um pouquinho a respeito das nações e tudo mais e que vai ficar aí como gancho pro nosso segundo EP no Novo Testamento. Qual que é a terceira rebelião? Essa aqui faz referência, a gente vai para 11, depois volta para capítulo 10, tem que ter Deuteronômio 32. Meu Deus do céu. Perfeito. Pode ir, Mateus. senão a Bíblia não vai fazer sentido, não. Ela vai, só que não nesse Então, a terceira rebelião que nós temos, ela tá no final do preâmbulo ali de Gênesis. Gênesis capítulo 11. É uma história que todos nós conhecemos, a Torre de Babel. Nós vemos a humanidade tendo essa decisão de tomar, de construir uma torre que alcance os céus, né? Por quê? Porque logo antes Deus deu uma nova possibilidade de um start novamente para Noé e sua família. Vamos ver se dessa vez eles não pisam na bola. Vamos ver se dessa vez eles eles vão ser pessoas bacaninhas, eles vão ser pessoas corretas, mas infelizmente a humanidade, né, é a humanidade como nós a conhecemos. E Deus então desce e divide essas pessoas. É basicamente essa história. Existe uma divisão e cada uma das pessoas ali, cada uma das pessoas que estava ali trabalhando de forma conjunta paraa construção dessa torre, para alcançar os céus, ela fala uma nova linguagem. É uma terceira transgressão que nós temos aqui, uma terceira transgressão da humanidade, uma terceira queda, nós podemos falar e a humanidade é dividida. Por que que isso é importante? Você observar no capítulo 10. No capítulo 10, você vai você vai ver uma lista enorme. E essa aqui, essa lista é chamada de tabela das nações. Essa lista que tem no capítulo 10, porque ela basicamente divide em 70 nações o mundo. Essa é a forma como Israel entendia a realidade. O mundo é composto de 70 nações. 70 nações é qual a qual Deus dividiu. Então no capítulo 10, nós temos a divisão das nações e no capítulo 11, nós temos a explicação sobre como essas divisões aconteceram. O que que aconteceu para que a gente existisse? Ao invés de ter uma humanidade unificada, uma humanidade conjunta, cada pessoa tá para um lado diferente, as pessoas estão em guerra entre si. O que que aconteceu? O que que fez com que isso viesse a ser dessa forma? E aí acho que um versículo que também faz o fechamento disso que Mateus tá falando, dessa divisão entre as nações, tá lá em Deuteronômio, capítulo 32, onde a gente, o autor bíblico, ele volta para essa história, só que ele traz algumas informações adicionais. E aí tem um detalhezinho de tradução que assim, todas as traduções elas vão trazer um final um pouquinho diferente. Então eu vou ler pela Bíblia de Jerusalém, que foi a que eu encontrei a tradução que vai de acordo com aquilo que a gente tá falando. Deuteronômio, capítulo 32, versículo 8. Mas a NTLH também traduz de um jeito bem interessante. Depois eu vou ler. Ai, eu não gosto de ntlh. Aguenta só um pouquinho que tem coisa boa lá também, tá? aqueles que ficam julgando. Tem muita coisa boa. Então, nessa espera para vocês entenderem o que eu tô falando. Vamos fazer assim. Qual que é, qual que é a tua Bíblia, Bibo? Eu tô com a nova NVI aqui. Nova NVI. Lê o Lê o 328, fazendo o favor. 328 na Nova NVI. Depois eu vou ler, vou ler Jerusalém e depois eu vou ler 8 e 9. Vamos lá. Quando o Altíssimo deu às nações a sua herança, quando dividiu toda a humanidade, estabeleceu fronteiras para os povos de acordo com o número dos filhos de Israel, pois a porção do Senhor é o seu povo. Jacó é a herança que ele coube. Deuteronômio 32, 8 e 9. Perceba que aí ele usa filho de filhos de Israel. Filhos de Israel, tá? E essa essa vai ser a tradução. E aí tem uma nota, aí tem uma nota. Os manuscritos do Mar Morto trazem filhos de Deus. Perfeito. Vou ler Jerusalém, tá? Bíblia de Jerusalém. Quando o Altíssimo repartia as nações, quando espalhava os filhos de Adão, ele fixou a fronteira para os povos, conforme o número dos filhos de Deus. Vou ler NTLH agora. Tem umas coisas bem interessantes de vez em quando. Olha só como eles traduzem o oito. Quando o Altíssimo separou os povos e deu a cada povo as suas terras, ele marcou as fronteiras das nações, dando a cada uma o seu próprio Deus com letra minúscula. E aí, como que a gente lida com isso? Cara, isso faz muito assim, ó. Eu eu leio lendo essa passagem na NTLH, que aliás fica aí a dica, recomendo para todo novo convertido a NTLH pode ler, porque ah, mas tem, toda tradução tem problema, amigo. E essa NTLH ajuda a galera a entender e ver que Deus tá falando. E se eu tô lendo essa passagem, eu vou entender. Caramba, mano, isso faz sentido. Por isso que a galera lá da Índia, porque assim, gente, sei lá, 5 bilhões ou 6 bilhões de pessoas vão fazer a mínima ideia de Jesus, conselho divino, entendeu? Bíblia Sagrada. É muita gente no mundo que não faz nem ideia do nosso Deus, entendeu? Aí eu leio um texto desse, falo assim: "Mano, tá aí, ó, Deus deixou mesmo um Deus para cada para cada galera, né? Aí tem esse Deus e de alguma forma esse Deus lá que Deus deixou para essa galera, talvez aponte pro nosso Deus e aí essa galera pode encontrar salvação de algum jeito." Galera, estou pensando aqui como um novo convertido lendo a NTLH, OK? Não estou afirmando nada, beleza? E aí a gente tem o fechamento de um ciclo, porque a gente começou esse EP, o primeiro texto que a gente leu foi Salmo 82, aonde Deus está julgando os deuses das nações. E aí agora a gente entende o que que ele tá querendo dizer. Por quê? Porque ele vai dizer lá no próprio salmo que os deuses das nações não julgaram as nações, não governaram as nações retamente como deveriam. Então haverá um julgamento sobre estes deuses das nações. Então aqui a gente fecha todo esse ciclo. Por isso que era importante a gente entender essas três rebeliões para depois a gente voltar nessa questão do conselho divino. Caramba. Isso porque a gente só falou, pincelou alguns textos do Antigo Testamento, tá? Dá uma moral aqui pra gente, porque aqui a gente aqui tá trabalhando, estudando, né? Por favor. Isso, ó. Inclusive, se você usa o Instagram, se você usa o Instagram, o @ desses queridos aqui, da Cíntia, do Luí e do Mateus, vai estar disponível aqui na postagem em bibotalc.com ou no YouTube. Clica no @del deles, começa a seguir eles porque eles produzem conteúdo bíblico, teológico, tá? Toda semana postando alguma coisa ali. Bibo, Bibo. Então, posso só fazer mais uma propaganda aqui? Pode, EBT. Hoje eu lancei um áudio explicando o uso de principados e potestades de Paulo que está intimamente ligado com esse tema. Olha aí. Olha aí, gente. Ó, e aí explicando para um aluno. Então, se você quiser boas aulas, módulo, os módulos sensacionais com Cíntia, cacau e tudo mais, vem pra escola, vem pra escola, cara. Vai lá. E eu tô lá como monitor para qualquer dúvida que vier papo teológico. Esses dias fiquei conversando com o pessoal assim até umas 3 horas da manhã só falando de de teologia. Bem legal mesmo. Olha aí. Olha aí. Reunião de oração que teólogo aqui reunião de oração amanhã. Olha aí. Fala, Mateus. Tem que falar um pouquinho mais de Deuteronômio ainda, gente. Porque isso aqui é é a eleição de Israel. Eita nós não, mas é só é só fazer aquele aquele fechozinho. Porque que Deus escolheu Israel e as outras nações. Ô Mateus, Mateus, a galera tá ouvindo tudo isso. A Jane não vai cortar isso. A gente deixou todo esse brainstorm aqui, porque isso aqui é um conselho humano. A gente f conselho de Meu Deus do céu, cara. Aqui é o conselho. É assim que os deuses fazem. Eles jogam dados para a assembleia do Bibo está está aqui. A assembleia do Bibo está reunida. Então, por favor, gente, dá moral pra gente aí, ó. Então vocês deem moral, vocês vira aluno da EBT. Então você vai ter mais de 100 horas de conteúdo de teologia gravada lá para você acessar. Vai ter grupo no WhatsApp para você ser mentoreado e assessorado teologicamente. Mas vamos lá, ô Mateus, pra gente encerrar esse episódio, então, com Deuteronômio, que foi, eu achei muito legal esse link. Então, Deuteronômio tem essa divisão e tem um julgamento lá em Salmo 82. Mas beleza, Deuteronômio é a eleição de Israel, então ela é a porção do Deus verdadeiro, do Deus maior de todos, do da parada. explica para nós aí e sinto e depois Luiz também pode dar uma palavra final. Vamos lá. O que nós encontramos aqui em Deuteronômio é basicamente a explicação da escolha de Deus por Israel em detrimento das outras nações, né? A gente vai encontrar Deuteronômia como se fosse o grande texto que define: Israel, vocês são especiais, vocês santificados para o propósito de ser luz para as nações. A lei que vocês estão recebendo é uma descrição para que as outras nações possam observar. Isso Deuteronômio capítulo 7 vai demonstrar pra gente para que as outras nações possam observar e fazer igual. Então, de certa forma, é Deus governando um povo, mostrando pros outros deuses d minúsculo, como uma nação deveria ser gerida e elas deveriam gerenciar da mesma forma como Isra como Deus estava fazendo. Israel é uma lição, o protótipo de Deus. Olha, as coisas têm que funcionar dessa forma. A grande questão é que, como a gente conhece a história bíblica, nem mesmo Israel consegue funcionar dessa forma. Nem mesmo Israel consegue plenamente guardar a lei de Deus e ver os mandamentos de Deus, né? e vive caindo e vive em exílio. E as outras nações também são uma bagunça. E elas vêm e tentam dominar o próprio povo de Israel como um ato de rebeldia contra Deus também. Ô Mateus, mas pera aí. Eu, cara, é que isso é muito louco, né, mano? Porque assim, ó, mas a gente vê ao mesmo tempo nos profetas, eu me lembro muito aqui dos profetas menores, mas deve ter nos maiores também, mas nos profetas menores fica muito claro a sentença de Deus contra outros povos. Aí Deus não tá aí eh mexendo na jurisprudência de outro Deus aí, como é que é? Deus mexe na jurisprudência de dos outros povos, justamente pelo fato deles não serem aqueles que eles deveriam ser. Porque no momento em que Deus escolhe Abraão, Deus não tá jogando o mundo inteiro no lixo para para gerenciar apenas um pequeno povo, né? Como se Deus a gente a gente vive falando que Deus ele se importa com toda a criação, mas a impressão que a gente tem é que parece que ele se importa só com um lugar pequeno que é do tamanho de quatro distritos federais aqui do Brasil. E a verdade não é essa. Deus escolheu Israel com o propósito de ser luz para as nações. E a escatologia que nós encontramos no Antigo Testamento, e isso é presente também no Novo Testamento, a escatologia de que as nações elas vão se voltar para Israel, que elas deveriam aprender desde sempre com Israel sobre como as coisas deveriam ser, a seguir o caminho de Deus. Então o próprio filho de Deus, ele se manifesta justamente com essa finalidade. Mas aqui é basicamente a gente tá falando de missão aqui, gente. Isso é missão. A gente tá falando de missão, né? Isso é missão. E a missão compreende o mundo sobrenatural. É uma missão justamente porque os deuses não estão fazendo. Então eu mesmo vou dar um jeito aqui. Por isso eles vão ser, eles vão receber a recompensa deles de Salmo 82. É, mas aí isso aí fica complicado. Desculpa te cortar, Mateus, porque então de alguma forma o Deus de Israel falhou também. Porque a gente termina o Antigo Testamento com aquele gosto, mano, deu ruim aí, né? Deu ruim. Não, por causa de Cristo. A gente tem a personificação de Israel no próprio Jesus Cristo, Jesus de Nazaré. Nós vemos que ele, por sua vez, dar continuidade com a missão. E aí isso fica pro desenvolvimento. Mas e isso fica pro próximo EP também, gente, porque inclusive a rebelião de Babel vai ser revertida no Novo Testamento. Exatamente. Sim, sim, sim, sim. E é basicamente essa construção que ela é a é o prolegômeno da forma como a Paula Fredksen, daquela autora, daquela escola de teologia Paulo dentro do judaísmo, ela começa a falar sobre Paulo basicamente fazendo essa mesma construção que nós fizemos aqui. O capítulo um do livro dela é sobre Israel e as nações, não é sobre Paulo. É para explicar essa cosmovisão e como isso tudo tá por trás de Paulo no momento em que ele escreve o que ele escreve. O pensamento de Paulo pressupõe essa construção que a gente fez aqui. Então, para você entender Paulo, de acordo com o que a Paula Fred entende, você tem que fazer essa construção que a gente acabou de fazer para poder entender a missão de Paulo aos gentios. Caramba, sensacional. Pessoal, tem algum livro pra galera que tá mais ansiosa e tal que pode ajudar a galera a ler um pouco sobre isso, ter um pouco mais de noção sobre isso? Porque assim, para muitas pessoas, eu diria que pra boa parte da nossa audiência é um assunto muito novo, né? muito novo. Talvez alguma outra já tenha ouvido falar alguma coisa, mas assim, com tantos detalhes, com tantas coisas. Tem algum livro, Ctia, que você possa recomendar para nós aí? Sim, tem um livro do Dr. Michael Heiser, que ele é um grande popularizador dessa ideia do conselho divino e dessas pesquisas todas, né, tentando entender o a cosmovisão do do mundo antigo, do antigo Oriente próximo, que se chama O mundo invisível, recuperando a cosmovisão sobrenatural da Bíblia. Então, muito do que a gente falou, tá, nesse livro também, eh, ele é uma boa base aí para você entender tudo isso. E tem em português, traduzido pela editora Livrepress. Boa. O link vai tá aqui na descrição, tanto em bibotalc.com como também no YouTube. Luiz, você tem alguma dica de leitura? E tem uma dica que é mais norteadora, o Teologia do Antigo Testamento para cristãos do John Walton. É pela editora Loiola, né, do contexto antigo, A Crença Duradura. E aqui ele vai desmistificar, principalmente no capítulo sobre cosmo e humanidade, um pouco dessa compreensão presente nos autores do Novo Testamento, como eles entendiam o mundo e entra assim superficialmente, mas já te dá umas boas bases para ler o Novo Testamento de uma maneira mais sobrenaturalista, se a gente pudesse utilizar esse tipo de de expressão. Então, vale muito a pena. Boa. E aí, Mateus, parabéns pela suack no BTC. Desculpa o caos. Seja bem-vindo. Ah, que bom, que bom. Mas e aí, alguma dica de leitura? Gente, pode ser blog também ou alguma coisa em inglês também. A gente tem, né, pessoal? Tem uma série de vídeos no canal do Bible Project e o Bible Project já tá começando a traduzir alguns vídeos pro português, mas eu não sei se eles já chegaram a traduzir essa série específica que eles fizeram. Então, se não quiser, legendado, acho que tem, porque eu já vi legendado, acho que tem já no Bible Project. Acho que já tem esse do Conselho tem. Isso, eu assisti legendado também. Eu costumo passar para as pessoas, elas poderem assistir. Elas têm um trabalho basicamente para tratar sobre o mundo espiritual, conforme a a Bíblia o descreve, principalmente no Antigo Testamento. E é um e é um trabalho que muito interessante, que se vocês quiserem podar est procurando, eu acho que pode ajudar muito vocês, tá bom? É uma playlistzinha que eles fizeram somente sobre esse tema. Para fechar, eh, o Luiz indicou o John Walton, eu indico dele também o pensamento do antigo Oriente próximo. Boa, publicado pela editora A Vida. Esse esse ele vai destrinchar toda essa cosmovisão do Antigo Testamento. Acho que é vida nova esse. Acho que é vida nova. Vida nova. Vida nova. John Walton. Mas gente, o melhor que o John Walton é o André Daniel Heink. Os outros da Bíblia. Isso. Pronto. É isso. Que também vai entrar em alguns tops. Ah, esses três aí estão viajando. Calma que tem um monte de autor que vai entrar nesses tops. Então a gente não nos crucifiquem. Ex. Exato. Muito legal, gente. Ó, o bom é que a gente viaja acompanhado. Exato. Exato. Aqui aqui a gente viaja em assembleia. Muito bom, tá gente? Ó, esses livros, os links estarão aqui e também a playlist que o Mateus falou do Bible Project. Manda para mim depois a playlist, Mateus, e a gente vai colocar aqui, ó, galera, os links você só encontra em bibotalk.com. Pega aí o nome desse episódio, digita no Google que você vai cair no nosso site ou no YouTube, tá bom? No Spotify e outros agregadores, a gente não consegue colocar link. Ah, mas tem um podcast que euo que eles colocam. A gente não sabe colocar, só aceita, tá tudo bem, tá bom? É isso, gente. Obrigado, Mateus, pela sua estreia aqui no Betcast. Seja muito bem-vindo sempre tá convidado para terminar essa série aqui agora com a gente. Beleza, beleza. Beleza. É um grande prazer estar aqui com esse podcast que eu acompanho já há muitos anos. Desde antes de entrar no seminário eu já assisti a Bibal. Muito legal. É assim tia. É sempre um prazer ter você aqui. Tá na hora de chamar Vic para mais uma pauta, hein. Eu vi que você agitou o grupo lá. Temos que trazer mais uma pauta aí. E esse ano vem muita coisa boa. Olha aí. Que bom. Obrigado. E Luiz, estamos together daquele jeito. É nós. Estamos junto, pessoal. Um abraço. É isso. Voltamos então na semana que vem com mais BTC na terça-feira. Na sexta-feira tem betapo com o pastor Cacau Marques e também temos uma vez por mês o nosso comentário bíblico Vida. Eu e Luiz sempre trazendo um estudo bíblico para vocês aí também. Fique ligado em bibotalc.com. Siga a gente nas redes sociais, tá bom? Siga principalmente no Instagram. Os nossos arrobas estão aqui na descrição deste episódio. Voltamos semana que vem, se Deus quiser assim permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. Este podcast foi editado por Bibotalk Produções.