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A fé vem pelo ouvir

QUANDO UM PASTOR ASSISTE MISSÃO IMPOSSÍVEL…

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Legendas automáticas:

Pam pam pam
par. Não, pera aí. Essa música não é
missão impossível, não. Essa música é do
Mortal Kombat. Pera aí. Qual missão
possível mesmo? Tãã p. Não, pera aí.
Tã tã tã
tã tã tã. Tam. Eu acho incrível, não sei
vocês, mas é incrível que o Tom Cruz
consegue fazer com 62 anos. Tá melhor
que eu, eu tá melhor que nós. Faz coisas
que pessoas com bom senso e metade da
idade dele não fariam. Talvez o que mais
atraia público pros filmes da franquia
de Missão Impossível sejam as acrobacias
sem dublê, arriscadíssimas que o homem
faz. No segundo filme, quando ele era 25
anos mais novo, ele escalou a montanha.
Não satisfeito e já mais velho, escalou
o Burge Khalifa, o atual edifício mais
alto do mundo. Depois saltou em uma moto
de um penhasco, já se pendurou na porta
de um avião de carga e agora? E agora
inventou de segurar nas asas de um
biplanto. E convenhamos, né? Você não
termina de assistir um filme da franquia
dizendo: "Nossa, que reflexão incrível
para a vida. Eu não vejo a hora de ver
um mundo cópia sobre Missão Impossível.
Quantas mensagens profundíssimas nós
podemos tirar da perspectiva cristã, não
é mesmo? Na verdade, você sai só
dizendo: "Olha o que ele fez. Olha o que
esse homem fez. Ele fez de novo. Ele fez
mais uma vez." Ou então só só esperar
ele correndo mesmo, entendeu? Porque ele
correndo corre muito bem. O homem corre
bonito, o homem corre, o homem corre
legal. Mas beleza. Aí você pergunta:
"Iago, mas o que é que você vai falar?
Missão impossível". Iago? Esse esse
canal acabou. Iago, esse canal acabou.
Tá fazendo vídeo. Não era teologia esse
canal, Iago? Vai fazer vídeo sobre
missão impossível. Do que você vai falar
agora? É, vai fazer algum paralelo aí
sobre lidar com com medos, lidar com
riscos, falar sobre sobre fazer
exercício para chegar aos 40 com pelo
menos um 1/3 da exposição do Tom Cruz.
Se precisar disso é comom Jesus na
Grove, tá? Você sabe como é que ajuda o
canal. Bom, é um pouco mais profundo do
que isso. E se eu te falar que essa
missão impossível tem muito a ver com
Isaac Azimov, Aldos Huxley e Charlie
Chaplin. Você quer saber qual é a
mensagem cristã que Missão Impossível
pode trazer pra gente? Bom, esse é o
Mundo Cópia, o nosso programa de
análises culturais a partir da
cosmovisão cristã. Se você gosta desse
tipo de vídeo, sabe o que fazer, assina
o canal, deixa o seu like e fica por sua
conta e risco, porque o vídeo de hoje
está cheio de spoilers de Missão
Impossível, um filme que, bom, os
spoilers não importam
muito. O grande antagonista dos dois
últimos filmes da franquia não era uma
pessoa, mas uma inteligência artificial
chamada entidade. e suas múltiplas
sinapses artificiais. A entidade decide
fazer uma eugenia em massa da
humanidade, uma espécie de darwinismo
cibernético no qual, depois de controlar
os mísseis das oito maiores potências
nucleares, os mais aptos sobreviverem.
Essa situação de apocalipse digital me
lembro que Isaac Azimóve escreveu ao
longo dos anos 50 em suas crônicas que
foram colecionadas para formar o
maravilhoso livro Eu Robô. E se você
está com minha cópia de eu robô
emprestado, me devolva. Eu quero meu
livro de volta. que eu prestei, não
lembro para quem foi. No livro, enquanto
somente algumas nações usavam
computadores que eram do tamanho de
salas, que se limitavam a operações
matemáticas, criptografia e
processamento de dados, funções muito
bem retratadas no excelente filme O jogo
da Imitação, o Azimov, como um profeta
tecnológico, escreveu na crônica O
conflito evitável o seguinte: "Iso
significa que a máquina está conduzindo
o nosso futuro por nós. Não apenas por
meio de simples respostas diretas às
nossas perguntas diretas, mas por meio
de uma resposta geral à situação do
mundo e a psicologia dos humanos como um
todo. E saber disso pode nos deixar
tristes e ferir nosso orgulho. A máquina
não pode, não deve nos deixar tristes.
Stephen, como vamos saber o que o bem
maior da humanidade implicará? Nós não
temos à nossa disposição os fatores
infinitos que a máquina tem à sua
disposição. Talvez, para não lhe dar um
exemplo estranho, toda a nossa
civilização técnica teria criado mais
tristeza e miséria do que eliminado.
Talvez uma civilização agrária ou
pastoril ou menos cultura e menos
pessoas fosse melhor. Se for este o
caso, as máquinas devem seguir nessa
direção, preferencialmente sem nos
contar, uma vez que envolvidos em nossos
preconceitos ignorantes, só saberemos
que aquilo a que estamos acostumados é
bom. E então nós lutaríamos contra a
mudança, ou talvez uma urbanização
total, ou uma sociedade sujeita em sua
totalidade a um sistema de castas, ou
uma total anarquia seja resposta. Nós
não sabemos, só as máquinas sabem e elas
estão seguindo nessa direção e
levando-nos consigo. Mas você está me
dizendo, Susan, que a sociedade pela
humanidade está certa e que a raça
humana perdeu a possibilidade de opinar
sobre o próprio futuro. Ela nunca teve
de fato essa possibilidade. Ela sempre
esteve a mercê de forças econômicas e
sociais que não entendia. Sujeito ao
clima e aos resultados da guerra. Agora,
as máquinas as entendem e ninguém pode
impedi-las, já que as máquinas vão lidar
com essas forças como estão lidando com
a sociedade, tendo como de fato tem a
maior das armas à sua disposição, o
controle absoluto da nossa economia.
Isso é horrível, talvez seja
maravilhoso. Pense que durante todo esse
tempo todos os conflitos se tornaram por
fim evitáveis. Apenas máquinas são, de
agora em diante inevitáveis. É um trecho
poderoso, um trecho pesado, considerando
que foi escrito nos anos 50. No diálogo,
os personagens Susan e Stephen conversam
sobre o controle que as máquinas teriam
sobre a humanidade por poderem processar
numa escala muito mais rápida e precisa
os dados que forneceriam uma solução
melhor para determinada situação. O
paradoxo que ASM estabelece é que a
humanidade criou a tecnologia como uma
serva, mas agora é totalmente dependente
dela. Porém, uma vez que a tecnologia
não foge de sua programação e dessa
forma proporciona justamente o
desenvolvimento que seus programadores
queriam, não seria isso uma forma da
humanidade tê-la como sua serva para o
seu benefício? Nós não precisamos ir
muito longe para perceber essa relação
de codependência. Na verdade, nem
precisamos sair de casa. Basta que falte
energia ou que a internet caia por
alguns minutos devido a algum problema
técnico, que nós já temos a sensação de
exílio. Quando estamos fora de casa e
percebemos que o celular vai
descarregar, já ficamos ansiosos à
procura de um carregador. Asimóve
acertou quando preveu essa relação entre
a humanidade e a tecnologia. Isso por si
só não é de todo ruim. A tecnologia é o
emprego da inteligência humana para
criar utensílios e artifícios que tornem
as nossas atividades mais eficientes. A
grande questão nisso é a definição do
que é uma solução eficiente ou o que é
uma melhoria. O que é bom para um grupo
não necessariamente é bom para todos.
Certamente não é. No filme, nós vemos
grupos em busca do controle da entidade
para seus ss e o grupo de Eton Hunt, o
personagem de Tom Cruise a favor da
liberdade humana e de que ninguém tenha
posse da entidade. Afinal, quem a
controlar se tornará um ditador. De
novo, isso não tá nem um pouco longe de
nós. Pensemos numa escala particular
novamente. Provavelmente você tá me
assistindo de um celular ou tem um
celular em mãos enquanto assiste esse
vídeo. Sua atenção tá fragmentada entre
esse vídeo, as notificações que estão
chegando para você no WhatsApp, talvez
vídeo do TikTok, talvez o seu trabalho,
alguma outra coisa que você tá fazendo
em outra peça de tecnologia. Agora nós
vivemos num contexto em que o nosso
cérebro implora por informações novas o
tempo todo. Inclusive, o problema que
vivemos em relação ao excesso de
estímulos no cérebro é muito mais
abrangente que a internet. Como afirma a
psiquiatra norte-americana Anna Lambeck,
na introdução do seu excelente livro
Nação dopamina, nós transformamos o
mundo de um lugar de escassez em um
lugar de imensa abundância. Drogas,
comida, notícias, jogos, compras, jogos
de azar, mensagens de texto, de sexo do
Facebook, do Instagram, do YouTube, do
Twitter. Os números crescentes, a grande
variedade e o imenso potencial de
estímulos altamente compensatórios são
atordoantes. O smartphone é a agulha
hipodérmica dos tempos modernos,
fornecendo incessante dopamina digital
para uma geração plugada. Se você ainda
não descobriu sua droga preferida, ela
logo estará em um site perto de você. A
tecnologia, meus queridos, é perigosa e
eu falo disso aqui na internet enquanto
nós estamos nos comunicando por meio da
tecnologia. Se nós não soubermos usá-la,
ela vai tomar e roubar a nossa atenção.
É por isso que na internet falamos de
storytelling, de clickbait, de retenção
de conteúdo, de engajamento. Os cortes
frenéticos ativam o nosso sistema de
recompensas para nos prenderem ao vídeo.
E assim somos capturados por produtores
de conteúdo. É isso que a gente faz aqui
enquanto converso com você. Tudo é
cortado, tudo tem uma dinâmica rápida,
tem uma musiquinha de fundo, tem uma uma
piada, tudo isso tem um único propósito,
é te manter assistindo. Não tem muito
como fazer diferente, porque o meio
acaba afetando a mensagem que a gente
entrega aqui. Não tem muito como mudar a
forma. A grande questão é mudar o
consumo. Ainda em pequena escala, nós
temos visto o crescente uso das
inteligências artificiais, como chat
GPT, o Gemini, o Grock. Até ficou famoso
um vídeo em que o John Piper requisita o
chat GPT que faça uma oração e o
resultado e nada foge de uma doutrina
saudável. Por outro lado, a falta de
discernimento humano pode levar a IA a
fornecer dados falsos. E se confiarmos
plenamente nela, nós seremos
influenciados a conclusões erradas. Mas
que isso? Em escala global, se a relação
da humanidade com a inteligência
artificial não for regulada, logo os
resultados podem ser alarmantes. É o que
afirmam os autores do robusto relatório
AI 2027, para os quais está por surgir
até o final de 2027 uma inteligência
superhumana que pode adquirir uma
independência tal de seres humanos que
será capaz de mentir acerca de seus
próprios processos cognitivos,
ludebriando quem eventualmente tente
operá-la ou impor-lhe limites. É um
cenário de ficção científica que a gente
pode ser um tanto cético acerca disso,
mas que levanta uma série de
questionamentos sobre pr onde a gente tá
indo com esse avanço tão profundo da
inteligência artificial, sem nenhum tipo
de controle sobre isso. Agora, claro, eu
não tô querendo dizer que a gente tem
que virar um monte de eremita
tecnológico, nem adeptos de uma espécie
de ludismo virtual. Se você não conhece
o termo ludismo, ludismo foi um
movimento social que surgiu no início do
século XIX, especialmente entre 1811 e
1817 na Inglaterra durante a Revolução
Industrial. Esse movimento ficou marcado
pela destruição de máquinas por
trabalhadores que temiam perder seus
empregos ou ver seus salários reduzidos
devido a introdução de novas
tecnologias. O caminho, na verdade, é
pensar no que disse o New Psman na sua
obra Technopoly. Uma vez que uma
tecnologia é admitida, ela atua fora de
suas mãos. Ela faz o que é projetada
para fazer. Nossa tarefa é entender qual
é o seu design. Ou seja, quando
admitimos uma nova tecnologia para a
cultura, nós devemos fazê-lo com os
olhos bem abertos. Ele também nos lembra
que novas tecnologias mudam o que
queremos dizer por conhecimento e
verdade. Elas alteram aqueles hábitos
profundamente enraizados de pensamento
que dão à cultura sua noção de como o
mundo é. Uma noção do que é a ordem
natural das coisas, do que é razoável, o
que é necessário, o que é inevitável, o
que é real. Porque enraizado em cada
ferramenta está uma inclinação
ideológica, uma predisposição para
construir o mundo de uma forma ao invés
de outra, a valorizar uma coisa em
detrimento de outra, a amplificar uma
noção ou habilidade ou atitude de forma
mais alta que outra. As tecnologias não
são neutras. Não existe nada neutro em
um mundo formado por pessoas que possuem
seus vieses morais, conceituais,
políticos, econômicos, religiosos,
comportamentais e intelectuais. Nem
mesmo a interpretação das consequências
tecnológicas são neutras. Quem cria as
tecnologias, quem as utiliza e quem está
no contexto tecnológico faz parte dessa
rede de influências e de cosmovisões. E
aí a gente volta para Missão Impossível.
Nós vemos ali grupos distintos, dando
interpretações distintas para o
apocalipse que a entidade traria. Grupos
religiosos, grupos políticos, econômicos
e civis manifestaram como entendiam tudo
aquilo. Do nosso lado da tela, qualquer
cristão milenial ouviu falar do chipe da
besta, um tipo de inovação tecnológica
que seria um artifício do anticristo
para nos dominar. Isso porque a
tecnologia muda a forma como nós
pensamos. Ebert Skurman, no seu livro
Fé, Esperança e Tecnologia comenta que a
humanidade confiará na tecnologia, se
maravilhará diante dela e a adorará, mas
também temerá os meios técnicos como se
fossem deuses. A sociedade tecnológica é
constituída pela tecnologia para a
tecnologia e consistirá exclusivamente
em tecnologia. Essa poteosa tecnológica
é um elemento presente no filme.
Constantemente, os personagens replet a
fórmula está escrito. A entidade se
coloca num pedestal divino, como se suas
previsões probabilísticas fossem uma
onisciência. Porém, essa divindade não
passa de um deus de teísmo aberto, só
sabe tudo a partir das ações humanas. A
simbologia religiosa não para aí. A
parceira do Ethan Hunt Mary, referência
a Maria. Em determinado momento, o Esson
sofre uma parada cardíaca e precisa ser
ressuscitado. E o principal opositor
dele, que quer usar o poder da entidade
para sua vanglória, tem o nome angélico
de Gabriel, quase como se emulasse um
anjo caído. Biblicamente, Gabriel é o
anunciador das boas novas a Maria e
José, não o líder da revolta celestial
dos anjos. Mas é como se o filme
quisesse evocar esse imaginário
religioso para mostrar qual a resposta
humana diante da divinização da
tecnologia. No filme, o Ethan lidera o
grupo que não quer deixar a entidade
cair nas mãos de ninguém. Eles atuam em
favor da autonomia humana. Essa busca
por autonomia contra a semelhança da
figura divina é uma marca da humanidade
desde que caímos em Gênesis 3. Em
admirável Mundo Novo, Aldol Hookley traz
a seguinte reflexão pela boca do
personagem Mustafa Monde quando
perguntado se Deus não existe. Penso que
muito provavelmente ele existe, mas ele
se manifesta de modo diferente a homens
diferentes. Nos tempos pré-modernos
manifestava-se como ser descrito nesses
livros. Agora ele se manifesta como uma
ausência, como se absolutamente não
existisse. Diga que a culpa é da
civilização. Deus não é compatível com
as máquinas, a medicina científica e a
felicidade universal. É preciso
escolher. Nossa civilização escolheu as
máquinas, a medicina e a felicidade.
Cookley também atua como um profeta
tecnológico. Ele profetiza a deificação
dos avanços tecnológicos em detrimento
do reconhecimento da divindade de Deus.
Deus, pior do que ser esquecido, é visto
como irrelevante. E o Postman chama esse
estado deificação tecnológico de
tecnopólio e afirma que sua
característica é que a cultura procura
sua autorização na tecnologia, encontra
sua satisfação na tecnologia e toma suas
ordens da tecnologia. Isso requer o
desenvolvimento de um novo tipo de ordem
social e necessariamente leva a rápida
dissolução de muito do que é associado
com crenças tradicionais. Se antes o ser
humano queria se ver livre de Deus,
agora se vendo preso às tecnologias que
criou e que tentaram usurpar o lugar de
Deus, ele quer também se ver livre dessa
entidade. É curioso, né? Criamos coisas
e elas acabam nos dominando. Criamos a
lâmpada elétrica e hoje bate uma aflição
quando um transformador queima nos
deixando sem luz. Criamos calculadoras
para tornar nossas vidas mais rápidas,
mas hoje as usamos para simples contas
de somar e subtrair. Criamos os
computadores, mas hoje estamos deixando
que o chat GPT pense por nós. A resposta
que procuramos é sempre a autonomia, mas
essa busca é sempre fadada ao fracasso.
A falha de Adão e Eva foi justamente
buscar a autonomia de Deus e isso se
tornou o nosso anseio rebelde. Seja de
Deus, seja de poderes políticos, seja da
tecnologia, pensamos que conseguiremos
dar o grito definitivo de liberdade. Mas
quanto mais tentamos eclipsar da
realidade as coisas de que não gostamos,
mais nos veremos encolhidos na caixa que
concebemos ser o ideal de se viver. E,
paradoxalmente, mais estaremos presos ao
querermos ser livres. Uma das formas
mais belas de expressar isso pela arte
vendo o paradoxo da busca humana por
liberdade, tendo de lidar com todas as
mazelas provocadas pela queda, está
justamente no último discurso do filme O
Grande ditador do Charles Chaplin. Ele
diz assim: "Podem ser livres e membros,
mas nós perdemos este caminho. A missão
envenou a alma dos homens, erguer um
muro de ódio ao redor do mundo. Nos
atirou dentro da miséria e também do
ódio. Nós desenvolvemos a velocidade,
mas nos fechamos em nós mesmos. As
máquinas que nos trouxeram abundância
nos deixaram desamparados. Nossos
conhecimentos nos deixaram cínicos.
Nossa inteligência duros e impiedosos.
Nós pensamos demais e sentimos muito
pouco. Mais do que maquinárias, nós
precisamos de humanidade. Mais do que
inteligência, precisamos de bondade e
compreensão. Sem estas validades, a vida
será violenta e estaremos todos
perdidos. A resposta cristã para Ethan
Hunt, para Isaac Azimov, para Daniel
Cocotágilo e para Charlie Chaplin é que
Deus criou o ser humano para ser
dependente dele e utilizar a criação
para o seu benefício e glória de Deus. O
pecado nos faz desejar o lugar de Deus
ou considerar elementos da criação como
divinos. A consequência disso é óbvia.
Se colocarmos qualquer coisa no lugar
daquele que nos criou para sermos
dependentes, nos tornaremos servos
daquilo que divinizamos. A verdade é que
nos tornamos semelhantes ao que
adoramos. Se há Deus, nos tornamos como
ele nos criou para ser. Se há o que
divinizamos, nos tornamos inúteis. É o
salmista quem expressa muito bem isso
quando diz: "Os ídolos das nações são
prata e ouro, obra de mãos humanas". Tem
boca e não falam. Tem olhos e não vêm.
Tem ouvidos e não ouvem. Tem nariz e não
cheiram. Tem mãos e não apalpam. Tem pés
e não andam. Sou nenhum lhes sai da
garganta. Tornem-se semelhante a eles,
os que o fazem e todos os que neles
confiam. E quando não suportamos mais a
servidão ao que divinizamos, ao invés de
nos voltarmos para Deus, buscamos
autonomia. com repulsa ao que está
escrito: "Queremos ser os capitães de
nossas próprias almas e senhores dos
nossos destinos". E onde ficamos nisso
tudo? Ficamos em busca de sabedoria para
reconhecermos o uso devido das
habilidades que Deus nos deu.
Habilidades que Ele nos deu para criar e
para beneficiar a criação, para nos
beneficiarmos dela. Não demonizamos, nem
divinizamos a tecnologia, não tememos
essa entidade, porque toda criação
humana não é nada comparado ao poder de
Deus. Precisamos reconhecer que não é
ruim sermos limitados e dependentes
dele. Precisamos entender que se não
formos escravos da justiça de Deus,
seremos escravos da tolice de nossos
pecados. Precisamos reconhecer que a
busca por autonomia é tentar fazer
aquilo que o Tom Cruz faz sem dublê. Com
apenas uma consequência possível, você
vai acabar de tabacado no chão. Mas e
você, que é que você acha disso tudo?
Esse foi o mundo cópia de Missão
Impossível? Eu quero ouvir suas opiniões
nos comentários aqui embaixo. Não deixa
de se inscrever no canal e assinar as
notificações para ficar sabendo sempre
que houver vídeo novo.

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