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A fé vem pelo ouvir

Conselho divino (parte 01) – BTCast 603

Conselho divino (parte 01) – BTCast 603

Conselho divino (parte 01) – BTCast 603

Muito bem (3x), está no ar mais um BTCast, o seu podcast de Bíblia e teologia! No episódio de hoje, Bibo, Cynthia Muniz, Luiz Henrique e Matheus Ávila conversam sobre O Conselho Divino e os seres espirituais, a partir dos escritos do Antigo Testamento. Vemos em alguns trechos da Bíblia Deus se referindo a si mesmo no plural, como em "FAÇAMOS o homem à nossa imagem e semelhança" (Gn 1:27), mesmo usando o plural, Deus estaria falando consigo mesmo? Mesmo que fosse a trindade manifestando-se, com quem Deus está falando? Será que isto mostra evidências no texto bíblico e na cultura do Antigo Oriente Próximo que apontam outros seres ao lado de Yahweh? Se sim, quem são esses seres? Seriam eles  como o Deus de Israel? Segura firme que esse é daquele episódios de explodir a cabeça!

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– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9

Legendas automáticas:

Mas é importante lembrar que estes seres
eles são chamados de filhos de Deus ou
de filhos do Altíssimo. Então essa
ideia, né, de que Deus está construindo,
formou para si uma grande família, uma
família invisível e depois uma família
visível aqui no no terra, né, que é isso
que Deus faz. Ele constrói uma família
também aqui. Mas assim, lembrar que essa
linguagem de família ela é importante
porque ela mostra que Deus ela ele tem
prazer em que a sua criação, os seus
filhos sejam participantes daquilo que
ele está fazendo, seja no mundo
espiritual, seja também aqui na Terra,
como a gente viu, eh, na criação do
homem e da mulher. Então ele não é
alguém que quer governar sozinho, mas
ele é alguém que tem prazer em
compartilhar, porque ele nos enxerga
tanto seres humanos quanto seres
espirituais, como sua grande família.
Começa agora o
BTC. Teologia é nosso esporte.
[Música]
Muito bem, muito bem, muito bem. Começa
mais um BTQ de número 603. Eu sou
Rodrigo Bibo e estou precisando de um
conselho divino. Quem, né, quem não
precisa. Aqui é a Cíntia e está na hora
de tornarmos a Bíblia um livro estranho
novamente. Calma, gente, não me julguem.
Aí você vai entender. Meu Deus. Tá, vai,
Luiz. Eu sou Luís Henrique. Você leu a
Bíblia esse tempo todo com filtros do
Instagram? Nossa, apocalipse. Com
certeza o apocalipse, né? Tudo. Tira o
Instagram e o TikTok e aí o pessoal
volta a ser mais saudável do apocalipse
porque olha, mas é ainda assim esses
filtros são bem bonitinhos, mas a gente
vai falar sobre isso no episódio. E eu
sou Mateus Ávila e tem alguma coisa aqui
atrás de mim. Eita! Olha uma parede
branca, porque você está no seu
escritório. Mas pode ser um
anjo. Eu não sei porque eu não tô te
vendo. É, pode ser que eu não esteja
enxergando. Mas galera, sério, sério, eu
não vou mentir o que eu vou falar agora.
Uma vez eu conheci um pastor e eu tava
na fase meio que para entrar de estágio
na faculdade e eu queria fazer estágio
lá na cidade onde eu tava, é, eu não
quero dar muitas informações, eu queria
fazer estágio numa cidade e aí eu
comecei a me aproximar daquela igreja e
tal, daqueles pastores, mano. Só que um
dos pastores, ele era assim, tipo, ele
era um pastor pentecostal assim daqueles
assim do reteté, mas ao mesmo tempo ele
era um cara também que buscava uma certa
intelectualidade. Tanto que ele estudava
teologia também, aquela coisa toda e
tal, mas ele era um cara assim bem
ligado no mundo espiritual. E mano, e um
dia sem corar, sem ficar vermelho,
assim, olhando dos meus olhos, ele fala
assim: "Ó, Bibo, a minha espiritualidade
ela é diferente porque tu tá aqui agora
sentado comigo nessa lanche, nessa
cafeteria e tu tá vendo ali aquela mesa,
aquele garçom, aquela garçonete, né? Os
produtos. Eu também vejo, né? Eu vejo o
que tu tá vendo, só que assim, Bibo, eu
consigo ver além. Eu consigo ver as
entidades que estão aqui nesse lugar, os
anjos que estão batalhando. Tu já
assistiu Matrix? Eu falei já. Então eu
enxergo tipo Nil, sério. E aí, cara, eu
querendo estágio, o que que eu falo?
Tipo, nossa, glória a Deus por isso.
Achando ele um completo maluco, né?
Achando ele um completo maluco. Mas eu
falando: "Nossa, glória a Deus" e tal,
porque eu nem nem nem época mais
pentecostal eu acreditaria numa coisa
dessa. Porque quero fazer uma ressalva
aqui. Aprendi a amar a Bíblia, a
teologia com os pentecostais, né? Nem
todo pentecostal é maluco assim, gente,
pelo amor de Deus. Tá, mas tem uns tem
uma figura dessa lá assim. E ele falou
assim: "Não, porque eu vejo o mundo
espiritual, tipo, como Neil vê a
Matrix". Eu falei: "Uau, cara, glória a
Deus por iss". Mas achando ele um
completo maluco. Ainda bem que não deu
certo meu estágio lá, porque eu acho que
seria muito difícil conviver seis meses
com um cara que diz que vê o mundo
espiritual. Então, Mateus, eu não posso
dizer se tem alguma coisa atrás de você,
mas com certeza esse pastor diria, né? E
seria algum, espero que ele não se não
se considere também o escolhido, né?
Porque na Bíblia o escolhido é um só,
viu, gente? E Mateus, ele veria alguma
coisa? Com certeza ele ia falar para
mim, toma cuidado que realmente tem uma
coisa terrível. Exato. Sentado nos seus
ombros. Nossa, lembra aquele filme
Espíritos? Caramba, terrível. Meu Deus
do céu. Nossa, maravilhoso. Maravilhoso.
Esse. Exato. É sentado no seu ombro te
dando esse peso, esse cansaço. Ai,
credo. Que você acha que é falta de
vitamina, você acha que é só o cansaço
do trabalho, mas
não. Mentira. Gente, estamos aqui com
essa galera, com essa turminha para
falarmos sobre o conselho divino. Gente,
vai falar o que, Luís, aqui? Hostes
espirituais, a região celestial. O que
que a gente vai falar aqui? O que que
conselho divino é esse? Deus vai pedir
conselho pra galera. É, é uma existe uma
galera sentada lá numa espécie de
Olimpo, onde os deuses se encontram. O
que que qual é o tema desse podcast
hoje? Nós iremos falar, Bibo, aqui sobre
o mundo espiritual. Calma, eu sei que
nós estamos muito acomodados, na
verdade, até mesmo assustados para você
que consome uma boa teologia da batalha
espiritual, aqueles mundos e aquelas
literaturas que foram muito famosas e
populares do final da década de 80 pra
década de 90 aqui no Brasil sobre as
potestades e toda uma teologia que,
infelizmente, né, é mais superstição do
que necessariamente cosmovisão bíblica.
Hoje o nosso compromisso nesse podcast
aqui é falarmos sobre a a batalha
espiritual. Não, pera aí. Hoje o nosso
compromisso nesse podcast é falarmos
sobre qual é a verdadeira natureza do
mundo espiritual, qual é a verdadeira
natureza do mundo invisível que os
autores bíblicos muitas vezes eles
relatam a partir do contato com o
eterno. Então esse episódio tá aqui
justamente para instigar todos vocês aí
a ler uma Bíblia de uma outra maneira
sem os filtros do Instagram, viu? Sem os
filtros do Instagram. Boa. Muito bom. Ó,
a gente tem a Cíntia, que já é conhecida
da galera aqui, já participou de vários
episódios, é também a nossa professora
na escola Bibotalk de Teologia com dois
módulos, né, Cíntia, mulheres e e anos
cristológicos. Isso. Sensacional. Nossa
professora da escola Bibotalque, Luís,
que é o nosso monitor da Escola
Bibotalque de Teologia. E para nos
ajudar a falar desse assunto aí, Mateus
Ávila, seja bem-vindo. Mateus que é
ouvinte do BTC, comenta e agora tá aqui,
né, participando deste episódio. Seja
muito bem-vindo, Mateus. se apresenta um
pouquinho pra galera aí. Muito obrigado.
Então, sou Mateus Ávila, faço parte da
Igreja Anglicana de Brasília, sou
formado em teologia pela FTRB, faculdade
teológica reformada de Brasília, curso
no seminário teológico
Jonatrologia do Novo Testamento. E é
basicamente isso que eu tinha para
falar. Legal, muito bom. E o seu nome é
bonito, né, Mateus? Mateus Ávila, né? É
um nome bacana, né? Mateus Ávila, tipo
Luiz Henrique caído. Ávila é um nome
bacana assim. Eu queria falar um negócio
aqui. Parece que ele é um correspondente
internacional, Mateus Ávila. Eu estou
aqui diretamente.
Um amigo tava brincando comigo aqui. Ah,
é o Venerável Ávila. Parece o nome de
santo da Igreja Católica. É. Nossa,
agora que você falou, desbloqueou.
Ávilmente. Ávila. Ávila é um nome legal,
cara. Ávila. Áila. Eu acho bonito
também. São nomes fortes assim, né?
Mateus Ávila, mano. E o teu Mateus é com
th ainda. Tudo chique, né? Caramba, que
frescalhada. Mas enfim, respeita aí a
decisão. Mas eu,
olha, não quero nada contra th. Ah,
porque o teu não é assim, é com meu, é,
começa com Y e tem um th ali. Nossa,
mano. Olha, gente, eu já assinei muitos
nomes, tá? Eu eu já assinei muitos
nomes. Tô ligando aqui pra Victória
agora. Não, a Vic, mas enfim. Mateus,
seja bem-vindo aqui ao BTC, galera.
Vamos, a galera tá ansiosa. Vou parar de
papo furado aqui, mas antes, ó, ouve aí
os recados paroquiais. são eles que
pagam as contas e deixa a gente aqui.
Então, ouve aí os recados paroquiais, tá
bom? Que tem muita coisa boa para você
ouvir, eventos que nossos que você pode
participar. Então, enfim, fica de olho
aí no recado, de olho não, né? Fica de
ouvido no recado paroquial e daqui a
pouco a gente volta.
[Música]
E nos recados paroquiais dessa semana,
galera, é o seguinte, ó. eu indo para o
aeroporto e a minha vida é muito
aeroporto porque semana que vem eu
estarei novamente indo para o aeroporto.
Por quê? Porque eu vou para Belém do
Pará. Sim, teremos o BTD. O BTD o
encontro dos ouvintes do Bibotalk em
Belém do Pará na Igreja Batista
Amazônica. Galera, é neste sábado agora.
Então você precisa garantir a sua
inscrição neste BTD. E o link está aqui
na descrição deste BTCast em bibotal.com
ou também no nosso canal no YouTube, tá
bom? É só você digitar aí BT 603 no
Google e você vai achar aí o link para o
BTD de Belém do Pará. Galera, a gente
quer muito vocês. Vocês que são de Belém
da região, cola lá porque estaremos eu,
Cacau Marques, Guilherme Nunes e Luís
Henrique falando sobre o tema fé em meio
à crise. Tenho certeza que vocês serão
ricamente abençoados por esse tema,
pessoal. Ó, eu já ouvi inclusive a
palestra do Cacau, já ouvi a palestra do
Guilherme Nunes e tô muito ansioso para
ouvir a palestra do Luís Henrique. Então
assim, galera, cola com a gente porque
eu tenho certeza que o BTD, além de ter
palavra, tem comida, tem café e é tudo
que a gente gosta. Se você não gosta de
café, aí você tem que rever isso aí, né?
Tem que rever isso aí, porque café é uma
coisa muito boa. Mentira, se você não
gosta, eu eu te perdoo, eu te aceito.
Pode ir no BTD que vai ter suco, vai ter
água para você também. Tá bom, galera? O
link tá aqui na descrição deste BTC.
Espero vocês no BTD.
E olha só, galera, quero lembrar vocês
que você pode ajudar o nosso ministério
comprando na Amazon pelo link do
Bibotalk. Não esqueça, vai comprar
qualquer coisa na Amazon, usa o nosso
link, Bibo. Como é que eu uso o teu
link? Olha, no navegador você pode
acessar o site do Bibotalk e clicar no
nosso banner que tem na home. Você pode
digitar aí no navegador
bibotalk.com/amazon. Sabe, mas eu uso o
celular e eu uso o aplicativo. Então aí
você tem que entrar no site e clicar no
banner então da Amazon que tem no nosso
site e ele vai redirecionar você para o
aplicativo ou às vezes ele redireciona
para o seu navegador. Sempre que você
fizer isso, comprando qualquer coisa na
Amazon. Quando você clica, por exemplo,
num link da Amazon, que eu coloco em
alguma rede social, você já entra pelo
meu link e aí você pode comprar o livro
que eu estou indicando. Pode comprar um
PlayStation, pode comprar uma
impressora, você pode comprar uma
vassoura, você pode comprar um Bobby
Goods, você pode comprar qualquer coisa
que você quiser. Comprando pelo meu
link, a gente recebe uma comissão e
essas comissões têm ajudado bastante
aqui o nosso canal. Aliás, por falar em
nosso canal, galera, é o seguinte: vou
voltar com o BTC de mesa, tá? E assim,
estamos com expectativas, tá? Só que
voltar com o BTC, aliás, a gente nunca
fez BTC de mesa, mas vai ter BTC agora
eu sentado na mesa com alguns amigos e
isso é uma grana, né? Inclusive estou
voltando de São Paulo porque vim gravar
uma série de episódios aqui com o
pessoal. Então eu vou assim, se você
quiser ajudar a gente, é uma maneira de
você nos ajudar comprando na Amazon pelo
nosso link. Ou você pode se tornar um
mantenedor, uma mantenedora do nosso
ministério. É só você entrar em contato
com nosso e-mail
contato@bibotal.com. A Camila vai te
orientar como você se tornar um
mantenedor, uma mantenedora do nosso
ministério. E isso ajuda bastante a
gente até a cobrir também essas despesas
que a gente vai ter agora com esse novo
projeto. Inclusive o BTC, ele até criei
um quadro agora para o BTC. Eu acho que
vocês vão gostar bastante desse quadro
que vai ter dentro do BTC. Então
aguarde, tá bom? Aguarde que vem
novidades por aí. Agora simbora com esse
assunto que olha gente, vou contar pra
vocês o assunto que você vai ouvir hoje,
eu não ouvi ele na faculdade de
teologia, hein? Um assunto muito legal
que os nossos amigos estão trazendo para
nós aí e uma parada diferente. Nunca
tinha pensado sobre isso e faz muito
sentido. Tá bom? Então,
[Música]
simbora. Beleza, Luiz. Vamos lá, sem
muita enrolação, que que é que é mundo
espiritual? Porque, beleza, mundo
espiritual, mas que quiser, é, a gente
vai falar deuses, de Deus, de por onde a
gente começa esse papo de mundo
espiritual, anjos, demônios, divindades,
porque a gente pensa em mundo
espiritual, a gente pensa Deus e os
demônios, né? E é isso, é essa visão,
potestades, principados e eu sei que
isso já é mais antigo Novo Testamento,
mas e aí por onde a gente começa esse
conselho divino? mundo espiritual, mundo
invisível. A gente começa essa conversa
a partir de onde? Posso só falar uma
coisa? Fala, C. A gente falou um
pouquinho, né, o Luiz falou um pouco
sobre a questão dos excessos quando se
fala a respeito do mundo sobrenatural.
Você deu aí o seu testemunho. A gente
sabe que existem alguns excessos nessa
área. No entanto, também existe o outro
lado, que é um racionalismo, né, a muito
grande que nega a existência do
sobrenatural. As duas coisas são
complicadas, porque quando a gente olha
pro texto bíblico, a gente percebe
claramente que os autores bíblicos creem
no mundo sobrenatural. E é exatamente
isso que a gente quer resgatar nesse
episódio. E eu acho que um bom caminho,
né, e aí vinculando com a minha entrada,
lembrarmos que alguns textos bíblicos
eles nos trazem uma estranheza. certeza
que você já leu alguns textos e você
ficou ali pensando sobre o que
significava aquilo. E talvez você até
tenha lido algumas explicações daquele
texto, umas mais convincentes, outras
que você ainda ficou: "Ah, ok, você
acaba aceitando porque todo mundo diz e
você embarca naquilo e porque aquilo faz
mais sentido pra nossa visão de mundo,
né, atual, pra nossa forma de enxergar a
realidade ou pra nossa tradição cristã,
né, a ideia dos filtros que o Luiz
falou. Mas a verdade é que existem
textos que nos causam mais estranheza.
Eu acho que um bom caminho, um bom
começo pra nossa conversa é ler um
desses textos. E aí eu queria ler o
salmo de número 82. Ele é curtinho e vai
dar pra gente entender sobre o que que a
gente tá falando. Então o salmo de
número 82 diz: "É Deus quem preside na
assembleia divina, no meio dos deuses
ele é o juiz. Até quando vocês vão
absolver os culpados e favorecer os
ímpios? Garantam justiça para os fracos
e para os órfãos. Mantenham os direitos
dos necessitados e dos oprimidos. Livrem
os fracos e os pobres. Libertem-os das
mãos dos ímpios. Nada sabem, nada
entendem. Vagueiam pelas trevas. Todos
os fundamentos da terra estão abalados.
Eu disse: "Vocês são deuses, todos vocês
são filhos do Altíssimo, mas vocês
morrerão como simples homens, cairão
como qualquer outro governante.
Levanta-te, ó Deus, julga a terra, pois
todas as nações te pertencem." E aí a
questão é: esse texto causa uma
estranheza pra gente? Sim ou não? Sim. É
porque, tipo, eu imaginei Deus mesmo
numa assembleia divina e tem lá vários
deuses e tal e Deus tá lá julgando a
parada, tipo, eu sou o Deus dos deuses,
né? Aliás, um uma título que é falado,
né? Você é o de ou é só em canção
pentecostal agora, Deus dos Deus. A não,
não. A Bíblia fala nesses termos também,
Deus dos deuses, né? Então, exato.
Então, é isso. Dá a entender que tem
outros deuses, mas o nosso Deus é o
maior deles e que preside essa
assembleia divina. realmente causa uma
estranhe ou conselho divino. Conselho
conselho conselho divino. É como se o o
senhor ele e aí a impressão que dá é que
ele, por mais que esteja na figura de um
grande juiz, ele ainda divide um certo
status com esses outros a qual ele está
falando. Ele está falando como se fosse
um quase com igual, mesmo eh vindo de
uma posição jurídica superior. a ideia
de que o que está sendo falado ali é uma
promessa sobre aquilo que ele fará em
relação a seres ao qual ele considera
também poderosos. E essa linguagem está
dentro do Salmo 82 em outros textos
bíblicos, ao qual nos revela uma
realidade de que talvez os autores
bíblicos eles tinham uma compreensão
maior a respeito de seres sobrenaturais
do que aquilo que é consolidado no
monoteísmo moderno. a ideia de Deus e
tudo aquilo que está é abaixo ou outras
manifestações, elas são equívocos ou
ídolos falsos, até mesmo seres que são
impotentes. Seres que são impotentes. E
aí a gente precisa entender como os
autores bíblicos, principalmente no
Antigo Testamento, conjuntam, consolidam
essa ideia e aplicam na literatura para
evidenciar a superioridade de Ah, mas
também colocando ao redor a existência
desses seres e as suas funções e o que
que tá acontecendo ao redor do o pano de
fundo, né, o panorama ali de fundo na
história, principalmente na história da
redenção ou na história de Israel. Pois
é, esse texto aqui para mim ele é
interessante justamente porque ele
coloca a figura do Deus de Israel como
esse Deus que está nessa assembleia,
juntamente de outros deuses, né? Por
muito tempo eu acreditei na
interpretação de que esses deuses que tá
nesse nesse título aqui, na verdade, se
referem a reis. E essa é uma
interpretação muito comum. E nós estamos
lidando como pressuposto de que quando a
Bíblia fala Deus é Deus, né? Não é
aquela imagem mesmo que você tem na sua
cabeça que vem quando você fala de um
Deus. A imagem que tá presente aqui é
que é um Deus que deveria estar
governando de uma forma uma nação, mas
não está governando dessa certa forma
essa nação, esse território, ou seja lá
qual for a outra maneira que você vem
entender. E Deus está trazendo um
julgamento sobre ele, sobre esse outro
Deus, o Deus de Israel, julgando outros
deuses por eles estarem fazendo algo que
eles não deveriam estar fazendo ou se
omitindo de fazer algumas alguma coisa.
Eu acho que a chave, inclusive, paraa
gente entender, porque a vez a tradução
ela complica um pouquinho paraa gente
perceber essas nuances e como o Mateus
bem falou, a gente já tem uma uma carga
de interpretações, uma tradição que a
gente traz, é que talvez a gente não
consiga perceber tanto o que seria esse
outro significado possível no texto, mas
a verdade é que tudo vai assim ficar
mais claro quando a gente entende a
palavra que tá sendo usada para falar a
respeito de Deus e desses deuses que é o
termo Elohim. Então, acho que ajuda
bastante a gente a entender quando a
gente fala desse termo. Eu acho que
nesse momento a gente precisaria
descartar a teologia de uma música
conhecida no meu evangélico, né? Jeová,
Rafa, meu Senhor, que cura toda. E aí
vai dando os nomes ali até chegar no
final Elohim. Elohim de Pois é. A a
ideia aqui, a ideia e a explicação de
Elohim nos ajuda a compreender a
dimensão desse mundo sobrenatural e
daquilo que seria uma espécie de
congregação divina ou uma família
monástica cósmica. Ai os termos aqui
agora vai tudo ai devagar devagar. Hoje
a gente vai gastar todo o nosso
vocabulário aqui. Hoje a gente
tá precisa ter essa grandiosidade porque
os autores bíblicos levam muito em
consideração o mundo sobrenatural mais
do que a gente inclusive. E aí quando
nós falamos sobre o termo Elohim, a a
ideia de Deus mesmo, nós estamos muitas
vezes referindo a uma determinada
pessoa, mas os autores bíblicos tratam o
Elohim como uma classe. A palavra, o
substantivo Elohim, na verdade, é uma
categoria que é muitas vezes utilizada
para outros seres além de Deus, além de
Yahwe. Então, nós vemos, por exemplo, o
termo Elohim sendo utilizado a Yahwe, a
Deus mesmo, a Deus de Israel. E a gente
consegue ver lá em Gênesis 2 4:5,
Deuteronômio 4:35, nós vemos também os
membros desse concílio, como Salmo 82 1
ao 6. Se você pegar o hebraico,
inclusive, ele inicia justamente com a
ideia, utilizando duas vezes a palavra
Elohim, né? Elohim bat el que a ideia
Deus toma o seu lugar na congregação
divina. Beerev, Elohim, Spot, no meio
dos deuses, Elohim julga. Então, o
primeiro Elohim é utilizado para Deus, o
Deus verdadeiro, como o Deus de Israel.
E o segundo Elohim é utilizado a esses
deuses. Na NVI, inclusive traz anjos,
mas é uma tradução muito equivocada do
Salmo 82:1. A ideia aqui é realmente
Deus. Então, o termo é o mesmo. Nós
vemos, por exemplo, em Juízes 11:24 como
autoridades de outras nações, mas essas
autoridades também se confundem com as
suas próprias deidades. A gente precisa
voltar para o mundo do Antigo
Testamento, para o antigo Oriente
próximo e entender que a monarquia
geralmente de determinadas tribos
geralmente estava vinculada com também
aspectos de deidade. Ou seja, a
monarquia, aqueles reis, aqueles
príncipes, as autoridades de
determinados lugares eram também tidos
como deuses ou divinos. Tanto que a
busca, inclusive no no Antigo
Testamento, é essa relação com o divino,
essa relação com o eterno. A ideia de um
mundo eh único, especificamente
material, é muito estranha aos autores
do Antigo Testamento, assim como aqueles
que estão ao seu redor. Outra forma
também que os autores bíblicos utilizam
Elohim é se referindo aos demônios. Nós
vemos isso lá em Deuteronômio 32:17, ao
qual ele eles aplicam para os demônios o
substantivo shedim. Porém ali existe um
paralelismo ao qual eles colocam também
a carga deles e comparando-os com os
deuses, ou seja, demônios que são deuses
e são autoridades sobre aquele
determinado povo, né, ou determinados
povos. E nós temos um um uso muito
estranho do termo Elohim, que é em
Primeira Samuel 28:13, que é para falar
do falecido Samuel. Vocês se lembram
desse texto? Que é o texto em que Saul
vai consultar uma vidente e aí sai da
sua terra, vai para um lugar em que você
tem uma idolatria e um um ofício cútico
a outros deuses. E a partir disso, o que
que ele faz? Ele chama essa vidente, faz
uma consulta e Samuel aparece para ele.
O termo utilizado ali é Elohim, como se
fosse uma espécie de ser eh celestial ou
mais especificamente ser de um mundo
sobrenatural. É algo que não pertence a
este mundo. E nós temos também anjos ou
anjo de Ahé. Anjos os mensageiros ou
anjo de Ahé lá em Gênesis 357. Então,
Elohim é utilizado muitas vezes ah e de
diferentes formas pelos autores bíblicos
com o passar das narrativas. É
importante assim, só para fresar, então,
que Elohim a gente tá falando de um
termo que eh fala de uma espécie de uma
categoria na qual se incluem seres
espirituais, seres espirituais diversos.
Ah, mas Deus também é um Elohim. Sim,
Deus é um Elohim nesse sentido de que
Deus é espírito. No entanto, nenhum
Elohim é como Deus. Uma vez que Deus é
criador, uma vez que Deus não foi criado
e uma vez que ele criou todos os demais
Elohim. Então a gente não tá aqui
dizendo que todo mundo tá no mesmo
nível, possui os mesmos atributos. Então
a gente, só pra gente fazer essa
distinção, Elohim seria uma categoria de
seres espirituais. E aí, por isso
evocamos algumas partes do texto
bíblico, que Yahu é o maior dos Elohims
ou Elohim dos Elohims. Então, existe e
eh essa alta consideração de Yahwe na
mentalidade dos autores bíblicos, mas
que muitas vezes eles utilizam esse esse
termo para designar a outros seres
também. É, é como se fosse, eu vou
utilizar um exemplo aqui, é como se
fosse o título pai, por exemplo. Eh,
quando você fala sobre pai, é pai de
quem, né? É um título, é uma categoria.
Então, um pai, quando você tá em uma
sala ali numa num conselho de classe, em
alguma coisa do tipo relacionada à
escola, você tem um conjunto de pais
ali. Mas quando o próprio filho fala, o
meu pai, ele me trata, por sua vez, como
nome, como uma espécie de nome. Então, o
termo ele é identificado dessa forma e
utilizado dessa forma também pela nação
de Israel, pelos autores bíblicos. E com
o passar do tempo, você tem que fazer a
distinção de onde está sendo referido a
Deus, como como realmente Yahue, o Deus
de Israel, ou quando é algum outro ser
que aparece, seja ele benigno, amando de
Yahweu ou maligno em rebeldia, em
rebeldia a Yahwe. Esses seres podem ser
malignos, benignos ou até mesmo neutros,
né? Pode ser simplesmente um ser, um ser
[Música]
qualquer. Beleza, gente? Fizemos essa
análise semântica aqui da palavra Elohim
que aparece no Salmo 82, certo? Que a
gente tá falando aqui. Mas eu ainda não
entendi o que que é essa assembleia
divina. Pois bem, aliás, a nova NVI
coloca assembleia divina, ela não coloca
conselho, ela põe assembleia divina, que
é a mesma coisa, né? E aí, gente, o que
que é? Beleza, aparece o termo elorim
ali, mas o que que é essa assembleia
divina? Não, como Mateus falou, a gente
sempre leu como às vezes, né, uma
referência aos deuses e aos reis da
terra e tal, mas a gente pode começar a
entrar um pouco mais, então, tipo, o que
que é essa ideia de um conselho divino?
E a gente consegue sair do Salmo 82 para
entender um pouquinho mais o conceito.
Beleza, pessoal? Esse termo conselho não
tá não é não foi escolhido por acaso. Eu
gostaria de convidar vocês que abrissem
aí quem tiver com a sua Bíblia, não sei
o quê, e abrir em Primeira Reis,
capítulo 22, versículo 20 em diante.
Você vai encontrar ali uma história que
é uma história muito estranha e é o tipo
de situação que a gente normalmente não
encontra. O que que tava acontecendo
ali? Nós conhecemos a história de Elias.
Mateus, devagar, Mateus, calma aí. Ô,
Mateus, Mateus, é, é Primeiro Reis 22,
22 a partir do versículo 20. Tá bom,
vamos lá. Tô, eu abri a Bíblia, eu
obedeci o que tu falou. Vai lá, pode ir.
Não, que bom. A gente vai encontrar uma
situação, a situação do profeta Elias
contra o rei Acabe. Aquelas histórias
que nós conhecemos, que nós adoramos
ouvir, que tem pregações maravilhosas na
nossa igreja e outras pregações não tão
boas assim. Mas a gente vai encontrar
uma cena que particularmente é uma cena
que parece que eu nunca li, parece que
eu fiquei cego a ela durante muito
tempo. No versículo 20 tá escrito assim:
"Perguntou o Senhor: "Quem enganará a
Acabe Ramote Gileade?" Um dizia dessa
maneira e outro de outra. Então saiu um
espírito, se apresentou diante do Senhor
e disse: "Eu enganarei", perguntou-lhe o
Senhor. Com o quê? Respondeu ele:
"Sairei e serei espírito mentiroso na
boca de todos os seus profetas." Disse o
Senhor: "Tu enganarás e ainda
prevalecerás. Sai e faz-o assim. Eis que
o Senhor pôs o espírito mentiroso na
boca de todos esses teus profetas e o
Senhor falou que é mal contra ti.
Basicamente o que a gente tem tendo
descrito aqui é a situação em que Deus
está literalmente um ambiente cheio de
seres espirituais, os seus anjos, suas
sentinelas, o seu conselho. E ele
literalmente pediu um conselho para
essas pessoas, para esses espíritos. Que
que eu vou fazer? Eu quero dar uma lição
no rei acabe e eu preciso de ideias. vai
acontecer algo, o mal vai acontecer
contra ele, mas eu preciso de ideias.
Ele deu a oportunidade de um espírito
dar uma ideia. Olha, eu me prontifico a
fazer isso, assim como o profeta Isaías
fez lá quando estava perante, Senhor. Eu
vou fazer isso pelas pessoas, só que ele
era um humano. Aqui nós temos um
espírito se prontificando na presença do
Senhor falando assim: "Eu vou fazer, eu
vou enganar todos os profetas dele, vou
fazer assim". E Deus para: "Poxa, muito
boa a sua ideia. Eu quero que você
engane todos as todos os profetas do rei
Acabe. Vai lá e faz. Eu permito. E Deus
seguiu o conselho de um desses outros
espíritos que estavam na presença dele e
foi fazer essa missão. Ele foi cumprir
essa missão. É um brainstorming, né?
É. É. Deus fez um grande brainstorm. E
gente, não é o único brainstorm que a
gente encontra no Antigo Testamento,
não. Inclusive alguns que a gente, bom,
enfim, tem gente que pensa que é outra
coisa que tá acontecendo ali, mas eu não
quero ser linchada, então não. Agora
fala, Cíntia. É, não, porque assim, ó,
vamos lá, vamos lá. Deixa eu fazer aqui
um pouco a voz do povo, que é a voz de
Deus. Mentira. Ah, olha só, esse texto
aqui do de Primeiro Reis, ele não me
causa tanta estranheza, para ser
honesto, porque eu leio esse texto aqui,
tudo bem, ele tem esse lance de que Deus
tá sentado com a galera. Porque a gente
quando pensa em anjo no céu, a gente
pensa no anjo só nos anjos de Isaías,
né? Da galera lá fazendo worship,
repetindo santo, santo, santo, santo e
tal, tal, tal. Fica até uma dica pro
worship, né, galera? Os anjos já ficam
repetindo, a gente pode ser, a gente
pode ser mais criativo, né? Então o que
acontece, né, já que os anjos já estão
repetindo, a gente pode cantar coisas
mais legais do que ficar repetindo.
Então o que acontece, mas eu entendo
que, beleza, aqui é bacana essa ideia de
que Deus tá trocando uma ideia, mas eu
consigo imaginar Deus trocando uma ideia
com os anjos, entendeu? Porque a minha
mente ela tá assim, ó, Deus, anjo e
demônio. Pronto. Aí tem a potestade,
principado. Aí eu vou, daí eu posso ter
toda uma escalação de de anjo, mas é
tudo é tudo anjo e demônio. Tipo, eu
resolvo isso na minha cabeça assim,
entendeu? Eu tenho a trindade, na
verdade, né? Calma, deixa eu ser um
pouco mais ortodoxo, já que eu tô com
dois anglicanos aqui. É, então assim, eu
tenho a trindade, né? Todos em pé de
igualdade, tal, filho e espírito. Show e
a galerinha, entendeu? Os anjos que Deus
manda fazer. Então, esse texto aqui, OK?
Até acho interessante Deus trocando uma
ideia com os anjos e aceita a ideia de
um, então pensei em quem sabe a gente
fazer a Eva comer do fruto. Mentira, tô
viajando aqui. E o que acontece aí? Mas
o texto de salmo ainda fica para mim um
pouco mais. Dá paraa gente encaixar na
mesma categoria aqui o texto de Salmo 80
82. Vocês deu para entender a minha
dúvida? Eu acho que dá para encaixar
sim, só que de uma outra forma. Eu acho
que a gente só vai conseguir falar do
Salmo 82 se a gente voltar na história
bíblica e falar sobre um tema que é
muito importante, que é o tema da
criação. Caramba. Tá? E eu acho que
somente quando nós falarmos da criação a
gente vai conseguir e dar queda também a
gente vai conseguir explicar
perfeitamente o que acontece em Salmo
82, tá? É, não, acho que agora eu
entendi. É porque vocês explicaram,
óbvio, viu, gente? A importância de
explicar o termo. É que vocês explicaram
os termos, o termo o deuses aqui tá
Elohim. Então, cabe toda a classe de ser
espiritual. Olha, entendi, gente, ó. Se
você não entendeu, você tá perguntando
assim: "A Bibbo, que bom que você
entendeu?" A gente ainda não. Gente, o
seguinte, é que por que que eu tava
achando um pouco diferente os textos,
né? Porque no Salmo 82 tá assim, ó. E
Deus quem preside a assembleia divina no
meio dos deuses, ele é o juiz. Eu já
imaginei uma galera meio que na
categoria de Deus assim, entendeu? Tipo
assim, tem, ó, tá, tá lá, tá Deus, tá
Baal, tá Astart, tá Rá, entendeu? Tá o
Odim, a galera lá. E tipo, só que o
nosso Deus é o que manda no rolê. Eu já
eu já levei, mas não. A palavra Elorinha
aqui também pode encaixar os anjos, que
é a mesma galera que tá sentada lá com
Deus pedindo o conselho para detonar a
Cabe, saquei. É isso, né, Mateus? Isso
mesmo. Mas o que não desqualifica, a
noção de Baal, Astarot, Odin. Isso. Onde
é que é essa galera aí? Essa galera aí,
como é que tá? Calma que pra gente
entender isso, a gente precisa contar
uma grande história por partes. Aqui lá
vem história. That's calma. Exatamente.
É, porque deixa eu só fazer um um
comentário sobre isso, porque o texto de
primeira Reis é parece
primeiro Reis,
sabe que o Alexandre Miloranza fala
primeira Reis, ele fala porque é a
primeira obra. Ah, então tá bom. Então,
não, mas o melhorando fala que é a
primeira obra literária. Ah, cara, eu
falei também, sorry.
É, ó, gente, eu já eu antes eu era chato
com isso, né? que é primeiro agora. Pode
falar o que você quiser, mano. Então,
beleza. Beleza. Então, o texto de
primeiro Reis parece ser algo bem
estranho, porque nós não vemos com tanta
frequência o conselho divino atuando.
Então, é no meio de uma narrativa. E se
você pegar is a estrutura, você muitas
vezes no no livro de Reis você tem o a o
próprio Senhor falando pelo profeta, né?
Você tem o o próprio Senhor dando
determinadas é diretrizes, o próprio
Senhor dando juízos, falando o que vai
acontecer, descrevendo como a sua ira ou
a sua benevolência irá ser estendida
pela aquela pelo povo, né, para o povo e
tudo mais. Só que aqui a gente vê um
senhor que não tem problema nenhum em
compartilhar as diretrizes da história
humana. as diretrizes daquilo que ele
vai fazer com outros seres. E por isso
que para nós, quando você tá lendo numa,
vai lá no plano de leitura bíblica, se
você venceu o Levítico e passou eh por
todo o texto do Antigo Testamento, não
fala isso perto do Víor Fontana, é o
livro que ele mais gosta. É o Víctor
Fontana ama, ama, ama. Mas se você
venceu e conseguiu chegar no primeiro
livro de Reis e ver isso, esse texto vai
saltar, porque o primeiro livro de Reis
não está habituado com esse tipo de
linguagem. não está habituado com esse
tipo de linguagem. Existe sim muito
sobrenaturalismo ali, mas Deus
compartilhando o seu poderio e dando
aspectos de, por ex, uma reunião de
marqueteiros, né? Eh, de criatividade.
Como eu posso fazer isso? Eu vou fazer,
mas como eu posso fazer isso? Diga aí,
Zezinho, o que que você tá pensando
agora? Aí joga a bola para ele. Aí o o o
Elohim Zezinho pega. Olha, eu acho que
isso não achei muito bom. Aí joga para
outro. Aí vai trabalhando as ideias e
tudo mais. Isso não é tão comum assim,
não é tão comum, pelo menos no contexto
deste livro. Por isso que a gente
precisa realmente olhar com muita
atenção quando esses textos aparecem
para que a gente realmente valorize o
imaginário bíblico para falar: "O autor
está aqui evocando para todos nós uma
realidade que além de ser muito distante
da nossa, mas uma realidade
importantíssima nos decretos e juízos do
Senhor para designar a a história da
humanidade em relação a Cristo Jesus.
Então é muito importante a gente prestar
atenção nessas questões, tá? E acho que
não só isso, né? a gente tá falando
nessa ideia como se fosse uma uma
reunião de marqueteiros aí que o que o
Luiz tá brincando. Mas é importante
lembrar que estes seres eles são
chamados de filhos de Deus ou de filhos
do Altíssimo. Então essa ideia, né, de
que Deus está construindo, formou para
si uma grande família, uma família
invisível e depois uma família visível
aqui no no terra, né, que é isso que
Deus faz. Ele constrói uma família
também aqui eh nessa na lugar, né, do
Édem, que é essa intersecção entre céu e
terra. Calma que a gente vai falar disso
daí. Mas assim, lembrar que essa
linguagem de família ela é importante
porque ela mostra que Deus ela, ele tem
prazer em que a sua criação, os seus
filhos sejam participantes daquilo que
ele está fazendo, seja no mundo
espiritual, seja também aqui na terra,
como a gente viu eh na criação do homem
e da mulher. Então, ele não é um alguém
que quer governar sozinho, mas ele é
alguém que tem prazer em compartilhar,
porque ele nos enxerga tanto seres
humanos quanto seres espirituais, como
sua grande família. Eu acho que isso
também é é um é um ponto importante.
Pois é, esse texto me dá a impressão de
que a gente tá sendo convidado para um
backstage e é como se os profetas eles
sempre vem com aquela palavra pronta,
né? vai acontecer isso, vai acontecer
aquilo. Mas esse aqui é o texto que
mostra pra gente que antes dessas coisas
acontecerem, possivelmente Deus se
reuniu com uma galera e falou: "Pessoal,
e aí Israel tá fora da linha de novo? Os
filisteus estão apareceram ou então
aquele rei tá fora da linha? O que que
eu vou fazer agora? O que que a gente
tem que fazer? Alguma coisa. É como se
fosse um convite para que a gente possa
imaginar um pouco mais a forma como o
mundo espiritual acontece. Eu entendo
mais ou menos dessa forma, rapaz. Como
eu disse, a gente só consegue entender
de fato o que que tá acontecendo.
Voltando pro início, voltando para
Gênesis, né? Gênesis capítulo 1, nós
vemos Deus criando todas as coisas, né?
Nós observamos Deus dizendo: "Haja de
luz e houve luz". Deus fazendo realmente
tudo. No capítulo dois em diante, nós
observamos Deus tomando a decisão de
criar o homem a sua imagem semelhança.
Deus vai e cria o homem a sua imagem e
semelhança. Deus o coloca no jardim.
Deus o coloca no Éden para que ele possa
governar, para que ele possa cuidar do
Éden, do Éden e sobre todos os animais
que estão ali, daquele, para que ele
possa ser o verdadeiro jardineiro, para
que ele seja o representante de Deus no
mundo, né? Existe uma noção muito
importante aqui na no uso da palavra
imagem, né? A palavra imagem, eu acho
que já foi abordada em outros episódios
também. Ela vai muito além do simples do
simples significado de Deus do colocou
alguma característica dele em nós, seria
a razão, ser alguma coisa. Aqui a noção
é que o Éden é o templo divino e o e a
própria humanidade é construção de Deus,
representante de Deus. Ali é o tótem de
Deus dentro do Éden. É, é palestrinha,
Mateus. É palestrinha. Vai. Então,
quando nós observamos em Gênesis, Deus
ele ele fala para alguém e normalmente
eu eu não sei vocês, mas eu já ouvi
muito que é Deus conversando consigo
mesmo. É uma conversa
intratrinitariana de Deus falando:
"Façamos o homem a nossa imagem e
semelhança." Mas isso que talvez possa
ser Deus dentro do conselho dele,
interagindo com outras pessoas, com os
outros seres espirituais, com os outros
Elohim. Vamos fazer o homem a nossa
imagem de forma com que o homem ele não
é a imagem somente do Deus Yahé, mas ele
é feito a imagem desse de Eloimos como
um todo. E nós estamos ali no Éden dessa
forma. Hum. Então façamos ali. O pessoal
já dá, já tem esse lance. É. Pois é.
Deus tá falando com quem? Bem, a gente
sempre entendeu meio que ah, ele tá
falando com a trindade, né? O filho, o
espírito e tal. Estão trocando uma ideia
e bereit bareloim, tal. Pá, né? no caso,
que é vamos criar o ser humano aqui. Só
que é é injusto o contexto bíblico,
Bibu, falar que é uma trindade, porque a
trindade é um conceito que é
desenvolvido posterior, principalmente
pela igreja cristã. Então, a partir das
discussões a respeito da divindade de
Cristo e da substância, inclusive a
natureza de Cristo, né, homem divino,
entre essas coisas. Então, para lermos
realmente esse texto em Gênesis de
maneira muito séria, a gente precisa
evocar o imaginário do autor, dos
autores. E a gente pode considerar que
Gênesis tem aí alguns editores também,
inclusive. Mas para além disso, a
audiência que está recebendo essas
histórias de como eles compreendem o
mundo. E aí a gente fala sobre
cosmologia, como se divide a realidade,
né? E a realidade se divide em dois
aspectos. Em primeiro lugar, a questão
do mundo visível, o mundo material. E em
segundo lugar, esse mundo invisível,
esse mundo sobrenatural, essas
realidades em paralelo. E ambas
sobrepõem uma à outra. Um grande exemplo
disso é a visão. Eu não sei se eu posso
eh furar aqui a pauta, gente, mas a
visão que Ezequias tem a respeito do
templo. Quando ele olha ou perdão,
Isaías, Isaías, Isaías tem exatamente,
Isaías tem a respeito do templo e quando
ele olha para o Santo dos Santos, ele vê
ali justamente um lugar físico
característico do templo. Mas quando o
Senhor ele revela a realidade
sobrenatural, ele vê um grande trono e
aí a realidade visível e a invisível
sobrepondo uma a outra, ao ponto de que
esse profeta vai ver tudo isso de
maneira unificada por causa da ação de
Ahue, né? E inclusive para e
impulsioná-lo ao ministério. A situação
profética, vou colocar aqui melhor, né?
Então, ao olharmos isso, a gente precisa
entender que os autores em Gênesis, eles
estão lidando com imaginário
completamente diferente daquilo que a
gente coloca como trindade. Por isso que
Conselho Divino entra nesse aspecto.
Pois é. Então, a gente observa isso tudo
aqui em Gênesis. Deus está criando todas
as coisas. Ele fala: "Façamos a nossa
imagem", né? E fazendo referência ali
mais uma vez um Deus que tá dialogando
com quem está próximo. Ele faz o homem a
sua imagem. E o ponto que a gente pode
observar é que Deus não está sozinho e
que o conselho divino está juntamente
com Deus. E Deus que andava no Éden.
Então logo o Éden que é percebido pela
cosmologia, pela visão que os judeus
tinham do que era o Éden. O Éden era o
ponto de encontro entre o céu e a terra.
Logo, o conselho divino tinha acesso ao
Éden, o que faz totalmente sentido a
presença da serpente ali e no Gênesis
também, no capítulo 3, no momento da
queda.
Oi. Oi. Interrompendo este BTC que está
com um tema muito legal, só para dizer o
seguinte, com esse áudio de WhatsApp
mesmo aqui, para pedir para você entrar
no link que tá na descrição deste BTC e
votar no Bibotalk no Prêmio Ibest.
Galera, nessas próximas duas semanas, se
você puder ir entrar todo dia e votar na
gente, ó, o link que eu vou colocar vai
direto pra votação, é só você clicar no
se logar e colocar no coração que tá
tudo certo, tá bom? Vote na gente no
IBEST, a gente tá em primeiro lugar, né?
Claro, já tem uma galera que tá
classificada, mas a nossa meta é ficar
no top 20 Brasil, tá bom? Então vote no
Bibotalk na categoria videocast lá no
Premio IBCH. Espero vocês, hein? Espero
o volto de vocês. O link tá aqui. O link
tá divulgado nas minhas redes sociais
também a todo momento. É
[Música]
isso. Gente, aproveitando aí que o
Mateus falou a respeito da queda, pra
gente, acho que pra segunda parte aqui
do do nosso EP, que eu sei que é longo,
mas a gente tem tanta coisa para falar,
acho que vale a pena a gente mencionar a
questão de três rebeliões que acontecem,
que com consequências tanto no mundo
espiritual quanto no nosso mundo. E a
primeira delas, o Mateus já lançou a
bola aí, que é que existia um ser
espiritual aí no Éden que não estava
muito contente com esse plano de Deus.
para para o pro homem, pra humanidade e
resolve interferir que é a serpente, né?
Então, a gente vai começar falando a
respeito dessas três rebeliões em
sequência e a consequência de cada uma
delas. Manda bala, manda bala que eu
fiquei curioso agora. Rebelião no mundo
celestial, os Elohim, tudo assanhadinho.
Vamos então. A primeira grande rebelião
é rebelião justamente a queda da
humanidade. Nós vemos ali a história
Gênesis 3, em que nós temos a humanidade
naquela comunhão com Deus ali no jardim,
um espaço de intersecção entre esse
mundo invisível, visível entre céus e
terra. E por sua vez, enquanto toda a
história estava encaminhando, o homem, a
humanidade estava ali justamente lidando
com as suas vocações e atribuições como
um corregente da criação visível. Um
entram um Elohim e entra um ser
celestial que por sua vez em figura de
serpente como serpente conversa, seduz e
leva a humanidade a seguir um caminho
por conta própria, a escolher o fruto do
conhecimento do bem e do mal, a
enganá-los e pervertê-los para que eles
fossem justamente expulsos, né? a a
ideia da perversão, a ideia da da
manipulação presente ali no contexto de
de do de Gênesis 3, ela vai se repetir
depois em algumas outras histórias e
principalmente Babel. Nós temos essa
essa ideia muito presente de que esses
seres que são caídos, eu vou utilizar um
tempo popular mesmo, né? Esses seres
rebeldes, esses seres que querem uma
autonomia, através da fala da autonomia,
levam a humanidade a se apartar de Deus
e, por sua vez, corromper o mundo físico
ao qual nós existimos e vivemos hoje. E
aí a gente precisa levar em consideração
que a implicação do pecado, da entrada
do pecado, da queda, né, desse dessa
ruptura, dessa desobediência ao Senhor,
foi não apenas afetou o a questão
espiritual, esse relacionamento de Deus,
Deus para com o homem, do homem para com
Deus, mas para além disso afeta também a
natureza como um todo, a criação criada.
Nossa, a criação criada foi bastante,
mas ela foi criada, né? Ela foi criada,
né? É que senão não era a criação, né?
É, é, não vou informar. Então, é, afeta
toda a criação material visível e qual
Adão tinha, Adão e Eva tinham eh
como personagens bíblicos, né? a ah
tinham e eh como manipular, reger,
administrar e levar até o status que
Deus havia solicitado para eles. Então
esse foi o primeiro o primeira primeira
grande rebeldia que nós encontramos ali
na narrativa bíblica que já afetou a
humanidade inclusive, né? É um
parênteses que eu acho muito bacana.
Desculpa te cortar Luiz, mas é que e
você falou de Isaías 6 e lá tá falando
de serafins, né? A palavra serafe
significa algo como queimar, mas a
palavra serafe também é utilizada para
fazer referência a a cobra, a serpente,
né? Porque ela lança um veneno que
queima. E existia essa visão antiga no
mundo antigo de que cobras elas poderiam
elas podiam participar tanto do mundo
terrestre aqui quanto no mundo celestial
ali. E que ela abrem tipo umas abas
assim, sabe, ao redor do pescoço. E
aquilo poderia ser como uma espécie de
miniasa. E é interessante você observar
também que anjos na Bíblia elas não
possuem sempre aquela imagem de de
bebezinho bonitinho que gordinho, sabe?
Peladinho usando só uma tanquinha que
fica voando com aquelas tozinhas
bonitinhas, sabe? Que a gente vê na casa
da vovó. Normalmente anjo tem é estranho
e tem cara de e tem cara de ser vivo
mesmo, né? E serafim é uma é um tipo de
anjo que é serpente, tem seis asas, não
sei o que e tudo mais. A ideia é de que
possivelmente, né, essa serpente que
tava lá em Gênesis pudesse ser um
serafim. Eu acho isso aqui, esse
parênteses muito interessante. Eu só
queria compartilhar com vocês. E para eu
fazer o o parênteses do parênteses, eh,
gente, não é um texto de biologia, então
não é pra gente ficar discutindo se
cobra falava, andava, rastejava, como
que era, né? Porque tem gente que vai
para esse lado aí super literal e tenta
entender como é que a cobra falava e que
gosta de ver. Ah, na, naquela cobra, dá
para ver que deveria ter uma uma asa
ali. Ah, a celeste do castelo Ratimbum
era um serafinho. Eu tenho certeza
disso. Tenho. Ah, teve uma divulgação
que a galera andou falando aí, ah,
porque se mostrou que as cobras poderiam
ter pernas na antiguidade, né, nos
antepassados. Isso aí a galera começa a
viajar, gente, assim, eh, não é não é um
texto sobre biologia, sobre biologia
evolutiva ou qualquer coisa do tipo. Eh,
é um texto sobre cosmovisão do mundo
antigo. Exato. E ali as serpentes, muito
obrigada, bióloga, né? Falo como como
bióloga e teóloga agora. Então assim,
não adianta a gente ficar discutindo
isso. E acho que algo muito interessante
também é que Eva não se não sente nenhum
estranhamento daquele ser estar falando
com ela. Porque se a gente olhar com,
né, eh eh, ou seja, de estar ali, de
estar falando com ela, ou seja, os
Elohims, ela tinha essa familiaridade,
tinha essa, eles estavam presentes no
Éden, ela tinha essa familiaridade. Ah,
mas por que que ela deu confiança?
Porque ah, se surgiu uma cobra falando,
eu vou no mínimo achar estranho. Veja,
ela não tava vendo certo algo estranho,
algo que já não tivesse presente ali
dentro daquela realidade do Éden, que é
essa espécie de intersecção entre o
mundo visível e o mundo invisível.
Então, a gente precisa olhar pros textos
nos seus termos. E aí a gente vai então
paraa segunda rebelião. E a segunda
rebelião é outra que também gera um
monte de controvérsias de interpretação.
Gênesis 6. Gênesis 6, tá? Gênesis 6.
Então eu vou ler aqui o trechinho pra
gente que diz assim: Gênesis 6 versículo
1. Quando as pessoas começaram a se
espalhar pela terra e tiveram filhas, os
filhos de Deus viram que essas mulheres
eram muito bonitas, então escolheram a
que eles quiseram e casaram com elas. Aí
o Senhor disse: "Não deixarei que os
seres humanos vivam para sempre, pois
são mortais. De agora em diante, eles
não viverão mais do que 120 anos. Havia
gigantes na terra naquele tempo e também
depois, quando os filhos de Deus tiveram
relações com as filhas dos homens e
estas lhe deram filhos. Estes gigantes
foram os heróis dos tempos antigos,
homens famosos." Eu sei que esse texto é
estranho para caramba e eu sei que você
certamente já teve que em algum momento
se posicionar entre interpretações. O
que seriam esses filhos de Deus, né?
Eles seriam seres espirituais? Eles
seriam anjos ou eles seriam, né, a
descendência de sete, né? Muitos vão
dizer que a interpretação, né? Mais
natural seria, né? que os filhos de Deus
seriam a descendência dos de sete e as
filhas dos homens seriam a descendência
de Caim e que, portanto, não seriam mais
fiéis a Deus e tudo mais. Então,
pensando aqui, né, e naquilo que nós já
falamos de que os seres espirituais, né,
esses Elohims também são chamados
frequentemente de filhos de Deus. Ao que
tudo indica, para o autor bíblico, esses
filhos de Deus seriam de fato eh seres
espirituais. E isso vai se tornar ainda
mais confirmada essa essa interpretação
em alguns outros textos da literatura do
judaísmo do segundo templo, como por
exemplo o primeiro livro de Enoque, que
mais tarde vai ser utilizado por autores
bíblicos do Novo Testamento como Pedro e
como Judas. Então a gente vai perceber
que eles têm uma visão distinta do que
acontece aí daquilo que normalmente a
gente escuta lá na EBD. E aqui a gente
tá entrando num conceito de rebelião,
guerra e o imaginário justamente de
facções da criação se dividindo e
espalhando-se pela Terra para
estabelecer seus próprios domínios
segundo aquilo que foi herdado como eh
Elohims, né, ou bine Elohims ou filhos
deuses, né, ou filhos de Deus. A ideia
ali presente é uma ideia de que olha, tá
vendo? Tudo, todos esses seres
celestiais que por sua vez fizeram uma
rebelião ao verdadeiro Elohim, né, ou ao
Elohim dos Elohims e tentaram deturpar,
levando a humanidade, pois bem, eles se
espalharam, eles se eles se
multiplicaram, assim como aí tem um
paralelo também, como a maldade da
humanidade também se espalhou e se
multiplicou. E por sua vez, eles
começaram a erguer seus próprios tronos
e influência para com a humanidade e
estão, por sua vez, ali disseminando
essa rebeldia contra o Deus
todo-pereroso, o o Senhor dos senhores.
E isso tá dentro da mentalidade ah do da
Torá como um todo, assim, como um todo.
existe uma posição de rebeldia e de
outros povos e uma configuração desses
outros povos sendo influenciados por
esses filhos de Deus, né, por esses
Elohim agora deturpados, né? É isso aí
eu acho importante porque a gente já
falou de uma primeira transgressão que
aconteceu no Éden e envolveu os humanos.
Essa segunda transgressão que nós temos
aqui, ela envolve seres espirituais que
tomam que assim como a Eva olhou, achou
bonito e pegou, tomou para si a maçã,
esses seres espirituais eles olham,
acham bonito e tomam para si as mulheres
e eles têm filhos. E por causa disso
tudo, nós temos o dilúvio. E o dilúvio
acontece justamente para dar um fim.
Conforme isso aqui, já tô entrando já no
campo de interpretação dos livros dos
apócrifos, primeiro Enoque, outros
livros de Enoque, o livro de Jubileus,
porque vão trazer uma explicação para
esse texto aqui que vai fazer parte do
imaginário do Novo Testamento. Então, no
Novo Testamento, no imaginário dos
autores do Novo Testamento, embora não
esteja tão explícito assim, nós vamos
observar, por exemplo, que os filhos que
surgem dessas dessa relação impura entre
a humanidade e seres espirituais são
seres impuros. São seres impuros. E Deus
vai lá e termina com esses seres impuros
e eles vão dar origem ao aquilo que nós
conhecemos conforme a tradição judaica
do período do segundo templo. É
espíritos impuros, né? Eles não chegam a
ter um fim, mas eles se tornam os
espíritos impuros que estão presentes,
por exemplo, em todo canto no Evangelho
de Marcos, no Evangelho de Lucas, no
Evangelho de Mateus, pelo menos. É dessa
forma como muitos autores vem a entender
que quando os autores do Novo Testamento
fazem referência a espíritos impuros,
eles estão usando essa esse imaginário
presente dessa releitura ou uma leitura
de Gênesis capítulo 6, baseada naquilo
que os textos apócos vão vão ler dessa
forma. Espíritos impuros são espíritos
que surgem da união impura entre humanos
e anjos e seres espirituais. Elohimos,
cara. Então vamos lá, gente. Não,
desculpa ainda. Pera aí, deixa eu, deixa
eu posso fazer só um comentário aqui?
Não, não, o podcast é meu, Luiz. Não,
não, não se sa. Eu também quero falar.
Não, é porque eu ia retomar pouco,
porque eu Calma que que eu eu acho que o
que eu vou falar vai ajudar a gente a
voltar. Ajuda, ajuda, porque não não é,
isso é para dar spoiler. Se quiser ver
mais. Calma, calma, calma, que eu vai
voltar. Pede aí no comentário que a
gente vai falar mais se vocês pedirem,
compartilharem. Vai fazer a segunda
parte. Calma que eu vou eu vou eu vou
fazer essa fechamento. Calma aí. Não,
não, não fecha não, não fecha, não fecha
porque não tá Não, calma. Ent, entenda o
que eu tô falando. Entenda o que eu tô
falando. Gente, aproveitando tudo isso
aí que o Mateus falou, a gente já tá
dando spoilers de um segundo episódio,
onde a gente vai ver o os desdobramentos
de tudo isso que a gente tá falando lá
no Novo Testamento. Mas até lá eu acho
legal a gente voltar para aquilo que o
Luís já estava falando, que no vai no
final das contas vai nos fazer voltar de
novo pro Salmo 82, que é a terceira
rebelião e a torre de Babel. E aí a
gente fecha bonitinho. Aqui é o ciclo da
nossa conversa. Não, pera aí. Eu até fui
buscar um bolo de banana que a minha
esposa faz. É maravilhoso. Banana com
gotas de chocolate. Esse assunto me deu
fome. Olha aqui, ó. Pessoal, vocês estão
seguindo uma linha, parece assim que não
fecha com que a gente ouve por aí. Por
exemplo, assim, mano, como assim? Nasceu
seres espirituais e galera do mundo
invisível teve relação com gente do
mundo visível e aí nasceu um zuruki aí,
entendeu? umas parada meio assim, vocês
estão Mas cara, é tipo, sabe o que é que
isso foge tanto do nosso mundo hoje. Por
que que hoje então os anjos não têm mais
aí eh relação com as mulher ou ou sei
lá, anjo, mulher que tem relação com
homem, né? Então assim, então por que
que hoje, né, a gente não ouve mais
falar disso? Até ouve, mas a gente não
vai entrar nessa seara, mas é que parece
uma coisa tão distante da nossa
realidade, entendeu? Porque assim, vocês
estão, é, porque de fato é uma coisa
distante. A gente tá falando de uma
visão de mundo muito antiga, mas que não
estava distante nem do autor do dos
autores do Antigo Testamento e nem dos
autores do Novo Testamento. Pera aí,
Cinttia, pera aí, pera aí, pera aí, pera
aí. Quando fala assim que é uma visão de
mundo do autor antigo, então a gente tá
falando de tudo isso aqui como uma
linguagem mítica. Ou a gente acredita
mesmo nessa parada no sentido de não era
só uma forma de de expressão, mas sim
seres espirituais tiveram relações
sexuais com mulheres do mundo físico ou
era uma figura de linguagem para
expressar outra coisa? Com certeza os
autores bíblicos e a primeira audiência
não entendiam como como uma figura de
linguagem. Aí era a cosmovisão deles.
Exatamente. E aí para nós é onde habita
o maior perigo em não deixarmos o texto
falar. Porque as nossas sensibilidades,
principalmente na interpretação do texto
bíblico, muitas vezes elas tentam tirar
a superstição e acabam mirando no
próprio texto bíblico e naquilo que ele
gostaria de desenvolver. E quando os
autores, tanto do Antigo quanto do Novo
Testamento, não querem fazer isso,
quando nós queremos colocar uma visão
mais cética a respeito do do mundo
sobrenatural, do mundo invisível, e por
sua vez a gente quer que filhos de Deus,
esses seres celestiais, não façam
relações sexuais com os seres humanos,
nós queremos a domesticar a nossa Bíblia
ao ponto de colocarmos ela dentro de
nossas sensibilidades. E uma coisa que
eu aprendi, principalmente estudando
sobre Jesus histórico, é que o maior
erro que você pode fazer é esquecer que
as sensibilidades atuais estão, é longe,
muito distante daquilo que os autores
querem dizer, daquilo que os autores
querem dizer, daquilo que eles querem
comprovar, daquilo que eles querem
demonstrar. E quando nós falamos de
Gênesis como um mito, a gente tá falando
ainda na seara do mito fundador. É o
mito fundador de Israel. E quando mito,
lembra a gente várias vezes, isso já foi
explicado, mito é uma história que não
necessariamente é uma mentira, não é um
mito moderno. A gente tá falando a a
compreensão de mito na mentalidade
moderna. Nós estamos falando a forma e
os fundamentos de todo um povo. E
estamos falando do fundamentos e o
nascedouro da revelação de Deus para com
o homem. Então, quando a gente tá
falando a aqui sobre mito, a gente tá
falando sim, Israel está estabelecendo
um mito fundador e esse minto fundador
gasta uma boa parte da sua literatura
para falar sobre esses seres, o que eles
fizeram, como eles se rebelaram, de qual
forma eles se rebelaram e como eles
estão presentes em nossa realidade até
hoje. Nós não queremos capar a Bíblia.
Nós não queremos tirar o
sobrenaturalismo. Nós precisamos dessa
visão mais acurada. Por quê? Porque
Cristo levou isso a sério. Porque os
autores do Novo Testamento levaram isso
a sério. Porque a igreja primitiva
também levou isso a sério. Porque nós
ainda levamos a sério por causa do mover
que parte do mundo sobrenatural e se
manifesta em nosso meio. É por isso que
ao falarmos sobre isso e o nosso
pensamento muito cético, você em casa tá
meu Deus do céu, que tá acontecendo? A
gente precisa ser muito franco, muito
franco mesmo. A Bíblia tem textos
difíceis e a gente precisa fazer esse
transporte de cosmovisão para que a
gente olhe pra Bíblia com seriedade e
falar: "É realmente é algo muito muito
distante daquilo que eu compreendo hoje,
aquilo que eu estou acostumado a ouvir
ou a ler."
[Música]
Gente, antes vocês assem, nossa, que
esses três aí, pelo amor de Deus, estão
tudo desviado, tão tudo doido, gente.
Nós somos crentes, tá?
Ó, os os anglicanos aqui são eles. Eu
sou presbiteriano, tá? É que fique bem
claro, eu sou crente ortodoxo e para mim
é isso aí. Brincando, gente. Acho, acho.
Mas nós somos todos crentes, tá, gente?
Somos todos crentes, levamos, amamos a
Bíblia, levamos a Bíblia muito a sério.
Então, por favor, não nos julgue. Mas a
gente tá falando realmente de coisas que
são complexas. É, e não tô inventando,
né, gente? Tem vários autores que vocês
estão ancorados em vários autores, né?
Isso. A gente não estamos tirando de
vozes da nossa cabeça. Então, existem
uma série de estudiosos que trabalham a
partir dessa desse tipo de
interpretação, a partir eh eh da
literatura do antigo Oriente próximo,
encontrando esses paralelos, tentando
discernir esse rio cultural, como diria
John Walton, ou essa visão sobrenatural
do antigo Oriente próximo. Então aqui a
gente tá trazendo essas possibilidades,
mas não não nós estamos inventando nada
aqui, tá? É, e acho que pra gente
conseguir encerrar, então esse papo,
vamos pra terceira e última rebelião,
que vai falar um pouquinho a respeito
das nações e tudo mais e que vai ficar
aí como gancho pro nosso segundo EP no
Novo Testamento. Qual que é a terceira
rebelião? Essa aqui faz referência, a
gente vai para 11, depois volta para
capítulo 10, tem que ter Deuteronômio
32. Meu Deus do céu. Perfeito. Pode ir,
Mateus. senão a Bíblia não vai fazer
sentido, não. Ela vai, só que não nesse
Então, a terceira rebelião que nós
temos, ela tá no final do preâmbulo ali
de Gênesis. Gênesis capítulo 11. É uma
história que todos nós conhecemos, a
Torre de Babel. Nós vemos a humanidade
tendo essa decisão de tomar, de
construir uma torre que alcance os céus,
né? Por quê? Porque logo antes Deus deu
uma nova possibilidade de um start
novamente para Noé e sua família. Vamos
ver se dessa vez eles não pisam na bola.
Vamos ver se dessa vez eles eles vão ser
pessoas bacaninhas, eles vão ser pessoas
corretas, mas infelizmente a humanidade,
né, é a humanidade como nós a
conhecemos. E Deus então desce e divide
essas pessoas. É basicamente essa
história. Existe uma divisão e cada uma
das pessoas ali, cada uma das pessoas
que estava ali trabalhando de forma
conjunta paraa construção dessa torre,
para alcançar os céus, ela fala uma nova
linguagem. É uma terceira transgressão
que nós temos aqui, uma terceira
transgressão da humanidade, uma terceira
queda, nós podemos falar e a humanidade
é dividida. Por que que isso é
importante? Você observar no capítulo
10. No capítulo 10, você vai você vai
ver uma lista enorme. E essa aqui, essa
lista é chamada de tabela das nações.
Essa lista que tem no capítulo 10,
porque ela basicamente divide em 70
nações o mundo. Essa é a forma como
Israel entendia a realidade. O mundo é
composto de 70 nações. 70 nações é qual
a qual Deus dividiu. Então no capítulo
10, nós temos a divisão das nações e no
capítulo 11, nós temos a explicação
sobre como essas divisões aconteceram. O
que que aconteceu para que a gente
existisse? Ao invés de ter uma
humanidade unificada, uma humanidade
conjunta, cada pessoa tá para um lado
diferente, as pessoas estão em guerra
entre si. O que que aconteceu? O que que
fez com que isso viesse a ser dessa
forma? E aí acho que um versículo que
também faz o fechamento disso que Mateus
tá falando, dessa divisão entre as
nações, tá lá em Deuteronômio, capítulo
32, onde a gente, o autor bíblico, ele
volta para essa história, só que ele
traz algumas informações adicionais. E
aí tem um detalhezinho de tradução que
assim, todas as traduções elas vão
trazer um final um pouquinho diferente.
Então eu vou ler pela Bíblia de
Jerusalém, que foi a que eu encontrei a
tradução que vai de acordo com aquilo
que a gente tá falando. Deuteronômio,
capítulo 32, versículo 8. Mas a NTLH
também traduz de um jeito bem
interessante. Depois eu vou ler. Ai, eu
não gosto de ntlh. Aguenta só um
pouquinho que tem coisa boa lá também,
tá?
aqueles que ficam julgando. Tem muita
coisa boa. Então, nessa espera para
vocês entenderem o que eu tô falando.
Vamos fazer assim. Qual que é, qual que
é a tua Bíblia, Bibo? Eu tô com a nova
NVI aqui. Nova NVI. Lê o Lê o 328,
fazendo o favor. 328 na Nova NVI. Depois
eu vou ler, vou ler Jerusalém e depois
eu vou ler 8 e 9. Vamos lá. Quando o
Altíssimo deu às nações a sua herança,
quando dividiu toda a humanidade,
estabeleceu fronteiras para os povos de
acordo com o número dos filhos de
Israel, pois a porção do Senhor é o seu
povo. Jacó é a herança que ele coube.
Deuteronômio 32, 8 e 9. Perceba que aí
ele usa filho de filhos de Israel.
Filhos de Israel, tá? E essa essa vai
ser a tradução. E aí tem uma nota, aí
tem uma nota. Os manuscritos do Mar
Morto trazem filhos de Deus. Perfeito.
Vou ler Jerusalém, tá? Bíblia de
Jerusalém. Quando o Altíssimo repartia
as nações, quando espalhava os filhos de
Adão, ele fixou a fronteira para os
povos, conforme o número dos filhos de
Deus. Vou ler NTLH agora. Tem umas
coisas bem interessantes de vez em
quando. Olha só como eles traduzem o
oito. Quando o Altíssimo separou os
povos e deu a cada povo as suas terras,
ele marcou as fronteiras das nações,
dando a cada uma o seu próprio Deus com
letra minúscula. E aí, como que a gente
lida com isso? Cara, isso faz muito
assim, ó. Eu eu leio lendo essa passagem
na NTLH, que aliás fica aí a dica,
recomendo para todo novo convertido a
NTLH pode ler, porque ah, mas tem, toda
tradução tem problema, amigo. E essa
NTLH ajuda a galera a entender e ver que
Deus tá falando. E se eu tô lendo essa
passagem, eu vou entender. Caramba,
mano, isso faz sentido. Por isso que a
galera lá da Índia, porque assim, gente,
sei lá, 5 bilhões ou 6 bilhões de
pessoas vão fazer a mínima ideia de
Jesus, conselho divino, entendeu? Bíblia
Sagrada. É muita gente no mundo que não
faz nem ideia do nosso Deus, entendeu?
Aí eu leio um texto desse, falo assim:
"Mano, tá aí, ó, Deus deixou mesmo um
Deus para cada para cada galera, né? Aí
tem esse Deus e de alguma forma esse
Deus lá que Deus deixou para essa
galera, talvez aponte pro nosso Deus e
aí essa galera pode encontrar salvação
de algum jeito." Galera, estou pensando
aqui como um novo convertido lendo a
NTLH, OK? Não estou afirmando nada,
beleza? E aí a gente tem o fechamento de
um ciclo, porque a gente começou esse
EP, o primeiro texto que a gente leu foi
Salmo 82, aonde Deus está julgando os
deuses das nações. E aí agora a gente
entende o que que ele tá querendo dizer.
Por quê? Porque ele vai dizer lá no
próprio salmo que os deuses das nações
não julgaram as nações, não governaram
as nações retamente como deveriam. Então
haverá um julgamento sobre estes deuses
das nações. Então aqui a gente fecha
todo esse ciclo. Por isso que era
importante a gente entender essas três
rebeliões para depois a gente voltar
nessa questão do conselho divino.
Caramba. Isso porque a gente só falou,
pincelou alguns textos do Antigo
Testamento, tá? Dá uma moral aqui pra
gente, porque aqui a gente aqui tá
trabalhando, estudando, né? Por favor.
Isso, ó. Inclusive, se você usa o
Instagram, se você usa o Instagram, o @
desses queridos aqui, da Cíntia, do Luí
e do Mateus, vai estar disponível aqui
na postagem em bibotalc.com ou no
YouTube. Clica no @del deles, começa a
seguir eles porque eles produzem
conteúdo bíblico, teológico, tá? Toda
semana postando alguma coisa ali. Bibo,
Bibo. Então, posso só fazer mais uma
propaganda aqui? Pode, EBT. Hoje eu
lancei um áudio explicando o uso de
principados e potestades de Paulo que
está intimamente ligado com esse tema.
Olha aí. Olha aí, gente. Ó, e aí
explicando para um aluno. Então, se você
quiser boas aulas, módulo, os módulos
sensacionais com Cíntia, cacau e tudo
mais, vem pra escola, vem pra escola,
cara. Vai lá. E eu tô lá como monitor
para qualquer dúvida que vier papo
teológico. Esses dias fiquei conversando
com o pessoal assim até umas 3 horas da
manhã só falando de de teologia. Bem
legal mesmo. Olha aí. Olha aí. Reunião
de oração que teólogo aqui reunião de
oração amanhã. Olha aí. Fala, Mateus.
Tem que falar um pouquinho mais de
Deuteronômio ainda, gente. Porque isso
aqui é é a eleição de Israel. Eita nós
não, mas é só é só fazer aquele aquele
fechozinho. Porque que Deus escolheu
Israel e as outras nações. Ô Mateus,
Mateus, a galera tá ouvindo tudo isso. A
Jane não vai cortar isso. A gente deixou
todo esse brainstorm aqui, porque isso
aqui é um conselho humano. A gente f
conselho de Meu Deus do céu, cara. Aqui
é o conselho. É assim que os deuses
fazem. Eles jogam dados para a
assembleia do Bibo está está aqui. A
assembleia do Bibo está reunida. Então,
por favor, gente, dá moral pra gente aí,
ó. Então vocês deem moral, vocês vira
aluno da EBT. Então você vai ter mais de
100 horas de conteúdo de teologia
gravada lá para você acessar. Vai ter
grupo no WhatsApp para você ser
mentoreado e assessorado teologicamente.
Mas vamos lá, ô Mateus, pra gente
encerrar esse episódio, então, com
Deuteronômio, que foi, eu achei muito
legal esse link. Então, Deuteronômio tem
essa divisão e tem um julgamento lá em
Salmo 82. Mas beleza, Deuteronômio é a
eleição de Israel, então ela é a porção
do Deus verdadeiro, do Deus maior de
todos, do da parada. explica para nós aí
e sinto e depois Luiz também pode dar
uma palavra final. Vamos lá. O que nós
encontramos aqui em Deuteronômio é
basicamente a explicação da escolha de
Deus por Israel em detrimento das outras
nações, né? A gente vai encontrar
Deuteronômia como se fosse o grande
texto que define: Israel, vocês são
especiais, vocês santificados para o
propósito de ser luz para as nações. A
lei que vocês estão recebendo é uma
descrição para que as outras nações
possam observar. Isso Deuteronômio
capítulo 7 vai demonstrar pra gente para
que as outras nações possam observar e
fazer igual. Então, de certa forma, é
Deus governando um povo, mostrando pros
outros deuses d minúsculo, como uma
nação deveria ser gerida e elas deveriam
gerenciar da mesma forma como Isra como
Deus estava fazendo. Israel é uma lição,
o protótipo de Deus. Olha, as coisas têm
que funcionar dessa forma. A grande
questão é que, como a gente conhece a
história bíblica, nem mesmo Israel
consegue funcionar dessa forma. Nem
mesmo Israel consegue plenamente guardar
a lei de Deus e ver os mandamentos de
Deus, né? e vive caindo e vive em
exílio. E as outras nações também são
uma bagunça. E elas vêm e tentam dominar
o próprio povo de Israel como um ato de
rebeldia contra Deus também. Ô Mateus,
mas pera aí. Eu, cara, é que isso é
muito louco, né, mano? Porque assim, ó,
mas a gente vê ao mesmo tempo nos
profetas, eu me lembro muito aqui dos
profetas menores, mas deve ter nos
maiores também, mas nos profetas menores
fica muito claro a sentença de Deus
contra outros povos. Aí Deus não tá aí
eh mexendo na jurisprudência de outro
Deus aí, como é que é? Deus mexe na
jurisprudência de dos outros povos,
justamente pelo fato deles não serem
aqueles que eles deveriam ser. Porque no
momento em que Deus escolhe Abraão, Deus
não tá jogando o mundo inteiro no lixo
para para gerenciar apenas um pequeno
povo, né? Como se Deus a gente a gente
vive falando que Deus ele se importa com
toda a criação, mas a impressão que a
gente tem é que parece que ele se
importa só com um lugar pequeno que é do
tamanho de quatro distritos federais
aqui do Brasil. E a verdade não é essa.
Deus escolheu Israel com o propósito de
ser luz para as nações. E a escatologia
que nós encontramos no Antigo
Testamento, e isso é presente também no
Novo Testamento, a escatologia de que as
nações elas vão se voltar para Israel,
que elas deveriam aprender desde sempre
com Israel sobre como as coisas deveriam
ser, a seguir o caminho de Deus. Então o
próprio filho de Deus, ele se manifesta
justamente com essa finalidade. Mas aqui
é basicamente a gente tá falando de
missão aqui, gente. Isso é missão. A
gente tá falando de missão, né? Isso é
missão. E a missão compreende o mundo
sobrenatural. É uma missão justamente
porque os deuses não estão fazendo.
Então eu mesmo vou dar um jeito aqui.
Por isso eles vão ser, eles vão receber
a recompensa deles de Salmo 82. É, mas
aí isso aí fica complicado. Desculpa te
cortar, Mateus, porque então de alguma
forma o Deus de Israel falhou também.
Porque a gente termina o Antigo
Testamento com aquele gosto, mano, deu
ruim aí, né? Deu ruim. Não, por causa de
Cristo. A gente tem a personificação de
Israel no próprio Jesus Cristo, Jesus de
Nazaré. Nós vemos que ele, por sua vez,
dar continuidade com a missão. E aí isso
fica pro desenvolvimento. Mas e isso
fica pro próximo EP também, gente,
porque inclusive a rebelião de Babel vai
ser revertida no Novo Testamento.
Exatamente. Sim, sim, sim, sim. E é
basicamente essa construção que ela é a
é o prolegômeno da forma como a Paula
Fredksen, daquela autora, daquela escola
de teologia Paulo dentro do judaísmo,
ela começa a falar sobre Paulo
basicamente fazendo essa mesma
construção que nós fizemos aqui. O
capítulo um do livro dela é sobre Israel
e as nações, não é sobre Paulo. É para
explicar essa cosmovisão e como isso
tudo tá por trás de Paulo no momento em
que ele escreve o que ele escreve. O
pensamento de Paulo pressupõe essa
construção que a gente fez aqui. Então,
para você entender Paulo, de acordo com
o que a Paula Fred entende, você tem que
fazer essa construção que a gente acabou
de fazer para poder entender a missão de
Paulo aos gentios. Caramba, sensacional.
Pessoal, tem algum livro pra galera que
tá mais ansiosa e tal que pode ajudar a
galera a ler um pouco sobre isso, ter um
pouco mais de noção sobre isso? Porque
assim, para muitas pessoas, eu diria que
pra boa parte da nossa audiência é um
assunto muito novo, né? muito novo.
Talvez alguma outra já tenha ouvido
falar alguma coisa, mas assim, com
tantos detalhes, com tantas coisas. Tem
algum livro, Ctia, que você possa
recomendar para nós aí? Sim, tem um
livro do Dr. Michael Heiser, que ele é
um grande popularizador dessa ideia do
conselho divino e dessas pesquisas
todas, né, tentando entender o a
cosmovisão do do mundo antigo, do antigo
Oriente próximo, que se chama O mundo
invisível, recuperando a cosmovisão
sobrenatural da Bíblia. Então, muito do
que a gente falou, tá, nesse livro
também, eh, ele é uma boa base aí para
você entender tudo isso. E tem em
português, traduzido pela editora
Livrepress. Boa. O link vai tá aqui na
descrição, tanto em bibotalc.com como
também no YouTube. Luiz, você tem alguma
dica de leitura? E tem uma dica que é
mais norteadora, o Teologia do Antigo
Testamento para cristãos do John Walton.
É pela editora Loiola, né, do contexto
antigo, A Crença Duradura. E aqui ele
vai desmistificar, principalmente no
capítulo sobre cosmo e humanidade, um
pouco dessa compreensão presente nos
autores do Novo Testamento, como eles
entendiam o mundo e entra assim
superficialmente, mas já te dá umas boas
bases para ler o Novo Testamento de uma
maneira mais sobrenaturalista, se a
gente pudesse utilizar esse tipo de de
expressão. Então, vale muito a pena.
Boa. E aí, Mateus, parabéns pela suack
no BTC. Desculpa o caos. Seja bem-vindo.
Ah, que bom, que bom. Mas e aí, alguma
dica de leitura? Gente, pode ser blog
também ou alguma coisa em inglês também.
A gente tem, né, pessoal? Tem uma série
de vídeos no canal do Bible Project e o
Bible Project já tá começando a traduzir
alguns vídeos pro português, mas eu não
sei se eles já chegaram a traduzir essa
série específica que eles fizeram.
Então, se não quiser, legendado, acho
que tem, porque eu já vi legendado, acho
que tem já no Bible Project. Acho que já
tem esse do Conselho tem. Isso, eu
assisti legendado também. Eu costumo
passar para as pessoas, elas poderem
assistir. Elas têm um trabalho
basicamente para tratar sobre o mundo
espiritual, conforme a a Bíblia o
descreve, principalmente no Antigo
Testamento. E é um e é um trabalho que
muito interessante, que se vocês
quiserem podar est procurando, eu acho
que pode ajudar muito vocês, tá bom? É
uma playlistzinha que eles fizeram
somente sobre esse tema. Para fechar,
eh, o Luiz indicou o John Walton, eu
indico dele também o pensamento do
antigo Oriente próximo. Boa, publicado
pela editora A Vida. Esse esse ele vai
destrinchar toda essa cosmovisão do
Antigo Testamento. Acho que é vida nova
esse. Acho que é vida nova. Vida nova.
Vida nova. John Walton. Mas gente, o
melhor que o John Walton é o André
Daniel Heink. Os outros da Bíblia. Isso.
Pronto. É isso. Que também vai entrar em
alguns tops. Ah, esses três aí estão
viajando. Calma que tem um monte de
autor que vai entrar nesses tops. Então
a gente não nos crucifiquem. Ex. Exato.
Muito legal, gente. Ó, o bom é que a
gente viaja acompanhado. Exato. Exato.
Aqui aqui a gente viaja em assembleia.
Muito bom, tá gente? Ó, esses livros, os
links estarão aqui e também a playlist
que o Mateus falou do Bible Project.
Manda para mim depois a playlist,
Mateus, e a gente vai colocar aqui, ó,
galera, os links você só encontra em
bibotalk.com. Pega aí o nome desse
episódio, digita no Google que você vai
cair no nosso site ou no YouTube, tá
bom? No Spotify e outros agregadores, a
gente não consegue colocar link. Ah, mas
tem um podcast que euo que eles colocam.
A gente não sabe colocar, só aceita, tá
tudo bem, tá bom? É isso, gente.
Obrigado, Mateus, pela sua estreia aqui
no Betcast. Seja muito bem-vindo sempre
tá convidado para terminar essa série
aqui agora com a gente. Beleza, beleza.
Beleza. É um grande prazer estar aqui
com esse podcast que eu acompanho já há
muitos anos. Desde antes de entrar no
seminário eu já assisti a Bibal. Muito
legal. É assim tia. É sempre um prazer
ter você aqui. Tá na hora de chamar Vic
para mais uma pauta, hein. Eu vi que
você agitou o grupo lá. Temos que trazer
mais uma pauta aí. E esse ano vem muita
coisa boa. Olha aí. Que bom. Obrigado. E
Luiz, estamos together daquele jeito. É
nós. Estamos junto, pessoal. Um abraço.
É isso. Voltamos então na semana que vem
com mais BTC na terça-feira. Na
sexta-feira tem betapo com o pastor
Cacau Marques e também temos uma vez por
mês o nosso comentário bíblico Vida. Eu
e Luiz sempre trazendo um estudo bíblico
para vocês aí também. Fique ligado em
bibotalc.com. Siga a gente nas redes
sociais, tá bom? Siga principalmente no
Instagram. Os nossos arrobas estão aqui
na descrição deste episódio. Voltamos
semana que vem, se Deus quiser assim
permitir. Fiquem todos na paz do Senhor
Jesus.
Este podcast foi editado por Bibotalk
Produções.

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