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A fé vem pelo ouvir

IGREJA E CAPITALISMO: COMO ENTENDER ESSA RELAÇÃO?

IGREJA E CAPITALISMO: COMO ENTENDER ESSA RELAÇÃO?

IGREJA E CAPITALISMO: COMO ENTENDER ESSA RELAÇÃO?

Pix: bruno@reikdal.net

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Legendas automáticas:

Fé, ciência do mundo, luz, testemunho
ser da terra o sol.
Seguimos trazendo a boa nova, todo dia
útil até a vitória final.
[Música]
É isso aí, minha gente. Bom dia. Como é
que vocês estão? Tudo bem? Eu espero e
desejo que sim. Espero que o som esteja
agradável, aprasível aos seus ouvidos
nesse exato momento. Vamos ajeitando os
trem aqui, né? Porque é tudo amador e
improvisado para não perder o costume. E
bora lá começar mais um papo no nosso
canalzinho às quartas-feiras pela manhã.
Bis
sempre às 9:30 da manhã e vamos ver se
tá tudo funcionando. Dar uma olhadinha
aqui.
[Música]
Vamos ver se o som tá bom. Som tá bom. O
som tá bom. Parece que sim.
Deixa eu ver se minha voz tá saindo de
maneira adequada.
Parece que sim também, mas a gente
sempre pode ser surpreendido. Bora ver.
[Música]
Opa, e deu uma falhazinha aqui, mas a
gente já vai corrigir.
[Música]
E acho que agora foi. Agora foi. Aí. E
aí? Estão me ouvindo bem? Espero que
sim.
Sejam muito bem-vindos, muito
bem-vindas, muito bem-vindes aqui ao
nosso canalzinho, a mais uma live pela
manhã. Fala aí, Gabriel, firmeza? Bom
dia, meu querido. Espero que você esteja
bem, tenha descansado e
de maneira adequado para que acordasse
de manhã de maneira saudável. Nessa hora
da madrugada já tá disposto e preparado
aí para muito rápido.
Seja muito bem-vindo e bom dia, meu
querido Gabriel.
Bora lá, bora lá.
Ajeitando os volumes das coisas,
baixando um pouquinho o volume da nossa
trilha sonora.
Bom dia, Jéssica. Bom dia, minha
querida. Esqueci de mostrar aqui o
Gabriel quando eu falei bom dia,
Gabriel. Estamos junto. Esqueci de
marcar aqui você. E bom dia, Jéssica. A
onipresente Jéssica. Ela tem uma
habilidade aí, não sei se vocês sabem,
uma habilidade especial de onipresência.
Não é toda pessoa que é capaz de ser
onipresente, mas Jéssica é. E aí é algo
que é consideravelmente importante nos
dias de hoje, quando nós somos obrigados
a ter 4, cis jornadas de trabalho ao
mesmo tempo e no pejotização da vida,
né? Então, bom dia, Jéssica. Que bom que
você tá aqui, gente do céu. É, acordamos
de manhã aí tentando ajeitar as coisas.
Bom dia, minha querida. Obrigado pelo
apoio, pelo carinho de sempre.
Pam p. O som tá bom? O volume tá
estourando um pouquinho. Como é que
vocês estão sentindo o áudio aí no
ouvido de vocês?
Quem puder dar um toque me ajuda
consideravelmente, porque aí eu vou
ajustando aqui para não ficar
desagradável, né?
Prezo muito por um áudio bacana, né? Não
que eu tenha um equipamento bacana, mas
pelo menos o áudio daí fica mais
interessante. Mais interessante.
P
o áudio tá OK? Tá OK. Tá ótimo. Tá OK.
Tá OK. E a gente vai melhorar em breve,
se nada dar errado, daqui a dois meses,
esse negócio aqui vai est mais
gostosinho de ouvir, vai tá mais mais
leve, mais suave, né? mais interessante
aí para vocês. E assim como as
musiquinhas vão melhorando também, tô
testando musiquinhas novas pra gente
poder brincar aqui com as nossas trilhas
sonoras, né? Importante inclusive pra
gente poder fazer um roteirinho legal e
um papo bacana.
Letria sonora faz toda a diferença.
Concordam? Eu concordo.
Por exemplo, semana passada, quando a
gente foi falar do Jones Manuel, eu usei
esse aqui, ó, para falar que ele tava
atacando
indevidamente
os pessoal de extrema direita, né? Os
grilos da extrema direita caçando eles
com bazuca. Uma musiquinha daquele
horror engraçadinho para dar o clima.
Tem tudo a ver com o papo. Fica legal.
Fica legal. Não sei se vocês gostam, mas
eu me divirto com esse tipo de de parada
que você muda o som, muda o ambiente, dá
um clima, o humor musical, né? Então eu
gosto desse tipo de coisa.
Ou quando a gente foi falar do Guilherme
de Carvalho, eu soltei esse daqui, né,
que era para falar, fazer aquela
piardoca de um ser humano esquisito, né,
viu?
É, é engraçadinho. Faz uma piadinha em
cima. Musiquinha de vilão. É legal.
Então é, é agradável aí pra gente
brincar um pouquinho com as trilhas
sonoras.
Par.
E aí a gente vai, né, guardando
especialmente músicas para depois
também.
Supostamente uma pessoa disse que não
conseguiu ver live que câmera fica
tremendo. É verdade, é difícil porque
ela fica tremendo. Aí você pode não ver
a live, você pode ouvir a live, pode
colocar no fone, ficar só ouvindo o que
ele me gostoso.
Pessoas que podem ajudar via Pix, ajudem
assim lives melhoram. Concordo, Jéssica.
Jéssica tem toda e obrigado por essa
força e por essa dica. Você que não
consegue ver uma live com a câmera
tremenda, primeiro é que você não está,
por exemplo, no ônibus. Porque se você
tivesse no ônibus vendo a live, você ia
est balançando junto, então não ia fazer
diferença nenhuma. Na verdade, talvez
estivesse equilibrado e você conseguiria
acompanhar a live como se tivesse
plenamente estável, né? Então esse é é
um ponto importante para você considerar
que você tá vendo o lugar errado. Se
você tivesse vendo dentro do ônibus com
ele balançando, a live estaria estável.
Mas como você tá vendo um lugar em que a
câmera está parada, esse é o problema.
Então acho que você deveria mudar o
lugar que você tá, caso você não goste
de live com câmera tremendo, mudar mudar
o ambiente que você tá para outro,
porque aí quando tá balançando fica
legal, equilibrar.
Mas tirando essa parte, eh, pô,
realmente vocês podem fazer como a
Jéssica tá dando a dica aí de dar uma
força, dá uma força aí com o Pix, né? O
Pix aí, apoia o nosso trabalho. A chave
do Pix tá aqui embaixo porque ajuda a
gente a melhorar. Eu tô aqui num espaço
completamente inadequado para fazer
atividades de lives.
Concordo, né? Tem toda a razão. Não vou
tirar o mérito de que aqui é coisa um
pouco improvisada. Eh, o meu computador
é um antigo Lenovo,
está apoiado sobre duas caixas de jogos
de tabuleiro moderno, caixas grandes,
como já comentei aqui outra vez, eh,
sobre minha cama, né, sobre o colchão em
que eu durmo. Então, duas caixas de jogo
tabuleiro, um computador, a câmera está
acima do computador ligada com USB,
crimal contato aqui no meu meu
computador, inclusive vez por outro el
dá uma desligadinha, por isso que às
vezes dá uma faiada na imagem. E o
microfone em cima de outras duas caixas
de tabuleiro de jogos um pouco menores,
né? E é por isso que tem essa
instabilidade toda enquanto a gente tem
a live, porque o meu colchão balança e
aí tudo balança junto. Minhas pernas
aqui dá uma balançadinha encosta na
cama, balança tudo ao mesmo tempo. É o
que dá morar num apartamento aí de 38
m². Então acontece esse tipo de coisa. a
gente acaba tendo esse tipo de entrevero
e tudo aqui preparado de maneira
completamente amadora e inadequada para
o prazer de vocês. Então fica aí a dica,
como a Jéssica disse, de que tem um Pix,
porque aí talvez quem que que talvez eu
consiga um colchão que não balança
daqueles que tem na propaganda de TV,
que aí você coloca o a taça de vinho na
ponta do colchão, que eu não sei qual é
o motivo que numa propaganda o pessoal
foi uma taça de vinho na ponta do
colchão. Que que eles fazem tomando o
vinho na ponta com deixando a taça do
vinho na ponta do colchão? Que que eles
estão querendo fazer? Qual o objetivo
deles? Eu não faço ideia. Mas deixa lá e
fica pulando do outro lado, mostrando,
ó, a taça não vira. Se eu conseguisse um
colchão desse, a minha câmera não
balançaria.
Então, eu preciso fazer uma campanha
para a troca do meu colchão para pegar
esses colchões estáveis. Aí não vai
ficar pulando a câmera. Acho que esse é
o caminho mais adequado, hein? Me
parece.
Não sei o que vocês acham, mas é uma
solução, uma solução bastante
interessante agora, né, que eu tô
pensando, tendo o colchão estável, fica
mais fácil. Seria melhor comprar uma
câmera mais interessinha legal que eu
conseguisse colocar lá na sala? Seria,
seria mais interessante aí conseguir
aproveitar outros espaços, né, aqui da
minha casa que desse para fazer um
estudiozinho mais legal, um espa seria,
mas por que não trocar o colchão? muito
mais interessante. Você não gosta aí de
balançar, então temos essas duas opções.
Ou você manda o Pix pra gente poder
trocar o colchão aqui na minha casa e
manter aqui a estrutura. Ou você vai
assistir essa live no buzão, porque aí
quando tá balançando no buzão, parece
que a câmera tá estável. São essas duas
dicas que eu dou para vocês e obrigado
Jéssica por essa oportunidade de fazer
esse pedido encarecido de esmola.
Estamos junto.
Ué.
Pronto. Aí. Ah. Ah. Pronto. Agora meu
mousepad resolvendo funcionar. Aí você
me lasca computador. Não faça isso
comigo.
É, minha gente, tá frio onde vocês
moram? E Jesus Cristo, como está frio
aqui no Capão Redondo.
Ontem eu voltei para casa à tarde.
Tivemos uma atividade de formação.
Ontem, meu amigo, tava um gelo
e doí os ossos. Não é agradável isso.
Isso não é bacana. Não é bacana não. Não
recomendo.
Não recomendo frio.
E eu sou da teoria de que ninguém gosta
de frio. Mas não sei se vocês também
estão de acordo com essa teoria.
Tum. Hum. Deixa eu preparar um negocinho
aqui.
Vocês estão acompanhando o famoso famoso
julgamento ou não sei se é julgamento
já, né? Os depoimentos
do pessoal lá em Brasília. Não sei se
vocês estão acompanhando isso. Eu só
consigo pegar os highlights e eu nem sei
se tá sendo tão legal aí o jogo todo,
né? Consigo pegar aí os melhores
momentos e me parece que está sendo
bastante divertido, né? Não sei. Galera
tá curtindo bastante o que tá rolando lá
em Brasília. Não sou,
não tô conseguindo acompanhar na
íntegra, mas tá interessante. Tá
interessante.
Vi que o nosso querido
ministro do Supremo, Alexandre
tem tido o hábito de fazer piadas
durante esse processo aí.
Parece que tá animado.
Certo.
Montado aqui. Pronto.
Con Jéssica, tem o mesmo problema. Eu
não sei como as pessoas aguentam
assistir 3 horas, 5 horas, 6 horas,
daquele papo todo lá com aquela
formalidade, né? Pelo menos o Xandão tá
sendo engraçadinho, pelo menos nos
melhores momentos que eu pude
acompanhar. Ele tá sendo divertido e
fazendo piadas para descontrair, quebrar
o gelo. Então a galera aí tá tá tá
animada. Tá animada. Mas eu também não
sei. É muita paciência. Meu pai amado.
Muito mais legal ver uma live com a
câmera balançando.
Também não faço ideia.
Olha, isso também é bastante. Gabriel,
você tocou num ponto que me interessa
também.
É muito mais legal você ver a fofoca,
né, das tretas que acontecem lá na
política estadunidense. Por que isso? É
fofoca.
Ali é a briga entre socialites, né?
Esses riquinhos, filhinhos de papai,
adolescentes de meia idade, que estão
brigando de maneira completamente
insana. O que me faz lembrar de um ser
humano que a gente tem que sempre
lembrar também que ele tem excelentes
ideias, que também acompanha os
bastidores da política estadunidense,
que nem são tão bastidores assim, porque
tá bem explícito em certa medida, que é
o professor Rock. E aí, quem não viu a
postagem que nós fizemos agora
recentemente aqui no canalzinho, na área
da nossa comunidade, do professor rock,
eu recomendo que vocês assistam lá, que
vocês leiam lá na postagem, porque o
professor Rock é um ser humano muito
particular que tem habilidades que
poucas pessoas têm, né? Professor Rock
tem uma habilidade que poucas pessoas
têm, que é a habilidade de treinar a
capacidade de prever o passado.
Não é todo mundo consegue fazer isso,
não. Preverado é para poucos. São poucos
humanos que conseguem prever o passado.
É algo aí que a gente tem que
considerar, né?
[Música]
Não são bffet entre o o o
Musk e o e o Trump acabou. Eles eram
amigos para sempre, melhores amigos.
tinham feito um pacto
de estarem unidos, mas pacto foi embora
rapidinho. E aí, mas assim,
são tudo b de maluco, com todo respeito.
Tem gente que tenta buscar racionalidade
naquilo ali. E eu, se vocês acompanham
aqui no canalzinho, já viram eu falar
várias vezes que não tem nenhuma
racionalidade naquele negócio. Às vezes
as pessoas são só burras mesmo. E a
gente esquece desse detalhe, que pessoas
burras podem ocupar cargos importantes.
Elas podem executar funções importantes,
elas podem executar poder e ainda assim
serem burras. O fato de serem ricas não
significa que elas não sejam burras. O
fato delas estarem em lugares
importantes não significa que elas não
sejam burras. A burrice é um dado social
relevante.
É um dado aí da realidade social muito
relevante e que a gente menospreza.
Eu consideraria aí que se a gente não
trabalhar com a categoria burrice, a
gente talvez não entenda alguns
processos aí. Esses caras são maluco e
são burro e estão tomando decisões
completamente estapafúdias.
E a gente tem que começar a aceitar que
de burrice em burrice
a coisa só pior, exceto pro rock, porque
pro o rock tudo tem um grande plano e
tudo tá sempre muito bem visto, muito
bem percebido. Cara um gênio, um gênio.
Aliás, vou até já fazer um comentário
sobre o professor Rock. Já já.
Opa, bom dia, companheiro.
Olá. Ele tá dando olá para o jovem, né?
Então, se você é jovem, dê olá para o
cará. Eu esse ano, de acordo com a
Organização Mundial da Saúde, não com as
leis brasileiras, porque de acordo com
as leis brasileiras, eu já deixei de ser
jovem. Mas de acordo com a Organização
Mundial da Saúde, neste ano, na Graça de
2025, eu cruzo a linha da juventude e eu
não sei o que vem depois de jovem, não
sei quais são as categorias. Mas de
acordo com a Organização Mundial da
Saúde, esse ano eu completo 36 anos e
passei aí do 35, que seria a linha da
juventude.
O que nós somos depois disso?
Não sei, mas deixo de ser jovem em
alguns meses, poucos meses.
Salve Luiz, bom dia, meu irmão. Como é
que você tá? Hoje vamos descobrir o
porquê da igreja sempre ficar do lado de
empresários, políticos, extremas
direitas, sunistas, colonizadores
safados.
Sim,
em uma palavra.
Sim,
esse highlight eu vi de ontem, vi hoje
de manhã. Maravilhoso, gente.
Vamos lá. Pera aí que eu tenho até que
mudar aqui o
Tem que mudar a música.
Não tô conseguindo acompanhar aquele
negócio do pessoal lá do
que tá sendo julgado e tá depondo em
Brasília. Os generais safados,
o pessoal aí golpista, acusado de
golpismo, né, que pratica ou pensa e
planeja eh GLO legítimo, essa galera
toda. Mas eu vi algo maravilhoso hoje
pela manhã.
o advogado de um dos elementos que está
lá,
um dos elementos que já é uma pessoa que
cruzou a linha da juventude há bastante
tempo,
que tem em seu nome uma referência à
Grécia antiga, dado que seu nome é
Heleno Dieleia, talvez
este humano que já cruzou a linha da
juventude há bastante tempo.
Tem um advogado assassem ou tem cara de
ser jovial com uma bela barba.
E esse advogado fez uma pergunta para o
seu cliente
cuja resposta deveria ser sim ou não.
E não satisfeito,
o cliente, ao invés de responder sim ou
não, resolveu estender sua resposta e
entregar informações indevidas para as
pessoas que o acusavam.
Ele não é obrigado a criar provas contra
si mesmo, mas ele vai lá e não pode ver
uma prova que ele pode criar contra si
mesmo que ele cria. E ele estendeu sua
resposta e o próprio advogado fala:
"Senhor, por favor, é sim ou não? Para
de falar."
E o meliante começa a rir percebendo que
tá fazendo a besteira, mas eu não sei se
ele se deu conta de que ele é um caso
dele que talvez seja um potencial
presidiário, ou seja,
é muita pataquada junto, é de
maravilhoso, é divertidíssimo. É
divertidíssimo. Mas sim, sim, Luiz, hoje
nós vamos falar sobre o por que essa
galera se reúne, né? Por que que tá
acontecendo isso todo? Porque que a
igreja toma essas posições? E em uma
palavra sim, diferente do general Heleno
que conseguiu responder, não sim ou não,
mas uma grande, né, uma excelente
resposta longa. E falando de burrices,
sim, estamos falando também dele,
Carapa. Mas não só dele, estamos falando
aí de muitas pessoas que ocupam cargos
decisórios importantes, seja político,
seja econômico, e que tem como grande
característica praticar a burrice.
Então, é algo da gente aí levar em
consideração e que nós não podemos
deixar de lado, porque a burrice é um
dado relevante da realidade social e a
gente às vezes menospreza ela. Então,
importante a gente tomar mais cuidado
com isso.
[Música]
É exatamente, Jéssica. Ok, falando em
burrice, né? O Musk é um animal
com a criatura aí que, pelo amor de
Jesus Cristo, ele não, ele gosta de
demonstrar como ele é burro. O cara,
acho que o cara tem orgulho disso, né?
Tem gente que faz burrice quietinho, mas
o cara consegue expressar aí de maneira
consistente. Vamos dizer que ele é
consistente. Ele é uma pessoa aí que
realmente leva a sério o que ele faz.
Imagina o cará que esse seja a categoria
depois de jovem, né? Se você cruza a
linha da juventude pós- jovem, você é só
uma pessoa triste. Pode ser? Não sei, eu
vou descobrir isso esse ano, daqui a
dois meses, mas se o nome para quem
cruza a linha da juventude é triste, eu
já cruzei há muito tempo, porque a
tristeza também é algo que participa com
considerável frequência o meu dia a dia.
Então, talvez eu já tenha nascido velho
ou nascido triste ou nascido pós-jovem.
Não sei qual vai ser a categoria que tem
depois de jovem, mas parece que é isso,
cara. Tô pensando aqui,
é uma característica, é uma
característica
importante.
Ai gente, é impressionante.
Impressionante como a gente se diverte
nesse mundo mediante tristezas, né?
Começar bem o dia, começar bem o dia,
tomando café e rindo na cara do fim do
mundo. Isso é coisa muito importante.
Começar a semana aí rindo da cara do fim
do mundo. Nós 15 pessoas que estamos
aqui batendo esse papo. Obrigado por
vocês. Não tem absolutamente nada mais
importante para fazer do que a gente
conversar. Eu agradeço muito porque é
legal.
Dá apoio, a gente troca essa ideia, bate
esse papo.
Eh, e para mim é um prazer, uma honra.
Que bom poder compartilhar conteúdo,
discutir, conversar. trocar algumas
informações e fazer algumas breves
reflexões.
Opa,
valeu aí, Felipe L passando para deixar
o apoio ao grandíssimo. Não sei quem é o
grandíssimo, mas eu agradeço o apoio,
caso seja para mim. E o que me lembra
também daquele grande fatídico momento
em que Iago Martins, conhecido também
por ter um canal chama 2D teologia,
ficou chateado porque eu não dei para
ele minha força e meu apoio. Então aí
minha força e meu apoio aí para você,
querido. Então fique chateado, não fica
chateado, não fica chateado. Deir a
pessoa para você a força e apoio. Acho
que agora você fica mais tranquilo
assim. Mas obrigado pelo apoio aí,
Felipe. Estamos junto, querido. Sempre
aí acompanhando e dando aquele carinho
pro canal. Obrigado. Obrigado, mano.
Tamos juntos.
9:30 da madrugada, quase 10 horas da
madrugada e a gente tá aqui trocando
esse papo. Muito bom.
E o nosso papo hoje, né, como falou pro
Felipe, é exatamente isso. Outro Felipe.
Somos muitos Felipes aqui.
O Luís Felipe, no caso, né? A gente
falar um pouquinho hoje o que que
acontece com essa igreja brasileira, meu
Jesus Cristo.
E não pode ver um lado errado que vai lá
e apoia. Impressionante.
Pode vir um lado errado que vai lá e
apoia. Até anotar um negócio aqui
importante também para adicionar ao
nosso
roteirinho de hoje para falar sobre
igreja evangélica e capitalismo.
Como um todólogo que pratica tudologia,
que que eu acho sobre Zé Felipe
Virgínio? Eu acho que eu não faço ideia
do que que a gente tá falando. Eu sei
que a Virgínia Mina que foi lá falar
sobre os negócios do das bet dos do jogo
do tigrinho na CPI esquisitíssima que
tava rolando e a galera deixou selfie.
Esse é o máximo de informação que eu
consigo reproduzir a respeito dessas
duas pessoas. Mais do que isso, eu sou
incapaz, então não sou capaz de opinar.
Foi mal aí, Felipe.
Perdão, errei. Vou ter que estudar mais
sobre esse tema.
Pô, esse é um papo legal, Jéssica. Vou
vou vou cara, esse é um papo legal que
eu gosto de ter.
Sim
e não.
Eu vou concordar contigo e vou dizer não
ao mesmo tempo,
usando de maneira responsável,
científica e adequada o perspectivismo,
diferente de algumas pessoas, de alguns
grupos filosóficos. Aí sim, você tem
razão. Tá do lado errado sempre, sempre
que tá aí desse lado de massacre,
perseguição e tal, porque nós temos um
critério,
um critério estabelecido que nos permite
fazer o julgamento sobre essas ações e
os efeitos delas.
Ao mesmo tempo, sobre esse mesmo
critério, eu não, a gente pode até
conversar um pouquinho daqui a pouco
sobre esse critério. A gente olha para
essa mesma instituição ou pessoas que
fazem parte dessa instituição igreja.
e vê que é ao mesmo tempo que por um
lado ela tá massacrando, por outro ela
cria condições de produção e reprodução
da vida de várias comunidades, grupos e
pessoas. Então, ao mesmo tempo, né?
Então você tem razão, sempre que
acontece isso tá do lado errado. E
sempre que faz outra coisa não tá,
porque tem esse critério que a gente
pode discutir quais são, qual é, né, e
como que a gente estabelece para julgar
os efeitos e as ações por as agências de
uma determinada instituição, de um
determinado grupo, uma determinada
comunidade.
É, na realidade social fala, pô, isso
aqui é bom, isso aqui é ruim, esse é um
bom lado, esse é o lado errado, vamos
dizer assim, esse é um lado que a gente
considera válido, esse é um lado que a
gente considera inválido, incorreto.
Então,
ao mesmo tempo, a depender de como a
gente observa o que tá acontecendo num
fenômeno ou ou numa determinada
situação,
ao mesmo tempo que eu posso ter um como,
pronto, como diz Marx na
introdução à crítica à filosofia do
direito de Hegel ou nome gigante, que é
o tal do texto em que ele fala que a
religião do povo, né? Ele fala que a
religião é do povo, porque ela é o
consolo da criatura oprimida,
mas ela ao mesmo tempo é expressão da
miséria desse mundo.
Ao mesmo tempo, ela é uma instituição eh
que faz mal, que prende, que aliena, que
mesmo violenta. E ao mesmo tempo é o
espaço em que as pessoas muitas vezes
são livres, encontram espaço para sua eh
para suportar as dores ou mesmo para
expressar sua espiritualidade, conseguir
viver a vida de maneira mais adequada,
melhor, mais agradável ao mesmo tempo,
né? Tem um outro texto que ele fala,
onde é que é? Eu acho que nos
manuscritos econômico-filosóficos que
ele retoma esse tema de religião, fala
novamente nessa tensão, ele fala ain,
ainin em alemão, né? ao mesmo tempo. É
isso e isso ao mesmo tempo, porque é uma
tensão dialética que você tem em que eu,
por exemplo, eu vou à igreja e ao mesmo
tempo que eu tenho uma experiência eh
religiosa que me alivia, que me dá
sentido pra vida, que em certo sentido
me liberta.
Ao mesmo tempo, se eu não tomo cuidado,
se não há um crio, um critério
interessante, ela pode ser alienadora,
porque ela me distancia das causas da
realidade e dos problemas desse mundo em
que eu tenho que intervir para que eu
não tenha que sofrer tanto. Ou seja, ao
mesmo tempo, ela pode ser uma parada que
faz bem e uma parada que faz mal ao
mesmo tempo. Então, acho que a gente tem
que pode avaliar sobre esses aspectos e
sobre os efeitos que ela que a
instituição igreja e as pessoas
envolvidas nesse movimento religioso e
nessa instituição criam. Então, eh, pra
gente complexificar um pouco a nossa
análise e o modo como a gente trabalha
com a realidade social e com a história
propriamente dita. Então,
não ser nem um apologeta
e nem um
eh escrojeta, né? Só vou jogar pro lixo,
tirar para nada, não sei. Tem o mínimo
de bonso e qualificar um pouco mais, né?
É, o fã clube, ele é um problema mesmo.
Fun clube. Por isso que eu me esforço
muito para não ter fã clube. Eu esforço
diariamente, tremendo a câmera aqui do
computador, fazendo piadas ruins,
ofendendo pessoas gratuitamente, né,
aqui na na live de maneira delicada, por
exemplo, dizer, vocês não tm mais nada
importante para fazer pela manhã. Eu
quero, pô, tá dizendo que eu sou um
vagabundo. Sim, faço isso
constantemente. Para quê? para que eu
não tenha um fã clube. Então, um esforço
constante para que não haja fã clube
para não ter problema, né? O pessoal diz
isso mesmo. Jesus era legal, problema é
o fã clube. Então fal, eu já vou
eliminar o fã clube para garantir que eu
vou ser só legal. Então a gente já vai
tirar essa parte aí do fã clube.
Trabalho arduamente para não termos fã
clubes.
Muito equivocada. Não é pouco. Não é
pouco. O pessoal lê essa frase do de
Marcos Dop do povo e lê. Nossa. Jesus
Cristo faz uma tristeza para começar
como antipropaganda, né? Eu já começa
errado aí que é para dizer que olha como
os marxistas são. Eles dizem que a
religião é uma droga que faz mal e
entende em sentido negativo,
estritamente negativo. E por outro lado
tem a propaganda do sentido de olha como
Marx disse que é é a religião óbvia do
povo, então é uma coisa ruim mesmo. É,
então nem é para vocês serem religiosos,
ninguém pode ser religioso aqui no nosso
movimento marxista, as duas coisas. E aí
ninguém lê o texto, ninguém entende qual
é a metáfora, ninguém trabalha de
maneira interessante. Vou até deixar uma
dica aqui, hein, Merchã. Bacana,
importante. Temos aqui no canalzinho o
curso, para quem é membro, membra,
membre, membresia do nosso canal, o
curso Marx e Religião, que tem nove
aulas. E nós lemos esse texto, nós
discutimos eh esse conteúdo e situamos,
contextualizamos o a frase o OP do povo,
como Marxa trabalha, inclusive
demonstrando que nem é de Marx essa
frase, nem é muito original. A crítica
original de Marx não tá aí, a crítica tá
em outra coisa. E aí, quem se interessar
sobre o tema completo, vira membro,
membra, membro, membrezinha do nosso
canalzinho, porque o conteúdo tá lá
integralmente. El fala: "Bruno, não,
porque eu não sou trouxa. Eu não vou aí
pagar R$ 4,99 para fazer parte do seu
canalzinho.
Você tem toda a razão. Sabe o que você
pode fazer? leu um artigo que eu
publiquei chamado para uma uma
contribuição, para uma
contribuição para uma crítica da
religião, uma crítica marxista da
religião, contribuição para uma crítica
marxista da religião, porque lá tem em
artigo acadêmico eh para você poder ler
e é legal. Então fica a dica aí de você
que não quer gastar R$ 4,99 acompanhar
lá o ler esse artigo. É um artigo muito
bom e eu recomendo que você leia,
pratique a leitura, né? Ela é
importante. Então, pessoa, humanidade
que tá aí, para não cair nesse erro que
a Jéssica tá indicando aqui, não cair
nesse erro de ler de maneira equivocada,
lê esse texto. Ah, não gosto de ler.
Vira membro do canalzinho e assiste o
nosso curso. Quanta coisa interessante.
E um comentário que já já vou fazer
sobre do povo também. Vou até adicionar
aqui ao nosso
roteiro ópio do povo. A gente pode falar
sobre isso aí porque eu gosto desse
tema.
Pô, Kevin, tá junto. Que isso, meu
irmão? Você tem toda a liberdade do
mundo. Você fica em paz. Você salva as
nossas vidas. Não, estamos junto. Um
grande abraço. Deus abençoe. Boa
correria aí na quarta-feira, né? Às 10
da manhã de madrugada, umas 10 da manhã
nessa quarta-feira que é praticamente
fim de semana já. Então, espero que seja
um excelente dia de quarta-feira para
você que dê para aproveitar. Tamo junto,
Cláudio. Como é bom ter você por aqui,
meu querido. Bom dia, mano. Que bom
demais. Bom demais, Cláudio, que a gente
não acompanharam aqui a primeira live,
nós agradecemos esse camarada aqui,
Cláudio, dá uma força imensa aqui pro
canalzinho, uma força imenso pra minha
correria. Muito, pô, um beijo imenso,
cara. Deus abençoe muito você, sua casa,
sua família. É, nós estamos juntos e
valeu por colar aí. Espero que você
curta o papo de hoje. Acho que vai ser
um papinho bacana, bem interessante. Tá
bom. E não tá atrasado não. A gente faz
um papo aqui. Eu me me disseram, cara,
que no YouTube
ele demora para entregar que tá tendo
live, né? Ele enrola. Gente, fala assim,
ó, seguinte, o seguinte,
o cara abriu uma live lá, ele tem que
segurar por uns 30 minutos, 40 minutos
para eu começar a entregar essa live.
Então eu tenho que ficar aqui trocando
essa ideia, que para mim é uma delícia,
mas a gente acaba tendo que dar uma
enrolada. Então, perdão aí para quem
veio aqui pela pelo conteúdo central do
vídeo, mas eu tenho que fazer isso
porque o YouTube ele faz essa
malandragem, o algoritmo dele é do mal.
Então você não tá atrasado, você tá em
tempo, tá em hora. Tamo junto,
Bruno, você pode fazer uma revelação?
Eita! Sim,
da pessoa do canal de perguntas que
acompanha seu canalzinho. Quê? Uma
revelação da pessoa do canal de
perguntas que acompanha o seu canal. Eu
posso estar com sono e eu não entendi a
pergunta. para fazer uma revelação da
pessoa do canal de perguntas que
acompanha seu canalzinho. Talvez eu
possa se eu entender melhor a pergunta,
mas eu faço a revelação aqui. A gente
revela tudo. Revelamos o oculto
tal qual o professor Rock, que também
sempre revela o oculto que acabou de ser
revelado, né? Ele chega um pouquinho
atrasado, né? Capacidade de prever o
passado, ter futuro daquilo que já
aconteceu. Uma pessoa incrível. A quente
também também eu não entendi a pergunta
por incapacidade minha e talvez por
sono, porque ontem trabalhei até tarde,
bem tarde e hoje acordei bem cedo, então
foi mal aí, mas eu posso fazer
revelações, faço char revelação. Então,
dos meus trabalhos aí,
pô, cara, vou dizer, cara, para que o o
Avolução dos Bichos é é um livro que ele
é uma fábula, né? Uma fábula
encantadora. Alguém até, acho que foi na
live passada, alguém comentou a gente
falou: "Pô, é um livro de literatura,
né? Vai ler livros de história." Mas é
uma fábula. é uma fábula que pode ser
usada de muitas maneiras. Esse é o
grande lance das fábulas para críticas,
para interpretações. Eu tenho um jogo de
tabuleiro aqui em casa chamado War Zoo,
que é um jogo brasileiro baseado na
revolução dos Bichos. divertidíssimo,
assim, não é o melhor jogo do mundo, mas
ele é divertido. E a gente se diverte,
faz parte da nossa mitologia ocidental,
ainda mais hoje em dia, façamos uso
moderado daquilo que temos à disposição.
E me também acho, acho que dá pra gente
fazer uma crítica, eh, diferentes tipos
de crítica, assim, diferentes tipos de
crítica. Só para não perder a linha,
antes que eu esqueça, esse lance da
crítica humano, por exemplo, eu acho que
ele tem uma percepção de humanidade
extremamente negativa e exclusivamente
negativa, né? Na revolução dos bichos,
falando dos animal, ele tem uma
percepção da humanidade muito negativa.
A incapacidade de perceber pretensão ou
potencialidade de bondade nos seres
humanos, né? Sempre vai ser ruim. Por
quê? Porque a natureza do humano é ruim
e reproduz essa ideologia que aí eu
tenho problemas com ela e tem inclusive
raízes religiosas, mas é um outro
problema. Pô, tamo junto, tamo junto,
Cláudio. Um beijo, mano. Aí sim, hein?
No home office. A vantagem do home
office, a vantagem do home office é
essa. A gente pode botar o fone, fica
com o ouvidinho ali ligado numa trilha
sonora e numa voz horrível falando por
cima que é a minha.
Estamos juntos, Fro. Termo capitalista é
um termo esquerdista. E eu e eu provo.
Então pode provar. Prove à vontade. Não
sei se o termo, se do esquerdismo ou se
do capitalismo, mas prove.
Pergunta ponto exclamação. Você acha que
as religiões trazem risquícios de uma
sociedade que não trabalha na lógica do
mercado capitalista?
Felipe, você encontrou um elemento muito
importante.
Boa parte das contradições entre uma
tradição religiosa e é o desenvolvimento
das forças produtivas e das relações
sociais
são os elementos que permitem fissuras
e críticas a partir do âmbito religioso
à ordem social e mesmo forçam reformas
dentro do âmbito religioso para se
adequar ao âmbito social. Você encontrou
aí uma parada muito massa, cara. Aí é
sofisticação de pensamento, aí é
sofisticação de discussão legal, saca?
Isso é muito massa, muito massa.
Tem um elementinho aí muito muito
bacana. Tem um livro, infelizmente só
tem espanhol, do Franzin Lamit, chamado
Ideologias del Desarrollo e Dialética da
História, Ideologias do Desenvolvimento
e Dialética da História. Logo no início,
na introdução,
ele faz uma discussão sobre ideologia e
crítica da ideologia que passa por esse
elemento de conectar de de de perceber
como se desenvolve da crítica da
religião para a crítica da economia
política no pensamento de Marx essas
contradições. Ou seja, a religião, ela é
um elemento muito tradicional e que
necessita da reprodução de certos
padrões que tem valores que não
necessariamente estão adequados com o
desenvolvimento acelerado das forças
produtivas e das relações sociais,
deflagrado na modernidade, especialmente
a partir do capitalismo. Então, há uma
contradição clara entre esses elementos.
A religião, ela é forçada a se adequar a
essa reprodução social, que a gente já
vai falar disso, inclusive. E esta
reprodução social, ela não pode ficar
encachxotada dentro da religião, então
ela tem que se separar dela. Por isso
que vai ter que ter um espaço que é
laico, um espaço em que essa religião
não entra, porque se depender dos
valores religiosos, vai frear o
desenvolvimento das forças produtivas e
mesmo das relações sociais. Só que o
desenvolvimento das das forças
produtivas e das relações sociais faz
com que a religião tenha que se adequar,
porque é muito mais forte que ela. Então
você tem essa contradição e essa tensão
constantes. Você tocou no elemento
muito, muito massa.
É a mesma mensagem, cara. Mas pode
provar. Prove.
provemos à vontade, façamos prova de
tudo.
Eh,
isso, cara, claro, claro. É o grande
lance é que uma pessoa religiosa, e a
gente vai falar sobre isso também, a
gente já até comentou na outra live,
um pastor conservador, por exemplo, ele
pode até dizer assim: "Olha, eu não
tenho intenção de transformar a mensagem
de Jesus numa mercadoria,
mas não há questão de intenção. Você é
obrigado a, porque o modo de produção e
reprodução da vida está baseado na forma
mercadoria e transforma tudo mercadoria
para ser trocada, consumida e vendida."
Então você não tem nem opção,
você é forçado a, ainda que não seja a
sua intenção. E essa dinâmica tem a ver
com essas contradições de que o modo de
produção e o desenvolvimento da das
forças produtivas e das relações sociais
invade a igreja, não respeita a porta da
religião, né? O capitalismo passa na
frente e fala: "Ah, não, não, aqui é uma
igreja, não entro não, meu amigo. O
capitalismo é um demônio que não
respeita o ambiente do sagrado. Ele
entra ali e faz o fuzu e você é
obrigado. Obrigada. a ter que se se
adequar a isso. Ah, mas eu não queria
ter que transformar o meu discurso
religioso, meu conteúdo em um produto a
ser vendido, uma mercadoria. Ótimo. Para
isso, então você tem que mudar as
relações sociais.
Simplesmente pela vontade não vai rolar.
Ah, agora entendi. Agora saquei. Saquei.
Cara, eu vou revelar. Eu vou revelar.
Vou revelar da seguinte maneira.
A revelação.
Será? Agora entendi. Agora entendi. Para
para contextualizar, tem a galera, minha
gente, que é o seguinte.
tem uma determinada um determinado
programa de um determinado pastor, de
uma determinada igreja que responde
perguntas praticando a tudodologia
opinológica generalizada
com perguntas enviadas pelos eh ouvintes
ou pelas ouvintes por e-mail. E aí a
gente jogou um bait, o cara caiu no
bait, né, que a gente contestou ali se
realmente seriam pessoas, se perguntas
inventadas pela produção. E aí o pastor
tá respondendo, né, coisas ali que foram
escadas que ele criou para ele mesmo.
Digamos que seja de uma igreja que tem
um pastor,
da mesma igreja em que tem um pastor que
já convidou
duas vezes
o menino Pavanato, que foi atropelado
por Gustavo Machado num debate
pro seu podcast,
isento e sem política. Isento, isento
podcast isento. Aí é do mesmo da igreja
de um mesmo pastor que convidou duas
vezes o o menino Pavanato
para ir lá no podcast. Porque não basta
errar uma vez, tem que errar duas vezes
com muita convicção. Não basta convidar
uma vez esse esse menino, tem que
convidar duas, né? Menino que inclusive
no primeiro podcast diante de dois
pastores disse que a ditadura não fez o
trabalho direito perseguindo os
esquerdistas e nenhum dos dois pastores
disse: "Menino, lava a boca antes de
falar". O que parece que eles coadunaram
com essa posição. Então,
mais um ponto aí pra gente ficar atento,
né? Atento. Aí,
rapaz, pode provar. Prove, faça
degustação.
Aprove, deguste que o termo capitalismo
é um termo esquerdista.
Prove, mas eu não sei se você vai provar
o do esquerdismo, provar do capitalismo,
mas prove. Prove, faça a degustação das
coisas. importante e também não sei qual
é a relevância disso, mas tamos junto.
Tamos junto, Walter. E que bom que você
tá aqui.
É pegar essa frase, por exemplo, se
alguém não quiser trabalhar também não
coma, que é a frase bíblica e soltar na
cara do humano,
né? De lascar. E a gente teve que ver
pastor que reproduziu isso, né? Ah,
Nicolas Ferreira também reproduziu isso.
Você vê como o discurso é um problema da
nada. É, cá estamos.
Exatamente. Comunismo é materialista. A
água e o óleo também.
Estamos chegando aí em grandes
conclusões.
Bom dia, Guinho. Bom dia, gente. Quem
não conhece Guinho, vá até o canal do
Guinho e acompanhe o canal do Guinho.
Valeu o canal do Guinho. Vá ver o canal
do Guinho porque lá tem lives em
horários adequados, diferente do nosso
canal, que o horário é completamente
inadequado pela manhã numa quarta-feira.
Mas o canal do Guin não tem lives de
horários adequados. Vá acompanhar o
canal do Guin. Um beijo, Guin. Tamamo
junto, pô.
Exatamente. A gente comentou isso, né?
Não, vamos transformar a fé em
mercadoria. E o cara tá simplesmente
vendendo a mercadoria, seja no TikTok,
seja no Instagram, seja mesmo no culto,
né? OK. Ele tá ofertando que é isso, a
dinâmica não é o que ele não é o que ele
deseja, não é a intenção do pastor. Ele
tá ofertando um produto paraos seus
consumidores dentro da igreja e ele
disputa esses consumidores, esses
clientes da igreja com outras com outras
denominações, com outras igrejas e e
tenta criar coisas cada vez mais
atrativas. Ele é obrigado, não é não é a
intenção do pastor, ele é obrigado a ter
que fazer isso pelo modo como nós
organizamos a produção, reprodução da
vida.
Perceber isso é muito importante. E esse
é um papo legal de ter com quem é
conservador, com a pessoa que fala:
"Cara, eu não sou de esquerda, não sou
marxista, não sou nada disso". Eh, mas
eu quero ter uma conduta de fé adequada
e condicente com aquilo que eu acredito.
Muito massa. Não quero transformar minha
fé em mercadoria. Excelente. Logo não dá
para ser capitalista, né, meu amigo? Não
dá para manter aí esse modo de produção
e reprodução da vida, porque ele não tem
limites. Se a gente vai limitar esse
capitalismo, eu tô contigo. Estamos
juntos intervenções sistemáticas nesse
mercado e nessas regras. Essas
intervenções sistemáticas no mercado e
nessas regras exigem que nós criamos
criemos um outro projeto de sociedade,
né? que nós criamos em outro projeto e
criemos ele. Esse projeto alternativo
precisa de certos critérios para
estabelecer limites sistemáticos para o
mercado.
Começamos um passo interessante aí para
arrumar para um canto legal. Então fica
a dica aí que é massa.
Estamos junto, Walter. Concordo contigo.
Acima do capitalismo, acima do
comunismo, acima de ideologia política,
que tá acima de tudo e depois fica
baixo. Então, sei lá o que vai
acontecer.
Não, Augusto, não é, cara. Pelo menos
não é só isso e nem necessariamente
isso. D aí pra gente ter já. Beleza,
[Música]
isso é uma verdade por aqui. Aqui o
pessoal já tá, já estamos nas tretas do
chat, o que é um avanço. Terceira live,
já temos discussões no chat. Vocês estão
de parabéns, nós também. E a gente vai
continuar os nossos papos. Isso é muito
importante.
[Música]
Infelizmente, Walter, existe, cara,
existe sagrado para quem é materialista.
Eu, por exemplo, sou uma pessoa
materialista e creio no sagrado. Sou uma
pessoa religiosa.
Se você quiser saber um pouquinho mais
sobre discussões, sobre materialismo,
quem sabe uma próxima live. Mas tem
vídeo aqui no canal sobre isso. Pode ser
bacana. O vídeo que nós fizemos uma
homenagem ao Pep Fungi, a gente fez um
comentário bacana sobre isso também,
sobre esse lance do materialismo, a
porta de entrada para o materialismo e
outras drogas. Então, fica a dica, cara.
Acho que você vai curtir. Beleza?
Exato, exato. Carapa tem toda a razão
nessa discussão muito bacana aqui no
chat. Tô acompanhando aí, minha gente.
Eh, é isso. E eu tô aqui vendendo essa
mercad, eu estou me vendendo como
mercadoria.
Esse é o desespero no modo de produção
capitalista, eu sou obrigado a fazer
isso para eu poder ter meu trabalho.
Fala assim, que é o conteúdo que você tá
fazendo aqui na internet que você fala
sobre religião, critico o capitalismo,
mas você tá se vendendo aí, vendendo o
curso no no para quem é membro, membra
membro do canalzinho, cara, entra lá e
tem um tem um a chance de assistir seu
curso. Você tá ganhando com a dissência
do do Google, a merreca aí, pá. Isso aí
você tá sendo contraditório, meu amigo.
Se eu não tiver fazendo fazendo isso, eu
estou fazendo uma outra coisa que eu
também faço, que é vender esse corpinho
que eu tenho aqui no mercado.
Isso é a base do sistema capitalista e
do modo de produção do sobre o capital.
O ser humano, a força de trabalho que
nós temos, quem nós somos, é obrigado a
se reduzir à forma da mercadoria, ainda
que eu não queira. Então eu tenho que
chegar lá e me vender diariamente no
mercado de trabalho. O salário que me
pagam é o preço da mercadoria da minha
força de trabalho, que não é decidida
pelo meu patrão, não é decidida, é
decidida pelas pelo sistema desse
mercado, entre muitas aspas,
automatizado,
em que ao colocar a força de trabalho
como mais uma mercadoria igual a todas
as outras, põe nós lutando uns com os
outros pelos postos de trabalho
disponíveis. Ou seja, nós não somos
aproveitados enquanto força de trabalho,
enquanto riqueza e potencial de riqueza
material. Nós não somos aproveitados.
Somos colocados uns contra os outros
porque estamos disputando colocar o
nosso preço no mercado. Ou seja, eu
aceito que baixem o meu salário e baixem
o meu preço de força de trabalho para eu
poder ter alguma vantagem em relação ao
outro, porque eu não tenho mais nada a
oferecer, a não ser meu trabalho. Eu não
tenho nada a oferecer além disso. Essa é
a diferença de quem é dono de meio de
produção e pode contratar os
trabalhadores e colocá-los como força de
trabalho em seu meio de produção. E quem
não tem esse meio de produção e não tem
como fazer isso, então tem que se
vender, vender a sua força de trabalho,
vender o seu tempo, seu corpinho.
Então nós nos submetemos a forma
mercadoria, a sermos mercadorias que se
vendem, ainda que nós sejamos sujeitos e
não sejamos objetos, mas do ponto de
vista da divisão social do trabalho, nós
somos objetos que se vendem e que estão
disponíveis as flutuações do mercado sem
nenhuma capacidade de decidir sobre ele.
Ou seja, esse mercado, essas relações
são sujeito e nós somos os objetos.
E aí, se eu tenho um filho, se eu tenho
uma filha, no caso, tenho uma filha, por
exemplo, eu quero que ela possa ter uma
escola legal, eu quero que ela possa,
eh, no futuro se desenvolver e
qualificar
o seu trabalho, ou seja, estudando, indo
pra faculdade, eh especializando os as
capacidades que ela tem. Para quê? Por
que que eu quero que ela faça isso?
Porque eu sei que nesse mercado de
trabalho ela tem que valorizar o passe
dela.
Eu não quero que a minha filha seja uma
mercadoria, mas esse modo de produção
faz com que eu a prepare para ser uma
mercadoria que custe mais que as outras.
Isso é terrível,
isso é deprimente.
Se a gente defende sagrado, se a gente
defende algo de vida humana, dignidade,
é disso que a gente tá tratando, de não
deixar que as pessoas submetam a forma
mercadoria, em que a gente se venda, em
que eu prepare crianças para serem força
de de força de trabalho para só para
substituir as peças que estão ficando
velha.
Só que a lógica do mercado do capital
obriga. Então, eu tô aqui obrigado a ter
que vender esse tipo de conteúdo. Eu sou
obrigado a mandar meu currículo para lá
e para cá. Sou obrigado a a ter que
fazer isso para ter condições de viver
minimamente, de garantir a produção e
reprodução da vida. Isso porque ainda eu
consegui ter tempo e condições e
recursos para qualificar o meu trabalho
e hoje tenho algum recurso que
possibilite que eu não esteja totalmente
lascado e na merda.
Agora coloca esse mesmo tipo de lógica
para quem não tem esses recursos, não
tem essas condições, para quem não teve
esses privilégios nessa dinâmica. Então
o problema está como nós organizamos e
produzimos e reproduzimos as nossas
vidas diariamente.
Então isso é muito sério, cara. É um
papo muito sério, muito sério mesmo.
Então eu te agradeço, carapá, por fazer
esse comentário, Felipe, a galera que tá
fazendo esse debate aqui no chat, é
muito importante, muito importante
mesmo.
Falou sobre papel desagradável. Vltalou
sobre coisas muito desagradáveis e
terríveis.
Aí ó, ó, propaganda pro Guinho. Tô
fazendo segunda e quarta por volta das
4:30 da tarde. Hoje vai ser uma live de
flash. Então hoje, gente, se vocês
quiserem live de flash, vocês correm lá
pro canal do game às 4:30 da tarde, um
horário adequado, não às 10 horas da
manhã, às 10 horas da madrugada. Então,
tamo junto.
Pera aí, pera aí, mano. Augusto, não
fala que a gente que é religioso, a
gente é sem conhecimento. A gente
trabalha também. A gente tem tem temos o
nosso valor. Temos o nosso valor. Somos
religiosos.
Fala João. Que bom que você tá aqui, meu
querido. Chegou atrasado, não chegou a
tempo. Chegou em tempo, porque a gente
vai começar daqui a 2 minutos e meio, se
nada dar errado. O nosso papo de hoje
que é sobre a igreja e o capitalismo.
Acho que você vai curtir, pô. Aí a gente
vai se divertir. Vai se divertir.
[Música]
Olha, eu não gosto muito da prática de
Eu não gosto muito da prática de ofensas
gratuitas e generalizações no chat. E
aqui a gente vai praticar o
estalinismos,
que é
excluir as pessoas que não souberem
trocar uma ideia de maneira adequada.
Tudo bem? A gente preza pela
racionalidade e civilidade, ainda que
gostamos de piadinha.
Então,
Augusto, você corre o risco de ser
eliminado do chat, obviamente, assim
como nosso querido Walter. Estamos aqui
batendo papo, hein? Estou acompanhando e
aí já tá estão cruzando a linha.
Cruzando a linha. Importante que a gente
quer aqui prezar pelo papo.
Professor Bruno, eu Bruno, você acha
coerente criticar um livro sem lê-lo?
Jamais. Por isso que a gente tem que
ler. Então eu sou muito a favor da
leitura. Leiam livros.
[Música]
Fala, Ismael. Como é que você tá, meu
querido? Espero que bem. Que bom que
você tá aqui batendo esse papo com a
gente. Seja seja muito bem-vindo, muito
bem-vindo aí. Um excelente dia, uma
excelente semana e Palestina Livre do
Rio Amar. Que assim seja. Tamamos junto,
pô.
Vamos chamar, vamos chamar, vamos
chamar.
Croezinha, cadê a Crozinha aqui?
Grozinha tá trabalhando de maneira
responsável, diferente no meu caso.
N Valter, não é pro marxista assim, a
gente vai conversar, cara. Eu recomendo
que a gente só critico se a gente lê.
Então recomendo que você leia a crítica
da economia política e ou acompanha o
canalzinho aqui que a gente vai ter
bastante papo, cara. Sério mesmo? Vem
com nós, vem com nós, vem com nós.
E eu seria uma excelente ideia, João.
Seria uma excelente ideia se tivesse os
trilhões de dólares do Lula e do PT. Mas
é que não tem esses trilhões aí, né?
Mas tudo bem, a gente vai bater esse
papo aí.
[Música]
Rapaz, o pessoal se animou mesmo aqui,
hein?
[Música]
Está alin tem alguém que fala assim, né?
Ai ai ai ai ai. Vale o jardim das
aflições. V ruim para caraca aquele
livro. Tudo bem. Além daquelas aulas
triste, né? Aliás, eu recomendo, Valter,
que você assista aqui o nosso o nosso
nosso react ao ao Olavo e ele falando de
Marcos. É muito muito bacana, né? A
Olavo que não está entre nós porque não
se vacinou, né?
Pelo menos ele foi coerente, foi até o
fim com com que acreditava.
[Música]
Isso aí, Augusto, pega leve aí, meu bom.
Pega leve aí. Sejamos aí sem chavões,
hein? Sem chavões ofensivos. Vamos
trocando ideia.
É, é, eu tenho uma péssima informação
para você, Walter. Vacine-se. Fica a
dica aí.
Fica a dica.
Mas vamos lá, minha gente, bora pro
nosso papo de hoje. Vamos pro nosso papo
de hoje, que é sobre as igrejas do
capitalismo. Então, vamos trocar uma
ideia aí. Eh, vamos lá. Vamos lá, vamos
lá. Pá, botar uma outra musiquinha aqui
de fundo
pra gente trocar uma ideia. Bora pro
nosso papo de hoje. Fica a dica, fica a
dica, fica a dica. Vacine-se, né? Sempre
se vacine, vacina as crianças.
Evita aí que as crianças dos seus amigos
também pegue doenças que a gente já
erradicou. Importante importante aí
gente, né? A gente evitar aí a volta de
certas coisas que não precisam existir.
Então vamos lá, vamos ter bom senso.
Vacine-se Zé Gotinha, passe por aí.
Então vamos lá, minha gente, minha
gente, minha gente, minha gente. Eh,
oh Jesus Cristo.
João, João, sem chavão. João, sem
chavão.
Use os cérebros. Use os cérebros. Mas
vamos junto. Vamos trabalhar aqui. Essa
semana, minha gente, saiu aí eh o censo,
o censo e 20 alguma coisa. 2020 que era
para ser 2020, virou 2022, depois virou
2020 alguma coisa. que vai chegando
nessas paradas toda. Eh,
nesse momento que saiu o censo, o
pessoal já começou a falar sobre o
censo, não saiu dados do senso sobre
religião. Saiu os dados do senso sobre
religião, o pessoal já começou a fazer
algumas análises aí, análises com a
profundidade de um pires, porque acabou
de sair as informações e a gente já tá
querendo fazer, como é que fala?
eh
grandes comentários sobre o censo. Saiu
o senso e a galera quer já tirar
conclusões. Que que a gente viu, né,
sobre dados óbvios do senso? Há um segue
um aumento evangélico do país,
crescimento da população que se
autodeclara e apresenta como evangélica,
mas num ritmo mais desacelerado em
relação às projeções feitas, né? havia
projeções de que até 2032, se não me
engano, metade da população já seria
evangélica, mas há um um uma
desaceleração nesse crescimento. Diante
desse pequeno fato, que é importante,
mas não insignificante, mas é
importante, mas não também é uma coisa
mais importante do mundo, muita gente
saiu dizendo o seguinte, ó, desacelerou
o crescimento evangélico por causa das
questões políticas, do envolvimento com
o Bolsonaro.
Isso é só burrice, gente. A gente tem
que estudar para ver se é isso, né? Tem
que fazer uma análise mais profunda, tem
que ter um trabalho aí de pesquisa mais
qualificada. A gente não pode ficar já
saindo dando respostinhas fáceis e
prontas. Não, não pode ser isso. Então,
eu já dou uma primeira dica, não vamos
sair precipitadamente
dando, criando hipóteses ou criando
respostas para porque isso aconteceu,
porque tal fenômeno aconteceu, sem
estudá-lo. E nós não estamos na área
desse estudo, então sem acompanhar quem
tem estudado e a gente tem ali um uma
verificação junto a quem tem cientista
da religião, cientista social que
acompanha as discussões, acompanha esses
movimentos. Isso é fundamental, tá?
Porque simplesmente a tirada dó, isso aí
é por causa do envolvimento da igreja
com política. Ah, é porque a gente aqui
é de esquerda, quer atacar o
bolsonarismo. Isso é só burrice,
inclusive porque você enfraquece a
política e reforça a demonização da
política e é a participação de pessoas
religiosas na política.
Consegue perceber esse esse efeito?
Então, passo um, não saia dando
respostinhas prontas. Isso é ideologia
barata, isso não é ciência. Se nós somos
pessoas responsáveis, nós trabalhamos
com ciência.
Ciência, ciência social para analisar a
realidade, pesquisa, trabalho
qualificado, né? A gente respeita a
ciência, respeita a ciência. Então, a
gente não sai dizendo aí por causa do
envolvimento com com bolsonarismo ou se
o cara é de direita ou mais centro
direireita. Ah, isso aí é por causa da
polarização e da polarização dentro da
igreja. Isso é burrice também.
simplesmente reproduzir isso vendo o
senso, dizer: "Ó, desacelerou o
crescimento evangélico porque a igreja
tá polarizada".
Mais uma vez, reforço da despolitização
e da demonização da política. Você tirar
as pessoas do âmbito de se preocuparem
com política, né? Se preocuparem com a
vida pública, se preocuparem com o mundo
no qual elas estão inseridas. A gente
não pode sair falando esse tipo de
coisa. Tem que analisar quais são as
hipóteses que nós temos. Ah, pode ser
que a minha hipótese seja a polarização.
Hipótese, então eu tenho que testá-la.
Testá-la é ir fazer pesquisa, não soltar
Twitch,
não escrever um artigo, eu acho o quê?
Não fazer alquimia teórica, que é coisa
que o Lavo de Carvalho faria, por
exemplo. Alquimia teórica, o método
alquímico. Você vai sacando autor, não
sei o que lá para dizer o que você quer
de qualquer grosélia. Temos que fazer
isso com cuidado pra gente não fazer
esse tipo de coisa, não fazer como o
Guilherme de Carvalho faz, que é
alquimia teórica, né? Ele vai sacando,
ele trabalha com hipóteses, não testa
nenhuma delas, são só hipóteses,
não faz nenhuma verificação científica
metodológica, só hipótese. Então, minha
hipótese, ah, diminuiu o crescimento
evangélico, a minha hipótese, beleza,
soltou a hipótese. Sabe o que você tem
que fazer? Pesquisar. Ah, mas eu não vou
pesquisar. Então, para de soltar a
hipótese, para aí de ficar groselhando,
sejamos responsáveis. Isso é importante,
isso é sério, ser mais responsável com
aquilo que a gente tem de opologia,
sabe? Ah, uma coisa é trocar ideia no
bar, uma coisa eu trocar ideia com a
família, ficar beleza, estamos trocando
ideia. Outra é a gente começar a
publicar a produção de conteúdo, a gente
tem que levar ela a sério, mesmo que nas
nossas atuações da internet assim, ah,
faz piada, faz graça, tá no seu canal,
mas é uma coisa séria. É como se forma
opinião pública, como se reproduz
discurso? Será que eu tô no senso comum?
Será que eu tô aqui numa ideologia
barata? Será que eu tô aqui só num
reforço que não tem nenhuma função
efetiva de conscientizar, de de
racionalizar o mundo, né? Então,
importante a gente a gente fazer esse
esse papo, assim, a gente fazer esse
tipo de de conversa, de discussão e tal.
Eh, então não vamos cair nos discursos
vazios e nas respostas rápidas para
aquilo que tá acontecendo. Tem hipótese
de trabalho do porque que desacelerou o
crescimento evangélico. Excelente. Vá
testá-la. Depois a gente faz aqui
análises mais mais cuidadosas e
conceituadas. Então,
por exemplo, se nada der errado nas
próximas semanas, sai um texto nosso na
Zelota fazendo primeira observação sobre
o senso baseado naquilo que a gente já
tem publicado e trabalhado nos últimos
anos, testando as teses e as conclusões
que a gente já produziu
para ver se elas se verificam, se elas
precisam ser ajustadas. Vai ser esse
tipo de discussão que a gente quer
fazer, qualificar a conversa, analisar
de maneira cuidadosa
para não cair na ideologia barata, para
não cair nessas paradas que é só uma
reprodução de ideia comum, certo? Então,
fuja, fuja de quem já sai praticando o
roquismo cultural, né, professor Roca, o
roquismo cultural, que é o cientista do
óbvio, o cara que prevê o passado,
futurólogo daquilo que já aconteceu,
essas coisas, né? Não, vamos vamos
respeitar quem trabalha de maneira
qualificada e cuidadosa. Por isso que
nos canalzinho aqui a gente sempre
referencia gente legal pra gente
acompanhar, gente que faz trabalho,
trabalho mais bacana. Tá bom. Então, vou
começar pelo pel esse papo do senso pra
gente dizer, cara, temos que estudar,
temos que estudar. Um camarada, Artur,
Artur Martins, um excelente músico,
excelente músico. Esse viu um comentário
de um outro camarada, um outro pastor
que tinha falado: "Olha, eh, o
os evangélicos decresceram aí a sua
velocidade de taxa de crescimento, né?
Desacelerou a taxa de crescimento. Ah, é
por causa do bolsonarismo." Aí ele, ô
gente, vamos estudar primeiro, né? Vamos
fazer ciência primeiro para depois sair
soltando essas informações, né? Porque a
gente
não gosta de um movimento de uma parada
que essa é a causa. E eu falei: "É
isso". E aí eu falei: "Vou, eu ia falar,
comentar isso, mas agora eu vou trazer
pra livezinha e comecemos por aí". Tá
bom? Há um decréscimo, há uma
desaceleração, há um acréscimo bruto,
né? Os evangélicos seguem ascensão em
crescimento da dentro da população
brasileira, mas com uma taxa
desacelerada, menos acelerada do que
antes, o que não é um dado
eh aí perdido e sem sem sentido. Tudo
bem? Então vamos vamos aí primeiro fazer
esse esse comentário importante, muito
importante. Ciência social não é
opinologia. Então vamos vamos trabalhar
de maneira importante
e qualificada, né? de maneira
qualificada. Bom,
vamos agora pros evangélicos no Brasil e
o capitalismo no Brasil
é muito conhecido o famoso livro de Max
Weber, ética protestante e o espírito do
capitalismo. No geral, as pessoas param
título, né, e dizem, viu? Tem uma
relação entre ética protestante e
espírito do capitalismo.
E para aí não vai ler o que o cara
produziu, né? o mais importante, qual é
o método que ele utilizou para poder
discutir aquele tema ali?
Essa é a parte mais importante, o
método.
Tenta, quando for ler um livro de um
autor, de um autor, entender como eles
trabalham o seu pensamento. Mais
importante ou tão importante quanto o
resultado, é como se chega nesse
resultado. É pensar com, acompanhar o
pensamento. O resultado por si só prova
muito pouco.
O lance é como ele chegou nessa
conclusão. acompanho esse pensamento,
esse método passo a passo e chego nessa
conclusão. Se eu reproduzir esse passo a
passo, eu chego na mesma conclusão. Aí a
gente tá falando de ciência, tá fazendo
de teste aí da nossa teoria, do que a
gente compreende, como a gente
compreende o mundo. Então, método Max
Weber, qual o método que ele utiliza
para chegar ali nessa relação entre
ética protestante e espírito do
capitalismo?
É aí que nos interessa,
porque senão fica muito fácil.
simplesmente pegar um título como esse e
dizer: "Ó, o evangelho cresce aí por
causa do capitalismo." A relação entre a
igreja evangélica e o capitalismo no
Brasil é porque é intrínseco o
protestantismo com o capitalismo.
Isso é só burrice também. É só pegar
duas essências e falar: "Olha, essência
do protestantismo essência do
capitalismo, elas estão imbricadas e
elas se combinam".
Não, não é isso. O método é distinto.
Max Weber tenta entender qual é a
conduta e como organiza como as pessoas
organizam a sua conduta ética, ou seja,
de organização do dia a dia, de ação
cotidiana, de eleição do que é
preferível no seu dia a dia.
E como essa conduta daí se articula e se
conecta com um tipo de modo de organizar
a vida.
No caso, eles não está fazendo uma tese
universal sobre o capitalismo e a
religião. Ele está analisando em um
território específico, num momento
específico, como se deu a passagem de um
tipo de conduta de vida para outra. E
ele percebe que o elemento religioso
possibilita com que essa passagem seja
mais facilitada, prática cotidiana.
Tanto que ele vai dizer que os
protestantes que ele tá tratando, né,
que o pessoal que é o o tem um um como é
que fala? O puritanismo asético que ele
trata, ele vai até chamar de mediador
evanescente, né? Que aquilo que medida
logo desaparece.
Uma parada que surge ajudando as pessoas
a ter um tipo de conduta diferente de
vida e que se adequa a um novo modo de
produção que tá sendo desenvolvido, né?
Ele não usa expressão modo de produção,
mas um novo modo de vida que tá
acontecendo ao mesmo tempo e que daí há
esses encontros no processo histórico
que condicionam um tipo de conduta
específica, um tipo de maneira de
organizar a vida, de eleger quais são os
fins que nós desejamos, quais são os
bens que nós buscamos para poder
realizar o nosso dia a dia e viver bem,
para daí falar, por exemplo, sobre a
relação entre protestantismo e
capitalismo.
E aí o que interessa para ele entender
esses bens, essa conduta, né?
como como as pessoas alteram sua
conduta, como elas organizam esses
valores.
Isso é importante. Isso é importante,
mas não é uma regra universal de dizer
que há essa conexão imbricada, porque o
capitalismo é uma parada que se adapta a
tudo quanto é tipo de modo de vida,
minha gente. É, tá baseado no
desenvolvimento das forças produtivas e
alteração das relações sociais,
exigindo um tipo de forma social
específica que é a forma social
burguesa. Mas aí tudo bem, a gente
trabalha devagarzinho cada um desses
conceitos. Tô comentando isso porque nós
não vamos simplesmente reproduzir essa
conexão sem pé nem cabeça imediatamente
entre ética evangélica e capitalismo.
Tu vai entrar num passo seguinte, num
passo segundo aqui na nossa discussão de
metodologia de compreensão dessa
relação, lançando mão agora numa parte
interessante de entender o que acontece
no Brasil
que dá condições para que um tipo de
religião cresça e crie raízes em um
determinado tempo específico.
A relação entre a igreja brasileira e o
capitalismo, ela se dá de uma maneira
específica e a gente precisa compreender
ela com similaridades, por exemplo, na
América Latina e com pontos que a gente
poderia esticar também em outros
territórios, mas é muito particular.
E aí a gente então tem que olhar o que
que tá acontecendo nesse território
brasileiro nos últimos tempos para que
haja essa condição aí de crescimento dos
evangélicos. E a gente vai começar desse
passo de reconstrução histórica. Mas
antes, como disse Doug Doug, fala aí,
Doug, bom dia, cara. Que bom que você tá
aqui com a gente de novo. Já deram o
like na live, dá o like aí porque ela
entrega daí para mais pessoas e a gente
pode trocar uma ideia mais interessante
com mais gente participando. Beleza? É
isso aí. Então, dá aí o o papo,
dá o like na live.
Gente, seguinte, o que que nós sabemos a
partir do censo, inclusive, que a maior
parte do dos evangélicos do Brasil são
de tradição pentecostal, né? Isso é
importante da gente considerar, porque
essa tradição tem um dia que ela chega
aqui no Brasil, né? Tem tem data, tem
ano. Então a gente tem que considerar
esse crescimento evangélico a partir
desse dessa data e desse ano, que é
quando esses grupos chegam por aqui. A
maior denominação dentro dos
pentecostais é as são as assembleias de
Deus, que também tem sua trajetória
específica. E quando eu falo maior, é
maior mesmo, é um número considerável.
Ou seja, a maior parte dos evangélicos
brasileiros são pentecostais e a maior
parte desses pentecostais são das
tradições das da são da denominação das
Assembleias de Deus. é o grupo
majoritário, o grupo, portanto, que em
certa medida dá o tom
e a cara para esse movimento. Isso é
importante da gente considerar, porque
muita gente vai se apresentar como
evangélico evangélica, mas a gente tem
que olhar esses dados grandes pra gente
saber qual é a cara desse desse
evangelicalismo, quem é.
No final do século XIX, aqui no Brasil a
gente já tem protestantes que chegaram,
tá? Então, chegaram protestantes por
aqui da tradições chamadas reformadas,
né? Sejam eh presbiterianos,
calvinistas, eh anglicanos, luteranos e
tal. E essa galera chega aqui num país
majoritariamente católico
sob conflitos, né? Porque muitos chegam,
são holandeses, são franceses, né? Vamos
dizer assim. Tem uma galera que tava
também em questões de disputas coloniais
com Portugal, como os portugueses.
Então, chegam por aqui já em situações
de conflito herdadas
e tendo o catolicismo como religião
oficial, são grupos mais marginalizados
porque eles não têm acesso a certos
direitos legais, né? Não tem acerto,
não, não, não podem eh enterrar seus
mortos no cemitério, não podem
participar de certos ambientes das
instituições formais de ensino. Tem um
monte de coisa ali que vai acontecendo.
Por que que é importante destacar isso?
Porque essa galera chega e vai ter uma
dificuldade de se instalar nessa nessa
sociedade brasileira.
No primeiro momento, os protestantes
chamados reformados,
ao mesmo tempo, são grupos brancos de
classe média, letrados,
trabalham em cargos qualificados dentro
da divisão social do trabalho e que,
portanto, vão ser igrejas de classe
média. em relação à massa da população
mais elitizados, inclusive a chamada
elite intelectual aqui do do desse
movimento evangélico. Só que isso ali é
século XIX.
No iní, no início do século XX, a gente
já teve Independência do Brasil,
Fundação da República no final do século
XIX,
Primeira República Rolando no século XX
e a gente tem daí a chegada dos
pentecostais aqui no Brasil.
duas grandes denominações que chegam ali
no na década de 10, década de 20, 1911,
chega aqui as Assembleias de Deus, que
serão a maior denominação, por meio de
missionários Gunar Vingren, sua esposa
Frida Vingren e o camarada Daniel Berk.
Três suecos.
Eles são da Suécia porque são suecos.
Suecos da Suécia. A Suécia tá numa
situação muito dura, de fome, de
pobreza, de dificuldades.
Essa galera busca lugares de trabalho.
Tem muita gente que sai durante o século
XIX, início do século XX, da Suécia,
sai mesmo assim grandes massas da
população, entre elas, esses três, eles
passam pelos Estados Unidos,
eh tem uma experiência mística e
religiosa, como batistas, né,
eh, protestantes de tradição batista por
lá.
e vem para o Brasil como missionários.
sim e não vem para trabalhar, porque
aqui no Brasil, nesse período, está
tendo as chamadas políticas de
branqueamento da população.
As políticas eugenistas orientadas por
uma ideologia de progresso tosca e
racista,
que achava que para que houvesse
processo de desenvolvimento e
industrialização do país, era necessário
trazer mão de obra branca europeia.
Então tem vagas e cargos de incentivo
para que brancos venham para cá ocupar
terras no Sul,
no Sudeste, ou trabalhar aí em novas
frentes que estão surgindo pelo país.
É sob essa dinâmica e sob essas relações
que vem Gunar Vingren, Frida Vingrin e
Danielberg.
Veja que a história é uma história
complexa e interessante.
Essa galera que tá lá nos Estados
Unidos, passa, tem suas experiências
religiosa lá, vem para cá, vem para cá
já pentecostalizados, como batistas
pentecostais. Qual que é a grande marca
dos pentecostais nesse momento? É o
êxtase da chamada glossolalia, falar em
línguas. Essa parada que às vezes vira
meme, a galera zoa tal do cara fala o
que que pleca placa trica, troca toca
toca do moleque lá que faz aquele
bagulho lá. o menino lá, o profeta
Mirin, que já tá na zoeira, ali não tem
êxtase nenhum, ali é pilantragem, mas
tem a experiência de êxtase, que
inclusive não é uma experiência só de
pentecostais. A gente tem em outras
denominações e em outros movimentos
religiosos pelo mundo essa experiência
da glossolalia, entre sufs, entre certas
tradições judaicas, entre certas
tradições muçulmanas. A gente tem vários
grupos que têm essa experiência de êxas
e que tem a glossodalia.
Nos pentecostais, nos Estados Unidos,
nos final do século XIX, começo do
século XX, tem uma galera que tem essa
experiência. Ela começa com uma galera
negra, né, chamada Rua Zusa, né, com a
referência de um pastor William Seimor,
que é um pastor batista negro
sobegregação
nos Estados Unidos, que não pode
participar das aulas no seminário, ele
fica sentado da porta do lado de fora
acompanhando as aulas de teologia, mas
ele tem uma experiência de êxtase e de
carisma junto com a sua comunidade. Sua
comunidade tem o êxtase e tem o carisma
e começa o movimento pentecostal por lá.
Esse movimento pentecostal vai ser
majoritariamente negros e muitas das
pessoas brancas, pobres, operárias
começam a participar desse negócio
também. Aí que que os brancos fazem no
na dinâmica de segregação? Criam a sua
igreja pentecostal separada da igreja
dos negros.
Nessa segregação e nessa separação
surgem as Assembleias de Deus dos
Estados Unidos,
racistas, segregacionistas e a coisa
toda que só no começo do do século XX
vão pedir desculpa pela sua história.
Os batistas que vem para cá vem desse
grupo branco pentecostalizado. Ou seja,
pois é, essa galera vem para cá e vem
para cá para quê? como batistas brancos
vim dos Estados Unidos para pregar para
branco.
Só que a classe média brasileira no
começo do século 20, majoritariamente
católica,
um ou outro perdido diagnóstico, um ou
outro humano raríssimo, ateu, raríssimo,
não vão topar essa glossolalia e esse
fusu todo. É muito fora ali da ordem e
do modo como esse pessoal organiza vida.
Tem nada a ver.
Então, nessa dinâmica, a galera que
chega aqui
eh das assembleias das dessas
assembleias de Deus e começa essa
pregação, que são o casal, né, o
Gunarving, a Frida e o Daniel Bergler
sobrando no rolê, vieram para trabalhar
eh em uma indústria, se não me engano,
era de uma indústria silvíula, né, de
borracha, de produção de borracha no
Pará ou era elétrica, uma das duas
coisas eu esqueci agora.
E no Belém, Pará conseguem esse trampo
lá, tão trabalhando. O Danielberg era um
operário propriamente dito. Ele era,
como disse Gedeon Freire Alencar, que é
um um cara que eu vou até colocar aqui
no chat para quem tá acompanhando,
acompanha o trabalho dele, porque boa
parte das informações que eu estou
trazendo aqui é do trabalho de Gideon
Freire Alencar, o maior especialista em
Assembleia de Deus do nosso país. E o
Gideon, ele fala, né, o Danelberg, ele
era quase analfabeto, semiletrado em
sueco, imagina em português.
O Gunarving tinha dificuldade com
português, mas eles vieram para cá então
nesse trabalho missionário. A galera
branca não curtiu muito não. Teve uma
galera no sul que curtiu branca, mas era
um grupo minoritário. A maioria que
começou a participar desses movimentos
pentecostais eram mulheres
negras em suas casas, nas periferias das
cidades.
Essa galera sim curtiu essa experiência
pentecostal, esse negócio todo. Essa
galera aí já tava num num jinga muito
mais interessante do que o pessoal
católico de classe média mais com
educação formal, essa coisa toda. E essa
religião começa a se tornar uma
religiosidade dessa galera periférica
nas cidades, tá? Não é no campo, começa
nas cidades, periferias das cidades, vai
se reunindo nas casas, as pessoas pregam
em suas casas, fazem cultos em suas
casas, organizam a vida doméstica.
Ainda é uma estrutura em que o homem vai
para trabalhar no geral, a mulher ficava
em casa, aquela coisa toda. Ainda as
mulheres de periferia que tem que
trabalhar desde sempre para poder se
manter são trabalhos domésticos.
Então tudo tá girando muito dentro da
casa dessa dinâmica periférica e que não
tinha a ver então com o primeiro alvo
desse desse movimento eh evangélicante
pentecostal.
E ali em 1911, gente, a gente tá falando
do começo do século XX. Mas beleza, esse
essa galera vai começar a crescer e vai
começar a se expandir, né? Vai começar a
a ter mais adeptos. Mas ainda é o grupo
pequeno, muito pequeno, muito muito
muito muito pequeno, muito pequeno.
E a galera protestante reformada olhava
para esses evangélicos pentecostais,
sabe como? Seita aí é tudo seita, tá? Aí
é seita. A seita que dói menos.
Eram seita, tratava como seita.
Por que que eu tô destacando isso?
Porque depois dos anos 80, quando esse
grupo começa a explodir de crescer, ai
vem cá, meus amigos, somos todos os
evangélicos.
Ah, vem cá pra gente ficar junto, né?
Uhum. Qual será? Que que será que
aconteceu?
Que que será que aconteceu aí? Então
agora esse essa galera reformada aqui
que gosta do nome evangélico e gosta de
pousar como evangélico, antes chamava
essa galera de seita, tá? Agora que
gosta de de estampar no peito de nós,
igrejas estão nas periferias das
cidades, né? As igrejas aí são eh as
igrejas que que apoiam aí o pessoal que
não tem não tem o setor do estado nem no
mercado. Essa galera reformada agora que
tá cheia de de pompa para dizer isso.
Antes chamava de seita e nem vou dizer o
nome que praticavam contra essa galera
de periferia que tava tendo essa
experiência de glossolia e tal. Beleza?
Que acontece? Essa galera, elas eles
acreditavam que o mundo estava acabando
a qualquer momento. Final do século XIX,
começo do século XX, a crise da chamada
Beppo, né, que a galera que acreditava
na ciência, não, de que o mundo tá indo
para um progresso infinito e de
melhoramentos.
E
nesse processo, enquanto eles estão tão
discutindo essa essa parada toda aí, eh
o vem uma primeira guerra, primeira
grande guerra, depois a segunda grande
guerra, as grandes guerras, né, vamos
dizer assim.
E esse pessoal que tava achando que o
mundo ia acabar a qualquer momento,
quando vê isso fica maluco, fala:
"Gente, o mundo vai acabar a qualquer
momento mesmo". Imagina, você tá lá num
lugar e do nada você ouve que tem
cidades inteiras sendo explodidas,
aviões que tão até ontem não tinha nada.
De repente você tem uma um rádio que
fala com você e que diz informações
sobre o mundo e que conta histórias
absurdas e fala: "Realmente o mundo tá
acabando, vamos ficar aqui". Então a
galera começa a se organizar muito
rápido nas casas e dizendo que o mundo
tá acabando, o mundo tá acabando, o
mundo tá acabando, não tem nada que
fazer, tá? Não sei o que lá. Passa a
primeira grande guerra, segunda grande
guerra, esse movimento cresce
relativamente rápido, mas muito
espontâneo e sem relativa organização.
É uma passagem de uma primeira geração
de pastores para uma segunda. A segunda
geração de pastores ali, década de 40,
década de 50, indo pra década de 60.
Essa geração é formada nesse período,
década de 40, 50 e 60.
Essa segunda geração de pastores formada
nesse período,
eles vão falar: "Pô, gente,
o mundo não acabou.
Parece que
sobrevivemos.
Jesus não voltou imediatamente.
Vamos organizar as coisas aqui. A
primeira geração era só espalha o
evangelho, espalha a palavra e vamos
para cima". era completamente anárquico.
Assembleias de Deus, a ideia é que
fossem assembleias mesmo. Todo mundo
participa, todo mundo discute, todo
mundo tá aqui nessa loucura e a gente só
tá aguardando Jesus voltar. Era para ser
assembleia
horizontalizada
ou minimamente e sem organização
central, sem planejamento.
A segunda geração já olha e fala: "Cara,
a gente precisa organizar isso aqui, a
gente precisa planejar a nossa
expansão."
A segunda geração, ela já é de gente e
de classe média, já é de pessoas
letradas, já é de pessoas que tm certos
cargos um pouco mais privilegiados
e posições interessantes que fala:
"Cara, vamos planejar nossa expansão? O
mundo não acabou, Jesus não voltou a
qualquer custo, a qualquer momento. A
gente precisa se organizar e estruturar
nossa igreja". Ela entra em conflito
essa segunda geração com a primeira
geração e com as pessoas que lideravam
as comunidades locais. Eles vão
confitar, eles vão ter discussões e
tensões. Porque essa galera de segunda
geração, ela ocupa cargo de pastor e de
pastora, porque eles sabem ler,
eles sabem planejar, tem recurso social
suficiente para planejar a médio e longo
prazo a organização institucional. Esses
recursos você não consegue do nada, né?
Você não aprende a ter concentração,
planejamento, leitura, certos sozinho.
Você adquire isso dentro da sua da da
sua classe, do espaço social que você
vive. Isso é importante da gente não
esquecer e da gente destacar
essa dinâmica desse processo que eu
espero que vocês estejam interessados
por essa história. Eh, faz com que essa
segunda geração, já melhor posicionada
dentro da divisão social do trabalho e
que ocupa cargos decisórios,
inverta as relações de de poder, de modo
em que ela vai querer se
institucionalizar,
criar cargos e regras. E aí no Brasil é
o único lugar do planeta em que
asembleias de Deus são centralizadas, em
que elas têm sedes,
pastor presidente, que é praticamente um
bispo, ou seja, um episcopado, uma
estrutura episcopal, e as congregações,
que são essas várias pequeninas igrejas
que giram em torno dessa sede, desse
polo, desse centro.
Então são igrejas que começaram nas
periferias, que criam suas igrejas
centrais, templos com pastores
presidentes e cargos fixos e vitalícios
que a partir dessas igrejas centrais
planejam as congregações e as igrejinhas
em volta. Inverte a dinâmica. Se antes
era as igrejinhas que vai criando nas
casas, agora inverteu a dinâmica, saca?
Por que que a gente, importante a gente
perceber essa esse processo todo?
Porque essa estrutura episcopal é o que
vai dar o tom para as igrejas
brasileiras em geral.
As igrejas que vão surgir dali paraa
frente aqui no Brasil, em território
brasileiro, vão reproduzir esta mesma
dinâmica de poder como igreja central,
criando suas congregações, suas sedes e
fora, né? Então esta é a loucura que nós
temos
de organização institucional.
Para que você expanda o seu território,
para que você tenha privilégio nesse
espaço, você precisa do poder executivo
próximo de você. Você precisa de quem
tem poder político e de organização das
cidades que decide sobre as cidades do
seu lado. É por isso, é por isso que
esses, essas lideranças evangélicas
dessas igrejas de segunda geração, que
agora criaram suas sedes e
centralizaram, vão tentar se aproximar
do poder político existente, vão tentar
chegar perto. Como eles vão fazer isso?
tentando aliciar vereadores,
aliciar deputados, médicos, advogados. E
em 1964,
quando tem o golpe militar,
imediatamente essas lideranças
religiosas dessas igrejas vão se alinhar
e aliar ao poder vigente,
porque assim d sob essa estrutura, eles
vão tentar buscar os seus benefícios, os
seus privilégios e sua estabilidade de
manutenção de poder dentro dessa
sociedade, ainda com como grupo
minoritário.
Veja essa volta como ela é interessante,
porque há um alinhamento automático com
interesses específicos dessas lideranças
religiosas por questões internas.
Alinhamento ao regime, alinhamento à
ditadura.
Por outro lado, esses evangélicos que
vieram dos Estados Unidos, que tem esse
negócio todo, sejam os reformados, sejam
os pentecostais, sei o que lá, quando
começam a tentar letrar-se a respeito de
teologia, essa discussão toda, vão
consumir o quê? Conteúdo gringo,
conteúdo que vem ali de suas sedas, seus
territórios fundadores, né? Então, os
Estados Unidos em especial.
E é de onde veio o pessoal da
Congregação Cristã.
E é de onde veio o
o como é que fala? As assembleias de
Deus, os adventistas, os testemunhos de
Jeová, todos vêm desse de um mesmo
projeto ali do dos Estados Unidos. Então
quando rola esse desse mesmo processo
que rola nos Estados Unidos, que aí um
dia a gente conversa sobre isso
especificamente, mas estamos falando do
Brasil, então sua fonte de consumo de
conteúdo são os Estados Unidos. Então
olha que massa, cara. Olha o a volta pra
gente sacar que é uma questão interna,
que é o alinhamento à ditadura militar
em benefício de de estabilizar e
estabelecer seu poder e o consumo do que
vem de fora como conteúdo ideológico que
pós grandes guerras ou pós-grande guerra
que acontece é guerra fria,
anticomunista, antibloqueo soviético,
antiluta popular.
Há uma um encontro entre esse movimento
externo com as questões internas da
estrutura das igrejas e esse met
perfeito
para que o anticomunismo seja uma
bandeira fundamental. E se você é
anticomunista, logo você está em defesa
do
capitalismo. Só que esse a gente é do
ponto político, a gente já vai falar
sobre a questão econômica. Essa é a
primeira parte. primeira parte sobre da
questão eh política, desse alinhamento
das da especialmente das Assembleias de
Deus, mas das religiões pentecostais em
geral, porque elas fazem esse mesmo
movimento com o regime militar, com a
ditadura militar e externamente sob
guerra fria, o consumo constante de
conteúdo teológico e religioso produzido
nos Estados Unidos, anticomunista e tudo
mais, imperialista, pi, pó poó. Massa,
né? Pausa, porque essa foi a parte
política. Já a gente vai agora pra parte
econômica dessa relação entre igrejas e
capitalismo, que eu acho que é a parte
também mais legal da gente bater um papo
e que eu acho que vocês vão curtir.
Beleza? Curtiram? Massa, né? Eu sei.
Estamos aqui. E o meu alinhamento?
Alinhamento do meu cabelinho tá na régua
mais ou menos. Eu sofri um acidente aqui
na franja do meu cabelo, eh,
recentemente, que foi um acidente de
causado por forno, forno a lenha.
Eu e minha companheira, a gente gosta de
fazer pizza,
pizza caseira, forno lenha.
Só que a gente não viu que na casa da
pessoa que tinha o forno a lenha e que
disponibilizou para que fizéssemos para
uma galera a pizza, que o
o cano ali do tubo sair a fumaça tava
tampado. E aí, pô, meu fogo não tá
pegando, fogo não tá pegando, fogo não
tá pegando. Do nada destampou o raio do
negócio e veio um fogar na minha cara. E
aí a franja sofreu um acidente. Então
ela não está muito bem alinhada, mas em
breve ela vai ser. Mas o resto tá na
régua ou tava, né? Em breve eu vou ter
que voltar para dar uma cortadinha. Esse
é o alinhamento do meu cabelo, um
alinhamento com a régua. Mas é isso aí.
É, meus amigos, muito louco.
Já já a gente vai pra parte econômica,
que é massa. Mas antes comentários aí
sobre essa primeira grande explanação
histórico-política que eu acho legal.
Sempre que eu vejo sobre isso, Bruno, eu
me surpreendo, porque existe inúmeros,
inúmeros, inúmeros, histórias das
igrejas escondendo perseguidos na
ditadura. Tem também, cara. Tem também,
tem também. Só que acontece, a galera
que realmente protegeu perseguidos da
ditadura, em geral, era a galera
católica, por motivos de que a gente já
vai ver, tá? Já vou comentar o que
aconteceu com a Igreja Católica e Igreja
Evangélica em contraste
durante o século XX, para que desse
condições do crescimento evangélico e a
relação entre as igrejas evangélicas e o
capitalismo do ponto de vista econômico.
Falei aqui do ponto de vista político,
que eu acho que foi muito massa. Cara,
eu falei por 30 minutos sobre isso.
Impressionante.
Espero que eu não estique tanto aqui pro
segundo papo, mas em geral foi a galera
católica. Mas é é massa. É massa.
Tum tum. Pera.
Tum tum tum tum tum. É isso aí, João. Eu
concordo com o Luiz. Ouve nós aí, cara.
Você, você, você, a está junto aqui.
Você ainda não virou membro, membra
membrezinha aqui do nosso canalzinho,
hein, João? Vira membro, membro, membre
membreia do nosso canalzinho. Seja
bem-vindo. Você vai gostar, vai gostar.
O conteúdo exclusivo é muito bom. Tem
curso lá sobre evangélicos e política no
Brasil. Tem max religião. Vai aí abrir
um pouquinho dos seus horizontes. Saia
do WhatsApp.
[Música]
Tinha um comentário que eu perdi aqui do
Doug que era importante e eu não tô
achando. Sacanagem.
[Música]
Cadê? Cadê?
É, achei. Tá aqui, tá aqui, tá aqui. Ah,
aparece aí. Ô, laptop, não me não me
deixa na mão. Du falou pra gente o
seguinte: "Acho que até adventistas e
testemunhas de Jeová são taxados como
seitos por algumas igrejas evangélicas
até hoje. Até hoje, infelizmente também,
porque vem da mesma raiz, tá? V do mesmo
processo histórico, mesmo processo
histórico. Eh, umas estabeleceram com
maior estabilidade, outras não, por
diferentes momentos e caminhos e tal,
mas ainda tem esses tipos de debate. Eu
acho que hoje menos, tá bem menos. E se
vocês observarem o tipo de ecumenismo
conservador existente entre evangélicos,
católicos, adventistas, hoje em dia o
pessoal abre mão desse lance das seitas
aí por questões de interesses e disputas
políticas nas quais eles se se coadunam,
né? Então é importante a gente observar
isso, cara. Hoje é menos, bem menos,
porque a galera se alinha. É só ver um
um tipo, um cara tipo Rodrigo Silva,
circula em tudo canto a canto.
Que interessa, não só a ele, mas a
outras pessoas também esse tipo de
aliança.
Então, hoje menos, mas ainda tem esse
tipo de lance que é uma besteira, mas é
uma piada que a gente inclusive faz
entre nós na Zelota, vez por outro. A
gente faz uma piadinha sobre isso, que é
engraçado, mas eu não vou revelar no
momento.
[Música]
Par pam. Sim, sim, sim. Júlia, seja
muito bem-vinda aqui para o nosso
canalzinho. Sim, claro que vi. Isso aí é
uma coisa que existe, realmente
aconteceu, tá? Eh, os documentos de
Santa Fé tem são quatro documentos. Em
um deles há explicitamente um comentário
a respeito da necessidade de uma
religião alternativa ou que enfrentasse
a teologia da libertação. Já já a gente
vai comentar sobre isso, inclusive.
Mas essa é um dos fatores, não é a
causa, tá? Não é simplesmente a injeção
de dinheiro e a aproximação sim de um
projeto da CIA com determinadas
vertentes e um tipo de de religião
específica que explicam o crescimento
dos evangélicos no Brasil e na América
Latina, tal. Não é não pode ser esse o
caráter. Esse é um dos fatores e ele
contribui como fator externo, mas o
principal fator tá interno. Antes que
existisse esse esse cálculo e essa
injeção de recursos de de planejamento
estratégico nos Estados Unidos para
influenciar outros territórios, há as
condições nos territórios, saca? Há
condições específicas que potencializam
isso. Então, tem que olhar nessa dupla
dinâmica que a gente já começou a abrir
o jogo quando a gente falou aqui sobre o
alinhamento das lideranças religiosas
com a ditadura no Brasil por seus
interesses específicos de estabilização
e de crescimento de poder e a questão da
guerra fria externa. Então, não pode ser
só uma coisa, a gente tem que observar o
processo como um todo, senão a gente cai
no erro do maniqueísmo, de que é um
grande sujeito que controla o bagulho
todo. Também tem, mas é parte de um
processo, né? Então tem essa parada,
isso acontece, isso rolou e essa
inclusive é a primeira reação do pessoal
da teologia da libertação católica
diante dos evangélicos, que é horrível
que tem efeitos ruins até hoje, que é
tratar o pentecostalismo como seita ou
depois disso tratar como grande
estratégia dos Estados Unidos para o
Brasil. E aí não sabia a história dos
evangélicos, não sabia que eles estavam
aqui desde 1911, que foi um processo
muito espontâneo e orgânico de
crescimento até ali os anos 80, 90.
Então não percebe esse movimento todo,
não conhece e a reação é são seitas, são
esses evangélicos aí são tudo
imperialista, tudo
não entende o que tá rolando. E aí
quando um evangélico tenta se aproximar,
por exemplo, já tem que superar esse
essa barreira do imperialismo. É uma
crítica que eu fiz recentemente,
inclusive no encontro que a gente teve.
Onde é que tá esse bagulho aqui? Por
exemplo, tá teve um encontro aqui, né?
Eh, teologia da libertação. Uou!
Teologia da libertação novas gerações,
que a gente foi recentemente lá, o
pessoal convidou a gente para aí, foi
muito massa, deu para trocar ideia,
discutir, tensionar, ter embates
importantes, conflitos legais. E eu até
comentei isso, falei: "Gente, primeiro a
gente tem que superar essa barreira que
tratado como se a gente fosse eh
bonequinho do imperialismo, né? Não,
pô". Então tem que ajeitar aí o caminho
e parar de fazer análise ruim, porque
não pode reduzir a isso. A gente tem que
entender de maneira mais complexa, mas
esse não é um dado a ser eh irrelevante,
nem a ser menosprezado. Isso teve esse
planejamento mesmo. Então é massa da
gente observar.
Seitas traxando outras seitas de seitas,
as seitas que dói menos. É isso aí.
Par para
[Música]
não sei qual é o contexto dessa frase.
Democracia não é existência de pontos de
vista diferentes. Não
sei lá. Só solteiro.
Não é, não é, não é, não é. Democracia
não é pontos de vistas diferentes. Isso
não é democracia, isso é perspectivismo,
né? Democracia tem outras coisas que
precisam tá acontecendo para que haja
democracia, que inclusive é um termo
vazio se não tiver um conteúdo de
relações sociais específicas que
garantam a sua existência.
Mas é isso, né, minha gente? Então lá,
beleza. Vamos então preparando aqui
parte dois que é econômica.
Vai dar corte longo essa live aqui
e vamos paraa parte dois. Economia, né?
Alguém aqui durante no começo da live te
falou: "Vocês marxistas acham que tudo
gira em torno da economia?" Eu deixei a
economia pra segunda parte, comecei com
a parte política que era bem mais legal.
É verdade, Thaago, você tem toda a
razão. Acho que eu deveria chamar o
professor Rock para eh mediar o chat
aqui, porque o professor Rock seria
muito hábil em eliminar todas as pessoas
que pensam diferente e dizer que esse é
o ponto de vista dele. Mas é isso.
É o o Mas o Sadã é por outros motivos,
né, que ele deixa metade da live de
corte. O bicho vai se perdendo nos
informação lá e meu amigo, ele consegue
me mano, ele entra nums looping de
informação ali que é doideira. Eu não
consigo fazer aquilo. Não
me divirto, me divirto, Felipe. Eu me
divirto. Pode parecer que não, porque eu
sou uma pessoa triste. E como o Carapa
comentou pra gente, né? Eu tô cruzando a
linha do Juventude e o Carapa comentou
que depois da linha da juventude, quando
você cruza a linha da juventude, a
categoria que vem depois de jovem é
triste. Eu sou triste há muito tempo,
mas diziam que eu era um triste jovem.
Agora eu vou ser só triste e não mais
jovem.
É, é a vida,
a gente se diverte.
Bora lá pra parte econômica.
Pera. Eh, vou mudar aqui a trilha de
fundo. Direcionar de fundo de novo.
Não sei qual que eu ponho. Tem tantas
opções legais.
Eu vou botar isso.
Pronto. Bora lá. Então, vamos pra
segunda parte aqui do nosso papo falar
sobre economia.
Eu ia, né? Eu ia fazer isso aí. Ah, é
aqui. Tem toda a razão. Toda a razão. É
isso, Júlia. Não, realmente não é o
único fator. Você tem toda razão. Esse é
o ponto. Esse é o ponto. Mas realmente
tem isso. Tem esse lance da guerra fria.
E é importante, né? É importante a gente
destacar esse elemento da Guerra Fria
para inclusive quebrar um pouco ilusões
que nós temos, né, de achar que a
religião ela tá no mundo paralelo, né?
Algum camarada aqui que tá desde o
começo da live até chegou a comentar: "O
Walter, grande Walter, que eu espero que
você esteja ainda Walter, não tenha
desistido de nós, mas ele tinha
comentado, né? O sagrado tá acima do
capitalismo, do comunismo, da ideologia.
Aí quando a gente olha, pô,
financiamento da CIA paraa religião
crescer, é, não dá para tratar desse
jeito, né?
Porque essa é uma parada muito massa que
funciona assim:
tudo que eu não gosto eu chamo de
profano. E aquilo que eu achar que tá
legal, eu chamo de sagrado, né? Aí tudo
que eu não gosto, eu falo que é a
religião errada e tudo que eu gosto,
falo que é a religião boa. E aí você
separa as duas paradas.
É jogar aí é jogar no easy, né? Se tudo
que eu não gostar eu coloco numa
categoria ruim, tudo que for legal eu
boto na boa. Aí facilita muito a vida e
não trata a história como ela realmente
acontece. E você tem toda a razão.
Estamos aí, né, carapa? Eu tô, cheguei
aí na tristeza pura. Felipe, gente,
acompanha o trampo do Felipe. Felipe o
cara muito massa. Nosso querido Felipe.
Não vou dizer qual era o apelido dele
porque eu acho que era um apelido
injusto. Excelentíssimo Felipe. Felipe,
eu assim, eu sou triste, né? Não sou
mais jovem. Eu era um jovem triste, mas
agora eu sou triste e corintiano. O que
significa que além de triste, nós somos
sofredores. Triste, sofredor e não mais
jovem. Não, minha vida só tá melhorando,
ó. Só o progresso. Daqui paraa frente
não tem mais para trás. Vai Corinthians.
Eu também, João. Eu também. O problema é
que, cara, quando você discordar,
discorde fazendo uma crítica ao discurso
e não jogando uma opinião taxativa e
fechada que aí não dá para conversar,
entendeu? Uma coisa é assim, a gente tá
trocando uma ideia e eu falo: "Ó, cara,
eu acho que a parada é assim". E você
fala: "Olha, teu pensamento talvez
esteja errado e você discute com a
lógica do meu argumento e a gente
conversa".
Agora, uma coisa assim, eu digo: "Pedra
e você tesoura". Não vai dar para
conversar, deve ficar pedra e tesoura. E
como eu disse, pedra é o grande. Se
tivesse dito papel, eu perdi. Mas, mas
aí aí fica um do lado do outro e não tem
troca, não tem conversa. A conversa ela
não pode ser jogada a partir de
taxações, de de chavões, de opiniões que
você cospe, entendeu? A gente não pode
fazer assim. A conversa, ela tem que
partir de uma troca. Então assim, por
que que eu vou falar se o cara tá
falando sobre planejamento da saúde
pública no Brasil? Mas e a comida em
Cuba, meu irmão, o que que isso tem a
ver? Como é que a gente conversa?
Entendeu? A conversa, ela precisa ter um
campo mínimo de diálogo em que um
apresenta o argumento, eu não vou jogar
uma outra coisa por cima, eu vou tentar
entender esse argumento e discuti-lo,
então pra gente poder conversar sobre o
tema que tá sendo ali colocado. Então é,
você pode discordar das ideias, a gente
tem que discordar. Eu não concordo com
metade das coisas das pessoas que estão
do meu lado político, inclusive.
Só que aí eu discordo acompanhando o que
essa pessoa tá dizendo e mostrando onde
estão as falhas daquilo que ela tá
propondo, da como está organizada aquela
discussão. Se eu simplesmente jogo uma
informação, jogo uma opinião, jogo um
chavão, não é conversa, não é ideia, é
só bateção de cabeça. Aí a gente não se
ajuda. E a ideia aqui é a gente se
ajudar. Me ajuda a te ajudar e eu te
ajudo a me ajudar e a gente se ajuda a
se ajudar. Beleza? É nós, pô.
Triste. Corintiano vai ser o meu status.
É, o meu já é a realidade no status. Eu
já fui aí superei essa parte aí, né?
Então, tamos junto.
Pode crer, pode crer. Tem toda a razão,
Júlia. Tem muita gente, cara, isso aqui
é uma denúncia importante, denúncia
fundamental. Tem muita gente que se diz
materialista e tem mesmo, mas não
analisa a religião como dada da
realidade social de maneira
materialista. Trata como essência. E aí,
meu irmão, esquece. Aí já era. Júia tem
toda a razão. Absolutamente toda a
razão. Printa isso aqui. Aqui, ó.
Printaram? Espero que sim, porque isso
aqui você vai jogar na cara de todos os
camaradinhos que dizem que é marxista,
mas que não trata a religião de maneira
materialista e crítica. Então, ó,
pronto. Vamos lá.
Isso. Vamos. Somos seres humaninhos.
Somos capazes de transmitir informações,
captar informações, aprender mutuamente
e tomar decisões em consenso.
Pratiquemos essas essas habilidades aí.
Sou defensor dessas habilidades, a gente
vai trabalhar elas, hein? Trabalhemos
elas. Eu sei que a internet dificulta um
pouco, mas a gente vai trabalhar elas.
É isso aí. Agradeço aí gente que tá aqui
acompanhando o nosso papo, discutindo
aqui no chat, conversando. A gente vai
criar um clima gostoso, a gente vai se
entendendo, vai se ajudando. Isso é
massa, tá? Tá bacana. Deixa eu testar
uma musiquinha aqui para ver se ela fica
de boa de pra gente f de fundo aqui de
economia pra parte econômica.
Não, não fica muito. Isso aqui é para
outro momento. Não vai rolar. Vai para
outra.
Volta para isso aqui.
Vamos lá.
Bora lá, minha gente. Eh, nossa, tô
coçando meu olho bastante.
Perdão.
Relação entre igrejas e capitalismo.
Agora vamos tocar no tema da economia.
A gente viu a parte política agora h
pouco, né? As relações internas, as
relações externas. Mas vamos pra parte
economia. Pô, na hora que eu ia começar,
fala a visão comunista. pega a visão.
Salve, mano. Como é que tá? De boa?
Espero e desejo que sim. Ol lá.
Bora pra parte econômica, então, paraa
relação entre as igrejas do capitalismo
do ponto de vista econômico e não
político. Vamos lá.
Primeiro, antes de qualquer coisa, vou
compartilhar com vocês duas imagens que
são o nosso ponto de partida paraa
conversa.
Tudo bem?
Prestem atenção.
Vai balançar aqui a câmera. Para quem
não gosta de câmeras balançando no
improviso de caixas de de de tabuleiro e
colchão que balança e em cima de um
colchão no improviso total. Então,
câmeras estão balançando. Para quem não
gosta vai aí uma imagem menos
balançante.
Esta imagem presente na tela é uma
simplificação gráfica tosca sobre
reprodução social. Ela é muito
importante da gente considerar.
Se vocês olharem no primeiro quadrante à
esquerda, diz respeito a uma base
fundamental para qualquer sociedade.
Qualquer sociedade. Qualquer sociedade.
E você, pessoa que está acompanhando e
fala: "Mas nem tudo é economia".
Realmente nem tudo é economia.
tem toda a razão. Estamos pleno acordo.
Porém, contudo, entretanto, todavia, se
você não tiver as condições de estar
vivo, você não tem como fazer qualquer
outra coisa que não seja economia.
Então, se você quer cantar um louvor
pela manhã enquanto limpa sua casa,
você tem que estar em condições de ter
um aparelho que toque louvor,
estar alimentado, alimentado o
suficiente para ter energia para limpar
a casa, ter os instrumentos para limpar
a casa, ter a própria casa. E cada um
desses elementos depende de você ter
adquirido por meio do consumo, dado o
modo como nós organizamos e produzimos a
nossa vida no capitalismo, por meio do
mercado, mediante a pagamento de cada um
desses itens e recursos disponíveis.
Ou seja, para você poder cantar o seu
louvor enquanto limpa a sua casa, você
precisa de toda uma rede econômica que
não depende de você, mas da sociedade
como um todo, que garanta os insumos e
recursos necessários para que você
esteja vivo, viva realizando essa
atividade.
Veja que o fornecimento do louvor
depende de uma rede de interconexões de
atividades e relações sociais muito
ampla.
Então, ainda que você queira negar o
elemento econômico, ele é a condição
básica, material e fundamental para que
tudo demais exista e seja possível. Ir
no culto, ir numa peça de teatro, ir no
cinema, praticar sua militância. Tudo
isso depende de uma rede de relações
sociais que garante a produção básica
para a reprodução social, para que no
dia seguinte a gente continue ativo,
vivendo.
Essa produção total no primeiro
quadrante à esquerda, o quadrante
superior à esquerda, onde está escrito
produto total, é aquilo que é o
necessário para que a gente consiga
viver enquanto sociedade. Porque eu não
produzo tudo que eu consumo. Eu não fiz
minha própria roupa, minha própria
comida, minha própria casa, minha não
garanto minha própria água, né? Eu
dependo de uma rede socialmente
estabelecida, socialmente organizada e
que garante as condições de produção e
de reprodução da minha própria vida.
Nesse exato momento tem alguma pessoa
que eu não conheço, que eu não faço
ideia quem é o que ela faz, que ela tá
lá apertando algum botão ou mexendo em
alguma parada que eu não sei qual que
garante com que a água da hidrelétrica
esteja correndo de maneira adequada para
que não falte energia aqui na minha
casa, passando pelas substações.
E para que daí a gente consiga gravar
essa live aqui, tenha energia elétrica
suficiente para mim e para vocês, onde
quer que vocês estejam, pra gente poder
fazer isso. Ou seja, ó o tamanho dessa
rede que eu dependo de um produto total
para que eu poder consumir a parte
necessária para realizar minhas
atividades e vocês realizarem a de
vocês.
Por isso a gente tem que tratar da
economia. A igreja não tá no mundo
paralelo a esse para ela existir. Ela
tem que estar numa sociedade, uma
sociedade que se organiza de maneira
específica e produz o produto total
necessário de uma maneira específica.
Esse produto total necessário, ele vai
ser consumido, porque se a gente não
consumir o que a gente produz, a gente
não tem o dia seguinte. Eu preciso comer
a comida necessária para poder tá bem no
dia seguinte.
Aqui é uma forma geral de trabalho, tá?
Então, por exemplo, posso aplicar esse
tipo de forma geral, tanto para mim no
trabalho individual quanto pra
sociedade. Vai mudar mudar os termos,
mudar o modo como se relaciona, mas a
ideia básica, metafórica ou analógica é
a mesma. Então tô em casa, digamos que
eu queria fazer um pão,
eu vou lá, pego lá o ovo, a farinha, o
leite, as paradas que eu precisar, bato,
faço uma massa, deixo ela dar uma
descansada, pego depois com fermento,
tal, não sei o que lá, põho no forno,
uso o forno, produzir esse produto total
que é o pão. Esse pão, eu vou consumir
ele porque eu tô com fome e eu vou
distribuir ele com a minha família e a
gente vai comer. E essa energia que a
gente produziu, o pão e que vai ser
consumida por nós, garante as condições
para que nós estejamos vivos no dia
seguinte ou por mais algumas horas até a
próxima refeição.
Esse consumo desse produto total, ele é
um consumo reprodutivo, ou seja, o
consumo para poder continuar permanecer
existindo. A sociedade também produz um
produto total que precisa ser consumido
de maneira reprodutiva para que ela
tenha as condições de existência do dia
seguinte. Porque se todo dia começasse
no momento zero, a gente nunca conseguir
ter as condições de manter essa
sociedade. Ela sempre tá em contínuo
processo de reprodução,
se refazendo. E aí eu tenho que manter o
meu local de trabalho, tem que estar
estabelecido, o ônibus tem que passar na
hora certinha, que ele passa todos os
dias para poder pegar para ir pro
trabalho. Eh, o pessoal que realiza suas
funções precisam fazer sempre do mesmo
jeito para que a gente possa garantir
essas condições de reprodução. Eu
preciso ter acesso aos aos recursos
necessários para poder viver,
reproduzir, minha família também.
Entenderam? Então, um produto total a
ser consumido de maneira reprodutiva.
Esse consumo reprodutivo, quadrante à
direita e abaixo, ele precisa fazer com
que a força de trabalho, né, nós aqui,
as forças de trabalho
estejam
vivas e disponíveis para continuar o
serviço
e, por outro lado, que os meios de
produção estejam funcionando. Então, ele
precisa pagar a força de trabalho e
pagar os meios de produção. a manutenção
deles, os recursos que a gente tem para
fazer.
Por que que é importante destacar isso?
Porque sobre o capitalismo,
voltando para o quadrante superior,
nesse ciclo superior à esquerda,
o produto total, ele é realizado e
trocado sob a forma de mercadoria.
Mercadoria são produtos feitos não para
consumo, mas para venda. E é uma
diferença importante. Uma coisa é eu
fazer o pão para eu consumir.
Contabilmente ele não gerou nenhuma
riqueza. Ele não foi trocado por
dinheiro, não entra no PIB.
Mas efetivamente ele garantiu que eu
como força de trabalho voltasse para
trabalhar no dia seguinte. Ou seja, eu
continuo como um potencial econômico
valioso, eu continuo como força de
trabalho necessária, ainda que eu não
tenha trocado por dinheiro. Contudo,
porém, entretanto, no capitalismo a
gente só tem essa produção social sobre
a forma de mercadoria, ainda que em casa
não seja consumido de forma mercadoria e
tal, não sei o que lá, mas socialmente a
gente não tem uma fábrica para produzir
pro consumo. A gente tem uma fábrica
para produzir paraa venda. A venda que
obtenha lucro.
Então, todo o planejamento social e
todas as trocas e de coisas que a gente
fizer serão feitas sob a forma
mercadoria, saca? Olha que importante
considerar isso, porque a gente vai
falar sobre igreja dentro desse mundo em
que toda a relação social precisa
tendencialmente participar da forma
mercadoria.
Então, o produto total que vai ser
consumido como mercadoria eh para pagar
os custos de produção e a força de
trabalho. E tem que no final ter um
excedente.
No meu dia a dia, o excedente, né, é a
energia que eu preciso pro dia seguinte,
que vai fazer durar mais umas horas. Mas
socialmente esse excedente ele pode ser
feito de muitas maneiras. No
capitalismo, esse excedente ele aparece
sob a forma de lucro, que é o valor a
mais que aparece no processo produtivo.
Esse valor a mais ele dá por meio da
conta do dinheiro, dinheiro que é uma
forma de mercadoria e voltamos para o
núcleo básico, que é forma de
mercadoria.
Isso é como se dá a reprodução social no
capitalismo. A igreja não existe fora
desse ciclo.
A igreja não existe fora deste ciclo,
porque ela depende que esse ciclo
funcione para que ela tenha desempenhe
seu papel. Beleza? OK. Já já a gente
volta. Massa esse papo, né? Eu gosto
muito dele, obviamente, discussão
econômica fundamental, porque se a gente
vai articular a igreja e o capitalismo,
eu preciso entender que existe uma
reprodução social básica fundamental,
que é isso que eu estou chamando de
capitalismo, uma organização, um núcleo
básico que garante e organiza o modo de
produzir e reproduzir a vida em
sociedade baseada sobre o capital, ou
seja, capitalista.
baseada sobre o capital, porque capital
é o que decide sobre todo o processo.
Se nós fôssemos definir capital de
acordo com Marx, capital é o valor que
se valoriza
ou uma relação social específica que faz
com que o valor se valorize. valor, no
caso, é esse lance do dinheiro que é
aparece como dinheiro, não é o dinheiro,
mas aparece como dinheiro, que entra um
valor no na no mercado e no final do
processo sair esse valor mais um tanto
que é a taxa de lucro ou que é o lucro,
que é o capital acumulado e de onde vem
esse capital e de onde é que vem esse
valor. Essa é a grande questão de como
entender esse processo todo, porque
entrou um número menor e saiu um maior,
o dinheiro eu vejo, ah, é porque eu
coloquei um um preço a mais. Mas o preço
ele não mostra de onde veio o valor, de
onde vem a riqueza. O preço ele só
expressa, ele é só uma informação. Ele é
uma informação. Mas essa informação se
refere a quê?
Aí eu preciso entender qual é a base da
organização da produção e reprodução
social, qual é a base da organização e
produção econômica para daí a gente
poder discutir os demais temas e termos.
Não é só o dinheiro. O dinheiro expressa
valor, mas ele não é o valor. O valor
mesmo. Aí entra a discussão da teoria do
valor de Marx e tal. Mas o lance é
existe essa produção e reprodução
social. A igreja tá inserida nela.
Beleza? Ótimo. No início do século XX, a
maior parte da população brasileira é
uma população camponesa. Maior mesmo
assim, esmagadoramente. Todo mundo tá no
campo. A melhor parte tá nas cidades. As
igrejas evangélicas elas se instalam nas
cidades, como a gente viu no papo
anterior. Algo fundamental aí da gente
considerar.
As igrejas evangélicas estão nas
cidades, são minoria. A população, a
maior maioria tá no campo e a maioria
católica.
A maioria que tá no campo e é católica
tem um tipo muito específico de vida
herdada das relações coloniais. A igreja
católica é uma igreja mais tradicional,
que tem um estado, essa coisa toda. Esta
igreja, ela está adequada com a vida do
campo. Ela tem uma capilaridade muito
grande no campo, né? A vida no campo e
tem um ritmo específico
de organizar as festas, de organizar eh
os dias santos, de que acompanha a
colheita e o ritmo da colheita, né?
Então é um modo muito particular de
viver, diferente das cidades.
Durante o século XX,
o grande desafio do Brasil, da América
Latina e dos países que estavam em luta
por libertação nacional em África e em
Ásia é como se desenvolver.
E desenvolvimento tem a ver com
industrialização, como a gente se
industrializa.
E aí começam vários projetos de
modernização econômica e de
industrialização que vem pesado e
comendo solto.
Como se industrializar rápido? Aí vem a
expulsão das pessoas no campo, as
guerras no campo, trazer tipos de
indústria específica pros países,
especialmente o Brasil, mas país da
América Latina, mas o Brasil em
especial, que se torna uma grande um
polo industrial propriamente dito. E na
famosa frase expressa por Jeline
Kubichek, desenvolve 50 anos em cinco.
Es 50 anos em cinco, que é uma
insanidade,
expulsando as pessoas do campo, onde
elas tinham seus meios de vida e meio de
organizar vida, que tem seu modo de
conduzir os seus valores, jogando elas
para cidades,
cria dois fenômenos. Um é no campo a
luta popular contra essa modernização
capitalista que ensufla, portanto,
rebeliões camponesas, lutas pela defesa
da vida, o surgimento de movimentos
populares como Liga Campesina, exigência
de reforma agrária que vão se aliar à
esquerda, que vão se aliar nessa luta eh
anticapitalista ao pessoal socialista,
óbvio,
ao passo que a galera que tá se
beneficiando ou tendo que se adequar a
essa dinâmica nova de modernização,
industrialização nas cidades, vai se
alinhar ou organizar sua vida em conduta
em favor desta ordem, se adaptando a
esta nova ordem moderna, industrial e
capitalista. Então, no campo você vai
ter um movimento muito mais
revolucionário.
Nas cidades esse movimento vai aparecer
entre os, claro, entre os sindicatos que
estão surgindo.
Eh, mas são sindicatos imediatamente
também reprimidos no campo. Tem uma
guerra, tem conflitos. você tem muitas,
muitas contradições nesse passo, de modo
que à medida que as pessoas no campo
estão fazendo isso, cresce também os
movimentos de resistência que são
majoritariamente da população católica.
E a galera que vai chegando nas cidades
e vai tendo cada vez mais dificuldade de
se adaptar, vai tendo que buscar meios
de organizar sua vida e encontrar suas
comunidades básicas, né? No campo, a
Igreja Católica tinha uma grande
capilaridade, tinha suas bases eh
sociais estabelecidas, as pessoas
formavam eh grupos como de organização
comunitária, associações e tal. E nas
cidades agora o pessoal vai chegando
cada vez mais perdido e sendo expulso do
campo sendo um processo muito violento.
Então,
eh, pós, especialmente pós pós ditadura,
aí é muito pior e as cidades vão
inchando e vão entendo os problemas que
a gente tem de de déficit urbano, do da
expansão da cidade sem nenhum
planejamento, surgimento das favelas,
aquela parada toda. E essa galera não
encontra apoio do ponto de vista
econômico, institucional do Estado e nem
do mercado, porque o mercado também não
foi aproveitar esse mar de oportunidades
que é um lugar sem estado. Então, sempre
bom a gente chamar essa atenção. Então,
do ponto de vista econômico, já que a
gente falou do ponto de vista político
na primeira meia hora do papo, do ponto
de vista econômico, essa galera tá
chegando sem condições de produção e
reprodução da vida e vai buscar
associações e organizações.
Essas associações e essas organizações,
muitas delas serão encontradas dentro
dos ambientes religiosos daquelas
igrejas evangélicas que já estavam nas
cidades desde o início do século XX, mas
que vai ter grandes boms a partir dos
anos 60. Anos 60, ela tem uma grande
ampliação decorrente desse processo de
expulsão do campo, de chegada do pessoal
nas cidades. É uma religiosidade que
está adequada a organização da cidade,
que cria rede de apoio, que tá nas
periferias, então que recebe essa
galera, que organiza ela nos anos 70,
nos anos 80, vai cada vez a os anos 80
dá um bom imenso dessa religiosidade
sobre essas novas condições.
é uma religião adequada a esse processo
de modernização e que do ponto de vista
político que nós vimos anteriormente se
alinha a ditadura, se alinha esse
processo de progresso, de modernização e
de ideia de desenvolvimento, mas com,
porém, contudo, todavia, um
desenvolvimento do ponto de vista de
trabalho, de você conseguir sua posição
social e prosperar, vamos dizer assim,
você se adequar, conseguir emprego,
conseguir melhorar de vida, essa coisa
toda.
É, mas não necessariamente do ponto de
vista de costumes, que aí é a
contradição que o Felipe aqui no nosso
chat tinha chamado lá atrás, a
contradição entre os valores
tradicionais de uma religião e o modo de
organizar a produção e reprodução da
vida sobre o capitalismo. Porque o
desenvolvimento das forças produtivas, o
desenvolvimento das formas das relações
sociais e a necessidade de ampliar
padrões de consumo, grupos de consumo,
essa coisa toda, forçam com que essas
estruturas tradicionais tenham que se
alterar. Então vai entrar cada vez mais
contradições, mas ao mesmo tempo essa é
a religião e a religiosidade que foi se
adequando essa dinâmica capitalista na
cidade, saca? E essa contradição ela
explica e ajuda, essa chave de
contradição ajuda a gente a entender
muito do que tá acontecendo no Brasil.
Então beleza. Durante os anos 80 surge a
tal da teologia da prosperidade, que
como Júlia trouxe aqui no nosso chat
agora a pouco, tem a ver com esse lance
também do incentivo daí estadunidense
explícito em incentivar um tipo de
religião. Então a gente tem questões
internas e questões externas. O tipo de
religião agora que é tal da teologia da
prosperidade
e surfa numa onda muito interessante que
é a necessidade do capital financeiro. E
nada disso tem um grande gênio
planejando, tá gente? São processos
históricos que vão acontecendo e que a
gente vai entendendo as conexões entre
eles posteriormente. Não é que tinha
alguém ali, um grande sujeito fazendo
desenho em xadrez 265D.
Não, um processo histórico. Não passa
que tá acontecendo isso.
O capital financeiro tá crescendo
consideravelmente com neoliberalismo nos
anos 80, então nem se fala. Esse capital
cada vez mais acumulado precisa ir para
algum lugar,
porque ele não se realiza, ele não volta
para produção, ele precisa ir para algum
lugar.
Esse capital, ele não quer voltar, ele
não pode voltar pra produção. Então o
que que ele vai fazer? Ele vai diluir
esse acúmulo de capital baseado em
porcaria nenhuma, né? no que não
produziu um palito, ele vai tentar
diluir no na facilitação de acesso a
crédito, vai garantir que esse capital
se converta em crédito para consumo eh
do de massas maiores da população e
também vai se converter não na criação
de novas indústrias, mas no processo de
privatização, fazendo com que esse
capital financeiro acumulado retorne pra
produção, utilizando as estruturas que
os estados têm de bens e dos chamados
bens e serviços, do serviço ofertados e
até então era direitos, tá? Então, saúde
é direito, mas a partir dos anos 90 a
gente chama de serviço.
Educação era direito. O trabalhador
lutava pelo direito à educação, mas a
partir dos anos 90 é o serviço de
educação.
E isso vai acontecer à torta direita
para tudo quanto é lado. Os onuismo vão
surgir tudo aí, aquela pancada de ONG,
essa coisa são esse capital financeiro
vai encontrando esses fluxos, esses
espaços.
Quando se converte em crédito facilitado
para as pessoas é para massas maiores da
população, quando se converte na
contratação de serviços e oferta também
desse serviço, essa coisa toda. Durante
os anos 90, início dos anos 2000, nas
periferias, especialmente nas que
tiveram relativa industrialização
anterior, como eh Brasil, China, Índia,
Coreia do Sul eh ou pior Coreia, a
depender do de modo como você chama. E
bom, mais um monte de outros
territórios. Essa galera toda, o pessoal
que tá nesses nesses territórios, nesses
espaços, vão começar a aumentar o seu
padrão de consumo e ter acesso a coisas
que antes seus pais, seus avós não
tinham. Então, a prosperidade ela vai
chegar.
E é curioso porque a galera daí começa a
frequentar a igreja e no domingo e chega
lá no domingo e fala assim: "Pastor,
que que eu preciso fazer? Porque a vida
tá difícil, tá? Não sei o que tá o seu
dízimo, faz uma oração, faz um não sei o
que lá". Aí a galera vai lá, p pa p pa
pa pá, faz um esquema, deu o dízimo na
segunda, fez oração no Não, deu o dízimo
no domingo, fez oração, na terça-feira
chegou a geladeira pelo crédito
facilitado, pelas políticas públicas que
rolaram na onda rosa aqui na América
Latina, por exemplo, pelo planejamento
que os estados nacionais tiveram sobre
determinados governos de como assimilar
esse volume de crédito chegando. Um
monte de coisa tá acontecendo. A galera
se beneficiou,
se beneficiou e prosperou.
Fez o teste de ir na igreja.
e fazer as promessas e no dia seguinte
chega, tá entregue. Mas não é porque a
igreja garantiu, é por causa das da
conjuntura internacional, desses
processos históricos acontecendo. E no
caso do Brasil especia em específico
durante os anos 2000 pelo governo PT,
que aliás se eu lembrar vou colocar aqui
no chat e no na descrição aqui do vídeo
depois que ficar gravado, o livro
Fascismo como Religião que a gente poôde
publicar, que o último capítulo a gente
fala sobre isso, né? sobre a questão da
taxa de consumo e como que isso
beneficia a própria teologia da
prosperidade, né? Não é um grande plano,
um grande planejamento, mas isso
acontece
e é muito louco, né? Porque aí a galera
vai ter crédito facilitado, vai ter
minha casa, minha vida, eu moro na minha
casa, minha vida, senão não teria casa,
né? Aí vai ter acesso à universidade,
vai poder financiar o seu carro, vai
poder ter um um o chamado aumento da
classe média, da classe C, sei lá, o
nome que o pessoal vai dando, é classe
C, classe D, tal, que a galera que
aumentou seu padrão de consumo, não é
que ela garantiu classe média, ela
melhorou o padrão de consumo dada essa
conjuntura. E essa conjuntura sobre essa
religião que tá crescendo, a
prosperidade prometida é entregue, não
por causa do do divino ou dos pastores,
mas por causa dessa relação específica
de conjuntura durante o final dos anos
80, durante os anos 90, em especial
primeira década dos anos 2000. Só que a
partir daí começa a ter uma crise
interessante, porque a galera começa a
não ter mais esse acesso que tinha e
começa a dificultar consideravelmente a
vida e a gente tem novas crises hoje. De
todo modo, que que interessa aqui nesse
papo todo?
Todo o processo dessas igrejas
evangélicas em seu estabelecimento
durante o século XX foi para conseguir o
seu lugar, sua posição social
estabelecida, relação com o poder
político, estabilidade dentro da
sociedade, estabilidade interna para
poder fazer seu projeto de expansão do
ponto de vista denominacional,
congregacional e tal. E quando acessa
esse processo, quando acessa esse lugar,
imagina chegar um cara e falar: "Mas
isso aí tá todo errado, hein? O
capitalismo tá todo errado, tem que
acabar". Aí o cara fala: "Pô, agora que
eu cheguei e agora que eu me estabeleci,
você vem dizer que tem que mudar tudo?
Tá maluco?"
Mesmo que essa galera não perceba, o
grande esforço é para conseguir
inserir-se dentro da reprodução social
capitalista.
E esse processo de inserir-se faz com
que você seja defensor da manutenção da
ordem vigente.
E aí que tá.
Então
essa é uma parada muito massa, cara.
Essa é uma parada muito massa. É a
adequação do ponto de vista
institucional
ao capitalismo e uma comemoração desse
processo.
Vai ver.
Último passo desse papo, vamos olhar um
outro gráfico aqui muito importante.
Essa aqui é uma estipulação de uma
pirâmide
da divisão social do trabalho.
Chegou na hora certa, Guilherme. Seja
muito bem-vindo, Guilherme. Toma aí.
Chegou na hora certa da gente falar
sobre a divisão social do trabalho do
capitalismo e como isso vai se articular
como último passo aqui da nossa
discussão sobre a defesa institucional
das igrejas e alinhamento ao catalismo.
Essa divisão aqui, ela é bem genérica,
mas pra gente entender como ela
funciona. Classe não se organiza por
renda. Renda não explica classe, renda
explica renda, né? explica capacidade de
consumo. Capacidade de consumo não é
classe. É claro que por meio do
capitalismo, se você tem uma maior
capacidade de consumo, você tem uma
maior capacidade de acessar recursos e
bens e bens escassos dentro da
sociedade. Porém, contudo, entretanto,
todavia, não se pode confundir essas
duas coisas. Classe tem a ver com
divisão social do trabalho e a
manutenção de privilégios que você tem
dentro dessa divisão social do trabalho.
Por quê? Porque dentro do capitalismo e
das mercadorias é necessário que haja
escassez para que o preço das coisas
subam. E como tudo vai virando serviço e
mercadoria, a gente entra nessa loucura
de disputas. O capitalista é aquele que
é dono do meio de produção, aquele que
decide efetivamente sobre a divisão
social do trabalho, para onde ela vai e
para onde vai o rumo dos trabalho de
todo mundo. Afinal, é o cara que
coordena a massa da divisão social do
trabalho. É uma divisão social, é um
trabalho interdependente, socialmente
estabelecido, mas os rumos desse
trabalho vão de acordo com os interesses
desse cara. O interesse é lucro, porque
já tá pré-estabelecido que no mercado
ele tem que tirar lucro. Então, para ele
obter lucro, ele coordena toda uma
divisão de trabalho. Abaixo desses
capitalistas estão os gerentes e
administradores, os CEOs, a galera que
gere a empresa do capitalista, porque o
capitalista não trabalha.
Eh, a
o animal não é capaz de tomar decisões.
Ele precisa de alguém que faça essa
gerência para ele. Imagina, ainda mais o
grau de corporações que a gente tem, o
tamanho das corporações, é impossível do
cara gerir esse negócio. Então, abaixo
tem esses CEOs das empresas, essa galera
toda que faz a gerência e administração.
Abaixo dessa galera, nessa divisão
social do trabalho, tem um trabalho
qualificado de manutenção do sistema,
né? Que é o quê? é a galera que é
profissional liberal, é os juízes, os
médicos, os médios e pequenos
empresários que tomam eh que disputam
por preços, né, e são subalocados de
acordo com o capitalista mesmo. É uma
galera aí que tem que trabalhar, mas que
recebe um bom um bom honorário para esse
trabalho. Então, é importante a gente a
gente perceber isso aqui, ó. Então, um
trabalho qualificado de manutenção do
sistema. professores eh muitas vezes
entram nessa daqui, ainda que seu
salário seja baixo e precarizado, mas
entram nessa posição aqui de trabalho
qualificado.
Tem um trabalho qualificado que ele não
é de manutenção do sistema, né? Não é o
cara que é o médico que vai cuidar do
cara para ele voltar um quanto antes
para trabalhar, nem o juiz que cuida da
ordem legal necessária para que o as
regras da sociedade não sejam quebradas.
Não é um trabalho qualificado,
produtivo, que é a galera da fábrica, o
pessoal ali que garante que a produção
efetivamente role, seja na indústria ou
no campo, trabalhadores assalariados,
essa coisa toda. Abaixo tem a galera que
é de trabalho sem qualificação, trabalho
de de trabalhos reprodutivos, né,
domésticos, de cuidados reprodutivos, de
trabalhos braçais, construção civil, né,
galera ali que fica batendo laje,
levantando parede, não tem uma
qualificação específica. Você só precisa
garantir tua força ali gastada, vamos
dizer assim, constantemente e abaixo tem
a galera sem nenhuma qualificação e que
não é absorvida pelo mercado de maneira
nenhuma. Não, não tem, não tá
conseguindo acessar esse negócio. Essa
divisão social do trabalho, dentro da
qual rola aquela reprodução que a gente
falou agora há pouco. Por que que é
importante falar isso? Onde é que estão
os pastores nessa nessa pirâmide?
Isso é importante.
Os pastores entram em qual qualificação
de trabalho aqui,
saca?
Os pastidores são profissionais em geral
que precisariam ser qualificados do
ponto de vista de que tem que ter
estudo, né? Vai pregar, vai fazer suas
coisas, tem que ter o planejamento da
expansão da igreja, de organização e
mediação de relações entre as pessoas,
de administração e gerência daquele
espaço. São pessoas que tm que se
qualificar.
Ah, Bruno, mas nem todo mundo é
qualificado. Verdade. Muitos dos
pastores são, como, por exemplo, o
camarada que é que é porteiro aqui no
prédio que eu moro. Ele é vigia, né?
Vigilante,
trabalha como controlador de acesso e é
pastor,
cara. tem dupla jornada,
eh, pastor fim de semana e tal, e ele
não tem uma qualificação alta, mas ele
ocupa esse cargo. É verdade. Mas ele não
é um cara que tá, por exemplo, como
decisor na igreja, ele está em uma
denominação periférica.
E quem decide mesmo na igreja que ele
participa é um outro cara, é o cara que
tá lá na sede. O cara que tá lá na sede,
que é pastor lá da sede, ele é branco de
classe média, que tem acesso a bens
escassos de educação e formação.
Provavelmente é filho de um pastor
anterior,
reproduzindo sua classe e sua dinastia.
A galera que decide dentro da igreja,
ela decide mesmo, tá nos cargos
decisórios, tá ali na na nas editoras,
né, nas casas publicadoras, nas
editoras,
tá ali nas na na no pessoal que decide
sobre a produção musical que vai ser
consumida nas igrejas em massa.
A galera que decide sobre os rumos de
expansão da igreja nos cargos de
presidente, vice-presidente, não sei o
quê, não sei o quê. Essa galera de
classe média aqui, ó, trabalho
qualificado, cara. Tá no trabalho
qualificado.
Tá ali como uma classe média que tem
seus bem estabelecidos. E se tá dentro
das dinastias evangélicas, que é o que a
gente comentou na primeira parte, e
aquela galera que vai ficando e vai
ocupando seus cargos e tal e garante que
seus filhos ocupem seus cargos, essa
coisa toda e a galera próxima que
reproduza sua classe social e sua casta.
Por que que ela vai contra? Por que que
ela vai contra? Por que essa ordem
estabelecida, qual seria o motivo dela
ir contra se ela conseguiu seu
privilégio?
E nem falo sobre ter consciência disso.
As pessoas, em geral, a gente não tem
consciência porque a gente não tem
consciência de classe. Ninguém tem,
raramente a gente tem consciência de
classe.
Tenta se encaixar nessa pirâmide e
pensa: "Qual é o seu interesse, manter
essa ordem ou ter que substituir ela? o
interesse da sua classe,
especialmente quem não tem qualificação
ou quem é super explorado, o interesse é
acabar com isso, porque eu quero acabar
com a super exploração. Só que a classe
média no geral tá aqui, ó, nesse bolinho
das três primeiras partes. E esta classe
média dessas três primeiras faixas aqui,
é a classe onde tem a maior disputa
política ideológica efetivamente de
combates, de produção de conteúdo, essa
coisa toda, que é a galera que tá
disputando e que entra nas contradições
do conteúdo ideológico e político de ir
contra o a favor dos interesses de sua
classe. Do ponto de vista da ordem do
sistema, é do interesse da classe média
preservar sua posição de privilégio,
porque ela corre risco de perder o
privilégio e alguém que vem de baixo
vira aqui para cima.
ao passo que quem tá embaixo quer ir
para cima ou acabar com essa pirosca
toda. Então ela vai lutar entre as
classes. Há um conflito e luta de
classes entre as classes e intraclasses.
Se a gente percebesse, do ponto de vista
da reprodução social, ia todo mundo
contra a manutenção da do do do da do da
propriedade privada dos meios de
produção, porque do ponto de vista
social de inteligente, só que tem essas
questões pessoais de eh comunitárias
menores de organizações que fazem com
que a gente lute entre a gente também e
as classes médias como uma boa
trincheira nesse processo. que quem tá
embaixo não quer, quer subir, quem tá em
cima não quer cair. E nesses processos
há a luta e conflito de classes.
A igreja se adequa ao capitalismo porque
as suas grandes lideranças lutam pelo
privilégio de sua classe como classe
média privilegiada
em relação aos demais e que se
estabeleceu como classe média
privilegiada dentro do processo de
evolução da própria igreja evangélica.
Saca? Tem razão, João. E é verdade. Eu
vim das Assembleias de Deus. Muitos dos
pastores dessas assembleias de Deus são
negros, mas quem decide?
Samuel Ferreira, Samuel Câmara,
Aí Fávo,
o Gabi,
quem decide que classe que é, que cor
que é?
Quem decide verdade na igreja? É aí que
tá. E a partir dessa posição
privilegiada e decisória, faz com que a
igreja institucionalmente se alie à
manutenção da ordem capitalista.
conservadora, pilantra e canalha que
explora os seus trabalhadores de baixo,
os pastores de periferia, as mulheres na
na que nem tem direito a ser pastora, as
mulheres que são super exploradas nas
escolas bíblicas dominical, cuidando de
criança, trabalhando muito mais que
pastor pilanta e sem vergonha, que fica
andando em BMW, que nos custa não sei
quanto,
super explora uma rede imensa para
manter a sua posição e fazendo com que
todo mundo trabalhe de acordo.
E aí parece que a voz de Deus e voz da
igreja tá defendendo o capitalismo,
porque além de tudo se apropriam disso,
né? Porque eles são os os o os poderosos
em voz de Deus. Então, mano, isso aqui é
muito sério. Isso aqui é um papo muito
sério, porque quando a gente olhar o o
quando a gente olhar o o senso, vai
aparecer o quê? O censo vai aparecer que
a maior parte dos evangélicos são
mulheres negras de periferia. E é
verdade, mas quem decide na Igreja
Evangélica Brasileira é Homem Branco de
classe média.
E aí, meu amigo, o cara vai defender
pelo seu privilégio? Sim. Vai lutar pela
sua classe, sim. E vai se aliar com a
classe política que garantir os seus
privilégios. Sim. Um beijo, Malafia.
Oi, Bruno. Fala, Cláudio. Você poderia
indicar bibliografia para aprofundamento
a respeito do assunto? É claro. Além dos
artigos que nós temos na revista Zelota,
que são muito bacanas a respeito. E lá a
gente também faz referências
bibliográficas. Eu queria destacar é que
o Gideon Freire Alencar,
cara que mais manja de de de
pentecostalismo nesse país, o trabalho
da Marina Correa, Marina Correa sobre as
dinastias pentecostais, que é excelente
trabalho da Marina Correa. A Jaqueline
Teixeira, brilhante o trabalho da
Jaqueline Teixeira, são autoras e autor
que entendem desse núcleo básico do
evangelicalismo brasileiro que dá
tendência pros demais.
E cara, e aí, por exemplo, eu nem falei
ainda, nem falei sobre isso, mas a
quando surge a teologia da prosperidade
com os teleevangelistas, né, tipo Ed
Macedo, RR Soares, o imitando os
gringos, tipo Tim Swagart e aqueles
outros malucos lá, essa galera vai
fazendo, vai dar uma outra tendência que
é dentro do pentecostalismo, todo mundo
agora tem que ser showman e tem que
fazer produtos para serem consumidos em
massa. Isso também altera uma parada
muito interessante.
Sim, João, você pode dar quantos
exemplos você quiser.
[Risadas]
Na convenção quem manda, cara?
Na CGADB, quem que manda, pô?
Quem ocupa os cargos decisórios? Quem
seleciona quais livros entram ou não
entram?
O ponto é esse. E aí, meu amigo, não
pega só raça. Eu falei de raça por
questões, inclusive majoritárias de
classe média e tal, mas pega por classe.
Classe, raça. Essa a combinação que a
gente tá fazendo. Classe, raça e gênero.
Aqui é uma análise interseccional.
É ver o padrão.
Então, mesma coisa que pegar que a
maioria evangélica é pobre, preta de
periferia e mulher, mas na hora que
diferencia quem ocupa cargo decisor e
quem não, muda consideravelmente quatro.
Então é muito muito massa. Exatamente,
Luiz, né? N e e na ó, ó que doideira,
né? Na presbiteriana tem o Supremo
Concílio, né?
E aí na presbiteriana você sempre tem
eleição para ver o president, né? O cara
que vai ali presidir e pá, essa parada
toda. Há quantos anos é o mesmo cara?
Até nisso os caras tão tendência
episcopal, pô. Até no nos lugar que não
era para ser episcopal é o mesmo humano
a 6630 anos.
É, meus amigos, então essas essas
paradas a gente tem que analisar e
discutir de uma maneira séria
para entender essa relação entre
capitalismo e religião, óbvio,
capitalismo e igreja evangélica, óbvio,
e também para saber fazer a crítica no
lugar certo e planejar, caso a gente
tenha uma intenção de uma outra igreja
enquanto religiosos e religiosas, uma
outra experiência religiosa para não
reproduzir esse mesmo tipo de lance,
porque a gente vai ter muita igreja
progressista que faz o quê? só disputa
nicho de mercado e se adequa igualzinho
as conservadoras ao capitalismo.
É igual a igreja conservadora, só que
sabor morango. Aí,
parabéns, sem nenhuma consciência de
classe, sem nenhum planejamento dentro
de um projeto nacional interessante.
Temos que pensar, põe a mão na
consciência. Bote a mão na consciência.
Mas é isso, rapaz. A gente falou hoje,
hein? Caraca. Mas acho que foi legal,
hein? Acho que foi legal. Vai dar uns
dois cortes imenso super lado político e
o lado econômico. Acho que vai ficar
legal. Vai ficar legal. Vocês curtiram a
aula aí, aulinha geral. Dá papo, mano.
Dá papo. Dá papo. Que é massa.
Não é fácil, né? Seria mais fácil eu
fazer um um res um vídeo de 15 segundos
no TikTok, mas aí a gente não ia
conseguir fazer esse tipo de análise que
a gente tá fazendo. Então faz nem
sentido aqui exigir esse tipo de coisa.
Tem que fazer a parada com cuidado, com
cuidado, com cuidado,
né?
[Música]
É isso aí, minha gente. Chegou, passamos
da hora do almoço já. E aqui a gente
respeita o almoço. Em qualquer fuso
horário do planeta, nós respeitamos o
almoço. O meu fuso horário ainda é o
fuso horário daqui e tá me dando fome,
muita fome. Eu acordei muito cedo, tô
com bastante fome.
Mas é isso, beleza? Espero que vocês
tenham curtido esse papo, hein, minha
gente, que tenha rendido aí. Agradeço
imensamente todo mundo que passou aqui
por essa livezinha numa quarta-feira de
manhã até a hora do almoço que foi
bacana. Espero que vocês tenham curtido.
Ainda bem que o almoço já tá pronto. É
só dar uma esquentadinha. Fiz uma
lentilha maravilhosa na segunda-feira à
noite e ela ainda está rendendo.
Lentilhazinha ficou show de bola.
Lentilhazinha, arroz. P que eu já fiz
toda a carne que eu tinha, que era um
filé mi suino delicioso, que eu dou a
dica para vocês, né? Como é uma carne
boa e barata. Filé me suíno
entre a carne suína é mais cara. É, mas
ela é melhor e mais barata que a carne
bovina. E é uma delícia. Então dá para
temperar de diferentes maneiras. Na
segunda eu fiz com curry, mas na sexta
eu tinha feito essa carne aí com limão,
sal, pouquinho de pimenta do reino e
páprica doce. Ficou excelente. Então
você fica a dica aí culinária. Fica bom.
Vamos lá, né? Como diria o advogado do
general Heleno, já podemos almoçar?
Eu espero que sim. Eu espero que sim.
Que a gente possa ir almoçar ou fazer um
brant reforçado
tal qual Alexandre de Moraes, que faz
Bruns reforçados.
O Brunch também é um conceito muito
esquisito para mim, mas é coisa minha,
cara. William, eu também, cara. Eu e eu
respeito todo mundo que vem aqui para
trocar ideia. Ninguém precisa gostar do
que a gente tá fazendo, ninguém precisa
gostar do conteúdo, mas tem que trocar
ideia, tem que bater um papo, não pode
ser babaca. E o João é o cara massa,
mano. Tá sempre aqui trocando ideia com
a gente, tá sempre vem aqui, peito
aberto, troca ideia. É isso, é isso, é
isso, mano. E o William tá toda razão. E
João, estamos junto, cara. Eu tô
contigo. Estamos batendo papo. Aí tem
que trocar ideia. É isso aí, pô. Tem
toda a razão. Toda a razão. E a gente
tem que criar um ambiente saudável aqui,
gente. Gente que acompanha essa
livezinha aqui, esse canalzinho,
ambiente saudável, em que a gente possa
trocar ideia. É fácil? Não,
é difícil, com certeza, mas a gente vai
conseguir. Nós vamos conseguir porque
seguimos aqui, né, trazendo a boa nova
todo dia último até a vitória final.
Então, a gente vai conseguir fazer isso.
Agradeço todos, todas, todos. Agradeço o
William por tá aí, porque tá em situação
de Canadá e participou desse papo, o que
não é fácil também. Então, abraço aí,
meu querido. Espero que a situação de
Canadá melhore para você e você continue
aí,
então que dê tudo certo e nós podemos
seguir alegres e contentes trocando
essas ideias.
Venceremos em nome de Jesus. Amém, né?
Deus abençoe muito a todos, todas e
todos. Você que não crê em Deus, não tem
problema.
Ele gosta de você do mesmo jeito. E a
gente segue trazendo a boa nova todo dia
útil até a vitória final. Certo, minha
gente?
[Música]
Boa nova todo dia útil
até a vitória final.
[Música]
Valeu, Oh.

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