IGREJA E CAPITALISMO: COMO ENTENDER ESSA RELAÇÃO?
09/06/2025
IGREJA E CAPITALISMO: COMO ENTENDER ESSA RELAÇÃO?
Pix: bruno@reikdal.net
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Fé, ciência do mundo, luz, testemunho ser da terra o sol. Seguimos trazendo a boa nova, todo dia útil até a vitória final. [Música] É isso aí, minha gente. Bom dia. Como é que vocês estão? Tudo bem? Eu espero e desejo que sim. Espero que o som esteja agradável, aprasível aos seus ouvidos nesse exato momento. Vamos ajeitando os trem aqui, né? Porque é tudo amador e improvisado para não perder o costume. E bora lá começar mais um papo no nosso canalzinho às quartas-feiras pela manhã. Bis sempre às 9:30 da manhã e vamos ver se tá tudo funcionando. Dar uma olhadinha aqui. [Música] Vamos ver se o som tá bom. Som tá bom. O som tá bom. Parece que sim. Deixa eu ver se minha voz tá saindo de maneira adequada. Parece que sim também, mas a gente sempre pode ser surpreendido. Bora ver. [Música] Opa, e deu uma falhazinha aqui, mas a gente já vai corrigir. [Música] E acho que agora foi. Agora foi. Aí. E aí? Estão me ouvindo bem? Espero que sim. Sejam muito bem-vindos, muito bem-vindas, muito bem-vindes aqui ao nosso canalzinho, a mais uma live pela manhã. Fala aí, Gabriel, firmeza? Bom dia, meu querido. Espero que você esteja bem, tenha descansado e de maneira adequado para que acordasse de manhã de maneira saudável. Nessa hora da madrugada já tá disposto e preparado aí para muito rápido. Seja muito bem-vindo e bom dia, meu querido Gabriel. Bora lá, bora lá. Ajeitando os volumes das coisas, baixando um pouquinho o volume da nossa trilha sonora. Bom dia, Jéssica. Bom dia, minha querida. Esqueci de mostrar aqui o Gabriel quando eu falei bom dia, Gabriel. Estamos junto. Esqueci de marcar aqui você. E bom dia, Jéssica. A onipresente Jéssica. Ela tem uma habilidade aí, não sei se vocês sabem, uma habilidade especial de onipresência. Não é toda pessoa que é capaz de ser onipresente, mas Jéssica é. E aí é algo que é consideravelmente importante nos dias de hoje, quando nós somos obrigados a ter 4, cis jornadas de trabalho ao mesmo tempo e no pejotização da vida, né? Então, bom dia, Jéssica. Que bom que você tá aqui, gente do céu. É, acordamos de manhã aí tentando ajeitar as coisas. Bom dia, minha querida. Obrigado pelo apoio, pelo carinho de sempre. Pam p. O som tá bom? O volume tá estourando um pouquinho. Como é que vocês estão sentindo o áudio aí no ouvido de vocês? Quem puder dar um toque me ajuda consideravelmente, porque aí eu vou ajustando aqui para não ficar desagradável, né? Prezo muito por um áudio bacana, né? Não que eu tenha um equipamento bacana, mas pelo menos o áudio daí fica mais interessante. Mais interessante. P o áudio tá OK? Tá OK. Tá ótimo. Tá OK. Tá OK. E a gente vai melhorar em breve, se nada dar errado, daqui a dois meses, esse negócio aqui vai est mais gostosinho de ouvir, vai tá mais mais leve, mais suave, né? mais interessante aí para vocês. E assim como as musiquinhas vão melhorando também, tô testando musiquinhas novas pra gente poder brincar aqui com as nossas trilhas sonoras, né? Importante inclusive pra gente poder fazer um roteirinho legal e um papo bacana. Letria sonora faz toda a diferença. Concordam? Eu concordo. Por exemplo, semana passada, quando a gente foi falar do Jones Manuel, eu usei esse aqui, ó, para falar que ele tava atacando indevidamente os pessoal de extrema direita, né? Os grilos da extrema direita caçando eles com bazuca. Uma musiquinha daquele horror engraçadinho para dar o clima. Tem tudo a ver com o papo. Fica legal. Fica legal. Não sei se vocês gostam, mas eu me divirto com esse tipo de de parada que você muda o som, muda o ambiente, dá um clima, o humor musical, né? Então eu gosto desse tipo de coisa. Ou quando a gente foi falar do Guilherme de Carvalho, eu soltei esse daqui, né, que era para falar, fazer aquela piardoca de um ser humano esquisito, né, viu? É, é engraçadinho. Faz uma piadinha em cima. Musiquinha de vilão. É legal. Então é, é agradável aí pra gente brincar um pouquinho com as trilhas sonoras. Par. E aí a gente vai, né, guardando especialmente músicas para depois também. Supostamente uma pessoa disse que não conseguiu ver live que câmera fica tremendo. É verdade, é difícil porque ela fica tremendo. Aí você pode não ver a live, você pode ouvir a live, pode colocar no fone, ficar só ouvindo o que ele me gostoso. Pessoas que podem ajudar via Pix, ajudem assim lives melhoram. Concordo, Jéssica. Jéssica tem toda e obrigado por essa força e por essa dica. Você que não consegue ver uma live com a câmera tremenda, primeiro é que você não está, por exemplo, no ônibus. Porque se você tivesse no ônibus vendo a live, você ia est balançando junto, então não ia fazer diferença nenhuma. Na verdade, talvez estivesse equilibrado e você conseguiria acompanhar a live como se tivesse plenamente estável, né? Então esse é é um ponto importante para você considerar que você tá vendo o lugar errado. Se você tivesse vendo dentro do ônibus com ele balançando, a live estaria estável. Mas como você tá vendo um lugar em que a câmera está parada, esse é o problema. Então acho que você deveria mudar o lugar que você tá, caso você não goste de live com câmera tremendo, mudar mudar o ambiente que você tá para outro, porque aí quando tá balançando fica legal, equilibrar. Mas tirando essa parte, eh, pô, realmente vocês podem fazer como a Jéssica tá dando a dica aí de dar uma força, dá uma força aí com o Pix, né? O Pix aí, apoia o nosso trabalho. A chave do Pix tá aqui embaixo porque ajuda a gente a melhorar. Eu tô aqui num espaço completamente inadequado para fazer atividades de lives. Concordo, né? Tem toda a razão. Não vou tirar o mérito de que aqui é coisa um pouco improvisada. Eh, o meu computador é um antigo Lenovo, está apoiado sobre duas caixas de jogos de tabuleiro moderno, caixas grandes, como já comentei aqui outra vez, eh, sobre minha cama, né, sobre o colchão em que eu durmo. Então, duas caixas de jogo tabuleiro, um computador, a câmera está acima do computador ligada com USB, crimal contato aqui no meu meu computador, inclusive vez por outro el dá uma desligadinha, por isso que às vezes dá uma faiada na imagem. E o microfone em cima de outras duas caixas de tabuleiro de jogos um pouco menores, né? E é por isso que tem essa instabilidade toda enquanto a gente tem a live, porque o meu colchão balança e aí tudo balança junto. Minhas pernas aqui dá uma balançadinha encosta na cama, balança tudo ao mesmo tempo. É o que dá morar num apartamento aí de 38 m². Então acontece esse tipo de coisa. a gente acaba tendo esse tipo de entrevero e tudo aqui preparado de maneira completamente amadora e inadequada para o prazer de vocês. Então fica aí a dica, como a Jéssica disse, de que tem um Pix, porque aí talvez quem que que talvez eu consiga um colchão que não balança daqueles que tem na propaganda de TV, que aí você coloca o a taça de vinho na ponta do colchão, que eu não sei qual é o motivo que numa propaganda o pessoal foi uma taça de vinho na ponta do colchão. Que que eles fazem tomando o vinho na ponta com deixando a taça do vinho na ponta do colchão? Que que eles estão querendo fazer? Qual o objetivo deles? Eu não faço ideia. Mas deixa lá e fica pulando do outro lado, mostrando, ó, a taça não vira. Se eu conseguisse um colchão desse, a minha câmera não balançaria. Então, eu preciso fazer uma campanha para a troca do meu colchão para pegar esses colchões estáveis. Aí não vai ficar pulando a câmera. Acho que esse é o caminho mais adequado, hein? Me parece. Não sei o que vocês acham, mas é uma solução, uma solução bastante interessante agora, né, que eu tô pensando, tendo o colchão estável, fica mais fácil. Seria melhor comprar uma câmera mais interessinha legal que eu conseguisse colocar lá na sala? Seria, seria mais interessante aí conseguir aproveitar outros espaços, né, aqui da minha casa que desse para fazer um estudiozinho mais legal, um espa seria, mas por que não trocar o colchão? muito mais interessante. Você não gosta aí de balançar, então temos essas duas opções. Ou você manda o Pix pra gente poder trocar o colchão aqui na minha casa e manter aqui a estrutura. Ou você vai assistir essa live no buzão, porque aí quando tá balançando no buzão, parece que a câmera tá estável. São essas duas dicas que eu dou para vocês e obrigado Jéssica por essa oportunidade de fazer esse pedido encarecido de esmola. Estamos junto. Ué. Pronto. Aí. Ah. Ah. Pronto. Agora meu mousepad resolvendo funcionar. Aí você me lasca computador. Não faça isso comigo. É, minha gente, tá frio onde vocês moram? E Jesus Cristo, como está frio aqui no Capão Redondo. Ontem eu voltei para casa à tarde. Tivemos uma atividade de formação. Ontem, meu amigo, tava um gelo e doí os ossos. Não é agradável isso. Isso não é bacana. Não é bacana não. Não recomendo. Não recomendo frio. E eu sou da teoria de que ninguém gosta de frio. Mas não sei se vocês também estão de acordo com essa teoria. Tum. Hum. Deixa eu preparar um negocinho aqui. Vocês estão acompanhando o famoso famoso julgamento ou não sei se é julgamento já, né? Os depoimentos do pessoal lá em Brasília. Não sei se vocês estão acompanhando isso. Eu só consigo pegar os highlights e eu nem sei se tá sendo tão legal aí o jogo todo, né? Consigo pegar aí os melhores momentos e me parece que está sendo bastante divertido, né? Não sei. Galera tá curtindo bastante o que tá rolando lá em Brasília. Não sou, não tô conseguindo acompanhar na íntegra, mas tá interessante. Tá interessante. Vi que o nosso querido ministro do Supremo, Alexandre tem tido o hábito de fazer piadas durante esse processo aí. Parece que tá animado. Certo. Montado aqui. Pronto. Con Jéssica, tem o mesmo problema. Eu não sei como as pessoas aguentam assistir 3 horas, 5 horas, 6 horas, daquele papo todo lá com aquela formalidade, né? Pelo menos o Xandão tá sendo engraçadinho, pelo menos nos melhores momentos que eu pude acompanhar. Ele tá sendo divertido e fazendo piadas para descontrair, quebrar o gelo. Então a galera aí tá tá tá animada. Tá animada. Mas eu também não sei. É muita paciência. Meu pai amado. Muito mais legal ver uma live com a câmera balançando. Também não faço ideia. Olha, isso também é bastante. Gabriel, você tocou num ponto que me interessa também. É muito mais legal você ver a fofoca, né, das tretas que acontecem lá na política estadunidense. Por que isso? É fofoca. Ali é a briga entre socialites, né? Esses riquinhos, filhinhos de papai, adolescentes de meia idade, que estão brigando de maneira completamente insana. O que me faz lembrar de um ser humano que a gente tem que sempre lembrar também que ele tem excelentes ideias, que também acompanha os bastidores da política estadunidense, que nem são tão bastidores assim, porque tá bem explícito em certa medida, que é o professor Rock. E aí, quem não viu a postagem que nós fizemos agora recentemente aqui no canalzinho, na área da nossa comunidade, do professor rock, eu recomendo que vocês assistam lá, que vocês leiam lá na postagem, porque o professor Rock é um ser humano muito particular que tem habilidades que poucas pessoas têm, né? Professor Rock tem uma habilidade que poucas pessoas têm, que é a habilidade de treinar a capacidade de prever o passado. Não é todo mundo consegue fazer isso, não. Preverado é para poucos. São poucos humanos que conseguem prever o passado. É algo aí que a gente tem que considerar, né? [Música] Não são bffet entre o o o Musk e o e o Trump acabou. Eles eram amigos para sempre, melhores amigos. tinham feito um pacto de estarem unidos, mas pacto foi embora rapidinho. E aí, mas assim, são tudo b de maluco, com todo respeito. Tem gente que tenta buscar racionalidade naquilo ali. E eu, se vocês acompanham aqui no canalzinho, já viram eu falar várias vezes que não tem nenhuma racionalidade naquele negócio. Às vezes as pessoas são só burras mesmo. E a gente esquece desse detalhe, que pessoas burras podem ocupar cargos importantes. Elas podem executar funções importantes, elas podem executar poder e ainda assim serem burras. O fato de serem ricas não significa que elas não sejam burras. O fato delas estarem em lugares importantes não significa que elas não sejam burras. A burrice é um dado social relevante. É um dado aí da realidade social muito relevante e que a gente menospreza. Eu consideraria aí que se a gente não trabalhar com a categoria burrice, a gente talvez não entenda alguns processos aí. Esses caras são maluco e são burro e estão tomando decisões completamente estapafúdias. E a gente tem que começar a aceitar que de burrice em burrice a coisa só pior, exceto pro rock, porque pro o rock tudo tem um grande plano e tudo tá sempre muito bem visto, muito bem percebido. Cara um gênio, um gênio. Aliás, vou até já fazer um comentário sobre o professor Rock. Já já. Opa, bom dia, companheiro. Olá. Ele tá dando olá para o jovem, né? Então, se você é jovem, dê olá para o cará. Eu esse ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, não com as leis brasileiras, porque de acordo com as leis brasileiras, eu já deixei de ser jovem. Mas de acordo com a Organização Mundial da Saúde, neste ano, na Graça de 2025, eu cruzo a linha da juventude e eu não sei o que vem depois de jovem, não sei quais são as categorias. Mas de acordo com a Organização Mundial da Saúde, esse ano eu completo 36 anos e passei aí do 35, que seria a linha da juventude. O que nós somos depois disso? Não sei, mas deixo de ser jovem em alguns meses, poucos meses. Salve Luiz, bom dia, meu irmão. Como é que você tá? Hoje vamos descobrir o porquê da igreja sempre ficar do lado de empresários, políticos, extremas direitas, sunistas, colonizadores safados. Sim, em uma palavra. Sim, esse highlight eu vi de ontem, vi hoje de manhã. Maravilhoso, gente. Vamos lá. Pera aí que eu tenho até que mudar aqui o Tem que mudar a música. Não tô conseguindo acompanhar aquele negócio do pessoal lá do que tá sendo julgado e tá depondo em Brasília. Os generais safados, o pessoal aí golpista, acusado de golpismo, né, que pratica ou pensa e planeja eh GLO legítimo, essa galera toda. Mas eu vi algo maravilhoso hoje pela manhã. o advogado de um dos elementos que está lá, um dos elementos que já é uma pessoa que cruzou a linha da juventude há bastante tempo, que tem em seu nome uma referência à Grécia antiga, dado que seu nome é Heleno Dieleia, talvez este humano que já cruzou a linha da juventude há bastante tempo. Tem um advogado assassem ou tem cara de ser jovial com uma bela barba. E esse advogado fez uma pergunta para o seu cliente cuja resposta deveria ser sim ou não. E não satisfeito, o cliente, ao invés de responder sim ou não, resolveu estender sua resposta e entregar informações indevidas para as pessoas que o acusavam. Ele não é obrigado a criar provas contra si mesmo, mas ele vai lá e não pode ver uma prova que ele pode criar contra si mesmo que ele cria. E ele estendeu sua resposta e o próprio advogado fala: "Senhor, por favor, é sim ou não? Para de falar." E o meliante começa a rir percebendo que tá fazendo a besteira, mas eu não sei se ele se deu conta de que ele é um caso dele que talvez seja um potencial presidiário, ou seja, é muita pataquada junto, é de maravilhoso, é divertidíssimo. É divertidíssimo. Mas sim, sim, Luiz, hoje nós vamos falar sobre o por que essa galera se reúne, né? Por que que tá acontecendo isso todo? Porque que a igreja toma essas posições? E em uma palavra sim, diferente do general Heleno que conseguiu responder, não sim ou não, mas uma grande, né, uma excelente resposta longa. E falando de burrices, sim, estamos falando também dele, Carapa. Mas não só dele, estamos falando aí de muitas pessoas que ocupam cargos decisórios importantes, seja político, seja econômico, e que tem como grande característica praticar a burrice. Então, é algo da gente aí levar em consideração e que nós não podemos deixar de lado, porque a burrice é um dado relevante da realidade social e a gente às vezes menospreza ela. Então, importante a gente tomar mais cuidado com isso. [Música] É exatamente, Jéssica. Ok, falando em burrice, né? O Musk é um animal com a criatura aí que, pelo amor de Jesus Cristo, ele não, ele gosta de demonstrar como ele é burro. O cara, acho que o cara tem orgulho disso, né? Tem gente que faz burrice quietinho, mas o cara consegue expressar aí de maneira consistente. Vamos dizer que ele é consistente. Ele é uma pessoa aí que realmente leva a sério o que ele faz. Imagina o cará que esse seja a categoria depois de jovem, né? Se você cruza a linha da juventude pós- jovem, você é só uma pessoa triste. Pode ser? Não sei, eu vou descobrir isso esse ano, daqui a dois meses, mas se o nome para quem cruza a linha da juventude é triste, eu já cruzei há muito tempo, porque a tristeza também é algo que participa com considerável frequência o meu dia a dia. Então, talvez eu já tenha nascido velho ou nascido triste ou nascido pós-jovem. Não sei qual vai ser a categoria que tem depois de jovem, mas parece que é isso, cara. Tô pensando aqui, é uma característica, é uma característica importante. Ai gente, é impressionante. Impressionante como a gente se diverte nesse mundo mediante tristezas, né? Começar bem o dia, começar bem o dia, tomando café e rindo na cara do fim do mundo. Isso é coisa muito importante. Começar a semana aí rindo da cara do fim do mundo. Nós 15 pessoas que estamos aqui batendo esse papo. Obrigado por vocês. Não tem absolutamente nada mais importante para fazer do que a gente conversar. Eu agradeço muito porque é legal. Dá apoio, a gente troca essa ideia, bate esse papo. Eh, e para mim é um prazer, uma honra. Que bom poder compartilhar conteúdo, discutir, conversar. trocar algumas informações e fazer algumas breves reflexões. Opa, valeu aí, Felipe L passando para deixar o apoio ao grandíssimo. Não sei quem é o grandíssimo, mas eu agradeço o apoio, caso seja para mim. E o que me lembra também daquele grande fatídico momento em que Iago Martins, conhecido também por ter um canal chama 2D teologia, ficou chateado porque eu não dei para ele minha força e meu apoio. Então aí minha força e meu apoio aí para você, querido. Então fique chateado, não fica chateado, não fica chateado. Deir a pessoa para você a força e apoio. Acho que agora você fica mais tranquilo assim. Mas obrigado pelo apoio aí, Felipe. Estamos junto, querido. Sempre aí acompanhando e dando aquele carinho pro canal. Obrigado. Obrigado, mano. Tamos juntos. 9:30 da madrugada, quase 10 horas da madrugada e a gente tá aqui trocando esse papo. Muito bom. E o nosso papo hoje, né, como falou pro Felipe, é exatamente isso. Outro Felipe. Somos muitos Felipes aqui. O Luís Felipe, no caso, né? A gente falar um pouquinho hoje o que que acontece com essa igreja brasileira, meu Jesus Cristo. E não pode ver um lado errado que vai lá e apoia. Impressionante. Pode vir um lado errado que vai lá e apoia. Até anotar um negócio aqui importante também para adicionar ao nosso roteirinho de hoje para falar sobre igreja evangélica e capitalismo. Como um todólogo que pratica tudologia, que que eu acho sobre Zé Felipe Virgínio? Eu acho que eu não faço ideia do que que a gente tá falando. Eu sei que a Virgínia Mina que foi lá falar sobre os negócios do das bet dos do jogo do tigrinho na CPI esquisitíssima que tava rolando e a galera deixou selfie. Esse é o máximo de informação que eu consigo reproduzir a respeito dessas duas pessoas. Mais do que isso, eu sou incapaz, então não sou capaz de opinar. Foi mal aí, Felipe. Perdão, errei. Vou ter que estudar mais sobre esse tema. Pô, esse é um papo legal, Jéssica. Vou vou vou cara, esse é um papo legal que eu gosto de ter. Sim e não. Eu vou concordar contigo e vou dizer não ao mesmo tempo, usando de maneira responsável, científica e adequada o perspectivismo, diferente de algumas pessoas, de alguns grupos filosóficos. Aí sim, você tem razão. Tá do lado errado sempre, sempre que tá aí desse lado de massacre, perseguição e tal, porque nós temos um critério, um critério estabelecido que nos permite fazer o julgamento sobre essas ações e os efeitos delas. Ao mesmo tempo, sobre esse mesmo critério, eu não, a gente pode até conversar um pouquinho daqui a pouco sobre esse critério. A gente olha para essa mesma instituição ou pessoas que fazem parte dessa instituição igreja. e vê que é ao mesmo tempo que por um lado ela tá massacrando, por outro ela cria condições de produção e reprodução da vida de várias comunidades, grupos e pessoas. Então, ao mesmo tempo, né? Então você tem razão, sempre que acontece isso tá do lado errado. E sempre que faz outra coisa não tá, porque tem esse critério que a gente pode discutir quais são, qual é, né, e como que a gente estabelece para julgar os efeitos e as ações por as agências de uma determinada instituição, de um determinado grupo, uma determinada comunidade. É, na realidade social fala, pô, isso aqui é bom, isso aqui é ruim, esse é um bom lado, esse é o lado errado, vamos dizer assim, esse é um lado que a gente considera válido, esse é um lado que a gente considera inválido, incorreto. Então, ao mesmo tempo, a depender de como a gente observa o que tá acontecendo num fenômeno ou ou numa determinada situação, ao mesmo tempo que eu posso ter um como, pronto, como diz Marx na introdução à crítica à filosofia do direito de Hegel ou nome gigante, que é o tal do texto em que ele fala que a religião do povo, né? Ele fala que a religião é do povo, porque ela é o consolo da criatura oprimida, mas ela ao mesmo tempo é expressão da miséria desse mundo. Ao mesmo tempo, ela é uma instituição eh que faz mal, que prende, que aliena, que mesmo violenta. E ao mesmo tempo é o espaço em que as pessoas muitas vezes são livres, encontram espaço para sua eh para suportar as dores ou mesmo para expressar sua espiritualidade, conseguir viver a vida de maneira mais adequada, melhor, mais agradável ao mesmo tempo, né? Tem um outro texto que ele fala, onde é que é? Eu acho que nos manuscritos econômico-filosóficos que ele retoma esse tema de religião, fala novamente nessa tensão, ele fala ain, ainin em alemão, né? ao mesmo tempo. É isso e isso ao mesmo tempo, porque é uma tensão dialética que você tem em que eu, por exemplo, eu vou à igreja e ao mesmo tempo que eu tenho uma experiência eh religiosa que me alivia, que me dá sentido pra vida, que em certo sentido me liberta. Ao mesmo tempo, se eu não tomo cuidado, se não há um crio, um critério interessante, ela pode ser alienadora, porque ela me distancia das causas da realidade e dos problemas desse mundo em que eu tenho que intervir para que eu não tenha que sofrer tanto. Ou seja, ao mesmo tempo, ela pode ser uma parada que faz bem e uma parada que faz mal ao mesmo tempo. Então, acho que a gente tem que pode avaliar sobre esses aspectos e sobre os efeitos que ela que a instituição igreja e as pessoas envolvidas nesse movimento religioso e nessa instituição criam. Então, eh, pra gente complexificar um pouco a nossa análise e o modo como a gente trabalha com a realidade social e com a história propriamente dita. Então, não ser nem um apologeta e nem um eh escrojeta, né? Só vou jogar pro lixo, tirar para nada, não sei. Tem o mínimo de bonso e qualificar um pouco mais, né? É, o fã clube, ele é um problema mesmo. Fun clube. Por isso que eu me esforço muito para não ter fã clube. Eu esforço diariamente, tremendo a câmera aqui do computador, fazendo piadas ruins, ofendendo pessoas gratuitamente, né, aqui na na live de maneira delicada, por exemplo, dizer, vocês não tm mais nada importante para fazer pela manhã. Eu quero, pô, tá dizendo que eu sou um vagabundo. Sim, faço isso constantemente. Para quê? para que eu não tenha um fã clube. Então, um esforço constante para que não haja fã clube para não ter problema, né? O pessoal diz isso mesmo. Jesus era legal, problema é o fã clube. Então fal, eu já vou eliminar o fã clube para garantir que eu vou ser só legal. Então a gente já vai tirar essa parte aí do fã clube. Trabalho arduamente para não termos fã clubes. Muito equivocada. Não é pouco. Não é pouco. O pessoal lê essa frase do de Marcos Dop do povo e lê. Nossa. Jesus Cristo faz uma tristeza para começar como antipropaganda, né? Eu já começa errado aí que é para dizer que olha como os marxistas são. Eles dizem que a religião é uma droga que faz mal e entende em sentido negativo, estritamente negativo. E por outro lado tem a propaganda do sentido de olha como Marx disse que é é a religião óbvia do povo, então é uma coisa ruim mesmo. É, então nem é para vocês serem religiosos, ninguém pode ser religioso aqui no nosso movimento marxista, as duas coisas. E aí ninguém lê o texto, ninguém entende qual é a metáfora, ninguém trabalha de maneira interessante. Vou até deixar uma dica aqui, hein, Merchã. Bacana, importante. Temos aqui no canalzinho o curso, para quem é membro, membra, membre, membresia do nosso canal, o curso Marx e Religião, que tem nove aulas. E nós lemos esse texto, nós discutimos eh esse conteúdo e situamos, contextualizamos o a frase o OP do povo, como Marxa trabalha, inclusive demonstrando que nem é de Marx essa frase, nem é muito original. A crítica original de Marx não tá aí, a crítica tá em outra coisa. E aí, quem se interessar sobre o tema completo, vira membro, membra, membro, membrezinha do nosso canalzinho, porque o conteúdo tá lá integralmente. El fala: "Bruno, não, porque eu não sou trouxa. Eu não vou aí pagar R$ 4,99 para fazer parte do seu canalzinho. Você tem toda a razão. Sabe o que você pode fazer? leu um artigo que eu publiquei chamado para uma uma contribuição, para uma contribuição para uma crítica da religião, uma crítica marxista da religião, contribuição para uma crítica marxista da religião, porque lá tem em artigo acadêmico eh para você poder ler e é legal. Então fica a dica aí de você que não quer gastar R$ 4,99 acompanhar lá o ler esse artigo. É um artigo muito bom e eu recomendo que você leia, pratique a leitura, né? Ela é importante. Então, pessoa, humanidade que tá aí, para não cair nesse erro que a Jéssica tá indicando aqui, não cair nesse erro de ler de maneira equivocada, lê esse texto. Ah, não gosto de ler. Vira membro do canalzinho e assiste o nosso curso. Quanta coisa interessante. E um comentário que já já vou fazer sobre do povo também. Vou até adicionar aqui ao nosso roteiro ópio do povo. A gente pode falar sobre isso aí porque eu gosto desse tema. Pô, Kevin, tá junto. Que isso, meu irmão? Você tem toda a liberdade do mundo. Você fica em paz. Você salva as nossas vidas. Não, estamos junto. Um grande abraço. Deus abençoe. Boa correria aí na quarta-feira, né? Às 10 da manhã de madrugada, umas 10 da manhã nessa quarta-feira que é praticamente fim de semana já. Então, espero que seja um excelente dia de quarta-feira para você que dê para aproveitar. Tamo junto, Cláudio. Como é bom ter você por aqui, meu querido. Bom dia, mano. Que bom demais. Bom demais, Cláudio, que a gente não acompanharam aqui a primeira live, nós agradecemos esse camarada aqui, Cláudio, dá uma força imensa aqui pro canalzinho, uma força imenso pra minha correria. Muito, pô, um beijo imenso, cara. Deus abençoe muito você, sua casa, sua família. É, nós estamos juntos e valeu por colar aí. Espero que você curta o papo de hoje. Acho que vai ser um papinho bacana, bem interessante. Tá bom. E não tá atrasado não. A gente faz um papo aqui. Eu me me disseram, cara, que no YouTube ele demora para entregar que tá tendo live, né? Ele enrola. Gente, fala assim, ó, seguinte, o seguinte, o cara abriu uma live lá, ele tem que segurar por uns 30 minutos, 40 minutos para eu começar a entregar essa live. Então eu tenho que ficar aqui trocando essa ideia, que para mim é uma delícia, mas a gente acaba tendo que dar uma enrolada. Então, perdão aí para quem veio aqui pela pelo conteúdo central do vídeo, mas eu tenho que fazer isso porque o YouTube ele faz essa malandragem, o algoritmo dele é do mal. Então você não tá atrasado, você tá em tempo, tá em hora. Tamo junto, Bruno, você pode fazer uma revelação? Eita! Sim, da pessoa do canal de perguntas que acompanha seu canalzinho. Quê? Uma revelação da pessoa do canal de perguntas que acompanha o seu canal. Eu posso estar com sono e eu não entendi a pergunta. para fazer uma revelação da pessoa do canal de perguntas que acompanha seu canalzinho. Talvez eu possa se eu entender melhor a pergunta, mas eu faço a revelação aqui. A gente revela tudo. Revelamos o oculto tal qual o professor Rock, que também sempre revela o oculto que acabou de ser revelado, né? Ele chega um pouquinho atrasado, né? Capacidade de prever o passado, ter futuro daquilo que já aconteceu. Uma pessoa incrível. A quente também também eu não entendi a pergunta por incapacidade minha e talvez por sono, porque ontem trabalhei até tarde, bem tarde e hoje acordei bem cedo, então foi mal aí, mas eu posso fazer revelações, faço char revelação. Então, dos meus trabalhos aí, pô, cara, vou dizer, cara, para que o o Avolução dos Bichos é é um livro que ele é uma fábula, né? Uma fábula encantadora. Alguém até, acho que foi na live passada, alguém comentou a gente falou: "Pô, é um livro de literatura, né? Vai ler livros de história." Mas é uma fábula. é uma fábula que pode ser usada de muitas maneiras. Esse é o grande lance das fábulas para críticas, para interpretações. Eu tenho um jogo de tabuleiro aqui em casa chamado War Zoo, que é um jogo brasileiro baseado na revolução dos Bichos. divertidíssimo, assim, não é o melhor jogo do mundo, mas ele é divertido. E a gente se diverte, faz parte da nossa mitologia ocidental, ainda mais hoje em dia, façamos uso moderado daquilo que temos à disposição. E me também acho, acho que dá pra gente fazer uma crítica, eh, diferentes tipos de crítica, assim, diferentes tipos de crítica. Só para não perder a linha, antes que eu esqueça, esse lance da crítica humano, por exemplo, eu acho que ele tem uma percepção de humanidade extremamente negativa e exclusivamente negativa, né? Na revolução dos bichos, falando dos animal, ele tem uma percepção da humanidade muito negativa. A incapacidade de perceber pretensão ou potencialidade de bondade nos seres humanos, né? Sempre vai ser ruim. Por quê? Porque a natureza do humano é ruim e reproduz essa ideologia que aí eu tenho problemas com ela e tem inclusive raízes religiosas, mas é um outro problema. Pô, tamo junto, tamo junto, Cláudio. Um beijo, mano. Aí sim, hein? No home office. A vantagem do home office, a vantagem do home office é essa. A gente pode botar o fone, fica com o ouvidinho ali ligado numa trilha sonora e numa voz horrível falando por cima que é a minha. Estamos juntos, Fro. Termo capitalista é um termo esquerdista. E eu e eu provo. Então pode provar. Prove à vontade. Não sei se o termo, se do esquerdismo ou se do capitalismo, mas prove. Pergunta ponto exclamação. Você acha que as religiões trazem risquícios de uma sociedade que não trabalha na lógica do mercado capitalista? Felipe, você encontrou um elemento muito importante. Boa parte das contradições entre uma tradição religiosa e é o desenvolvimento das forças produtivas e das relações sociais são os elementos que permitem fissuras e críticas a partir do âmbito religioso à ordem social e mesmo forçam reformas dentro do âmbito religioso para se adequar ao âmbito social. Você encontrou aí uma parada muito massa, cara. Aí é sofisticação de pensamento, aí é sofisticação de discussão legal, saca? Isso é muito massa, muito massa. Tem um elementinho aí muito muito bacana. Tem um livro, infelizmente só tem espanhol, do Franzin Lamit, chamado Ideologias del Desarrollo e Dialética da História, Ideologias do Desenvolvimento e Dialética da História. Logo no início, na introdução, ele faz uma discussão sobre ideologia e crítica da ideologia que passa por esse elemento de conectar de de de perceber como se desenvolve da crítica da religião para a crítica da economia política no pensamento de Marx essas contradições. Ou seja, a religião, ela é um elemento muito tradicional e que necessita da reprodução de certos padrões que tem valores que não necessariamente estão adequados com o desenvolvimento acelerado das forças produtivas e das relações sociais, deflagrado na modernidade, especialmente a partir do capitalismo. Então, há uma contradição clara entre esses elementos. A religião, ela é forçada a se adequar a essa reprodução social, que a gente já vai falar disso, inclusive. E esta reprodução social, ela não pode ficar encachxotada dentro da religião, então ela tem que se separar dela. Por isso que vai ter que ter um espaço que é laico, um espaço em que essa religião não entra, porque se depender dos valores religiosos, vai frear o desenvolvimento das forças produtivas e mesmo das relações sociais. Só que o desenvolvimento das das forças produtivas e das relações sociais faz com que a religião tenha que se adequar, porque é muito mais forte que ela. Então você tem essa contradição e essa tensão constantes. Você tocou no elemento muito, muito massa. É a mesma mensagem, cara. Mas pode provar. Prove. provemos à vontade, façamos prova de tudo. Eh, isso, cara, claro, claro. É o grande lance é que uma pessoa religiosa, e a gente vai falar sobre isso também, a gente já até comentou na outra live, um pastor conservador, por exemplo, ele pode até dizer assim: "Olha, eu não tenho intenção de transformar a mensagem de Jesus numa mercadoria, mas não há questão de intenção. Você é obrigado a, porque o modo de produção e reprodução da vida está baseado na forma mercadoria e transforma tudo mercadoria para ser trocada, consumida e vendida." Então você não tem nem opção, você é forçado a, ainda que não seja a sua intenção. E essa dinâmica tem a ver com essas contradições de que o modo de produção e o desenvolvimento da das forças produtivas e das relações sociais invade a igreja, não respeita a porta da religião, né? O capitalismo passa na frente e fala: "Ah, não, não, aqui é uma igreja, não entro não, meu amigo. O capitalismo é um demônio que não respeita o ambiente do sagrado. Ele entra ali e faz o fuzu e você é obrigado. Obrigada. a ter que se se adequar a isso. Ah, mas eu não queria ter que transformar o meu discurso religioso, meu conteúdo em um produto a ser vendido, uma mercadoria. Ótimo. Para isso, então você tem que mudar as relações sociais. Simplesmente pela vontade não vai rolar. Ah, agora entendi. Agora saquei. Saquei. Cara, eu vou revelar. Eu vou revelar. Vou revelar da seguinte maneira. A revelação. Será? Agora entendi. Agora entendi. Para para contextualizar, tem a galera, minha gente, que é o seguinte. tem uma determinada um determinado programa de um determinado pastor, de uma determinada igreja que responde perguntas praticando a tudodologia opinológica generalizada com perguntas enviadas pelos eh ouvintes ou pelas ouvintes por e-mail. E aí a gente jogou um bait, o cara caiu no bait, né, que a gente contestou ali se realmente seriam pessoas, se perguntas inventadas pela produção. E aí o pastor tá respondendo, né, coisas ali que foram escadas que ele criou para ele mesmo. Digamos que seja de uma igreja que tem um pastor, da mesma igreja em que tem um pastor que já convidou duas vezes o menino Pavanato, que foi atropelado por Gustavo Machado num debate pro seu podcast, isento e sem política. Isento, isento podcast isento. Aí é do mesmo da igreja de um mesmo pastor que convidou duas vezes o o menino Pavanato para ir lá no podcast. Porque não basta errar uma vez, tem que errar duas vezes com muita convicção. Não basta convidar uma vez esse esse menino, tem que convidar duas, né? Menino que inclusive no primeiro podcast diante de dois pastores disse que a ditadura não fez o trabalho direito perseguindo os esquerdistas e nenhum dos dois pastores disse: "Menino, lava a boca antes de falar". O que parece que eles coadunaram com essa posição. Então, mais um ponto aí pra gente ficar atento, né? Atento. Aí, rapaz, pode provar. Prove, faça degustação. Aprove, deguste que o termo capitalismo é um termo esquerdista. Prove, mas eu não sei se você vai provar o do esquerdismo, provar do capitalismo, mas prove. Prove, faça a degustação das coisas. importante e também não sei qual é a relevância disso, mas tamos junto. Tamos junto, Walter. E que bom que você tá aqui. É pegar essa frase, por exemplo, se alguém não quiser trabalhar também não coma, que é a frase bíblica e soltar na cara do humano, né? De lascar. E a gente teve que ver pastor que reproduziu isso, né? Ah, Nicolas Ferreira também reproduziu isso. Você vê como o discurso é um problema da nada. É, cá estamos. Exatamente. Comunismo é materialista. A água e o óleo também. Estamos chegando aí em grandes conclusões. Bom dia, Guinho. Bom dia, gente. Quem não conhece Guinho, vá até o canal do Guinho e acompanhe o canal do Guinho. Valeu o canal do Guinho. Vá ver o canal do Guinho porque lá tem lives em horários adequados, diferente do nosso canal, que o horário é completamente inadequado pela manhã numa quarta-feira. Mas o canal do Guin não tem lives de horários adequados. Vá acompanhar o canal do Guin. Um beijo, Guin. Tamamo junto, pô. Exatamente. A gente comentou isso, né? Não, vamos transformar a fé em mercadoria. E o cara tá simplesmente vendendo a mercadoria, seja no TikTok, seja no Instagram, seja mesmo no culto, né? OK. Ele tá ofertando que é isso, a dinâmica não é o que ele não é o que ele deseja, não é a intenção do pastor. Ele tá ofertando um produto paraos seus consumidores dentro da igreja e ele disputa esses consumidores, esses clientes da igreja com outras com outras denominações, com outras igrejas e e tenta criar coisas cada vez mais atrativas. Ele é obrigado, não é não é a intenção do pastor, ele é obrigado a ter que fazer isso pelo modo como nós organizamos a produção, reprodução da vida. Perceber isso é muito importante. E esse é um papo legal de ter com quem é conservador, com a pessoa que fala: "Cara, eu não sou de esquerda, não sou marxista, não sou nada disso". Eh, mas eu quero ter uma conduta de fé adequada e condicente com aquilo que eu acredito. Muito massa. Não quero transformar minha fé em mercadoria. Excelente. Logo não dá para ser capitalista, né, meu amigo? Não dá para manter aí esse modo de produção e reprodução da vida, porque ele não tem limites. Se a gente vai limitar esse capitalismo, eu tô contigo. Estamos juntos intervenções sistemáticas nesse mercado e nessas regras. Essas intervenções sistemáticas no mercado e nessas regras exigem que nós criamos criemos um outro projeto de sociedade, né? que nós criamos em outro projeto e criemos ele. Esse projeto alternativo precisa de certos critérios para estabelecer limites sistemáticos para o mercado. Começamos um passo interessante aí para arrumar para um canto legal. Então fica a dica aí que é massa. Estamos junto, Walter. Concordo contigo. Acima do capitalismo, acima do comunismo, acima de ideologia política, que tá acima de tudo e depois fica baixo. Então, sei lá o que vai acontecer. Não, Augusto, não é, cara. Pelo menos não é só isso e nem necessariamente isso. D aí pra gente ter já. Beleza, [Música] isso é uma verdade por aqui. Aqui o pessoal já tá, já estamos nas tretas do chat, o que é um avanço. Terceira live, já temos discussões no chat. Vocês estão de parabéns, nós também. E a gente vai continuar os nossos papos. Isso é muito importante. [Música] Infelizmente, Walter, existe, cara, existe sagrado para quem é materialista. Eu, por exemplo, sou uma pessoa materialista e creio no sagrado. Sou uma pessoa religiosa. Se você quiser saber um pouquinho mais sobre discussões, sobre materialismo, quem sabe uma próxima live. Mas tem vídeo aqui no canal sobre isso. Pode ser bacana. O vídeo que nós fizemos uma homenagem ao Pep Fungi, a gente fez um comentário bacana sobre isso também, sobre esse lance do materialismo, a porta de entrada para o materialismo e outras drogas. Então, fica a dica, cara. Acho que você vai curtir. Beleza? Exato, exato. Carapa tem toda a razão nessa discussão muito bacana aqui no chat. Tô acompanhando aí, minha gente. Eh, é isso. E eu tô aqui vendendo essa mercad, eu estou me vendendo como mercadoria. Esse é o desespero no modo de produção capitalista, eu sou obrigado a fazer isso para eu poder ter meu trabalho. Fala assim, que é o conteúdo que você tá fazendo aqui na internet que você fala sobre religião, critico o capitalismo, mas você tá se vendendo aí, vendendo o curso no no para quem é membro, membra membro do canalzinho, cara, entra lá e tem um tem um a chance de assistir seu curso. Você tá ganhando com a dissência do do Google, a merreca aí, pá. Isso aí você tá sendo contraditório, meu amigo. Se eu não tiver fazendo fazendo isso, eu estou fazendo uma outra coisa que eu também faço, que é vender esse corpinho que eu tenho aqui no mercado. Isso é a base do sistema capitalista e do modo de produção do sobre o capital. O ser humano, a força de trabalho que nós temos, quem nós somos, é obrigado a se reduzir à forma da mercadoria, ainda que eu não queira. Então eu tenho que chegar lá e me vender diariamente no mercado de trabalho. O salário que me pagam é o preço da mercadoria da minha força de trabalho, que não é decidida pelo meu patrão, não é decidida, é decidida pelas pelo sistema desse mercado, entre muitas aspas, automatizado, em que ao colocar a força de trabalho como mais uma mercadoria igual a todas as outras, põe nós lutando uns com os outros pelos postos de trabalho disponíveis. Ou seja, nós não somos aproveitados enquanto força de trabalho, enquanto riqueza e potencial de riqueza material. Nós não somos aproveitados. Somos colocados uns contra os outros porque estamos disputando colocar o nosso preço no mercado. Ou seja, eu aceito que baixem o meu salário e baixem o meu preço de força de trabalho para eu poder ter alguma vantagem em relação ao outro, porque eu não tenho mais nada a oferecer, a não ser meu trabalho. Eu não tenho nada a oferecer além disso. Essa é a diferença de quem é dono de meio de produção e pode contratar os trabalhadores e colocá-los como força de trabalho em seu meio de produção. E quem não tem esse meio de produção e não tem como fazer isso, então tem que se vender, vender a sua força de trabalho, vender o seu tempo, seu corpinho. Então nós nos submetemos a forma mercadoria, a sermos mercadorias que se vendem, ainda que nós sejamos sujeitos e não sejamos objetos, mas do ponto de vista da divisão social do trabalho, nós somos objetos que se vendem e que estão disponíveis as flutuações do mercado sem nenhuma capacidade de decidir sobre ele. Ou seja, esse mercado, essas relações são sujeito e nós somos os objetos. E aí, se eu tenho um filho, se eu tenho uma filha, no caso, tenho uma filha, por exemplo, eu quero que ela possa ter uma escola legal, eu quero que ela possa, eh, no futuro se desenvolver e qualificar o seu trabalho, ou seja, estudando, indo pra faculdade, eh especializando os as capacidades que ela tem. Para quê? Por que que eu quero que ela faça isso? Porque eu sei que nesse mercado de trabalho ela tem que valorizar o passe dela. Eu não quero que a minha filha seja uma mercadoria, mas esse modo de produção faz com que eu a prepare para ser uma mercadoria que custe mais que as outras. Isso é terrível, isso é deprimente. Se a gente defende sagrado, se a gente defende algo de vida humana, dignidade, é disso que a gente tá tratando, de não deixar que as pessoas submetam a forma mercadoria, em que a gente se venda, em que eu prepare crianças para serem força de de força de trabalho para só para substituir as peças que estão ficando velha. Só que a lógica do mercado do capital obriga. Então, eu tô aqui obrigado a ter que vender esse tipo de conteúdo. Eu sou obrigado a mandar meu currículo para lá e para cá. Sou obrigado a a ter que fazer isso para ter condições de viver minimamente, de garantir a produção e reprodução da vida. Isso porque ainda eu consegui ter tempo e condições e recursos para qualificar o meu trabalho e hoje tenho algum recurso que possibilite que eu não esteja totalmente lascado e na merda. Agora coloca esse mesmo tipo de lógica para quem não tem esses recursos, não tem essas condições, para quem não teve esses privilégios nessa dinâmica. Então o problema está como nós organizamos e produzimos e reproduzimos as nossas vidas diariamente. Então isso é muito sério, cara. É um papo muito sério, muito sério mesmo. Então eu te agradeço, carapá, por fazer esse comentário, Felipe, a galera que tá fazendo esse debate aqui no chat, é muito importante, muito importante mesmo. Falou sobre papel desagradável. Vltalou sobre coisas muito desagradáveis e terríveis. Aí ó, ó, propaganda pro Guinho. Tô fazendo segunda e quarta por volta das 4:30 da tarde. Hoje vai ser uma live de flash. Então hoje, gente, se vocês quiserem live de flash, vocês correm lá pro canal do game às 4:30 da tarde, um horário adequado, não às 10 horas da manhã, às 10 horas da madrugada. Então, tamo junto. Pera aí, pera aí, mano. Augusto, não fala que a gente que é religioso, a gente é sem conhecimento. A gente trabalha também. A gente tem tem temos o nosso valor. Temos o nosso valor. Somos religiosos. Fala João. Que bom que você tá aqui, meu querido. Chegou atrasado, não chegou a tempo. Chegou em tempo, porque a gente vai começar daqui a 2 minutos e meio, se nada dar errado. O nosso papo de hoje que é sobre a igreja e o capitalismo. Acho que você vai curtir, pô. Aí a gente vai se divertir. Vai se divertir. [Música] Olha, eu não gosto muito da prática de Eu não gosto muito da prática de ofensas gratuitas e generalizações no chat. E aqui a gente vai praticar o estalinismos, que é excluir as pessoas que não souberem trocar uma ideia de maneira adequada. Tudo bem? A gente preza pela racionalidade e civilidade, ainda que gostamos de piadinha. Então, Augusto, você corre o risco de ser eliminado do chat, obviamente, assim como nosso querido Walter. Estamos aqui batendo papo, hein? Estou acompanhando e aí já tá estão cruzando a linha. Cruzando a linha. Importante que a gente quer aqui prezar pelo papo. Professor Bruno, eu Bruno, você acha coerente criticar um livro sem lê-lo? Jamais. Por isso que a gente tem que ler. Então eu sou muito a favor da leitura. Leiam livros. [Música] Fala, Ismael. Como é que você tá, meu querido? Espero que bem. Que bom que você tá aqui batendo esse papo com a gente. Seja seja muito bem-vindo, muito bem-vindo aí. Um excelente dia, uma excelente semana e Palestina Livre do Rio Amar. Que assim seja. Tamamos junto, pô. Vamos chamar, vamos chamar, vamos chamar. Croezinha, cadê a Crozinha aqui? Grozinha tá trabalhando de maneira responsável, diferente no meu caso. N Valter, não é pro marxista assim, a gente vai conversar, cara. Eu recomendo que a gente só critico se a gente lê. Então recomendo que você leia a crítica da economia política e ou acompanha o canalzinho aqui que a gente vai ter bastante papo, cara. Sério mesmo? Vem com nós, vem com nós, vem com nós. E eu seria uma excelente ideia, João. Seria uma excelente ideia se tivesse os trilhões de dólares do Lula e do PT. Mas é que não tem esses trilhões aí, né? Mas tudo bem, a gente vai bater esse papo aí. [Música] Rapaz, o pessoal se animou mesmo aqui, hein? [Música] Está alin tem alguém que fala assim, né? Ai ai ai ai ai. Vale o jardim das aflições. V ruim para caraca aquele livro. Tudo bem. Além daquelas aulas triste, né? Aliás, eu recomendo, Valter, que você assista aqui o nosso o nosso nosso react ao ao Olavo e ele falando de Marcos. É muito muito bacana, né? A Olavo que não está entre nós porque não se vacinou, né? Pelo menos ele foi coerente, foi até o fim com com que acreditava. [Música] Isso aí, Augusto, pega leve aí, meu bom. Pega leve aí. Sejamos aí sem chavões, hein? Sem chavões ofensivos. Vamos trocando ideia. É, é, eu tenho uma péssima informação para você, Walter. Vacine-se. Fica a dica aí. Fica a dica. Mas vamos lá, minha gente, bora pro nosso papo de hoje. Vamos pro nosso papo de hoje, que é sobre as igrejas do capitalismo. Então, vamos trocar uma ideia aí. Eh, vamos lá. Vamos lá, vamos lá. Pá, botar uma outra musiquinha aqui de fundo pra gente trocar uma ideia. Bora pro nosso papo de hoje. Fica a dica, fica a dica, fica a dica. Vacine-se, né? Sempre se vacine, vacina as crianças. Evita aí que as crianças dos seus amigos também pegue doenças que a gente já erradicou. Importante importante aí gente, né? A gente evitar aí a volta de certas coisas que não precisam existir. Então vamos lá, vamos ter bom senso. Vacine-se Zé Gotinha, passe por aí. Então vamos lá, minha gente, minha gente, minha gente, minha gente. Eh, oh Jesus Cristo. João, João, sem chavão. João, sem chavão. Use os cérebros. Use os cérebros. Mas vamos junto. Vamos trabalhar aqui. Essa semana, minha gente, saiu aí eh o censo, o censo e 20 alguma coisa. 2020 que era para ser 2020, virou 2022, depois virou 2020 alguma coisa. que vai chegando nessas paradas toda. Eh, nesse momento que saiu o censo, o pessoal já começou a falar sobre o censo, não saiu dados do senso sobre religião. Saiu os dados do senso sobre religião, o pessoal já começou a fazer algumas análises aí, análises com a profundidade de um pires, porque acabou de sair as informações e a gente já tá querendo fazer, como é que fala? eh grandes comentários sobre o censo. Saiu o senso e a galera quer já tirar conclusões. Que que a gente viu, né, sobre dados óbvios do senso? Há um segue um aumento evangélico do país, crescimento da população que se autodeclara e apresenta como evangélica, mas num ritmo mais desacelerado em relação às projeções feitas, né? havia projeções de que até 2032, se não me engano, metade da população já seria evangélica, mas há um um uma desaceleração nesse crescimento. Diante desse pequeno fato, que é importante, mas não insignificante, mas é importante, mas não também é uma coisa mais importante do mundo, muita gente saiu dizendo o seguinte, ó, desacelerou o crescimento evangélico por causa das questões políticas, do envolvimento com o Bolsonaro. Isso é só burrice, gente. A gente tem que estudar para ver se é isso, né? Tem que fazer uma análise mais profunda, tem que ter um trabalho aí de pesquisa mais qualificada. A gente não pode ficar já saindo dando respostinhas fáceis e prontas. Não, não pode ser isso. Então, eu já dou uma primeira dica, não vamos sair precipitadamente dando, criando hipóteses ou criando respostas para porque isso aconteceu, porque tal fenômeno aconteceu, sem estudá-lo. E nós não estamos na área desse estudo, então sem acompanhar quem tem estudado e a gente tem ali um uma verificação junto a quem tem cientista da religião, cientista social que acompanha as discussões, acompanha esses movimentos. Isso é fundamental, tá? Porque simplesmente a tirada dó, isso aí é por causa do envolvimento da igreja com política. Ah, é porque a gente aqui é de esquerda, quer atacar o bolsonarismo. Isso é só burrice, inclusive porque você enfraquece a política e reforça a demonização da política e é a participação de pessoas religiosas na política. Consegue perceber esse esse efeito? Então, passo um, não saia dando respostinhas prontas. Isso é ideologia barata, isso não é ciência. Se nós somos pessoas responsáveis, nós trabalhamos com ciência. Ciência, ciência social para analisar a realidade, pesquisa, trabalho qualificado, né? A gente respeita a ciência, respeita a ciência. Então, a gente não sai dizendo aí por causa do envolvimento com com bolsonarismo ou se o cara é de direita ou mais centro direireita. Ah, isso aí é por causa da polarização e da polarização dentro da igreja. Isso é burrice também. simplesmente reproduzir isso vendo o senso, dizer: "Ó, desacelerou o crescimento evangélico porque a igreja tá polarizada". Mais uma vez, reforço da despolitização e da demonização da política. Você tirar as pessoas do âmbito de se preocuparem com política, né? Se preocuparem com a vida pública, se preocuparem com o mundo no qual elas estão inseridas. A gente não pode sair falando esse tipo de coisa. Tem que analisar quais são as hipóteses que nós temos. Ah, pode ser que a minha hipótese seja a polarização. Hipótese, então eu tenho que testá-la. Testá-la é ir fazer pesquisa, não soltar Twitch, não escrever um artigo, eu acho o quê? Não fazer alquimia teórica, que é coisa que o Lavo de Carvalho faria, por exemplo. Alquimia teórica, o método alquímico. Você vai sacando autor, não sei o que lá para dizer o que você quer de qualquer grosélia. Temos que fazer isso com cuidado pra gente não fazer esse tipo de coisa, não fazer como o Guilherme de Carvalho faz, que é alquimia teórica, né? Ele vai sacando, ele trabalha com hipóteses, não testa nenhuma delas, são só hipóteses, não faz nenhuma verificação científica metodológica, só hipótese. Então, minha hipótese, ah, diminuiu o crescimento evangélico, a minha hipótese, beleza, soltou a hipótese. Sabe o que você tem que fazer? Pesquisar. Ah, mas eu não vou pesquisar. Então, para de soltar a hipótese, para aí de ficar groselhando, sejamos responsáveis. Isso é importante, isso é sério, ser mais responsável com aquilo que a gente tem de opologia, sabe? Ah, uma coisa é trocar ideia no bar, uma coisa eu trocar ideia com a família, ficar beleza, estamos trocando ideia. Outra é a gente começar a publicar a produção de conteúdo, a gente tem que levar ela a sério, mesmo que nas nossas atuações da internet assim, ah, faz piada, faz graça, tá no seu canal, mas é uma coisa séria. É como se forma opinião pública, como se reproduz discurso? Será que eu tô no senso comum? Será que eu tô aqui numa ideologia barata? Será que eu tô aqui só num reforço que não tem nenhuma função efetiva de conscientizar, de de racionalizar o mundo, né? Então, importante a gente a gente fazer esse esse papo, assim, a gente fazer esse tipo de de conversa, de discussão e tal. Eh, então não vamos cair nos discursos vazios e nas respostas rápidas para aquilo que tá acontecendo. Tem hipótese de trabalho do porque que desacelerou o crescimento evangélico. Excelente. Vá testá-la. Depois a gente faz aqui análises mais mais cuidadosas e conceituadas. Então, por exemplo, se nada der errado nas próximas semanas, sai um texto nosso na Zelota fazendo primeira observação sobre o senso baseado naquilo que a gente já tem publicado e trabalhado nos últimos anos, testando as teses e as conclusões que a gente já produziu para ver se elas se verificam, se elas precisam ser ajustadas. Vai ser esse tipo de discussão que a gente quer fazer, qualificar a conversa, analisar de maneira cuidadosa para não cair na ideologia barata, para não cair nessas paradas que é só uma reprodução de ideia comum, certo? Então, fuja, fuja de quem já sai praticando o roquismo cultural, né, professor Roca, o roquismo cultural, que é o cientista do óbvio, o cara que prevê o passado, futurólogo daquilo que já aconteceu, essas coisas, né? Não, vamos vamos respeitar quem trabalha de maneira qualificada e cuidadosa. Por isso que nos canalzinho aqui a gente sempre referencia gente legal pra gente acompanhar, gente que faz trabalho, trabalho mais bacana. Tá bom. Então, vou começar pelo pel esse papo do senso pra gente dizer, cara, temos que estudar, temos que estudar. Um camarada, Artur, Artur Martins, um excelente músico, excelente músico. Esse viu um comentário de um outro camarada, um outro pastor que tinha falado: "Olha, eh, o os evangélicos decresceram aí a sua velocidade de taxa de crescimento, né? Desacelerou a taxa de crescimento. Ah, é por causa do bolsonarismo." Aí ele, ô gente, vamos estudar primeiro, né? Vamos fazer ciência primeiro para depois sair soltando essas informações, né? Porque a gente não gosta de um movimento de uma parada que essa é a causa. E eu falei: "É isso". E aí eu falei: "Vou, eu ia falar, comentar isso, mas agora eu vou trazer pra livezinha e comecemos por aí". Tá bom? Há um decréscimo, há uma desaceleração, há um acréscimo bruto, né? Os evangélicos seguem ascensão em crescimento da dentro da população brasileira, mas com uma taxa desacelerada, menos acelerada do que antes, o que não é um dado eh aí perdido e sem sem sentido. Tudo bem? Então vamos vamos aí primeiro fazer esse esse comentário importante, muito importante. Ciência social não é opinologia. Então vamos vamos trabalhar de maneira importante e qualificada, né? de maneira qualificada. Bom, vamos agora pros evangélicos no Brasil e o capitalismo no Brasil é muito conhecido o famoso livro de Max Weber, ética protestante e o espírito do capitalismo. No geral, as pessoas param título, né, e dizem, viu? Tem uma relação entre ética protestante e espírito do capitalismo. E para aí não vai ler o que o cara produziu, né? o mais importante, qual é o método que ele utilizou para poder discutir aquele tema ali? Essa é a parte mais importante, o método. Tenta, quando for ler um livro de um autor, de um autor, entender como eles trabalham o seu pensamento. Mais importante ou tão importante quanto o resultado, é como se chega nesse resultado. É pensar com, acompanhar o pensamento. O resultado por si só prova muito pouco. O lance é como ele chegou nessa conclusão. acompanho esse pensamento, esse método passo a passo e chego nessa conclusão. Se eu reproduzir esse passo a passo, eu chego na mesma conclusão. Aí a gente tá falando de ciência, tá fazendo de teste aí da nossa teoria, do que a gente compreende, como a gente compreende o mundo. Então, método Max Weber, qual o método que ele utiliza para chegar ali nessa relação entre ética protestante e espírito do capitalismo? É aí que nos interessa, porque senão fica muito fácil. simplesmente pegar um título como esse e dizer: "Ó, o evangelho cresce aí por causa do capitalismo." A relação entre a igreja evangélica e o capitalismo no Brasil é porque é intrínseco o protestantismo com o capitalismo. Isso é só burrice também. É só pegar duas essências e falar: "Olha, essência do protestantismo essência do capitalismo, elas estão imbricadas e elas se combinam". Não, não é isso. O método é distinto. Max Weber tenta entender qual é a conduta e como organiza como as pessoas organizam a sua conduta ética, ou seja, de organização do dia a dia, de ação cotidiana, de eleição do que é preferível no seu dia a dia. E como essa conduta daí se articula e se conecta com um tipo de modo de organizar a vida. No caso, eles não está fazendo uma tese universal sobre o capitalismo e a religião. Ele está analisando em um território específico, num momento específico, como se deu a passagem de um tipo de conduta de vida para outra. E ele percebe que o elemento religioso possibilita com que essa passagem seja mais facilitada, prática cotidiana. Tanto que ele vai dizer que os protestantes que ele tá tratando, né, que o pessoal que é o o tem um um como é que fala? O puritanismo asético que ele trata, ele vai até chamar de mediador evanescente, né? Que aquilo que medida logo desaparece. Uma parada que surge ajudando as pessoas a ter um tipo de conduta diferente de vida e que se adequa a um novo modo de produção que tá sendo desenvolvido, né? Ele não usa expressão modo de produção, mas um novo modo de vida que tá acontecendo ao mesmo tempo e que daí há esses encontros no processo histórico que condicionam um tipo de conduta específica, um tipo de maneira de organizar a vida, de eleger quais são os fins que nós desejamos, quais são os bens que nós buscamos para poder realizar o nosso dia a dia e viver bem, para daí falar, por exemplo, sobre a relação entre protestantismo e capitalismo. E aí o que interessa para ele entender esses bens, essa conduta, né? como como as pessoas alteram sua conduta, como elas organizam esses valores. Isso é importante. Isso é importante, mas não é uma regra universal de dizer que há essa conexão imbricada, porque o capitalismo é uma parada que se adapta a tudo quanto é tipo de modo de vida, minha gente. É, tá baseado no desenvolvimento das forças produtivas e alteração das relações sociais, exigindo um tipo de forma social específica que é a forma social burguesa. Mas aí tudo bem, a gente trabalha devagarzinho cada um desses conceitos. Tô comentando isso porque nós não vamos simplesmente reproduzir essa conexão sem pé nem cabeça imediatamente entre ética evangélica e capitalismo. Tu vai entrar num passo seguinte, num passo segundo aqui na nossa discussão de metodologia de compreensão dessa relação, lançando mão agora numa parte interessante de entender o que acontece no Brasil que dá condições para que um tipo de religião cresça e crie raízes em um determinado tempo específico. A relação entre a igreja brasileira e o capitalismo, ela se dá de uma maneira específica e a gente precisa compreender ela com similaridades, por exemplo, na América Latina e com pontos que a gente poderia esticar também em outros territórios, mas é muito particular. E aí a gente então tem que olhar o que que tá acontecendo nesse território brasileiro nos últimos tempos para que haja essa condição aí de crescimento dos evangélicos. E a gente vai começar desse passo de reconstrução histórica. Mas antes, como disse Doug Doug, fala aí, Doug, bom dia, cara. Que bom que você tá aqui com a gente de novo. Já deram o like na live, dá o like aí porque ela entrega daí para mais pessoas e a gente pode trocar uma ideia mais interessante com mais gente participando. Beleza? É isso aí. Então, dá aí o o papo, dá o like na live. Gente, seguinte, o que que nós sabemos a partir do censo, inclusive, que a maior parte do dos evangélicos do Brasil são de tradição pentecostal, né? Isso é importante da gente considerar, porque essa tradição tem um dia que ela chega aqui no Brasil, né? Tem tem data, tem ano. Então a gente tem que considerar esse crescimento evangélico a partir desse dessa data e desse ano, que é quando esses grupos chegam por aqui. A maior denominação dentro dos pentecostais é as são as assembleias de Deus, que também tem sua trajetória específica. E quando eu falo maior, é maior mesmo, é um número considerável. Ou seja, a maior parte dos evangélicos brasileiros são pentecostais e a maior parte desses pentecostais são das tradições das da são da denominação das Assembleias de Deus. é o grupo majoritário, o grupo, portanto, que em certa medida dá o tom e a cara para esse movimento. Isso é importante da gente considerar, porque muita gente vai se apresentar como evangélico evangélica, mas a gente tem que olhar esses dados grandes pra gente saber qual é a cara desse desse evangelicalismo, quem é. No final do século XIX, aqui no Brasil a gente já tem protestantes que chegaram, tá? Então, chegaram protestantes por aqui da tradições chamadas reformadas, né? Sejam eh presbiterianos, calvinistas, eh anglicanos, luteranos e tal. E essa galera chega aqui num país majoritariamente católico sob conflitos, né? Porque muitos chegam, são holandeses, são franceses, né? Vamos dizer assim. Tem uma galera que tava também em questões de disputas coloniais com Portugal, como os portugueses. Então, chegam por aqui já em situações de conflito herdadas e tendo o catolicismo como religião oficial, são grupos mais marginalizados porque eles não têm acesso a certos direitos legais, né? Não tem acerto, não, não, não podem eh enterrar seus mortos no cemitério, não podem participar de certos ambientes das instituições formais de ensino. Tem um monte de coisa ali que vai acontecendo. Por que que é importante destacar isso? Porque essa galera chega e vai ter uma dificuldade de se instalar nessa nessa sociedade brasileira. No primeiro momento, os protestantes chamados reformados, ao mesmo tempo, são grupos brancos de classe média, letrados, trabalham em cargos qualificados dentro da divisão social do trabalho e que, portanto, vão ser igrejas de classe média. em relação à massa da população mais elitizados, inclusive a chamada elite intelectual aqui do do desse movimento evangélico. Só que isso ali é século XIX. No iní, no início do século XX, a gente já teve Independência do Brasil, Fundação da República no final do século XIX, Primeira República Rolando no século XX e a gente tem daí a chegada dos pentecostais aqui no Brasil. duas grandes denominações que chegam ali no na década de 10, década de 20, 1911, chega aqui as Assembleias de Deus, que serão a maior denominação, por meio de missionários Gunar Vingren, sua esposa Frida Vingren e o camarada Daniel Berk. Três suecos. Eles são da Suécia porque são suecos. Suecos da Suécia. A Suécia tá numa situação muito dura, de fome, de pobreza, de dificuldades. Essa galera busca lugares de trabalho. Tem muita gente que sai durante o século XIX, início do século XX, da Suécia, sai mesmo assim grandes massas da população, entre elas, esses três, eles passam pelos Estados Unidos, eh tem uma experiência mística e religiosa, como batistas, né, eh, protestantes de tradição batista por lá. e vem para o Brasil como missionários. sim e não vem para trabalhar, porque aqui no Brasil, nesse período, está tendo as chamadas políticas de branqueamento da população. As políticas eugenistas orientadas por uma ideologia de progresso tosca e racista, que achava que para que houvesse processo de desenvolvimento e industrialização do país, era necessário trazer mão de obra branca europeia. Então tem vagas e cargos de incentivo para que brancos venham para cá ocupar terras no Sul, no Sudeste, ou trabalhar aí em novas frentes que estão surgindo pelo país. É sob essa dinâmica e sob essas relações que vem Gunar Vingren, Frida Vingrin e Danielberg. Veja que a história é uma história complexa e interessante. Essa galera que tá lá nos Estados Unidos, passa, tem suas experiências religiosa lá, vem para cá, vem para cá já pentecostalizados, como batistas pentecostais. Qual que é a grande marca dos pentecostais nesse momento? É o êxtase da chamada glossolalia, falar em línguas. Essa parada que às vezes vira meme, a galera zoa tal do cara fala o que que pleca placa trica, troca toca toca do moleque lá que faz aquele bagulho lá. o menino lá, o profeta Mirin, que já tá na zoeira, ali não tem êxtase nenhum, ali é pilantragem, mas tem a experiência de êxtase, que inclusive não é uma experiência só de pentecostais. A gente tem em outras denominações e em outros movimentos religiosos pelo mundo essa experiência da glossolalia, entre sufs, entre certas tradições judaicas, entre certas tradições muçulmanas. A gente tem vários grupos que têm essa experiência de êxas e que tem a glossodalia. Nos pentecostais, nos Estados Unidos, nos final do século XIX, começo do século XX, tem uma galera que tem essa experiência. Ela começa com uma galera negra, né, chamada Rua Zusa, né, com a referência de um pastor William Seimor, que é um pastor batista negro sobegregação nos Estados Unidos, que não pode participar das aulas no seminário, ele fica sentado da porta do lado de fora acompanhando as aulas de teologia, mas ele tem uma experiência de êxtase e de carisma junto com a sua comunidade. Sua comunidade tem o êxtase e tem o carisma e começa o movimento pentecostal por lá. Esse movimento pentecostal vai ser majoritariamente negros e muitas das pessoas brancas, pobres, operárias começam a participar desse negócio também. Aí que que os brancos fazem no na dinâmica de segregação? Criam a sua igreja pentecostal separada da igreja dos negros. Nessa segregação e nessa separação surgem as Assembleias de Deus dos Estados Unidos, racistas, segregacionistas e a coisa toda que só no começo do do século XX vão pedir desculpa pela sua história. Os batistas que vem para cá vem desse grupo branco pentecostalizado. Ou seja, pois é, essa galera vem para cá e vem para cá para quê? como batistas brancos vim dos Estados Unidos para pregar para branco. Só que a classe média brasileira no começo do século 20, majoritariamente católica, um ou outro perdido diagnóstico, um ou outro humano raríssimo, ateu, raríssimo, não vão topar essa glossolalia e esse fusu todo. É muito fora ali da ordem e do modo como esse pessoal organiza vida. Tem nada a ver. Então, nessa dinâmica, a galera que chega aqui eh das assembleias das dessas assembleias de Deus e começa essa pregação, que são o casal, né, o Gunarving, a Frida e o Daniel Bergler sobrando no rolê, vieram para trabalhar eh em uma indústria, se não me engano, era de uma indústria silvíula, né, de borracha, de produção de borracha no Pará ou era elétrica, uma das duas coisas eu esqueci agora. E no Belém, Pará conseguem esse trampo lá, tão trabalhando. O Danielberg era um operário propriamente dito. Ele era, como disse Gedeon Freire Alencar, que é um um cara que eu vou até colocar aqui no chat para quem tá acompanhando, acompanha o trabalho dele, porque boa parte das informações que eu estou trazendo aqui é do trabalho de Gideon Freire Alencar, o maior especialista em Assembleia de Deus do nosso país. E o Gideon, ele fala, né, o Danelberg, ele era quase analfabeto, semiletrado em sueco, imagina em português. O Gunarving tinha dificuldade com português, mas eles vieram para cá então nesse trabalho missionário. A galera branca não curtiu muito não. Teve uma galera no sul que curtiu branca, mas era um grupo minoritário. A maioria que começou a participar desses movimentos pentecostais eram mulheres negras em suas casas, nas periferias das cidades. Essa galera sim curtiu essa experiência pentecostal, esse negócio todo. Essa galera aí já tava num num jinga muito mais interessante do que o pessoal católico de classe média mais com educação formal, essa coisa toda. E essa religião começa a se tornar uma religiosidade dessa galera periférica nas cidades, tá? Não é no campo, começa nas cidades, periferias das cidades, vai se reunindo nas casas, as pessoas pregam em suas casas, fazem cultos em suas casas, organizam a vida doméstica. Ainda é uma estrutura em que o homem vai para trabalhar no geral, a mulher ficava em casa, aquela coisa toda. Ainda as mulheres de periferia que tem que trabalhar desde sempre para poder se manter são trabalhos domésticos. Então tudo tá girando muito dentro da casa dessa dinâmica periférica e que não tinha a ver então com o primeiro alvo desse desse movimento eh evangélicante pentecostal. E ali em 1911, gente, a gente tá falando do começo do século XX. Mas beleza, esse essa galera vai começar a crescer e vai começar a se expandir, né? Vai começar a a ter mais adeptos. Mas ainda é o grupo pequeno, muito pequeno, muito muito muito muito pequeno, muito pequeno. E a galera protestante reformada olhava para esses evangélicos pentecostais, sabe como? Seita aí é tudo seita, tá? Aí é seita. A seita que dói menos. Eram seita, tratava como seita. Por que que eu tô destacando isso? Porque depois dos anos 80, quando esse grupo começa a explodir de crescer, ai vem cá, meus amigos, somos todos os evangélicos. Ah, vem cá pra gente ficar junto, né? Uhum. Qual será? Que que será que aconteceu? Que que será que aconteceu aí? Então agora esse essa galera reformada aqui que gosta do nome evangélico e gosta de pousar como evangélico, antes chamava essa galera de seita, tá? Agora que gosta de de estampar no peito de nós, igrejas estão nas periferias das cidades, né? As igrejas aí são eh as igrejas que que apoiam aí o pessoal que não tem não tem o setor do estado nem no mercado. Essa galera reformada agora que tá cheia de de pompa para dizer isso. Antes chamava de seita e nem vou dizer o nome que praticavam contra essa galera de periferia que tava tendo essa experiência de glossolia e tal. Beleza? Que acontece? Essa galera, elas eles acreditavam que o mundo estava acabando a qualquer momento. Final do século XIX, começo do século XX, a crise da chamada Beppo, né, que a galera que acreditava na ciência, não, de que o mundo tá indo para um progresso infinito e de melhoramentos. E nesse processo, enquanto eles estão tão discutindo essa essa parada toda aí, eh o vem uma primeira guerra, primeira grande guerra, depois a segunda grande guerra, as grandes guerras, né, vamos dizer assim. E esse pessoal que tava achando que o mundo ia acabar a qualquer momento, quando vê isso fica maluco, fala: "Gente, o mundo vai acabar a qualquer momento mesmo". Imagina, você tá lá num lugar e do nada você ouve que tem cidades inteiras sendo explodidas, aviões que tão até ontem não tinha nada. De repente você tem uma um rádio que fala com você e que diz informações sobre o mundo e que conta histórias absurdas e fala: "Realmente o mundo tá acabando, vamos ficar aqui". Então a galera começa a se organizar muito rápido nas casas e dizendo que o mundo tá acabando, o mundo tá acabando, o mundo tá acabando, não tem nada que fazer, tá? Não sei o que lá. Passa a primeira grande guerra, segunda grande guerra, esse movimento cresce relativamente rápido, mas muito espontâneo e sem relativa organização. É uma passagem de uma primeira geração de pastores para uma segunda. A segunda geração de pastores ali, década de 40, década de 50, indo pra década de 60. Essa geração é formada nesse período, década de 40, 50 e 60. Essa segunda geração de pastores formada nesse período, eles vão falar: "Pô, gente, o mundo não acabou. Parece que sobrevivemos. Jesus não voltou imediatamente. Vamos organizar as coisas aqui. A primeira geração era só espalha o evangelho, espalha a palavra e vamos para cima". era completamente anárquico. Assembleias de Deus, a ideia é que fossem assembleias mesmo. Todo mundo participa, todo mundo discute, todo mundo tá aqui nessa loucura e a gente só tá aguardando Jesus voltar. Era para ser assembleia horizontalizada ou minimamente e sem organização central, sem planejamento. A segunda geração já olha e fala: "Cara, a gente precisa organizar isso aqui, a gente precisa planejar a nossa expansão." A segunda geração, ela já é de gente e de classe média, já é de pessoas letradas, já é de pessoas que tm certos cargos um pouco mais privilegiados e posições interessantes que fala: "Cara, vamos planejar nossa expansão? O mundo não acabou, Jesus não voltou a qualquer custo, a qualquer momento. A gente precisa se organizar e estruturar nossa igreja". Ela entra em conflito essa segunda geração com a primeira geração e com as pessoas que lideravam as comunidades locais. Eles vão confitar, eles vão ter discussões e tensões. Porque essa galera de segunda geração, ela ocupa cargo de pastor e de pastora, porque eles sabem ler, eles sabem planejar, tem recurso social suficiente para planejar a médio e longo prazo a organização institucional. Esses recursos você não consegue do nada, né? Você não aprende a ter concentração, planejamento, leitura, certos sozinho. Você adquire isso dentro da sua da da sua classe, do espaço social que você vive. Isso é importante da gente não esquecer e da gente destacar essa dinâmica desse processo que eu espero que vocês estejam interessados por essa história. Eh, faz com que essa segunda geração, já melhor posicionada dentro da divisão social do trabalho e que ocupa cargos decisórios, inverta as relações de de poder, de modo em que ela vai querer se institucionalizar, criar cargos e regras. E aí no Brasil é o único lugar do planeta em que asembleias de Deus são centralizadas, em que elas têm sedes, pastor presidente, que é praticamente um bispo, ou seja, um episcopado, uma estrutura episcopal, e as congregações, que são essas várias pequeninas igrejas que giram em torno dessa sede, desse polo, desse centro. Então são igrejas que começaram nas periferias, que criam suas igrejas centrais, templos com pastores presidentes e cargos fixos e vitalícios que a partir dessas igrejas centrais planejam as congregações e as igrejinhas em volta. Inverte a dinâmica. Se antes era as igrejinhas que vai criando nas casas, agora inverteu a dinâmica, saca? Por que que a gente, importante a gente perceber essa esse processo todo? Porque essa estrutura episcopal é o que vai dar o tom para as igrejas brasileiras em geral. As igrejas que vão surgir dali paraa frente aqui no Brasil, em território brasileiro, vão reproduzir esta mesma dinâmica de poder como igreja central, criando suas congregações, suas sedes e fora, né? Então esta é a loucura que nós temos de organização institucional. Para que você expanda o seu território, para que você tenha privilégio nesse espaço, você precisa do poder executivo próximo de você. Você precisa de quem tem poder político e de organização das cidades que decide sobre as cidades do seu lado. É por isso, é por isso que esses, essas lideranças evangélicas dessas igrejas de segunda geração, que agora criaram suas sedes e centralizaram, vão tentar se aproximar do poder político existente, vão tentar chegar perto. Como eles vão fazer isso? tentando aliciar vereadores, aliciar deputados, médicos, advogados. E em 1964, quando tem o golpe militar, imediatamente essas lideranças religiosas dessas igrejas vão se alinhar e aliar ao poder vigente, porque assim d sob essa estrutura, eles vão tentar buscar os seus benefícios, os seus privilégios e sua estabilidade de manutenção de poder dentro dessa sociedade, ainda com como grupo minoritário. Veja essa volta como ela é interessante, porque há um alinhamento automático com interesses específicos dessas lideranças religiosas por questões internas. Alinhamento ao regime, alinhamento à ditadura. Por outro lado, esses evangélicos que vieram dos Estados Unidos, que tem esse negócio todo, sejam os reformados, sejam os pentecostais, sei o que lá, quando começam a tentar letrar-se a respeito de teologia, essa discussão toda, vão consumir o quê? Conteúdo gringo, conteúdo que vem ali de suas sedas, seus territórios fundadores, né? Então, os Estados Unidos em especial. E é de onde veio o pessoal da Congregação Cristã. E é de onde veio o o como é que fala? As assembleias de Deus, os adventistas, os testemunhos de Jeová, todos vêm desse de um mesmo projeto ali do dos Estados Unidos. Então quando rola esse desse mesmo processo que rola nos Estados Unidos, que aí um dia a gente conversa sobre isso especificamente, mas estamos falando do Brasil, então sua fonte de consumo de conteúdo são os Estados Unidos. Então olha que massa, cara. Olha o a volta pra gente sacar que é uma questão interna, que é o alinhamento à ditadura militar em benefício de de estabilizar e estabelecer seu poder e o consumo do que vem de fora como conteúdo ideológico que pós grandes guerras ou pós-grande guerra que acontece é guerra fria, anticomunista, antibloqueo soviético, antiluta popular. Há uma um encontro entre esse movimento externo com as questões internas da estrutura das igrejas e esse met perfeito para que o anticomunismo seja uma bandeira fundamental. E se você é anticomunista, logo você está em defesa do capitalismo. Só que esse a gente é do ponto político, a gente já vai falar sobre a questão econômica. Essa é a primeira parte. primeira parte sobre da questão eh política, desse alinhamento das da especialmente das Assembleias de Deus, mas das religiões pentecostais em geral, porque elas fazem esse mesmo movimento com o regime militar, com a ditadura militar e externamente sob guerra fria, o consumo constante de conteúdo teológico e religioso produzido nos Estados Unidos, anticomunista e tudo mais, imperialista, pi, pó poó. Massa, né? Pausa, porque essa foi a parte política. Já a gente vai agora pra parte econômica dessa relação entre igrejas e capitalismo, que eu acho que é a parte também mais legal da gente bater um papo e que eu acho que vocês vão curtir. Beleza? Curtiram? Massa, né? Eu sei. Estamos aqui. E o meu alinhamento? Alinhamento do meu cabelinho tá na régua mais ou menos. Eu sofri um acidente aqui na franja do meu cabelo, eh, recentemente, que foi um acidente de causado por forno, forno a lenha. Eu e minha companheira, a gente gosta de fazer pizza, pizza caseira, forno lenha. Só que a gente não viu que na casa da pessoa que tinha o forno a lenha e que disponibilizou para que fizéssemos para uma galera a pizza, que o o cano ali do tubo sair a fumaça tava tampado. E aí, pô, meu fogo não tá pegando, fogo não tá pegando, fogo não tá pegando. Do nada destampou o raio do negócio e veio um fogar na minha cara. E aí a franja sofreu um acidente. Então ela não está muito bem alinhada, mas em breve ela vai ser. Mas o resto tá na régua ou tava, né? Em breve eu vou ter que voltar para dar uma cortadinha. Esse é o alinhamento do meu cabelo, um alinhamento com a régua. Mas é isso aí. É, meus amigos, muito louco. Já já a gente vai pra parte econômica, que é massa. Mas antes comentários aí sobre essa primeira grande explanação histórico-política que eu acho legal. Sempre que eu vejo sobre isso, Bruno, eu me surpreendo, porque existe inúmeros, inúmeros, inúmeros, histórias das igrejas escondendo perseguidos na ditadura. Tem também, cara. Tem também, tem também. Só que acontece, a galera que realmente protegeu perseguidos da ditadura, em geral, era a galera católica, por motivos de que a gente já vai ver, tá? Já vou comentar o que aconteceu com a Igreja Católica e Igreja Evangélica em contraste durante o século XX, para que desse condições do crescimento evangélico e a relação entre as igrejas evangélicas e o capitalismo do ponto de vista econômico. Falei aqui do ponto de vista político, que eu acho que foi muito massa. Cara, eu falei por 30 minutos sobre isso. Impressionante. Espero que eu não estique tanto aqui pro segundo papo, mas em geral foi a galera católica. Mas é é massa. É massa. Tum tum. Pera. Tum tum tum tum tum. É isso aí, João. Eu concordo com o Luiz. Ouve nós aí, cara. Você, você, você, a está junto aqui. Você ainda não virou membro, membra membrezinha aqui do nosso canalzinho, hein, João? Vira membro, membro, membre membreia do nosso canalzinho. Seja bem-vindo. Você vai gostar, vai gostar. O conteúdo exclusivo é muito bom. Tem curso lá sobre evangélicos e política no Brasil. Tem max religião. Vai aí abrir um pouquinho dos seus horizontes. Saia do WhatsApp. [Música] Tinha um comentário que eu perdi aqui do Doug que era importante e eu não tô achando. Sacanagem. [Música] Cadê? Cadê? É, achei. Tá aqui, tá aqui, tá aqui. Ah, aparece aí. Ô, laptop, não me não me deixa na mão. Du falou pra gente o seguinte: "Acho que até adventistas e testemunhas de Jeová são taxados como seitos por algumas igrejas evangélicas até hoje. Até hoje, infelizmente também, porque vem da mesma raiz, tá? V do mesmo processo histórico, mesmo processo histórico. Eh, umas estabeleceram com maior estabilidade, outras não, por diferentes momentos e caminhos e tal, mas ainda tem esses tipos de debate. Eu acho que hoje menos, tá bem menos. E se vocês observarem o tipo de ecumenismo conservador existente entre evangélicos, católicos, adventistas, hoje em dia o pessoal abre mão desse lance das seitas aí por questões de interesses e disputas políticas nas quais eles se se coadunam, né? Então é importante a gente observar isso, cara. Hoje é menos, bem menos, porque a galera se alinha. É só ver um um tipo, um cara tipo Rodrigo Silva, circula em tudo canto a canto. Que interessa, não só a ele, mas a outras pessoas também esse tipo de aliança. Então, hoje menos, mas ainda tem esse tipo de lance que é uma besteira, mas é uma piada que a gente inclusive faz entre nós na Zelota, vez por outro. A gente faz uma piadinha sobre isso, que é engraçado, mas eu não vou revelar no momento. [Música] Par pam. Sim, sim, sim. Júlia, seja muito bem-vinda aqui para o nosso canalzinho. Sim, claro que vi. Isso aí é uma coisa que existe, realmente aconteceu, tá? Eh, os documentos de Santa Fé tem são quatro documentos. Em um deles há explicitamente um comentário a respeito da necessidade de uma religião alternativa ou que enfrentasse a teologia da libertação. Já já a gente vai comentar sobre isso, inclusive. Mas essa é um dos fatores, não é a causa, tá? Não é simplesmente a injeção de dinheiro e a aproximação sim de um projeto da CIA com determinadas vertentes e um tipo de de religião específica que explicam o crescimento dos evangélicos no Brasil e na América Latina, tal. Não é não pode ser esse o caráter. Esse é um dos fatores e ele contribui como fator externo, mas o principal fator tá interno. Antes que existisse esse esse cálculo e essa injeção de recursos de de planejamento estratégico nos Estados Unidos para influenciar outros territórios, há as condições nos territórios, saca? Há condições específicas que potencializam isso. Então, tem que olhar nessa dupla dinâmica que a gente já começou a abrir o jogo quando a gente falou aqui sobre o alinhamento das lideranças religiosas com a ditadura no Brasil por seus interesses específicos de estabilização e de crescimento de poder e a questão da guerra fria externa. Então, não pode ser só uma coisa, a gente tem que observar o processo como um todo, senão a gente cai no erro do maniqueísmo, de que é um grande sujeito que controla o bagulho todo. Também tem, mas é parte de um processo, né? Então tem essa parada, isso acontece, isso rolou e essa inclusive é a primeira reação do pessoal da teologia da libertação católica diante dos evangélicos, que é horrível que tem efeitos ruins até hoje, que é tratar o pentecostalismo como seita ou depois disso tratar como grande estratégia dos Estados Unidos para o Brasil. E aí não sabia a história dos evangélicos, não sabia que eles estavam aqui desde 1911, que foi um processo muito espontâneo e orgânico de crescimento até ali os anos 80, 90. Então não percebe esse movimento todo, não conhece e a reação é são seitas, são esses evangélicos aí são tudo imperialista, tudo não entende o que tá rolando. E aí quando um evangélico tenta se aproximar, por exemplo, já tem que superar esse essa barreira do imperialismo. É uma crítica que eu fiz recentemente, inclusive no encontro que a gente teve. Onde é que tá esse bagulho aqui? Por exemplo, tá teve um encontro aqui, né? Eh, teologia da libertação. Uou! Teologia da libertação novas gerações, que a gente foi recentemente lá, o pessoal convidou a gente para aí, foi muito massa, deu para trocar ideia, discutir, tensionar, ter embates importantes, conflitos legais. E eu até comentei isso, falei: "Gente, primeiro a gente tem que superar essa barreira que tratado como se a gente fosse eh bonequinho do imperialismo, né? Não, pô". Então tem que ajeitar aí o caminho e parar de fazer análise ruim, porque não pode reduzir a isso. A gente tem que entender de maneira mais complexa, mas esse não é um dado a ser eh irrelevante, nem a ser menosprezado. Isso teve esse planejamento mesmo. Então é massa da gente observar. Seitas traxando outras seitas de seitas, as seitas que dói menos. É isso aí. Par para [Música] não sei qual é o contexto dessa frase. Democracia não é existência de pontos de vista diferentes. Não sei lá. Só solteiro. Não é, não é, não é, não é. Democracia não é pontos de vistas diferentes. Isso não é democracia, isso é perspectivismo, né? Democracia tem outras coisas que precisam tá acontecendo para que haja democracia, que inclusive é um termo vazio se não tiver um conteúdo de relações sociais específicas que garantam a sua existência. Mas é isso, né, minha gente? Então lá, beleza. Vamos então preparando aqui parte dois que é econômica. Vai dar corte longo essa live aqui e vamos paraa parte dois. Economia, né? Alguém aqui durante no começo da live te falou: "Vocês marxistas acham que tudo gira em torno da economia?" Eu deixei a economia pra segunda parte, comecei com a parte política que era bem mais legal. É verdade, Thaago, você tem toda a razão. Acho que eu deveria chamar o professor Rock para eh mediar o chat aqui, porque o professor Rock seria muito hábil em eliminar todas as pessoas que pensam diferente e dizer que esse é o ponto de vista dele. Mas é isso. É o o Mas o Sadã é por outros motivos, né, que ele deixa metade da live de corte. O bicho vai se perdendo nos informação lá e meu amigo, ele consegue me mano, ele entra nums looping de informação ali que é doideira. Eu não consigo fazer aquilo. Não me divirto, me divirto, Felipe. Eu me divirto. Pode parecer que não, porque eu sou uma pessoa triste. E como o Carapa comentou pra gente, né? Eu tô cruzando a linha do Juventude e o Carapa comentou que depois da linha da juventude, quando você cruza a linha da juventude, a categoria que vem depois de jovem é triste. Eu sou triste há muito tempo, mas diziam que eu era um triste jovem. Agora eu vou ser só triste e não mais jovem. É, é a vida, a gente se diverte. Bora lá pra parte econômica. Pera. Eh, vou mudar aqui a trilha de fundo. Direcionar de fundo de novo. Não sei qual que eu ponho. Tem tantas opções legais. Eu vou botar isso. Pronto. Bora lá. Então, vamos pra segunda parte aqui do nosso papo falar sobre economia. Eu ia, né? Eu ia fazer isso aí. Ah, é aqui. Tem toda a razão. Toda a razão. É isso, Júlia. Não, realmente não é o único fator. Você tem toda razão. Esse é o ponto. Esse é o ponto. Mas realmente tem isso. Tem esse lance da guerra fria. E é importante, né? É importante a gente destacar esse elemento da Guerra Fria para inclusive quebrar um pouco ilusões que nós temos, né, de achar que a religião ela tá no mundo paralelo, né? Algum camarada aqui que tá desde o começo da live até chegou a comentar: "O Walter, grande Walter, que eu espero que você esteja ainda Walter, não tenha desistido de nós, mas ele tinha comentado, né? O sagrado tá acima do capitalismo, do comunismo, da ideologia. Aí quando a gente olha, pô, financiamento da CIA paraa religião crescer, é, não dá para tratar desse jeito, né? Porque essa é uma parada muito massa que funciona assim: tudo que eu não gosto eu chamo de profano. E aquilo que eu achar que tá legal, eu chamo de sagrado, né? Aí tudo que eu não gosto, eu falo que é a religião errada e tudo que eu gosto, falo que é a religião boa. E aí você separa as duas paradas. É jogar aí é jogar no easy, né? Se tudo que eu não gostar eu coloco numa categoria ruim, tudo que for legal eu boto na boa. Aí facilita muito a vida e não trata a história como ela realmente acontece. E você tem toda a razão. Estamos aí, né, carapa? Eu tô, cheguei aí na tristeza pura. Felipe, gente, acompanha o trampo do Felipe. Felipe o cara muito massa. Nosso querido Felipe. Não vou dizer qual era o apelido dele porque eu acho que era um apelido injusto. Excelentíssimo Felipe. Felipe, eu assim, eu sou triste, né? Não sou mais jovem. Eu era um jovem triste, mas agora eu sou triste e corintiano. O que significa que além de triste, nós somos sofredores. Triste, sofredor e não mais jovem. Não, minha vida só tá melhorando, ó. Só o progresso. Daqui paraa frente não tem mais para trás. Vai Corinthians. Eu também, João. Eu também. O problema é que, cara, quando você discordar, discorde fazendo uma crítica ao discurso e não jogando uma opinião taxativa e fechada que aí não dá para conversar, entendeu? Uma coisa é assim, a gente tá trocando uma ideia e eu falo: "Ó, cara, eu acho que a parada é assim". E você fala: "Olha, teu pensamento talvez esteja errado e você discute com a lógica do meu argumento e a gente conversa". Agora, uma coisa assim, eu digo: "Pedra e você tesoura". Não vai dar para conversar, deve ficar pedra e tesoura. E como eu disse, pedra é o grande. Se tivesse dito papel, eu perdi. Mas, mas aí aí fica um do lado do outro e não tem troca, não tem conversa. A conversa ela não pode ser jogada a partir de taxações, de de chavões, de opiniões que você cospe, entendeu? A gente não pode fazer assim. A conversa, ela tem que partir de uma troca. Então assim, por que que eu vou falar se o cara tá falando sobre planejamento da saúde pública no Brasil? Mas e a comida em Cuba, meu irmão, o que que isso tem a ver? Como é que a gente conversa? Entendeu? A conversa, ela precisa ter um campo mínimo de diálogo em que um apresenta o argumento, eu não vou jogar uma outra coisa por cima, eu vou tentar entender esse argumento e discuti-lo, então pra gente poder conversar sobre o tema que tá sendo ali colocado. Então é, você pode discordar das ideias, a gente tem que discordar. Eu não concordo com metade das coisas das pessoas que estão do meu lado político, inclusive. Só que aí eu discordo acompanhando o que essa pessoa tá dizendo e mostrando onde estão as falhas daquilo que ela tá propondo, da como está organizada aquela discussão. Se eu simplesmente jogo uma informação, jogo uma opinião, jogo um chavão, não é conversa, não é ideia, é só bateção de cabeça. Aí a gente não se ajuda. E a ideia aqui é a gente se ajudar. Me ajuda a te ajudar e eu te ajudo a me ajudar e a gente se ajuda a se ajudar. Beleza? É nós, pô. Triste. Corintiano vai ser o meu status. É, o meu já é a realidade no status. Eu já fui aí superei essa parte aí, né? Então, tamos junto. Pode crer, pode crer. Tem toda a razão, Júlia. Tem muita gente, cara, isso aqui é uma denúncia importante, denúncia fundamental. Tem muita gente que se diz materialista e tem mesmo, mas não analisa a religião como dada da realidade social de maneira materialista. Trata como essência. E aí, meu irmão, esquece. Aí já era. Júia tem toda a razão. Absolutamente toda a razão. Printa isso aqui. Aqui, ó. Printaram? Espero que sim, porque isso aqui você vai jogar na cara de todos os camaradinhos que dizem que é marxista, mas que não trata a religião de maneira materialista e crítica. Então, ó, pronto. Vamos lá. Isso. Vamos. Somos seres humaninhos. Somos capazes de transmitir informações, captar informações, aprender mutuamente e tomar decisões em consenso. Pratiquemos essas essas habilidades aí. Sou defensor dessas habilidades, a gente vai trabalhar elas, hein? Trabalhemos elas. Eu sei que a internet dificulta um pouco, mas a gente vai trabalhar elas. É isso aí. Agradeço aí gente que tá aqui acompanhando o nosso papo, discutindo aqui no chat, conversando. A gente vai criar um clima gostoso, a gente vai se entendendo, vai se ajudando. Isso é massa, tá? Tá bacana. Deixa eu testar uma musiquinha aqui para ver se ela fica de boa de pra gente f de fundo aqui de economia pra parte econômica. Não, não fica muito. Isso aqui é para outro momento. Não vai rolar. Vai para outra. Volta para isso aqui. Vamos lá. Bora lá, minha gente. Eh, nossa, tô coçando meu olho bastante. Perdão. Relação entre igrejas e capitalismo. Agora vamos tocar no tema da economia. A gente viu a parte política agora h pouco, né? As relações internas, as relações externas. Mas vamos pra parte economia. Pô, na hora que eu ia começar, fala a visão comunista. pega a visão. Salve, mano. Como é que tá? De boa? Espero e desejo que sim. Ol lá. Bora pra parte econômica, então, paraa relação entre as igrejas do capitalismo do ponto de vista econômico e não político. Vamos lá. Primeiro, antes de qualquer coisa, vou compartilhar com vocês duas imagens que são o nosso ponto de partida paraa conversa. Tudo bem? Prestem atenção. Vai balançar aqui a câmera. Para quem não gosta de câmeras balançando no improviso de caixas de de de tabuleiro e colchão que balança e em cima de um colchão no improviso total. Então, câmeras estão balançando. Para quem não gosta vai aí uma imagem menos balançante. Esta imagem presente na tela é uma simplificação gráfica tosca sobre reprodução social. Ela é muito importante da gente considerar. Se vocês olharem no primeiro quadrante à esquerda, diz respeito a uma base fundamental para qualquer sociedade. Qualquer sociedade. Qualquer sociedade. E você, pessoa que está acompanhando e fala: "Mas nem tudo é economia". Realmente nem tudo é economia. tem toda a razão. Estamos pleno acordo. Porém, contudo, entretanto, todavia, se você não tiver as condições de estar vivo, você não tem como fazer qualquer outra coisa que não seja economia. Então, se você quer cantar um louvor pela manhã enquanto limpa sua casa, você tem que estar em condições de ter um aparelho que toque louvor, estar alimentado, alimentado o suficiente para ter energia para limpar a casa, ter os instrumentos para limpar a casa, ter a própria casa. E cada um desses elementos depende de você ter adquirido por meio do consumo, dado o modo como nós organizamos e produzimos a nossa vida no capitalismo, por meio do mercado, mediante a pagamento de cada um desses itens e recursos disponíveis. Ou seja, para você poder cantar o seu louvor enquanto limpa a sua casa, você precisa de toda uma rede econômica que não depende de você, mas da sociedade como um todo, que garanta os insumos e recursos necessários para que você esteja vivo, viva realizando essa atividade. Veja que o fornecimento do louvor depende de uma rede de interconexões de atividades e relações sociais muito ampla. Então, ainda que você queira negar o elemento econômico, ele é a condição básica, material e fundamental para que tudo demais exista e seja possível. Ir no culto, ir numa peça de teatro, ir no cinema, praticar sua militância. Tudo isso depende de uma rede de relações sociais que garante a produção básica para a reprodução social, para que no dia seguinte a gente continue ativo, vivendo. Essa produção total no primeiro quadrante à esquerda, o quadrante superior à esquerda, onde está escrito produto total, é aquilo que é o necessário para que a gente consiga viver enquanto sociedade. Porque eu não produzo tudo que eu consumo. Eu não fiz minha própria roupa, minha própria comida, minha própria casa, minha não garanto minha própria água, né? Eu dependo de uma rede socialmente estabelecida, socialmente organizada e que garante as condições de produção e de reprodução da minha própria vida. Nesse exato momento tem alguma pessoa que eu não conheço, que eu não faço ideia quem é o que ela faz, que ela tá lá apertando algum botão ou mexendo em alguma parada que eu não sei qual que garante com que a água da hidrelétrica esteja correndo de maneira adequada para que não falte energia aqui na minha casa, passando pelas substações. E para que daí a gente consiga gravar essa live aqui, tenha energia elétrica suficiente para mim e para vocês, onde quer que vocês estejam, pra gente poder fazer isso. Ou seja, ó o tamanho dessa rede que eu dependo de um produto total para que eu poder consumir a parte necessária para realizar minhas atividades e vocês realizarem a de vocês. Por isso a gente tem que tratar da economia. A igreja não tá no mundo paralelo a esse para ela existir. Ela tem que estar numa sociedade, uma sociedade que se organiza de maneira específica e produz o produto total necessário de uma maneira específica. Esse produto total necessário, ele vai ser consumido, porque se a gente não consumir o que a gente produz, a gente não tem o dia seguinte. Eu preciso comer a comida necessária para poder tá bem no dia seguinte. Aqui é uma forma geral de trabalho, tá? Então, por exemplo, posso aplicar esse tipo de forma geral, tanto para mim no trabalho individual quanto pra sociedade. Vai mudar mudar os termos, mudar o modo como se relaciona, mas a ideia básica, metafórica ou analógica é a mesma. Então tô em casa, digamos que eu queria fazer um pão, eu vou lá, pego lá o ovo, a farinha, o leite, as paradas que eu precisar, bato, faço uma massa, deixo ela dar uma descansada, pego depois com fermento, tal, não sei o que lá, põho no forno, uso o forno, produzir esse produto total que é o pão. Esse pão, eu vou consumir ele porque eu tô com fome e eu vou distribuir ele com a minha família e a gente vai comer. E essa energia que a gente produziu, o pão e que vai ser consumida por nós, garante as condições para que nós estejamos vivos no dia seguinte ou por mais algumas horas até a próxima refeição. Esse consumo desse produto total, ele é um consumo reprodutivo, ou seja, o consumo para poder continuar permanecer existindo. A sociedade também produz um produto total que precisa ser consumido de maneira reprodutiva para que ela tenha as condições de existência do dia seguinte. Porque se todo dia começasse no momento zero, a gente nunca conseguir ter as condições de manter essa sociedade. Ela sempre tá em contínuo processo de reprodução, se refazendo. E aí eu tenho que manter o meu local de trabalho, tem que estar estabelecido, o ônibus tem que passar na hora certinha, que ele passa todos os dias para poder pegar para ir pro trabalho. Eh, o pessoal que realiza suas funções precisam fazer sempre do mesmo jeito para que a gente possa garantir essas condições de reprodução. Eu preciso ter acesso aos aos recursos necessários para poder viver, reproduzir, minha família também. Entenderam? Então, um produto total a ser consumido de maneira reprodutiva. Esse consumo reprodutivo, quadrante à direita e abaixo, ele precisa fazer com que a força de trabalho, né, nós aqui, as forças de trabalho estejam vivas e disponíveis para continuar o serviço e, por outro lado, que os meios de produção estejam funcionando. Então, ele precisa pagar a força de trabalho e pagar os meios de produção. a manutenção deles, os recursos que a gente tem para fazer. Por que que é importante destacar isso? Porque sobre o capitalismo, voltando para o quadrante superior, nesse ciclo superior à esquerda, o produto total, ele é realizado e trocado sob a forma de mercadoria. Mercadoria são produtos feitos não para consumo, mas para venda. E é uma diferença importante. Uma coisa é eu fazer o pão para eu consumir. Contabilmente ele não gerou nenhuma riqueza. Ele não foi trocado por dinheiro, não entra no PIB. Mas efetivamente ele garantiu que eu como força de trabalho voltasse para trabalhar no dia seguinte. Ou seja, eu continuo como um potencial econômico valioso, eu continuo como força de trabalho necessária, ainda que eu não tenha trocado por dinheiro. Contudo, porém, entretanto, no capitalismo a gente só tem essa produção social sobre a forma de mercadoria, ainda que em casa não seja consumido de forma mercadoria e tal, não sei o que lá, mas socialmente a gente não tem uma fábrica para produzir pro consumo. A gente tem uma fábrica para produzir paraa venda. A venda que obtenha lucro. Então, todo o planejamento social e todas as trocas e de coisas que a gente fizer serão feitas sob a forma mercadoria, saca? Olha que importante considerar isso, porque a gente vai falar sobre igreja dentro desse mundo em que toda a relação social precisa tendencialmente participar da forma mercadoria. Então, o produto total que vai ser consumido como mercadoria eh para pagar os custos de produção e a força de trabalho. E tem que no final ter um excedente. No meu dia a dia, o excedente, né, é a energia que eu preciso pro dia seguinte, que vai fazer durar mais umas horas. Mas socialmente esse excedente ele pode ser feito de muitas maneiras. No capitalismo, esse excedente ele aparece sob a forma de lucro, que é o valor a mais que aparece no processo produtivo. Esse valor a mais ele dá por meio da conta do dinheiro, dinheiro que é uma forma de mercadoria e voltamos para o núcleo básico, que é forma de mercadoria. Isso é como se dá a reprodução social no capitalismo. A igreja não existe fora desse ciclo. A igreja não existe fora deste ciclo, porque ela depende que esse ciclo funcione para que ela tenha desempenhe seu papel. Beleza? OK. Já já a gente volta. Massa esse papo, né? Eu gosto muito dele, obviamente, discussão econômica fundamental, porque se a gente vai articular a igreja e o capitalismo, eu preciso entender que existe uma reprodução social básica fundamental, que é isso que eu estou chamando de capitalismo, uma organização, um núcleo básico que garante e organiza o modo de produzir e reproduzir a vida em sociedade baseada sobre o capital, ou seja, capitalista. baseada sobre o capital, porque capital é o que decide sobre todo o processo. Se nós fôssemos definir capital de acordo com Marx, capital é o valor que se valoriza ou uma relação social específica que faz com que o valor se valorize. valor, no caso, é esse lance do dinheiro que é aparece como dinheiro, não é o dinheiro, mas aparece como dinheiro, que entra um valor no na no mercado e no final do processo sair esse valor mais um tanto que é a taxa de lucro ou que é o lucro, que é o capital acumulado e de onde vem esse capital e de onde é que vem esse valor. Essa é a grande questão de como entender esse processo todo, porque entrou um número menor e saiu um maior, o dinheiro eu vejo, ah, é porque eu coloquei um um preço a mais. Mas o preço ele não mostra de onde veio o valor, de onde vem a riqueza. O preço ele só expressa, ele é só uma informação. Ele é uma informação. Mas essa informação se refere a quê? Aí eu preciso entender qual é a base da organização da produção e reprodução social, qual é a base da organização e produção econômica para daí a gente poder discutir os demais temas e termos. Não é só o dinheiro. O dinheiro expressa valor, mas ele não é o valor. O valor mesmo. Aí entra a discussão da teoria do valor de Marx e tal. Mas o lance é existe essa produção e reprodução social. A igreja tá inserida nela. Beleza? Ótimo. No início do século XX, a maior parte da população brasileira é uma população camponesa. Maior mesmo assim, esmagadoramente. Todo mundo tá no campo. A melhor parte tá nas cidades. As igrejas evangélicas elas se instalam nas cidades, como a gente viu no papo anterior. Algo fundamental aí da gente considerar. As igrejas evangélicas estão nas cidades, são minoria. A população, a maior maioria tá no campo e a maioria católica. A maioria que tá no campo e é católica tem um tipo muito específico de vida herdada das relações coloniais. A igreja católica é uma igreja mais tradicional, que tem um estado, essa coisa toda. Esta igreja, ela está adequada com a vida do campo. Ela tem uma capilaridade muito grande no campo, né? A vida no campo e tem um ritmo específico de organizar as festas, de organizar eh os dias santos, de que acompanha a colheita e o ritmo da colheita, né? Então é um modo muito particular de viver, diferente das cidades. Durante o século XX, o grande desafio do Brasil, da América Latina e dos países que estavam em luta por libertação nacional em África e em Ásia é como se desenvolver. E desenvolvimento tem a ver com industrialização, como a gente se industrializa. E aí começam vários projetos de modernização econômica e de industrialização que vem pesado e comendo solto. Como se industrializar rápido? Aí vem a expulsão das pessoas no campo, as guerras no campo, trazer tipos de indústria específica pros países, especialmente o Brasil, mas país da América Latina, mas o Brasil em especial, que se torna uma grande um polo industrial propriamente dito. E na famosa frase expressa por Jeline Kubichek, desenvolve 50 anos em cinco. Es 50 anos em cinco, que é uma insanidade, expulsando as pessoas do campo, onde elas tinham seus meios de vida e meio de organizar vida, que tem seu modo de conduzir os seus valores, jogando elas para cidades, cria dois fenômenos. Um é no campo a luta popular contra essa modernização capitalista que ensufla, portanto, rebeliões camponesas, lutas pela defesa da vida, o surgimento de movimentos populares como Liga Campesina, exigência de reforma agrária que vão se aliar à esquerda, que vão se aliar nessa luta eh anticapitalista ao pessoal socialista, óbvio, ao passo que a galera que tá se beneficiando ou tendo que se adequar a essa dinâmica nova de modernização, industrialização nas cidades, vai se alinhar ou organizar sua vida em conduta em favor desta ordem, se adaptando a esta nova ordem moderna, industrial e capitalista. Então, no campo você vai ter um movimento muito mais revolucionário. Nas cidades esse movimento vai aparecer entre os, claro, entre os sindicatos que estão surgindo. Eh, mas são sindicatos imediatamente também reprimidos no campo. Tem uma guerra, tem conflitos. você tem muitas, muitas contradições nesse passo, de modo que à medida que as pessoas no campo estão fazendo isso, cresce também os movimentos de resistência que são majoritariamente da população católica. E a galera que vai chegando nas cidades e vai tendo cada vez mais dificuldade de se adaptar, vai tendo que buscar meios de organizar sua vida e encontrar suas comunidades básicas, né? No campo, a Igreja Católica tinha uma grande capilaridade, tinha suas bases eh sociais estabelecidas, as pessoas formavam eh grupos como de organização comunitária, associações e tal. E nas cidades agora o pessoal vai chegando cada vez mais perdido e sendo expulso do campo sendo um processo muito violento. Então, eh, pós, especialmente pós pós ditadura, aí é muito pior e as cidades vão inchando e vão entendo os problemas que a gente tem de de déficit urbano, do da expansão da cidade sem nenhum planejamento, surgimento das favelas, aquela parada toda. E essa galera não encontra apoio do ponto de vista econômico, institucional do Estado e nem do mercado, porque o mercado também não foi aproveitar esse mar de oportunidades que é um lugar sem estado. Então, sempre bom a gente chamar essa atenção. Então, do ponto de vista econômico, já que a gente falou do ponto de vista político na primeira meia hora do papo, do ponto de vista econômico, essa galera tá chegando sem condições de produção e reprodução da vida e vai buscar associações e organizações. Essas associações e essas organizações, muitas delas serão encontradas dentro dos ambientes religiosos daquelas igrejas evangélicas que já estavam nas cidades desde o início do século XX, mas que vai ter grandes boms a partir dos anos 60. Anos 60, ela tem uma grande ampliação decorrente desse processo de expulsão do campo, de chegada do pessoal nas cidades. É uma religiosidade que está adequada a organização da cidade, que cria rede de apoio, que tá nas periferias, então que recebe essa galera, que organiza ela nos anos 70, nos anos 80, vai cada vez a os anos 80 dá um bom imenso dessa religiosidade sobre essas novas condições. é uma religião adequada a esse processo de modernização e que do ponto de vista político que nós vimos anteriormente se alinha a ditadura, se alinha esse processo de progresso, de modernização e de ideia de desenvolvimento, mas com, porém, contudo, todavia, um desenvolvimento do ponto de vista de trabalho, de você conseguir sua posição social e prosperar, vamos dizer assim, você se adequar, conseguir emprego, conseguir melhorar de vida, essa coisa toda. É, mas não necessariamente do ponto de vista de costumes, que aí é a contradição que o Felipe aqui no nosso chat tinha chamado lá atrás, a contradição entre os valores tradicionais de uma religião e o modo de organizar a produção e reprodução da vida sobre o capitalismo. Porque o desenvolvimento das forças produtivas, o desenvolvimento das formas das relações sociais e a necessidade de ampliar padrões de consumo, grupos de consumo, essa coisa toda, forçam com que essas estruturas tradicionais tenham que se alterar. Então vai entrar cada vez mais contradições, mas ao mesmo tempo essa é a religião e a religiosidade que foi se adequando essa dinâmica capitalista na cidade, saca? E essa contradição ela explica e ajuda, essa chave de contradição ajuda a gente a entender muito do que tá acontecendo no Brasil. Então beleza. Durante os anos 80 surge a tal da teologia da prosperidade, que como Júlia trouxe aqui no nosso chat agora a pouco, tem a ver com esse lance também do incentivo daí estadunidense explícito em incentivar um tipo de religião. Então a gente tem questões internas e questões externas. O tipo de religião agora que é tal da teologia da prosperidade e surfa numa onda muito interessante que é a necessidade do capital financeiro. E nada disso tem um grande gênio planejando, tá gente? São processos históricos que vão acontecendo e que a gente vai entendendo as conexões entre eles posteriormente. Não é que tinha alguém ali, um grande sujeito fazendo desenho em xadrez 265D. Não, um processo histórico. Não passa que tá acontecendo isso. O capital financeiro tá crescendo consideravelmente com neoliberalismo nos anos 80, então nem se fala. Esse capital cada vez mais acumulado precisa ir para algum lugar, porque ele não se realiza, ele não volta para produção, ele precisa ir para algum lugar. Esse capital, ele não quer voltar, ele não pode voltar pra produção. Então o que que ele vai fazer? Ele vai diluir esse acúmulo de capital baseado em porcaria nenhuma, né? no que não produziu um palito, ele vai tentar diluir no na facilitação de acesso a crédito, vai garantir que esse capital se converta em crédito para consumo eh do de massas maiores da população e também vai se converter não na criação de novas indústrias, mas no processo de privatização, fazendo com que esse capital financeiro acumulado retorne pra produção, utilizando as estruturas que os estados têm de bens e dos chamados bens e serviços, do serviço ofertados e até então era direitos, tá? Então, saúde é direito, mas a partir dos anos 90 a gente chama de serviço. Educação era direito. O trabalhador lutava pelo direito à educação, mas a partir dos anos 90 é o serviço de educação. E isso vai acontecer à torta direita para tudo quanto é lado. Os onuismo vão surgir tudo aí, aquela pancada de ONG, essa coisa são esse capital financeiro vai encontrando esses fluxos, esses espaços. Quando se converte em crédito facilitado para as pessoas é para massas maiores da população, quando se converte na contratação de serviços e oferta também desse serviço, essa coisa toda. Durante os anos 90, início dos anos 2000, nas periferias, especialmente nas que tiveram relativa industrialização anterior, como eh Brasil, China, Índia, Coreia do Sul eh ou pior Coreia, a depender do de modo como você chama. E bom, mais um monte de outros territórios. Essa galera toda, o pessoal que tá nesses nesses territórios, nesses espaços, vão começar a aumentar o seu padrão de consumo e ter acesso a coisas que antes seus pais, seus avós não tinham. Então, a prosperidade ela vai chegar. E é curioso porque a galera daí começa a frequentar a igreja e no domingo e chega lá no domingo e fala assim: "Pastor, que que eu preciso fazer? Porque a vida tá difícil, tá? Não sei o que tá o seu dízimo, faz uma oração, faz um não sei o que lá". Aí a galera vai lá, p pa p pa pa pá, faz um esquema, deu o dízimo na segunda, fez oração no Não, deu o dízimo no domingo, fez oração, na terça-feira chegou a geladeira pelo crédito facilitado, pelas políticas públicas que rolaram na onda rosa aqui na América Latina, por exemplo, pelo planejamento que os estados nacionais tiveram sobre determinados governos de como assimilar esse volume de crédito chegando. Um monte de coisa tá acontecendo. A galera se beneficiou, se beneficiou e prosperou. Fez o teste de ir na igreja. e fazer as promessas e no dia seguinte chega, tá entregue. Mas não é porque a igreja garantiu, é por causa das da conjuntura internacional, desses processos históricos acontecendo. E no caso do Brasil especia em específico durante os anos 2000 pelo governo PT, que aliás se eu lembrar vou colocar aqui no chat e no na descrição aqui do vídeo depois que ficar gravado, o livro Fascismo como Religião que a gente poôde publicar, que o último capítulo a gente fala sobre isso, né? sobre a questão da taxa de consumo e como que isso beneficia a própria teologia da prosperidade, né? Não é um grande plano, um grande planejamento, mas isso acontece e é muito louco, né? Porque aí a galera vai ter crédito facilitado, vai ter minha casa, minha vida, eu moro na minha casa, minha vida, senão não teria casa, né? Aí vai ter acesso à universidade, vai poder financiar o seu carro, vai poder ter um um o chamado aumento da classe média, da classe C, sei lá, o nome que o pessoal vai dando, é classe C, classe D, tal, que a galera que aumentou seu padrão de consumo, não é que ela garantiu classe média, ela melhorou o padrão de consumo dada essa conjuntura. E essa conjuntura sobre essa religião que tá crescendo, a prosperidade prometida é entregue, não por causa do do divino ou dos pastores, mas por causa dessa relação específica de conjuntura durante o final dos anos 80, durante os anos 90, em especial primeira década dos anos 2000. Só que a partir daí começa a ter uma crise interessante, porque a galera começa a não ter mais esse acesso que tinha e começa a dificultar consideravelmente a vida e a gente tem novas crises hoje. De todo modo, que que interessa aqui nesse papo todo? Todo o processo dessas igrejas evangélicas em seu estabelecimento durante o século XX foi para conseguir o seu lugar, sua posição social estabelecida, relação com o poder político, estabilidade dentro da sociedade, estabilidade interna para poder fazer seu projeto de expansão do ponto de vista denominacional, congregacional e tal. E quando acessa esse processo, quando acessa esse lugar, imagina chegar um cara e falar: "Mas isso aí tá todo errado, hein? O capitalismo tá todo errado, tem que acabar". Aí o cara fala: "Pô, agora que eu cheguei e agora que eu me estabeleci, você vem dizer que tem que mudar tudo? Tá maluco?" Mesmo que essa galera não perceba, o grande esforço é para conseguir inserir-se dentro da reprodução social capitalista. E esse processo de inserir-se faz com que você seja defensor da manutenção da ordem vigente. E aí que tá. Então essa é uma parada muito massa, cara. Essa é uma parada muito massa. É a adequação do ponto de vista institucional ao capitalismo e uma comemoração desse processo. Vai ver. Último passo desse papo, vamos olhar um outro gráfico aqui muito importante. Essa aqui é uma estipulação de uma pirâmide da divisão social do trabalho. Chegou na hora certa, Guilherme. Seja muito bem-vindo, Guilherme. Toma aí. Chegou na hora certa da gente falar sobre a divisão social do trabalho do capitalismo e como isso vai se articular como último passo aqui da nossa discussão sobre a defesa institucional das igrejas e alinhamento ao catalismo. Essa divisão aqui, ela é bem genérica, mas pra gente entender como ela funciona. Classe não se organiza por renda. Renda não explica classe, renda explica renda, né? explica capacidade de consumo. Capacidade de consumo não é classe. É claro que por meio do capitalismo, se você tem uma maior capacidade de consumo, você tem uma maior capacidade de acessar recursos e bens e bens escassos dentro da sociedade. Porém, contudo, entretanto, todavia, não se pode confundir essas duas coisas. Classe tem a ver com divisão social do trabalho e a manutenção de privilégios que você tem dentro dessa divisão social do trabalho. Por quê? Porque dentro do capitalismo e das mercadorias é necessário que haja escassez para que o preço das coisas subam. E como tudo vai virando serviço e mercadoria, a gente entra nessa loucura de disputas. O capitalista é aquele que é dono do meio de produção, aquele que decide efetivamente sobre a divisão social do trabalho, para onde ela vai e para onde vai o rumo dos trabalho de todo mundo. Afinal, é o cara que coordena a massa da divisão social do trabalho. É uma divisão social, é um trabalho interdependente, socialmente estabelecido, mas os rumos desse trabalho vão de acordo com os interesses desse cara. O interesse é lucro, porque já tá pré-estabelecido que no mercado ele tem que tirar lucro. Então, para ele obter lucro, ele coordena toda uma divisão de trabalho. Abaixo desses capitalistas estão os gerentes e administradores, os CEOs, a galera que gere a empresa do capitalista, porque o capitalista não trabalha. Eh, a o animal não é capaz de tomar decisões. Ele precisa de alguém que faça essa gerência para ele. Imagina, ainda mais o grau de corporações que a gente tem, o tamanho das corporações, é impossível do cara gerir esse negócio. Então, abaixo tem esses CEOs das empresas, essa galera toda que faz a gerência e administração. Abaixo dessa galera, nessa divisão social do trabalho, tem um trabalho qualificado de manutenção do sistema, né? Que é o quê? é a galera que é profissional liberal, é os juízes, os médicos, os médios e pequenos empresários que tomam eh que disputam por preços, né, e são subalocados de acordo com o capitalista mesmo. É uma galera aí que tem que trabalhar, mas que recebe um bom um bom honorário para esse trabalho. Então, é importante a gente a gente perceber isso aqui, ó. Então, um trabalho qualificado de manutenção do sistema. professores eh muitas vezes entram nessa daqui, ainda que seu salário seja baixo e precarizado, mas entram nessa posição aqui de trabalho qualificado. Tem um trabalho qualificado que ele não é de manutenção do sistema, né? Não é o cara que é o médico que vai cuidar do cara para ele voltar um quanto antes para trabalhar, nem o juiz que cuida da ordem legal necessária para que o as regras da sociedade não sejam quebradas. Não é um trabalho qualificado, produtivo, que é a galera da fábrica, o pessoal ali que garante que a produção efetivamente role, seja na indústria ou no campo, trabalhadores assalariados, essa coisa toda. Abaixo tem a galera que é de trabalho sem qualificação, trabalho de de trabalhos reprodutivos, né, domésticos, de cuidados reprodutivos, de trabalhos braçais, construção civil, né, galera ali que fica batendo laje, levantando parede, não tem uma qualificação específica. Você só precisa garantir tua força ali gastada, vamos dizer assim, constantemente e abaixo tem a galera sem nenhuma qualificação e que não é absorvida pelo mercado de maneira nenhuma. Não, não tem, não tá conseguindo acessar esse negócio. Essa divisão social do trabalho, dentro da qual rola aquela reprodução que a gente falou agora há pouco. Por que que é importante falar isso? Onde é que estão os pastores nessa nessa pirâmide? Isso é importante. Os pastores entram em qual qualificação de trabalho aqui, saca? Os pastidores são profissionais em geral que precisariam ser qualificados do ponto de vista de que tem que ter estudo, né? Vai pregar, vai fazer suas coisas, tem que ter o planejamento da expansão da igreja, de organização e mediação de relações entre as pessoas, de administração e gerência daquele espaço. São pessoas que tm que se qualificar. Ah, Bruno, mas nem todo mundo é qualificado. Verdade. Muitos dos pastores são, como, por exemplo, o camarada que é que é porteiro aqui no prédio que eu moro. Ele é vigia, né? Vigilante, trabalha como controlador de acesso e é pastor, cara. tem dupla jornada, eh, pastor fim de semana e tal, e ele não tem uma qualificação alta, mas ele ocupa esse cargo. É verdade. Mas ele não é um cara que tá, por exemplo, como decisor na igreja, ele está em uma denominação periférica. E quem decide mesmo na igreja que ele participa é um outro cara, é o cara que tá lá na sede. O cara que tá lá na sede, que é pastor lá da sede, ele é branco de classe média, que tem acesso a bens escassos de educação e formação. Provavelmente é filho de um pastor anterior, reproduzindo sua classe e sua dinastia. A galera que decide dentro da igreja, ela decide mesmo, tá nos cargos decisórios, tá ali na na nas editoras, né, nas casas publicadoras, nas editoras, tá ali nas na na no pessoal que decide sobre a produção musical que vai ser consumida nas igrejas em massa. A galera que decide sobre os rumos de expansão da igreja nos cargos de presidente, vice-presidente, não sei o quê, não sei o quê. Essa galera de classe média aqui, ó, trabalho qualificado, cara. Tá no trabalho qualificado. Tá ali como uma classe média que tem seus bem estabelecidos. E se tá dentro das dinastias evangélicas, que é o que a gente comentou na primeira parte, e aquela galera que vai ficando e vai ocupando seus cargos e tal e garante que seus filhos ocupem seus cargos, essa coisa toda e a galera próxima que reproduza sua classe social e sua casta. Por que que ela vai contra? Por que que ela vai contra? Por que essa ordem estabelecida, qual seria o motivo dela ir contra se ela conseguiu seu privilégio? E nem falo sobre ter consciência disso. As pessoas, em geral, a gente não tem consciência porque a gente não tem consciência de classe. Ninguém tem, raramente a gente tem consciência de classe. Tenta se encaixar nessa pirâmide e pensa: "Qual é o seu interesse, manter essa ordem ou ter que substituir ela? o interesse da sua classe, especialmente quem não tem qualificação ou quem é super explorado, o interesse é acabar com isso, porque eu quero acabar com a super exploração. Só que a classe média no geral tá aqui, ó, nesse bolinho das três primeiras partes. E esta classe média dessas três primeiras faixas aqui, é a classe onde tem a maior disputa política ideológica efetivamente de combates, de produção de conteúdo, essa coisa toda, que é a galera que tá disputando e que entra nas contradições do conteúdo ideológico e político de ir contra o a favor dos interesses de sua classe. Do ponto de vista da ordem do sistema, é do interesse da classe média preservar sua posição de privilégio, porque ela corre risco de perder o privilégio e alguém que vem de baixo vira aqui para cima. ao passo que quem tá embaixo quer ir para cima ou acabar com essa pirosca toda. Então ela vai lutar entre as classes. Há um conflito e luta de classes entre as classes e intraclasses. Se a gente percebesse, do ponto de vista da reprodução social, ia todo mundo contra a manutenção da do do do da do da propriedade privada dos meios de produção, porque do ponto de vista social de inteligente, só que tem essas questões pessoais de eh comunitárias menores de organizações que fazem com que a gente lute entre a gente também e as classes médias como uma boa trincheira nesse processo. que quem tá embaixo não quer, quer subir, quem tá em cima não quer cair. E nesses processos há a luta e conflito de classes. A igreja se adequa ao capitalismo porque as suas grandes lideranças lutam pelo privilégio de sua classe como classe média privilegiada em relação aos demais e que se estabeleceu como classe média privilegiada dentro do processo de evolução da própria igreja evangélica. Saca? Tem razão, João. E é verdade. Eu vim das Assembleias de Deus. Muitos dos pastores dessas assembleias de Deus são negros, mas quem decide? Samuel Ferreira, Samuel Câmara, Aí Fávo, o Gabi, quem decide que classe que é, que cor que é? Quem decide verdade na igreja? É aí que tá. E a partir dessa posição privilegiada e decisória, faz com que a igreja institucionalmente se alie à manutenção da ordem capitalista. conservadora, pilantra e canalha que explora os seus trabalhadores de baixo, os pastores de periferia, as mulheres na na que nem tem direito a ser pastora, as mulheres que são super exploradas nas escolas bíblicas dominical, cuidando de criança, trabalhando muito mais que pastor pilanta e sem vergonha, que fica andando em BMW, que nos custa não sei quanto, super explora uma rede imensa para manter a sua posição e fazendo com que todo mundo trabalhe de acordo. E aí parece que a voz de Deus e voz da igreja tá defendendo o capitalismo, porque além de tudo se apropriam disso, né? Porque eles são os os o os poderosos em voz de Deus. Então, mano, isso aqui é muito sério. Isso aqui é um papo muito sério, porque quando a gente olhar o o quando a gente olhar o o senso, vai aparecer o quê? O censo vai aparecer que a maior parte dos evangélicos são mulheres negras de periferia. E é verdade, mas quem decide na Igreja Evangélica Brasileira é Homem Branco de classe média. E aí, meu amigo, o cara vai defender pelo seu privilégio? Sim. Vai lutar pela sua classe, sim. E vai se aliar com a classe política que garantir os seus privilégios. Sim. Um beijo, Malafia. Oi, Bruno. Fala, Cláudio. Você poderia indicar bibliografia para aprofundamento a respeito do assunto? É claro. Além dos artigos que nós temos na revista Zelota, que são muito bacanas a respeito. E lá a gente também faz referências bibliográficas. Eu queria destacar é que o Gideon Freire Alencar, cara que mais manja de de de pentecostalismo nesse país, o trabalho da Marina Correa, Marina Correa sobre as dinastias pentecostais, que é excelente trabalho da Marina Correa. A Jaqueline Teixeira, brilhante o trabalho da Jaqueline Teixeira, são autoras e autor que entendem desse núcleo básico do evangelicalismo brasileiro que dá tendência pros demais. E cara, e aí, por exemplo, eu nem falei ainda, nem falei sobre isso, mas a quando surge a teologia da prosperidade com os teleevangelistas, né, tipo Ed Macedo, RR Soares, o imitando os gringos, tipo Tim Swagart e aqueles outros malucos lá, essa galera vai fazendo, vai dar uma outra tendência que é dentro do pentecostalismo, todo mundo agora tem que ser showman e tem que fazer produtos para serem consumidos em massa. Isso também altera uma parada muito interessante. Sim, João, você pode dar quantos exemplos você quiser. [Risadas] Na convenção quem manda, cara? Na CGADB, quem que manda, pô? Quem ocupa os cargos decisórios? Quem seleciona quais livros entram ou não entram? O ponto é esse. E aí, meu amigo, não pega só raça. Eu falei de raça por questões, inclusive majoritárias de classe média e tal, mas pega por classe. Classe, raça. Essa a combinação que a gente tá fazendo. Classe, raça e gênero. Aqui é uma análise interseccional. É ver o padrão. Então, mesma coisa que pegar que a maioria evangélica é pobre, preta de periferia e mulher, mas na hora que diferencia quem ocupa cargo decisor e quem não, muda consideravelmente quatro. Então é muito muito massa. Exatamente, Luiz, né? N e e na ó, ó que doideira, né? Na presbiteriana tem o Supremo Concílio, né? E aí na presbiteriana você sempre tem eleição para ver o president, né? O cara que vai ali presidir e pá, essa parada toda. Há quantos anos é o mesmo cara? Até nisso os caras tão tendência episcopal, pô. Até no nos lugar que não era para ser episcopal é o mesmo humano a 6630 anos. É, meus amigos, então essas essas paradas a gente tem que analisar e discutir de uma maneira séria para entender essa relação entre capitalismo e religião, óbvio, capitalismo e igreja evangélica, óbvio, e também para saber fazer a crítica no lugar certo e planejar, caso a gente tenha uma intenção de uma outra igreja enquanto religiosos e religiosas, uma outra experiência religiosa para não reproduzir esse mesmo tipo de lance, porque a gente vai ter muita igreja progressista que faz o quê? só disputa nicho de mercado e se adequa igualzinho as conservadoras ao capitalismo. É igual a igreja conservadora, só que sabor morango. Aí, parabéns, sem nenhuma consciência de classe, sem nenhum planejamento dentro de um projeto nacional interessante. Temos que pensar, põe a mão na consciência. Bote a mão na consciência. Mas é isso, rapaz. A gente falou hoje, hein? Caraca. Mas acho que foi legal, hein? Acho que foi legal. Vai dar uns dois cortes imenso super lado político e o lado econômico. Acho que vai ficar legal. Vai ficar legal. Vocês curtiram a aula aí, aulinha geral. Dá papo, mano. Dá papo. Dá papo. Que é massa. Não é fácil, né? Seria mais fácil eu fazer um um res um vídeo de 15 segundos no TikTok, mas aí a gente não ia conseguir fazer esse tipo de análise que a gente tá fazendo. Então faz nem sentido aqui exigir esse tipo de coisa. Tem que fazer a parada com cuidado, com cuidado, com cuidado, né? [Música] É isso aí, minha gente. Chegou, passamos da hora do almoço já. E aqui a gente respeita o almoço. Em qualquer fuso horário do planeta, nós respeitamos o almoço. O meu fuso horário ainda é o fuso horário daqui e tá me dando fome, muita fome. Eu acordei muito cedo, tô com bastante fome. Mas é isso, beleza? Espero que vocês tenham curtido esse papo, hein, minha gente, que tenha rendido aí. Agradeço imensamente todo mundo que passou aqui por essa livezinha numa quarta-feira de manhã até a hora do almoço que foi bacana. Espero que vocês tenham curtido. Ainda bem que o almoço já tá pronto. É só dar uma esquentadinha. Fiz uma lentilha maravilhosa na segunda-feira à noite e ela ainda está rendendo. Lentilhazinha ficou show de bola. Lentilhazinha, arroz. P que eu já fiz toda a carne que eu tinha, que era um filé mi suino delicioso, que eu dou a dica para vocês, né? Como é uma carne boa e barata. Filé me suíno entre a carne suína é mais cara. É, mas ela é melhor e mais barata que a carne bovina. E é uma delícia. Então dá para temperar de diferentes maneiras. Na segunda eu fiz com curry, mas na sexta eu tinha feito essa carne aí com limão, sal, pouquinho de pimenta do reino e páprica doce. Ficou excelente. Então você fica a dica aí culinária. Fica bom. Vamos lá, né? Como diria o advogado do general Heleno, já podemos almoçar? Eu espero que sim. Eu espero que sim. Que a gente possa ir almoçar ou fazer um brant reforçado tal qual Alexandre de Moraes, que faz Bruns reforçados. O Brunch também é um conceito muito esquisito para mim, mas é coisa minha, cara. William, eu também, cara. Eu e eu respeito todo mundo que vem aqui para trocar ideia. Ninguém precisa gostar do que a gente tá fazendo, ninguém precisa gostar do conteúdo, mas tem que trocar ideia, tem que bater um papo, não pode ser babaca. E o João é o cara massa, mano. Tá sempre aqui trocando ideia com a gente, tá sempre vem aqui, peito aberto, troca ideia. É isso, é isso, é isso, mano. E o William tá toda razão. E João, estamos junto, cara. Eu tô contigo. Estamos batendo papo. Aí tem que trocar ideia. É isso aí, pô. Tem toda a razão. Toda a razão. E a gente tem que criar um ambiente saudável aqui, gente. Gente que acompanha essa livezinha aqui, esse canalzinho, ambiente saudável, em que a gente possa trocar ideia. É fácil? Não, é difícil, com certeza, mas a gente vai conseguir. Nós vamos conseguir porque seguimos aqui, né, trazendo a boa nova todo dia último até a vitória final. Então, a gente vai conseguir fazer isso. Agradeço todos, todas, todos. Agradeço o William por tá aí, porque tá em situação de Canadá e participou desse papo, o que não é fácil também. Então, abraço aí, meu querido. Espero que a situação de Canadá melhore para você e você continue aí, então que dê tudo certo e nós podemos seguir alegres e contentes trocando essas ideias. Venceremos em nome de Jesus. Amém, né? Deus abençoe muito a todos, todas e todos. Você que não crê em Deus, não tem problema. Ele gosta de você do mesmo jeito. E a gente segue trazendo a boa nova todo dia útil até a vitória final. Certo, minha gente? [Música] Boa nova todo dia útil até a vitória final. [Música] Valeu, Oh.